Financiamentos coletivos de setembro de 2026

Olá pessoal!  Dê uma olhada nos links e escolha seu financiamento favorito.

Projetos abertos: 

Heart

Produtor: New Order

Duração: a partir de 11/09/2026

Herança de Cthulhu

Produtor: 101

Duração: a partir de 15/09/2026

Savage Pathfinder temporada 3

Produtor: Retropunk

Duração: a partir de 15/09/2026

Fragged Kingdom 2

Produtor: Aithos

Duração: a partir de 15/09/2026

Arcana Primária

Produtor: Nozes

Duração: até 22/09/2026

Pantheon

Produtor: Pablo Moura

Duração: até 23/09/2026

Mundos Infinitos

Produtor: Ivan Augusto

Duração: até 09/10/2026

Stalker

Produtor: Dark Entity

Duração: até 18/10/2026

Beyonders e Mysteries

Produtor: Luckyolucy

Duração: até 19/10/2026

Paws

Produtor: Caramelo

Duração: até 03/11/2026

Specters Ano Zero

Produtor: Odyssey

Duração: até 08/11/2026

Projetos financiados: 

Warped

Produtor: Starlit

Duração: até 13/09/2026

Vampiro de Mil Anos

Produtor: Tria

Duração: até 17/09/2026

Demon Ninja

Produtor: New Order

Duração: até 24/09/2026

Fúria dos Elementos

Produtor: New Order

Duração: até 02/10/2026

Grizzled Adventures

Produtor: Tria

Duração: até 08/10/2026

Late Pledge: 

Starfinder 2

Produtor: New Order

Duração: até 18/09/2026

Salvage Union

Produtor: New Order

Duração: até 18/09/2026

Opera

Produtor:  New Order

Duração: até 18/09/2026

Triangle Agency

Produtor: New Order

Duração: até 28/09/2026

Cairn

Produtor: Nozes

Duração: até 03/10/2026


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Capa: Nilo Junior.

Vencedores dos ENNIE Awards 2026

No ano passado, fizemos diversos textos falando sobre os indicados do ENNIE Awards (o principal prêmio de RPG do exterior). Esse ano não tivemos os textos dos indicados, mas vamos falar dos vencedores de cada prêmio!

Sobre o Prêmio

O ENNIE Awards foi criado em 2001 como uma premiação anual por um site de fãs do sistema d20, o EN World, em colaboração com o site Eric Noah’s 3rd Edition. A Premiação acontecia primeiramente online, e apenas para sistemas d20. Mas com o tempo, começou a ser celebrada na Gen Con e premiar outros RPG, além dos baseados no sistema d20.

Melhor Editora por Votação Popular

Esse é um prêmio decidido pelo fãs. E a única categoria onde as editoras não enviam qualquer produto para ser qualificado pelo the ENNIES (se eles receberem a indicação). A editora deve ter publicado algo nos últimos cinco anos para ser indicada.

Avantris Entertainment

Um grupo de amigos que jogava D&D, o canal Legends of Avantris, hoje em dia é um dos canais mais conhecidos de RPG mundial, com os cortes de suas mesas viralizando pela expressividade e… quão longe as situações acabam indo.

Não é muito surpresa que o grupo foi votado, já que é o atual dono do maior financiamento de RPG do Kickstarter com o cenário Neon Odyssey. Um cenário de opera espacial para D&D 5.5e, ultrapassando o anterior vencedor, o Cosmere RPG do autor Brandon Sanderson.

Atualmente, não sabemos de qualquer conexão da Avantris Entertaintment com alguma editora brasileira.

Melhor Aventura – Formato Longo

Este prêmio é destinado, sobretudo, aos produtos que consistem em aventuras completas, bem como ideias de aventuras ou até mesmo breves ganchos de aventura – desde que projetados para serem finalizados em 3 ou mais sessões. Além disso, também inclui compêndios de aventuras.

Medalha de Prata – Historica Arcanum: Serenade for the Damned

Historica Arcanum: Serenade for the Damned

Uma aventura de níveis 1 a 10 para 5e. Historica Arcanum é um cenário autoral da editora Metis Creative, com intriga e poderes ocultos que ameaçam o mundo. Serenade for the Damned (Serenata para os Malditos, em tradução livre) é uma história do cenário que se passa no mundo “real”, em que os personagens lidam com acontecimentos históricos enquanto afundam em tramas políticas.

Atualmente, não temos previsão de tradução e/ou venda dos produtos da Metis Creative e do cenário Historica Arcanum no Brasil.

Medalha de Ouro – Vaesen: City of My Nightmares

Vaesen: City of My Nightmares

O jogo de cenário gótico e folclore nórdico Vaesen, foi vencedor da medalha de ouro com a aventura City of My Nightmares (Cidade dos Meus Pesadelos, em tradução livre). Uma campanha dividida em quatro partes em que os jogadores são convidados para a capital afim de investigar uma série de assassinatos tenebrosos. Eles acabam envolvidos em um mistério muito maior que envolve as origens da própria sociedade, ameaçando a cidade a cair no caos.

Vaesen é publicado no Brasil pela Retropunk Publicações, mas não temos previsão para tradução do material no Brasil.

Melhor Aventura – Formato Curto

Este prêmio é destinado especificamente aos produtos que são aventuras, além de ideias de aventuras ou até mesmo ganchos de aventura, desde que sejam pensados para se finalizar em 1 ou 2 sessões.

Medalha de Prata – The Bride of Pendle

The Bride of Pendle

The Bride of Pendle (A Noiva de Pendle, em tradução livre) é um cenário para Call of Cthulhu 7ª Edição, ambientado na região de Lancashire, no noroeste da Inglaterra. O livro vem com uma aventura sandbox, 18 handouts coloridos, 7 mapas, seis investigadores pré-gerados, 9 novos feitiços, dois artefatos únicos e mais.

Não há notícias sobre uma tradução da aventura para o Brasil.

Medalha de Ouro – Whispers of the Woods

Sussurros da Floresta

Whispers of the Woods (Sussurros da Floresta, no Brasil) é um RPG minimalista no qual os jogadores interpretam aldeões do século XVIII em uma jornada dentro de uma floresta escura e misteriosa. O jogo é focado em história colaborativa e interligada.

O jogo foi traduzido pela Tria Editora.

Melhor Acessório Digital

Este prêmio é destinado, especificamente, ao melhor produto digital desenvolvido para complementar jogos de RPG. Além disso, o material deve ser apresentado exclusivamente em formato digital, valorizando assim inovações tecnológicas no hobby.

Medalha de Prata – Pathfinder 2e/Starfinder 2e para Foundry VTT

Pathfinder 2e para Foundry VTT

Feito com parceria oficial com a Paizo, o Foundry VTT é a principal plataforma de RPG de mesa online para se jogar Pathfinder 2e. Inclui todas as regras para se jogar dentro da ferramenta, e é o principal local para se jogar os sistemas Pf2e e Sf2e online.

Na plataforma, há o add-on com o sistema traduzido para Português Brasileiro desenvolvido por Matheus Clemente, que também desenvolveu outros módulos para 3DeT, Tormenta, Pugmire e outros.

Medalha de Ouro – The Croocked Moon Alchemy VTT

The Croocked Moon Alchemy VTT

A versão digital do cenário da 5e, The Crooked Moon (A Lua Torta, em tradução livre) da Avantris Entertainment é feito completamente para Alchemy VTT, incluindo os mapas e os demais conteúdos do cenário de horror folclórico.

Não há previsão para tradução e/ou lançamento de The Croocked Moon ou de tradução do Alchemy VTT para o Brasil.

Melhor Acessório Analógico

Prêmio para o melhor produto usado para complementar o jogo de RPG em um formato analógico, ou seja, não digital.

Medalha de Prata – Ryoko’s Lost Notes

Ryoko’s Lost Notes

Ryoko’s Lost Notes (As Anotações Perdidas de Ryoko, em tradução livre) é uma série de handouts em alta resolução para imersão na aventura Wrath of the Kaiju, incluindo anotações de pistas, anatomia de kaijus e cartazes de procurado em papel cartão.

Tanto a aventura Wrath of the Kaiju quanto essas anotações não está previsto para sair no Brasil.

Medalha de Ouro – The Croocked Moon Tarot Card Set

The Crooked Moon Tarot Set

Um conteúdo premium de colecionador que é usável tanto para tiragem de tarot normal quanto para o uso das mecânicas de Fated Tarot ReadingChaotic Curses dentro do livro de Croocked Moon.

Assim como o livro, não há previsão para lançamento do tarot no Brasil.

Melhor Arte de Capa

Destinado aos livros com as melhores artes de capa, o prêmio considera tanto a excelência artística quanto a relevância temática, de modo que a ilustração sirva como porta de entrada impactante para o conteúdo.

Medalha de Prata – Historica Arcanum: Echoes of Renaissance

Historica Arcanum: Echoes of Renaissance

Echoes of Renaissance (Ecos da Renascença) é um cenário para 5e para aventuras em Veneza do século XVI. O livro inclui locações, missões, personagens e itens da cidade de Veneza, novas subclasses inspiradas na cultura e folclore na região e da era. Além de um bestiário de aliados e inimigos da historia e lendas medievais e do inicio do mediterrâneo moderno.

Não há previsão para tradução de Echoes of Renaissance no Brasil.

Medalha de Ouro – The Croocked Moon

The Croocked Moon

Em tradução livre, The Croocked Moon significa A Lua Torta, e é um livro de horror folclórico para 5e. Com opções para jogadores e mestres para se jogar no cenário de Drunskenvald, com 15 novas subclasses, 13 espécies novas e diversos monstros folclóricos.

Não há previsão para tradução de The Croocked Moon no Brasil.

Melhor Arte Interior

O prêmio destaca livros com excepcionais artes internas, especialmente aquelas que, além de tecnicamente impressionantes, conseguem transmitir eficazmente o tom e a atmosfera do jogo, elevando assim a experiência do usuário.

Medalha de Prata – The Field Guide to Floral Dragon

The Field Guide to Floral Dragons

O livro The Field Guide to Floral Dragons (O Guia de Campo para os Dragões Florais) é uma mistura do mundo das flores com dragões, em um draconomicon floral. Com diversas e belíssimas ilustrações internas feitas por Kin Wald. O livro tem regras baseadas para a 5e.

Não há previsão para lançamento do livro no Brasil.

Medalha de Ouro – Legend in the Mist

The Legend in the Mist

Sendo um livro de fantasia rústica, The Legend in the Mist é para se jogar histórias que normalmente se contam ao redor da fogueira, com dois livros: Um de Herói e outro para o Narrador.

O livro está vindo ao Brasil pela Retropunk Publicações em colaboração com a Jambô Editora.

Melhor Cartografia

Prêmio para o produto individual que contenha a melhor arte ou técnica para fazer mapas ou gráficos.

Medalha de Prata – Collection of Fantasy Maps II

Collection of Fantasy Maps II

Como segunda edição, Collection of Fantasy Maps II é uma coleção de diversos mapas de masmorras e outros locais para se usar em seus RPG. Ele foi financiado em 4 horas no Kickstarter, com os mapas feitos exclusivamente por pessoas.

Para quem financiou, os mapas podem ser entregues no Brasil por 60 euros de taxa de entrega.

