Tchelo Andrade – A 1ª Semana do RPG Indie no Movimento RPG

Entrevista com o autor Tchelo Andrade, que nos contou como seu projeto transformou e transforma vidas.

1. Conte-nos um pouco sobre você e sua trajetória como autor de RPG Indie no Brasil.
Fundação Triunfo

Jogo RPG desde 2003, mas só vim me dedicar a criação de jogos desde 2016. Atualmente tenho dois projetos de jogos de RPG que estou engajado: O Desígnio RPG com uma pegada mais adulta de jogos de intriga política e o Fundação Triunfo que tem uma proposta mais ampla do que ser apenas um jogo. Devido a amplitude do tempo, tenho dedicado meus esforços para maximizar o Fundação Triunfo RPG e seu projeto de impacto social.

2. Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao desenvolver RPGs Indies? Como os superou?

Ainda não superei é uma barreira gigantesca! Falo da falta de imaginário e repertório para a nossa própria cultura. Fundação Triunfo é um RPG para falar sobre os patrimônios brasileiros, mas a falta de  informações e enredos de cultura pop para este segmento torna a criação de aventuras para este sistema bastante complicada. Uma vez que a fantasia medieval ainda é o gênero dominante.

3. Quais foram os momentos mais marcantes ou pontos altos da sua jornada como autor de RPG Indie?

Certamente foi ver os impactos positivos de um jogo criado para encorajar o futuro e tirar o melhor das pessoas.

4. Compartilhe conosco um ou dois sucessos que você alcançou no cenário de RPG Indie. Houve surpresas, ou foi tudo como planejado?

O projeto foi contemplado na lei de incentivo Aldir Blanc em 2021 o que garantiu a realização de diversas atividades nas comunidades em que estou inserindo para jogar RPG, desenvolver um livro e criar impactos. Criamos uma associação para impulsionar e propagar mais o RPG como instrumento de aprendizagem.

5. Quais os projetos você tem desenvolvido na área dos RPG Indies? Ou tem algum projeto que você gostaria de divulgar?

Um mundo oculto para ser explorado. Um mal ancestral para ser combatido. A Fundação Triunfo é uma organização criada para proteger o Brasil de uma força sombria que tem se mantido oculta há milênios. E para essa tarefa, seus membros, também conhecidos como voluntários, devem desvendar a “história secreta” de nossa nação. Cada bem cultural, cada patrimônio, cada ginga, cada cantiga pode conter uma pista para esse grande mistério. Lute, explore, desvende e conquiste. Junte-se à Fundação Triunfo e viva grandes emoções ao lado de incríveis companheiros!

6. Como você vê a ideia da comunidade RPGísta de realizar o mês do RPG Indie?

Necessário! Como autores precisamos fortalecer a cena, e a cena vai fortalecer nossas artes.

7. Para você, qual deveria ser o principal objetivo desse evento? E o que espera dele?

Networking, criação de vínculos e maximização de alcance.

8. O que você diria que são RPGs INDIEs e qual a importância deles?

O underground sempre foi um luxo por se virar contra os ideias do consumo e capitalista. RPG são produtos portanto são impulsionados a serem consumidos em grande escala, mas nem sempre o que todo mundo consome deve ser o ideal a ser buscado. Penso que numa cena, é muito importante uma diversidade de conteúdo e acima disso, produtos que estejam comprometidos com questões importantes para o prosperar da nossa sociedade.

9. Como você vê a relação: RPGs da indústria de jogos X RPGs INDIEs no mercado brasileiro e no mundo?

O discurso é bem diferente da prática. Eu também faço essa autocritica, consumir o mainstream ainda é mais fácil por diversos motivos. O principal deles é que muitos projetos Indies ainda tentam se aproximar do status quo para serem notados e/ou não possuem compromisso com a realidade/cultura que o cerca. Claro que poderia ser pior, os números e a crescente do mercado de RPG permite que a gente possa sim sonhar com futuros alegradores para este nicho.

10. Qual mensagem pessoal sua você gostaria de mandar para a comunidade RPGista
brasileira?

Continuem pensando no RPG como uma ferramenta positiva para a comunidade, essa é a melhor forma
do RPG se estabelecer definitivamente. Encoraje o futuro que ele sempre encoraja de volta!


E se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo  PadrimPicPayPIX, e no Catarse!

Assim, seja um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.


Tchelo Andrade – A 1ª Semana do RPG Indie no Movimento RPG

A 1ª Semana do RPG Indie no Movimento RPG é um evento idealizado e organizado por:

Douglas Quadros
Gustavo “AutoPeel” Estrela
Isabel Comarella
Iury.KT
O Escritor Ansioso
Ur Tiga Brado’k
VellSant

Leandro Abrahão – A 1ª Semana do RPG Indie no Movimento RPG

Entrevista realizada com o autor Leandro Abrahão, que trouxe para a gente sua caminhada na criação de jogos Indie.

1. Conte-nos um pouco sobre você e sua trajetória como autor de RPG indie no Brasil.

Olá eu sou o Leandro, sou Game Design e produtor de rpg independente desde 2003. A princípio produzia meus próprios jogos e sistemas porque viva em uma cidade no interior, onde o acesso a livros, revistas e outros conteúdos especializados era de difícil acesso. Escrevia e imprimia artesanalmente e fazia a distribuição para os amigos e participantes dos eventos de RPG e Anime que eu mesmo organizava. Em 2008 me envolvi com o movimento Software Livre, conheci as possibilidades de lançar jogos na internet com licenças livres e assim comecei a produzir e distribuir meus jogos como conteúdos open source. Hoje mantenho um site: Leandro Games – Editora Independente como repositório de alguns dos meus jogos mais conhecidos.

2. Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao desenvolver RPGs Indies? Como
os superou?

Acredito que o maior desafio foi obter espaço para a divulgação dos jogos. Por muito tempo a divulgação do rpg Indie se concentrou em autores dos grandes centros metropolitanos, sendo muito pouco espaço aberto para da divulgação de autores de pequenas cidades, sobretudo, das regiões norte e nordeste (meu caso) do país. Hoje esse panorama tem mudado bastante. Apesar de termos muitos autores Indies consolidados entre as grandes metrópoles, os produtores de contudo e canais de divulgação estão completamente abertos a divulgar o material de autores iniciantes de qualquer parte do país/mundo.

3. Quais foram os momentos mais marcantes ou pontos altos da sua jornada como autor de
RPG indie?
O Legado Rpg

Para mim os momentos mais marcantes como autor de RPG foram 3:
1. Receber um email de dúvidas de um grupo de jogadores completamente desconhecido de outra
parte do país.
2. A primeira resenha em blog de destaque nacional (escrita pelo Daniel Talude em 2013).

3. Ser convidado a escrever para uma editora. A Unza RPG do Thiago Edwardo Silva e um módulo de suplemento de um dos projetos da Craftando Jogos: O Legado RPG, do PH Autarquia.

4. Compartilhe conosco um ou dois sucessos que você alcançou no cenário de RPG Indie. Houve surpresas, ou foi tudo como planejado?

Meus jogos mais difundidos são o POI (Par ou Impar), o Capangas Cyberpunk e o Cangaço Trevoso. Sempre fiz meus lançamentos muito despretensiosos, de forma em que na maioria das vezes o planejamento falhou! kkkkk

5. Quais os projetos você tem desenvolvido na área dos RPG Indies? Ou tem algum projeto que você gostaria de divulgar?
Morte S/A

Atualmente estou reescrevendo a segunda edição do Morte S/A. Um jogo que lancei em 2009 e que ao reler na atualidade, achei que ele merecia uma revisão. Havia alguns aspectos no livro antigo no qual já não concordava mais, então em meio a pandemia, decidi começar a reescrevê-lo. Em 2009 eu acreditava que um bom sistema de RPG deveria de ter um número considerável de mecânicas para solucionar situações e isso acabou criando um monte de rolagens e estatísticas desnecessárias, as quais não eram o foco do jogo.

