Dossiê das Singularidades – As Chaves da Torre – Sementes de Aventuras

Saudações rpgísticas a você que se aventura pelo mundo esquecido em busca de respostas ou de saídas. Como filósofo e um veterano das mesas de RPG, eu sempre me pego refletindo sobre a natureza da nossa existência através da memória.

O que somos nós senão um compilado frágil de lembranças, traumas e afetos? Em As Chaves da Torre, o apagamento existencial não é apenas um artifício mágico; é um fenômeno profundamente político. E é exatamente aqui, no epicentro dessa discussão, que o suplemento Dossiê das Singularidades brilha de forma absurdamente fantástica.

Lembro-me da primeira vez que joguei Final Fantasy VII e finalmente saí da opressiva cidade de Midgar para o vasto mapa-múndi. A sensação de escala mudou tudo. O Dossiê faz exatamente isso com o Mundo Esquecido e a Metrópole.

Escrito de forma genial no formato de arquivos burocráticos e confidenciais da Repartição, o livro evoca uma atmosfera angustiante e kafkiana. Ele nos mostra como o mal e o apagamento podem ser metodicamente catalogados, misturando a opressão fria do sistema — algo que quem joga Kuro ou Vampiro: A Máscara conhece bem — com a poesia amarga do realismo mágico brasileiro.

Como usar o Dossiê na sua mesa?

Na minha análise como narrador, meu maior conselho é: não encarem este suplemento apenas como um “Manual dos Monstros” tradicional. Ele é uma caixa de ferramentas existenciais modulares.

  1. Materialidade na Mesa (Handouts): Por ser escrito como relatórios oficiais da Repartição, o Dossiê é perfeito para virar prop físico. Imprima uma página, coloque em uma pasta parda e entregue aos jogadores. Deixe que eles sintam nas mãos o peso frio da burocracia que tenta apagar suas existências.

  2. Respiros e Contrastes: Você pode usar as 19 Singularidades para quebrar o ritmo de uma campanha. Intercale momentos de desespero nas ruas com a descoberta de locais absurdos e mágicos, forçando os Protagonistas a questionarem o que é real.

  3. Laboratório Filosófico: Cada entrada do Dossiê discute um aspecto da sociedade (desigualdade, gentrificação, apagamento cultural, exploração animal). Use esses locais não apenas para combates físicos, mas para embates morais. Faça os jogadores questionarem os próprios valores, assim como fazemos quando lemos Sandman ou assistimos a Death Note.

Para ilustrar o potencial absurdo desse material, prepararei 5 sementes de aventuras semi-roteirizadas. A ideia é pegar a essência filosófica dessas Singularidades e transformá-la em ganchos narrativos prontos para rolar na sua mesa agora mesmo. Peguem seus dados, seus cadernos de anotações e venham comigo para o Abismo!

Semente 1: O Roubo do Tíquete Dourado

A Singularidade Base: 14-B: A Lacuna Móvel “Éxodo”.

O Éxodo é um gigantesco e cintilante dirigível de alumínio polido que flutua silenciosamente pelos céus sujos do Mundo Esquecido. É o ápice da desigualdade:

Enquanto a maioria das pessoas que caíram no esquecimento luta por um teto e por migalhas de memória nas ruas lá embaixo, os passageiros dessa embarcação vivem um luxo que chega a ser ofensivo. O detalhe mais cruel? Os motores dessa máquina ostensiva são movidos à magia do próprio Oblívio.

Premissa:

Os Protagonistas (os personagens dos jogadores) são contatados por uma figura misteriosa dos subúrbios — talvez um Prisco (um espírito da natureza que perdeu seu habitat) ou um Zumbi sindicalista. O contratante descobriu que um poderoso Antevasin corporativo (uma espécie de mago burocrata e corrupto que lucra com o sistema) está a bordo do Éxodo. O alvo não é dinheiro.

O grupo precisa se infiltrar na embarcação, passar pelos bailes de gala e segurança de elite, e roubar os “Registros de Exaustão” — documentos que provam que os motores do Éxodo não estão apenas queimando magia solta, mas sugando ativamente as memórias felizes de um bairro inteiro lá embaixo para manter o champanhe gelado da elite.

Como Conduzir a Narrativa (Dicas para Mesas Iniciantes):

  • Ato 1: O Planejamento e o Contraste. Comece a sessão nas ruas espremidas e lamacentas da Metrópole. Faça os jogadores sentirem o frio e a fome. Quando o plano for apresentado, o objetivo é claro: entrar, pegar os documentos e sair. Para iniciantes, ter um objetivo nítido (roubar o item X no local Y) ajuda a focar a criatividade. Deixe-os bolar o plano: Vão entrar disfarçados de garçons? Vão se pendurar no casco do dirigível durante a decolagem?

  • Ato 2: A Infiltração. Ao entrarem no Éxodo, mude drasticamente a narração. Onde antes havia sujeira e barulho, agora há jazz suave, cheiro de perfume caro, tapetes aveludados e taças de cristal tilintando. O desafio aqui não é apenas bater em guardas, mas não pertencer. Os jogadores devem rolar testes para não serem notados, para manterem seus disfarces ou para hackear terminais mágicos sem disparar os alarmes da Repartição.

  • Ato 3: O Dilema Moral (O Clímax). Eles encontram o cofre do Antevasin e pegam os documentos. Mas, ao lado do arquivo, há uma válvula central do motor do dirigível. Se eles a destruírem, o Éxodo cairá, acabando com a farra daquela elite, mas matando centenas de pessoas a bordo (muitas delas apenas trabalhadores controlados pelo sistema). Se apenas fugirem com as provas, o sofrimento do bairro lá embaixo continuará até que a burocracia aceite o documento. O que eles fazem?

Dicas Para o Narrador:

Lembra quando eu falei sobre a invasão da Avalanche ao prédio da Shinra em Final Fantasy VII? É exatamente essa energia! Ou mesmo a tensão palpável de invadir um Elísio intocável e esnobe da Camarilla em Vampiro: A Máscara.

Do ponto de vista filosófico e social, o Éxodo é a materialização perfeita da luta de classes e do utilitarismo corrompido. Na filosofia utilitarista clássica, busca-se “o maior bem para o maior número de pessoas”. Mas a Torre perverte isso: o bem-estar extremo de poucos justifica o apagamento literal de muitos?

Ao colocar a válvula do motor na frente dos jogadores no final da aventura, você não está apenas testando as mecânicas das fichas deles; você está testando a ética do grupo. Para jogadores iniciantes, esse é o momento “virada de chave”, onde eles percebem que RPG não é só sobre rolar dados para atacar, mas sobre tomar decisões que pesam na alma de seus personagens. Até onde vai a moralidade quando você está lutando contra um sistema que oprime a sua própria existência? É lícito cometer um ato de terrorismo para parar uma máquina de moer gente?

Semente 2: O Peso do Capital Afetivo

A Singularidade Base: 21.500-7: Banco de Representações (A fachada do “Compro Ouro”).

Imagine aquelas lojinhas de “Compro Ouro” em ruas decadentes do centro da cidade. No Mundo Esquecido, uma dessas lojas é, na verdade, uma Singularidade da Repartição: um banco mágico e sinistro.

Aqui, os Esquecidos não penhoram joias; eles penhoram as suas “Representações” (objetos mágicos) e as suas memórias mais preciosas em troca de chaves (a moeda do jogo) ou favores. Quando a dívida não é paga, capangas conhecidos como Caçadores de Inadimplentes confiscam violentamente o que resta da essência da pessoa, e as memórias são leiloadas aos membros da Torre.

