Lâmina dos Sussurros

Nesse conto, conhecemos Azrael Grimhorn. Um Tiefling que está crescendo com senso de coragem, justiça e verdade. Quais desafios o crescimento envolto em tanta honra poderia trazer para um jovem? Aqui você acompanha como, mesmo ainda criança, ele alcançou grandes lugares ouvindo a Lâmina dos Sussurros.

Lâmina dos Sussurros

Nasci com os pés já em movimento. Minha família veio do Arvoredo Esmeralda, que é a capital do condado e um lugar bem bonito no meio de colinas verdes… mas pra falar a verdade, quase nem parei por lá.

Meus pais sempre estavam de mudança, cada hora num canto por conta do trabalho, e eu acabei indo junto. Me sentindo como um andarilho, sem ter um lugar só meu, e sem nunca pertencer de verdade a lugar nenhum.

Passei por tantas cidades que nem lembro direito o nome de todas. As escolas então… era sempre o “aluno novo” da vez. Isso me atrapalhava em fazer amizades e com toda a certeza em aprender também.

Mas me ajudou a entender as pessoas; fiquei bom de observar. Aprendi a prestar atenção nas coisas e a perceber quando alguém realmente precisava de ajuda. E a nunca fingir que não vi quando alguém era maltratado.

Meu pai se chama Malacath Grimhorn, e ele é um Tiefling daqueles bem sérios, que vive de cara fechada e tem aquele olhar firme. É super disciplinado e tem essa coisa com justiça que parece até que tá sempre carregando o peso do mundo.

Minha mãe é a Azaleia, uma humana da família Emberglow, bem gentil… mas cheia de histórias doidas. Ela já me contou que um dos bisavôs dela tinha asas, tipo asas de criatura mítica mesmo, e voava entre montanhas como se fossem Rocas. Fiquei com essa imagem na cabeça até hoje. Nunca vi isso, claro, mas às vezes lembro como se fosse sonho.

Um que incomoda.

No meio de tanta mudança, tem uma coisa que sempre me acompanhou: eu fico puto quando vejo alguém sendo passado pra trás.

Desde pequeno eu não conseguia engolir aquele tipo de gente que faz bullying só porque pode, que se acha o fodão e pega no pé dos mais fracos. Sempre que via uma dessas cenas, eu tentava apartar. Mesmo se isso significasse entrar em encrenca. Pra mim, levar um soco e sair de cabeça erguida sempre foi melhor do que ficar parado olhando.

E foi numa dessas escolas que tudo aconteceu. O prédio era antigo, meio desabando, e atrás dele tinha umas ruínas meio esquecidas. Vi dois caras grandões arrastando um garoto pra lá dizendo que iam jogar ele dentro desses escombros se ele não obedecesse.

Então eu fui pra cima, sabe… peito estufado, voz firme, misturando comum com infernal igual meu pai me ensinou. Metade do plano deu certo: o garoto escapou. Já a outra metade que envolvia eu saindo ileso… bom, essa aí não deu não.

Não tinha notado que o grupo era maior do que parecia.

Sem ninguém pra me ajudar, eles me cercaram. Mas em vez de me baterem, me ofereceram uma escolha: descer nas ruínas no lugar do menino. E não foi tão difícil assim tomar essa decisão.

Eu já consigo ver bem no escuro, não tenho medo de lugar fechado, e já tinha apanhado um pouco, então pra mim tava até melhor assim.

A descida foi uma bagunça de poeira e entulho. A corda chegou ao final rápido demais e eu acabei escorregando por uma ladeira de lixo até cair num corredor velho. Quando saí do túnel, me deparei com um salão enorme que parecia um lugar feito para crianças.

O chão estava todo enlameado, o que provavelmente acontecia toda vez que chovia, e a água descia de algumas brechas. O pé direito do lugar era tão alto quanto um gigante, e no teto, bem no meio, havia uma representação do nosso sistema solar que eu acho que era feito de ouro, mas com as plantas tomando conta já não dava pra ver direito.

