Chefe Final: Algoz da Tormenta – Área de Tormenta

No livro Heróis de Arton, temos uma distinção… Não usual: o Algoz da Tormenta. E apesar da discussões se ela deveria ou não estar no livro, com alguns amigos chegamos a conclusão que a distinção funcionaria bem como um modelo de Chefe Final, conforme apresentado no Ameaças de Arton, pág. 368. A postagem de hoje no Área de Tormenta visa imaginar como funcionaria um Chefe Final: Algoz da Tormenta.

Disclaimer

Antes de tudo, é bastante necessário deixar claro o que este post NÃO é uma tentativa de “corrigir” o Heróis da maneira que ele saiu. Por mais que discordâncias existam, o livro saiu da maneira que os desenvolvedores e membros da editora acharam melhor.

Esse post É uma maneira de integrar o que já foi definido na Distinção com as regras de Chefe Final. Usando as próprias sugestões dadas na distinção para uma “progressão de vilão” nas suas campanhas de RPG.

Algoz da Tormenta

Criando um Algoz da Tormenta

Algozes da Tormenta não surgem do nada, mas são construídos com o tempo, desiludidos com Arton: Elfos que perderam sua pátria e acreditam que nada mais vale a pena em Arton, Goblinóides que acreditam que o Mundo Como Deve Ser na realidade é Tormenta, Hynnes que tiveram seu lar destruído por Ferren Asloth e não tiveram ajuda do reinado.

Um artoniano pode ter diversos motivos diferentes para se desgostar com Arton, mas normalmente esse personagem já conta como um Algoz da Tormenta, mesmo em processo de admissão, recebendo uma habilidade equivalente a Marca da Distinção do Algoz. Ele, por algum motivo que os personagens ainda não sabem, não sofre nenhum efeito da Insanidade da Tormenta, efeitos de medo ou mentais. Além do poder equivalente a Marca da Distinção, ele já tem todos os bônus de Chefe Final (Ameaças de Arton, pág. 368).

“Bênçãos” dos Lordes

Ao invés das Arenas do Chefe Final: Rei da Arena. os Lordes da Tormenta conseguem trazer uma fração da Área de Tormenta do seu Lorde para o local aonde está.

Na sua primeira rodada, como uma ação livre, o Algoz pode lançar Momento da Tormenta como uma Magia Simulada, sem gastar PM e com um total de aprimoramentos igual ao seu ND e com duração cena.

Dentro da área da magia, efeitos adicionais são causados baseados em qual Lorde da Tormenta apadrinhou o Algoz. A CD para resistir aos efeitos é igual à das demais habilidade do Algoz, criaturas geradas pelas habilidades não contam para recompensas do encontro.

Alguns efeitos das “bênçãos” possuem três valores separados por uma barra. Nesse caso, use o valor correspondente ao patamar do chefe final (o primeiro para um chefe veterano, o segundo para um campeão e o terceiro para um lenda).

Aharadak

Quando lança Momento da Tormenta, o Algoz recebe uma magia divina de 2º/3º/4º círculo. Que pode lançar seu efeito básico com uma ação de movimento e sem gastar PM, além disso, toda a área da magia Momento da Tormenta conta como um Templo de Aharadak e como uma Arena – Templo de Aharadak (veja Ameaças de Arton, pág. 60 e 369).

Gatzvalith

Quando lança Momento da Tormenta, o Algoz recebe +2/+5/+10 em testes de ataque e rolagens de dano. Além disso, uma vez por rodada, quando uma criatura falha em um teste de resistência contra uma habilidade do Algoz, ela perde 1d6/1d8/1d10 PM.

Igasehra

Quando lança Momento da Tormenta, uma vez por cena, o Algoz pode invocar um número de criaturas do tipo lacaio com ND somado igual ao seu em pontos desocupados em alcance médio.

Essas criaturas, independente do que sejam, são do tipo monstro (Lefeu) e são imunes a efeitos mentais e de encantamento. Além disso, o Algoz aumenta uma categoria de tamanho.

Raigheb

Quando lança Momento da Tormenta, o Algoz pode invocar um enxame de criaturas da Tormenta em um ponto desocupado dentro da área, as criaturas tem deslocamento 12m e uma ação de movimento que executam no turno do Algoz.

Além disso, causam 4d12/6d12/8d12 pontos de dano de ácido em uma criatura que terminarem seus turnos ocupando o mesmo espaço, e então somem. Os enxames duram uma cena ou até causarem dano a uma criatura, o que acontecer primeiro.

Urazyel

Quando a lança Momento da Tormenta, como um dos efeitos da magia, o Algoz pode colocar uma armadilha em um ponto dentro da área da magia, que conta como uma Armadilha Viva (Ameaças de Arton, pág. 19). Um Algoz pode por um número de armadilhas igual ao seu valor de Sabedoria (Mín. 1). Quando todas as armadilhas são acionadas, o Algoz pode criar novas armadilhas dentro da área com uma ação completa.

Um chefe final Algoz da Tormenta nem sempre aparece já “pronto”, os aventureiros podem encontrar ele em diversos estágios diferentes de Corrupção.

Um Algoz da Tormenta que recém entrou em contato com seu Lorde da Tormenta, pode ter apenas os poderes Lar Infernal Ataque Corrupto, enquanto executa os primeiros passos das ordens de seu patrono. Mas vamos falar melhor sobre esses “estágios”.

Algozes em estágios mais elevados enfrentam heróis cada vez mais poderosos.

Estágios de Corrupção de um Algoz da Tormenta

Como falado acima, um Algoz da Tormenta não vem pronto. Ele pode ser um vilão recorrente na sua campanha, que normalmente traz problemas aos personagens em conjunto com algum Culto de Aharadak ou outra seita de adoradores da Tormenta.

Algoz Iniciante

Um recém transformado Algoz da Tormenta será de ND 5, 6 ou 7. Muitas vezes ainda um candidato que, por um milagre (ou má sorte) conseguiu contato com algum dos Lordes da Tormenta e começou a ser treinado para tal.

Caso a ficha ainda não tenha, além dos bônus já usuais de Chefe Final, adicione; Dois poderes da Tormenta, a marca da distinção Algoz da Tormenta, e as habilidades Lar Infernal Ataque Corrupto. Seu Ataque Corrupto estará causando +1d6 pontos de dano adicionais.

Um Algoz da Tormenta nesse estágio pode ter planos mais simplórios, ou ainda acreditar que pode “usar” a Tormenta para enriquecer ou para planos próprios, mesmo que ainda odeie Arton.

Normalmente estará envolvido em corrupções menores de pequenos aldeias ou vilas. Levando a Tormenta a lugares remotos para começar a agradar seus Lordes.

Algoz Veterano

Um algoz experimentado é um candidato a Algoz da Tormenta que tem ND 8, 9 ou 10. Enquanto o Algoz Iniciante ainda está montando um culto para agradar seu Lorde, o Algoz Veterano já deve ter um pequeno culto que o serve.

Pequenos séquitos de Iniciados Sacerdotes da Agonia que respondem a seus comandos ou Fanáticos Lefou que os enxergam como representantes do Lorde fora de suas Áreas de Tormenta. Seus ataques e corrupções deixam de ser escondidos.

O seu desprezo se torna mais claro, realizando ataques com seu séquito ou até mesmo eventuais criaturas da Tormenta concedidas por seus Lordes para atacar cidades que não estejam esperando algo assim.

Um Algoz da Tormenta nessa estágio pode ser uma espécie de “general militar”, principalmente se for um Algoz de Gatzvalith, ou juntar grupos de criaturas da Tormenta para espalhar sua corrupção por uma parte mais inóspita de Arton.

Além dos bônus já recebidos pelo estágio iniciante, adicione; a habilidade Desprezo Profano da Distinção do Algoz da Tormenta, caso a ameaça seja devota de qualquer outro deus exceto Aharadak, retire todos os poderes e habilidades ligado a divindade e aumente o bônus de Vontade (não pode ser a Resistência mais fraca da Ameaça).

Além disso, o personagem raramente luta sozinho, estando com pelo menos algum número de criaturas das seções Área de Tormenta ou Culto de Aharadak e seus reforços, mas provavelmente ainda não tem controle absoluto sobre essas criaturas ou até sobre seu próprio séquito.

Um golem com tentáculos mecano-tormenta poderia ser um Algoz da Tormenta, talvez?
Algoz Campeão

Um algoz campeão já está executando planos maiores para seu lorde, estando no ND 11 a 16. Sua existência e presença já começa a preocupar outros grupos de aventureiros em uma certa região e os governantes das cidades ao redor (que podem estar alheios aos feitos já realizados pela ameaça).

Outros séquitos independentes ou desgarrados de outros lordes da Tormenta em decadência podem se aproximar ao Algoz. Ele já começa a visitar seu Lorde em sua área da Tormenta e receber ordens diretas por ele. Seu séquito já é equivalente a um pequeno exército, e os grupos de aventureiros podem ter ele como uma presença rara, enfrentando mais os seus “minions” do que o próprio Algoz.

Um Algoz da Tormenta nesse estágio agora, de fato, se tornou um General Rubro. E ataca pontos focais próximos a área de seu lorde. Além dos bônus já recebidos pelos estágios iniciante e veterano, adicione a habilidade General Rubro.

Caso tenha aliados ou associados que o seguiam até aqui, eles também começam a demonstrar poderes da Tormenta e outras características dela, montarias são trocadas ou transformadas por criaturas da Tormenta, por exemplo.

