O Diversão Offline se consolidou como a principal referência no mercado latino americano de RPG e jogos de tabuleiro. Das grandes multinacionais aos estúdios independentes, todas as editoras desejam fazer parte dessa grande festa do hobby.
Cobrir um evento dessa magnitude exige tempo, atenção e uma equipe bem alinhada. A quantidade de atrações torna impossível acompanhar tudo individualmente.
Filas, Lançamentos e Logística no Primeiro Dia
O primeiro dia do Diversão Offline foi o mais movimentado. Por todos os lados, se via filas de jogadores ávidos para garantir os principais lançamentos de jogos de tabuleiro antes que esgotassem.
Embora as filas sejam uma constante em convenções desse porte, as medidas operacionais da organização foram eficazes para reduzir o tempo de espera. Em comparação com a edição anterior, o acesso ficou mais rápido e a entrada do público foi facilitada. Isso permitiu aproveitar as atrações desde as primeiras horas.
Ainda assim, a alta adesão do público gerou gargalos nos estandes das editoras. Marcas com descontos atrativos ou lançamentos de RPG muito aguardados formaram filas extensas que cruzavam os corredores.
Já no domingo, a dinâmica mudou. O público estava mais focado em testar novos protótipos e curtir as atrações, deixando a circulação pelo pavilhão bem mais tranquila.
Premiações: Os Grandes Vencedores do RPG e Board Games
O evento sediou duas das premiações mais importantes do mercado nacional: o Goblin de Ouro e o Prêmio Ludopedia. Ambos funcionam como excelentes termômetros para identificar as tendências e os jogos em alta no Brasil.
Goblin de Ouro
O reconhecimento da indústria nacional ficou evidente no desempenho de editoras e criadores parceiros:
Editora Jambô: Destacou se ao conquistar quatro estatuetas, reconhecendo suas produções digitais e materiais nacionais e internacionais.
Criadores de Conteúdo: Diversos influenciadores e canais de RPG foram homenageados, fortalecendo a divulgação do hobby no país.
Prêmio Ludopedia
No Prêmio Ludopedia, a Jambô voltou a brilhar, dividindo os holofotes com a RetroPunk Publicações e reafirmando a qualidade das produções que chegaram às mesas brasileiras recentemente.
A Experiência do Público: Vale a Pena Ir ao Diversão Offline?
O Diversão Offline continua evoluindo para oferecer uma infraestrutura cada vez mais confortável aos entusiastas. As áreas dedicadas a jogos de mesa estão mais amplas e propícias para partidas longas.
A área de protótipos e jogos independentes continua sendo um dos maiores diferenciais. É o espaço ideal para conversar com game designers nacionais e testar mecânicas inovadoras em primeira mão.
Valeu a pena comprar no evento?
Em relação aos preços, as editoras trouxeram promoções pontuais, embora a margem de desconto não estivesse tão distante dos valores convencionais de mercado. Contudo, o evento trouxe grandes vantagens financeiras para quem queria:
Economizar no frete retirando apoios de financiamentos coletivos.
Garantir lançamentos antecipados que ainda não chegaram às lojas.
Ver participantes circulando com malas de viagem lotadas de caixas de jogos foi uma cena comum, provando que o evento continua muito vantajoso para os colecionadores.
Palestras e Conteúdo Formativo
Além das mesas de jogo, a programação contou com palestras e entrevistas envolvendo game designers internacionais, autores e produtores de conteúdo.
O grande acerto técnico da organização foi o uso de fones de ouvido integrados à transmissão dos palestrantes. Essa solução de isolamento acústico permitiu que o público acompanhasse os painéis com total clareza, sem a interferência do barulho do pavilhão.
Conclusão: Por Que o Diversão Offline É Parada Obrigatória?
Sob a ótica de produção cultural, o Diversão Offline é uma verdadeira aula de organização e adaptação às exigências de um público cada vez maior.
