Abissais e Celestiais da Tormenta – Área de Tormenta

No livro Deuses de Arton, somos apresentados a diversas castas de abissais celestiais. Com diferentes habilidades, capazes de auxiliar ou caçar devotos de deuses que canalizam energia oposto as suas.
Mas a Tormenta ascendeu ao panteão, e é impossível imaginar que isso também não afetaria os espíritos divinos. No Área de Tormenta de hoje, vamos corromper os espíritos abissais e celestiais, imaginando suas fichas com um toque mais… lefeu.

Mesmo nos reinos divinos, é impossível escapar da Tempestade Rubra.

A Tormenta é Divina

Até o momento que este texto está sendo escrito, a Tormenta invadiu e corrompeu dois reinos divinos: Ninvenciuén e Kulandi (agora chamado de Shand’Krar), da caída Glorienn e do falecido Tauron, respectivamente. Ambos deuses que canalizam energia positiva e neutra.

Não se sabe exatamente o que se houve com os seres celestiais e abissais que habitavam esses reinos, muitos que cruzam o éter em busca de influenciar os mortais em Arton possivelmente não tentaram voltar aos seus planos de origem para tentar a sorte contra os demônios da tempestade rubra, mas é possível que outros abissais tenham tentado a sorte nos novos reinos divinos, ou tenham sido criados como paródia de seus primos pelo próprio Aharadak e os demais lordes da Tormenta.

Os seus próprios demônios, os lefeu, já cumprem o papel de emissários da vontade da Tormenta, mas a mesma não perderia a chance de mostrar para Arton que mesmo seu pós-vida não está a salvo da tempestade de sangue, e que mesmo seus anjos e demônios uma hora iriam ceder. E também virariam lefeu.

Todas as criaturas abaixo são versões de ameaças já existentes, principalmente do livro Deuses de Arton, mas convertidas para criaturas lefeu. Elas permanecem sendo do tipo Espírito (ou do seu tipo principal original), mas recebem o subtipo lefeu, ganhando todas as suas características presentes no livro básico de Tormenta20, pág. 315.

Abissais

Os demônios abissais, atraídos pela energia negativa canalizada pelo agora novo deus da Tormenta, são como mariposas próximos a uma vela, instintivamente se aproximando dos mundos corrompidos, seja por vontade ou simplesmente atraídos mesmo. Apesar de alguns poucos se manterem intactos, mesmo a serviço de Aharadak, a maioria é transformada em algo melhor e mais forte.

Atrás das sombras, ainda há lefeu.

Aicha’Raik

Versão corrompida do Aucharai (Deuses de Arton, pág. 253).

Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:

  • Aumenta o ND para 8.
  • Tipo: Espírito (lefeu) Médio Solo.
  • Percepção +12.
  • Defesa 28, Fort +9, Ref +20, Von +11.
  • Demais perícias aumentam em +1.
  • Aumenta a CD das habilidade para 26.
  • Pontos de Vida 320.
  • Ataque: Corpo a Corpo Duas espadas curtas +22 (2d6+20, 19).
Habilidades

Adicione Insanidade da Tormenta 2d6 (Von CD 26 evita).

Troque Detectar Pensamentos por Detectar Pesadelos.

Detectar Pesadelos. O Aicha’Raikk detecta constantemente os medos mais profundos de todas as criaturas em alcance curto. Ele não pode ser surpreendido por criaturas que estejam sob efeito de medo dentro da área desta habilidade e recebe +4 na Defesa e em testes de perícia contra elas.

Troque Protegido pela Escuridão por Protegido pela Tormenta.

Protegido pela Tormenta. Na primeira vez na cena em que uma criatura ver o aicha’raikk e sempre que ele sofrer dano enquanto estiver desprevenido pelo aicha’raikk, ela deve fazer um teste de Vontade (CD 26). Se falhar, fica abalado até o fim da cena. Se falhar novamente e já estiver abalada, perde 1d6 PM.

Bem… Não deixa de ser um Guerreiro de Chifres

Carva’Rek

Versão corrompida do Guerreiro de Chifres (Tormenta20, pág. 267).

Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:

  • Aumenta o ND para 5.
  • Tipo: Espírito (lefeu) Médio Solo.
  • Percepção +5, percepção às cegas, visão no escuro.
  • Defesa 24, Fort +15, Ref +13, Von +11, redução de dano 10.
  • Demais perícias aumentam em +1.
  • Pontos de Vida 185.
  • Ataque: Corpo a Corpo Machado de Guerra +17 (3d6+18, x3) e dois tentáculos +17 (1d10+12).
Habilidades

Adicione Insanidade da Tormenta 2d4 (Von CD 22 evita).

Altere o texto de Marrada para o a seguir:

Marrada (Completa). O Carva’Rek faz uma investida e ataca com seu machado de guerra e seus dois tentáculos. Os três ataques recebem o bônus de +2 da investida, mas devem ser feito contra o mesmo alvo.

Adicione a habilidade Frenesi do Desespero.

Frenesi do Desespero (Padrão). O Carva’Rek rasga o próprio peito, fazendo surgir tentáculos da Tormenta que explodem e atacam os inimigos ao redor. Faça um ataque corpo a corpo com o tentáculo e compare-o com a Defesa de cada inimigo em alcance curto. Então faça uma rolagem de dano com um bônus acumulativo de +2 para cada acerto e aplique-o em cada inimigo atingido. Caso o ataque supere a Defesa de algum inimigo em 10 ou mais, ele também fica caído. Recarga (Causar um acerto crítico com um dos tentáculos).

O espírito vingador da Tempestade Rubra.

Inevitável da Tormenta

Versão corrompida do Probo (Deuses de Arton, pág. 279).

Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:

  • Aumenta o ND para 13.
  • Tipo: Constructo (lefeu) Médio Especial.
  • Iniciativa +10, Percepção +15, visão no escuro.
  • Defesa 43, Fort +18, Ref +14, Von +24, cura acelerada 5, redução de dano 15, resistência a magia +8.
  • Demais perícias aumentam em +1.
  • Aumenta a CD das habilidade para 37.
  • Pontos de Vida 570.
  • Pontos de Mana 61.
  • Ataque: Espada bastarda profana x3 +28 (1d12+25, 18, mais 2d6 ácido).
Habilidades

Adicione Insanidade da Tormenta 2d10 (Von CD 37 evita).

Troque Ler Seus Direitos para Seu Direito é Lefeu.

Seu Direito É Lefeu (Movimento, 3 PM). Uma criatura em alcance curto fica abalada por 1 rodada, ou fica confusa por 1 rodada se for a criada que o Inevitável da Tormenta está caçando (Fort CD 37 evita).

Troque Negar Recurso por Memórias Corrompidas.

Memórias Corrompidas (Reação, 3 PM). Uma vez por rodada, quando uma criatura em alcance médio do Inevitável da Tormenta usa uma habilidade ou lança uma magia, ela devem fazer um teste de Vontade (CD 37). Se falhar, a habilidade ou magia não tem efeito, mas a criatura perde a ação e os PM que utilizou mesmo assim. Se a habilidade fizer a criatura se deslocar, ela ainda se desloca, mas não recebe ou realiza nenhum efeito da sua habilidade.

O demônio voraz criado da Tormenta

Jhum’Mariek

Versão corrompida do Jhumariel (Deuses de Arton, pág. 255).

Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:

  • Aumenta o ND para 12.
  • Tipo: Espírito (lefeu) Grande Solo.
  • Iniciativa +9, Percepção +10, faro, visão no escuro.
  • Defesa 39, Fort +23, Ref +16, Von +13, redução de dano 15.
  • Demais perícias aumentam em +1.
  • Aumenta a CD das habilidade para 34.
  • Pontos de Vida 600.
  • Ataque: Quatro garras +36 (2d10+22, 19).
Habilidades

Adicione Insanidade da Tormenta 2d10 (Von CD 34 evita).

Troque Cuspe por Raio Aberrante.

Raio Aberrante (Padrão). O jhum’mariek dispara um raio de matéria vermelha em uma criatura em alcance curto. A vítima sofre 8d10 pontos de dano de ácido e fica coberto de matéria vermelha que causa 3d6 pontos de perda de vida no inicio de cada um dos seus dois próximos turnos (Ref CD 34 reduz à metade e evita a matéria vermelha). Enquanto estiver coberto de matéria vermelha, fica em condição terrível para lançar magias.

Troque Invocar Carvarel para Invocar Carva’Rek.

Invocar Carva’Rek (Completa). Uma vez por cena, o jhuma’mariek invoca 1d4+1 carva’reks (veja acima). Eles surgem em espaços desocupados em alcance curto e agem a partir da próxima rodada, em suas iniciativas.

A cor que veio da Área de Tormenta.

Lumina’Dak

Versão corrompida do Luminar (Deuses de Arton, pág. 275).

Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:

  • Tipo: Espírito (lefeu) Minúsculo Especial.
  • Percepção +10.
  • Imunidade a dano (exceto de armas de matéria vermelha e aço rubi) e a efeitos de sentido.
  • Perícias aumentam em +1. Troque Diplomacia para Intimidação.
  • Parceiro. Um lumina’dak parceiro fornece os benefícios a seguir. Iniciante: Uma vez por rodada, você pode gastar 2 PM para causar 2d6 pontos de dano não letal de ácido em uma criatura em alcance curto. Veterano: Como acima, mas você também pode gastar 1 PM para conceder um bônus de +4 em seus testes de ataque e rolagens de dano, e nos de seus aliados em alcance curto, por 1 rodada. Cada aliado voluntário afetado perde 1 PM também. Mestre: Como acima, mas você pode gastar 4 PM para causar 4d6 pontos de dano não letal de ácido.
Habilidades

Adicione Insanidade da Tormenta 1d4 (Von CD 18 evita).

Troque Abençoar por Atormentar.

Atormentar (Padrão). Criaturas a escolha do lumina’dak em alcance curto recebem +1 em testes de ataque e rolagens de dano até o fim da cena. Se um dos alvos for lefou ou lefeu, o bônus aumenta para +2.

Troque Aliviar por Desesperar.

Desesperar (Padrão). O lumina’dak emite uma luz que não deveria existir para uma criatura em alcance curto, ela perde 2d4+2 PM (Vontade CD 18 reduz à metade).

Troque Sacrífico por Privilégio.

Privilégio (Completa). O lumina’dak se transforma em uma forte luz aberrante, que não deveria existir, em um raio de 9m. Criaturas escolhidas pelo lumina’dak nessa área perdem 6d6+6 pontos de mana. Após usar essa habilidade, o lumina’dak volta para a coletividade lefeu.

Troque Ser de Luz por Ser da Tormenta.

Ser da Tormenta. O lumina’dak não tem corpo físico e sua manifestação no plano material é apenas de uma luz em uma cor que não deveria existir, mas que ilumina em um raio de 9m. Ele é imune a todos os tipos de dano, exceto dano causado por matéria vermelha ou aço-rubi, e é destruído quando sofre dano vindo de armas ou esotéricos desses tipos.

Apenas um pequeno anjinho da guarda… Lefeu.

Pil’Lydak

Versão corrompida do Pilly (Deuses de Arton, pág. 274).

Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:

  • Aumenta o ND para 5.
  • Tipo: Espírito (lefeu) Minúsculo Lacaio.
  • Iniciativa +8, Percepção +4, visão no escuro.
  • Defesa 22, Fort +9, Ref +15, Von +6.
  • Demais perícias aumentam em +1.
  • Aumenta a CD das habilidade para 22.
  • Pontos de Vida 42.
  • Parceiro. Um pil’lydak parceiro fornece os benefícios a seguir. Iniciante: Aumenta o CD de suas magias divinas de encantamento em +1. Veterano: Como acima, e você ganha resistência a magia +2. Mestre: Como acima, mas muda o bônus na CD de suas magias de encantamento em +2.
Habilidades

Adicione Insanidade da Tormenta 1d6 (Von CD 22 evita).

Troque Raio Iridescente por Raio Aberrante.

Raio Aberrante (Padrão). O pil’lydak dispara um raio de uma cor que não deveria existir em criatura em alcance médio a sua escolha. Cada criatura sofre 2d6+8 pontos de dano de psíquico (Von CD 22 reduz à metade).

Adicione Sonhos de Aberração.

Sonhos de Aberração. Criaturas que ficarem inconscientes em alcance médio de pil’lydak tem pesadelos com a Tormenta. A cada turno que estão inconscientes, perdem 1d4 PM.

