Papa Francisco e RPG – Aprendiz de Mestre

Papa Francisco e RPG. Nascido Jorge Mario Bergoglio (Buenos Aires, 17 de dezembro de 1936 – Vaticano, 21 de abril de 2025). Vamos homenagear sua memória com nosso hobby favorito!

Foi o 266.º Papa da Igreja Católica, Bispo de Roma e Soberano da Cidade do Vaticano de 13 de março de 2013 até a data da sua morte (hoje, 21 de Abril de 2025).

Nascido em Buenos Aires, Argentina, o Papa Francisco ao longo de sua vida pública, se destacou por sua humildade, ênfase na misericórdia de Deus, visibilidade internacional como papa, preocupação com os pobres e compromisso com o diálogo inter-religioso. Ele é creditado por ter uma abordagem menos formal que seus antecessores.

O nome escolhido do Papa, “Francisco” não foi por acaso

A Ordem de jesuítas, prega uma vida mais humilde e de pobreza. Escolheu residir na casa de hóspedes, e não no palácio papal do Palácio Apostólico.

Seu papado deu ênfase ao combate de abusos sexuais por membros do clero católico, tornando obrigatórias as denúncias e responsabilizando quem as omite.[8]

 

Papa Francisco

O jovem Jorge Mario (quarto menino em pé, na terceira fileira) no tempo em que estudava no Colégio Salesiano de Buenos Aires.

Seguiu carreira ascendente na hierarquia da Igreja Católica, iniciando como:

  1. Noviço
  2. Ordenação presbiteral em 1969
  3. Mestre de Noviços em 1973
  4. Superior provincial dos Jesuítas em 1973
  5. Episcopado como bispo auxilar de Buenos Aires em 1992
  6. 1997, foi nomeado arcebispo coadjutor de Buenos Aires
  7. arcebispo metropolitano de Buenos Aires no dia 28 de fevereiro de 1998.
  8. Cardeal no Consistório Ordinário Público de 2001, ocorrido em 21 de fevereiro de 2001, presidido pelo Papa João Paulo II, recebendo o título de cardeal-presbítero de São Roberto Belarmino.
  9. O cardeal Bergoglio foi eleito Papa em 13 de março de 2013, no segundo dia do conclave, escolhendo o nome de Francisco. Ele é o primeiro jesuíta a ser eleito Papa, o primeiro Papa do continente americano, do Hemisfério Sul e o primeiro não europeu investido como bispo de Roma em mais de 1 200 anos, desde Papa Gregório III.

Ficaram famosas imagens de Inteligência Artificial com o papa de skate …

Papa de Skate

 

Papa Francisco e RPG para o sistema Solo 10 (Editora 101 games).

Papa Francisco:

CORPO 3 (Saude 8); ESPÍRITO 7 (Postura 15); MENTE 6 (Vontade 13)

PERÍCIAS: Conhecimento, Idiomas, Manipulação.

EQUIPAMENTO: Bastão, Manto, kit de estudos, lanternas, mapa, roupas de trabalho e roupas de qualidade,  e serviços contratados de guarda e guarda treinado, tocha e tomo. Claro, veículo papal, o papamóvel. Artefato de poder: amuleto de proteção e Símbolo de proteção

papamóvel

QUALIDADES:

Alma iluminada, aparência inofensiva, chefe de organização (qual mesmo?), defensor, fé verdadeira, poliglota, perseverante

FEITIÇOS:

  1. Afastar espírito/entidade
  2. Comandar entidade
  3. Curar doença
  4. Curar ferimento
  5. Destruir desmorto
  6. Fortalecer arma/armadura
  7. Línguas

Claro, há outras opções de poderes e construção de personagens. Dá uma olhada no site da Editora 101 Games, e se gostar de algo, tem nosso Cupom de desconto, MRPG10.

Papa Francisco e RPG para criação de aventuras

Papa Francisco 

  1. Semente de Aventura 1: A Busca pela Relíquia Perdida. O Papa Francisco, antes de sua passagem, confiou aos heróis uma missão secreta para encontrar uma relíquia sagrada perdida. A relíquia tem o poder de trazer paz e harmonia ao mundo.
  2. Semente de Aventura 2: A Proteção do Vaticano. Com o falecimento do Papa Francisco, o Vaticano está vulnerável a ameaças internas e externas. Os heróis deve proteger o Vaticano e garantir a segurança dos cardeais e outros líderes da Igreja.
  3. Semente de Aventura 3: A Jornada da Fé. O Papa Francisco, em seu último desejo, pediu aos heróis que empreendessem uma jornada para espalhar a mensagem de amor e compaixão pelo mundo. O grupo deve viajar para diferentes terras e culturas, compartilhando a palavra divina e ajudando aqueles necessitados.
  4. Semente de Aventura 4: O Legado do Papa Francisco. O grupo é encarregado de cumprir o legado do Papa Francisco, que inclui resolver um mistério antigo relacionado à Igreja. O heróis devem investigar e resolver o mistério para honrar a memória do Papa.

Essas sementes de aventura oferecem oportunidades em especial para o Clérigo demonstrar sua fé, compaixão e habilidades, enquanto homenageia o Papa Francisco.

Quer mais inspiração? Dá uma olhada no nosso anão clérigo para a aventura “o tolo que roubou a alvorada“, para Old Dragon, pela Editora Buro.

O céu pode esperar…

…e talvez tenha esperado demais. Sabe, já é meu terceiro texto sobre grandes personalidades que partiram, e você pode checar nossos textos sobre Maguila e Silvio Santos. 

Se continuar assim, talvez criemos uma coluna chamada obituários e RPG. (Eu não resisti a esta piada, desculpem).

Logo, se iniciará um novo conclave, para definir quem será o próximo pontífice.

E posso interpretar o próprio Papa Francisco?

Como Mestre, imagina você interpretando o pontífice e passando uma missão para os jogadores, ou como um mentor de um deles? Acho que seria uma sessão memorável.

Por enquanto é isso, Aprendiz de Mestre. Até a próxima. Papa Francisco, descanse em paz (ou não, pois o Papa Argentino afirmou em entrevista que “Deus é brasileiro“… 🙂 🙂

Utilizei dados do Wikipedia para esta matéria/biografia.

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Partidos Políticos do Seu Mundo – Gênese Zero #39

Voltando do pós-morte para cair na fogueira. Em muitos mundos de RPG e literatura fantástica, a política costuma girar em torno de monarcas, conselhos ou tiranos solitários. No entanto, introduzir partidos políticos organizados pode adicionar camadas de profundidade, tensão social e disputas ideológicas que enriquecem qualquer cenário. Assim como na vida real, partidos oferecem uma forma estruturada de pensamento coletivo, possibilitando alianças, traições, reviravoltas e conflitos internos muito mais intensos. Este artigo propõe dez ideias criativas sobre como organizar partidos políticos em mundos fictícios, com sugestões que vão além do simples “bem contra o mal”.

