Mais briga de taberna em Brancalônia!

Brancalônia está disponível através da RetroPunk Publicações e apresenta uma nova e divertidíssima abordagem de fantasia spaghetti, repleta de canalhas e briga de taberna. Se não viu nossa resenha, clique aqui para ler e entender um pouco mais sobre essa novidade antes de ver nossas regras expandidas para mais brigaiada e trocação dentro de uma taberna!

Mais adereços comuns e efeitos expandidos

As brigas de taberna em Brancalônia são marca registrada neste pitoresco cenário, então nada mais oportuno que expandir os itens a serem utilizados, com efeitos extras. O módulo básico oferece uma lista limitada e efeitos que não personalizam exatamente como funcionaria o item caso utilizado em uma briga. Para resolver isso, aqui vão dez sugestões de itens para uma briga de taberna e seus efeitos personalizados!

  • Caneca de cerveja transbordando: Ao acertar, além do dano normal, o alvo faz um teste de Constituição (CD 12) ou sofre desvantagem na próxima jogada de ataque. Em caso de falha crítica, acerta o aliado mais próximo a até 1,5 m, causando o mesmo efeito.
  • Pernil assado: Ao acertar, o alvo faz um teste de Sabedoria (CD 10) ou perde sua próxima Reação (por parar para morder o pernil). Em acerto crítico, o pernil voa e acerta outro alvo aleatório a até 3 m, causando 1 de dano contundente.
  • Jarra de vinho barato: Ao quebrar, cria uma área difícil escorregadia (1,5 m de raio) até o fim da cena. Quem entrar na área deve passar em um teste de Destreza (CD 12) ou ficar caído. Quem cair na poça fica marcado pelo vinho, sofrendo desvantagem em testes de Furtividade até se limpar.
  • Travesseiro de penas do quarto dos fundos: Ao atingir, espalha penas criando obscurecimento leve em um raio de 1,5 m até o fim do seu próximo turno. Quem for atingido fica coberto de penas, sofrendo desvantagem em testes de Carisma (Intimidação) até o fim da cena.
  • Tabuleiro de jogo incompleto: Ao atingir, peças voam; todas as criaturas em um raio de 1,5 m fazem teste de Destreza (CD 12) ou sofrem 1 de dano contundente e não podem realizar Ataques de Oportunidade até o fim do próximo turno (distração). Se um jogador beber uma bebida com peça caída dentro, deve fazer teste de Constituição (CD 10) ou ficar enjoado, sofrendo desvantagem na próxima jogada de ataque.
  • Rato preso na gaiola do mascote da taberna: Ao atingir, o alvo faz teste de Sabedoria (CD 13) ou fica assustado até o fim do próximo turno. Em caso de falha crítica, o rato escapa e corre pela taverna, criando área difícil móvel (1,5 m de raio em volta do rato) por 1d4 turnos.
  • Peixe defumado: Ao atingir, o alvo faz teste de Constituição (CD 12) ou sofre desvantagem em todos os testes de Carisma até gastar 1 rodada se limpando. No impacto, o peixe se despedaça, cobrindo o chão de espinhas. O quadrado (1,5 m) onde o alvo está se torna área difícil escorregadia até o fim da cena; qualquer criatura que entrar nele deve fazer teste de Destreza (CD 12) ou ficar caído.
  • Tocha fumegante: Ao atingir, cria uma nuvem de fumaça (1,5 m de raio) que concede cobertura leve contra ataques à distância através dela até o início do seu próximo turno. Em falha crítica, a tocha cai acesa a até 1,5 m, e no próximo turno um objeto inflamável adjacente começa a queimar (a critério do Condottiero).
  • Bota velha de cliente: Ao atingir o rosto, o alvo faz teste de Constituição (CD 10) ou fica atordoado até o fim do próximo turno pelo fedor. Em acerto crítico, o alvo larga o que estiver segurando para tapar o nariz.
  • Linguado cru: Ao atingir, o alvo faz teste de Destreza (CD 12) ou fica cego até o fim do próximo turno. Se errar, o peixe cai no chão, criando área difícil escorregadia (1,5 m) até ser removido. Quem passar ali deve fazer teste de Destreza (CD 12) ou fica caído.

