Criando Ameaças Memoráveis – Caçador: A Revanche 5ª Edição

Em Caçador: A Revanche 5ª Edição, da Galápagos Jogos, os antagonistas são mais do que monstros a serem derrotados. Eles são a engrenagem central do horror contemporâneo: forças ocultas que manipulam, caçam, corrompem e observam os personagens muito antes de serem enfrentadas diretamente.

Um bom antagonista nesse jogo deve gerar tensão constante, provocar dilemas morais e obrigar os Caçadores a tomarem decisões difíceis, muitas vezes sem saber se estão realmente do lado certo.

Criar antagonistas eficazes passa por três etapas principais: conceito narrativo, função dramática e construção mecânica dentro das regras da 5ª edição.


1. Definindo o Conceito: O Que Está Sendo Caçado?

Antes de pensar em atributos e poderes, o Narrador deve responder a perguntas essenciais:

  • O antagonista é realmente sobrenatural ou apenas parece ser?

  • Ele age sozinho, faz parte de uma conspiração ou lidera um culto?

  • O que ele quer e por quê?

  • Quem já foi afetado por suas ações?

Em Caçador, muitas vezes a ameaça não se revela de imediato.

Um espírito vingativo pode se manifestar apenas por coincidências sinistras; um vampiro pode usar intermediários; uma corporação pode estar encobrindo fenômenos inexplicáveis.

Antagonistas eficazes costumam deixar rastros: desaparecimentos, gravações corrompidas, relatos contraditórios, cenas de crime impossíveis.

Esses sinais constroem suspense e permitem investigações longas antes do confronto final.

Outro ponto importante é a ambiguidade moral

A 5ª edição enfatiza que nem todo inimigo é puramente maligno.

Um demônio pode estar preso por um pacto antigo; um lobisomem pode proteger um território sagrado; um espírito pode agir por vingança legítima.

Forçar os Caçadores a decidir se devem destruir, negociar ou conter a criatura reforça o tom trágico e paranoico do jogo.


2. Função Dramática: Como o Antagonista Pressiona o Grupo

Cada antagonista deve cumprir um papel claro dentro da história. No caso, alguns funcionam como predadores ocultos, atacando lentamente e fazendo o grupo correr contra o tempo.

Outros são manipuladores, usando autoridades, mídia ou cultos para se proteger. Há também os ícones do horror, figuras poderosas cuja simples presença muda a dinâmica da cidade inteira.

Em campanhas mais longas, é útil pensar em camadas: um monstro imediato pode ser apenas a ponta do iceberg, ligado a algo maior: uma célula de vampiros, uma entidade antiga despertando ou uma organização humana que explora o sobrenatural.

Isso permite escalar a ameaça e criar antagonistas recorrentes, algo muito valorizado no sistema.

O Narrador também pode usar antagonistas para testar as Convicções e Transtornos dos personagens.

Colocar inocentes em risco, exigir sacrifícios ou revelar que a criatura tem vínculos humanos força escolhas difíceis, que alimentam o drama pessoal — um dos pilares da 5ª edição.


3. Construção Mecânica: Estatísticas Enxutas e Ameaças Claras

Diferente de edições antigas, a 5ª edição prefere antagonistas com fichas mais diretas, focadas em nível de ameaça, poderes marcantes e táticas. Em vez de detalhar cada habilidade, o Narrador define:

  • Reservas principais de dados para ataques, defesas e ações especiais.

  • Traços únicos, como regeneração, controle mental ou movimentação impossível.

  • Limitações ou fraquezas que possam ser descobertas na investigação.

Isso mantém o ritmo rápido e evita que o foco saia da narrativa.

Um espírito pode ter poucos ataques, mas ser quase impossível de ferir sem um ritual; um vampiro pode dominar socialmente, mas ser vulnerável à exposição pública; um culto humano pode ser numeroso, porém frágil individualmente.


Recursos Diferenciados do Sistema

Caçador: A Revanche 5ª Edição oferece ferramentas próprias para enriquecer o uso dos antagonistas.

