Gen Con 2020

A “Geneva Convention” ou Gen Con é uma das maiores e mais conhecidas convenção de jogos de mesa (board games, RPG e card games) do mundo. O criador da convenção é o mesmo que criou o nosso queridinho Dungeons and Dragons, Gary Gygax. Este ano tivemos a sua 42º edição, e a Gen Con 2020 foi totalmente online e com muitas palestras em português (além de mesas, lançamentos, entre outros).

A Gen Con 2020 teve assuntos para todos os gostos: muita coisas sobre jogos, sistemas, novidades e por aí vai. Teve também muitos seminários sobre evolução e dinâmicas de jogos, para quem queria entender melhor o hobby. E ainda seminários falando sobre diversidade e criação de espaços seguros em jogos. 

Eu assisti diversas palestras com temáticas sobre diversidade, história, dinâmicas e aplicações de jogos no desenvolvimento de pessoas. Então tenho uma visão parcial do evento, mas achei excelente tudo o que eu vi. Todas as palestras eram com pessoas que manjam muito do hobby e dos assuntos. Aprendi mais nesses 4 dias, do que em anos jogando por aí!

Neste sentido foi maravilhoso e tem muita palestra que está no youtube, só fuçar (e procurar por Gen Con 2020 no youtube hehe).

Mas nem tudo são flores. Na verdade toda a experiência com o site da Gen Con 2020 foi bem ruim. O site em si é bem pouco intuitivo. Não vou contar tudo o que deu errado, porque escreveria uma resenha. Mas resumindo: mesmo eu me inscrevendo no dia anterior, perdi duas palestras só porque não fazia ideia de como entrar. Mesmo quando eu achei o passo a passo e segui, não era tão simples saber onde entrar. Cada host fez de um jeito e você tinha que ir no bate-papo para ver por onde ia ser. 

Não foi só comigo, acompanhei três pessoas que queriam ver as palestras e desistiram pelo processo complexo, contra-intuitivo e desnecessariamente longo. Existe muito evento online acontecendo, com um monte de alternativa tecnológica, deveriam ter pensado melhor na experiência do usuário. 

 

 

Palestras Gen Con 2020

Dinâmicas de jogos o que acontece durante o jogo

Quem tava: Joshua Kritz.

A palestra foi sobre o que é a dinâmica dos jogos. Essa foi uma palestra mais técnica, trazendo bastante conceitos e metodologias. Inclusive foi a única que assisti que tinha uma apresentação de slides. Parece ter sido mais planejada para quem trabalha com desenvolvimento de jogos.

O palestrante começou definindo o que é a dinâmica dos jogos. Aqui ele entende que a dinâmica é a interação entre mecânica e jogadores. Joshua indica que é importante falarmos sobre a dinâmica porque o jogo se diferencia de outros entretenimentos exatamente pela alta interação que ocorre nele.

Ele analisa os jogos com a metodologia MDA (Mechanics, Dynamics and Aesthetics). Através dessa análise conseguimos aprender mais sobre a experiência do jogador. Então ele explorou elementos que podem mudar o que acontece no jogo (história de vida do jogador, experiências anteriores no jogo, temática do game, entre outros). 

O que ele demonstra é que o jogo (elementos, regras, mecânicas) pode gerar diversas respostas diferentes e aí está a dinâmica. E isto deve ser estudado durante a produção dos jogos. Na verdade a dinâmica é determinante para a experiência do jogador, que é, no fim das contas, o mais importante do game.

Para assistir a palestra na íntegra é só clicar aqui. 

 

Jogando Conversa – Jogos de mesa e desenvolvimento de pessoas

Quem tava: Galápagos, 3DTPartners, Simple Experiências, LDrago.

A palestra falou sobre o desenvolvimento de pessoas através de jogos de mesa, tanto em empresas quanto em escola (mas com foco maior no desenvolvimento profissional). O papo foi SENSACIONAL. Para mim que sou do RH, foi um deleite. Porque a gente que joga sabe o quanto nos tornamos melhores através dos jogos, mas as vezes a gente não consegue descrever isso tão bem.

