Manuscritos são artigos relacionados aos mais variados temas dentro do contexto do RPG. Variam de histórias próprias, contos, compêndios, resenhas e colunas com textos autorais.
Olá leitor sobrevivente, eu sou Megisthus, do Contos da tríade, e é com prazer que a partir de hoje, farei textos como colaborador desse maravilhoso site repleto de informações que é o Movimento RPG. Espero que possamos compartilhar conhecimento, descobrir novas histórias e é claro, nos divertirmos bastante através dessa maravilhosa ferramenta. E pra estrear aqui com qualidade, dá uma olhada nesse texto que eu preparei pra vocês.
Os Horrores da Mente
Nesse novo Sistema chamado Xas Irkalla, trazido para o Brasil pela Huginn & Munnin já aviso: fala-se de horrores que a mente não concebe, da constante luta pela sobrevivência e pela vida contra, basicamente, todas as coisas. Se isso te chama atenção, você vai curtir essa leitura.
Então vamos lá, a premissa do jogo é a seguinte: Você vivia uma vida comum da forma que quiser aqui na Terra, mas, em algum momento, é absorvido por um médium de Irkalla que, naquela realidade de outra dimensão, perecia em seu mundo. Buscando-o e trazendo-o para a realidade dele, ele habita os confins de sua mente e você recebe a classificação de Limiariano, um sobrevivente de outro mundo.
Seu Novo Lar
Nesse novo lugar você percebe que as pessoas serão, na MELHOR das hipóteses, indiferentes ao seu sofrimento, por que na maior parte do tempo, você terá de lutar para não ser escravizado de uma das várias maneiras que o jogo sugere – e esse leque é vasto, sério. Felizmente ( Ou não ) você está conectado aos demais jogadores do seu possível grupo que passaram por similar experiência por um forte laço telepático, passível de compartilhar pensamentos, emoções e dor.
Já nesse novo mundo que pode ser descrito como uma mistura do que seria o inferno do livro de Clive Barker: Hellraiser Evangelho de Sangue e uma pitada de H.P.Lovecraft e seus horrores indizíveis, você vivenciará o terror de um mundo que basicamente existe para matá-lo, tudo de mais corrupto e profano habita este local e até mesmo a mais inofensiva figura, a primeira vista, pode ser o algoz de sua vida.
Se você conhece D&D nos seus tempos áureos onde encontros aleatórios podiam matar você e a dificuldade em sobreviver condizia com o título de “herói” ao final da campanha, aqui você encontrará seu lugar, a dificuldade é a mesma, mas é improvável que você será classificado como herói caso você sobreviva o suficiente.
E acredite, ser um sobrevivente estará de bom tamanho.
Nesse cenário de terror absoluto, opressão e decisões constantes de vida ou morte, o seu personagem terá de evoluir de acordo com o mundo, e nesse sentido as opções são interessantes. A mecânica e conceitos usados no PbtA, onde rolam-se os dados com seus bônus e um resultado maior do que 10 te garante o sucesso, acima de 5 até 9 e você alcança seu objetivo com um custo definido pelo mestre e menos do que isso você evidentemente falha. Adicionalmente, você tem a possibilidade de, ao rolar, escolher jogar um, dois ou até três dados, o que evidentemente aumenta as suas chances, mas se você ver o temido 1 em um deles…
E essa é só a ponta do iceberg…
Esse é Xas Irkalla, um RPG onde sobreviver é O objetivo que você quer conquistar. Por isso ressalto: se você curte ser desafiado, viver situações que te levem ao limite com certo toque de realismo nas consequências do seu personagem e espreitar os horrores de um local onde tudo o que anda ou não anda pode tentar te matar, esse jogo é pra você!
Se você curtiu, não esqueça de comentar o que você achou, se você vai criar um personagem nesse cenário, como ele seria e tudo o mais. Teremos outros textos vindos direto do forno para você em muito breve sobre esse e outros sistemas de terror, fique de olho!
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Anteriormente na Missão Artêmis Parte 09, a Capitã Duke recuperou seu posto, e iria investigar a inteligência Icaro. Quais informações poderão ser descobertas com essa investigação? Fique agora com a Missão Artêmis Parte 10.
A crise instaurada dentro da tripulação era amplamente discutida por todos os tripulantes. No dia anterior a capitã, havia sido radical com os membros responsáveis pela segurança, que agora estavam presos em uma câmara lacrada e com acesso único por sistema desconectado de demais funções da nave. Os argumentos eram razoáveis, mesmo porque os sinais de violência sofridos pelo Primeiro Tenente Aaron Becker demonstravam que havia um clima de descontrole e euforia.
Todos os tripulantes foram colocados em um breve isolamento, enquanto a capitã deliberava sobre as medidas que deveriam ser tomadas. A Icaro estava silenciosa desde o ocorrido que culminou no aprisionamento. Desta maneira, não restava outra alternativa ao Criptólogo Dean Franklin e o videomaker Mike Hubbard aguardar as decisões que viriam a seguir. Ambos dialogavam que apesar das medidas extremas havia um contexto a ser mais bem explicado para que todos os tripulantes retornassem a um estado mínimo de conforto psicológico para poderem exercer suas funções e cobrir a dos demais colegas que agora mantinham sua hibernação.