Tinham também uns jarros com plantas espalhadas por aí, mas elas tinham tomado conta das paredes inteiras, parecendo até que cobriam algum tipo de desenho infantil, mas não dava pra ver bem.

Entre essas plantas, tinha pedaços de madeira podre, estufada pela água. O cheiro? Exatamente o que se espera de um lugar fechado e úmido, com madeira apodrecida, ali mais parecia um pântano, só que sem o perigo de um.

Mas o que realmente me deixou de cabelo em pé não foi o cheiro, mas sim os sons. Se fosse em outra situação, com certeza teria ficado com medo, mas ao olhar em volta, me deu uma sensação estranha de déjà vu. Era como se eu já tivesse estado ali antes.

Talvez tivesse sonhado com aquilo.

No corredor, ouvi uma voz feminina chamando meu nome, só aumentando a sensação de familiaridade. Lá de cima, os meninos gritavam me perguntando se eu estava bem, e um deles falou: “Acho que ele morreu.” Outro emendou um: “Puta que pariu, agora a gente tá fudido de verdade.”

Achei a situação engraçada e, pra deixar eles com mais medo, decidi ficar quieto.

Olhei ao redor, tentando encontrar uma porta, mas só vi um corredor escuro à frente. O deslizamento de terra bloqueava a entrada de um dos lados, então só restava um caminho. O corredor estava cheio de salas, mas a maioria não tinha portas, e, se o meu déjà vu estivesse certo, as que tivessem portas estavam todas trancadas. Como meu pai sempre dizia: “As coisas antigamente eram feitas pra durar, meu filho.” E ele tinha razão.

E, como se a voz quisesse me guiar, fui caminhando até uma escada de pedra e comecei a descer. O medo foi crescendo conforme eu descia. Comecei a questionar o que estava fazendo ali. Já estava tão fundo, tão perdido na voz que me chamava. Ela sussurrava, às vezes, no meu ouvido e, em outros momentos, parecia tão distante.

Eu tentei lembrar do meu sonho. Se não me engano, no final dele, eu encontrava uma espada prateada em uma sala dourada, e quando a erguia, ganhava poderes imensos…

Será que isso aconteceria?

Com o tempo me perdi não só nos meus pensamentos, mas também na vida real, e quando percebi, já não lembrava mais como tinha chegado ali. O caminho todo havia se perdido na minha cabeça. Só sabia que, quando olhei à minha frente, havia uma porta simples de madeira, sem adornos, apenas com a maçaneta de ferro. A voz tinha sumido, mas algo me dizia para entrar.

Toquei a maçaneta, girei e puxei a porta. Dentro, encontrei uma sala de treinamento. Tinha algumas arquibancadas e espadas de madeira espalhadas por todo o lugar. Pensei comigo mesmo: “Parece que o déjà vu se enganou dessa vez. Vou voltar pra cima.”

Mas, antes de sair, resolvi levar algo como lembrança. Olhei as espadas e peguei a menos destruída. “Espada prateada, haha” pensei, enquanto dava uns floreios, repetindo a cena do sonho.

Levantei a espada.

E então, tudo ficou escuro. Nunca tinha sentido tanto medo. Mesmo quando tudo se apagava, ainda assim eu enxergava em vermelho por ser Tiefling. Eu sempre sabia onde estava, mas agora, não via mais nada. Comecei a balançar a espada, tentando afastar o que fosse que estivesse se aproximando. E foi aí que ouvi a voz novamente, dizendo: “Não tenha medo, criança. Eu protejo você.”

Uma elfa apareceu na minha frente, com a pele negra como ônix e uma espada prateada na mão. Ela estendeu a outra mão para trás, me protegendo. Aos poucos, criaturas feitas de sombras surgiram, e ela as cortava uma por uma.

Enquanto combatia, falava sobre a importância de lutar contra o mal e a diferença que isso fazia. Ela via algo em mim, uma chama de coragem que eu não sabia que tinha.