1. Partidos Baseados em Raças ou Espécies

É comum que elfos, anões, humanos e outras raças possuam culturas distintas. Por isso, partidos costumam ser formados com base nesses grupos, buscando representar os interesses específicos de suas espécies. Um partido élfico pode, por exemplo, defender a preservação das florestas, enquanto um partido anão tende a priorizar a mineração e o comércio subterrâneo. Contudo, essas distinções também acabam por alimentar tensões raciais e perpetuar preconceitos que, muitas vezes, permanecem disfarçados sob discursos políticos mais amplos.

2. Partidos Filosóficos

Em vez de se basearem em etnia ou classe, certos partidos costumam surgir a partir de afinidades filosóficas. Por exemplo, o Partido do Equilíbrio acredita firmemente que nenhuma força mágica, bélica ou divina deve prevalecer no mundo. Além disso, o Partido da Racionalidade frequentemente rejeita o uso da magia, promovendo o avanço tecnológico como solução viável para os males enfrentados. Dessa forma, essas ideologias conduzem a debates intensos sobre o futuro da sociedade e os meios mais justos de se alcançar a estabilidade no cenário fantástico.

3. Partidos Controlados por Facções Ocultas

Determinados partidos podem funcionar como meras fachadas para organizações sombrias que operam nas sombras do poder. Cultos disfarçados, guildas secretas ou ordens arcanas frequentemente manipulam decisões públicas a partir desses grupos políticos. Curiosamente, nem todos os integrantes do partido têm plena consciência da influência que sofrem. Essa ambiguidade abre espaço para tramas complexas de espionagem e conspiração, nas quais personagens podem descobrir verdades ocultas, expor corrupções ou até mesmo serem usados como peões em jogos de poder entre forças invisíveis.

4. Partidos Temporais

Algumas sociedades podem ter partidos que surgem apenas em determinadas estações do ano ou fases lunares. Enquanto o Partido do Sol atua durante os meses de verão, propondo expansão e colheitas abundantes, o Partido da Noite domina no inverno, promovendo austeridade e introspecção. A alternância de poder afeta diretamente a economia, a cultura e a religião local.

5. Partidos Religiosos

Religiões fortes e influentes podem gerar partidos políticos que buscam alinhar leis e práticas sociais aos dogmas divinos. Um exemplo seria o Partido da Chama Sagrada, que impõe jejuns obrigatórios e proibições a magias arcanas. Conflitos surgem naturalmente com partidos laicos ou de outras crenças, abrindo margem para cruzadas ideológicas.

6. Partidos por Classe Social

A divisão entre ricos e pobres é outro terreno fértil para disputas políticas. O Partido dos Cidadãos Livres pode defender reformas e igualdade, enquanto o Partido dos Iluminados representa nobres e comerciantes ricos, temendo que a redistribuição de poder ameace seus privilégios. Embates entre esses grupos são inevitáveis, especialmente quando uma revolta começa a ganhar força.

7. Partidos Formados por Magos, Guerreiros ou Clérigos

Profissões também podem servir como base sólida para partidos políticos em mundos de fantasia. Por exemplo, o Partido dos Magocratas defende que usuários de magia conduzam o governo, justificando sua posição com base em um suposto domínio intelectual e arcano. Em contraste, o Partido dos Escudos argumenta que apenas veteranos de guerra possuem a disciplina e a experiência necessárias para liderar. Esse modelo se encaixa especialmente bem em cenários com academias especializadas, sistemas de castas ou guildas estruturadas, reforçando o vínculo entre ocupação e poder político.

8. Partidos Inspirados em Criaturas Fantásticas

Em mundos com dragões, fênix ou entidades míticas, partidos podem adotar símbolos e doutrinas inspiradas nessas criaturas. O Partido da Serpente, por exemplo, atua com diplomacia e manipulação, enquanto o Partido do Urso prega força bruta e expansão territorial. O imaginário coletivo molda suas campanhas e atrai eleitores por afinidade simbólica.

9. Partidos Revolucionários e Clandestinos

Alguns partidos operam à margem da legalidade, sonhando com uma sociedade completamente diferente. O Partido da Aurora, por exemplo, deseja derrubar o governo atual e instaurar uma república meritocrática. Suas ações incluem sabotagens, espionagem e propaganda, obrigando os personagens a escolher lados com riscos reais.

10. Partidos Governados por Inteligências Artificiais ou Entidades Sobrenaturais

Em cenários mais exóticos, partidos podem ser liderados por consciências não humanas. Uma IA ancestral ou uma entidade extraplanar orienta as decisões do partido, prometendo eficiência absoluta – mas exigindo lealdade cega. Questões éticas, tecnológicas e espirituais emergem a todo momento.

Conclusão

Criar partidos políticos em mundos de RPG ou fantasia literária oferece infinitas oportunidades para enriquecer o cenário. Eles podem servir como instrumentos de conflito, evolução de personagens ou mesmo como centros de decisões que moldam o futuro de reinos inteiros. Ao organizar esses partidos com propósito, simbolismo e profundidade ideológica, o mestre ou autor eleva a narrativa a um novo patamar de complexidade. Afinal, política não é apenas disputa por poder é o reflexo das crenças, dos medos e dos sonhos de toda uma sociedade.

PARA MAIS CONTEUDO DO MESTRE BROTHER BLUE

Desafios Baseados em Interpretação – Aprendiz de Mestre

Em muitas mesas de RPG além das recompensas o foco recai sobre rolagens de dados, estratégias de combate e mecânicas complexas. No entanto, existe um universo fascinante de possibilidades quando a interpretação se torna o eixo central da aventura. Desafios baseados puramente em interpretação oferecem uma oportunidade valiosa para que os jogadores desenvolvam seus personagens de forma profunda, envolvam-se emocionalmente com a narrativa e tomem decisões significativas sem depender exclusivamente de fichas ou atributos.

Neste artigo, exploraremos ideias criativas para aplicar esse tipo de desafio em sua campanha, incentivando a atuação e o drama, ao mesmo tempo em que reforça os laços entre os personagens e o mundo ao seu redor.

Julgamento Moral em Público

Durante uma viagem, os personagens se veem obrigados a defender um aliado acusado de traição. No entanto, sem provas físicas disponíveis, apenas a argumentação verbal pode persuadir os juízes ou convencer a multidão da inocência do réu. Consequentemente, a cena oferece uma excelente oportunidade para explorar os valores pessoais de cada personagem, além de destacar suas habilidades naturais de persuasão e retórica em um cenário de forte tensão narrativa.

Negociação com um Espírito Ancestral

Um espírito se recusa a deixar um local sagrado até que receba respeito e compreensão. Não há combate, mas sim uma conversa repleta de simbolismos, memórias antigas e conexões emocionais. Os jogadores devem interpretar com empatia para alcançar o equilíbrio entre mundos.