Para os fãs de RPGs, board games e card games, o evento se mantém como parada obrigatória. É o momento perfeito para celebrar o mercado analógico, testar novidades e reencontrar amigos de todo o Brasil.
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Nesse mês, nos dias 11 e 12 de julho, tivemos o Diversão Offline 2026 (DOFF 2026), e nesse evento tivemos duas importantes premiações: Goblin de Ouro e Ludopedia. E claro, o Movimento RPG acompanhou de perto, postando ao vivo pelo Instagram o Goblin de Ouro (@movimentorpg) – antes mesmo do evento -, e mostrou os vencedores desse ano. Aqui, colocamos em texto como foram as premiações.
Goblin de Ouro
O Goblin de Ouro é uma das mais importantes premiações do RPG nacional. Estando desde 2018 no DOFF, ele conta com a participação de um júri experiente capaz de analisar e selecionar a melhor obra na categoria indicada.
A seguir, iremos informar os indicados em cada categoria e o quem foi o ganhador! E, caso prefira, acesse nosso Instagram e clique no Destaque: Goblin de Ouro.
A Ludopedia é um site dedicado exclusivamente a jogos de tabuleiro e RPG. E o prêmio, que carrega o mesmo nome, foi criado em 2015 e foi inserido no evento do DOFF desde então.
Diferente do Goblin de Ouro, o prêmio Ludopedia, além dos especialistas como jurados, conta com a participação do público, onde os cadastrados no site conseguem votar e ajudar a definir os ganhadores.
A seguir, iremos informar os indicados e os finalistas em cada categoria e quem foi o ganhador!
Alesso Sartorelli, Eduardo Turini Ribeiro, Erik Dornelles, Felipe Galdino, José Rotandaro Fonseca, Kerlon Muniz, Luís Jefferson de Oliveira, Marcelo Villanova, Samuel Azevedo, Fernando Lobo Martins, Mike Wevanne;
Alesso Sartorelli, Eduardo Turini Ribeiro, Erik Dornelles, Felipe Galdino, José Rotandaro Fonseca, Kerlon Muniz, Luís Jefferson de Oliveira, Marcelo Villanova, Samuel Azevedo, Fernando Lobo Martins, Mike Wevanne.
Vencedor:
Ordem Paranormal: Vendeta Oculta – Jambô Editora (@jamboeditora): Elisa Guimarães, Everson “Akkiel” França, Kali de los Santos, Karen Soarele, Yasmin Furtado.
Alesso Sartorelli, Eduardo Turini Ribeiro, Erik Dornelles, Felipe Galdino, José Rotandaro Fonseca, Kerlon Muniz, Luís Jefferson de Oliveira, Marcelo Villanova, Samuel Azevedo, Fernando Lobo Martins, Mike Wevanne.
Alesso Sartorelli, Eduardo Turini Ribeiro, Erik Dornelles, Felipe Galdino, José Rotandaro Fonseca, Kerlon Muniz, Luís Jefferson de Oliveira, Marcelo Villanova, Samuel Azevedo, Fernando Lobo Martins, Mike Wevanne.
Há alguns anos, o evento Ludopedia homenageia alguém dentro do ramo, como forma de agradecimento, mas também como incentivo para que mais pessoas sigam os passos dos homenageados.
Este ano, o homenageado foi Carlos Seabra.
Carlos nasceu em Lisboa, mas viveu em São Paulo desde 1969. Desde 1978 ele já trabalhava com o hobby, sendo parte da equipe que publicava fascículos na coleção Todos os Jogos, da Editora Abril Cultural, que saía quinzenalmente em bancas de jornais. Dessa forma, ele participou de mais de 600 jogos de tabuleiros e cartas no período em que esteve lá.
Início e Atualidade
Seu primeiro jogo foi War II, lançado pela Grow em 1981, que criou junto ao seu pai, Mário Seabra (primeiro designer de jogos no Brasil) e Fernando Moraes Fonseca Jr. (que viria a ser um colaborador em outros projetos também).