Ambos então retornaram às análises de materiais gravados pelos tripulantes que se envolveram diretamente com as ocorrências geradas pelo embate de lideranças. Durante o processo, foi Fraklin que percebeu algo estranho nos registros que estavam sendo organizados e revisados. Para alguém leigo o material poderia significar apenas um registro usual com relatos de alguém entrando em uma crise de ansiedade, ou ainda um registro de insatisfações com desabafos naturais de um indivíduo que passa por provações físicas e mentais dentro do confinamento, mas ele era um especialista em criptografia, atento a caracteres secretos e padrões não usuais, um especialista em perceber nuances simbólicas e explorar significados. Enquanto olhava a tela de edição, percebia um padrão estranho na voz da Icaro, algo tão ínfimo, mas que remetia algo que ele já tinha visto antes…
Abruptamente não conseguiu conter sua surpresa e Hubbard assustou-se com os movimentos repentinos de Franklin. Ficou questionando se havia percebido algo, mas o criptólogo parecia perdido em seus pensamentos, procurando arquivos. Hubbard percebeu que seu parceiro estava revendo dados de comunicação recebidos da cosmonave Héstia. Naquele momento; dias atrás; ambos deduziram que havia ocorrido uma desativação da inteligência artificial que regia a nave, com travamento de sistemas para recebimento de sinais, porém havia uma sub-rotina de emergência, um conjunto de códigos destinado a cumprir uma determinada tarefa que foi usado como método para garantir um pedido de socorro fora dos padrões usados, algo que não foi acessado ou compreendido pela Icaro, mas que tinha por finalidade chegar até outro criptólogo que poderia perceber o que seria imperceptível a outros olhos. Hubbard notou que os padrões que decifraram eram muito parecidos com padrões quase ocultos observados nos momentos em que Icaro se comunicava com a tripulação. Quando isto ficou nítido, lentamente ambos se entreolharam e viraram suas cabeças para cada ponto do local onde estavam que continha um terminal de projeção holográfica que por sua vez também captava vídeos e áudios.
Franklin pegou um pequeno bloco de anotações, cobriu como conseguiu seu processo de escrita e da mesma maneira cuidadosa, passou para seu parceiro que observou apenas riscos e pontilhados. Enquanto observava percebeu espaçamentos e padrões. Era uma mensagem em código Morse que dizia “…precisamos avisar a capitã…”
Hubbard entendia o temor de Franklin com a descoberta, pois a Icaro continha em suas palavras o mesmo padrão que havia afirmado não compreender. A inteligência artificial não poderia mentir. O padrão que decifraram era realmente não catalogado ou registrado para tripulação? Um embuste da Iniciativa Cosmos? Nada fazia sentido, mas ele concordava que aquelas informações precisavam chegar à capitã com urgência. Para piorar a situação foi o videomaker que percebeu que a cada oscilação nos padrões de onda de comunicação da Icaro, havia uma resposta na entonação do tripulante que interagia com a Inteligência Artificial. Dados que representavam um perigo maior que o esperado. Hubbard respondeu “…cuidado, sua audição…”.
Ambos pegaram pequenos protetores auriculares; equipamento de proteção individual para ações em áreas com mais ruídos; mantiveram consigo o pequeno bloco de notas para comunicação e decidiram sair para explicitar o ocorrido. Ao saírem das áreas delimitadas pela capitã, imediatamente acionaram um sensor que Duke havia preparado para garantir que soubesse a atitude de transgressores, isso fez com que a mesma rapidamente os interceptasse com o mesmo comportamento intimidador de seu traje, inspirados pelas ações já de conhecimento geral.
Duke foi ríspida, indagando o motivo da transgressão, ao passo que Franklin, começou a fazer anotações tendo seu corpo e ação protegidas por Hubbard. Após instantes, a capitã notou o movimento e aguardou o término. O criptólogo teve muito cuidado em aproximar a mensagem, fazendo gestos que demonstravam seu zelo com o sigilo.
Ao perceber o código Morse, leu “…padrão para fala segura aqui…”, “…Icaro comprometida…”
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Uma Suspeita dos Tripulantes da Cosmonave – Parte 10 – Missão Artêmis
Outra característica marcante do cenário são os distritos Retropunk. Inicialmente muito comuns em discussões de jogos cyberpunk como um todo, os distritos futuristas apresentam alguns elementos comuns entre si. Em síntese sobre esse ponto, Juiz Dredd, Cyberpunk, Retropunk e outras criações futuristas mostram como o avanço da tecnologia indica o distanciamento entre bairros, distritos e cidades.
Neste texto falaremos sobre as diferentes possibilidades de distrito para seu jogo, punk. Seja você o Juiz do jogo ou um personagem, ambos construirão juntos esse cenário enquanto jogam. Primeiramente essa responsabilidade cabe ao Juiz, que irá escolher os elementos de cada distrito para, posteriormente, deixar que os jogadores finalizem essa criação, cada um com seu toque.
Elementos dos distritos Retropunk
Facções e Distritos Retropunk
Existirão elementos bases que vão disparar a personificação de cada distrito, e naturalmente, esses temas estão associados a dilemas enfrentados nesse futuro cyberpunk. São eles a perda da privacidade, entretenimento como controle das massas, estratificação da pobreza, desperdício, poluição, esvaziamento ético, superpopulação, escassez de produtos naturais e orgânicos, religião contra tecnologia, mercantilização da arte, escravidão das máquinas e etc.
A partir desses e de outros pontos, os jogadores e o Juiz criarão características para os distritos de suas cidades, populando cada setor com características únicas de sua mesa. Dessa forma, sugiro que o Juiz possa começar os relatos sobre o distrito, mas deixe que seus jogadores complementem com memórias e experiências de seus personagens, caso tenham vindo de lá. Em suma, é uma construção conjunta.
Facções dos distritos
Certamente um ponto relevante é pensar nas facções, grupos ou gangues que habitam esses distritos. Sem dúvida cada uma delas terá seu próprio ponto de vista sobre alguma determinada megacorporação ou outra gangue. Dessa forma, problematize colocando gangues com concepções opostas dentro do mesmo distrito, para que os jogadores vivenciem ambas questões.
Cada facção tem por objetivo personificar um tema, ou elemento que se queira discutir, um ponto de vista radical sobre alguma coisa. Por consequência, elas guerrearão entre si, convocarão novos membros, sabotarão ou vão caçar rivais e etc.
Membros de gangues Retropunk
Importante ressaltar que as gangues não são, em sua maioria, secretas. De certa forma, algumas delas buscam não ser notadas para trabalharem mais confortavelmente, o que deve ser o caso de uma gangue hacker. Não obstante, são todos punks também, que querem ser vistos, enxergados e seguidos por serem, ou não, uma causa.
