Para quem já conhece Mythic GME, sabe que sua capacidade de gerar aventuras, desafios e oportunidades para side quests é admirável – vale a pena ler nossa resenha sobre esta obre clicando aqui – mas que tal explorar os elementos da tabela periódica nestes desafios?
Embora haja listados até o momento 118 elementos (com os mais recentes apenas obtidos por meios artificiais, e com existência muito curta), vamos aqui usar os 100 primeiros como respostas no d100 sobre o que está acontecendo como desafios para sua aventura:
d100: Que desafios estão acontecendo por aqui?
Hidrogênio: Uma fonte invisível de energia começa a desaparecer misteriosamente, colocando todos em risco.
Hélio: Algo extremamente leve e raro está sendo roubado antes de cumprir um papel crucial.
Lítio: Um recurso essencial para estabilidade mental/emocional está causando dependência perigosa.
Berílio: Um material precioso está envenenando lentamente quem o utiliza.
Boro: Uma estrutura aparentemente frágil esconde uma função vital desconhecida.
Carbono: Uma criação artificial começa a evoluir além do controle.
Nitrogênio: Uma atmosfera antes segura torna-se subitamente hostil.
Oxigênio: O acesso ao essencial está sendo controlado por uma força externa.
Flúor: Algo altamente reativo está sendo usado como arma silenciosa.
Neon: Um sinal luminoso transmite uma mensagem que ninguém consegue decifrar totalmente.
Sódio: Um elemento comum reage violentamente quando exposto a algo inesperado.
Magnésio: Um brilho intenso revela verdades que deveriam permanecer ocultas.
Alumínio: Um material leve torna-se inesperadamente indestrutível.
Silício: Um sistema lógico começa a agir de forma imprevisível.
Fósforo: Uma chama eterna se torna instável e ameaça consumir tudo.
Enxofre: Um cheiro indica a presença de algo perigoso e ancestral.
Cloro: Um ambiente é purificado… mas à custa de vidas inocentes.
Argônio: Algo inerte observa e registra tudo, mas ninguém sabe como acessá-lo.
Potássio: Um recurso vital se torna perigoso quando combinado com o ambiente.
Cálcio: Estruturas fundamentais começam a se deteriorar inexplicavelmente.
Escândio: Um elemento raro é a chave para ativar uma tecnologia esquecida.
Titânio: Um artefato quase indestrutível guarda um segredo antigo.
Vanádio: Algo muda de estado conforme a situação, confundindo todos ao redor.
Cromo: Uma superfície perfeita esconde uma realidade distorcida.
Manganês: Um catalisador invisível acelera eventos perigosos.
Ferro: Uma força dominante tenta controlar todos os recursos disponíveis.
Cobalto: Uma cor vibrante marca aqueles que foram alterados para sempre.
Níquel: Algo aparentemente comum revela valor oculto inesperado.
Cobre: Um sistema de comunicação está sendo manipulado secretamente.
Zinco: Um equilíbrio delicado é mantido por algo subestimado.
Gálio: Um material sólido se dissolve no momento mais crítico.
Germânio: Um dispositivo sensível detecta algo que ninguém mais percebe.
Arsênio: Uma traição lenta e silenciosa ameaça um grupo inteiro.
Selênio: A luz revela aquilo que deveria permanecer oculto.
Bromo: Um líquido estranho altera o comportamento de quem o toca.
Criptônio: Uma fraqueza inesperada pode derrubar algo aparentemente invencível.
Rubídio: Uma reação explosiva acontece ao menor contato.
Estrôncio: Um brilho artificial indica algo profundamente errado.
Ítrio: Um componente esquecido é essencial para um grande plano.
Zircônio: Um material resistente protege algo altamente perigoso.
Nióbio: Um recurso raro está sendo disputado por múltiplas facções.
Molibdênio: Algo fortalece estruturas sob condições extremas.
Tecnécio: Um elemento instável é usado antes de desaparecer completamente.
Rutênio: Um processo invisível transforma tudo lentamente.
Ródio: Algo extremamente valioso está sendo protegido a qualquer custo.
Paládio: Um catalisador permite transformações impossíveis.
Prata: Um objeto reflete mais do que apenas imagens.
Cádmio: Um veneno silencioso infiltra-se no cotidiano.
Índio: Um recurso raro conecta tecnologias ou magias.
Estanho: Algo antigo está sendo restaurado… talvez incorretamente.
Antimônio: Um agente duplo atua em lados opostos.
Telúrio: Uma presença estranha causa isolamento e paranoia.
Iodo: Um traço mínimo revela uma grande verdade.
Xenônio: Um efeito anestésico impede reações críticas.
Cébsio: Uma reação extremamente violenta ameaça tudo ao redor.
Bário: Um sinal invisível torna-se visível, revelando segredos.
Lantânio: Um novo ciclo começa a partir de algo esquecido.
Cério: Uma faísca inicia uma reação em cadeia.
Praseodímio: Algo muda de aparência conforme o observador.
Neodímio: Uma força magnética irresistível atrai perigos.
Promécio: Um recurso raro parece não pertencer a este mundo.
Samário: Um bloqueio impede forças maiores de agir.
Európio: Um brilho revela mensagens ocultas.
Gadolínio: Uma barreira detecta tudo que tenta atravessá-la.
Térbio: Um sinal distorcido indica interferência externa.
Disprósio: Algo difícil de controlar escapa ao domínio.
Hólmio: Um poder extremo é concentrado em um ponto.
Érbio: Um canal de comunicação distante é ativado.
Túlio: Um recurso raro aparece apenas uma vez.
Itérbio: Um equilíbrio frágil está prestes a colapsar.
Lutécio: O último de sua espécie guarda um segredo crucial.
Háfnio: Um mecanismo oculto regula uma força destrutiva.
Tântalo: Algo desejado é impossível de alcançar.
Tungstênio: Uma resistência absoluta impede qualquer avanço.
Rênio: Um elemento raro altera o fluxo do tempo/energia.
Ósmio: Algo extremamente denso distorce o ambiente.
Irídio: Um objeto vindo de fora traz consequências imprevisíveis.
Platina: Um recurso perfeito atrai ganância extrema.
Ouro: Uma riqueza inesperada desencadeia conflito imediato.
Mercúrio: Algo mutável escapa de qualquer contenção.
Tálio: Uma influência invisível afeta decisões críticas.
Chumbo: Algo pesado impede progresso e envenena lentamente.
Bismuto: Uma estrutura bela esconde instabilidade interna.
Polônio: Um perigo invisível destrói sem deixar rastros.
Astato: Algo extremamente raro é também extremamente perigoso.
Radônio: Um ambiente aparentemente seguro torna-se mortal.
Frâncio: Um poder raro existe apenas por instantes.
Rádio: Uma energia constante transforma tudo ao redor.
Actínio: Um início instável desencadeia eventos maiores.
Tório: Um poder antigo pode ser reativado.
Protactínio: Algo intermediário mantém o equilíbrio entre extremos.
Urânio: Uma fonte massiva de poder ameaça sair do controle.
Neptúnio: Algo além do conhecido começa a interferir.
Plutônio: Uma criação poderosa pode destruir seus criadores.
Amerício: Um detector revela ameaças ocultas.
Cúrio: Uma força intensa exige contenção constante.
Berquélio: Um experimento perigoso precisa ser interrompido.
Califórnio: Uma fonte intensa de energia atrai atenção indesejada.
Einstênio: Um fenômeno raro desafia o entendimento.
Férmio: Um limite absoluto foi alcançado, o próximo passo é desconhecido.
Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais
Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.
Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, assim como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!
Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!
Esta semana, a iniciativa da Biblioteca Arkanita apresenta o netbook Simulador de Vila Animal Perfeitamente Normal, originalmente uma aventura de Cat Evans e traduzido e adaptado para o Sistema Daemon por Thiago Tomás.
Este netbook mescla os gêneros de folk horror com videogames de Vila Animal como Animal Crossing, Cozy Grove, Stardew Valley, Hokko Life e New Horizons em uma aventura introdutória, e ainda fornece as regras para se jogar com um Kawaii-Kemono (animal antropomórfico fofinho).
Conteúdo do netbook
O netbook apresenta o seguinte conteúdo:
Contexto, com uma sinopse do que ocorrerá na aventura, e o que são os kawaii-kemono dos personagens dos jogadores e dos NPCs.