Medalha de Ouro – Dolmenwood Maps Book

Dolmenwood Maps Book

Dolmenwood Maps Book (Livro de Mapas de Dolmenwood, em tradução livre) é um livro com mapas para o sistema Dolmenwood, um RPG de conto de fadas. O livro contém informações sobre partes do cenário e os mapas das cidades e regiões.

Não há previsão para lançamento no Brasil.

Melhor Conteúdo da Comunidade

Originalmente conhecido como “Melhor Jogo Organizado”, esta categoria premia, especificamente, as melhores aventuras desenvolvidas para apoiar programas de criação de conteúdo, como os Jogos Organizados.

Em outras palavras, são contemplados tanto os materiais produzidos diretamente pela detentora da propriedade intelectual quanto aqueles criados por terceiros autorizados – seja através de programas oficiais de criação de conteúdo, seja por empresas terceirizadas contratadas para esse fim.

Medalha de Prata – The Bride of Pendle

The Bride of Pendle

The Bride of Pendle (A Noiva de Pendle, em tradução livre) é um cenário para Call of Cthulhu 7ª Edição, ambientado na região de Lancashire, no noroeste da Inglaterra. O livro vem com uma aventura sandbox, 18 handouts coloridos, 7 mapas, seis investigadores pré-gerados, 9 novos feitiços, dois artefatos únicos e mais.

Não há notícias sobre uma tradução da aventura para o Brasil.

Medalha de Ouro – Triangle Agency Fan Zine

Triangle Agency Fanzine

Triangle Agency Fan Zine é uma revista digital gratuita que mostra as criações da comunidade do jogo, incluindo artes, conteúdo para o jogo e artigos dentro do universo. Na primeira edição, disponível aqui contém: 8 missões novas, 3 competências, uma realidade e um pedaço de Anomalia ARC.

Não há notícias sobre a tradução da fanzine para o Brasil. Mas o jogo Triangle Agency está vindo pela New Order Editora.

Melhor Jogo ou Produto Família

O prêmio reconhece o melhor RPG ou produto jogável para famílias, priorizando aqueles que combinam regras simples com diversão inclusiva.

Medalha de Prata – Dragon Town and the Darkness Below

Dragon Town and the Darkness Below

Dragon Town and the Darkness Below (Cidade do Dragão e as Trevas Abaixo, em tradução livre) é um jogo de sistema neutro com tom mais leve, em que os personagens tem que descobrir o que aconteceu com o prefeito da Cidade do Dragão, que misteriosamente sumiu, apesar de ser um enorme dragão dourado.

Não há notícias de tradução do jogo para o Brasil.

Medalha de Ouro – Dungeons & Kittens RPG Starter Set

Dungeons & Kittens

Dungeons & Kittens (Masmorras & Gatinhos, em tradução livre) é uma aventura que une contos de animais com fantasia medievais em um mundo pós apocalíptico. Os jogadores jogam com um grupo de gatinhos que tem que explorar um maravilhoso mundo novo juntos.

Não há notícias de tradução do jogo para o Brasil.

Melhor Jogo ou Produto Gratuito

O prêmio reconhece o melhor jogo ou produto gratuito, priorizando aqueles que combinam conteúdo relevante com acessibilidade, promovendo assim a democratização do hobby sem abrir mão da qualidade.

Medalha de Prata – Legend in the Mist – Learn to Play Comic Book Adventure

Legend in the Mist – Solo Free Comic Adventure

Lançado para que as pessoas conheçam o sistema, foi lançado uma HQ para que as pessoas joguem o sistema e sigam a história do quadrinho.

Atualmente, não há notícias sobre tradução do material para o Brasil. Mas o jogo está vindo pela Retropunk Publicações em colaboração com a Jambô Editora.

Medalha de Ouro – Daggerheart Quickstart Adventure: The Sablewood Messangers

The Sablewood Messangers

The Sablewood Messangers (No Brasil, Os Mensageiros da Floresta Negra) é a aventura introdutória de Daggerheart, para ensinar aos jogadores as bases do sistema.

Ela pode ser adquirida gratuitamente no site da Jambô Editora.

Melhor Jogo

Destinado ao melhor RPG completo, este prêmio avalia o conjunto da obra: arte, texto, regras, experiência de jogo e jogabilidade.

Em síntese, todos os elementos que compõem um jogo – da criação de personagens às regras básicas. Cabe destacar, porém, que um produto não pode concorrer simultaneamente como Melhor Jogo e Melhor Suplemento.

Medalha de Prata – Legend in The Mist

Legend in the Mist

Legend in the Mist é um RPG de fantasia rústica, aonde os jogadores encarnam aventureiros simples ou exploradores que atravessam colinas, florestas em uma terra de criaturas fantásticas e tradições perdidas no tempo. Além de belas artes, o jogo traz diversos trunfos de fantasias cozy.

No Brasil, o jogo vem em colaboração entre a Retropunk Publicações e a Jambô Editora.

Medalha de Ouro – Daggerheart

Daggerheart

Daggerheart é um jogo de alta fantasia da Darrington Press (responsável pelo show Critical Role e da série A Lenda de Vox Machina). Com um sistema em que mestre e jogadores compartilham a narrativa e as escolhas para que a aventura ande no balanço entre Medo e Esperança.

No Brasil, o jogo veio pela Jambô Editora.

Melhor Diagramação

O prêmio celebra o livro com excelência em diagramação, ou seja, aquele que alia layout prático a design criativo. Em resumo, busca-se reconhecer obras onde a apresentação visual não apenas organiza o conteúdo de maneira eficiente, mas também o valoriza esteticamente.

Medalha de Prata – Berserkr

Berserkr

Berserkr é um jogo OSR de mitologia nórdica, baseado nas regras do Mork Borg, aonde os jogadores invocam magia rúnica, enfrentam criaturas icônicas da mitologia nórdica e enfrentam seu caminho até o Ragnarok.

No Brasil, o jogo foi publicado pela Tria Editora.

Medalha de Ouro – Warhammer: The Old World

Warhammer: The Old World

Warhammer: The Old World é o livro de RPG da série Warhammer Fantasy da Cubicle 7. Baseado na série de war games de mesmo nome, os personagens se aventuras pelo coração das florestas e dos covis de criaturas nas fronteiras do mundo contra criatura inumanas, que orquestram a queda dos reinos, salivando em antecipação para o massacre que virá.

No Brasil, o jogo não foi lançado.

Melhor Monstro/Ameaça

O prêmio reconhece produtos focados primordialmente em monstros, adversários e ameaças, priorizando aqueles que unem conceitos inovadores com utilidade prática em mesa.

Medalha de Prata – Dolmenwood Monster Book

Dolmenwood Monster Book

Dolmenwood Monster Book é um livro com criaturas para o sistema Dolmenwood, um RPG de conto de fadas. O livro contém informações sobre monstros que habitam as florestas, baseadas nos horrores e maravilhas do folclore britânico.

O livro não está previsto para ser lançado no Brasil.

Medalha de Ouro – Monsters of Drakkenheim

Monsters of Drakkenheim

Monsters of Drakkenheim é um livro com criaturas aberrantes, com detalhe de suas táticas, descrição de covis, regras de fabricação e tesouros únicos no cenário de Drakkenheim, um cenário de fantasia sombria.

Não há previsão para lançamento do livro ou do cenário no Brasil.

Melhor Conteúdo Online

O prêmio celebra conteúdos digitais como blogs, sites e zines online, ou seja, produções concebidas essencialmente para o ambiente virtual, que enriquecem constantemente o ecossistema de RPG na internet.

Medalha de Prata – Solo RPG List

Solo RPG List

Não tem muito segredo, o Solo RPG List é uma lista de RPGs Solo para você procurar coisas novas para jogar e, se tiver, adicionar seus jogos ou jogos que não tenham na lista. O site pode ser acessado neste link.

Inclusive, é possível filtrar por idiomas, aonde vemos o único em Português da lista, que é o jogo The Penguin’s Tale do brasileiro Vinicius de Souza.

Medalha de Ouro – Designing Dungeons Course: Or, How to Kill a Party in 30 Rooms or Less

Rise Up Comus

Uma postagem do blog Rise Up Comus, desenvolveu o curso Designing Dungeons Course, um guia a guia detalhado e passo a passo de como criar e desenvolver masmorras. O nome do curso em português é Curso de Desenvolvimento de Masmorras: Ou, Como Matar um Grupo em 30 Salas ou Menos. E pode ser acessado gratuitamente neste link.

Melhor Valor de Produção

Destinado ao livro/produto com os melhores padrões de produção, este prêmio considera todos os aspectos materiais – do design à encadernação e outros produtos adjacentes que trazem valor ao produto.

Medalha de Prata – Legend in the Mist

Legend in the Mist – Ravenhome Slipcase

A coleção completa do jogo Legend in the Mist, traz não só o livro básico, como o livro de cenário, o escudo do mestre e um pack de personagens para começar a jogar.

Medalha de Ouro – The Croocked Moon Ultimate Edition

The Croocked Moon Ultimate Edition

Edição definitiva do cenário The Croocked Moon, vem com a versão deluxe do livro em capa dura, escudo do mestre, sete peças de dados de gemas, sete peças de dados de metais baseados em um trem fantasma que brilham no escuro, uma bolsa de dados do rei de chifres, o set de tarot, 11 sets de dados de resina, 11 miniaturas de chefões do cenário, 3 pelúcias, 3 pins, 3 decks de referências do jogo, tokens das criaturas, 12 mapas de batalha e um mapa de tecido de Drunkenvald (o cenário).

Melhor Produto Relacionado a RPG

Diferentemente de outras categorias, este prêmio celebra produtos que permeiam a vida do jogador de RPG além da mesa – seja através de ficção especializada, vídeo games, conteúdos digitais ou até materiais para hobbies correlatos. Basicamente, qualquer criação que enriqueça o universo cultural do RPG, mesmo indiretamente.

Medalha de Prata – Menagerie of Unbearable Things

Menagerie of Unbearable Things

Menagerie of Unbearable Things (ou, Bestiário de Coisas Insuportáveis, em tradução livre), é um bestiário de sistema agnóstico com artes e histórias de criaturas trágicas.

Monstros e criaturas que foram destruídos pelo amor. Com entradas de criaturas que contém ganchos de aventuras para usá-los e como introduzir essas criaturas nos seus jogos.

Não há previsão para trazerem o jogo para o Brasil.

Medalha de Ouro – Beyond the Witching: Dolmenwood Soundtrack Album

Beyond the Witching Ring: Dolmenwood Soundtrack Album

Um álbum com 10 faixas baseados no sistema e no cenário de Dolmenwood, para se jogar o sistema ouvindo as músicas. Performadas pelo artista Tales Under The Oak.

Não tem previsão de chegada do vinil no Brasil, mas é possível comprar no neste link.

Melhores Regras

O prêmio celebra livros com excelência em game design, priorizando sistemas que combinam inovação mecânica com aplicação prática em jogo, resultando assim em experiências de jogo mais ricas e coerentes. Também é conhecido como “crunch“.

Medalha de Prata – Legend in The Mist

Legend in the Mist

Legend in the Mist é um RPG de fantasia rústica, aonde os jogadores encarnam aventureiros simples ou exploradores que atravessam colinas, florestas em uma terra de criaturas fantásticas e tradições perdidas no tempo. Além de belas artes, o jogo traz diversos trunfos de fantasias cozy.

