A coluna Ideias para Aventura, descende da coluna principal, Manuscritos. Nela cabem todo tipo de Ideias para Aventura, principalmente as que advém de sistemas, incluindo os indies. No entanto é possível agregar nela também, ideias de personagens que não possuem ficha, e não podem ser incluído na Criação de Personagens
Neste post vamos a abordar uma proposta de aventura, a Vigília da Torre de Ferro. Uma aventura de minha autoria para Tagmar RPG, que pode ser usada tranquilamente para quaisquer versões desse sistema.
Conheça Tagmar
Há mais de três décadas, em 1991, as prateleiras brasileiras recebiam um marco histórico: Tagmar, o primeiro RPG publicado no Brasil. Enquanto o mundo olhava para fora, nós olhávamos para um cenário de fantasia medieval sombrio, onde heróis lutavam para reconstruir um mundo devastado pela longa tirania da Seita.
Mas Tagmar não é apenas uma peça de museu. Ele é uma entidade viva. Hoje, graças a um projeto comunitário sem precedentes, Tagmar é totalmente gratuito e Open Source. A versão atual (Tagmar 3.0) mantém a alma “Old School” — com combates letais, a famosa Tabela de Resolução colorida e um sistema de magia complexo — mas com regras modernizadas e expandidas por uma legião de fãs apaixonados.
A aventura a seguir, “A Vigília da Torre de Ferro”, é um convite para você experimentar essa lenda. Baixe os livros em tagmar.com.br, pegue seus d20s e prepare-se: em Tagmar, a vitória nunca é garantida, ela é conquistada.
A aventura abaixo é recomendada para 4 a 5 personagens de Estágio 2.
A Vigília da Torre de Ferro
Primeiramente, para homenagear o legado do primeiro RPG brasileiro, esta aventura retorna às raízes. Por isso, não espere grandes conspirações políticas complexas aqui, mas sim o bom e velho aço contra as trevas.
“A Vigília da Torre de Ferro” desafia os heróis a correrem contra o tempo, visto que precisam impedir que um culto remanescente da Seita profane um santuário sagrado. Consequentemente, este cenário serve perfeitamente para apresentar a letalidade e a atmosfera de Tagmar a novos jogadores.
Sinopse
Inicialmente, durante a Noite da Lua Sombria, os habitantes do vilarejo de Pedra Alta avistam uma luz profana que emana das ruínas da Torre de Ferro, um antigo posto avançado de observação que o reino abandonou logo após a Guerra. Além disso, o ferreiro local desapareceu, enquanto rumores indicam que os cultistas da Seita do Sangue Negro pretendem usar o alinhamento da lua para abrir uma fenda para o plano demoníaco. Por essa razão, os heróis devem subir a montanha, invadir a torre e impedir o ritual antes que o dia amanheça.
Cena 1: O Chamado na Taverna “O Escudo Rachado”
A aventura começa no meio da ação, com um contrato clássico já aceito. Visto que desejamos manter o tom “Old School”, a simplicidade torna-se fundamental.
Leitura para os Jogadores: “O vento lá fora uiva como um lobo ferido e faz as janelas da taverna tremerem. Nesse momento, o ancião da vila, Mestre Hamil, coloca um saco de moedas pesadas sobre a mesa de carvalho. ‘Não ofereço apenas ouro”, diz ele, com a voz trêmula. ‘Os antigos ergueram a Torre de Ferro para vigiar o mal, não para abrigá-lo. Contudo, se aquela luz vermelha no topo da montanha não se apagar antes do sol nascer, o fogo consumirá Pedra Alta. Portanto, dito isso, meu filho está aprisionado também, peço que tragam meu filho, o ferreiro, de volta e lhes serei eternamente grato.'”
Objetivo: Subir a trilha da montanha e, posteriormente, infiltrar-se na torre.
A Recompensa: 50 Moedas de Ouro por cabeça, bem como a gratidão eterna (que poderá, por exemplo, garantir cura gratuita no templo local).
Cena 2: A Trilha da Emboscada
A subida revela-se íngreme e traiçoeira, pois a fama de Tagmar reside justamente em seu ambiente hostil.
O Desafio: Entretanto, no meio do caminho, em um desfiladeiro estreito, os jogadores encontram uma barricada tosca que os inimigos montaram com árvores derrubadas.
Inimigos: 3 Orcs Batedores e 1 Orc Arqueiro (que vigia do alto).
Tática: Os orcs de Tagmar agem com astúcia. Dessa forma, eles usam a cobertura a favor deles. Além disso, o arqueiro tentará focar seus ataques nos conjuradores (Magos/Sacerdotes).
Teste de Perícia: Todavia, um teste de Rastrear ou Observar (Difícil) antes de chegar à barricada permite ao grupo evitar a surpresa.
Clima: A chuva começa a cair e, como resultado, torna o chão escorregadio (o que impõe penalidade na coluna de ataque para quem se mover correndo).
Cena 3: A Entrada da Torre e o Enigma do Guardião
A porta da torre, maciça, compõe-se de ferro e madeira negra. Curiosamente, não existe fechadura, mas apenas um relevo antigo que representa os deuses Cruine (Guerra) e Palier (Conhecimento).
Descrição: “Diante da porta dupla, há um pedestal de pedra com três cavidades vazias. Já no chão, espalhadas entre escombros, vocês veem várias pedras esculpidas em formatos geométricos: um círculo, um quadrado, um triângulo, uma estrela e uma caveira.”
O Enigma: Uma inscrição desgastada diz: “A Guerra protege o que o Conhecimento constrói, mas a Morte espera o tolo.”
Solução: Para resolver, os jogadores devem colocar as pedras na ordem correta, baseando-se na frase:
Primeiramente, Cruine (Guerra): O Quadrado (já que simboliza o escudo/proteção).
Em seguida, Palier (Conhecimento): O Triângulo (simboliza a ascensão/construção).
Por fim, A Morte: O grupo deve deixar a Caveira no chão ou jogá-la fora. Porém, caso alguém coloque a peça no pedestal, o erro aciona imediatamente uma armadilha de gás venenoso.
Cena 4: O Salão do Ritual
O interior da torre revela um único e vasto salão vertical com escadas em espiral quebradas, as quais levam ao topo onde o ritual acontece.
Leitura para os Jogadores:“Imediatamente, o cheiro de enxofre e sangue torna o ar insuportável. No topo da plataforma, sob o céu aberto onde a lua vermelha brilha, um homem de capuz negro entoa cânticos guturais. Enquanto isso, o ferreiro permanece amarrado a um altar e uma adaga curva brilha na mão do cultista. Simultaneamente, sombras começam a se materializar nos cantos da sala.”
Os Inimigos:
O Líder do Culto (Sacerdote Nível 3): Possui magias de Medo e Dardo Místico.
2 Guardiões Esqueletos: Empunham espadas enferrujadas. Eles não sentem dor, portanto, lutam até que alguém os destrua.
A Mecânica do Ritual: O Mestre deve colocar um dado de 6 faces (d6) visível na mesa, começando no 6. Sempre que uma rodada passar, o dado diminui um número.
Se acaso chegar a 0: O cultista sacrifica o ferreiro e invoca um Demônio Menor (o que, consequentemente, aumenta a dificuldade).
Por outro lado, se o grupo derrotar o Líder antes: O ritual se encerra.