Vamos há alguns tópicos da palestra:

O que o jogo ensina?

– Lidar com o inédito
– Criatividade
Seguir regras
– Comunicação
– Estratégia

A reflexão importante é que toda a nossa educação é baseada a aprender fatos (passados). E nosso trabalho exige um saber fazer. O jogo trabalha com a aplicação de nossos conhecimentos e o desenvolvimento de competências.

Quando falamos da realidade em uma empresa, o jogo pode ser uma excelente ferramenta para o RH. Quando jogamos, mostramos a nossa essência, não existe hierarquia, estamos em um ambiente com regras totalmente diversas da organização. Por isso o jogo proporciona um tipo de convivência, que nenhuma outra atividade permite. 

Onde podemos usar jogos?

– Recrutamento e seleção (eles contaram um case com Ticket to ride)
– Desenvolvimento de cultura
– Desenvolvimento da marca empregadora (employer branding)
– Team Building
– Melhorar a experiência do colaborador 

O assunto do momento em RH é a experiência do colaborador (employee experience) e uma cultura centrada no colaborador (employee-centring). Existe muita gente começando a aplicar esses conceitos e um monte de estudos falando disso. E os jogos ajudam demais. Os cases apresentados na apresentação sempre falaram de excelentes feedbacks de quem participou.

Ah, ainda rolou alguns jogos durante o seminário. Nós jogamos “Só uma” e “Story cube”.

 

A evolução dos jogos de tabuleiro ao longo da História

Quem tava: Eduardo Felipe (Podcast Jogada Histórica), Jack Bezerra (Canal Dados do Tabuleiro).

Aqui foi uma sessão bem histórica mesmo. Os caras passaram desde os primeiros jogos do mundo até nossa atualidade, trazendo uma linha de influência e desdobramentos dessa evolução.

Eles começaram contando dos primeiros jogos de tabuleiro no mundo (senet, jogo real de Ur, entre outros). Alguns desses jogos tem mais de 2 mil anos. Diversos países do Oriente (como Pérsia, Egito e Iraque) tinham jogos similares. O gamão é considerado um sucessor de todos estes jogos e ele foi importado para o ocidente (como diversos outros elementos dessas culturas). 

Falaram também de como os jogos também investiam em temáticas que eram importante para época. O Go e o Xadrez, por exemplo, vinham de uma temática de estratégia de guerra. Ou seja, ensinar através do jogo, é tão antigo quanto jogar. 

Aí eles contaram sobre como os elementos de tabuleiro, peças e dados foram sendo usados e evoluídos ao longo dos anos. Também deram destaque para a evolução do baralho, que é uma plataforma para diversos jogos diferentes.

Depois eles trouxeram alguns jogos clássicos, como Monopoly e Batalha Naval. Um dos momentos de nossa história recente em que surgiram vários jogos (adivinha?) foram as guerras mundiais. Tem até uma classificação de “jogos de guerra”, que simulavam batalhas. Estes jogos ficaram bastante famosos durante bastante tempo (nós tivemos o “War”).  Durante este período era comum jogos que duravam horas.

Depois falaram da transição para a atualidade. O Catan é um grande marco, por ser um jogo que explodiu no mundo inteiro e começou a abrir mercado para os considerados “jogos modernos”. Ai eles comentaram mais sobre os jogos atuais e suas diversidades.

Para assistir a palestra na íntegra é só clicar aqui. 

 

Empoderamento feminino nos boardgames

Quem tava: Natalia Avernus do Board Game GirlsPatrícia Nate do Lady LúdicaFernanda Sales da Joga ManaMonique Garcez do BG das MinasCynthia Dias.

Nessa palestra as participantes discutiram sobre a importância de espaços femininos dentro do board game e de empoderarmos as mulheres que jogam. O hobby é muito mais comum entre os homens (cenário que está sim mudando) e, muitas vezes, isso acaba afastando mulheres dos jogos.