Quando a luta terminou, ela se ajoelhou diante de mim, com os olhos na altura dos meus, e disse: “Meu nome é Serafina. Eu luto contra a escuridão que se esconde nos cantos esquecidos do mundo. Vejo essa mesma chama em você. Se aceitar meu pacto, terá o poder de defender os indefesos. Pode ser mais do que é. Pode mudar as coisas.”

“O que me diz?”

Eu estava lá, suando e com a espada que peguei no chão ainda na mão. Algo dentro de mim tinha despertado. Não era só poder. Era propósito. E nem mesmo precisei responder em voz alta, porque meu coração já havia decidido a resposta, e ela era um “Sim.”


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Lâmina dos Sussurros

Texto: Barril.
Revisão: Raquel Naiane.
Arte da Capa: Gerson Berredo.


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RPG para Crianças – Tudo menos D&D #07

O RPG voltado para público infantil

Olá! No artigo desse mês irei tratar de um grupo social muitas vezes ignorado pela comunidade de RPG, e que podem se tornar ávidos rpgistas: as crianças. Claro, incluo aqui pré adolescentes e adultos que queria jogar algo leve.

Assim como as outras faixas etárias as crianças podem se beneficiar jogando RPG. Por exemplo com o desenvolvimento de paciência, trabalho em equipe, imaginação e habilidades básicas de leitura e escrita.

Existem alguns pontos principais para aqueles rpgistas que desejam ensinar RPG para crianças. Primeiramente se deve ter em mente as capacidades das faixas etárias infantis as quais se desejam inserir o passatempo do RPG, e em especial das crianças abordadas em específico. Nem tudo é dificuldade! Existem sim vantagens em introduzir RPG para crianças e uma delas é a facilidade com o processo de suspensão de descrença e aceitar universos fantásticos. Para uma criança é mais fácil imaginar um orc ou um pirata espacial do que para um adulto.

Por outro lado há uma realidade de problemas diferentes do que há com um RPG de adultos. Assim sabemos que crianças são mais enérgicas, então se deve ter atenção com a forma que elas irão querer interpretar seus personagens, evitando se machucar ou machucar a outros.

Dicas práticas

Atualmente existem sistemas de RPG voltados para o público infantil, a exemplo do Histórias Incríveis, ou infatojuvenil como o Lições RPG (a venda aqui no Movimento RPG Store!). Entretanto nada te impede de pegar um sistema mais complexo de sua preferência e simplificá-lo. Para isso tenha em mente alguns princípios:

  • Use elementos, cenários e personagens facilmente reconhecíveis pelas crianças (mais detalhes no próximo parágrafo);

  • Foque na ação e na aventura, e menos em explicações demoradas e conversas longas;
  • Seja direto na descrição dos desafios da aventura (sejam monstros, locais perigosos ou enigmas simples) e não use uma quantidade grande de NPC’s;
  • Não se apegue aos detalhes das regras do sistema de RPG escolhido para jogar com as crianças, explique só alguns princípios e se atenha a eles;
  • Leve em consideração o grau de atenção que as crianças envolvidas conseguem ter para estabelecer a duração da aventura de RPG;

Exemplo de adaptação

Para mostrar na prática como podemos usar um RPG adaptando para uma realidade mais infantil vou pegar um dos meus livros de RPG infatojuvenis preferidos, o Hora de Aventura RPG (o qual tem classificação etária de 12 anos). Usando as regras desse livro recriei um personagem icônico dos videogames: o Mario Bros! No contexto de termos recebido uma bela animação para os cinemas em 2023, o Super Mario Bros – O Filme, crianças podem se empolgar para interpretar Mario, Princesa Peach e seus amigos.