Premissa:

Os Protagonistas são procurados por um “Zumbi” — em As Chaves da Torre, um Zumbi não é um morto-vivo clássico de Resident Evil, mas sim um trabalhador tão exausto e alienado pelo sistema que perdeu grande parte da sua identidade, vivendo no automático. Este cliente, com lágrimas nos olhos cansados, revela que há meses penhorou a última memória nítida que tinha do seu falecido marido (um passeio na praia ao pôr do sol) para conseguir pagar o aluguer do mês.

O prazo expirou. A memória vai ser transferida para a Coleção Privada de um burocrata da Torre amanhã. Os jogadores precisam de entrar no Banco de Representações e roubar essa memória de volta antes que ela seja engolida pelo sistema para sempre.

Como Conduzir a Narrativa (Dicas para Mesas Iniciantes):

  • Ato 1: O Contrato e a Dor. A sessão deve começar de forma melancólica. Deixe o cliente Zumbi descrever a fragmentação da sua mente. Ele já não se lembra do som da voz do marido; ele sabe que o amava, mas o sentimento está a ser apagado. Para jogadores iniciantes, isto cria uma empatia imediata. O planeamento do assalto aqui não é sobre dinheiro, é sobre resgatar a humanidade de alguém.

  • Ato 2: O Labirinto da Burocracia Mágica (A Infiltração). Ao invadir a loja “Compro Ouro” durante a noite e aceder ao cofre mágico, a realidade distorce-se. O cofre não tem barras de ouro, mas sim prateleiras infinitas cheias de frascos brilhantes, fitas cassete flutuantes e espelhos que refletem momentos roubados. O desafio (no estilo stealth de Marvel’s Spider-Man ou Batman: Arkham) é desviar dos Caçadores de Inadimplentes que patrulham o local e dos sistemas de alarme que disparam “gatilhos emocionais” (armadilhas que infligem tristeza extrema em quem falhar num teste).

  • Ato 3: O Dilema do Frasco (O Clímax). Eles encontram a memória. No entanto, ela está conectada a um servidor mágico. Ao tentar retirá-la, os jogadores apercebem-se de uma verdade cruel: a memória está a ser usada como “bateria emocional” para aquecer o apartamento de luxo de uma família da Metrópole. Se eles a roubarem de volta para o Zumbi, os alarmes soarão e a família rica (que nem sabe a origem da sua magia) ficará no frio do Oblívio. Se a deixarem, o Zumbi esquecerá o seu amor para sempre. O que os Protagonistas escolhem?

Dicas para o Narrador:

Na minha análise, esta aventura é a personificação do conceito de “Fetichismo da Mercadoria” de Karl Marx, misturado com a estética onírica das barganhas em Sandman do Neil Gaiman.

O sistema transformou o próprio afeto numa commodity, num bem de consumo. Quando transformamos a saudade em mercadoria, o que resta da nossa alma? Como narrador, o objetivo aqui é fazer os jogadores sentirem o peso de cada rolamento de dados. Eles não estão a desarmar uma armadilha numa dungeon genérica; estão a navegar por uma biblioteca de existências mercantilizadas. Para iniciantes, este clímax é uma aula prática sobre como o RPG pode ser profundo: não há resposta certa, apenas consequências éticas num mundo desigual.

Semente 3: O Banquete da Resistência

A Singularidade Base: L3-82: Restaurante Imperial (Conhecido nas ruas como Cantina Girólamo).

Imagine uma cantina mágica que recusa fechar as portas, independentemente das ordens da Repartição. O espaço interior desafia a geometria, abrigando dezenas de mesas onde exilados, revolucionários, Priscos e Zumbis se reúnem para beber, comer pratos que sabem a memórias felizes de infância e, mais importante, para debater. É um farol de diversidade e de liberdade de expressão no meio da Metrópole cinzenta.

Premissa:

Os Protagonistas estão a descansar na Cantina Girólamo após uma missão exaustiva. O ambiente é quente e acolhedor. Subitamente, o dono do estabelecimento (uma figura enigmática que parece conhecer a dor de todos) recebe um aviso terrível: a Torre enviou um esquadrão de elite de “Apagadores” para selar a Singularidade e obliterar o restaurante da realidade desta vez para sempre. Os jogadores não têm poder de fogo para enfrentar os Apagadores sozinhos.

A única forma de salvar o refúgio é organizar uma barricada e realizar um ritual defensivo de memórias conjuntas. O problema? A cantina está cheia de fações que se odeiam. Eles precisam de convencer grupos teimosos — como a perigosa “Gangue do Chicletinho” (um grupo de crianças de rua com poderes estranhos) e os intelectuais cínicos dos subúrbios — a unirem-se antes que as portas sejam deitadas abaixo.

Como Conduzir a Narrativa (Dicas para Mesas Iniciantes):

  • Ato 1: O Aconchego antes da Tempestade. Comecea sessão focando nos sentidos. Como massoterapeuta, sei o quanto o toque e o conforto físico afetam a nossa mente. Descreva o cheiro da comida quente, o som das gargalhadas e o calor do espaço. Deixe os jogadores interpretarem o descanso dos seus personagens. Depois, quebre a paz com o soar dos alarmes e a chegada da notícia. O contraste causará um impacto emocional forte e imediato.

  • Ato 2: A Diplomacia das Trincheiras (O Desafio Social). Esta é a fase de investigação e persuasão, num ambiente contido. Em vez de explorarem uma masmorra, eles exploram as mesas do restaurante. Cada grupo tem a sua própria exigência para ajudar na barricada. A Gangue do Chicletinho pode querer um Artefato como pagamento; os intelectuais podem exigir um debate filosófico bem-sucedido para provar que vale a pena lutar. Faça os jogadores rolarem testes sociais, argumentarem e fazerem alianças improváveis.

  • Ato 3: O Cerco (O Clímax). As forças da Repartição começam a bater à porta. É um momento de tensão ao estilo “Tower Defense“. Os jogadores usam os aliados que conseguiram no Ato 2 para repelir as investidas, enquanto protegem o centro da cantina onde a magia de proteção está a ser canalizada. É uma batalha onde as defesas são feitas de cadeiras empilhadas, magia caótica e, acima de tudo, companheirismo.

Dicas para o Narrador:

Esta semente respira a energia revolucionária dos salões Brujah de Vampiro: A Máscara e transborda a genialidade anárquica de V de Vingança de Alan Moore.

O foco existencial aqui é a filosofia da linguagem e da ação comunicativa. Num sistema totalitário que apaga existências (como o de As Chaves da Torre), o simples ato de partilhar uma refeição e ter um debate livre é um crime de insubordinação gravíssimo. Censurar a Cantina Girólamo é o equivalente a queimar livros ou silenciar podcasts.

Ao narrar isto para iniciantes, o objetivo é mostrar que em RPGs a lábia e a empatia podem salvar mais vidas do que a força bruta. Você estará a questionar os sues jogadores: conseguem colocar as suas diferenças de lado e dialogar quando o fascismo bate à porta?

Semente 4: A Fúria do Frio Primordial

A Singularidade Base: JA-UO: Neve de Verão.

Imagine um resort de ultra-luxo chamado “Ipê Branco”, construído de forma completamente criminosa sobre uma área de restinga (aquela vegetação costeira fundamental para as praias). De repente, num cenário tropical, uma nevasca mágica e impossível congela tudo. Um iceberg colossal desponta no mar, e o resort é tomado por Priscos glaciais liderados por Pengú, um pinguim-imperador de três metros de altura que assumiu a gerência do lugar na base do bico e do gelo.

