Novo Mago: Grimórios e Feitiços em Dungeons & Dragons

A classe arcana mais tradicional de Dungeons & Dragons obviamente está de volta no Livro do Jogador mais recente. Então pegue seu chapéu pontudo, seu grimório e um punhado de guano de morcego, e venha lançar bolas de fogo com o novo Mago em D&D.

O que mudou no novo Mago em D&D

O primeiro ponto que precisamos apontar é que o Mago teve menos mudanças em suas habilidades básicas do que Guerreiros, Monges, Ladinos e outros.

Isso porque boa parte da personalização da classe está focada na lista de feitiços que ela pode escolher. É nesse ponto que vamos encontrar algumas das maiores mudanças.

Por exemplo, temos as magias de conjuração, como Invocar Animais. Em vez de criar um punhado de criaturas e tumultuar a ordem de iniciativa, muitos desses feitiços agora geram efeitos secundários, como causar dano constante ou potencializar os ataques de um personagem.

Outra mudança importante ocorreu no feitiço Contramagia. Agora o alvo pode fazer um teste de Constituição para não perder o feitiço usado.

Os grimórios dos Magos tiveram mudanças impactantes no novo D&D

🧙Leia também: Elementos da Magia – Gênese Zero #50.

Houve alterações em mais algumas favoritas dos jogadores, como Sono, Graxa e Desejo. Mas não vamos entrar em detalhes em todos os feitiços alterados, porque isso tomaria todo o espaço do nosso texto.

Então, agora é hora de discutir as habilidades recebidas em cada nível do Mago e como elas diferem da 5º edição. Confira:

Nível 01

A principal habilidade do Mago continua sendo Conjuração, mas ela teve algumas mudanças importantes.

Para começar, Magos agora têm mais flexibilidade e podem trocar um de seus Truques a cada descanso longo. Além disso, os grimórios podem ser usados como foco arcano.

Outra mudança está na quantidade de feitiços preparados, que agora é um número fixo, presente na tabela do Mago. Isso significa que o jogador não precisa mais ficar fazendo contas para ver se preparou o número certo de magias.

A possibilidade de usar magias do grimório como ritual, mesmo que não estejam preparadas, continua igual. Mas agora aparece como uma habilidade à parte: Adepto de Ritual.

Por fim, o Mago continua com a habilidade Recuperação Arcana, que permite recuperar alguns espaços de magia em um descanso curto.

Nível 02

As Subclasses foram tiradas daqui e levadas para o 3º nível, para padronizar com as outras classes. Para compensar, o Mago agora tem a habilidade Acadêmico, que dá expertise em uma perícia.

Nível 03

O Mago agora pode escolher sua subclasse no nível 3, e terá novas habilidades nos níveis 6, 10 e 14, de acordo com sua escolha. Ao final deste texto, vamos falar mais sobre as opções.

Nível 04

Como as demais classes, o Mago pode escolher um incremento de atributo ou um talento. Ele pode escolher novamente nos níveis 8, 12 e 16.

Nível 05

A nova habilidade Memorizar Magia permite trocar um feitiço preparado em um descanso curto.

Nível 18

Entre os níveis 6 e 17, o Mago adquire novas magias, tem incrementos de atributos e ganha características de sua subclasse (que vamos discutir mais tarde). As características gerais da classe só voltam no nível 18, com Maestria de Magias.

Essa habilidade já existia antes e continua permitindo que o Mago escolha um feitiço de 1º círculo e um de 2º círculo para usar sempre que quiser, sem gastar espaços de magia.

A diferença é que, a partir de agora, esses feitiços precisam estar preparados e só podem ser magias que tenham um tempo de conjuração de uma ação. Por outro lado, o Mago pode trocar uma delas em um descanso longo.

Nível 19

Neste ponto, todas as classes do novo D&D têm acesso à Dádiva Épica: um talento especial e mais poderoso do que os outros. Ele também aumenta um ponto de habilidade.

Nível 20

Enfim, aqui mantemos a clássica habilidade Assinatura Mágica, que continua permitindo que o mago escolha duas magias de 3º círculo para estarem sempre preparadas e poderem ser invocadas uma vez ao dia sem usar espaços de magia.

As subclasses do novo Mago em D&D

No D&D 2024, todas as classes têm quatro subclasses. Nessa situação, o Mago está entre as classes que mais perderam opções no novo Livro do Jogador, tendo de abrir mão das escolas de Necromancia, Transmutação, Conjuração e Encantamento.

Agora estão disponíveis apenas as opções de Abjurador, Adivinhador, Evocador e Ilusionista.

Há também uma vantagem. A partir de agora, todas as subclasses concedem dois feitiços grátis da Escola escolhida, além de um novo feitiço a cada vez que o Mago libera um círculo de magias. Contudo, isso substitui a redução no tempo e no custo de ouro para escrever um novo feitiço no grimório.

O Mago no D&D 2024 só tem acesso a quatro subclasses – Imagem: reprodução Wizards of the Coast

Veja em detalhes cada das subclasses:

Abjurador

Anteriormente tratada como Escola de Abjuração, essa subclasse manteve a sua habilidade principal, Proteção Arcana, que absorve parte do dano que o Mago recebe. A partir de agora, no entanto, é possível recuperar a proteção com uma ação bônus, queimando espaços de magia.

No nível 10, o D&D trocou Abjuração Aprimorada por Rompe-Magia. Com ela, o Mago tem sempre preparados os feitiços Contramagia e Dissipar Magia. Além disso, se um delas falhar, o espaço de magia não é gasto. Para completar, o Mago pode usar uma ação bônus para invocar Dissipar Magia e adicionar seu bônus de proficiência ao teste.

Por outro lado, as habilidades de nível 6 (Abjuração Projetada, que permite usar a Proteção Arcana em um aliado) e 14 (Resistência à Magia, que concede resistência ao dano de feitiços e vantagem em salvaguardas contra magias) continuam iguais.

Adivinhador

Esta subclasse mantém basicamente a mesma estrutura. As habilidades de nível 3, Prodígio, (que permite rolar dois d20 no início do dia e usá-los para substituir outras rolagens), nível 6, Perito em Adivinhação, (que recupera espaços de magia) e nível 14, Prodígio Maior (rola três d20 em vez de dois no início do dia), permanecem iguais.

Já a habilidade Terceiro Olho, de nível 10, teve algumas alterações. Ela ainda é usada para aprimorar os poderes de percepção do Mago Adivinhador, mas agora pode ser usada com uma ação bônus.

Além disso, o alcance da Visão no Escuro foi aumentado e o Mago pode usar o feitiço Ver o Invisível sem gastar espaços de magia.

Evocador

Também se mantém semelhante à versão original da Escola de Evocação. No entanto, as duas primeiras habilidades mudaram de lugar.

Truque Potente, que anteriormente ele só obtinha no nível 6, agora está no nível 3, e ficou mais forte. Além de causar metade do dano quando o alvo é bem-sucedido na salvaguarda contra um truque, agora ele também faz isso quando o Mago erra o ataque.

Esculpir Magias, então, passou para o nível 3 e segue igual, protegendo aliados quando o Mago usa um feitiço de Evocação que causa dano em área.

No nível 10, Evocação Potencializada continua somando o modificador de Inteligência ao dano das magias. Mantém-se também a habilidade de nível 14, Sobrecarga, que permite causar dano máximo em alguns feitiços.

Ilusionista

Aqui temos várias mudanças, já começando na habilidade de nível 3, que agora chama-se Ilusões Aprimoradas. Além de fornecer e melhorar o truque Ilusão Menor, agora a subclasse também permite que ele seja conjurado com uma ação bônus.

A habilidade também passou a dar ao Mago a possibilidade de conjurar magias de Ilusão sem fornecer componentes verbais. Além disso, se a magia de Ilusão tiver um alcance de 3 metros ou mais, ele passa a ser de 18 metros.

No nível 6, em vez das Ilusões Moldáveis, o Mago Ilusionista agora ganha Criaturas Espectrais, que concede as magias Convocar Feérico e Invocar Fera, com algumas opções personalizadas.

No 10, o texto de Autoimagem Ilusória continua permitindo que o Mago use uma ilusão para desviar o ataque de um adversário. Mas agora a habilidade recarrega em um descanso curto e também pode ser reativada gastando espaços de magia.

A habilidade Realidade Ilusória, que permite tornar real uma ilusão feita pelo mago, continua valendo.

Saiba mais sobre D&D 2024

Agora você sabe o que mudou no novo Mago em D&D. Mas essa é apenas uma das 12 classes presentes na nova fase de Dungeons & Dragons, conhecida como D&D 2024, ou edição 5.5.

Essa fase conta com os novos livros: Livro do Jogador, Guia do Mestre e Manual dos Monstros. Entenda mais sobre a mudança:

Curtiu este texto e quer saber mais sobre o mais famoso jogo de RPG do mundo? Então confira nossa página: Só D&D.


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Daggerheart – Resenha

O sistema Daggerheart chega ao Brasil em breve, mas a equipe do Movimento RPG já teve a oportunidade de conferir essa novidade do mundo dos dados.

Criado pela Darrington Press (editora do Critical Role) e traduzido pela Jambô, o Daggerheart admite que bebe da influência de vários jogos, mas tenta apresentar noções inovadoras, como os dados de dualidade e um baralho de cartas para complementar as partidas.

Segundo a própria Darrington Press, a proposta do jogo é combinar “profundidade tática com liberdade narrativa”, em um RPG de fantasia heróica. O foco está na história contada em grupo, mas o combate também tem um papel importante.

E é isso que vamos conferir nos próximos parágrafos, na nossa resenha de Daggerheart:

Um sistema de RPG nascido no Critical Role

Daggerheart foi publicado pela Darrington Press, a editora oficial do Critical Role (famoso streaming de RPG dos Estados Unidos).

O jogo tem Spenser Starke como diretor de game design, e o mestre das três primeiras campanhas de Critical Role, Matthew Mercer, também faz parte da equipe.

Eles também trabalharam em suplementos para D&D, como o cenário de campanha Tal’dorei Renascido e a campanha oficial Call of the Netherdeep, ambos em Exandria (o mundo de Critical Role).

O que tem no kit Daggerheart pela Jambô?

A Jambô se apresenta como a casa da Darrington Press no Brasil, e se dedicou em trazer Daggerheart para o país com toda a pompa e circunstância que os fãs estão esperando.