No Brasil, o jogo vem em colaboração entre a Retropunk Publicações e a Jambô Editora.

Medalha de Ouro – Daggerheart

Daggerheart

Daggerheart é um jogo de alta fantasia da Darrington Press (responsável pelo show Critical Role e da série A Lenda de Vox Machina). Com um sistema em que mestre e jogadores compartilham a narrativa e as escolhas para que a aventura ande no balanço entre Medo e Esperança.

No Brasil, o jogo veio pela Jambô Editora.

Melhor Cenário

Destinado ao melhor produto de ambientação, este prêmio abrange desde cenários contidos em livros básicos até obras especializadas, priorizando aqueles que unem narrativa envolvente com utilidade prática em jogo.

Medalha de Prata – Ryoko’s Guide to the Yokai Realms

Ryoko’s Guide to the Yokai Realms

Ryoko’s Guide to the Yokai Realms (ou Guia de Ryoko para os Reinos dos Yokai, em tradução livre) é um livro de 392 páginas de capa dura com diversos Kaiju, opções de jogadores e mecânicas para combate contra criatura gargantuais para D&D 5e. Histórias e folclore de Yokai pintadas de forma vibrante em um mundo perigoso.

Não há previsão para ser trazido ao Brasil.

Medalha de Ouro – Dolmenwood Campaign Book

Dolmenwood Campaign Book

O livro do cenário do jogo Dolmenwood, com suas histórias misteriosas folclóricas, as principais facções, como o deus caótico Atanuwe e a feiticeira Drune. 12 cidades detalhadas com mapas, pontos de interesse e NPCs importantes. Regras para clima, para se perder, encontro com monstros, pescaria, caça e coleta de materiais. Além de diversos artefatos mágicos e um design simples com referências pensadas para sair jogando.

Não há previsão para tradução e vinda para o Brasil.

Melhor RPG Solo

Categoria iniciante neste ano, é uma categoria para premiar o melhor RPG solo, seja livro jogo ou um RPG que tem regras voltadas para serem jogadas com um “Oráculo”, conforme você avança na história.

Medalha de Prata – The Bonsai Diary

The Bonsai Diary

The Bonsai Diary (ou, O Diário do Bonsai, em tradução livre) é um RPG solo pensado que você está plantando uma pequena semente, imaginando seu futuro. Com um pincel ou canetadas, você desenha o seu bonsai. A cada nova página, passa por cima do bonsai anterior e adiciona mais uma canetada. Vendo seu Bonsai crescer, página por página.

O jogo está disponível no Itch.io, mas não há previsão para versão brasileira.

Medalha de Ouro – SPINE: A Dark Solo TTRPG About Losing Youself in a Book

SPINE

SPINE: A Dark Solo TTRPG About Losing Yourself in a Book (ou SPINE: Um Sombrio RPG de Mesa Solo Sobre Se Perder Em Um Livro) é um RPG Solo que parece um livro. Aonde você joga como um pesquisar que recebeu esse estranho livro de um parente distante. Você joga lendo e seguindo os prompts para descobrir as notas finais. Mas logo você vai perceber a pegadinha. Você está sendo absorvido pelo livro – se perdendo nele. E a única maneira de diminuir seu poder é enfrentando seu texto.

Não há previsão para vinda ao Brasil.

Melhor Conteúdo Streamado

Antigamente chamado de ‘Melhor Podcast’, este prêmio agora abrange a melhor série de conteúdo sobre RPG, seja em áudio ou vídeo (YouTube, Twitch etc.), premiando produções que combinam consistência com relevância para o público.

Medalha de Prata – Cozy RPG Reviews

Cozy RPG Reviews

Cozy RPG Reviews é um canal no YouTube feito por Robin J. que revisa e fala sobre livros de RPG pequenos, indies e solos. Você pode acessar o canal neste link.

Medalha de Ouro – Get Your Sheet Together

Get Your Sheet Together

Get Your Sheet Together é uma série de vídeos do canal da Darrington Press explicando como se jogar o sistema Daggerheart. Passando pelas regras gerais, criando personagens juntos, oferecendo guia para os mestre em suas campanhas, dando dicas para jogadores e mais. A playlist dos vídeos pode ser vista aqui.

Melhor Suplemento

Prêmio para o produto que adiciona regras adicionais ou mais detalhes ao jogo.

Medalha de Prata – The Painted Wasterlands: Player’s Guide

The Painted Wastelands: Player’s Guide

Painted Wastelands: Player’s Guide (ou, Terras Perdidas: Guia do Jogador) é um livro desenvolvido para dar aos jogadores ferramentas para entrarem no cenário Painted Wasterlands. O livro foi feito para jogar com o sistema OSE (Old-School Essentials).

Não há previsão para vinda ao Brasil.

Medalha de Ouro – Legend in the Mist: Action Grimoire

Legend in the Mist: Action Grimoire

Action Grimoire é um livro de referências para jogadores de Legend in The Mist, com dúzias de sugestões para ações que Heróis podem tomar no jogo. Seus efeitos e suas consequências.

Não há informações se o livreto virá com os demais livros para o Brasil.

Melhor Escrita

Prêmio para o produto com a melhor prosa ou texto descritivo. Também conhecido como cream ou fluff.

Medalha de Prata – Rapscallion

Rapscallion

Rapscallion é um RPG para os personagens irem para as águas do Grande Mar, atrás de tesouros desconhecidos em seus navios velozes.

O jogo tem regras simples de se entender para aventuras e ferramentas de bucaneiros para criar sua própria versão do Grande Mar. 10 personagens únicos e três navios únicos para jogar com sua trupe de Piratas e aventuras para seguir o drama, mistério, segredos e aventura nos mares.

Medalha de Ouro – Making Enemies

Making Enemies: Monster Design Inspiration for TTRPG

Monster Making: Monster Design Inspiration for Tabletop Roleplaying Games (ou, Criando Monstros: Inspiração de Design de Monstros para Jogos de Interpretação de Papeis) é um livro com táticas para mestres explorarem tudo que precisa para criar monstro do zero, desde seus tamanho, números e níveis de desafio. Além dos habitats, motivações desses monstros, usá-los como metáforas, sua relação com a magia e como customizar monstros para sua mesa. Dessa vez, não apenas para 5e, mas também para Pathfinder, Shadowdark, Cypher System e diversos outros.

Os livro anteriores do autor Keith Ammann; Os Monstros Sabem O Que Estão Fazendo e Viva para contar a história foram lançadas pela editora Excelsior, mas não há previsão para a vinda de Monster Making para o Brasil.

Produto do Ano

Destinado ao melhor produto geral, este prêmio considera inicialmente todos os itens enviados. Entretanto, apenas dez se tornam indicados, sendo que, ao final, somente um será coroado vencedor.

Medalha de Prata – Daggerheart

Daggerheart

Daggerheart é um jogo de alta fantasia da Darrington Press (responsável pelo show Critical Role e da série A Lenda de Vox Machina). Com um sistema em que mestre e jogadores compartilham a narrativa e as escolhas para que a aventura ande no balanço entre Medo e Esperança.

No Brasil, o jogo veio pela Jambô Editora.

Medalha de Ouro – The Croocked Moon

The Croocked Moon

The Croocked Moon (ou a Lua Torta) é um livro de horror folclórico para 5e. Com opções para jogadores e mestres para se jogar no cenário de Drunskenvald, com 15 novas subclasses, 13 espécies novas e diversos monstros folclóricos.

Não há previsão para tradução de The Croocked Moon no Brasil.


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Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.

Dessa forma, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos, como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica! Ela também traz contos e novidades para você!

Texto e Arte da Capa: Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Entrevista Miguel Souza – Ordem Paranormal II

Disclaimer: Antes de começarmos os detalhes da entrevista é importante lembrar que essas são opiniões e previsões do Miguel baseado no que ele acredita e, como o projeto está em uma fase inicial de desenvolvimento, as coisas podem, e provavelmente irão, mudar.

Olá, bípedes rpgistas! Hoje trago para vocês uma edição mais do que especial da minha “coluna” aqui com vocês. Terei a honra e o prazer de entrevistar Miguel Souza da Jambo. Ele está como Produtor Editorial do Ordem II.

Além de ser uma pessoa brilhante, é um amigo de longa data. O nosso foco foi no lançamento do playtest de Ordem Paranormal, anunciado recentemente em live pelo Cellbit.

Eu devo admitir de antemão que eu, pessoalmente, não sou um grande conhecedor do sistema ou do universo criado pelo streamer e, por isso, fui em alguns pontos da comunidade pela internet (como o Reddit) para saber o que vocês, fans, gostariam de saber. Também vale um agradecimento aos meus colegas do Movimento RPG que também colaboraram com algumas perguntas.

O material a seguir é um resumo de uma entrevista de quase 2 horas. Seria quase impossível passar para vocês todos os detalhes que conversamos apenas aqui, mas fiz o meu melhor para trazer os pontos mais importantes. Também, por isso, eu não transcrevi as respostas dele ipsis litteris, mas resumi as informações, para deixar tudo mais simples para vocês, mas mantive o significado de tudo que ele disse.

 

Para começar, uma pergunta que tem gerado um pouco de polêmica na comunidade: a primeira edição foi lançada há pouco tempo. Por que fazer uma nova edição de Ordem Paranormal tão cedo?

Miguel: Primeiro, isso depende muito do que consideramos “cedo”. Se compararmos com os lançamentos da Wizard of the Coast para D&D, por exemplo, estamos dentro de um intervalo normal.

Mas a necessidade de mudança foi uma consequência direta da época em que o primeiro Ordem foi criado. O primeiro Ordem foi desenvolvido durante a temporada de Calamidade, onde o “pau tava comendo”. Era uma guerra aberta no Coliseu, então a demanda que o Cellbit precisava naquele momento era de um sistema focado em pancadaria e combate tático. O sistema atendeu perfeitamente ao que estava acontecendo ali.

Agora, estamos fazendo tudo, junto do Cellbit, um sistema com uma visão para o futuro, para coisas que vocês ainda nem sabem que existirão em live ou fora dela.

 

Mas isso acabou limitando o futuro do jogo?

Miguel: A questão é que Calamidade foi um ponto muito alto da história e não dá para ser repetido toda temporada. Para voltar a ter tensão e investigação, você não pode mais usar aquele sistema que acabou ficando focado em “super-heróis matando monstros”. O Cellbit já tem o planejamento longo dele. Ordem 2, como eu disse, está sendo baseado nas temporadas que as pessoas nem assistiram ainda, e que nem sequer sabem que vão existir. Por isso não daria para resolver só com um suplemento. A gente precisava de um sistema novo que comportasse o futuro da série.

 

E em resumo, quais você diria que são os principais pontos de diferença entre a 1ª e a 2ª edição? O que muda de fato para quem está jogando?

Miguel: Dá para resumir em três grandes pilares. O primeiro é que as Cenas de Investigação agora são o núcleo mecânico do jogo. Antes, a investigação era algo mais difícil de narrar com o suporte das regras, mas agora temos dinâmicas próprias, pontos de interesse, quebra-cabeças, e o uso de mecânicas reais como lockpick e hacking.

O segundo ponto são as Ferramentas. A gente quis fugir daquela ideia de itens que só te dão um bônus numérico genérico, tipo um simples “+2” na ficha. Agora elas são mais táteis e focadas na gestão de recursos. Por exemplo, usar uma lanterna ultravioleta que tem três cargas específicas e queima depois do uso.