Premissa:

A Repartição perdeu completamente o controle da região. Os Protagonistas são enviados (ou acabam caindo lá por acidente) com a missão de resgatar alguns “hóspedes” importantes da Torre que ficaram presos nas suítes presidenciais do resort congelado. Porém, ao chegarem, descobrem que Pengú e seus seguidores não são meros monstros irracionais: eles são refugiados de um habitat apagado pela Metrópole. O iceberg no mar não é gelo comum; é a materialização da “Memória da Era Glacial”, um núcleo de poder ancestral que os Priscos ativaram para congelar e purificar a corrupção do Ipê Branco. O problema? O feitiço está saindo do controle e o gelo vai engolir os subúrbios esquecidos nos arredores se ninguém intervir.

Como Conduzir a Narrativa (Dicas para Mesas Iniciantes):

  • Ato 1: O Choque Térmico (A Exploração). A sessão começa na praia. O contraste visual é fortíssimo para jogadores iniciantes: coqueiros petrificados em gelo, areia coberta de geada e o silêncio mortal de um frio antártico em um local que deveria ser ensolarado. Faça os jogadores lidarem com o ambiente como se fosse um inimigo. O frio extremo drena a Força de Vontade e a vida. Eles precisam improvisar roupas, encontrar fontes de calor e se esgueirar pelos saguões do resort (estilo a tensão opressiva do primeiro Resident Evil), evitando patrulhas de focas-leopardo mágicas.

  • Ato 2: A Corte do Imperador (O Encontro Social). Ao invés de uma batalha clássica contra o “chefão”, os Protagonistas são capturados (ou pedem uma audiência) e levados até Pengú. Aqui o roleplay brilha: Pengú é articulado, orgulhoso e profundamente amargurado. Ele joga na mesa as plantas arquitetônicas do resort, provando que as fundações do prédio usam magia burocrática para drenar a energia vital da restinga só para aquecer as piscinas da elite. O ultimato dele é simples: peguem os humanos e sumam, ou morram congelados com o prédio.

  • Ato 3: O Coração do Iceberg (O Clímax). O núcleo mágico no iceberg está instável e ameaça congelar inocentes nos bairros vizinhos. Os jogadores precisam ir até lá para estabilizá-lo. O dilema moral estala na mesa: eles podem destruir o núcleo, salvando os burocratas da Torre e os subúrbios, mas condenando os Priscos a perderem seu último refúgio; ou podem recalibrar o núcleo, destruindo o resort de vez (com os engravatados lá dentro), validando a vingança da natureza.

Dicas para o Narrador:

Como filósofo, eu gosto muito de trazer o pensador Hans Jonas e seu livro O Princípio da Responsabilidade para esse tipo de mesa. Ele argumenta que a humanidade tem o dever ético de garantir a existência da natureza para as gerações futuras, porque o nosso poder tecnológico se tornou uma força de destruição planetária.

Nesta aventura, o resort é a pura húbris humana (a nossa arrogância desmedida). Quando você for narrar isso, mostre que o eco-terrorismo de Pengú nasce do desespero do apagamento. É a fúria cega de quem teve a própria casa destruída.

Você vai obrigar a sua mesa a debater: a justiça climática e espiritual justifica medidas extremas? Quem é o verdadeiro monstro: o pinguim gigante que congelou o prédio, ou o burocrata de terno que assinou a ordem para destruir a floresta e construir o resort?

Semente 5: Os Ecos do Castigo

A Singularidade Base: Série 30X Nº20:30: Provérbios 20:30.

Esse é o nome burocrático para a Penitenciária de São Judas, um local de horror esquecido. Aqui atua um grupo de extermínio e tortura chamado “O Batalhão”, composto por agentes corrompidos que utilizam a magia da Repartição para agir com total impunidade. O desespero dos prisioneiros é tão grande que as próprias paredes da penitenciária sangram e o trauma ganha forma física, prendendo todos em um loop de violência institucional interminável.

A Premissa Detalhada:

Os Protagonistas são abordados por uma mãe desesperada nos subúrbios. O seu filho, um jovem inocente que apenas tentava organizar um protesto pacífico na Metrópole, foi “apagado” pelas autoridades e jogado na Penitenciária de São Judas. Ele não tem Chaves para pagar a sua saída e está sendo usado como “combustível de dor” para os rituais do Batalhão. O grupo tem uma missão de extração: invadir esse panóptico dantesco, encontrar o rapaz nas masmorras mágicas e tirá-lo de lá antes que a sua alma seja completamente obliterada pelo sistema prisional.

Como Conduzir a Narrativa (Dicas para Mesas Iniciantes):

  • Ato 1: O Peso dos Portões (A Atmosfera). Comece a sessão focando no horror psicológico. Quando os jogadores se aproximam da prisão, o ar fica rarefeito, a luz do sol parece não alcançar o prédio e ouvem-se ecos de correntes e lamentos intermináveis. Para iniciantes, é vital estabelecer que esse não é um local para combate aberto e despropositado. Se tentarem peitar o Batalhão na porta da frente, vão morrer. Eles precisam de furtividade, de entrar pelos esgotos ou falsificar documentos de transferência da Repartição.

  • Ato 2: O Labirinto do Trauma (O Desafio de Sobrevivência). Lá dentro, a geometria da prisão não faz sentido — corredores que se alongam para sempre, celas que espelham os piores medos de quem olha para dentro. Os guardas do Batalhão patrulham, mas o verdadeiro perigo são os “Ecos”, manifestações físicas de prisioneiros torturados. Os jogadores não devem atacá-los; devem usar empatia ou magia de conforto para acalmar os Ecos e abrir caminho. É uma infiltração onde a compaixão é a sua melhor ferramenta de stealth.

  • Ato 3: A Quebra do Loop (O Clímax). Eles encontram o jovem no centro prisional, ligado a um dispositivo macabro que drena as suas memórias para alimentar as armas do Comandante do Batalhão. O combate final aqui é inevitável. Mas o objetivo principal não é apenas derrotar o Comandante: é destruir a máquina e libertar os Ecos presos na sala. Ao fazer isso, a própria prisão entra em colapso espiritual, forçando os Protagonistas a uma fuga alucinante enquanto o prédio vomita a corrupção acumulada durante anos.

Dicas para o Narrador:

Voltando a Foucault, a ideia do Panóptico — a prisão perfeita onde o prisioneiro sente que está sempre sendo vigiado, mesmo que não esteja — é essencial aqui. A Penitenciária de São Judas é a materialização do punitivismo desmedido e da brutalidade policial do nosso próprio mundo real.

Atenção: Por causa da temática pesada (violência institucional, tortura), é obrigatório o uso de Ferramentas de Segurança na sua mesa. O objetivo desta aventura não é traumatizar os jogadores, mas oferecer uma catarse.

Para jogadores iniciantes (e veteranos), dar a eles a oportunidade de invadir um bastião do fascismo, quebrar a cara de torturadores impunes e salvar um inocente do corredor da morte é uma das experiências mais empoderadoras que o RPG pode proporcionar. Vocês vão debater: qual é o limite da violência quando se combate a própria violência de Estado?