“Não Temas!”… Mas dessa vez pode.

Protetor da Tormenta

Versão corrompida do Protetor (Deuses de Arton, pág. 276).

Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:

  • Aumenta o ND para 9.
  • Tipo: Espírito (lefeu) Grande Solo.
  • Iniciativa +13, Percepção +14, visão no escuro.
  • Defesa 35, Fort +19, Ref +13, Von +15, redução de dano 15, resistência a magia +6.
  • Demais perícias aumentam em +1.
  • Pontos de Vida 360.
  • Ataque: Duas garras +27 (2d6+20, 19, mais 2d6+10 trevas).
Habilidades

Adicione Insanidade da Tormenta 2d6 (Von CD 28 evita).

Altere Rasante para Dilacerar.

Dilacerar. Quando uma criatura é atingida pelos dois ataques de garra do Protetor da Tormenta, ele sofre mais 2d6 pontos de dano de trevas.

Altere Voo em Formação para Não Temas.

Não Temas. Criaturas que falharem no teste contra Insanidade da Tormenta de qualquer criatura nessa cena tem penalidade em testes de perícia e na Defesa igual ao número de PM que perderam.

Os demônios da Tormenta transformam os sádicos em mais sádicos.

Rhay’Rivek

Versão corrompida do Rhayrivel (Deuses de Arton, pág. 258).

Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:

  • Aumenta o ND para 9.
  • Tipo: Espírito (lefeu) Médio Solo.
  • Percepção +10, Iniciativa +9, visão no escuro.
  • Defesa 34, Fort +20, Ref +17, Von +9, redução de dano 5.
  • Demais perícias aumentam em +1.
  • Aumenta a CD das habilidade para 28.
  • Pontos de Vida 360.
  • Ataque: Duas cimitarras +27 (2d10+20, 18).
Habilidades

Adicione Insanidade da Tormenta 2d6 (Von CD 28 evita).

Troque Correntes Farpadas por Volte Aqui!

Volte Aqui! (Padrão). O rhay’rivek dispara uma de suas correntes contra um alvo em alcance curto. A vítima sofre 3d6+26 pontos de dano de corte e é arrastada até um quadrado desocupado adjacente ao rhay’rivek e fica caída (Ref. CD 28 reduz à metade e evita o puxão e a condição).

Troque Sadismo por Apetite por Destruição.

Apetite por Destruição (Completa). O rhay’rivek suga a energia vital de todos os seres em uma esfera de 6m ao seu redor. Criaturas vivas na área sofrem 6d10 pontos de dano de trevas e o rhay’rivek recebe PV temporários igual ao dano total causado. Acólitos e sacerdotes da agonia que forem afetados sofrem o dobro de dano e explodem, causando 4d8 pontos de dano de trevas em criaturas adjacentes a eles. Recarga (Perder todos os PV temporários recebidos com essa habilidade).

Troque Talho Atroz por Júbilo na Dor.

Júbilo na Dor. Quando causa ou sofre dano, o rhay’rivek recebe redução de dano 2. A redução é cumulativa com o valor que o rhay’rivek já tem, até um máximo de 25, mas volta a 5 se o rhay’rivek passar 1 rodada sem causar ou sofrer dano. Uma vez por rodada, se estiver adjacente a um acólito ou sacerdote da agonia, pode sacrificá-lo para receber o bônus máximo de redução automaticamente.


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Se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!


Texto:  Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.
Arte de Capa: Notnalaw

Prêmios Goblin de Ouro e Ludopedia – DOFF 2026

Nesse mês, nos dias 11 e 12 de julho, tivemos o Diversão Offline 2026 (DOFF 2026), e nesse evento tivemos duas importantes premiações: Goblin de Ouro e Ludopedia. E claro, o Movimento RPG acompanhou de perto, postando ao vivo pelo Instagram o Goblin de Ouro (@movimentorpg) – antes mesmo do evento -, e mostrou os vencedores desse ano. Aqui, colocamos em texto como foram as premiações. 

Goblin de Ouro

Goblin de Ouro é uma das mais importantes premiações do RPG nacional. Estando desde 2018 no DOFF, ele conta com a participação de um júri experiente capaz de analisar e selecionar a melhor obra na categoria indicada. 

Este ano, os especialistas jurados foram: Amedyr (@amedyr_art), Bel Domingues (@isabeladomingues), Marco Antônio “Boi” (@dungeongeek1) e Ricardo Mallen (@d30rpg). 

A seguir, iremos informar os indicados em cada categoria e o quem foi o ganhador! E, caso prefira, acesse nosso Instagram e clique no Destaque: Goblin de Ouro

Melhor Arte

Indicados:

Vencedor:

BREU RPGLuz Negra Editora (@luznegraeditora).

Melhor Aventura

Indicados:

Vencedor:

Fábula Última: Herdeiros da SupernovaJambô Editora (@jamboeditora).

Melhor Cenário

Indicados:

Vencedor:

Fábula Última: Herdeiros da SupernovaJambô Editora (@jamboeditora).

Melhor Coesão de Regras

Indicados:

Vencedor:

Etmos RPGEditora Balde Galáctico (@baldegalactico).

Melhor Acessório

Indicados:

Vencedor:

O Grande Sertão: JoazeiroNew Order Editora (@editoraneworder).

Melhor Livro Básico

Indicados:

Vencedor:

Assimilação RPGNew Order Editora (@assimilacaorpg).

Melhor Localização

Indicados:

Vencedor:

DaggerheartJambô Editora (@jamboeditora).

Melhor Mídia Escrita

Indicados:

Vencedor:

Revista Dragão BrasilJambô Editora (@jamboeditora).

Melhor Podcast

Indicados:

Vencedor:

Aventurando – Perdidos No Play (@perdidosnoplay).

Melhor Canal

Indicados:

Vencedor:

Pausa para um Café (@pausaparaumcafe).

Melhor Produtor de Conteúdo

Indicados:

Vencedor:

Anna Schermak – Pausa para um Café (@pausaparaumcafe).

Ludopedia

A Ludopedia é um site dedicado exclusivamente a jogos de tabuleiro e RPG. E o prêmio, que carrega o mesmo nome, foi criado em 2015 e foi inserido no evento do DOFF desde então. 

Diferente do Goblin de Ouro, o prêmio Ludopedia, além dos especialistas como jurados, conta com a participação do público, onde os cadastrados no site conseguem votar e ajudar a definir os ganhadores. 

A seguir, iremos informar os indicados e os finalistas em cada categoria e quem foi o ganhador!

Suplemento RPG Global

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

O Um Anel 2ª Edição: Moriá – Através das Portas de DurinDevir (@devirbrasil).

Suplemento RPG Design Nacional

Indicados: 

Finalistas:

Vencedor:

Ordem Paranormal: Vendeta Oculta – Jambô Editora (@jamboeditora):
Elisa Guimarães, Everson “Akkiel” França, Kali de los Santos, Karen Soarele, Yasmin Furtado.

RPG Global

Indicados:

Finalistas:

Vencedor:

Fallout: The Post Nuclear Tabletop Role Playing Game – RetroPunk Publicações e Huginn e Munnin (@retropunkgd e @huginnemunnined).

RPG Design Nacional 

Indicados:

Finalistas:

Vencedor:

Aiyé: O Mundo dos Orixás – projeto independente:
José Everson.

Jogo Infantil Global

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

SpotlightAsmodee (@asmodee_br).

Jogo Infantil Designer Nacional

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Mistureba MágicaDevir (@devirbrasil):
Thiago Queiroz (Paizinho Vírgula).

Mídia Escrita

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Covil dos Jogos.

Expansão Global

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Heat: Chuva Forte – Asmodee (@asmodee_br).

Expansão Designer Nacional

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

World Wonders: Wonders Pack – MeepleBR (@meeplebr):
Zé Mendes.

Melhor Arte

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Grasse 2ª EdiçãoLudens Spirit (@ludensspirit):
Orly Wanders, William Magri.

Mídia Podcast

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Nordicast.

Mídia Revelação

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Amantes dos BoardGames.

Jogo Expert Global

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

SETI: Busca por Inteligência Extraterreste – Devir (@devirbrasil).

Jogo Expert Design Nacional

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Rewild: América do Sul – Grok Games (@grok.games):
Bruno Liguori Sia.

Mídia Audiovisual

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Covil dos Jogos.

Jogo Família Global

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Flip 7 – Grok Games (@grok.games).

Jogo Família Designer Nacional

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Balde de CaranguejoBucaneiros Jogos (@bucaneiros):
Joka Jr..

Designer Revelação

Esta é uma nova categoria na premiação, sendo idealizada por Fel Barros, que a sugeriu por cinco anos até que ela finalmente fizesse parte do evento.

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Daniel de Lucca – Marajoara.

Homenagem

Há alguns anos, o evento Ludopedia homenageia alguém dentro do ramo, como forma de agradecimento, mas também como incentivo para que mais pessoas sigam os passos dos homenageados.

Este ano, o homenageado foi Carlos Seabra

Carlos nasceu em Lisboa, mas viveu em São Paulo desde 1969. Desde 1978 ele já trabalhava com o hobby, sendo parte da equipe que publicava fascículos na coleção Todos os Jogos, da Editora Abril Cultural, que saía quinzenalmente em bancas de jornais. Dessa forma, ele participou de mais de 600 jogos de tabuleiros e cartas no período em que esteve lá. 

Início e Atualidade

Seu primeiro jogo foi War II, lançado pela Grow em 1981, que criou junto ao seu pai, Mário Seabra (primeiro designer de jogos no Brasil) e Fernando Moraes Fonseca Jr. (que viria a ser um colaborador em outros projetos também). 

Carlos já trabalhou em diversas obras, tais como Super Master, Desafino Vol. 1 e Vol. 2, Imagem & Ação, Master Imagem, Castelo do Terror, Gato e Rato, Ayrton Senna – The King of Monaco, Conhecendo o Mundo, e muitos outros! A lista é gigantesca!

Atualmente, ele segue trabalhando em projetos culturais e editoriais ligados a educação digital, inteligência artificial, cultura lúdica e produção de conteúdo, focado em livros infantojuvenis, mas sempre vendo o lúdico, já que essa parte nunca saiu dele.

Em seu discurso de agradecimento, Carlos dedicou o prêmio a seu pai, aquele que transformou o hobby em uma profissão (e levou adiante esse legado). Testando os jogos que ele fazia, foi onde começou a ter a mesma paixão que seu pai, e depois, passou a ajudar a criá-los.

Também mencionou que a criação de jogos de tabuleiro ou cartas são mais complexos em relação a criações digitais, já que precisam de regras bem feitas, sendo essa a parte essencial para sua funcionalidade, e não há possibilidade de apenas aplicar um programa para identificar problemas. É necessário testar manualmente e com calma para achar possíveis soluções.  

Parafraseando uma das frases mais famosas que existem (“faça amor, não faça guerra”), ele deixou o palco:

“Jogue, não faça guerra.”

Considerações Finais

As duas premiações foram incríveis. 

Goblin de Ouro

No Goblin de Ouro, editoras como New Order Editora, Jambô Editora, Editora Balde Galáctico e Editora Luz Negra receberam inúmeras indicações.

A Jambô levou para casa quatro prêmios (Melhor Aventura, Melhor Cenário, Melhor Localização e Melhor Mídia Escrita). Já a New Order recebeu dois prêmios (Melhor Acessório e Melhor Livro Básico). Enquanto as editoras Luz Negra e Balde Galáctico ganharam um prêmio cada, respectivamente nas categorias de Melhor Arte e Melhor Coesão de Regras.

Além de conquistar o prêmio na categoria Melhor Produtor de Conteúdo, Anna Schermek se destacou ganhando também na categoria de Melhor Canal. Por ser a única mulher solo a levar um prêmio nos dois eventos, eu digo que ela arrasou!

Ludopedia

No Ludopedia houve várias indicações e três finalistas por categoria, bastante gente nova também, o que mostrou a expansão que o evento está seguindo. Sendo mais focado em jogos de mesa, nomes como Grok, MeepleBR, Devir, Asmodee, Ludens Spirit e Bucaneiros foram muito citados, estando sempre entre os finalistas. 

Pensando nelas, a Devir recebeu três prêmios, nas categorias Suplemento RPG Global, Jogo Infantil (Designer Nacional) e Jogo Expert Global. Enquanto isso, a Asmodee ganhou nas categorias Jogo Infantil Global e Expansão Global.