E o terceiro pilar é a matemática e a reformulação completa das fichas, atributos e rolagens. O nosso objetivo foi tirar aqueles bônus fixos exagerados da primeira edição que acabavam quebrando a matemática e fazendo o resultado do dado não importar mais.

Apesar de o novo foco ser a investigação, sabemos que grande parte da comunidade ainda gosta de bater no sobrenatural. Ordem 2 vai realmente se afastar daquela natureza combativa pesada da primeira edição? Até que ponto ainda teremos opções robustas de combate?

Miguel: O jogo ainda vai ter combate e opções robustas para isso, nós não vamos abandonar a ação. A diferença é que a mecânica não vai ser mais “engessada”. Estamos nos afastando muito daquele estilo tático de jogos como D&D ou Tormenta20 (sistemas “D20”), em que o personagem para na frente do monstro e fica apenas trocando golpes. O foco agora é na coreografia e quase que na cinematografia da luta e na sobrevivência. Isso vai exigir que os jogadores estudem o cenário, utilizem o terreno a seu favor e pensem muito bem antes de agir, trazendo uma pegada verdadeira de survival horror.

 

Falando em como os personagens agem, nos playtests notamos o uso de três “perfis” em vez de funções de combate definidas. Isso significa que teremos uma criação de personagens com maior liberdade de customização?

Miguel: Com certeza. O eixo da criação de personagens mudou completamente. Na primeira edição, a sua classe definia o que você fazia no combate (Combatente, Ocultista ou Especialista). Agora, os perfis ditam como você age no mundo. O Executor é aquele que age primeiro; o Analista estuda a situação antes de dar um passo; e o Vigilante prefere ter uma postura de reação aos acontecimentos.

 

Deu para perceber que o sistema de Ordem 2 bebe bastante do suplemento Sobrevivendo ao Horror. Mas até o momento, quase não vimos a ligação direta dos personagens com o paranormal. Como vai ficar o uso de rituais e poderes nessa edição?

Miguel: O paranormal não sumiu, mas a nossa abordagem mudou drasticamente. Nós quisemos evitar o que eu costumo chamar de “efeito Dragon Ball/Chainsaw Man”,  aquele tipo de situação onde usar o paranormal tinha virado algo quase de super-herói, com os personagens soltando rituais de forma banal a todo instante. Na nova edição, os rituais vão voltar a ser assustadores, difíceis de realizar e com um custo alto. Nós estamos adotando mecânicas muito mais perigosas, que lembram as vistas no Sobrevivendo ao Horror, tornando o acesso ao paranormal um verdadeiro risco.

 

Uma das maiores dúvidas dos jogadores veteranos é sobre a transição. Haverá algum suplemento de atualização ou guia para adaptar os monstros, o bestiário e os conteúdos da 1ª edição para as regras de Ordem 2?

Miguel: É provável que não. Ordem 2 não é um “patch” ou um “Ordem 1.5”, é um jogo completamente novo e criado do zero.

 

Com uma mudança tão estrutural, vocês esperam que a base de fãs acabe se dividindo entre os dois sistemas? Como fica o suporte para quem quiser continuar jogando a 1ª edição?

Miguel: Nós estamos cientes e perfeitamente confortáveis com essa divisão. A gente sabe que uma parte da comunidade ama a fantasia tática e o combate de Ordem 1, enquanto outra parcela prefere a investigação e o terror que Ordem 2 propõe, e está tudo bem ter algumas pessoas que continuem no Ordem 1. Ele estará disponível para quem quiser matar a saudade. Já os fascículos dos Arquivos Secretos, por exemplo, vão continuar tendo materiais para a primeira edição pelo menos até o final do ano.

 

A primeira edição teve aventuras como Vendetta Oculta, mas faltou um material contínuo. Existe o plano de lançar um livro de campanhas que leve os personagens mais longe, ou até mesmo uma Edição de Luxo para o novo sistema?

Miguel: É um grande desejo pessoal meu ver isso acontecer. Mas a palavra “plano” ainda é muito forte nesse momento. O jogo base atual nem sequer está finalizado, então não temos nenhum livro fechado ou planejamento de publicação nesse formato ainda.

 

Para encerrar, você tem algum aviso para a galera que está acompanhando cada atualização e stream de Ordem?

Miguel: Sim! O recado mais importante é lembrar que o jogo está em fase de Early Access (Playtest). Muitas mecânicas, nomes e testes que vocês veem nas transmissões ao vivo ainda podem mudar bastante. Por favor, não tratem as regras vistas em streams ou em comentários do Twitter como verdades absolutas. O sistema oficial e definitivo será apenas aquele que estiver publicado em um livro impresso.

Por fim, agradeço ao Cellbit e a Jambo. Mas queria tirar um momento especial para agradecer a comunidade por ter me abraçado. Me orgulho do que tenho feito desde Sobrevivendo ao Horror, aproximando os fãs da editora, e acredito que juntos podemos fazer muitas coisas, meu coração sempre terá um lugar especial para vocês! E, claro, agradeço ao Movimento RPG por esse espaço.

 

 

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Catedral dos Ímpios – Campanha Ativa

Há uma diferença importante entre um suplemento que simplesmente acrescenta conteúdo a um RPG e um suplemento que consegue ampliar a maneira como enxergamos o próprio cenário.

Catedral dos Ímpios, primeiro suplemento oficial de BREU, da Luz Negra Editora, parece apostar justamente na segunda opção.

Escrito por Gustavo Tertoleone e Diego Bassinello, com ilustrações de Mel Martins, o livro leva os jogadores ao Distrito da Traça, uma região marginalizada da Cidade do Lago Negro onde investigação, crime, política, religião e horror se misturam.

A proposta combina fantasia sombria, weird fantasy, investigação urbana e exploração sandbox, criando um material que transforma um simples distrito em uma campanha inteira.

O ponto de partida é bastante atraente. O Distrito da Traça funciona como uma espécie de prisão sem muros: durante décadas, foi o destino daqueles que a elite da cidade preferia manter longe: criminosos, desafetos políticos, indigentes e outras pessoas consideradas indesejáveis.

Abandonados pelas autoridades e sobrevivendo com poucos recursos, os próprios moradores desenvolveram suas estruturas sociais e políticas.

Um distrito com vida própria

A Traça não é apresentada apenas como um lugar onde os aventureiros chegam para cumprir uma missão. Existe uma organização própria por trás do caos.

O distrito é controlado pelos Trinca-Ferro, uma tríade criminosa que administra o contrabando e tenta manter um equilíbrio delicado entre os moradores, a guarda da Cidade do Lago Negro e os nobres.

Ao mesmo tempo, a região possui suas próprias instituições e até um mecanismo de justiça: o Tribunal Vêmico, também conhecido como Tribunal do Povo.

Um cenário urbano de fantasia sombria pode facilmente cair naquela estrutura conhecida em que existe uma taverna, uma guilda de ladrões, alguns becos perigosos e uma masmorra esperando no final da aventura.

Na contramão do que se imagina

A proposta de Catedral dos Ímpios parece caminhar em outra direção. A cidade não é apenas pano de fundo; ela possui interesses, relações de poder e conflitos próprios.

Isso oferece ao mestre uma quantidade considerável de possibilidades. Os jogadores podem se envolver com criminosos, autoridades, moradores e diferentes grupos da cidade sem necessariamente precisar partir imediatamente para o combate.

O material apresenta seis linhas investigativas diferentes, construídas a partir de acontecimentos que começam a abalar o Distrito da Traça.

Desaparecimentos de crianças, assassinatos misteriosos, roubos incomuns e o aumento das tensões políticas são alguns dos problemas apresentados. Essas investigações podem se cruzar ou permanecer completamente independentes, dependendo das decisões do grupo.

Na prática, isso significa que duas mesas podem jogar Catedral dos Ímpios e terminar com experiências bastante diferentes.

Para mim, esse é um dos pontos que mais chamam atenção na proposta.

Em vez de conduzir os jogadores por uma sequência rígida de cenas, o suplemento oferece um tabuleiro de possibilidades.

O mestre apresenta a situação, os jogadores escolhem onde investigar e a história se desenvolve a partir dessas decisões. É uma estrutura que combina muito bem com a filosofia old school de BREU, que valoriza exploração, escolhas e resolução criativa de problemas.

A masmorra está no centro, mas não é uma masmorra comum

O título entrega uma parte importante da proposta. A Catedral dos Ímpios é uma construção ancestral associada a um culto que dominou o mundo conhecido durante séculos antes de desaparecer.

Suas ruínas permaneceram escondidas, soterradas pela passagem do tempo e pela própria história.

A ideia poderia facilmente resultar em mais uma dungeon de fantasia medieval. Só que o suplemento pretende justamente subverter esse modelo.

A Catedral é apresentada como uma releitura da clássica masmorra ancestral a partir da fantasia estranha, buscando uma atmosfera mais estranha, misteriosa e imprevisível.

Se a fantasia medieval sombria já trabalha com ruínas, cultos esquecidos, criaturas monstruosas e lugares amaldiçoados, a weird fantasy permite deslocar esses elementos para algo menos familiar.

Em outras palavras, a pergunta deixa de ser apenas “o que existe naquela masmorra?” e passa a ser “que coisa estranha é essa e por que ela existe?”.

Para um jogo que valoriza a descoberta acima do combate, essa mudança de perspectiva pode fazer uma diferença enorme.

Um suplemento promissor para BREU

Catedral dos Ímpios ainda não é um livro lançado: o projeto está em financiamento coletivo no Catarse, com lançamento previsto para março de 2027.

O projeto também apresenta metas estendidas que aumentam o conteúdo conforme a arrecadação. Entre elas estão novas magias relacionadas ao culto, itens mágicos, criaturas, expansão do lore do Distrito da Traça e até um mapa impresso da região.

Para quem gosta de RPGs de fantasia sombria, aventuras sandbox e cenários em que a cidade é tão importante quanto a masmorra, Catedral dos Ímpios é um projeto que vale acompanhar.

A ideia de transformar um distrito marginalizado em um cenário cheio de facções, mistérios, crimes, cultos e lugares estranhos tem bastante potencial.


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Diversão Offline 2026 – Resenha

O Diversão Offline se consolidou como a principal referência no mercado latino americano de RPG e jogos de tabuleiro. Das grandes multinacionais aos estúdios independentes, todas as editoras desejam fazer parte dessa grande festa do hobby.

Cobrir um evento dessa magnitude exige tempo, atenção e uma equipe bem alinhada. A quantidade de atrações torna impossível acompanhar tudo individualmente.

Filas, Lançamentos e Logística no Primeiro Dia

O primeiro dia do Diversão Offline foi o mais movimentado. Por todos os lados, se via filas de jogadores ávidos para garantir os principais lançamentos de jogos de tabuleiro antes que esgotassem.

Embora as filas sejam uma constante em convenções desse porte, as medidas operacionais da organização foram eficazes para reduzir o tempo de espera. Em comparação com a edição anterior, o acesso ficou mais rápido e a entrada do público foi facilitada. Isso permitiu aproveitar as atrações desde as primeiras horas.

Ainda assim, a alta adesão do público gerou gargalos nos estandes das editoras. Marcas com descontos atrativos ou lançamentos de RPG muito aguardados formaram filas extensas que cruzavam os corredores.