Desespero e Pressão Narrativa: O jogo incentiva situações em que os Caçadores estão sempre um passo atrás. Relógios narrativos, consequências progressivas e ameaças fora de cena mantêm o antagonista ativo mesmo quando não aparece.

Perigos Ambientais: Em vez de apenas rolar ataques, antagonistas podem controlar o cenário: incêndios provocados por entidades, quedas de energia, multidões manipuladas, edifícios amaldiçoados. Isso transforma confrontos em sequências tensas e cinematográficas.

Condições e Complicações: Terror, ferimentos persistentes, paranoia e falhas críticas reforçam que lutar contra o sobrenatural tem custo alto. Bons antagonistas exploram essas fragilidades, fugindo quando feridos e retornando mais tarde.

Ameaças Humanas: Um diferencial importante é que humanos continuam sendo antagonistas viáveis — policiais corruptos, executivos, fanáticos religiosos ou hackers — muitas vezes tão perigosos quanto monstros, especialmente quando protegem algo que não compreendem.


Conclusão

Em Caçador: A Revanche 5ª Edição, antagonistas não são apenas obstáculos mecânicos, mas motores de horror, tensão e escolhas morais.

Criá-los envolve pensar em motivações, impacto na comunidade, conexões ocultas e como o sistema pode amplificar seu perigo sem sobrecarregar as regras.

Quando bem construídos, eles transformam cada investigação em uma corrida contra o desconhecido — e cada vitória em algo amargo, incompleto ou temporário.


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Autor: Álvaro Bevevino.
Revisão: 
Raquel Naiane.

Caçador: A Revanche – Ideias de Aventuras

Se você está preparando suas sessões de Caçador: A Revanche, ou quer ideias frescas para aplicar na sua mesa, este post traz sete propostas de aventura adaptáveis, com diferentes tons, focos e temas para ajudar a dinamizar suas crônicas. Sinta-se livre para mesclar, adaptar ou reordenar conforme o estilo do seu grupo.

1. Sussurros no Bairro

Um bairro periférico de uma metrópole brasileira vive uma onda de desaparecimentos entre os jovens que saem à noite.

Boates, festas ilícitas e becos esquecidos são o cenário. Os personagens recebem o chamado de uma testemunha traumática e partem para investigar.

Logo se deparam com uma criatura sobrenatural que manipula os vulneráveis, oferecendo “brilho” e status em troca da lealdade.

A investigação envolve interrogar os familiares, rastrear câmeras de segurança, infiltrar-se em festas clandestinas e seguir pistas pelas vielas.

O clímax acontece ao descobrir um armazém abandonado onde um ritual está prestes a acontecer.

No final, a testemunha revela-se cúmplice, seja intencionalmente ou coagida. A aventura fecha com os Caçadores resgatando vítimas e descobrindo uma rede maior, deixando um gancho para continuidade.

2. A Cicatriz no Tempo

Um velho hospital psiquiátrico desativado está prestes à demolição. Mas antes disso, uma organização privada contrata os Caçadores para investigar relatos de aparições, sombras sentindo presença e vazamentos de documentos antigos que indicam experimentos com pacientes.

O local oferece atmosfera sombria: macas vazias, salas trancadas, arquivos velhos, manchas de sangue e diário de pacientes.

A entidade ali é antiga, alimenta-se de culpa, medo e dor humana. No decorrer, os jogadores percebem que a “experiência” não foi apenas médica, mas algo ligado ao sobrenatural.

O confronto se dá num nível psicológico e físico, quando a entidade se manifesta e os Caçadores devem decidir se a destroem ou libertam-na.

No final, descobrem que uma corporação usava aquele hospital como base oculta para seus próprios propósitos.

3. Anjos Caídos da Internet

No mundo conectado, uma criatura sobrenatural ou coletivo a ela ligado está usando plataformas de streaming, fóruns ocultos e “influencers” para influenciar jovens vulneráveis a entrar em “programas” sombrios.

Os personagens se envolvem numa investigação digital: rastreamento de perfis falsos, deep web, canais de live que desaparecem.