A Grok levou para casa os prêmios nas categorias Jogo Expert Design Nacional e Jogo Família Global. A MeepleBR ganhou em Expansão (Designer Nacional), a Ludens Spirit em Melhor Arte e a Bucaneiros em Jogo Família (Designer Nacional).

Seguindo pela linha de novidades, mais um ano tivemos um jogo voltado à cultura africana ganhando indicações e prêmio, com Aiyé: O Mundo dos Orixás (projeto independente) na categoria RPG Design Nacional. 

Editoras como Jambô, RetroPunk e Huginn e Munnin também tiveram premiações, onde Jambô ganhou em Suplemento RPG Design Nacional, e a RetroPunk em parceria com a Huginn e Munnin ganharam em RPG Global. Mas percebemos que, enquanto a Jambô se destacou mais no Goblin de Ouro, aqui empresas de jogos de tabuleiro tiveram mais espaço para brilhar. 

Além disso, tivemos uma maior variedade de indicados, finalistas e vencedores este ano, mostrando que o mercado voltado a jogos de tabuleiro e RPG está ganhando mais espaço com o passar do tempo e recebendo os holofotes que merece.


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Criaturas do Assobio Perigoso parte 1 – Área de Tormenta

No livro Heróis de Arton, há uma magia… Curiosa. Assobio Perigoso é uma magia de 1º círculo que invoca um grupo de criaturas agressivas, que atacam o conjurador, seus aliados e outras criaturas ao redor. Na matéria de hoje do Área de Tormenta, vamos trazer algumas sugestões de criaturas para serem utilizadas na magia, seja lá o motivo que algum jogador possa querer usá-la.

Como a magia funciona?

No texto da magia, presente em Heróis de Arton (pág. 252), por exemplo, afirma-se que a magia cria criaturas conjuradas que atacam imediatamente quem está por perto, ou seja, isso inclui tanto o conjurador quanto seus próprios aliados.

Diante disso, como uma sugestão, todas as criaturas criadas pela magia passam a ser consideradas constructos (independentemente do seu tipo original na ficha); além disso, elas podem ser alvos de magias como Banimento, Dissipar Magia e outras que dissipem criaturas mágicas – e mais, isso se aplica mesmo que tais criaturas possuam habilidades que normalmente as protegeriam, a exemplo de Imunidade a Magia dos Golens.

Pense nas criaturas polígono de Super Smash Bros.

Apesar de usarem fichas das Ameaças de Arton e do Livro Básico, as criaturas, na prática, aparecem como espectros de energia que simulam as habilidades das criaturas conjuradas.

Em decorrência disso, qualquer habilidade recebida pelo tipo da criatura é perdida – a exemplo de faro dos Minotauros e Insanidade da Tormenta dos Lefeu.
> Ademais, essa perda se aplica independentemente da ficha original; em outras palavras, o que vale é a forma espectral, e não a natureza original da criatura.

Decidindo as criaturas invocadas

Para ajudar a montar as criaturas, primeiramente, escolha uma categoria de inimigos do Ameaças que mais próximo se conecte com o conjurador. Por exemplo, um devoto de Aharadak irá invocar criaturas das categorias Culto de Aharadak ou Área de Tormenta. Da mesma forma, um devoto de Oceano quase sempre invocará criaturas de Sob as Ondas, e assim por diante.

Contudo, como nem todas as categorias cobrem perfeitamente todos os NDs, recomenda-se que, caso o conjurador seja de um nível que não tenha um ND correspondido, você vá para a segunda (ou terceira, ou quarta… enfim, você entendeu) categoria mais compatível.

É importante lembrar que as listas abaixo são sugestões para caso seus jogadores decidam lançar a magia do nada; nesse caso, role os dados de acordo com o nível de personagem do jogador conjurador e, acima de tudo, divirta-se! Afinal, a magia dura 1 minuto, ou 10 rodadas – ou seja, vai dar tempo deles terem se arrependido de lançar a magia.

Por fim, na postagem de hoje, vamos adentrar apenas nas categorias Área de Tormenta e *Culto de Aharadak. Sendo assim, um conjurador devoto de Aharadak, Lefou, Kaijin ou com diversos poderes da Tormenta pode ter a chance de invocar um desses encontros abaixo.

Área de Tormenta

Lista de encontros baseados na categoria Área de Tormenta.

Patamar Iniciante (1d4 ou menor)
Lefous
ND 1

Não há criaturas compatíveis com esse ND, a magia falha caso não tenha outra categoria compatível com o conjurador.

ND 2
d4 Criaturas
1 2x Maníaco Lefou
2 2x Maníaco Lefou
3 1x Maníaco Lefou
4 1x Maníaco Lefou
ND 3
d4 Criaturas
1 1x Infecto
2 1x Infecto
3 1x Iniciado da Agonia
4 1x Uktril
ND 4
d4 Criaturas
1 2x Maníacos Lefou
2 1x Iniciado da Agonia e 1x Maníaco Lefou
3 1x Infecto e 1x Maníaco Lefou
4 1x Uktrill e 1x Maníaco Lefou
Reishid e Iniciado da Agonia
Patamar Veterano (1d6 ou menor)
ND 5
d6 Criaturas
1 2x Infectos
2 2x Iniciado da Agonia
3 2x Uktrill
4 1x Fanático Lefeu
5 1x Otyugh
6 1x Zyrrinaz
ND 6
d6 Criaturas
1 4x Maníaco Lefou
2 3x Iniciado da Agonia e 1x Maníaco Lefou
3 1x Fanático Lefou e 2x Maníaco Lefou
4 1x Bruxo da Tormenta
5 1x Dejeto Vivo
6 1x Geratrill
ND 7
d6 Criaturas
1 2x Otyughs
2 2x Zyrrinaz
3 1x Bruxo da Tormenta e 1x Otyugh
4 2x Fanáticos Lefou e 1x Zyrrinax
5 1x Alma Acorrentada
6 1x Turba de Infectos
ND 8
d6 Criaturas
1 2x Bruxos da Tormenta
2 2x Geraktrill
3 1x Enxame Infernal
4 1x Líder Fanático Lefou
5 1x Reishid
6 1x Veridak
ND 9
d6 Criaturas
1 2x Bruxos da Tormenta e 1x Otyugh
2 2x Almas Acorrentadas
3 2x Turbas de Infectos
4 1x Hurobakk
5 1x Sacerdote da Agonia
6 1x Senhor do Gigante Rubro (Forma Inicial)
ND 10
d6 Criaturas
1 2x Enxames Infernais
2 2x Veridaks
3 1x Senhor do Gigante Rubro (Forma Inicial) e 2x Almas Acorrentadas
4 1x Sacerdote da Agonia e 1x Fanático Lefou
5 1x Aspecto de Aharadak
6 1x Sacerdote da Aharadak
Morgadrel
Patamar Campeão (1d8)
ND 11
d8 Criaturas
1 4x Turbas de Infectos
2 4x Almas Acorrentadas
3 2x Veridakks e 1x Hurobakk
4 1x Sacerdote de Aharadak e 1x Sacerdote da Agonia
5 2x Hurobakks
6 1x Sacerdote da Agonia e 8x Iniciados da Agonia
7 2x Senhores do Gigante Rubro (Forma Inicial)
8 1x Burodon
ND 12
d8 Criaturas
1 1x Hurobakk, 1x Veridak, 2x Turbas da Infectos e 2x Almas Acorrentadas
2 1x Burodon e 1x Aspecto de Aharadak
3 2x Enxame Infernal e 2x Sacerdotes da Agonia
4 1x Sacerdote de Aharadak, 1x Senhor do Gigante Rubro (Forma Inicial) e 2x Líderes Fanáticos Lefou,
5 1x Sacerdote de Aharadak, 1x Sacerdote da Agonia e 2x Líderes Fanaticos Lefou
6 2x Reshids e 1x Aspecto de Aharadak
7 2x Reshids e 1x Sacerdote de Aharadak
8 1x Reshid Líder de Culto
ND 13
d8 Criaturas
1 1x Sacerdote de Aharadak, 1x Sacerdote da Agonia, 2x Líderes Fanáticos Lefou e 4x Turbas de Infectos
2 1x Burodron, 1x Sacerdote de Aharadak, 2x Hurobakks
3 1x Reishid Líder de Culto e 1x Burodron
4 2x Senhores do Gigante Rubro (Forma Inicial) e 1x Sacerdote de Aharadak
5 1x Aspecto de Aharadak e 2x Sacerdotes da Agonia
6 2x Sacerdotes de Aharadak e 1x Burodron
7 2x Burodons
8 1x Morgadrel
ND 14
d8 Criaturas
1 2x Bruxos da Tormenta, 2x Reishids e 1x Aspecto de Aharadak
2 1x Reishid Líder de Culto, 2x Reishids, 1x Aspecto de Aharadak
3 8x Veridakks
4 4x Sacerdotes de Aharadak
5 1x Burodron, 1x Sacerdote de Aharadak, 1x Aspecto de Aharadak, 2x Sacerdotes da Agonia
6 2x Reishids Líderes de Culto
7 1x Morgadrel e 1x Reishids Líderes de Culto
8 1x Arquibruxo da Tormenta
ND 15
d8 Criaturas
1 1x Sacerdote de Aharadak, 1x Reishid Líder de Culto, 1x Aspecto de Aharadak e 1x Morgadrel
2 1x Reishid Líder de Culto e 3x Burodons
3 1x Morgadrel, 2x Reishids Líderes de Culto e 4x Burodrons
4 1x Arquibruxo da Tormenta e 4x Burodrons
5 1x Arquibruxo da Tormenta, 2x Reishids Líderes de Culto
6 1x Arquibruxo da Tormenta e 1x Morgadrel
7 2x Morgadreis
8 1x Esmagador Coletivo
ND 16
d8 Criaturas
1 4x Líderes Fanáticos Lefou, 8x Fanáticos Lefeu, 2x Sacerdotes da Agonia e 1x Burodron
2 1x Reishid Lider de Culto, 4x Líderes Fanáticos Lefou e 1x Arquibruxo da Tormenta
3 2x Reishids Lideres de Culto, 1x Morgadrel, 2x Sacerdotes de Aharadak
4 1x Arquibruxo da Tormenta, 1x Morgadrel e 2x Reishids Lideres de Culto
5 1x Esmagador Coletivo e 1x Arquibruxo da Tormenta
6 1x Elemental Corrompido
7 1x Senhor do Gigante Rubro (Forma Final)
8 1x Thurawokk
Esmagador Coletivo
Patamar Lenda (1d10)
ND 17
d10 Criaturas
1 1x Arquibruxo da Tormenta, 1x Morgadrel, 2x Reishids Lideres de Culto, 4x Burodrons
2 2x Arquibruxos da Tormenta e 1x Elemental Corrompido
3 2x Arquibruxos da Tormenta e 1x Senhor do Gigante Rubro (Forma Final)
4 1x Esmagador Coletivo e 1x Arquibruxo da Tormenta e 2x Morgadrels
5 1x Elemental Corrompido e 1x Esmagador Coletivo
6 1x Thuwarokk e 1x Esmagador Coletivo
7 4x Morgadrels
8 1x Senhor do Gigante Rubro (Forma Final) e 1x Esmagador Coletivo
9 2x Esmagadores Coletivos
10 1x Ezzayn
ND 18
d10 Criaturas
1 2x Elementais Corrompidos
2 2x Senhores do Gigante Rubro (Forma Final)
3 1x Esmagador Coletivo, 1x Arquibruxo da Tormenta, 2x Morgadrels, 4x Reishids Lideres de Culto
4 1x Ezzayn e 1x Elemental Corrompido
5 1x Ezzayn e 1x Senhor do Gigante Rubro (Forma Final)
6 1x Ezzayn e 1x Thuwarokk
7 1x Ezzayn (Esquadrão Veridak)
8 1x Ezzayn (Cavalaria Hurobakk)
9 1x Ezzayn (Batalhão Burodron)
10 1x Golem de Matéria Vermelha
ND 19
d10 Criaturas
1 1x Ezzayn e 2x Thuwarokks e 2x Elementais Corrompidos
2 1x Golem de Matéria Vermelha e 1x Ezzayn
3 4x Esmagadores Coletivos
4 2x Ezzayns
5 1x Ezzayn (Esquadrão Veridak) e 2x Esmagadores Coletivos
6 1x Ezzayn (Cavalaria Hurobakk) e 2x Esmagadores Coletivos
7 1x Ezzayn (Batalhão Burodron) e 2x Esmagadores Coletivos
8 1x Ezzayn (Esquadrão Veridak) e 1x Ezzayn
9 1x Ezzayn (Cavalaria Hurobakk) e 1x Ezzayn
10 1x Ezzayn (Batalhão Burodron) e 1x Ezzayn
ND 20+
d10 Criaturas
1 4x Elementais Corrompidos
2 4x Senhores do Gigante Rubro (Formas Finais)
3 4x Thuwarokk
4 1x Ezzayn (Esquadrão Veridak), 1x Ezzayn e 2x Elementais Corrompidos
5 1x Ezzayn (Cavalaria Hurobakk), 1x Ezzayn e 2x Senhores do Gigante Rubro (Formas Finais)
6 1x Ezzayn (Batalhão Burodron), 1x Ezzayn e 2x Thuwarokks
7 2x Ezzayn (Esquadrão Veridak)
8 2x Ezzayn (Cavalaria Hurobakk)
9 2x Ezzayn (Batalhão Burodron)
10 2x Golens de Matéria Vermelha
S 1x Avatar de Aharadak
S+ 1x Gatzvalith
Gatzvalith

Aprimoramentos de ND S e S+

Criaturas de ND S e S+ são uma minoria, mas ainda assim, seria possível invocar um constructo baseado nela com a magia, além de criaturas com ND maior do que a do grupo do conjurador. Considere adicionar os seguintes aprimoramentos a magia.

