A editora Darrington Press, do Critical Role, lançou Daggerheart, seu RPG de fantasia, tido como um forte competidor frente a veteranos como Dungeons & Dragons (D&D) e Pathfinder. Mas quem está acostumado com esses medalhões do RPG pode encontrar algumas surpresas, como a mecânica de Esperança e Medo em Daggerheart.
Já falamos sobre esse novo RPG, em um texto mais geral que você pode ler aqui:
Se você está ligado no mundo do RPG de fantasia, já deve pelo menos ter ouvido falar de Critical Role, um grupo de dubladores dos Estados Unidos que transmitem suas campanhas de RPG e ganharam muita popularidade nos últimos anos.
Agora, com Daggerheart, eles passam a ter seu próprio sistema de RPG de fantasia, que colhe influências de outros jogos do gênero e apresenta novidades suficientes para se diferenciar deles.
Imagem promocional da pré-venda Daggerheart no site da Jambô.
Na prática, Daggerheart é um novo sistema de RPG, repleto de elementos com os quais já estamos acostumados — como pontos de vida, classes de fantasia, combate e rolagem de dados —, mas com surpresas até para jogadores veteranos.
Os Dados de Dualidade: a principal fonte de Esperança e Medo em Daggerheart
Se você está acostumado com RPGs tradicionais, você sabe que o principal dado é o de vinte lados, não é? Em clássicos como D&D, Pathfinder e Tormenta, o d20 é o dado que você rola para realizar ataques, superar desafios, escapar de armadilhas e muito mais.
Outros jogos optam por priorizar os dados de seis lados, que são mais acessíveis. O famoso Apocalypse World é um exemplo, assim como todos os jogos Powered by Apocalypse. Outro que foca no d6 é o brasileiríssimo A Bandeira do Elefante e da Arara.
Daggerheart faz uma opção diferente. Em vez do d20 ou do d6, o destino de seus personagens será decidido por um par de dados de doze lados. Para superar desafios, cada jogador joga 2d12, soma os valores e acrescenta modificadores relevantes.
Isso deixa as rolagens mais previsíveis, com menos chances para resultados muito baixos ou muito altos, se comparado a um d20, que tem probabilidades iguais para todos os números.
O mestre, por outro lado, joga 1d20 para suas ações, para criar mais imprevisibilidade nos desafios apresentados aos jogadores.
Personagem usa habilidade mágica em Daggerheart – Reprodução site Daggerheart.
O balanceamento dos 2d12 é semelhante ao de usar 2d6, por exemplo. Mas os Dados de Dualidade de Daggerheart contam com outra mecânica importante.
A mecânica de Esperança e Medo nos Dados de Dualidade
Os dois dados de doze lados precisam ser diferentes entre si — por exemplo em tamanho, cor, padrão, ou alguma outra característica distinta. Uma vez que um deles é seu Dado de Esperança, e o outro seu Dado de Medo.
Isso mostra a dualidade de cada rolagem. Se o dado maior for o de Esperança — independente de o resultado ser um sucesso ou uma falha —, a tentativa foi encorajadora e o personagem ganha um Ponto de Esperança.
Mas, se o dado maior for de Medo, a ação, mesmo que tenha sido bem-sucedida, afetou o ambiente de forma negativa e o mestre ganha um Ponto de Medo, que pode usar contra os jogadores.
O que significam os Pontos de Medo e Esperança em Daggerheart?
Como vimos, as rolagens dos Dados de Dualidade em Daggerheart podem conceder Pontos de Esperança aos jogadores ou Pontos de Medo ao mestre. Esses pontos são recursos que buscam representar como o destino afeta a história.
Assim, Pontos de Esperança podem ser usados pelos jogadores para ajudar aliados e ativar habilidades e experiências. Os Pontos de Medo, por outro lado, servem para o mestre ativar monstros, criar obstáculos ou usar poderes especiais de suas criaturas.
Entenda melhor cada um deles:
Pontos de Esperança em Daggerheart
Os Pontos de Esperança representam os ventos do destino soprando a favor dos personagens. Eles mostram que a resiliência frente aos desafios e aos horrores do mundo pode realmente valer a pena — afinal, a esperança é a última que morre.
Jogadores que têm Esperança podem usá-la para várias ações diferentes. Um Ponto de Esperança, por exemplo, pode ser gasto para ajudar um aliado em alguma tarefa difícil — com isso, o jogador rola 1d6 e soma o resultado à rolagem do outro personagem.