O livro básico está chegando em capa dura e repleto de ilustrações que já chamam a atenção na versão digital. Ainda não tivemos a oportunidade de ver a exemplar físico para opinar sobre qualidade de impressão e revisão final, mas a Jambô não costuma decepcionar.

Pré-venda Daggerheart – Reprodução Jambô

Além do livro, o Daggerheart também vem com um baralho de 279 cartas ilustradas, tudo dentro de uma caixa muito bonita, com material rígido e tampa com ímã.

É claro, tudo isso acaba elevando um pouco o preço do produto. O investimento tende a ficar acima do necessário para um RPG tradicional, que se resume a um livro.

Classes e ancestralidades: os povos de Daggerheart

Como de costume em um RPG de fantasia, todo jogador de Daggerheart tem à sua disposição uma lista de opções para montar seu personagem.

As classes seguem paradigmas tradicionais de fantasia medieval, com algumas variações mecânicas interessantes.

Ao tratar de raças/espécies, Daggerheart opta pelo termo “ancestralidades” — o funcionamento é o mesmo, mas a escolha de palavra é bem-vinda, oferecendo uma sensação de respeito à diversidade que é presente ao longo de todo o livro.

Há opções tradicionais, como humanos, elfos e anões, assim como possibilidades menos ortodoxas, como humanoides robóticos (clanks) e criaturas-fungos (fungrils). No total, são 18 ancestralidades, com habilidades e estilos de jogo distintos.

A variedade é divertida, criativa e cheia de possibilidades interessantes. E o respeito à diversidade merece destaque.

Um destaque de Daggerheart é a variedade de ancestralidade; o Ribbet, na foto, é um exemplo. Arte: Bear Frymire | Reprodução Daggerheart

Experiências: backstory integrada às mecânicas do jogo

Para personalizar a criação de personagens, o sistema propõe o conceito de experiências. São habilidades ou conhecimentos específicos que refletem a ancestralidade escolhida, a comunidade em que a pessoa cresceu e a vida que ela levou.

Não há uma lista de experiências disponíveis no livro. Pelo contrário: cada jogador deve criar suas próprias. Assim, elas são exclusivas e representam a individualidade de cada personagem.

E o destaque vai para o fato de que elas são integradas às mecânicas do jogo. Ou seja: a backstory de seu personagem não é só uma ferramenta de roleplay, mas também tem relevância na hora de rolar os dados.

As mecânicas de Daggerheart

Antes de levar seu novo personagem para aventura nos mundos de Daggerheart, você precisa saber como exatamente fazer isso. Então, nos próximos tópicos, vamos discutir as principais mecânicas do jogo.

Esperança, medo e os dados de dualidade

Em vez de sistemas d20 ou d6, Daggerheart apresenta o conceito de dados de dualidade.

Para a maioria dos testes, o jogador vai rolar 2d12 de cores diferentes — um representando Esperança e o outro Medo. Para definir se passou no teste ou não, usa-se o resultado maior, somado aos modificadores adequados.

Caso o dado de Esperança seja o maior, o jogador ganha um ponto de Esperança, que pode usar para usar ou turbinar habilidades específicas. Já se o de Medo for maior, o resultado pode ter uma consequência negativa. Além disso, o mestre ganha um ponto de Medo que pode usar para ativar suas criaturas ou criar desafios.

Se os dois dados forem números iguais, o resultado é considerado um acerto crítico.

🎲 Leia mais: Esperança e Medo em Daggerheart: explicando a mecânica do RPG de Critical Role.

Armaduras e limiares de dano

Em Daggerheart, as armaduras não são usadas para evitar golpes, e sim para reduzir o impacto quando o personagem é atingido. Isso significa que, a cada ataque sofrido, o jogador deve avaliar se o dano causado ultrapassa seus valores de “limiar de dano” fornecidos pela armadura. Isso vai determinar quantos pontos de vida (entre 1 e 3) ele vai sofrer naquele ataque específico.

Esse sistema oferece um balanceamento diferenciado para os combates, mas a complexidade parece um tanto desnecessária e acaba deixando os turnos mais demorados. Afinal, a cada ataque sofrido, o jogador precisa fazer cálculos e tomar decisões.

⚔️Leia mais: Armaduras e RPG – Aprendiz de Mestre

Pontos de fadiga: o estresse dos seus personagens

Além de pontos de vida, os personagens de Daggerheart também têm pontos de fadiga, que representam cansaço e estresse. Ao alcançar o limite desses pontos, um personagem fica vulnerável, mas pode experimentar algumas habilidades especiais.

Essa ideia não é uma exclusividade de Daggerheart, mas é muito bem-vinda.

Holofotes e turnos sem ordem de iniciativa

Daggerheart não tem turnos ou ordem de iniciativa em seus combates.

Isso favorece uma narrativa mais solta e lutas baseadas no que faz sentido para o momento e para os personagens dentro daquela história específica. Por outro lado, diminui a previsibilidade e pode causar uma disparidade na mesa, com vantagens para jogadores mais extrovertidos.

Por isso, é uma opção interessante, mas que não vai funcionar para todas as mesas. Mestre e jogadores precisam avaliar se faz sentido para o jogo que eles pretendem jogar.

Daggerheart não tem turnos ou ordem de iniciativa em seus combates – Reprodução site Daggerheart

Cartas numa mão, dados na outra

Um desafio em muitos jogos de RPG é o fato de que cada personagem — principalmente em níveis mais altos — tem uma imensidão de habilidades anotadas em sua ficha. E nem sempre ele lembra o que cada uma delas faz.

Daggerheart resolve isso com um baralho de cartas que explicam em detalhes o que seu personagem é capaz de fazer.

É uma excelente escolha para facilitar o jogo, mas adiciona um pequeno degrau de complexidade prática. Porque agora, além de livro, ficha e dados, seus jogadores precisam também pensar nas cartas.

Isso aumenta o custo do jogo e requer um cuidado extra. Plastificar as cartas, por exemplo, pode ser uma boa ideia para evitar desgaste.

Morte e suas escolhas difíceis

Morte de personagens é comum em RPGs, mas Daggerheart propõe algo um pouco diferente. Ao marcar o seu último ponto de vida, o jogador precisa escolher entre:

  • Evitar a morte: Cai inconsciente e pode receber uma cicatriz, um medo ou uma memória dolorosa.
  • Arriscar tudo: Rola os dados de dualidade. Se Esperança for maior, recupera parte dos pontos de vida e fadiga. Se Medo for maior, morre imediatamente. Se for um acerto crítico, recupera 100% dos pontos de vida e fadiga.
  • Sacrifício glorioso: Faz uma ação com sucesso crítico automático e morre na sequência, em um momento épico.

💀 Leia mais: Morte Digna para Personagens – Aprendiz de Mestre.

Adversários e ambientes: quem você vai enfrentar em Daggerheart?

O livro básico de Daggerheart disponibiliza várias fichas de adversários para povoar o seu mundo e desafiar os seus jogadores. Além disso, ele tem opções para personalizar essas fichas.

Na prática, isso significa que o mestre não precisa comprar um livro de monstros. Tudo já está disponível no livro básico.

Um adversário poderoso em Daggerheart – Reprodução site Daggerheart

Além disso, Daggerheart também usa fichas para ambientes. Essa é uma forma criativa de ajudar o mestre a aumentar o dinamismo dos combates e até acrescentar riscos e oportunidades em momentos de exploração ou interpretação.

Essas fichas sugerem inimigos que podem ser encontrados no local, impulsos que ele pode causar nos personagens, assim como possíveis desafios.

Cenários de campanha: os mundos de Daggerheart

Ao fim do livro básico, Daggerheart oferece ainda uma lista de seis cenários de campanha, para alimentar a imaginação do mestre e já começar a abrir o caminho para a criação da sua aventura.

Essa seção entra em detalhes sobre como cada um desses mundos funciona e como o mestre pode utilizá-lo. Além disso,os cenários têm abordagens e níveis de complexidade distintos, para se adequar a diferentes tipos de grupos.

O cenário O Surto Selvagem, por exemplo, é focado em aventuras épicas e heroicas, com um toque de estranheza e sobrevivência na natureza. Já Festim das Bestas tem um tom mais bem-humorado e leve, trabalhando temas como amizade e superação de medos.

Para completar, os cenários também servem como base para mestres que quiserem criar o seu próprio mundo, colhendo inspirações do que for mais interessante para as vontades do seu grupo.

Conclusão: vale a pena jogar Daggerheart?

Depois de ler esse livro, fica evidente que Daggerheart é um trabalho de amor. Há um cuidado imenso dedicado a cada página, desde as ilustrações até as mecânicas.

Para começar, oferecer seis cenários e várias fichas de adversários já no livro básico é uma estratégia positiva, que permite que a mesa não dependa de livros complementares.

Além disso, o foco em respeito à diversidade precisa ser reconhecido. É um livro acolhedor, respeitoso e que dá um quentinho no coração.

As mecânicas são interessantes, com novidades instigantes. Ainda assim, não é um jogo para todo mundo.

É um RPG mais focado na narrativa e um tanto dependente da boa vontade dos jogadores (o que pode ser desafiador em algumas mesas). Além de ter opções que podem deixar a partida mais lenta e menos dinâmica.

Vale mencionar que as ilustrações são lindas, as cartas são incríveis, a caixa parece ser muito bem feita, mas Daggerheart não é um RPG barato. E isso precisa ser levado em conta.

Enfim, o veredito final é que Daggerheart é um jogo divertido, criativo, gostoso e cheio de potencial. Você só precisa avaliar com a sua mesa se é o jogo certo para vocês! Para fazer isso, vale a pena assistir a alguns vídeos e ver mesas de actual play. Essa é a melhor forma de conferir se é isso que você está procurando.

Dica: o canal do YouTube da Darington Press tem vários conteúdos sobre Daggerheart para te ajudar a começar no jogo.


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MRPG NEWS: Nova era no Old Dragon, Arquivos Secretos de Ordem Paranormal e a volta das lives

Ouçam todos! Ouçam todos! A trombeta do arauto do MRPG soou e neste fevereiro de 2026 temos muitas notícias importantes no mundo dos dados. Começamos com uma nova era no Old Dragon, que mudou de editora, mas falamos também de Ordem Paranormal, Kids on Bikes, Dungeons & Dragons e novidades aqui da casa do Movimento RPG.

Portanto, prepare sua ficha, mergulhe no personagem e descubra o que está rolando no cenário do RPG nacional e internacional:

Nova era no Old Dragon: o velho dragão está de casa própria

O Old Dragon — um RPG brasileiríssimo e grande parceiro do Movimento — está de mudança.