Perigos Ambulantes em tabernas de outros ambientes

Enquanto o módulo básico de Brancalônia apresenta uma tabela de Perigos Ambulantes para a maior parte das tabernas genéricas, criamos aqui três novas tabelas para ambientes diferentes, assim gerando novas oportunidades de vermos os Canalhas e seus oponentes se dando mal de formas mais diferenciadas:

Taberna próxima a cais de porto fluvial ou marítimo
d8 Perigo Ambulante
1 Chuva de peixes: Um carregamento se rompe no andar de cima; cada participante deve fazer salvaguarda de Destreza (CD 12) ou ficar caído coberto de peixes escorregadios.
2 O cheiro do mar: Uma onda forte invade o cais e traz um borrifo salgado para dentro da taberna; salvaguarda de Constituição (CD 10) ou ficar enjoado (desvantagem em ataques e testes de habilidade até o fim do próximo turno).
3 Caranguejos fugitivos: Um barril se abre e caranguejos correm entre as pernas; teste de Destreza (CD 13) ou ficar caído.
4 Cordas e velas: Um marinheiro derruba uma pilha de cordas e pedaços de vela; teste de Força (CD 11) ou ficar restringido até gastar uma ação para se soltar.
5 Grito da sereia: Um som hipnótico vindo do cais distrai todos; teste de Sabedoria (CD 12) ou perder a próxima reação.
6 Balde de enguias: Um balde é virado sobre os combatentes; teste de Destreza (CD 10) ou sofrer 1 lesão e desvantagem na próxima jogada de ataque por tentar se livrar das enguias.
7 Mastro tombando: Uma parte da estrutura do cais quebra; todos fazem teste de Destreza (CD 14) ou sofrem 1 lesão e ficam caídos.
8 Gaivotas furiosas: Um bando desce para roubar comida; qualquer ataque realizado nesta rodada tem 1 chance em 6 de atingir uma gaivota em vez do alvo, causando um caos de penas no ar (leve obscurecimento até o fim do turno).
Taberna próxima a uma floresta assombrada
d8 Perigo Ambulante
1 Rajada de névoa fantasmagórica: Salvaguarda de Sabedoria (CD 12) ou ficar assustado até o fim do próximo turno.
2 Corvos de maus presságios: Um bando entra pela janela; salvaguarda de Destreza (CD 10) ou sofrer 1 lesão e desvantagem em percepção até o fim da cena.
3 Vento sussurrante: Vozes estranhas fazem todos testarem Sabedoria (CD 11) ou perderem a próxima ação bônus.
4 Mão cadavérica: Uma mão surge por baixo de uma porta ou assoalho; salvaguarda de Destreza (CD 13) ou ficar agarrado (restrito) até gastar uma ação para se soltar.
5 Praga de morcegos: Teste de Destreza (CD 12) ou ficar cego até o fim do próximo turno devido à revoada.
6 Aparição: Salvaguarda de Carisma (CD 14) ou sofrer 1 lesão psíquica e ficar assustado até o fim do próximo turno.
7 Galhos animados: Um pedaço de madeira possuído invade a cena; rolar 1d6, em resultado 1, sofre 1 lesão e é empurrado 3m.
8 Fogo-fátuo intruso: Um espírito de luz se lança sobre um combatente aleatório; salvaguarda de Constituição (CD 12) ou ficar atordoado até o início do seu próximo turno.
Taberna em região nevada
d8 Perigo Ambulante
1 Rajada congelante: Uma porta ou janela abre; teste de Constituição (CD 12) ou ficar exausto (nível 1) pelo frio.
2 Queda de gelo do teto: Teste de Destreza (CD 13) ou sofrer 1 lesão contundente.
3 Balde de água congelada: Um cliente entorna o balde; salvaguarda de Constituição (CD 10) ou ficar reduzido à metade de velocidade até o fim do próximo turno pelo gelo preso às roupas.
4 Escorregão no gelo: Uma placa de gelo se forma perto da entrada; teste de Destreza (CD 12) ou ficar caído.
5 Cão da montanha: Um enorme cachorro entra, derrubando tudo; salvaguarda de Força (CD 11) ou sofrer 1 lesão e ser empurrado 1,5 m.
6 Lenhador embriagado: Um lenhador perde o equilíbrio com seu machado; todos num raio de 1,5 m devem fazer teste de Destreza (CD 14) ou sofrer 1 lesão cortante.
7 Mini-avalanche interna: Neve acumulada no telhado cai para dentro; salvaguarda de Constituição (CD 12) ou ficar cego até o fim do próximo turno.
8 Galope de Cabras-Monteses: Duas ou três cabras entram em pânico; qualquer movimento nesta rodada exige teste de Destreza (CD 10) ou ficar caído.