Depois, vão a campo: um coworking abandonado ou local físico que serve como “quartel” do recrutamento. O clímax acontece na “transmissão final” onde o ritual vai ao vivo.

A reviravolta: o antagonista é um ex-jornalista que tomou conhecimento da verdade e agora manipula ambos os lados.

O desfecho força os Caçadores a decidir entre salvar vítimas, expor tudo ou interromper a transmissão com o risco de chamar atenção para o mundo sobrenatural.

4. Operação Eclipse

Uma startup de biotecnologia anuncia um tratamento revolucionário para depressão, insônia, ansiedade.

Porém, os Caçadores descobrem que o “tratamento” é na verdade um experimento que abre portais para o sobrenatural ou permite a criaturas manipularem humanos como presas.

O tom é thriller corporativo: infiltrações em laboratórios, documentos médicos suspeitos, voluntários que ficam alterados, surgimento de “meia-humanos”.

O antagonista direto pode ser uma corporação com a fachada limpa, mas que serve a uma facção vampírica ou de lobisomens.

O confronto final acontece em laboratório subterrâneo ou complexo isolado enquanto o relógio corre para o lançamento do produto.

O gancho para a crônica: evitar que o “tratamento” se espalhe ou assumir controle da tecnologia.

5. A Última Reunião dos Caçadores

Seu conclave resolve reunir células regionais numa pousada ou resort isolado para trocar informações e coordenar ações.

O setting é “seguro”, mas a tensão cresce: rivalidades latentes, desconfianças entre células, rumores de traição.

Durante a noite, acontece o ataque: os Caçadores descobrem que um dos participantes é traidor ou está sob controle de uma entidade rival.

Eles ficam isolados, comunicações cortadas, monstros invadem o local. A investigação da traição mistura com combate à sobrevivência.

A reviravolta: o traidor foi coagido ou manipulada, e o alvo real era o conclave inteiro. O desfecho pode levar a um recuo tático ou a uma contraofensiva contra a facção inimiga que orquestrou tudo.

6. Sombras no Corpo de Polícia

Dentro de uma grande cidade, uma delegacia ou corpo policial esconde segredos: um delegado-chefe está envolvido com sociedades que protegem monstros ou os ajudam em troca de favores.

Os Caçadores entram como consultores ou iniciam uma investigação interna, infiltrando-se nos corredores da lei.

O cenário mistura política, moralidade e horror sobrenatural. O antagonista pode ser um vampiro ou lobisomem que usa o aparato policial para eliminar ameaças e manipular casos.

O clímax ocorre em prisão abandonada ou no subsolo da delegacia, com embate entre agentes humanos, criaturas e os Caçadores.

A reviravolta: um Caçador infiltrado acaba marcado ou virou alvo. O desfecho: derrubar a proteção institucional ou criar uma aliança honesta para lutar de dentro.

7. Ecos do Passado: o Ritual do Véu

Uma antiga seita operou há décadas no Brasil realizando rituais para abrir o véu entre o mundo humano e o sobrenatural.

Agora, vestígios desse ritual estão emergindo: símbolos em cavernas, testemunhas enlouquecendo, artefatos antigos surgindo.

Os Caçadores investigam o passado: diários de bruxos, fotografias antigas, jornais velhos. O ambiente é remoto: selva, cavernas ou regiões pouco exploradas.

Eles precisam impedir que o ritual final aconteça e o portal seja aberto. A entidade principal quer fundir ambos os mundos criando “híbridos”.

O confronto final envolve proteção de testemunhas, desativar o ritual e enfrentar criaturas emergentes.

No fim, o véu é remendado temporariamente, mas o preço é alto: talvez um personagem tenha que pagar sacrifício ou revelar sua identidade pública.


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Black Stories – resenha – Na mesa

Black Stories é um jogo de cartas. MAS, é cooperativo. Você precisa desvendar o mistério de cada carta, com perguntas de resposta sim, não ou não relevante, sem limite de tempo. Podem se aventurar  2 pessoas ou mais, muito mais. 