Como um velho dragão, que cresceu demais e precisa buscar um novo covil, o Old Dragon está deixando a Buró ao passo que vai passar a ser publicado pela sua própria casa editorial: a Old Dragon Editora.

O velho dragão e um grupo de aventureiros em uma aventura clássica de Old Dragon 2

Para os jogadores, essa novidade traz uma nova loja, preços mais acessíveis de vestuário e merch, um novo canal de contato: o oi@olddragon.com.br e quatro lançamentos programados para este ano.

A Buró segue sendo parceira da nova editora, mas volta a focar seus esforços em jogos de tabuleiro, jogos de festa e jogos de família.

⚔️Leia também: Old Dragon: Senhores da Guerra – Resenha.

Arquivos Secretos: mais material para sua mesa de Ordem Paranormal

O RPG Ordem Paranormal também está com novidades. Com o projeto Arquivos Secretos, o time responsável vai enviar mensalmente materiais digitais repletos de conteúdo sobre o universo criado por Cellbit.

Arquivos Secretos de Ordem Paranormal

Os pacotes são repletos de conteúdo inédito e exclusivo, com histórias canônicas, novas regras opcionais, itens, criaturas, missões, rituais, entre outros.

Entenda o projeto Arquivos Secretos e escolha sua patente.

D&D contrata o designer de jogos veterano Shawn Merwin

No final de janeiro, a Wizards of the Coast — empresa responsável pelo Dungeons & Dragons — adicionou um nome de peso ao seu grupo de game designers.

A novidade é Shawn Merwin, que já atuou em alguns produtos de D&D, como o livro Baldur’s Gate: Descent into Avernus, mas agora entra efetivamente na equipe da Wizards, com um contrato de um ano.

Merwin era editor-chefe na Ghostfire Gaming anteriormente, e tem quase 20 anos de experiência no mundo do RPG de mesa. Aliás, ele também é conhecido na comunidade como apresentador nos podcasts Eldritch Lorecast e Mastering Dungeons.

Kids on Bikes: segunda edição chega ao Brasil pela Asmodee

Quer ser uma criança andando de bicicleta em uma pequena cidade, enfrentando criaturas obscuras e sobrenaturais, como em Stranger Things, os Goonies ou Super 8? Então Kids on Bikes é a escolha certa para isso — e a segunda edição do jogo chegou ao Brasil, traduzida e distribuída pela Asmodee (antiga Galápagos).

Crianças, bicicletas, cidades pequenas e segredos do sobrenatural: tudo isso está em Kids on Bikes

Você pode encontrar o Kids on Bikes na loja da Asmodee.

Saiba mais sobre o jogo: 

🚲Kids on Bikes – Resenha no MRPG

🚲Kids on Bikes – Guia de Criação de Personagem

Financiamentos coletivos de fevereiro

Atualmente, há duas oportunidades abertas de projetos de financiamento coletivo no mundo do RPG: Dominus Bushido Selvagem, da Thousand Games, e Faz de Conta RPG, de Neemias de Oliveira Guimarães

Outras opções são o late pledge de Centavos Macabros (Penny Dreadful), trazido pela Trova RPG; e a pré-venda de Brazil Vapor & Magia, da Editora Universo Simulado.

⚔️ Veja os financiamentos coletivos de fevereiro no MRPG.

Lives do MRPG estão de volta

Depois de um curto hiato em 2025, finalmente as lives do Movimento RPG voltaram com tudo.

Nas segundas-feiras temos a Taverna do Anão Tagarela, das 20h às 21h. Esse é o nosso podcast para falar sobre tudo no mundo do RPG, desde sistemas, financiamentos coletivos, dicas e muito, muito mais. Em um clima de bate papo entre amigos.

Também na segunda-feira, das 21h30 às 23h30, temos mesas de RPG ao vivo. Nesse dia, então, revezamos entre duas campanhas contínuas: a Guilda dos Guardiões, em Savage Worlds, e a Sociedade dos Desbravadores, em Old Dragon 2.


Além disso, na quarta-feira, temos campanhas contínuas mensais das 21h às 23h. São elas:

⛪ Catedral do Santo Bruxo: em Mundo das Trevas.

🔑 Primeira Luz: em Chaves da Torre.

⚙️ Paradaisu: em Shadowrun Sexto Mundo.

Por fim, nas sextas-feiras, das 21h às 23h temos one-shots (que podem se estender a até dois episódios), além dos curtas do MRPG. Ambos acontecem em sistemas variados.

Para conferir nossas lives, você pode acessar:

Aliás, se quiser ficar ainda mais por dentro de tudo o que acontece no mundo dos dados e tabuleiros, se torne um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos, como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

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Ande com vampiros: Qual versão de A Maldição de Strahd no D&D você deve mestrar

Em meio a névoas eternas, o vale de Baróvia sofre sob o olhar incansável e sedento do lorde do castelo Ravenloft: o vampiro Strahd Von Zarovich, um dos vilões mais clássicos da história de Dungeons & Dragons — e o principal personagem da aventura A Maldição de Strahd no D&D.

O conde vampiro apareceu pela primeira vez em 1983, na primeira edição de D&D, com a aventura Ravenloft — amplamente aclamada. 

O módulo de 1983 lançou as bases para o cenário de Ravenloft, que retornou, junto com seu mestre vampiro, em praticamente todas as edições do jogo. A única exceção foi o D&D 4e, que não teve uma nova aventura de Strahd, apenas um jogo de tabuleiro inspirado no cenário.

Na 5ª edição, os aventureiros voltam a Baróvia em A Maldição de Strahd, um módulo que revisita a história original e que já recebeu várias releituras — desde uma nova edição oficial até mods criados por fãs e amplamente aceitos pela comunidade.

Em meio a tanto material, novos mestres que querem mergulhar nas sombras de Ravenloft podem ficar na dúvida: qual é o melhor ponto de partida para mestrar A Maldição de Strahd no D&D? Descubra qual é a melhor opção para a sua mesa:

A Maldição de Strahd no D&D 5e

Esta é a opção mais óbvia para quem está chegando à Ravenloft na 5ª edição de D&D (ou mesmo na edição 5.5e). Afinal, a aventura A Maldição de Strahd foi lançada especificamente para 5e e está publicada em português, pela Galápagos.

Ela tem muito do que tornou o cenário famoso mais de 40 anos atrás. O clima gótico tradicional, Strahd como um vilão cativante e assustador, e o reino de Baróvia absolutamente sombrio e sem esperanças.

Além disso, a aventura tem um estilo forte de ‘sandbox’. A história não é linear, vários elementos parecem soltos e não há aprofundamento em muitos dos personagens importantes, como Ireena Kolyana, que é absolutamente central à narrativa.

Muitos gostam desse modelo de aventura, por dar maior liberdade tanto para o mestre quanto para os jogadores, que acabam criando sua própria versão de Baróvia. Outros, no entanto, criticam a falta de direcionamento e sofrem com a confusão do módulo. Cabe a cada mesa avaliar se esse é o estilo de jogo que seu grupo realmente prefere.

Livro ‘A Maldição de Strahd’ publicado em português pela Galápagos. Crédito: Divulgação

Outro detalhe é uma aparente falta de impacto das ações dos personagens. O clima de desesperança de Baróvia é intenso e há uma impressão de que nada que os heróis façam pode mudar essa realidade. Essa sensação é intensificada no final do módulo — mesmo que os personagens derrotem Strahd, a vitória é apenas temporária.

Novamente, isso pode ser visto como um ponto positivo ou negativo, dependendo dos interesses do mestre e dos jogadores. 

Há ainda críticas pela forma com que A Maldição de Strahd descreve os Vistani, um grupo de pessoas fictício, mas bastante inspirado no povo romani (também conhecido como cigano). Eles muitas vezes são generalizados como preguiçosos, bêbados e maus.

A Maldição de Strahd Revamped

Alguns anos após o lançamento original de A Maldição de Strahd no D&D, a Wizards of the Coast publicou uma nova edição da aventura, chamando-a de Revamped (uma tradução literal seria “renovada”, mas a palavra em inglês tem um trocadilho com “vampiro”).

Esta não é tratada como uma nova “versão” da aventura, pois as alterações são pequenas. O livro modifica as descrições dos vistani, para reduzir a generalização negativa, e altera também a personagem Ezmerelda.

Na aventura original, Ezmerelda tenta esconder a prótese que usa no lugar de sua perna direita. Mas na edição Revamped, ela abraça essa característica — afinal, pessoas com deficiência também podem ser heróis.

Há ainda algumas atualizações de regras e alguns produtos extras, como livro de criaturas, baralho Tarokka, escudo do mestre, entre outros.

Essa edição não está disponível no Brasil.

Adaptando A Maldição de Strahd no D&D 2024

É importante lembrar que A Maldição de Strahd foi lançada para a 5ª edição. Por isso — por mais que a Wizards of the Coast diga que o D&D 2024 é compatível com tudo o que saiu antes — pode ser preciso adaptar um pouco a aventura, caso sua mesa use as novas regras.

Para começar, é preciso ter em mente que as classes da 5.5e são ligeiramente mais poderosas do que suas contrapartes de 2014. Então, talvez seja necessário rebalancear alguns combates, para manter a atmosfera de medo entre seus jogadores.

Mas o principal a prestar atenção é a magia Daylight (Luz do Dia). No novo Livro do Jogador, a luz emitida pelo feitiço passou a ser considerada “luz do sol” — algo mortal para vampiros, e que pode trivializar a maioria dos encontros e destruir o clima de horror na sua mesa. Uma boa solução é recuperar a versão antiga da magia, que funciona melhor no cenário.

Mods da comunidade para Strahd

Como vimos, A Maldição de Strahd é uma aventura imensamente popular, e também é consideravelmente vaga, dando um espaço enorme para mestres e jogadores criarem sua própria “versão” da campanha enquanto jogam.

Essas duas características criaram o cenário ideal para o florescimento de mods da comunidade.

Esses mods são, basicamente, releituras de A Maldição de Strahd, que mantêm seus elementos centrais, mas ampliam alguns pontos, inserem novidades, modificam personagens e situações, etc. Tudo para criar experiências sombrias diferentes.

