KPop Demon Hunters para Encantos

KPop Demon Hunters (ou Guerreiras do Kpop em português [que eu achei um nome meio sem graça]) é um filme lançado em 20 de junho de 2025, pela Netflix, que conta a história de um grupo de k-pop, as Huntrix, formadas por três garotas, Rumi, Mira e Zoey, que tem como dever proteger os humanos de terem suas almas devoradas por demônios. Como elas fazem isso? Com suas habilidades marciais e, principalmente, música. Música muito boa, para ressaltar ainda mais.

Bem, não vou fingir que você não sabe o que é esse filme, toda a internet parece ter visto e comentado (esta adaptação deve até sair atrasada). Enfim, se você está aqui é porque viu o filme e se interessou em jogar algo parecido num RPG (se não viu ainda, veja, vai ser legal). A proposta aqui é exatamente esta, colocar um guia rápido para jogar Kpop Demon Hunters em Encantos!

Por que Encantos?

Caso você não conheça o jogo ainda, Encantos é um RPG lançado pelo Lampião Game Studio e escrito por Jorge Valpaços, que gira entorno de jovens defendendo seu bairro de forças do mal usando de poderes mágicos e a amizade entre eles. Já sacou onde quero chegar?

Ao assistir o filme é perceptível que a maior fonte de drama não sai exatamente dos demônios, mas sim do segredo que Rumi guarda das melhores amigas Mira e Zoey. E no fim, claro, as coisas se resolvem graças a amizade das três. E agora, entendeu?

O sistema de Encantos prioriza o trabalho e ajuda entre amizades para superar as ameaças que assolam seu bairro. Bem, no caso das Huntrix pode se dizer que é a Coreia inteira. Por isso escolhi Encantos, é para que a amizade entre as personagens tenha um peso maior.

Dito isso, durante este texto vou considerar que você tenha lido ou conheça Encantos.

Bairro?

Ehrr, bem, parte importante das mecânicas de Encantos é o bairro que você protege, só que, como já dito, as Huntrix protegem praticamente o país inteiro graças ao Honmoon. Então, né, talvez não faça muito sentido falar de bairros. Vamos por partes.

Onde e quando são duas perguntas a serem respondidas na criação de bairro e continuarão a ser respondidas para a adaptação de agora. É simples, estamos na Coreia do Sul nos tempos atuais (talvez alguns anos no futuro). Para substituir os bairros eu proponho uma nova mecânica: Carreira.

Carreira

Uma parte que achei bem legal do filme foi exatamente isso de ser uma disputa entre grupos para saber quem ganha em popularidade e um campeonato ao final. Como um bairro seria muito limitar para um grupo de amplitude nacional (provavelmente internacional), apresento esta opção.

Primeiro, deve-se criar um nome para seu grupo. É comum que os nomes sejam em inglês e você certamente conhece algum grupo ou outro. Se você está na internet considero impossível não conhecer ao menos o BTS. Outro exemplo é Twice, que canta algumas músicas do filme, aliás. Escolha um estiloso e que combine com o tipo de grupo formado. Algo relacionado a caçadoras de demônio, claro, ou com o número de integrantes funciona. Quanto ao número de integrantes, será igual ao número de personagens e não se preocupe de passar de três, o Seventeen tem 13 integrantes (meu bias é o Jun, se alguém tiver curiosidade).
Pense também que seu grupo provavelmente é sucessora das Huntrix na tarefa de proteger os humanos de terem suas almas roubadas por demônios.

Minúcias de Carreira

Depois disso, vem as Minúcias da carreira. Role 1d6 e compare: 1 – Laço Coletivo (como o grupo se conheceu); 2 – Marco (momento super importante na carreira); 3 – Staff (uma pessoa que ajuda o grupo em várias tarefas); 4 – Hit (música de maior sucesso); 5 – Fama (ao ponto de reconhecerem na rua se não estiver com disfarce); 6 – Ships (esse tem que ter).

Durante uma sessão e outra pode se trocar uma minúcia (não significa que deixou de existir, apenas que perdeu a relevância dentro da carreira). Contudo o número de minúcias depende diretamente das aventuras. Lembre-se que o trabalho das personagens é defender o mundo dos demônios através da música, então sua carreira e a proteção estão diretamente ligados. Assim uma carreira começa com apenas uma minúcia e ganha mais uma, até no máximo três, quando o desfecho da aventura for um sucesso e duas quando um crítico; nisso ela perde uma minúcia em toda falha ou problema. Isto serve para representar, mecanicamente, a flutuação de sua fama e fanbase. O mínimo é uma minúcia e elas funcionam como o de costume (usar 1x por sessão para ter boa fortuna).

Personagens

Após a etapa acima, o próximo passo são as personagens. A diferença do jogo original para esta adaptação/cenário é de que suas personagens são jovens adultas e não jovens adolescentes/crianças, o que pode mudar um pouco o tom da aventura. Não que ela fique pesada ou “dark”, mas é possível ter dramas mais elaborados, como a Rumi ser meio demônio, a Mira com problemas familiares e a Zoey com as questões de ser uma imigrante. Caso seja uma sessão única de jogo não impactará tanto, porém são pontos bons de desenvolvimento numa campanha. Pretendo falar de campanha mais para frente.
Para simbolizar este conhecimento a mais que vem com os anos de vida, as personagens podem começar já tendo 1 Evolução ou mais. Máximo 3. (Isto também significa aventuras mais difíceis, você aí que for mestrar, atente-se).

Junto a isso, terá os Papéis dentro do grupo, que cada personagem deve escolher. Não há problema nenhum em repetir, é normal ter várias pessoas executando a mesma função (não vou usar o Seventeen de exemplo de novo, mas poderia).

Os Papéis

Existem 3 Papéis para escolha: Dança, Rap e Visual, explicadas logo abaixo. Eles tem uma dupla função mecânica: funcionam como Minúcias e definem dois dos três pontos de Atributos (ainda precisará rolar 1d6 para saber onde vai o terceiro ponto).

Dança – Tem como especialidade a dança, sendo responsável por guiar o grupo nessa área e elaborar as coreografias. Criação 1 e Emoção 1.
Rap – Talvez um dos mais específicos, pois as músicas costumam ter versos separados para o rap. Assim, pessoas nesse papel tem uma voz poderosa, fala rápida e destruidora. Destruição 1 e Potência 1.
Visual – Em contrapartida ao de cima, este é o papel mais abrangente; pessoas nesse papel são a cara do grupo, seu rostinho bonito, conhecendo muito de moda, maquiagem e afins. Precisão 1 e Razão 1.
Os Papéis não são restritivos em quesito nenhum. Ser Visual não diz que esta é a única bonita no grupo ou que só a Dançarina sabe dançar. Todas no grupo cantam, dançam e tenho certeza que serão adoráveis.

E os Equipamentos?

Durante o filme cada uma das três principais tem suas armas características, que elas invocam magicamente. Como elas também são a forma com a qual elas lidam com demônios pela maior parte do tempo, é necessário ter algo aqui.

Para isso será usada uma regra opcional do jogo (pode ser vista a original aqui junto com várias outras).
Com o gasto da reserva de recursos, você invoca sua arma mágica que dá um bônus nos testes em que ela é cabível por toda a cena; o bônus é igual aos recursos gastos (gastando 2 de recurso ganha +2 nos testes).

Os Encantos

Os Encantos de suas personagens serão exatamente sua arte! O canto e/ou a dança, sendo a principal força das caçadoras contra os demônios. Ou seja, suas reservas de vontade serão gastas em momentos de grande emoção, expressando-os pela música.

E sim, você ainda vai precisar de um objeto seu compartilhado com a personagem, o canalizador de encantos, que conecta o mundo do jogo com o mundo real.

Jogando Campanhas

Caso queira jogar mais do que uma sessão, eu tenho algumas recomendações. Primeiro que a campanha seja sobre o grupo começando a carreira, talvez como sucessoras das próprias Huntrix. Com isso pode aproveitar e mexer com a mecânica de Carreira, fora ter antagonistas e objetivos claros: impedir que Gwi-ma e seus lacaios roubem almas de humanos enquanto tentam revitalizar o Honmoon.

Minha segunda recomendação é tentar pesquisar sobre o folclore coreano, para ter ideias para além do filme. O filme apresenta o lado espiritual de forma bem simplificada e eficiente, não tem nada de errado em seguir com o que foi apresentado no filme. Todavia, saber um pouco a mais nunca é ruim e pode te explicar alguns aspectos do próprio filme; por exemplo eu descobri que o nome Saja Boys vem deles serem Jeoseungsaja, que seria algo como ceifadores/mensageiros da morte (com mensageiros bonitos assim é difícil ignorar a mensagem).