Brancalônia é uma lufada de ar fresco no mundo dos RPGs de fantasia. É irreverente, caótico, deliciosamente regional e agora está ao alcance de todos os jogadores brasileiros graças ao excelente trabalho da RetroPunk Publicações. Se você está cansado de salvar reinos e prefere participar de uma boa trapaça em uma taverna suja, Brancalônia é o cenário que você estava esperando. Prepare sua espada enferrujada, afie sua lábia e entre de cabeça nesse mundo onde ser um canalha é quase uma vocação sagrada! O site da RetroPunk tem mais informações, veja mais clicando aqui.


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Lâmina dos Sussurros

Nesse conto, conhecemos Azrael Grimhorn. Um Tiefling que está crescendo com senso de coragem, justiça e verdade. Quais desafios o crescimento envolto em tanta honra poderia trazer para um jovem? Aqui você acompanha como, mesmo ainda criança, ele alcançou grandes lugares ouvindo a Lâmina dos Sussurros.

Lâmina dos Sussurros

Nasci com os pés já em movimento. Minha família veio do Arvoredo Esmeralda, que é a capital do condado e um lugar bem bonito no meio de colinas verdes… mas pra falar a verdade, quase nem parei por lá.

Meus pais sempre estavam de mudança, cada hora num canto por conta do trabalho, e eu acabei indo junto. Me sentindo como um andarilho, sem ter um lugar só meu, e sem nunca pertencer de verdade a lugar nenhum.

Passei por tantas cidades que nem lembro direito o nome de todas. As escolas então… era sempre o “aluno novo” da vez. Isso me atrapalhava em fazer amizades e com toda a certeza em aprender também.

Mas me ajudou a entender as pessoas; fiquei bom de observar. Aprendi a prestar atenção nas coisas e a perceber quando alguém realmente precisava de ajuda. E a nunca fingir que não vi quando alguém era maltratado.

Meu pai se chama Malacath Grimhorn, e ele é um Tiefling daqueles bem sérios, que vive de cara fechada e tem aquele olhar firme. É super disciplinado e tem essa coisa com justiça que parece até que tá sempre carregando o peso do mundo.

Minha mãe é a Azaleia, uma humana da família Emberglow, bem gentil… mas cheia de histórias doidas. Ela já me contou que um dos bisavôs dela tinha asas, tipo asas de criatura mítica mesmo, e voava entre montanhas como se fossem Rocas. Fiquei com essa imagem na cabeça até hoje. Nunca vi isso, claro, mas às vezes lembro como se fosse sonho.

Um que incomoda.

No meio de tanta mudança, tem uma coisa que sempre me acompanhou: eu fico puto quando vejo alguém sendo passado pra trás.

Desde pequeno eu não conseguia engolir aquele tipo de gente que faz bullying só porque pode, que se acha o fodão e pega no pé dos mais fracos. Sempre que via uma dessas cenas, eu tentava apartar. Mesmo se isso significasse entrar em encrenca. Pra mim, levar um soco e sair de cabeça erguida sempre foi melhor do que ficar parado olhando.

E foi numa dessas escolas que tudo aconteceu. O prédio era antigo, meio desabando, e atrás dele tinha umas ruínas meio esquecidas. Vi dois caras grandões arrastando um garoto pra lá dizendo que iam jogar ele dentro desses escombros se ele não obedecesse.

Então eu fui pra cima, sabe… peito estufado, voz firme, misturando comum com infernal igual meu pai me ensinou. Metade do plano deu certo: o garoto escapou. Já a outra metade que envolvia eu saindo ileso… bom, essa aí não deu não.

Não tinha notado que o grupo era maior do que parecia.