Conclusão: O Abismo Olha de Volta, mas a Gente Pisca para Ele

Nós passamos por dirigíveis de luxo movidos a Oblívio, bancos que mercantilizam memórias, cantinas revolucionárias, resorts congelados pela fúria da natureza e prisões que são a encarnação do panóptico de Foucault. Como filósofo, eu não poderia estar mais empolgado com o que construímos aqui. Afinal, a filosofia não deve ficar presa em torres de marfim acadêmicas — ela deve ir para a mesa de jogo, sujar as mãos de graxa, rolar dados e lutar contra a opressão.

O grande trunfo de As Chaves da Torre e desse suplemento magistral é nos lembrar de que a memória é o nosso maior ato de rebeldia. Em um mundo real onde a gentrificação, a desigualdade e o apagamento cultural são forças diárias, o RPG se torna uma ferramenta de simulação social e empatia.

Quando jogamos Vampiro: A Máscara, lidamos com a Besta interior. Quando jogamos um JRPG épico como Final Fantasy VII ou Tales of Vesperia, lutamos contra impérios para salvar o amanhã. Mas em As Chaves da Torre, nós lutamos para salvar o ontem. Lutamos pelo direito de existir e de sermos lembrados. As cinco sementes que criei são exatamente sobre isso: pegar o realismo mágico e usá-lo como um megafone para as nossas próprias angústias e esperanças.

As Dicas de Ouro para a sua Mesa

Para garantir que essa experiência seja inesquecível e saudável para você e seus jogadores, separei três conselhos práticos, unindo a minha visão de narrador com a minha vivência na massoterapia e nas terapias integrativas:

1. A Catarse é o Objetivo, não o Trauma (Usem Ferramentas de Segurança)

Os temas do Dossiê das Singularidades são pesados. Estamos falando de apagamento, violência de Estado e luto. Nunca, em hipótese alguma, rode essas aventuras sem conversar com seus jogadores antes (a famosa Sessão Zero) e sem ferramentas como o Cartão X ou Linhas e Véus. O objetivo do horror pessoal e social no RPG é a catarse — a purificação através da superação do medo, como Aristóteles já dizia. A mesa deve ser um local seguro para explorar ideias perigosas, e não o contrário.

2. O Respiro é Tão Importante Quanto o Sufoco

Na massoterapia, a gente sabe que um músculo não pode ficar tensionado o tempo todo, senão ele rompe. Na narrativa, é a mesma coisa. Se você colocar apenas opressão e tristeza na sua crônica, a mesa vai se esgotar (o famoso burnout emocional). Lembre-se das salas de save de Resident Evil ou dos acampamentos em Dragon Quest XI. Permita que os Protagonistas tenham momentos de alegria, de partilhar uma refeição na Cantina Girólamo, de dar risada de uma falha crítica engraçada. O contraste da luz é o que faz a sombra da Torre parecer tão assustadora.

3. Traga o Físico para o Mágico (Desperte os Sentidos)

Nossas memórias são profundamente sensoriais. Como terapeuta, vejo como o corpo guarda histórias. Quando for narrar as Singularidades, não descreva apenas o que os jogadores veem. Descreva o cheiro de ozônio e ferrugem nos corredores do Éxodo; o frio cortante do iceberg que faz os ossos doerem; a textura do papel molhado dos documentos da Repartição. O realismo mágico funciona melhor quando está ancorado em sensações físicas palpáveis. Faça seus jogadores sentirem o Mundo Esquecido.

E é isso, meus querido Rpgista! Espero que esse mergulho no Dossiê das Singularidades inspire você a criar campanhas profundas, questionadoras e, acima de tudo, divertidíssimas. O RPG nacional está vivendo uma era de ouro, e obras como As Chaves da Torre provam que nós temos muito a dizer.

Não deixe de comentar o que achou, se vai usar alguma dessas sementes ou se teve outras ideias loucas lendo o Dossiê! Um abraço gigantesco, rolamentos críticos para todos e que as nossas memórias nunca sejam apagadas!


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Banco de dados do Animus: Ideias de Aventura para ACRPG!!

Assassin’s Creed já é uma franquia consolidada a um ponto que talvez não seja mais preciso apresentações. Com uma franquia de quase 20 anos, o primeiro jogo lançado em 2007 nos apresentou um mundo intricado de tramas envolvendo a guerra basicamente eterna entre os Templários e a Ordem dos Assassinos.

Somos colocados na pele de inúmeros descendentes de assassinos que através de uma tecnologia inovadora, conseguem acessar e experienciar as memórias de seus antepassados, na esperança de descobrir segredos para a vitória nesta guerra que ainda ocorre no presente.

Nos últimos anos, esse vasto universo ganhou um rpg de mesa na forma de Assassin’s Creed RPG, com um sistema dinâmico para contar suas histórias nesse rico universo, que foi trazido no Brasil pela grande Capycat Games e hoje trago a vocês 6 ideias de períodos históricos e aventuras que o Mestre pode usar em suas mesas!!!

Aventura 1: Sob o império cruel

No meio do Reino da Polônia em 1031, Besprim, o filho mais velho de Boeslau, O Bravo, é um Templário de baixa patente que comanda o reino com crueldade e mão de ferro. Isso enquanto organiza buscas metódicas na área por um antigo artefato: A Caixa de Pandora.

Um antigo artefato cobiçado pela alta cúpula da ordem. Mas com a falta de “finesse” do regente, rapidamente seus esforços se tornam públicos a Ordem dos Assassinos, que envia um grupo na esperança de impedir que o artefato caia em mãos erradas.

Aventura 2: A Jornada por Z

Brasil, no meio da Guerra do Paraguaí, um dos oficiais brasileiros se revela um Templário, e o braço sul-americano da Irmandade, interceptando um de seus contatos. Assim, descobre que ele está com o mapa de uma antiga cidade feita de ouro localizada no meio da Floresta Amazônica, com o informante apenas se referindo à localidade como “Z”…

Aventura 3: A Jornada do Oeste

No meio da Dinastia Ming, a Irmandade descobre que um Templário infiltrado como um estrangeiro na corte está tentando conseguir ativar um antigo e poderoso artefato bem no centro da Cidade Proibida.

Aventura 4: O Infinito de Ganesha

Na Índia, no século VI, à beira da queda do Império Gupta, inúmeros soldados hunos são enviados para proteger uma região completamente remota, que, segundo espiões da Irmandade, pode estar relacionada com uma possível localização de um Artefato do Éden.

Aventura 5: No meio do Inferno

O ano é 1918, a 1ª Guerra caminha para o seu final, e toda a brutalidade da mesma atinge seu ápice. E no meio das Terras de Ninguém, um grupo de soldados estadunidenses se vê tendo que completar a missão de um Assassino morto. A missão dele era entregar documentos que poderiam acabar com a guerra, mas com um pequeno empecilho. Eles devem atravessar as trincheiras, os tanques alemães, e chegar até Berlim, o coração do Império Alemão!!

Aventura 6: O Vale da Morte

Quatro irmãos assassinos se veem tendo que fugir da Espanha em razão da Inquisição em 1491. Entretanto, antes, eles devem descobrir, a mando da Ordem, o que parece ser uma antiga conspiração envolvendo a Igreja Católica. Essa investigação parece levar até a crucificação de Jesus Cristo, que parece de alguma forma, ligada aos Artefatos do Éden…


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Autor: Júlio César.

Steal This Album! (Parte 2) – System of a Down – Quimera de Aventuras

Esta é a segunda parte do Quimera de Aventuras em que falamos do álbum Steal This Album!, terceiro álbum da banda de heavy metal norte americana System of a Down. Lançado em 26 de Novembro de 2002, pela American Recordings e pela Columbia Records.