Esse recurso também é usado para ativar experiências e habilidades especiais. Um Guerreiro, por exemplo, pode gastar 3 Pontos de Esperança para ganhar +1 em jogadas de ataque até o seu próximo descanso, enquanto um Serafim, com a subclasse Sentinela Alado, pode usar 1 Ponto de Esperança para causar 1d8 de dano adicional em um ataque.
Da mesma forma, cada jogador pode também usar 3 Pontos de Esperança para iniciar Testes Combinados com algum aliado. Esses testes são ações feitas em conjunto que podem ser muito poderosas.
O máximo de Pontos de Esperança que um jogador pode ter é seis, e o valor se mantém entre sessões.
Além dos Dados de Dualidade, cada jogador ganha 2 Pontos de Esperança durante a criação do personagem, assim como também pode obtê-los por meio de magias, talentos, entre outros.
Pontos de Medo em Daggerheart
Os Pontos de Medo são representações do destino agindo contra os personagens. Em outras palavras, eles mostram como os horrores do mundo podem abalar até os mais resistentes, e criam obstáculos realmente desafiadores, para enfrentar a Esperança dos seus jogadores.
Com Pontos de Medo, o mestre pode:
Interromper os jogadores para fazer uma ação;
Fazer uma ação de mestre adicional;
Ativar habilidades e efeitos de suas criaturas ou do ambiente.
Os Pontos de Medo em Daggerheart mostram como os horrores podem abalar até os personagens mais resistentes -Reprodução site Daggerheart.
Além dos Dados de Dualidade, o mestre também pode ganhar Pontos de Medo por meio de habilidades e magias de suas criaturas. Ele também ganha pontos quando o grupo descansa, e começa a campanha com um número de Pontos de Medo igual ao número de personagens. O máximo de Pontos de Medo que o mestre pode acumular é 12.
Como jogar Daggerheart?
Os Dados de Dualidade e os Pontos de Medo e Esperança são apenas algumas das novidades de Daggerheart.
Então, independente de ser um jogador experiente ou um novato no mundo do RPG, você precisa se inteirar das regras para virar um craque no novo jogo.
O primeiro passo para isso é ler o livro! Ele já está disponível para pré-venda na Jambô, e logo pode estar nas suas mãos.
Além disso, a equipe do Critical Role preparou uma playlist de vídeos ensinando os básicos. Você pode conferir aqui: Get Your Sheet Together.
E aproveite este momento para explorar ainda mais do mundo do RPG aqui no MRPG. Por aqui a gente fala de jogos de todo o tipo, desde os mais conhecidos até financiamentos coletivos e novidades que estão fora dos holofotes.
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No último financiamento coletivo Tormenta 25 anos. Tivemos um livro extra, o Guia de Deuses Menores. Nesse livro, somos introduzidos ao conceito de deuses menores e já falamos sobre eles na matéria anterior. Mas, no Área de Tormenta de hoje, vamos dedicar a um evento muito específico, mas que pode ser um desafio engraçado para os seus jogadores: sobreviver a um evento social abençoado por Jandra, a deusa menor das Boas Maneiras!
Disclaimer
Antes, para deixar claro: os ganchos feitos aqui NÃO são oficiais. O Movimento RPG não tem ligação com a Jambô Editora, e fãs criaram todos os ganchos deste material para outros fãs. Além disso, há spoilers dos romances de Tormenta, principalmente a Trilogia da Tormenta.
A Etiqueta Social é algo Perigoso, e Complexo também!
Bailes, reuniões formais, qualquer encontro que seja abençoado ou até mesmo tenha a presença de Jandra faz com que os presentes sintam, fisicamente, o peso da responsabilidade para se comportarem bem. Tanto que isso causa Perda de Vida, literalmente.
Sempre que estiverem em um evento sob as condições anteriores, sofrem dano se descobrirem qualquer regra de etiqueta social abaixo. Ou seja, todos esses eventos são um Perigo Complexo.
Jantares, Bailes, Formaturas, Consagrações, Batizados. Todos os eventos podem ser abençoados pela deusa das Boas Maneiras.
Perigo Complexo: Evento Abençoado por Jandra ND Varia
Eventos sociais já são coisas complicadas por si só, e a deusa das Boas Maneiras os abençoa, transformando-os em aventuras diplomáticas. Um evento pode ser o menor que for, mas, como Jandra o abençoa, todos devem tratá-lo com pelo menos algum respeito.