Algoz Lenda

Um algoz lenda é uma ameaça em todo território Artoniano, provavelmente movendo exércitos inteiros em favor do Lorde que o adotou, normalmente no ND 17 até 20. Ele já deixou totalmente de ser Artoniano, se havia qualquer chance de redenção, toda ela foi jogada fora, porque agora ela já compartilha o tipo de criatura dos demais Lefeu e tem suas habilidades.

Ativamente, as maiores metrópoles de Arton começam a se movimentar para impedir seus planos, e noticias de sua aproximação. Além das habilidades dos demais patamares, este Algoz recebe a habilidade de distinção Abraçar Anti-criação e uma habilidade ligada ao seu Lorde. 

Aharadak, o deus da Tormenta
Pregação da Tormenta (Aharadak)

A ameaça se torna imune a habilidades mágicas de devotos de Aharadak. Além disso, descumprir uma ordem da ameaça conta como uma quebra das Obrigações & Restrições para devotos de Aharadak. E a Ameaça recebe um poder concedido de Aharadak, mesmo que não seja devoto.

Arte da Guerra (Gatzvalith)

Qualquer arma marcial ou exótica usada pela ameaça tem seu dano aumenta em +2 dados. Além disso, uma vez por cena, pode usar a habilidade Sedução de Gatzvalith (Ameaças de Arton, pág. 29), mudando a CD para a CD da criatura.

Criaturas da Tormenta servem aos Algozes.
Sopro de Igasehra (Igasehra)

A criatura recebe a habilidade Sopro, monte o sopro da criatura como se fosse um dragão adulto (Ameaças de Arton, pág. 75), o sopro causa dano de ácido ou psíquico.

Se a criatura já tiver uma habilidade de Sopro, aumente os dados e tipo de dano como se a criatura fosse um dragão venerável ou em +2 dados (o que for melhor). Além disso, a criatura recebe duas armas naturais que causam 4d8 pontos de dano.

Enxame da Tormenta (Raigheb)

Uma vez por cena, a criatura pode gastar uma ação de movimento para criar um enxame igual a magia Enxame Rubro de Ichabod sem gastar PM. Isso com um número de aprimoramentos como um conjurador arcano de nível igual ao seu ND.

Viagem a Área de Tormenta (Urazyel)

Uma vez por cena, a criatura pode lançar a magia Viagem Planar sem gastar PM, mas ao invés de ir para um reino divino, ele é teletransportado para dentro de Urazyel.

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Se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!


Texto e Capa:  Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Novas raças goblinoides para GURPS – Ecos da Banestorm

Este artigo com a adaptação de raças goblinoides para GURPS foi feito originalmente no blog Hordes of Darkness. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui bugbears, gnolls e tasloi. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.

Os goblinoides são criaturas humanoides com características em comum que são a selvageria, a desumanidade, a aparência repugnante e o mal cheiro. Entre raças, eles nem sempre são sociáveis e às vezes nem mesmo com os indivíduos de sua própria raça! Geralmente se organizam em clâs e tribos, mas é uma associação primitiva. A maioria vive em vilas de construções toscas ou em cavernas que invariávelmente fedem. Hobgoblins, kobold, orcs, ogros e trolls também se encaixam neste grupo.

Entendendo as criaturas

Note que na descrição dos bichos eu os ambiento no continente de Ytarria do GURPS Fantasy, mas Mestres que joguem em outros cenários podem fazer suas adaptações e se os de GURPS Fantasy não se sentirem satisfeitos também devem fazê-las.

Aí embaixo está como as fichas serão apresentadas.

Em negrito o parâmetro e normal, o que será indicado. No parâmetro Tamanho, estão indicados apenas a Altura e o Peso porque todos os goblinoides ocupam apenas um hexágono.

ST- ST Vel/Esq: Velocidade / Esquiva Habitat: Habitat
Características:
Vantagens e Desvantagens que devem ser usadas como tal para as criaturas.
DX- DX DP/RD: Defesa Passiva / Resistência a Dano
IQ- IQ Dano: BAL/GDP
HT- HT / Pontos de Vida Tamanho: Altura e Peso médios

Para GURPS, os goblins diferentes dos de GURPS Fantasy e mais os bugbears, gnolls e tasloi!

Quanto aos hobgoblins, kobold, orcs, ogros e trolls, eu acredito que estes goblinoides, quando descritos no GURPS Fantasy são compatíveis com os do Livro dos Monstros ou mesmo aperfeiçoados.

GOBLINS CAÓTICOS

ST- 8 Vel/Esq: 5/5 Habitat: Qualquer um, menos árticos
Características:
Visão Noturna, Covardia
DX- 11 DP/RD: 0/0
IQ- 8 Dano: 1D-3, 1D-2
HT- 10 Tamanho: 1,20m; 40kg

Os goblins caóticos são pervesos reflexos dos goblins civilizados tão comuns em Mégalos. Estas criaturas regrediram ao estado selvagem, pois vieram parar em áreas remotas como a Terra dos Orcs e Terra dos Gênios. Existem goblins caóticos em Zarak e são considerados uma peste pelos anões.

Eles têm uma cara parecida com a de um morcego e sua coloração varia do verde ao marrom. Sempre andam em bandos e são absolutamente covardes quando sós.

Em sua sociedade parecem orcs diminutos.

Este artigo com a adaptação de raças goblinoides para GURPS foi feito originalmente no blog Hordes of Darkness. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui bugbears, gnolls e tasloi. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.


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Novo Feiticeiro em D&D: quando a magia corre nas veias

A magia em Dungeons & Dragons nem sempre é obtida por estudos ou presenteada por deuses ou criaturas ancestrais. Às vezes ela é visceral. Faz parte da própria essência do indivíduo — seja por herança de sua linhagem, seja por algum evento fantástico de sua vida. Essa é a realidade do novo Feiticeiro em D&D.

Para os Feiticeiros, a magia é inata e pode ser conjurada por sua própria força de vontade. E na edição 5.5e de D&D, eles se tornam ainda mais poderosos. Então siga a leitura e entenda o que mudou.

O que mudou no novo Feiticeiro em D&D

Como acontece também com o novo Mago em Dungeons & Dragons, uma parte importante da personalização do Feiticeiro está em sua grande lista de feitiços. E há muitas mudanças nessa área na nova edição.

Mas também temos novidades marcantes nas características básicas do personagem, com acesso a mais feitiços preparados por dia, mais flexibilidade nos truques e a possibilidade de potencializar a magia presente no seu sangue para uma espécie de “fúria” de feitiçaria.

O novo feiticeiro em D&D 5.5e – Wizards of the Coast

Em meio a tudo isso, confira as habilidades recebidas em cada nível do Feiticeiro e como elas diferem da 5ª edição:

Nível 01

A habilidade de Conjuração segue como a principal característica do Feiticeiro, mas ela mudou um pouco. Em primeiro lugar, agora o Feiticeiro passa a ter magias “preparadas” em vez de “aprendidas”, e o número delas é maior do que antes. Além disso, ele pode trocar um de seus Truques a cada vez que passa de nível.

Outro destaque é a habilidade Feitiçaria Inata, que é uma novidade de D&D 5.5e. Ela funciona como uma espécie de “fúria” para o Feiticeiro: usando uma ação bônus. ele pode ativar essa característica e “explodir” sua magia interior durante 1 minuto.

Nesse período, o Feiticeiro tem vantagem em ataques com magia e seus feitiços tem Classe de Dificuldade (CD) maior. A habilidade pode ser usada duas vezes a cada descanso longo.

Por outro lado, a subclasse não é mais escolhida no nível 1, e sim no 3, para ficar igual às outras classes do livro.

Nível 02

A característica Fonte de Magia permanece, oferecendo pontos de feitiçaria como antes.

A diferença aqui é a habilidade Metamágica, que agora o Feiticeiro tem acesso no nível 2 em vez do 3.  Além disso, as opções de Metamagia foram melhoradas e o jogador pode trocar suas escolhas a cada vez que avançar um nível.

Também vale reforçar que o Feiticeiro pode escolher mais quatro opções enquanto evolui: duas no nível 10 e duas no 17. Na 5ª edição ele podia pegar apenas uma em cada um desses níveis.

Nível 03

O Feiticeiro agora deve escolher sua subclasse no nível 3 e terá novas habilidades nos níveis 6, 14 e 18, de acordo com sua escolha. Vamos falar mais sobre as opções ao final deste texto.

Nível 04

O Feiticeiro pode escolher um incremento de atributo ou um talento neste nível e novamente nos níveis 8, 12 e 16.

Nível 05

Aqui temos outra novidade de D&D 5.5e: a Recuperação Feiticeira. Ao completar um descanso curto, o Feiticeiro pode recuperar alguns Pontos de Feitiçaria gastos.

Isso só pode ser feito uma vez a cada descanso longo, mas é uma ótima forma de aproveitar realmente seus Pontos de Feitiçaria sem se preocupar em economizá-los para algum combate mais perigoso que pode nem acontecer.

Na 5e havia uma habilidade parecida, mas apenas no nível 20. Então esta é uma mudança marcante.

Nível 07

Mais uma novidade para o novo Feiticeiro em D&D. Agora, quando tiver gasto seus dois usos de Feitiçaria Inata, ele ainda pode ativá-la gastando 2 Pontos de Feitiçaria.

Além disso, sempre que a Feitiçaria Inata estiver ativada, o Feiticeiro pode usar duas de suas opções de Metamagia em cada feitiço conjurado.

Nível 19

Pulamos para o nível 19 porque as novidades dos níveis anteriores são talentos, incrementos de atributos, características de subclasses e novos usos de Metamágica — todos elementos que já mencionamos.