Já no domingo, a dinâmica mudou. O público estava mais focado em testar novos protótipos e curtir as atrações, deixando a circulação pelo pavilhão bem mais tranquila.

Premiações: Os Grandes Vencedores do RPG e Board Games

O evento sediou duas das premiações mais importantes do mercado nacional: o Goblin de Ouro e o Prêmio Ludopedia. Ambos funcionam como excelentes termômetros para identificar as tendências e os jogos em alta no Brasil.

Goblin de Ouro

O reconhecimento da indústria nacional ficou evidente no desempenho de editoras e criadores parceiros:

  • Editora Jambô: Destacou se ao conquistar quatro estatuetas, reconhecendo suas produções digitais e materiais nacionais e internacionais.

  • Luz Negra e New Order Editora: Também subiram ao pódio com títulos premiados.

  • Criadores de Conteúdo: Diversos influenciadores e canais de RPG foram homenageados, fortalecendo a divulgação do hobby no país.

Prêmio Ludopedia

No Prêmio Ludopedia, a Jambô voltou a brilhar, dividindo os holofotes com a RetroPunk Publicações e reafirmando a qualidade das produções que chegaram às mesas brasileiras recentemente.

A Experiência do Público: Vale a Pena Ir ao Diversão Offline?

O Diversão Offline continua evoluindo para oferecer uma infraestrutura cada vez mais confortável aos entusiastas. As áreas dedicadas a jogos de mesa estão mais amplas e propícias para partidas longas.

A área de protótipos e jogos independentes continua sendo um dos maiores diferenciais. É o espaço ideal para conversar com game designers nacionais e testar mecânicas inovadoras em primeira mão.

Valeu a pena comprar no evento?

Em relação aos preços, as editoras trouxeram promoções pontuais, embora a margem de desconto não estivesse tão distante dos valores convencionais de mercado. Contudo, o evento trouxe grandes vantagens financeiras para quem queria:

  1. Economizar no frete retirando apoios de financiamentos coletivos.

  2. Garantir lançamentos antecipados que ainda não chegaram às lojas.

Ver participantes circulando com malas de viagem lotadas de caixas de jogos foi uma cena comum, provando que o evento continua muito vantajoso para os colecionadores.

Palestras e Conteúdo Formativo

Além das mesas de jogo, a programação contou com palestras e entrevistas envolvendo game designers internacionais, autores e produtores de conteúdo.

O grande acerto técnico da organização foi o uso de fones de ouvido integrados à transmissão dos palestrantes. Essa solução de isolamento acústico permitiu que o público acompanhasse os painéis com total clareza, sem a interferência do barulho do pavilhão.

Conclusão: Por Que o Diversão Offline É Parada Obrigatória?

Sob a ótica de produção cultural, o Diversão Offline é uma verdadeira aula de organização e adaptação às exigências de um público cada vez maior.

Para os fãs de RPGs, board games e card games, o evento se mantém como parada obrigatória. É o momento perfeito para celebrar o mercado analógico, testar novidades e reencontrar amigos de todo o Brasil.


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Financiamentos coletivos de agosto de 2026

Olá pessoal! O Doff passou, mas a enxurrada de projetos não. Dê uma olhada nos links e escolha seu financiamento favorito.

Projetos abertos: 

Demon Ninja

Produtor: New Order

Duração: a partir de 10/08/2026

Grizzled Adventures

Produtor: Tria

Duração: a partir de 11/08/2026

Near and Far

Produtor: Conclave

Duração: a partir de 15/08/2026

Symbaroum – Agrella e Aventuras

Produtor: Tria

Duração: a partir de 25/08/2026

Mar de Mortos

Produtor: Fantastic Hub

Duração: até 20/08/2026

Nobi Nobi

Produtor: Retropunk

Duração: até 30/08/2026

RPG Planet 10 anos

Produtor: RPG Planet

Duração: até 04/09/2026

Breu – Catedral dos Ímpios

Produtor: Luz Negra

Duração: até 07/09/2026

Warped

Produtor: Starlit

Duração: até 13/09/2026

Arcana Primária

Produtor: Nozes

Duração: até 22/09/2026

Pantheon

Produtor: Pablo Moura

Duração: até 23/09/2026

Projetos financiados: 

Fissura

Produtor: Trova

Duração: até 03/08/2026

Perigos e Princesas

Produtor: Tria

Duração: até 06/08/2026

Old School Essentials

Produtor: Laserhead

Duração: até 20/08/2026

Triangle Agency

Produtor: New Order

Duração: até 24/08/2026

Beyond the Wall

Produtor: Tria

Duração: até 27/08/2026

Root

Produtor: Mosaico

Duração: até 29/08/2026

Fabula – Litorais Ameaçados

Produtor: Fabula TCG

Duração: até 30/08/2026

Vampiro de Mil Anos

Produtor: Tria

Duração: até 17/09/2026


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Capa: Nilo Junior.

Prêmios Goblin de Ouro e Ludopedia – DOFF 2026

Nesse mês, nos dias 11 e 12 de julho, tivemos o Diversão Offline 2026 (DOFF 2026), e nesse evento tivemos duas importantes premiações: Goblin de Ouro e Ludopedia. E claro, o Movimento RPG acompanhou de perto, postando ao vivo pelo Instagram o Goblin de Ouro (@movimentorpg) – antes mesmo do evento -, e mostrou os vencedores desse ano. Aqui, colocamos em texto como foram as premiações. 

Goblin de Ouro

Goblin de Ouro é uma das mais importantes premiações do RPG nacional. Estando desde 2018 no DOFF, ele conta com a participação de um júri experiente capaz de analisar e selecionar a melhor obra na categoria indicada. 

Este ano, os especialistas jurados foram: Amedyr (@amedyr_art), Bel Domingues (@isabeladomingues), Marco Antônio “Boi” (@dungeongeek1) e Ricardo Mallen (@d30rpg). 

A seguir, iremos informar os indicados em cada categoria e o quem foi o ganhador! E, caso prefira, acesse nosso Instagram e clique no Destaque: Goblin de Ouro

Melhor Arte

Indicados:

Vencedor:

BREU RPGLuz Negra Editora (@luznegraeditora).

Melhor Aventura

Indicados:

Vencedor:

Fábula Última: Herdeiros da SupernovaJambô Editora (@jamboeditora).

Melhor Cenário

Indicados:

Vencedor:

Fábula Última: Herdeiros da SupernovaJambô Editora (@jamboeditora).

Melhor Coesão de Regras

Indicados:

Vencedor:

Etmos RPGEditora Balde Galáctico (@baldegalactico).

Melhor Acessório

Indicados:

Vencedor:

O Grande Sertão: JoazeiroNew Order Editora (@editoraneworder).

Melhor Livro Básico

Indicados:

Vencedor:

Assimilação RPGNew Order Editora (@assimilacaorpg).

Melhor Localização

Indicados:

Vencedor:

DaggerheartJambô Editora (@jamboeditora).

Melhor Mídia Escrita

Indicados:

Vencedor:

Revista Dragão BrasilJambô Editora (@jamboeditora).

Melhor Podcast

Indicados:

Vencedor:

Aventurando – Perdidos No Play (@perdidosnoplay).

Melhor Canal

Indicados:

Vencedor:

Pausa para um Café (@pausaparaumcafe).

Melhor Produtor de Conteúdo

Indicados:

Vencedor:

Anna Schermak – Pausa para um Café (@pausaparaumcafe).

Ludopedia

A Ludopedia é um site dedicado exclusivamente a jogos de tabuleiro e RPG. E o prêmio, que carrega o mesmo nome, foi criado em 2015 e foi inserido no evento do DOFF desde então. 

Diferente do Goblin de Ouro, o prêmio Ludopedia, além dos especialistas como jurados, conta com a participação do público, onde os cadastrados no site conseguem votar e ajudar a definir os ganhadores. 

A seguir, iremos informar os indicados e os finalistas em cada categoria e quem foi o ganhador!

Suplemento RPG Global

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

O Um Anel 2ª Edição: Moriá – Através das Portas de DurinDevir (@devirbrasil).

Suplemento RPG Design Nacional

Indicados: 

Finalistas:

Vencedor:

Ordem Paranormal: Vendeta Oculta – Jambô Editora (@jamboeditora):
Elisa Guimarães, Everson “Akkiel” França, Kali de los Santos, Karen Soarele, Yasmin Furtado.

RPG Global

Indicados:

Finalistas:

Vencedor:

Fallout: The Post Nuclear Tabletop Role Playing Game – RetroPunk Publicações e Huginn e Munnin (@retropunkgd e @huginnemunnined).

RPG Design Nacional 

Indicados:

Finalistas:

Vencedor:

Aiyé: O Mundo dos Orixás – projeto independente:
José Everson.

Jogo Infantil Global

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

SpotlightAsmodee (@asmodee_br).

Jogo Infantil Designer Nacional

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Mistureba MágicaDevir (@devirbrasil):
Thiago Queiroz (Paizinho Vírgula).

Mídia Escrita

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Covil dos Jogos.

Expansão Global

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Heat: Chuva Forte – Asmodee (@asmodee_br).

Expansão Designer Nacional

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

World Wonders: Wonders Pack – MeepleBR (@meeplebr):
Zé Mendes.

Melhor Arte

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Grasse 2ª EdiçãoLudens Spirit (@ludensspirit):
Orly Wanders, William Magri.

Mídia Podcast

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Nordicast.

Mídia Revelação

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Amantes dos BoardGames.

Jogo Expert Global

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

SETI: Busca por Inteligência Extraterreste – Devir (@devirbrasil).

Jogo Expert Design Nacional

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Rewild: América do Sul – Grok Games (@grok.games):
Bruno Liguori Sia.

Mídia Audiovisual

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Covil dos Jogos.

Jogo Família Global

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Flip 7 – Grok Games (@grok.games).

Jogo Família Designer Nacional

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Balde de CaranguejoBucaneiros Jogos (@bucaneiros):
Joka Jr..

Designer Revelação

Esta é uma nova categoria na premiação, sendo idealizada por Fel Barros, que a sugeriu por cinco anos até que ela finalmente fizesse parte do evento.

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Daniel de Lucca – Marajoara.

Homenagem

Há alguns anos, o evento Ludopedia homenageia alguém dentro do ramo, como forma de agradecimento, mas também como incentivo para que mais pessoas sigam os passos dos homenageados.

Este ano, o homenageado foi Carlos Seabra

Carlos nasceu em Lisboa, mas viveu em São Paulo desde 1969. Desde 1978 ele já trabalhava com o hobby, sendo parte da equipe que publicava fascículos na coleção Todos os Jogos, da Editora Abril Cultural, que saía quinzenalmente em bancas de jornais. Dessa forma, ele participou de mais de 600 jogos de tabuleiros e cartas no período em que esteve lá. 

Início e Atualidade

Seu primeiro jogo foi War II, lançado pela Grow em 1981, que criou junto ao seu pai, Mário Seabra (primeiro designer de jogos no Brasil) e Fernando Moraes Fonseca Jr. (que viria a ser um colaborador em outros projetos também). 

Carlos já trabalhou em diversas obras, tais como Super Master, Desafino Vol. 1 e Vol. 2, Imagem & Ação, Master Imagem, Castelo do Terror, Gato e Rato, Ayrton Senna – The King of Monaco, Conhecendo o Mundo, e muitos outros! A lista é gigantesca!

