Videogames e RPG – Aprendiz de Mestre

Videogames e RPG. São duas mídias interativas, que têm muito em comum. E muitas diferenças. Vamos explorar as interseções de ambas, caro Aprendiz de Mestre! Sigam-me os bons! Press start!

O que é videogame?

Necessariamente, é uma mídia que precisa de uma tela e tecnologia para interação, seja somente com o ambiente virtual ou com outras pessoas através do ambiente virtual.

O mais importante, é uma mídia que te conta uma estória quando você agir/interagir. Ao contrário de filmes ou livros, em que você é um espectador passivo, aqui você precisa fazer algo para a estória avançar.

Pode ser uma experiência compartilhada (na maioria das vezes, competitiva), como em jogos de tiro ou de futebol.

Todavia, também pode ser uma experiência solitária, e mesmo assim memorável. Assim, temos jogos Blockbuster, bem como indies estrangeiros (Darkest Dungeon, Shadow of the Colossus, God of War, Inside, Little Nightmares) e, também, brasileiros, como Asleep e  Dandara, entre outros.

Certo, então…

O que é RPG?

Há mais respostas entre o Céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia a esta pergunta.

Entretanto, vamos a esta definição: jogo de contação de estória, que pode ser solitário ou compartilhado, possuindo algumas regras e mecânicas, e pode ser improvisado ou se ater a um roteiro preestabelecido (é uma definição tão boa quanto qualquer outra).

Aqui, também temos uma mídia ATIVA, precisamos fazer algo para a narrativa avançar.

Videogames e RPG – onde se unem?

Fight! Ao encontro do mais forte!

Na necessidade de sua ação para desenrolar o enredo. Na possibilidade de explorar outros mundos, conhecer personagens como amigos (e inimigos) imaginários. Vivenciar outras “profissões”, desde pilotar carros de corrida a espaçonaves, até ser um atirador de elite, um mercenário, um guerreiro ou um caçador.

Conhecer heróis e monstros, exterminar o mal, salvar o(s) mundo(s). Mudar a estória de uma vila, de uma nação, de um continente, ou mesmo da galáxia.

Superar desafios e inimigos em maior número, mais fortes, maiores do que você. Desvendar mistérios e enigmas.

Videogames e RPG – Onde se dividem?

Bom, embora vc possa ter interação com outros jogadores em ambos, há a questão de tecnologia necessária para os videogames (digital, sempre), enquanto no RPG, os métodos são “analógicos” para os RPG “de mesa”, embora você possa ter encontros virtuais.

Papel, lápis caneta, cartas, dados, ou seus equivalentes, para “vivenciar” aventuras.

A “interpretação ” do personagem também só faz sentido em grupos. Não há porquê interpretar um bardo se você estiver sozinho (claro que você pode, mas cuidado para não acharem que você precisa ser internado ou exorcizado de alguma entidade).

E eu posso transformar um RPG num videogame, e vice-versa?

Opa! Ah, se pode! Vamos a um exemplo brasileiro e fabuloso: o sistema/RPG “videogame de papel“, da Editora Cantina dos Jogos, permite simular combates rápidos no estilo “beat them up”, (imagina você controlando uma tartaruga ninja e distribuindo bordoada a inúmeros capangas do clã do pé em segundos! Eita!).

Outro que está em financiamento coletivo é o “FIGHT – ao encontro do mais forte!” Usa o sistema Solo 10 (da Editora 101 games), e pretende adaptar QUALQUER personagem de jogo (e animes! ) de luta em personagem de RPG, desde Ryu, Ken, até os personagens de Naruto, com golpe especial , ou os Liu Kang e Sub Zero, de Mortal Kombat. Fatality!

Quer conhecer? Clica aqui!

 

Quer mais? “Press start to Power up!” , por Guilherme Moraes, (da Editora Retropunk), está no drivethrugRPG! Também na pegada de animes para pancadaria. Quer pegar no “pague quanto quiser”?

Clica aqui!

Press start to Power up!

Como dizemos aqui na Bahia, “a madeira vai deitchar!

E num exemplo internacional, Dark Souls começou como videogame, e também virou RPG!

Mas, e o caminho inverso? Algo que começa como um RPG de mesa ou jogo de tabuleiro pode se transformar num videogame?

Olha um grande exemplo: “Ordem Paranormal” pela Editora Jambo, iniciou como RPG de mesa, e se tornou um videogame nas mais diversas plataformas, via financiamento coletivo (FC, para os íntimos).

O RPG mais antigo e mais jogado, com Baldur’s Gate, só pra dar um exemplo gritante.

Curtiu a idéia de misturar RPG de mesa e Videogame?

Então, deixa te falar, a coluna QUIMERA DE AVENTURAS, aqui mesmo do movimentoRPG, faz um megacombo. Crítica de Filmes, séries e videogames, e ainda adapta para RPGs, dos mais diversos.

Por enquanto é isso, Aprendiz de Mestre. Até a próxima.

 


 

 

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Carbono Zero

Carbono Zero é mais um jogo da Educa Meeple que trabalha a temática de desenvolvimento sustentável. Ele é um jogo de gestão de recursos, com uma complexidade interessante sendo simples de compreender a mecânica, mas com um desafio de otimização dos recursos.

A base dele é a construção de cidade, onde temos diversas construções possíveis e 3 recursos disponíveis (Crédito, Carbono e Qualidade de vida). Ganha quem terminar com maior qualidade de vida.

São nos detalhes que esse jogo se diferencia. Por exemplo: você pode gastar carbono quando não tiver dinheiro. Outro bom exemplo é que existem cartas de pontuação que refletem os tratados mundiais a respeito de sustentabilidade: ODS da ONU, Acordo de Paris e Protocolo de Quioto. E, claro, no final não importa o dinheiro.

Ficha técnica

Número de jogadores: 2-4 jogadores;
Tempo: 30 minutos;
Mecânicas: Gerenciamento de recursos;
Editora: Educa Meeple;
Componentes (jogo base): 

  • 40 cartas de Localidade;
  • 4 cartas de Cidade;
  • 4 cartas de Indústria;
  • 4 cartas de Desastre;
  • 12 cartas de Tratado;
  • 12 cartas de Pontuação;
  • 24 marcadores de pontuação;
  • Manual de Regras;
  • Manual do Professor.