Infelizmente não achei muita coisa em português sobre xamanismo coreano, porém se tiver alguma habilidade com inglês tem o site 메인 – 한국민속대백과사전, com postagens e livros (no plural mesmo) sobre o folclore, lendas e mitologia.

Boa jogatina ^^

Um agradecimento especial ao meu amigo Alex, especialista em kpop, que me ajudou com os papéis.

Meus sentimentos para todas, todos e todes que, infelizmente, tem que esconder suas marcas demoníacas com medo de exclusão e opressão. Um dia encontrarão, se ainda não encontraram, amigues de verdades que te aceitarão.


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais

RetroPunk – 10% – movimentorpg10
Bardo’s Shop – 20% – movimentorpg20
Jambô – 10% – mrpg10
New Order – 10% – movimentoneworder
101 Games – 10% – MRPG10

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.

Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, assim como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!

Mausritter – Resenha

Tranquilos pessoal? Hoje falaremos sobre Mausritter, jogo publicado pela Caramelo Jogos. Ele trata de pequenos e corajosos ratos vivendo aventuras num mundo perigoso.

O jogo possui 11 capítulos, além da introdução. Nesta, temos a tradicional explicação sobre o que é RPG, o que se precisa para jogar e explicando a divisão do livro numa parte para os jogadores e a outra para o mestre. Os capítulos 1 e 2 tratam sobre criação de personagem, e os abordaremos no próximo texto. 

Capítulos para os Jogadores

Além da criação de personagem, há três capítulos dedicados aos jogadores. Um deles explicando as regras do jogo, como testes, combate, descanso, exploração e evolução do personagem. O próximo capítulo trata das magias. Considerei interesse a pouca quantidade de feitiços disponíveis (15, podendo-se criar outros) e sua explicação no jogo: são espíritos aprisionados em runas esculpidas em obsidiana.

A rolagem de d6s de um feitiço determina se a conjuração foi um sucesso e quais as variáveis numéricas do efeito mágico pertinente. Cada runa tem um número de cargas que podem ser recarregadas se determinados requisitos forem cumpridos.

Uma parte interessante é a de Recrutando, onde se consegue contratar ajudantes, formar armadas (bandos de ao menos 20 ratos) ou construir edificações. Regras simples e diretas que facilitam muito a vida dos ratos aventureiros.

No sexto capítulo tem um exemplo de jogo sem e com magia.

Parte do Mestre

A parte do mestre inicia-se com dias valorosas para o mestre. A primeira é fazer tudo parecer muito grande, visto que joga-se com ratos. Apesar disso, ratos possuem bons sentidos e o mestre deve trazer todas as informações sensoriais possíveis para os jogadores tomarem suas ações. Isso, pode parecer um pouco desafiador (para mim seria), porém com prática é possível adequar seu jeito de mestrar à proposta do jogo.

Outra dica importante é que se deve criar situações e não enredos. Ou seja, se o grupo está procurando comida, apenas mencionar o fato de que há um gato à frente é o suficiente para se ter uma sessão inteira de jogo.

E um fato como esse leva a outra questão apontada para os mestres: desafios, testes e falhas devem ser claros e com consequências óbvias. O texto continua com dicas sobre exploração, desafios, encontros e outras dicas pertinentes.

Perigos e afins

O capítulo de bestiário traz animais diversos que se alimentam de ratos, como também, fantasmas e fadas. Para cada criatura há uma pequena tabela com poderes, motivações e outras questões pertinentes e que fazem cada encontro ser diferente um do outro.

O capítulo 9 e 10 abordam a exploração dos ermos em hexágonos, com muitas dicas e muito mais tabelas para se determinar povoados, marcos e eventos. Há também todo um conjunto de tabelas para se preencher uma masmorra, seja com tesouros, inimigos ou outras coisas mais. Aqui o livro é muito rico e com muitas ideias.

Por fim há o exemplo de um local de aventura e várias tabelas gerais úteis. Como NPCs, seus temperamentos, vestimentas e interesses. Há também muitas ideias de aventuras para ajudar os mestres que estiverem sem ideias.

Por fim, há os equipamentos e seus custos e sugestões de nomes para os ratinhos.


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais

RetroPunk – 10% – movimentorpg10
Bardo’s Shop – 20% – movimentorpg20
Jambô – 10% – mrpg10
New Order – 10% – movimentoneworder
101 Games – 10% – MRPG10

Se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PIX ou através do Catarse! Conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos.

Mais briga de taberna em Brancalônia!

Brancalônia está disponível através da RetroPunk Publicações e apresenta uma nova e divertidíssima abordagem de fantasia spaghetti, repleta de canalhas e briga de taberna. Se não viu nossa resenha, clique aqui para ler e entender um pouco mais sobre essa novidade antes de ver nossas regras expandidas para mais brigaiada e trocação dentro de uma taberna!

Mais adereços comuns e efeitos expandidos

As brigas de taberna em Brancalônia são marca registrada neste pitoresco cenário, então nada mais oportuno que expandir os itens a serem utilizados, com efeitos extras. O módulo básico oferece uma lista limitada e efeitos que não personalizam exatamente como funcionaria o item caso utilizado em uma briga. Para resolver isso, aqui vão dez sugestões de itens para uma briga de taberna e seus efeitos personalizados!

  • Caneca de cerveja transbordando: Ao acertar, além do dano normal, o alvo faz um teste de Constituição (CD 12) ou sofre desvantagem na próxima jogada de ataque. Em caso de falha crítica, acerta o aliado mais próximo a até 1,5 m, causando o mesmo efeito.
  • Pernil assado: Ao acertar, o alvo faz um teste de Sabedoria (CD 10) ou perde sua próxima Reação (por parar para morder o pernil). Em acerto crítico, o pernil voa e acerta outro alvo aleatório a até 3 m, causando 1 de dano contundente.
  • Jarra de vinho barato: Ao quebrar, cria uma área difícil escorregadia (1,5 m de raio) até o fim da cena. Quem entrar na área deve passar em um teste de Destreza (CD 12) ou ficar caído. Quem cair na poça fica marcado pelo vinho, sofrendo desvantagem em testes de Furtividade até se limpar.
  • Travesseiro de penas do quarto dos fundos: Ao atingir, espalha penas criando obscurecimento leve em um raio de 1,5 m até o fim do seu próximo turno. Quem for atingido fica coberto de penas, sofrendo desvantagem em testes de Carisma (Intimidação) até o fim da cena.
  • Tabuleiro de jogo incompleto: Ao atingir, peças voam; todas as criaturas em um raio de 1,5 m fazem teste de Destreza (CD 12) ou sofrem 1 de dano contundente e não podem realizar Ataques de Oportunidade até o fim do próximo turno (distração). Se um jogador beber uma bebida com peça caída dentro, deve fazer teste de Constituição (CD 10) ou ficar enjoado, sofrendo desvantagem na próxima jogada de ataque.
  • Rato preso na gaiola do mascote da taberna: Ao atingir, o alvo faz teste de Sabedoria (CD 13) ou fica assustado até o fim do próximo turno. Em caso de falha crítica, o rato escapa e corre pela taverna, criando área difícil móvel (1,5 m de raio em volta do rato) por 1d4 turnos.
  • Peixe defumado: Ao atingir, o alvo faz teste de Constituição (CD 12) ou sofre desvantagem em todos os testes de Carisma até gastar 1 rodada se limpando. No impacto, o peixe se despedaça, cobrindo o chão de espinhas. O quadrado (1,5 m) onde o alvo está se torna área difícil escorregadia até o fim da cena; qualquer criatura que entrar nele deve fazer teste de Destreza (CD 12) ou ficar caído.
  • Tocha fumegante: Ao atingir, cria uma nuvem de fumaça (1,5 m de raio) que concede cobertura leve contra ataques à distância através dela até o início do seu próximo turno. Em falha crítica, a tocha cai acesa a até 1,5 m, e no próximo turno um objeto inflamável adjacente começa a queimar (a critério do Condottiero).
  • Bota velha de cliente: Ao atingir o rosto, o alvo faz teste de Constituição (CD 10) ou fica atordoado até o fim do próximo turno pelo fedor. Em acerto crítico, o alvo larga o que estiver segurando para tapar o nariz.
  • Linguado cru: Ao atingir, o alvo faz teste de Destreza (CD 12) ou fica cego até o fim do próximo turno. Se errar, o peixe cai no chão, criando área difícil escorregadia (1,5 m) até ser removido. Quem passar ali deve fazer teste de Destreza (CD 12) ou fica caído.