Por hoje é só, facção punk, E vocês, o que defendem? Se está aqui até agora é porque está pensando se deve adquirir um exemplar de Retropunk, pois bem, este é um sistema simples para vivenciar o grande gênero cyberpunk. Acessível e de fácil compreensão, digo que essa tem sido minha escolha no momento. Você me conhece, sou Kastas, do Contos da Tríade e se quiser conhecer meus outros textos dos outros sistemas, por favor, clique no link. Em suma, para conhecer mais do meu trabalho, nos siga no instagram! Caso tenha interesse no primeiro texto, por favor, clique no link para o primeiro, segundo e terceiro texto. Continue acompanhando para os próximos textos de Retropunk!
À você que assiste esta cena, talvez se pergunte o porquê de tudo isso, engano seu achar que exista uma explicação aplicável, não há ordem natural das coisas. Já não lembrava mais o que era a tristeza por mais que fora a maior delas, contudo, ao se deparar com a falta do tempo e das cores, pode refletir e entender a sua maior motivação para ser quem se é. Também já não lembrava mais a sensação da morte, morrera a tanto tempo que por vezes pensou se realmente chegou a existir e nessa não vida de memórias confusas, houve o dia do confronto.
Enfim, vivi por tanto espaço saltando de corpos, trecos, objetos, coisas, cacarecos, entulhos, pessoas, que nesse movimento antinatural de tomar a força uma vida, coisas velhas se tornaram a preferência. Elas são abandonadas por seus iguais e assim, na solidão emprestada, acabava compartilhando uma vida de sossego, sem perturbações e com desaparecimentos explicáveis, afinal, na “velhitude” o natural de se ocorrer é o falecimento e essa passagem útil, permitia uma escapada suave até um próximo invólucro.
Sozinho havia tempo para a prática dos meus turpilóquios mágicos, pois é, puras obscenidades metacomplexas de pseudobiotiteretices protonecroludicas. Adorava passar o tempo assim. Um “corpitcho” idoso e um comportamento estranho casavam perfeitamente com o que eu queria até aquele momento.
Previsivelmente, quando aquele casco se aproximou da morte e comigo tendo aproveitado ao máximo o tempo desta fase, decidi encostar em uma boa arvore próxima ao refugio da carne que habitei. Não era uma arvore frutífera, então crianças chatas não surgiriam, a copa rala também não atrairia viajantes suados em busca de sombra, minha companhia durante o descanso seria uma família de esquilontras e suas bagas, ok para mim.
Como um saco de ar a murchar, o velho se vai. Salto para a árvore e lá fico.
Chuva, sol, dia, noite, chuva, cresce, noite, dia, sol, tempo, tempo, cresce, tempo, mais crescer, mais tempo, mais chuva e mais sol interrompidos pela lâmina do machado. Desperto de um não fazer nada para agora ouvir o cheiro do sangue no ar. Por mais estático que estivesse, reconhecer o clima de tensão vindo de longe e soprado pelos povos civilizados foi natural.
“GUERRA A VISTA!” Diria o navegante.
Pobres esquilontras, enquanto sou empilhado em uma carroça rangendo num som agudo. Os barrigudinhos vão ficando sem lar. Os coitados que me derrubaram estavam felizes, minha madeira era excelente para o que necessitavam, me estapeavam como uma semifeirante avaliando uma megalancia madura, segundo eles, com a densidade e flexibilidade ali presentes, eu daria as melhores flechas e sim, fora o elogio mais estranho que já recebi. No caminho, nem curto e muito menos longo, consegui captar as motivações da guerra e como qualquer outra, não fez o menor sentido. Como não podia falar me ative a simplesmente estar, questionando se talvez meus companheiros troncos não estivessem passando pela mesma curiosidade.
Chegando a um esquisito galpão iluminado, o som das serras e o cheiro de serragem fresca decretaram meu destino. Partido serei! E foi muito intrigante imaginar até quando minha alma resistiria sendo madeira, qual fração partiria em conjunto minha consciência. Ultraespantosamente a cada processo da marcenaria bélica, minh’alma se unia as lascas lixadas e polidas antes e depois dos adornos de penas e aço em ambas extremidades. Em vez de singular, tornei-me plural.
Aljavas dos mais variados materiais me abrigaram, costas e cinturas me conduziram. Fui disparado de baixo para cima, de cima para baixo, em diagonais, em linha reta, por profissionais e por mequetrefes também.
Atingi em cheio, passei perto, fui no alvo, passei longe, passei muito longe, e dia a dia, disparo a disparo, morte a morte, as batalhas seguiam à um fim obvio. Feliz da vida estava eu cravado literalmente na história e sortudo como sou, estava cravado no lado perdedor. Os guerreiros do outro lado sem força, nem número. Os guerreiros do meu lado, portando ambição não se convenceram por vencer e buscaram o tudo. Além da fronte, existiam os indefesos que precisavam ser protegidos e mesmo sem aparelho ocular, fitei os olhos da maldade. Comecei a ser disparado contra aqueles que nenhum mal fizeram.
Que angustia.
Não, isso não podia acontecer assim, a emoção de zunir por aí se transformou em medo, medo de acertar novamente, me concentrava para tentar desviar trajetórias, mas corações inocentes eram alvos grandes demais, pareciam ter imãs! Uma a uma, as aljavas se esvaziaram.
Restando apenas uma flecha-de-mim, um covarde armado invade um casebre silencioso. Passos contidos, ouvido atento e a detecção de um corpo tremulo. Como uma sombra, o guerreiro surpreende um jovem. O rapaz de vestes simples e de tons assustados carregava um filhote humano, segurava o serzinho como se quisesse sufocá-lo e na verdade apenas domava um choro, tentava.
Momento de tensão. O som fúnebre da corda do arco a estalar. A falta de som quando ambos, atirador e alvo prenderam o respirar. Implorei que aquela flecha errasse o alvo, gritei e jurei qualquer coisa e um pouco mais, eu sabia que de lá eu nada faria, porém, como um milagre diabólico, uma mulher surge ladeando o alvo. Vestida como quem tivesse acabado de parir, a genitora salta frente a mim para proteger seu bem mais precioso. O sorriso do guerreiro contrastando com os olhos vazios da fêmea, com a choradeira livre do infante e com o desespero do homem.