Sobre o Álbum

No início de 2002, uma versão de média qualidade em MP3 do álbum foi lançado na internet com o nome de Toxicity II. A banda fez um pronunciamento expressando desapontamento com os fãs que estava ouvindo material não finalizado, e trabalharam para lançar uma versão em alta qualidade do álbum, que se tornou Steal This Album!

Apesar de muitos chamaram o álbum de uma coletânea de “B-Sides” e de músicas que não saíram no álbum Toxicity, tanto o vocalista Serj quanto o baterista John Dolmayan consideram esse o álbum favorito deles.

Nossa Visão sobre o Álbum

Steal This Album é um dos álbuns com duas das minhas músicas favoritas de System of a Down:3 Boom! I-E-A-I-A-I-O. São duas músicas muito pesadas (como o álbum inteiro), Boom me surpreende pela maneira que fala sobre as quedas de bombas no Iraque, mas que hoje pode ser usado para diversos outros conflitos, como Israel e Palestina. System segue agressivo, crítico e cínico aos problemas que o mundo vê, em instrumentais brutais e letras que arrancam a alma.

Quimera de Aventuras

Nessa seção, vamos dar ideias para mesas usando o musical como referência!

Cenários e Sistemas

Nos ganchos baseados nas músicas abaixo, usaremos muitos tempos de fantasia medieval, mas tentaremos dar outros exemplos baseados em outros cenários. E muitos vão ter temas de guerra porque é algo recorrente nas músicas deste álbum. Então fique a vontade, adapte e use como quiser!

Partes das Aventuras baseadas nas músicas

36

Os personagens são presos dentro de um mundo de bolso de um vilão, que pretende usá-los como seus brinquedos em jogos insanos. O objetivo deles é sair daquela desgraça.

Pictures

Os personagens são contratados para resgatar um soldado que teve um episodio de surto, dizendo que viu “imagens em sua cabeça”. Acreditando que se trata de demônios, na verdade são traumas da última guerra que participou.

Highway Song

Os personagens encontram um monstro na estrada de uma cidade para outra. O monstro parece confuso, sem entender o porque existe ou para onde deve ir. Se não destruírem o monstro, ele pede ajuda para entender seu destino.

Fuck The System

Os personagens recebem um pedido de ajuda de um grupo revolucionário para derrubar um governo tirano que os tem censurado. Uma guerra começará entre os revolucionários e o governo corrupto.

Ego Brain

Os jogadores encontram uma vila cheia de pessoas cabisbaixas, murmurando pelos cantos. A vila está sob um encanto que os faz sempre focarem em seus próprios defeitos, ao encontrar o feiticeiro que está por trás disto, ele tem a forma de um enorme cérebro dentro de uma jarra, e se alimenta das emoções negativas dos membros do vilarejo.

Thetawaves

Os jogadores são perseguidos por um Beholder que observa seus movimentos e tem olhos em todas as vilas que estão, usando o que fizeram em suas outras aventuras contra eles. O combate final contra o Beholder também junta diversas fraquezas observadas por ele durante as últimas aventuras.

Roulette

Os personagens recebem um pedidos de ajuda a princípio simples, um pretendente que quer ajuda para conquistar sua amada. O problema que a sua amada é uma entidade primordial disfarçada de princesa.

 Streamline (ALERTA DE GATILHO – SUÍCIDIO)

Os personagens recebem um pedido de ajuda de um nobre, para chegar a uma masmorra antiga. Os personagens não sabem, mas a masmorra tem um item que permite conversar com os mortos, ele quer rever seu amigo que se suicidou recentemente, e pedir desculpa por não estar lá por ele.


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Texto: Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Dinossauros – Quimera de Aventuras

E aí pessoal, tranquilos? O Quimera de hoje é sobre um anúncio que muito me agradaria quando criança (e que fez isso com meu primogênito). A Netflix transmitirá um documentário com Steven Spielberg e Morgan Freeman sobre dinossauros. As imagens estão muito boas e o trailer parece demonstrar uma produção muito bem feita e condizente com as teorias mais aceitas atualmente.

Portanto, trarei algumas ideias de aventuras com dinossauros, bem como as grandes extinções em massa (3 das 5 grandes) que moldaram essas fantásticas criaturas.

Quimera de Aventuras

Os “terríveis” lagartos

Esta aventura é mais pertinente para RPGs ao estilo capa e feitiçaria. Os aventureiros estão, por algum motivo, momentaneamente presos numa vila nos ermos. A sugestão é que a vila é muito distante de qual grande centro e é o lugar mais seguro para se estar durante o inverno que se aproxima.

O grupo deverá ajudar os habitantes da vila a lidarem com os preparativos pré-inverno. Para isso terão que ajudar na caça das últimas manadas de dinossauros, procurar ervas curativas para os doentes da vila e decidir o que fazer com um pequeno filhote saurópode que se perdeu da manada e parou na vila.

Haverá vários outros pequenos trabalhos, como estes. Em todos, porém, deverão proteger a vila e evitar serem pegos por um pequeno bando de tiranossauros adolescentes.

Terra Oca

No século 17, em pleno Iluminismo, a teoria da Terra Oca encontrava espaço no meio científico. Logo depois foi refutada, mas ganhou espaço na literatura fantástica com o livro A Viagem ao Centro da Terra de Júlio Verne.

Aqui, o grupo estará em busca de um estudioso perdido. Pode ser que o lugar de busca seja uma floresta, um deserto gelado ou um caverna desértica. O importante que o lugar tem uma passagem que levará o grupo até a Terra Oca onde encontrarão o estudioso desaparecido e muitos, mas muitos dinossauros. Inclusive com possibilidade de evoluções que não teriam ocorrido na vida real.

Além de encontrarem o estudioso e sobreviverem aos dinossauros, terão que encontrar um caminho para casa.

Vale da estranheza

O grupo aparece num grande vale ovalado recheado de dinossauros agressivos. A forma como o grupo surge no local depende do sistema, pode ser a queda de um avião, uma magia que deu errado, o resultado de terem mexido naquele círculo estranho dos cultistas, etc.

A questão é que a flora e fauna local são diferentes de qualquer coisa que os personagens conheçam. E mesmo quem souber sobre dinossauros ou criaturas do tipo, não reconhecerá uma única espécie. Os dinossauros daqui são astutos, deformados e muito agressivos. Podem ser resultados de experimentos científicos, mágicos, alienígenas  ou da corrupção em virtude do contato com um Grande Antigo.

O importante é que os personagens terão que sobreviver a este local mortífero e descobrir uma maneira de sair deste vale. Pois, até mesmo a paisagem, parece ser estranha e retorcida da realidade. E, talvez, tudo não passe de um experimento maluco e que não haja saída alguma desse terror…

As Grandes Catástrofes

Como disse acima, os dinossauros são marcados por três das cinco maiores extinções em massa que o planeta já presenciou. A Grande morte, onde 96% da vida marinha e cerca de 70% da vida terrestre desapareceram durante a transição do Permiano para o Triássico. Período no qual os dinossauros surgiriam em meio a muitas formas de vida exóticas e bizarras.

Do Triássico para Jurássico também houve uma grande extinção em massa, a qual abriu caminho para que, enfim, os dinossauros reinassem em quase todos os nichos ecológicos. E, por fim, a mais famosa extinção em massa, a qual pôs fim aos dinossauros com um enorme meteoro caindo em suas cabeças.