Conclusão e Epílogo
Finalmente, se os heróis vencerem, encontrarão no corpo do cultista, um diário antigo com anotações sobre outras ruínas na região — tornando-se assim um gancho perfeito para uma campanha longa.
Posteriormente, ao descerem a montanha com o ferreiro salvo, o sol nasce e dissipa a luz vermelha. Pedra Alta respira aliviada.
Itens Mágicos/Espólios:
Uma adaga cerimonial que brilha levemente, mas somente na presença de orcs.
Um pergaminho de Cura Física (item muito valioso em Tagmar).
A gratidão de uma vila que, certamente, jamais esquecerá os novos Guardiões.
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Tranquilos pessoal? Neste texto sobre Kuro, da New Order traremos ideias (ou sementes) de aventuras com essa temática de terror japonês e, se possível, algo mais cyberpunk. O terror japonês, pelo menos para mim, parece ser muito focado no emocional e num destino quase inevitável do que na ação e correria de muitos filmes americanos de terror.
É um terror mais “calmo”, mas também mais profundo e enraizado. Algo inevitável…
Há coisas piores que o telemarkteting
O Chamado é um filme icônico para mim. Embora eu tenha assistido a versão americana. O filme foi tão interessante que o assisti duas vezes com amigos (o que é muito para alguém que não tem o terror como um dos temas favoritos). E nessas duas vezes, o telefone de onde estávamos tocou logo após o fim do filme, com a primeira vez ocorrendo exatamente com o final dos créditos.
Portanto, aqui escolherei uma variação mais cyberpunk: uma interferência na comunicação utilizada por cada jogador manda a mensagem:
“Você foi infectado por um cybervírus! Você tem 21 horas para ir a ala abandonada do Imperial Hotel e descobrir a cura.”
Os personagens poderão fazer as investigações e testes necessários para verificar a autenticidade da mensagem e se eles estão mesmo infectados. A infecção se mostra verdadeira e não há como rastrear a mensagem, exceto personagem que tenham contato com o oculto. E mesmo assim a informação que podem conseguir é de que parece ter um espírito “ligando” para algumas pessoas.
A facilidade dessa aventura é que ela pode se passar para uma a 5 ou 6 pessoas. Não necessitando que os personagens se conheçam nem de outros ganchos.
No final, se houver vários jogadores, algum espírito comunicará que há poções para todos, exceto uma pessoa. E que a pessoa excluída deverá ser aprisionada num ambiente ao lado.
Entretanto está é uma armadilha e todos os que prenderem um inocente ou nada fizeram para impedir isso, morrerão ao final do prazo. Já a pessoa escolhida para morrer, será a única a permanecer viva.
O Ciclo da Memória
Enquanto o grupo tenta decifrar como um amigo deles morreu. Eles são perseguidos por criaturas sombrias e, ao final do dia, vivos ou mortos. Retornam para o início do mesmo dia, ao lado do corpo do amigo falecido.
Aqui é importante criar alguns NPCs para serem suspeitos ou aliados. Alguém da polícia que investigará o grupo como principais suspeitos. E peças de um quebra-cabeça, que podem ser itens do assassino ou do falecido, histórias e ligações sobre assassinatos parecidos ou até mesmo pessoas.
O loop temporal só terá fim quando o assassino for revelado.
A Ilha
Numa ilha remota alguns primos distantes se reúnem para tomarem o local que lhes foi dado por herança. O testamento citava cada um dos personagens como herdeiro comunitário da ilha, mesmo que eles não se conhecessem e, mesmo que não tivessem algum parentesco claro.
Na ilha e, principalmente, na região construída (casa principal, armazéns, estufa, etc) sombras misteriosas, sons distorcidos e tecnologias ainda não existentes ocorrem, causando confusão aos jogadores. Inclusive transportando-os de um lugar a outro, separando-os e os levando a reviver memórias, embora de formas mais sombrias…
A Pedra
Uma grande rocha milenar se rachou sem terremoto ou outra aparente intervenção. Lendas antigas diziam que um oni foi aprisionado ali. O que parece ser verdadeiro quando o bairro onde fica a pedra é isolado por uma energia mística desconhecida.
Prendendo todos os habitantes num domo e fazendo com que os habitantes fiquem isolados dentro do Japão isolado.
A cada anoitecer alguém é morto e criaturas vagueiam em busca de mais vítimas. Não há caminhos claros para se libertar de tal prisão…
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Você conhecerá muito rápido os efeitos aterrorizantes gerados pelas regiões efêmeras de Psicomaquia, mas a ideia de efêmeras armisticiadas é ainda mais bizarra. Em Psicomaquia — cenário de fantasia sombria baseado no sistema D&D 5e e lançado pela RetroPunk Publicações via financiamento coletivo — os personagens exploram as Terras Efêmeras, regiões devastadas pela guerra entre os Etéreos.
Normalmente, essas distorções da realidade são mortais e hostis, mas há momentos raros em que dois generais Etéreos entram em armistício temporário, criando as chamadas Efêmeras Armisticiadas. Nestes lugares, o choque entre poderes opostos gera efeitos simultâneos e paradoxais que, de modo inesperado, podem favorecer certas espécies: os Efêmeros adaptam seus corpos com mais facilidade (suas mudanças derivadas de Mestres da Pele, da Carne e dos Ossos não consomem ações, e podem ser realizados sem limite de vezes por dia enquanto dentro da efêmera armisticiada), os Esquecidos sofrem menos com sua maldição (o número de horas antes do esquecimento são dobradas, a salvaguarda de Inteligência/Sabedoria estende mais 2d4 horas por teste, e o ato de dormir não causa o esquecimento imediato, sendo tratado como se horas despertas tivessem passado) e as Máscaras Pálidas tornam-se ainda mais letais, tomadas por uma confiança repentina (sempre estão beneficiados pela Bravura enquanto na efêmera armisticiada).
Se você quer conhecer mais sobre este universo, não deixe de ler a resenha de Psicomaquia no blog do Movimento RPGclicando aqui e de apoiar o financiamento coletivo de Psicomaquia clicando aqui.
Exemplos de Efêmeras Armisticiadas
Polaris x Imólios
Um deserto glacial tomado por auroras negras que brilham como brasas congeladas. O vento sopra como labaredas gélidas negras, crepitando em faíscas de gelo e carvão. As sombras parecem se mover com vida própria, consumindo o calor e a memória dos viajantes.
Efeito físico: queimaduras congelantes (10% de chance de dano a cada rodada, 2 pontos de dano simultaneamente ígneo e gélido) — partes do corpo se carbonizam ao mesmo tempo em que congelam.
Efeito mental: delírios de estar queimando vivo em meio a uma tempestade de neve (Nível de Temor: Inquietação).
Outro efeito: brasas de gelo negro grudam nas roupas e equipamentos, corroendo-os lentamente.
Polaris x Acrux
Um mar congelado de reflexos coloridos, onde ondas de luz se movem como serpentes celestes. No céu, constelações falsas piscam em padrões que confundem a mente. A cada passo, a neve brilha em espectros de arco-íris que paralisam os olhos.
Efeito físico: cegueira temporária causada por auroras cortantes (10% de chance de tornar Cegos os personagens que falharem em seus testes de resistência).