Interrogatório com Restrições Éticas

Os heróis capturam um inimigo e precisam extrair informações. No entanto, um código de conduta (religioso ou pessoal) impede métodos agressivos. Assim, os jogadores devem encontrar brechas morais e usar o diálogo com astúcia, evitando a violência.

Um Disfarce Quase Perfeito

Para infiltrar-se em um culto misterioso, os personagens devem adotar papéis falsos e manter a farsa durante um ritual. Toda a tensão vem da atuação: gaguejar, hesitar ou demonstrar emoções erradas pode ser fatal. É o teatro dentro do teatro.

Debate Filosófico com um Vilão

Antes de iniciar o confronto final, o vilão propõe um debate. Ele deseja convencer os heróis de que sua causa é justa. O desafio não está na espada, mas no poder das palavras. A sessão pode ser intensa e até mudar a perspectiva dos jogadores.

Pedido de Asilo em Terra Estrangeira

Ao buscar abrigo em uma cidade neutra, os personagens devem apresentar sua história e convencer o líder local de que representam uma causa legítima. Sem combates, o drama se desenrola por meio de argumentos, contradições e apelos emocionais.

Encontro com um Deus Desiludido

Um deus menor, cansado da humanidade, questiona os jogadores sobre seus propósitos. Se as respostas forem vazias ou egoístas, consequências divinas podem ser desencadeadas. Essa cena testa o papel do personagem em sua essência e propósito.

Conselho de Guerra com Conflitos Internos

Antes de uma grande batalha, os personagens precisam alinhar interesses com aliados difíceis. Aqui, cada jogador representa um ponto de vista. O mestre pode estimular a tensão entre personagens do grupo, exigindo diplomacia e flexibilidade.

Confissão em um Templo Silencioso

Para receber uma bênção, cada personagem deve revelar um segredo pessoal diante de uma entidade sagrada. A interpretação é essencial, pois a cena envolve emoção, vulnerabilidade e risco de julgamento. O mestre pode usar o momento para alterar o destino dos personagens.

Teatro de Marionetes Controlado por Crianças

Em uma vila encantada, os jogadores participam de um espetáculo dirigido por crianças mágicas. Cada ato revela verdades ocultas sobre suas vidas, exigindo que interpretem versões metafóricas de si mesmos. A criatividade e a coragem de se expor guiam a sessão.

Conclusão

Desafios baseados em interpretação não apenas enriquecem a narrativa, mas também criam experiências inesquecíveis nas mesas de RPG. Eles convidam os jogadores a explorar aspectos internos dos personagens, a desenvolver empatia e a mergulhar profundamente no universo construído. Com criatividade e sensibilidade, o mestre pode transformar simples encontros em momentos memoráveis, sem precisar de uma única rolagem de dado.

PARA MAIS CONTEUDO DO MESTRE BROTHER BLUE

Forjado nos Sertões – Quimera de Aventuras

E aí pessoal, tranquilos? Seguindo com mais uma Quimera de Aventuras sobre as expansões de Hearthstone (que é o jogo de cartas da Blizzard, ao estilo Magic, que utiliza como base o universo de Warcraft). A expansão Forjado nos Sertões é a primeira do ano que traz, como tema, o embate lendário entre Horda e Aliança.

 

Quimera de Aventuras

Gangues nas savanas

Uma savana que liga comercialmente duas regiões distantes do mundo está sendo atacada por várias gangues de homens-javali. Eles se movem muito rapidamente, atacam só o necessário para conseguirem roubar moedas e outros itens de valor.

Dependendo do nível tecnológico de seu mundo, a gangue pode usar cavalos, motos ou até montaria aérea. O importante é que sua alta mobilidade faz com que sejam dificilmente difíceis de serem pegos. O fato deles fugirem tão rápido quanto chegam e de não ficarem para “lutar até a morte” (ou serem capturados) também contribui em ainda estarem soltos.

A rota comercial atacada não é das mais movimentadas, porém é a única direta entre regiões afastadas e que mantém a duras penas suas relações diplomáticas. Assim, para motivarem o grupo, seria interessante algum deles pertencer a alguma dessas comunidades, ou então, o velho e bom pagamento em ouro é sempre bem vindo.

 

A estranha invasão

Mesmo estando numa região semidesértica, um pequeno agrupamento de vilas vem sofrendo ataques caóticos de criaturas marinhas. Um pouco de investigação é o suficiente para descobrirem que as criaturas vem de uma caverna próxima às vilas.

Como os ataques ocorrem somente à noite e após as parcas chuvas que ocorrem no local, o grupo pode decidir resolver o problema de uma só vez. A questão é que além de enfrentarem centenas de pequenas criaturas aquáticas (aqui cabe a escolha do mestre conforme o sistema e cenário que estiverem jogando) enfrentarão um estranho xamã e um monstro de proporções imensas que é capaz de devorar criaturas médias de uma única vez.

Exemplos de criaturas a serem usadas são Afogados, Kuo-toas e Sahuagins. Para o monstro aumente o tamanho, força, vida e ataques para ficar dois níveis acima dos personagens. O importante aqui será sobreviver, muito mais que acabar com o problema.

 

A falecida

Krikman, um orc antigo conhecido do grupo, os procura para que o ajudem na busca por sua esposa. Ele não sabe muito o que ocorreu, apenas que ele saiu numa caçada e quando voltou sua casa estava revirada, com sinais de luta e sua esposa desaparecida. Em meio aos restos da luta, encontrou uma pulseira com o símbolo de um clã das savanas próximas.

Embora Krikman não se lembre no momento, uma ex-pretendente rejeitada por ele era daquele clã. O grande problema é que o clã está em guerra com outros na região e possui fortes defesas em meio aos vales secos da região. Várias e fortes torres vigiam os portões que dão acesso às vilas do clã. Apenas uma missão furtiva pode possuir alguma chance de sucesso e de, talvez, encontrarem a esposa do velho amigo orc.

 

 

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Montaria – Aprendiz de Mestre

Tranquilos Aprendizes de Mestre? Hoje falaremos sobre montarias no RPG.

Sabemos que alguns sistemas facilitam a conquista, manutenção e interação dos personagens com animais e criaturas assemelhadas que cumprem as funções de companheiros, familiares ou montarias. Enquanto outros sistemas isso é muito difícil ou tornam tais criaturas como meros blocos de estatísticas.

 

Introdução

Talvez esse seja o mais fácil e o mais esquecido de todas as opções. Mesmo vivendo em mundos fantásticos e repletos de várias as montarias se limitam a cavalos e burros para puxarem carroças. As parcas exceções são classes ou talentos que destinam o personagem a possuir bônus em combate com algum tipo de animal, geralmente cavalo.

Isso é algo que muito difere de alguns tipos de jogos de RPG, onde montarias tendem a ser cosméticos bem caros de se comprar. E isso é muito estranho!