Objetivo
Os personagens precisam sobreviver ao evento e alcançar seus objetivos, sem quebrar a etiqueta. Todos devem interpretar seus personagens seguindo as regras de etiqueta mais recentes do Reinado.
Se um personagem chegar a 0 PV ou 0 PM, ele abandona a interação social e fica frustrado até o final da aventura. Nenhum efeito mágico ou mundano pode curar essa frustração, exceto a magia Desejo ou uma Intervenção Divina.
Efeito
Se, em qualquer momento do evento, o personagem descumprir uma regra de etiqueta, ele sofre perda de vida igual ao nível da infração (descrita nas ações abaixo). Caso tenham uma forma de justificar ou de compensar o ato falho, eles curam 2d8+2 PV, pelo contrário, eles não conseguindo se justificar, apenas irão receber a perda de vida até ficarem com 0 PV.
Efeitos que curam PV, como a magia Curar Ferimentos, não podem curar PV perdidos por constrangimento social, mas os personagens podem curar aliados com palavras, usando um teste de Diplomacia ou Nobreza CD 15 para curar a moral de um aliado. Um personagem só pode recuperar PV dessa maneira uma vez por cena.
Dependendo do evento, considere ou desconsidere itens da lista abaixo, pois em eventos menos formais somente algumas regras terão relevância, em situações mais formais, as regras de etiqueta terão mais relevância ainda, aumentando o dano.
Ações e Regras de Etiqueta
Aqui estão algumas ações que os personagens podem realizar durante o evento abençoado por Jandra, além das regras de etiqueta social que eles devem seguir. Claro, nada é imutável, e muitas regras são extremas por se tratar de um perigo complexo. O mestre decide se um personagem sofre consequências por quebrar o código de etiqueta.
A maioria — se não todas — as regras de etiqueta influenciam o roleplay do personagem, mas os jogadores podem contorná-las com um teste de Diplomacia ou Nobreza (como mencionado acima).
Se um jogador (não o personagem) esquecer uma regra de etiqueta, ele pode gastar PM para fazer um teste de Nobreza e relembrá-la, ajustando seu comportamento. A CD perdida ao tentar recordar uma regra social não se recupera com itens, habilidades ou magias.
A CD e o valor de PM que custa cada regra de etiqueta estará ao final da sua descrição.
Algumas regras específicas dependem de conhecimento prévio, devido a isso, devem ser realizados antes do início do Perigo Complexo. Caso não sejam cumpridos, os personagens começam o primeiro turno recebendo perda de vida igual as questões não cumpridas.
As regras de etiqueta são dividas em: Apresentações, Festa/Evento, Mesa, Vestimenta.
Não saia abraçando qualquer um por ai, seu nó cego.
Apresentações
As ações abaixo dizem a respeito das apresentações durante o evento, entre um ou mais personagens que o compartilharem.
Grau de Intimidade
Se alguém oferecer um cumprimento mais intimista do que um aperto de mão a um desconhecido, sofrerá perda de vida por grau de intimidade abaixo. Em termos gerais, personagens indiferentes para baixo devem ser cumprimentados com um aperto de mão (não cumprimentar esses personagens também causa dano, pela falta de educação), sendo 6d6 para personagens hostis, 4d6 para inamistosos e 2d6 para indiferentes.
Personagens amistosos podem receber um abraço, mas nada acima disso, e personagens prestativos podem ser cumprimentados de qualquer maneira (que não violem as regras de boa educação, é claro). O mestre tem a palavra final de um cumprimento, se é ou não além do necessário para um personagem amistoso. CD 10, 1 PM.
“Meu mano!”
Aperto de Mão
Um personagem que for cumprimentar outro com um aperto de mão, deve fazer de maneira firme, porém sem colocar força o suficiente para machucar. Um aperto de mão flácido demais ou forte demais causa 2d6 pontos de perda de vida. CD 10, 1 PM.
Simpatia
É uma completa falta de educação não sorrir para outra pessoa. O personagem pode até estar de cara fechada enquanto estiver sozinho, mas sempre deve receber alguém com um sorriso no rosto. Falar com alguém sem estar sorrindo causa 2d6 pontos de perda de vida. CD 15, 2 PM.
Prioridades
A pessoa mais jovem ou menos influente é sempre apresentada à mais velha ou mais influente e nunca o contrário. Apresentar alguém mais velho/influente a alguém de menos influência é uma ofensa grave.