Sem ninguém pra me ajudar, eles me cercaram. Mas em vez de me baterem, me ofereceram uma escolha: descer nas ruínas no lugar do menino. E não foi tão difícil assim tomar essa decisão.

Eu já consigo ver bem no escuro, não tenho medo de lugar fechado, e já tinha apanhado um pouco, então pra mim tava até melhor assim.

A descida foi uma bagunça de poeira e entulho. A corda chegou ao final rápido demais e eu acabei escorregando por uma ladeira de lixo até cair num corredor velho. Quando saí do túnel, me deparei com um salão enorme que parecia um lugar feito para crianças.

O chão estava todo enlameado, o que provavelmente acontecia toda vez que chovia, e a água descia de algumas brechas. O pé direito do lugar era tão alto quanto um gigante, e no teto, bem no meio, havia uma representação do nosso sistema solar que eu acho que era feito de ouro, mas com as plantas tomando conta já não dava pra ver direito.

Tinham também uns jarros com plantas espalhadas por aí, mas elas tinham tomado conta das paredes inteiras, parecendo até que cobriam algum tipo de desenho infantil, mas não dava pra ver bem.

Entre essas plantas, tinha pedaços de madeira podre, estufada pela água. O cheiro? Exatamente o que se espera de um lugar fechado e úmido, com madeira apodrecida, ali mais parecia um pântano, só que sem o perigo de um.

Mas o que realmente me deixou de cabelo em pé não foi o cheiro, mas sim os sons. Se fosse em outra situação, com certeza teria ficado com medo, mas ao olhar em volta, me deu uma sensação estranha de déjà vu. Era como se eu já tivesse estado ali antes.

Talvez tivesse sonhado com aquilo.

No corredor, ouvi uma voz feminina chamando meu nome, só aumentando a sensação de familiaridade. Lá de cima, os meninos gritavam me perguntando se eu estava bem, e um deles falou: “Acho que ele morreu.” Outro emendou um: “Puta que pariu, agora a gente tá fudido de verdade.”

Achei a situação engraçada e, pra deixar eles com mais medo, decidi ficar quieto.

Olhei ao redor, tentando encontrar uma porta, mas só vi um corredor escuro à frente. O deslizamento de terra bloqueava a entrada de um dos lados, então só restava um caminho. O corredor estava cheio de salas, mas a maioria não tinha portas, e, se o meu déjà vu estivesse certo, as que tivessem portas estavam todas trancadas. Como meu pai sempre dizia: “As coisas antigamente eram feitas pra durar, meu filho.” E ele tinha razão.

E, como se a voz quisesse me guiar, fui caminhando até uma escada de pedra e comecei a descer. O medo foi crescendo conforme eu descia. Comecei a questionar o que estava fazendo ali. Já estava tão fundo, tão perdido na voz que me chamava. Ela sussurrava, às vezes, no meu ouvido e, em outros momentos, parecia tão distante.

Eu tentei lembrar do meu sonho. Se não me engano, no final dele, eu encontrava uma espada prateada em uma sala dourada, e quando a erguia, ganhava poderes imensos…

Será que isso aconteceria?

Com o tempo me perdi não só nos meus pensamentos, mas também na vida real, e quando percebi, já não lembrava mais como tinha chegado ali. O caminho todo havia se perdido na minha cabeça. Só sabia que, quando olhei à minha frente, havia uma porta simples de madeira, sem adornos, apenas com a maçaneta de ferro. A voz tinha sumido, mas algo me dizia para entrar.

Toquei a maçaneta, girei e puxei a porta. Dentro, encontrei uma sala de treinamento. Tinha algumas arquibancadas e espadas de madeira espalhadas por todo o lugar. Pensei comigo mesmo: “Parece que o déjà vu se enganou dessa vez. Vou voltar pra cima.”

Mas, antes de sair, resolvi levar algo como lembrança. Olhei as espadas e peguei a menos destruída. “Espada prateada, haha” pensei, enquanto dava uns floreios, repetindo a cena do sonho.

Levantei a espada.