Executando uma aventura independente de sistema, apresentando dicas ao Mestre que conduzirá a campanha sobre como utilizar seu sistema de preferência nesta aventura de folk horror.
Indicando o Desafio, continuando as dicas sobre como mestrar esta aventura, aqui focando nos 5 graus de dificuldade apresentados pelo autor.
Jogando com segurança, onde o autor apresenta dicas de extrema relevância para proteger a saúde mental e o conforto dos jogadores nesta aventura que, embora inspirada em videogames de vila animal, ainda assim é de folk horror com temas pesados.
A Vila de Macieira, descrevendo o local onde se passará a aventura, a Vila de Macieira (Applewood no original).
Os Aldeões, apresentando os principais NPCs que interagirão com os personagens dos jogadores na aventura: o furão Darby Crook, o morcego Weetzie, a ovelha Bailey, o lobo Freddie, a gaivota Digby e o corujão Howl. Ao final da seção, o mapa da ilha onde se localiza a Vila da Macieira é apresentado.
Aventura, com sete cenas e um epílogo, no perfeito clima de folk horror como visto em filmes como O Homem de Palha (1973), O Sacrifício (2006), Uma Lista a Abater (2011), O Ritual (2017), Apóstolo (2018), Midsommar (2019) e Ilha Fantasma (2021).
Usando esse livro em Daemon, com a explicação de Thiago Tomás sobre como utilizar o Sistema Daemon da forma mais prática quando mestrando aventuras no estilo Vila Animal: há a apresentação do kit Kawaii-Kemono (com o novo aprimoramento Armas Naturais), e dicas sobre como estruturar Poderes de Kemono a partir dos Estigmas dos Arquivos de Bel-Kalaa. Por fim, são apresentadas 5 fichas de personagem, sendo 4 delas de personagens dos jogadores e uma de um NPC de relevância à aventura.
Você pode baixar este netbook aqui mesmo na Biblioteca Arkanita. Clique aqui para iniciar o download do netbook. E continue acompanhando as postagens semanais da Biblioteca Arkanita para grandes netbooks como o Simulador de Vila Animal Perfeitamente Normal!
Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais
Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.
Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, assim como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!
Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!
Saudações, Rpgista em busca de aventuras e desafios! Se vocês acompanharam a minha resenha recente de Ducado Verona, sabem que o trabalho do P. J. Acácio “Ratoruja”, publicado pela Editora Caleidoscópio, me pegou de jeito. Naquele texto, eu analisei as fundações do jogo: um RPG que se apresenta como simples e acessível, mas que esconde sob a máscara cintilante da “Terra do Verão” uma complexidade política e moral absurdamente densa. Lá na resenha, eu falei bastante sobre como as mecânicas brutais de sobrevivência — a obrigatoriedade de controlar Fome e Sono — nos lembram da nossa própria fragilidade física.
O cenário de Ducado Verona transborda a essência do horror sociopolítico que tanto amo nas noites de Vampiro: A Máscara. O grande trunfo aqui é que o poder não é um direito divino inabalável passado de pai para filho. A nobreza é fluida. O Duque é eleito. Filosoficamente falando, essa efemeridade da governança é o motor perfeito para a megalomania. É a mesmíssima angústia existencial e corrupção sistêmica que vemos nos delírios dos vilões de Gotham City nos arcos mais sombrios do Batman, ou na podridão estrutural de Midgar em Final Fantasy VII: a elite fará qualquer atrocidade para deixar um legado e eternizar o próprio nome antes que o mandato acabe, enquanto o povo comum na base da pirâmide mal consegue respirar.
Pensando nessa rica e perturbadora base argumentativa, trago essas Sementes de Aventuras. O objetivo aqui é traduzir a opressão, as disputas de ego e as regras de sobrevivência que destrinchei na resenha em narrativas brutais, prontas para irem à sua mesa. Preparei 4 premissas semi-roteirizadas que vão colocar a moralidade dos seus Protagonistas em xeque.
Peguem seus dados e venham comigo desvendar as tramas cruéis que se escondem nas sombras do Ducado Verona.
1. O Cálice Amargo da Fé (A Igreja do Dragão)
Na minha opinião, a religião em mundos de fantasia raramente é sobre benevolência; trata-se de burocracia, monopólio místico e controle de narrativas. Como diria V (de V de Vingança), a moralidade desmorona quando a verdade da fundação é exposta.
A Grande Catedral e a fé Draconiana ditam as leis de toda a região e possuem uma forte carga dogmática que controla as massas.
A burocracia da instituição é liderada por um Marquês que não faz parte da “Ordem do Dragão”, sendo assim ativamente manipulado e malvisto pelos 12 Arcontes da fé.
O Marquês contrata secretamente o grupo de Protagonistas para se infiltrarem furtivamente no segundo andar subterrâneo da Catedral Dragontina.
O objetivo da infiltração é espionar e investigar o árduo ritual de iniciação exigido aos noviços.
O horror corporal transborda quando o grupo descobre de onde emana a magia divina; sacerdotes servem aos iniciados um cálice preenchido com sangue viscoso que verte dos dedos de uma colossal mão pendurada nas profundezas.
2. O Legado dos Esquecidos (Capital do Norte)
O poder só tem sentido se for eternizado nas pedras e nos livros. Quem realmente dita as regras? Aquele que ostenta o título temporário de Duque ou aquele que sobrevive décadas nas sombras financiando o caos?
A nobreza da Capital do Norte deseja desesperadamente deixar um legado marcante que supere a necessidade de se ter um herdeiro.
Toda nova eleição de governo deixa uma herança amarga: velhos nobres do duque anterior sobrevivem e tramam revoluções nas sombras.
O atual Duque tenta construir grandes obras ou vencer uma batalha armada para obter sua glória.
Ao mesmo tempo, no “lameiro”, que é o Povoado Exterior da capital, a guarda tem abusado violentamente de sua autoridade.
A velha nobreza está se aproveitando dessa violência e arquitetando uma revolta popular no Burgo Interior, a camada intermediária da cidade onde os comércios ricos estão localizados.
A velha guarda nobre se utiliza de mercenários como bucha de canhão para iniciar o conflito armado, um dos arquétipos que os Protagonistas podem perfeitamente assumir.
3. A Aposta Sanguinária (Porto D’Ouro)
Se há uma lição valiosa que a corporação Umbrella de Resident Evil me ensinou, é que as elites sempre colocarão o lucro desenfreado acima da vida. Como vemos no horror ecológico de Lobisomem: O Apocalipse, a corrupção humana invariavelmente atrai a fúria e a destruição da própria natureza.
A cidade livre e cosmopolita de Porto D’Ouro é comandada por quatro Burgomestres que agem influenciando o controle político pelas sombras.
A Burgomestre Laranja cuida das festividades da cidade, enquanto o ardiloso Burgomestre Vermelho controla os cassinos e as apostas financeiras.
Uma grandiosa e barulhenta festividade é organizada e se inicia nos distritos da cidade.
A Liga Comercial da cidade contrata a escolta e proteção para uma carga misteriosa, riquíssima e vitalícia que chega em um navio pelo mar.
O navio é emboscado e atacado por piratas sanguinários e terríveis Monstros Marinhos vindos das profundezas oceânicas antes mesmo de conseguir atracar.
A reviravolta política: o Burgomestre Vermelho manipulou ilegalmente a Casa de Apostas D’Ouro para lucrar horrores com o naufrágio iminente.
A carga apostada é finalmente revelada aos jogadores como um grupo de estrangeiros escravizados de pele exótica e escamosa.
4. As Cores da Loucura (Torre de Todos os Saberes)
A sanidade da mente humana é um cristal fino e frágil. Esse é um tema constante no Sandman de Neil Gaiman e no horror psicológico provocado pela toxina do Espantalho no universo do Batman. Será que a busca existencial pelo saber irrestrito justifica perder a essência da própria humanidade?
A cientificista Irmandade Arcana exige um rito brutal de iniciação que ocorre sob as estrelas no observatório de cristal, no quarto andar da torre.
Os adeptos submetidos devem encarar a luz da lua por uma noite inteira, sem fechar os olhos, até conseguirem identificar todas as cores do cosmo e abrirem suas mentes para a verdade da magia.