Quem cometer essa gafe deve fazer um teste de Vontade oposto à Diplomacia do ofendido, se falhar, sofre 8d6 pontos de perda de vida. Se passar, perde apenas 4d6. CD 25, 4 PM.
Cumprimentar o Anfitrião
Apresentar-se ao anfitrião é de estrema importância logo que se chega no evento. Se um personagem não gastar a primeira ou segunda rodada sem se dirigir e cumprimentar o anfitrião ou honorado do evento, ele sofre 3d6 pontos de dano por patamar do Perigo Complexo (3d6 para Iniciante, 6d6 para Veterano, 9d6 para Campeão e 12d6 para Lenda).
Aqueles que cumprimentarem o anfitrião na primeira rodada do evento, podem fazer um teste de Diplomacia ou Nobreza CD 15 + 5 para cada patamar do Perigo Complexo. Se passar, pode rerolar um dado de Diplomacia ou Nobreza até o fim do evento, +1 para cada 5 pontos que ultrapassar a CD. CD 10, 1 PM.
Seja cavalheiro, as vezes cavaleiro também.
Beijo na Mão
Autoridades Religiosas (altos sacerdotes, clérigos notáveis, etc…), espíritos, mortos-vivos e senhoras devem ser cumprimentadas com um beijo na mão. Mas senhoritas não. Entende-se por senhorita uma criatura de qualquer tipo (com exceção de Espírito e Morto-Vivo, que sempre são tratados como senhor ou senhora), com valor de Inteligência superior –3, gênero feminino ou não binário, solteira e com 17 anos ou menos, criaturas de raças que vivam mais ou menos devem ser tratadas com a cordialidade de seus equivalentes de idade.
Por exemplo, é educado tratar anões e qareens de 34 anos ou menos como senhoritas, assim como Dahllans, Elfos, Golens e Sílfides de 85 anos ou menos. Beijar a mão de um convidado fora das condições acima causa 6d6 pontos de perda de vida. CD 25, 3 PM.
Para fins de consulta, segue a idade mínima por raça para ser considerado senhora ou senhorita.
Duende. Faça um teste de Intuição oposto a Vontade do Duende, se você passar, acerta o cumprimento dele;
Trogs. 4 anos;
Goblins, Kobolds. 8 anos;
Humanos, Lefous, Minotauros, Hynnes, Klirens, Medusas, Sereias, Meio-Orcs, Orcs, Tabrachis, Ogros, Bugbear, Hobgoblins, Centauros, Gnolls, Kaijins, Tengus, Minauros, Harpias, Ceratops, Pteros, Velocis, Voracis, Moreaus, Nagahs, Galokks, Sátiros e qualquer outra raça com Longevidade Normal. 17 anos;
Anões, Qareens, Suraggels, Kallyanarchs, Kappas, Elfos-do-Mar, Meio-Elfos e qualquer outra raça com Longevidade x2. 34 anos;
Dahllans, Elfos, Golens, Sílfides, Mashins, Yidishans, Eirdaans e qualquer outra raça com Longevidade x5. 85 anos;
No futuro, se surgir qualquer raça que tenha longevidade maior ou menos que as apresentadas até o momento, multiplique ou divida por 17 para saber a idade correta para formalidade.
Evento/Festa
Os casos abaixo são para eventos específicos e festas.
Pontualidade
Convidados devem chegar no horário marcado do evento, caso descumpram isto, sofrem 6d6 pontos de perda de vida na primeira rodada do evento. Anfitriões sofrem 12d6 pontos de perda de vida se chegarem atrasados.
Caso o convidado consiga informar do atraso com antecedência superior a 3 horas antes do evento por qualquer meio possível, esse dano é diminuído pela metade. CD 20, 2 PM. A CD aumenta ou diminui se os convidados não perguntaram ou não sabem as horas do evento.
Utilizar Habilidades Chamativas
A critério do mestre, sempre que o personagem utilizar uma habilidade que seja considerada chamativa ou uma magia, sofre 5d6 pontos de perda de vida pelo constrangimento de chamar a atenção.
Sempre que usar qualquer habilidade que gaste PM, o personagem deve fazer um teste de Vontade CD 20 + 5 por patamar do Perigo Complexo acima do iniciante. Se falhar, não usa a habilidade mas ainda perde os PM.
Postura e Comportamento
Se jogar em sofás ou poltronas e outras atitudes que constrangem os demais convidados causam 3d6 pontos de perda de vida por ação. CD 15, 1 PM.