Efeito mental: vozes dissonantes sussurram equações impossíveis que obcecam os ouvintes (Nível de Temor: Apreensão).
Outro efeito: a cada 1d6 horas, ocorre uma descarga elétrica vinda das auroras sobre o grupo, causando 1d10 pontos de dano elétrico.
Dhastya x Morthya
Um pântano de piche fervente onde brotam flores mortas, que se abrem apenas para liberar odores de decomposição. O chão pulsa como carne em apodrecimento, exalando bolhas gasosas que queimam os pulmões. Ossadas emergem e voltam a ser engolidas pelo lodo.
Efeito físico: inalação tóxica causa necrose nos pulmões (1 ponto de dano venenoso a cada 4 rodadas).
Efeito mental: visões de todos os entes queridos em processo de decomposição (Nível de Temor: Amedrontado).
Outro efeito: poças de óleo explodem espontaneamente em chamas químicas (1d6 pontos de dano necrótico).
Dhastya x Lilia
Um jardim perfeito e simétrico, onde flores de cristal crescem sobre poços de piche. Cada pétala reflete uma vida que poderia ter sido, uma mentira que tenta seduzir. O ar é doce, mas viscoso, e deixa marcas negras nos dentes e na língua.
Efeito físico: ingestão do ar viscoso causa feridas internas (1 ponto de dano venenoso a cada 4 rodadas).
Efeito mental: atração irresistível por ilusões familiares refletidas nas flores (Nível de Temor: Trava).
Outro efeito: o jardim se reorganiza constantemente, confundindo mapas e rotas (nenhum teste relativo a localização e direções é bem-sucedido a quem não possui pelo menos Nível de Despertar 2).
Dhastya x Alchatya
Torres de ossos emergem de mares de petróleo vivo, escorrendo como serpentes líquidas. Criaturas sem rosto rastejam para fora dos poços, apenas para dissolver de volta. Os céus são preenchidos por colunas de fumaça em forma de símbolos matemáticos.
Efeito físico: contato com o petróleo causa perda de carne (1d6 pontos de dano necrótico).
Efeito mental: obsessão em decifrar os símbolos, com risco de loucura permanente (Nível de Temor: Amedrontado).
Outro efeito: os ossos das torres ressoam, atraindo hordas de aberrações (MJ deve sortear monstros errantes a cada 4 rodadas).
Dhastya x Q’Thin
Uma planície infinita de corpos amalgamados cobertos de quitina, onde membros artrópodes renascem continuamente das poças de óleo. Vozes e sons de enxames clamam por ajuda, mas desaparecem ao serem engolidas pela massa coletiva. O horizonte pulsa como um coração-colmeia vivo.
Efeito físico: o solo prende e devora carne viva ao contato prolongado (1 ponto de dano por corte a cada rodada sem se locomover).
Efeito mental: paranoia de estar sendo substituído por uma cópia feita de piche e quitina (Nível de Temor: Ansiedade).
Outro efeito: enxames de membros articulados soltos atacam como predadores cegos (5% de chance de ataques destes membros voadores – mesma ficha de morcegos ou insetos gigantes).
Mur’Mor x Symphoras
Um vale silencioso onde partituras negras flutuam no ar como poeira. O som de cada passo ecoa em múltiplos tons, dissonantes e corrosivos. O silêncio absoluto só é quebrado por gritos que não vêm de garganta alguma.
Efeito físico: hemorragias nos ouvidos pela dissonância contínua (1 ponto de dano trovejante a cada 4 rodadas).
Efeito mental: ansiedade crescente até o colapso psicótico (Nível de Temor: Ansiedade).
Outro efeito: magias de som ou voz se distorcem em efeitos aleatórios (apenas seres com Nível de Despertar 1 ou mais conseguem utilizar o componente oral para realizar suas magias; magias baseadas em efeitos sonoros simplesmente não podem ser realizadas no local).
Mur’Mor x Harmônia
Um templo cristalino onde toda nota emitida ecoa em perfeição angelical, mas aprisiona os sons numa reverberação sem fim. Cânticos invisíveis ressoam dos muros, ordenando passos como se fossem dança. O ar vibra em ondas, empurrando corpos contra as paredes.
Efeito físico: fraturas causadas por ondas sonoras violentas (20% de chance a cada rodada de sofrer 1d6 pontos de dano trovejante).
Efeito mental: compulsão em cantar ou falar até perder a voz (Nível de Temor: Apreensão).
Outro efeito: instrumentos e armas metálicas vibram descontroladamente, podendo quebrar (itens frágeis quebram com 20% de chance, itens medianos quebram com 10% de chance e itens resistentes quebram com 5% de chance).
As Efêmeras Armisticiadas são uma oportunidade rara de surpreender os jogadores de Psicomaquia, combinando bizarrices cósmicas com vantagens inesperadas para espécies que já vivem na beira da condenação. Usá-las em mesa significa transformar o terror e a estranheza em combustível para narrativas inesquecíveis. Se você também quer trazer esse horror místico para sua campanha, não perca a chance de participar do financiamento coletivo de Psicomaquia e explorar as fronteiras mais distorcidas da fantasia sombria.
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“E não arredo o pé!” é uma aventura pensada para Pampa RPG, onde personagens defendem sua vila natal da ganância dos homens. Antes de mais nada, o jogo traz a experiência de viver aventuras nos pampas gaúchos com aspectos fantásticos do folclore local. Pampa RPG, até o momento desta postagem, não está disponível para compra, porém você pode inscrever seu e-mail no site oficial da Caramelo Jogos para receber um aviso quando estiver.
Nesta postagem você encontra uma aventura que usa as regras dispostas no livro e algumas próprias dela, dispostas aqui. Ou seja, você precisará apenas do livro base e a leitura atual para jogar a aventura.
É recomendado que a pessoa que irá ser a contadoria de história/narrar/mestrar leia antes dos jogadores, pois há segredos que necessitam de proteção. A seguir, as partes desta aventura.
Onde vocês estão?
Personagens compõem uma pequena vila do interior ao Sul do antigo grande Reinado, agora República, do Brasil. Numa terra dividida entre culturas agrícolas e a produção de gado, para couro e charque. A vila Boa Vista de Mariana não chega a ter 200 pessoas, a maioria focada na agricultura familiar e cercadas por um matagal crescido pela falta de uso e um grande rio de onde se tira água. Não se sabe muito da história do local fora dele, o essencial se aprende através da oralidade.
Quem vocês são?
Personagens são moradores de Boa Vista de Mariana, de longa data e ancestralidade, estando a gerações trabalhando naquelas terras. Elas são gente comum, alguns com passados em ramos diversos, de variados povos; mantendo uma história em comum ligado àquele território. Em sua maioria, porém, são pessoas racializadas.
Em questões mecânicas, pode criar personagens com um bônus de +30XP iniciais.
Experiência
A ideia é que seja uma one-shot, porém caso dure mais ou você queira ter mais base de como é a aventura, estas seriam as 5 perguntas definidoras da Experiência.
Quais foram as maiores lições aprendidas sobre os Protagonistas?
Como os Relacionamentos entre os personagens evoluíram ou mudaram ao longo da Aventura?
Qual foi o momento de maior tensão na aventura e como os personagens reagiram a ele?
De que forma os protagonistas lidaram com seus medos e incertezas durante a aventura?