Para esta ideia, a destruição será numa escala muito menor que a global, será regional. O grupo está numa região e ficou sabendo, seja por profecias, previsões astrológicas, científicas ou mágicas que em pouco tempo tudo se extinguirá. Talvez haja uma pequena possibilidade do grupo e das pessoas da região saiam dali e sobrevivam. Porém, está será uma tarefa árdua e cheia de empecilhos e contratempos.

Talvez o grupo precise descobrir um jeito de salvar a si e aos demais, talvez contratando mineradores para implantarem uma bomba num meteoro ou então fazerem um ritual (talvez profano) que gere uma proteção mágica sobre o local. O importante é que o grupo não poderá apenas ir embora (por isso não poderá ter acesso a meios de locomoção rápidos ou magia de teleporte e afins.

O intuito é o grupo decidir como lidará com “o fim do mundo” mesmo que seja de uma pequena região.


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Dragon Ball Super: Broly – Quimera de Aventuras

Lançado enquanto Akira Toriyama ainda estava entre nós. Dragon Ball Super: Broly pode ser considerado como um remake do filme Dragon Ball Z: Broly – O Lendário Super Sayajin.

Até porque a premissa é praticamente a mesma: um filho e pai sobreviventes do genocídio de Freeza. Então eles aparecem e se opõem aos Guerreiros Z, que precisam enfrentar Broly: um prodígio entre os Sayajin que acaba despertando seu poder total.

Sobre o Filme (Pode conter spoilers!)

Dragon Ball Super: Broly não tenta ser muito complexo, o filme dá a origem do antagonista até que rápido e não demora muito para levar para o ápice e foco do filme: as batalhas.

A batalha de Goku e Vegeta contra Broly toma boa parte do filme (que já é curto, com suas 01h40). E é o ápice mesmo, muito bem coreografada e dá para notar a diferença entre os guerreiros Z e o Broly ficando mais fina a cada trocação de murro.

Não tem muito a falar sobre o filme. É um filme direto, que sabe para o que foi feito e executa muito bem, assista para ter um bom tempo vendo o que Dragon Ball tem de melhor; cenas de batalha.

Cenários e Sistemas

Uma mesa inspirada no filme também pode ser tão simples e direta quanto o filme. Existe uma ameaça ou promessa de ameaça que os personagens precisam enfrentar.

Sistemas que podem abraçar isso são sistemas de Super-Heróis, baseados em animes ou Alta Fantasia. Boa parte dos baseados em d20 (Pathfinder, D&D, T20, etc…), Feitiços & Maldições, 3DeT Victory, Anime 5e e Masks, Mutantes & Malfeitores, etc…

Não precisa ser, necessariamente, o próprio Broly, mas uma ameaça que durante o combate fica mais forte já seria interessante, crie um personagem próprio ou faça inspirado no próprio, faça uma ficha desafiadora e divirta-se!


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Texto: Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Duna – Aventuras baseadas nas Motivações

O universo de Duna é profundamente enraizado em valores e Motivações que levam os personagens a suas decisões que podem mudar os rumos de sistemas estelares inteiros. Utilizar as principais Motivações dos personagens dos jogadores como elemento-guia para as aventuras pode ser uma estratégia de sucesso. Para obter esta obra adaptada em RPG, clique aqui para baixar o Fast Play gratuito no site da RetroPunk ou aqui para comprar o livro completo usando o cupom MovimentoEmArrakis, que dá 10% de desconto! Conheça outras ideias de aventuras para Duna e outros cenários clicando aqui!

Dever + Fé

Quando um santuário ancestral dos Fremen é profanado por agentes desconhecidos, a Casa dos personagens encomenda uma investigação discreta para preservar alianças delicadas no deserto. Ao seguirem rastros que se estendem para além das dunas, os personagens precisam equilibrar o Dever para com sua Casa com a nos símbolos e tradições que encontram pelo caminho. No confronto final, eles descobrem que restaurar o santuário não exige apenas força, mas a capacidade de decidir o que realmente merece sua lealdade espiritual.

Dever + Justiça

Quando uma pequena aldeia Fremen acusa soldados de uma Casa rival de executar civis inocentes, os personagens são enviados para apurar a verdade antes que a tensão escale para guerra aberta. Seu Dever exige neutralidade e diplomacia, mas a Justiça pede que os culpados sejam punidos, independentemente de posição política. Ao descobrirem provas comprometedoras, os personagens precisam decidir entre seguir a ordem oficial ou revelar o crime e mudar o destino de toda uma região.

Dever + Poder

Uma mudança súbita na hierarquia imperial abre uma disputa silenciosa entre duas Grandes Casas, e a Casa dos personagens vê uma rara chance de expandir sua influência. O Dever exige preservar a estabilidade e cumprir instruções rígidas, mas o desejo de Poder sugere manobras ousadas e alianças arriscadas. A missão culmina em um encontro tenso, onde uma decisão estratégica pode elevar a Casa… ou condená-la.

Dever + Verdade

Mensagens cifradas indicam que alguém dentro da própria Casa está sabotando carregamentos críticos de especiaria, colocando todos em risco. Cumprir o Dever exige proteger a Casa a qualquer custo, mas buscar a Verdade pode expor segredos que alguns preferem manter enterrados. Ao confrontar o traidor, os personagens devem escolher entre a lealdade e a revelação que pode redefinir o futuro da Casa.

Fé + Justiça

Uma ordem religiosa menor afirma que uma visão profética indica que um nobre inimigo deve ser punido por crimes ocultos, e os personagens são enviados para verificar a legitimidade da acusação. A atrai os personagens para mistérios espirituais e sinais desertinos, enquanto a Justiça exige evidências concretas. Quando descobrem que ambos os caminhos se chocam, precisam decidir qual verdade deve prevalecer.

Fé + Poder

Um líder carismático dos Fremen começa a reunir seguidores com promessas de libertação e domínio do deserto, ameaçando a balança política da região. Enquanto a dos personagens pode ser inspirada por sua visão, a busca por Poder da Casa exige que controlem ou redirecionem esse movimento antes que se torne uma rebelião. No ápice da trama, eles precisam escolher entre apoiar o profeta ou sufocar sua ascensão.

Fé + Verdade

Relatos de uma relíquia sagrada perdida no deserto atraem os personagens, que veem na missão tanto um chamado espiritual quanto uma oportunidade de desvendar um fragmento esquecido da história. Conforme seguem pistas antigas, a os guia por caminhos que desafiam a lógica, enquanto a Verdade revela conexões perigosas entre Casas rivais. Ao encontrarem a relíquia, eles devem decidir o que fazer com um artefato cuja revelação pode transformar crenças e alianças.

Justiça + Poder

Um magistrado imperial corrupto manipula julgamentos para favorecer uma Casa concorrente, criando revolta entre as comunidades locais. A Justiça pede que os personagens desmascarem o esquema, mas o jogo de Poder incentiva usarem as informações para fortalecer sua própria Casa. Quando o magistrado é confrontado, surge a chance rara de reescrever a política regional com um único golpe bem calculado.

Justiça + Verdade

Documentos secretos revelam que um massacre atribuído aos Fremen foi, na verdade, uma operação clandestina de agentes externos interessados em gerar conflito. Buscar a Justiça significa expor os culpados, enquanto a Verdade pode desestabilizar alianças frágeis e reacender antigas rivalidades. No momento final, os personagens precisam decidir se a paz vale mais que a revelação completa.