Mesmo em um ambiente social, a etiqueta é muito importante.
Nível da Conversa
Falar alto demais, utilizando gírias e palavrões, fazem a vergonha bater, mesmo que normalmente o personagem não ligue.
Utilizar uma gíria ou palavrão causa 1d6 pontos de perda de vida por palavra, o dado muda para d10 se for feito em voz alta. Se apenas falar algo, sofre 1d10 pontos de dano por frase. CD 20, 2 PM.
Saquear o Evento
Levar qualquer coisa que não for dada de bom grado. Mesmo que seja pedir para levar mais um artigo dos que foram oferecidos, inclusive sendo comida.
Não deve ser levado arranjos de mesa, ou qualquer artigo presente ao local aonde ele está acontecendo, desde que não seja oferecido de bom grado. CD 10, 1 PM.
Extrapolar o Horário
Permanecer no evento 1 hora a mais do que o estimado para o fim do evento causa 6d6 pontos de perda de vida, +2d6 para cada hora adicional. CD 20, 3 PM.
Bom senso
Gestos e danças vulgares ou chamativas causam 4d6 pontos de perda de vida por dança. CD 20, 2 PM.
Bocejo
Se espreguiçar enquanto boceja causa 4d6 pontos de perda de vida. Deve ser feito discretamente com a mão na boca. CD 15, 1 PM.
Presentes
Quem receber um presente fechado, deve abri-lo na frente de quem o deu, e agradecer. Caso não seja possível, deve guardar e abrir em casa. Enviando uma carta agradecendo.
Em festas tamuranianas, o educado é o inverso, deve-se abrir o presente apenas ao final da festa e agradecer da próxima vez que encontrar o presenteador. CD 20, 2 PM.
Mesa
Para fins de roleplay (e um puzzle interessante para a mesa) ofereça aos seus jogadores talheres, se tiver a disposição e peça que eles posicionem da maneira correta seguindo a ordem abaixo.
Para cada objeto fora do local adequado, o personagem perde 1d6 PV. Um personagem treinado em Nobreza pode gastar 2 PM para se lembrar aonde fica cada talher, personagens não treinados gastam 5 PM para receber uma dica de onde é um objeto específico, mas só podem usar isso três vezes. Após isso, deve respeitar as regras de etiqueta abaixo. Todas elas podem ser lembradas com um teste de Nobreza CD 15 e 2 PM.
Antes da Refeição
Antes de iniciarem a refeição, os personagens não podem cometer as ações abaixo, cada uma delas causa 2d6 pontos de perda de vida.
Se dirigir à mesa sem o convite do anfitrião;
Se servir antes do anfitrião;
Utilizar qualquer talher da maneira inadequada. Personagens treinados em Nobreza não sofrem dano por isso, personagens não treinados devem perguntar a personagens treinados com antecedência ou de alguma maneira que não seja desrespeitosa.
Durante a Refeição
Os atos abaixo acatam 3d6 pontos de perda de vida se forem feitos durante a refeição do evento.
Mastigar de boca aberta e devagar;
Falar enquanto come;
Encher demais o garfo ou colher;
Assoprar comida quente;
Escolher qual pedaço de certo alimento mais lhe agrada;
Falar alto ou sussurrar/cochichar;
Fumar ou tragar qualquer tipo de fumo ou equivalentes;
Apoiar os cotovelos sobre a mesa;
Em ocasiões formais, apenas repetir uma refeição se for oferecido pelo garçom. Informais ou em casos em que a refeição não é servida, não há problema em repetir;
Passar o braço (ou qualquer membro equivalente) na frente de outros, caso tenha algo longe, peça para que seja levado a você, educadamente;
Recolher porções de comida que caíram dos pratos com as mãos, ao invés de usar o talher apropriado e colocar a beira do prato;
Caso seja um bufê ou algo parecido, misturar tipos de comida diferentes e/ou encher o prato em demasia;
Gesticular com talher nas mãos;
Utilizar o talher inapropriado para o alimento;
Encostar talheres usados na mesa, ao invés de apoiados ao prato.
Mesmo que o próprio anfitrião seja mal educado, você não deve ser.
Ao finalizar a refeição
Por fim, as ações abaixo acatam em 4d6 pontos de perda de vida se forem feitos a finalização da refeição.
