Armaduras e RPG – Aprendiz de Mestre

Armaduras e RPG – Aprendiz de Mestre. Ao longo da História, lendas envolvem espadas e lanças, mas escudos e armaduras, talvez por serem defensivos, são subestimados tanto na cultura ocidental quanto oriental. 

Apesar disso, na cultura pop, temos muitos exemplos de armaduras mágicas e lendárias. Algumas até vivas.

Mesmo heróis em busca de redenção ou metidos em política, precisam se defender em algum momento, ou defender alguém.

Armaduras e RPG — podem ser…

Famosas na cultura pop, como no anime Cavaleiros do Zodíaco, e ainda dividirem os famosos cavaleiros em níveis: bronze, prata e ouro.

Já com super-heróis, é interessante. Olha só:

  1. Venom (talvez um anti-herói) – o simbionte alienígena é uma armadura biológica, viva, com personalidade própria e ainda com poderes semelhantes aos do Homem-Aranha.
  2. Homem-de-Ferro – tirada sua armadura ultra tecnológica, ele pode ser um playboy, gênio, filantrôpo, bilionário. Mas vira purê de batata se entrar em combate.
  3. Carnificina ou Carnage – a versão realmente má de Venom.
  4. Uniforme do Batman – que é em grande parte a prova de balas. Mais o cinto de utilidades e outras bat parafernálias
  5. O Besouro Azul – um super-herói que também tem um uniforme que lhe dá poderes e em algumas versões é uma inteligência artificial, em outras é uma outra personalidade.

Todavia, Armaduras como centro de uma aventura?

Vejamos 5 exemplos:

1. A Busca pela Armadura Lendária: Os jogadores são encarregados de encontrar uma armadura lendária que foi perdida há séculos. A armadura é dita ter poderes incríveis e é capaz de proteger seu portador de qualquer dano. No entanto, a armadura está escondida em um local de difícil acesso e é guardada por criaturas poderosas e armadilhas mortais.

2. A Maldição da Armadura: Os jogadores descobrem que uma armadura antiga que foi encontrada em uma escavação arqueológica está amaldiçoada. À medida que eles exploram a história da armadura, eles descobrem que ela foi usada por um guerreiro poderoso que fez um pacto com uma entidade maligna. Agora, a armadura está possuída por um espírito maligno que está procurando por vítimas para saciar sua sede de sangue.

3. A Forja da Armadura Divina: Os jogadores são encarregados de criar uma armadura com poderes divinos para combater um deus ou uma deusa. Para fazer isso, eles precisam coletar materiais raros e poderosos, e realizar rituais complexos. No entanto, eles logo descobrem que não são os únicos que estão procurando criar essa armadura, e que uma organização secreta está disposta a fazer qualquer coisa para obter o poder da armadura para si.

4. A Armadura do Herói: Os jogadores são os únicos que podem usar uma armadura antiga que foi passada de geração em geração em sua família. No entanto, a armadura foi roubada por um grupo de ladrões e agora os jogadores precisam recuperá-la. À medida que eles seguem os ladrões, eles descobrem que a armadura tem um papel importante em uma profecia antiga e que seu destino está ligado ao destino do mundo.

5. A Armadura da Destruição: Os jogadores descobrem que uma armadura antiga e poderosa foi criada com o propósito de destruir um mal antigo que ameaça o mundo. No entanto, a armadura foi perdida e agora está em posse de um vilão que planeja usá-la para destruir o mundo. Os jogadores precisam encontrar a armadura e impedir que o vilão a use para causar destruição em massa.

Porém, e uma leva de exemplos de Armaduras e RPGs?

Desde “Dungeons and Dragons“, que as armaduras são dividas em 3 categorias básicas: leves, médias e pesadas, (para RPG).

Seriam de couro, cota de malha e placas de metal, respectivamente.

Para um cenário mais atual e urbano, temos

  • Jaqueta de Couro: Oferece proteção básica, geralmente com reforços em áreas-chave.
  • Colete à Prova de Balas: Essencial em cenários com tiroteios, oferece proteção contra projéteis.
  • Armaduras Cibernéticas – Implantes: Pequenas placas metálicas ou tecidos reforçados, implantados no corpo, melhorando a resistência.
  • Exoesqueletos: Estruturas externas que amplificam a força e a proteção, muitas vezes com capacidades tecnológicas avançadas.

E outras… Em RPGs como o D&D, Bárbaros da Lemúria, Tormenta, Symbaroum, 7 mar, Heróis e Hordas, The Heroe’s Journey. Além de toda uma leva de RPGs em ambientações modernas e/ou pós apocalípticas e cyber-punk. In to the Madness, Herança de Cthulhu, Cyberpunk 2077…

Mas quais as partes de uma armadura?

Depende do tipo, mas…

Partes principais da armadura medieval:
  • Elmo (Capacete):

    Protege a cabeça do cavaleiro, podendo ser fechado ou com abertura para os olhos e rosto. 

  • Couraça:

    Protege o tronco, sendo composta pelo peitoral (na frente) e espaldar (nas costas). 

  • Braçais:

    Protegem os braços, desde o ombro até o punho, com placas articuladas para permitir movimento. 

  • Manoplas:

    Luvas de metal que protegem as mãos, com dedos articulados ou não. 

  • Grevas:

    Protegem as pernas, desde o joelho até o tornozelo, com placas sobrepostas para permitir flexão. 

  • Escarpes:

    Sapatos de metal que protegem os pés, muitas vezes com placas adicionais para os tornozelos. 

  • Ombreiras (Espaldares):

    Placas que protegem os ombros e podem ser conectadas aos braçais ou couraça. 

  • Gorgete/Gola:

    Protege o pescoço, podendo ser uma peça separada ou parte da couraça. 

  • Cota de Malha:

    Uma malha de metal usada por baixo da armadura de placas para proteção adicional e para preencher espaços entre as placas. 

  • Saias:
    Peças de metal que protegem a parte inferior do tronco e a virilha, muitas vezes usadas sobre a cota de malha. 

Mas então, que Armadura você prefere?

Num ambiente medieval, temos as categorias clássicas, com restrições de acordo com classe de personagens e/ou peso da armadura. Num ambiente de Anime, ou com super-heróis, as armaduras podem ser justamente o que tornam o personagem jogador especial. Ser a fonte de seus poderes.

Se preferir, também falamos em outro post sobre escudos. E só clicar em Escudos e RPG.

Se preferir nos ouvir falando sobre este e outros temas, olha o podcast do dicas de RPG.

Até breve, e que sua armadura esteja sempre tão pronta quanto a sua espada, guerreiro ou guerreira.


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Confronto Final nos Ermos – Quimera de Aventuras

E aí pessoal, tranquilos? Em mais uma Quimera de Aventuras sobre as expansões de Hearthstone (jogo de cartas da Blizzard no universo de Warcraft), abordaremos a expansão Confronto Final nos Ermos. Onde a empresa de mineração Bloodrock conseguiu encontrar Azerita e junta a um xerife corrupto estão acabando com os Ermos para minerar tudo que conseguirem.

A expansão trás as mecânicas de escavar e compra rápida. Este tem algum efeito bônus quando for jogado no mesmo turno que aparecer na mão do jogador e escavar entrega tesouros cada vez maiores. 