Poder + Verdade

Uma tecnologia proibida ressurge no mercado negro, capaz de alterar o equilíbrio político entre diversas Casas. A busca pelo Poder incentiva os personagens a obter controle da tecnologia, enquanto a Verdade revela implicações éticas e históricas sombrias sobre sua criação. No desfecho, eles enfrentam a escolha entre destruir o artefato ou usá-lo para ascender — e pagar o preço.

Com estas dez ideias de aventuras inspiradas em Motivações, seus personagens têm grandes oportunidades para utilizar o melhor de todos os personagens dos jogadores. Assim, as aventuras deixam de ser apenas desafios de habilidades mas também oportunidades para desafiar as Motivações e valores destes personagens!


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Skyfall RPG – Ideias de Aventuras

Para muitos mestres e jogadores, escolher a próxima aventura pode ser tão desafiador quanto enfrentar uma criatura das Quedas. Entre campanhas longas, one-shots e materiais suplementares, é comum surgir a dúvida: quais aventuras realmente mostram o melhor do sistema e do cenário?

Pensando nisso, reuni aqui algumas recomendações de aventuras oficiais de Skyfall RPG, da editora CapyCat Games, todas presentes no Códex de Aventuras. Cada uma delas explora propostas narrativas distintas e demonstra como o sistema consegue transitar entre mistério, horror social e conflito em larga escala.

Se você busca aventuras bem estruturadas, com identidade forte e ideias que vão além do combate direto, estas opções são um excelente ponto de partida.

Aquilo que o Mar Esconde (Nível 4)

Ambientada durante um festival em uma ilha de Opath, Aquilo que o Mar Esconde coloca os personagens no centro de celebrações, tradições locais e grande circulação de pessoas. Enquanto a ilha festeja, uma situação delicada exige investigação cuidadosa e discrição absoluta.

Os personagens precisam agir em um ambiente onde tudo parece público, mas as informações mais importantes surgem apenas em conversas indiretas, comportamentos suspeitos e áreas fora do alcance dos visitantes comuns. A aventura incentiva interação social, observação atenta e exploração gradual.

O clima gira em torno da suspeita contida. Não existe um inimigo evidente, e decisões impulsivas podem gerar consequências inesperadas. O grande mérito da aventura está nesse equilíbrio entre manter aparências e avançar na investigação.

Aquilo que o Mar Esconde destaca como Skyfall constrói conflitos baseados em silêncio, tradição e omissão. É uma escolha ideal para grupos que apreciam mistério, tensão social e decisões calculadas.

O Culto da Felicidade (Nível 6)

Em O Culto da Felicidade, os personagens chegam a uma comunidade conhecida por sua organização exemplar e discurso constante de bem-estar coletivo. Em vez de um conflito imediato, a aventura propõe convivência.

Durante quatro dias, o grupo acompanha a rotina local, participa de eventos e observa interações que se repetem de forma quase mecânica. Cada dia apresenta situações simples à primeira vista, mas que, juntas, exigem atenção e interpretação cuidadosa.

A tensão não surge de ataques ou perseguições, mas da percepção gradual de padrões estranhos. As escolhas dos personagens — quando questionar, quando se calar e quando agir — moldam o rumo da narrativa.

Essa aventura se destaca pelo desconforto narrativo e pelo foco em interpretação. Ela recompensa grupos atentos e engajados. O Culto da Felicidade mostra como Skyfall trabalha horror social e controle de maneira sutil, sem soluções óbvias ou imediatas.

A Queda da Desolação (Nível 10)

A Queda da Desolação leva os personagens a uma região profundamente marcada pelas Quedas. Ruína, conflito e interesses estratégicos se misturam desde o primeiro momento, estabelecendo um tom pesado e opressivo.

A progressão pela Desolação envolve exploração de áreas degradadas, confrontos intensos e contato direto com os efeitos da corrupção arcana e do progresso descontrolado. Aqui, a urgência nunca desaparece. Os recursos se esgotam, o desgaste se acumula e cada decisão carrega peso real.

Diferente das outras aventuras, esta funciona como um divisor de águas para campanhas mais longas. Seu maior atrativo está na escala e no impacto narrativo.

A Queda da Desolação reforça o tom trágico do cenário e evidencia, de forma concreta, o preço que Opath paga por seus conflitos e escolhas.

O que mais tem no Códex de Aventuras?

Essas três aventuras representam apenas uma parte do conteúdo disponível no Códex de Aventuras. O livro reúne 12 aventuras, cobrindo todos os níveis do sistema de Skyfall RPG.

Além das histórias, o material traz artes, fichas de novos monstros e propostas narrativas que facilitam tanto a vida do mestre quanto a entrada de novos jogadores no cenário. Para quem ainda não está familiarizado com o sistema, o códex funciona como uma excelente porta de entrada.


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Através dos Percursos Temporais – Quimera de Aventuras

E aí pessoal, tranquilos? Estamos quase finalizando as Quimera de Aventuras baseadas nas expansões de Hearthstone (jogo de cartas da Blizzard no universo de Warcraft). Portanto, esta será o ultimo quimera de modo contínuo sobre Hearthstone.

Esta expansão traz a temática de viagem no tempo e suas possíveis ramificações (multiverso). Há muito dragões, especialmente os da revoada de bronze e suas hipotéticas contrapartes malignas e muitos heróis de Warcraft aparecem reimaginados e acompanhados de armas, artefatos ou companheiros.

Quimera de Aventuras

Morto-vivos vivos

Uma magia de teleporte dá errado e acaba mexendo com o tempo. Desta forma, poderosos magos e clérigos do passado ressurgem e, mesmo os que eram bondosos em vida, precisam ser detidos pela confusão causada por seu repentino aparecimento pós morte.

Aqui é interessante colocar um antigo mentor ou um ascendente dos personagens. Entretanto, o último desafio é um lich que ressuscita toda vez que for vencido. Porém, a cada vez ele fica um pouco mais fraco (seja com 10% menos vida, habilidades ou até nível de desafio, tudo dependendo do sistema usado).

Ao finalmente vencê-lo, não haverá grandes recompensas, apenas mortos-vivos deixaram de destruição e vidas ceifadas.

A Fruta Infinita

Sempre houve uma lenda sobre a existência de uma fruta (geralmente uma banana) que se refazia toda vez que era completamente comida. A fruta estaria em posso de um grande gorila senciente no coração de densas florestas tropicais.

Agora, porém, a fome se abateu sobre os principais reinos humanos e seus aliados e um grupo de caçadores e aventureiros experientes é contratado para localizarem a mítica banana. 

A morte do príncipe

O herdeiro élfico foi morto pelo rei anão após uma situação trágica. Os anões e os aliados humanos afirmam que o príncipe élfico havia enlouquecido ou se corrompido e havia matado muitas pessoas em seu caminho. Entretanto, os elfos parecem não se importarem com essa versão dos fatos e desejam vingança contra os anões e todos que estiverem em seu caminho.

As linhas convergem

Um grande vilão torceu e corrompeu a trama mágica que permeia o universo e criou desdobramentos exóticos e perigosos num mundo já em cacos.

Por conta disso, os acontecimentos levam os heróis a lidarem com diversas versões suas e de conhecidos, findando numa batalha épica digna de Crise de Infinitas Terras onde apenas uma única versão de cada um poderá existir…


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A Cidade Perdida de Un’Goro – Quimera de Aventuras

E aí pessoal, tranquilos? Estamos quase finalizando as Quimera de Aventuras baseadas nas expansões de Hearthstone (jogo de cartas da Blizzard no universo de Warcraft). Desta vez falaremos sobre a expansão de A Cidade Perdida de Un Goro; a segunda expansão deste ano e que trouxe de volta as missões para o jogo.