Perigos Ambulantes em tabernas de outros ambientes

Enquanto o módulo básico de Brancalônia apresenta uma tabela de Perigos Ambulantes para a maior parte das tabernas genéricas, criamos aqui três novas tabelas para ambientes diferentes, assim gerando novas oportunidades de vermos os Canalhas e seus oponentes se dando mal de formas mais diferenciadas:

Taberna próxima a cais de porto fluvial ou marítimo
d8 Perigo Ambulante
1 Chuva de peixes: Um carregamento se rompe no andar de cima; cada participante deve fazer salvaguarda de Destreza (CD 12) ou ficar caído coberto de peixes escorregadios.
2 O cheiro do mar: Uma onda forte invade o cais e traz um borrifo salgado para dentro da taberna; salvaguarda de Constituição (CD 10) ou ficar enjoado (desvantagem em ataques e testes de habilidade até o fim do próximo turno).
3 Caranguejos fugitivos: Um barril se abre e caranguejos correm entre as pernas; teste de Destreza (CD 13) ou ficar caído.
4 Cordas e velas: Um marinheiro derruba uma pilha de cordas e pedaços de vela; teste de Força (CD 11) ou ficar restringido até gastar uma ação para se soltar.
5 Grito da sereia: Um som hipnótico vindo do cais distrai todos; teste de Sabedoria (CD 12) ou perder a próxima reação.
6 Balde de enguias: Um balde é virado sobre os combatentes; teste de Destreza (CD 10) ou sofrer 1 lesão e desvantagem na próxima jogada de ataque por tentar se livrar das enguias.
7 Mastro tombando: Uma parte da estrutura do cais quebra; todos fazem teste de Destreza (CD 14) ou sofrem 1 lesão e ficam caídos.
8 Gaivotas furiosas: Um bando desce para roubar comida; qualquer ataque realizado nesta rodada tem 1 chance em 6 de atingir uma gaivota em vez do alvo, causando um caos de penas no ar (leve obscurecimento até o fim do turno).
Taberna próxima a uma floresta assombrada
d8 Perigo Ambulante
1 Rajada de névoa fantasmagórica: Salvaguarda de Sabedoria (CD 12) ou ficar assustado até o fim do próximo turno.
2 Corvos de maus presságios: Um bando entra pela janela; salvaguarda de Destreza (CD 10) ou sofrer 1 lesão e desvantagem em percepção até o fim da cena.
3 Vento sussurrante: Vozes estranhas fazem todos testarem Sabedoria (CD 11) ou perderem a próxima ação bônus.
4 Mão cadavérica: Uma mão surge por baixo de uma porta ou assoalho; salvaguarda de Destreza (CD 13) ou ficar agarrado (restrito) até gastar uma ação para se soltar.
5 Praga de morcegos: Teste de Destreza (CD 12) ou ficar cego até o fim do próximo turno devido à revoada.
6 Aparição: Salvaguarda de Carisma (CD 14) ou sofrer 1 lesão psíquica e ficar assustado até o fim do próximo turno.
7 Galhos animados: Um pedaço de madeira possuído invade a cena; rolar 1d6, em resultado 1, sofre 1 lesão e é empurrado 3m.
8 Fogo-fátuo intruso: Um espírito de luz se lança sobre um combatente aleatório; salvaguarda de Constituição (CD 12) ou ficar atordoado até o início do seu próximo turno.
Taberna em região nevada
d8 Perigo Ambulante
1 Rajada congelante: Uma porta ou janela abre; teste de Constituição (CD 12) ou ficar exausto (nível 1) pelo frio.
2 Queda de gelo do teto: Teste de Destreza (CD 13) ou sofrer 1 lesão contundente.
3 Balde de água congelada: Um cliente entorna o balde; salvaguarda de Constituição (CD 10) ou ficar reduzido à metade de velocidade até o fim do próximo turno pelo gelo preso às roupas.
4 Escorregão no gelo: Uma placa de gelo se forma perto da entrada; teste de Destreza (CD 12) ou ficar caído.
5 Cão da montanha: Um enorme cachorro entra, derrubando tudo; salvaguarda de Força (CD 11) ou sofrer 1 lesão e ser empurrado 1,5 m.
6 Lenhador embriagado: Um lenhador perde o equilíbrio com seu machado; todos num raio de 1,5 m devem fazer teste de Destreza (CD 14) ou sofrer 1 lesão cortante.
7 Mini-avalanche interna: Neve acumulada no telhado cai para dentro; salvaguarda de Constituição (CD 12) ou ficar cego até o fim do próximo turno.
8 Galope de Cabras-Monteses: Duas ou três cabras entram em pânico; qualquer movimento nesta rodada exige teste de Destreza (CD 10) ou ficar caído.

Brancalônia é uma lufada de ar fresco no mundo dos RPGs de fantasia. É irreverente, caótico, deliciosamente regional e agora está ao alcance de todos os jogadores brasileiros graças ao excelente trabalho da RetroPunk Publicações. Se você está cansado de salvar reinos e prefere participar de uma boa trapaça em uma taverna suja, Brancalônia é o cenário que você estava esperando. Prepare sua espada enferrujada, afie sua lábia e entre de cabeça nesse mundo onde ser um canalha é quase uma vocação sagrada! O site da RetroPunk tem mais informações, veja mais clicando aqui.


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais

RetroPunk – 10% – movimentorpg10
Bardo’s Shop – 20% – movimentorpg20
Jambô – 10% – mrpg10
New Order – 10% – movimentoneworder
101 Games – 10% – MRPG10

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.

Dessa forma, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos, como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!

Você pode também nos ajudar a movimentar o RPG fazendo parte do nosso Patronato. Mas se não puder, tudo bem! Venha fazer parte da nossa comunidade, começando pelo YouTube por exemplo.

Fuga de Lenórienn Parte 02 – A Quinta Estação

Fuga de Lenórienn Parte 02 é a segunda parte do segundo capítulo do romance “fan made” A Quinta Estação, escrita por Oghan e publicado no site do Movimento RPG. Para acompanhar a série completa, entre neste link. Caso você goste desta história compre as obras do autor clicando aqui clicando aqui! Caso você não tenha lido a primeira parte do conto, clique aqui!

Sinopse

O Exército do Reinado triunfou! Liderados por Sir Orion Drake, a coalisão de soldados, heróis e mercenários venceu onde era impossível vencer. Mas, nem só a Tormenta é uma ameaça para este mundo: A Aliança Negra, o Império de Tapista e muitos outros problemas precisam de heróis para enfrentá-los.

Nesta época de transformações, surge a Confraria dos Redentores, uma companhia mercenária especializada em proteger os mais fracos e impedir que o mal se espalhe (mais ou menos…).

Nesta nova parte da história, acompanhamos a luta de uma família élfica fugindo da ameaça da Aliança Negra.

Sobre o autor

Oghan é escritor de afrofuturismo e primeiro autor de steampunk do Brasil. Com seu romance O Baronato de Shoah, foi vencedor do Wattys 2018, e é autor de Os Oradores dos Sonhos, além de publicado na Revista Nigeriana Omenana Magazine e na MV Media nos Estados Unidos. Também tem seu nome gravado no legado de Arton através de um conto em Crônicas de Tormenta volume 2, e seu sonho é escrever o primeiro romance focado na Grande Savana.


Fuga de Lenórienn Parte 02

“A sentença é…” — Marlevaur jamais encerrou a frase, uma explosão eclodiu entre as árvores, jogando o elfo para o chão. No mesmo instante Taelandrane ergueu um escudo de proteção ao redor deles para protegê-los dos destroços que voavam por todo o lado.

“Juntem-se!” — ele ordenou aos guardas, que obedeceram sem questionar.

“Se isso for um de seus truques…” — Qyne começou a falar, mas Taelandrane o silenciou com o olhar.

“Você acha mesmo que eu atacaria meu povo, Qyne?” — Mantendo o campo de força, Taelandrane viu outras explosões emergindo na cidade junto a gritos de socorro e o alarme da milícia.

Desfazendo o campo, Taelandrane se aproximou da ponte de cordas. A cidade abaixo era coberta pelo alaranjado das chamas, gritos de guerra davam espaço ao choro de dor enquanto as máquinas goblinóides brotavam do chão ou explodiam as árvores com seus canhões.