Isso me fez cansar um pouco, de forma que deixei ele de lado por um tempo. Mas o cenário nunca me cansou. Assim como a alguns dos meus amigos, que junto comigo tentaram fazer do Morte S/A, board game e cardgame também. Agora finalizei um sistema diferente, e também dei uma atualizada no cenário (tudo que eu faço está em constante processo de criação). Nesse momento o livro está em fase de diagramação, restando apenas 50 páginas para o término.

6. Como você vê a ideia da comunidade RPGísta de realizar o mês do RPG Indie?

Acho incrível. Quanto mais autores, trocas de experiências e espaços melhor. Acredito que o mês do RPG Indie não só ajuda na divulgação de autores e difunde materiais autorais (na qual muitos são gratuitos como os meus), bem como incentiva novos RPGístas a lançarem seus materiais como RPG Indie! É uma iniciativa e tanto! Parabéns!

7. Para você, qual deveria ser o principal objetivo desse evento? E o que espera dele?

Espaço para autores e iniciativas verdadeiramente Indie. Espaço para os novos ou ainda desconhecidos produtores de jogos de RPG. Divulgação de projetos e Donwload de materiais. Incentivo ao novatos!

8. O que você diria que são RPGs INDIEs e qual a importância deles?

Para mim, o RPG Indie foi o recurso fundamental para poder jogar os cenários fantásticos que imaginava, e suprir a falta de acesso a conteúdos que havia em minha região. Hoje, acho que o RPG Indie tem uma função de ir além do mercado. Apresentar novas propostas ao jogadores e dar acesso a gêneros, aventuras, temáticas, estéticas e estilos completamente descompromissados com o mercado.

9. Como você vê a relação: RPGs da industria de jogos X RPGs INDIEs no mercado brasileiro e no mundo?

Acredito muito que cada um tem o seu papel. O papel da indústria de jogos é bem claro: fazer um hit. Emplacar um jogo como um produto rentável de qualidade. Acho que o RPG Indie poder ter esse objetivo também, mas como já mencionado, ele vai além. No Indie o RPGísta (consumidor ou produtor) pode experimentar além das métricas financeiras, das mecânicas, dos recursos… são possibilidades ilimitadas. Portanto a experimentação é, para mim, o ponto forte do Indie. O Indie pode andar a favor do mercado, ir contra, ser gratuito, pago, premium, ser um rpg como serviço… o Indie escolhe estar atado ao mercado ou não.

10. Qual mensagem pessoal sua você gostaria de mandar para a comunidade RPGista brasileira?

Queridos amigos RPGístas, vocês são incríveis. Obrigado por me acolher e me fazer sentir parte disso por tantos anos! Espero poder contribuir e colaborar mais para tornar essa comunidade cada vez melhor, mais inclusiva, mais acolhedora. Somos a melhor comunidade do mundo! Vamos Jogar!!


E se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo  PadrimPicPayPIX, e no Catarse!

Assim, seja um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.


Leandro Abrahão – A 1ª Semana do RPG Indie no Movimento RPG

A 1ª Semana do RPG Indie no Movimento RPG é um evento idealizado e organizado por:

Douglas Quadros
Gustavo “AutoPeel” Estrela
Isabel Comarella
Iury.KT
O Escritor Ansioso
Ur Tiga Brado’k
Mandi

Jorge Valpaços – A 1ª Semana do RPG Indie no Movimento RPG

Entrevista com o autor Jorge Valpaços, contando para a gente suas experiências com RPG Indie.

1. Conte-nos um pouco sobre você e sua trajetória como autor de RPG Indie no Brasil.
Lampião Game Studio

Opa! Eu sempre curti muito os jogos independentes nacionais. Me aproximei da cena ao jogar os jogos do Marco Bym, Carlos Klimick, Eliane Bettochi desde os anos 90. Mas recentemente, Tiago Junges,Encho Chagas, Eduardo Caetanoe outros foram fontes de inspiração. Eu tocava projetos de educação lúdica em contextos socioeducativos e sempre levava jogos brasileiros para as oficinas. Daí não tardou para esbarrar com Jefferson Neves e Rafão Araújo, conhecer seus projetos e ser convidado a participar do Lampião Game Studio. Estou nessa desde os anos 2014, mais ou menos, e tenho uma boa gama de jogos lançados desde então. Eu comecei a me relacionar com design de jogos pelo viés acadêmico, e só depois comecei a colocar a mão na massa e criar meus desvios.

Acho que minha assinatura tem a ver com as vivências, com o que sinto, com o que desejo partilhar. E em cada projeto deixo um tanto demim aberto pra jogo.

E acho que assinar “no jogo, a gente se encontra” é o que realiza a minha potência de viver. Só consigo me encontrar na contingência que é existir enquanto estou em jogo, e jogado, no mundo.

2. Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao desenvolver RPGs indies? Como os superou?

Cada projeto tem suas demandas específicas. Muito do que faço fica anos na gaveta, precisando do tempo certo pra acontecer. Acho que os principais desafios vêm da materialidade. Eu, como qualquer criador cultural independente, não temos segurança financeira, e trabalhamos em tempo disponível. Escrever tendo de lidar com preocupações como tiroteio no complexo do alemão, tratar da saúde mental e tantas questões que me atravessam são mais complexas que buscar uma solução mecânica. Mas, quanto às restrições do processo criativo, penso que o sangramento voluntário e o design material sejam os meus principais desafios. Eu “me coloco em jogo”, num processo de entrega em cada projeto.
Então há aspectos de gozo e sofrimento em cada jogo que “nasce”. Já em relação ao design material, eu abandono convenções de jogos (como um manual é escrito, como o jogo é jogado) e parto da dinâmica “acontecendo na mesa” para pensar na criação do jogo. Se eu pensasse de outra forma, Ceifadores, com a ficha-biombo e a mecânica de pegar o dado, não aconteceriam, por exemplo. Mas isso gera algo muito complicado, que é buscar repertórios de outras práticas lúdicas para solucionar questões abertas durante a criação dos jogos. É algo um tanto difícil, mas muito recompensador. Só não concordo muito com a necessidade de superar desafios. Digo porque desisti, abandonei muitos projetos, muitos jogos. Saber que não vai dar é tão ou mais significativo que fazer. Você compreende seus limites, o que deve investir em melhorar, o que te faz mal.

É importante ter isso em mente, e deixarde lado um tanto aquela coisa de sempre vencer, superar, avançar.

3. Quais foram os momentos mais marcantes ou pontos altos da sua jornada como autor de RPG indie?
Ceifadores
Lições

Ganhar os Goblins de Ouro de 2022 e 2023 com Ceifadores e Lições seria a resposta fácil. Mas quando levo um jogo meu a uma periferia, ele é jogado por uma menina que diz que foi muito divertido e é seu primeiro jogo narrativo, ali está meu ponto alto. E é por isso que hoje me dedico a jogos ensaios, impressos artesanalmente e em zines baratinhas e me volto a comunicar mais na ponta que no centro.

Agora, se dá pra listar outro ponto alto, outro aspecto que realmente se destaca em minha jornada, é poder dividir convites de jogar histórias tão únicas, como as de Amores da Vila do Caju, Asas da Vizinhança, Cruzos e Herdeiros dos Antigos. Apenas saber que estes desvios interessam a outrem já me faz viver

4. Compartilhe conosco um ou dois sucessos que você alcançou no cenário de RPG indie. Houve surpresas, ou foi tudo como planejado?

Lições RPG é um jogo com quase 8 anos de desenvolvimento. Lançá-lo após um fracasso na primeira campanha de financiamento coletivo já foi um sucesso incrível. Me dediquei muito a ele, mas jamais pensei que ganharia 2 prêmios (design de regras e livro básico no Goblin de Ouro de 2023). Tudo foi planejado para ser meu jogo definitivo no sistema L’Aventure, mas foi una grande surpresa ter tido este reconhecimento, dada a qualidade das obras de quem concorria comigo.