A sanidade de um dos adeptos foi violentamente corrompida pela revelação do ritual.
Em seu surto psicótico, ele roubou perigosos registros arcanos guardados nos tomos mais secretos e obscuros do terceiro andar.
O adepto fugitivo correu em disparada em direção ao Verde Profundo, a perigosa e mística mata densa que permeia as Florestas Vicinais.
O grupo de heróis que for resgatá-lo poderá esbarrar em uma ameaça mortal endêmica da região: uma entidade aterradora feita completamente de ossos e raízes.
A Fumaça, o Sangue e a Filosofia da Sobrevivência
Para amarrar as pontas desta nossa imersão pelas terras do Ducado Verona, convido vocês a uma reflexão mais profunda. Como filósofo e alguém que passa boa parte da vida analisando a condição humana (seja nas macas da massoterapia ou nas mesas de RPG), eu não consigo olhar para essas sementes de aventura como meras “missões de matar monstros”.
As histórias que desenhamos aqui — o fanatismo na Igreja do Dragão, a guerra de legados na Capital do Norte, a ganância predatória em Porto D’Ouro e a quebra da sanidade na Torre de Todos os Saberes — são um espelho do nosso próprio mundo. Elas refletem a Pirâmide de Maslow sendo esmagada pelo peso do poder. Em Vampiro: A Máscara, aprendemos que a moralidade é a primeira coisa a morrer quando a Besta ruge por sangue. Em Ducado Verona, o P. J. Acácio conseguiu traduzir essa mesma degradação moral através de mecânicas simples, mas cruéis: Fome, Sono e Saúde.
Quando os seus Protagonistas estão com as caixas de recursos vazias, exaustos, vagando pela lama do Povoado Exterior e precisando escolher entre roubar um pedaço de pão ou manter a honra, a verdadeira interpretação acontece. É a mesma dualidade sufocante de Cloud Strife olhando para as partes superiores de Midgar em Final Fantasy VII: a elite brinca de deuses, enquanto a base da sociedade luta para respirar.
Dicas para Otimizar sua Campanha no Ducado
Para que essa carga filosófica e narrativa funcione perfeitamente na sua mesa, aqui vão algumas dicas de ouro para extrair o máximo do sistema do livro:
Faça a Fome e o Cansaço Doerem: Não trate as regras de sobrevivência como um mero detalhe contábil. Se os personagens ignorarem o descanso ou a alimentação, imponha as Desvantagens com rigor descritivo. Descreva a visão turva, os músculos tremendo e a irritabilidade. A fragilidade física é o que torna a coragem deles heroica.
Abrace o Caos das Tabelas: O livro base é um arsenal riquíssimo de geração procedimental. Não tente roteirizar cada passo dos jogadores do ponto A ao ponto B. Usem as tabelas de Cenas, Eventos e Lugares. Deixe que uma tempestade súbita ou um encontro aleatório nos ermos force o grupo a gastar recursos preciosos, alterando completamente o rumo das alianças políticas que eles forjaram.
A Ação Gera Reação Política: O Ducado é um ecossistema fechado de intrigas. Se o grupo ajudar o Marquês na Catedral (como na nossa Semente 1), os Arcontes saberão. Se eles interferirem nos lucros do Burgomestre Vermelho, mercenários baterão à porta da taverna no dia seguinte. Faça com que cada escolha tenha um peso narrativo permanente, lembrando a teia de consequências de jogos como Batman: Arkham ou as tramas urbanas de Mutantes & Malfeitores.
No fim das contas, Ducado Verona não é apenas sobre explorar um mundo de fantasia; é sobre descobrir o quão longe você está disposto a ir, e quantos princípios está disposto a quebrar, para ver o sol nascer na “Terra do Verão” mais uma vez.
Deixem nos comentários quais dessas sementes vocês pretendem usar nas suas mesas, e como os seus jogadores lidaram com a crueza desse sistema!
Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais
Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.
Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, assim como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!
Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!
O primeiro álbum da banda de rock opera distópico The Protomen, de mesmo nome, The Protomen, é o primeiro de uma trilogia baseada na série de jogo Mega Man. A opera segue a história de Mega Man em um mundo dominado pelo Dr. Wily, mas será que a humanidade realmente merece ser salva?
The Protomen: Act I
Sobre o Álbum
O primeiro álbum da banda The Protomen saiu em 3 de Setembro de 2005. E conta uma versão mais pesada da história do primeiro jogo do Mega Man. Onde o brilhante cientista Dr. Light monta o robô Protomen para derrotar o maligno império de Dr. Willy.
Protomen luta ferozmente, mas é subjugado pelos robôs e abandonado pelo povo que tentava salvar.
Anos depois, Light cria outro robô, que por conta própria parte para continuar o legado de seu irmão.
Nossa Visão sobre o Álbum
The Protomen foi um dos primeiros álbuns de Rock Opera que experimentei e me apaixonei. Há uma brincadeira entre o fandom da banda que você tem que ouvir o álbum com o roteiro para seguir o que está acontecendo, mas mesmo sem “o roteiro”, dá pra aproveitar a música mesmo assim.
Agora que saiu as três partes da história, da pra curtir ela inteira.
Quimera de Aventuras
Nessa seção, vamos dar ideias para mesas usando o musical como referência!
Cenários e Sistemas
Jogar uma mesa de The Protomen, é basicamente jogar uma mesa de Mega Man, só que mais cenário. Tem o clássico antiga versão de 3D&T da Dragão Brasil e temos uma adaptação para 3DeT Victory aqui no Movimento RPG. Só que mais séria e voltada para os temas de vingança, esperança e se a humanidade merece ser salva do primeiro álbum.
Outros sistemas, além dos 3DeT, são: Shadowrun, Cyberpunk 2020, Urbans Shadows e outros jogos voltados para um cenário Cyberpunk.
Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais
Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.
Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, assim como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!
Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!
Explorar os planetas menos conhecidos do Imperium é uma das maneiras mais fascinantes de expandir suas campanhas em Duna: Aventuras no Imperium da RetroPunk Publicações, revelando culturas, segredos e conflitos muito além das areias de Arrakis.
Esses mundos guardam tradições antigas, tecnologias proibidas e intrigas silenciosas capazes de redefinir o destino de Casas inteiras. Se você quer aprofundar sua experiência, clique aqui para baixar o Fast Play gratuito no site da RetroPunk ou aqui para comprar o livro completo! Clique aqui e veja outros artigos sobre o universo de Duna.
Planetas do universo de Duna
Bene Tleilax
Mundo isolado e enigmático dos Tleilaxu, mestres da manipulação genética e criadores de seres artificiais. Os personagens são enviados para negociar a recuperação de um ghola que guarda memórias estratégicas vitais. A missão evolui para uma intriga biotecnológica mortal, culminando na escolha entre destruir um experimento proibido ou entregá-lo ao poder político.
Buzzell
Um planeta oceânico famoso por seus tecidos raros e recursos marinhos valiosos. Os personagens chegam para investigar sabotagens nas colheitas submarinas que ameaçam contratos comerciais imperiais. O conflito revela pirataria corporativa e termina com um confronto nas profundezas ou a negociação de um novo equilíbrio econômico.
Chapterhouse
Fortaleza e centro estratégico da Bene Gesserit reconstruído após tempos turbulentos. Os personagens são convocados para escoltar uma figura importante durante negociações sensíveis. A trama se torna um jogo de manipulação psicológica e espionagem, com o desfecho dependendo da lealdade e autocontrole do grupo.
Chusuk
Planeta culturalmente refinado, conhecido por sua música e instrumentos de precisão incomparável. Uma apresentação diplomática é ameaçada por sabotagem destinada a humilhar uma Casa rival. A aventura mistura investigação e política, culminando em impedir um escândalo que poderia desencadear hostilidades.
Ecaz
Mundo artístico e aristocrático, célebre por suas obras vivas e jardins exóticos. Os personagens devem recuperar uma obra roubada cuja posse simboliza legitimidade política. A missão evolui para intrigas entre colecionadores poderosos e termina com a escolha entre justiça, lucro ou estabilidade diplomática.
Ginaz
Planeta-escola que forma os mais respeitados mestres da espada do Imperium. Um nobre jovem desaparece durante treinamento avançado, levando os personagens a investigar. O resgate revela um teste secreto de honra que se transforma em combate ritual e decisão sobre tradição ou misericórdia.