Quimera de Aventuras

Escavações lendárias

As escavações foram tão profundas que criaturas milenares e lendárias foram libertas. Algumas só querem viver suas vidas, porém outras desejam dominar a todos ou destruir tudo que virem pela frente. A criatura desta semente é um colossal dragão vermelho que adormeceu no alvorecer do mundo e agora ressurge sedento pelos tesouros dos povos civilizados (além daqueles que foram tirados de seu covil).

Nesta ideia, há a simples necessidade de contenção e eliminação da ameaça. Embora jogadores mais criativos poderão buscar caminhos alternativos para lidar com o problema.

Aos ambiciosos à morte

Numa dentre tantas corridas por ouro ou metais preciosos, um boato leva muitas pessoas a escavarem onde havia um antigo cemitério. Desta forma, ao invés de fortuna, o que os mineradores encontraram foi a morte por meio de uma vila de mortos-vivos que estavam fechados numa caverna por algumas gerações.

Agora o grupo, seja por interesse próprio (um dos mineradores era parente de alguém), seja por pagamento do governante responsável pela região da mina, deverão investigar o ocorrido e buscar a melhor forma de resolver o problema. Entretanto, possivelmente só destruir os mortos-vivos não será o suficiente quando o líder dessa vila é um casal de zumbis de nível lendário (ou equivalente).

Elementais aos borbulhões

Numa escavação houve o rompimento de uma barreira mística e centenas de elementais tomaram conta das minas da cidade. Em pouco tempo os elementais avançaram sobre a cidade próxima, e nessa situação os jogadores precisarão ajudar os civis a escaparem com vida.

No futuro, talvez, o grupo precisará voltar à cidade para recuperá-la, se conseguirem encarar elementais do tamanho de montanhas…

Bandidos nos ermos

Após a descoberta de uma grande mina de ouro, um poderoso e conhecido grupo de bandidos deixa claro que ruma à cidade para tomá-la para si. Entretanto, no meio do caminho está o grupo.

Explosivos e barris

O grupo serve de segurança para um empresário dono de diversas minas. Numa das conversas o empresário pede para que o grupo investigue o sumiço contínuo de barris com explosivos usados na mineração.

Isso os levará por rotas complicadas, onde o xerife corrupto e empregados comprados serão seus piores inimigos.

Poço dos desejos

Numa ruína distante vários dias da vila mais próxima dizem existir um poço dos desejos. Tal poço não concede desejos, mas evoca criaturas diversas; que poderão ajudar ou enfrentar o “invocador”. 

Ao chegarem no local, o grupo percebe as ruínas da cidade claramente destruídas por algum tipo de monstro. Agora a questão é se o grupo conseguirá enfrentar uma criatura tão poderosa que acabou com uma vila inteira que era preparada para lidar com invocações (minha sugestão é que a criatura seja muito mais poderosa que o grupo e eles tenham mais que fugir do que realmente enfrentá-la).


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Elementos da Magia – Gênese Zero #50

No artigo anterior, quando exploramos Mitos Estranhos, discutimos como histórias fantásticas moldam a percepção coletiva de mundos cheios de mistérios. Agora, como uma progressão natural, é importante observar que essas narrativas frequentemente se conectam diretamente à magia e às suas manifestações. Afinal, a magia não é apenas uma força invisível, mas também um tecido vivo, moldado por elementos, fontes e consumíveis que afetam personagens, cenários e até sociedades inteiras.

Neste texto, vamos mergulhar no tema Elementos da Magia, compreendendo como diferentes aspectos podem influenciar histórias e campanhas. Para isso, abordaremos dez perspectivas que relacionam tipos de elementos mágicos, fontes de poder e consumíveis, sempre trazendo exemplos criativos para enriquecer suas mesas de RPG.

1. A diversidade dos elementos clássicos

Quando pensamos em magia, os elementos clássicos, fogo, água, ar e terra, surgem imediatamente. Eles funcionam como arquétipos e oferecem uma base sólida para qualquer sistema mágico. Em campanhas, pode-se imaginar magos do fogo que controlam a destruição, enquanto sacerdotes da água curam ou purificam. Além disso, a simples interação entre esses elementos já gera drama: um mago de fogo atravessando uma cidade costeira, por exemplo, cria tensão não só entre pessoas, mas também na paisagem simbólica do jogo.

2. Elementos incomuns e distorcidos

Embora os elementos clássicos sejam essenciais, elementos incomuns elevam a experiência narrativa. Imagine o “elemento da sombra”, capaz de consumir a luz, ou o “elemento do som”, que manipula vibrações invisíveis. Em uma campanha, personagens podem enfrentar inimigos que manipulam a gravidade ou até a memória. Assim, o mestre introduz uma camada extra de desafio, incentivando os jogadores a repensar estratégias além do esperado.

3. A fonte arcana como força vital

Toda magia precisa de uma origem. Em alguns mundos, essa fonte pode ser uma entidade divina, enquanto em outros é a própria energia latente do universo. Por exemplo, um mago pode puxar energia de linhas ley que cruzam a terra, mas cada feitiço lançado enfraquece o equilíbrio natural. Consequentemente, a magia não é gratuita: seu uso deixa cicatrizes visíveis no mundo, seja no ambiente ou na alma do conjurador.

4. O papel da fé como canal mágico

Nem toda magia é racional. Em muitas sociedades, a fé é o motor do impossível. Sacerdotes podem invocar milagres por devoção, mas a fonte desse poder não é clara: seria intervenção divina ou a força coletiva das crenças humanas? Em uma campanha, esse questionamento cria dilemas morais, se o poder vem da fé, o que acontece quando ela se esvai? Um clérigo que perde a crença pode ver sua magia simplesmente desaparecer, deixando-o vulnerável.

5. Consumíveis como limitadores de poder

Magia ilimitada frequentemente quebra o equilíbrio narrativo. Por isso, os consumíveis mágicos entram como mecanismos de controle. Cristais arcanos, poções ou pergaminhos são usados para sustentar feitiços poderosos. Imagine um guerreiro que precisa beber o sangue de uma fera mítica para ativar sua espada encantada. Nesse caso, a busca pelo consumível torna-se parte da aventura, transformando o recurso em motor narrativo.

6. O custo invisível da magia

Além dos consumíveis físicos, há consumíveis abstratos: a energia vital, a sanidade ou até memórias. Um mago pode lançar uma magia devastadora, mas esquecer para sempre o rosto de alguém amado. Esse tipo de custo adiciona camadas emocionais à narrativa, já que cada conjuração deixa marcas irreversíveis. Para o mestre, trata-se de uma ferramenta poderosa que reforça o peso das escolhas dos personagens.

7. Magia como pacto e dependência

Em certos mundos, a fonte mágica não é neutra, mas uma entidade consciente. Bruxos que firmam pactos com demônios ou espíritos acabam presos a contratos. O elemento aqui não é apenas fogo ou trevas, mas a própria relação de dependência. Por exemplo, um personagem pode invocar chamas infernais, mas sempre ao custo de realizar pequenos favores sombrios ao seu patrono. O dilema entre poder imediato e liberdade futura torna-se central para o drama.