Atualmente, ele segue trabalhando em projetos culturais e editoriais ligados a educação digital, inteligência artificial, cultura lúdica e produção de conteúdo, focado em livros infantojuvenis, mas sempre vendo o lúdico, já que essa parte nunca saiu dele.

Em seu discurso de agradecimento, Carlos dedicou o prêmio a seu pai, aquele que transformou o hobby em uma profissão (e levou adiante esse legado). Testando os jogos que ele fazia, foi onde começou a ter a mesma paixão que seu pai, e depois, passou a ajudar a criá-los.

Também mencionou que a criação de jogos de tabuleiro ou cartas são mais complexos em relação a criações digitais, já que precisam de regras bem feitas, sendo essa a parte essencial para sua funcionalidade, e não há possibilidade de apenas aplicar um programa para identificar problemas. É necessário testar manualmente e com calma para achar possíveis soluções.  

Parafraseando uma das frases mais famosas que existem (“faça amor, não faça guerra”), ele deixou o palco:

“Jogue, não faça guerra.”

Considerações Finais

As duas premiações foram incríveis. 

Goblin de Ouro

No Goblin de Ouro, editoras como New Order Editora, Jambô Editora, Editora Balde Galáctico e Editora Luz Negra receberam inúmeras indicações.

A Jambô levou para casa quatro prêmios (Melhor Aventura, Melhor Cenário, Melhor Localização e Melhor Mídia Escrita). Já a New Order recebeu dois prêmios (Melhor Acessório e Melhor Livro Básico). Enquanto as editoras Luz Negra e Balde Galáctico ganharam um prêmio cada, respectivamente nas categorias de Melhor Arte e Melhor Coesão de Regras.

Além de conquistar o prêmio na categoria Melhor Produtor de Conteúdo, Anna Schermek se destacou ganhando também na categoria de Melhor Canal. Por ser a única mulher solo a levar um prêmio nos dois eventos, eu digo que ela arrasou!

Ludopedia

No Ludopedia houve várias indicações e três finalistas por categoria, bastante gente nova também, o que mostrou a expansão que o evento está seguindo. Sendo mais focado em jogos de mesa, nomes como Grok, MeepleBR, Devir, Asmodee, Ludens Spirit e Bucaneiros foram muito citados, estando sempre entre os finalistas. 

Pensando nelas, a Devir recebeu três prêmios, nas categorias Suplemento RPG Global, Jogo Infantil (Designer Nacional) e Jogo Expert Global. Enquanto isso, a Asmodee ganhou nas categorias Jogo Infantil Global e Expansão Global.

A Grok levou para casa os prêmios nas categorias Jogo Expert Design Nacional e Jogo Família Global. A MeepleBR ganhou em Expansão (Designer Nacional), a Ludens Spirit em Melhor Arte e a Bucaneiros em Jogo Família (Designer Nacional).

Seguindo pela linha de novidades, mais um ano tivemos um jogo voltado à cultura africana ganhando indicações e prêmio, com Aiyé: O Mundo dos Orixás (projeto independente) na categoria RPG Design Nacional. 

Editoras como Jambô, RetroPunk e Huginn e Munnin também tiveram premiações, onde Jambô ganhou em Suplemento RPG Design Nacional, e a RetroPunk em parceria com a Huginn e Munnin ganharam em RPG Global. Mas percebemos que, enquanto a Jambô se destacou mais no Goblin de Ouro, aqui empresas de jogos de tabuleiro tiveram mais espaço para brilhar. 

Além disso, tivemos uma maior variedade de indicados, finalistas e vencedores este ano, mostrando que o mercado voltado a jogos de tabuleiro e RPG está ganhando mais espaço com o passar do tempo e recebendo os holofotes que merece.


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Catedral dos Ímpios em Financiamento Coletivo

A campanha de financiamento coletivo no Catarse para Catedral dos Ímpios já está no ar.

O projeto marca o lançamento do primeiro suplemento oficial para BREU, o RPG brasileiro de fantasia medieval e estética Old School Renaissance (OSR) assinado pela Editora Luz Negra.

A obra chega para expandir o universo do jogo básico, entregando aos mestres e jogadores um módulo de aventura completo e denso no Distrito da Traça.

O Sombrio e Perigoso Distrito da Traça

O Distrito da Traça se revela como a região mais marginalizada, esquecida e violenta da Cidade do Lago Negro.

Essa metrópole, contudo, conta com uma arquitetura modular inteligente: o Mestre de Jogo consegue adaptá-la facilmente para qualquer outro cenário de fantasia sombria que já utilize em sua mesa.

O distrito funciona como um ecossistema urbano à parte.

Suas alamedas decadentes servem de refúgio para párias sociais, guildas de criminosos, cultistas e bandidos desesperados.

Fiel ao espírito do sistema original, o suplemento aposta em mecânicas enxutas, letais e focadas em exploração.

Em vez de criar super-heróis imbatíveis, o jogo valoriza o risco real, a astúcia e a condução orgânica da ficção.

As ruas do distrito cobram um preço alto, exigindo cautela e gerenciamento rigoroso de recursos a cada esquina.

Gerenciamento de Recursos e Horror Urbano

Explorar o ambiente urbano de BREU vai além dos confrontos diretos com lâminas e garras. A atmosfera hostil do Distrito da Traça coloca a sanidade e a moral dos personagens à prova o tempo todo.

O livro fornece ferramentas práticas para o Mestre administrar a escassez em cenários degradados. Lutar contra a fome, o cansaço e a corrupção espiritual torna-se um desafio tão perigoso quanto encarar um monstro nas sombras.

As escolhas morais pesam, e decidir em quem confiar num bairro movido pela ganância costuma definir quem vive e quem morre.

Uma Caixa de Ferramentas para Campanhas Urbanas

Do ponto de vista visual, o projeto consolida a identidade marcante que consagrou o livro básico na cena independente.

A campanha no Catarse oferece diferentes metas de apoio e garante ao material gráfico um acabamento claustrofóbico, sujo e melancólico, onde a imponência das grandes construções contrasta diretamente com a miséria das ruelas inferiores.

O suplemento atua como uma rica caixa de ferramentas para aventuras urbanas de horror.

Recheado de ganchos de histórias, encontros imprevisíveis e perigos ambientais, o financiamento de Catedral dos Ímpios expande o ecossistema de BREU e entrega uma experiência imersiva para quem quer encarar o pior da Cidade do Lago Negro.


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Tormenta: Expedição Escarlate – Diversão Offline 2026

Bom dia, boa tarde e boa noite! O Diversão Offline 2026 que ocorreu nos dias 11 e 12 de julho, trouxe inúmeras novidades de diversas editoras. Entre elas, a Jambô Editora subiu ao palco representada por Fel Barros, Tato Iazul, Leonel Caldela e Karen Soarele para falar sobre o mais novo lançamento: Tormenta: Expedição Escarlate. E eu, Raquel Naiane, e o Nilo (tipo o Rio), trouxemos para vocês os principais pontos citados.

O que sabíamos sobre o Expedição Escarlate

Algumas informações que já tínhamos sobre o jogo estavam no Vídeo Oficial da Campanha no YouTube, e em outras divulgações.

Expedição Escarlate é o primeiro jogo de tabuleiro dentro do universo de Tormenta, sendo um Dungeon Crawler cooperativo. Ou seja, o objetivo é explorar um local fechado (e tentar sobreviver no processo), sozinho ou em até quatro pessoas.

O jogo conta com diversas cartas, e para a criação dos personagens, devemos escolher entre Raças e Classes, com um adicional da escolha da divindade. Essas escolhas possibilitam diversas combinações, então, um jogo acaba sendo diferente do outro, além de impactar diretamente a narrativa.

Vale ressaltar que o design das cartas permite que a união entre elas seja natural. Isso significa que a arte delas foi pensada para sempre encaixar com a ideia que você tiver!

É possível jogar as aventuras prontas que existem no livro, ou trilhar uma campanha longa e completa. Lembrando que cada passo dado e cada lugar explorado é uma decisão de peso para o personagem e seus aliados.

Ademais, a escolha da sua ficha permite que você jogue controlando recursos (como mana ou munição), além da sua vida.

A ideia central é que o grupo adentre uma ruína dominada pela Tormenta, mas sem morrer de imediato, conseguindo explorá-la. Porém, a Tormenta exige seu preço, e os heróis podem ser corrompidos no processo, recebendo bônus e habilidades exclusivas.

O que foi dito no DOFF

Em uma conversa entre nossos anfitriões, Fel, Tato, Leonel e Karen, eles falaram para nós sobre como foi a experiência de jogo, o que mais gostaram dos bastidores da criação de Expedição, e o que podem falar sobre essa novidade (e as próximas).

Fel Barros, Tato Iazul, Leonel Caldela e Karen Soarele falando sobre Expedição Escarlate

A primeira coisa é que, mesmo já não estando mais vigente o apoio no Catarse (que foi bem sucedido), durante o DOFF eles haviam feito uma espécie de “Late Pledge”, e ali no evento, ainda poderiam receber apoio! E mais: quem apoiasse na hora ainda receberia uma carta exclusiva DOFF para incluir no jogo. Infelizmente, quem perdeu, perdeu.

A criação de Expedição Escarlate

Durante a conversa eles explicaram como foi o processo de criação do jogo e toda parte criativa dele, como eles gostariam que fosse o jogo, e como eles poderiam trazer tudo ao público.

“A ideia não era ser um RPG de fato”, afirmou Soarele, “mas sim um jogo de tabuleiro mesmo”. Apesar de ser algo diferente, eles deixaram bem claro na conversa que é possível usar o jogo junto com o RPG de Tormenta, gerando ainda mais possibilidades de aventuras.

As duas coisas se completam, e o jogo é como se tivesse “alma de RPG, mas sendo um boardgame”. E eles garantiram que a ideia do jogo era ter regras que combinassem com o universo e não fugissem daquilo que os fãs já gostam.

Fel ainda completou: “É muito difícil pegar um RPG pronto e transformar em um jogo de tabuleiro, principalmente se é algo bem feito”.

Paciência é a chave

Esse projeto estava rodando há um tempo nos bastidores, mas todos sabiam que precisava ser algo diferente, rejogável e com qualidade. Não é só mais um RPG com cartas, foi um trabalho com ideias, idealizações, testes e tradução muito bem feitas e organizadas.

“Principalmente porque outros RPGs já haviam trazido boardgames, como D&D e Pathfinder. Mas a Jambô queria ser mais ousada, e em parceria com a Samba Estúdios, eles foram além” – explicou Fel. “O boardgame tem muita rejogabilidade, você pode criar a própria missão e mecânicas novas”. O foco era em não criar algo engessado e que as pessoas viessem a enjoar.

Além disso, Caldela e Soarele afirmaram que tiveram um trabalho incrível em conjunto com o game design, e que eles deveriam ser muito valorizados, pois, por vezes, eles chegavam com as ideias e só falavam “se virem”, e o grupo de game design conseguia colocar em prática.

A ideia, desde o começo, como informou Fel, era ter um “setup mais rápido, com menos tempo de preparação”. Por conta disso, “não tem muito improviso para o mestre”. Ele ainda explicou que quando surgiu a ideia de fazer um Dungeon Crawler, as diretrizes eram claras: “não existe Dungeon Crawler barato. Queria muito conteúdo na caixa. Muitas classes e raças, com alta rejogabilidade.”