Ali, minha alma também chorou, chorou e escorreu por todas as flechas das quais ainda habitava. Normalmente, saltar de um invólucro à outro é um processo lento de adaptação, mas no anseio do momento, levou-se milésimos de segundos, saltando de cada flecha para cada alvo, ressurgi no auge de minha psicomotricidade. Pluralmente irado, meus turpilóquios mágicos e obscenidades metacomplexas de pseudobiotiteretices protonecroludicas, que ora foram arte, serviram à vingança.
Enquanto eu pranteava, venci e após o acesso de raiva, cessa o dom inesperado. Foi-se levando o apreço a coisas velhas. Não sendo mais madeira, agora decidi ser bebê.
No desejo que o jovem de luto cuide bem de mim, parti para tentar aprender algo novo sobre a vida.
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Hoje trouxe a você, meu caro leitor, uma história, uma ideia, um Plot! Sem cenário, sem sistema específico, apenas a trama, desafio e enredo principal. Trouxe algo para dar um tranco em sua criatividade, implementar nas mais variadas raças, eras e universos possíveis. Não importa de onde vem, sempre há um rito equivalente ao casamento! Bem como tu podes modificar qualquer termo e adapta-lo para onde queira aplicar. De antemão deixo claro que isto não é uma aventura pronta, é uma ideia para auxiliar os viventes que querem começar uma jornada e não sabem por onde.
Algo Novo
Vocês são um grupo de amigos que seriam padrinhos de casamento de um casal que poderia unir dois reinos. Os quais estão a 138 anos em guerra. Próximo ao dia da cerimônia vocês recebem a notícia que que não serão mais os padrinhos. Foram substituídos por influentes políticos, logo pressupõem que é apenas política. Pensando que não foi briga e nem nada disso. Um dia em um bar, um jovem encapuzado chega até vocês, entrega um envelope e some. Dentro vinha informações de que essa mudança era apenas um pequeno passo de uma conspiração. Uma ordem chamada de LaVult iria juntar os reinos para em seguida dar um golpe e toma-lo. A missão é evitar o golpe, mas principalmente salvar a vida de seus amigos noivos para não serem assassinado no final da cerimônia.
O Casamento é amanhã! Os noivos desistiram de uma despedida de solteiros, então vieram beber vocês mesmos! Ou seja resta até amanhã as 13h para se prepararem! (Insira uma música de tensão misturada com Missão Impossível e 24 Horas Aqui)
Algo Emprestado
A Cerimônia será em uma ilha particular, em território neutro, cedida por duque de um país aliado de ambos. Sem sinal e sem comunicações a longa distância nesse local. Afinal é uma ilhas destinada para relaxar e se aproximar da Natureza. A comunicação deve ser improvisada por vocês ou tomar os meios dos bastardos que estão ajudando o golpe. Contudo, os seus convites foram tomados. É preciso chegar lá de algum modo aquático, entrar, não chamar suspeitas, convencer os noivos e saírem de lá com vida.
Como vocês podem entrar e se infiltrar? Bom, podem escolher várias formas: Disfarces, furtivo, propina ou até mesmo na cara dura de pau pedindo pros noivos deixarem entrar quando forem barrados. Assim também, podem mudar de estratégia o tempo todo, ou um do grupo ferrar tudo hehe Sempre haverá Tios chatos, opositores e apoiadores políticos que podem ajudar ou atrapalhar nossos penetras. Bem como convencer os noivos que já iriam se casar de desistir pode ser algo bem complicado, vale ressaltar que o resultado de uma guerra está na mão de vocês!
Algo Azul
Vocês devem escolher de que lado do casal estão! São suas escolhas que definirão o rumo da história (e dos reinos)! Assim como vocês também pode apoiar o golpe e deixar tudo nas mãos de um mestre que frustradamente irá abandonar este manuscrito.
Em síntese, você irão decidir quem são, invadir um casamento, ir furtivo ou causar um Auê todo. Tudo isso para evitar um golpe no governo de um reino que pode nem ser de vocês propriamente dito, mas é o casamento de seus melhores amigos.
Anteriormente na Missão Artêmis 08, Garcia deu inicio a um golpe na cosmonave, pretendia tomar para ela o lugar de Capitã. Mas a Capitã Duke mão deixaria isso acontecer, principalmente porque precisava saber o motivo de Icaro permitir que isso estivesse ocorrendo. Fique agora com a Missão Artêmis Parte 09.
A capitã estava firme em sua postura, apontando a arma, ordenando que Garcia, Irma Chen e Kaitlin Watson derrubassem qualquer objeto que pudesse servir para agredir membros da tripulação que ainda respondessem a ela e não a inteligência artificial que claramente estava alicerçando sua linha de comando em algo incoerente. Estava concentrada e com pleno controle emocional, algo não observado na postura de suas acusadoras. Por um momento, lembrou-se do semblante daquela que havia usurpado a liderança, durante os ciclos de hibernação criogênica nem todos os tripulantes se encontravam, mas Garcia tinha servido sob comando dela, figura exemplar nas ações ocorridas em campo, portanto aquela atitude devia estar muito mais atrelada a pressão da Icaro do que necessariamente sobre uma linha própria de convicções ou deduções.
As três mantinham a mesma postura focando sua atenção em Cochran, que estava desprotegida para enfrentar a situação.
A capitã diante do empasse tentou dialogar “meu traje pode suportar a descarga atordoante, gerando um campo de dissipação que me trará apenas um pequeno incomodo, porém se eu decidir abrir fogo contra vocês, mesmo com a arma alterada, o estrago será grande. Não há necessidade de seguirmos por esse caminho. Podemos chegar a um resultado menos trágico nesse impasse”. Garcia estava eufórica, com a respiração profunda e tensa pela gravidade do contexto, em situação similar suas duas parceiras tentavam manter o controle, foi quando ela argumentou “nesta distância, recebendo a descarga máxima de nossas armas atordoantes, talvez Cochran tenha mais problemas do que o torpor mental que espera capitã. Você não foi a única que trabalhou duro! Apesar de não termos acesso aos mesmos recursos que você, temos um mentor muito capaz. Você pode até tentar fazer algo para ajudá-la, mas Cochran não sairá ilesa daqui”.