Os mods mais conhecidos de A Maldição de Strahd no D&D são:

Ambos surgiram em fóruns do Reddit e cresceram, a ponto de serem escolhidos para guiar as aventuras de iniciantes e de veteranos em Strahd. Entenda melhor cada um deles:

‘Fleshing out Curse of Strahd’ – de MandyMod

‘Fleshing out’ tem uma abordagem mais próxima da campanha original, adicionando novos elementos e dando mais detalhes para personagens e situações, mas buscando manter o senso de ‘sandbox’. É relativamente fácil pegar elementos de MandyMod e acrescentar ao módulo original, por exemplo.

Strahd é um personagem profundo, com uma longa história e muitas possibilidades; e os diferentes mods dão dicas para o roleplay desse vilão tão importante para o D&D. Crédito: Divulgação

‘Curse of Strahd: Reloaded’ – de DragnaCarta

‘Reloaded’ faz uma mudança mais profunda. Ele cria um verdadeiro roteiro para A Maldição de Strahd, tirando o elemento de ‘sandbox’ quase completamente e desenvolvendo uma narrativa coesa. 

Isso facilita o trabalho do mestre, cria um senso de urgência e garante que a aventura se desenvolva. Por outro lado, limita a liberdade dos jogadores para explorarem a Baróvia e do mestre para criar suas próprias narrativas.

Além disso, DragnaCarta aumenta o potencial de redenção dos NPCs e dá aos personagens dos jogadores mais potencial para serem verdadeiros heróis, mudando realmente a realidade de Baróvia. O contraponto é que isso acaba reduzindo a atmosfera sombria da campanha.

Como escolher a melhor versão de Maldição de Strahd no D&D?

Podemos resumir o caminho para tomar a decisão desta forma:

  • Se você quer a experiência pura de A Maldição de Strahd no D&D, apesar de isso demandar um pouco mais de trabalho do mestre, vá com o módulo original
  • Se quiser ampliar um pouco as possibilidades, mas manter a atmosfera e o senso de ‘sandbox’, opte por MandyMod. 
  • Já se você prefere uma aventura mais heróica e estruturada, sua melhor opção é o Reloaded.

Enfim, tudo vai depender das preferências da sua mesa. Fale com seus jogadores e, se precisar, teste, adapte, mude e crie sua própria Baróvia — com todas as sombras que ela merece.

Ravenloft ao longo dos anos

Outra opção para mestres mais experientes — e nostálgicos — é buscar versões antigas de Ravenloft. A aventura original, de 1983, por exemplo, é um exemplo clássico de dungeon crawl, focada no castelo de Strahd e apenas com a vila de Baróvia e um acampamento Vistani no entorno.

Já o suplemento Ravenloft: Realm of Terror (1990), da segunda edição, amplia largamente o cenário, com elementos que nem estão presentes na versão para a 5e.

Há várias opções, mas é importante destacar: para mestrar aventuras de outras edições, o narrador precisa escolher entre jogar com as regras da edição antiga ou ter o trabalho árduo de adaptar a aventura para as novas regras.

Para além do D&D: como mergulhar no horror em sua partida de RPG

A Maldição de Strahd é uma ótima pedida para quem é fã de um jogo mais sombrio, com vampiros, bruxas, lobisomens e outras criaturas da noite. Mas lembre-se de que Dungeons & Dragons não é um sistema de horror.

As regras básicas de D&D — principalmente na 5ª edição — são muito mais focadas em aventuras heroicas e combates épicos. Sessões tensas, de terror, medo e suspense acabam perdendo um pouco de sua atmosfera dentro desse estilo de jogo.

Obviamente, é possível criar sessões e campanhas de horror excelentes com o sistema. As várias campanhas de A Maldição de Strahd no D&D que você pode encontrar no YouTube ou como podcasts são exemplos. 

Mas para quem realmente quer mergulhar no horror, há outras opções como o sistema de Mundo das Trevas, que envolve Vampiro: A Máscara e Lobisomem: O Apocalipse

O Chamado de Cthulhu também é uma possibilidade, com mecânicas voltada ao horror cósmico lovecraftiano e mais foco na investigação do que em combate.

Enfim, o mundo do RPG é quase infinito, com jogos para todos os gostos — e aqui no Movimento RPG a gente fala disso tudo. Se você gosta do que apresentamos no MRPG, considere apoiar pelo Pix ou através do Catarse.


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Lançamentos do D&D: O que há de novo em Dungeons & Dragons em 2025

O ano de 2024 marcou uma virada na história de Dungeons & Dragons, com a chegada do D&D 2024, que atualizou a 5ª edição, lançada 10 anos antes. E 2025 chegou para ampliar a nova versão do jogo com muitos lançamentos do D&D dentro das novas regras.

Neste texto, vamos falar sobre os principais lançamentos do ano. Mas, infelizmente, a previsão é apenas para os livros em inglês, ainda não há calendário para traduções. Confira:

Manual dos Monstros 2024: o último dos livros centrais do novo D&D

Os lançamentos do D&D em 2025 começaram em fevereiro, com o último dos três livros centrais do D&D 2024: o Manual dos Monstros (Monster Manual).

Basicamente, ele funciona como uma atualização do Manual dos Monstros da 5ª edição, lançado em 2014. Mas, dessa vez, ele tem pelo menos 80 criaturas novas, além de mudanças nos monstros antigos para deixar os combates mais emocionantes e balanceados.

Manual dos Monstros 2024 – Reprodução/Wizards of the Coast

Confira os outros livros básicos do novo D&D

Dragon Delves: Aventuras para te ajudar a colocar os dragões em Dungeons & Dragons

A Wizards of the Coast — empresa responsável pelo D&D — afirma que a versão 2024 do jogo ainda é compatível com as aventuras lançadas nos últimos 10 anos. Ainda assim, as mudanças de regras podem torná-las um pouco mais desafiadoras para mestrar.

O novo suplemento Dragon Delves chegou em julho para atender esse problema. Lançado em julho, ele apresenta uma antologia com 10 aventuras curtas, totalmente criadas dentro das novas regras.

O livro ainda oferece orientações para conectar as 10 histórias em uma campanha que vai do nível 1 ao 12. E, como bônus, todas essas aventuras envolvem dragões, para dar aos seus jogadores um gostinho da criatura mais clássica do mundo do D&D.

Heroes of the Borderlands Starter Set: a volta de um clássico nos novos lançamentos do D&D

The Keep on the Borderlands (O Forte nas Terras Marginais) é uma das mais clássicas aventuras de D&D, publicada em 1979 pelo próprio Gary Gygax, um dos criadores do jogo.

Ao longo dos anos ela foi revisitada várias vezes — virando até aventura para o sistema brasileiro Old Dragon —, e desta vez as terras marginais estão de volta para a nova edição de D&D.

A Wizards vai lançar Heroes of the Borderlands será lançada em 16 de setembro e não vai ser apenas um módulo de aventura, mas um starter set.

Em D&D, starter sets são aventuras feitas especialmente para quem quer experimentar o jogo pela primeira vez. Para isso, elas vêm com guias de criação de personagem, dicas para mestres e regras básicas para os primeiros níveis. E esse será o primeiro starter set do D&D 2024.

Por outro lado, o retorno a um cenário tão clássico faz o Heroes of the Borderlands ser um lançamento interessante também para jogadores mais experientes.

Welcome to the Hellfire Club leva o D&D de volta a Stranger Things

Em 7 outubro, a Wizards of the Coast vai lançar seu segundo módulo conectado com o mundo de Stranger Things, aproveitando a popularidade que a série deu ao jogo nos últimos anos.

Desta vez, estamos falando do Stranger Things: Welcome to the Hellfire Club, que vai voltar à cidade de Hawkings com quatro aventuras inspiradas na série.

O módulo também funciona como um starter set, com um guia para quem quer começar a jogar D&D.

Os Reinos Esquecidos ganham destaque nos lançamentos do D&D em novembro

O Manual do Mestre de 2024 chegou com um guia apresentando um dos mais clássicos cenários de D&D de todos os tempos: Greyhawk. Mas, para quem entrou no Dungeons & Dragons por meio da 5ª edição, ou por jogos como Baldur’s Gate, o cenário mais famoso ainda é Faerûn. Ele é conhecido também como Forgotten Realms – ou, em português, os Reinos Esquecidos.

E, para compensar a ausência no Guia do Mestre, os Reinos Esquecidos vêm com tudo em 11 novembro. Serão duas publicações: Forgotten Realms “Heroes of Faerûn” e Forgotten Realms “Adventures in Faerûn” .

O  “Heroes of Faerûn” (Heróis de Faerûn) vai focar principalmente em opções para os seus personagens. O destaque são as novas subclasses, para você ir além das quatro que cada classe recebeu no Livro do Jogador de 2024.

Já o “Adventures in Faerûn” (Aventuras em Faerûn) é direcionado ao mestre, explorando lugares clássicos do cenário, assim como ganchos de aventura, itens mágicos e novos monstros.

Eberron está de volta com Forge of the Artificer 

O Livro do Jogador de 2024 trouxe de volta as 12 classes tradicionais do D&D, mas quem estava acostumado com os suplementos da 5e sentiu falta da 13ª: o Artífice.

Lançado no suplemento Eberron: Rising from the Last War, de 2019, o Artífice é a única classe extra oficial da 5e e em 9 de dezembro deve chegar também ao novo D&D com o livro Eberron: Forge of the Artificer.

Além disso, o suplemento também vai trazer de volta o próprio cenário de Eberron, um dos mais amados dos fãs de D&D, com um conjunto de três aventuras e regras para viagem e combate em barcos voadores.

Eberron, Forja do Artífice – Reprodução/Wizards of the Coast

Os lançamentos do D&D 2025 ampliam o mundo do novo Dungeons & Dragons

Com a chegada do Artífice, mais subclasses, muitas aventuras e vários cenários, os lançamentos deste ano ampliam opções para mestres e jogadores no novo Dungeons & Dragons. É um multiverso enorme para explorar, com ainda mais conteúdo das edições passadas disponível para ser resgatado e aproveitado em seus jogos.

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Esperança e Medo em Daggerheart: explicando a mecânica do RPG de Critical Role

A editora Darrington Press, do Critical Role, lançou Daggerheart, seu RPG de fantasia, tido como um forte competidor frente a veteranos como Dungeons & Dragons (D&D) e Pathfinder. Mas quem está acostumado com esses medalhões do RPG pode encontrar algumas surpresas, como a mecânica de Esperança e Medo em Daggerheart.