5. Quais os projetos você tem desenvolvido na área dos RPG Indies? Ou tem algum projeto que você gostaria de divulgar?
Gavaret

Sigo na deriva e no desvio lúdico. Agora meu enfoque é em lidar com o repertório do jogar que nós temos ao criar jogos. Então esperem ver jogos meus que lidam com adedanha/stop, amarelinha, batalha naval e tantos outros jogos que a gente já conhece para estar no centro do desenvolvimento da prática lúdica. E meu primeiro projeto neste (des)caminho é Gavaret, fantasia e aventura em suas mãos. É um jogo narrativo competitivo (isso mesmo, teremos vitória em rpg) jogado com pega-varetas. O seu lançamento será no início de agosto em catarse.me/gavaret

6. Como você vê a ideia da comunidade RPGísta de realizar o mês do RPG Indie?

Gosto muito da proposta. Me inspiro e admiro muito as pessoas autoras que estão na cena e me
orgulho de dividir o presente com eles.

7. Para você, qual deveria ser o principal objetivo desse evento? E o que espera dele?

Eu espero que haja mais visibilidade destas pessoas fantásticas que inventam mentiras incompletas jogáveis, verdadeiras como a vida, e as partilham. Penso que o principal objetivo do evento possa ser repensar o jogo e o jogar. E nisso, já lançamos os dados.

8. O que você diria que são RPGs INDIEs e qual a importância deles?

Eu não sei o que são rpgs indies, rs. Dá pra pensar em produção independente, mas não tenho segurança em determinar que um tipo de jogo é indie e outro não. Acho que o independente por aqui s relaciona com o jogar e criar e não exatamente com o jogo. Pensando sobre este jogar e criar independente, penso que ele pode saltar por caminhos mais brincantes e esquivos que a estrada de tijolos amarelos. Mais, ainda em amarelo, somos, em submarinos, ou não.

9. Como você vê a relação: RPGs da industria de jogos X RPGs INDIEs no mercado brasileiro e no mundo?

Sem óculos, vejo meio embaçado. Com óculos, talvez seja mais embaçado.

Não observo uma necessária oposição, mas assimetria e exploração. Criadores independentes fazem parte de um mundo atravessado por monopólios, concentrações hegemônicas e contradições. Grande parte (e eu me insiro) são precarizados numa indústria que se orgulha em falar de lucro e receita enquanto coleciona escândalos trabalhistas e práticas de apoio a supremacistas, por exemplo. Ali, debaixo da ponte, com a tenda aberta, há quem mostra sua arte, ao lado do shopping center. Acontece que a fome bate, a conta vem e você vende sua força de trabalho pra reproduzir sua existência. E este é o jogo mais difícil de jogar.

10. Qual mensagem pessoal sua você gostaria de mandar para a comunidade RPGista brasileira?

Permita colocar-se em jogo. Venha comigo pra se perder um tanto. A gente inventa uma história sobre como foi depois. Basta escolher um lanche de histórias e comer com gosto em Lampião Game Studio


E se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo  PadrimPicPayPIX, e no Catarse!

Assim, seja um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.


Jorge Valpaços – A 1ª Semana do RPG Indie no Movimento RPG

A 1ª Semana do RPG Indie no Movimento RPG é um evento idealizado e organizado por:

Douglas Quadros
Gustavo “AutoPeel” Estrela
Isabel Comarella
Iury.KT
O Escritor Ansioso
Ur Tiga Brado’k
VellSant

O Que é RPG Indie? – A 1ª Semana do RPG Indie no Movimento RPG

Apesar de sua aparente simplicidade, um RPG Indie é um RPG independente. Ele é desenvolvido e lançado sem o apoio de editoras, frequentemente envolvendo pequenos estúdios. Quando mencionamos a ausência de uma editora, queremos dizer que os autores têm total liberdade criativa e são os proprietários dos direitos autorais de suas obras. Eles não estão restritos aos métodos de trabalho ou às ideologias das grandes editoras, o que lhes confere pleno controle sobre o conteúdo de suas criações.

Características do RPG Indie

Em geral, embora não seja uma regra rígida, o RPG Indie tende a ser mais compacto, com menos páginas em comparação às obras já consagradas, e possuem menos suplementos. No entanto, mesmo com essa característica, eles oferecem aventuras ricas, concentrando-se na facilitação da narrativa ou adotando formatos distintos do convencional. Podemos afirmar que esses jogos se especializam em criar uma experiência única a cada sessão de jogo.

Além disso, os jogos independentes desempenham um papel fundamental no mercado, pois são uma resposta dos jogadores às empresas ou editoras que tomam decisões ou direcionamentos em jogos aclamados que desagradam aos fãs. Isso resulta na criação de novos jogos de nicho, substituindo os mais famosos, e contribui para o crescimento e a diversificação do mercado de jogos.

Por que o RPG Indie merece reconhecimento?

O Movimento RPG, está dando inicio a sua 1ª Semana do RPG Indie. E dedicar um dia para o RPG Indie é importante por várias razões.

Primeiramente, os jogos independentes oferecem uma perspectiva única e uma abordagem criativa que muitas vezes não são encontradas nos jogos mainstream, e clássicos. Eles proporcionam experiências de jogo diferentes, explorando narrativas originais, mecânicas inovadoras e formatos não convencionais. Ao se dedicar para explorar esses jogos, os jogadores têm a oportunidade de vivenciar aventuras únicas e descobrir novas formas de jogar.

Além disso, apoiar os RPGs Indie é uma forma de valorizar a independência criativa e a diversidade no mundo dos jogos. Ao dedicar um período específico para esses jogos, estamos reconhecendo e promovendo a importância da liberdade artística, da autonomia dos desenvolvedores e da pluralidade de ideias. Isso incentiva o crescimento e a inovação no cenário dos jogos, proporcionando mais opções e alternativas aos jogadores.

A 1ª Semana do RPG Indie no Movimento RPG

Por fim, dedicar um dia ao RPG Indie também é uma maneira de mostrar apoio e reconhecimento aos desenvolvedores independentes e aos pequenos estúdios. Eles muitas vezes enfrentam desafios significativos para criar e lançar seus jogos sem o respaldo das grandes editoras. Ao dedicar tempo e recursos para jogar e promover esses jogos, estamos contribuindo para sua visibilidade e sucesso, incentivando o florescimento de uma comunidade de criadores independentes.

Em resumo, dedicar essa semana para o RPG Indie é importante para nós porque permite explorar novas experiências de jogo, apoiar a independência criativa e diversidade, e promover a visibilidade e o sucesso dos desenvolvedores independentes.

É uma forma de celebrar a criatividade e o espírito inovador que impulsiona a indústria do RPG.

Portanto nessa semana, traremos vários conteúdos que enaltecem o RPG Indie Nacional! Fique por dentro das nossa mídias, e acompanhe aqui pelo site também!


E se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo  PadrimPicPayPIX, e no Catarse!

Assim, seja um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.


A 1ª Semana do RPG Indie no Movimento RPG é um evento idealizado e organizado por:

Douglas Quadros
Gustavo “AutoPeel” Estrela
Isabel Comarella
Iury.KT
O Escritor Ansioso
Ur Tiga Brado’k
VellSant

Dossiê das Singularidades – Financiamento Coletivo

O Dossiê das Singularidades é um suplemento para ampliar e aprofundar a experiência de As Chaves da Torre. Nele há vários cenários construídos para uma imersão completa na Metrópole e do Mundo Esquecido. Revelando segredos conspiratórios, locações encantadoras, coadjuvantes intrigantes, facções misteriosas, Antagonistas aterrorizantes e muito mais. Tudo isso pronto para ser colocado imediatamente em jogo. Ou adaptado para fazer parte da sua conspiração na Metrópole, com dezenas de possibilidades!

Não sendo um livro comum; é um documento investigativo oficial secreto que irá transportá-lo diretamente para a ambientação do realismo mágico com um estilo único, utilizando estrutura de dossiê de arquivos, com textos censurados e aparência autêntica, no melhor estilo Fundação SCP.

Portanto ao apoiando este projeto você terá acesso a muitas informações e recursos que elevarão sua experiência de jogo a um novo patamar. Cada cenário levará você a uma jornada inesquecível, proporcionando uma riqueza de detalhes e nuances para mergulhar na atmosfera do Oblívio.

O projeto da Editora Caleidoscópio, Dossiê das Singularidades já alcançou a marca de 207% da meta no CATARSE.ME, ou seja apenas apoie e saiba que ira receber um projeto incrível em pouco tempo.