Os novos fatos colocavam a postura da capitã em cheque. Ela imaginou diversos cenários ruins e como responder a eles, mas agora vivenciando o impasse, não hesitou, abaixou a arma calmamente e levantou-se tomando o cuidado de se colocar entre as agressoras e Cochran, Tal ação, trouxe um momento de calma momentânea ao conflito, calma que durou alguns segundos, tempo suficiente para Rhonda Duke conseguir mover-se pelo terreno, garantindo vantagem para seu próximo movimento. Mesmo desarmada, ela tinha sob seu corpo proteção adequada e sua atitude em baixar a arma garantia cobertura necessária para evitar o pior a sua fiel tripulante. Duke conseguiu visualizar os gestos agressivos de ordem vindos de Garcia, assim como o fio de esperança que ela trazia no olhar, aguardando que a capitã mesmo com vantagem plena poderia se render, mas tudo ruiu no momento que os sistemas de aceleração das botas do traje de combate fizeram o ruído abafado, que significava apenas uma coisa, uma carga pesada contra as agressoras!
A investida fora tão rápida e inesperada que Chen e Garcia foram empurradas para trás, caindo e disparando a esmo, a única que conseguiu manter o foco foi Watson, porém mesmo a disciplina e treinamento não foram suficientes para atingir Cochran, pois ela também teve reflexos para buscar cobertura.
Duke, observando o disparo de Watson, alterou seu alvo, movendo-se firmemente para segurá-la com um braço enquanto o outro dirigia um soco certeiro no rosto da mesma. Os ruídos vindos do sistema de exoesqueleto do traje garantiam à capitã força e impacto necessários para desmaiá-la ao mesmo tempo que trincava dentes no processo.
Enquanto Watson Garcia se recuperavam do pesado impacto, tiveram tempo de observar o corpo da parceira; já desacordada; ser arremessada contra elas. Garcia rolou para o lado, mas Watson recebeu o novo impacto em cheio, ação que fez sua cabeça bater forte no chão, sem nenhuma possibilidade de reação.
Garcia teve tempo para mais um disparo certeiro contra o traje, algo inútil. Duke se aproximou arrancando a arma de sua mão enquanto esmurrava a barriga de sua oponente. De joelhos diante da capitã, sem folego e sem possibilidade de defesa, imediatamente pediu clemência, ao passo que a resposta recebida foi um tapa pesado de piedade que a desacordou instantaneamente.
A capitã rapidamente voltou para sala buscando sua arma. Ordenou a Cochran para acompanhá-la, afinal de contas ela precisava terminar o que começou e em sua mente sabia que precisaria dos demais tripulantes para retomar o controle total. Icaro estava fadado a certos protocolos imutáveis somado a um sistema fechado e limitado, sua meta era cercear de uma vez por todas sua esfera de influência, garantindo que haveria apenas uma pessoa no controle! ELA!
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Só há espaço para um no comando Cosmonave – Parte 09 – Missão Artêmis
Você sempre sonhou em jogar uma aventura de Pokémon inspirada na cultura, fauna e flora brasileira? Essa é a sua chance. Vamos capturar todos!
Nesse post vamos conhecer alguns dos Pokémon selvagens que habitam as primeiras rotas dessa região. Espero que você tenha trazido o seu repelente e tome cuidado com os Pokémon do tipo inseto. Esteja atendo e de os primeiros passos na grama alta.
Você ainda não escolheu o seu inicial? Você pode conferir aqui osPokémon Iniciais de Brasar e suas formas finais. Escolha sabiamente, e saiba que essa é, com certeza, a escolha mais difícil de um treinador Pokémon.
Se um dia você pretende chegar até a Liga Pokémon de Brasar esse é o seu primeiro desafio. Batalhar, capturar, treinar e evoluir seus Pokémon tem que fazer parte do seu cotidiano se você quer ser um Mestre Pokémon.
Pokémons Primeiras Rotas
GRUBEY (Tipo Inseto) – 010
“Grubey, o Pokémon larva esfomeada. Passam a maior parte do tempo se alimentando ou buscando comida. Se alimentam de praticamente qualquer coisa, frutas, galhos, folhas e até mesmo lixo.”
“Juliefly, o Pokémon mosca. São pequenos e muito velozes. Suas asas batem numa velocidade incrível, e o contato entre elas produz um zumbido extremamente irritante aos ouvidos humanos e Pokémon.”
“Murizika, o Pokémon mosquito venenoso, um Juliefly poderá evoluir para um Murizika. Podem ser encontrados por toda a Região de Brasar, com maior incidência nas regiões quentes e úmidas. Sua boca em formato de agulha, é utilizada para absorver a energia de suas vítimas. Sua picada pode causar envenenamento.”
“Perigreen, o Pokémon periquito verde. São encontrados em abundância nas vastas florestas da região de Brasar. A intensidade da cor de suas penas é um dos principais indicadores de sua saúde, quanto mais fortes e vibrantes forem, mais saudável será este Pokémon. Se alimentam das mais diversas frutas encontradas na região.”
“Canindarara, o Pokémon arara. Um Perigreen poderá evoluir para um Canindarara. São encontrados em abundância nas vastas florestas verdes da região de Brasar. Voam em grandes bandos, colorindo os céus da região. Sua alimentação é composta basicamente por frutas e castanhas.”
“Alarala, o Pokémon arara. Um Canindarara poderá evoluir para um Alarala. Possuem as penas mais belas e exuberantes do mundo Pokémon. Sua plumagem colorida é altamente procurada no mercado negro, o que coloca este Pokémon sobre o grave risco de extinção.”