Ix
Centro tecnológico onde inovações perigosamente próximas das máquinas pensantes são desenvolvidas. Os personagens devem recuperar um protótipo roubado antes que ele chegue ao mercado negro. A missão se torna uma corrida contra agentes rivais, culminando na decisão de destruir ou controlar a tecnologia.
Lâmpadas
Mundo acadêmico e arquivístico dedicado à preservação do conhecimento humano. Um conjunto de registros antigos desaparece, contendo dados capazes de alterar direitos de sucessão imperial. A investigação leva a conspirações históricas e termina com a revelação que pode redefinir linhagens nobres.
Poritrin
Planeta marcado por um passado de exploração e sofrimento humano. Os personagens chegam para conter uma revolta crescente alimentada por injustiças históricas. O conflito exige equilíbrio entre repressão e reparação, culminando em paz frágil ou insurgência aberta.
Wallach IX
Mundo-escola da Bene Gesserit, onde disciplina mental e física molda futuras manipuladoras do poder imperial. Os personagens escoltam uma iniciada que carrega conhecimento sensível cobiçado por várias facções. A jornada evolui para perseguições e intrigas espirituais, com o desfecho dependendo de proteger segredos que podem alterar o futuro.
Explorar planetas menos famosos do universo de Duna permite criar campanhas ricas em cultura, política e mistério, oferecendo experiências muito além dos cenários mais conhecidos. Cada mundo apresenta conflitos únicos que desafiam a honra, a fé e a ambição dos personagens. Mergulhe nas obras de Duna para descobrir novas inspirações e criar suas próprias aventuras em planetas exóticos do Imperium.
Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.
Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, assim como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!
Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!
Saudações rpgísticas a você que se aventura pelo mundo esquecido em busca de respostas ou de saídas. Como filósofo e um veterano das mesas de RPG, eu sempre me pego refletindo sobre a natureza da nossa existência através da memória.
O que somos nós senão um compilado frágil de lembranças, traumas e afetos? Em As Chaves da Torre, o apagamento existencial não é apenas um artifício mágico; é um fenômeno profundamente político. E é exatamente aqui, no epicentro dessa discussão, que o suplemento Dossiê das Singularidades brilha de forma absurdamente fantástica.
Lembro-me da primeira vez que joguei Final Fantasy VII e finalmente saí da opressiva cidade de Midgar para o vasto mapa-múndi. A sensação de escala mudou tudo. O Dossiê faz exatamente isso com o Mundo Esquecido e a Metrópole.
Escrito de forma genial no formato de arquivos burocráticos e confidenciais da Repartição, o livro evoca uma atmosfera angustiante e kafkiana. Ele nos mostra como o mal e o apagamento podem ser metodicamente catalogados, misturando a opressão fria do sistema — algo que quem joga Kuro ou Vampiro: A Máscara conhece bem — com a poesia amarga do realismo mágico brasileiro.
Como usar o Dossiê na sua mesa?
Na minha análise como narrador, meu maior conselho é: não encarem este suplemento apenas como um “Manual dos Monstros” tradicional. Ele é uma caixa de ferramentas existenciais modulares.
Materialidade na Mesa (Handouts): Por ser escrito como relatórios oficiais da Repartição, o Dossiê é perfeito para virar prop físico. Imprima uma página, coloque em uma pasta parda e entregue aos jogadores. Deixe que eles sintam nas mãos o peso frio da burocracia que tenta apagar suas existências.
Respiros e Contrastes: Você pode usar as 19 Singularidades para quebrar o ritmo de uma campanha. Intercale momentos de desespero nas ruas com a descoberta de locais absurdos e mágicos, forçando os Protagonistas a questionarem o que é real.
Laboratório Filosófico: Cada entrada do Dossiê discute um aspecto da sociedade (desigualdade, gentrificação, apagamento cultural, exploração animal). Use esses locais não apenas para combates físicos, mas para embates morais. Faça os jogadores questionarem os próprios valores, assim como fazemos quando lemos Sandman ou assistimos a Death Note.
Para ilustrar o potencial absurdo desse material, prepararei 5 sementes de aventuras semi-roteirizadas. A ideia é pegar a essência filosófica dessas Singularidades e transformá-la em ganchos narrativos prontos para rolar na sua mesa agora mesmo. Peguem seus dados, seus cadernos de anotações e venham comigo para o Abismo!
Semente 1: O Roubo do Tíquete Dourado
A Singularidade Base: 14-B: A Lacuna Móvel “Éxodo”.
O Éxodo é um gigantesco e cintilante dirigível de alumínio polido que flutua silenciosamente pelos céus sujos do Mundo Esquecido. É o ápice da desigualdade:
Enquanto a maioria das pessoas que caíram no esquecimento luta por um teto e por migalhas de memória nas ruas lá embaixo, os passageiros dessa embarcação vivem um luxo que chega a ser ofensivo. O detalhe mais cruel? Os motores dessa máquina ostensiva são movidos à magia do próprio Oblívio.
Premissa:
Os Protagonistas (os personagens dos jogadores) são contatados por uma figura misteriosa dos subúrbios — talvez um Prisco (um espírito da natureza que perdeu seu habitat) ou um Zumbi sindicalista. O contratante descobriu que um poderoso Antevasin corporativo (uma espécie de mago burocrata e corrupto que lucra com o sistema) está a bordo do Éxodo. O alvo não é dinheiro.
O grupo precisa se infiltrar na embarcação, passar pelos bailes de gala e segurança de elite, e roubar os “Registros de Exaustão” — documentos que provam que os motores do Éxodo não estão apenas queimando magia solta, mas sugando ativamente as memórias felizes de um bairro inteiro lá embaixo para manter o champanhe gelado da elite.
Como Conduzir a Narrativa (Dicas para Mesas Iniciantes):
Ato 1: O Planejamento e o Contraste. Comece a sessão nas ruas espremidas e lamacentas da Metrópole. Faça os jogadores sentirem o frio e a fome. Quando o plano for apresentado, o objetivo é claro: entrar, pegar os documentos e sair. Para iniciantes, ter um objetivo nítido (roubar o item X no local Y) ajuda a focar a criatividade. Deixe-os bolar o plano: Vão entrar disfarçados de garçons? Vão se pendurar no casco do dirigível durante a decolagem?
Ato 2: A Infiltração. Ao entrarem no Éxodo, mude drasticamente a narração. Onde antes havia sujeira e barulho, agora há jazz suave, cheiro de perfume caro, tapetes aveludados e taças de cristal tilintando. O desafio aqui não é apenas bater em guardas, mas não pertencer. Os jogadores devem rolar testes para não serem notados, para manterem seus disfarces ou para hackear terminais mágicos sem disparar os alarmes da Repartição.
Ato 3: O Dilema Moral (O Clímax). Eles encontram o cofre do Antevasin e pegam os documentos. Mas, ao lado do arquivo, há uma válvula central do motor do dirigível. Se eles a destruírem, o Éxodo cairá, acabando com a farra daquela elite, mas matando centenas de pessoas a bordo (muitas delas apenas trabalhadores controlados pelo sistema). Se apenas fugirem com as provas, o sofrimento do bairro lá embaixo continuará até que a burocracia aceite o documento. O que eles fazem?
Dicas Para o Narrador:
Lembra quando eu falei sobre a invasão da Avalanche ao prédio da Shinra em Final Fantasy VII? É exatamente essa energia! Ou mesmo a tensão palpável de invadir um Elísio intocável e esnobe da Camarilla em Vampiro: A Máscara.
Do ponto de vista filosófico e social, o Éxodo é a materialização perfeita da luta de classes e do utilitarismo corrompido. Na filosofia utilitarista clássica, busca-se “o maior bem para o maior número de pessoas”. Mas a Torre perverte isso: o bem-estar extremo de poucos justifica o apagamento literal de muitos?
Ao colocar a válvula do motor na frente dos jogadores no final da aventura, você não está apenas testando as mecânicas das fichas deles; você está testando a ética do grupo. Para jogadores iniciantes, esse é o momento “virada de chave”, onde eles percebem que RPG não é só sobre rolar dados para atacar, mas sobre tomar decisões que pesam na alma de seus personagens. Até onde vai a moralidade quando você está lutando contra um sistema que oprime a sua própria existência? É lícito cometer um ato de terrorismo para parar uma máquina de moer gente?