8. A relação entre magia e tecnologia

Em alguns cenários, magia e tecnologia não se excluem, mas se fundem. Cristais arcanos alimentam máquinas, e pergaminhos encantados funcionam como manuais de operação. Em um navio voador, por exemplo, o motor pode ser movido por uma pedra elemental aprisionada. Esse tipo de junção permite histórias criativas onde heróis precisam equilibrar magia e engenhosidade, explorando tanto o maravilhoso quanto o lógico.

9. Magia instável e imprevisível

Nem toda magia é controlável. Fontes instáveis criam riscos imprevisíveis. Um feitiço de cura pode transformar feridas em escamas de dragão, ou um raio de destruição pode abrir portais indesejados. Essa instabilidade reforça o caráter perigoso da magia, lembrando aos jogadores que manipular forças além da compreensão nunca é isento de consequências. Em mesas de RPG, esses efeitos caóticos podem virar momentos memoráveis.

10. A magia como espelho cultural

Por fim, os elementos, fontes e consumíveis não existem isolados: eles refletem a cultura que os molda. Em uma civilização marítima, o elemento água pode ser o mais venerado, enquanto em terras desérticas o fogo assume papel central. Além disso, as fontes e consumíveis também se tornam símbolos. Um reino que venera pedras encantadas, por exemplo, pode transformar essas gemas em moeda, ligando a economia à própria magia. Dessa forma, a sociedade inteira é moldada pelo modo como percebe e utiliza o arcano.

Conclusão

Ao percebermos como elementos, fontes e consumíveis interagem, entendemos que a magia não é apenas uma ferramenta utilitária, mas uma linguagem cultural e narrativa. Em mundos de RPG, esses aspectos definem não só o que os personagens podem fazer, mas também como se relacionam com o próprio universo. Além disso, criam dilemas morais, limites de poder e símbolos sociais que enriquecem a história.

Assim, ao construir campanhas, mestres e jogadores podem explorar essas camadas para transformar a magia em algo muito mais profundo: não apenas uma lista de feitiços, mas um reflexo vivo de mitos, crenças e escolhas. A magia, afinal, é tão poderosa quanto o significado que damos a ela.

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Kaoru Hana wa Rin to Saku – Quimera de Aventuras

Neste Quimera de Aventuras, vamos falar sobre o anime Kaoru Hana wa Rin to Saku (The Fragrant Flower Blooms with Dignity ou A Flor Perfumada Floresce com Dignidade). Um anime de romcom (comédia romântica) baseado no mangá de mesmo nome, que começou a ser lançado em Outubro de 2021 no site Magazine Pocket e teve seu lançamento como anime pelo estúdio CloverWorks em Julho de 2025.

Sobre o Anime

A escola pública Chidori e a escola particular de garotas Kikyo são vizinhas e tem reputações completamente diferentes. Os alunos da Chidori são rapazes delinquentes de baixa categoria, e a prestigiada Kikyo tem as mais honradas e nobres garotas, e sua rivalidade prossegue há muito tempo.

O estudante da Chidori, Rintaro Tsumugi, costuma atender Kaoruko Waguri na confeitaria da sua família. E ele descobre que Kaoruko percebe sua gentileza ao salvá-la de um ato de assédio por delinquentes. Rintaro também se choca ao descobrir que Kaoruko é aluna da Kikyo. Juntos, eles aprendem sobre um ao outro conforme sua amizade cresce.

Nossa Visão sobre o Anime (contém spoilers!)

A Flor Perfumada Floresce com Dignidade é um clássico Romeu e Julieta. Dois pombinhos apaixonados que são afastados pela rivalidade entre duas facções. Porém, o anime foca menos na rivalidade entre as escolas e mais em como dois mundos diferentes podem conviver, e como pessoas diferentes aprendem um com o outro a crescer e a evoluir.

Não li o mangá (e nem quero para manter o suspense), mas o anime atualmente está no 11º episodio, mas dá para notar que o anime está muito mais interessado em mostrar pessoas que anteriormente se odiavam aprendendo a conviver uns com os outros, tudo por uma amizade que conecta tudo.

Como toda romcom, Rintaro e Hana provavelmente vão demorar (se acontecer, em algum momento) para se declararem um para o outro, mas o sentimento dos dois um pelo outro é claro. Rintaro, nunca visto como alguém “normal” pelos colegas, aprende a enxergar sua própria doçura pelos olhos de Kaoruko, assim como nota como seus amigos (e as amigas de Kaoruko) também se preocupam com ele.

Kaoruko: Menos uma personagem, mais um ideal

Talvez o meu maior problema, até o momento, é como a própria Kaoruko fica nesse pedestal de “mulher ideal”. Ela é doce, meiga, amável, prestativa, inteligente, sempre está sorridente e é quase adorada por alguns pessoas como algo além da vida. Apenas de vermos ela insegura com algumas coisas, ela se torna, às vezes, mais um ideal do que uma personagem (apesar de ser um belo ideal).

Se ela tem algum defeito, desconheço.

Rintaro, o qual nós acompanhamos a visão em muitos episódios, é muito mais falho. Se machucando de propósito muitas vezes, entendendo o ciúmes e egoísmo que sente quanto a Kaoruko e lidando com isso. Mas mesmo seus amigos e Subaru, amiga de Kaoruko, tem mais arcos entendendo seus sentimentos do que a protagonista feminina, e eu gostaria que tivesse essa exploração da personalidade dela, para tornar ela menos como um ideal e mais como uma personagem, como falei acima.

Ainda assim, minhas expectativas são altas para o resto do anime, para que os relacionamentos se intensifiquem, além do núcleo principal (ou pelo menos apenas do Rintaro).

Quimera de Aventuras

Nessa seção, vamos dar ideias para mesas usando o filme como referência!

Cenários e Sistemas

Qualquer cenário cabe uma boa e velha história de romance, e o sistema meio que importa menos.

Ganchos de Aventura

Todos os ganchos de aventura baseados no anime se focam em uma coisa: os personagens tendo que lidar com um NPC (ou até mesmo um dos PJ) que é ligado a uma organização e/ou facção rival ou desafeto dos jogadores. Isso pode causar conflitos imediatos, mas todos estão dispostos a conhecer o outro lado e resolver aquela desavença.

Com isso, você pode fazer missões para conhecer a outra pessoa, ou cenas de dialogo interessantes. Pense em um grupo que todos os jogadores tem a predição de desgostar (mas não odiar) e trabalhe o relacionamento deles com esse NPC, e então expanda.


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Texto: Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Quando Ninguém tem Objetivo – Aprendiz de Mestre

No último texto da coluna, falamos sobre o impacto narrativo de “Quando o Vilão Vira Aliado”, explorando como essa reviravolta pode enriquecer campanhas e abrir novos caminhos para os jogadores. No entanto, há situações em que o problema não está em um personagem específico, mas no grupo como um todo. Mestres muitas vezes se deparam com mesas em que os jogadores não possuem objetivo claro, e isso pode afetar diretamente o ritmo e a fluidez da campanha. Portanto, é essencial discutir estratégias criativas para lidar com grupos sem foco ou direção, ajudando-os a encontrar propósitos pessoais e coletivos, sem perder a imersão na narrativa.