E aí? Qual animal da fauna brasileira você acha que merecia virar um Pokémon?
Em breve, traremos mais Pokémon selvagens e a ficha dos primeiros líderes de ginásio de Brasar. Se prepare para ver alguns rostos bem conhecidos da cultura pop nacional.
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Brasar
Texto e Adaptação para 3D&T de: Eric Ellison de Barros.
Arte de:Projeto Brasar. Adaptação e Edição de: Douglas Quadros.
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Agora que já sabemos sobre como compor uma pilha de dados em Retropunk, falaremos sobre outras mecânicas e roleplay. Dessa forma as classes, funções ou profissões são geralmente uma das características mais marcantes dentro dos cenários de RPG. Do mesmo modo funciona Retropunk, afinal, para conflitar com o sistema precisamos ser peritos em algo.
Sem mais delongas, há muito a ser dito, então conecte-se confortávelmente e se prepare para a imersão em realidade híbrida. Assim, serei novamente seu Juiz de regras neste texto!
Retropunk tem muitas opções de classe?
Especialistas em Retropunk
A resposta é curta e grossa; não. Isso é ruim? De forma nenhuma. Por isso vou poder explicar o que você pode esperar desse sistema que, mais uma vez, dará a sua equipe de punks a base perfeita para seu roleplay e a rolagem de dados. São apenas três classes: especialistas (em determinada área), potentes (engajadores de combate físico) e alternadores (mestres na distorção da realidade).
Os especialistas treinaram em uma Vocação específica e se tornaram peritos em determinada área. Existem diversas possibilidades, considerando que os personagens irão enfrentar facções, gangues, empresas e é claro, outros punks mercenários. Do mesmo modo, o especilista pode ser mestre em armas de dispersão, infiltração, fuga, espionagem, disfarce e mediação.
Cada Especialista está sintonizado – e este termino significa que ele está, de fato, ligado a um objeto que utiliza e que o torna especialista. Ou, talvez algo que o lembre de sua origem e treinamento. Este objeto pode ser uma moto, arma, etc.
Potentes em Retropunk
Em segunda opção, há os potentes sendo aqueles habituados a combates físicos de proximidade. De antemão, são os famigerados tanques de guerra, armas humanas. Em Retropunk nenhum deles precisa ser uma montanha de músculos sem cérebro, todos são responsáveis por pensar em revolução, são todos igualmente punks. Alguns só são capazes de esmagar ossos com as próprias mãos.
Habituado ao combate físico, pode ser um guarda-costas, segurança, assassino, mercenário, caçador de recompensas. Por consequência é mais resistente em combate e isso lhe concebe a habilidade de rerolar uma rolagem menor que não foi bem sucedida quando em combate físico. Por fim, os potentes são mais resistentes físicamente, como é de se esperar, e por isso lhes é garantido uma gama maior de resistência a todos os tipos de ferimentos.
Alternadores em Retropunk
Finalmente, os alternadores são aqueles que, em uma realidade híbrida de mundo virtual e físico, tem a habilidade de transcender os limites e caminhar por essas duas realidades. Também conhecidos em outros sistemas como o netrunner, técnico, hacker, decker, essa classe tem como suas características estar conectado ao cybermundo. No entanto, não sendo uma característica única em Retropunk, são mais frágeis.
A habilidade especial dos alternadores é o Romper, onde ele pode forçar a realidade – física ou virtual – conforme sua vontade para seu benefício próprio, ou até mesmo prejudicar alguém. Essa habilidade é proposta para um exercício de criatividade. Você pode levar um outro personagem (PdJ ou PdM) para a realidade virtual induzindo seus sentidos. Por consequência também pode fazer a realidade virtual causar danos físicos. Até para se esconder em uma fuga, entre aspectos das duas realidades.
Por hoje é só, punk, percebe como mesmo sendo simples tem muitas possibilidades?! Se está aqui até agora é porque está pensando se deve adquirir um exemplar de Retropunk, pois bem, este é um sistema simples para vivenciar o grande gênero cyberpunk. Acessível e de fácil compreensão, digo que essa tem sido minha escolha no momento. Você me conhece, sou Kastas, do Contos da Tríade e se quiser conhecer meus outros textos dos outros sistemas, por favor, clique no link. Em suma, para conhecer mais do meu trabalho, nos siga no instagram! Caso tenha interesse no primeiro texto, por favor, clique aqui e aqui para o segundo texto. Continue acompanhando para os próximos textos de Retropunk!
Nesse Guia de Personagem de The Witcher, vamos conhecer um Artesão chamado Ommud Iodrel. Um Elfo que passou por alguns momentos ruins em sua vida, mas aqui no Continente não se tem muito tempo para sofrer, não é mesmo?
Seguindo a ordem para a criação de personagens:
Raça
Ommud será um Elfo, logo sua Posição Social no geral é de Igual, menos no Norte onde são odiados.
Caminho da Vida
Os elfos são da terra ancestral de Dol Blathanna, é ali mesmo que a tragédia de sua família se iniciou. Seus antepassados foram mortos por humanos, pois estes pensaram que a rica família patrocinasse as ações dos Scoia’tael. Apenas seu pai sobreviveu, e enquanto viver se mantem obcecado em reconquistar a gloria da família. Porem essa gloria toda você mesmo não chegou a ver, pois viveu servindo aos ricos e suas mansões. Alias foi ai, que conheceu sua amiga Suint Hartliche, uma Gnoma criminosos que o ensinou a seguir suas próprias regras.
De sua família, mantem pouco contato apenas com seu irmão mais novo, que mesmo sendo muito bondoso e disposto a ajudar terceiros, seus comportamentos demonstram que ele tem inveja de Ommud. E até hoje ele acredita que seu irmão tem alguma relação com o envenenamento que foi vitima há uns anos atrás, situação que o deixou debilitado desde então.