Já falamos sobre esse novo RPG, em um texto mais geral que você pode ler aqui: 

Mas hoje — com a pré-venda da Jambô no ar e previsão de chegada no final de 2025 — é hora de focarmos nessa nova mecânica, que é um dos principais destaques de Daggerheart.

Continue sua leitura e entenda:

O que é Daggerheart?

Se você está ligado no mundo do RPG de fantasia, já deve pelo menos ter ouvido falar de Critical Role, um grupo de dubladores dos Estados Unidos que transmitem suas campanhas de RPG e ganharam muita popularidade nos últimos anos.

Eles já tiveram partidas transmitidas nos cinemas, lançaram sua própria animação — A Lenda de Vox Machina — e testaram a mão em jogos de tabuleiro, suplementos para D&D e outros sistemas próprios.

Agora, com Daggerheart, eles passam a ter seu próprio sistema de RPG de fantasia, que colhe influências de outros jogos do gênero e apresenta novidades suficientes para se diferenciar deles.

Imagem promocional da pré-venda Daggerheart no site da Jambô.

Na prática, Daggerheart é um novo sistema de RPG, repleto de elementos com os quais já estamos acostumados — como pontos de vida, classes de fantasia, combate e rolagem de dados —, mas com surpresas até para jogadores veteranos.

Os Dados de Dualidade: a principal fonte de Esperança e Medo em Daggerheart

Se você está acostumado com RPGs tradicionais, você sabe que o principal dado é o de vinte lados, não é? Em clássicos como D&D, Pathfinder e Tormenta, o d20 é o dado que você rola para realizar ataques, superar desafios, escapar de armadilhas e muito mais.

Outros jogos optam por priorizar os dados de seis lados, que são mais acessíveis. O famoso Apocalypse World é um exemplo, assim como todos os jogos Powered by Apocalypse. Outro que foca no d6 é o brasileiríssimo A Bandeira do Elefante e da Arara.

Daggerheart faz uma opção diferente. Em vez do d20 ou do d6, o destino de seus personagens será decidido por um par de dados de doze lados. Para superar desafios, cada jogador joga 2d12, soma os valores e acrescenta modificadores relevantes.

Isso deixa as rolagens mais previsíveis, com menos chances para resultados muito baixos ou muito altos, se comparado a um d20, que tem probabilidades iguais para todos os números.

  • O mestre, por outro lado, joga 1d20 para suas ações, para criar mais imprevisibilidade nos desafios apresentados aos jogadores.
Personagem usa habilidade mágica em Daggerheart – Reprodução site Daggerheart.

O balanceamento dos 2d12 é semelhante ao de usar 2d6, por exemplo. Mas os Dados de Dualidade de Daggerheart contam com outra mecânica importante.

A mecânica de Esperança e Medo nos Dados de Dualidade

Os dois dados de doze lados precisam ser diferentes entre si — por exemplo em tamanho, cor, padrão, ou alguma outra característica distinta. Uma vez que um deles é seu Dado de Esperança, e o outro seu Dado de Medo.

Isso mostra a dualidade de cada rolagem. Se o dado maior for o de Esperança — independente de o resultado ser um sucesso ou uma falha —, a tentativa foi encorajadora e o personagem ganha um Ponto de Esperança.

Mas, se o dado maior for de Medo, a ação, mesmo que tenha sido bem-sucedida, afetou o ambiente de forma negativa e o mestre ganha um Ponto de Medo, que pode usar contra os jogadores.

O que significam os Pontos de Medo e Esperança em Daggerheart?

Como vimos, as rolagens dos Dados de Dualidade em Daggerheart podem conceder Pontos de Esperança aos jogadores ou Pontos de Medo ao mestre. Esses pontos são recursos que buscam representar como o destino afeta a história.

Assim, Pontos de Esperança podem ser usados pelos jogadores para ajudar aliados e ativar habilidades e experiências. Os Pontos de Medo, por outro lado, servem para o mestre ativar monstros, criar obstáculos ou usar poderes especiais de suas criaturas.

Entenda melhor cada um deles:

Pontos de Esperança em Daggerheart 

Os Pontos de Esperança representam os ventos do destino soprando a favor dos personagens. Eles mostram que a resiliência frente aos desafios e aos horrores do mundo pode realmente valer a pena — afinal, a esperança é a última que morre.

Jogadores que têm Esperança podem usá-la para várias ações diferentes. Um Ponto de Esperança, por exemplo, pode ser gasto para ajudar um aliado em alguma tarefa difícil — com isso, o jogador rola 1d6 e soma o resultado à rolagem do outro personagem.

Esse recurso também é usado para ativar experiências e habilidades especiais. Um Guerreiro, por exemplo, pode gastar 3 Pontos de Esperança para ganhar +1 em jogadas de ataque até o seu próximo descanso, enquanto um Serafim, com a subclasse Sentinela Alado, pode usar 1 Ponto de Esperança para causar 1d8 de dano adicional em um ataque.

Da mesma forma, cada jogador pode também usar 3 Pontos de Esperança para iniciar Testes Combinados com algum aliado. Esses testes são ações feitas em conjunto que podem ser muito poderosas.

O máximo de Pontos de Esperança que um jogador pode ter é seis, e o valor se mantém entre sessões.

Além dos Dados de Dualidade, cada jogador ganha 2 Pontos de Esperança durante a criação do personagem, assim como também pode obtê-los por meio de magias, talentos, entre outros.

Pontos de Medo em Daggerheart 

Os Pontos de Medo são representações do destino agindo contra os personagens. Em outras palavras, eles mostram como os horrores do mundo podem abalar até os mais resistentes, e criam obstáculos realmente desafiadores, para enfrentar a Esperança dos seus jogadores.

Com Pontos de Medo, o mestre pode:

  • Interromper os jogadores para fazer uma ação;
  • Fazer uma ação de mestre adicional;
  • Ativar habilidades e efeitos de suas criaturas ou do ambiente.
Os Pontos de Medo em Daggerheart mostram como os horrores podem abalar até os personagens mais resistentes -Reprodução site Daggerheart.

Além dos Dados de Dualidade, o mestre também pode ganhar Pontos de Medo por meio de habilidades e magias de suas criaturas. Ele também ganha pontos quando o grupo descansa, e começa a campanha com um número de Pontos de Medo igual ao número de personagens. O máximo de Pontos de Medo que o mestre pode acumular é 12.

Como jogar Daggerheart?

Os Dados de Dualidade e os Pontos de Medo e Esperança são apenas algumas das novidades de Daggerheart.

Então, independente de ser um jogador experiente ou um novato no mundo do RPG, você precisa se inteirar das regras para virar um craque no novo jogo.

O primeiro passo para isso é ler o livro! Ele já está disponível para pré-venda na Jambô, e logo pode estar nas suas mãos.

Além disso, a equipe do Critical Role preparou uma playlist de vídeos ensinando os básicos. Você pode conferir aqui: Get Your Sheet Together.


E aproveite este momento para explorar ainda mais do mundo do RPG aqui no MRPG. Por aqui a gente fala de jogos de todo o tipo, desde os mais conhecidos até financiamentos coletivos e novidades que estão fora dos holofotes.

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Bardo no D&D 2024: mais inspiração para o seu jogo

Se você quer encantar as pessoas com sua música, inspirar os aliados com histórias de heróis antigos ou até seduzir um dragão, o Bardo pode ser a escolha certa para seu próximo personagem. Mas você já sabe como funciona o Bardo no D&D 2024?

O Livro do Jogador de 2024 apresentou novidades para essa classe icônica, com novas regras para quem quer explorar o mundo mágico de Dungeons & Dragons como menestrel, músico, skáld, poeta — ou dançarino, já uma das novidades é a subclasse do Colégio da Dança.

Agora, continue sua leitura e conheça as novidades do Bardo no D&D 2024:

O que mudou no Bardo no D&D 2024

Em uma entrevista no canal oficial de D&D no YouTube, o lead designer da Wizards of the Coast, Jeremy Crawford, disse que o “O novo Bardo tem o que havia de melhor no Bardo de 2014, assim como alguns dos melhores elementos do Bardo do Unearthed Arcana (versão de testes de D&D)”.

Nos próximos parágrafos, vamos discutir as habilidades recebidas em cada nível e como elas diferem da versão do Bardo da 5º edição. Confira:

1º Nível:

As novidades já começam no nível 1, com mudanças na habilidade mais icônica da classe: a Inspiração de Bardo. Agora ela dura uma hora, em vez de 10 minutos, pode ser dada a uma criatura que possa ver ou ouvir o personagem e pode ser rolada depois que o mestre disser que a jogada falhou — o que vai fazer muita diferença na sua mesa.

Nesse nível, o Bardo também tem a habilidade de Conjuração, que segue semelhante à de 2014, mas com algumas pequenas alterações, como a possibilidade de trocar um Truque a cada vez que passa de nível.

2º Nível

O Bardo continua com a habilidade Jack of All Trades, que pode ser traduzida como Versatilidade ou Pau pra Toda Obra, que o deixa mais preparado para qualquer teste de habilidade.

Além disso, a habilidade Especialista, que era do nível 3, agora veio para o 2. Com ela, o Bardo pode escolher duas perícias para ter Especialização (somar duas vezes o bônus de proficiência).

Um Bardo no D&D 2024 | Reprodução D&D Beyond

3º Nível

Neste ponto o Bardo escolhe seu “Colégio”. Ele pode ser especializado em combate com armas, conhecimento e até dança, e ganha habilidades da subclasse nos níveis 3, 6 e 14.

Ao fim deste texto, vamos falar mais sobre cada opção.

Além disso, o Bardo no D&D 2024 não tem mais acesso à habilidade Canção do Descanso.

4º Nível

Neste nível — e novamente nos níveis 8, 12 e 16 — o Bardo pode escolher um talento, que também pode ser um incremento nos valores de habilidade.

5º Nível

A habilidade Fonte de Inspiração continua existindo, permitindo restaurar todos os usos de Inspiração de Bardo quando completa um Descanso Curto ou Longo. Mas agora o personagem também pode gastar um espaço de magia para recuperar um dos usos, mesmo sem descanso.

7º Nível

A habilidade de nível 6, Contra-Encantamento, costumava receber críticas por ser pouco útil. Por isso, ela foi bastante modificada.

Agora ela está no nível 7 e funciona como uma reação que o Bardo pode usar quando uma criatura falhar em uma salvaguarda contra as condições Amedrontado ou Encantado. Essa criatura pode rolar o teste de novo, e agora com vantagem.