Mario Bros para Hora de Aventura RPG

Conceito: encanador valente e heróico, protetor do Reino Cogumelo;

Tamanho: Medio (ou Pequeno depois de ser atingido pela primeira vez no dia. Recupera o tamanho Medio após comer um cogumelo vermelho)

Atributos: Confusão 5; Músculos 4; Teimosia 3;

Proezas

  • de Confusão – Inimigo Preferido (Koopas), Treinado: Bolas de Fogo quicantes, Treinado: Garras de Gato;
  • de Músculos – Acrobático (*) [Quando adquire o sino de gato recebe a roupa de gato, a qual permite subir em paredes e atacar com Garras de Gato]
  • de Teimosia – Elemental (*) [Mario não é elemental o tempo todo, somente quando pega numa flor de fogo]

Defeito: Obrigação de salvar princesas e seu irmão Luigi de qualquer perigo.

Equipamento: Roupa de Encanador (Teimosia + 2), chapéu com a letra “M”.


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Também Quero Viajar Nesse Balão… – Off-Topic #7

Saudações rpgísiticas a você pessoinha linda e maravilhosa que está lendo esse textinho feito com muito carinho! É fato que uma parcela enorme de pessoas que jogam RPG hoje em dia tenha começado esse hobbie bem mais jovem, talvez até próximo da infância (pelo menos o meu caso e de muita gente que eu conheço). Outro fato também é que muitas pessoas que jogam hoje, já em idade mais adulta (por assim dizer) está direta ou indiretamente ligada à alguma criança. Independente do grau de parentesco, é muito provável que uma hora ou outra, essa criança desperte uma curiosidade em saber o que está rolando e o que as pessoas estão fazendo com tantos dados, papéis, livros e se divertindo. E aí surge a grande questão: RPG é coisa pra criança também? É exatamente isso que vamos conversar hoje!

EXISTE IDADE PRA SE JOGAR RPG?

Queria muito começar o texto com essa pergunta, por ser bem capciosa. Será que existe uma idade pra se jogar RPG? Um limite ou censura que deva ser seguido? Há um ponto divisor entre RPG de adulto e RPG de criança?
É possível que a resposta para todas essas perguntas seja SIM! Vamos começar pela idade para se começar a jogar: eu particularmente não creio que exista um ponto de proibição quanto a idade. Como sabemos, na maior parte das vezes é necessário fazer o uso de anotações, leituras e interpretações de textos para se poder jogar RPG, assim como uma grande parcela de boardgames por exemplo. Por isso, é mais complicado jogar com uma criança que ainda não desenvolveu a habilidade para começar ler, escrever e interpretar frases e palavras. Claro que isso não é completamente um impedimento, e sim apenas um ponto que torna levemente mais difícil adaptar a experiência para essa turminha. Obviamente que uma estrutura mais lúdica pode ser criada para inserir as crianças em universo mágico de faz de conta e imaginação, para que possam viver ali suas aventuras e ter seus aprendizados, e que pode ser uma experiência tão ou mais completa que a tradicional vivida por adultos e jovens!

Mas a idade, de fato, pode ser um limitador no quesito “temas a serem abordados”. Como sabemos, RPG é um jogo de imaginação e faz de conta, de criatividade e fantasia, áreas que não tem limites de conteúdo, formas ou reverberações. Nesse sentido, podemos encaixar aquele conceito de que “tudo nos é permitido, mas nem tudo nos convém”. Ao jogar com crianças, alguns temas e cenários de jogo devem ser evitados ou muito adaptados para não ferir a inocência característica dessa fase da vida. Jogos com altas doses de violência, crueldade, terror e afins, inclusive, costumam já vir em seus manuais com avisos que são próprios para pessoas acima de determinada idade, assim como acontece com filmes e games por exemplo.

A questão, então, não é “com qual idade começar a jogar”, mas talvez de levar a questão para “qual material seria interessante de jogar”, levando em consideração a idade e fase mental das crianças envolvidas.

 

POR ONDE COMEÇAR A JOGAR?