+2 PM: Ao lançar a magia, ela considera o seu nível de personagem +1 para a ND do desafio. Pré-requisito: 2º círculo de magias.

+5 PM: Ao lançar a magia, ela considera o seu nível de personagem +2 para a ND do desafio. Pré-requisito: 3º círculo de magias.

+9 PM: Ao lançar a magia, ela considera o seu nível de personagem +3 para a ND do desafio. Pré-requisito: 4º círculo de magias.

+14 PM: Ao lançar a magia, ela considera o seu nível de personagem +4 para a ND do desafio. Pré-requisito: 5º círculo de magias.

+14 PM: Ao lançar a magia, você pode invocar uma criatura das categorias disponíveis que seja do ND S. A criatura é escolhida pelo mestre baseado nas categorias disponíveis para o personagem conjurador. Pré-requisito: 20º nível de personagem.

+19 PM: Ao lançar a magia, você pode invocar uma criatura das categorias disponíveis que seja do ND S+. A criatura é escolhida pelo mestre baseado nas categorias disponíveis para o personagem conjurador. Esse aprimoramento só pode ser utilizado como um ritual. Pré-requisito: 20º nível de personagem, Celebrar Ritual.


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Se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!


Texto e Capa:  Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Nevrons de Clair Obscur em 3DeT Victory Pt. 1 – Dentro da Arca

Clair Obscur: Expedition 33 é um jogo de RPG por turnos feito pelo estúdio francês Sandfall Interactive e publicado pela Kepler Interactive. O jogo acompanha a Expedição 33 da cidade de Lumière, em sua saga para destruir a Artífice, uma entidade que é responsável pelo Gommage, um evento anual que apaga todos que tem a idade igual ao número em seu monólito. Já falamos sobre as Mecânicas do Jogo. Mas neste texto iremos adaptar os Kits e Técnicas baseadas nos personagens jogáveis.

OLHA OS SPOILERS CAMARADA

Um pequeno placeholder para você pensar BEM antes de continuar.

Você está entrando em território de spoilers

Clair Obscur, para esse que está escrevendo o texto, é um dos melhores jogos lançados na última década. Com uma história cativante e de tirar o fôlego, se você está aqui e ainda não jogou o jogo, recomendo fortemente que PARE E VOLTE E VÁ JOGAR. Sério, vai valer a pena.

Alguns trechos abaixo são retirados diretamente da wiki do jogo para melhor descrição de algumas questões dele.

Não é brincadeira, vai jogar o jogo

A partir daqui vai ter spoilers do jogo inteiro. Vocês foram avisados, fiquem por sua conta e risco.


Sors et fuis Je t’en prie Portrait rêvé Imparfait Tableau maudit Toile d’une fausse vie Portrait rêvé Toile de ta liberté Liberté

Os Nevrons são os principais inimigos que são encontrados no Continente em Clair Obscur. Eles começaram a aparecer após a Fratura, como uma tentativa de Clea Dessendre de virar a maré em favor ao seu pai, Renoir.

Em uma tentativa de impedir o Chroma de voltar para Aline, todas as criaturas destruídas pelos Nevrons tem seu Chroma preso dentro deles, ao invés de dissipar.

Os Nevrons

Abbest 11N

P3, H2, R3, PV 35.
Perícia. Luta.
Vantagens. +Vida 2, +Resistência (Físico).
Desvantagens. Monstruoso, Ponto Fraco (Núcleo), Vulnerável (Gelo).

Feitiço

Com uma ação, uma vez a cada duas rodadas, Abbest faz explodir espinhos do chão que causam dano a todas as criaturas inimigas Perto. É equivalente a um Ataque Especial (Poderoso).

Chromatic Lancelier 18Su

P3, H2, R3, PV 45.
Perícias. Esporte, Luta.
Vantagens. Ágil, Forte, +Resistência (Terra), Vigoroso, +Vida 3.
Desvantagens. Monstruoso, Vulnerável (Frio).

Ataque Lento

Uma vez a cada três rodadas, o Lancelier gasta um turno inteiro se concentrando, e fica com Perda na defesa até o seu próximo turno. Se sofrer dano nesse tempo, perde a concentração e a habilidade falha. No turno seguinte, o Lancelier faz um ataque contra um inimigo Perto com um crítico automático.

Ataque Normal 

Uma vez a cada duas rodadas, o Lancelier faz dois ataques contra um alvo Perto. Faça um ataque com P+4.

Ataque Rápido 

Uma vez a cada duas rodadas, o Lancelier pode fazer um ataque rápido contra um alvo Perto, faça um ataque com Ataque Especial (Penetrante).

Aberration 23N

P4, H2, R4, PV 40.
Perícia. Luta.
Vantagens. Ágil, +Resistência (Trevas), Vigoroso, +Vida 2.
Desvantagens. Monstruoso.

Ataques Ligeiros

Uma vez a cada três rodadas, o Aberration faz um ataque rápido contra todos os inimigos Perto, faça um ataque contra os alvos com somando P+2, todos que sofrerem dano ficam Queimando.

Combo Rápido

Uma vez a cada cinco rodadas, o Aberration faz diversos ataques rápidos contra todos os inimigos Perto, faça um ataque contra todos os alvos somando +4 em Poder, todos que sofrerem dano ficam Queimando.

Combo Sombrio

Uma vez a cada cinco rodadas, o Aberration escolhe um inimigo Longe e faz um ataque sombrio, causando dano de Trevas e somando P+4, o alvo que sofrer dano fica com Praga.

Corte Direto 

Uma vez a cada duas rodadas, o Aberration faz um ataque contra todos os inimigos Perto, todos que sofrerem dano ficando Queimando.

Cortes Sombrios

Uma vez a cada duas rodadas, o Aberration escolhe três inimigos Longe e faz um ataque sombrio, causando dano de Trevas. Todos os inimigos que sofrerem dano ficam com Praga.

Terremoto

Uma vez a cada dez rodadas, o Aberration cria um terremoto que atinge todos os inimigos Perto ou Longe, que é um ataque com P+2. Todos os alvos na área devem Pular.

Ballet 20N

P2, H4, R2, PV 40.
Perícias. Arte, Luta.
Vantagens. Ágil, Magia, +Resistências (Terra, Luz), +Vida 2.
Desvantagens. Vulnerável (Gelo, Trevas), Ponto Fraco (Cabeça).

Ataques Múltiplos

Uma vez a cada duas rodadas, a Ballet ataca dois inimigos Perto ou Longe.

Corte de Espada

Uma vez a cada três rodadas, a Ballet faz um ataque contra um alvo Perto, com H+4 ao invés de H+2. O alvo deste ataque deve Pular.

Encantar

Uma vez a cada três rodadas, a Ballet pode usar a técnica Encantar (Manual 3DeT, pág. 154) contra um alvo Perto com P+2. O efeito da técnica dura por 1D rodadas.

Floreios de Dança

Todos os ataques normais de Ballet são considerados sobre o Ataque Especial (Preciso, Potente), ou seja, usam Habilidade e tem H+2. Além disso, todos os testes de Defesa são considerados sobre Defesa Especial (Esquiva).

Lançar Magia

Uma vez a cada duas rodadas, a Ballet usa a técnica Setas Infalíveis de Petrovna (Manuel 3DeT, pág. 159) criando 4 setas.

Benisseur 17N

P3, H2, R2, PA 3, PV 20.

Perícias. Arte, Luta.
Vantagens. Carismático, +Resistência (Terra, Luz), +Vida.
Desvantagens. Vulnerável (Gelo, Trevas), Ponto Fraco (Bolhas).

Bolhas Estão Protegendo Aliados

Uma vez, duas rodadas depois de usar Invocar Bolhas Protetivas e as bolhas não terem sido usados para serem exploradas pelo seu Ponto Fraco, o Benisseur dá 1 ponto de Escudo para cada bolha que ainda esteja flutuando.

Invocar Bolhas Protetivas

Uma vez a cada cinco rodadas, o Benisseur faz um ataque contra até seis inimigos aleatórios Perto. Se causar dano, os alvos afetados ficam Silenciados por 1d3 rodadas. Além disso, invoca duas bolhas que flutuam ao redor dele.

Lançando Projéteis do Chapéu

Uma vez a cada 3 rodadas, o Benisseur faz um ataque contra até quatro inimigos aleatórios Perto ou Longe, o dano causado é de Gelo e alvos que sofram dano devem fazer um teste de Resistência contra Poder do Benissaeur, se não ficam Congelados.

Pegar Uma Lança de Seu Chapéu

Se for o último inimigo ou o único inimigo de um combate, o Benissaur pega uma lança de seu chapéu que conta como um Artefato Arma (Encantado P+2).

Bouchelier 15N

P3, H1, R3, PV 65.

Perícias. Luta.
Vantagens. +Resistência (Gelo), +Vida 5.
Desvantagens. Vulnerável (Fogo, Trevas), Ponto Fraco (Boca).

Batida de Escudo

O Bouchelier faz um ataque com P+3, o alvo deve fazer um Aparar Gradiente para se defender.

Combo de Espada

Uma vez a cada duas rodadas, Bouchelier faz um ataque com P+2, para cada 3 pontos de dano que causar, ele recebe 1 Escudo.

Escudo de Combate

O Bouchelier começa com 3 Escudos.

Preparar Contra-Ataque

Uma vez a cada três rodadas, Bouchelier gasta um movimento para se preparar para um contra-ataque, ele recebe Defesa Especial (Reflexão) por 1 rodada.

Braseleur 14N

P4, H2, R2, PV 30.

Perícia. Luta.
Vantagem. Forte, Vigoroso, Invulnerável (Fogo ou Gelo).
Desvantagens. Vulnerável (Fogo ou Gelo), Ponto Fraco (Orbes).

Combo de Martelo

O Braseleur faz um ataque com P+2, se estiver na Postura de Fogo, o alvo fica com 1 ponto de Queimando.

Esmagamento de Martelo

O Braseleuer faz um ataque com P+2, o alvo deve Pular para defender.

Invoca Dois Orbes

A cada cinco rodadas, o Braseleur invoca duas orbes que atacam um alvo cada no final do turno do Braseleur. Causando dano igual a postura atual dele, se o ataque for Aparado, o orbe faz outro ataque, repetindo até ser defendido normalmente ou causar dano. Se causar dano de Fogo, o alvo fica com 1 ponto de Queimando, se causar dano de Gelo, o alvo fica Congelado.

Mudar de Postura

O Braseleur intercala entre duas postura: Postura de FogoPostura de Gelo. Sempre que sofre dano de Fogo enquanto na postura de Gelo, ele muda de postura no inicio de seu próximo turno e vice versa. Se sofrer dano igual ao tipo de postura que está, ele cura 1D para cada ponto de dano causado.