Talvez uma das poucas criaturas que jogadores e mestres olhem com carinhos para se tornar uma montaria seja os dragões. Porém isso é muito difícil e raramente ocorre de algum personagem conseguir conquistar a confiança ou o domínio sobre um dragão ao ponto de tê-lo como montaria.

Uma alternativa é fazer o que fiz com meu personagem Cysgod, ele já possuía uma dragonesa como montaria. O que rendeu poucas cenas com ela, mas que foram épicas. Entretanto, como era uma característica de classe, sempre que eu migrava o personagem para outro sistema acabava ficando sem minha montaria. E quando migramos o sistema oficial da Guilda de D&D para Savage Worlds eu optei por abrir mão dela, mantendo-a como uma aliada para fins da história.

 

Problemas

A quase totalidade de montarias possuem um problema em comum: masmorras!

Exceto por certas classes e habilidades em sistemas específicos, como o ginete de Namalkah do Tormenta RPG, as montarias sempre terão que ficar fora da exploração de masmorras ou de trafegarem livremente por cidades. Desta forma, montarias que não consigam se defender ficam vulneráveis e geram preocupações aos personagens e jogadores. Desestimulando, assim, que haja apego e que se escolham montarias em geral.

Já montarias muito exóticas tendem a não ser aceitas em cidades, entretanto, tais montarias são, em regra, mais fortes e podem sobreviver fora de uma cidade enquanto aguardam seus donos/parceiros. Entretanto tais montarias, em sua quase totalidade, só são adquiridas pelo sistema, quase nunca por roleplay ou porquê foram domadas ou conquistadas em jogo.

Assim, uma possível solução para o problema da masmorra é mencionar aos jogadores que há uma área segura um pouco antes deles entrarem no local. Assim, os personagens poderão soltar seus cavalos ou qualquer outra montaria que possuam para que possam ficar soltos naquela região. E, talvez, com sorte, poderão recuperar seus animais quando saírem da masmorra. Os jogadores também poderão criar zonas seguras com algumas magias específicas, ajudando o trabalho do mestre.

Já para a obtenção de montarias diferentes é necessário personagens que possuam uma boa habilidade com animais e que desejem “conversar” com alguns encontros aleatórios ao invés de só matarem e pilharem. Alguns testes de empatia com animais e boas descrições podem facilitar tais interações. Porém deixe que os dados determinem isso.

 

Opções diferentes de montaria

Para finalizar, deixarei algumas sugestões de montarias diferentes. Como base utilizei os livros básicos de monstros de D&D 5.0, PF2, SWADE, OD2 e T20.

Neste ponto devo elogiar o livro de T20 por ter uma divisão só para as montarias e já elencar várias opções, abrindo muito o leque para diversificar as montarias do jogo.

Aquáticos (golfinhos, tubarões, baleias): dificilmente serão utilizados em campanhas que não foquem quase que inteiramente em aventuras marítimas. Talvez por isso haja pouca variedade disponível de opções e elas são, basicamente, animais comuns ou maiores que as deste mundo. As formas de contato são similares a animais a que estamos acostumados, tirando exceto os tubarões. O mais difícil é conquistá-los e treiná-los se seu personagem não tiver como respirar na água por tempo suficiente.

Aéreos (águia gigante, grifos, dragões (de todos os tipos), pégaso, roca): aqui talvez seja o grupo mais popular e não tão estranho quando falamos sobre montarias. Temos desde animais que precisam ser treinados desde o nascimento até os dragões que podem aceitar parcerias com criaturas as quais julguem ser proveitosa sua relação. A depender do cenário as águias gigantes e pégasos são animais especiais ou criaturas sencientes.

Para aqueles que se comportem como animais, basta alimento e um bom treinamento para servirem de montaria. Entretanto ao contrário de cavalos e cachorros, criaturas adultas muito dificilmente aceitarão serem domesticados.

Já para as criaturas sencientes como os dragões, se faz necessário a elaboração de pactos como se fossem criaturas humanoides. Isso realmente podem envolver arcos inteiros de uma história.

Terrestres

Invertebrados gigantes: besouros, aranhas ou qualquer outro invertebrado precisão de muita comida e conceitos básicos e simples para servirem de montaria. Necessitam de menor tempo de treinamento, mas também permanecem com seus instintos, apenas diminuindo sua agressividade.

Animais grandes em geral e dinossauros: aqui poderemos tratar, com raras exceções, como se todos fossem animais domesticáveis comparados a cavalos selvagens. Embora no mundo real montar em ursos ou leões seja praticamente impossível, em mundos de fantasia tais limitações deveriam ser desconsideradas e qualquer animal (incluindo dinossauros) que tenham uma anatomia que permitam ser montados (nada de montar em estegossauros) deveriam ser tratados como “grandes cavalos diferentes”.

Montarias mortas-vivas: na sua quase totalidade serão montarias invocadas por necromantes e similares. Então serão muito leais a seus invocadores, mas somente a eles. Podem também serem conquistados por alguma tarefa específica, porém está geralmente será maligna ou de caráter duvidoso.

Bulette, cocatriz, mantícora, quimera e pantera deslocadora: aqui a coisa realmente fica interessante e complicada. Treinar tais criaturas só é possível com espécimes jovens e por treinadores muito capacitados para que a criatura não fira seu montador por acidente. Selas especiais também deverão ser fabricadas e muito trabalho deverá ser feito para se consiga aproveitar todo o potencial de tais criaturas. A recompensa será o uso surpreendente de “cavaleiro” e as habilidades diferentes das montarias.

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EPIC: A Saga de Circe – Quimera de Aventuras

Neste Quimera de Aventuras, vamos falar de EPIC: The Musical – A Saga de Circe. EPIC é um álbum conceitual baseado na historia da Odisseia de Homero. Mas hoje vamos falar do quarto álbum desse musical conceitual: A Saga da fuga dos homens de Odisseu após serem praticamente obliterados por Poseidon e fugido usando a bolsa de ar, apenas para cair em Aeaea, a ilha da deusa feiticeira Circe.

Se você quiser ver as demais sagas que tem no Quimera de Aventuras, pode clicar nos links para a Saga de Troia, Saga do Ciclope e a Saga do Oceano.

SHE NOT A PLAYER, SHE A PUPPETER!

Sobre o Musical

Já falamos anteriormente que EPIC: The Musical é dividido em Atos e Sagas. Hoje vamos falar sobre o álbum A Saga de Circe, onde o exército de Itáca, após ter sido obliterado, cai em uma ilha misteriosa, apenas para descobrir que dentro da ilha habita um poder muito além do que esperavam.

Nossa Visão sobre o Musical (Pode conter spoilers!)