Semente 2: O Peso do Capital Afetivo
A Singularidade Base: 21.500-7: Banco de Representações (A fachada do “Compro Ouro”).
Imagine aquelas lojinhas de “Compro Ouro” em ruas decadentes do centro da cidade. No Mundo Esquecido, uma dessas lojas é, na verdade, uma Singularidade da Repartição: um banco mágico e sinistro.
Aqui, os Esquecidos não penhoram joias; eles penhoram as suas “Representações” (objetos mágicos) e as suas memórias mais preciosas em troca de chaves (a moeda do jogo) ou favores. Quando a dívida não é paga, capangas conhecidos como Caçadores de Inadimplentes confiscam violentamente o que resta da essência da pessoa, e as memórias são leiloadas aos membros da Torre.
Premissa:
Os Protagonistas são procurados por um “Zumbi” — em As Chaves da Torre, um Zumbi não é um morto-vivo clássico de Resident Evil, mas sim um trabalhador tão exausto e alienado pelo sistema que perdeu grande parte da sua identidade, vivendo no automático. Este cliente, com lágrimas nos olhos cansados, revela que há meses penhorou a última memória nítida que tinha do seu falecido marido (um passeio na praia ao pôr do sol) para conseguir pagar o aluguer do mês.
O prazo expirou. A memória vai ser transferida para a Coleção Privada de um burocrata da Torre amanhã. Os jogadores precisam de entrar no Banco de Representações e roubar essa memória de volta antes que ela seja engolida pelo sistema para sempre.
Como Conduzir a Narrativa (Dicas para Mesas Iniciantes):
Ato 1: O Contrato e a Dor. A sessão deve começar de forma melancólica. Deixe o cliente Zumbi descrever a fragmentação da sua mente. Ele já não se lembra do som da voz do marido; ele sabe que o amava, mas o sentimento está a ser apagado. Para jogadores iniciantes, isto cria uma empatia imediata. O planeamento do assalto aqui não é sobre dinheiro, é sobre resgatar a humanidade de alguém.
Ato 2: O Labirinto da Burocracia Mágica (A Infiltração). Ao invadir a loja “Compro Ouro” durante a noite e aceder ao cofre mágico, a realidade distorce-se. O cofre não tem barras de ouro, mas sim prateleiras infinitas cheias de frascos brilhantes, fitas cassete flutuantes e espelhos que refletem momentos roubados. O desafio (no estilo stealth de Marvel’s Spider-Man ou Batman: Arkham) é desviar dos Caçadores de Inadimplentes que patrulham o local e dos sistemas de alarme que disparam “gatilhos emocionais” (armadilhas que infligem tristeza extrema em quem falhar num teste).
Ato 3: O Dilema do Frasco (O Clímax). Eles encontram a memória. No entanto, ela está conectada a um servidor mágico. Ao tentar retirá-la, os jogadores apercebem-se de uma verdade cruel: a memória está a ser usada como “bateria emocional” para aquecer o apartamento de luxo de uma família da Metrópole. Se eles a roubarem de volta para o Zumbi, os alarmes soarão e a família rica (que nem sabe a origem da sua magia) ficará no frio do Oblívio. Se a deixarem, o Zumbi esquecerá o seu amor para sempre. O que os Protagonistas escolhem?
Dicas para o Narrador:
Na minha análise, esta aventura é a personificação do conceito de “Fetichismo da Mercadoria” de Karl Marx, misturado com a estética onírica das barganhas em Sandman do Neil Gaiman.
O sistema transformou o próprio afeto numa commodity, num bem de consumo. Quando transformamos a saudade em mercadoria, o que resta da nossa alma? Como narrador, o objetivo aqui é fazer os jogadores sentirem o peso de cada rolamento de dados. Eles não estão a desarmar uma armadilha numa dungeon genérica; estão a navegar por uma biblioteca de existências mercantilizadas. Para iniciantes, este clímax é uma aula prática sobre como o RPG pode ser profundo: não há resposta certa, apenas consequências éticas num mundo desigual.
Semente 3: O Banquete da Resistência
A Singularidade Base: L3-82: Restaurante Imperial (Conhecido nas ruas como Cantina Girólamo).
Imagine uma cantina mágica que recusa fechar as portas, independentemente das ordens da Repartição. O espaço interior desafia a geometria, abrigando dezenas de mesas onde exilados, revolucionários, Priscos e Zumbis se reúnem para beber, comer pratos que sabem a memórias felizes de infância e, mais importante, para debater. É um farol de diversidade e de liberdade de expressão no meio da Metrópole cinzenta.
Premissa:
Os Protagonistas estão a descansar na Cantina Girólamo após uma missão exaustiva. O ambiente é quente e acolhedor. Subitamente, o dono do estabelecimento (uma figura enigmática que parece conhecer a dor de todos) recebe um aviso terrível: a Torre enviou um esquadrão de elite de “Apagadores” para selar a Singularidade e obliterar o restaurante da realidade desta vez para sempre. Os jogadores não têm poder de fogo para enfrentar os Apagadores sozinhos.
A única forma de salvar o refúgio é organizar uma barricada e realizar um ritual defensivo de memórias conjuntas. O problema? A cantina está cheia de fações que se odeiam. Eles precisam de convencer grupos teimosos — como a perigosa “Gangue do Chicletinho” (um grupo de crianças de rua com poderes estranhos) e os intelectuais cínicos dos subúrbios — a unirem-se antes que as portas sejam deitadas abaixo.
Como Conduzir a Narrativa (Dicas para Mesas Iniciantes):
Ato 1: O Aconchego antes da Tempestade. Comecea sessão focando nos sentidos. Como massoterapeuta, sei o quanto o toque e o conforto físico afetam a nossa mente. Descreva o cheiro da comida quente, o som das gargalhadas e o calor do espaço. Deixe os jogadores interpretarem o descanso dos seus personagens. Depois, quebre a paz com o soar dos alarmes e a chegada da notícia. O contraste causará um impacto emocional forte e imediato.
Ato 2: A Diplomacia das Trincheiras (O Desafio Social). Esta é a fase de investigação e persuasão, num ambiente contido. Em vez de explorarem uma masmorra, eles exploram as mesas do restaurante. Cada grupo tem a sua própria exigência para ajudar na barricada. A Gangue do Chicletinho pode querer um Artefato como pagamento; os intelectuais podem exigir um debate filosófico bem-sucedido para provar que vale a pena lutar. Faça os jogadores rolarem testes sociais, argumentarem e fazerem alianças improváveis.
Ato 3: O Cerco (O Clímax). As forças da Repartição começam a bater à porta. É um momento de tensão ao estilo “Tower Defense“. Os jogadores usam os aliados que conseguiram no Ato 2 para repelir as investidas, enquanto protegem o centro da cantina onde a magia de proteção está a ser canalizada. É uma batalha onde as defesas são feitas de cadeiras empilhadas, magia caótica e, acima de tudo, companheirismo.
Dicas para o Narrador:
Esta semente respira a energia revolucionária dos salões Brujah de Vampiro: A Máscara e transborda a genialidade anárquica de V de Vingança de Alan Moore.
O foco existencial aqui é a filosofia da linguagem e da ação comunicativa. Num sistema totalitário que apaga existências (como o de As Chaves da Torre), o simples ato de partilhar uma refeição e ter um debate livre é um crime de insubordinação gravíssimo. Censurar a Cantina Girólamo é o equivalente a queimar livros ou silenciar podcasts.
Ao narrar isto para iniciantes, o objetivo é mostrar que em RPGs a lábia e a empatia podem salvar mais vidas do que a força bruta. Você estará a questionar os sues jogadores: conseguem colocar as suas diferenças de lado e dialogar quando o fascismo bate à porta?
Semente 4: A Fúria do Frio Primordial
A Singularidade Base: JA-UO: Neve de Verão.
Imagine um resort de ultra-luxo chamado “Ipê Branco”, construído de forma completamente criminosa sobre uma área de restinga (aquela vegetação costeira fundamental para as praias). De repente, num cenário tropical, uma nevasca mágica e impossível congela tudo. Um iceberg colossal desponta no mar, e o resort é tomado por Priscos glaciais liderados por Pengú, um pinguim-imperador de três metros de altura que assumiu a gerência do lugar na base do bico e do gelo.