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Texto e Arte da Capa: Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Sangue e RPG – Aprendiz de Mestre

Sangue e RPG têm uma forte ligação, pois este líquido vermelho que corre em nossos corpos possui uma forte, porém antiga, mitologia e muito simbolismo.

Desde a frase:

“TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA A REMISSÃO DOS PECADOS.”

Frase tão poderosa que está presente na Santa Comunhão, o ponto alto da missa católica.

Nossa vida é feita de micro decisões diárias, e algumas mais significativas, como se vou doar ou não sangue.

Desde Vampiro, A Máscara

Venha comigo, neófito. O mais famoso RPG de horror (pessoal) de todos os tempos, torna o sangue um elemento central desde o “Nascimento” de um vampiro (seu personagem jogador, sim), onde via de regra, após o sangue ser sugado, ele é “devolvido”. E a formação de uma relação de “vassalagem” entre vampiros se dá por um ritual de “Laço de Sangue“. Também nas novas edições do RPG de Vampiro, a Máscara, (pela editora Asmodee no Brasil),  os personagens jogadores são mais frágeis, por terem “sangue ralo“.

Vampiros, Festim de Sangue

Mas nem só de vampiros vive o RPG

Pense também na expressão “sangue azul“. Caso você não saiba, embora todos nós tenhamos sangue vermelho, “sangue azul” se refere a pessoas de origem “nobre“, ou seja, a suposta “elite da nobreza e realeza“.

Isto também ajuda a pensar em intrigas familiares, pois são “sangue do mesmo sangue“. Um bom exemplo são as reviravoltas de “Guerra dos Tronos”, do filme Gladiador, e até novelas da brasileiras. Olha a oportunidade para Verdades & Segredos, da Editora Movimento, na telenovela VAMP (sim, neófito, a união de vampiros e telenovelas!). 

Além das ligações diretas de vampirismo, linhagens sanguíneas…

Exemplos para suas aventuras

1. Sacrifício de Sangue

Os heróis devem localizar e interromper um sacrifício onde o sangue de um(a) inocente deve ser derramado para despertar um antigo mal. O tempo está correndo.

2. O retorno do Sangue

Um grupo de piratas amotinados fez a tolice de roubar um tesouro amaldiçoado. Eles agora vivem como desgraçados, sentem sede e fome, porém não há líquido que lhes sacie a sede, ou comida que satisfaça seus apetites, mas não morrem. Assassinaram um dos seus companheiros, sem ter acesso, assim, ao sangue do falecido, pois é necessário retornar até a última peça de ouro, e pelo menos uma gota do sangue de cada bucaneiro envolvido no saque. Contudo, há boatos que o sangue do filho do corsário morto serviria…

3. O Sangue ou a Vida – Parte I

Numa atmosfera mais contemporânea, um dilema ético toma conta do plantão de emergência. Um dos companheiros da polícia precisa receber sangue O negativo, entretanto ele não aceita a transfusão por motivos religiosos (ele é testemunha de Jeová). Deverão os colegas convencê-lo, ou mesmo forçá-lo a aceitar?

4. O Sangue ou a Vida – Parte  II 

Num grande hospital, para onde os heróis levam um dos colegas após um confronto armado, num mundo pós apocalíptico, precisa receber hemotransfusão, e a única pessoa de sangue compatível se recusa a doar, por questões religiosas (ela é testemunha de Jeová). Deveriam os heróis convencê-lo ou forçá-lo a doar?

5. O Roubo de Sangue

O banco de Sangue da cidade vem sendo roubado. Quem (ou o quê) estaria roubando sangue? E com que propósito? Enquanto se investiga, os níveis de sangue estão perigosamente baixos.

6. Combate por Sangue

Terroristas estariam preparando uma bomba para ser detonada justamente no hemocentro da cidade, no dia de campanha a doação de sangue. Os heróis precisam encontrar e desarmar a bomba.

Contra balançando, que RPGs serviriam para os exemplos de aventura e sangue acima?

No sacrifício de sangue, e no O Retorno do Sangue, podemos ter tanto RPGs clássicos de espada e feitiçaria:

Ideias para aventuras – Bárbaros da Lemúria

  1. By the Sword, da Nozes Game Studio;
  2. For the Quest, da Editora 101 games;
  3. Bárbaros da Lemúria, no Brasil pela Nozes Game Studio;
  4. Tormenta, pela Editora Jambô;
  5. D&D 5ª edição, ou qualquer das edições, pela Asmodee.

Enquanto o Sangue ou a vida, o Roubo de Sangue, e Combate por Sangue, já trazem dilemas éticos, que em princípio, não seriam bem resolvidos somente com espadas e lanças, e assim uma toada de RPGs mais modernos e investigativos, com pontas de terror, talvez? Como:

  1. In to the Madness, da Nozes Game Studio;
  2. Os Bons Costumes, da Nozes Game Studio;
  3. Vaesen, no Brasil pela Editora Retropunk;
  4. Delta Green, no Brasil pela Editora Retropunk;
  5. Night’s Black Agents, no Brasil pela Editora New Order;
  6. Lobisomem, o Apocalipse, pela Editora Asmodee;
  7. Vampiro, a Máscara, pela Editora Asmodee.
  8. Ordem Paranormal, pela Editora Jambo

De uma forma ou de outra, que a imaginação continue fluindo nas suas mesas de RPG como sangue no seu coração.

Te desejo excelentes partidas de RPG, e lembre que uma única doação de sangue pode salvar até 4 vidas.

Infelizmente, não posso realizar este ato tão nobre, pois tive hepatite. Mas espero te lembrar que talvez você até possa criar eventos de RPG para estimular doação de sangue. O grupo Jedi da Bahia já fez algo assim.

Até a próxima, Sangue Bom!

Temos outras resenhas, aqui no Movimento RPG. Quer checar aqui? E nosso podcast, já conhece? Escuta aqui!


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No Fim do Caminho – Contos da Lady Axe

No conto “No Fim do Caminho”, Lady Axe nos conta sobre uma mulher, que após um dia extremamente estressante e angustiante, quer afogar suas lágrimas em alguns copos de vinho. Será que alguns goles serão suficientes para afogar suas mágoas?

No Fim do Caminho

Estou exausta. O dia me engoliu viva; trabalho sufocante, contas acumuladas como ratos que se multiplicam no ninho e, para piorar, um término de namoro que ainda lateja na minha mente como pancada recém dada. Quando chego em casa, tudo o que quero é esquecer de tudo. Por isso abro uma garrafa de vinho e, sem pensar duas vezes, encho a taça até a borda.

O vinho desce como um alívio líquido, afogando minhas preocupações e adormecendo meus problemas.

Uma, duas, três taças…

O mundo ao meu redor fica enevoado, a realidade se perde entre uma e outra nota saborosa de Cabernet. Sinto uma pressão estranha no peito, mas a ignoro. Talvez seja só o efeito do álcool, ou talvez seja todo o peso desse dia me esmagando o tórax, saboreando toda minha paz.

Decido que preciso descansar. A cama me chama, seja pelo nome ou pela promessa de um esquecimento momentâneo, meu travesseiro sussurra paz, aquilo que tanto desejo. Tropeço até o quarto com os pés pesados, o gato cruza meu caminho e ameaça me derrubar, me estorva.

Nas janelas, do lado de fora, observo clarões. Em seguida o rugido de uma tempestade chega aos meus ouvidos. A cabeça gira e me deixo cair sobre o colchão. Estatelo o corpo nas molas, não tenho forças para puxar as cobertas.

Fecho os olhos e o sono, a fúria do mundo silencioso, me envolve rapidamente.

Acordo num sobressalto. Ainda é noite e o quarto está escuro, mas algo está errado. Não sinto a espuma macia, mas o chão frio sob minhas mãos quando tento levantar. O odor é pungente, mofo. Onde estou?

O ar é pesado e cheira a umidade e pedra. Minhas mãos tateiam as paredes ao redor, sentindo a aspereza de pedras frias e úmidas. Não deveria estar aqui. Isso não é o meu quarto. Será que os problemas aumentaram? Ou sumiram? Onde estou?

Um temporal ruge lá fora, seus trovões reverberam pelas paredes, como se a própria terra estivesse gritando. Sons que se mesclam ao eco dos meus passos hesitantes. Reluto na escuridão e tateio o ambiente. Meus olhos acendem na penumbra e vislumbro um aparador de pedra.

Nele há algo.

Minhas mãos encontram uma pequena caixa de fósforos e sentem o corpo viscoso de uma vela. Com dedos trêmulos, abro a caixa e acendo um fósforo, iluminando aquilo que seria um pequeno altar.

Há um toco de vela queimado e uma outra inteira. Queimou seu pavio. A chama dança, lançando sombras grotescas nas paredes, revelando aos poucos onde estou. Gavetas com nomes e fotografias em suas tampas. Alguns buracos quadrados vazios. Um mausoléu.

O terror me toma. As paredes parecem fechar-se ao meu redor, cada passo que dou ecoa nas minhas próprias tripas. Me retorço de angústia e procuro qualquer memória em que possa me agarrar.

Não há nenhuma, estou vazia. Tento entender onde estou, mas nada faz sentido. Tudo parece um pesadelo horrível, mas é real demais para ser apenas um sonho. Era real.

Onde está meu telefone?

Meu coração dispara quando percebo que estou completamente sozinha. Meus pensamentos se alternam entre espasmos de felicidade por estar viva e pânico por estar sozinha. Sou tomada por cliques caóticos do meu dia anterior, e uma ansiedade crescente toma conta de mim; o peito estremece de novo, a pressão doída volta a incomodar sob as costelas.

Tento lembrar onde deixei meu celular, mas minha mente está em frangalhos. Grito por socorro, mas só os ecos respondem. Sinto-me ameaçada pela minha própria voz e fico em silêncio em seguida, tenho medo de alertar quem quer que seja que tenha me colocado ali.

Caminho, ou melhor, cambaleio pelo mausoléu, cada vez mais desesperada. As paredes de pedra se estendem infinitamente, como se o lugar estivesse vivo, me engolindo a cada passo. Ouço o som de um gonzo metálico, de alguma estrutura movendo-se e depois um clank.

Um portão que se fecha? Onde?

Escorrego desesperada pelas paredes mal iluminadas pela vela que seguro, conforme caminho mais rápido, a chama ameaça apagar, deita-se sobre o sebo derretido que escorre pelos meus dedos. Já não sinto dor, só pânico e medo.

Finalmente, encontro uma escada, é de lá que vinha o som. Subo correndo, a esperança brota em mim. A luz aumenta: a saída! Uma câmara cujo centro é uma mesa vazia está banhada pela luz da tempestade lá fora, parcialmente inundada.

Chego até o grosso portão de ferro, feito de barras velhas e enferrujadas. Mas, ela me barra o caminho. É fechada por um cadeado pesado, comido pela ferrugem e que zomba do meu desespero.

Vejo, ao longe, um coveiro caminhando lentamente, como se estivesse num transe, com a pá sobre o ombro e uma capa de chuva preta que lhe tapa o rosto. Grito por ele, imploro por ajuda, mas ele não me ouve. Ele não me vê.

Ele não pode me salvar.

Desesperada, retorno à escuridão do mausoléu. Deve haver uma chave em algum lugar. O som dos meus próprios passos ecoa em meus ouvidos como batidas descompassadas do meu coração, que aperta cada vez mais. Penso que vai explodir.

E então, vejo uma lápide recém-fechada na parede, ao lado de duas gavetas vazias. O cimento que a sela ainda está fresco. O nome gravado nela faz meu sangue congelar nas veias. Meu nome.

Meus joelhos cedem. Lágrimas escorrem pelo meu rosto, mas são frias, tão frias quanto meu copo de vinho vazio. Tanto quanto a garrafa que estava na geladeira na noite anterior. A verdade me atinge como um soco no estômago: eu morri. O silêncio que se segue é ensurdecedor. Eu me deixo cair ao lado da minha própria sepultura, a vela se apaga aos poucos. Tudo o que posso fazer é esperar que mais um problema se acabe.

No último suspiro da luz a escuridão me envolve.

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No Fim do Caminho – Contos da Lady Axe

Texto: Jaque Machado.
Revisão:
Raquel Naiane.
Arte da Capa: Iury Kroff.


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Santo de Pau Oco – Um conto Brancalônia

Este conto, inspirado no post Bracalônia RPG – Ideias de Aventuras escrito pelo Álvaro Bevevino, relata a historia de três irmãos que chegaram ao fundo do poço e precisavam de uma ideia para voltar ao sucesso. Até que um deles pensa em algo – “E se um de nos virasse santo?”