Black stories

Ficha Técnica

Número de jogadores: 2-99(?) jogadores

Tempo: 10 minutos a quanto tempo você quiser
Mecânicas: cooperativo, enigmas
Editora: Moses., licenciado no Brasil pela Galápagos Jogos

Idade recomendada: de 12 anos ao infinito

Componentes (jogo base): 

  • 1 Livro de regras
  • 50 Cartas de tamanho, sendo: pelo menos uma ilustração e um mistério, na frente, com resposta do mistério, no fundo. Tamanho 88mm x 126mm

 

Como funciona Black Stories

Um jogador escolhe uma carta, com um mistério na frente, uma ilustração , e a resposta do mistério no verso. O objetivo do(s) outro(a) jogador(es) é explicar como se deu o mistério, ou fato inusitado, interrogando o “mestre” do mistério.

Te dar um exemplo de minha autoria (depois de um tempo, você “pega o jeito” , e consegue criar seus próprios mistérios para outros jogadores.)

Mestre: Mistério: 22 pessoas morreram a noite. Adivinha porquê.

Jogador 1: Onde morreram?

Mestre: Pergunta inválida. A resposta precisa ser sim, não, ou não relevante. Tenta de novo.

Jogador 2: A morte foi acidental?

Mestre: Sim! …

Isto quer dizer, você precisa fazer perguntas até desvendar como ocorreu o mistério. Que pode ser morte, furto, ou nenhum desses..

(Passo a resposta do meu mistério no fim, curioso!)

O jogo é cooperativo.

O que gostei em Black Stories

Black Stories

 

 

  1. Cooperativo. Os jogadores devem trabalhar em conjunto e recapitular o que sabem para chegar a conclusão
  2. Portátil, da pra levar pra qualquer lugar
  3. A dinâmica do jogo vai alternar casos fáceis com difíceis
  4. Duração de tempo variada.
  5. E você pode alternar: uma vez você joga como jogador, outra como mestre.
  6. Gostei da arte com a proposta de jogo. Vamos sair da telas um tempo.
  7. Qualquer filme de investigação e mistério pode servir de inspiração

O que não gostei …

 

  1. Após o uso das 50 cartas, todo mundo já conhece todos os mistérios, e não dá para reaproveitar. Tem jogabilidade extensa, porém limitada. 
  2. Cuidado com temas sensíveis. Para crianças ou adolescentes, há algumas caixas específicas, de outra forma, você precisa selecionar a carta.
  3. Assumo que você tenha maturidade para entender que NÃO é um jogo de mestre contra os outros jogadores.
Black Stories

Entretanto, tem regras da Casa?

Tenho.

  1.  Para não tornar o jogo frustrante, coloco a opção de “dicas” — os jogadores podem pedir uma ou duas dicas se a evolução estiver lenta.
  2. Às vezes, um jogador depois de iniciar o “mistério” , lembra que já viu. Pode auxiliar os outros, sem revelar totalmente.
  3. A opção de  ter 2 ” mestres” em grupos maiores é interessante, um auxiliando o outro.
  4. Cada jogador faz uma pergunta de cada vez, alternando a vez. Isso diminui o risco de “jogador alfa”, conduzindo tudo o tempo todo. 

Se te recomendo Black Stories?

Muito. É uma boa forma de apresentar o conceito de jogos cooperativos, de investigação e mistério, para jogadores novos.

Se for com crianças, filtre as cartas, ou pegue caixas específicas para crianças.

Novas edições da Galápagos traduziram como Histórias Sinistras, mas só muda o nome.

Até breve, todavia…

22 pessoas morreram a noite. Como?

Baseado em fatos reais. Numa praia na Inglaterra, a maré tem uma enorme variação de nível do mar. Na maré baixa, pequenas poças com muitos mariscos se tornam acessíveis.

Um grupo de marisqueiros novatos foi surpreendido enquanto colhiam mariscos a noite, e a maré avançava a cerca de 7 km/hora. (Uma pessoa caminha cerca de 3 a 4 km/h). Considere ainda que a água tem cerca de 7 vezes mais densidade que o ar.