Empurrar o prato ao se levantar da mesa;
Colocar palitos na mesa ou utilizar palitos sob a mesa;
Chamar o garçom para avisar que está satisfeito. Ao invés disso, posicione os talheres de maneira correta, alinhando o garfo e a faca, com o garfo a esquerda e a faca a direita.
Vestimenta
A vestimenta usada pelos convidados é de extrema importância, pois muitas das vezes os anfitriões vão definir um código de vestimenta, que deve ser totalmente respeitado pelos convidados. Caso não seja, os personagens sofrem 2d6 pontos de perda de vida por vestuário inadequado na primeira rodada do Perigo Complexo.
Como regra geral, é rude levar armas, escudos e ferramentas a eventos. No entanto, você pode esconder esses itens (Furtividade CD 15/20/25/30), mas lembre-se de não deixá-los a mostra ou de empunhá-los.
Você pode saber qual o código de vestimenta do evento perguntado diretamente, caso contrário, se você se preocupar com isso às vésperas do evento, será necessário realizar um teste de Nobreza CD 20 + 5 por patamar do Perigo Complexo para ter auxílio nessa resposta.
Exemplos de Códigos de Vestimentas
Traje Aventureiro. Pode ser utilizado qualquer item de vestimenta, com exceção de Armaduras de Couro Batido, Gibões de Pele e Armaduras pesadas, assim como de Meia Armaduras e Armaduras Completas. Exemplos: Almoços, exposições, churrascos e festas de primavera de infantes;
Traje Aventureiro Fino. Pode ser utilizado qualquer item de vestimenta, mas sem armaduras de qualquer tipo, com exceção de Couraças e Armaduras Completas. Exemplos: Teatros, vernissages;
Social. Camisa bufante, capa esvoaçante, enfeites de elmo, manoplas (se estiver vestindo uma armadura completa, apenas), manto eclesiástico, sapatos de camurça, tabardo, traje da corte, veste de seda, anel eclesiástico, hábito monástico, hábito sacerdotal, manto de alto sacerdote, sandálias, tonsura, túnica do virtuosa (desde que sejam clérigos, frades, druidas, paladinos ou outra classe que lance exclusivamente magias divinas), chapéu emplumado, jaqueta de couro, máscara de baile, monóculo, peruca (aparecer sem peruca causa dano, se entrou no evento com ela), sapatos confortáveis, sapatos de salto alto. Exemplos: Jantares, casamentos, óperas, se apresentar a um rei ou nobre, etc…
Eventos Reais. Apenas trajes da corte.
Conclusão
Sobreviver a um evento seguindo todas (ou boa parte) das regras de etiqueta da deusa das Boas Maneiras é difícil, mas não impossível, boa sorte para seus personagens e para os jogadores.
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Após explorarmos os sombrios sistemas de sociedades opressoras que podem habitar seus mundos de fantasia, desde teocracias que controlam a memória coletiva até hierarquias que dominam os sonhos de seus súditos, voltamos nosso olhar para as estruturas morais que oferecem contraponto a tais distopias.
Vamos agora mergulhar em um aspecto fundamental do worldbuilding que frequentemente define o caráter e as interações sociais de uma cultura: a criação de códigos de honra que transcendem as simples noções de certo e errado. Afinal, em universos onde guerreiros juram lealdade a deuses vivos, onde mercadores selam acordos com sangue mágico, ou onde a palavra se vincula à força vital, os sistemas de honra assumem formas fascinantes e distintas das que conhecemos.
Frequentemente, construímos mundos de fantasia com códigos de honra genéricos e superficiais sem explorar o potencial criativo que elementos fantásticos oferecem para reimaginar como a moralidade poderia se manifestar.
Contudo, ao incorporarmos magia de juramento, consequências sobrenaturais para o perjúrio, ou tradições ancestrais com poder real, criamos cenários mais originais e instigantes para nossas narrativas. Além disso, códigos de honra bem elaborados surgem naturalmente de histórias culturais, necessidades de sobrevivência e valores fundamentais que dão profundidade aos mundos fictícios. Dessa forma, vamos explorar dez abordagens criativas para desenvolver códigos de honra verdadeiramente fantásticos que darão vida e complexidade moral aos seus mundos.
