Escravidão e RPG

Escravidão e RPG. Um tema espinhoso, com muitas armadilhas e monstros no caminho. É preciso ter cuidado. Mas chame seu grupo, pegue sua espada ou livro de feitiços, tochas e armadura. Vamos enfrentar essa chaga do Brasil, e da Humanidade.

Aviso: este tema pode conter gatilhos. Mas precisamos quebrar grilhões. Não há outra forma de fazer, se não encarando. Considere que estamos com um começo no caos.

Escravidão e RPG

Mas existem, ainda hoje, RPGs que tocam neste assunto? Sim. O que é muito diferente de defender escravidão. 

Vamos a um exemplo de um RPG brasileiro: Aventuras da Era Hiboriana, da Editora 101 games.

Também, há pelo menos um anime que aborda esta questão de forma NÃO panfletária: “The Rise of the Hero Shield”, na Netflix. E já fala disso no final do primeiro episódio, o famoso episódio piloto.

Sabe, novelas de época brasileiras costumam abordar também a escravidão, inclusive, uma das mais famosas da teledramaturgia brasileira, ESCRAVA ISAURA. E adivinha quem está lançando um financiamento coletivo de um RPG de Novelas Brasileiras? Editora Movimento, do grupo do movimento RPG.

Que tal, então, apoiar Verdades e Segredos, e ainda jogar uma aventura novelesca contra a escravidão?

Por outro lado, se você já jogou como um gladiador, então já jogou como uma pessoa escravizada. Então, se você já “lutou” contra um gladiador, você já lutou contra alguém que foi escravizado. Pois gladiadores, na Roma antiga eram, em sua grande maioria, escravizados.

Com poucas exceções como criminosos, ou endividados, além de pessoas livres procurando uma forma de ganhar dinheiro mais rápido. E o Coliseu, era uma arena de luta prioritariamente para escravizados.

Prefere um RPG viking? Vikings faziam dos prisioneiros de guerra, escravizavam pessoas. Podemos começar uma aventura com os heróis prisioneiros, como remadores em uma galera (embarcação) viking.

Ah, Conan, o bárbaro, o cimeiro, já foi mantido escravizado, tanto nos filmes, como nos quadrinhos. Que forma melhor de conhecer Conan do que como um “irmão de correntes”, e planejar uma fuga ousada com o cimeiro de bronze?

Entretanto, você pode pensar:

Mas ainda existe Escravidão no Brasil? Já não tivemos a abolição da escravatura?

Ainda existem CONDIÇÕES DE TRABALHO ANÁLOGAS A ESCRAVIDÃO, sim, infelizmente. É só pesquisar na internet. E avisos para ter cuidado com tráfico de pessoas ainda são exibidos regularmente nas rodoviárias país afora, inclusive de Salvador, 24 horas por dia, onde reside este humilde escriba. Só pra te dar ideia da dimensão do problema.

Mas como você pode abordar escravidão numa sessão de RPG?

  1. Você precisa deixar claro que escravidão é abominável;
  2. Perguntar aos jogadores se isso é um gatilho (o que é diferente de ser um tabu);
  3. Não permita que personagens jogadores sejam pró-escravagismo;
  4. Lembre que no Brasil, racismo é crime inafiançável;
  5. Admito que pra mim, personagens jogadores ex-escravizados são os favoritos. São os que vão lutar contra escravidão, e pela libertação dos outros, com mais fúria e veemência, de um modo geral;
  6. Resumindo, se houver escravidão no seu jogo de RPG, assuma imediatamente que você deve acabar com ela. 

O que você pode lembrar sobre escravidão na cultura geral e pop?

  1. Que no Brasil foi abolida pela princesa Isabel, pela lei Áurea, em 13/05/1888 (que tal uma aventura de viagem no tempo, para garantir que a lei seja escrita, assinada, e promulgada?);
  2. Que um dos maiores autores da cultura pop era racista – HP Lovecraft -, e que já existem obras que abordam o que havia de bom na sua criação artística, mas combatendo os pensamentos escravagistas (olá, aventuras de RPGs de In to the Madness, da Editora Nozes e de Herança de Cthulhu, da Editora 101 games);
  3. Monteiro Lobato, um dos maiores escritores de nossa história, com frases como “um país se faz com homens e livros”, também era pró – escravagista, mas que sua família já pediu desculpas publicamente, e está autorizando modificar a obra original para tirar o “ranço” escravagista;
  4. Que na Roma Antiga, com grandes pensadores, filósofos e sistema jurídico, a escravidão fazia parte da sociedade;
  5. Que mesmo a igreja católica assumia que negros não tinham alma. Claro, também já se retrataram por isso.