Estabelecer um Chamado à Aventura Coletivo

Um recurso clássico é apresentar uma ameaça ou oportunidade que atinja todos os personagens igualmente. Por exemplo, uma cidade cercada por bandidos pode obrigar até o aventureiro mais distraído a agir. Esse tipo de objetivo comum cria unidade e estabelece um ponto de partida sólido, mesmo quando ninguém tem metas pessoais definidas.

Criar Conexões Pessoais com o Mundo

Personagens sem objetivos podem ser engajados por vínculos afetivos. Uma simples carta de um parente, pedindo ajuda, pode dar início a uma nova jornada. Da mesma forma, um amigo de infância envolvido em conspirações pode se tornar a faísca necessária para motivar o jogador a agir. Essa técnica mostra como as relações interpessoais podem guiar destinos dentro da trama.

Apresentar Consequências Visíveis da Inação

Quando os jogadores ficam indecisos, o mestre pode mostrar o que acontece se eles não se moverem. Talvez a aldeia próxima seja atacada, ou os inimigos fortaleçam suas defesas. Ao perceberem que a história não fica parada esperando por eles, os personagens sentem a urgência de agir. Assim, o jogo mantém o ritmo e evita longas pausas narrativas.

Recompensas Significativas e Personalizadas

Outro caminho é oferecer recompensas que dialoguem com o perfil de cada personagem. Um guerreiro pode receber a promessa de uma espada lendária, enquanto um mago pode ser atraído pelo acesso a uma biblioteca proibida. Esse direcionamento ajuda os jogadores a encontrar propósitos que se alinham ao estilo de seus heróis.

Utilizar Mistérios como Pontos de Engate

O desconhecido sempre desperta curiosidade. O mestre pode introduzir enigmas intrigantes, como uma torre que aparece apenas sob a luz da lua ou um artefato que reage à presença dos personagens. Esse tipo de estímulo atrai naturalmente a atenção e conduz os jogadores a um caminho narrativo mais definido.

Incentivar Objetivos de Grupo

Ainda que cada personagem tenha seus interesses, o mestre pode propor metas coletivas. Por exemplo, conseguir recursos para manter uma fortaleza ou conquistar a confiança de um reino vizinho. Esses objetivos partilhados reforçam a coesão do grupo e evitam que a narrativa se fragmente em muitas direções.

Dar Voz às Histórias Pessoais

Mesmo quando os jogadores não criam objetivos por conta própria, o mestre pode ajudá-los a desenvolver metas pessoais. Um personagem sem rumo pode receber um rival inesperado, uma dívida antiga ou até um segredo sombrio de seu passado. Esse detalhe narrativo desperta motivações individuais que se entrelaçam com o enredo principal.

Usar NPCs como Catalisadores

Os personagens não jogáveis podem desempenhar papel fundamental. Um líder carismático pode convocar os heróis para uma missão importante, enquanto um vilão astuto pode manipular o grupo a seguir um caminho conveniente. Quando bem trabalhados, os NPCs atuam como guias sutis que ajudam a manter a história em movimento.

Trabalhar com Marcos de Curto Prazo

Objetivos longos podem parecer distantes demais, especialmente para jogadores indecisos. Nesse caso, o mestre pode criar metas rápidas e alcançáveis: escoltar um mercador até a próxima vila, resgatar um refém ou coletar informações em uma taverna. Essas pequenas vitórias dão sensação de progresso imediato e ajudam a recuperar o ritmo da mesa.

Conversar Fora da Mesa

Por fim, é válido lembrar que nem sempre o problema é narrativo; às vezes, é comunicacional. Uma conversa franca fora da sessão pode esclarecer o que os jogadores esperam do jogo. Ao alinhar expectativas, o mestre entende se o grupo busca uma campanha épica, uma aventura descontraída ou apenas momentos de socialização. Essa troca evita frustrações e fortalece o propósito coletivo.

Conclusão

Quando nenhum personagem tem objetivo, a campanha pode perder intensidade, mas isso não significa que o jogo esteja condenado. Ao adotar estratégias criativas, desde o uso de recompensas personalizadas até o incentivo a metas coletivas, o mestre transforma a indecisão em oportunidades narrativas. Além disso, o diálogo direto com os jogadores garante clareza e engajamento. No fim, lidar com grupos sem foco é uma arte que exige paciência, flexibilidade e imaginação. Afinal, até a ausência de direção pode se tornar o ponto de partida para aventuras inesquecíveis.

PARA MAIS CONTEUDO DO MESTRE BROTHER BLUE

Titãs – Quimera de Aventuras

E aí pessoal, tranquilos? Em mais uma Quimera de Aventuras sobre as expansões de Hearthstone (jogo de cartas da Blizzard no universo de Warcraft), abordaremos a expansão Titãs. O nome é curto e auto explicativo, abordando os mantenedores de Azeroth, mundo de Warcraft.

O jogo traz um titã para cada classe (e para isso foi criado alguns titãs somente para o jogo) e seus guardiões. Vamos às ideias de aventuras:

Quimera de Aventuras

Peste de Prócer e Helya

Lendas diziam que um casal antigo que servia aos titãs criadores do mundo, mas se corrompeu e foam vencidos por antigos herois foram selados numa caverna embaixo de uma montanha gelada.

Entretanto alguns aventureiros se aventuraram pela região e abriram o túmulo deles. E junto com os tesouros e moedas trouxeram a Peste das Runas, o qual se manifesta a todos que tiverem contato com qualquer item que estivesse no antigo túmulo, inclusive as moedas. 

Agoravários aventureiros, igrejas e o reino local estão em busca de todos os itens para conter a peste, que mata as poucos e parece estar descongelando a montanha onde estava o túmulo. O que será se a montanha descongelar?

A Natureza se levanta

Druidas são convocados ou até mesmo sentem um chamado vindo das profundezas de uma grande floresta. O chamado parte de grandes, antigas e poderosas entidades da natureza, todas desejam saber dos druidas e outros defensores da natureza (como patrulheiros, caçadores, xamãs e afins) como a civilização vem se portanto em relação à natureza.

Os relatórios definiram se tais entidades decidirão ou não por uma guerra santa contra o urbanismo. O grupo estará no meio disso tudo (presume-se que haja algum personagem focada na natureza) e poderá escolher um lado e buscar meios de destruir ou salvar as grandes cidades do mundo,

Mecanização suprema

De outro lado, talvez o grupo esteja nas cidades ajudando, artífices, magos e clérigos “civilizados” a se prepararem para um confronto contra a natureza. Talvez o mesmo grupo possa estar em lados opostos da grande batalha entre Natureza e Civilização.

Deste lado, reis, magos poderosos e igrejas formais buscam conhecimentos e enviam espiões às florestas para saber do que realmente se trata o Grande Chamado Druídico. Entretanto, a política impera e muitas opiniões são levantadas, desde fazer um combate preventivo, mandar uma delegação ou apenas esperar.

Enquanto isso, preparativos são feitos e um grande artífice fabrica um grande exército de autômatos. E pagará muito bem por peças, suprimentos e mesmo elementais ou outros meios mágicos para se criarem golens e outras criaturas.