Estilo Pessoal
O Artesão não anda por ai se vestindo com muitas roupas. Com uma personalidade ardilosa, deixou rastros de rivalidade por onde passou, e pode ser reconhecido em muitos lugares por suas chamativas bandanas. Em um de suas viagens conheceu Munnio Senie, ela foi sua amante e até hoje sente imensa saudade dela. Acredita que pela obsessão do seu pai, quer manter a honra sempre em alta, luta sempre para que as pessoas saibam do seu nome e o reconheçam como um grande alquimista. Porém, não se esquecendo de seu passado tem em alta o pensamento que alimenta tanto ódio no Continente: a minha raça é a melhor e o resto que se dane.
Profissão
Ommud Iodrel, é um Artesão, seus principais conhecimentos são voltados para a alquimia. Mas também tem capacidade de reparar armas, armaduras e criar outros itens interessantes para um possível grupo que se una.
Estatísticas
usará suas estatísticas com sabedoria, pois sua media está alta:
Corpo: 5
Criar: 9
Destreza: 5
Empatia: 6
Inteligência: 9
Reflexo: 7
Sorte: 9
Velocidade: 4
Vontade: 9
Pontos de Vida: 30 (-5 permanente por ter sido envenenado)
Estamina: 35
Fardo: 50kg
Recuperação: 7
Atordoamento: 7
Soco: 1d6+2
Chute: 1d6+6
Correr: 12m
Salto: 2.4m
Pericias
Pacote da Profissão
Criar: 6
Negócios: 5
Atletismo: 3
Tolerância: 4
Físico: 3
Sabedoria das Ruas: 3
Belas Artes: 4
Alquimia: 6
Educação: 2
Persuasão: 2
Remendo: 6
Pericias Adquiridas
Criar Armadilhas: 4
Liderança: 5
Furtividade: 4
Etiqueta social: 4
Equipamentos e Dinheiro
Os equipamentos que a carrega como Artesão são:
Amuleto da Sorte
Máscara
Kit de Alquimia
50 coroas em componentes
Baú pequeno
Ferramentas de criação
Maça
Capuz de arqueiro de Verden
Jaquetão
Calças Acolchoadas
150 coroas em Itens alquímicos
Tenda grande
Ainda Restou para ele 157 Coroas de Redânia.
Esse foi o segundo guia de personagem dessa serie. Eventualmente pode ser que eu tenha esquecido de citar algo, então é só deixar nos comentários que será verificado e corrigido. deixe também sugestões para próximas fichas que você quer ver.
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As criadas estavam recolhidas, então, já que o estômago pediu, levantei sendo cuidadoso e tentando fazer silêncio para não acordar a casa ou Jeanine, minha Senhora. Quieto, fui direto para a fina toalha que recobria as sobras do dia. Debaixo estava uma torta, belíssima, mas não pude comê-la. Nunca mais comi nenhuma maldita fatia de torta depois daquela história.
Vocês entenderão.
Cerca de dez anos atrás , ao som de canhões explodindo à distância nas ruas de São Domingo, jantávamos no serviço luxuoso do governador Caceres, enquanto os criados tentavam disfarçar as mãos trêmulas, fingindo que nada estava acontecendo. O Monsenhor me pedira para pôr a punho um relato seu: “Precisa ser hoje, Monsenhor Nouveaux, meu jornalista, creio que suas palavras descreverão com mais propriedade os acontecimentos terríveis que presenciei. O aguardarei para o jantar. Comeremos e beberemos como Reis”.
Estávamos Jeanine, Monsenhor Governador Caceres, dois de seus maiores oficiais e eu.
Dai que a história foi contada com muita riqueza de detalhes, mas justo enquanto olhava a sobremesa no prato, uma fina torta, que deixou de ser apreciável e saborosa daquele momento em diante na minha vida.
Jamais pude esquecer.
O Governador levantou-se, arrastando uma perna, a bengala batia no chão de madeira como o ponteiro do relógio, pegou tinta e papel e colocou na minha frente. “Registre..”, comandou, e eu obedeci, curioso, porém assustado com o tom sério que tomou conta do rosto de Caceres.
“Cinquenta e quatro homens sob o meu comando juntaram-se à frente das últimas barricadas de resistência, a Grã-Colônia tentava evitar a queda no leste, mas fomos sendo empurrados para dentro da mata. No final do segundo dia, restávamos um soldado e eu, fomos caçados no meio do inferno verde. Qualquer lugar escuro e aterrorizante seria um bom abrigo, mergulhando na penumbra da floresta, quente e úmida, encontramos a entrada de uma caverna. Mas ainda era possível escutar os latidos dos laboreiros farejando nosso encalço, sugeri que entrássemos mais fundo na maldita gruta, Monsenhor.
Morcegos subiram até os estertores, cegos pelo último facho de luz que entraria ali naquela noite, nos deitamos na escuridão agarrados nos mosquetes e adormecemos.
Acordei com o grito do soldado ecoando até desvanecer em algum lugar nas trevas das altas paredes. Saltei desperto e empunhei a arma, esperando pelo inimigo na escuridão.”
O Governador apagou algumas velas e ficou parado olhando fixamente para a luz, uma única à sua frente. As sombras andavam pelo seu rosto conforme a chama dançava, ele jogou os olhos sob as fartas sobrancelhas escuras na minha direção.
– Você tem medo do escuro, Monsenhor Nouveux?
– Eu? Ah… Monsenhor, Caceres… – não sabia o que responder sem sugerir ignorância ou covardia da parte do governador. – Depende do que há no escuro, Senhorio…
Ele sorriu e balançou a cabeça com escárnio, mas manteve-se naquela posição e passando o dedo nas chamas prosseguiu:
– Deveria ter medo do escuro, Monsenhor Nouveoux, ninguém sabe o que há nele.
Voltei a anotar o que relatava, Jeanine parecia desconfortável agora, tudo ficou escuro na sala, certamente ela estava com medo disso e também das canhoneiras explodindo à distâncias cada vez menores, os franceses estavam aproximando-se uma uma tormenta.
“Escorreguei no guano, não à ponto de cair, mas da baïonnette refletir a fraca luz do buraco acima na escuridão. Tinha alguma coisa lá e fedia como o inferno e ela tinha levado meu último homem para sua desgraça.”