Como o cenário influenciou as escolhas dos personagens e suas ações durante a jornada?
A história
Em algum dia de trabalho corriqueiro, um senhor de terras, Teodoro Alves, Barão dos Pampas, e seus capatazes vem até sua região exigindo que saem, por ele ser o dono da terra. Inclusive apresenta um documento envelhecido que comprova o que diz. Ele bate boca com os personagens (imagino que ao menos alguém defenderá sua comunidade) e pode ser facilmente afugentado a base de ameaças e tiros de aviso (pois está sem gente para brigar), porém avisa se não saírem por bem, sairão por mal.
A carta Ver a Verdade de Zaoris ou um teste de Presença CD 15 podem dizer que trata de uma grilagem.
Logo após isso, um dos moradores diz que tem um amigo delegado na cidade vizinha, que pode ajudar nisso, porém demorará para ir e voltar. A pessoa Contadora de História deve rolar, em segredo, 1d6 e somar 4; serão os dias que o morador demorará para chegar com ajuda. Deixe os jogadores no escuro, para aumentar a tensão.
Turnos
A partir daqui o jogo começa, tendo que passar os dias sem saber quando o Senhor vai atacar, tendo que estar alerta o tempo inteiro. A aventura se divide entre o turno do Dia e da Noite, cada personagem deve escolher o que fazer em cada um.
As opções são:
Buscar: A entrada de carroças mercantes foi fechada pelo Senhor, uma hora pode faltar alguns alimentos. CD 12 + 1 para cada dia passado. Um sucesso traz uma comida ou bebida (veja a página 105)
Descansar: Considera aqui as regras da página 106, sendo Sestear de dia e Se Jogar nos Pelegos a noite, com o adicional de diminuir em 1 a Lombreira quando descansa.
Planejar: Envolve elaborar um plano, estratégias e até treinar a comunidade como lutar, se preciso. Exige um teste de Astúcia ou Presença CD 15; cada sucesso oferecerá uma Vantagem de uso único na hora da peleia derradeira.
Patrulhar: Teste de Astúcia ou Presença CD 20 para perceber os capatazes rondando a região. Falhar no teste abre margem para eles atacarem no próximo turno, sendo considerado uma Surpresa (página 104).
É possível trocar uma destas ações por outras específicas de ramos ou benefícios sem qualquer ônus.
*Testes se referem a usar Treinos relacionados aos Atributos citados, não eles puramente.
É obrigatório, no mínimo um personagem, Buscar pela manhã e Patrulhar de noite. Patrulhando de noite deve se fazer um teste de Cagaço CD 20, tendo desvantagem se estiver sozinho, falhando ganha 1 de Lombreira. Fazer uma Patrulha noturna seguida de uma anterior já dá automaticamente 1 de Lombreira (como indicado na regra de Descanso Longo da página 106, afinal duas noites seguidas indica que não dormiu).
Laços
Durante cada turno deve se ter uma cena das personagens conversando entre si e desenvolvendo seus laços. Ainda mais por já se conhecerem e se tratar de defender sua casa, família, comunidade. Por isso cada personagem deve escolher ou rolar se sua relação com outrem é Negativa ou Neutra. Se tiver mais de 4 Personagens, pode escolher um para ter uma relação Positiva.
Ao final de cada turno dividido entre duas personagens, elas conversam e ao final escolhem se a relação mudou, indo para cima ou para baixo. Mas para que serve? Cada personagem receberá um fragmento da história de acordo com sua faixa etária, que deve permanecer em segredo. Um personagem só pode comprar para o outro seu fragmento quando a relação estiver positiva.
*Eu penso que as conversas devem ser numa semelhança com esta e esta cena do filme Histórias que só Existem Quando Lembradas, para se ter inspiração. (As cenas têm em torno de 1 a 2 minutos, recomendo ver o filme inteiro também)
O Contador de História deve manter em segredo, também, que ao contar estes fragmentos os personagens descobrem um dos segredos da vila, que oferece bônus. Manter em segredo é importante para que os jogadores não apressem as relações para ganhar “o prêmio”, deve ser natural.
Fragmentos da História
Idoso – “Eu vivi por essas terras quando o senhor ainda tomava conta, nos tempos de Reinado, ainda lembro dos castigos físicos, do vai e vem de gente de longe, além das terras platinas e além do mar. Depois que o senhor morreu, deixou tudo isso para quem trabalhava aqui; morreu cheio de medo de ir para o inferno.”
Bônus: Você lembra da escritura original que dá o direito das terras aos moradores atuais. Usando ele motiva toda a população a lutar, Personagens ganham 1 Ponto de Façanha.
Meia-idade – “Quando eu era criança, ainda quando era terra do senhor, eu lembro de quando veio um gringo, branco de dar dó, perguntando uma pá de coisas. E trouxe uma caixa preta, que explodia em luz, usou isso em toda a região. Ele era um cara engraçado…”
Bônus: Diário de viagem de um estudioso alemão ficou na casa de alguém, contendo um mapa detalhado da região e fotografias; pode se utilizar dessas posições estratégicas para ganhar Vantagens durante a Peleia, cinco vezes.
Adulto – “Sinceramente, não esperava ter que participar de uma peleia como essa, mas talvez meu/minha pai/mãe soubesse de algo. Diziam que uma pessoa sábia não procura a guerra, mas está sempre preparada para uma; bem, até que eles estavam mesmo.”
Bônus: Ganha-se um único Bacamarte Curto e munição para 20 tiros.
Jovem – “Assim, contando para você por pura consideração, mas… Assim… Talvez eu tenha pego algumas coisas que caiam da carroça de chasques e bolichos… Deve ajudar agora.”
Bônus: Ganham apetrechos e outros itens, a escolha de jogadores, equivalente a 3d6x10 patacas.
Peleias
As peleias dentro da aventura ocorrem em dois momentos: quando se falha na Patrulha ou quando chega a derradeira. A segunda, sendo a mais especial, se trata de quando Teodoro Alves chegar com seus capangas para expulsar toda a gente que mora nessas terras e matar aquelas que se recusarem a sair.
A Peleia Derradeira acontecerá no quinto dia, e só o Contador de História deve saber dessa informação. Ela será composta, para além de peões e prendas, de uma primeira onda com 5 Bandidos e uma segunda com 3 Bandidos e 1 Bandido Chefe (o próprio Alves); todos utilizando das fichas disponíveis no Pampa RPG, página 127-129.
Quanto às peleias que vem por falha na Patrulha trata de prática dos capatazes ameaçando a região, tentando impor medo. Para tal eles rondam armados nos limites da vila, jogam carne perto das casas para atrair animais selvagens e quiçá lobisomens. Quando se falha numa Patrulha, o ataque ocorre no turno seguinte (falhou de noite, ataque de manhã), tendo uma pequena tabela de possibilidades para cada encontro:
Dia (role 1d6)
1-2 → 2x Bandidos
3 → 1x Onça Pintada
4-6 → 5x Mosquito Pólvora
Noite (role 1d6)
1 → 1x Alma Penada
3-5 → 2x Bandidos
6 → 1x Lobisomem
Conclusão
Ganhar a Peleia Derradeira muda drasticamente o desfecho, sendo ponto chave da aventura. No caso, é considerado ganhar quando se consegue, ao menos, expulsar os invasores da terra no dia em questão e resistirem até trazerem o delegado amigo. Desse nodo, ganhando, as baixas são mínimas e suas terras são defendidas, permanecendo em paz por um longo, mas não perpétuo, tempo. Por fim, na derrota ocorre quando todos peões e prendas morrem em combate, tendo lastimáveis mortes na Vila, que com seus defensores mortos, fica disponível para que Teodoro Alves roube para si.