Forjadores do Desespero

Alguns demônios forjadores se escondem num vulcão para libertar um deus antigo e espalhar a loucura e transformar o vulcão num portal perene para o inferno (ou alguma plano inferior).

Para introduzir o grupo nesta aventura eles podem estar realizando algum trabalho perto do vulcão e se depararem com alguns diabretes massacrando animais da região. Logo depois se encontram com demônios ou diabos mais poderosos e alguns deles, ao serem vencidos, proclamam que logo voltarão quando o portal for aberto.

Logo, se o grupo investigar pelas redondezas descobrirá que o número de avistamentos e enfrentamos com ínferos aumentam drasticamente nas últimas semanas. E tudo aponta que eles vem do vulcão. E lá o grupo enfrentará grandes forjadores, bruxos e profanadores que estão sacrificando todos animais e pessoas que podem para abrir um portal em meio ao magma do vulcão.


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Mitos Estranhos – Gênese Zero #49

Após explorarmos o “Progresso Proibido” e compreendermos como sociedades podem estagnar tecnologicamente por razões culturais, religiosas ou traumáticas, nossa jornada pelo worldbuilding naturalmente nos conduz a um território ainda mais fascinante: o dos mitos culturais estranhos e nada ortodoxos. Assim como o medo do passado pode congelar o progresso, as crenças em mitos estranhos e inusitados moldam profundamente o tecido social de uma civilização.

Elas criam tradições que desafiam a lógica convencional e estabelecem comportamentos que, embora pareçam absurdos para observadores externos, fazem sentido perfeito dentro do contexto cultural específico.

Este artigo mergulha no universo dos mitos culturais mais estranhos que você pode incorporar ao seu mundo de RPG e literatura fantástica. Ele explora como essas crenças incomuns podem adicionar camadas de autenticidade e originalidade ao seu cenário. A criação de mitos verdadeiramente únicos é fundamental para distinguir seu mundo dos clichês tradicionais da fantasia. Portanto, vamos descobrir como desenvolver tradições culturais que surpreendam seus jogadores e leitores, mantendo a coerência interna necessária para que essas estranhezas pareçam naturais e orgânicas dentro do contexto do seu mundo.

1. O Culto da Memória Compartilhada

Nesta cultura, memórias individuais são propriedade de todos. Guardar segredos ou experiências pessoais é egoísmo. Rituais semanais de “partilha mental” transmitem lembranças por magia ou tecnologia, eliminando a privacidade, mas também a solidão: as alegrias se multiplicam e as tristezas se dividem.

​A individualidade é quase anulada. O “roubo de memória” e a “falsificação de experiências” são os crimes mais graves. Líderes não são eleitos por suas habilidades, mas pela qualidade e diversidade de suas lembranças. Assim, viver intensamente é um bem público.

2. A Religião do Tempo Reverso

Esta civilização acredita que o tempo flui de trás para frente, e apenas rituais complexos o movem adiante. Nascimentos são lamentados como “chegadas tardias”, e mortes celebram o “retorno ao início”.

​As pessoas conduzem suas vidas tentando desfazer erros futuros com ações no presente. As profecias se invertem: oráculos lembram o futuro e esquecem o passado. Para punir criminosos, eles os mandam para frente no tempo, uma tortura extrema.

​Eles interpretam o envelhecimento como purificação, eliminando gradualmente os “excessos temporais”.

3. O Mito da Dor Sagrada

Uma cultura acredita que a dor física é a forma verdadeira de diálogo com o divino. Não é vista como masoquismo, mas como filosofia complexa: cada dor carrega uma mensagem espiritual distinta. Uma dor de cabeça é interpretada como desaprovação, enquanto uma queimadura pode ser entendida como bênção.

Médicos são também sacerdotes, pois curar sem antes “ler” a dor é considerado sacrilégio. Anestésicos são proibidos, já que “silenciam a voz dos deuses”. Assim, cirurgias tornam-se rituais sagrados, com pacientes mantidos conscientes para traduzir mensagens.

Mesmo assim, a sociedade não é tida como cruel. Técnicas avançadas de meditação e controle mental foram criadas para suportar e compreender o sofrimento.

4. A Tradição dos Nomes Temporários

Nesta sociedade, nomes permanentes não são usados. Eles mudam conforme fases da lua, estações do ano, humores ou eventos marcantes. Assim, uma pessoa pode ser “Chuva-Matinal” no inverno, “Riso-Dourado” na primavera e “Sombra-Pensativa” no outono. A identidade, portanto, torna-se fluida e mutável. Contratos legais precisam trazer descrições físicas detalhadas, já que nomes não servem para identificação duradoura. Além disso, uma classe de “Guardiões de Nomes” é responsável por registrar todas as variações nominais ao longo da vida de cada indivíduo. Por isso, conhecer todos os nomes de alguém é visto como ato de intimidade profunda, reservado apenas a familiares próximos e amantes.

5. O Culto da Imperfeição Proposital

Esta cultura considera a perfeição uma afronta à ordem natural. Assim, cada criação deve conter uma falha intencional. Casas apresentam uma janela torta, roupas têm um fio de cor destoante e refeições incluem sempre um ingrediente que não combina. Os artesãos mais respeitados são os que elaboram imperfeições elegantes e cheias de significado. Dessa forma, a excelência transforma-se na busca pela falha perfeita. Entretanto, há uma diferença sutil entre imperfeição sagrada e pura incompetência, distinção que exige décadas de aprendizado dos mestres.

6. A Sociedade dos Segredos Obrigatórios

Nesta civilização, cada pessoa deve guardar três segredos a vida inteira: um sobre si, um sobre sua família e um sobre sua comunidade. Quem revela um desses segredos antes de morrer traz uma maldição para as próximas sete gerações. Por isso, a sociedade desenvolveu uma forma complexa de comunicação indireta e subtexto. Eles também têm uma casta especial de “Coletores de Últimas Palavras” que registram os segredos que as pessoas revelam em seu leito de morte.

​As bibliotecas mais sagradas guardam não livros, mas sussurros gravados de moribundos. No entanto, alguns segredos são tão perigosos que ninguém pode revelá-los, nem mesmo na morte, criando uma hierarquia de mistérios que molda toda a estrutura social.

7. O Mito da Música Venenosa

Uma cultura desenvolveu a crença de que certas combinações musicais são literalmente tóxicas para a alma humana. Não se trata de superstição, mas de uma teoria musical complexa, onde intervalos, ritmos e harmonias específicos podem causar doenças espirituais, loucura ou até a morte.

​Por isso, músicos passam por um treinamento rigoroso não apenas para criar música bela, mas para evitar acidentalmente compor “venenos sonoros”. Há uma guilda de “Provadores Musicais” que testa novas composições em pequenas doses antes de liberá-las para o público. A censura musical, então, não é política, mas médica. Contudo, alguns músicos rebeldes deliberadamente exploram essas “frequências proibidas”, tornando-se artistas e assassinos em potencial.