Metas

Para R$ 85 ou mais – Caixa Preta

Apoio digital completo com livro base e suplemento.

  • Livro As Chaves da Torre em formato digital PDF.
  • Livro Dossiê das Singularidades em formato digital PDF.
  • Metas estendidas digitais.

Para R$ 60 ou mais – Registro Ultra Secreto

Apoio do livro impresso do Dossiê das Singularidades.

  • Livro Dossiê das Singularidades em formato impresso e PDF.
  • Todas as metas estendidas que forem desbloqueadas.

Para R$ 320 ou mais – Chave do Gabinete

Apoio dos livros da linha As Chaves da Torre RPG.

  • Livro As Chaves da Torre em formato impresso e PDF.
  • Um Baralho de Chaves e um Baralho de Temas.
  • Livro Dossiê das Singularidades em formato impresso e PDF.
  • Livro O Livro Extraordinários das Estranhezas Indizíveis em formato impresso.
  • Todas as metas estendidas que forem desbloqueadas


E se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo  PadrimPicPayPIX, e no Catarse!

Assim, seja um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.


Dossiê das Singularidades – Financiamento Coletivo

Efeito Jarnathan – Quimera de Aventuras

Nesta Quimera de Aventuras vamos falar sobre personagens secundários que nós criamos vínculos, mesmo eles não tendo um papel fundamental na história! Ou seja aqueles npc’s que a gente até força uma interação com eles que nem estava previsto nos planos do mestre! Sabe? Aqueles secundários que amamos, que eu chamo de Efeito Jarnathan!

Efeito Jarnathan

Nós não fizemos um Quimera de Aventuras exclusivo para D&D: Honra entre Rebeldes, mas segue agora nossa pequena menção a esse filme que esperamos por tanto tempo e que gostamos muito. Dessa forma não poderia falar de outro assunto que não fosse o querido Jarnathan, um Aarakocra e um dos dez membros que serviram no Conselho de Absolvição, o órgão dirigente da prisão de Revel’s End e o grupo que supervisionou o destino dos detentos da prisão. Dito isso, foi visível que todos adoraram as apenas duas aparições do personagem.

Afinal, o elemento-chave para tornar qualquer personagem de fundo visto brevemente tão amado ou interessante é, ironicamente, nem mesmo tentar torná-los amados ou interessantes. Esse é o resultado do que eu mesma dei o nome de Efeito Jarnathan. Quanto mais despojados e vagamente definidos esses personagens de fundo são, mais atraentes eles se tornam. Você pode associar o que quiser a eles e em suas aparências distintas. Sua história de fundo não está definida, e seus nomes nem são confirmados na tela, mas você pode dar a eles qualquer tipo de personalidade ou ambições que quiser.

Quimera de Aventuras

NPC’S

Pensando nisso, resolvi usar essa afeição gratuita pelo Jarnathan, um motivo para falar sobre npc’s da nossas historias. Sabemos que acima de tudo a atração principal são os jogadores e o mestre, mas os jogadores obviamente se mostram por seus personagens, e o mestre? Além da narrativa e estilo de mestrar, o mestre está nos seus npc’s.

Você pode achar que não, que estou exagerando! Que npc’s secundários, aqueles que encontramos uma vez em uma taverna não ocupam espaço na mente do mestre. Porem se você já mestrou ou já viu seu mestre desesperado por ter que arranjar um nome de ultima hora para uma moça sem importância que vc pediu uma informação e agora voltou lá de novo para puxar mais conversa, sabe do que eu estou falando. Planejado ou não, alguns npc’s que ninguém daria valor cativam a gente.

Dica

Portanto mestres e futuros mestres, aconselho vocês a terem um acervo de npc’s. Claro que não é para se debruçar em cima dos livros e cadernos para criar um dezena de npc’s. Mas vá juntando eles ao longo do tempo. Se você teve uma ideia “boba”, e acha que isso não vai virar uma campanha e nem a historia de um personagem jogável, guarda ela para um npc teu! Crie o habito de fazer anotações de nomes, possibilidades de personalidade, do que esse npc poderia gostar, onde eu posso encaixar ele, que informação útil, ou não ele pode dar para os jogadores? E com o tempo você sempre terá uma carta na manga, e quem sabe um dos seus npc’s desperte o efeito Jarnathan nos seus jogadores?

Olha, isso pode até virar uma campanha de multiversos de npc’s!


E se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo  PadrimPicPayPIX, e no Catarse!

Assim, seja um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.

Action Movie World – Catarse

ACTION MOVIE WORLD: Programado para Matar, possui o que é necessário para fazer os heróis vencerem, o vilão perder e os bons filmes receberem sequências! Este é um RPG para brucutus. Você monta sua equipe de estrelas de filmes de ação, e cria os melhores filmes que qualquer um que tenha visto na TV durante a infância!

A Tria Editora é uma editora brasileira criada com o intuito de fortalecer e expandir o mercado de RPG nacional. Através da publicação de novos jogos, cenários e materiais especializados, principalmente títulos nacionais inéditos ou títulos internacionais que nunca tiveram uma edição lançada no Brasil. Também focam em trazer experiências de outras mídias para a realidade dos jogos analógicos. Dessa forma expandindo a capacidade de interação com as marcas e identidade dos produtos, assim como o aumento da sensação de pertencimento.

O Sistema PBTA

Utilizando o sintema PBTA, o AMW utiliza as mesmas regras básicas que Apocalypse World. Ou seja tudo que você precisa são dois dados normais de seis lados (ou 2d6). Portanto só os jogadores rolam dados. O Diretor nunca usa dados. Sempre com a máxima de que o RPG é uma conversa organizada em turnos. Não como em jogos de tabuleiro, e sim de forma fluida e que faça sentido para avançar a história dessa conversa. E as regras mediam essa conversa compartilhada pelo grupo.

O Livro

O livro de ACTION MOVIE WORLD oferece todo o conteúdo necessário para jogares. Desde a explicação das regras completas, bem como por como jogar os dados e definir o resultado de uma ação a como criar seu próprio ator (personagem) e como ser o diretor (mestre de jogo) que cria e narra os filmes. Tudo isso é apresentado no livro em 120 páginas, de tamanho 15 x 21 cm, com páginas em preto e branco e capa dura colorida. Isso mesmo, nada de livro com qualidade inferior para depois ir incrementando: desde o início ofereceremos o livro em alta qualidade. Além disso, o livro já está pronto e na sexta feira os apoiadores já receberão o PDF do livro. Afinal, a meta foi batida, e a editora vai cumprir sua promessa, meta batida livro, PDF entregue!

Metas

Para R$ 30 ou mais – Herói dos Anos 2000 (digital)

Com este apoio você recebe:

  • ACTION MOVIE WORLD: Programado para Matar em PDF
  • Todas as metas extras digitais alcançadas
Para R$ 70 ou mais – Protagonista Durão (físico)

Com este apoio você recebe:

  • ACTION MOVIE WORLD: Programado para Matar impresso
  • ACTION MOVIE WORLD: Programado para Matar em PDF
  • Todas as metas extras digitais alcançadas
Para R$ 320 ou mais – Grupo de Estrelas

Este apoio é feito para que você e seu grupo de jogo possam todos ter o material a um preço ainda melhor. Ele inclui 5 unidades de cada item da recompensa Protagonista Durão.

Com este apoio você recebe:

  • ACTION MOVIE WORLD: Programado para Matar impresso (5 unidades)
  • ACTION MOVIE WORLD: Programado para Matar em PDF (5 unidades)
  • Todas as metas extras digitais alcançadas (5 unidades)
O Financiamento Coletivo de Action Movie World já está garantido, e encerra HOJE, então corre lá no Catarse que ainda dá tempo de garantir o seu!

E se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo  PadrimPicPayPIX, e no Catarse!

Assim, seja um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.

Chegando ao Fim a Votação para a Capa RPGCON 2023

Há um mês rolou a RPGCON 2023! E varias artes foram enviadas para a votação com a intensão de serem escolhidas para serem a capa do Almanaque do evento em 2023!