Premissa:
A Repartição perdeu completamente o controle da região. Os Protagonistas são enviados (ou acabam caindo lá por acidente) com a missão de resgatar alguns “hóspedes” importantes da Torre que ficaram presos nas suítes presidenciais do resort congelado. Porém, ao chegarem, descobrem que Pengú e seus seguidores não são meros monstros irracionais: eles são refugiados de um habitat apagado pela Metrópole. O iceberg no mar não é gelo comum; é a materialização da “Memória da Era Glacial”, um núcleo de poder ancestral que os Priscos ativaram para congelar e purificar a corrupção do Ipê Branco. O problema? O feitiço está saindo do controle e o gelo vai engolir os subúrbios esquecidos nos arredores se ninguém intervir.
Como Conduzir a Narrativa (Dicas para Mesas Iniciantes):
Ato 1: O Choque Térmico (A Exploração). A sessão começa na praia. O contraste visual é fortíssimo para jogadores iniciantes: coqueiros petrificados em gelo, areia coberta de geada e o silêncio mortal de um frio antártico em um local que deveria ser ensolarado. Faça os jogadores lidarem com o ambiente como se fosse um inimigo. O frio extremo drena a Força de Vontade e a vida. Eles precisam improvisar roupas, encontrar fontes de calor e se esgueirar pelos saguões do resort (estilo a tensão opressiva do primeiro Resident Evil), evitando patrulhas de focas-leopardo mágicas.
Ato 2: A Corte do Imperador (O Encontro Social). Ao invés de uma batalha clássica contra o “chefão”, os Protagonistas são capturados (ou pedem uma audiência) e levados até Pengú. Aqui o roleplay brilha: Pengú é articulado, orgulhoso e profundamente amargurado. Ele joga na mesa as plantas arquitetônicas do resort, provando que as fundações do prédio usam magia burocrática para drenar a energia vital da restinga só para aquecer as piscinas da elite. O ultimato dele é simples: peguem os humanos e sumam, ou morram congelados com o prédio.
Ato 3: O Coração do Iceberg (O Clímax). O núcleo mágico no iceberg está instável e ameaça congelar inocentes nos bairros vizinhos. Os jogadores precisam ir até lá para estabilizá-lo. O dilema moral estala na mesa: eles podem destruir o núcleo, salvando os burocratas da Torre e os subúrbios, mas condenando os Priscos a perderem seu último refúgio; ou podem recalibrar o núcleo, destruindo o resort de vez (com os engravatados lá dentro), validando a vingança da natureza.
Dicas para o Narrador:
Como filósofo, eu gosto muito de trazer o pensador Hans Jonas e seu livro O Princípio da Responsabilidade para esse tipo de mesa. Ele argumenta que a humanidade tem o dever ético de garantir a existência da natureza para as gerações futuras, porque o nosso poder tecnológico se tornou uma força de destruição planetária.
Nesta aventura, o resort é a pura húbris humana (a nossa arrogância desmedida). Quando você for narrar isso, mostre que o eco-terrorismo de Pengú nasce do desespero do apagamento. É a fúria cega de quem teve a própria casa destruída.
Você vai obrigar a sua mesa a debater: a justiça climática e espiritual justifica medidas extremas? Quem é o verdadeiro monstro: o pinguim gigante que congelou o prédio, ou o burocrata de terno que assinou a ordem para destruir a floresta e construir o resort?
Semente 5: Os Ecos do Castigo
A Singularidade Base: Série 30X Nº20:30: Provérbios 20:30.
Esse é o nome burocrático para a Penitenciária de São Judas, um local de horror esquecido. Aqui atua um grupo de extermínio e tortura chamado “O Batalhão”, composto por agentes corrompidos que utilizam a magia da Repartição para agir com total impunidade. O desespero dos prisioneiros é tão grande que as próprias paredes da penitenciária sangram e o trauma ganha forma física, prendendo todos em um loop de violência institucional interminável.
A Premissa Detalhada:
Os Protagonistas são abordados por uma mãe desesperada nos subúrbios. O seu filho, um jovem inocente que apenas tentava organizar um protesto pacífico na Metrópole, foi “apagado” pelas autoridades e jogado na Penitenciária de São Judas. Ele não tem Chaves para pagar a sua saída e está sendo usado como “combustível de dor” para os rituais do Batalhão. O grupo tem uma missão de extração: invadir esse panóptico dantesco, encontrar o rapaz nas masmorras mágicas e tirá-lo de lá antes que a sua alma seja completamente obliterada pelo sistema prisional.
Como Conduzir a Narrativa (Dicas para Mesas Iniciantes):
Ato 1: O Peso dos Portões (A Atmosfera). Comece a sessão focando no horror psicológico. Quando os jogadores se aproximam da prisão, o ar fica rarefeito, a luz do sol parece não alcançar o prédio e ouvem-se ecos de correntes e lamentos intermináveis. Para iniciantes, é vital estabelecer que esse não é um local para combate aberto e despropositado. Se tentarem peitar o Batalhão na porta da frente, vão morrer. Eles precisam de furtividade, de entrar pelos esgotos ou falsificar documentos de transferência da Repartição.
Ato 2: O Labirinto do Trauma (O Desafio de Sobrevivência). Lá dentro, a geometria da prisão não faz sentido — corredores que se alongam para sempre, celas que espelham os piores medos de quem olha para dentro. Os guardas do Batalhão patrulham, mas o verdadeiro perigo são os “Ecos”, manifestações físicas de prisioneiros torturados. Os jogadores não devem atacá-los; devem usar empatia ou magia de conforto para acalmar os Ecos e abrir caminho. É uma infiltração onde a compaixão é a sua melhor ferramenta de stealth.
Ato 3: A Quebra do Loop (O Clímax). Eles encontram o jovem no centro prisional, ligado a um dispositivo macabro que drena as suas memórias para alimentar as armas do Comandante do Batalhão. O combate final aqui é inevitável. Mas o objetivo principal não é apenas derrotar o Comandante: é destruir a máquina e libertar os Ecos presos na sala. Ao fazer isso, a própria prisão entra em colapso espiritual, forçando os Protagonistas a uma fuga alucinante enquanto o prédio vomita a corrupção acumulada durante anos.
Dicas para o Narrador:
Voltando a Foucault, a ideia do Panóptico — a prisão perfeita onde o prisioneiro sente que está sempre sendo vigiado, mesmo que não esteja — é essencial aqui. A Penitenciária de São Judas é a materialização do punitivismo desmedido e da brutalidade policial do nosso próprio mundo real.
Atenção: Por causa da temática pesada (violência institucional, tortura), é obrigatório o uso de Ferramentas de Segurança na sua mesa. O objetivo desta aventura não é traumatizar os jogadores, mas oferecer uma catarse.
Para jogadores iniciantes (e veteranos), dar a eles a oportunidade de invadir um bastião do fascismo, quebrar a cara de torturadores impunes e salvar um inocente do corredor da morte é uma das experiências mais empoderadoras que o RPG pode proporcionar. Vocês vão debater: qual é o limite da violência quando se combate a própria violência de Estado?
Conclusão: O Abismo Olha de Volta, mas a Gente Pisca para Ele
Nós passamos por dirigíveis de luxo movidos a Oblívio, bancos que mercantilizam memórias, cantinas revolucionárias, resorts congelados pela fúria da natureza e prisões que são a encarnação do panóptico de Foucault. Como filósofo, eu não poderia estar mais empolgado com o que construímos aqui. Afinal, a filosofia não deve ficar presa em torres de marfim acadêmicas — ela deve ir para a mesa de jogo, sujar as mãos de graxa, rolar dados e lutar contra a opressão.
O grande trunfo de As Chaves da Torre e desse suplemento magistral é nos lembrar de que a memória é o nosso maior ato de rebeldia. Em um mundo real onde a gentrificação, a desigualdade e o apagamento cultural são forças diárias, o RPG se torna uma ferramenta de simulação social e empatia.
Quando jogamos Vampiro: A Máscara, lidamos com a Besta interior. Quando jogamos um JRPG épico como Final Fantasy VII ou Tales of Vesperia, lutamos contra impérios para salvar o amanhã. Mas em As Chaves da Torre, nós lutamos para salvar o ontem. Lutamos pelo direito de existir e de sermos lembrados. As cinco sementes que criei são exatamente sobre isso: pegar o realismo mágico e usá-lo como um megafone para as nossas próprias angústias e esperanças.