Agora, no 19, há uma novidade importante: o Feiticeiro pode escolher uma Dádiva Épica, que é um talento especial e mais poderoso do que os outros.

Nível 20

O nível mais alto do novo Feiticeiro em D&D é totalmente diferente de sua contraparte de 2014. A nova habilidade, Apoteose Arcana, potencializa a característica Feitiçaria Inata.

Agora, sempre que ela estiver ativa, o Feiticeiro pode usar uma opção de Metamagia por turno sem gastar Pontos de Feitiçaria para isso.

As subclasses do novo Feiticeiro em D&D

Na nova edição de D&D, lançada em 2024, todas as classes já têm quatro subclasses no Livro do Jogador. Isso beneficiou bastante o Feiticeiro, que só tinha duas.

Além das subclasses que já existiam em 2014 — Feitiçaria Dracônica e Feitiçaria Selvagem —, ele ganhou outras duas: Feitiçaria Aberrante e Feitiçaria Mecânica (ambas já existiam na 5e, lançadas no suplemento Caldeirão de Tasha).

Feitiçaria Aberrante

Essa opção Lovecraftiana, repleta de elementos psíquicos e de horror cósmico, manteve-se bem parecida com a versão existente, com algumas alterações.

Para começar, a habilidade Fala Telepática, do nível 3, não é mais interrompida se o Feiticeiro for incapacitado ou morto.

As Magias Psiônicas, também do 3, não podem mais ser substituídas por magias de Adivinhação ou Encantamento das listas de magias de Feiticeiro, Bruxo ou Mago.

Já a Feitiçaria Psiônica, do nível 6, continua dispensando componentes verbais, somáticos e materiais — mas agora isso não funciona quando os materiais tiverem um custo especificado.

As outras habilidades seguem muito parecidas.

Feitiçaria Dracônica

O tradicional Feiticeiro com sangue de dragão agora está ainda mais poderoso, com 10 magias adicionais que o personagem vai ganhando ao subir de nível — incluindo Sopro de Dragão.

O cálculo de Classe de Armadura da habilidade Resiliência Dracônica também mudou. Em vez de ser 13 + modificador de Destreza, ele passou a ser 10 + mod. de Destreza + mod. de Carisma. Considerando que Carisma tende a ser a habilidade mais forte de um Feiticeiro, foi uma boa troca.

A subclasse também dá acesso à magia Invocar Dragão que pode ser usada uma vez sem precisar do componente material e até sem espaço de magia. E, o melhor: o Feiticeiro pode modificá-la para não exigir concentração (o que diminui seu tempo de duração).

Feitiçaria Mecânica

Segue muito parecida com a versão do Caldeirão de Tasha, com a alteração de que as Magias Mecânicas não podem mais ser substituídas por magias de Abjuração ou Transmutação das listas de magias de Feiticeiro, Bruxo ou Mago.

Além disso, a habilidade Restaurar Equilíbrio agora está vinculada ao modificador de Carisma em vez do bônus de proficiência.

Feitiçaria Selvagem

Uma Feiticeira de Feitiçaria Selvagem – Wizards of the Coast

Esta subclasse também é tradicionalíssima e teve mudanças relevantes. A tabela de efeitos do Surto de Magia Selvagem mudou bastante e foi reorganizada, mas os efeitos ainda são semelhantes aos que existiam em 2014.

Os surtos agora são ativados ao rolar um 20 e não um 1, e também quando o Feiticeiro usa a habilidade Marés do Caos.

A característica Distorcer a Sorte, que pode favorecer aliados ou prejudicar adversários, ficou mais barata — custando 1 Ponto de Feitiçaria em vez de 2.

Por fim, há uma habilidade totalmente nova no nível 18 chamada Surto Controlado. Com ela, uma vez por dia você pode ativar automaticamente um Surto de Magia Selvagem e escolher o efeito entre as opções da tabela.

Saiba mais sobre D&D 5.5e

Isso é o que há de interessante no novo Feiticeiro em D&D. Mas há ainda 11 outras classes e muitas outras novidades na edição 5.5e de Dungeons & Dragons.

Essa fase conta com os novos livros: Livro do Jogador, Guia do Mestre e Manual dos Monstros. Entenda mais sobre a mudança:

Curtiu este texto e quer saber mais sobre o mais famoso jogo de RPG do mundo? Então confira nossa página: Só D&D.


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Mega Man 2 para 3DeT Victory

Mega Man, conhecido como Japão como Rockman é um jogo de plataforma e ficção cientifica, que teve seu primeiro jogo lançado dia 17 de dezembro de 1987, para o Nintendo Entertainment System (NES, ou Nintendinho para os íntimos).

Mesmo tendo diversas franquias com protagonistas diferentes, o Mega Man clássico ou original ainda é um dos mais queridos pelas pessoas. Nessa matéria, vamos fazer a continuação de uma das primeiras matérias do Dentro da Arca, adaptando os Robot Masters do jogo Mega Man 2.

Em 3DeT Victory, ser a Ferro e Fogo ainda é comum

Mega Man 2 segue a mesma premissa do Mega Man 1, mas agora Dr. Willy construiu ele mesmo seus próprios robôs para tentar dominar a terra.

O Herói Remasterizado

Mega Man no jogo teve algumas pequenas mudanças, que para refletir, refazemos a ficha dele.

Ele é puro aço

DLN. 001 – Mega Man 23N

P3, H3, R3, PA 3, PM 25, PV 25.
Arquétipo: Constructo.
Kit: Super Robô de Combate (Sistema de Cópia de Arma, Reconhecer Colega Robô, Camuflagem Humanoide).
Perícias: Influência, Luta, Máquinas (Identificar fraquezas).
Vantagens: Ágil, Base (Laboratório do Dr. Light), Rush (Ajudante – Montaria), Artefato 3 (Itens de Transporte), Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente, Sem Mente), Grimório 1, Inimigo 2 (Constructo), +Mana, +Vida.
Desvantagens: Bateria, Sem Vida, 1ª e 2ª Leis de Asimov.
Técnica: Mega Buster (Disparo de Energia).

Itens de Transporte (Artefato 3)

Os itens de transporte são itens concedidos pelo Dr. Light em Mega Man 2 para servir para o propósito que o Rush vira a servir.

Em 3DeT Victory, os Itens de Transporte contam como um Artefato 3 (Ou seja, de 30 XP) com a característica Auspicioso.

Voo – Item 01
Aceleração – Item 02Grimório 1 (Super-Movimento) – Item 03

DWN – Os Robot Masters, agora feitos por Dr. Willy!

Em Mega Man 2, os chefões foram feitos pelo próprio vilão, Dr. Willy, por isso tem o código DWN. Vamos conhecer eles!

DWN. 009 Metal Man 18N

P2, H4, R1, PA 2, PM 30, PV 15.
Arquétipo: Constructo.
Kit: DPS (Estilo de Combate – Ranged -, Ataque Gratuito, Último Recurso).
Perícias: Luta (Ranged), Esporte.
Vantagens: Aceleração, Ágil, Alcance 1, Ataque Especial (Poderoso, Preciso), Defesa Especial (Esquiva), Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), Grimório 2, +Mana e +Vida.
Desvantagens: Código do Combate, Vulnerável (Corte, Pancada), Sem Vida e Bateria.
Técnicas: Golpes (Rápido, Finta), Metal Blade.

Metal Blade

Requisito. Constructo, Tipo de dano (Corte), Habilidade 2.
Alcance. Longe.
Custo. 2 PM por lâmina.
Duração. Instantâneo.

Você arremessa um número de serras de metal em alvos Longe ou Perto, limitado pela sua Habilidade. Faça um ataque com H+2 para cada lâmina. Se estiver usando uma camisa marrom, você pode lançar uma lâmina a mais sem gastar PM.

DWN. 010 Air Man 25N

P3, H1, R2, PA 3, PM 25, PV 30.
Arquétipo: Constructo.
Kit: Elementalista (Ambiente Elemental [Ar], Elemento Primordial, Moldar Essência).
Perícias: Esporte (Base Jumping), Luta, Máquinas (Aviões).
Vantagens: Alcance 1, Ataque Especial (Múltiplo, Penetrante), Forte, Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), Grimório 4, Magia, +Mana 2, Punição 1 (Lento), +Vida 2 e Voo.
Desvantagens: Ambiente (Céu), Fraqueza (Madeira), Vulnerável (Impacto e Corte), Sem Vida e Bateria.
Técnicas: Dobrar Elemental (Vento), Super-Movimento, Rajada de Vento (Golpe Púrpura) e Air Shooter.

Air Shooter

Requisito. Constructo, Tipo de Dano (Corte), Habilidade 2.
Alcance. Alvos Perto, Longe e Muito Longe.
Custo. 2 PM por tornado.
Duração. Instantânea.

Você usa uma ação padrão para criar vários pequenos tornados que avançam contra um alvo. O alvo tem que passar em um teste de Habilidade (meta 6) para desviar do tornado, que causa dano igual ao seu Poder.

Para cada tornado invocado, você pode aumentar a dificuldade da meta em +2 ou atacar mais um alvo no alcance. Caso esteja usando uma camisa azul, o custo de cada tornado diminui em -1 PM.

DWN. 011 Bubble Man 18N

P2, H2, R1, PA 2, PM 20, PV 15.
Arquétipo: Constructo.
Perícias: Esporte (Natação), Luta.
Vantagens: Ágil, Alcance 1, Arena (Água), Ataque Especial (Poderoso), Desgaste, Imune (Abiótico, Anfíbio, Doenças, Resiliente e Sem Mente), Grimório 2, Maestria (Esporte), +Mana 1 e +Vida 1.
Desvantagens: Ambiente (Aquático), Vulnerável (Psíquico, Corte), Sem Vida e  Bateria.
Técnicas: Super-Movimento, Bubble Lead.