Mecânicas de Expedição Escarlate

A Corrupção

Para começar, pela primeira vez é possível explorar a Tormenta sem que ela te domine. Isso faz com que seja uma espécie de “survival horror”, pois ainda existe o medo e a consciência de que, a qualquer momento, algo pode dar errado.

Nesse sentido, “o jogo trabalha ainda mais a questão do poder e da sedução da corrução de Tormenta”, esclarece Tato, “[Expedição Escarlate] foi inteiramente pensado para “e se a Tormenta quiser você? Talvez Arton não esteja te tratando bem…”, ou ainda “Se você quiser mais poder, ajudar seu colega, …, a Tormenta pode te ajudar”.”

Então, a corrupção não é algo obrigatório, mas enfrentando um perigo iminente, você não aceitaria ser corrompido (um pouquinho) para conseguir continuar vivo? “O horror”, em Expedição, “é visto como um convite amigável, finaliza Tato.

“Exatamente por conta dessa mecânica de corrupção é que Expedição Escarlate não é um boardgame para qualquer sistema,” afirma Caldela, “mas é especificamente para Tormenta”. “Não se pode mandar os maiores heróis de Arton para as ruínas em que existe a Tormenta, pois eles podem ser corrompidos”. Então, quem podemos mandar? Os aventureiros mais corajosos que encontrarmos!

A Criação de Personagens

Ainda, na criação de personagens, eles pensaram muito mais na inclusão e diversidade. Caldela comentou que “Tormenta é um cenário inclusivo, que vai além da imaginação. E isso foi trazido para o boardgame: “Tu consegue jogar como quiser em Expedição, fazendo a ficha com muitas opções.” Tato concordou: “[você] tem a liberdade de fazer como quiser (tal qual RPG), porém trazendo para o jogo de tabuleiro.”

Não só isso, a ficha do personagem é simplificada, e mesmo assim, aceita as complexidades que existem nos RPGs, permitindo a criação de personagens esquisitos.

E Caldela trouxe um exemplo disso, no qual jogou duas vezes com o Jovem Nerd e o Azaghal, e na primeira vez ele morreu de uma forma horrível, porém na segunda, eles conseguiram ir até o fim e derrotaram o chefão.

O melhor disso é que o Jovem Nerd jogou de Fada Bárbara, e sim, ele conseguiu montar essa ficha, criou a personagem que queria, e chegaram até o fim com ela. Caldela mencionou que foi muito divertido e diferente, e que é muito legal ver essa possibilidade dentro de um boardgame.

O que eu quero ser?

Nesse sentido, Tato afirmou, “primeiro você deve pensar: “o que eu quero ser?” e não “do que eu posso jogar?”, pois assim você imagina, e depois procura no boardgame as ferramentas para fazer acontecer. Dessa forma, ainda tem algumas restrições, mas é muito livre para escolher os recursos de como quer jogar.” 

A vontade vem antes da criação do personagem. Ou seja, os jogadores modulam e desenham, e Expedição permite que a criação seja realizada a partir dos elementos existentes. Você escolhe como joga.

Inclusive, Fel afirmou que a classe de inventor só está na caixa por culpa dele, já que ele ama jogar de goblin inventor, e não queria deixar de jogar com ela no Expedição.

Eliminando o Downtime

A Jambô queria eliminar o maior problema de jogos de tabuleiro atualmente: mexer no celular no turno do amigo. Esse tempo, conhecido como Downtime, pontuou Fel, “um dos grandes males do boardgame moderno”, permite que os outros jogadores fiquem dispersos enquanto não estão jogando, e a ideia deles era eliminar isso.

O jogo tem o fundamento de ser verdadeiramente cooperativo, “se seu amigo não ajudar, se não houver conversa, não tem como sobreviver”, explicou Fel. Dessa forma, eles criaram “inúmeras habilidades que você só pode usar no turno do outro, então ficar mexendo no celular não é uma opção”, complementou Soarele.

Expedição Escarlate inspira seus jogadores, e Tato explica que “a economia de ações é mais vantajosa fora de seu turno”, então por mais que você não faça tudo que queria no seu turno, “você se planeja para o todo, e precisa prestar atenção em tudo”.

Narrativa Emergente

Eles chamaram essa mecânica de Narrativa Emergente, pois, “ao invés de todo mundo fazer muitas coisas no próprio turno, todo mundo se ajusta para dar um pequeno passo e andar juntos no jogo“. Essa ideia também permite que os jogadores conectem e criem novas habilidades”, deixando o jogo ainda mais diferente a cada jogatina, destacou Caldela.

Fel exclamou, “[essa mecânica] deixa o jogo elegante, resolvendo vários problemas de uma vez só: cooperatividade e dispersão”. Sobretudo porque “em Arton não existe o protagonista. Ninguém é incrível sozinho. O grupo é. completou Caldela, e ainda explicou que “cinematográfico” deixa de ser sinônimo de uma pessoa fazendo algo incrível (e passando para o próximo turno), para o grupo fazendo algo incrível junto.

Boardgame e RPG

Fel perguntou para Caldela e Soarele sobre as novidades da Jambô e como eles enxergam o RPG e o Boardgame. Ambos concordaram que eles sempre estiveram juntos, mesmo diferentes, mas como complementares, e Soarele explicou “a Jambô demorou, pois queria fazer algo bem feito e rejogável. E ela [Jambô] quer se relacionar cada vez mais com o público de boardgame. Esse é só o primeiro passo.

Ela finalizou, comentando que o maior “objetivo é criar. Tirar as pessoas das telas. Todos querem deixar o celular de lado, mas é difícil. Então a ideia é dar mais um motivo para que isso aconteça, e manter as pessoas unidas. O jogo deve ser a justificativa para que grupos de amigos se encontrem e deixem as telas de lado.” 

“E a maior vantagem do boardgame”, segundo Caldela, “é não precisar de tanta preparação quanto o RPG. Você se junta e joga, pronto“, não precisa preparar história, fichas longas ou apresentar mecânicas difíceis.

Também, “o grupo se reúne para jogar, e isso incentiva relações que não dependem de aparatos tecnológicos. Aumenta as relações humanas“. Isso se deve principalmente ao fato de que um “grupo ter um objetivo em comum une as pessoas”, e querer se encontrar para jogar é um baita objetivo em comum.

Considerações Finais

A Jambô Editora veio com tudo em seu primeiro jogo de tabuleiro. Chegou preparada para causar uma ótima primeira impressão adentrando esse universo. O jogo parece ser dinâmico, rejogável e estratégico. Reunindo o melhor que já conhecemos no RPG: criação e liberdade.

Além disso, prioriza o cooperativo, mostrando que um boardgame não precisa ser “todos contra todos”, mas o grupo contra a Tormenta.

Elegante e envolvente, Expedição Escarlate é um jogo divertido e feito para deixarmos as telas de lado e focarmos no que realmente admiramos: tempo de qualidade com quem gostamos.


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Minha Primeira Experiência no DOFF – Diversão Offline 2026

Bom dia, boa tarde e boa noite! Espero que estejam todos bem! Neste post irei abordar sobre o mais badalado evento de RPG e jogos de tabuleiro que aconteceu nesse final de semana (11 e 12 de julho), e como foi minha primeira experiência estando no DOFF em 2026.

O que falar desse primeiro Diversão Offline que participei? Muita coisa! Então, para começar: apareceu muita gente!

Evento “estranho, com gente esquisita…”

Me senti em casa! Muitas pessoas indo e vindo. Gente comprando bugigangas, conversando aleatoriedades, discutindo negócios, fantasias e cosplays, uma galera de óculos, filas para todos os lados e em todos os estandes, e sim, sempre envolvendo RPG!

Claro que sabemos que o DOFF não é isso. E tive essa certeza quando me deparei com a equipe reencontrando pessoas conhecidas, amigos de outros DOFF’s e eventos diversos, que vinham falar com a gente e eram apresentadas a mim, comentando sobre as novidades.

Mas também, de uma forma calorosa, quando vi o rosto daquelas pessoas que eu só via pela tela do celular ou do computador, e, mesmo que por uns instantes, conseguia me conectar com elas. É nesse momento, senhoras e senhores, que entendi que o DOFF não é só RPG.

Um pouco de história

O evento já vem crescendo há tempos. Nasceu em 2015, no Rio de Janeiro, e começou reunindo empresas do mercado de jogos de tabuleiro. Logo se transformou em um lugar onde todos poderiam falar a mesma língua. Em 2018, expandiu para São Paulo, caminhando devagar, mas sem parar, passou a abraçar o RPG e jogos no geral, tendo dois dias de evento para conseguir abranger todo o sucesso que vinha fazendo.

Então, o local em que estavam não era mais suficiente para comportar tamanha magnitude, e o Expo Center Norte se tornou o lugar do evento desde o ano passado. Isso permitiu que mais parcerias ocorressem, mais pessoas expusessem suas artes, mais itens nerdísticos chegassem à casa das pessoas, e, principalmente, mais conexões surgissem.

DOFF não é só RPG

Essas conexões me mostraram que o evento não é um evento qualquer, é um lugar onde conheci muitas pessoas incríveis.

Vi Influencers que, mesmo sem estar a trabalho, não se importavam em parar para tirar fotos e conversar com seus fãs. Mestres que, mesmo após horas narrando e mostrando a novas pessoas sobre um universo totalmente novo, continuavam se dedicando (até sem voz) para dar a melhor experiência para aqueles que estavam em sua mesa. E jogadores que se dedicaram a entender o jogo que foi colocado em sua frente e curtir a experiência como um todo.

Também notei muitas famílias, com crianças, inclusive – e em boa quantidade -, que encontraram no evento um lugar seguro para levar quem amam para se divertir. Eles sabiam que lá encontrariam pessoas com paciência e carinho para ensinar seus filhos (e que iriam se divertir com os pequenos). E, pessoas com mais idade também, o que me mostrou que RPG, é sim, para todos!

A CapyCat foi mestra em deixar os pequenos confortáveis no jogo

Percebi ainda, um aumento no número de mulheres que marcaram presença no evento. Felizmente, estamos ocupando cada vez mais lugares, mas ver isso presencialmente em um lugar que possui um tema, que antes, era totalmente dominado por homens, foi incrível!

Seja como artistas, como cosplays, participantes das editoras na correria do evento, e jogadoras, desde as novatas até as experientes. Inclusive, muitas narradoras, com mesas lotadas e com tema “só para mulheres” (que não consegui jogar por não ter vaga). Nós estávamos lá marcando presença em peso, como as maravilhosas Juniperpg (@juniperpg_), a Rubi (@coragemnarrada) e a Bella Farias (@thedragonesa)!

O DOFF também é inclusão, representatividade e conexão!

Quem você pode encontrar no DOFF

Agora, falando de uma parte importante e que também já comentei um pouco: pessoas.