Primeiro, é claro, um ambiente composto majoritariamente por homens é mais tendencioso ao machismo. Todas relataram diversas situações neste sentido e posso garantir, como jogadora assídua, que é muito comum. São piadas, comentários e as vezes até ataques diretos.

Mas mesmo quando não enfrentamos o machismo diretamente, a gente pode não se sentir à vontade. Primeiro porque tem muitos homens e a gente se sente meio por fora, esquisita. Segundo porque é comum que eles sejam jogadores assíduos e a gente sinta que não é capaz de jogar as mesmas coisas. É aquela velha mentalidade que algumas coisas são só para meninos (e que, inconscientemente, nos faz achar que certas coisas não são para nós).

Todas as participantes contaram suas ótimas experiências com grupos para mulheres (e outras minorias). Alguns desses grupos são exclusivos, mas também têm grupos que são mistos, mas focados na receptividade para elas. Um exemplo muito legal da diferença de ter um grupo assim,  é a receptividade para que as mulheres levem seus filhos, algo que é comum e incentivado nestes espaços.

Elas trouxeram que os grupos exclusivos são uma maneira de criar uma rede segura de inserção no hobby e de discussão de temáticas diferentes. Ou seja, é uma maneira de integrar (e não segregar, como alguns críticos dizem).

A palestra teve 2 horas, é difícil expressar tudo, mas as histórias de criação dos grupos é muito representativo da vivência difícil de ser mulher em board games. Eu também já tive um grupo exclusivamente de mulheres e posso dizer que é outro clima de receptividade. Até porque o propósito não é apenas jogar, mas unir.

Torço para que o público tenha sido bem misto! Para todos escutarem as histórias incríveis.

Para assistir a palestra na íntegra é só clicar aqui.

 

Panorama RPG e Educação brasileira nos anos 2020

Nessa palestra participaram professores e pesquisadores, que utilizam o RPG como ferramenta de ensino em sala de aula. A conversa foi muito interessante.

Eles começaram falando de porque usar o RPG em sala de aula. O primeiro ponto é que ele é uma metodologia ativa. Ou seja, o aluno participa e aprende para resolver problemas. Uma reflexão bem interessante aqui é que a escola coloca o aluno diante de problemas que já foram resolvidos, o RPG coloca ele diante de problemas novos. Aqui ele se desenvolve integrando diversos temas, dialogando, com possibilidade de imersão.

Outro ponto super importante é como engajar os alunos, fazerem com que eles se interessem por estar em sala e por aprender. Aqui o RPG (e qualquer jogo) ajuda trazendo a educação conectada com o entretenimento e diversão. A reflexão que eles propuseram é porque a educação é separada da diversão?

Depois eles contaram como aplicam o RPG em sala. Trazer o RPG precisa ser um projeto bem construído de educação. Ele não deve ser uma atividade especial, usada em apenas uma aula, mas uma construção coletiva, ao longo de um período. Um exemplo é toda aula a turma jogar durante alguns minutos, resolvendo um problema. 

Os professores também indicaram que é interessante construir até mesmo o jogo (sistema de regras) com os alunos, já que assim toda a ideia fica adequada para turma (as temáticas que eles também valorizam) e a experiência de construção conjunta é de ponta a ponta.

Essa palestra foi muito incrível, porque todo mundo ali é apaixonado por RPG e já aplicou a ferramenta de forma incrível. Um exemplo é a Virgínia Codá que acabou de publicar o estudo dela sobre o RPG como ferramenta de divulgação da ciência. Não é maravilhoso? Que venham muito mais iniciativas e estudos como esses!

 

Desenvolvimento do perfil do jogador de board games no Brasil

Quem tava: Sandro CampagnoliDiego AlfaroWillian BoitGustavo Lopes. 

Essa palestra esteve bem focada em comentar sobre o perfil de jogador do Brasil (como diz o título). 

O primeiro destaque deles foi o Zombicide, que na avaliação deles, foi um jogo que fez os jogos modernos serem popularizados no Brasil. Para eles o jogo se tornou muito popular porque a temática de zumbis estava em alta no nosso país (por conta do sucesso de The Walking Dead), o jogo é visualmente muito interessante e o jogo é cooperativo (e, por isso, amigável para novos jogadores). 