E então, tudo ficou escuro. Nunca tinha sentido tanto medo. Mesmo quando tudo se apagava, ainda assim eu enxergava em vermelho por ser Tiefling. Eu sempre sabia onde estava, mas agora, não via mais nada. Comecei a balançar a espada, tentando afastar o que fosse que estivesse se aproximando. E foi aí que ouvi a voz novamente, dizendo: “Não tenha medo, criança. Eu protejo você.”

Uma elfa apareceu na minha frente, com a pele negra como ônix e uma espada prateada na mão. Ela estendeu a outra mão para trás, me protegendo. Aos poucos, criaturas feitas de sombras surgiram, e ela as cortava uma por uma.

Enquanto combatia, falava sobre a importância de lutar contra o mal e a diferença que isso fazia. Ela via algo em mim, uma chama de coragem que eu não sabia que tinha.

Quando a luta terminou, ela se ajoelhou diante de mim, com os olhos na altura dos meus, e disse: “Meu nome é Serafina. Eu luto contra a escuridão que se esconde nos cantos esquecidos do mundo. Vejo essa mesma chama em você. Se aceitar meu pacto, terá o poder de defender os indefesos. Pode ser mais do que é. Pode mudar as coisas.”

“O que me diz?”

Eu estava lá, suando e com a espada que peguei no chão ainda na mão. Algo dentro de mim tinha despertado. Não era só poder. Era propósito. E nem mesmo precisei responder em voz alta, porque meu coração já havia decidido a resposta, e ela era um “Sim.”


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Lâmina dos Sussurros

Texto: Barril.
Revisão: Raquel Naiane.
Arte da Capa: Gerson Berredo.


Encontre mais contos clicando em: Histórias.

Brigas para Todos os Mundos! – Adaptando Brancalônia

Olá, Canalhas! Benvenuti a este artigo de Brancalônia onde, se eu não conseguir provar que esse é o melhor cenário de D&D 5ª Edição, fico devendo uma aquamorte da próxima vez que nos encontrarmos em uma taberna.

Hoje eu trago a vocês a mecânica mais interessante deste cenário: as regras de Briga. Este conjunto de mecânicas de combate não-letal encaixa perfeitamente em qualquer aventura com confrontos caóticos, armas improvisadas e personagens que lutam sujo, seja em Brancalônia ou em qualquer outro cenário.

Regras para Brigar

Brancalônia não elimina as regras de combate de D&D 5ª edição, mas simplesmente aprimora um ponto fraco do sistema: os combates não-letais. Em vez dos típicos ataques e magias de uma batalha sangrenta, uma briga cria um ambiente mais caótico em que garrafas, cadeiras e outros objetos são usados em pancadas e onde perigos ambulantes como chuvas de banquetas ou rios de cerveja caem sobre os Canalhas brancalonianos.
Em resumo, os pontos mais importantes de uma briga de taberna são estes:

  • Não se usa magias, habilidades de classe e ataques armados. Em vez disso, você desfere pancadas, faz Manobras (Gerais ou Mágicas) e usa adereços recolhidos do ambiente da briga.
  • Em vez de perder pontos de vida, você sofre Lesões com efeitos prejudiciais cumulativos até ficar fora de combate. Uma briga de taberna nunca é até a morte, e os perdedores acordam com alguns olhos roxos a mais e uns dentes a menos depois de um tempo.
  • Durante uma briga, perigos ambulantes imprevisíveis afetam todos os participantes, sejam Canalhas ou seus oponentes.
  • Os perdedores da briga podem ter seus bolsos vasculhados pelo dono do estabelecimento para pagar pelos danos que certamente ocorreram.

Você pode conferir estas regras completas no Guia Rápido de Brancalônia, disponível para download de graça no site da RetroPunk, ou comprando o Livro de Cenário (se você estiver lendo isso durante a pré-venda, além do preço especial o livro tem frete grátis).

Brigando em Outros Mundos

As regras de briga são fantásticas não só em Brancalônia, mas em qualquer outro cenário de D&D, e não exigem muito esforço para adaptar. Basta acrescentar as manobras de acordo com o nível das personagens e adicionar um contador de lesões de zero a seis e boa parte do trabalho está feito!
A maior dificuldade são as características raciais de briga, porque, enquanto as raças de Brancalônia possuem esta mecânica já em seu cerne, as raças padrão precisam de algumas adições. Para poupar seu trabalho, aqui estão as minhas adaptações para estas raças:

Humanos. Humanos são a raça mais comum de Brancalônia, então você pode importar sua característica de briga exatamente como é:

  • Versatilidade: Você ganha +1 espaço de manobra durante uma briga.