Claro que tivemos a presença de inúmeros criadores de conteúdos. Aqueles mais focados em RPG e jogos de tabuleiro que estavam com estandes e venda de produtos, como também, aqueles que apenas foram narrar ou apareceram por lá para ver como estava o evento. Entre eles, além dos que já foram mencionados, podemos citar:

  • Rafael Studart (@dequemeavez): estava como apresentador oficial do DOFF, fazendo entrevistas na sala de imprensa reservada, andando pelo evento para falar com as pessoas, e claro, apresentando tudo ao vivo pelo YouTube, com posts nas redes sociais em interações com o público;
  • Inúmeros dubladores: Sérgio Stern (@sergiosternoficial), Felipe Grinnan (@felipegrinnan), Miriam Ficher (@miriamficher), Aline Guioli (@alineguioli);
  • Criadores de conteúdo focados em RPG, jogos de tabuleiro e mesas de RPG: Felipe Miyata (@felipemiyata), Dados Caricatos (@dadoscaricatos), Fracasso Extremo (@fracassoextremo), Pauta Fria (@pauta_fria), Maré Geek (@mare.geek), Nadja Lírio (@nadja_lirio);
  • Os Embaixadores do DOFF: Marcos Teixeira (@umbardomedisse), Fabrício (@aftermatchbg), Yuri (@cadeodado), Diogo Braga (@didibraguinha), Letícia (@leticinios), André (@narradoresnarrados), Nerdsbonde (@nerdsbonde), Nicholas (@nickbgg), Sérgio Cantú (@sergio_cantu), Eric (@turnobgames), Gilsmy Boscolo (@prof.ludico);
  • Pessoas que talvez você não saiba que são fãs de RPG e jogos de tabuleiro: Tranks e Malu (@tranquillini e @_malusc), Luiza Netto (@luizanetto97), Leonardo Ramos (@reolamos) e André Dea (@andredea).

E sim, esses foram somente alguns dos nomes de quem vi por lá ou de quem eu soube que passou por lá. E, se você tem interesse em, quem sabe, esbarrar com essa galera alguma hora, já começa a se programar para ir no DOFF no próximo ano.

O que fazer no DOFF

Além de você conseguir encontrar com as pessoas das quais é fã, rever amigos e fazer parcerias, o DOFF também apresenta uma série de atividades para fazer e coisas para ver.

Como o evento aconteceu no Expo Center Norte e o lugar é muito grande, tinha muita coisa para fazer! A começar pelo mapa do evento:

Mapa do DOFF 2026

Como deu para notar, inúmeros lugares para visitar. A começar dos estandes das editoras com jogos de tabuleiro, de cartas ou que envolvem o corpo. Com regras fáceis ou mais complexas, mas sempre com muita diversão! Com livros de RPG nacionais, traduzidos, grandes, pequenos, cheio regras, com muita ou pouca lore de mundo, e aventuras prontas. Para todos os gostos!

Além disso, muita arte! Vários artistas independentes compartilhando barracas de vendas, com pinturas, fanarts, bottons, chaveiros, pins, muito material feito com impressora 3D, cerâmica, aquarela, metal, entre outros.

Alguns lugares para explorar

Pudemos encontrar esses artistas tanto no Distrito do Comércio, como também no Indie Alley, onde conhecemos 30 artistas independentes buscando conquistar o público com seus jogos, artes e carisma!

Indie Alley contando com 30 artistas independentes

Lojinhas e mais lojinhas

No Paint Alley tivemos a possibilidade de pintar nossas próprias miniaturas. Tendo uma variedade de tintas e pincéis com pontas pequenas que mostram a dificuldade de seguir nessa área (precisando ter muito cuidado e uma mão leve para não errar nos detalhes).

Na Arena RPG, que foi organizada pelo Tavernando (@jogue.tavernando), pudemos acessar o site deles através da leitura do QR Code. Dessa forma, podíamos nos cadastrar para as mesas que estariam disponíveis no evento, conhecendo o narrador, uma sinopse da aventura e qual sistema usaria. Mas elas estavam sempre cheias, então se quiser jogar, precisa ficar de olho no site!

“As histórias nascem aqui!”

Área Catarse de Protótipos estava totalmente dedicada a novas invenções que irão fazer muito sucesso, e a qual poderíamos testar. Na Loja DOFF poderíamos comprar camisetas, pegar nossa credencial do evento, comprar ursinhos e bugigangas maneiras do evento.

E muito mais!

Tudo isso, sem contar ainda a Praça de Alimentação cheia de comidinhas gostosas. E como falado antes, o DOFF tem se tornado cada vez mais um local seguro para todas as pessoas, contando com um Feudo da Família com jogos exclusivos para pais e filhos. Também tinha disponível a Sala Neurodivergente, sendo um local para abraçar pessoas que precisassem de um espaço acolhedor e calmo para respirar durante o evento.

Dando uma volta você também poderia encontrar um local exclusivo para você fazer uma Tatuagem Pequena (famosos flashes). Uma Escape Room assustadora para tentar escapar, um espaço para Simular Lutas e Combates (com segurança, claro). Também tinha um espaço dedicado a Hasbro Games, com muitos mais jogos para jogar.

Tudo com segurança, claro

Cinco minutinhos sem perder a amizade? Bó?

E não posso deixar de citar o Palco do evento, com palestras, conversas e brincadeiras entre criadores e autores (nacionais e internacionais). Com variedade de temas e horários diversos, para todos terem interesse de ir pelo menos em uma. E muito mais!

Ou seja, no DOFF você não fica entediado. Se não quiser sentar em alguma mesa para jogar algo, tudo bem (mesmo que eu ache que você vai estar desperdiçando uma boa oportunidade). Mas no evento tem outras atividades para você se distrair e ter muitos momentos de lazer e diversão!

Editoras parceiras que você pode encontrar

E entre tantas editoras e empresas que estavam presentes, irei citar, com mais carinho, aquelas que são parceiras do Movimento RPG. Vamos por ondem alfabética, para facilitar:

CapyCat Games

Idealizado pelo Pedro Coimbra (vulgo, Mestre Pedrok), tem em seu portfólio RPGs como Wilderfeast RPG e Skyfall RPG, além de jogos de mesa como Cat Catch e Escola de Dragões. Estavam no DOFF com algumas novidades, entre elas Wonderland Rebellion RPG.

Esse RPG vem com uma proposta totalmente nova e diferente onde a Alice nunca chegou ao País das Maravilhas, a Rainha de Copas está dominando tudo, e os jogadores precisam ser os heróis (já que a heroína original não apareceu). Com combates feitos em um cenário 2D de plataformas, a ideia promete revolucionar o cenário de jogos de mesa.

Confesso que amei a galera com capa!

A CapyCat arrasou no quesito “jogos de família”

Jambô Editora + Retropunk Editora

Nesse ano, a Jambô Editora fez parceria com a Editora Retropunk, dividindo o estande e atraindo mais pessoas para passar pelo local.

A Jambô foi idealizada pelo Guilherme Dei Svaldi, junto ao Rafael Dei Svaldi e o Leonel Caldela, tendo em seu portfólio grandes nomes do RPG como Tormenta20 e Ordem Paranormal.

Sua grande novidade (que já estava em financiamento coletivo há um tempo) é o primeiro jogo de tabuleiro da Editora, Tormenta: Expedição Escarlate. E o MRPG participou da conversa com o Leonel Caldela e a Karen Soarele sobre essa novidade, e em breve vai ter um texto aqui no site.

Já a Retropunk foi idealizada pelo Guilherme Moraes, tendo em seu portfólio RPGs como Fallout RPG e Deadlands. Trouxeram lançamentos como Delta Green – Arqint e Duna RPG – Ferramentas de Mestre para o DOFF.

Com muita gente!

Esse painel estava lindo demais!

Luz Negra Editora

Idealizada pelo Diego Bassinelo e pelo Stefano Pelletti, tem em seu portfólio RPGs como Infaernum e Melodia Perdida. Trouxeram para o DOFF seus produtos do financiamento coletivo, para a galera pegar em mãos e sentir a energia do que está por vir, como Tenebra e Catedral dos Ímpios.

Esses são RPGs que fogem da pegada tradicional, onde  Tenebra (rebele-se no fim do mundo) é um RPG pós-pós (sim) apocalíptico (COM UMA ARTE INCRÍVEL), e Catedral dos Ímpios é um suplemente de BREU RPG.

O estande mais tenebroso que você vai ver

OLHA QUE COISA LINDA!

New Order Editora

Idealizada pelo Anésio Vargas e pelo Alexandre Seba, tem em seu portfólio RPGs como Chamado de Cthulhu e Pathfinder 2. Trouxeram para o evento seu novo sistema: Lunatar (em breve vai sair matéria aqui no site falando sobre, já que nós jogamos), um RPG que explora a corrupção de um mundo repleto de criaturas e animais conscientes chamados de faunis.

Além disso, para o evento, eles também fizeram dois Meet & Greet. Um com o Rakin (@rakin) e a equipe de arte de Assimilação RPG. E outro com o mestre GG (@ggtonho) e os jogadores da campanha Presas Expostas. Com possibilidade de autógrafos, fotos, e posters exclusivos.

A galera estava em peso no estande

O painel estava lindo dos dois lados

Nozes Game Studio

Idealizada pelo Jonas Picholaro, tem em seu portfólio RPGs como Urbana Bellica e As 7 Baladas do Oeste. Trouxe para o evento algumas novidades, como o financiamento coletivo de Cairn (segunda edição), que está simplesmente lindo!

A campanha no Catarse de Cairn conta com o Guia do Jogador, o Guia do Guardião e uma Aventura Introdutória desse mundo. Além do Escudo do Guardião e alguns acessórios, como um kit de dados e um bloco de fichas de personagens personalizado.

Que coisa mais graciosa

Quanto material para ler!

Old Dragon Editora

Idealizada por Antônio Sá (atual CEO da Buró Brasil), pelo Guilherme Mir e pelo Julio Monteiro, tem em seu portfólio RPGs como Cenário de Campanha: ARKHI e o Módulo de Aventura: A Última Caravana do Outono. Trouxeram para o DOFF os lançamentos do Guia de Campanha: URBANA, e o Módulo de Aventura: A Pirâmide do culto a Zillavok.

O tempo todo tinham pessoas jogando

Os narradores se preparando para o final de semana cheio de aventuras!

Vale a pena?

SIM! COM CERTEZA!

Como meu primeiro evento eu posso dizer: quero voltar ano que vem!

O evento reúne uma energia e uma sensação de pertencimento única, que só esse tipo de evento pode conceder. Eu estava o tempo todo radiante de estar presente, andando de um lado para o outro (me perdendo um pouco), e a cada esquina, mesmo já tendo passado pelo local, parecia que algo novo surgia.

Se você procura um lugar onde vai poder fazer novos amigos e contatos, conhecer pessoas diferentes e conversar sobre seu hobby (ou trabalho) favorito, como jogos de tabuleiro e RPG, o DOFF é o lugar ideal para você ir. E se nunca teve a experiência, eu recomendo. Se organize e vá ano que vem, tenho certeza que você irá gostar!

E ainda faltou coisa nessa foto!

No entanto, se prepare! Você irá andar muito, então não leve peso na mochila e vá com um tênis confortável, leve comidinhas para beliscar e água para se hidratar. Com amigos é mais gostoso, mas não deixe de sair da sua zona de conforto e conversar com as pessoas por lá!

Vá com dinheiro preparado, porque eu te garanto que você vai querer comprar tudo que vir pela frente (só não comprei mais coisas, pois o dinheiro acabou e o cartão de crédito estava sem limite).

E o mais importante: esteja pronto para se divertir, pois o evento é feito para aproveitar!

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