Bubble Lead

Requisito. Constructo, Tipo de Dano (Ácido), Poder 2.
Alcance. Longe.
Custo. 3 PM.
Duração. Instantânea.

Você faz um ataque contra um alvo Longe ou menor com P+2. Se o alvo fazer um teste de Defesa com Habilidade (seja por uso de Defesa Especial ou outra habilidade), você soma novamente o seu Poder no teste de ataque.

Caso o alvo tiver a vantagem Xenobiologia, Inculto, estiver sob efeito de Ilusão ou qualquer tipo de bônus por Magia, o seu ataque tem Ganho e soma seu Poder mais uma vez. E se você estiver usando uma camisa cinza, você soma seu Poder mais uma vez no ataque e gasta -1 PM para lançar a bolha.

DWN. 012 Quick Man 23N

P2, H5, R1, PA 2, PM 30, PV 15.
Arquétipo: Constructo.
Perícias: Esporte (Corrida), Luta.
Vantagens: Aceleração, Ágil, Ataque Especial (Distante, Preciso), Defesa Especial (Esquiva), Grimório 3, Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), Invisível 1, Maestria (Esporte), +Mana 1, Teleporte, +Vida 1.
Desvantagens: Frágil, Maldição (Caso Quick Man sofra qualquer efeito que deixe ele lento, completamente parado ou que pare o tempo, ele recebe +2 a mais de dano e tem Perda em todos os ataques nessa condição), Vulnerável (Pancada e Cósmico), Sem Vida, Bateria.
Técnicas: Golpes (Rápido, Finta), Super-Movimento, Combo, Quick Boomerang.

Quick Boomerang

Requisito. Constructo, Tipo de Dano (Corte), Habilidade 3.
Alcance. Longe.
Custo. 2 PM.
Duração. Instantânea.

Quando faz um ataque, você pode gastar 2 PM para atacar com um boomerang em um alvo Longe. Caso o ataque acerte, ele retorna causando o mesmo dano.

Se você estiver usando uma camisa vermelha você pode gastar +2 PM para lançar dois boomerangs, fazendo dois ataques que, se acertarem, causam seus danos duas vezes.

DWN. 013 Crash Man 20N

P3, H2, R4, PA 2, PM 20, PV 40.
Arquétipo: Constructo..
Perícias: Luta, Escavar (especialização)
Vantagens: Ataque Especial (Área, Choque), Defesa Especial (Blindada, Robusta), Forte, Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), Grimório 1, +Mana 1, +Vida 2, Vigoroso.
Desvantagens: Código do Combate, Vulnerável (Ar, Corte), Bateria, Sem Vida.
Técnicas: Crash Bomber.

Crash Bomber

Requisito. Constructo, Tipo de Dano (Pancada), Resistência 3.
Alcance. Longe.
Custo. 3 PM.
Duração. Instantânea ou no próximo turno, veja abaixo.

Você dispara uma bomba nos seus ataques. Quando faz um ataque, pode gastar 3 PM para aumentar o alcance dele para Longe e colocar uma bomba no alvo se acertar ao invés de causar dano.

Personagens com bombas presas no corpo podem tentar tirar com um teste de Habilidade ou Resistência (Meta 9 + Poder). Você pode ativar ela com um movimento para causar dano no alvo igual a sua Resistência no alvo e nos inimigos Perto dele.

A bomba causa o dobro de dano contra estruturas e ignora qualquer resistência a dano. Se você estiver usando uma roupa laranja, você causa dano igual a sua Resistência+2.

DWN. 014 Flash Man 22N

P3, H2, R2, PA 3, PM 20, PV 20.
Arquétipo: Constructo.
Perícias: Luta, Mística.
Vantagens: Alcance 1, Ataque Especial (Potente 2), Defesa Especial (Tenaz 2), Grimório 1, Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), Invisível 1, Irresistível, Magia, +Mana 1, Paralisia, +Vida 1.
Desvantagens: Atrapalhado, Vulnerável (Corte e Pancada), Bateria, Sem Vida.
Técnicas: Time Stopper, Rajada de Golpes.

Time Stopper

Requisito. Constructo, Tipo de Dano (Cósmico), Habilidade 2.
Alcance. Fora de Alcance.
Custo. 5 PM.
Duração. 1 rodada.

Você para o tempo por um curto período de tempo, no seu próximo turno, você tem uma ação a mais, inimigos durante esse período são considerados indefesos. Se você estiver vestindo uma camisa púrpura, essa técnica custa -1 PM.

DWN. 015 Heat Man 16N

P3, H3, R2, PA 3, PM 15, PV 20.
Arquétipo: Constructo.
Perícias: Luta.
Vantagens: Ataque Especial (Distante, Múltiplo), Ataque Especial (Investida, Potente 2), Desgaste, Grimório 1, Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), +Vida.
Desvantagens: Fúria, Bateria, Sem Vida, Vúlneravel (Ácido, Frio).
Técnicas: Atomic Fire.

Atomic Fire

Requisito. Constructo, Tipo de Dano (Fogo), Poder 2.
Alcance. Longe.
Custo. 3 PM.
Duração. Instantâneo.

Você dispara três chamas em alvos Longe. Cada alvo deve fazer um teste de Habilidade (Meta 6 + Poder). Se falhar, recebe 1d de dano de fogo. Se você estiver com uma camisa vermelha, o dano aumenta para 2D.

DWN. 016 Wood Man 16N

P1, H2, R4, PA 1, PM 20, PV 30.
Arquétipo: Constructo.
Perícias: Animais, Luta.
Vantagens: Ataque Especial (Área, Choque), Defesa Especial (Blindada, Robusta), Grimório 2, Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), +Mana 1, +Vida 1.
Desvantagens: Ambiente (Floresta), Código do Protetor da Floresta (Wood Man não pode atacar animais ou criaturas da floresta.), Vulnerável (Fogo, Corte).
Técnicas: Dobrar Elementos (Folhas), Leaf Shield.

Leaf Shield

Requisito. Constructo, Tipo de Dano (Corte ou Pancada), Resistência 2.
Alcance. Pessoal.
Custo. 3 PM.
Duração. Instantâneo.

Você cria um escudo de folhas ao redor do seu corpo que te protege contra ataques, você ganha R+2 em seus testes de Defesa até receber um acerto crítico, dano de Corte ou de Fogo.

Se tiver usando uma camisa verde, você pode gastar 1 PM para lança o seu escudo contra um alvo Longe, como se tivesse a vantagem Ataque Especial (Distante, Choque).

Chefes do Castelo de Willy

Mecha Dragon 29Ki

P3, H2, R4, PA 5, PM 20, PV 30.
Arquétipo: Constructo.
Perícias: Esporte (Voo Acrobático), Luta.
Vantagens: +Ação 1, Alcance 1, Ataque Especial (Área, Poderoso, Perigoso), Desgaste, Forte, Grimório 2, Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), Irresistível, Invulnerável (Ar, Ácido, Cósmico, Terra, Perfuração), +Mana 1, +Vida 1, Vigoroso, Voo.
Desvantagens: Atrapalhado, Bateria, Sem Vida, Fraqueza 2 (Cabeça), Vulnerável (Fogo, Corte).
Técnicas: Disparo de Energia, Golpes (Derrubar, Forte).

Picopico-kun 20N

P4, H2, R1, PA 4, PM 40, PV 45.
Arquétipo: Constructo.
Perícia: Luta.
Vantagens: Aceleração, Acumulador, Ágil, Ataque Especial (Investida, Potente 1), Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), Habilidade de Chefão (A cada 5 PV que Picopico-Kun perde, ele recebe +1 em Habilidade e ganha +1 vez a vantagem Ataque Especial Potente), +Vida 4, +Mana 3.
Desvantagens: Bateria, Sem Vida, Vulnerável (Ácido, Corte), Fúria.

Guts Tank 20Su

P4, H2, R6, PA 4, PM 30, PV 30.
Arquétipo: Constructo.
Perícia: Luta.
Vantagens: Mets (Ajudante – Lutador), Ataque Especial (Choque, Investida, Perigoso), Forte, Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente e Sem Mente), +Mana II.
Desvantagens: Bateria, Sem Vida, Atrapalhado, Monstruoso, Vúlneravel (Corte, Cósmico).

Willy Machine 2 24Ki

P7, H– (4 do Dr. Willy), R4, PA 7, PM – (30 do Dr. Wily), PV 40.
Perícia: Luta, Máquinas.
Vantagens: Alcance I, Ataque Especial (Área, Penetrante), Defesa Especial (Esquiva), Forte, Grimório II, Inimigo II (Constructo), +Vida II, Voo.
Desvantagens: Vulnerável (Fogo, Pancada), Ponto Fraco (Vidro aberto para acertar o Willy).
Técnicas: Disparo de Energia, Consertar.

Alien 28Ki

P4, H4, R4, PA 4, PM 20, PV 40.
Arquétipo: Alien.
Perícias: Luta, Máquinas, Mística.
Vantagens: Talento (Gênio), Grimório VI, Magia, Invulnerável (Corte, Vento, Cósmico, Pancada, Fogo, Mágico, Perfuração), +Vida II, Xenobiologia (Magia).
Desvantagens: Inculto, Vulnerável (Ácido, Frio).