1. Código do Eco Eterno
Imagine uma cultura onde cada promessa ecoa eternamente no plano espiritual, audível para qualquer um com a sensibilidade apropriada. Entre os Sussurrantes das Estepes de Vento Eterno, juramentos não são meras palavras, mas entidades sonoras que persistem no éter. Xamãs e videntes podem “ouvir” esses juramentos séculos depois de proferidos. Quando um Sussurrante faz uma promessa formal, entoa um ritual específico que transforma suas palavras em um “Eco Eterno” ‒ uma vibração mágica que permanece no local. Quebrar tal juramento corrompe seu Eco, transformando-o em uma dissonância perturbadora que afasta espíritos benéficos e atrai entidades malignas. Os anciãos mais honrados criam harmonias belas quando seus Ecos soam em conjunto, enquanto os párias distorcem tanto seus Ecos que causam mal-estar físico em todos ao redor.
2. Código da Marca Visível
Considere uma sociedade onde a honra manifesta-se fisicamente, visível a todos. No Império das Mil Faces, cada cidadão desenvolve naturalmente marcas na pele que refletem suas ações morais. Atos de coragem, generosidade e honestidade criam padrões luminosos e intrincados. Traição, covardia e desonra manifestam manchas escuras e cicatrizes. Esse código de honra, a Tapeçaria da Alma, não permite falsificações ou disfarces, criando uma sociedade onde o caráter aparece literalmente visível a todos. Líderes exibem as marcas mais luminosas, enquanto os severamente manchados enfrentam exclusão de certos espaços e profissões. Curiosamente, as marcas não seguem um padrão moral universal, mas refletem a adesão do indivíduo aos seus próprios princípios declarados, valorizando consistência e integridade acima de qualquer dogma específico.
3. Código do Peso das Palavras
Imagine um reino onde as palavras têm peso literal, não apenas metafórico. Na Cidade-Estado de Verbalita, um antigo encantamento faz com que promessas e juramentos criem pequenos amuletos físicos chamados “Palavras-Pedra”. Quem profere o juramento deve carregar esses amuletos consigo. Quanto mais solene e significativa a promessa, mais pesada se torna a Palavra-Pedra correspondente. Um juramento de lealdade vitalícia pesa quilos, enquanto uma promessa casual gera apenas uma pedrinha leve. Quebrar uma promessa duplica o peso da Palavra-Pedra, que se torna impossível de esconder. O perjuro deve carregar a pedra em um cordão visível ao redor do pescoço. Os cidadãos mais honrados carregam muitas Palavras-Pedra com orgulho e força, enquanto os desonestos mal conseguem se mover sob o peso de suas promessas quebradas.
4. Código do Débito Ancestral
Considere uma cultura onde a honra transcende o indivíduo, tornando-se coletiva e transgeracional. Entre os Clãs de Krevast, cada família mantém um “Livro de Débitos” que registra todas as dívidas de honra acumuladas ao longo de gerações. Essas dívidas passam aos descendentes caso não sejam pagas em vida. O código exige que todos paguem suas dívidas e também registrem adequadamente os favores recebidos. Um Krevastiano que morre sem saldar suas dívidas de honra condena seus descendentes a carregar o fardo por várias gerações. Esse sistema cria alianças familiares complexas e duradouras. Clãs anteriormente rivais tornam-se aliados ferrenhos devido a uma dívida de honra de séculos atrás. Os indivíduos mais respeitados conseguem saldar dívidas ancestrais particularmente antigas ou onerosas, não necessariamente os mais poderosos.
5. Código do Juramento Vivo
Imagine uma sociedade onde os juramentos ganham vida própria. Na Confederação de Oathbinder, quando alguém faz um juramento solene, cria uma pequena criatura etérea chamada “Vinculador”. Apenas as partes envolvidas no juramento e certos sacerdotes especializados conseguem ver essas criaturas. O Vinculador cresce e se fortalece conforme o juramento recebe honra, tornando-se um guardião espiritual que traz boa sorte e proteção. Contudo, a quebra do juramento transforma o Vinculador em um “Perseguidor”, uma entidade malévola que assombra o perjuro com pesadelos, pequenos acidentes e má sorte persistente. Casos graves de quebra de juramento geram Perseguidores tão poderosos que causam doenças debilitantes ou mesmo morte. Esse código desenvolveu uma linguagem extremamente precisa e cheia de ressalvas para promessas, com cidadãos treinados desde a infância sobre os perigos de juramentos impensados.