Santo de Pau Oco

Estavam os três sentados no meio fio, próximos à taverna da qual eles haviam acabado de ser expulsos. Eram três irmãos, filhos de pais diferentes, que saíram de casa muito jovens tentando ganhar o mundo.

Eles se apresentavam em festivais e tavernas, mostrando os sons do alaúde e da voz, conseguindo, dia após dia, um dinheirinho aqui e ali. Porém, infelizmente, as coisas não estavam saindo como o planejado.

Os três ficaram em silêncio por um tempo, encarando a rua e as poucas pessoas que transitavam na calada da noite. Até que essa calmaria acabou com o mais velho deles se levantando, um pouco afoito e limpando a poeira das calças

“Precisamos fazer algo para ganhar dinheiro. Estou cansado disso…”

Os outros dois concordaram, e caíram em um novo tipo de silêncio. Um silêncio pensativo. Até que o mais novo abriu a boca duas vezes, sem emitir som, como se fosse dizer algo que não tivesse coragem.

O irmão do meio, observando a cena angustiado, deu-lhe um tapa bem dado na nuca para que falasse, então ele soltou:

“Não sei se a ideia é boa, porém podíamos fingir…”

Seus dois irmãos se entreolharam, indagando como poderia ser aquilo, e ele continuou:

“E se um de nós fingisse ser um tipo de santo? Nós conhecemos alguns truques e magias, coisas que nem todos sabem… podemos ir para uma cidade onde não nos conhecem. Nós nos vestimos diferente, mudamos nossos nomes, e começamos com os milagres.”

Essa última palavra ele pronunciou como se fosse uma espécie de segredo. Ou melhor, como se fosse uma criança arteira contando sua próxima artimanha.

O irmão mais velho sorriu. Aparentemente, havia gostado da ideia.

“E quando não conseguirmos realizar o tal milagre?” – O irmão do meio se mantinha lúcido diante da ideia, ainda pensando nas alternativas e problemas que aquilo poderia desencadear.

“Nós podemos dizer que a fé da pessoa não foi suficiente para alcançar o milagre. Ou o dinheiro… e sempre podemos sumir no meio da noite, sem ninguém ver…” – O irmão mais velho já tinha aceitado a ideia. Então, conversaram mais um pouco antes do irmão do meio proclamar em alta voz:

“Pronto! Vamos ser santos!”

Dessa forma, eles se levantaram e começaram a caminhar, saindo de um estado solene de tristeza para uma animação renovada, pensando em novas ideias para que o plano desse certo.

Antes que o galo cantasse um novo dia, eles já havia saído da cidade. Felizmente, tinham uma carroça aberta com um velho burro que a levava. Por isso, dirigiram-se para uma grande cidade próxima, afinal, eles precisavam de roupas convincentes!

Compraram mantos claros, roupas limpas, calças novas e botinas lustradas. Além disso, renovaram o estoque de mantimentos, comprando comida suficiente para eles (e o burrinho) para que pudessem se dirigir a um vilarejo longe.

No meio do caminho, já tinham acertado todos os detalhes: quais magias conseguiriam fazer e ajudar; que tipo de milagres as pessoas poderiam solicitar; preços por milagre; e principalmente, quem seria o santo.

O irmão do meio, claro!

Eles decidiram isso, pois era o que melhor sabia falar “palavras chiques”, pois tinha um mínimo de estudo. Além disso, os outros dois, por terem uma idade distante entre eles, dificilmente poderia se dizer que eram meios-irmãos (a aparência também ajudava nesse sentido).

Coincidentemente, por ironia do destino, quando estavam se aproximando do vilarejo, eles avistaram ao longe, na estrada, o que parecia ser uma mulher caída. Decidiram que seria a primeira vítima fiel.

Rapidamente pensaram em fazer o plano dar certo, e colocaram o manto branco sobre o irmão do meio, cobrindo-o totalmente.

O irmão mais novo também aproveitou para colocar uma luz que emitir da cabeça dele, assim, com o pano por cima, parecia que a luz era sagrada de alguma forma. Ao se aproximarem da mulher, perceberam se tratar de uma senhora que estava machucada nos braços e parecia chorar.

“O que houve com a senhora?”

O primogênito perguntou, fingindo uma inocência que seus irmãos sabiam que ele não tinha.

Lentamente ela levantou os olhos claros como cristal, e quando avistou aquela figura com manto branco e luz emitida, se ajoelhou rapidamente, chorando ainda mais. Os dois irmãos opostos se entreolharam, enquanto a senhora começou a implorar:

“Oh céus! Os deuses ouviram meu choro! Me ajude, ó grande senhor, me ajude!”

Por um momento, os dois irmãos apenas encaram a senhora, ajoelhada, com as mãos coladas e erguidas diante do irmão que estava coberto, e não acreditavam que aquilo realmente havia dado certo. Porém, o irmão interpretando um ser superior, não saiu do papel:

“O que deseja, nobre senhora? Vejo que está ferida e machucada, não apenas no corpo, mas também na alma. Diga! O que desejas? Eu, O Santo, ajudarei.”

A mulher começou a lhe contar das suas aflições, que seu marido havia machucado ela, e por isso ela estava só. Preferiu fugir. Contou que estava triste e amargurada, cansada dessa vida. E os três, em cima da carroça, apenas ouviam.

Quando ela terminou, o irmão do meio levantou as mãos, ainda embaixo do manto, e disse palavras que ninguém entendeu (talvez nem ele), e por um segundo, nada aconteceu. Mas o que seus irmãos não viram, é que enquanto a mulher falava, ele havia pego um pouco do brilho em pó dourado que compraram, e agora, a mulher ficava brilhante.

Rapidamente, o irmão mais velho entendeu sua deixa, e sem que a mulher percebesse, distraída com o brilho, ele conjurou sua cura menor e os ferimentos da mulher foram curados. Pelo menos, superficialmente.

Mas é claro que ela não precisava saber disso.

Em seu desespero feroz, começou a chorar e agradecer, enquanto eles começavam a se organizar para tomarem rumo em direção à cidade. Nesse instante, o irmão, com o tecido agora levemente brilhante, estendeu a voz:

“Antes que possamos prosseguir, gostaria de saber se a moça tem alguma moeda para nos ajudar. Esses dois servos me ajudam, porém, diferente de mim, eles precisam comer.”

Ainda alegre, agora chorando de felicidade, ela se desculpou, disse que não tinha muito, e deu a eles algumas moedas de bronze. Eles agradeceram, e seguiram viagem.

Assim que estavam um pouco longe, o irmão do meio tirou de si o manto somente uma abertura, e olhou para seus irmãos. Um silêncio tomou conta, porém, dessa vez, era um silêncio de satisfação. E todos começaram a rir baixinho e se abraçarem, comemorando que deu certo.

Após a euforia, começaram a melhorar ainda mais a estratégia, escolhendo palavras como códigos, barulhos como ações e momentos, além de revisitar suas magias.

Chegaram à cidade em silêncio, porém uma figura em pano branco e brilhando não era algo que pudesse passar despercebido.

Logo, algumas crianças começaram a segui-los. As mulheres foram atrás e alguns homens, e todos, em um piscar de olhos, estavam na praça central do vilarejo. Um pequeno espaço aberto onde provavelmente ocorriam alguns eventos.

O irmão mais velho se levantou, e começou a oratória:

“Estamos aqui a serviço d’O Santo! Esse que dá a honra de vocês terem sua presença. Ele opera milagres como curas, prosperidade, dinheiro, e o que mais desejarem. Porém, vocês precisam ter fé. Sem fé ele nada pode fazer.”

Alguns começaram a murmurar, outros olhavam em volta, confusos, achando que seria parte de alguma apresentação de teatro. Algumas mulheres começaram a rir, e homens começaram a questionar em voz alta se eles estavam sendo sinceros.

Antes que pudessem rebater e começar a convencer seus ouvintes, o irmão mais velho ouviu algo. Então olhou para a direção da estrada e viu, ao longe, a mulher que ajudaram se aproximando correndo.

Ele logo se preocupou: “O plano vai dar errado antes mesmo de começar.” – Pensou.

Porém logo viu lágrimas em seus olhos e um sorriso no rosto. A cidade percebeu a agitação e se virou para olhar. Quando conseguiram ouvir o que ela dizia, todos ficaram em choque. Ela gritava aos ventos que eles haviam a curado e ajudado, também limpando sua mente de pensamentos ruins em troca de algumas moedas de bronze.

Os dois irmãos se entreolharam rapidamente, e o mais novo aproveitou a deixa para elucidar para todos que eles poderiam alcançar aquele milagre também.

“Estejam cientes! Este Santo vai ajudá-los com o que precisam apenas por algumas moedinhas!”

E antes que qualquer um pudesse dizer algo, saíram pela cidade à procura de uma estalagem.

E assim foi, conseguiram um lugar de graça, apenas com a promessa de ajudarem o dono do estabelecimento a conseguir mais dinheiro (que deu certo, pois todos iriam até lá para vê-los, e acabavam comprando e gastando no lugar).

Os dias foram seguindo, e o plano era bem simples: eles atendiam 10 pessoas por dia, apenas, todos que apareciam tinham seus nomes escritos em pedaços de papel e eram recolhidos pelo irmão mais velho para serem sorteados.

Depois, o irmão mais novo se infiltrava nas pessoas que estavam aguardando e via quais eram os pedidos mais simples de atender, escolhendo eles para serem “sorteados” de maneira tendenciosa e falsa.

Com os pedidos sento atendidos dessa forma, a fila se iniciava novamente no dia seguinte, sendo que para colocarem o nome no sorteio, tinham que pagar algumas moedas iniciais.

Claro que eles deixavam passar um ou outro pedido mais difícil, para não gerar suspeitas, mas não conseguindo realizar ou a duração da magia sendo pouca, informaram que era a falta de fé da pessoa, ou que ainda não era tempo de realizar aquele pedido.

E por fim, eles sabiam que não podiam ficar na cidade por mais do que duas semanas, para não correrem o perigo de serem descobertos.

Sendo assim, anunciaram que iria embora no final daquela semana, pois os milagres não podiam ficar em um só lugar, e após certo alvoroço, as pessoas entenderam o que queriam dizer.

No dia que estavam saindo, um grande nobre da região, conhecido por seus atos cruéis, chegou ao estabelecimento buscando pela cura de uma doença que alcançava gerações. Os irmãos, do lado de fora, tentaram impedi-lo de adentrar os aposentas d’O Santo, porém o homem, insistindo em ser curado, forçou sua entrada para conhecer o milagreiro.

Adentrando o local, os irmãos não conseguiram se aproximar, ficando do lado de fora da entrada segurados pelos guardas que acompanhavam o nobre.

Ficaram preocupados, sabiam que sua farsa seria descoberta naquele momento e começaram a planejar a fuga.

O nobre se aproximou e ajoelhou-se na frente do irmão do meio com o lençol branco por cima do corpo, começou a falar de seu lamento, das suas dores e problemas, e ao fim, exigiu a cura informando que pagaria até o triplo do solicitado por isso.

Os irmãos se encaravam, temerosos, e O Santo ergueu as mãos por sobre aquele homem, enquanto os irmãos ficaram na esperança de que algo acontecesse. E ali, naquele momento, uma luz branca saiu das mãos do irmão do meio, avançou por sobre o nobre e clareou o quarto, deixando a todos sem enxergar.

E de uma forma milagrosa, quando aquela luz apagou, o nobre se levantou, informando que as dores que o acompanhavam não estavam mais presentes, puxando seu saquinho de ouro para pagar aos irmãos que estava na porta uma boa quantidade de moedas.

Ainda, antes da saída do nobre dos aposentos, o irmão do meio informou que ele apenas continuaria curado se começasse a fazer o bem para os outros. Ao que prontamente ele concordou, e saiu feliz.

Os irmãos, mesmo sem entender o que havia acontecido, agiram com a máxima naturalidade que conseguiram, e saíram da cidade o mais rápido possível.

Quando estavam muito longe, o irmão do meio tirou de si o manto que o cobria e olhou espantado para seus dois irmãos:

“Como vocês conseguiram? Estavam longe, sem magia. Como?”

Seus irmãos se entreolharam e o mais novo expressou:

“Mas nós não fizemos nada. Achávamos que você havia conseguido de alguma forma enrolar.”