Os olhos de Tae se arregalaram ao ver a máquina de guerra que liderava o ataque, era uma monstruosidade coberta de placas rebitadas, esporões e um grande tubo frontal que apontava em sua direção. Seu olhar se deparou com aquelas trevas e o coração disparou o alerta.

“Corram!” — Tae sabia que não ia ter tempo de recuar, então ele se jogou da ponte e invocou um feitiço de levitação.

O canhão disparou contra o prédio do tribunal explodindo-o com um único tiro. As risadas dos goblinóides ecoaram na mente de Tae, que continuava levitando em direção à sua casa. Um segundo disparo o desequilibrou e mais risos subiram onde estava.

Ele podia descer e atacá-los com magia, talvez até vencesse, mas havia uma criança o aguardando e ele deveria escolher por quem lutar naquele instante decisivo.

O terceiro disparo o desequilibrou ao ponto de cair dentro de uma taverna. Tae se ergueu ouvindo o barulho de espadas, dois goblins atacavam um soldado que protegia duas crianças de colo. A raiva tomou conta dele, fazendo-o atacar as criaturas pelas costas.

“Obrigado” — antes que ele pudesse alertar, o soldado pegou as crianças e correu para fora, Tae tentou acompanha-lo, mas novas flechas o fizeram recuar para dentro da taverna. Ele voltou para os fundos, onde encontrou uma janelinha de dispensa, saiu por ela e invocou o feitiço de flutuação mais uma vez.

Entretanto, a dor no braço e na coxa o impediram. Ele sentiu a energia mágica escorrer por seu corpo, um sinal que a desperdiçara quebrando o encantamento no meio. Irritado com a falta de disciplina ele procurou uma escada para prosseguir sua jornada.

Um grupo de goblinóides apareceu alguns metros adiante, um puxão o trouxe para dentro de uma das casas ao mesmo tempo em que a mão forte tapou sua boca.

“Quieto!” — apesar da tensão, era uma voz élfica — “Eles estão nos atacando como toupeiras.”

Tae balançou a cabeça em aprovação e foi solto vagarosamente. Virou-se para seu captor, uma elfa alta e forte portando um grande arco de prata.

“Preciso ir para casa, minha filha está me esperando” — ele queria ter mantido a severidade, mas a voz saiu chorosa. Quanto mais tempo perdia na jornada, menores as chances de Ezra ser salva.

“Eu vou com você, preciso me reunir com os demais.” — Shantalaria ajeitou a longa cabeleira loira e o arco, estava com poucas flechas, mas um tecido mágico a cobria.

“Você é uma arqueira arcana…” — Tae confirmou.

“Sim, me perdi do meu batalhão, você é Taelandrane, certo?” — ela não parecia irritada. A calma dos arqueiros arcanos, a elite dos soldados do reino, era lendária. Misturando arquearia com magia, eles representavam o mais puro ideal da cultura élfica.

“Sou.” — Tae respondeu timidamente. — “Como você sabe?”

“Sua fama o precede.” — Ela sorriu e o conduziu para outra ponte de cordas, queimada em um dos lados, mas íntegra o suficiente para sua passagem.

O chão abaixo deles se abriu, outra das máquinas brotou das entranhas da terra. Tae e Shantalaria pensaram em atacar, mas isso só irritaria os inimigos e os atrasaria. Mantiveram a cabeça fria, o sangue gelado e o percurso.

Os monstros saíam de dentro das máquinas atingindo os elfos despreparados com precisão cirúrgica. Apesar do receio do ataque, boa parte dos militares continuava subjugando a Aliança Negra e interpretando o rapto da princesa Tânia como um deslize que eles iriam reparar em breve.

E apesar das indagações do povo, Khilanas, o regente, se mantinha afastado das questões políticas e entregara o controle do reino nas mãos do Conselho. Tae, como membro deste conselho, continuava alertando, mas ninguém lhe dera ouvidos.

Agora, ouviam os gritos de morte e desespero.

“Onde está a deusa?” — Shantalaria murmurou em tom de exigência — “Onde está nossa mãe?”

“Quem se importa?” — Taelandrane correu pela ponte de cordas até a árvore ao lado, no caminho disparou dois dardos de energia mágica contra um hobgoblin que vinha de cipó.

Então Taelandrane e Shantalaria viram Thwor Ironfist.

Ele já ouvira falar da criatura, do general dos bugbears que derrotara os líderes tribais e incitara seu povo a ataques organizados. A criatura que transformava Leen, o deus da morte, em Ragnar, o deus dos bugbears – apagando sua faceta necessária e inteligível.

Orcs, goblins, ogros e até monstros maiores o seguiam. As profecias diziam que ele nascera durante um eclipse, o que fez Taelandrane lembrar: Ezra havia nascido no mesmo dia – uma infeliz coincidência.

O general caminhou em meio a seu exército sob uma chuva de flechas e magias, mas Tae percebia que ele, assim como a Aliança Negra, já tinha vencido, e a culpa era toda dos elfos. A informação o acertou com tamanha força que ele segurou no braço de Shantalaria e ordenou.

“Prepare-se!” — abraçando-a e ignorando seus empurrões, ele se jogou da ponte em direção aos goblinóides. Pouco antes de sua magia ser ativada ele cruzou olhares com Thwor, o grande bugbear estava sorrindo, e uma pitada de curiosidade tomava suas feições.

Os corpos de Shantalaria e Tae brilharam, eles desapareceram envolvidos pela magia improvisada de teletransporte e bateram contra o solo de uma casa.

“Ezra!” — Taelandrane se levantou em busca da filha e ignorando Shantalaria, correu pela casa até se deparar com a filha escondida embaixo da cama. — “Vem aqui.”

Abraçando-a, voltou para a sala invocando a magia de teleporte mais uma vez. Abriu a boca para chamar Shantalaria, mas o murro o desnorteou e ele foi ao chão.

“Filha…” — balbuciou encarado botas negras e pesadas. Ezra estava à sua frente, assustada com a criatura de orelhas pontudas e pele esverdeada que atacara o pai pelas costas.

Tae buscou Shantalaria, viu a elfa ainda no chão e a imensa poça de sangue embaixo dela. A confusão óbvia em seu rosto o desnorteou, servindo de pista para o inimigo falar.

“Acho que ‘cê’ deixou ela doidona” — o hobgoblin acariciou o rosto de Ezra. — “Quando eu entrei, ela ainda tava levantando…”

A imagem foi reconstruída na mente aguçada de Tae: ele empurrava Shantalaria da ponte, a magia e o giro da queda deviam ter deixado a arqueira desnorteada, quando acordou ela ainda foi empurrada mais uma vez por Tae, que deveria ter ficado para protegê-la. Suas atitudes impensadas e egoístas tinham permitido que o covarde hobgoblin a matasse indefesa.

“É isso aí, chefia, ‘cê’ acabou com ela!” — O hobgoblin ergueu a espada para atacar Ezra também.

Tae estava se recuperando da pancada da nuca e as palavras mágicas se embaralhavam em sua mente. Ele tentou agarrar o pé do monstro, mas estava fraco.

Uma onda de energia flamejante explodiu de Ezra, envolveu o hobgoblin e o queimou de baixo para cima, fazendo-o recuar dentro da casa e bater contra as cortinas de tecido fino. O fogo se espalhou, Tae se protegeu, mas logo percebeu que as chamas não o queimavam.

Reunindo toda força de vontade que lhe restava o elfo pegou um pote de vidro na estante ao seu lado com uma das mãos, e com a outra trouxe a filha para perto de si.

“Está na hora de irmos!” — Abriu o pote com a boca e jogou seu conteúdo no chão até formar um círculo. A terra era fina e amarelada, com o cheiro ocre por ser misturada a ervas e ingredientes mágicos.

O ar rodopiou, ondas de energia formaram-se ao redor de pai e filha, e eclodindo da magia surgiu um pontal translúcido por onde Tae levou Ezra.

O mago preparara o plano de fuga há meses, quando fora suspenso de suas atividades. Por mais que doesse abandonar seu reino, ele tinha uma filha para cuidar e jamais deixaria que ela caísse nas mãos da Aliança Negra. Se este plano desse errado, ele também estava com o veneno preparado como último recurso.

Assim que passou pelo portal Taelandrane sentiu uma fisgada do lado direito do corpo. Fraquejando mais uma vez ele viu a sombra do hobgoblin passando atrás dele e da filha, esticando a mão e puxando Ezra de volta.