 

Bom, as votações estão chegando ao fim, no dia 30 encerrará! E o Iury Kroff está com uma contagem de votos excelente, mas como ainda temos tempo para votar, pedimos novamente sua colaboração para votar nele! Então entre aqui para VOTAR, e nós ajude a prestigiar nosso amigo!

Para ajudar na visualização de como ficará a próxima capa do Almanaque da RPGCON 2023, se liga nessa beleza!

Capa RPGCON 2023

Cobertura das Área de Palestras – Diversão Offline 2023

Com dois dia intensos de evento e muitas discussões bacanas, trazemos para vocês tudo que vimos  da Área de Palestras do DOOF 2023.

Educação em Jogo: A Importância da Ludoliteracia

Convidados: Daniel Martins e Igor Moreno

Mediação: Jorge Valpaços

A Palestra, mediada por Jorge Valpaços e que teve como convidado David Martins e Igor Moreno, foi bastante focada em maneiras diferentes de se aplicar o ato de jogar com a educação.

Com a introdução do Jorge Valpaços, o bate-papo iniciou como esse ato de jogar se tornou algo muito relacionado ao lazer e menos a arte de contar historias e espalhar sua cultura.

Daniel Martins focou bastante em seu relacionamento na época de escola com a dificuldade do aprendizado. E como, utilizando de RPG de mesa e jogos, ele conseguiu se desenvolver melhor nas matérias. Utilizando de maneira prática os conceitos de matemática, geografia e etc… nos jogos que jogava. Daniel inclusive citou o uso de jogos para reforçar, de maneira divertida, bons hábitos em crianças menores.

Igor Moreno focou na utilização de jogos dentro de sala de aula e como ele adaptou atividades que utilizam ferramentas usadas pelo aluno. Jogos analógicos eram pouco apelativos aos jovens, portanto, utilizando as mesmas técnicas de jogos analógicos, ele adaptou para uma forma digital.

Na Sala de Aula

Na palestra, Jorge Valpaços apontou como muitas vezes se fala de “gamificiar” a sala de aula mas de uma maneira ruim, de um “jogo” ruim e que o sistema precisava ser repensado.

Também foi comentado sobre a necessidade de professores e educadores que querem trazer aspectos da ludoliteracia em sala de aula terem aliados de outras áreas que eles não dominam. Assim como desenvolvedores ou de alguma área de interesse dos jovens. E caso os professores ou educadores queiram mais artigo sobre isto, foi comentado sobre dois portais muito bons para o assunto; o Rede Metagame e o Ludus Magisterium

Fizemos uma pergunta sobre a criação de jogos educativos voltado a crianças com questões especiais como autismo, e foi citado a necessidade, mais uma vez, de aliados no meio de game design.  Podendo assim ter uma visão melhor sobre isto para tratar dessa necessidade de jogos acessíveis para pessoas que precisam de um cuidado especial.

Infância e Jogos

Convidados: Thiago Queiroz e Kátia Regina

Mediação: Arnaldo V. Carvalho

A proposta desta palestra era discutir sobre a presença dos jogos na infância e a importância deles na construção do lúdico.

A mediação ficou por conta do Arnaldo V. Carvalho, que estudou no mestrado e no douturado sobre exatamente a temática da ludicidade e é um educador apaixonado por jogos. Compondo a roda de conversa tínhamos o Thiago Queiroz: do Paizinho vírgula e Jogando junto – canal focado em jogos de tabuleiro para famílias. E fechando os participantes tínhamos a Kátia Regina: fonoaudióloga e psicopedagoga que participa do Se joga, que organiza e monitora eventos de jogos com foco no público LGBTQIAPN+.

Dentro das Escolas

A Kátia também leva diversos jogos para as escolas. O lúdico e a construção do vínculo. O centro da discussão ficou em torno dos ganhos da presença do jogo desde a infância. Isso porque através do lúdico conseguimos aprender com muito mais facilidade habilidades importantes. Como exemplo, a Kátia trouxe como usa jogos de tabuleiro para que as crianças se interessem em fazer os exercícios de fonoaudiologia. Além disso, o jogo é onde as diferenças, como de idade, somem. Vale as regras do jogo e todos são iguais diante disso. Assim é uma ferramenta excelente para o desenvolvimento de vínculos, principalmente dentro das famílias.

Aqui vale o recado que nos deram muitas vezes durante a palestras: existem jogos para todos os públicos, se você não jogar com seu filho desde pequeno, ele não vai te acompanhar nos jogos mais complexo quando ficar mais velho. O grupo destacou a importância da construção do lúdico e como os jogos permitem que o mesmo se mantenha ao longo da vida: enquanto brincar é coisa de criança, jogar é permitido à todos. Além de super inspiradora, a palestra foi emocionante, com os participantes contando suas experiências. Mas teve uma cereja do bolo no quesito emoção: ao final tivemos um pedido de casamento na plateia.

Subindo de Nível: Dicas Práticas para a Organização de Eventos Profissionais

Convidados: Bruno Davi e Fernanda Sereno

Mediação: Elson Bemfeito

Bruno Davi Kretzmann (Além do Muro), convidou Fernanda Sereno (Diversão Offline) e Elson Bemfeito (SeJoga) para assustar as pessoas falar sobre a organização de eventos profissionais. O papo foi bastante prático e direto, entretanto muito intuitivo, com um slide muito bem montado que abordava diversos pontos interessantes e relevantes sobre o tema em questão.

Dicas Práticas

Os assuntos foram desde dicas de profissionalização, como onde um produtor de eventos se enquadra juridicamente até se devo ou não criar um MEI. Também quais as vantagens que isso traz para o meu trabalho e até uma dica sensacional ainda sobre este tema que foi: “MEI não garante contratação, algumas empresas encrencam”. Isso por conta de o MEI teoricamente não poder ter funcionários, então como você tem uma equipe para cuidar/produzir do/o evento.

Outra dica bastante interessante foi, ir atrás do SEBRAE da sua cidade. Tanto para suporte com questões legais através de cursos e até mesmo utilizando o Emissor Gratuito de Nota Fiscal de Produto que eles produziram.

Mas uma das coisas que mais chamou atenção, na minha opinião, foi uma questão que muitas pessoas têm muita dificuldade: O Quanto Devo Cobrar? A principal resposta para esta pergunta foi que você DEVE cobrar, o quanto varia muito. Fernanda Sereno, por exemplo, citou algumas formas, destaco a seguinte. Pegue o valor que você ganhava no seu último emprego, divida o seu salário por 22 dias e depois divida por 8 horas de trabalho. Esse é o seu valor hora, agora você tenta descobrir quantas horas você vai dedicar àquele evento.

Enfim, foi uma palestra bastante proveitosa para nós do Movimento RPG que temos interesse em produção de eventos profissionais (fica a dica). E se você ficou com dúvidas sobre este assunto ou quer o slide citado, mande um email para: contato@alemdomuro.com.br e peça ao Bruno o slide da palestra: Subindo de Nível: Dicas Práticas para a Organização de Eventos Profissionais do DOFF 2023.

Boardgame x RPG: Inimigos ou aliados?

Convidados: Fabrício Ferreira e Rafael Amon

Palestra ministrada por Flávio Ferreira e Rafael Amon.  O clima amistoso estabelecido desde o início da palestra, deixou claro que não haveria um debate acalorado sobre o tema. Mas sim um diálogo com o público enfatizando a necessidade de ações colaborativas na propagação de ambos os hobbies.

O ritmo dos argumentos deixou claro, que não existem grupos antagônicos que precisam se degladiar para provar qual a melhor maneira de se divertir. Mas sim, grupos que precisam agir para uma conciliação em pró da saúde e expansão de jogos e editoras. Houve espaço ainda para breves explanações sobre as diferentes características e estilos de RPG e Boardgames. Explicitando movimentos de migração do primeiro para o segundo, devido apelo comercial mais estabelecido e melhor comunicação com o público proveniente de peças, design e variados acessórios que incitam o consumo.

Tal migração, contudo, não significa que o mercado para o RPG esteja menos aquecido, pois muitas editoras estão trabalhando em novos títulos e em traduções de vários títulos. Ao final da palestra, houve um momento para dúvidas, na qual os palestrantes apontaram os altos e baixos do mercado no período pandêmico. Mas finalizaram afirmando que o Brasil passa por momento ímpar de expansão de negócios envolvendo nossos amados hobbies, agora basta aguardar ansiosamente que estas palavras tragam auspícios positivos.