Eles começaram a discutir sobre o ocorrido, mas não chegaram a nenhuma conclusão, então decidiram seguir viagem, prestando atenção no que ocorrera e concordando que não poderiam deixar que chegassem tão perto de descobri-los.

Passaram por inúmeras cidades pequenas e vilarejos, em todos colocavam o plano à prova e faziam magias pequenas, até que algo acontecia, e eram obrigados a tentar fazer algo gigantesco, e no último instante, alguma coisa mágica acontecia e permitia que continuassem com suas mentiras.

Eles passaram a se acostumar com esse “salvamento”, mesmo que não soubessem de onde vinha.

Até que um dia, um rei distante ouviu falar das histórias d’O Santo, e com a filha doente, resolveu convocá-los ao castelo (sem chance de negar o convite), para que pudessem curá-la.

Os três entraram em desespero. Agora sim, seria descobertos!

Já no quarto do castelo que haviam sido obrigados a estar presentes, estavam pensando em como mentir na corte; em como fugir do castelo; ou como poderiam fingir a morte dos três naquela noite.

Não conseguiram dormir, e quando estava de madrugada, os três decidiram que a última opção seria a mais viável. Começaram a imaginar como fariam, se fingiriam um ataque; comeriam algo envenenado; ou pulariam pela janela. Mas nenhuma opção parecia realmente viável ou de fácil execução, e com reais possiblidade de morrerem no fim.

Quando perceberam que não teriam escapatória, optaram por contar ao rei a farsa e explicar seus motivos.

Talvez ele seria benevolente e só deixaria que eles ficassem presos por alguns meses, certo? Era melhor desistir.

Mas antes que pudessem chamar os guardas, eles ouviram um estrondo vindo de debaixo da cama. Se assustaram e se colocaram colados na parede oposta. E dali de baixo uma névoa começou a sair, com algumas luzes vermelhas e sons grotescos.

Assustados, o irmão mais velho se colocou à frente. Talvez conseguiria proteger seus irmãos de alguma forma. Mas a imagem que viram sair dali os acalmou um pouco.

No meio daquela névoa, avistam um homem grisalho, na faixa de 45 anos, com barba bem feita, vestido em roupas sociais e muito elegante.

Ele possuía um olhar profundo com olhos claros como cristal (que reconheciam de algum lugar), e que por vezes brilhava em vermelho e roxo; e em sua sombra na parede era possível observar um pequeno par de chifres e uma cauda longa que findava em uma espécie de triângulo.

Ele se apresentou como o realizador dos grandes feitos que estavam realizando.

Não os falsos, mas os verdadeiros. Era considerado o mestre da trapaça, segredos e mentiras. E se ofereceu para ser o patrocinador daquele trio diferente e cheio de fé.

Os três novamente se entreolharam, talvez uma última vez antes da vida deles mudar completamente e para sempre. E com pequenos movimentos de cabeça, entendendo através dos olhos o que queriam, O Santo deu um passo à frente, e deu a resposta.


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Santo de Pau Oco – Um Conto Brancalônia

Texto e Revisão: Raquel Naiane.
Arte da Capa: Iury Kroff.


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Magia e Lenhadores de Tollon – Área de Tormenta

No livro Atlas de Arton, da Jambô Editora, conhecemos um pouco mais da Floresta de Tollon, uma região dominada pelo Império de Tauron, que tem florestas com uma madeira negra, mais resistente do que o aço, aqueles que sabem trabalhar com a madeira são requisitados em todo reinado. E hoje, no Área de Tormenta, trazemos uma adaptação da Classe de Prestígio Lenhador de Tollon e outros artistas da Floresta.

Magia de Madeira Tollon

A Madeira Tollon é extremamente ligada a magia, facilitando o uso de habilidades por guerreiro e aumentando a resistência a magia de seus portadores. Por causa disto, muitos druidas utilizam de suas propriedades para lançar magias.

Poder de Magia

Ritual de Tollon

Quando usa Celebrar Ritual para as magias Anular a Luz, Dissipar Magia (com alvo de área) e Dispersar as Trevas. Você cria uma área de disrupção de magia, durante 1 dia, criaturas que lançarem magias na área afetada pela magia do ritual gastam +2 PM para lançar suas magias e estão em condições ruins para lançar magias. Pré-requisito: Druida, Celebrar Ritual.

Poderes de Bardo e Druida

Poder de Tollon

Quando lança uma magia empunhando uma arma, escudo ou item esotérico de madeira Tollon, a cura e o dano causado pelos suas magias de Evocação aumenta em +1 dado. Pré-requisito: Evocação como uma das suas escolas de bardo ou druida.

Proteção de Tollon

Quando lança uma magia empunhando uma arma, escudo ou item esotérico de madeira Tollon, você aumenta a resistência a magia do item em +1 para cada círculo da magia. Pré-requisito: Abjuração como uma das suas escolas de bardo ou druida.

Visão de Tollon

Quando lança uma magia empunhando uma arma, escudo ou item esotérico de madeira Tollon, a CD para resistir a ela aumenta em +2 por círculo da magia. Pré-requisito: Adivinhação como uma das suas escolas de bardo ou druida.

Os Lenhadores de Tollon

Floresta de Tollon é quase uma criatura por sí só. Intrépida, mesmo sendo dominada pelo Império de Tauron, a região nunca se entregou sem luta. Quando o Império caiu, a região se consolidou novamente e voltou a sua própria proteção. Novas lideranças surgiram na região: Aigrah, a Senhora dos Espinhos. Vormitrax, o Barba de Sangue e Danna Arantur, princesa da região de Arantur. No meio de tudo isso, Lenhadores tenham desbravar a floresta para utilizar sua matéria prima.

Admissão

Para se tornar um Lenhador de Tollon, primeiro deve-se ir a própria Floresta de Tollon. Lá, sobreviver a própria floresta é uma aventura por si só, como se tivesse vida, ela tende a rejeitar aqueles que apenas chegam querendo desmatar suas florestas.

O candidato deve extrair pelo menos 10 espaços em fardos de madeira Tollon, e apresentar em alguma das facções da Floresta; A Ordem dos EspinhosOs Arborícolas ou na cidade de Arantur. Para quem for apresentado, o candidato precisa fabricar uma peça de equipamento de madeira Tollon e empregar ela em alguma missão para proteger a floresta; Destruir um monstro que tem causado problemas, espantar legionários no local, etc…

Quando cumprirem a tarefa, devem voltar a provar a facção que levou os fardos e então será consagrado como um real Lenhador de Tollon.

Marca da Distinção: Liberação da Floresta

Você recebe +5 em testes de perícia (exceto testes de ataque) relacionados a madeira. Se já tiver esse bônus, ele aumenta para +10. Além disso, você pode fabricar armas, escudos e esotéricos de madeira Tollon com Ofício (Artesão).

Tollon Desperto

As armas de madeira Tollon fabricadas por você reduzem o PM de habilidades em –2 ao invés de –1 e os escudos e esotéricos de madeira Tollon fabricados por você fornecem resistência a magia +5, ao invés de +2. Pré-requisitos: Sab 1, treinado em Ofício (Artesão) e Sobrevivência.

Desviar Magias

Enquanto estiver empunhando um Machado de duas mãos feito de Madeira Tollon, você recebe +2 na Defesa e resistência a magia +5. Além disso, enquanto empunha um machado de duas mãos de madeira Tollon, você pode usar Dissipar Magia com o modificador de contra-mágica, mas apenas em magias que tenham você como alvo. Pré-requisitos: Tollon Desperto.

Espíritos Nossos Ancestrais

Com uma hora de apelo aos espíritos da floresta, você pode abençoar um machado mundano que utilize. Na sua mão, o machado recebe um encanto a sua escolha, mais um encanto para cada dois outros poderes de distinção que tiver. Caso o machado seja destruído, você pode consagrar outro com T$ 100 e uma hora de mais apelo. Pré-requisitos: Expertise com Machados, Tollon Desperto.

Expertise com Machados

Você recebe +2 em testes de ataque e rolagens de dano com todos os machados, todos eles tem seu dano aumentado em um passo e são considerados armas simples para você. Além disso, quando faz um teste de ataque com um machado, você pode gastar 2 PM para rolá-lo novamente. Se já tiver Mestre em Arma com o machado, o custo diminui em –1 PM. Pré-requisito: Tollon Desperto

Movimento Sobre as Árvores

Você está sempre sob efeito da magia Caminhos da Natureza com o aprimoramento de aumentar a CD para te rastrear em +10, enquanto estiver em florestas. Pré-requisito: Tollon Desperto.

Golem de Tollon

No post Golens dos Deuses, falamos de como seria um golem de madeira Tollon, dê uma conferida para ter uma ideia!


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Se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!


Texto e Capa:  Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Bárbaros do Abismo (Crawl) – Santos Escritos

Crawl é um jogo de exploração de masmorra e combate lançado em Agosto de 2014, no jogo, quatro jogadores precisam controlar prisioneiros tentando escapar de uma masmorra enquanto enfrentam monstros (que são os demais jogadores). Sempre que derrotados por um monstro, o jogador que controlava esse monstro se torna o jogador, e assim até que um deles consiga escapar da masmorra.

Nos Santos Escritos de hoje, vamos adaptar os deuses abissais de Crawl como poderes de Totem para o Bárbaro!

Deuses Abissais

Em Ghanor, os demônios se alimentam das emoções negativas dos mortais. O único motivo pelos quais tentaram impedir o apocalipse dos Criadores Invisíveis é porque isto os faria morrer de fome.

A Fúria dos Bárbaros é a maior canalização disto, sua fúria acumulada por ser um banquete para diferentes tipos de demônios. Alguns destes adotam bárbaros como seus campeões, para se alimentar de seu ódio acumulado.

Poder de Bárbaro: Totem Abissal

Quando entra em Fúria, você pode invocar o poder de um demônio abissal. Enquanto estiver sob influência de um demônio, você se torna vulnerável a todo tipo de dano mágico e tem –5 de resistência contra magias divinas. Escolha um dos deuses abissais abaixo. Pré-requisito: 5º nível de Bárbaro.

Parece um monstro de lama, mas é o Teok

Teok

Quando entra em Fúria, você recebe +3m de deslocamento e +3 em rolagens de dano.

Ratos podem ser muito mais do que criaturas do esgoto, como o Murkan

Murkan

Quando entra em Fúria, você recebe +10 em Furtividade e causa +2d12 pontos de dano contra alvos desprevenidos. Além disso, se esconder não encerra a sua Fúria.

Uma mordida? Gholoth te dá

Gholoth

Escolha uma das armadilhas do Caçador (A Lenda de Ghanor, pág. 37). Enquanto estiver em Fúria, uma vez por rodada, você pode gastar uma ação completa e 3 PM para posicionar essa armadilha em alcance curto, mesmo sem ter o ambiente propicio. Apenas uma armadilha pode ser posicionada por vez, se uma nova for posicionada, a mais antiga é desfeita.

Aquele ‘doidinho do centro’ ganhando vida com o S’hrim

S’hrim

Quando entra em Fúria, sua ganância aumenta proporcionalmente. Você causa dano adicional contra alvos dependendo de quanto tesouro eles fornecem, +2 contra alvos que oferecem Metade, +5 contra alvos que oferecem tesouro Padrão, +10 contra alvos que oferecem o Dobro, +15 contra alvos que oferecem o Triplo.

Será que Gor é parente do Corcunda de NotreDame?

Gor

Quando entra em Fúria, seus ataques ficam afiados. Causar dano crítico deixa os alvos sangrando, esse sangramento é acumulativo com outros efeitos e com ele mesmo, fazer dois acertos críticos contra o mesmo alvo faz ele sangrar sofrendo perda de 2d6 pontos de vida por rodada.

Lovecraft amaria o Odshan

Odshan

Escolha uma lista de magias divinas e duas magias de 1º círculo dessa lista. Quando entra em Fúria, você pode lançar essas duas magias sem interromper a sua Fúria.

Será esse o famoso Chupa-CAbra? Ah, é o Xophant

Xophant

Quando entra em Fúria, você recebe 10 PV temporário para cada ponto de Constituição que tiver e soma sua Constituição nas suas rolagens de dano. Mas tem sofre –3m de deslocamento.