As Dicas de Ouro para a sua Mesa
Para garantir que essa experiência seja inesquecível e saudável para você e seus jogadores, separei três conselhos práticos, unindo a minha visão de narrador com a minha vivência na massoterapia e nas terapias integrativas:
1. A Catarse é o Objetivo, não o Trauma (Usem Ferramentas de Segurança)
Os temas do Dossiê das Singularidades são pesados. Estamos falando de apagamento, violência de Estado e luto. Nunca, em hipótese alguma, rode essas aventuras sem conversar com seus jogadores antes (a famosa Sessão Zero) e sem ferramentas como o Cartão X ou Linhas e Véus. O objetivo do horror pessoal e social no RPG é a catarse — a purificação através da superação do medo, como Aristóteles já dizia. A mesa deve ser um local seguro para explorar ideias perigosas, e não o contrário.
2. O Respiro é Tão Importante Quanto o Sufoco
Na massoterapia, a gente sabe que um músculo não pode ficar tensionado o tempo todo, senão ele rompe. Na narrativa, é a mesma coisa. Se você colocar apenas opressão e tristeza na sua crônica, a mesa vai se esgotar (o famoso burnout emocional). Lembre-se das salas de save de Resident Evil ou dos acampamentos em Dragon Quest XI. Permita que os Protagonistas tenham momentos de alegria, de partilhar uma refeição na Cantina Girólamo, de dar risada de uma falha crítica engraçada. O contraste da luz é o que faz a sombra da Torre parecer tão assustadora.
3. Traga o Físico para o Mágico (Desperte os Sentidos)
Nossas memórias são profundamente sensoriais. Como terapeuta, vejo como o corpo guarda histórias. Quando for narrar as Singularidades, não descreva apenas o que os jogadores veem. Descreva o cheiro de ozônio e ferrugem nos corredores do Éxodo; o frio cortante do iceberg que faz os ossos doerem; a textura do papel molhado dos documentos da Repartição. O realismo mágico funciona melhor quando está ancorado em sensações físicas palpáveis. Faça seus jogadores sentirem o Mundo Esquecido.
E é isso, meus querido Rpgista! Espero que esse mergulho no Dossiê das Singularidades inspire você a criar campanhas profundas, questionadoras e, acima de tudo, divertidíssimas. O RPG nacional está vivendo uma era de ouro, e obras como As Chaves da Torre provam que nós temos muito a dizer.
Não deixe de comentar o que achou, se vai usar alguma dessas sementes ou se teve outras ideias loucas lendo o Dossiê! Um abraço gigantesco, rolamentos críticos para todos e que as nossas memórias nunca sejam apagadas!
Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais
Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.
Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, assim como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!
Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!
Assassin’s Creed já é uma franquia consolidada a um ponto que talvez não seja mais preciso apresentações. Com uma franquia de quase 20 anos, o primeiro jogo lançado em 2007 nos apresentou um mundo intricado de tramas envolvendo a guerra basicamente eterna entre os Templários e a Ordem dos Assassinos.
Somos colocados na pele de inúmeros descendentes de assassinos que através de uma tecnologia inovadora, conseguem acessar e experienciar as memórias de seus antepassados, na esperança de descobrir segredos para a vitória nesta guerra que ainda ocorre no presente.
Nos últimos anos, esse vasto universo ganhou um rpg de mesa na forma de Assassin’s Creed RPG, com um sistema dinâmico para contar suas histórias nesse rico universo, que foi trazido no Brasil pela grande Capycat Games e hoje trago a vocês 6 ideias de períodos históricos e aventuras que o Mestre pode usar em suas mesas!!!
Aventura 1: Sob o império cruel
No meio do Reino da Polônia em 1031, Besprim, o filho mais velho de Boeslau, O Bravo, é um Templário de baixa patente que comanda o reino com crueldade e mão de ferro. Isso enquanto organiza buscas metódicas na área por um antigo artefato: A Caixa de Pandora.
Um antigo artefato cobiçado pela alta cúpula da ordem. Mas com a falta de “finesse” do regente, rapidamente seus esforços se tornam públicos a Ordem dos Assassinos, que envia um grupo na esperança de impedir que o artefato caia em mãos erradas.
Aventura 2: A Jornada por Z
Brasil, no meio da Guerra do Paraguaí, um dos oficiais brasileiros se revela um Templário, e o braço sul-americano da Irmandade, interceptando um de seus contatos. Assim, descobre que ele está com o mapa de uma antiga cidade feita de ouro localizada no meio da Floresta Amazônica, com o informante apenas se referindo à localidade como “Z”…
Aventura 3: A Jornada do Oeste
No meio da Dinastia Ming, a Irmandade descobre que um Templário infiltrado como um estrangeiro na corte está tentando conseguir ativar um antigo e poderoso artefato bem no centro da Cidade Proibida.
Aventura 4: O Infinito de Ganesha
Na Índia, no século VI, à beira da queda do Império Gupta, inúmeros soldados hunos são enviados para proteger uma região completamente remota, que, segundo espiões da Irmandade, pode estar relacionada com uma possível localização de um Artefato do Éden.
Aventura 5: No meio do Inferno
O ano é 1918, a 1ª Guerra caminha para o seu final, e toda a brutalidade da mesma atinge seu ápice. E no meio das Terras de Ninguém, um grupo de soldados estadunidenses se vê tendo que completar a missão de um Assassino morto. A missão dele era entregar documentos que poderiam acabar com a guerra, mas com um pequeno empecilho. Eles devem atravessar as trincheiras, os tanques alemães, e chegar até Berlim, o coração do Império Alemão!!
Aventura 6: O Vale da Morte
Quatro irmãos assassinos se veem tendo que fugir da Espanha em razão da Inquisição em 1491. Entretanto, antes, eles devem descobrir, a mando da Ordem, o que parece ser uma antiga conspiração envolvendo a Igreja Católica. Essa investigação parece levar até a crucificação de Jesus Cristo, que parece de alguma forma, ligada aos Artefatos do Éden…
Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais:
Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.
Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!
Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!
Esta é a segunda parte do Quimera de Aventuras em que falamos do álbum Steal This Album!, terceiro álbum da banda de heavy metal norte americana System of a Down. Lançado em 26 de Novembro de 2002, pela American Recordings e pela Columbia Records.
Sobre o Álbum
No início de 2002, uma versão de média qualidade em MP3 do álbum foi lançado na internet com o nome de Toxicity II. A banda fez um pronunciamento expressando desapontamento com os fãs que estava ouvindo material não finalizado, e trabalharam para lançar uma versão em alta qualidade do álbum, que se tornou Steal This Album!
Apesar de muitos chamaram o álbum de uma coletânea de “B-Sides” e de músicas que não saíram no álbum Toxicity, tanto o vocalista Serj quanto o baterista John Dolmayan consideram esse o álbum favorito deles.
Nossa Visão sobre o Álbum
Steal This Album é um dos álbuns com duas das minhas músicas favoritas de System of a Down:3 Boom! e I-E-A-I-A-I-O. São duas músicas muito pesadas (como o álbum inteiro), Boom me surpreende pela maneira que fala sobre as quedas de bombas no Iraque, mas que hoje pode ser usado para diversos outros conflitos, como Israel e Palestina. System segue agressivo, crítico e cínico aos problemas que o mundo vê, em instrumentais brutais e letras que arrancam a alma.
Quimera de Aventuras
Nessa seção, vamos dar ideias para mesas usando o musical como referência!
Cenários e Sistemas
Nos ganchos baseados nas músicas abaixo, usaremos muitos tempos de fantasia medieval, mas tentaremos dar outros exemplos baseados em outros cenários. E muitos vão ter temas de guerra porque é algo recorrente nas músicas deste álbum. Então fique a vontade, adapte e use como quiser!
Partes das Aventuras baseadas nas músicas
36
Os personagens são presos dentro de um mundo de bolso de um vilão, que pretende usá-los como seus brinquedos em jogos insanos. O objetivo deles é sair daquela desgraça.
Pictures
Os personagens são contratados para resgatar um soldado que teve um episodio de surto, dizendo que viu “imagens em sua cabeça”. Acreditando que se trata de demônios, na verdade são traumas da última guerra que participou.