Nova Vantagem

Habilidade de Chefe 2pts

Você tem uma habilidade única, algo especifico que precisa de algo acontecer para ativar um efeito secundário (tipo uma Maldição reversa). Essa é uma vantagem exclusiva para NPC, você jogador pode até chorar para ter algo do tipo, mas ai vai do seu mestre. Até lá, boa sorte.


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3DeT Victory ainda não está disponível para compra, é possível que, após a postagem deste material, algumas regras tenham sido alteradas, faremos uma nova versão caso seja o caso! E fique por dentro da coluna Dentro da Arca para mais contéudos de 3DeT Victory!

Se está aqui, mas prefere Tormenta20 e A Lenda de Ghanor, se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!

Texto e Arte da Capa: Gustavo “AutoPeel” Estrela
Revisão: Raquel Naiane. 

O Canto do Abismo – Conto – Lobisomem O Apocalipse 5° Edição

A Wyrm é ardilosa. Quando você corta a cabeça do mal externo, percebe que o veneno já foi absorvido pelas suas próprias veias. É o clássico aviso de Nietzsche: ‘Quando você olha muito tempo para um abismo, o abismo olha de volta para você.’ Mas o que Nietzsche não sabia é que, no Mundo das Trevas, o abismo tem dentes, memórias e uma fome insaciável por heróis que acreditam já ter vencido. É a mesma descida aterradora que vemos quando Cloud cai no Lifestream em Final Fantasy VII, ou a transição para o mundo de pesadelos em Silent Hill. A paisagem muda porque a mente do observador ruiu.

O que trago agora não é uma crônica de garras rasgando carne ou de Fúria cega vencendo a corrupção. O que trago é o Canto do Abismo, o segundo ato da tragédia da matilha que ousou se autodenominar os Filhos da Capivara. Escutem com atenção o som da terra cedendo… e preparem-se para a queda.

O Canto do Abismo

(A fogueira não apenas crepita; ela parece engolir a própria luz, criando uma redoma de sombras ao redor de todos. Os olhos de Alma de Dois Mundos se reviram para trás, mostrando apenas a esclera branca. As veias do pescoço saltam, e a boca se abre para deixar escapar uma voz que soa como o vento uivando por uma fenda de pura estagnação. O espírito, o guardião das memórias que ninguém quer guardar, toma a palavra mais uma vez.)

“Aproximem-se, filhotes, pois a história não terminou quando a luz fria de Ñe’ãngá Mano vacilou. Vocês acham que derrotar um monstro purifica a terra corrompida? Como guerreiros, a Nação Garou frequentemente confunde o alívio amargo da sobrevivência com a glória da vitória.

Lembrem-se do cenário logo após a batalha: a matilha estava de joelhos na lama tóxica, arfando. Os músculos tremiam não apenas pelo esforço físico, mas pela profunda exaustão espiritual. O pelo de Eterna Tormenta estava empastado com o sangue negro da Wyrm e o barro ferruginoso, pesado como uma armadura de chumbo. Noite Perdida mal conseguia manter a coesão de sua forma, sua Gnose tão drenada pelo toque de Ñe’ãngá Mano que a própria Fúria — o fogo sagrado de Gaia — parecia apenas uma brasa moribunda sob a chuva fria. Eles respiravam com dificuldade, inalando o cheiro de ozônio morto, enxofre e decomposição.

Anhangá, o Juiz pálido, havia partido levando seu silêncio punitivo, mas o peso de seu olhar de brasa ainda queimava a nuca dos Garous. Foi então que a Guia dos Perdidos, aquela entidade melancólica feita de trapos e lama seca que os trouxera até ali, materializou-se à margem da cratera. Ela não comemorou. Ela sequer os olhou nos olhos. Apontando para as rachaduras no solo instável, sussurrou com uma voz que soava como pedras se chocando no leito de um rio seco:

‘Vocês pararam a batida do coração negro… mas a caixa torácica da terra ainda está aberta, e os vermes já entraram. Cuidado onde pisam, lobos… a gravidade da culpa é implacável.’

(A fogueira agora parece exalar um frio que penetra os ossos. As sombras ao redor de Alma de Dois Mundos se alongam, distorcendo as feições do jovem Galliard até que ele pareça muito mais velho, carcomido pelo tempo. A voz do espírito retoma a narrativa, arrastada e pesada, como pedras rolando no fundo de um abismo escuro.)

O Abismo da Alma – A Queda

“Após a batalha extenuante na escuridão absoluta da Zona Morta, onde a luz natural não penetra e as estrelas de Gaia são apenas um mito distante, a matilha estava exausta e suas almas em farrapos. Vocês devem entender, filhotes, que a Zona Morta não te destrói apenas com monstros como a Apu’apopo Mano ou o Coração das Almas Mortas. Ela te mata com a paisagem. Ela te consome pela geografia do desespero.

Foi então que cometeram o erro que a lama, com a paciência infinita da entropia, aguardava. Uma decisão errada. Um cálculo mal feito em uma mente anuviada pela perda de Gnose. O solo de Mariana, compactado por toneladas de rejeitos de minério e sangue espiritual, é uma ilusão de solidez da Tecelã misturada com a podridão da Wyrm. Um passo em falso de uma pata pesada. A crosta cedeu sob eles com um estalo seco, não como pedra quebrando, mas como o som de uma espinha dorsal se partindo ao meio.

Eles despencaram por um desfiladeiro escancarado na própria Película, rumo ao que parecia ser a morte certa. Enquanto caíam, a Guia dos Perdidos permaneceu na borda do precipício. Ela não estendeu a mão feita de trapos e lama. Apenas olhou para baixo com seus olhos vazios, e sua voz ecoou na mente deles durante a queda: ‘A terra que vocês falharam em proteger agora os engole. Boa noite, lobos de vidro e carne.’

Mas, filhotes, na Umbra Profunda que se sobrepôs àquele lugar, a gravidade não é física; ela é puramente existencial. Quando o chão sumiu, o desespero de bater no fundo foi substituído por um terror muito pior: a queda contínua. O mergulho não quebrou seus ossos, pois o impacto físico nunca veio; ele quebrou suas mentes. A Fúria, que costuma ser o escudo de um Garou, foi arrancada deles como um manto inútil no meio de um furacão.

Eles foram tragados por um sono pesado, letárgico, uma suspensão da realidade que os imergiu em um mar escuro de amnésia forçada. Um coma espiritual os arrebatou, forçando-os a fechar os olhos para o mundo físico corrompido, apenas para abri-los no único lugar mais escuro, sufocante e perigoso que a lama em Mariana: os recantos mais profundos, inexplorados e vergonhosos de suas próprias almas.”

(Alma de Dois Mundos abaixa a cabeça por um instante, como se sentisse a vertigem daquela mesma queda, antes de erguer o olhar novamente, com a esclera branca brilhando à meia-luz. As sombras ao redor da fogueira parecem se estilhaçar, como se o próprio ar fosse feito de espelhos quebrados. Alma de Dois Mundos ergue as mãos, tateando um espaço invisível, enquanto a voz do espírito ressoa, não mais de fora para dentro, mas ecoando diretamente nas mentes de quem ousa escutar.)

O Elo Mais Fraco – O Despertar no Vazio

“Quando os olhos de Eterna Tormenta e Noite Perdida finalmente se abriram, o baque seco contra o fundo do abismo não veio. O mundo físico, com seu cheiro ocre de ferro e morte, simplesmente não estava lá. Não havia céu, não havia chão. Eles despertaram em um não-lugar, um vazio branco e estéril. Aquele vazio não era ausência; era um espelho cruel que refletia a fragmentação de suas próprias mentes.

Eterna Tormenta, sempre a âncora de Fúria da matilha, tentou uivar. O som morreu em sua garganta, abafado por uma pressão invisível. A sensação tátil era aterradora: o pelo parecia dormente, e o vínculo espiritual da matilha — aquele fio invisível que une os Garou — estava mudo. Eles precisavam desesperadamente encontrar seus aliados perdidos naquele labirinto onírico, onde memórias flutuavam como ilhas despedaçadas em um mar de nada.

Foi caminhando por essa desolação interior, tropeçando em ecos de seus próprios fracassos, que uma voz sibilou da neblina. Não era um Maldito da Pentex, nem uma aberração da Zona Morta. Era um eco do próprio Vazio, moldando-se com a voz de antigos heróis caídos:

‘Vocês rasgam a carne do mundo para salvá-lo e o chamam de Justiça. A Endron rasga a montanha por minério e o chama de Progresso. Digam-me, lobos: para a Terra que sangra, qual é a diferença entre a garra e a escavadeira?’

As palavras bateram com a força de um martelo de prata. Ali, uma verdade aterradora se revelou, desconstruindo tudo o que a Nação Garou lhes ensinara: os lobisomens, os supostos heróis incorruptíveis de Gaia, podem ser, de fato, o elo mais fraco da corrente da vida.

Nós nos orgulhamos de nossas garras. Nós cultuamos a nossa Fúria. Mas, eu pergunto: o que é o poder sem a ética? É a arrogância do homem desprovida de responsabilidade. Muitas vezes, essa mesma Fúria que cega a nossa razão nos torna tão caóticos e destrutivos quanto a Tecelã Louca que ajudou a pavimentar o desastre de Mariana. A nossa fúria cega não purifica; ela apenas muda o autor da destruição.

Naquele vazio, enquanto tateavam em busca de seus irmãos de matilha, Eterna Tormenta e Noite Perdida entenderam o mais duro dos dogmas: a arrogância da Nação Garou, com seus dogmas inflexíveis e sua sede de sangue sagrado, não era tão diferente da arrogância corporativa da Pentex. Ambas as forças acreditavam ter o direito divino de decidir o destino do mundo, passando por cima da dor dos mais fracos.