Como funciona

O jogo funciona com alocação de tiles formando a sua cidade. Você começa com uma cidade e uma indústria em sua mão. Toda rodada você irá comprar 3 cartas (intercalando entre os jogadores). As cartas possuem um custo em dinheiro, você poderá pagar com Carbono caso não tenha mais crédito.

Depois irá para a etapa de alocar essas novas cartas. Todo tile deve ser colocado adjacente a outro. Alguns deles possuem estradas. É interessante conectá-los, pois você pode ganhar recursos pelo caminho que parte da sua cidade de forma contínua e também por caminhos construídos pela mesma cor. Além disso, alguns tiles te dão recursos de forma fixa.

Depois de alocar e ganhar os recursos correspondente, tem a última etapa onde você perde créditos em função do seu nível de Carbono.

Além desses elementos, o jogo ainda conta com uma mecânica de carta de Desastre que entra nas cidades na 3ª rodada, influenciando na pontuação negativamente. E também existem os tratados que dão pontos extras caso os jogadores cumpram seus objetivos.

Quando terminar a 3ª rodada o jogador poderá usar seu crédito para diminuir o gasto de carbono. Isso é importante pois os pontos de carbonos são descontados diretamente da sua qualidade de vida. E, no fim, a pontuação de qualidade de vida é o que realmente te faz vencer o jogo.

Análise do jogo

Carbono Zero é um jogo muito interessante porque a mecânica simula bem as relações reais entre progresso e recursos disponíveis. Se eu quiser correr com a minha cidade, provavelmente ficarei com minha trilha de carbono bastante alta.

A dinâmica dos desastres também é importante, já que estamos vivendo cada vez mais as consequências das alterações climáticas. Então o jogo apresenta uma boa oportunidade de refletirmos sobre a conexão entre esses elementos. As pontuações de final de jogo conectadas aos tratados são boas opções para nos incentivar a pensar em progresso sustentável e gerar curiosidade para conhecer melhor do que cada um deles se trata.

Novamente precisamos trazer que a Educa Meeple acerta muito na produção de um jogo que é interessante por si mesmo, mesmo se não quiser aprender ou refletir sobre o uso de Carbono no mundo. Ao mesmo tempo consegue inserir a temática dentro da mecânica de forma que mesmo quem não estiver em sala de aula vai aprender com o jogo.

O jogo tem um design lindo, contando com marcadores personalizados de cada recurso e cartas bem desenhadas. Como padrão da editora, vem em conjunto com um Manual do Professor, com tudo que é necessário para aplicação em sala de aula.

Vale a pena comprar?

Nem preciso dizer que recomendo o jogo, né? Para quem vai trabalhar a parte educacional ou não. Porque se você só quer um jogo acessível de gestão de recursos, Carbono Zero é para você também.

E caso você precise de um vídeo para entender melhor, no Instagram da Educa Meeple você pode conferir o vídeo, é só clicar aqui!


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Jogos Pantêonicos de Arton – Área de Tormenta

No Área de Tormenta desse mês, estamos as portas dos Jogos Olímpicos. E baseado neles, vamos trazer nas próximas postagens um histórico dos Jogos Pantêonicos, o equivalente da competição no mundo de Arton! Não é canônico, mas é algo que veio da nossa colaboradora Vellsant e que vamos desenvolver nas próximas semanas.

Olímpiadas em cenários de Fantasia podem ir para caminhos… Extremos.

Os Jogos Pantêonicos na Historia

O registro histórico mais antigo de algo semelhante aos Jogos Pantêonicos eram Os Feitos de Lenorienn, que começou a ocorrer após a chegada dos Elfos em Arton e durou até pouco depois do início da Infinita Guerra. Porém, detalhes dessas festividades e jogos foram perdidos devido a Infinita Guerra e a Queda de Lenorienn.

Antes da queda de Lenorienn, a arquearia era tanto uma arma quanto um artificio de guerra.

Os Feitos de Lenorienn

Não se tratava necessariamente de competições, mas de demonstrações de maestria com Arco e Flecha, acrobacia e coreografia com espadas. Não haviam vencedores e perdedores, de acordo com a antiga fé da religião de Glorienn, como poderiam seres perfeitos serem mais perfeitos que os outros? Os registros são poucos, então são até mesmo conflitantes entre si e, por mais irônico que pareça,  há poucos elfos que sobreviveram e que se lembram dessa época.

As Ludus de Tapista e o orgulho de sua própria força popularizaram os Treinamentos de Força.

Treinamentos de Força

Outro registro histórico data do fim do Século do Luto, em 1082, em Tapista. Com a formação do Senado, os tapistanos acreditavam que a república de Tapista precisava iniciar uma cultura própria e cultivar os dogmas do deus da Força, com isso se iniciaram os Treinamentos de Força. Iniciado como competições amistosas de força entre os exércitos que viriam a se tornar membros da centúrias, Ludus rivais que competiam entre si e minotauros cívis que habitavam na então república. Eram vistos com admiração por nobres de Hershire, que levaram à cultura ao reinado e, assim, se deu início a pequenos festivais que emulam os Treinamentos de Força, e que se tornaram inspiração para os futuros Jogos Pantêonicos.

A deusa, agora liberta, deu a ambição da competição no coração artoniano.

A Libertação de Valkaria

Os jogos Pantêonicos em sí só tiveram início em 1401, quando a deusa Valkaria é liberta por um grupo de aventureiros e seus clérigos voltam a ter seus poderes longe da Estátua de Valkaria, um clérigo tem uma visão que, com a libertação da deusa, os artonianos deveriam demonstrar o que são capazes e ter demonstrar fisicamente sua ambição. O clérigo de Valkaria Peter Di-Cobertew, com a benção do então levantado Sumo-Sacerdote Hennd Kalamar, organiza a primeira edição dos Jogos Pantêonicos, com sua origem na cidade de Valkaria e em comemoração a libertação da deusa que dá nome a cidade.