9º Nível

Aqui o Bardo no D&D 2024 pode escolher mais duas perícias para ter Especialização. Antes, isso só ocorria no nível 10.

10º Nível

A habilidade Segredos Mágicos continua valendo, mas agora está mais forte. Em vez de escolher apenas duas magias de outra classe, o Bardo passa a ter acesso às listas de Clérigo, Druida e Mago sempre que aprender um novo feitiço, ou quando quiser trocar algum dos seus.

18º Nível

O traço Inspiração Superior, que estava no nível 20, foi transferido para cá. Além disso, o Bardo agora recupera até dois usos de Inspiração, em vez de um, como era em 2014.

19º Nível

Todas as classes têm acesso à Dádiva Épica neste nível. Ela é um talento especial e mais poderoso do que os outros.

20º Nível

Aqui temos um poder novo: Palavras de Criação. Neste nível, o Bardo no D&D 2024 sempre tem as magias Palavra de Poder: Matar e Palavra de Poder: Salvar preparadas. E quando usar uma delas pode atingir uma segunda criatura que esteja a até 3 metros do primeiro alvo.

As subclasses do Bardo no D&D 2024

Como as outras classes do D&D 2024, os Bardos também têm quatro opções de subclasse. O Colégio do Conhecimento e o Colégio da Bravura, do Livro do Jogador de 2014, continuam disponíveis.

Juntam-se a eles o Colégio do Glamour, que apareceu originalmente no livro Guia de Xanathar para todas as Coisas, e o novo Colégio da Dança.

O Colégio da Dança é uma opção para o Bardo no D&D 2024 | Reprodução D&D Beyond

Confira os opções em detalhes:

  • Colégio da Bravura

No nível 3, o Bardo do Colégio da Bravura continua tendo Treinamento Marcial, que dá acesso a armaduras médias, armas marciais e escudos. Mas agora com um bônus: Ele pode usar as armas como foco de conjuração.

A habilidade Inspiração em Combate também continua valendo. Ela permite usar inspiração para aumentar o dano de um golpe ou tentar fazer o ataque de um inimigo errar.

O Bardo também continua aprendendo Ataque Extra no nível 6, mas com a novidade de poder usar um truque no lugar de um dos ataques com arma.

A habilidade do nível 14, Magia de Batalha, ainda permite que o Bardo faça um ataque com arma como ação bônus depois de invocar uma magia com sua ação.

  • Colégio do Conhecimento

No nível 3, o Bardo do Colégio do Conhecimento continua com acesso a Proficiência Adicional, e pode aprender proficiência em três perícias extras.

Além disso, ele ganha a habilidade Palavras de Interrupção, que permite usar a Inspiração de Bardo para reduzir uma rolagem de outra criatura, para, talvez, transformar um sucesso em um fracasso. A novidade é que, agora, a criatura não é imune se não for capaz de ouvi-lo ou se não puder ser enfeitiçada.

A habilidade Segredos Mágicos Adicionais, do nível 6, foi trocada por Descobertas Mágicas, que é semelhante: ela permite aprender duas magias das listas de Clérigo, Druida ou Mago. Mas há um bônus para o Bardo no D&D 2024: agora ele pode trocar essa magia a cada vez que ganha um nível na classe.

No nível 14, ele continua a ter Perícia Inigualável, que permite somar a Inspiração de Bardo em um de seus testes de atributo ou ataques. Mas ela ficou mais poderosa.

Agora, em vez de rolar antes de saber se falhou ou foi bem sucedido, o Bardo pode decidir depois que o mestre avisar da falha. Além disso, se mesmo com isso o teste falhar, ele não perde a Inspiração de Bardo.

  • Colégio do Glamour

Esta subclasse tem um toque da magia de Faéria e teve algumas mudanças importantes em comparação com a versão anterior.

Para começar, a habilidade do nível 3 se tornou Magia Fascinante, e agora o Bardo tem as magias Enfeitiçar Pessoa e Reflexos sempre preparadas. Além disso, pode deixar inimigos Amedrontados ou Enfeitiçados após usar magias de certas escolas.

O Manto da Inspiração, também de nível 3, continua valendo, mas agora o número de pontos de vida temporários cedidoS aos aliados depende do dado rolado na Inspiração de Bardo. Ela ainda permite que os aliados usem a reação para se moverem sem causar ataques de oportunidade.

No nível 6, o Bardo continua tendo acesso ao Manto de Majestade, que segue igual — permitindo usar a magia Comando sem gastar espaços de magia como ação bônus em todos os turnos, por 1 minuto.  A novidade é que agora o uso dessa habilidade pode ser recuperado em troca de um espaço de magia de círculo 3 ou superior.

Por fim, a Majestade Inquebrável, do nível 14, continua fazendo inimigos errarem ataques contra o Bardo. Mas agora, em vez de terem que escolher outro alvo, eles simplesmente perdem o ataque.

  • Colégio da Dança

Essa classe é totalmente nova, e é focada na dança como forma de expressão — e de combate. Já no nível 3, o Bardo ganha Ginga Fascinante, que é uma habilidade focada no combate desarmado. Ou seja: é a classe perfeita para um capoeirista.

No nível 6, o Gingado Coordenado permite somar um bônus na iniciativa do Bardo e de aliados, e o Movimento Inspirado dá uma movimentação mais livre pelo campo de batalha.

Para completar, com a habilidade Evasão Liderada, se o Bardo for alvo de um efeito que exija uma salvaguarda de Destreza para receber metade do dano, ele não recebe dano algum se for bem-sucedido e só metade se falhar. Além disso, aliados a 1,5m podem aproveitar esse benefício.

Saiba mais sobre D&D 2024

Essas são as vantagens do Bardo no D&D 2024. Mas essa é apenas uma das 12 classes presentes na nova fase de Dungeons & Dragons, conhecida como D&D 2024, ou edição 5.5.

Essa fase conta com os novos livros: Livro do Jogador, Guia do Mestre e Manual dos Monstros. Entenda mais sobre a mudança:

Curtiu este texto e quer saber mais sobre o mais famoso jogo de RPG do mundo? Então confira nossa página: Só D&D.

E aproveite para passear pelo blog do Movimento RPG. Temos informações sobre RPGs brasileiros, gameplays, dicas de aventuras e muito, muito mais.

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Pré-venda de Daggerheart: RPG de Critical Role já está no ar

O novo sistema de RPG criado pela marca do Critical Role — o mesmo grupo responsável pela animação A Lenda de Vox Machina — finalmente está chegando. Depois de meses de testes e versões prévias, o grupo lançou Daggerheart.

Por enquanto, ele está disponível apenas em inglês, mas a editora Jambô — que é brasileiríssima e já publicou outros produtos de Critical Role — já começou a pré-venda da versão traduzida de Daggerheart, com previsão de lançamento no fim de 2025.

Mas, enquanto o jogo não chega, que tal entender melhor o que é esse tal de Daggerheart?

Pré-venda de Daggerheart: entenda o que é esse sistema

Daggertheart é um novo sistema de RPG publicado pela Darrington Press, a editora criada pela equipe do famoso streaming de D&D Critical Role.

Apesar de ser um RPG de fantasia, que conta com classes tradicionais como guerreiro, bardo e druida, Daggerheart tenta apresentar opções inovadores, que o afastem dos concorrentes clássicos.

Em primeiro lugar, o livro de regras do jogo é acompanhado por um baralho que apresenta as muitas habilidades e magias disponíveis para os personagens, e que não estão detalhadas no livro.

Outro destaque é que o combate não é guiado por turnos — os jogadores e mestre não rolam iniciativa e a ordem é muito mais baseada na narrativa do que na mecânica.

Há, no entanto, uma mecânica que guia quando o mestre pode acionar seus monstros: as rolagens de Medo.

Medo e Esperança: as mecânicas destaque de Daggerheart

Medo e Esperança são recursos disponíveis em Daggerheart, obtidos por meio da rolagem de dados. Sempre que realizarem um teste ou ataque, os jogadores rolam dois dados d12 por ver — um para Medo e outro para Esperança.

Se o dado de Esperança for maior, o jogador ganha pontos de Esperança que pode usar para ativar habilidades especiais.

Por outro lado, se Medo for maior, o mestre ganha um ponto que permite ativar monstros ou usar ataques mais poderosos.

Outro destaque de Daggerheart é a variedade de raças, renomeadas como ‘ancestralidade’; o Ribbet, na foto, é um exemplo. Arte: Bear Frymire | Reprodução Daggerheart

E se estiver muito interessado, temos outra boa notícia: você não precisa esperar o lançamento para experimentar o RPG de Critical Role. A versão beta 1.5 do playtest está disponível no próprio site do jogo para testar.

Você também pode conferir a equipe de Critical Role jogando partidas de Daggerheart no YouTube ou na Twitch. A mais recente é a especial de natal:  Critical Role Presents: A Daggerheart Critmas Story | Live Show.

Outros jogos lançados pela equipe de Critical Role

A abertura da pré-venda de Daggerheart não marca o primeiro lançamento de RPG pela equipe de Critical Role. Apesar de usarem as regras de Dungeons & Dragons em suas campanhas principais — inclusive na campanha que virou a animação A Lenda de Vox Machina — o grupo tem outro RPG publicado.

Esse RPG é Candela Obscura, um RPG do gênero terror, focado em investigações do sobrenatural num mundo fictício semelhante à Terra de 1907

Você pode ler mais sobre esse RPG aqui no Movimento RPG. Toma aqui o link: Candela Obscura- RPG – resenha.

Além de RPGs, o grupo também publica jogos de tabuleiro e suplementos oficiais de Dungeons & Dragons.

A gente já falou aqui, por exemplo, sobre Call of the Netherdeep, uma campanha oficial de D&D feita em parceria com Critical Role, tendo como cenário o mundo de Exandria, onde as aventuras do grupo acontecem.

Outro destaque é Tal’dorei Renascido, um cenário de campanha para D&D que explora um dos continentes de Exandria. Tal’dorei Renascido também está disponível na Jambô.

E por hoje é só! Por enquanto, pegue seus dados, encha-se de Medo e Esperança e prepare-se para a chegada de Daggerheart.

E, enquanto você espera, aproveite para explorar mais do MRPG! Temos muito conteúdo de qualidade sobre RPG de todos os tipos, desde D&D até RPGs brasileiros, por exemplo.