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Tranquilos pessoal? Hoje sugeriremos algumas ideias de aventuras utilizando o sistema Yggdrasil, rpg publicado pela New Order. Como o livro almeja seguir por uma linha mais histórica, tentaremos também apresentar aventuras históricas.
A Cidadela dos Deuses
De tempos em tempos os escandinavos realizam rituais e cerimonias em locais sagrados. Este ano, ao se deslocarem para um desses locais sagrados, o grupo se depara com várias pessoas que não conseguem subir a colina sagrada por alguma força misteriosa. E os que tentaram subir sumiram em meio a gritos de pânico e horror.
Logo descobrem que os sacerdotes estão desaparecidos, possivelmente mortos na colina. Porém, o povo não quer desistir de fazer suas ofertas aos deuses e organiza um grupo de aventureiros experientes para resolver o mistério.
O grupo logo é atacado por estranhas criaturas em meio a uma neblina profana, muitos morrem (NPCs), mas vários conseguem chegar ao topo da colina e se deparar com um ser maligno profanando o local, sentado sobre os corpos dos sacerdotes. O jeito de purificar o local é eliminando a criatura e dando um enterro digno para os mortos.
Runas Perdidas
Um sábio por onde o grupo passa, afirma que alguns aprendizes seus foram mortos e eles carregavam runas consigo. Os que sobreviveram trouxeram o que conseguiram e não possuem coragem nem condições físicas de retornarem ao local, exceto por um.
Assim, o sábio solicita ao grupo que acompanhe o aprendiz sobrevivente até o local e resgate as runas perdidas. Como promessa de pagamento, o sábio promete ensinar aos personagens interessados certas runas e alguns feitiços.
Expedição ao Mar
Os escandinavos só são conhecidos por causa de suas expedições marítimas. Nesta aventura o grupo precisará lidar com tempestades, desorientação e, talvez, monstros marinhos?
A procura por novas terras e tesouros faz parte da cultura e da sobrevivência escandinava e, assim, em algum momento os vikings chegam a uma nova ilha. Embora relativamente pequena, há mistérios suficientes nela, como inscrições rúnicas antigas e uma escura e profunda caverna bem no meio da ilha.
Grande Conselho
O Grande Conselho se realizará em poucos dias. Aos personagens caberá ajudar na organização e na preparação dessa realização. Podendo ser conseguir comida, escoltar aliados, vigiar prisioneiros, obter informações sobre adversários políticos ou coisas do tipo.
Durante o conselho haverá tentativas de assassinato, julgamentos e disputas esportivas. Libere a criatividade sobre toda trama política possível bem como interações românticas e comerciais.
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As Fadas da Lua são um dos povos mais misteriosos e encantadores do universo de Pepper & Carrot – Aventuras em Hereva. Vindas de Gaela, o reino entre o sonho e o despertar, elas brilham sob a luz das luas e dominam a Alquimia Lunar, criando poções e encantamentos únicos. Neste artigo, apresentamos 10 ideias de aventuras mágicas para inspirar mestres e jogadores, iniciantes ou experientes, a mergulhar em histórias cheias de luz, sonho e emoção junto das fascinantes Fadas da Lua! Saiba mais sobre o livro no site da Aithos Editora e em nossa resenha clicando aqui. Confira também o guia completo de criação de personagem no Movimento RPG clicando aqui.
1. O Pó que Faz Sonhar
Um vilarejo inteiro cai em um sono profundo após uma chuva de pó lunar. Os heróis precisam encontrar a Fada responsável e convencê-la a reverter o feitiço, antes que os sonhos dos moradores se tornem realidade!
2. A Cidade sem Escadas
As Fadas da Lua convidam os personagens para visitarem sua capital flutuante, mas um misterioso eclipse faz as montanhas começarem a cair. Os jogadores devem restaurar o equilíbrio da REA Lunar para salvar a cidade e seus habitantes alados.
3. Asas Quebradas
Uma jovem Fada da Lua perde suas asas em um acidente mágico e pede ajuda para reconstruí-las com poções especiais. A missão leva os aventureiros por uma jornada entre as escolas de magia de Hereva, onde cada ingrediente é um desafio.
4. O Segredo das Luas Gêmeas
Duas luas começam a brilhar em sincronia, despertando uma energia antiga e instável. As Fadas da Lua acreditam que é o retorno de Gaela, e pedem aos heróis que as acompanhem numa expedição entre o mundo dos sonhos e o desperto.
5. Spa das Estrelas
Durante uma visita a um spa mágico das Fadas da Lua, os personagens descobrem que os banhos termais estão sendo corrompidos por uma substância sombria. Cabe a eles purificar as águas e descobrir quem (ou o quê) está drenando a energia lunar.
6. A Criança dos Cabelos Púrpura
Uma fada nascida “próxima aos sonhos” começa a manifestar poderes perigosos. Os jogadores são chamados para protegê-la – ou talvez conter o poder antes que a fronteira entre sonhos e realidade se quebre.
7. O Festival das Luas
As Fadas da Lua organizam um festival de luz e magia, e convidam visitantes de toda Hereva. No entanto, um grupo de ladrões tenta roubar a relíquia central do evento: o Cristal Lunar, que mantém o brilho das asas das fadas.
8. A Poção que Despertou Gaela
Uma antiga receita de Alquimia Lunar reaparece e promete recriar o portal para o mundo dos sonhos. Mas ao testar a poção, uma fada desaparece, e os jogadores precisam segui-la até o domínio onírico para trazê-la de volta.
9. O Dragão das Sete Luas
Um dragão adormecido sob o solo de Hereva desperta durante a lua cheia e ameaça o equilíbrio da magia. As Fadas da Lua acreditam que só a canção certa, entoada em sete luas seguidas, pode acalmar a criatura.
10. O Último Banho Lunar
As águas sagradas que concedem brilho e juventude às Fadas da Lua estão secando misteriosamente. Os personagens são enviados numa jornada de descoberta e cura, em busca da nascente original sob o Vale dos Sonhos Perdidos.
Pepper & Carrot – Aventuras em Hereva é um RPG repleto de encanto, cor e imaginação, e as Fadas da Lua são uma das criações mais inspiradoras para se explorar em mesa. Suas histórias convidam à empatia, à fantasia e à descoberta – perfeitas para jogadores a partir de 10 anos, que desejam se aventurar em narrativas leves, mágicas e cheias de aprendizado. Reúna sua família, prepare suas poções e deixe a luz das luas guiar sua próxima aventura!
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Tranquilos pessoal? Hoje seguiremos os textos sobre The Strange, RPG da New Order, e apresentarmos algumas ideias de aventuras.
Deslizantes
Ao encerrar uma missão o grupo volta para sua base. Entretanto, logo percebem algumas diferenças sutis no local e descobrem estarem numa realidade paralela. A partir daí terão que fugir dessa realidade para não se tornarem experimentos e descobrirem uma forma de voltar ao seu lugar de origem.