Arton saiu de duas guerras e três deuses caidos… Um pouco de entretenimento não faz mal para ninguém, certo?

Os Jogos Pantêonicos em 1420 e 1421

Os jogos pantêonicos podem servir como um evento que ocorre pontualmente nas suas mesas, ou como um objetivo de longo prazo dos personagens enquanto se aventuram. Personagens podem saber dos jogos e querer treinar para participar deles, ou apenas assistir os jogos. Segue abaixo alguns ganchos de aventura que você pode usar envolvendo os Jogos Pantêonicos;

  • Enquanto assistem aos jogos pantêonicos, um competidor misterioso aparece e começa a ganhar todas as provas de uma modalidade. Quem é e de onde veio esse competidor misterioso?
  • Os aventureiros são chamados para transportar para Zakharov uma carruagem com itens de extrema importância para os jogos. Os personagens devem chegar de um ponto A de um reino participante (Como, por exemplo, Bielefeld) até o reino das armas, enfrentando saqueadores e outros perigos, para descobrir que se tratavam de 165.000 toalhas para os participantes.
  • Parecido com o gancho anterior, mas os aventureiros devem auxiliar o portador da Tocha Pantêonica, uma tocha que dizem ser acesa pela própria Valkaria, e que deve ser levada da cidade de Valkaria até o ponto aonde os jogos são feitos. Os aventureiros não podem deixar a tocha ser roubada ou ser apagada.
  • Os personagens são abordados ou tem um jogador entre eles que quer participar de uma ou mais modalidades, e então se prepara fisicamente para isso.
  • Durante os jogos, diversas facções de todas Arton tramam contra sí, mas pela natureza dos jogos não podem se agredir, mas um atentado acontece durante um esporte e há varios suspeitos, cabe aos aventureiros descobrirem quem é o culpado.
O fogo da Tocha Pantêonica nunca deve se apagar.

A Tocha Pantêonica

Dizem que a tocha apenas se acende durante a época dos jogos pantêonicos e que foi um presente dado aos deuses ligados a competição (Valkaria e Thyatis). A tocha é um artefato que se acende ao inicio dos Jogos Pantêonicos e que ilumina em um raio de 18m e só pode ser apagada se receber 30 pontos de dano (Ela tem RD 5 a dano). Além disso, a tocha concede a quem a empunhar +3m de deslocamento e +2 em testes de resistência. Quando os Jogos Pantêonicos acabam ou quando ela acende uma pira para dar inicio aos jogos, ela se torna uma tocha mundana.

Linha do Tempo dos Jogos Pantêonicos

Cerca de 0 a 300 CE

Pelos textos sobreviventes da Infinita Guerra, havia jogos de arquearia, acrobacia e atletismo na sociedade de Lenorienn. Literatura antiga do povo élfico chamava os jogos de Feitos de Lenorienn.

1082

Após o fim do Século do Luto, levados pela necessidade de firmar sua cultura, o Senado Táurico começa os Treinamentos de Força, promovendo competições amistosas de força e coragem entre os minotauros. 

1401

Impulsionados pela Libertação de Valkaria, é realizada a primeira edição dos Jogos Pantêonicos, antes jogos desse tipo eram exclusividade dos Elfos e Minotauros, agora membros de todas as raças competiram para demonstrar suas habilidades. Realizado realizada na cidade de Valkaria e abençoados pela própria deusa, os jogos viriam a se repetir a cada 2 anos. O Império de Tauron, de maneira amistosa, mescla seus Treinamentos de Força com a competição do Reinado. Tanto para demonstrar a força do Império e também para demonstrar amizade com o Reinado.

1403

Devido aos ataques em Bielefeld, os Jogos Pantêonicos aconteceram em Ahlen, principalmente devido a campanha de Sir Orion Drake.

1405

Devido a ascensão da rainha Shivara Sharpblade ao trono de Yudennach, a terceira edição dos jogos Pantêonicos acontecem no reino. Trazendo a discórdia de boa parte da alta elite yudenniana com a quantidade de não-humanos no reino.

1407

Devido ao rebuliço do início das Guerras Táuricas, a então Rainha-Imperatriz Shivara Sharpblade define que os jogos deste ano iriam ocorrer em Svalas. Os Treinamentos de Força voltam a acontecer individualmente em alguns pontos do império, mas células de Tapista ainda competiram nos Jogos Pantêonicos, sobre o nome de “Confederação Tapistana”.

1409

Os jogos acontecem em Wynna, atletas ligados a facção purista de Yuden são expulsos por má conduta.

1411 a 1417

Os jogos não acontecem em 1411 devido a Guerra Artoniana e são cancelados nos anos seguintes, principalmente durante o cerco de Valkaria. Mas ao fim do ano de 1417, é definido o retorno dos jogos, agora ocorrendo na Academia Arcana. Sendo implementado o Magibol como esporte oficial dos Jogos Pantêonicos e são abertas a primeira Atlética de uma instituição de ensino artoniana, a atlética da Academia Arcana.

1419

Os jogos ocorreram em Namalkah, devido ao reestabelecimento da Corte Errante. Os jogos ocorrem em diversos pontos do reino de Namalkah, devido a natureza da corte da rainha. Devido a um conflito cultural, não há jogos de hipismo neste ano.

1421

Os jogos estão marcados para ocorrer em Zakharov. Com as recentes movimentações do panteão e Arton mais viva que nunca, especuladores e apostadores estão animados para o que promete para este ano.

Conclusão

Quando a Vellsant veio com a ideia de fazer uma postagem inspirada nas Olimpiadas, porém dentro do cenário de Arton, eu achei uma ideia magnifica. Não apenas pelo fato de feitos físicos serem levados a outro nível em mundos de fantasia serem algo muito legal de se brincar, mas também porque as olímpiadas sempre são um momento muito divertido de se acompnhar.

As diferentes historias dos atletas, das confederações, dos países, me deixam muito inspirado para trazer mais disso a tona no nosso RPG.