“Ninguém sai!” — O hobgoblin berrou.

Em um gesto impensado Tae jogou a filha para frente e se engalfinhou com o hobgoblin, os gritos élficos retornaram ao ambiente e ele tombou quase sem vida no chão.

Pensando na filha sozinha do outro lado, ele virou o corpo bem a tempo de escapar do abraço incandescente do hobgoblin, que ainda queimavam em alguns pontos, mas se recuperava do ataque repentino.

“Eu vou ter meu colar de orelhas pontudas!” — O monstro ameaçou, atrás dele o portal se fechava, e Ezra se tornava um borrão.

Tae deu dois passos para trás e tropeçou no corpo de Shantalaria, caindo por cima dela e se tornando uma presa fácil para o inimigo, que veio em linha reta atacá-lo. Tateando ao redor ele sentiu dois objetos frios próximos ao seu corpo.

O primeiro era o arco de prata.

O segundo era o sabre de Shantalaria.

Furioso, Taelandrane ergueu o arco com toda a força que pode, batendo-o contra o queixo do hobgoblin. Sem esperar a recuperação da criatura, ele cravou o sabre em seu olho e correu para o portal.

Seu apavoro de deixar a filha sozinha no ponto de chegada era tamanho que ele nem se deu ao trabalho de soltar as armas, passando com ambas pelo portal e caindo no silencioso chão de terra mais uma vez.

O portal se fechou bem a tempo de Taelandrane sentir a imensa onda de energia que denunciava a chegada de um deus à Arton. Em seu íntimo ele sabia que era a força de Glórienn, a deusa dos elfos, vindo para enfrentar Thwor Ironfist pessoalmente.

Mas isso não era mais sua responsabilidade, ele pensou, então soltou as duas armas para abraçar melhor a filha. Nada do reino era sua responsabilidade mais. Seu novo lar era ali, perto da cadeia de montanhas, do riacho e da Grande Savana, onde sua única responsabilidade seria cuidar de Ezra e de sua magia.

Então Taelandrane ouviu um choro de bebê. Ele podia ter ignorado, colocado Ezra nos braços e se dirigido para a savana, onde encontraria o local perfeito para erguer sua torre com as magias que trouxera de seu reino. Mas a ética e a moral do mago élfico eram rígidas demais para isso.

Ele ainda pegou Ezra nos braços, mas ao invés de se afastar do choro, ele foi em sua direção até encontrar o cesto na beira do rio e a criança de pele negra dentro dele. Fitando o céu, sem acreditar no que via, ele riu.

Mais tarde ele não saberia explicar se aquele era um riso de alegria ou desespero. Só o que sabia era que ajeitou Ezra no braço direito e pegou o cesto com o esquerdo, sentindo a onda de magia emanando do novo bebê, ele continuou rindo.

Dessa vez, embrenhando-se na Grande Savana e buscando o local onde poderia erguer a sua torre e viver nela com suas duas crianças.


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais

RetroPunk – 10% – movimentorpg10
Bardo’s Shop – 20% – movimentorpg20
Jambô – 10% – mrpg10
New Order – 10% – movimentoneworder
101 Games – 10% – MRPG10

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.

Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!


Fuga de Lenórienn Parte 02

Texto: Oghan N’Thanda.
Revisão: Raquel Naiane.
Arte da Capa: Theo S. Martins.


Encontre mais contos clicando em: Histórias.

Nessus RPG – Resenha

Tranquilos pessoal? Hoje falaremos sobre Nessus, jogo criado por Lipe Goodman e Renê Ricardo, publicado pela editora Gynga Editora. Tenho um carinho especial por este RPG, pois a notícia de seu financiamento foi meu primeiro texto aqui no Movimento e a temática de robôs no faroeste me é incrível. Além disso, ano que vem teremos mais novidades sobre o jogo…

O livro possui 11 capítulos e mais de 300 páginas lindamente ilustradas e com uma estética condizente e imersiva com o tema. Na introdução temos as clássicas seções falando sobre o que é RPG, como usar o livro e outros tópicos pertinentes. Os capítulos 2, 4, 5 e 6 serão abordados no próximo texto sobre a criação dos personagens.

Um futuro distópico

A humanidade se foi, ninguém sabe exatamente, porém, o que restou agora são máquinas sencientes, mutantes e um mundo árido. Algo de muito errado aconteceu com a humanidade, porém, isso é pouco relevante para quase todos robôs em Nessus. Visto que eles precisam sobreviver aos perigos desse novo mundo e aos outros robôs. O capítulo inicial explica o que é (ou o que foi) o Nessus, como são as leis e cidades atualmente e outras questões. Algo relevante que é explicado (e eu não consegui entender nos meus primeiros contatos com o jogo) é que há seres orgânicos, os mutantes, só que essas são criaturas modificadas pela radiação no mundo. E talvez até haja ainda humanos também modificados.

Geografia

Como o jogo é um faroeste, o foco lógico do lugar onde se passa é no que sobrou da região dos EUA. Entretanto, as regiões estão muito diferentes do que conhecemos:

  • Montanhas Brancas: montanhas de sal cristalizadas e endurecidas pelo tempo que formam uma enorme cadeia de montanhas onde o frio impera.
  • Deserto de Negatha: é o que se espera de um mundo árido e quase sem água. Aqui, há enormes dunas e gigantescos vermes de areia.
  • El Camino: região das crateras Três Irmãs onde há muito lítio e outros minérios a serem explorados.
  • Grande Pântano: região com muita humidade e muita radiação.
  • Mosespa: terra habitável, onde, apesar dos perigos, há criação de mutantes e extração de óleo de Blink.
  • Musk Valley: um vale com rica fauna e flora, tão rica que chega a ser perigosa.
  • Sputnik Hills: região mais populosa e rica de Nessus.

Regras

O capítulo 3 explica a rolagem de dados e outras mecânicas básicas. Já o capítulo 7 se dedica às regras de combate e o capítulo 10 às regras focadas aos mestres. Aqui há dicas para os mestres sobre lidar com os jogadores, criar vilões e tramas e coisas do tipo. O capítulo 8 lida com equipamentos, armas, montarias e melhoramentos para armas. Aqui também explica o que são as placas (placas-mães dos robôs, de forma resumida), que é o dinheiro do jogo. *Sim, o dinheiro em Nessus são as cabeças e processadores de máquinas mortas. O capítulo 9 traz os inimigos e perigos de Nessus, tendo 3 exemplos de robôs saqueadores, vários mutantes e muitos perigos naturais. Por fim, o capítulo 11 é uma aventura introdutória bem divertida de se jogar.


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais

RetroPunk – 10% – movimentorpg10
Bardo’s Shop – 20% – movimentorpg20
Jambô – 10% – mrpg10
New Order – 10% – movimentoneworder
101 Games – 10% – MRPG10

Se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PIX ou através do Catarse! Conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos.

Vileborn: Um mergulho na escuridão

O mundo de Vileborn é um lugar marcado pela decadência e pelo conflito, onde a luz do sol se esvai lentamente, cedendo espaço para uma escuridão sufocante. Ambientado no Império Egas, e lançado pela CapyCat Games, o jogo transporta os jogadores para um cenário nobledark repleto de amadurecimento, dilemas morais e luta pela sobrevivência.

O Fim e o Princípio

No ano 1498 do calendário do Redentor, uma catástrofe sem precedentes mergulhou Egas em crise. Cinco anos antes, a escuridão tomou os céus, fazendo a temperatura despencar e levando à escassez de alimentos. Como consequência, criaturas conhecidas como malditos — vampiros, caídos, metamorfos e outros filhos das sombras — saíram de seus covis para reivindicar o mundo.

O Império, pressionado pela ameaça, entrou em rota de colisão com a própria Igreja da Iluminação, autoridade espiritual dominante. Enquanto a Igreja pregava a caça implacável aos portadores da herança sombria, a Imperatriz Victraine de Valois decretou a Lex Umbræ. Assim, todos os maculados — jovens meio-humanos, meio-malditos — seriam alistados à força na Ordem Crepuscular, uma antiga sociedade de protetores imperiais.

Essa decisão, entretanto, colocou-os no centro de uma divisão crescente entre fé e poder. Além disso, sua mera existência passou a representar um dilema para todos: seriam eles armas essenciais contra a escuridão ou apenas mais um risco a ser eliminado?

Quem são os Maculados

Os maculados são jovens cujo sangue carrega um legado sombrio. Seu despertar veio junto da escuridão, trazendo habilidades e impulsos que variam entre a sede de sangue, o domínio das sombras, o chamado da caça ou o contato com o mundo dos mortos.