Ou então, substituírem suas contrapartes dessa realidade…
A cidade do centro do universo
A busca por um item lendário ou uma pessoa procuradora (criminoso ou estudioso) leva os agentes até uma cidade que fica no meio do (um ou mais) universo. Ali há todo tipo de criatura e passagens para todos os lugares e situações.
Entretanto achar o que se procura envolve fazer muitos trabalhos e pagamentos por serviço a muitas criaturas e associações de todo o universo, e até do multiverso.
De qualquer forma a perseguição levará o grupo por mundos paradisíacos, estrela moribundos e estações espaciais à beira de buracos negros.
Pesadelos infantis
Uma cidadezinha está sofrendo com fenômenos estranhos que só ocorrem à noite. Ao investigarem o grupo descobre que os ocorridos vem de uma realidade de bolso vindo de pesadelos de uma criança . Entretanto, só conversar com a criança não fará com que ela pare de ter medo das criaturas, será necessário enfrentar as criaturas do pesadelo.
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Tranquilos pessoal? Hoje falaremos sobre ideias de aventuras para Mausritter, da Caramelo Jogos. Como o jogo é sobre ratinhos e a imensidão de seu mundo busquemos trazer essa sensação para algumas ideias de aventuras.
O grande queijo
O grupo de ratinhos vive perto de um restaurante. A despeito de possuírem vários queijos e alimentos variados a sua disposição um grupo deseja pegar um grande pedaço do grande queijo.
O queijo fica suspenso num pedestal o qual os ratinhos não conseguem subir. A estratégia, então, é subir pelas paredes e cair do teto em cima do grande queijo. Porém, o caminho será árduo, demorado e pode ser que haja outros animais pelo caminho.
O gato, sempre ele
Sempre que um ratinho sai para buscar suprimentos ele diz que um gato o impede de trazer toda a comida. Algo que não ocorre com outros ratos. Intrigados e irritados com o ocorrido, vários ratinhos (ou seja, o grupo) decide acompanhar o ratinho para verificar sua história.
Como costume o ratinho consegue pegar alimentos, porém, no caminho de retorno coisas estranhas acontecem e podem fazer o grupo se separar. Inclusive um grande gato parece os perseguir, mas nunca os pega. A verdade é que o ratinho esconde metade da comida para si e, em troca, leva ratinhos enxeridos, como os aventureiros, para que o gato os cace.
Perigos voadores
Os ratinhos perderam contato com uma outra colônia. Os ratos que se arriscaram afirmaram que foram atacados por criaturas aéreas, talvez morcegos ou corujas. Uma comitiva de ratos experientes foi preparada para restabelecer o contato.
Porém os perigos são muito mais mortais que o esperado e o grupo de ratinhos corajosos precisa enfrentar fantasmas, esqueletos de ratos mortos e outros perigos sobrenaturais…
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Imagine acordar em uma cabana de madeira, no meio de uma floresta que parece respirar. A luz do dia é escassa, os galhos rangem como ossos quebrando, e cada passo para fora do abrigo é uma negociação com a própria sanidade. Você não sabe exatamente onde está — ou há quanto tempo está ali —, mas uma coisa é certa: a floresta está viva. E ela quer algo de você.
É difícil explicar Darkwood em palavras
Não porque falte conteúdo, mas porque o jogo parece mais uma sensação do que uma história linear. Ele não conta. Ele insinua. A cada dia que passa dentro da floresta, você não só se sente mais perdido no mapa, como mais distante de si mesmo. E é justamente essa perda gradual de identidade, de lógica, de humanidade… que define o coração do jogo.
O isolamento é absoluto. Mesmo quando você encontra outros personagens, o encontro não alivia — pelo contrário. Cada um parece um espelho quebrado do que você pode se tornar. Há algo de profundamente inquietante em conversar com figuras sem nome, sem rosto, que falam em enigmas ou agem como se o tempo tivesse desmoronado ao redor delas. Ninguém ali é confiável. Nem mesmo você.
A paranoia é inevitável. Você ouve vozes. Portas rangem sozinhas. A luz da lanterna não afasta as sombras, só faz com que elas dancem. E mesmo assim, é melhor estar no escuro do que encarar certas coisas que a luz revela. Neste cenário, confiar no que se vê é um erro.
A Floresta como Agente de Mudança
Não existe bem e mal, somente escolhas e suas consequências. A floresta te testa o tempo inteiro, e a única certeza que você tem é que ela quer te mudar. Não com veneno ou violência. Mas com dúvida. Com tentação. Com possibilidades.
A floresta viva, os ciclos fragmentados de tempo, os sonhos recorrentes, os objetos que não seguem as regras do mundo e os personagens que não envelhecem — em conjunto, tudo isso pode (e deve) ser reinterpretado como manifestações da influência de um grande ritual, de uma Fenda ou de uma Entidade. Além disso, talvez a própria floresta seja uma manifestação do medo instintivo, ou ainda um território que existe entre os mundos.
Na prática, Darkwood é uma carta de amor torta ao horror sensorial/cósmico. O jogo não se apoia em sustos, mas em sensações, sons ao fundo, cores desbotadas. Diálogos que não seguem uma lógica estável. Tudo contribui para te fazer duvidar da realidade.
O Sentir em Vez de Mostrar
E é justamente essa atmosfera — o sentir ao invés de mostrar — que pode ser transportada para a mesa. Assim, a floresta não precisa de jumpscares para assustar; ela só precisa continuar viva, observando e estudando os jogadores.
De fato, essa é a sensação que Darkwood passa desde os primeiros minutos: um jogo de terror psicológico que abandona sustos baratos e aposta em tensão constante, paranoia crescente e uma ambientação sufocante. Dessa maneira, trata-se de um tipo de horror que se infiltra devagar, sem revelar exatamente o que está errado, mas deixando claro que algo definitivamente está.
Por isso, neste post quero compartilhar uma proposta de adaptação para Ordem Paranormal — não apenas mecânica, mas sobretudo narrativa. A ideia é traduzir a essência do jogo para o sistema, criando um terreno fértil para aventuras futuras, criaturas originais e histórias em que sobreviver é apenas o começo.
O Cenário: O Terror Arbóreo
Imagine uma fenda que se abriu em uma área remota do interior — algo que caiu de além das estrelas em um vilarejo esquecido pelo tempo. Assim, surge uma floresta que parece crescer mais a cada noite, engolindo trilhas, mapas e memórias. Nenhum GPS funciona. Os moradores falam em sussurros. E, enquanto isso, algo anda por entre as árvores.
Aqui está a base para adaptar Darkwood em Ordem:
Localização: Crie um ponto de acesso para o Outro Lado em uma região rural cercada por mata densa — seja um vilarejo pequeno ou mesmo abandonado. Pode ser na Polônia, como no original, ou então no interior do Brasil: pense numa cidade fantasma na região norte, onde a vegetação tomou conta.
Fenda ativa: A floresta funciona como uma distorção viva. O Outro Lado vazou por completo, e como consequência, a natureza foi contaminada. Animais com corpos errados, árvores que crescem em círculos perfeitos e uma névoa que nunca se dissipa tornam o ambiente inquietante.
Personagens ambíguos: NPCs devem ser misteriosos, instáveis ou até assustadoramente calmos demais. Ninguém ali é confiável, pois até os inocentes podem carregar verdades perturbadoras.