Essa não é a última postagem sobre os Jogos Pantêonicos, então esperem coisas muito legais vindo ai!

Para mais informações, além do site da campanha, fizemos uma postagem falando sobre que você pode conferir aqui


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Se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!


Texto:  Amanda “Vellsant” Velloso e Gustavo “AutoPeel” Estrela

Imagem de Capa: Gustavo “AutoPeel” Estrela

Revisão: Isabel Comarella

Deusaustrados – Resenha

Em Deusastrados cada jogador é um deus responsável por criar novas criaturas para povoar um novo planeta. Esse é um jogo de agilidade, onde precisamos criar nossos seres, enquanto novos critérios surgem tornando cada vez mais difícil a nossa missão.

Ficha técnica

Número de jogadores: 2-4 jogadores
Tempo: 30 minutos
Mecânicas: Seleção de Ação Simultânea, Construção a partir de Modelo, Tempo Real, Toma Essa
Editora: TGM

Componentes (jogo base): 

  • 5 Cartas de Deuses
  • 35 Cartas de Poder
  • 72 Cartas de Criatura
  • 3 Cartas Camaleônicas
  • 9 Tokens de Ordem
  • 5 Tokens de Deuses
  • 6 Tokens de Tipo
  • 4 Réguas de Jogador
  • 1 Tabuleiro
  • 1 Miniatura do Caos

Como funciona

A primeira coisa que você deve saber sobre Deusastrados é que ele é um jogo de caos! Não à toa nós temos o Deus do Caos e ele entra em ação 2x por turno!

O jogo funciona em fases. A primeira é a criação. Nela todos jogam ao mesmo tempo puxando cartas de partes da criatura do bolo que fica no centro da mesa. O mais interessante é que você pode colocar as partes que encontra nas suas criaturas ou nas criaturas das outras pessoas.

O tabuleiro do Caos marca as partes que podem ou não ser usadas. Antes mesmo do jogo começar, dois tipos de parte estarão indicadas como inviáveis.

Depois da fase da criação, o deus do Caos fecha mais um tipo de parte. Isso significa que mesmo que você tenha montado uma criatura completa, pode ser que ela deixe de ser agora.

Aí vamos para a fase de Poderes, onde cada deus coloca uma carta de sua mão com poderes especiais. Aqui vamos tentar proteger ou modificar as criaturas em jogo. O caos age novamente tirando mais um tipo de partes.

A fase final é a pontuação. São descartadas as partes que não são viáveis. Cada parte que restou vale 1 ponto. Criaturas completas dão 1 ponto extra.

São quatro turnos, com dificuldade crescente por conta das ações do Caos. Deusastrados também conta com um modo avançado onde cada deus tem um poder diferente.

Análise do jogo

A primeira coisa que se destaca em Deusastrados é sua arte lindíssima.Tanto os deuses quanto as criaturas são muito bem desenhados e muito fofos. A temática do jogo também é bem diferente e, confesso, foi a primeira coisa que me atraiu.

Como disse acima, é um party game de caos. Todos jogam ao mesmo tempo, tem bastante interferência externa e não dá para planejar ou ter uma grande estratégia em curso. A ideia é jogar com agilidade, fazer a melhor jogada possível e torcer para ter um pouco de sorte diante do deus do Caos.

É um jogo bastante divertido e diferente. A temática e jogabilidade estão muito bem conectadas. É altamente rejogável. O fator sorte talvez seja o ponto contra para alguém que procure algo mais estratégico, porém essa não é a proposta base do jogo. Dentro do que se propõe Desaustrados é um jogo incrível.

Vale a pena comprar?

Com certeza. Lindíssimo, desses jogos que chamam a atenção na prateleira, e muito divertido. Desaustado é um jogo excelente dentro da sua proposta e, só por isso, já valeria. Mas além disso, jogos que dependem mais da sorte são ótimos aliados de grupos mistos em idade e/ou experiência de jogabilidade.

Aqui em casa é sucesso e apresentamos sempre que podemos para todo mundo.

Gostou, então já sabe!

Em primeiro lugar, acompanhe o Na mesa nas redes sociais do Movimento RPG, onde teremos muito mais conteúdos com esse! Acompanhe também a  TGM Editora.

Você pode ler mais resenhas e regras da casa de boardgame aqui no site. Ou acompanhar nossos conteúdos nas nossas redes sociais.

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As Gangues de Geringontzan – Quimera de Aventuras

E aí pessoal, tranquilos? Hoje vamos a mais uma Quimera de Aventuras utilizando o jogo Hearthstone (jogo de cartas da Blizzard ao estilo Magic, que utiliza como base o universo de Warcraft). As Gangues de Geringontzan é uma expansão de Hearthstone que traz o embate entre as gangues do Kabal, Capangas Cruéis e Lótus de Jade pelo controle do submundo de Geringontzan. Embora seja considerada a pior expansão de Hearthstone, é uma das mais fáceis e divertidas para se adaptar para o RPG.

Quimera de Aventuras

A guerra das gangues

A própria expansão trás uma excelente ideia de campanha (não só de aventura). Numa cidade litorânea qualquer três facções criminosas disputam o poder do submundo. A milícia local sabe que, em breve, uma das facções pretende iniciar uma guerra por território com as outras. Para investigar isso o capitão da milícia decide contratar o grupo de aventureiros recém chegado para se infiltrarem em uma das facções e conseguir pistas que impeçam o derramamento de sangue.

 

Violência e sangue

Na parte baixa da cidade portuária de Rocuis os criminosos são violentos e extremamente brutais. Extorsões, agressões físicas e “desaparecimentos” são normais. Sem saber disso, o grupo enfrenta alguns capangas menores da gangue e atrapalha um carregamento de armas que seria feito no outro dia. Logo os aventureiros precisarão se proteger e, talvez, aceitar a ajudar de uma das outras duas gangues.