EPIC é um musical muito gostoso de ouvir, tanto pela qualidade das músicas quanto pela qualidade da comunidade. A Saga de Circe é uma saga mais centrada no embate de Odisseu contra Circe. Uma batalha que normalmente ele não conseguiria vencer na força bruta e aonde sua barganha é pouca, mas que traz soluções muito criativas para a solução dos conflitos.

Puppeter, a música que abre esse álbum, traz um pouco da melancolia que segue o final da Saga do Oceano. Mas também apresenta de maneira muito gostosa e animada o nosso inimigo no caminho do rei de Itáca: A bruxa Circe, que transformou seus homens em porcos.

O álbum tem duas músicas que trazem mais do techno que identifica divindades, nas músicas de Circe em Puppeter e There are Other Ways, além da introdução do deus Hermes com a música Wouldn’t You Like.

Welcome to the best part of your lifes.

Quimera de Aventuras

Nessa seção, vamos dar ideias para mesas usando o musical como referência!

Cenários e Sistemas

Qualquer sistema e cenário voltado para fantasia pode servir para fazer uma aventura baseada na Saga de Troia. Principalmente sistemas que tenham mecânicas ou possibilidades de guerra.

Mas quero trazer luz a um sistema voltado para mitologia Grega, AGON que estava previsto para ser trago pela Editora Vanishting Point. Ele é pensado para simular histórias épicas da mitologia.

Especificamente para a Saga do Oceano, sistemas com combate marítimo como 7º Mar e Old Dragon 2 podem ser muito interessantes para rodar a aventura.

A woman.

Partes das Aventuras baseadas nas músicas

Puppeter

Após os eventos da Saga anterior, os personagens param em uma ilha estranha, com isso, eles devem unir suprimentos e investigar a ilha. Aqueles que investigam acabam abordados por ninfas, criaturas que convidam os jogadores para um palácio. Os jogadores que forem, é lhes oferecido um banquete. Aqueles que comerem serão transformados em porcos.

Se todos caírem na armadilha, devem encontrar uma maneira de fugir do cativeiro como porcos, antes de serem devorados pelas ninfas. Caso alguém sobre, deve encontrar uma maneira de resgatar os transformados, até ser abordado por uma intervenção divina.

Wouldn’t like to taste all the power?

Wouldn’t You Like

Após conseguirem escapar, ou se tiver jogadores sobreviventes, ele são abordados por uma criatura curiosa: um humanoide que possui pés com asas e chapéu de metal, com asas também. Se trata de Hermes, deus dos mercadores, ladrões e viajantes. Ele oferece uma oportunidade para os personagens derrotarem Circe.

Basta comerem de moly, uma planta capaz de conceder a quem come a capacidade de não só resistir aos efeitos mágicos da deusa, como também lutar da mesma forma. Nada explica porque Hermes resolve ajudar os personagens, talvez só para deixar as coisas em termos iguais. Ele avisa para os jogadores “Boa sorte, mas vocês ainda podem muito bem morrer :)” e vai embora.

One Wrong move, and you’re Done For

Done For

Após terem consumido moly, os jogadores podem confrontar Circe. Que apesar de não conseguir transformar os jogadores, ainda é uma conjuradora poderosa.

There Are Other Ways

Caso derrotem Circe em combate físico, ela ainda pode encantá-los. Matar Circe é uma possibilidade, mas os jogadores ainda serão perseguidos por Poseidon pelos mares.

O melhor caminho é conversar com ela, caso Circe entenda as necessidades dos personagens de voltar para casa, ela oferece outra possibilidade.

Ela conhece um poderoso profeta, mas tem um pequeno detalhe; ele está no Submundo. Porém, Circe tem como levar os jogadores para esse espaço aonde as almas mortais vão após morrerem, sem matá-los, claro. Caso os jogadores derrotem Circe, mas poupem a vida dela, ela oferecerá a eles a rota para irem ao Submundo.

So much power! So much power! But here’s no puppet here No, she’s not a player, she’s a puppeteer No, she’s not a player, she’s a puppeteer YEAH!

Conclusão

A Saga de Circe traz uma mini-aventura dentro de EPIC resolvendo a questão de Circe em um álbum curto, mas muito gostoso de ouvir. E prepara o caminho para A Saga do Submundo, a última saga do Ato 1!


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Texto: Gustavo “AutoPeel” Estrela
Revisão: Raquel Naiane

Powerchords – O poder da música no RPG – Tudo menos D&D #14

POWERCHORDS!!!

Acho que, primeiramente, devo explicar o que é Powerchords: trata-se de um roleplaying game de mesa sobre personagens jogadores envolvidos com o universo da música (em especial como membros de uma banda de rock). Essa é a definição simplista.

Na realidade Powerchords é isso e muito mais. Sem medo de parecer emocionado Powerchords é um dos livros de RPG mais bem escritos e imersivos que já li na minha vida rpgista nos últimos 25 anos. Powerchords usa como base o sistema Compact System, pouco conhecido e ineficiente, o qual pode ser ignorado sem prejuízo à proposta do jogo. Saído da mente de Phil Brucato, um dos autores do RPG Mago a Ascenção, mesmo que controverso e envolvido em polêmicas na comunidade internacional,  é um livro para ser usado com seu jogo preferido de Fantasia Urbana (a exemplo de Ordem Paranormal, Delta Green ou Vampiro a Máscara).

Dentro de Powerchords

O texto de Powerchords foi escrito por Brucato de uma forma que apresenta ao leitor a música enquanto um fenômeno artístico e ao mesmo tempo místico – passeando por referências de músicos e princípios filosóficos/esotéricos. O sobrenatural que comove, excita e causa até catarse, tanto nos músicos quanto na audiência.

Para os personagens jogadores, entretanto,, as possibilidades extrapolam o tropo do músico. Também é possível encarnar o fã assíduo, o empresário ou até o técnico da banda, o que garante o andamento do show.

O leitor não deve entender Powerchords como um drama do mundo da música, mas sim enquanto uma saga numa montanha-russa de eventos. Cada show é uma batalha, cada música um desafio a ser performado em grupo. Assim o sucesso ou fracasso de uma apresentação dependem da capacidade coletiva de criar harmonia e reduzir atritos. Aqui entram os famosos conflitos da vida dos músicos: brigas entre membros da banda, discordâncias artísticas, empresários aproveitadores, pressão do mercado musical, rixa com grupos concorrentes, etc.

Outro elogio a fazer sobre Powerchords é a dedicação na construção da persona do músico. O texto incentiva o jogador a criar seu personagem com traços humanos profundos com exemplos de vidas de músicos do século XX e até anteriores.

O enredo criado é enriquecido pelos arquétipos construídos para o contexto específico do cenário do livro. No capítulo 3, “More Human than Human”, Bruchato mostra como interpretar criaturas sobrenaturais influenciam a forma que os músicos se expressam. Por exemplo “anjos musicais” são aqueles que estão presentes não só para exaltar o que há de mais sacrossanto na música, mas também trazer os ânimos para fora do fundo do poço, ao passo que “sereias e sereianos” se concentram em mesmerizar seus ouvintes.