O Tempo não é real: Use saltos, lacunas e repetições para que os jogadores se sintam desorientados. O tempo na floresta não deve parecer fluido, mas sim quebrado.
Elementos mecânicos que ampliam o horror
Ordem já têm sistemas que se encaixam como uma luva aqui como “Medo em Jogo” e “Perseguições”, abordados no suplemento Sobrevivendo ao Horror. Mas podemos ir além:
A Noite Vem Rastejando
Quando o sol se esconde atrás das árvores e o último raio de luz desaparece sob a copa, a floresta desperta para algo antigo e faminto.
Durante o dia, ela já é hostil. Mas à noite, torna-se consciente. O ar se torna espesso, pesado como um pesadelo prestes a sufocar. As sombras se alongam em direções impossíveis. Sons sutis — estalos de galhos, sussurros abafados, batidas abafadas sob a terra — tomam conta do ambiente. E então, o silêncio. Um silêncio vivo, expectante, como se algo estivesse ouvindo. Sentindo. Esperando você se mover.
À noite, a floresta não é apenas um lugar. Ela se transforma em um predador coletivo, um campo sensorial unificado feito de raízes, musgo, madeira e memória. Não tem olhos, mas sente calor. Não tem ouvidos, mas percebe o medo. Tudo que respira, tudo que vibra, tudo que ainda pulsa de vida é sentido por ela.
E é por isso que ninguém sobrevive fora de um abrigo.
O Forno
Todo abrigo em Darkwood tem um Forno. Portanto, se você pretende adaptar o jogo para Ordem, este objeto se torna um pilar central da narrativa noturna.
Além disso, mais do que um elemento cenográfico ou mecânico, o Forno é símbolo de resistência. Ele representa o limite entre o que ainda é humano e aquilo que se dissolve na floresta. Velho, industrial, enferrujado e pesado — e ainda assim absolutamente essencial.
Seu funcionamento é simples: ele queima tudo — madeira, tecido, ossos, carne. Enquanto consome, expele um miasma denso e fétido, uma fumaça oleosa de cor amarelada que se espalha pelos cantos do abrigo. No entanto, esse vapor tóxico não repele as entidades da floresta; pelo contrário, ele as confunde.
A névoa do Forno age como um véu sensorial. Dessa forma, torna o abrigo invisível para aquilo que caça do lado de fora. A presença que rasteja nas raízes, o instinto que toma forma no escuro, não consegue distinguir o que é abrigo e o que é floresta. Assim, para ela, o espaço interno desaparece temporariamente da realidade.
E é exatamente isso que garante a Proteção Noturna.
Mais do que um item de jogo, o Forno é o núcleo de tensão em cada noite. De fato, o que ele representa — a necessidade de queimar para sobreviver, o medo constante de ficar sem combustível e o horror de saber que a proteção é frágil e condicional — reforça o tom claustrofóbico e paranoico de Darkwood.
Dica para o Mestre
O Forno não é apenas um item protetor; ele também é uma oportunidade narrativa. Por isso, reforce os cheiros, sons e a atmosfera que ele cria. Dessa maneira, faça os jogadores sentirem o alívio de acendê-lo… e, ao mesmo tempo, o desespero de vê-lo apagar. Assim, ele se torna tanto um escudo quanto um símbolo — de sobrevivência, de sacrifício e da tênue linha entre o humano e o monstruoso.
Proteção Noturna
Enquanto o Forno estiver aceso, o abrigo em que ele se encontra é envolvido por uma névoa densa e pútrida. Dentro dessa zona de exclusão, os personagens recebem o efeito de Proteção Noturna:
Enquanto permanecerem dentro do abrigo, os personagens não podem ser tocados, percebidos ou feridos diretamente pelas raízes da floresta ou pela influência imediata do Outro Lado. No entanto, essa proteção é frágil e condicional: barulhos altos, comportamentos erráticos ou a simples permanência prolongada podem atrair atenção indesejada.
Mecânica do Forno
O Forno não é apenas uma peça de ferro e fuligem — ele representa um verdadeiro ritual de sobrevivência. Acendê-lo torna-se um ato deliberado, quase sagrado, e simboliza o gesto que separa os vivos daqueles que desapareceram.
Ativação:
Para que funcione, o Forno deve ser aceso manualmente em qualquer abrigo que o possua. Isso requer uma Ação Completa de um personagem consciente e lúcido. Durante esse processo, inevitavelmente há barulho e um cheiro desagradável, mas, apesar do incômodo, trata-se de algo absolutamente necessário.
Combustível:
À primeira vista, sua estrutura sugere um motor de queima tradicional. No entanto, o Forno não exige combustível físico. Em vez disso, parece operar por meio de uma reação misteriosa entre o fogo e o Outro Lado — uma interação que ninguém compreende por completo.
Singularidade:
Existe, entretanto, uma limitação importante: apenas um Forno pode permanecer ativo por vez. Sempre que um novo é aceso em outro abrigo, o anterior se desativa imediatamente, como se uma força invisível realinhasse a conexão entre os mundos.
Retorno aos abrigos:
Por esse motivo, quando o grupo regressa a um abrigo já visitado, ele poderá encontrá-lo com o Forno apagado, especialmente se outro tiver sido ativado em um local diferente. Nessa circunstância, será necessário reacendê-lo para restaurar a segurança.
Zona de Influência:
Além disso, uma vez aceso, o Forno libera um gás que se espalha por um alcance curto (9 m), criando assim uma Zona Segura — o único refúgio confiável contra o que rasteja lá fora. Essa área, por sua vez, pode ser representada com tokens, desenhos no mapa ou simplesmente por meio da descrição narrativa.
Sair da Zona Segura Durante a Noite
Durante a noite, a floresta ao redor do abrigo se torna um campo de caça para forças que não deveriam existir. Deixar o abrigo enquanto o forno está ativo é um ato de desespero — ou loucura. Caso um personagem saia do abrigo à noite, role 1d10 a cada 3 turnos e consulte a tabela abaixo. O Mestre pode aplicar modificadores se a ação for ruidosa, ousada ou feita sem preparo.
Resultado
Efeito
1
Abraço Final: s raízes te alcançam num instante, e você sofre 2d10 de dano verdadeiro (ignora armadura, escudos e habilidades). Caso sobreviva, role 1d4: 1-2: fica Paralisado por 1 turno; 3-4: fica Imóvel até o fim do seu turno.
2
Perfuração Silenciosa: Uma raiz perfura seu corpo, causando 1d10+2 de dano verdadeiro. Em seguida, faça um teste de Fortitude (Difícil). Se falhar, você sofre –5 em testes físicos até o amanhecer.
3
Arrastado para o Subsolo: Raízes agarram você e o arrastam parcialmente para o solo. Faça um teste de Acrobacia (Muito Difícil). Se falhar, você fica Caído e Asfixiado até ser resgatado.
4
Caçada Implacável: Algo começa a persegui-lo. Teste de Atletismo (Muito Difícil) para escapar. Se falhar, você sofre 1d6 dano mental e ganha a condição Abalado até o fim da noite.
5
Garras de Espinhos: Espinhos vivos se cravam na sua pele. Sofra 1d6 de dano, e testes físicos são feitos com Desvantagem por 1d4 turnos.