Nem Ameri, nem Euro. Existe uma escola brasileira de jogos?

Convidados: Sérgio Halaban, Robert Coelho, Led Bacciotti e Diego Bianchini

Palestra ministrada por Sérgio Halaban, Robert Coelho, Led Bacciotti e Diego Bianchini. Neste encontro de gigantes dos boardgames, ficou claro o tom de respeito aos estilos de jogos das diferentes escolas. Houve uma explicação breve sobre as principais características do estilo Americano. Com mecânicas fortes voltadas a temas esteticamente marcantes assim como a aleatoriedade com forte influência da sorte.

Em seguida, o estilo europeu, com suas mecânicas mais complexas, com ênfase em habilidades estratégicas que quase não deixam margens para a aleatoriedade, temas mais ligados à cultura ou história de suas regiões de origem. Com tais aspectos demarcados, passaram a diálogo sobre a evolução dos estilos ao longo dos anos. Foram citando como dentro do estilo europeu a presença da escola alemã, francesa e polonesa sempre foram muitos proeminentes.

Já o estilo Americano tentou explorar características diferentes, atendendo às demandas de seu próprio mercado, focando muito na estética forte e marcante. Apontaram também como o mercado japonês e seu estilo de jogos mais dinâmicos e compactos vem crescendo anos após ano. Partindo desta tempestade de ideias, todos foram unânimes em afirmar que o mercado de jogos brasileiro precisa explorar melhor sua própria cultura e diversidade. Bem como aproveitar o aquecimento do mercado para aumentar sua projeção internacional. Ainda, apontaram que uma escola brasileira, com características próprias demandará tempo para se firmar. Mas afirmaram que desde 2013, o elemento aleatório vem caindo,  demonstrando uma tendência para um estilo euro com forte influência de temas bem culturais e regionais de nosso país.

Atração Internacional: Tom Vasel

Tom Vasel veio para o evento com uma roupa excêntrica, mas com uma maneira de falar que sabia atrair a atenção.

Em sua palestra, ele discorreu sobre sua trajetória jogando e revisando jogos na internet e evoluindo seu formato. Desde da maneira escrita até ele começar a gravar vídeos e como, naturalmente pelo amor dele a jogos, seu conteúdo cresceu até se tornar a referência que é hoje.

Durante a palestra, de uma maneira bastante leve e divertida de ouvir, Tom Vasel resumiu toda a sua trajetória como: “Eu amo falar sobre jogos”. Tudo o que ocorreu como consequência do seu amor por jogos.

A palestra foi como ouvir seu amigo falando de algo que ama fazer. E inspirou bastante alguns criadores de conteúdo com quem conversei na palestra por lembrar do porque fazemos o que fazemos; Amamos jogar jogos.

Na parte de perguntas, perguntaram se ele teria planos de lançar seu podcast, The Dice Tower em outras línguas. Tom respondeu que ele não conseguiria fazer a consultoria em todas as línguas, mas que não precisaria disso. No evento já conheceu diversos criadores de conteúdo muito bons, eles podem ser o Dice Tower desta região.

Quando perguntado sobre qual foi o pior boardgame que já recebeu para fazer uma review, ele citou o jogo Oneupmanship, um jogo baseado em Banco Imobiliário. Mas com regras estranhas e pílulas que ele decidiu que seria melhor não tomar.

Outro ponto foram sobre jogos que podem ser usados para sala de aula, Tom Vasel a lista de Top 10 Jogos Para A Sala de Aula no site do seu podcast, The Dice Tower.

Inteligência Artificial e sua influência no mundo dos Jogos Analógicos

Convidados: Luís Francisco, Diego Sá e Eric Araújo

Mediação: Fel Barros

A palestra, mediada por Fel Barros e com participação de Luís Francisco, Eric Araújo e Diego Sá, abordou o uso da Inteligência Artificial em três vertentes: Balanceamento, Design e Desenvolvimento.

  • Balanceamento, a questão principal acabou entrando em utilizar da IA poderia fazer o balanceamento de um jogo, colocar novas expansões ou até mesmo as regras do jogo para uma inteligência artificial e pedir para ela executar os playtest.
  • Sobre Design, entraram no que talvez seja a evolução mais rápida da IA que é o desenvolvimento de imagens e quanto isso afeta no desenvolvimento do hobby.
  • Sobre Desenvolvimento, pedir para uma IA desenvolver um jogo inteiro debaixo de um conceito ou um termo.

Dos casos acima, o desenvolvimento e o balanceamento são os mais complicados em uso de IA. Uso dessa ferramenta para algo tão complexo quanto desenvolver um jogo ou até mesmo balancear ele é algo que o estado atual da IA aberta ao público não faz da melhor maneira, mas que ira evoluir com o tempo. Mas a questão de imagens são sempre complicadas.

Alguns dos convidados comentaram do uso de imagens em IA não apenas para a criação de jogos. Mas também para venda em sites como a Shutterstock e a inevitabilidade desta tecnologia no nosso dia a dia. Desenvolver imagens baseadas em prompts para puxar a ideia de um produto e economizar na contratação de artistas é utilizado por muitos desenvolvedores em protótipos de jogos.

Mas não foi chegado muito bem em um consenso de até onde ir com a Inteligência Artificial, mas a troca de ideias sobre até aonde usar a IA para os três pontos acima foi bastante interessante.

Espaço Copag – Como publicar seu jogo

A Copag trouxe para o DOFF 2023 o lançamento do seu curso “Como publicar seu jogo”. E, em sua palestra, nos contou mais sobre como é a estrutura desse curso e as principais dicas para quem deseja publicar jogos.

A primeira sugestão foi aproveitar momentos como o DOFF para conversar com pessoas que estão produzindo jogos. Principalmente quem está na fase de testes, para conversar sobre todo o processo de construção de um board game.

Outra dica essencial é prototipar e testar bastante. Não vale só levar o jogo para os amigos. É necessário testar com pessoas diferentes, que podem te opinar como melhorar a dinâmica de forma geral. Além de produzir protótipo para entender se as peças planejadas se encaixam e funcionam como esperado. Também é preciso pensar como essas peças serão produzidas. É importante o produtor saber que tipo de peça é essencial, como ela pode ser produzida e planejar pensando no custo benefício. Exemplo: um elemento do jogo produzido em papel, com cortes específicos pode encarecer o jogo, talvez possa ser uma peça com corte padrão e um desenho diferenciado.

E como a Copag pode ajudar?

Para ajudar em tudo isso a Copag lançou desse curso, totalmente gratuito, que ensina  desde o mercado de jogos, até como de fato produzir o jogo. Além disso, a empresa indicou que consegue ajudar a pensar a melhor forma de produzir um jogo, através do seu projeto específico de produção onde conseguem ajudar com orçamento e fabricação.

Como dito na palestra: o jogo é morto, mas a experiência de jogar é viva. Se você tem uma ideia, aqui tem ferramentas para você colocar para a rua! Para que todos experienciem seu jogo.

Experiências da Rede Federal de Educação com Jogos de Mesa

Convidados: Bruna Cavallini, Clever Pinto, Maurício Takano, Leonardo Abreu e Leonardo Costa

Falando sobre o RPG e a gamificação como um todo, a palestra teve o intuito maior de apresentar o projeto de graduação na área. Os palestrantes foram bem incisivos e até bem didáticos no tema, mas foi bem interessante ver que, mesmo que nós entusiastas já levantemos essa bandeira há décadas (e muito antes de GURPS Desafio dos Bandeirantes surgir!) esse tema ainda esteja tão alheio para a comunidade acadêmica. Como bacharel de filosofia principalmente, me vi até assustado com as falas dos palestrantes referentes a como as universidades ainda enxergam com muito preconceito a educação lúdica!
Esse é, de fato, um cenário que precisamos mudar!