Sem suas garras físicas, sem o conforto de um inimigo para culpar, os Garou perceberam que eram apenas monstros caçando monstros em um mundo já quebrado pelas mãos de ambos.”

(Alma de Dois Mundos abaixa as mãos, a esclera branca de seus olhos brilhando com uma tristeza resignada. A fogueira volta a aquecer, mas o frio existencial daquela revelação permanece suspenso no ar da noite. As chamas da fogueira agora perdem o tom alaranjado e assumem um brilho prateado, frio e melancólico. Alma de Dois Mundos ergue o rosto para o céu noturno, os olhos brancos refletindo uma lua que apenas ele consegue ver. Suas mãos tremem levemente, não de frio, mas pelo peso das memórias alheias. A voz do espírito ressoa, suave e cortante como vidro.

O Tribunal das Memórias – A Meia-Lua na Alvorada

“Vocês, Garou, são ensinados desde filhotes a resolver os problemas com os dentes. Quando a Wyrm se manifesta, vocês a rasgam. Mas como você arranca a garganta de um arrependimento? A jornada pelos abismos internos exigia respostas que a violência pura simplesmente não podia dar.

Cada membro dos Filhos da Capivara foi forçado a caminhar por um corredor de espelhos feito de lama e sombras, confrontando o fantasma de seus próprios fracassos. Tentaram usar a Fúria no início, claro. Eterna Tormenta desferiu golpes contra o ar enevoado, apenas para ver suas garras atravessarem as miragens e rasgarem sua própria alma. Era inútil. O mergulho, que parecia uma punição cruel do abismo, transformou-se em um purgatório absolutamente necessário de autoconhecimento. A dor, aqui, era pedagógica.

Ali, na desolação daquele labirinto onírico, uma única luz rompeu a escuridão absoluta. Uma luz pálida, com o formato de uma meia-lua na alvorada. Não era um feitiço aleatório; era a Lei do Retorno. Era o reflexo direto do sacrifício que haviam feito no Mar de Mortos, quando doaram sua preciosa Gnose para restaurar Jaci. A deusa, mesmo fraca no mundo físico, enviou um eco de sua luz para dentro deles. Um lembrete de que, mesmo no fundo do poço, a compaixão que você espalha é a corda que te puxa de volta.

Sob aquela luz reveladora, as poças de barro no chão onírico tornaram-se telas. Eles viram seus pecados mais íntimos refletidos na lama. Viram os rostos dos inocentes que não salvaram, os humanos que consideraram ‘danos colaterais’ em suas cruzadas sagradas. Do fundo de uma dessas poças, uma figura distorcida, com o rosto de um civil que deixaram para trás, emergiu até a cintura, agarrando as pernas de Noite Perdida. A voz da aparição borbulhava com rejeitos tóxicos:

‘Você não me salvou porque eu era fraco. Você me deixou morrer porque minha vida não valia a sua Glória. Quem é o verdadeiro monstro aqui, lobo?’

Foi um golpe devastador na psique da matilha. Eles sentiram a vergonha sufocar a Fúria. Viram o ódio irracional que tantas vezes deixaram assumir o controle, justificando a barbárie em nome de Gaia. Para saírem dali, precisariam aceitar a mais dura das verdades: o lobisomem peca por soberba. Eles acreditam ser os juízes intocáveis do Apocalipse, quando muitas vezes são os carrascos.

A luz de Jaci não estava lá para julgá-los, mas para mostrar a ferida. A cura do mundo exterior, aquele purgatório de Mariana que aguardava o retorno deles, exigia, antes de tudo, a cauterização da ferida interna. E o fogo para essa cauterização não era a Fúria. Era o perdão.”

(A luz prateada do fogo diminui, voltando lentamente a um tom quente. Alma de Dois Mundos abaixa a cabeça, respirando de forma compassada, como quem acaba de sobreviver a um ataque de pânico. As chamas da fogueira agora não crepitam; elas murmuram. O fogo se abaixa, condensando-se em um único ponto brilhante e denso, como um coração que se recusa a parar de bater mesmo esmagado. Alma de Dois Mundos cai de joelhos perante a roda, os ombros curvados sob um peso invisível que ameaça estilhaçar sua espinha. Quando a voz do espírito emerge, ela soa não como um eco distante, mas como o sussurro inescapável de um juiz ao pé do ouvido.)

A Provação da Liderança – A Coroa de Espinhos e o Pedido de Perdão

“Vocês, jovens Garou, esperam que o clímax dessa queda seja um épico embate de garras ensanguentadas, não é? Estão condicionados a crer que todo abismo esconde um monstro final no fundo. Mas o clímax desse mergulho não foi uma batalha contra hordas de Tetekãs. Foi o tribunal silencioso de uma alma que precisava assumir o peso de uma coroa de espinhos, forjada pela arrogância de nossa própria espécie.

No centro daquele vazio, o abismo não mandou garras; ele exigiu respostas. A liderança, como os Filhos da Capivara aprenderam da forma mais amarga, não poderia mais ser baseada na dominância bruta, no rosnado mais alto que subjuga os mais fracos. Se você lidera apenas pelo medo e pela força, você não é um Alfa de Gaia; você é apenas um gerente júnior da Pentex com pelos. A verdadeira liderança é a capacidade aterradora de carregar o fardo das falhas coletivas sem permitir que a sua mente se quebre.

Eterna Tormenta foi testada pelo próprio abismo e provou-se digna. Das poças de barro onírico, ergueu-se um altar distorcido, e a voz sem rosto da Umbra Profunda fez sua exigência final: ‘Para governar sobre a lama, você deve primeiro engoli-la. Você aceita o peso dos que falharam antes de você?’

Para consolidar seu papel de Alfa, ela precisou ir contra todo o instinto predatório de um lobisomem. Ela precisou reivindicar não apenas a dor de sua matilha, mas aceitar os pecados e as omissões de toda a raça Garou. Como líder, ela dobrou os joelhos, não em submissão à Wyrm, mas em uma reverência dolorosa à Terra. Ela compreendeu que existir é, fundamentalmente, responsabilizar-se pelo outro.

Ela viu que a verdadeira força não é gritar mais alto que os Malditos. Não é a Fúria de um Ahroun em frenesi varrendo o campo de batalha. A verdadeira força é ter a resiliência inabalável de olhar para o chão devastado de Mariana e pedir perdão à Terra.

Eterna Tormenta uivou. Mas não foi um uivo de desafio. Foi um lamento de luto profundo, um pedido de desculpas rasgado que reverberou pelos confins daquele purgatório mental. Ao aceitar a culpa coletiva, ela quebrou as correntes do orgulho. Os Filhos da Capivara não queriam apenas destruir a corrupção física; eles buscaram redimir os pecados estruturais e a inércia que levaram o mundo à beira do colapso ecológico e espiritual.”

(Alma de Dois Mundos respira fundo, erguendo a cabeça lentamente. O peso invisível parece dissipar-se no ar frio da noite. Seus olhos perdem o branco sobrenatural, voltando ao normal, marejados, mas incrivelmente focados. Ele massageia os ombros e sorri de canto, com a sabedoria de quem analisou o abismo. A luz prateada do fogo onírico começa a pulsar em um ritmo lento, como um coração recém-nascido tentando encontrar seu compasso. O corpo de Alma de Dois Mundos estremece intensamente, os músculos retesados lutando contra a transição de mundos. A voz do espírito ressoa pela última vez, perdendo a estridência e ganhando a textura de um sussurro de despedida, o som da chuva finalmente

O Renascimento no Barro – A Sabedoria do Luto

“Com a alma julgada, a coroa de espinhos assumida e a culpa coletiva aceita, o tecido da Umbra Profunda começou a se alterar. O desfiladeiro, que até então era um túmulo existencial esmagador, deixou de ser um abismo mortal para se tornar um útero de transformação. A lama onírica ao redor deles perdeu a densidade tóxica e ganhou o calor de um casulo alquímico. A matilha precisou ser decomposta em seus medos para poder renascer.

A escalada de volta à realidade não foi feita com saltos de predadores imbatíveis. Foi uma subida dolorosa, pata ante pata, mão sobre mão. Quando Eterna Tormenta escorregava, Noite Perdida cravava as garras na rocha espiritual e a puxava para cima. O fio de prata que une a matilha, antes rompido pela arrogância, foi reatado com a linha grossa da vulnerabilidade compartilhada. Eles escalaram de volta à superfície não mais como guerreiros arrogantes e donos da verdade, mas como sobreviventes marcados pela sabedoria irreparável do luto.

O despertar definitivo os ejetou do coma espiritual com a violência de um pulmão puxando o primeiro sopro de ar. Eles abriram os olhos físicos e o mundo não havia mudado: o purgatório de lama e silêncio de Mariana continuava lá. O cheiro de ferro e morte ainda empesteava o ar, e a Zona Morta continuava sendo um monumento à ganância da Pentex. Mas, filhotes, eles haviam mudado.

Eles não viam mais apenas inimigos para rasgar; eles viam feridas para curar. Ao abrirem os olhos, as retinas dos Filhos da Capivara estavam calibradas para ver além da neblina tóxica. Eles enxergavam as correntes de dor que prendiam aquele lugar, e agora, purificados pelo próprio abismo, finalmente tinham a clareza espiritual para tentar desfazê-las.”