8. A Tradição da Verdade Rotativa

Nesta sociedade, a verdade não é absoluta, mas rotativa. Cada família, clã ou grupo social tem o direito de definir a “verdade oficial” por um período, como um mês ou uma estação. Durante esse tempo, sua versão de eventos históricos, leis sociais e fatos científicos se torna válida para toda a comunidade. A história, portanto, muda constantemente, e os cidadãos precisam se adaptar a diferentes realidades conforme o calendário. As pessoas resolvem conflitos não com evidências, mas negociando quando cada parte terá seu “turno de verdade”. A educação foca não em memorizar fatos, mas em desenvolver a flexibilidade mental para aceitar múltiplas realidades contraditórias.

9. O Culto da Idade Reversa

Esta cultura acredita que as pessoas nascem velhas e sábias, e perdem conhecimento e experiência com o passar do tempo, até morrerem como bebês ignorantes. Por isso, recém-nascidos são tratados como anciãos veneráveis; eles os consultam para tomar decisões importantes interpretando seus choros e gestos. A educação funciona de forma inversa: em vez de ensinar, os professores “ajudam” os estudantes a “lembrar” do conhecimento que eles supostamente já têm. Esquecer algo, então, é um processo natural de envelhecimento, não uma falha. No entanto, isso cria uma sociedade que desvaloriza a experiência prática e favorece a “sabedoria inata”, baseando decisões em interpretações místicas de comportamentos infantis.

10. A Sociedade dos Sonhos Coletivos

Nesta civilização, as pessoas acreditam que todos os sonhos individuais são, na verdade, fragmentos de um único “Sonho Universal” que toda a humanidade compartilha.

​Interpretar sonhos se torna uma ciência coletiva, onde os significados só aparecem quando as pessoas analisam múltiplos sonhos em conjunto. Há “Arquitetos de Sonhos” que tentam influenciar o Sonho Universal com rituais e substâncias específicas, moldando o inconsciente coletivo. Dormir, assim, é um ato de responsabilidade social, já que seus sonhos afetam toda a comunidade. No entanto, pesadelos individuais podem ser interpretados como ataques ao bem-estar coletivo, levando a julgamentos de pessoas por seus sonhos “antissociais”.

Conclusão

Criar mitos culturais estranhos e nada ortodoxos é uma arte que exige equilíbrio entre originalidade e credibilidade. Você não deve apenas inventar bizarrices aleatórias, mas desenvolver sistemas de crenças que, por mais estranhos que pareçam, tenham uma lógica interna consistente e consequências sociais realistas. Cada mito deve surgir de necessidades culturais específicas, moldar comportamentos observáveis e criar conflitos interessantes para suas narrativas. Lembre-se, o que parece absurdo para uma cultura pode ser perfeitamente racional para outra, baseada em premissas diferentes sobre a natureza da realidade. O mais importante é que esses mitos sirvam à narrativa, criando oportunidades para exploração, conflito e crescimento dos personagens. Assim, você transforma o estranho em memorável e o bizarro em profundamente humano.

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O Instituto – Quimera de Aventuras

O Instituto é a mais nova obra de Stephen King, o grande mestre do terror, a chegar nas telinhas dos streamings! E como não poderia deixar de ser, vem recheada de excelentes elementos que podem ser usados em RPG de diversas formas diferentes! E é sobre essa obra incrível que falarei na Quimera de Aventuras de hoje!

O Instituto – A Série

A adaptação live action de O Instituto estreou em julho de 2025 na plataforma MGM+, sob direção de Jack Bender e roteiro de Benjamin Cavell. O projeto contou com o envolvimento direto de Stephen King como produtor executivo, reforçando o compromisso em manter a essência da obra literária. Com uma temporada de oito episódios, cada um de cerca de uma hora, a série rapidamente se consolidou como o maior lançamento da história do serviço de streaming, atraindo atenção de críticos e fãs.

O elenco principal equilibra veteranos e jovens talentos. Mary-Louise Parker encarna a Sra. Sigsby, a diretora do Instituto, em uma atuação que oscila entre o autoritarismo frio e uma humanidade desconfortável. Joe Freeman interpreta o protagonista Luke Ellis, o garoto prodígio com dons telecinéticos, enquanto Ben Barnes dá vida a Tim Jamieson, o ex-policial que, em paralelo, se torna peça central na trama. A recepção crítica foi mista: alguns elogiaram a atmosfera opressiva e a fidelidade aos temas do livro, enquanto outros apontaram um ritmo irregular e escolhas narrativas que suavizaram a violência psicológica da obra original. Eu, particularmente, gostei demais da série, e já aguardo ansioso por uma segunda temporada!

Sinopse da série

A trama gira em torno do sequestro de Luke Ellis, um menino com inteligência extraordinária e habilidades psíquicas latentes. Ele é levado para o Instituto, uma instalação secreta que mantém crianças com dons especiais para experimentos cruéis. Sob a liderança da Sra. Sigsby, a instituição se apresenta como científica, mas na realidade funciona como uma máquina de exploração que subjuga os pequenos em nome de objetivos maiores e nunca claramente explicados.

Paralelamente, a série apresenta a história de Tim Jamieson, um ex-policial que busca recomeçar a vida em uma pequena cidade. Enquanto Luke e as outras crianças enfrentam a opressão do Instituto, a trajetória de Tim gradualmente se conecta ao horror central. A justaposição dessas duas linhas narrativas reforça a sensação de que o mal não se limita a uma instalação isolada, mas se infiltra nas estruturas mais comuns da vida em sociedade.

Livro x Série

Uma das alterações mais evidentes é a forma como a narrativa de Tim Jamieson é integrada. No romance de Stephen King, quase cem páginas são dedicadas à introdução de Tim antes mesmo de Luke aparecer, criando um contraste proposital entre a vida cotidiana e o horror do Instituto. A série, por outro lado, opta por desenvolver as duas tramas em paralelo desde os primeiros episódios, um recurso que atende melhor às necessidades da televisão seriada e mantém o público engajado desde o início.

Outra diferença está na representação das crianças e dos experimentos. Enquanto no livro King não poupa o leitor da brutalidade e da angústia de ver a inocência esmagada em prol da ciência, a série suaviza parte dessa violência. A escolha, mais do que censura, parece estratégica para ampliar o alcance da produção e evitar afastar espectadores menos acostumados com o peso do horror literário de King. Ainda assim, a atmosfera opressiva foi preservada com inteligência visual, utilizando a estética fria e burocrática do Instituto como metáfora do mal institucionalizado.

A caracterização da Sra. Sigsby também recebeu ajustes. Nos livros, ela é uma representação clara da banalidade do mal — alguém que enxerga sua crueldade como rotina administrativa. Na série, Mary-Louise Parker acrescenta camadas à personagem, sugerindo contradições humanas que tornam sua frieza ainda mais desconfortável. A mudança desloca o foco da pura monstruosidade para a inquietante ideia de que pessoas comuns podem se tornar cúmplices de horrores ao racionalizarem seus atos.

O Instituto no Multiverso de King

Como em muitas obras de Stephen King, O Instituto não existe isolado, mas conectado a um multiverso literário que se expande por dezenas de livros e adaptações. A série preserva alguns desses ecos, ainda que de maneira mais sutil do que o romance.

O Instituto em si dialoga com outras instituições presentes no universo de King, como a Shop, organização secreta que aparece em A Incendiária e que também manipula pessoas com habilidades paranormais. Essa conexão sugere que o Instituto faz parte de uma rede maior de estruturas que exploram talentos psíquicos, criando um paralelo com a crítica recorrente de King a governos e corporações.