Missões são feitiços que se pode jogar no início da partida e são inspiradas em aventuras e campanhas de RPG (bem ao estilo do Warcraft 3 e WOW). Onde se deve fazer certas coisas, como jogar um certo tipo de carta algumas vezes, para se obter uma recompensa, como se fosse um loot.

Embora haja muitas cartas interessantes, buscarei focar nas missões do jogo e criar ideias de aventuras com elas. Inclusive as misturando, se necessário.

Quimera de Aventuras

O Terror Morto-vivo

Numa exploração pelas florestas distantes do continente atrás de um artefato, o grupo se depara com uma grande clareira. Neste vazio, onde as plantas não florescem, há várias ossadas de muitos animais, principalmente grandes dinossauros. Uma energia lúgubre permeia o local com uma névoa que resiste ao sol inclemente.

Antes que o grupo reaja ou mesmo saia da clareira, a névoa dança pelos ossos, reanimando-os. Agora cabe ao grupo enfrentar ou fugir de dezenas de dinossauros e outros animais mortos-vivos. Porém, ao contrário de mortos-vivos normais, que perdem intelecto, estes mantém suas capacidades mentais de quando eram vivos (o que seria muito perigoso se houver um dragão morto em meio a tantos ossos).

Os ossos e restos das criaturas que forem vencidas continuam alimentando o surgimento de outras criaturas, mesmo que distantes da clareira. A luta parece não ter fim e talvez não se resolva somente com combate, visto que em algum momento os recursos dos personagens acabarão.

A caverna colmeia

Esta ideia é mais para ser usada como um encontro aleatório quando o grupo falhar em se localizar por áreas ermas e selvagens.

Um caminho mal escolhido leva o grupo a uma caverna cheia de passagens, tuneis e câmaras. Após adentrarem algumas dezenas de metros eles poderão ver diversos ovos gosmentos. Antes que possam sair (o interessante seria exigir um teste de furtividade) insetos adultos saem de tuneis ainda não explorados e começam a atacar o grupo.

Individualmente os insetos são fracos. Porém eles são muitos, talvez havendo centenas deles naquele local…

Ondas de Sobrevivência

O grupo consegue descobrir a entrada de uma ruína antiga. Entretanto, depois de passarem pelas armadilhas eles observam que o local é habitado por muitas criaturas peixes humanoides. Inicialmente elas atacam em 4 ou 5 indivíduos, mas a cada rodada mais e mais inimigos chegam e logo a caverna parece transbordar de inimigos.

O grupo terá que sobreviver 10 rodadas para que as criaturas fujam com medo do poder dos aventureiros. Explorando as ruínas, o grupo poderá descobrir uma porta arcana misteriosa. Com escritos antigos e quase alienígenas não há meios de entender o que está escrito a não ser tentando apertar seus símbolos e verificar a sequência correta para abrir a porta e descobrir seus tesouros (quando o símbolo correto é apertado, ele muda de cor).

Porém, a cada falha algum efeito mágico adverso ocorre. Começando com feitiços simples que causam pouco dano (comece em 1d4 e escalone até 1d12) até feitiços que teleportam os aventureiros ou os matam imediatamente.

A Floresta Furtiva e o Vulcão Elemental

Atrás de um item lendário ou da flor do vulcão, a qual sobrevive a condições extremas de calor e pode ser usada para poções de cura de doenças raras, o grupo se embrenha na Floresta Furtiva onde inimigos aparecem no meio de moitas e os atacam sempre que estiverem despreparados. Embora as criaturas pareçam se teleportar, excelentes rastreadores conseguirão seguir seus rastros até uma entrada lateral do vulcão.

Lá, além das criaturas furtivas e do calor extremo. O grupo terá que passar desapercebido por dezenas de dinossauros de fogo adormecidos entre as câmaras e túneis. Assim, qualquer combate contra os “ninjas da floresta” ou os pequenos elementais de fogo residentes no vulcão, fará com que as grandes feras despertem.

Ao encontrarem o item lendário, ou as flores do vulcão ou qualquer outra coisa que você queira por como objetivo dessa missão, o grupo se deparará com um triceratops dracônico de fogo imenso. Além de vencê-lo no combate, terão que fugir das criaturas que não tiverem enfrentado anteriormente.

A Grande Montanha Viva

Na busca por partes de um felino das trevas para que um mago efetue uma magia poderosa, o grupo sobre por uma imensa montanha. Porém, quando chegam no topo, a montanha começa a se mexer e o grupo percebe estar em cima de um saurópode de centenas de metros (ou até mais de um quilometro de comprimento). 

Agora o grupo terá que descobrir um jeito de descer do gigantesco saurópode. Por isso é interessante que o grupo não tenha acesso a voo de qualquer tipo.


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Rumo ao Sonho Esmeralda – Quimera de Aventuras

E aí pessoal, tranquilos? Seguindo com as Quimera de Aventuras sobre as expansões de Hearthstone (jogo de cartas da Blizzard no universo de Warcraft), abordaremos a expansão Rumo ao Sonho Esmeralda onde Ysera e seus aliados defendem o plano do Sonho Esmeralda do ataque de Xavius e seus agentes do Pesadelo.

A expansão traz mudanças dos poderes heroicos de algumas classes e um Deus Selvagem para cada classe. A expansão é focada tematicamente na classe druida, inclusive na sua mecânica própria de Escolha Um. 

Quimera de Aventuras

Insetos

Um zumbido estranho atormenta aqueles que adentram um bosque milenar. Insetos parecem se coordenar em ataques seguidos e simultâneos. Contratados pelos locais para investigar (ou o próprio grupo sendo da região). Ao conseguirem entrar no bosque e enfrentar vários insetos, o grupo descobre um dragão-inseto. Um ser formado por vários insetos e que parece demonstrar uma inteligência rudimentar.

O confronto não é para ser vencido, mas sim demonstrar que há um perigo muito maior aguardando para atacar qualquer intruso. A questão será convencer os demais sobre isso.

Dragões e demônios

Dragões invadem uma região do reino. Alguns combates ocorrem, porém eles alegam que um portal demoníaco está prestes a ser aberto e trazer terríveis criaturas. Porém, eles ainda não sabem onde o portal se abrirá e os sinais e pistas só aparecerem através de sonhos, ou pesadelos.

Entretanto, embora não saibam, sua própria busca abrirá o portal, visto que ele provém do plano dos pesadelos e não de algum plano inferior específico. E quando houver criaturas suficientes, o portal se abrirá para milhares de criaturas e monstros horrendos.

Lendas Selvagens

Desconhecidos da maioria das pessoas, existe um ser antigo, uma lenda primordial designada a proteger cada ambiente selvagem sagrado. Num determinado dia, aparentemente sem motivo aparente, cada uma  dessas criaturas se levanta de seu sonos eternos e saem de suas matas e montanhas e andam pelas civilizações. O que acaba gerando destruição, caos e morte.

Cada criatura é única, uma tartaruga do tamanho de uma montanha e resistente à magia; um cervo do tamanho de um castelo, um enorme javali que traz a noite consigo, e várias criaturas similares a ursos, tigres e leões.

Além de lidar com a destruição e tentarem lidar ou matar as criaturas. O grupo e a civilização irá descobrir, cedo ou tarde, que todos rumam para um mesmo local, o qual sugiro ser a maior cidade do continente ou do mundo. O que certamente causará a morte de milhares.


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