O Abissal Qaahl

Qaahl

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Segredo! Momot esconde sua identidade

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Texto e Capa:  Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Todo Mundo no Rio 2026 – Lobisomem O Apocalipse 5ª Edição

Saudações rpgistas e Garous! Como jogador de RPG, filósofo e um observador voraz da cultura pop, eu sempre fui fascinado pela necessidade humana de catarse coletiva.

Nietzsche, em O Nascimento da Tragédia, nos fala sobre o estado dionisíaco: a dissolução do ego individual em meio ao êxtase da multidão, a música e a dança que nos reconectam com uma força primordial e arrebatadora.

É a perda da individualidade em prol de uma experiência massiva, algo como a unificação caótica do Lifestream em Final Fantasy VII ou aos delírios coletivos que vemos no reino de Morpheus em Sandman, obras que moldaram meu olhar como um nerd e geek assumido.

“Mega Show”

No mundo real, nós chamamos essa explosão catártica de “mega show”. Mas, quando trazemos isso para o Mundo das Trevas — que sempre funciona como um espelho sombrio, distorcido e supurante da nossa realidade —, um evento de proporções titânicas não é apenas um espetáculo musical; é um colossal epicentro de poder espiritual, manobras corporativas e instintos predatórios.

Sabemos que a premissa de Lobisomem: O Apocalipse é pegar o que acontece na nossa sociedade e injetar uma dose letal de conspiração e horror ecológico. Portanto, o evento “Todo Mundo no Rio 2026”, que trouxe a Shakira para as areias de Copacabana, não é apenas de música e entretenimento.

Estamos falando de milhões de almas emanando energia bruta. E estamos observando corporações sombrias lucrando nos bastidores enquanto a Weaver estende seus cabos e antenas para engessar o livre-arbítrio, e, no centro disso tudo, pulsa a fúria e o desespero dos Garou diante de um Apocalipse que já é o agora.

Todo Mundo no Rio – O Evento

No nosso Mundo Real , o projeto Todo Mundo no Rio consolidou-se como uma das maiores manobras de soft power e revitalização econômica do Rio de Janeiro. É a resposta cultural definitiva a um mundo que buscou se reconectar após anos de isolamento.

Atrair ícones colossais (como o fenômeno da Madonna em 2024 e Lady Gaga em 2025) para as areias de Copacabana não é apenas um show; é uma engrenagem de um sistema bilionário que injeta vida no turismo e no comércio local, fazendo a cidade vibrar em uma frequência febril e quase hipnótica.

Mas, analisando e enxergando as camadas por trás da cortina, a pergunta que realmente importa para o Mundo das Trevas é: Quem está assinando o cheque?

Em Lobisomem: O Apocalipse, um evento para quase 3 milhões de pessoas é o cenário perfeito para um “Cabo de Guerra” cósmico. A infraestrutura necessária é, sem dúvida, um campo de batalha entre a Weaver e a Wyrm.

A Teia e o Controle Digital

A implementação de redes 6G experimentais, drones de monitoramento facial em tempo real e a logística milimétrica de segurança representam as aranhas da Weaver tecendo seus fios metálicos sobre a orla. É o progresso técnico usado para catalogar, vigiar e anestesiar a consciência das massas através da hiperconectividade.

O Toque da Wyrm e a Pentex

Por trás dos patrocínios master, encontramos os tentáculos das subsidiárias da Pentex. A Magadon provavelmente fornece os “kits de bem-estar” e analgésicos vendidos em cada esquina; a O’Tolley’s e a King Breweries lucram com o consumo desenfreado e o desperdício colossal gerado por toneladas de lixo plástico abandonado na areia. É a corrupção espiritual disfarçada de entretenimento familiar.

Para os “Sanguessugas” da Camarilla, o evento é um buffet de luxo e, simultaneamente, um pesadelo logístico para manter a Máscara. Para os Magos, Copacabana se torna um Nodo temporário, uma tempestade de Quintessência gerada pelo desejo e pela euforia coletiva.

E para os Garou? Para os nossos guerreiros da Mãe Terra, olhar para o palco monumental da Shakira é ver uma “Midgar” pulsante. A comparação com o jogo da Square Enix é inescapável: a Pentex e a Teia estão sugando o “Mako” (a Gnose e a energia vital da Terra) sob as luzes de neon, enquanto a multidão aplaude a própria destruição.

Shakira – A Artista

Como massoterapeuta, sexólogo e alguém que estuda profundamente as dinâmicas do corpo, eu sempre observei a carreira da Shakira com uma lente focada na libertação física e emocional.

Wilhelm Reich, psicanalista dissidente e um dos precursores das terapias corporais, falava sobre a “couraça muscular” — as tensões que acumulamos para reprimir nossos instintos e nos adequarmos à rigidez da sociedade civilizada. Shakira, ao trazer a dança do ventre e os ritmos latinos viscerais para o mainstream, ataca diretamente essa couraça.

Ela desafia a métrica engessada e eurocêntrica do pop tradicional. Ela canta com as entranhas, usa o quadril como um pêndulo hipnótico de poder e, não por acaso, imortalizou a si mesma na cultura pop contemporânea sob a alcunha da “Loba” (She Wolf).

Mundo das Trevas

No Mundo das Trevas, o impacto de uma figura global e magnética como Shakira atinge contornos assustadores. Uma artista dessa magnitude não apenas canta; ela molda a psique coletiva, funcionando como um farol de energia bruta em um mundo sufocado pelo cinza. Isso levanta uma questão fascinante para a nossa crônica: será ela uma Parente adormecida, talvez com linhagem das Fúrias Negras ou dos Fianna?

Seria ela alguém que, inconscientemente, canaliza ecos vibrantes da Wyld através de seus movimentos primais? Ou será ela, tragicamente, apenas mais uma engrenagem na colossal máquina da Weaver, empacotada por gravadoras e megacorporações para manter a humanidade dócil, vendendo a “ilusão” de rebeldia enquanto a massa consome?

Na minha opinião, a beleza narrativa reside justamente no paradoxo. Assim como vemos nas obras de Neil Gaiman — especialmente em Sandman, onde arquétipos de Desejo e Destruição dançam uma valsa eterna e complexa —, Shakira carrega uma dualidade brutal.

Temos a força visceral, feminina e indomável da Wyld encapsulada e comercializada em um mega-espetáculo hiper-capitalista, financiado pelos mesmos agentes (Weaver/Wyrm) que destroem as matas. Para os lobisomens no topo do morro, olhar para os imensos telões de LED em Copacabana e ver quase três milhões de pessoas uivando em uníssono junto com a “Loba” colombiana é, no mínimo, uma ironia poética e amargamente existencial.

Shakira em Copacabana

(Adaptando para Lobisomem: O Apocalipse 5ed)

Aqui é onde a narrativa visceral da 5ª Edição (W5) realmente brilha. Se você acompanha meus textos, sabe que eu gosto de bater nessa tecla: em W5, o mundo já está agonizando. Os Garou estão perdendo feio, e o Apocalipse não é uma profecia distante rabiscada em uma caverna; é o agora.

É o noticiário das oito. Então, como colocar a sua matilha no olho desse furacão de suor, neon e caos corporativo que é o show em Copacabana?

Como os espíritos e a Umbra são afetados pela massa de pessoas?

Sendo fã de Sandman, de Neil Gaiman, é impossível não olhar para a Penumbra sobre Copacabana durante o evento e não ver um reflexo febril e distorcido do próprio Sonhar.

A quantidade de emoção humana, projetada por milhões de pessoas simultaneamente, gera um maelstrom alucinante, uma verdadeira tempestade metafísica.

De um lado, a egrégora gera Espíritos da Alegria, da Paixão e do Ritmo — ecos distantes e sedentos da Wyld —, dançando freneticamente sobre o mar de cabeças.

Do outro lado, a materialidade nua e crua do evento: a concentração absurda de copos plásticos nas areias, o esgoto sendo despejado no mar e o consumo desenfreado patrocinado por megacorporações atraem Malditos da Poluição, da Gula e do Vício, que rastejam e engordam na periferia do show.

A Película flutua de maneira caótica. Nos epicentros da multidão, onde a catarse dionisíaca atinge o pico com os uivos da “Loba”, ela pode se tornar fina como papel, permitindo que a energia espiritual vaze para o plano físico e cause delírios coletivos. Em contrapartida, nos bastidores, nas vans de transmissão via satélite e nas áreas VIPs super-vigiadas, a Weaver calcifica a Película.

É a mesma sensação opressiva da arquitetura de vigilância em Neuromancer: a tecnologia tece uma barreira de estática e controle, tornando a viagem umbral quase impossível e letal.

Como outras criaturas podem se aproveitar do evento para criar armadilhas (e como os Garou podem revidar)?
  • A Armadilha do Inimigo: O show é o escudo de carne perfeito. Do ponto de vista tático, é brilhante e perverso. Fomori executivos e figurões da Pentex podem fechar acordos escusos e profanar artefatos nas coberturas luxuosas da Avenida Atlântica ou nos camarotes exclusivos. Eles sabem que os Garou, temendo o Delírio em massa e a quebra do Véu, evitam agir onde há três milhões de smartphones gravando em 4K. Sanguessugas da Camarilla também podem plantar Carniçais na segurança privada para abater, de forma velada, qualquer lobisomem que tente farejar a orla.

  • A Armadilha Garou: Na minha opinião, a matilha pode (e deve) usar esse mesmo caos a seu favor. Assim como Bruce Wayne se funde às sombras de Gotham, a poluição audiovisual é a camuflagem definitiva. A barulheira de centenas de milhares de decibéis estourando nas caixas de som durante “Hips Don’t Lie” e as explosões coreografadas de fogos de artifício abafam facilmente o som de ossos quebrando e portas sendo arrombadas. É a janela de oportunidade perfeita para um ataque furtivo, bem ao estilo Assassin’s Creed, invadindo a suíte de um CEO corrupto enquanto a segurança dele está hipnotizada pelo espetáculo lá embaixo.

Como os Caerns e locais sagrados são afetados pelo evento?

O Rio de Janeiro é uma cidade de contrastes absurdos. Possui uma conexão fortíssima com a natureza bruta, algo magistralmente expresso na Floresta da Tijuca e nos maciços de pedra que abraçam o concreto.

Os Caerns urbanos (talvez ocultos nas profundezas do Maciço da Tijuca ou nas isoladas Ilhas Cagarras) sentem a reverberação do megaevento como um soco no estômago.

A absurda poluição sonora e luminosa, somada à colossal pegada de carbono do show, envenena as linhas de ley locais. Para os Theurges da seita, a sensação é mecânica e punitiva. O poder de cura e proteção do Caern enfraquece temporariamente, forçando os místicos a gastarem Gnose em ritos massivos de contenção apenas para manter a corrupção afastada.

É um momento de vulnerabilidade tática máxima. Se a Wyrm quisesse coordenar um ataque direto a um Caern carioca, a noite do show da Shakira seria o momento exato.

Como os Garous enxergam o evento?

Para a nação Garou, o evento é um paradoxo existencial profundo que beira a insanidade. O Filósofo em mim vê a angústia neles de forma cristalina.

Por um lado, há a repulsa absoluta. O cheiro acre de suor misturado com plástico derretido, fumaça de vape e urina na areia; a visão aterrorizante da Weaver controlando a percepção da humanidade através de telas retangulares; e a Wyrm, rindo por último, lucrando com as toneladas de lixo inorgânico deixado para trás.

Por outro lado… ah, o outro lado. Quando a batida sobe e milhões de pessoas pulam em uníssono, sentindo o baixo vibrar na caixa torácica, há um lampejo autêntico da Wyld. Há vida. Tem paixão.

Existe uma humanidade alienada que, bem no fundo da sua biologia, ainda pulsa e secretamente anseia pela conexão com o primal. Mesmo que só consigam expressar isso através de uma música pop sobre uma “Loba” ecoando em uma cidade de puro concreto.

É o tipo de reflexão existencial agridoce que pode fazer o mais sanguinário dos Ahroun hesitar por um segundo antes de desembainhar suas garras. Ou que pode dar a um Galliard a inspiração trágica para o seu uivo mais belo daquela noite. No fim das contas, a humanidade está dançando de olhos vendados na beira do abismo.

E cabe aos jogadores, através de seus Garou, decidir o impossível. Eles vão tentar cortar a música abruptamente e lidar com o pânico, ou vão usar o ritmo frenético da batida para guiar suas presas até a garganta dos verdadeiros monstros entocados no camarote VIP?


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