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Guardião no D&D 2024: mais mágico e focado na Marca do Caçador

Desde o lançamento da 5ª edição de Dungeons & Dragons, a classe do Guardião — ou Patrulheiro — tem recebido duras críticas. Alguns pontos foram melhorados com o tempo, principalmente com as alterações publicadas no Caldeirão de Tasha, e agora há um novo Guardião no D&D 2024.

Portanto, o novo Livro do Jogador mudou profundamente a classe do Guardião, com algumas habilidades adaptadas diretamente do Caldeirão de Tasha, e outras completamente novas.

Mas, para te ajudar a tomar sua própria decisão se o novo Guardião é melhor do que o antigo, vamos entrar em detalhes sobre tudo o que mudou no novo D&D para a classe.

Agora, leia as novidades do Guardião em Dungeons & Dragons:

O que mudou no Guardião no D&D 2024

No geral, o Guardião no D&D 2024 é mais mágico do que sua versão de 2014, com acesso a feitiços mais cedo do que antes.

O livro também simplificou habilidades de exploração que são essenciais para a classe. Afinal, o Guardião é o responsável por atravessar, explorar e proteger as áreas selvagens de D&D, seja nos Reinos Esquecidos, seja em seu mundo homebrew ou qualquer outro universo de jogo.

As novas regras ainda reforçaram a importância da magia Marca do Caçador, que passou a ser parte intrínseca da evolução do personagem.

Um Guardião em meio a uma viagem pelos ermos | Reprodução/D&D Beyond

Continue a leitura e entenda o que mais mudou em cada nível do Guardião no D&D 2024.

1º Nível:

O Guardião já muda muito desde a criação do personagem. Antes de mais nada, a classe passa a ter acesso a Conjuração já no 1º nível, em vez do 2º, e agora pode preparar mais feitiços do que antes. Além disso, ela agora tem a flexibilidade de mudar uma magia preparada por dia.

A habilidade Inimigo Favorito, por outro lado, se afastou profundamente da ideia original de 2014. Em contraste com escolher um tipo de criatura e ter alguns benefícios contra ela, o Guardião agora tem a magia Marca do Caçador sempre preparada e pode usá-la algumas vezes sem gastar espaços de magia.

Assim, perde-se o conceito de que o Guardião tem um tipo específico de criatura como inimigo — uma ideia que costumava ser muito utilizada no roleplay —. Em vez disso, Marca do Caçador, que já era uma magia poderosa para a classe, passa a ser intrínseca ao personagem, e cresce junto com ele.

Mas há um problema: Marca do Caçador requer concentração, o que limita o uso de outros feitiços.

Para completar, o Guardião no D&D 2024 ganha também Maestria de Armas, liberando habilidades especiais de duas armas específicas que o jogador escolher.

Por outro lado, o nível 1 perde a habilidade Explorador Natural, que foi alterada e lançada para o nível 2.

2º Nível

O que antes era Explorador Natural, agora é Explorador Hábil e também mudou muito. A habilidade de 2014 era repleta de benefícios para a exploração e viagens no terreno favorito escolhido pelo Guardião.

Em vez disso, com a habilidade nova o personagem ganha especialização (pode duplicar o bônus de proficiência) em uma perícia de sua escolha e aprende dois novos idiomas.

Já o Estilo de Luta de 2014 permanece, mas agora os estilos são um tipo de talento que o personagem pode selecionar. Além disso, o Guardião pode escolher o estilo Combatente Druídico, que dá acesso a truques de Druida.

3º Nível

O Guardião pode escolher sua subclasse no nível 3. Nos níveis 7, 11 e 15 ele obtém habilidades específicas de acordo com sua escolha. Ao fim deste texto, vamos falar mais sobre cada opção.

A habilidade Consciência Primitiva, que permitia que o Guardião identificasse se criaturas específicas estavam por perto, foi eliminada no novo livro.

4º Nível

Neste nível — e novamente nos níveis 8, 12 e 16 — o Guardião pode escolher um incremento nos valores de habilidade ou um talento. A novidade é que todo talento oferece o incremento de um ponto de habilidade, o que os torna ainda mais atrativos do que eram na 5e original.

5º Nível

O Ataque Extra, que o Guardião já tinha em 2014, segue valendo no D&D 2024.

6º Nível

Em vez de encolher mais terrenos e inimigos para as habilidades Explorador Natural e Inimigo Favorito, o Guardião ganha a habilidade inédita Errante, que aumenta o deslocamento e oferece velocidades de nado e escalada.

9º Nível

O Passo da Terra, de nível 8, foi eliminado. Mas, no nível 9, o Guardião ganha a habilidade Especialista, que permite escolher duas novas especializações entre as perícias.

10º Nível

A habilidade de Esconder-se à vista, que permitia que o Guardião se escondesse com facilidade, agora foi substituída por Incansável, que dá pontos de vida temporários e cura exaustão durante descansos curtos.

13º Nível

Aqui o Guardião tem acesso à nova habilidade Predador Implacável. Com ela, o jogador não precisa rolar teste de concentração para a magia Marca do Caçador sempre que sofrer dano.

14º Nível

A habilidade Desaparecer foi substituída por Véu da Natureza. Com ela, em vez de apenas se esconder, o Guardião pode ficar Invisível com uma ação bônus.

17º Nível

A habilidade Caçador Preciso é uma novidade. Ela dá vantagem em ataques contra inimigos marcados pela Marca do Caçador.

18º Nível

A habilidade Sentidos Selvagens foi melhorada. Agora o Guardião tem Visão às Cegas por 9 metros.

19º Nível

Todas as classes têm acesso à Dádiva Épica neste nível. Ela é, sobretudo, um talento especial e mais poderoso do que os outros.

20º Nível

A habilidade deste nível foi alvo de críticas. Enquanto outras classes recebem grandes poderes, o Guardião segue com a habilidade Matador de Inimigos. Ela está melhorada em comparação com 2014, mas apenas aumenta o dano extra da Marca do Caçador para 1d10, em vez de 1d6.

As subclasses do Guardião no D&D 2024

Todas as classes do D&D 2024 têm quatro opções de subclasse. Para o Guardião, repetem-se o Caçador e o Senhor das Feras do Livro do Jogador de 2014, com várias alterações.

O novo livro acrescenta ainda o Andarilho Feérico (Fey Wanderer), do Caldeirão de Tasha, e o Vigilante das Sombras (Gloom Stalker), do Guia de Xanathar.

Veja em detalhes:

  • Caçador

A subclasse de Caçador segue o mesmo conceito de 2014, com algumas alterações. Para começar, no nível 3, há uma novidade poderosa: a habilidade Conhecimento do Caçador, que faz com que o Guardião saiba as Imunidades, Resistências e Vulnerabilidades de criaturas marcadas com a Marca do Caçador.

Tanto na habilidade Presa do Caçador, do nível 3, quanto na Táticas Defensivas, do nível 7, o Guardião precisa escolher uma entre duas opções de benefícios de combate. Uma das opções favorece o enfrentamento contra um único inimigo, enquanto a outra é melhor para lutar contra grupos.

Em 2014, cada habilidade tinha três opções entre as quais o Guardião podia escolher, mas ele ficava preso à sua escolha durante todo o jogo. Agora ele pode trocá-la a cada descanso curto ou longo, o que favorece a flexibilidade do personagem.

No nível 11, a poderosa habilidade Multiataque foi substituída por Presa do Caçador Superior, que permite causar dano extra a uma criatura uma vez por turno.

No nível 15, a habilidade Defesa do Caçador Superior continua existindo, mas, em vez de escolher entre três opções, o Guardião recebe a possibilidade de usar sua reação para ganhar resistência contra um tipo específico de dano.

  • Senhor das Feras

Antes de tudo, a habilidade básica dessa subclasse – que se resume a ter um companheiro animal — mudou profundamente.

Com a nova habilidade Companheiro Primal, do nível 3, a criatura que acompanha o Guardião passou a ser uma fera mágica, em vez de um animal comum, conforme era na 5e original.

O guardião no D&D 2024, com sua besta fiel | Crédito: Reprodução/D&D Beyond

Essa fera mágica, contudo, pode ter a forma do animal que o Guardião quiser. Ela segue um entre três blocos de estatísticas padrão, que o personagem pode escolher a cada vez que a invocar. A fera, posteriormente, fica mais poderosa, acompanhando a evolução do Guardião.

As outras habilidades, Treinamento Excepcional, do nível 7, Fúria Bestial, do 11, e Compartilhar Magias, do 15, seguem semelhantes a 2014, mas com algumas mudanças sutis que as deixam mais poderosas.

  • Andarilho Feérico

O Andarilho Feérico é um Guardião conectado às magias de Faéria, o reino das fadas de D&D. Suas habilidades espelham características desse reino, como o Glamour Transcendental, que dá poderes carismáticos ao personagem, e as Magias do Andarilho Feérico, que concede uma lista de magias que o Guardião sempre terá preparadas. 

Ambas as habilidades são do nível 3, assim como o poder Golpes Terríveis, que dá dano extra em ataques uma vez por turno.

No nível 7, a habilidade Detalhe Sedutor deixa o Guardião mais resistente às condições de Amedrontado e Enfeitiçado, e permite que ele cause essas condições aos inimigos.

No nível 11, o Guardião tem acesso a Reforços Feéricos, podendo invocar uma criatura do reino das fadas. Já no 15, ele se torna um Andarilho Nebuloso, podendo usar a magia Passo Nebuloso várias vezes sem gastar espaço de magia.

  • Vigilante das Sombras

A última subclasse também tem uma lista de magias sempre preparadas — ainda que seja menor do que a do Andarilho Feérico. Além disso, no nível 3, ele tem acesso à habilidade Emboscador das Sombras, que dá bônus nas rolagens de iniciativa, dano extra uma vez por turno e um deslocamento maior durante o combate.

No mesmo nível, a habilidade Visão Umbrosa fortalece a visão no escuro do Guardião e permite que ele se esconda de criaturas que dependem desse mesmo tipo de visão.

Além disso, ele ganha Mente de Ferro no nível 7. É basicamente proficiência em testes de resistência de Sabedoria.

No 11, o Guardião pode usar a Torrente do Vigilante, que dá mais efeitos interessantes aos seus ataques uma vez por turno, com mais dano e a possibilidade de causar medo ou atingir mais adversários, por exemplo.

Por fim, no nível 15, o Guardião ganha Esquiva Sombria. Quando é alvo de um ataque, ele pode usar a reação para dar desvantagem para o inimigo, e ainda pode se teletransportar para longe.