 

Criminosos arcanos

A gangue Kabal é focado na fabricação de poções mágicas. Entretanto, um de seus carregamentos foi sabotado e várias pessoas da cidades estão doentes (inclusive, talvez, um NPC querido ou importante para o grupo. Assim, os aventureiros precisarão ajudar o líder da gangue e alguns nobres a ele (secretamente) associados para descobrir o que houve e qual forma de reverter os efeitos colaterais das poções estragadas antes que pessoas comecem a morrer.

 

Estranhos especialistas

A exótica gangue dos Flores de Lótus está criando um pelotão de golens de jade. Contratados por uma das outras gangues, o grupo precisará criar uma distração para que que a gangue contratante dê fim a essa perigosa arma de guerra.

 

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Relações Inter-Raciais – Gênese Zero #20

A construção de um mundo de RPG ou literatura fantástica é enriquecido pelas diversas paisagens diferentes, mas temos que olhar também pela inclusão de diversas raças e suas complexas interações. As relações inter-raciais podem adicionar camadas de profundidade e realismo ao seu mundo, explorando conflitos, alianças e culturas diversas. Este artigo discutirá como aproveitar essas relações para criar narrativas cativantes, utilizando palavras de transição e voz passiva para facilitar a leitura.

1. Conflitos Históricos

Primeiramente, considere os conflitos históricos entre diferentes raças. Essas tensões podem criar narrativas complexas e dinâmicas. Por exemplo, uma antiga guerra entre elfos e anões pode ainda influenciar as interações atuais, mesmo que um tratado de paz tenha sido assinado há séculos.

2. Alianças Políticas

Além disso, explore as alianças políticas entre raças diversas. Governos mistos, onde representantes de diferentes raças trabalham juntos, podem servir como palco para intrigas políticas e alianças inesperadas. Uma elfa diplomata trabalhando ao lado de um general orc pode criar uma dinâmica interessante, onde a desconfiança inicial se transforma em respeito mútuo.

3. Comércio e Economia

O comércio inter-racial pode ser uma fonte rica de histórias. Em um mercado onde humanos, gnomos e dragões convivem, a troca de mercadorias exóticas pode levar a aventuras inesperadas. Produtos únicos de cada raça, como poções élficas ou armas anãs, podem se tornar elementos centrais nas missões dos personagens.

4. Relações Culturais

Valorize as trocas culturais entre diferentes raças. Festivais multiculturais, onde tradições diversas se celebram, podem servir como cenários vibrantes para eventos narrativos. Por exemplo, um festival onde dançarinos élficos e músicos halflings se apresentam juntos pode revelar segredos antigos ou iniciar novos conflitos.

5. Misturas Genéticas

As misturas genéticas entre raças também oferecem oportunidades para narrativas únicas. Portanto, personagens mestiços, como meio-elfos ou meio-orcs, podem enfrentar desafios específicos relacionados à sua herança dupla. Esses personagens podem lutar para encontrar seu lugar no mundo, enfrentando preconceitos e aproveitando suas habilidades únicas.

6. Relações Interpessoais

As relações interpessoais entre membros de raças diferentes podem, além disso, ser exploradas para adicionar drama e complexidade. Por exemplo, amizades, romances ou rivalidades entre raças diversas podem refletir temas de aceitação e preconceito. Um romance proibido entre um elfo e uma humana pode, de fato, desafiar normas sociais e provocar conflitos internos e externos.

7. Religião e Crenças

As diferenças religiosas entre raças podem ser uma fonte de conflito ou de união. Rituais e crenças contrastantes podem causar tensões, mas também podem servir como pontes de entendimento. Por exemplo, um clérigo humano e um druida gnomo podem encontrar um terreno comum em suas práticas espirituais, unindo suas comunidades.

8. Tecnologia e Magia

A tecnologia e a magia variam amplamente entre as raças, criando oportunidades para colaborações ou confrontos. Os anões podem ser mestres da tecnologia, enquanto os elfos podem se destacar na magia. Uma campanha pode girar em torno de uma invenção tecnológica que necessita de um encantamento mágico para funcionar, exigindo a cooperação entre raças.

9. História Compartilhada

Uma história compartilhada entre raças pode fortalecer laços ou perpetuar rivalidades. Eventos históricos significativos, como batalhas conjuntas ou tratados importantes, podem ser explorados para aprofundar a narrativa. Um artefato que simboliza a aliança entre duas raças pode se tornar um elemento central na campanha.

10. Adaptação ao Ambiente

A adaptação ao ambiente é outro aspecto crucial das relações inter-raciais. Raças que habitam diferentes biomas, como desertos, florestas ou montanhas, podem ter que unir forças para sobreviver. Uma missão que exige a colaboração entre uma raça que vive nas profundezas das cavernas e outra que habita as altas montanhas pode criar desafios logísticos e emocionais.

Conclusão

As relações inter-raciais no seu mundo de RPG e literatura fantástica podem enriquecer a narrativa, adicionando profundidade e complexidade. Utilizando conflitos históricos, alianças políticas, comércio, cultura, genética, relações interpessoais, religião, tecnologia, história compartilhada e adaptação ao ambiente, você pode criar um mundo vibrante e multifacetado. Essas interações não só envolvem os jogadores, mas também refletem questões reais, oferecendo uma experiência imersiva e significativa.

PARA MAIS CONTEUDO DO MESTRE BROTHER BLUE

A tecnologia de seu mundo – Aprendiz de Mestre

Tranquilos Aprendizes de Mestre? Na abordagem de hoje sobre a escolha do nível tecnológico para seu mundo. Tal escolha é fundamental para que se saiba o que pode ou não existir no mundo.

Classicamente se joga em cenários da Alta Idade Média, onde existem os mais diversos tipos de armaduras, mas não de armas de fogo. Mas primeiro…

 

Quais níveis tecnológicos existem?