(A fogueira reacende subitamente em um estrondo surdo, as chamas alaranjadas e quentes dissipando instantaneamente a fumaça cinzenta e o frio fantasmagórico. O corpo de Alma de Dois Mundos relaxa de uma só vez. Ele respira fundo, sugando o ar noturno com desespero, cambaleando levemente antes de se sentar de forma pesada, exausto. O peso ancestral deixa seus ombros, escorrendo para a terra. Ele pisca, limpa o suor da testa e olha para os filhotes, não mais como um espírito ancestral, mas inteiramente como um contador de histórias, com aquele brilho analítico e apaixonado de sempre no olhar.)


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Justas e Torneios Medievais – Santos Escritos

Justas são disputas medievais antigas em que um cavaleiro avançava em carga contra outro cavaleiro, visando derrubá-lo de sua montaria ou quebrar sua lança.

Nesse caso, a justa era uma das hastiludes (um termo genérico para diversos jogos marciais da Idade Média, que significava “Jogo da Lança”), e hoje, no Santos Escritos, vamos trazer estes jogos de lança para A Lenda de Ghanor RPG.

Os Hastilude

Boa parte das hastilude são parte de um torneio. Que incluem melee, combate “mano a mano”, disputas de força e precisão e justas.

Na nossa idade média do mundo real, muitos consideravam os torneios como perseguidos de fama pelos cavaleiros e uma ameaça a ordem pública.

No entanto, era um show amado pelas massas e muitas vezes serviam para honrar coroações, casamentos, nascimentos ou conquistas recentes, mas também apenas para o entretenimento do público.

Combate de justa

Justas

O tipo mais famoso de hastilude é a justa, que é um esporte praticado por cavaleiros montados que cavalgavam uns contra os outros. Isso porque, visavam causar a maior quantidade de dano a armadura do alvo ou derrubá-lo do cavalo.

Com isso em mente, uma justa deve ser praticado por dois cavaleiros com armaduras pesadas, lança montada (ou lança de justa, se tiver acesso ao Heróis de Arton) e em cima de uma montaria. E normalmente dura três rodadas.

Em cada rodada, os dois cavaleiros devem fazer investidas montadas e testes de ataque contra o outro alvo, tentando causar dano ou derrubá-los. Sendo que os cavaleiros que sofrerem dano, devem fazer um teste de Cavalgar CD 10 + 2 para cada 10 pontos de dano que sofreu, se falhar, cai do cavalo.

Depois de três rodadas, o cavaleiro que tiver sofrido mais dano ou tiver caído de seu cavalo, perde a justa.

Melee

Melee (ou mêlée ou melée), era um “torneio de massa”, era um combate simulado aonde dois times (seja a pé ou a cavalo) se chocavam em formação. A ideia era quebrar a formação e derrotar a equipe adversária.

Na sua mesa de RPG, uma disputa de melee é um combate comum entre dois lados. Use as regras de Guerra (Revista Dragão Brasil especial Ghanor) ou um combate normal.

Pas d’armes

Pas d’armes eram disputas realizadas por cavaleiros próximos a pontes ou portões de cidade. Para que um cavaleiro possa passar, deve vencer uma disputa ou combate contra o cavaleiro desafiante.

O combate dura 5 rodadas. O cavaleiro que estiver com menos PV ou que chegar a 0 PV primeiro, perde a disputa e deve voltar no dia seguinte.

Cavaleiro praticando o Quintain

Quintain

Também usado como treinamento para justas, porém são um percurso de treino em que o cavaleiro deve acertar um alvo e desviar do objeto.

Pode ser feito como um treinamento, com o cavaleiro fazendo três testes de Força ou Destreza com CD 10 + metade do nível. Se passar, como um benefício do treino, recebem +1d6 de acerto que pode usar para somar em um dos testes da próxima justa que participar.

Tupinaire

Uma versão alternativa da justa, pois ao invés de durar três rodadas e finalizar com o cavaleiro que cair ou sofrer mais dano ao fim da contagem, o duelo segue até que um dos cavaleiro seja derrotado. No caso e em termos de regra, quando chegar a 30% da sua vida primeiro.

Use as mesmas regras das Justas, mas os dois cavaleiros causam dano ao acertarem o oponente, o cavaleiro que chegar primeiro na quantidade de vida que equivale a 30%, é derrotado.

Aplicando Torneios Medievais a sua mesa

Torneios medievais são uma ótima oportunidade de trazer um frescor de certa tranquilidade e esporte na sua mesa. E claro, um torneio pode ser patrocinado por um nobre para demonstrar suas riquezas, e pode dar um certo valor de PP para um dos cavaleiros aventureiros.

Ou um bom lugar para se iniciar um mistério, ou colocar um cavaleiro misterioso aparecendo para desafiar os competidores.

Se baseie em histórias clássicas de literatura medieval, ou até mesmo histórias de WWE e outros esportes que tem narrativas de vilões e mocinhos.


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Texto e Capa:  Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Caminhos Secundários da Magia – Biblioteca Arkanita

Esta semana, a iniciativa da Biblioteca Arkanita apresenta o netbook Caminhos Secundários, de George “Bin Laden”. Este netbook apresenta o resultado de cada um dos Caminhos Elementais Secundários do Sistema Daemon, para realizadores de Magia que buscam mais versatilidade na combinação de dois ou mais Caminhos Elementais Primários.

Conteúdo do netbook

O netbook apresenta o seguinte conteúdo:

  • Introdução, sendo um parágrafo simples que explica a ideia por trás do netbook para auxiliar Jogadores do Sistema Daemon.
  • Caminhos Elementais Secundários, descrevendo os efeitos de cada um dos seis Círculos para as três Formas (Entender, Criar e Controlar). Os Caminhos Elementais Secundários abordados no netbook são:
    • Magma (Terra + Fogo)
    • Fogo Negro e Cinzas (Fogo + Trevas)
    • Cores e Brilhos (Fogo + Luz)
    • Fumaça (Fogo + Ar)
    • Relâmpagos (Luz + Ar)
    • Gelo (Água + Ar)
    • Vapores e Poções (Água + Luz)
    • Cristais (Terra + Luz)
    • Lama (Terra + Água)
    • Pó e Corrosão (Terra + Trevas)
    • Vácuo (Ar + Trevas)
    • Venenos e Ácidos (Água + Trevas)

Você pode baixar este netbook aqui mesmo na Biblioteca Arkanita. Clique aqui para iniciar o download do netbook. E continue acompanhando as postagens semanais da Biblioteca Arkanita para grandes netbooks como Caminhos Secundários!


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Raças de Tagmar para GURPS – Ecos da Banestorm

Este artigo com regras para jogar com raças do mundo de Tagmar adaptados para GURPS foi feito originalmente no blog Diário de Campanha. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui Elfo Florestal, Elfo Dourado, Anão e Pequenino. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.

Humano (00)

Conseguindo, através de seus esforços e de uma elevada taxa de nascimento, se adaptar em diversos tipos de ambientes, a raça humana é a mais numerosa entre as raças civilizadas de Tagmar. Ela se espalha por diversos reinos, povoados e tribos em praticamente qualquer lugar do mundo.

Apesar das diferenças étnicas e de fenótipos entre os humanos (baixo, alto, loiro, moreno, negroide, caucasoide, mongoloide), em comparação a outras raças que habitam o mundo de Tagmar, a raça humana tem as mesmas características fundamentais, de maneira que não se nota qualquer diferença que eles achem suficientemente relevante para se distinguirem tão discriminadamente como os humanos do nosso mundo o fazem.

Modificadores: Nenhum.

Traços inerentes: Idade de maturação: 16 anos. Tempo de vida girando em tomo dos 120 anos.

Antecedentes Sociais: Idioma: Malês (escolher). Cultura: Região dos Reinos Livres ou escolher a cultura particular de algum dos reinos.

Meio-elfo (12)

Os meio-elfos constituem uma raça muito parecida com os humanos. A única diferença visível são suas orelhas pontudas que, por serem menores que as élficas, são facilmente disfarçadas pelo cabelo se assim for desejado. Existe uma grande variação de sua aparência física, tendendo tanto para o porte e traços humanos como para o porte e traços élficos.

A origem dos meio-elfos se deu nas primeiras uniões entre humanos e elfos. Por serem uma raça fértil, ganharam independência das raças progenitoras propiciando a sua edificação, portanto, como raça com status próprio.

Modificadores de Características Secundárias: Per +1 [+5].

Vantagens: Expectativa de Vida Ampliada 1 [+2], Visão Noturna 5 [+5].

Características: Para todos os efeitos (magias, armas mágicas, maldições…) um meio-elfo é considerado um elfo.

Traços inerentes: Idade de maturação: 20 anos; Tempo de vida longo, girando em torno dos 350 anos.

Antecedentes Sociais: Idioma: Elfico ou Malês (escolher). Cultura: Elfica, Reinos Livres ou de algum estado. Meio-elfos tem geralmente como idioma Nativo o Elfico, por muitos começarem a vida nessas sociedades, mas a grande maioria também fala alguma versão do Malês pelo menos em nível Sotaque.

Este artigo com regras para jogar com raças do mundo de Tagmar adaptados para GURPS foi feito originalmente no blog Diário de Campanha. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui Elfo Florestal, Elfo Dourado, Anão e Pequenino. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.


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Primórdio – Esferas de Mago: a Ascenção

Aprenda isto, jovem buscador: toda magia nasce de uma fonte anterior às formas, anterior aos nomes e até mesmo anterior às ideias que usamos para explicar o mundo.

Nós, Despertos, chamamos essa força de Primórdio.

Entre nós do Coro Celestial, compreendemos o Primórdio como um reflexo do próprio sopro da criação, pois ela é a energia que o Uno derramou no cosmos para que todas as coisas pudessem existir.