Escravidão e nosso jogo de RPG

Não tenho a menor pretensão de esgotar o tema, mas posso reafirmar que  meu (e espero também que seu) compromisso seja utilizar a escravidão sempre como vilã, desprezível e inaceitável. 

Além do que, existem muitas mulheres na civilização oriental que são tratadas como objetos, e portanto, escravizadas. Podem ser trocadas por mercadorias ou animais, não votam, não podem aprender a ler ou escrever, e são enterradas, mas sem registro póstumo de que um dia existiram. Apagadas da História.

A cultura indiana, com seu sistema de castas, (em teoria extinto, mas na prática, ainda persiste), com os  “intocáveis”. Hum, idéias de aventuras vindo…

  1. Grupo de heróis encontra na estrada uma caravana escravagista. Muito bem armada e com muita segurança para o dia, mas talvez um ataque noturno possa ser bem sucedido em libertar os prisioneiros, depois?
  2. Os heróis foram sedados, e acordam numa praça, acorrentados, onde estão sendo leiloados como gladiadores. 
  3. Os aventureiros são abordados por um comerciante numa estrada, que pergunta o preço de um deles, pois gostou de sua estrutura óssea e muscular.

O que é racismo estrutural?

Segundo o autor do livro “Racismo Estrutural”, o advogado, filósofo e professor universitário Silvio Almeida, explica que este fenômeno constitui a estrutura da sociedade, o que inclui as relações políticas, jurídicas e econômicas.

Isto é, o racismo é estrutural e estruturante também às relações sociais e, portanto, à formação do(a) sujeito(a). Nesse sentido, indivíduos(as) são constrangidos(as) cotidianamente na própria dinâmica que vivem devido à sua raça.

Enquanto eu, pessoalmente, tenho uma definição diferente. Veja, sendo médico, eu tive talvez 5% colegas pretas na minha turma de graduação (certo que também haviam colegas pardo(a)s, verdade). De mais de 200 alunos.

Uma destas colegas, preta, fez 3 residências, e atualmente me acompanha como médica psiquiatra.

Eu a convidei para seguir minha carreira como escritor, e para meu deleite, ela aceitou. O que significa que ela vai ler este texto.

Será que ela tem capacidade para tal? Não. Outros ou outras, certamente, têm a mesma capacidade ou mais, contudo, não tiveram acesso. Não tiveram chance.

E te garanto que ela experimentou racismo estrutural de uma forma e de uma perspectiva muito diferente da minha. Abordaremos este assunto em futuro post.

Agradecimentos

Este texto é um pouco diferente dos meus anteriores, pois estive afastado um período e finalmente retornando ao MRPG, com esta coluna que considero a mais desafiadora para minhas capacidades.

Agradeço também a Helama, por suas críticas a este texto, e lembrança que Star Wars também aborda escravidão.

Eu quero agradecer, claro, aos amigos (inclusive do MRPG) e familiares que me apoiaram durante uma grave crise de depressão, mas principalmente, e a quem dedico este texto, a dra. Ive Querino.

Ive, sei que ainda estou longe de retribuir todo o carinho, atenção, esforço, acolhimento, paciência, disponibilidade e talento que você colocou a minha disposição.  Mas como diz a música, “Eye of the Tiger”:

I’m back to my feet, // Just a man and his Will to survive…”

Mas considere como o início de meu longo caminho de redenção.

Até breve, aventureiros e aventureiras. Que possam combater a escravidão onde quer e quando quer que a encontrem.

Temos outras resenhas, aqui no Movimento RPG. Quer checar aqui? E nosso podcast, já conhece? Escuta aqui!


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Lanças e RPG – Aprendiz de Mestre

Lanças e RPG – Aprendiz de Mestre. Ao longo do tempo, lendas envolvem lanças na cultura ocidental e oriental, de forma religiosa e profética.