Infelizmente, morreram afogados, na mesma praia.

Dá uma olhada no site da Galápagos Jogos, se curtir.

Gostou, então já sabe!

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Elder Sign – resenha – Na mesa

  • Elder Sign é um jogo de tabuleiro. Você precisa salvar o mundo, antes que um dos Anciões desperte, e destrua tudo. Para isso você precisa de sorte, estratégia e do Símbolo Ancestral (Elder Sign), enquanto se aventura no Museu da Universidade de Miskatonic. Pode se aventurar sozinho ou em grupo.
Elder Sign

 

Ficha Técnica

Número de jogadores: 1-8 jogadores
Tempo: 1 a 2 horas
Mecânicas: cooperativo, estratégia, sorte, em turnos
Editora: Fantasy Flight Games, licenciado no Brasil pela Galápagos Jogos

Idade recomendada: 14 anos

Tamanho e peso da caixa:‎ 26 x 5,5 x 26 cm; 2 quilogramas

Componentes (jogo base): 

  • 1 Livro de regras
  • 1 relógio de papelão
  • Ponteiro de papelão para o relógio
  • Conector de plástico para o ponteiro
  • 1 ficha da entrada
  • 6 dados verdes
  • 1 dado vermelho
  • 1 dado amarelo
  • 80 Cartas de tamanho tarô, sendo:
  • 08 cartas de Ancião
  • 16 cartas de investigador
  • 48 cartas de aventuras
  • 08 cartas de outro mundo
  • 76 cartas pequenas, sendo
  • 12 cartas de itens comuns
  • 12 cartas de itens especiais
  • 12 cartas de feitiço
  • 8 cartas de Aliado
  • 32 cartas do Mito
  • 144 fichas e marcadores de papelão, sendo
  • 16 marcadores de investigador
  • 30 fichas de sanidade
  • 30 fichas de resistência
  • 15 fichas de pista
  • 22 marcadores de monstros
  • 5 marcadores de monstros da máscara
  • 12 fichas de perdição 17 fichas de Símbolos Ancestrais
  • Elder Sign Galápagos

Como funciona Elder Sign

Você é um investigador, com o objetivo de salvar o Mundo, antes que um grande Ancião desperte.

Toda a “ação” se passar no museu da Universidade de Miskatonic, e em suas cercanias.

Isto quer dizer, você precisa cumprir os desafios propostos em cada uma das salas do museu, através de resultados de dados (sorte), mas tem meios de influenciar as probabilidades com itens comuns, itens especiais, pistas e aliados, além da “concentração” (estratégia). 

O jogo é cooperativo. Os jogadores (investigadores) precisam recolher um certo número de Símbolos Ancestrais para selar o Ancião para sempre. (Ou até a próxima partida).

O que gostei em Elder Sign

 

Muitas regras combinam com a ambientação.

  1. O Museu fica aberto ao público de meio-dia a meia-noite, o que quer dizer que os investigadores agem enquanto o museu está “fechado” ao público, na madrugada e de manhã.
  2. Cada investigação dura 3 horas no relógio de papelão. Ao purgar ou decifrar cada sala, o tempo passa.
  3. A dinâmica do jogo vai fazer monstros aparecerem (cada vez mais), numa contagem regressiva para o despertar do Ancião, e alguns desafios vão cobrar resistência e sanidade dos investigadores, cada um com uma habilidade especial.
  4. Caso o Ancião desperte, as chances de sucesso são minúsculas.
  5. Muita rejogabilidade. Demorei de ver cartas de museu se repetir, e a mudança de investigador em outra partida, muda a estratégia. E cada Ancião (são 8) tem um desafio diferente.

O que não gostei …

Algumas fontes escolhidas para leitura são pequenas, e outras “pouco amigáveis”.

O balanceamento dos investigadores não achei legal. Alguns são muito mais fortes do que outros.

Assim, se você quer um jogo mais denso, procura os “irmãos maiores”. Este é pra introdução. E ainda, o jogo cooperativo pode resultar no “jogador alfa”, que dita a estratégia.