Saiba mais sobre D&D 2024

O Guardião é apenas uma das 12 classes da nova fase de Dungeons & Dragons, conhecida como D&D 2024, ou edição 5.5, que conta com novos livros: Livro do Jogador, Guia do Mestre e Manual dos Monstros . Entenda mais sobre essa mudança:

Se tiver curtido este texto e quiser saber mais sobre o mais famoso jogo de RPG do mundo, confira nossa página: Só D&D.

E visite o blog do Movimento RPG. Temos informações sobre RPGs brasileiros, gameplays, dicas de aventuras e muito, muito mais.

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Ladino no D&D 2024: esperteza, agilidade e uma lâmina afiada

Uma adaga brilhando em um beco escuro, uma flecha lançada das sombras, o veneno que mata silenciosamente. Essas são algumas das armas do Ladino no D&D 2024, mas quem já leu as regras do novo Livro do Jogador sabe que as opções estão maiores do que nunca.

Com maestrias de armas, novas opções para o ataque furtivo e subclasses atualizadas, o Ladino tem um novo mundo de regras para aplicar sua astúcia nos três pilares de Dungeons & Dragons: combate, exploração e interação social.

Neste texto, vamos entrar em detalhes sobre o funcionamento do Ladino no D&D 2024. Se quiser saber mais sobre as outras classes, acesse: Guia das classes do D&D 2024: confira as novidades para personagens em Dungeons & Dragons.

Agora, confira as novidades da classe mais ardilosa de D&D:

O que mudou no Ladino no D&D 2024

As regras do Ladino não mudaram tanto quanto as de outras classes, mas algumas alterações são capazes de revolucionar o seu papel no combate.

As principais novidades foram a Maestria de Armas, presente já no nível 1, e o Ataque Ardiloso, do nível 5. Todo jogador de Ladino no D&D 2024 precisa estar bem familiarizado com essas opções para realmente aproveitar seu novo personagem.

Há ainda outras mudanças mais sutis, mas que terão impacto na partida. Então, continue sua leitura e veja as mudanças em cada nível:

1º Nível:

O Ataque Furtivo, que já é marca registrada do Ladino desde 2014, continua igual, começando com 1d6 de dano extra e aumentando a cada dois níveis. Ele terá um uso extra, mas essa novidade só aparece a partir do nível 5.

A habilidade Especialização também segue igual, dobrando a proficiência para duas perícias no nível 1, e mais duas no nível 6. A Gíria de Ladrão também continua, mas agora oferece proficiência em um idioma adicional, que o jogador pode escolher.

A grande novidade deste nível é a Maestria de Armas, que permite que o Ladino seja especializado em duas armas e libere habilidades especiais.

Ele pode, por exemplo, ter maestria com adagas ou cimitarras, que permitem que ele ataque com duas armas sem precisar gastar sua ação bônus — que pode ficar reservada para a Ação Ardilosa.

Outra maestria, como a da espada curta e do arco curto, ajuda a garantir vantagem no próximo ataque, o que favorece o uso do Ataque Furtivo.

Essas opções podem ser mudadas a cada descanso longo.

2º Nível

A clássica Ação Ardilosa, que permite esconder, disparar ou desengajar como uma ação bônus, continua igual.

3º Nível

O Ladino pode escolher uma subclasse no nível 3, e terá novas habilidades de acordo com sua escolha nos níveis 9, 13 e 17. Ao final deste texto, vamos falar mais sobre cada uma das opções.

Além disso, neste nível o Ladino também tem acesso à habilidade Mira Firme, que já havia sido apresentada no Caldeirão de Tasha. Com ela, ele pode sacrificar seu movimento para ter vantagem no ataque.

4º Nível

Neste nível — e novamente nos níveis 8, 10, 12 e 16 — o Ladino pode escolher um incremento nos valores de habilidade ou um talento. A novidade é que todo talento oferece o incremento de um ponto de habilidade, o que os torna ainda mais atrativos do que eram na versão lançada em 2014.

5º Nível

A habilidade Esquiva Sobrenatural continua permitindo que o Ladino use sua reação para reduzir um dano sofrido pela metade.

Mas há uma novidade neste nível: o Ataque Ardiloso. Com ele, o Ladino pode trocar alguns pontos de dano do Ataque Furtivo por efeitos diferentes, como envenenar o oponente, derrubá-lo, ou mover-se sem causar ataques de oportunidade.

7º Nível

A Evasão continua igual, protegendo o Ladino em testes de resistência de Destreza.

Além disso, a poderosíssima habilidade Talento Confiável, que só chegava no nível 11, agora é acessível no 7. Ela torna impossível rolar menos do que 10 em testes de perícia ou ferramentas.

11º Nível

No lugar do Talento Confiável, que foi para o nível 7, a Wizards of the Coast implementou o Ataque Ardiloso Melhorado, que permite que o Ladino use dois efeitos do Ataque Ardiloso de uma só vez.

14º Nível

O Ladino no D&D 2024 perdeu o Sentido Cego que costumava ganhar no nível 14. Em vez disso, ele ganhou Ataques Desonestos: três novas opções para seu Ataque Ardiloso.

Agora ele pode cegar o adversário, limitar suas ações ou até derrubá-lo inconsciente.

15º Nível

Além da proficiência em salvaguardas de Sabedoria, agora a habilidade Mente Escorregadia também concede proficiência nas de Carisma do mesmo modo.

18º Nível

A habilidade Elusivo segue igual: nenhum ataque tem vantagem contra você, assim como já acontecia no Livro do Jogador de 2014.

19º Nível

Aqui todas as classes têm acesso à Dádiva Épica: um talento especial e mais poderoso do que os outros. Ele também aumenta um ponto de habilidade.

20º Nível

Enfim, o Golpe de Sorte continua praticamente igual. A única diferença é que ele pode transformar em um acerto crítico qualquer teste que envolva a rolagem de um d20 em que o Ladino falhar. Ele pode ser usado apenas uma vez entre descansos curtos.

As subclasses do Ladino no D&D 2024

No D&D 2024, todas as classes têm quatro subclasses. No caso do Ladino, repetem-se o Ladrão, o Assassino e o Trapaceiro Arcano, conforme as opções que já estavam presentes no Livro do Jogador de 2014. Soma-se a eles o Soulknife, que foi apresentado originalmente no Caldeirão de Tasha.

Veja em detalhes:

  • Trapaceiro Arcano

Esta subclasse continua sendo a escolha para Ladinos que querem explorar o mundo da magia. Ela já estava presente em 2014 e mudou pouco. Antes de mais nada, ela concede usos de Mãos Mágicas e de Conjuração já no nível 3.

Além disso, agora, a cada nível que o Ladino ganha, ele pode trocar um de seus truques, o que dá mais flexibilidade para a subclasse.

A habilidade Emboscada Mágica, do nível 9, segue igual, apenas com uma mudança semântica (agora ela exige que o Ladino esteja “invisível” para funcionar, mas o próprio livro indica que, para ficar invisível, ele só precisa estar escondido).

O traço Trapaceiro Versátil, do nível 13, agora permite derrubar inimigos em vez de apenas distraí-los. O Ladrão de Magia, do nível 17, continua deixando o Ladino roubar feitiços, assim como em 2014.

  • Assassino

A habilidade Assassinar costumava ser confusa em muitas mesas. Então o novo Assassino mudou um pouco seu funcionamento. Ela não demanda mais que o adversário esteja surpreso e oferece um dano extra igual ao nível do Ladino, em vez de ser um acerto crítico.

O novo Livro do Jogador também simplificou a Especialização em Infiltração, do nível 9,  eliminando todos os elementos de criação de nova identidade que existiam em 2014.

Agora, essa habilidade ganha benefícios semelhantes ao traço Impostor, que antes estava disponível no nível 13 (imitar fala e escrita de um alvo). Além disso, ela dá mais mobilidade ao Ladino, permitindo que ele se mova depois de usar a habilidade Mira Firme.

Ladino no D&D 2024 | Reprodução D&D Beyond

No nível 13, o novo Assassino pode usar Envenenar Armas para causar dano extra. Já no 17, ele mantém a habilidade Golpe Letal, mas sem a exigência de que o alvo esteja surpreso. Agora só precisa ser o primeiro turno e o ataque deve ser furtivo.

  • Ladrão

O novo Ladrão mantém as mesmas habilidades no nível 3, mas com algumas alterações. Agora as Mãos Rápidas permitem também usar itens mágicos como ação bônus, além dos testes já permitidos em 2014.

A velocidade de escalada e a distância de salto da habilidade Andarilho dos Telhados, por outro lado, ficaram mais simples.

No nível 9, em vez de vantagem em testes de furtividade, o Ladino agora tem a Furtividade Suprema, com um novo tipo de Ataque Ardiloso. Ele pode sacrificar um dado de dano de seu Ataque Furtivo para continuar escondido depois que realizar o golpe.

O novo livro também mudou o Usar Instrumento Mágico do nível 13. Em vez de ignorar requisitos, o Ladino pode sincronizar quatro itens mágicos, é capaz de usá-los sem gastar cargas (se rolar 6 em 1d6) e pode usar pergaminhos de magia.

Por último, a habilidade Reflexos de Ladrão do nível 17, que permite realizar dois turnos na primeira rodada de combate, continua valendo.

  • Soulknife

O Soulknife foi apresentado no Caldeirão da Tasha e segue com poucas alterações. É uma classe focada no uso de poderes psiônicos e na invocação de lâminas psíquicas.

O Ladino dessa especialização tem um poço de poderes psiônicos que pode aplicar para ações como se comunicar a distância e recuperar-se de falhas em testes de perícia, assim como para teletransportar-se pelo campo de batalha, etc.

Enfim, as habilidades Poder Psiônico, Lâminas Psíquicas, Lâminas da Alma, Véu Psíquico e Rasgar a Mente tiveram pouquíssimas mudanças em comparação ao livro do Caldeirão de Tasha.

Saiba mais sobre D&D 2024

Dungeons & Dragons chegou em uma nova fase, conhecida como D&D 2024, ou edição 5.5.

Os livros estão sendo lançados em partes, começando pelo Livro do Jogador, seguido pelo Guia do Mestre e o Manual dos Monstros (que ainda está só para pré-venda). Entenda mais sobre essa mudança:

Em seguida, se tiver curtido este texto e quiser saber mais sobre o mais famoso jogo de RPG do mundo, confira nossa página: Só D&D.

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