A Lança do Destino, ou Lança de Longinus ou ainda Lança Sagrada, que segundo a tradição da Igreja Católica, foi a arma usada pelo centurião romano Longinus para perfurar o tórax de Jesus Cristo durante a crucificação.

    Lança Loginus em anime Evangelion

A Lança daria poderes bélicos de vitória em combate.

Já os orientais têm toda uma filosofia de vida ao redor das artes marciais, e A lança Tonbokiri, uma das Três Grandes Lanças (ao lado de Otegine e Nihongō), é associada a Tadakatsu Honda, não é a lança Otegine. A lança Tonbokiri é conhecida pela lenda da libélula cortada em pleno ar!

Mesmo heróis em busca de redenção ou metidos em política, podem morrer, lutando contra a cavalaria, e alguns dizem que contra guerreiros em montarias, somente lanças seriam úteis…

Lanças e RPG, podem ser…

  1. Uma versão num videogame como Disgaea, com uma lança Longinus falante…
  2. Uma parte importante do exército, com lanceiros.
  3. Lanceiro é a designação dos soldados de cavalaria armados de lança introduzidos nos exércitos europeus a partir do início do século XIX. A sua introdução teve a ver com o sucesso que as tropas polacas deste tipo, chamadas Ulanos, tiveram ao serviço do Grande Armée (exército napoleónico).
  4. cavalaria do Exército Brasileiro empregou lanceiros, porém o único corpo que recebeu esta denominação foram os Lanceiros Alemães, organizado por Otto Heise, em 1825, a partir de membros do 2º e 3º Batalhões de Granadeiros do Corpo de Estrangeiros.
  5. Durante a Revolução Farroupilha foi organizado pelos republicanos um corpo de Lanceiros Negros. Quase todos foram massacrados ao final da revolução, na Surpresa dos Porongos.
Lanceiros Negros

Todavia, Lanças como centro de uma aventura?

Vejamos 5 exemplos de aventuras:

Aventura 1: A Lança do Destino,

– Uma arma lendária, roubada por um grupo de vilões que planejam usá-la para conquistar o reino. Os jogadores devem encontrar e recuperar a lança antes que a usem. Enfrentar inimigos poderosos, resolver puzzles para encontrar a lança e convencer aliados a ajudar na busca.

Aventura 2: O Caçador de Dragões.

– Um dragão está aterrorizando uma vila e os jogadores são contratados para caçá-lo. A única arma capaz de derrotar o dragão é uma lança mágica que foi passada de geração em geração em uma família de caçadores. Encontrar a lança mágica, treinar para usar a lança corretamente e enfrentar o dragão.

Aventura 3: A Lança da Justiça

– Uma lança sagrada foi usada por um herói lendário para trazer justiça ao reino. Agora, a lança foi perdida e os jogadores devem encontrá-la para restaurar a justiça no reino. Encontrar pistas sobre o paradeiro da lança, enfrentar inimigos que querem usar a lança para fins nefastos.

Aventura 4: O Torneio da Lança

Um torneio é realizado para determinar quem é o mais habilidoso com a lança. Os jogadores devem competir contra outros guerreiros para vencer o torneio e ganhar o direito de portar a lança lendária. Treinar para o torneio, enfrentar oponentes formidáveis e lidar com a pressão da competição.

Aventura 5: A Maldição da Lança

– Uma lança amaldiçoada foi encontrada por um grupo de aventureiros e agora eles estão sendo perseguidos por criaturas sombrias. Os jogadores devem encontrar uma maneira de quebrar a maldição e purificar a lança.

Porém, e uma leva de exemplos de Lanças e RPGs?

Desde “Dungeon and Dragons” — que as espadas roubam a cena, mas vamos a alguns tipos de lança. Temos como exemplos:

  1. Lanças Curtas: Usadas em combate corpo a corpo ou como arma de arremesso, como a hasta romana, que era uma lança curta utilizada pelos legionários.
  2. Lança Longa (Pique): Usada para manter o inimigo à distância, como uma arma de haste, e frequentemente usada em formações defensivas.
  3. Lança de Arremesso: Projetada para serem arremessadas, como a azagaia (uma lança curta e leve) ou o dardo (uma lança mais leve que a lança comum).
  4. Lança com Ponta de Machado (Alabarda): Combina a ponta da lança com a lâmina de um machado, permitindo que o usuário ataque tanto à distância como em combate corpo a corpo.
  5. Lanças Medievais: Podem ser divididas em lanças pesadas, utilizadas para derrubar cavaleiros em justas, e lanças leves, usadas para ataques a cavalo ou como arma de arremesso.