A cereja do bolo

No capítulo 6, “I put a Spell on You”, Brucato nos mostra a forma que a música se torna magia. Através da vibe do som, esoterismo, talento e/ou originalidade do músico, os sons ganham poderes sobrenaturais, transbordando para sua plateia. O autor, ainda que use como base o seu sistema de regras Compact System, sempre incentiva o uso das regras que o narrador achar mais conveniente. Tendo um bom conhecimento do sistema de regras que você prefere não é uma tarefa árdua fazer as devidas adaptações.

Na seção “Ascending Accords” do mesmo capítulo Brucato cria formas de dar mais personalidade a cada personagem, no qual os jogadores optam por alguns tipos de origem da “magia musical”:

  • Bacchanalia: aqueles músicos que obtém magia através da luxúria, superação de limites e liberdade;
  • Celesta: a música se transforma em magia com uso de tradições religiosas, de sacramentos pessoais ou comunitários;
  • Infernalis: a magia da música vem dos confins da existência e de entidades opositoras, danação e a abraçar a escuridão;
  • Musica: a música é uma linguagem universal, e seu uso sistemático gera uma magia própria, compreendida tanto por seres sobrenaturais quanto pelos comuns, transes e confusão fazem parte da Musica;
  • Spincasting: o amálgama entre música e tecnologia gera uma magia musical própria, com rompantes de percepção, humor e ritmo.

Enfim…

Powerchords é um livro de RPG cheio de informações e formas de construção de texto. Isso não serve só para quem pretende jogar o jogo, mas igualmente para apreciadores de um bom livro, uma verdadeira aula de escrita com paixão. Se não te convenci a procurar cópias desse jogo depois desse artigo, talvez você deva voltar a apreciar um pouco de música.

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Pós-Morte no Seu Mundo – Gênese Zero #38

Saindo da comunicação divina e mudando o assunto para admitirmos que a vida e a morte são elementos essenciais em qualquer mundo de RPG e literatura fantástica, mas o que acontece depois que um personagem ou NPC morre? O destino pós-morte pode variar de acordo com crenças, valores e atos praticados em vida. Alguns encontrarão redenção e descanso eterno, enquanto outros sofrerão danação e tormento. Aqui estão dez possibilidades para o destino das almas, divididas entre cinco caminhos de redenção e cinco de danação, que podem enriquecer a mitologia do seu mundo.

Redenção

1. O Jardim Celestial.

As almas virtuosas, então, costumam ser acolhidas em um paraíso exuberante, onde rios cristalinos fluem eternamente e árvores frutíferas oferecem alimento sem fim. Nesse local sagrado, os redimidos vivem em constante paz e alegria, livres de qualquer sofrimento. Além disso, eles convivem com divindades benevolentes, que os guiam com sabedoria e gentileza, promovendo uma existência marcada pela harmonia espiritual e pela plenitude.

2. Reencarnação Iluminada

Aqueles que demonstram um alto grau de bondade e sabedoria, portanto, podem receber a chance de renascer em uma forma superior, como entidades guardiãs ou seres espirituais iluminados. Em certas culturas, além disso, é comum que retornem ao plano físico como líderes inspiradores ou mentores sábios, com o propósito de orientar suas comunidades rumo à evolução moral e espiritual. Assim, o ciclo da vida se transforma em uma jornada contínua de aprendizado e contribuição.

3. A Chama Eterna

Almas que demonstraram coragem e honra em vida, portanto, são transformadas em centelhas dentro de uma chama divina, cuja energia reforça o próprio tecido do cosmos. Embora passem a fazer parte de algo infinitamente maior, essas consciências não se apagam; ao contrário, continuam ativas e perceptivas. Consequentemente, são capazes de influenciar o mundo dos vivos, oferecendo intuições súbitas ou inspirações a heróis em momentos decisivos, como se sussurrassem suas lições de bravura através dos ventos do destino.

4. O Salão dos Ancestrais

Os mortos que foram honrados em vida, assim, encontram repouso em um vasto salão espiritual, onde a presença dos antepassados oferece conforto e sabedoria. Nesse ambiente sagrado, banquetes eternos são compartilhados, e histórias ancestrais são contadas sem fim. Dessa forma, esses espíritos mantêm um elo com o mundo dos vivos, observando atentamente seus descendentes. Quando necessário, transmitem conselhos valiosos por meio de sonhos vívidos ou sinais discretos, guiando as futuras gerações com a sabedoria adquirida em suas jornadas terrenas.

5. A Fuga do Ciclo

Algumas almas, ao atingirem um estado de iluminação plena, são finalmente libertadas do interminável ciclo de reencarnação e morte. Assim, essas essências elevadas transcendem a existência física, abandonando o mundo material. Em seguida, elas se unem a uma consciência coletiva ou adentram um plano divino composto exclusivamente por energia pura. Nesse novo estágio de ser, não há dor, tempo ou individualidade, apenas harmonia plena, onde cada alma se torna uma centelha de sabedoria eterna, influenciando o universo de forma sutil e constante.

Danação

6. O Poço do Esquecimento

Almas que cometeram atrocidades são, eventualmente, tragadas por um poço sem fundo. À medida que mergulham nesse abismo, perdem gradualmente suas memórias, transformando-se em cascas vazias. Dessa forma, sua identidade vai sendo corroída pelo próprio peso de suas ações. Sem rumo ou propósito, essas almas passam a vagar eternamente, presas a um vazio absoluto do qual não há retorno. Esse destino, embora silencioso, é considerado um dos mais temidos, pois retira até mesmo a possibilidade de arrependimento ou redenção.

7. A Fornalha dos Condenados

Aqueles que viveram de forma cruel são, por fim, enviados para uma fornalha ardente. Nela, seus corpos espirituais são consumidos incessantemente pelas chamas, apenas para serem regenerados e queimados novamente. Assim, esse ciclo interminável representa o peso de seus pecados, impondo um castigo contínuo e implacável. Sem qualquer esperança de redenção, os condenados permanecem aprisionados nesse sofrimento eterno, onde cada renascimento serve apenas para renovar a dor. Essa punição, embora brutal, é considerada justa pelas divindades que zelam pelo equilíbrio moral do mundo.

8. O Labirinto da Loucura

Algumas almas mergulham em um labirinto interdimensional onde seus maiores medos e arrependimentos ganham forma e as confrontam sem trégua. Elas perdem lentamente a noção do tempo e da própria identidade, repetindo ciclos intermináveis de dor e ilusão, sem encontrar saída ou consolo.

9. A Corrente do Sofrimento

Aqueles que escravizaram outros em vida passam a carregar grilhetas pesadas, acorrentados a uma existência de servidão eterna. Eles devem servir entidades sombrias, sentindo na própria carne o tormento que impuseram a suas vítimas, repetindo essa punição como reflexo direto de suas escolhas passadas.