As crianças dotadas de poderes remetem diretamente a outros personagens icônicos do autor, como Charlie McGee (A Incendiária),Carrie (Carrie A Estranha) e Danny (O Iluminado). Esses ecos reforçam a ideia de que os dons sobrenaturais, em King, nunca são bênçãos, mas fardos explorados por forças externas.

Além disso, a ambientação do Instituto e sua aura opressiva remetem a localidades clássicas do autor, como o Hotel Overlook de O Iluminado ou a prisão de À Espera de um Milagre. Em todos os casos, o espaço físico se transforma em personagem vivo, que aprisiona e molda os indivíduos que nele habitam.

A série, assim como o livro, também carrega o DNA central do multiverso kingniano: a luta eterna contra instituições que pretendem dominar o indivíduo, a presença de crianças como símbolos da pureza ameaçada, e a sugestão de que cada obra é uma peça de um grande quebra-cabeça cósmico que conecta horrores humanos e sobrenaturais.

Conclusão

A adaptação de O Instituto não busca ser uma cópia literal do romance de Stephen King, mas uma releitura televisiva que mantém seus dilemas centrais: o embate entre inocência e crueldade institucional, a banalidade do mal e a pergunta perturbadora sobre até onde o ser humano pode ir quando acredita que o fim justifica os meios. Dividindo sua narrativa em duas linhas paralelas e suavizando alguns elementos mais pesados, a série se abre a um público mais amplo, sem perder a essência crítica da obra. E, ao mesmo tempo, reforça o lugar de O Instituto dentro do vasto multiverso de King, como mais uma peça de sua crítica social e existencial travestida de horror sobrenatural.

Quimera de Aventuras

Nesta sessão a obra entra na Quimera e colocamos algumas ideias de uso para aventuras de RPG. Entretanto fique ciente que para isto, teremos que dar alguns spoilers da obra. Leia por sua conta e risco.

A força de O Instituto, tanto no livro quanto na adaptação televisiva, está menos nos poderes sobrenaturais das crianças e mais na crítica às estruturas de poder, no horror da manipulação psicológica e na luta pela preservação da identidade em um ambiente opressor. Esses elementos são terreno fértil para mesas de RPG, pois colocam os jogadores diante de dilemas éticos e situações de sobrevivência em contextos que transcendem o simples combate físico. Abaixo, apresento formas de adaptar a obra para diferentes sistemas.

Ao adaptar O Instituto para RPG, mestres e jogadores não precisam se apoiar apenas nos poderes sobrenaturais das crianças, mas sobretudo nos temas centrais de King: o abuso institucional, a perda da inocência, a resistência diante do autoritarismo e o dilema entre liberdade e segurança. Essas questões atravessam épocas, gêneros e sistemas, podendo ser contadas em uma torre medieval, em um hospital psiquiátrico moderno, em um laboratório tecnocrata do Mundo das Trevas ou em uma mega corporação futurista.

Assim como no romance e na série, as aventuras inspiradas em O Instituto não se resumem a confrontar monstros. O verdadeiro monstro é a normalização da crueldade, o sistema que transforma pessoas em objetos e que sempre encontra justificativas para fazer o mal em nome de um bem maior. Essa é a essência que faz da obra de King tão poderosa — e é exatamente essa essência que pode transformar uma campanha de RPG em uma experiência memorável e reflexiva.

Fantasia Medieval (D&D, Tormenta20, OSR)

A ideia de um “instituto” pode ser facilmente transposta para um cenário medieval como uma torre arcana ou convento isolado onde crianças dotadas de talentos mágicos são sequestradas para treinar como armas de guerra.

  • Os jogadores podem ser essas crianças, tentando escapar do controle de magos que os tratam como experimentos.

  • Outra possibilidade é assumir o papel de aventureiros contratados para investigar a torre, apenas para descobrir que os “inimigos” são crianças manipuladas e aterrorizadas.

  • O dilema ético surge quando os heróis precisam decidir: libertar as crianças, destruindo o local, ou se render ao pragmatismo de governantes que veem nelas um recurso estratégico.

Horror Moderno (Call of Cthulhu, Ordem Paranormal, Rastro de Cthulhu)

Aqui, O Instituto se encaixa quase de forma natural. O ambiente clínico, as experiências com dons psíquicos e a desumanização remetem diretamente ao tipo de narrativa investigativa desses sistemas.

  • Uma célula de investigadores pode ser chamada para verificar uma série de desaparecimentos infantis que levam a uma instalação secreta.

  • O aspecto sobrenatural pode ser intensificado: ao manipular poderes psíquicos, os cientistas liberam uma entidade do Outro Lado, e as crianças se tornam portais vivos.

  • Como em King, o horror não está só nos monstros, mas no próprio ser humano que escolhe instrumentalizar a inocência. O confronto final pode não ser com criaturas cósmicas, mas contra burocratas frios e médicos que acreditam estar fazendo o bem.

Mundo das Trevas (Storyteller – Vampiro, Lobisomem, Mago)

No Storyteller, o Instituto pode ser inserido como um laboratório da Tecnocracia em Mago: A Ascensão, ou como um projeto da Segunda Inquisição em Vampiro: A Máscara.

  • Crianças com “toque sobrenatural” podem ser vistas como futuros magos, vampiros ou metamorfos, capturadas antes de se tornarem conscientes de seus dons.

  • Os jogadores podem ser vampiros tentando libertar essas crianças, mas tendo de lutar contra uma instituição humana poderosa.

  • Alternativamente, os personagens podem ser magos ou lobisomens que descobrem que os experimentos estão corrompendo a própria Umbra ou a Trama da realidade.

  • O dilema narrativo é a grande força: até que ponto vale sacrificar alguns inocentes para “garantir o bem maior”?

Cyberpunk (Shadowrun, Cyberpunk RED)

A estética do Instituto pode ser reimaginada como uma mega corporação secreta que sequestra crianças com implantes neurais raros ou habilidades metagenéticas.

  • Os jogadores podem ser “runners” contratados para invadir o complexo e resgatar os jovens, descobrindo no processo que alguns já estão tão modificados que representam riscos letais.

  • Em um viés mais sombrio, os personagens podem ser sobreviventes dessas experiências, tentando derrubar a corporação que os criou.

  • A tensão dramática aumenta com a mistura de tecnologia e paranormalidade: poderes psíquicos integrados a redes de realidade aumentada ou chips que amplificam talentos, mas corroem a sanidade.

Cenários Heróicos (3DeT Victory, Mutantes & Malfeitores, Supers!)

No contexto de RPGs super-heroicos, O Instituto pode funcionar como o equivalente de uma Weapon X ou uma “Academia Sombria”.

  • Crianças com poderes são treinadas à força para se tornarem soldados superpoderosos.

  • Os jogadores podem assumir tanto o papel de jovens cativos que descobrem seus dons quanto o de heróis veteranos tentando desmantelar o local.

  • A grande diferença para cenários mais leves é que, em O Instituto, o heroísmo carrega cicatrizes. Os poderes não são dádivas, mas resultados de sofrimento e perda, o que pode enriquecer a interpretação.