E outras… Em RPGs como:

  1. D&D,
  2. Bárbaros da Lemúria, Editora Nozes Game Studios
  3. Tormenta, pela Editora Jambo
  4. Symbaroum, no Brasil pela Editora Tria
  5. Heróis e Hordas, Editora 101 games
  6. The Heroe’s Journey, no Brasil pela Editora Nozes Game Studios
  7. Aventuras na Era Hiboriana, Editora 101 games, com seu lanceiro Kushita, e se curtir qualquer coisa da 101 games, lembra do nosso código de desconto: MRPG10
Lanceiro Kushita

Mas quais as partes de uma lança?

  • Haste:

É a parte que dá à lança o comprimento e a força necessários para ser usada em combate ou arremessada. Pode ser de madeira, bambu ou outro material resistente.

  • Ponta:

É a extremidade afiada da lança, projetada para penetrar no alvo. Pode ser de madeira, osso, pedra, bronze, ferro ou aço, dependendo do tipo de lança e do período histórico.

  • Adornos e Detalhes:
Algumas lanças podem ter adornos ou detalhes, como pomos ou outros elementos, que podem ter funções práticas, como evitar que a lança escorregue da mão, ou podem ser puramente decorativos.

Como eram o uso de lanças em uma batalha entre cavaleiros medievais?

  1. Infantaria: As lanças, especialmente o pique, eram usadas pelos soldados de infantaria para defender-se da cavalaria e formar uma muralha defensiva.
  2. Cavalaria: A lança era a arma principal dos cavaleiros, permitindo-lhes carregar e atacar o inimigo a cavalo, com a intenção de derrubar ou ferir o oponente.
  3. Justas: Em torneios e justas, as lanças eram usadas em competições entre cavaleiros, onde a habilidade de acertar o alvo com a lança era crucial.
  4. Versatilidade: As lanças, como o pique e a alabarda, eram armas versáteis que podiam ser usadas em diferentes situações de combate, tanto para ataque como para defesa.

Mas então, lança ou espada, qual você prefere?

Lança é pouco mais que um bastão com uma ponta, todavia eu particularmente acho muito mais versátil que a espada, além do maior alcance. E tanto podem ser usadas como armas cerimoniais, como por você, que gosta de guerreiros selvagens, como um certo bárbaro da cimeria da Cultura pop.

Mas e como seu personagem veio a ter esta lança? É uma herança de família? Ele mesmo fez? Sabe, em Guerra dos Tronos, e Dragonlance as lanças roubam a cena…

Se preferir, também falamos em outro post sobre escudos. E só clicar em Escudos e RPG. Se você prefere espadas, vem, clica em Espadas e RPG!

Se preferir nos ouvir falando sobre este e outros temas, olha o podcast do dicas de RPG.

Até breve, e lembremos do enigma clássico:

“O que acontece quando o escudo mais forte encontra a lança mais poderosa?…”

Então pegue a sua lança preferida, e coloque na sua aventura, lanceiro! Hora da ação!

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Aventuras na Era Hiboriana – Resenha

Aventuras na Era Hiboriana – Resenha do RPG produzido por J.M. Pimentel e publicado pela 101 Games. Onde viveremos por espada e magia, no mundo fictício criado por Robert E. Howard, talvez encontrando ou interpretando o bárbaro mais famoso da Cultura Pop – Conan da Cimeria! 

Início das Aventuras na Era Hiboriana …

O livro inicia com um pequeno conto introdutório original, O LEOPARDO DE SANGUE, mostrando um atentado de um inimigo de outrora contra a vida do Rei Conan; e uma ode a Robert E. Howard, autor fantástico responsável por dar vida a Era Hiboriana, escrita por Marco Antônio Collares, Doutorando em História com uma pesquisa sobre o Escritor Texano. Dito isso, olha o aviso de temas sensíveis:

Nota de repúdio – disclaimer

Aventuras na Era Hiboriana em números…

Financiado com sucesso pelo Catarse, em 31/07/2021. Com 58.758 moedas de ouro, e 438 bárbaros apoiadores, um livro com 15×21 cm com capa dura com verniz localizado e miolo com 240 páginas de papel Couchê Brilho 115g, totalmente colorido. A arte de capa é do artista Gustavo Pelissari (@gustavo.pelissari) e as artes do interior do livro ficaram a cargo dos artistas Felipe Faria (@elmqz), Allan Ribeiro (@alan_ribeiro_tattoo) e do Designer Bruno Sathler (@dadosedanos) que também assina todo o designer do livro.