Antes de escolher quais tecnologias são existentes ou acessíveis, é importante saber quais os níveis de tecnologia são possíveis e mais condizentes com seu jogo ou cenário. Assim, temos um exemplo geral de níveis tecnológicos possíveis:

  • Pré-história ou Idade da Pedra: histórias selvagens como Zamor se encaixam muito vem aqui, onde a tecnologia é baixa e itens de metal são considerados mágicos.
  • Idade dos Metais: histórias baseadas nas primeiras civilizações como Mesopotâmia e Grécia Antiga. A tecnologia aqui é um pouco mais avançada que as da Idade da Pedra e é comum existirem elementos místicos acompanhando o cenário.
  • Antiguidade: talvez o melhor expoente deste período seja o período romano e todas suas descobertas tecnológicas.
  • Medieval: aqui temos nosso clássico e querido período medieval. Armaduras completas, muitas armas brancas, castelos, reis e muito espaço para dragões e toda fantasia que fez a maioria de nós termos contato com o RPG.
  • Renascença: aqui se inicia o uso de armas de pólvora e há um melhoramento em embarcações. Costumeiramente misturamos este período com o medieval. Inclusive, o mais famoso cenário brasileiro Arton/Tormenta, seria melhor clássico como uma fantasia renascentista e não medieval.
  • Revolução Industrial: marcada fortemente pela Era Vitoriana, é cheia de tecnologias a vapor, cidades grandes e muitas indústrias. Além de possuir uma ciência estranha e muito experimental. Eberron é o exemplo mais famoso deste nível tecnológico. Também colocarei meu cenário como exemplo deste período.
  • Grandes Guerras: o período entre as grandes guerras, incluindo a Bélle Époque estão num outro nível tecnológico. Há muito avanço militar, artes e cultura numa mistura de beleza e horror, esperança e desamparo.
  • Era Atômica: mundos baseados em tecnologia atômica, como o mundo de Fallout. Podemos ter muitas tecnologias atuais, mas a maioria, se não todas, serão analógicas e não digitais.
  • Era Moderna: nosso mundo como o conhecemos, principalmente nesse início de Era Digital.
  • Era Espacial: o início da exploração espacial. Tem-se muitas tecnologias avançadas, porém ainda são muito custosas.
  • Futuro Longínquo: aqui abarcamos todas as tecnologias que apenas podem ser imaginadas, como dobra espacial, antigravidade, antimatéria, entre outras.

Escolhendo o que mais se encaixa em meu mundo

Tendo o básico do conhecimento sobre as tecnologias pode-se determinar o que mais condiz com seu mundo. Por exemplo, no meu cenário de Recchá, as armas de fogo são usuais e seguras. Nem todos as usam porque são caras. Entretanto, qualquer um com dinheiro suficiente poderá adquirí-las e usá-las. Assim, quando penso num soldado imperial ou no que os personagens poderão usar, as armas de fogo estarão lado a lado com as armas brancas que estamos acostumados nas fantasias medievais.

Porém, não é só em termos bélicos que devemos pensar. Em Recchá há um grande sistema ferroviário que liga metade do continente. Inclusive esta linha férrea modificou a paisagem ao ponto de várias cidades surgirem e estarem surgindo junto aos postos de abastecimento dos trens.

Porém, algo que meus jogadores pensaram e eu tinha me esquecido completamente é que existiam carros e motos na época tecnológica do cenário. Assim, ao ser questionado pensei a respeito e vi que sim, carros e motos deveriam existir em meu cenário mas seriam mais caros e raros que a energia elétrica que eu já havia pensado.

 

Toda regra tem exceção

Assim, é interessante pensarmos no que queremos e no que não queremos. Eu poderia dizer que mesmo que fizesse sentido, carros e motos não existiriam porque não houve esse interesse da população. Porém, isso eu já tinha feito em relação a grandes barcos e a zeppellins. Então, somente aumentei a raridade e relevância dessas tecnologias no cenário. Ao invés de impedir, apenas as tornei raras e caras.

Porém, temos uma cidade ambulante. Algo que necessitaria de muito mais tecnologia que a atual para ser feita. Assim, temos um ponto fora da curva, algo que faz o cenário ser diferente e demonstra que ele é fantástico.

Posso fazer isso com mundos medievais também. Ao ponto de por alguma tecnologia atual como existente no cenário. Algo que só existe por magia ou pela vontade dos deuses.

Ou também o contrário. Fazer uma era vitoriana sem motores a vapor e com armas de fogo raras ou inexistentes, onde as lutas só acontecem por magias ou armas brancas (ou frias como prefiro me referir).

Porém, é sempre importante ter uma explicação verossímil para a existência ou não de algo que, para nós, faça todo sentido. Pois o mais importante é que seu mundo consiga fazer com que você e seus jogadores consigam entrar em suspensão da descrença e vivam aquele mundo como se fosse real.

 

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Minhas Aventuras com o Superman 1ª Temporada – Quimera de Aventuras

Neste Quimera de Aventuras, vamos falar da série do MAX; Minhas Aventuras com o Superman. A série é baseada no primeiro super heroi de capa e cueca por cima da calça. E é basicamente uma releitura do herói voltando a dinâmica de um Clark Kent atrapalhado para mascarar um Superman confiante e heróico.

Na primeira foto divulgada, já dava para ter uma ideia da energia da série.

Sobre a Série

Minhas Aventuras com o Superman é uma historia que acompanha Clark Kent em seus vinte anos. Porém, ele esconde sua identidade secreta de Superman enquanto trabalha no Planeta Diário com seus amigos Lois Lane e Jimmy Olsen. Investigando casos da cidade de Metropolis e descobrindo o que podem fazer juntos. Clark constroi sua identidade secreta enquanto descobre suas próprias origens. Lois quer se tornar uma repórter famosa e Jimmy Olsen faz de tudo para divulgar as histórias que importam.

Nossa Visão sobre a série (Pode conter spoilers!)

No meio de tantas versões malignas do Superman por ai (Injustice, The Boys, Invincible, etc…). Minhas Aventuras com o Superman é um respiro de alívio, que traz de volta o sentimento de esperança que o herói traz. É um Super-Homem leve, tranquilo, que vive aventuras com seus melhores amigos e é isso. Não tem uma carga dramática muito enorme, é um Superman tranquilo que fazia MUITA falta.

O sentimento as vezes é que a série quer rushar muito assuntos, como multiverso que já aparece nessa temporada ou alguns vilões muito grandes no universo DC que são adolescentes edgy (No caso, o Exterminador). Mas nada disso diminui a série, apenas mostra que ela é de outro universo, e está tudo bem.