Entretanto, tem regras da Casa?

Tenho. A primeira que testei/descobri é uma mecânica de qualquer jogador entrar ou sair do jogo a qualquer momento, depois seguem outras. Olha abaixo.

  1. Como o museu funciona de Meio-dia a meia-noite, e os investigadores agem nos horários em que o museu estaria “fechado”, assumo que se no meio da partida, um jogador precisa sair, sua personagem cansou de passar os últimos dias da Terra tentando salvar o mundo. Daí, decidiu curtir a vida. Entrega pra os companheiros os itens que tiver e “au revoir“. Boa sorte pra os que ficam.
  2. De forma inversa, se chega um jogador no meio da partida, assumo que um investigador descobriu que o mundo está pra acabar, e decidiu ajudar. Entra com seus itens iniciais, e ocupa 3 horas no relógio.
  3. A opção de pausa na entrada do museu para procurar no achados e perdidos ou descansar pra se curar fazia um jogador “perder a vez”. Também comprar itens com troféus. Tornei estas opções ações livres. O jogador pode fazer tudo isso, e ainda “desafiar ” uma das salas do museu. Deixa o jogo mais fácil, todavia, mais dinâmico.
  4. Você só poderia cumprir um dos desafios das salas do museu de cada vez, por rolagem de dados. Eu decidi que numa única rolagem, pode fazer isso, desde que cumprindo as cartas em que a ordem de resolução é específica. Tem uma personagem com esta habilidade. Entretanto, esta personagem se tornou “obsoleta“, mas ganhei agilidade, diminuindo o número de rolagens de dados por partida, e como tem um total de 16 personagens, “percoapenas uma.
  5. Quando tem jogador novo, eu fico de “mestre” , só lembro as regras, movo o relógio, etc. Isto evita que eu haja como um jogador “alfa”, ditando a estratégia.

Se te recomendo Elder Sign?

Muito. É um “irmão mais novo”  da série Arkham Horror. Minha filha de 13 anos jogou bastante, curtiu, fez e faz sucesso, ela leva pra casa de amigas e “mestra” cada partida. Serve como introdução para jogos mais tensos de terror.

Sou apaixonado pelo jogo. Pela atmosfera, detalhes e simplicidade. Como você vai descobrir, nem só de jogos “pesados” vive o horror de Lovecraft.

Até breve, Investigador. O mundo aguarda seu resgate, nas salas empoeiradas do misterioso museu.

Dá uma olhada no site da Galápagos Jogos, se curtir.

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Vampiros e RPG- Aprendiz de Mestre

Vampiros e RPG. Combater, interpretar, ou caçar. O que fazer com os monstros mais sedutores da cultura pop? A escolha é sua!

Venha, Aprendiz de Mestre. Um dia chego se não a 100 anos, pelo menos a 100 posts, aqui no movimento RPG.

As criaturas da noite nos esperam. Se vamos falar de…

Vampiros e RPG, comecemos por Drácula…

…o primeiro e mais famoso vampiro da cultura pop, trazido pelo livro de Bram Stoker, e depois aparecendo em filmes (muitos em preto e branco), videogames, Histórias em Quadrinhos, Animes, comédias e animações.

Originalmente, no livro, Drácula como personagem é montado como o estudo de um criminoso, a luz dos conhecimentos científicos e investigativos da época.

Outros exemplos: o Vampiro Lestat e companhia, de Anne Rice. A Hora do Vampiro, de Stephen King.

Alguém se recorda do videogame (e anime) Castlevania? Quer ver nossa adaptação para 3DeT? Clica aqui!

A “Saga Crepúsculo“, também definida como “…os livros de Crepúsculo são pornô adolescente. Os livros não são sobre vampiros e lobisomens…” por Stephen King (adivinha se sou fã do velho…)

Mas voltando a nosso questionamento inicial:

Vampiros e RPG: combater os monstros?