Dados exclusivos – Aventuras na Era Hiborianana

E na Era Hiboriana, podemos ser…

…O próprio Conan! Ou assassinos, arqueiros, magos, entre tantas outras personagens que ocuparam contos, filmes e histórias em quadrinhos.

Entretanto, aquela terra que te espera para ser explorada tem sua peculiares…

Aventuras na Era Hiboriana, personagens

Regras em Aventuras na Era Hiboriana…

Em poucas páginas, de forma bem explicada, o livro explica como funcionam os testes, rolagens, vantagens e desvantagens, além do combate em si. Usa o sistema Solo 10, e tem sinais “perigo” para oponentes realmente formidáveis.

Várias tabelas são apresentadas para ajudar a determinar encontros, eventos, gerar aventuras, e o que mais for necessário, tanto para jogos com Narrador, cooperativos ou solo. Por fim, uma descrição das terras da Era Hiboriana, com ganchos de aventura, fichas de adversários. Com “inteligência artificial” de cada adversário – cada oponente se comporta de forma diferente. E assim, quais são os..

Pontos fortes de Aventuras na Era Hiboriana?

Bem, eu sou mais suspeito que um ladrão de Shadizar, mas menos mortal que uma cria de Seth. Todavia…

  1. Gosto da escrita do Jefferson Pimentel. E achei que aqui, ele se superou. Muito material descrito.
  2. Ilustrações e diagramação de excelente qualidade, as cores predominantes de vermelho sangue e ouro combinam com a atmosfera.
  3. A escolha da cor para o papel do miolo, vai ficar cada vez melhor com tempo – papel amarelado, lembrando papiros ou pergaminhos.
  4. Preço justo – a editora 101 games preza por qualidade a preço justo.
  5. Os PDFs de aventuras prontas no site da 101 games pra Aventuras Era Hiboriana, custam cada um apenas R$ 1,00 real. E olha, creio que a melhor aventura pronta que já joguei foi a adaptação de “Além do Rio Negro“.

Claro, bravo soldado, toda fortaleza tem seus…

Pontos fracos, e na Era Hiboriana..

Não poderia ser diferente. Aproveite a luz da lua, e olhe este mapa comigo.

  1. Há pequenas falhas em 1 ou 2 tabelas do livro. Tem a errata no site da 101 games.
  2. O livro base tem um mapa da Era Hiboriana, mas NÃO as medidas para conversão. Você vai precisar fazer o download do marca páginas. (Tá gratuito, no site).
  3. Se você apoiou a caixa, na época do financiamento coletivo, fique atento, pois achei um pouco frágil.
  4. Talvez eu não esteja fazendo tudo certo, mas acho o sistema “mortal” demais. Ou você cria um personagem lutador, ou se seu personagem não for “bom de briga”, contrate um segurança. Pois meu estudioso morria na primeira tempestade de areia, batedor de carteiras, ou serpente na grama.

Por fim, esteja preparado para Aventurar-se na Era Hiboriana.

Pois aqui não há perdão. Qualquer combate pode ser fatal. Vamos tentar passar pelos guardas sem sermos vistos, durante a troca de turno. E se falharmos, bom…

“…Que Crom conte os mortos.”

Mas ó, eu gosto de tudo relacionado a Conan, o Bárbaro, e achei que foi tudo muito fielmente produzido. Há ruínas que te esperam, guardando tesouros e riquezas, com criaturas mortais querendo que você apareça pra tentar resgatar.

Conan

Quer conhecer? Estes e outros RPGs da Editora 101 games? Bom, tem um CUPOM DE DESCONTO DE 10% — MRPG10. Clica em loja da Editora 101 games pra conhecer.

Ah, e em breve falaremos de Heróis & Hordas, outro RPG da 101 Games.

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Para ler mais coisas da 101 Games, clique aqui.

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Revista Aetherica

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