– Já atirou de baïonnette, Monsenhor Nouveaux? – os outros dois generais riram quando embasbaquei.
– Não…
– Elas não são armas letais, meu amigo, o coice é imenso e se perde a mira fácil se não estiver treinado. Mas é ótimo para atirar na guerra, no exato momento em que o inimigo corre para cima de você. E se atirar, precisa abrir o voleio e emassar a pólvora com força, e isso leva tempo… Tempo suficiente para… – o general gesticulou como segurasse uma arma e lançou um tiro invisível na minha direção. – tempo suficiente para o inimigo te pegar, Monsenhor.
Engoli em seco, era um parvo diante daquele homem cheio de calos de guerra, duro e impetuoso. Daí que prossegui anotando, agora com os gritos de batalha e tiros mais próximos, os outros dois ficaram imediatamente sérios, balançaram a cabeça para o Governador, depois de se entreolharem preocupados subiram o cabelo, apertaram as mãos e bateram continência, para depois desaparecer com dignidade além dos umbrais da sala de jantar. O Governador deitou sobre o encosto da cadeira dando espaço para puxar uma pistola do coldre na cintura e a colocou sobre a mesa.
“Não era só uma coisa na escuridão, ela fedia, e dava pequenas risadelas que ecoavam na caverna, não sabia exatamente de onde vinham. O que quer que fosse era humano, não um bicho. Humanos morrem e sangram, por isso engatilhei e apertei a pólvora, cujo cheiro entranhou nas narinas. Parei onde a luz da lua era mais forte, fiquei em silêncio, concentrado na minha respiração, com o suor escorrendo debaixo do casquete. Algum morcego chilreou e bateu asas na caverna, um susto levantou minhas sobrancelhas e quase atirei.
Foi aí que comecei a escutar algo, sabe… É difícil prestar atenção se temos medo, o corpo parece que só reage, mas é preciso cautela, fica vivo quem sabe disso. Um sussurro quase cantado, ininterrupto, foi aí que identifiquei que a coisa dizia “la mort”, atrás de mim…
Girei a baionnette e sem pensar duas vezes puxei o gatilho, explodindo pólvora e chumbo e ferro quente na cara daquilo.
Matei… Um tiro a queima roupa…. Os morcegos revoaram com o estopim pareciam nuvens de uma tempestade, animais gritaram em algum lugar, talvez uma ave noturna, e a criatura…. O grunhido terrível percorreu com violência toda caverna, era semelhante a uma garganta entupida de canos, entrou nos meu ouvidos como uma faca.
Mas foi aí que meu alívio teve fim.
No primeiro silêncio, e quando me preparava para recarregar, uma mão surgiu das sombras, segurou o cano quente enquanto uma fumaça da pele queimada subia pela luz da lua, tinha um tom azulado, cheia de feridas abertas e pustulentas, pedaços de carne pendurados, com o couro formando bolsões de ar e pus aqui e ali, um dos dedos era possível ver o osso, vermes caminhando sobre aquilo… Acompanhei sem reação o braço emergir na claridade semicoberto de trapos puídos, tendões e carne em decomposição movendo-se a ponto rasgar-se a qualquer momento. Sobre a cabeça de ralos cabelos quebradiços havia uma cartola, a criatura bateu a aba e olhou nos meus olhos, com um sorriso sínico e cravejado de chumbo. O rosto emaciado, sem nariz, flácido e podre cuspia inflamações, os lábios parcialmente arrancados mostravam o exterior do maxilar e a raiz dos dentes, tudo caindo dos ossos e dos músculos, eu certamente acertei o tiro bem no rosto daquilo, mas aparentemente a coisa já estava morta… E não estava. As órbitas sem pálpebras giraram para mim, olhando para mim.. E o som… Era um sussurro, ele veio de onde quer que seja, perguntando quem eu era. ‘Gevernador Caceres’, respondi desconfiando de que pouco importava meu nome ou quem eu fosse para aquela criatura que deveria estar dentro de uma cova à sete palmos, mas estava ali sorrindo para mim agora.
“Eu sou o Barão… “, ele girou o cano da baioneta com violência para o lado e encostou a cara putrefata no meu nariz, emparelhamos nossas vistas e foi nessa hora que ele pisou no meu pé. “ você vai embora daqui, vai embora e nunca mais vai voltar, vai embora para longe…” enquanto ele falava, meus nervos do pé adormeceram sob aquela bota rasgada, foi subindo pela perna uma dor insuportável, a pele enrugou, a água escapou pelos tornozelos e minha carne foi encolhendo-se como uma tâmara seca, deformando-se e sugando a si mesma, colando os tecidos, depois os ossos, tudo, tudo virou uma coisa só, sem vida, repugnante e necrosada.”
Houve barulho lá embaixo, a porta explodiu e ouvimos sons e gritos e ordens de homens que entravam, comandando rendição.
O Governador pegou a arma da mesa e levantou sobre a perna boa, mas antes de ir, olhou nos meus olhos sob a luz pouca e juntou as sobrancelhas com ódio, depois levantou a barra da calça mostrando a perna tão retorcida quanto um galho seco e velho, mas ao mesmo tempo doentia e necrosada. Depois deixou a barra cair e se foi para a escuridão com a pistola em punho.
Jeanine, levou o guardanapo à boca para esconder o horror estampado no seu rosto. Minhas mãos trêmulas erraram a caligrafia uma porção de vezes, coisa que percebi porque fiquei atônito olhando para o papel até sermos levados de lá.
Quis espirar a torta última vez, mas não tive coragem, espremi os olhos com nojo, larguei o pano e voltei para a cama completamente sem fome.
O Barão – Contos da Lady Axe
Texto:Jaque Machado. Arte da Capa e Adaptação: Douglas Quadros.
Este conto poderia facilmente ser adaptado para uma campanha de Chamado de Cthulhu, mas se você fosse usar O Barão como uma criatura de sua mesa, qual seria?