10. O Devorador de Almas

As almas que desafiam os deuses ou cometem crimes imperdoáveis são entregues a uma entidade cósmica devoradora, que as consome por completo. Sem qualquer possibilidade de redenção ou retorno, essas almas desaparecem da existência, restando apenas um eco longínquo que sussurra seus erros pelo vazio do universo.

Conclusão

O destino pós-morte de um personagem pode ser um elemento poderoso dentro de uma narrativa, influenciando religiões, crenças e até mesmo os comportamentos dos vivos. Ao definir as possibilidades de redenção e danação no seu mundo, você pode criar tramas mais profundas, missões envolventes e conflitos filosóficos interessantes para seus jogadores e leitores. Dessa forma, a morte deixa de ser um mero fim e passa a ser um mistério cheio de possibilidades e consequências.

PARA MAIS CONTEUDO DO MESTRE BROTHER BLUE

Escudos e RPG – Aprendiz de Mestre

Escudos e RPG – Aprendiz de Mestre. Nada como um bom escudo no seu RPG, seja com majestosos castelos, e belas ilustrações, de um lado, talvez com parte da fauna local, e tabelas úteis para o narrador, do outro. Sem falar nos escudos que seus personagens jogadores usam para proteção dentro do jogo. (Percebeu o metagame?)

Mesmo heróis metidos em política, podem morrer, lutando contra maldições, num mundo aberto, talvez em glorioso combate, mas citando um famoso super-herói dos quadrinhos, quando indagado porque trabalhava sozinho a maior parte do tempo…

” Eu prefiro o meu escudo. Aliados podem trair…”

Escudo — Capitão América

Enquanto seu equipamento está sempre com você… Até a morte. Apesar de espadas (como Excalibur) e lanças (como a famosa Lança do Destino), serem mais vistosas como armas mágicas, até mesmo na cultura oriental (vide a filosofia dos samurai), escudos tendem a ser … Menosprezados. São “armas ” defensivas. Entretanto…

  1. Pelo menos um super-herói famoso tem um escudo como marca registrada. De um material fictício chamado de vibranium. Resistente até ao também fictício adamantium. 
  2. Uma série de anime da Netflix, tem por nome “The Rising of the Shield Hero”, ou algo como ” O levante do Herói do Escudo”. Adivinha a arma do protagonista?
Escudo — Rising of the Shield Hero
  1. Uma famosa agência de contra espionagem fictícia, também se chama SHIELD (Ou “escudo“, em inglês)
  2. Frequentemente, o bárbaro mais famoso da cultura pop, Conan, nos quadrinhos, utiliza escudos para degolar ou incapacitar adversários com o bom e velho golpe atordoante na cabeça.
  3. Em RPGs medievais, há classes de guerreiro mais “tanks” , que funcionam como esponjas de dano, absorvendo os ataques dos inimigos para que os outros possam agir. Costumam ser especialista em escudos. Ou, vendo de outra forma, são “escudos humanos”. 
  4. Classes mágicas de RPG usam muito feitiços de “escudos” disso e daquilo. Sem falar nas magias clericais, como “escudo da fé“, ou equivalente.
Escudo abençoado

Todavia, Escudos e RPGs como centro de uma mesa/aventura?

Escudo, Vaesen, Blacktroopers, Aventuras na era hiboriana, For the Quest

Vejamos. Se você chega numa convenção de RPG, a primeira coisa que vai chamar sua atenção é o Escudo do Mestre, montado sobre a mesa. Em seguida, você vai olhar, mapas, dados e tudo mais. Mas o que mais vai atrair jogadores, afora o mestre estar fantasiado, é o escudo montado na mesa de jogo. Pois as ilustrações já entregam a temática. Fantasia medieval? Terror cósmico? Mesmo alguns jogos de tabuleiro, de exploração de masmorras, têm um Escudo do Mestre.

Escudo Vaesen

A temática de uma jornada em busca de uma espada mágica não é novidade. Mas mudemos então para a busca por um escudo, seja literal ou figurado, como abaixo:

O Escudo Perdido de um Herói

Um herói lendário perdeu seu escudo em uma batalha épica. O escudo, que é um artefato poderoso, foi roubado por vilões que planejam usá-lo para espalhar dor e sofrimento.

 O Escudo Mágico que Protege a Vila

-Uma vila pacífica é protegida por um escudo mágico que a mantém segura de criaturas. No entanto, o escudo começa a enfraquecer e os jogadores devem encontrar o motivo e restaurar o escudo antes que a vila seja atacada.

O Torneio do Escudo

– Um torneio é realizado para determinar quem é o mais digno de portar um escudo lendário. Os jogadores devem competir contra outros guerreiros para vencer o torneio e ganhar o direito de portar o escudo.

Porém, Escudos e RPGs…

Aventuras na Era Hiboriana – escudo

Há obras em que a questão da defesa é mais importante do que o ataque.

Curtindo as idéias? Falemos de anime: um dos grandes Cavaleiros do Zodíaco, Shiriu de Dragão, tem o escudo mais forte. E outro cavaleiro, o Cavaleiro de Andrômeda, tem a melhor defesa.

Shiriu de Dragão – escudo

Em 300, (de esparta, quadrinhos e filme) os espartanos têm a lança e o escudo como base da falange. Sem uma parede de escudos, a unidade quebra. Manobras com escudos se mantém de desde a antiga Roma, até as tropas de choque atuais.

Exemplos: escudos balísticos e escudos anti tumulto, com formações ofensivas: 

Escudos – formação em linha
  1. Em linha
  2. Em cunha
  3. Escalão a direita
  4. Escalão a esquerda

Defensivas :

  1. Guarda alta
  2. Guarda alta emassada
  3. Escudos acima da cabeça
  4. Escudos ao alto
  5. Guarda baixa
  6. Guarda baixa emassada

E formações de apoio:

  1. Apoio complementar
  2. Apoio lateral
  3. Apoio cerrado
  4. Apoio central

E o que acontece quando a lança mais forte encontra o escudo inquebrável? …

Exemplos de RPGs com belos escudos do Mestre?

Claro, vamos lá:

  1. Aventuras na Era Hiboriana, da Editora 101 games
  2. For the Quest, também é jogo de tabuleiro, da  Editora 101 games

    Escudo For the Quest

  3. Vaesen, no Brasil pela Editora Retropunk
  4. Black Troopers, com um belo escudo cartonado amarelo e preto. Beeemm old School. Pela Editora  Nozes.
  5. Tagmar estará entre nós em breve. Pela Editora Nozes.  Com um lindo escudo…
Escudo Tagmar

 

Escudo Black Trooper

Finalmente, pegue seu escudo e prepare-se para a aventura…

Concluindo, a clássica espada mágica esperando ser retirada da pedra é, já, lugar comum. Mas se vamos defender realmente alguém, inclusive a nós mesmos, de uma chuva de flechas, é muito mais fácil com um escudo, do que com uma lança ou lâmina, concorda?