Eles indicam que jogos de uma linha mais americana (que costumam envolver mais sorte) fazem bastante sucesso no país, especialmente dessa linha do Zombicide, que eles chamaram de “american trash”. Esses jogos também são atrativos para quem joga videogame, atraindo novos jogadores para o hobby. Os jogos modernos tem atraído também os jogadores de RPG (porque vamos combinar que é difícil jogar RPG sendo adultos). 

Hoje o cenário é bem diverso. Eles citaram uma pesquisa que rodou entre jogadores assíduos. Eles fizeram uma divisão entre jogos americanos, europeus (mais ou menos complexos), party games, family games. O resultado foi que, com esse público, os preferidos são os jogos de família e os jogos mais complexos. Já o party game ficou em último na classificação.

Eles ressaltaram que os party games tem um papel super importante, especialmente em grupos que não costumam jogar muito. Ou seja, hoje, no Brasil, temos espaço para todo tipo de jogador e o hobby do board game está crescendo muito. Não dá mais para falar em UM perfil, mas em diferentes tipos de jogadores. 

Para assistir a palestra na íntegra é só clicar aqui.

 

LGBTI+ Jogando Sem Medo: Espaços de Joga Convidativos para Todes

Quem tava: Dan Paskin – Se jogaCarol Gavino, Felipe Bracco – Magic: The Gathering LGBT+, Libia Caetano, Páris, Rod Mendes.

O painel começou com os palestrantes contando quando perceberam sua identidade diferente da maioria e as experiências boas e ruins em se reconhecer daquela forma. Eles falaram um pouco sobre sua vivência, os preconceitos que viveram e vivem, além de como foi contar aos amigos e familiares suas identidades.

Depois eles passaram para a temática de como o mercado hoje tem absorvido as novas demandas. A participação cada vez maior de pessoas diversas no hobby tem surtido efeito no mercado. Exemplificaram com o Zombicide mudou uma miniatura de zumbi que aparecia a calcinha da personagem. O próprio chat deu exemplos de respostas que o mercado tem dado, a tornar todo o conteúdo mais respeitoso e cuidadoso.

Porém o mercado ainda tem agido de forma responsiva: os jogadores indicam problemas e as editoras mudam. Ainda estamos construindo essa consciência coletiva de cuidado com temáticas e representações. Para isso toda a comunidade precisa escutar mais como é a vivência de outras pessoas, que diferem do seu ponto de vista, e serem mais receptivos!

 

Avaliação final sobre a Gen Con 2020

Fica um gosto amargo de descaso com nós, espectadores nesta Gen Con 2020, mas tudo valeu a pena para assistir esse povo lindo falando coisas tão incríveis. Tomara que eles mantenham sempre uma alternativa de presença online e temas em português! Mas que melhorem a forma de acessar as palestras também.

 

Para visualizar mais coberturas de eventos como este, é só clicar aqui! 

RPGCON 2020 – Convenção on-line de RPG tirando acerto crítico na quarentena

Heróis, o ano é 2020 e nós todos temos a missão de ficar em casa, com algumas ressalvas por necessidades individuais ou serviços essenciais. Estamos fazendo muitos testes de sabedoria, aprimorando perícias e aptidões, alguns de nós se adaptaram a jogar via internet e alguns não seja qual for o motivo. Mas é fato que todos nós sentimos falta de nos reunir com nossos amigos, para jogar RPG pessoalmente, conversar sobre temas relacionados, sobre a experiência de interpretar aquele personagem que você montou que sai da sua zona de conforto, ou então sobre uma aventura que você está planejando, dúvidas sobre regras e sistemas mais adequados para você. Essa conversa não pode ocorrer pessoalmente, e foi pensando nisso que o pessoal do RRGCON – Convenção online de RPG organizou um super evento totalmente on-line com muitas palestras de assuntos variados com muita gente bacana entendendo do assunto, e também com mesas de jogos para quem quisesse, além de gincanas durante o evento, sorteios de prêmios e era possível receber descontos em muitos produtos com cupons do evento. Nós acompanhamos algumas palestras do evento, digo algumas por terem muitas mesmo, o site do evento está no ar e você pode ver na íntegra as palestras e ficar por dentro dos assuntos tratados. Vamos saber dos temas de algumas palestras:

 

RPGCON 2020 – Tormenta20: a nova edição do maior RPG brasileiro

Apesar de JM Trevisan ser originalmente divulgado como palestrante, ele foi substituído pelo também autor de Tormenta Guilherme Dei Svaldi. Dei Svaldi e Rogerio Saladino comentarem o lançamento digital do aguardado Tormenta20, novo módulo básico do jogo que bateu o recorde nacional de financiamentos coletivos. Depois disso, os dois autores responderam perguntas do público que acompanhava a live com o bom-humor de quem sabe que terminou uma etapa difícil de uma missão longa.

 

RPGCON 2020 – White Wolf e a comunidades latinas

Alessa Malkavian, a Community Ambassor da White Wolf na América Latina, conta um pouco sobre a história dela de fã a colaboradora da White Wolf. Já sobre o papel de Community Ambassor, ou Embaixadora da Comunidade, ela comenta sobre como a  empresa enxerga os jogadores brasileiros, de outros países na América Latina e como a empresa faz para que todos se sintam mais próximos do universo da White Wolf.

Assista a palestra completa clicando aqui.

 

RPGCON 2020 – Como NÂO apresentar o RPG para iniciantes

Nessa palestra rápida, o game designer José Noce vai direto ao ponto e explica quais são os maiores problemas na forma como geralmente a comunidade tenta apresentar o RPG para quem nunca jogou antes. Seja na hora de explicar como o jogo funciona, na falta de paciência com a inexperiência dos novatos ou escolhendo um sistema complicado ou caro demais como porta de entrada.

Assista a palestra completa clicando aqui.

 

RPGCON 2020 – História do RPG no Brasil

Pedro Borges faz um resumo da história do RPG no Brasil, começando dos jogadores com folhas fotocopiadas nos anos 80, passando pelas revistas especializadas, publicações traduzidas e jogos nacionais nos anos 90, até chegar nas mesas de RPG virtuais por sistemas como o Roll20. Uma palestra bastante instrutiva feita por alguém que está no hobby desde que começou no Brasil.

Assista a palestra completa clicando aqui.

 

RPGCON 2020 – Mesas seguras e diversão com inclusão

Nessa palestra a favor de manter o RPG como um hobby divertido para todos, Paladino parte de uma premissa muito simples: Trate os jogadores como as pessoas que são. As dicas para tornar as mesas inclusivas para todos vão desde fazer contratos sobre o que cabe ou não no jogo de acordo com as sensibilidades de cada um, até coisas que deveriam ser levadas para todos os aspectos da vida, como aprender a ouvir e dar abertura para a comunicação.

Assista a palestra completa clicando aqui.

 

RPGCON 2020 – RPG solo: um mundo de possibilidades

Hernades Pereira apresenta a modalidade de jogo solo, não pense que se trata de você jogar a distância com terceiros, é sozinho mesmo. Você, seus dados, suas anotações e um sistema criado para gerar aleatoriamente respostas para suas perguntas. Ele indicou alguns sistemas que podem ser adaptados para se tornar solo, e também falou da importância da modalidade para pessoas dentro do Espectro Autista.

Assista a palestra completa clicando aqui.

 

RPGCON 2020 – RPG no desenvolvimento da criatividade, relações interpessoais e raciocínio lógico

Cintya Willemann nós dá dicas sobre como manter uma boa relação na mesa de jogo com seus companheiros, no on e no off, como interagir com seu personagem que pode ser contrário em tudo ao personagem de outro jogador e mesmo assim trabalharem juntos para manterem a aventura acontecendo com qualidade, dá dicas também sobre como tornar seu personagem mais interessante e orgânico na história, para que você de divirta mais.