Todo bom super-herói precisa de bons NPCs

Quimera de Aventuras

Nessa seção, vamos dar ideias para mesas usando a série como refêrencia!

Cenários e Sistemas

Você pode simular uma aventura baseada em Minhas Aventuras com Superman em qualquer cenário de super-heróis, seja Marvel, DC, Image ou até mesmo um universo próprio.

Sistemas podem ser sistemas de super herois, como Mutantes & Malfeitores, DC Adventures RPG, Marvel Super Heroes RPGGURPS Supers ou Masks.

A ideia é ter parte de aventuras ou sessões dos heróis em suas identidades secretas e a outra parte deles como heróis, lidando com o que descobriram em suas personas civis. Também é importante você, como mestre, fazer uma gama de NPCs que giram em torno dos heróis e que são importantes para eles, assim ajudando nos casos e nos problemas que os heróis enfrentam.

Abaixo, vamos listar algumas ideias de aventuras baseados nos episódios da primeira temporada.

  • Aventuras de Pessoas Normais

Em uma primeira aventura introdutória, cada super-herói explica como recebeu seus poderes, qual sua identidade secreta e como vive seu dia a dia, e quais pessoas estão orbitando ao redor delas. Há um primeiro combate com contrabando de robôs militares em que os heróis tem que usar seus poderes pela primeira vez e serem revelados para a cidade em que moram.

  • Minha Entrevista com o Herói 

Um dos personagens descobre que um jornal está atrás de ter uma entrevista com um dos heróis, e devem tentar despistar eles de tentarem desvendar quem o herói alvo é, sem dar pistas que é um deles.

Muitas coisas acontecem durante mesas de super-heróis

  • Noite na Torre 

Os personagens descobrem que está acontecendo uma festa de gala de uma grande empresa de tecnologia que está desenvolvendo um novo traje militar, porém não sabem que o dono da empresa pretende mostrar o poderio de seu traje contra os heróis que surgiram na cidade.

  • Pessoas Mentem

Um dos NPCs começam a entrar em locais mais perigosos e se aproximar demais de algum dos vilões. Os personagens devem impedir que ele se coloque em perigo, sem revelar quem são.

  • Minhas Aventuras com Cientistas Malucos 

Durante investigações dos heróis, eles descobrem uma área privada do governo aonde habitam um casal de cientistas malucos, um deles em um corpo de robô alimentado por seu cérebro e outro em um corpo de gorila. O que não sabem é que esse casal é mantido refém na instalação e estão tentando sair com uma tecnologia instável.

Quebre a quarta parede com gosto, mestre

  • Tchau Tchau e cai no Portal

Os personagens são abordados por Mr. Mxyzptlk, um duende da quinta dimensão que diz que normalmente pede ajuda ao Superman para isso, mas que precisa levar os heróis para a Terra-1 para recuperar seu chapéu que foi roubado. Os heróis podem ajudar ou desconfiar do duende, mas no fim é um plano dele para ter seus poderes totais restaurados.

  • Dia 0

Uma suposta invasão alienígena se inicia, e os heróis são colocados entre os aliens e o governo, que acredita que os heróis são culpados pela vinda dos aliens.

  • Os Corações dos Pais 

Uma das famílias de um dos heróis planeja uma festa de ação de graças, natal ou algum feriado, e chama não apenas os heróis como também seus amigos NPCs. Rode como uma sessão de roleplay, com todos conversando e lidando com seus segredos e o que já aconteceu na mesa até aqui.

Conclusão

Como foi dito anteriormente, Minhas Aventuras com o Superman é um respiro de alivio quando as ultimas encarnações do Homem de Aço são de um herói vilanesco e implacável. Um herói que tem poderes demais mas usa eles de maneira tirânica. O Superman volta a ser um símbolo de esperança para um mundo cada vez mais pessimista.

Se você quer um série de conforto, eu não poderia recomendar mais.


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Revisão e Montagem da Capa: Isabel Comarella
Texto: Gustavo “AutoPeel” Estrela

Al-jabr

Al-Jabr é um jogo de matemática da Educa Meeple. Aqui você será desafiado a encontrar a equação matemática correta, antes dos demais. Ele é acelerado e desafiador e, por aqui, curtimos muito jogar.

A Educa Meeple é uma empresa focada no desenvolvimento de jogos educativos e divertidos. Baseados nas jogabilidades mais modernas, a Educa Meeple consegue equilibrar bem esses dois pilares, de forma a criar jogos que funcionam dentro e fora de sala de aula. Vale a pena conhecer a proposta deles, tanto se você é professor, quanto se você só quer jogos divertidos dessas temáticas. Se quiser conhecer mais, fizemos um episódio do nosso podcast com o Maik, responsável da empresa.

Ficha técnica

Número de jogadores: 2-5 jogadores.
Tempo: 15 minutos.
Mecânicas: Gerenciamento de mãos.
Editora: Educa Meeple.
Componentes (jogo base): 

  • 36 cartas de números;
  • 61 operadores matemáticos;
  • 1 ampulheta;
  • Manual do jogo;
  • Manual do professor.

Como funciona

Em primeiro lugar cada jogador compra 5 cartas para sua mão e pega alguns operadores matemáticos (3 mais, 3 menos, 2 multiplicadores, 2 divisores, 2 parênteses). Em seguida, no início da rodada são abertas duas cartas no meio. Essas serão o resultado que todos devem buscar.

A partir de então os jogadores podem organizar seus números e operadores da forma como preferirem para chegar o mais perto possível do número. O primeiro jogador que estiver satisfeito com seu resultado grita Al-jabr (Al/ja/bar) e vira a ampulheta. Os demais jogadores tem esse tempo final para organizar as suas equações. Ganha a rodada quem tiver acertado ou chego mais perto do número aberto no meio. São 3 rodadas para determinar o vencedor.