Ah, o que um simples equipamento como um escudo pode fazer?…

Ser usado como panela, claro, vide o anime Dungeon Meshi! Além de servir para carregar alguém ferido, como mesa improvisada, ser arremessado contra um inimigo e até para se defender de ataques em combate, quem diria?

Escudo Dungeon Meshi

Espera, mas que raio de post é esse que não fala de regras para escudos? Ora, clica em regras avançadas para equipamentos. Aqui mesmo do Movimento RPG.

Por enquanto é isso, escudeiro. Há boatos de uma aventura vindo por aí, “o Oásis da Escudeiras de Luna”. Guardem minhas palavras, com todos os escudos que tiverem …

Se preferir nos ouvir falando sobre este e outros temas, olha o podcast do dicas de RPG.

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SandBox – Aprendiz de Mestre

Olá, mestres do meu Brasil e do mundo!

Venho trazer para vocês dessa vez um pequeno guia sobre como mestrar aventuras mundo aberto ou, como dizem, um sandbox. Guiar um jogo num mundo sem uma barreira invisível é muito divertido, mas, ao mesmo tempo, desafiador. É lidar o tempo todo com o imprevisível. 

É importante tomar muito cuidado para as coisas não saírem do controle e de repente qualquer objetivo principal seja soterrado por missões secundárias. Com isso trago 7 pontos centrais para você manter um bom controle e ao mesmo tempo liberdade dos personagens e do mundo

Crie um Mundo Vivo, Não um Roteiro Fechado

No sandbox, o foco não é contar uma história já pronta, mas criar um cenário rico onde histórias podem ser criadas e aproveitadas. Ou seja, é importante que você tenha em mente uma ou mais linha narrativa que vai desenhando esse mundo, mas que vai ocorrer com ou sem a presença dos personagens e que suas intromissões nessa história permite mudanças significativas e assim a história é construída em conjunto.

Ofereça Ganchos, Não Trilhos

Você não precisa ficar empurrando os jogadores de missão em missão  — basta deixar ganchos, oportunidades etc. visíveis e deixar que escolham. Um comerciante desaparecido, uma cidade próxima com boatos de uma maldição, um mapa incompleto que um acadêmico precisa de ajuda para completar. Tudo pode ser um convite à aventura. Esse tipo de situações permitem também os personagens decidir que tipo de grupo eles são. Vão aceitar o pedido de ajudar de um nobre corrupto para cobrar dívidas? Ou somente os pedidos justos, mas não tão lucrativos serão aceitos?

Para fazer isso possível e dar oportunidades de aventura, você pode usar de rumores escutados pelas cidades, bilhetes, murais de missões, NPCs falantes ou mesmo eventos estranhos aleatórios entre um momento e outro para espalhar as possibilidades.

Mantenha uma Tabela de Reações do Mundo

Cada ação dos personagens deve ter consequências. Se eles roubarem um artefato religioso e divino, a igreja vai fazer algo sobre isso. Se ajudam uma vila, ganham aliados valiosos. Isso cria uma rede de causas e efeitos que faz o mundo parecer vivo e, acima de tudo, mostra que as suas escolhas são importantes e realmente mudam o mundo ao redor deles.

É importante manter registrado de alguma forma essas coisas que irão ocorrendo com o passar do tempo e as decisões dos personagem. Por isso, mantenha  alguma espécie de “diário do mundo”, anotando mudanças causadas pelos jogadores e atualize as reações das facções e locais em relação a eles.

Muito chato um dos personagens se tornar o mago mais poderoso da universidade de magos e os guardas ainda te tratarem como um morador de rua (sim, Skyrim, estou falando com você).

Prepare Lugares, Não Só Histórias

Ao invés de só planejar eventos específicos, foque em preparar alguns locais interessantes: cidades, ruínas, fortalezas, bosques, etc. Cada cantinho deve ter seus segredos, habitantes, perigos e recompensas.

Em jogos como esses é importante o uso de mapas para destacar os pontos de interesse e ajudar na visualização das coisas. Você pode usar mapas prontos, se estiver em um cenário pronto, mas pode também criar o seu com qualquer um dos aplicativos e sites hoje no mercado. O mais legal será com o passar da campanha esse mapa começar a ser marcado também pelas coisas que os jogadores fazem nele. Destroem uma cidade? Constroem uma? A floresta pegou fogo? Tudo isso pode ser adicionado ao mapa.

Além disso, uma bom uso de uma tabela de encontros personalizada para cada localidade trás um ar de imprevisibilidade interessante. Lembre-se que nem todo encontro preciso ser um conflito. Podem achar itens, passagens secretas, pessoas interessantes, eventos curiosos, etc.

Dê aos Jogadores Ferramentas para Decidir

Para que o sandbox funcione, os jogadores precisam de informação. Eles precisam saber o que há no mundo, ouvir rumores, ter mapas incompletos ou contatos que falem sobre lugares e perigos. Se tudo estiver um pouco parado, comece perguntando “o que vocês querem fazer?” e dê informações suficientes para que possam tomar decisões significativas em direção a esse objetivo!

Nada é mais frustrante no jogo aberto do que não sabe ter informações e ficar paralisado por nem saber por onde começar a procurar a próxima aventura.

Gerencie o Caos com o Conhecimento

Como já dei a dica na última vez quando falei sobre RPG e política, é importante você ter lados bem definidos. Facções, organizações, interesses, interessados, pessoas importantes, pessoas que querem se tornar importantes. Tudo isso ajuda os personagem e jogadores a acharem algo nesse mundo que os interesse e, consequentemente, se queiram explorar mais a fundo.

Deixe tudo isso muito bem anotado em referências rápidas. É muito fácil que você como mestre acabe esquecendo de nomes de pessoas, lugares e instituições junto de suas motivações e ideias. Mesmo que você mesmo tenha inventado todas eles é possível esquecer.

Não Tenha Medo de Improvisar, Mas Improvise com Lógica

Nem tudo precisa estar preparado. Você pode criar coisas na hora — mas sempre com base no que já existe no mundo. Improvisar com coerência é o que mantém o jogo crível. Eu sei que é um concelho difícil de seguir, mas fácil de falar. Eu mesmo no meio de improvisações já errei a mão, mas não tem problema! Errar faz parte do processo e o que pode parecer um erro agora, pode deixar tudo mais interessantes no futuro.

“E se tudo der errado?” Não tem problema em voltar um pouquinho as coisas e redefinir uma coisa ou outra. Os mundos do quadrinhos, dos filmes e dos livros vivem fazendo retcons, então não vai ser o seu pequeno retcon que irá destruir um jogo divertido.

 

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