Assista a palestra completa clicando aqui.

 

RPGCON 2020 – Psicologia, RPG e qualidade de vida

Eli Andreoli é psicólogo e trás para nós em uma palestra bem estruturada conceitos da área, apesar de ser técnico em muitos momentos, todos são capazes de compreender o que ele quer transmitir ao dizer que adultos precisam de momentos lúdicos, e exemplifica que o RPG contempla muitos dos aspectos necessários para se conectar com sua criança interior, e diz sobre a importância desse símbolo para nossa qualidade de vida.

Assista a palestra completa clicando aqui.

 

Lembrando que estamos passando apenas um resumo das palestras, o evento estava recheado de opções, trouxe muita informação agregadora e nos ajudou bastante a ter planos nessa quarentena. Podemos aproveitar esse momento para criar uma campanha, melhorar nossa interpretação, fazer o mapa de uma região, ou dependendo do seu esforço fazer uma maquete de um ambiente de jogo. Mantenham-se firmes, e vamos aproveitar eventos parecidos para manter nossa sanidade alta!

 

Combate Medieval Brasil: Como foi o 1º Torneio de 2019

No último domingo de janeiro, dia 27, aconteceu o 1º Torneio de 2019 de Combate Medieval. O evento foi realizado na lanchonete especializadas em comida do período Carroça Medieval, na cidade de Campinas-SP e foi organizado pelo próprio estabelecimento e pela Companhia Vermelha, uma das equipes que praticam o esporte no Brasil. 

Eu não sabia muito bem o que encontraria ali a partir das fotos de edições passadas que arranjei na internet. Cheguei no local e já dei de cara com rapazes de cabelo comprido e camisetas de banda ou com referências á cultura nerd. Ao entrar, duas lojas improvisadas de produtos que faziam referência ao esporte, à época ou aos dois.

No espaço, mais rapazes com camisetas de bandas ou referências à cultura nerd e muitas famílias, enquanto o cheiro das refeições vendidas por ali sequestravam a atenção por vezes. Um ambiente com decoração medieval, parte do público que se encontraria em uma loja de quadrinhos e comida boa? Logo me senti em casa. 

Alguns ostentavam roupas acolchoadas e armaduras completas, empunhando armas medievais sem fio, óbvio, ninguém iria deixar nenhuma parte do corpo para trás naquele dia. Ao fundo, uma arena de duelos com o chão coberto de areia e uma pequena arquibancada por onde as lutas eram acompanhadas.

Mas o que exatamente seria um torneio de Combate Medieval? Ao assistir aqueles rapazes lutando com escudos e espadas, admito que não entendi muito bem o funcionamento. Perguntei então para João Paulo Zerbinatti Soares, Capitão da Equipe Companhia Vermelha, quais eram as regras.

 

Como funciona o Historical Medieval Battle

Obviamente, golpes na área dos genitais são vetados, mas também são proibidos torções, golpes nos pés e estocadas com as espadas. João Paulo explicou que, de forma simplificada, existem três setores na prática do esporte:

 1 – Os Duelos, onde lutas de 1 contra 1 acontecem visando golpes mais técnicos, normalmente é onde os melhores momentos plasticamente falando acontecem.

2 – Os Pro Fights, que também são de lutas 1 contra 1, mas com regras mais parecidas com as do MMA.

3 – Os Buhurts, lutas em grupos visando derrubar a equipe inimiga sem encostar um terceiro ponto de apoio no chão.” 

Ocorre um torneio regional por mês, cada um deles somando pontos na Liga Tropical, onde há um ranqueamento do esporte. Uma vez por ano ocorre um Torneio Mundial, que este ano será na Sérvia. De acordo com João Paulo, será a terceira vez que a Companhia Vermelha representará o Brasil no exterior.

Na cidade de Campinas, os torneios costumam reunir uma média de 100 espectadores, mas em algumas ocasiões, como a Copa SP, já apareceram por volta de 2 mil. João Paulo apontou ainda que há clubes do esporte espalhados por todo o país. 