O jogo também tem diversas possibilidades de adaptação, inclusive indicadas nos manuais, como modo avançado (mais cartas, obrigatoriedade de uso de operadores específicos) ou versões mais leves (uso de menos operadores por exemplo). Também é intuitivo as diversas maneiras de adaptá-lo para seu grupo.

Análise do jogo

Al-Jabr é um jogo bem divertido e desafiador. É uma corrida contra o tempo enquanto fazemos contas. Cheio de adrenalina, com cérebro funcionando ao máximo.

Ele precisa ser adequado ao nível do grupo, se temos alguém com dificuldade em matemática isso precisará ser levado em conta. Por aqui testamos entre pessoas que gostam do desafio e sem intenção educativa nenhuma. Nos divertimos e ainda conversamos sobre as estratégias de cada um e, olha só, acabamos aprendendo sobre como organizar a lógica na hora de fazer uma conta.

Aqui também vale o destaque para o Manual do Professor. Ele é bem completo, com um plano de aula completo, ferramenta de avaliação e também quais habilidades da BNCC que estão sendo desenvolvidas.

Além de tudo o que foi falado, o jogo possui a possibilidade de realidade aumentada, onde conseguimos ver mais opções de interação com os números (como eles são chamados em outras línguas, por exemplo).

Vale a pena comprar?

Sem dúvidas! Al-jabr é um ótimo exemplo da proposta da Educa Meeple: diversão e educação em equilíbrio. Um jogo ótimo para quem gosta de matemática, ou quer exercitar e, claro, para professores que desejam aplicar em sala de aula.

E você sabia que Al-jabr é a palavra original para Álgebra? Pois é, pensado nos mínimos detalhes. Como outro easter-egg algumas peças de operadores matemáticos têm uma camada linda de brilho. Dá uma procurada por aí. Jogão numa pequena caixa!

E caso você precise de um vídeo para entender melhor, no Instagram da Educa Meeple você pode conferir o vídeo, é só clicar aqui!


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Protegidos na Narrativa – Aprendiz de Mestre

Saindo das aleatoriedades das narrativas e vamos nos comprometer com outro assunto do universo dos jogos de RPG, os personagens dos jogadores frequentemente assumem o papel de protetores, guiando e defendendo indivíduos menos poderosos ou mais vulneráveis. Utilizar esses protegidos de maneira eficaz pode não apenas enriquecer a narrativa, mas também proporcionar momentos de grande diversão e emoção. Exploraremos como os mestres de jogo podem aproveitar os protegidos dos personagens para criar histórias mais envolventes e dinâmicas.

Desenvolvimento de Subtramas

Introduzir protegidos permite o desenvolvimento de subtramas paralelas à história principal. Em suma, essas subtramas podem revelar mais sobre o passado dos personagens, além de seus motivos e desafios pessoais. Por exemplo, um guerreiro pode proteger uma criança sobrevivente de um vilarejo destruído, revelando, assim, seu lado mais compassivo.

Conflitos Morais

Protetores muitas vezes se deparam com dilemas morais. Por exemplo, um mago pode precisar decidir entre continuar sua jornada ou ficar para defender um vilarejo contra invasores. Essas decisões difíceis, contudo, não só enriquecem a narrativa, mas também ajudam a desenvolver o caráter dos personagens.

Fontes de Informação

Protegidos podem servir como fontes valiosas de informação. Por exemplo, um jovem aprendiz de um clérigo pode possuir conhecimento crítico sobre um artefato perdido. Utilizar protegidos dessa forma pode, em suma, acelerar a progressão da história e manter os jogadores engajados.

Ganchos para Missões

Introduzir protegidos oferece ganchos naturais para novas missões. Por exemplo, um druida pode ser chamado para proteger uma floresta porque um antigo protegido está em perigo. Esses ganchos podem, em suma, se transformar em aventuras emocionantes, mantendo a narrativa fluida e interessante.

Emoção e Risco

Nada gera mais tensão do que a ameaça a um protegido. Se um protegido é capturado ou está em perigo, os personagens são forçados a agir rapidamente. Isso pode criar cenas de ação intensas e momentos emocionantes que manterão os jogadores na ponta de seus assentos.

Desenvolvimento de Relações

Protegidos permitem o desenvolvimento de relações significativas. Um ranger pode criar um vínculo com uma criatura da floresta, que se torna seu protegido. Essas relações acrescentam profundidade emocional à história, tornando as aventuras mais memoráveis.

Evolução dos Personagens

Protetores podem evoluir com a influência de seus protegidos. Um ladino que inicialmente pensa apenas em si mesmo pode se tornar mais altruísta ao proteger um jovem órfão. Essa evolução é uma maneira poderosa de mostrar o crescimento dos personagens ao longo da campanha.

Reviravoltas na Trama

Utilizar protegidos pode levar a reviravoltas inesperadas. Um protegido aparentemente inofensivo pode, na verdade, ser um agente disfarçado de uma organização maligna. Essas reviravoltas mantêm a história imprevisível e excitante.

Motivação para a Aventura

Protetores frequentemente têm motivação adicional para suas aventuras. Um paladino pode embarcar em uma jornada perigosa para resgatar seu protegido sequestrado. Essa motivação extra pode fortalecer a narrativa e engajar mais profundamente os jogadores.

Dinâmica de Grupo

Protegidos podem afetar a dinâmica do grupo de jogo. Um monge que cuida de um protegido ferido pode gerar discussões sobre a melhor estratégia para proteger o grupo. Essas dinâmicas enriquecem a experiência de jogo, tornando cada sessão única e memorável.

Conclusão

Aproveitar os protegidos dos personagens dos jogadores pode transformar uma campanha de RPG, adicionando camadas de complexidade e emoção à narrativa. Esses elementos oferecem oportunidades para desenvolver subtramas, criar conflitos morais, fornecer informações cruciais e muito mais. Em suma, ao integrar protegidos de maneira criativa e significativa, os mestres de jogo podem garantir que suas campanhas sejam envolventes e inesquecíveis, proporcionando diversão tanto para os jogadores quanto para os narradores.

PARA MAIS CONTEUDO DO MESTRE BROTHER BLUE

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