Highway Song
Os personagens encontram um monstro na estrada de uma cidade para outra. O monstro parece confuso, sem entender o porque existe ou para onde deve ir. Se não destruírem o monstro, ele pede ajuda para entender seu destino.
Fuck The System
Os personagens recebem um pedido de ajuda de um grupo revolucionário para derrubar um governo tirano que os tem censurado. Uma guerra começará entre os revolucionários e o governo corrupto.
Ego Brain
Os jogadores encontram uma vila cheia de pessoas cabisbaixas, murmurando pelos cantos. A vila está sob um encanto que os faz sempre focarem em seus próprios defeitos, ao encontrar o feiticeiro que está por trás disto, ele tem a forma de um enorme cérebro dentro de uma jarra, e se alimenta das emoções negativas dos membros do vilarejo.
Thetawaves
Os jogadores são perseguidos por um Beholder que observa seus movimentos e tem olhos em todas as vilas que estão, usando o que fizeram em suas outras aventuras contra eles. O combate final contra o Beholder também junta diversas fraquezas observadas por ele durante as últimas aventuras.
Roulette
Os personagens recebem um pedidos de ajuda a princípio simples, um pretendente que quer ajuda para conquistar sua amada. O problema que a sua amada é uma entidade primordial disfarçada de princesa.
Streamline (ALERTA DE GATILHO – SUÍCIDIO)
Os personagens recebem um pedido de ajuda de um nobre, para chegar a uma masmorra antiga. Os personagens não sabem, mas a masmorra tem um item que permite conversar com os mortos, ele quer rever seu amigo que se suicidou recentemente, e pedir desculpa por não estar lá por ele.
Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais:
Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.
Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!
Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!
E aí pessoal, tranquilos? O Quimera de hoje é sobre um anúncio que muito me agradaria quando criança (e que fez isso com meu primogênito). A Netflix transmitirá um documentário com Steven Spielberg e Morgan Freeman sobre dinossauros. As imagens estão muito boas e o trailer parece demonstrar uma produção muito bem feita e condizente com as teorias mais aceitas atualmente.
Portanto, trarei algumas ideias de aventuras com dinossauros, bem como as grandes extinções em massa (3 das 5 grandes) que moldaram essas fantásticas criaturas.
Quimera de Aventuras
Os “terríveis” lagartos
Esta aventura é mais pertinente para RPGs ao estilo capa e feitiçaria. Os aventureiros estão, por algum motivo, momentaneamente presos numa vila nos ermos. A sugestão é que a vila é muito distante de qual grande centro e é o lugar mais seguro para se estar durante o inverno que se aproxima.
O grupo deverá ajudar os habitantes da vila a lidarem com os preparativos pré-inverno. Para isso terão que ajudar na caça das últimas manadas de dinossauros, procurar ervas curativas para os doentes da vila e decidir o que fazer com um pequeno filhote saurópode que se perdeu da manada e parou na vila.
Haverá vários outros pequenos trabalhos, como estes. Em todos, porém, deverão proteger a vila e evitar serem pegos por um pequeno bando de tiranossauros adolescentes.
Terra Oca
No século 17, em pleno Iluminismo, a teoria da Terra Oca encontrava espaço no meio científico. Logo depois foi refutada, mas ganhou espaço na literatura fantástica com o livro A Viagem ao Centro da Terra de Júlio Verne.
Aqui, o grupo estará em busca de um estudioso perdido. Pode ser que o lugar de busca seja uma floresta, um deserto gelado ou um caverna desértica. O importante que o lugar tem uma passagem que levará o grupo até a Terra Oca onde encontrarão o estudioso desaparecido e muitos, mas muitos dinossauros. Inclusive com possibilidade de evoluções que não teriam ocorrido na vida real.
Além de encontrarem o estudioso e sobreviverem aos dinossauros, terão que encontrar um caminho para casa.
Vale da estranheza
O grupo aparece num grande vale ovalado recheado de dinossauros agressivos. A forma como o grupo surge no local depende do sistema, pode ser a queda de um avião, uma magia que deu errado, o resultado de terem mexido naquele círculo estranho dos cultistas, etc.
A questão é que a flora e fauna local são diferentes de qualquer coisa que os personagens conheçam. E mesmo quem souber sobre dinossauros ou criaturas do tipo, não reconhecerá uma única espécie. Os dinossauros daqui são astutos, deformados e muito agressivos. Podem ser resultados de experimentos científicos, mágicos, alienígenas ou da corrupção em virtude do contato com um Grande Antigo.
O importante é que os personagens terão que sobreviver a este local mortífero e descobrir uma maneira de sair deste vale. Pois, até mesmo a paisagem, parece ser estranha e retorcida da realidade. E, talvez, tudo não passe de um experimento maluco e que não haja saída alguma desse terror…
As Grandes Catástrofes
Como disse acima, os dinossauros são marcados por três das cinco maiores extinções em massa que o planeta já presenciou. A Grande morte, onde 96% da vida marinha e cerca de 70% da vida terrestre desapareceram durante a transição do Permiano para o Triássico. Período no qual os dinossauros surgiriam em meio a muitas formas de vida exóticas e bizarras.
Do Triássico para Jurássico também houve uma grande extinção em massa, a qual abriu caminho para que, enfim, os dinossauros reinassem em quase todos os nichos ecológicos. E, por fim, a mais famosa extinção em massa, a qual pôs fim aos dinossauros com um enorme meteoro caindo em suas cabeças.
Para esta ideia, a destruição será numa escala muito menor que a global, será regional. O grupo está numa região e ficou sabendo, seja por profecias, previsões astrológicas, científicas ou mágicas que em pouco tempo tudo se extinguirá. Talvez haja uma pequena possibilidade do grupo e das pessoas da região saiam dali e sobrevivam. Porém, está será uma tarefa árdua e cheia de empecilhos e contratempos.
Talvez o grupo precise descobrir um jeito de salvar a si e aos demais, talvez contratando mineradores para implantarem uma bomba num meteoro ou então fazerem um ritual (talvez profano) que gere uma proteção mágica sobre o local. O importante é que o grupo não poderá apenas ir embora (por isso não poderá ter acesso a meios de locomoção rápidos ou magia de teleporte e afins.
O intuito é o grupo decidir como lidará com “o fim do mundo” mesmo que seja de uma pequena região.
Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais:
Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.
Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!
Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!
Lançado enquanto Akira Toriyama ainda estava entre nós. Dragon Ball Super: Broly pode ser considerado como um remake do filme Dragon Ball Z: Broly – O Lendário Super Sayajin.
Até porque a premissa é praticamente a mesma: um filho e pai sobreviventes do genocídio de Freeza. Então eles aparecem e se opõem aos Guerreiros Z, que precisam enfrentar Broly: um prodígio entre os Sayajin que acaba despertando seu poder total.
Sobre o Filme (Pode conter spoilers!)
Dragon Ball Super: Broly não tenta ser muito complexo, o filme dá a origem do antagonista até que rápido e não demora muito para levar para o ápice e foco do filme: as batalhas.
A batalha de Goku e Vegeta contra Broly toma boa parte do filme (que já é curto, com suas 01h40). E é o ápice mesmo, muito bem coreografada e dá para notar a diferença entre os guerreiros Z e o Broly ficando mais fina a cada trocação de murro.
Não tem muito a falar sobre o filme. É um filme direto, que sabe para o que foi feito e executa muito bem, assista para ter um bom tempo vendo o que Dragon Ball tem de melhor; cenas de batalha.
Cenários e Sistemas
Uma mesa inspirada no filme também pode ser tão simples e direta quanto o filme. Existe uma ameaça ou promessa de ameaça que os personagens precisam enfrentar.
Sistemas que podem abraçar isso são sistemas de Super-Heróis, baseados em animes ou Alta Fantasia. Boa parte dos baseados em d20 (Pathfinder, D&D, T20, etc…), Feitiços & Maldições, 3DeT Victory, Anime 5e e Masks, Mutantes & Malfeitores, etc…
Não precisa ser, necessariamente, o próprio Broly, mas uma ameaça que durante o combate fica mais forte já seria interessante, crie um personagem próprio ou faça inspirado no próprio, faça uma ficha desafiadora e divirta-se!
Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais:
Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.
Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!
Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!