Apesar de temidos e perseguidos, eles são vistos pelo Império como um “mal necessário”. Isso porque possuem capacidades que lhes permitem enfrentar ameaças que as armas humanas não conseguem conter. Por outro lado, sua vida é marcada pela rejeição, por famílias quebradas e por mentores que tentam moldá-los à força. Dessa forma, cada um precisa aprender a equilibrar a própria natureza com a necessidade de sobreviver.

Um Mundo Sob a Sombra

O cenário é um mosaico de desolação:

  • A Escuridão domina os céus: inicialmente uma névoa inofensiva, tornou-se um véu permanente que drena a luz do dia.

  • A Escuridão caminha entre nós: malditos espreitam, e a pólvora ainda é insuficiente para detê-los.

  • A Escuridão envenena os corações: a miséria e o medo corroem a sociedade, enquanto alguns se agarram aos dogmas da Igreja e outros recorrem à crueldade para sobreviver.

Além disso, esse mundo devastado é terreno fértil para intrigas, traições e alianças improváveis. A luta pela sobrevivência não se dá apenas contra monstros, mas também contra as próprias pessoas — e até contra si mesmo.

Os Pilares de Vileborn

O jogo e o cenário se sustentam em três conceitos fundamentais:

  • Mudança: o mundo e os personagens estão em constante transformação, impulsionados por escolhas difíceis.

  • Conflito: entre Igreja e Império, entre humanos e malditos, e dentro de cada maculado que luta contra seus próprios impulsos.

  • Aventura: atos heroicos, perigos extremos e a busca por uma verdade própria.

Esses elementos, quando combinados, formam a essência da experiência. Assim, cada sessão de jogo se torna uma oportunidade para avançar na narrativa e explorar novos lados dos personagens.

Monte Aurélia e a Ordem Crepuscular

O treinamento dos maculados ocorre em Monte Aurélia, cidade-fortaleza erguida sobre um lago congelado. A Ordem Crepuscular, embora devota à Igreja, agora serve ao Império, lidando com tensões internas desde o decreto que trouxe os maculados para suas fileiras.

Sob os olhares atentos de autoridades como o Grão Mestre, a Madre Iluminada e o Emissário Imperial, cada recruta precisa provar seu valor em provações letais. Entretanto, mesmo após a aceitação, a rotina permanece exaustiva: estudos, combate, intrigas políticas e a constante luta para não sucumbir à própria escuridão.

A Pergunta Que Permanece

Em Vileborn, não se trata apenas de derrotar monstros. Pelo contrário, a verdadeira batalha é interna: descobrir quem você é, o que está disposto a sacrificar e se é possível usar a escuridão como arma… sem se perder nela.

Essa matéria foi escrita com o objetivo de introduzir de maneira resumida o mundo de Vileborn dentro do site do Movimento RPG poderá encontrar uma matéria se aprofundando no sistema em si.

Na data de escrita dessa matéria o RPG acaba de concluir seu financiamento coletivo, mas para aqueles que se interessaram o sistema será vendido eventualmente no site da CapyCat Games sendo também a empresa responsável por traduzir esse sistema para o Brasil, espero que tenham gostado e espero vocês em futuras matérias!

Transmutação em Dupla parte 02 – Escamas de Bronze #01

Na série “Escamas de Bronze“, iremos acompanhar Aust Bronzescale em inúmeras aventuras e situações cotidianas. Desde a sua infância dourada e destemida, passando pelos seus anos como aprendiz dos Mantos Vermelhos (que o transformaram em um rapaz ansioso e inseguro). E, talvez, quem sabe acompanharemos alguns relances sobre a participação dele na guerra vindoura e como isso modificou a sua relação com a própria magia.

Em “Transmutação em Dupla“, veremos como ele participa de uma aula de transmutação tentando não ceder à pressão que seu sobrenome (e sua linhagem) carrega.

Essa é a segunda parte do conto “Transmutação em Dupla”. Para ler a primeira parte, clique aqui.

Transmutação em Dupla

Aust encarou Dren. O toque não solicitado. O tom de voz suave, que de suave não tinha nada. A insinuação de que ele ganharia o título de robe por política, não por merecimento. Sua expressão passou de confusa para indignada quando entendeu o que o meio-orc queria dizer e logo sentiu o sangue ferver. 

Uma pequena faísca elétrica surgiu no seu corpo, refletindo suas emoções, enquanto ele afastava a mão de Dren com um gesto brusco. O contato entre eles provocou um estalo elétrico, pequeno, mas presente. 

Era um sinal claro e sutil da magia de Aust começando a agir por conta própria. Dren riu, um som baixo, contido, incrédulo, como se dissesse: “Olha só como é fácil te desestabilizar.”.

Aust apertou os olhos, percebendo o que estava acontecendo. Dren não costumava ser tão direto assim, provavelmente só estava fazendo isso por causa da presença de seu mestre na sala. O meio-elfo respirou fundo e tentou se concentrar no cristal que Urigella tinha deixado com eles. Foco.

Precisava de foco. 

Ele esticou a mão para pegar o cristal, mas Dren foi mais rápido e puxou a mão para o lado, tirando propositalmente de seu alcance. Uma brincadeira estúpida que Aust não via graça nenhuma.

O rosto dos dois ficou próximo com esse movimento. Aust o encarou por um momento antes de recuar e respirar fundo novamente, se contendo. Ele não queria ter que lidar com gracinhas, não agora. 

Aust também não queria responder a provocação. Não queria dar espaço para o Dren fazer mais do que já tinha feito, então apenas cortou o assunto:

Não tem porque alongarmos isso. Vamos terminar logo o que temos que fazer.” Ele tentou manter a voz firme e indiferente, como se não se importasse com as gracinhas de seu par.

Claro.” Dren esticou na direção do meio-elfo. “Comece você e eu o acompanho. Mostre a todos o poder do ‘legado” dos Bronzescale.”

Aust estendeu a mão para pegar o cristal, mas Dren a girou nos dedos, impedindo que a alcançasse de novo. O olhar de Aust queimou com a raiva que começava a crescer dentro dele provocada por esse joguinho ridículo. O meio-orc observou o semblante de Aust mudando e algumas faíscas começaram a aparecer ao redor dele.

Era fácil demais.

O cristal foi finalmente deixado na mesa e Aust o pegou com dedos trêmulos de uma raiva contida. Ele colocou as mãos ao redor do cristal e fechou os olhos, canalizando a magia. 

A energia azul cintilou, por um instante, linda. Brilhante. Transformadora. Assim que Dren aproximou suas mãos das de Aust, para que pudessem canalizar juntos e fazer a transmutação em dupla, ele percebeu o brilho azul no cristal começando a oscilar, instável.

Você está hesitante…” murmurou Dren, envolvendo as mãos do Aust entre as suas “…como sempre. Talvez eu devesse liderar a condução da magia. É assim que funciona com você, não é? Você precisa que alguém te mostre o que fazer o tempo todo, como se tivesse receio de pensar por si mesmo… ou como se fosse uma sombra.”

Você está errado.” Aust rebateu, irritado. “Eu consigo liderar. Não preciso de ajuda.”

Não é isso que eu vejo.” A magia de Dren envolveu a própria magia de Aust, estabilizando-a. “Um Manto Vermelho precisa de clareza. Foco. Concentração. Digamos que essas não são características que têm se destacado em você. Afinal…”

O meio-orc viu Aust fechar os olhos por um momento, como se estivesse tentando não perder a concentração. O que era verdade, Aust realmente estava tentando calar a tempestade que as palavras e a presença de Dren geravam dentro dele, mas as faíscas que insistiam em despontar ao seu redor denunciavam como verdadeiramente se sentia. 

Dren sabia reconhecer o esforço que o meio-elfo estava tendo para silenciar seus próprios pensamentos e controlar a magia natural que fazia parte dele, mas isso não era o suficiente.

Essa tempestade nunca deveria existir para início de conversa.

Por um breve momento, Aust achou que Dren recuaria. Que ele o deixaria em paz. Talvez, por um breve momento, Dren tenha pensado o mesmo, mas seu olhar cruzou com o de seu mestre e ele acabou se inclinando na direção do ouvido de Aust, retomando o assunto:

 “…você é só um menino querendo impressionar o papai e isso não é o suficiente para te manter aqui.”

Aquelas palavras afetaram Aust mais do que ele gostaria.