Alguns a percebem como fogo sagrado, outros como o rugido da tempestade ou o brilho das estrelas. O que importa é: todos estão corretos, já que a energia primordial assume muitas faces.

Escute com atenção, pois aquilo que vou lhe ensinar não é apenas conhecimento.

É uma forma de perceber o mundo.

Sentir o sopro da criação

Antes de tocar o poder primordial, é preciso aprender a reconhecê-lo.

Feche os olhos quando estiver em um lugar antigo.

Uma igreja esquecida, o topo de uma colina varrida pelo vento, uma casa onde muitas vidas já passaram.

Se você ouvir com o espírito atento, perceberá que alguns lugares parecem vibrar de maneira diferente.

Essa vibração é a presença da energia primordial.

Ela também deixa marcas.

Quando um milagre ocorre, quando um ritual é realizado ou quando algo sobrenatural atravessa o véu do mundo, essa energia se agita.

Um olhar treinado percebe essas perturbações como quem observa ondulações na superfície de um lago.

O primeiro passo não é controlar o poder. É reconhecer que ele já está presente em toda parte.

Convocar a centelha

Quando sua percepção se torna clara, você descobre que essa energia não é apenas algo que existe no mundo.

Ela responde ao chamado da vontade desperta.

No início, as manifestações são pequenas.

Uma chama que surge sem combustível, uma luz que brilha entre suas mãos, um calor que percorre o ar ao seu redor.

Não pense nisso como fogo comum.

Não é eletricidade nem calor natural. É a própria energia da criação, revelando-se por um instante.

Entre nós do Coro Celestial, muitos veem essa centelha como um reflexo da chama divina.

Outros a sentem como um cântico silencioso que vibra no coração do mundo.

Seja qual for a forma que ela assume para você, lembre-se: essa centelha é a matéria-prima da magia.

Alimentar o sobrenatural

Com o tempo, você perceberá algo importante: muitas coisas além de você também dependem dessa energia.

Encantamentos, bênçãos, maldições e manifestações sobrenaturais não existem no vazio.

Todos eles são sustentados pelo fluxo do Primórdio.

Quando aprendemos a conduzir essa energia, podemos fortalecer certas manifestações ou enfraquecer outras.

Um milagre pode durar mais tempo quando é alimentado por essa força.

Uma criação sobrenatural pode perder estabilidade quando essa energia se dissipa.

Também existem seres que dependem profundamente desse poder.

Alguns são nascidos de símbolos, sonhos ou medos antigos.

Outros são reflexos de ideias tão fortes que ganharam forma própria.

Esses seres respiram a energia primordial como nós respiramos o ar.

Dar forma ao poder

Agora escute bem, pois aqui começa uma das revelações mais estranhas para um aprendiz.

A energia primordial não precisa permanecer invisível.

Quando o entendimento se aprofunda, essa força pode assumir forma.

Aquilo que era apenas poder bruto pode se tornar algo tangível, ainda que por pouco tempo.

Uma arma feita de pura energia pode surgir em suas mãos.

Uma criatura nascida de mito pode atravessar o limiar entre imaginação e realidade.

Um símbolo pode tornar-se presença concreta no mundo.

Mas não se engane: essas coisas raramente permanecem por muito tempo.

Elas são como faíscas de um grande fogo: intensas, reais, porém passageiras.

Esse é o momento em que muitos aprendizes percebem algo perturbador: a fronteira entre sonho e realidade é mais fina do que imaginávamos.

Compreender a fonte

Quando finalmente compreendemos o Primórdio em toda sua profundidade, percebemos algo que muda para sempre nossa visão da magia.

Toda manifestação sobrenatural, seja um espírito, um milagre, um símbolo que ganhou vida ou uma chama que surge do nada, depende dessa energia.

O Primórdio é o rio invisível que alimenta todos os milagres.

Entre os mestres do Coro Celestial, alguns dizem que essa força é o eco do primeiro ato da criação.

Outros afirmam que ela é o sopro contínuo do divino sustentando o cosmos.

Talvez ambas as coisas sejam verdadeiras.

O que importa para você, aprendiz, é compreender isto: quando manipula o Primórdio, você não está apenas lidando com energia.

Está tocando a própria chama que mantém o universo em movimento.

E quem aprende a ouvir essa chama descobre que o mundo inteiro, tempestades, estrelas, sonhos e milagres.


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Autor: Álvaro Bevevino.
Revisão: Raquel Naiane.
Capa: Raul Galli.

Jorogumo IDJ – Bestiário de Jade

Jorogumo foi um dos primeiros bakemonos que montei a ficha quando Império de Jade, da Jambô Editora, foi lançado. Eu tinha acabado de criar meu primeiro personagem e comecei a compartilhar minhas ideias um pouco mais, e essa versão tem um leve ajuste de CD e pvs, porém eu acredito que foi uma das poucas fichas que consegui consolidar uma bom desafio – aproveitem mais um bakemono para o bestiário de jade.

Jorogumo

Uma jovem mulher de longos negros, veste longas e portando uma biwa. Essa é a aparência mais convencional e mais utilizada por esse bakemono para emboscar aventureiros desavisados nas estradas ou para confundir incautos em vilas distantes. Utilizando a biwa com uma melodia encantadora, seduz os mais fracos e os arrasta para suas presas e seus abraço mortal.

Jorogumo pode ser encontrada nos ermos e no meio da estrada como uma viajante em busca de refúgio ou utilizando do seu “talento musical” para sobreviver. Ou às vezes, como uma figura importante em vilarejos distantes, utilizando suas técnicas de influencia e dominação para se alimentar constantemente, muitos sentais já foram derrotados por se entregarem em seus braços até perceberem seu erro tarde demais.

Quando seu disfarce é descoberto esse bakemono é extremamente feroz e violento atacando todos ao redor com extrema brutalidade. Suas habilidades de paralisia aliada à um conjunto de garras podem destroçar vários oponentes rapidamente, um aventureiro despreparado pode encontrar seu fim nas mãos de Jorogumo sem perceber o que de fato aconteceu.

Jorogumo ND 14

Youkai 18, Grande (alto).

Iniciativa +25.
Sentidos: Percepção +24, visão nas trevas.
Classe de Armadura: 32.
Pontos de Vida: 240.
Pontos de Magia: 90 (limite:20).
Resistências: Fort +19, Ref +20, Von +20, imunidade a trevas.
Deslocamento: 9m, Escalar 12m.
Ataques Corpo-a-Corpo: 2 x Garras +24 (1d8 + 6), Mordida +23 (2d6 + 6, Veneno) ou 4 x Garras +22 (1d8 + 6) e Mordida +20 (2d6 + 6).
Ataques a Distância: Teia+22, Enredado.
Habilidades: For 22, Des 20, Con 18, Int 12, Sab 16, Car 20, Hon 6.
Perícias: Intimidação +24, Enganação +24, Furtividade +23.

Ataques especiais

Dilacerar

Se a Jorogumo acertar os 4 ataques (ou 2) de garras em um mesmo alvo na mesma rodada, também causa mais 2d6 + 6 de dano extra com a mordida.

Casulo

Caso acerte os 4 ataques de garra em um mesmo alvo na mesma rodada, Jorogumo, pode então enredar o alvo automaticamente com teia criando um casulo que deixa a vitima incapaz de se mexer. O Alvo pode realizar um teste de força (CD40) para tentar quebrar o casulo por dentro, sendo necessário 3 sucessos para se libertar, o casulo possui RD15 e PV40, o alvo dentro do casulo recebe metade do dano.

Teia

A Jorogumo pode disparar teia como um ataque de toque à distância que custa 2 PMs. Se acertar, o alvo fica enredado. A vítima pode se soltar com uma ação padrão e um teste de Força ou Acrobacia (CD 25) ou cortando a teia (PV 10, RD 10). A Jorogumo também pode cobrir de teia um quadrado com 9m de lado gastando uma ação completa e 4 PMs. Por sua transparência, a teia é difícil de ver (Percepção, CD 30) até ser tarde demais. Qualquer criatura que entre na área fica enredada. Cada espaço de 1,5m de teia tem PV 10 e RD 10. O Jorogumo pode andar em sua própria teia sem se enredar, também percebe automaticamente qualquer criatura na teia, como se tivesse percepção às cegas.

Bombas de Teia

Como uma ação completa a Jorogumo pode disparar a teia em todos os alvos a até 12m gastando 1pm por alvo e realizando um ataque de toque a distância para cada alvo.

Investida Poderosa

Quando usa investida, se acertar o Alvo a Jorogumo causa dano dobrado.

Paralisia (M)

Jorogumo pode realizar o jutsu Paralisia em um cone de 4,5m a frente, ao lançar várias teias pela boca. O custo dessa habilidade é igual ao jutsu porém se aplica a todos os alvo na área, pode utilizar todos os aprimoramentos pagando os custo em PMS necessários.

Forma Humana (M)

Jorogumo está constantemente sob o efeito do jutsu véu das múltiplas faces, para assim seduzir e encantar as suas presas de forma eficiente, o efeito pode ser dissipado normalmente, mas a Jorogumo, pode ativar o jutsu novamente sem custo, apenas pagando por seus aprimoramentos

Melodia Encantadora (M)

Utilizando sua biwa durante sua forma humana, Jorogumo pode utilizar os jutsus: Língua de prata, Feitiço de Kazuko, Influencia invisível, Aura de fascinação e Dominar mente incluindo seus aprimoramentos.

Tesouro: Dobro


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Autor: Leandro Moreira.
Revisão: Raquel Naiane.

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