Saindo do Eurocentrismo/Heterocentrismo nos Jogos de Mesa

Convidades: Titânia Tef Martins, Naomi Maratea, Allistra Maravilha e Marco BYM

Mediação: Titânia Tef Martins

Por mais versátil, abrangente e dinâmico que os jogos e o RPG em si podem ser, precisamos lembrar sempre que o euro-heterocentrismo ainda existe, e é deveras gritante no assunto! Muito mais que os padrões arcaicos e antigos que estabeleceram os moldes que são usados até hoje, precisamos nos dedicar a criar mais espaços inclusivos e saudáveis para pessoas de todos os tipos! Além disso, precisamos também ter amente aberta para entender e aceitar as mudanças que ocorrem no mundo e nos adaptarmos a elas. Foi uma das melhores palestras que pude ver, e não apenas por me encaixar nas minorias, mas por também poder ver assim proprias falha se maneiras de muda-las!

Gênero, Raça, Classe, Sexualidade e Violência: Como Tratar Temas Sensíveis em Jogo

Convidadas: Naomi Maratea e Michele Melo

Mediação: Jorge Valpaços

Temas sensíveis são pontos de muita importância e necessidade de discussão, onde tivemos no DOFF 2023, Jorge Valpaços, Naomi Maratea e Michele Melo falando sobre. Nesse artigo, você vai saber o que foi conversado na palestra que aconteceu no último domingo, dia 11/06. De acordo com os palestrantes, são temas que podem trazer problemas e acabar por causar uma imagem ruim para as empresas e ofender pessoas. Porém já existem há muitos anos, no entanto sem a devida discussão

Vemos isso em diversos nichos, não apenas no mundo do RPG de mesa. Michele levantou o ponto de que a mídia não existe sem a realidade e que falar desses temas nos jogos é falar da vida real, e isso tem um peso muito grande.

Naomi deixou claro o quanto essas abordagens são importantes, como foi durante o seu processo criativo com o sistema de CDR. Por experiência própria com pessoas do seu convívio social diário, ela se viu na necessidade de um jogo que conseguisse reunir pessoas que não tinham esse sentimento de acolhimento com outros sistemas, já existentes na comunidade.

Como implementar nas suas obras?

Temas sensíveis sempre serão abordados de uma forma outra, em um momento outro. Mas, como citado por Naomi, ter alguém com voz ativa sobre o tema em conjunto do projeto, é algo essencial, garantindo assim que a pauta seja relatada e abordada da melhor forma possível.

Como dito pela Michele, tendo em mente a área de ilustração também. A mídia está com a realidade, saber adaptar, recriar, incluir, sempre tomando todos os devidos cuidados. Representar a diversidade é necessário.

Se você gostaria de conversar mais sobre esse assunto, tenho certeza que nossos palestrantes ficariam honrados de falar sobre, então sigam eles nas redes sociais: @naominaomichi, @michel0dy e @ValpacosJorge e digam que vieram pelo artigo do Movimento RPG.

Atração Internacional: Kenneth Hite

Kenneth Hite é um desenvolvedor de jogos de RPG, muito conhecido por seu trabalho em Vampiro V5. Ele conta na palestra que começou jogando Dungeons and Dragons e escrevendo material para GURPS Time Travel, e entrou no mercado por ligações com pessoas.

Com o tempo, o trabalho com os jogos ficaram muito grandes e ele decidiu sair da empresa de seguros que trabalhava. E começou a trabalhar nos empregos de freelancer que fazia para empresas como Steve Jackson Games, Whitewolf e Chaosium.

Depois de um tempo, um dos jogos que foram mais importantes para ele foi quando foi chamado pela Last Unicorn games para fazer o jogo Star Trek: The Next Generation Role-playing Game. Depois disto. Então foi chamado para fazer a adaptação de Call of Cthulu para o sistema GUMSHOE, chamado Trails of Cthulu e outros livros no sistema GUMSHOE, como Night’s Black Agents, que de acordo com ele, foi o que chamou a atenção para que ele fosse chamado para fazer o jogo Vampiro: A Máscara 5ª Edição pela White Wolf.

Uma observação de Kenneth é que hoje em dia, produtores de conteúdo para RPG podem fazer o quele fez de maneira muito mais simples. Ou seja, vendendo em marketplaces como o itch.io e o Drivethru RPG e que não devemos escrever nada que não gostamos. Porque se nós não gostamos daquilo, nossos leitores também não vão.

Sobre pesquisa para campanhas e conteúdos, ele comentou que normalmente ele faz todo o trabalho de pesquisa em campanhas e jogos de RPG para que os mestre não precisem fazer isto. Porém é uma escolha de cada mestre de RPG o que usar ou o que não usar.

Espaço Catarse / Cordilheira Games

Na palestra sobre Catarse com a Cordilheira Games, foi falado bastante sobre a parte da Cordilheira Games de aprendizagem. Principalmente com o curso Criando Jogos Incríveis e a mentoria Seu Jogo na Rua que é mais profundo sobre se a necessidade de planejamento e de estudo se um jogo em desenvolvimento realmente é necessário para um jogo ter um financiamento coletivo.

Também foi falado sobre planejamento para projetos, que é melhor você jogar a data de entrega de seus projetos para mais tarde, porque imprevistos acontecem e é melhor entregar antes do que depois.

De se planejar bem para não fazer algo muito mirabolante que você não vai conseguir entregar, e cuidar com problemas que você pode ter.

No geral, foi uma palestra bastante informativa para quem quer iniciar um projeto no Financiamento.

Atração Internacional: Reiner Knizia

Na palestra com Reiner Knizia, game designer veterano de board games, tivemos uma palestra recheada de bom humor e interação com o publico.

O game designer alemão diz que começou a criar seus próprios jogos para brincar com seus amigos, já que o unico que vendia jogos na cidade era o barbeiro local. Então ele começou a inventar os próprios jogos.

Mestre em matemática, Reiner trabalhava como gerente de banco até que os jogos que ele desenvolvia como hobby começaram a ficar muito famosos. E em seguida ele decidir se dedicar 100% ao desenvolvimento de jogos, que com orgulho ele chama de “seus mais de 700 filhos”.

Se declarando como “amaldiçoado com ideias”, Reiner reforçou que jogos precisam sempre ser pensados com uma visão nova e inovativa, independente de seu tema. Os temas que jogos foram outro ponto focado, quando perguntado sobre o modelo Europeu de pensar mais a mecânica do que o tema. Visto que o Brasil é dito como um país que sabe lidar muito bem com jogos que giram ao redor de temas, ele deu exemplo de empresas americanas, que não aceitam jogos de temas que já tinham e de empresas europeias que conversavam sobre o jogo e depois reviam o tema.

Também falou bastante sobre procurar soluções criativas para problemas, citando a frase “Se tudo que você tem é um martelo, tudo vai parecer um prego”. Que devemos procurar novas formas de resolver problemas ao invés de resolver tudo da mesma maneira.

A influência da cultura japonesa no RPG e Boardgames

Convidades: Marcelo Cassaro, Hita Aisaka e Yui Kitagawa Taguchi

Mediação: Thiago Rosa

A palestra começou com um clima descontraído, comum em encontro de amigos de longa data. Mas logo escalou para um debate sobre game design, estrutura narrativa e influência linguística da cultura asiática em produções consumidas pelos brasileiros.

Houve ainda espaço para um resgate nostálgico das influências de seriados Tokusatsu dos anos 80 e 90 em produções de cenários de campanha nacionais, especialmente no caso de Tormenta e posteriormente do Tormenta 20. Neste caso, houve um adendo discutindo, como este cenário agregou não só traços da cultura japonesa. Mas de diversos outros países, tornando-se popular por agregar respeitosamente vários estilos e particularidades num mix criativo bem ao jeitinho brasileiro.

Retomaram o debate citando a forte influência eurocêntrica nas produções de jogos. Com a necessidade de inserção de maior diversidade cultural, fato que está em amplo crescimento atualmente, apontaram como exemplo o resgate do saudoso Defensores de Tóquio com uma versão repaginada e mais adaptada às necessidades do mercado consumidor contemporâneo. Por fim, mencionaram os esforços da editora Jambo em apresentar cada vez mais da cultura japonesa, coreana e chinesa em seus produtos.