Não escuta. Aust, não escuta. Foca no cristal.

Apesar de tentar evitar a todo custo, o cristal acabou respondendo ao que ele sentia, não ao que ele queria. Um pulso de eletricidade mágica saiu das mãos de Aust, como se tentasse instintivamente empurrar para longe uma “ameaça”. 

Isso repeliu as mãos e a magia de Dren que tentavam envolver as suas, mas não só isso, o pulso também afetou o cristal entre suas mãos.

Não, não, não, não…” Aust abriu os olhos e falou baixo para si próprio, tentando a todo custo impedir que o cristal fosse afetado negativamente pela sua magia, mas era tarde.

Logo veio um estalo.

Um estalo pequeno, mas audível, como o primeiro fio de rachadura em um espelho. Frustrado, Aust viu o cristal rachar sob a tensão da sua magia e Urigella, ao longe, observava tudo sem intervir.

Ah, que pena. Você perdeu o controle. De novo murmurou Dren, como se lamentasse, enquanto se ajeitava na cadeira ao lado “Mas não fique triste. Para alguém como você, sempre haverá uma segunda chance. Tenho certeza que seu papai vai garantir isso.”

Deixe o meu pai fora disso!” Cansado e frustrado com tudo aquilo, Aust rosnou, encarando Dren com um olhar que começava a brilhar com eletricidade. Ele não suportava que falassem do seu pai daquela forma.

Ou o que?” Dren perguntou, levantando uma sobrancelha. Ele reprovava abertamente a falta de controle que Aust tinha sobre si mesmo e sobre sua própria magia.

As faíscas ao redor de Aust estavam ficando cada vez mais fortes, mas o meio-elfo parecia não se dar conta disso. Antes que pudesse responder, a sua magia pulsou de novo. A energia da magia elétrica zuniu pelo ar e, de repente:

CRACK.

O cristal partiu com um som audível.

Isso foi o suficiente para trazer Aust de volta para o que estava fazendo e que ele se desse conta do que tinha acontecido. Dren se afastou e Aust sentiu os olhos da sala inteira se voltando para eles, inquisidores. 

Alguns pareciam sentir pena, alguns empatia, outros pareciam julgar de forma mais crítica a falha cometida. A raiva que o meio-elfo sentia começou a dar lugar ao embaraço ao perceber que ele tinha caído em uma provocação tão… tão óbvia.

Urigella se aproximou com calma. Seus olhos frios como geada analisavam o cristal partido sob a mesa.

Instável.”

Ele disse, crítico, levando os olhos do cristal para Aust, como se observasse um prodígio falho. “Talento bruto não é suficiente, você precisa ser lapidado. Se não tiver controle sobre o que faz, só trará ruína para si mesmo e para os outros ao seu redor.”

Antes que Aust pudesse responder, o aprendiz de Urigella se interpôs entre ele, estranhamente era quase como se fosse um escudo protetor.

Nós sentimos muito, mestre. Era uma transmutação em dupla, então eu errei também. Vamos fazer melhor na próxima vez, não é, Bronzescale?”

E Dren o encarou com seus olhos intensos, mas não havia mais provocação neles, só havia a calma de quem já esperava esse final e só estivesse o testando. Sem dizer mais nada, Dren recuou e assumiu a falha como se o cristal tivesse partido por erro dos dois.

Aust sentiu o rosto arder, principalmente os olhos.

O fato de Dren ter agido como se a culpa fosse dele também era como dizer que o meio-elfo precisasse que o acobertassem sempre e isso era embaraçoso e humilhante.

Ele sentia seu ego e seu orgulho sendo profundamente feridos, mas ele não tinha como responder a altura naquele momento. Aust engoliu tudo o que sentia e apenas murmurou uma resposta quase inaudível, enquanto lutava para conter o impulso de se levantar e ir embora:

Vamos sim.”

O resto da aula seguiu da mesma forma. Aust rachou mais um cristal, depois mais um e assim foi até a aula chegar ao fim. A cada nova tentativa ele se frustrava e se cobrava mais e isso piorava o seu controle da magia na tentativa seguinte. 

Ele sabia que esperavam muito dele pelo seu sobrenome, por ele ser filho de quem era, pela sua herança dracônica… e isso trazia um peso a mais que nem todo mundo entendia. Um peso de que ele não tinha o direito de errar nem de fracassar. E ele estava errando.

Eu consigo fazer isso! Sou melhor do que isso! Eu tenho que ser!”

A sua autocobrança não ajudava, muito pelo contrário. Ficar se pressionando apenas aumentava o peso que sentia de ter que provar que merecia estar ali e isso estava piorando seu desempenho. O turbilhão de sentimentos dentro dele começou a nublar seus pensamentos.

Aust queria falar, queria gritar, queria chorar de raiva e frustração, mas não dava para fazer isso ali, não na frente de todo mundo. Ele não queria provar que estavam certos, mas… e se estivessem? 

Enquanto isso Dren permanecia quieto, sem falar nada, acompanhando as tentativas fracassadas com uma expressão neutra que beirava a indiferença e isso matava o Aust por dentro.

“Isso é tudo por hoje. Aos que fracassaram na tarefa, sugiro que reconsiderem se realmente pertencem a este lugar. Afinal, se a simples transmutação temporária de um objeto foi além das suas capacidades, não sei o que esperam alcançar como magos e nem o que nós deveríamos esperar de vocês.”

O tom de Urigella era frio e levemente desdenhoso. Ele caminhou pelos alunos, mas não olhou diretamente para nenhum deles.

Ele não precisava acusar ninguém, os próprios alunos fariam isso por si mesmos. 

Aust jogou seu caderno de volta na sua bolsa, colocou seu exemplar de A Arte da Transmutação debaixo do seu braço e saiu da sala, se despedindo de forma rápida e deixando Dren e os cristais para trás. Ele nem parecia o mesmo rapaz alegre e esperançoso que tinha entrado naquela sala horas antes.

Aust se sentia derrotado e péssimo consigo mesmo, enquanto caminhava ele apertou as mãos em punho em uma tentativa de lutar contra seus próprios sentimentos., em uma tentativa de conter o que sentia. Ele tremia por dentro e por fora. Na sua cabeça ficavam rodando ecos que eram alimentados pelas suas próprias inseguranças:

Será que eles estavam certos?”

“Será que ele era uma farsa?”

“Será que… ele não merecia estar ali?”


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais

RetroPunk – 10% – movimentorpg10
Bardo’s Shop – 20% – movimentorpg20
Jambô – 10% – mrpg10
New Order – 10% – movimentoneworder
101 Games – 10% – MRPG10

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.

Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, assim como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!


Transmutação em Dupla parte 02

Texto: M. Braga.
Revisão:
Raquel Naiane.
Arte da Capa: Theo Siviero.


Encontre mais contos clicando em: Histórias.

Projeto Elfrin – Dragões Recchianos parte 2

Tranquilos, pessoal? Hoje falaremos sobre criaturas poderosas, ícones dos cenários fantásticos medievas. Aquelas que estão no nome do sistema mais popular e conhecido de todos. Porém, os dragões de Recchá não são os dragões padrões de D&D ou outros sistemas e cenários.

Em Recchá não há a divisão nem a quantidade de dragões de outros mundos, há apenas 8 tipos de dragões, os quais não possuem divisões de tipos entre si. São eles os Amarelos, Bélicos, Cinzas, Feéricos, Laranjas, Radiantes, Uivantes e Violetas. Veremos, hoje, os quatro últimos. Vamos a eles:

Laranja

São os menores dos dragões recchianos. Os estudiosos acreditam que isso se deve ao fato de viverem nas florestas, especialmente nas mais úmidas e fechadas.

Como seu nome diz, tais dragões possuem uma coloração laranja brilhante que os tornam facilmente visíveis nas florestas onde vivem. Isso, entretanto, não é um problema, pois sua tática de caça e defesa é seu poderosíssimo veneno. O qual é expelido pelo hálito e pela pele do dragão.

Assim, os dragões laranjas vagueiam pela floresta dentro de uma determinada área, tornando-a tóxica. Qualquer criatura que pereça pelo contato com o veneno será rapidamente devorada. Seu veneno é o mais poderoso conhecido em Recchá, mantendo seus efeitos por um dia inteiro após ser depositado.

Embora perigoso, o veneno dos dragões laranjas atraem mercenários dispostos a correrem o risco para, talvez, ficarem ricos com a coleta da substância.