Carlos já trabalhou em diversas obras, tais como Super Master, Desafino Vol. 1 e Vol. 2, Imagem & Ação, Master Imagem, Castelo do Terror, Gato e Rato, Ayrton Senna – The King of Monaco, Conhecendo o Mundo, e muitos outros! A lista é gigantesca!
Atualmente, ele segue trabalhando em projetos culturais e editoriais ligados a educação digital, inteligência artificial, cultura lúdica e produção de conteúdo, focado em livros infantojuvenis, mas sempre vendo o lúdico, já que essa parte nunca saiu dele.
Em seu discurso de agradecimento, Carlos dedicou o prêmio a seu pai, aquele que transformou o hobby em uma profissão (e levou adiante esse legado). Testando os jogos que ele fazia, foi onde começou a ter a mesma paixão que seu pai, e depois, passou a ajudar a criá-los.
Também mencionou que a criação de jogos de tabuleiro ou cartas são mais complexos em relação a criações digitais, já que precisam de regras bem feitas, sendo essa a parte essencial para sua funcionalidade, e não há possibilidade de apenas aplicar um programa para identificar problemas. É necessário testar manualmente e com calma para achar possíveis soluções.
Parafraseando uma das frases mais famosas que existem (“faça amor, não faça guerra”), ele deixou o palco:
“Jogue, não faça guerra.”
Considerações Finais
As duas premiações foram incríveis.
Goblin de Ouro
No Goblin de Ouro, editoras como New Order Editora, Jambô Editora, Editora Balde Galáctico e Editora Luz Negra receberam inúmeras indicações.
A Jambô levou para casa quatro prêmios (Melhor Aventura, Melhor Cenário, Melhor Localização e Melhor Mídia Escrita). Já a New Order recebeu dois prêmios (Melhor Acessório e Melhor Livro Básico). Enquanto as editoras Luz Negra e Balde Galáctico ganharam um prêmio cada, respectivamente nas categorias de Melhor Arte e Melhor Coesão de Regras.
Além de conquistar o prêmio na categoria Melhor Produtor de Conteúdo, Anna Schermek se destacou ganhando também na categoria de Melhor Canal. Por ser a única mulher solo a levar um prêmio nos dois eventos, eu digo que ela arrasou!
Ludopedia
No Ludopedia houve várias indicações e três finalistas por categoria, bastante gente nova também, o que mostrou a expansão que o evento está seguindo. Sendo mais focado em jogos de mesa, nomes como Grok, MeepleBR, Devir, Asmodee, Ludens Spirit e Bucaneiros foram muito citados, estando sempre entre os finalistas.
Pensando nelas, a Devir recebeu três prêmios, nas categorias Suplemento RPG Global, Jogo Infantil (Designer Nacional) e Jogo Expert Global. Enquanto isso, a Asmodee ganhou nas categorias Jogo Infantil Global e Expansão Global.
A Grok levou para casa os prêmios nas categorias Jogo Expert Design Nacional e Jogo Família Global. A MeepleBR ganhou em Expansão (Designer Nacional), a Ludens Spirit em Melhor Arte e a Bucaneiros em Jogo Família (Designer Nacional).
Seguindo pela linha de novidades, mais um ano tivemos um jogo voltado à cultura africana ganhando indicações e prêmio, com Aiyé: O Mundo dos Orixás (projeto independente) na categoria RPG Design Nacional.
Editoras como Jambô, RetroPunk e Huginn e Munnin também tiveram premiações, onde Jambô ganhou em Suplemento RPG Design Nacional, e a RetroPunk em parceria com a Huginn e Munnin ganharam em RPG Global. Mas percebemos que, enquanto a Jambô se destacou mais no Goblin de Ouro, aqui empresas de jogos de tabuleiro tiveram mais espaço para brilhar.
Além disso, tivemos uma maior variedade de indicados, finalistas e vencedores este ano, mostrando que o mercado voltado a jogos de tabuleiro e RPG está ganhando mais espaço com o passar do tempo e recebendo os holofotes que merece.
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