Serious games: habilidades sociais e saúde mental

Convidades: Marcelo Cassaro, Hita Aisaka e Yui Kitagawa Taguchi

Mediação: Thiago Rosa

Palestrantes: Victor Otani, Julia Pedron, Pedro Coimbra e Danielle Marques.    Esta foi uma mesa redonda com especialistas da área de Pedagogia, Psicologia e Psiquiatria, todos focados em apresentar para o público um panorama geral da importância da pesquisa científica do RPG e Boardgames como instrumentos para combater transtornos mentais, como crises de ansiedade por exemplo.

Iniciaram o diálogo com o público apresentando o contexto pandêmico e pós pandêmico que desafiou a sociedade a lidar com seus problemas interiores, a saúde mental tornou-se assunto de alta prioridade. Houve uma ruptura nas habilidades sociais, que gerou variados traumas. Nesse contexto, a busca por alternativas no tratamento destes casos, levou a exploração de ferramentas inusitadas, como o RPG e Boardgames que por sua vez já tinham se provado instrumentos poderosos para a Pedagogia. Aproveitando-se do aspecto lúdico, mais psicólogos e psiquiatras vem analisando as possibilidades do uso destes recursos na melhora de Soft Skills, com foco em discussões terapêuticas do pós jogo.

Indagações sobre escolhas e motivações dentro dos ambientes virtuais controlados pela imaginação podem potencializar resultados de terapias, vale ressaltar que este campo demanda muito esforço de pesquisadores, já que dados quantitativos e qualitativos não insuficientes até o momento. O movimento Critical Skills, do qual os palestrantes fazem parte está engajado em trazer mais especialistas que tenham interesse para o tema, fazendo do RPG e dos Boardgames seu corpo de pesquisa.

Galeria de Fotos da Área de Palestras

Acompanhe Também:

Autores: Bruh Winchester,  Douglas Quadros, Eduardo Filhote, Gustavo Estrela, Isabel Comarella, Jefferson Lima, Karina Cedryan

Revisão e Montagem da Capa: Isabel Comarella

 

Cobertura da Área de Protótipos: Tabuleiro – Diversão Offline 2023

A Área de Protótipos: Tabuleiro do DOOF 2023 estava muito maior esse ano trazendo jogos e pessoas incríveis para conhecermos. Foi um prazer estar com todos eles e elas nesse fim de semana e esperamos que venham mais encontros!

Constelar

Helia Vannucchi e Paulo Lenço

Há muito tempo criando jogos o casal trouxe Constelar para o evento na intensão de ser divertido e dinâmico. Pois usando estratégia de combinação e dedução os jogadores se divertem. Além disso esse é apenas um dos muitos jogos que eles criaram, inclusive tem um projeto de criação de jogos chamado Arena Lúdica que faz parte da UFMT, e capacita os alunos na criação de jogos.

Eldoria

Gledson Silva e Thiago Nunes

A dupla de amigos criou Eldoria a partir de uma das várias ideias que sempre conversam entre eles. Mesmo passando por varias versões acreditam que estão na reta final dos acabamentos da mecânica e arte do jogo. Falando em arte os autores destacaram as ferramentas que usaram para criar os personagens, sendo principalmente IA chamada Midjouney. No entanto a IA possui limitações, o que os levou a estudarem mais profundamente essa ferramenta. Por fim encontrando métodos e evoluções que garantiram a eficácia da parte artística do jogo. Em Eldoria , magos enfrentam elementais e seus lacaios para obterem o poder dos elementos.

Fungicultura

AnaLu Vardiero, Ágata Carvalho Morais, Amanda Micalloni de Oliveira, Julia Cardoso do Santos, Susan Naomi Sano, Nelson Menolli Jr

As autoras foram incentivadas pelo orientador delas a se inscreverem em um edital federal para a criação de jogos educativos. Dessa forma, assumiram o desafio e criaram o jogo Fungicultura. O objetivo do jogo é se tornar o maior produtor de cogumelos do Brasil, para isso o jogador precisará pesquisar os cogumelos e suas características de cultivo. As autoras acreditam que esse  modelo de boardgames educativos podem tornar o mercado mais atrativo, principalmente por geram curiosidade.

Geekmon Capture

Arthur Casulli e Karina Alves

Vindo de um projeto do casal, inspirado em uma brincadeira dos dois de jogar milho para pássaros, o autor desenvolveu de forma dinâmica Geekmon. O objetivo é capturar os Geekmons, você pode atrapalhar os adversários, mas cuidado pois pode acabar se prejudicando, além disso existem outras mecânicas agregadas ao jogo que tornam bem divertido.

GRÉCIA – Deuses vs Filósofos

Willian Silveira

Assim como muitos outros que encontraram no lockdown a oportunidade de por as ideias engavetadas em ação, não foi diferente para o autor de Grécia. Entusiasta do estudo religioso, filosófico, e cultural, juntamente com a mitologia grega conseguiu unir tudo ao mundo dos boardgames. Sendo um jogo complexo e com muitos pontos a dar atenção e desenvolver. Os jogadores personificam Deuses gregos que enfrentam os filósofos para manterem seus status de divindades.

Little Friends

Joka Jr

Após o casal adotar uma dupla de pets, somado ao interesse por boardgames. Criaram o jogo em que o objetivo é unir animaizinhos sem lar a tutores dispostos a adota-los. Além de ser uma temática fofa, deixa o coração ainda mais quentinho ao saber que possíveis lucros vindos de Little Friends serão revertidos no auxilio de animais em situação vulnerável.

Orgânica

Bruno Maranho

Inspirado na vontade de incentivar as filhas sobre cultivo, optou por utilizar o lúdico como recurso. E com tentativas , acertos e erros chegaram no protótipo atual de Orgânica que demonstra estar apto a jogabilidade. Inclusive, o jogo é muito bom, o objetivo é cultivar hortaliças utilizando dos recursos adquiridos com estratégia, tendi até uma composteira e o Sol como recursos utilizáveis.

Piñata Festival

Denilson Silva

Criando jogos para si desde criança o autor se inspirou em uma série da Netflix chamada ¡Dale, dale, dale! para criar Piñata Festival. O objetivo do jogo é “derrotar” a Pinhata e conseguir os doces dela, as combinações entre doces podem aumentar as pontuações finais.

Poranduba – Cartas de Cultura

Andriolli Costa e André Vazzios

O autor criou o jogo a partir da sua tese de pós doutorado em crítica social, as cartas são todas baseadas em personagens da nossa cultura e folclore. Logo, fica fácil pensarmos que os personagens usam as habilidades e características designadas a eles. A disputa do jogo de cartas  é revertida em pontos, porém são muitas as maneiras de pontuar e combar em Poranduba!

The King of Mortal Streets

Gil(gante) e Thiago Escobar

Com a abertura do canal no YouTube e podcast intitulado Falha Final, os autores resolveram criar um jogo que trouxesse para o analógico todo o brilho do vídeo game. E conseguiram, The King trás a boa sensação do jogo de luta para a mesa. Em disso esse jogo provavelmente abrirá a oportunidade do autor revelar vários outros jogos que ele criou ao longo de 26 anos e sendo principalmente incentivado por seu parceiro de trabalho.

Vomitolândia

Sandro Tomasetti

Em um dia com a família num parque de diversões, vendo sua esposa se sentindo mal e com enjoos teve a ideia da temática do jogo. Em Vomitolândia s jogadores secretamente indicam manobras entre si para ver quem é o primeiro a vomitar na montanha russa.

WuXing Masters

Xico Roeder e Ricardo Spinelli
Tambem uma ideia surgind oentre amigos que gostam de boardgames e de criar projetos surgiu WuXing Masters. Nele os jogadores usam cartas para movimentar mestres, criar projetos, aprender estilos de Kung Fu e forjar artefatos. Várias fichas mostram os estilos de Kung Fu e os elementos naturais que você possui, movimentando de forma estratégica os dados nas órbitas dos planetas e entre os templos, você controla os Mestres WuXing trazê-los para suas vilas.

Galeria de fotos da Área de Protótipos: Tabuleiro

Acompanhe Também:

Cobertura da Área de Protótipos: Tabuleiro – Diversão Offline 2023

 

 

Sair da versão mobile