Visto depender quase que exclusivamente de seu veneno, os dragões laranjas não possuem um covil típico. Sendo este muito mais parecido com uma toca grande o suficiente para caber o dragão e seu tesouro.

Radiante

São dragões muito brilhantes, com escamas variando do amarelo-ouro à platina brilhante ou até multicoloridos. Apreciam lugares abertos e bem iluminados, permanecendo em seus covis somente durante o período noturno.

São apaixonados por conhecimento e procuram negociar com pessoas que possuam grimórios, tomos e livros em geral. São os mais benévolos dentre os dragões recchianos, quase como dragões paladinos. E, por isso, são ótimos conselheiros, sendo requisitados por pessoas de boa índole.

Embora incomum, alguns desses dragões podem atacar pessoas para obterem o conhecimento que desejam. Seus covis são grandes bibliotecas onde passam seu tempo lendo e estudando.

Uivante

Os dragões uivantes, ou da tempestade, vivem no alto das montanhas, principalmente nas grandes cordilheiras. Seus corpos cinzentos são cheios de espinhos e pequenos chifres, sendo cercados por uma constante névoa e um cheiro forte de chuva.

São os mais arrogantes dos dragões e a grande maioria deles são sádicos perversos que apreciam torturar (principalmente psicologicamente) aqueles que ousaram lhes desafiar. Perto de seus covis é costumeiro ter madeiros com corpos pendurados em vários graus de decomposição. Numa clara demonstração de sadismo e malignidade.

Dentro do covil e nas proximidades dele, há vários objetos quebrados, transformando-os em terrenos difíceis. Raramente haverá algum objeto inteiro nos tesouros destes dragões.

Violeta

Os dragões violetas vivem nos subterrâneos. São também conhecidos como dragões das sombras ou da escuridão. São reclusos, ao menos quanto à presença dos vivos. Devido a suas habilidades necromânticas, possuem vários lacaios mortos-vivos o servindo e até montam grupos destas criaturas para buscar os tesouros e novos serviçais que o dragão almeja.

Seus corpos misturam tons de preto e violeta, possuindo prolongamentos espinhosos em suas colunas os quais o dragão eriça quando em combate. São, também, envoltos por uma área necrótica de escuridão que dificulta o combate direto contra eles.

Provavelmente são os dragões com os maiores tesouros e os que mais possuem acesso a conhecimentos ocultos.

*

Se quer saber mais sobre Recchá, acompanhe as lives aqui.


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais:

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.

Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!

Caminhante Planar – Resenha

Tranquilos pessoal? Hoje falaremos sobre o Caminhante Planar escrito por Raul Galli e publicado pelo Movimento RPG em formato de panfleto. O jogo, como ele mesmo se apresenta na primeira frase, é um RPG inspirado em Magic: The Gathering.

Primeiramente, o jogador deve escolher uma das cinco cores de Magic (pretas, brancas, azuis, vermelhas e verdes) e distribuir 4 pontos em seus dois atributos: Poder e Resistência.

Deve-se usar um baralho de Magic, sem terrenos, e dados de 10 lados. Cada jogador inicia com 7 cartas e pode, a qualquer momento , fazer um mulligan e trocar todas suas cartas. Devendo ficar com uma a menos do que tinha.

Os testes possuem as seguintes dificuldades: fácil (4), médio (6), difícil (8 e muito difícil (10). Se o atributo for zero, o jogador joga dois dados e fica com o menor. Cada vez que houver uma falha num teste, o mestre puxa, aleatoriamente, uma carta da mão do jogador. 

As cartas podem ser utilizadas para se receber um Bônus ou realizar Magias. Cartas da mesma cor do personagem dão mais dois dados de bônus e uma cor aliada dá mais um dado. Já as magias possuem vários efeitos e condições.

Os inimigos não possuem vida, mas sim marcadores de sucesso, que podem ir de 4 a 20. Cada teste bem sucedido avança nesses marcadores igual a quantidade do atributo testado. Por fim, cada descanso recupera uma carta somente.

Esse é um RPG que permite um uso alternativo dos baralhos de Magic. E certamente daria boas diversões enfrentando as próprias cartas…

 


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais

RetroPunk – 10% – movimentorpg10
Bardo’s Shop – 20% – movimentorpg20
Jambô – 10% – mrpg10
New Order – 10% – movimentoneworder
101 Games – 10% – MRPG10

Se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PIX ou através do Catarse!

Conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos.

Projeto Elfrin – Dragões Recchianos parte 1

Tranquilos, pessoal? Hoje falaremos sobre criaturas poderosas, ícones dos cenários fantásticos medievas. Aquelas que estão no nome do sistema mais popular e conhecido de todos. Porém, os dragões de Recchá não são os dragões padrões de D&D ou outros sistemas e cenários. Em Recchá não há a divisão nem a quantidade de dragões de outros mundos, há apenas 8 tipos de dragões, os quais não possuem divisões de tipos entre si. São eles os Amarelos, Bélicos, Cinzas, Feéricos, Laranjas, Radiantes, Uivantes e Violetas. Veremos os quatro primeiros hoje e os outros quatro veremos no próximo texto. Vamos a eles:

Amarelo

Os dragões amarelos, também chamados de dragões da areia, são os mais conhecidos do continente de Recchá. Por isso são considerados, erroneamente, os mais comuns. Vivem em lugares áridos, semiáridos, desérticos e litorâneos quentes, coincidindo com grande parte dos territórios humanos (Império Recchá e Yuruon Kenvah). Suas escamas possuem quase todas as variações de amarelo, com algumas partes em preto. Seus corpos são mais esguios que dos demais dragões, sendo extremamente adaptados e funcionais para se locomoverem sob a areia. Auxiliando-os nas suas habilidades de camuflagem e combate de emboscada. Territorialistas e muito poderosos fisicamente, tiveram muitos confrontos com humanos e algumas outras espécies. Figurando uma das maiores guerras da história do continente: A Guerra Amarela. Onde a mais poderosa família dracônica amarela foi dizimada após séculos de combates contra os humanos.

Bélico

Os dragões bélicos são os mais temidos generais e lutadores num campo de batalha. Suas escamas são foscas e variam do marrom escuro ao negro. Entretanto, quando expostos a luzes fortes, como a do sol, suas escamas se tornam muito brilhantes e refletivas. Gostam de força e acreditam que somente seres fortes devem viver. Porém, seu conceito de força leva em consideração o quanto aquela pessoa ou criatura se esforça para ser forte e melhorar. Assim, um dragão bélico pode considerar um poderoso, porém preguiçoso dragão, seja fraco; enquanto um pequeno kobold, sobrevivente de inúmeras batalhas, seja considerado um valoroso e forte aliado. Por essa razão é o tipo de dragão que mais faz acordos com outras criaturas, especialmente humanoides. Em combate procuram fortalecer seus aliados para, em seguida, utilizar a combinação de sua fúria, sopro e presença aterradora no intuito de debandar os inimigos mais fracos e, assim, se concentrar nos inimigos mais poderosos.

Cinza

Os dragões cinzas vivem em áreas pantanosas e manguezais. Sua coloração tende a se mesclar com o ambiente no qual vivem e fazem seus covis. Assim, seus tons de cinza e verde se mesclam à vegetação em decomposição, as quais também se prendem as suas escamas. Quando se tornam jovens os dragões cinzas deixam o lar de seus pais e partem para conquistar algum covil pelas proximidades. Tornando comum uma mesma família, com vários membros, dominando uma única e grande região. Os dragões cinzas são antissociais e isolacionistas, excluindo o convívio com sua família e durante os períodos de acasalamento. Por isso, usam do ambiente e de armadilhas (de preferência não mágicas, para dificultar sua detecção) contra quaisquer criaturas as quais considerem como intrusas. Possuem apetite especial por hidras, as caçando e devorando todas suas cabeças, exceto uma, permitindo, assim, que a hidra se regenere. Tornando-as uma fonte quase ilimitada de comida ao dragão. Gostam, também, de gemas e moedas, desprezando obras de arte.

Feérico

Os dragões fadas se assemelham a grandes borboletas quadrúpedes. São multicoloridos ou, então, possuem uma única cor muito brilhante. São menos inteligentes e astutos que os demais dragões, bem como são muito brincalhões, desatentos e impertinentes. Preferem a companhia de outros seres feéricos e animais. Seus tesouros, quase sempre, são constituídos por obras de arte, as quais eles começam a guardar desde filhotes.

*

Se quer saber mais sobre Recchá, acompanhe as lives aqui.


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais:

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.

Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!

Sair da versão mobile