Já que crianças podem jogar RPG, provavelmente você já deve estar se questionando “mas começar então por onde”, não é? Hora, isso é ao mesmo tempo simples e também muito complicado. Estamos falando de crianças, e crianças ao mesmo tempo que não veem maldade em muitas coisas, também se fascinam por conteúdos que, mais tarde, podem ser vistos como politicamente incorretos ou não apropriados. Não sei o caso de vocês, mas imagino que, como eu, sejam de uma geração que passou por muita coisa “inapropriada” quando criança, como ver sangue jorrando aos litros nas batalhas dos Cavaleiros do Zodíaco, um velho tarado se aproveitando de uma menor de idade em Dragon Ball, um marinheiro puxando umas ervas pelo seu cachimbo em Popeye, um pássaro muito do errado fazendo todas as trambicagens possíveis pra se dar bem em Pica-Pau e muito mais. Era comum para nós vermos sem maldade, embora hoje possamos notar o quão politicamente incorreto são as obras (mas ainda sim continuam sendo boas).

Minha recomendação, nesse caso, é explorar o que as crianças já conhecem para traze-las ao mundo dos RPGS. Sistemas mais abertos e adaptativos, como 3D&T, permitem que qualquer cenário seja portado para as mesas. Dessa forma, basta pegar o que as crianças estiverem consumindo e adaptar. É necessário deixar o preconceito do pensamento adulto de lado para se mergulhar nessa brincadeira, entretanto. Mesmo que possa parecer uma chatice ver Dora Aventureira na TV, para as crianças é algo mágico. Relembrar a magia de programas que muito nos divertiram, como Castelo Rá-Tim-Bum, também é um caminho atrativo e até mesmo lúdico para se seguir com as crianças.

Não tenham medo de se aventurar pelo mundo do que as crianças andam consumindo! Façam uso do desenhos, programas, personagens, filmes, artistas e demais figuras de linguagem que elas já conheçam e se identifiquem para dar o ponto de partida das aventuras e jogatinas.

O melhor caminho talvez seja se ater menos às regras, rolagens de dados e disputas de poder, para se permitir que elas mergulhem em suas fantasias, imaginações, que deem vida a seus personagens, se sintam parte da história e do mundo fictício que estão criando. Tenho certeza que pra elas a experiência é fantástica, mas para as pessoas organizando, é ainda maior!

Arte do livro “The ABC’s of RPG” –

 

COMO E POR QUE JOGAR RPG?

Ora bolas! Sério que precisamos falar sobre isso? Ok, tá bom, tudo bem… só pra dizer que não falamos, né? Então vamos lá!
Como jogar RPG com crianças? A melhor forma, a meu ver, é brincando e se divertindo (o que, convenhamos, a grande maioria de nós está deixando de fazer para advogar regras de sistemas, né?). RPG pode educar, ensinar e muito mais, mas as crianças, conforme um consenso de especialistas no assunto educação infantil, aprendem muito mais através da diversão, e o conhecimento pode ser muito divertido.

Não se atenham a disputas de dados, regras complexas, equações de cálculos de vantagens, combos de habilidades, lógicas de personagens e cenários… deixem que a imaginação tome conta. Por mais maluco ou fantástico que possa parecer, tentem deixar que o mundo e as regras sejam “criados” pelas crianças. Deixem que elas sintam que estão no comando (apesar de sabermos muito bem quem na verdade está controlando tudo), que estão vivendo de fato o que está em suas cabecinhas.

Assim, seria mais interessante para uma criança, por exemplo, ao invés de simplesmente sentar e olhar a explicação sobre matemática, se ela pegasse uma carona com o Pato Donald pela Terra da Matemágica, onde tudo somente pode ser resolvido através de… matemática! Ou então se elas precisarem de completar o texto de um enigma usando o português! Vivenciar uma experiência de química ou de física ao lado de grades nomes da ciência!

RPG não é apenas ficção e faz de conta. História real e conhecimentos reais podem ser utilizados, explicados, vivenciados e ensinados através do RPG! Uma ferramenta poderosa, capaz de se comunicar com crianças através de sua própria linguagem, de forma dinâmica e acessível, e com resultados grandiosos e gratificantes!

E aí? Que tal planejar agora mesmo juntar as crianças e começar a jogar RPG??

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