Encerradas as lutas, o próprio João Paulo venceu o Pro Fight, Guilherme Bovo levou a melhor no Triatlon e Companhia Vermelha 1 nos Buhurts: 

Resultados

Pro Fight

1o João Zerbinatti
2o Arlindo Turbian

Triatlon

1o Guilherme Bovo
2o Carlos Eduardo
3o Ricardo Stella Sgarbiero

Buhurt

1o Companhia vermelha 1
2o Companhia vermelha 2

 

No final da tarde, quando já estava me preparando para partir, literalmente do lado de fora, fico sabendo que aconteceria mais uma luta, um “batizado”, que, soube por João Paulo depois, era uma tradição da Companhia Vermelha, ou nas palavras dele: “Isso não é regra do esporte, mas lá na companhia vermelha, após alguns treinos e empenho, gosto de colocar o pessoal para sentir o que é vestir uma armadura e lutar com 30 kg de ferro no corpo.

Combatente devidamente batizado, e fatigado, parto dali tendo a certeza que voltaria para assistir mais do esporte assim que tivesse a oportunidade.

 

Darkness Day 2018, um evento de RPG no país inteiro

No dia 2 de Novembro de 2018 ocorreu em todo o Brasil um evento de RPG chamado Darkness Day. Mas o que é isto? E como funciona?

Darkness Day

Se alguém já está familiarizado com algo chamado Chronicle of Darkness Day, ou também conhecido como “Dia dos Cronistas das Trevas”, irá perceber a grande semelhança entre ambos os eventos.

O Darkness Day foi uma iniciativa da equipe Brasil in the Darkness e teve a intenção de celebrar a volta do clássico Mundo das Trevas. Juntamente com o lançamento do tão aclamado e polêmico Vampire: The Masquerade 5th Edition (V5 para os íntimos).

Além disso, também teve o intuito de relembrar os títulos antigos. E reunir todos os amantes dos jogos da White Wolf para discutir, conversar e especialmente, jogar.

O evento consistia na criação de grupos, em diversas cidades de todo o país, que se reunissem e organizassem encontros para os entusiastas de World of Darkness. Promovendo debates, produtos oficiais e mesas para todos.

A iniciativa contou também com o apoio da White Wolf na divulgação.  E até mesmo o sorteio de um exemplar do suplemento Chicago By Night para V5th. Cerca de 20 cidades nas cinco regiões do país sediaram este evento, contando com diferentes grupos se reunindo em livrarias, bibliotecas, escolas e lojas.

O Evento

Um dia nacional para encontros de RPG baseado nas linhas de jogos da White Wolf já existia a alguns anos, e era organizado pela Chronicle of Darkness Day. 

A mesma iniciativa, onde vários grupos em todas as regiões do país se reúnem para celebrar os jogos é feita voltada para as linhas de CoD (Ou Novo Mundo das Trevas) que é organizado pelo grupo Cronistas das Trevas e não tem relação direta com o Darkness Day, organizado pelo Brasil in the Darkness.

Vale lembrar que o CoD Day também ocorreu este ano no dia 27 de Outubro e está programado para acontecer novamente em 2019.

O Darkness Day foi um evento de cunho mais íntimo e tranquilo, com uma proposta bastante familiar e amigável, com foco na inclusão, nostalgia e a valorização de nosso cenário e cultura latino americana.

O evento reuniu muitos amigos, fãs, jogadores veteranos e novatos, como uma grande reunião familiar, que é o que esperamos de nossas mesas.

Por ter sido em um feriado, infelizmente algumas cidades tiveram menos circulação de jogadores que outras, onde houve um grande sucesso.

Apesar disso, é uma iniciativa que ainda promete crescer muito nas nossas terras tupiniquins e que está prometendo voltar com força total no ano que vem.

Então se você não teve a chance de comparecer, não se preocupe, basta ficar ligado no próximo ano.

Confira algumas fotos do evento:

     

Fotos cedidas pela organização do Brasil in the Darkness

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