6
Olhos na Névoa: Você sente que está sendo observado por algo imenso. Sofra1d10 de dano mental. Se perder 5 ou mais, ficará Perturbado.
7
Sussurros nas Árvores: Você ouve vozes familiares te chamando. Teste de Vontade (Difícil). Se falhar, sofre 1d6 de dano mental e começa a andar na direção dos sussurros involuntariamente pelos próximos 1d4 turnos.
8
Explosão de Esporos: Esporos ácidos são liberados ao seu redor. Sofre 1d4 de dano químico. Seu próximo teste de Fortitude será com Desvantagem.
9
Visão Horrenda: Você vê uma entidade brevemente atravessando o limiar da realidade. Sofra1d6 de dano mental.
10
Não é Sua Hora: Você sente as raízes se aproximando, mas elas não te notam. Escapa ileso — mas estará sob vigilância. O próximo evento noturno que envolver você terá -1 no teste.
Dicas para narrar no estilo de Darkwood
Narrar esse tipo de horror exige menos monstros e mais silêncio. Menos combate e mais tensão. Aqui vão algumas ideias para ajudar a criar a atmosfera:
1. Descreva como se fosse um pesadelo lúcido
Evite explicações exatas. Use metáforas sensoriais. Algo como:
“Você desperta com o chamado de uma voz doce como névoa — tênue, acolhedora e estranhamente familiar. Enquanto isso, lá fora, o mundo parece suspenso: a floresta segura o fôlego, e nenhum grilo ousa cantar.
Então, a voz chama outra vez, distante, e ainda assim próxima o bastante para arrepiar a pele.
Ao sair, os galhos rangem sob seus pés, mas logo percebe que às vezes o som vem de trás… ou ao lado. Como se as árvores tivessem mudado de lugar, a floresta se revela mutante e imprevisível.
E então, você a vê: uma pedra viva e trêmula, pulsando entre as raízes. Mais uma vez, a voz sussurra — agora dentro da sua cabeça.
infelizmente, algo acordou com você.”
2. Recompense a paranoia, não a ação bruta
Escolha um ou dois elementos visuais ou sonoros marcantes (uma cor, uma flor, um som) e repita-os em contextos estranhos: uma criança cantando, uma cicatriz com a mesma forma, uma flor crescendo no assoalho. Essa repetição sem explicação naturalmente gera ansiedade.
3. Crie símbolos recorrentes
Escolha 1 ou 2 elementos visuais ou sonoros marcantes (uma cor, flor, som). Repita-os em contextos estranhos: uma criança cantando, uma cicatriz com a mesma forma, uma flor crescendo no assoalho. A repetição sem explicação gera ansiedade.
4. Não explique tudo
Sugira, mas não revele. Um vulto à distância, um sussurro que ninguém mais ouviu. Ofereça peças desconexas: anotações rasgadas, visões perturbadoras, vozes que se repetem. A tensão cresce justamente na lacuna entre o que se vê e o que se entende.
Ganchos narrativos para uma campanha
Ecos na Névoa: Um grupo de agentes da Ordo é enviado para investigar o desaparecimento de outro esquadrão. Ao adentrar a floresta, eles encontram não apenas a vegetação densa, mas também gravações de si mesmos.
A Muralha de Árvores: Uma grande floresta cresceu rapidamente perto de uma cidade rural, e por isso um grupo de pesquisadores foi convocado para estudá-la.
Se você aprecia o tipo de horror que corrói a sanidade aos poucos, que raramente revela o monstro inteiro e que transforma os próprios jogadores em cúmplices do desespero, então esta adaptação é um prato cheio.
E o melhor: tudo isso é apenas o começo.
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Tranquilos pessoal? No texto de hoje trarei o enredo da aventura de Libertação do Upload (na aventura original o nome dele era outro, porém os jogadores nomearam o robô dessa forma e assim ficou). Essa aventura em Nessus foi mestrada como a introdução do personagem Tek dentro da Guilda dos Guardiões.
Entretanto, farei algumas alterações para melhor se adequar ao próprio cenário de Nessus, alterando um pouco como foi apresentada na Guilda dos Guardiões.
Clemência e o chamado por socorro
A pequena cidade de Clemência seria como várias outras existentes em Sputnik Hills, entretanto o que a diferencia é que esta é uma cidade refúgio. A cidade das segundas chances, onde Tek, um implacável exterminador e caçador de recompensas, conseguiu encontrar o caminho de protetor mesmo após matar mais um robô de sua lista.
Os robôs da cidade seguiam suas vidas calmamente, porém num determinado dia todos sentiram um forte ruído. Exato, sentiram, não ouviram. Era uma mensagem de socorro. Alguém conseguiu realizar uma transmissão por uma tecnologia antiga e todos a puderam sentir. Entretanto, poucos foram os que conseguiram a decifrar. Dentre eles estava Tek e os personagens jogadores.
Aqui o grupo pode conversar sobre se irão atrás do robô (visto que quem decifrou conseguiu sentir a direção de onde vinha a mensagem) e como farão ou não isso. Poderão, também, fazer seus preparativos; entretanto Tek não dará armamentos, exceto munição ou algum item que os auxilie no caminho.
Perigos (naturais ou não)
No caminho na direção de onde veio o chamado, o grupo precisa atravessar uma planície onde precisarão escapar de um enorme bando (15 ou mais) de Comedores de Ferrugem (Nessus, pág. 186). Conseguindo superar esse desafio acontecerá algum efeito climático moderado ou leve: Areia Movediça, Chuva Ácida, Radiação Solar Pulsante e Vento Cortante. Escolha uma ou role 1d4. Se forem aventureiros experientes o narrador pode escolher algum efeito climático mais poderoso.
Já nas montanhas, o grupo avista alguns quilômetros de deserto arenoso e, no meio dele, um poderoso verme da areia. O caminho mais seguro é andar pelas montanhas até um ponto onde o deserto possui apenas cerca de 2 quilômetros.
Entretanto, perto de onde os personagens estiverem passando terá uma caverna e 3 criminosos saindo dela. O confronto é quase certo. Os criminosos são procurados, valendo algumas placas. Ketchup, Mostarda e Fumaça terão suas fichas apresentadas no próximo post. Entretanto, você pode escolher utilizar as fichas constantes no livro para facilitar.
Superado o combate, o grupo ainda precisará chegar até o estreito entre as duas montanhas e agir no tempo certo para não ser devorado pelo verme da areia. Conseguindo, precisarão investigar a outra montanha para localizar uma porta de uma antiga instalação da Nessus Corp.
O labirinto de Upload
Descobrindo uma maneira de entrar na instalação, seja pela força ou astúcia, o grupo precisará navegar por um labirinto intrincado de corredores e salas. Algumas dessas salas possuem robôs desativados do tipo bruto. Entretanto, certos gatilhos ou corredores poderão acionar alarmes e esses robôs.
Encontrando o terminal o grupo poderá conversar com o Upload, que informa necessitar de um corpo físico para sair dali e que ele foi mantido prisioneiro desde antes do fim da humanidade. Entretanto, para não morrer completamente conseguiu se esconder num programa dessa instalação e ficou latente desde então.
Conseguindo um corpo para o Upload, o grupo precisará enfrentar alguns robôs e voltar em segurança com um novo e misterioso aliado.
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