Anões. Anões sabem beber, são teimosos e durões e todas estas características emergem durante brigas de taberna. Anões recebem a seguinte característica de briga:

  • Firme Como Uma Rocha: Você tem vantagem em todas as salvaguardas durante uma briga.

Elfos. A magia élfica inata se reflete em seu estilo de briga, que mistura pancadas com conjurações arcanas. Elfos recebem a seguinte característica de briga:

  • Briga Feérica: Você pode escolher suas manobras de briga tanto da lista de manobras gerais quanto da lista de manobras mágicas.

Meio-Elfos. A herança mista de um meio-elfo lhes dá uma grande adaptabilidade. Meio-elfos podem escolher a característica de briga Versatilidade dos humanos ou a Briga Feérica dos elfos.

Pequeninos (Halflings). O povo pequeno exibe uma grande sorte e uma agilidade que lhes permite mover livremente através de multidões de pessoas maiores. Estas características se combinam da seguinte forma em brigas:

  • Alvo Pequeno: Você se esconde facilmente em meio às criaturas maiores. Se houver outra criatura Média ou maior a 1,5 m do pequenino durante uma briga, jogadas de ataque contra você têm desvantagem.

Tiferinos (Tieflings). O sangue ínfero que corre nas veias de um tiferino é responsável por sua aparência infernal, a qual usam a seu favor durante brigas:

  • Rasteira com a Cauda: Como uma ação bônus, um tiferino pode fazer uma pancada que inflige a condição Derrubado em vez de causar dano.

Draconatos: conhecidos por seus sopros dracônicos, os draconatos usam uma variação mais incapacitante do que letal durante brigas de taberna: o Bafo Dracônico!

  • Bafo Dracônico: O draconato exala um hálito desagradável e debilitante na mesma área de seu Sopro Dracônico. Todas as criaturas na área devem ser bem-sucedidas em uma salvaguarda de Constituição contra CD 12 ou sofrem uma Lesão.

Dica: caso não esteja usando um mapa de combate para a briga e a conduza no teatro da mente, considere que o bafo dracônico atinge um número de criaturas igual ao nível do draconato. O Condottiero está livre para colocar tanto inimigos quanto aliados nesta área, dada a natureza caótica da briga.

Gnomos. Gnomos costumam ser alegres e conversadores, portanto é raro que comecem uma briga. Mas, se forem arrastados para uma troca de socos, os valentões logo descobrem que é difícil atingir um gnomo.

  • Briga Ilusória: Nunca se sabe se aquele é realmente o gnomo ou uma mera ilusão. Ao ser atingido por uma pancada ou manobra de briga, um gnomo pode gastar um espaço de manobra como uma reação. A pancada se torna um erro automático e o gnomo é teleportado para um espaço livre a 1,5 m de seu espaço original.

Meio-Orcs. A linhagem órquica intesifica as emoções de meio-orcs, fazendo-os ferverem de raiva durante brigas de taberna. Meio-orcs têm a seguinte característica de briga:

  • Fúria de Briga: Quando um meio-orc sofre uma lesão durante uma briga, ele entra em um breve estado de raiva aumentada. Depois de sofrer uma lesão, a primeira pancada ou manobra de briga que o meio-orc acertar até o final de seu próximo turno causa 1 lesão adicional.

Prontos para a Briga?

Com isso vocês já devem ter tudo o que precisam para inserir as regras de briga de taberna em outros cenários e espalhar a (má) influência de Brancalônia por Faerûn, Athas, Ravenloft, Eberron e todos os mundos de D&D.

Se isso tudo não bastar, há muitas outras raças que poderiam ter características de briga únicas, é só vocês mostrarem interesse comentando e compartilhando esse texto que eu farei uma continuação. Tem mais Brancalônia por vir, mas por enquanto é só.

Arrivederci!


Esta postagem foi escrita pelo Mestre Herpich para o Movimento RPG. Para ler mais postagens do autor é só clicar aqui!


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