Em muitos RPGs, vampiros são “apenas” monstros, estão lá como um obstáculo a ser vencido. Às vezes, porém, com alguns diferenciais, como mordida que pode transmitir o vampirismo, tornando o personagem um vampiro em x dias. Isso pode ser a trama da aventura – curar o personagem ANTES que ele se torne uma monstruosidade.

Um dos cenários mais conhecidos de D&D, Ravenloft, coloca os vampiros no “topo” da cadeia alimentar, influenciando a vida de todos os viventes daquela região.

Mas, ó, chega dessa coisa de ter medo de perder níveis. Se trancar em casa depois do pôr do Sol, colocar alho nas portas e janelas. Bora pra cima. Hora de virar a mesa.

Interpretar um vampiro (ou vampira).

A própria transformação de um mero mortal em uma criatura potencialmente eterna (não morre por causas naturais), já pode gerar a primeira aventura. Aliás, fiz uma micro enquete, parece que interpretar é a forma preferida de se utilizar os mortos-vivos mais conhecidos em RPG.

Isso mexe com nossas fantasias de vida eterna, sensualidade, poder…

Vampirella, a sensual “super-heróina” vampira dos quadrinhos, veio a sua mente?

Por outro lado, também pode suscitar o horror pessoal, a “fome” ou “sede” , o lado bestial, os impulsos “ruins”.

Entretanto, temos RPGs para interpretar um vampiro(a)?

  1. Vampiro, a máscara – da White Wolf, com muitos poderes, intrigas políticas e socialização. No Brasil pela Editora Galápagos. Quer criar uma cidade? Olha nosso post: By Night: Criando uma Cidade para sua Crônica – Dicas de Vampiro: A Máscara
  2. Vampiro, Sozinho na Escuridão , pela Editora 101 Games, super brasileiro! Quer ver nossa resenha?
  3. As 7 baladas Oeste Sombrio, pela Editora Nozes Game Studios, permite que você seja um vampiro no Velho Oeste, entre outras bizarrices, (no bom sentido). Sim, também temos resenha! (Também do Brasil, …Sil, …Sil…)

Todavia, também há a opção de …

Caçar Vampiros no seu RPG.

Não basta combater. Eles se escondem. Precisamos achar as criaturas, estejam onde estiverem. Invadir seus ninhos, fortalezas e criptas.

  1. No próprio World of Darkness, (nosso Mundo das Trevas em português) pela Editora Galápagos. Há humanos comuns que “batem de volta”.  Conheça: Caçador: A Revanche.

    Os ritos de criação são tão variados…

  2. Night’s Black Agents — como super espiões, vamos botar os vampiros dentucinhos pra correr. O banco de sangue relata permanentemente baixos estoques, apesar das campanhas de doação? Investiguemos! Pela Editora New Order, no Brasil.
  3. Caçar vampiros na Escandinávia? Claro, porque não? Vaesen, trazido ao Brasil pela Editora Retropunk. Quer uma resenha? Toma! Quer um cupom e desconto na retropunk? movimentorpg10.
  4. Delta Green”, já financiado com sucesso pela Editora Retropunk, numa pegada mais contemporânea.
Delta Green
Vaesen

 

 

E finalmente…

O sol se pôs. Há muitas referências na ficção para inspirar aventuras.

Filmes:

  1. A Hora do Espanto
  2. Os Garotos Perdidos
  3. Vampiros, de John Carpenter
  4. A Hora do Vampiro (filme e livro)
  5. Saga Crepúsculo… (Por sua conta e risco)
  6. Abigail
  7. Um drink no inferno.
  8. Os vampiros que se mordam (comédia/sátira)
  9. Força Sinistra

E ainda quadrinhos, contos, videogames…

Encerro por aqui. Um feliz mês das bruxas. Tranque as portas e janelas. Cheque os crucifixos e o alho. Faltam apenas algumas horas para o sol nascer…

Se curtiu e quiser dar uma chance a mais conselhos deste humilde escriba e produtor de conteúdo, seu criado, em breve abordarei este tópico no nosso podcast, o dicas de RPG. Adeus, não…

…até breve, e por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PicPay, PIX ou também no Catarse. E com isso, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos! Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica através deste link!

 

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