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Texto e capa: Eduardo Filhote.

Ausências online – Aprendiz de Mestre

Tranquilos Aprendizes de Mestre? Continuando os textos sobre mestragem online, hoje falarei sobre como lidar com ausências em mesas online. Uma coisa importante a se diferenciar da mesa presencial para a mesa online, é sobre a quantidade de jogadores.

Enquanto no presencial o limite é quase inexistente, embora quanto mais grande um grupo mais difícil e complicada é a logística. No ambiente virtual, as mesas ideais são de quatro a cinco jogadores. Embora eu mesmo goste, e prefira, mestrar para seis jogadores.

Limites dos ambientes virtuais

Os ambientes virtuais possuem limitações sobre a quantidade de jogadores. Qualidade de conexão, de áudio e de navegador impossibilitam que muitas pessoas participem. Eu já cheguei a mestrar para 7 pessoas, mas a sessão ficou tumultuada e algumas pessoas não conseguiram participar minimamente. Com 6 pessoas todos conseguem participar, entretanto é comum haver sobreposições de fala e eu tive, muitas vezes, que adotar uma iniciativa de fala para que todos conseguissem falar, ouvir e serem ouvidos.

Assim, o número ideal de jogadores online é 4 ou 5 pois, todos conseguem falar e agir de maneira coerente. Aí vem o motivo de eu ter 6 jogadores nas minhas mesas, é que mesmo com uma melhor qualidade de sessão com menos jogadores do que isso, se 1 ou 2 jogadores faltarem, a sessão ainda pode ocorrer. Talvez, exceto em combate importantes.

Lidando com as ausências

Assim, vamos direto ao ponto. Uma quantidade de jogadores maior permite uma margem maior de ausências. Em minhas mesas há sessão se houver, no mínimo, 3 jogadores. Ou seja, tendo metade dos jogadores tem jogo. Se há a possibilidade de combate, que não seja um combate casual, o número ideal se torna 4. Entretanto, em combates vitais há a necessidade de se ter 5 ou 6 jogadores para que não se necessite fazer muitas alterações no combate ou este não ficar muito desbalanceado. 

Desta forma, já cancelei sessão que considerei existir poucos jogadores para o nível e dificuldade de combate esperado, mesmo tendo mais de 3 jogadores. E já rolei várias sessões com 3 ou 4 jogadores sem maiores problemas.

O problema era como realizar os combates para 4 personagens quando eram pensados, inicialmente, para 6. Uma das soluções que tentei em minhas mesas foi a de fazer regras de companheiros, me inspirando em Tormenta 20. Porém, em outros sistemas ficava difícil medir o quanto de bônus no acerto, no dano ou em resistências ficava forte ou fraco demais. Por isso abandonei a ideia e passei a adotar um equilíbrio mais fácil e prático.

Eu divido o número de adversários pelo número de personagens e, depois, retiro uma quantidade proporcional de adversários ao dos jogadores faltantes. Assim, se há 11 lobos para enfrentarem 6 personagens e dois faltaram, eu retiro 4 lobos e faço com que os personagens dos jogadores faltantes estejam em combate com esses quatro lobos.

Entretanto essa solução não é aplicável a chefões e inimigos mais poderosos. Portanto, adotei uma postura um pouco diferente. O chefão vai atacar o personagem faltante com alguma habilidade no seu primeiro turno (se possível) e “desmaiará” o personagem. Assim, acabo gastando um turno do chefão com um personagem que não morrerá na prática e permitindo aos demais estudarem o chefão e entenderem suas táticas.

Sei que, entretanto, alguns não apreciam essa maneira; com isso, sugiro que uma simples diminuição de defesa, ataque, dano ou vida seja suficiente para manter o encontro equilibrado.

Jogadores faltosos

Outra solução, mas agora para o off game: marcar as ausências dos jogadores. Cada jogador tem direito a 3 faltas justificadas e 3 injustificadas. Entretanto, 3 ausências justificadas contam como uma injustificada.

Ao se chegar ao limite de faltas, pergunto aos demais jogadores se querem manter o jogador faltante e se o desejo do grupo for mantê-lo na mesa, eu diminuo um nível ou algo equivalente para ser coerente e justo com a equipe e comigo mesmo.

E você, quais soluções tem para as ausências virtuais? Comentem aí.


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Festival das Lendas – Quimera de Aventuras

E aí pessoal, tranquilos? Nesta Quimera de Aventuras sobre as expansões de Hearthstone (jogo de cartas da Blizzard no universo de Warcraft) adentramos o ano do Lobo com a expansão Festival das Lendas.

Esta é uma expansão que saiu completamente do tema típico de Warcraft e da fantasia medieval clássica e traz, como tema, um festival de música envolvendo diversos estilos. Cada classe possui um estilo, tendo rock, folk, tecno, entre outros estilos.

Entre as mecânicas da expansão está o finale, armas que são instrumentos, lacaios solistas (que possuem efeitos somente quando não há outros lacaios em seu campo) e magias que mudam entre harmônicas e dissonantes. 

Quimera de Aventuras

O show de rock interminável

O grupo é enviado a uma vila que deveria ter entregue mantimentos a dois dias para a maior cidade da região. Quando chegam lá verificam que todos estão dormindo e os que estão acordados mal conseguem se alimentar.

Antes que façam perguntas, uma música passa a tocar pela vila, aparentemente de lugar algum, e todos que a ouvem começam a dançar por horas. Até que durmam por pura exaustão.

O grupo precisará descobrir a fonte dessa música (que será uma fada maliciosa) e convencê-la a abandonar essa ideia do show interminável antes que todos na vila morram, inclusive os aventureiros.

Música da morte

Um bardo (que secretamente é também um necromante) promete uma apresentação espetacular numa pequena vila. Entretanto, alguns de seus empregados levantam suspeitas dos aventureiros. Se nada fizerem, todos que estiverem assistindo ao show serão transformados em zumbis dançarinos.

Se quiserem impedir isso, o grupo deverá enfrentar a fúria do bardo necromante e seus serviçais.

A disputa musical

O grupo chega a uma feira onde além das tradicionais disputas de arco e flecha, quebra de braço, corrida, entre outras, há um grande festival musical onde cada banda disputa com sangue e suor os votos dos espectadores. A banda escolhida ganhará algum dinheiro, mas o principal será a visita de alguma divindade ou entidade poderosa que pode conceder certos desejos menores.

O problema é que a disputa é tão intensa que assassinatos, roubos e toda forma de eliminar concorrentes são utilizadas pelas bandas. E elas disputarão ativamente a atenção e votos do grupo e se este declarar apoio a alguma delas, será caçado pelas demais.

Outros

O grupo se depara com um artista que consegue tocar mais de uma dezena de instrumentos de uma vez só. O fato curioso faz com que as pessoas parem para assisti-lo e possam ser roubadas mais facilmente. Se confrontado dirá que não sabe de nada e, se o negócio apertar se teletransportará para fora da vista do grupo.

Se, mesmo assim, o grupo conseguir encurralá-lo, ele se mostrará um ótimo combatente, mesmo sendo um artista. A função dele aqui é ser o contato de uma guilda importante que o grupo precisa encontrar, seja para confrontá-los seja para requisitar seus serviços.


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