6. Código da Ressonância Harmônica
Considere uma cultura onde cada pessoa emite naturalmente uma nota musical única que reflete sua honra. No Vale dos Acordes, apenas aqueles treinados na arte da Audição Verdadeira percebem essas notas. Ações honrosas e fiéis aos princípios pessoais tornam a nota mais clara e harmoniosa. Atos desonestos a distorcem e desafinam. Quando pessoas interagem, suas notas formam acordes ‒ harmoniosos entre aqueles com códigos de honra compatíveis, dissonantes entre aqueles com valores conflitantes. Os mestres da sociedade possuem notas tão puras que harmonizam com praticamente qualquer outra, criando belas melodias em qualquer interação social. Grandes decisões comunitárias acontecem em “Câmaras de Ressonância”, onde os líderes se reúnem e suas notas combinadas revelam a harmonia ou dissonância de suas intenções coletivas, impossibilitando esconder agendas desonestas.
7. Código do Preço Sangue
Imagine uma sociedade onde promessas selam-se literalmente com sangue mágico.
Entre os Clãs Sanguíneos de Hemoria, o código de honra gira em torno do conceito de “Preço Sangue”, a quantidade de sangue oferecida para selar um acordo ou juramento. Quanto mais importante o compromisso, mais sangue o indivíduo oferece em um ritual específico. O sangue transforma-se em uma gema cristalizada da cor correspondente ao tipo de juramento. Essas gemas adornam joias, armas ou itens pessoais como símbolo visível do compromisso assumido. Se alguém quebra o juramento, a gema se estilhaça e causa uma ferida que sangra na mesma quantidade do sangue originalmente oferecido. Essa ferida resiste a curas normais ou mágicas até que a pessoa cumpra a obrigação. Esse código criou uma sociedade extremamente cautelosa com promessas formais, mas incrivelmente confiável quando as faz, pois quebrar a palavra custa literalmente sangue.
8. Código da Memória Coletiva
Considere um reino onde árvores ancestrais preservam a honra, não registros escritos ou tradições orais. Na Floresta dos Mil Sussurros, enormes árvores sencientes chamadas “Memorieiras” absorvem e armazenam as ações moralmente significativas de todos que vivem sob seus galhos. Esse código de honra, o Sussurro das Folhas, baseia-se na crença de que nada realmente se esquece. Cada ato de coragem, traição, generosidade ou mesquinhez encontra testemunho nas árvores e druidas especializados podem “relê-los”. Quando surgem disputas ou questionamentos sobre o caráter de alguém, os envolvidos solicitam um “Julgamento das Raízes”. Um druida entra em transe e permite que as Memorieiras mostrem a verdade dos acontecimentos. Esse sistema valoriza enormemente a honestidade, pois mentiras inevitavelmente aparecem, e permite redenção genuína, pois as árvores registram tanto as falhas quanto os esforços sinceros para corrigi-las.
9. Código das Máscaras Reveladoras
Imagine uma cultura onde cada pessoa usa uma máscara mágica que revela seu verdadeiro caráter. Na Cidade das Mil Faces, jovens que atingem a maioridade participam do Ritual da Primeira Máscara. Recebem um rosto esculpido que se funde magicamente à sua pele. Inicialmente neutra, essa máscara gradualmente se transforma conforme as escolhas morais de seu portador. Atos honrosos a embelezam, enquanto atos desonestos a deformam. O código de honra dessa sociedade, o Caminho das Faces Verdadeiras, valoriza a transparência acima de tudo.
Ninguém esconde sua natureza moral por trás de palavras doces ou aparências enganosas. As máscaras permanecem fixas exceto em circunstâncias rituais específicas. Tentar esconder ou disfarçar as mudanças na máscara constitui a maior desonra possível. Curiosamente, esse sistema desenvolveu uma sociedade surpreendentemente compassiva, onde todos celebram a redenção ao ver uma máscara anteriormente deformada começar a se curar e embelezar novamente.
10. Código do Destino Tecido
Considere uma sociedade onde a honra entrelaça-se literalmente com o destino. Entre os Tecelões do Destino, cada pessoa nasce com um fio invisível que se estende de seu coração para o grande Tear Cósmico. Ações honrosas fortalecem esse fio, tornando-o mais brilhante e resistente. Atos desonestos o enfraquecem e embaraçam. Os mais sábios da sociedade, os Mestres do Tear, veem esses fios e como eles se entrelaçam com os de outros, formando o tecido do destino coletivo. O código de honra dessa cultura não impõe regras rígidas, mas promove a compreensão de como as ações individuais fortalecem ou enfraquecem tanto o próprio fio quanto o tecido maior da comunidade. Pessoas cujos fios se rompem completamente devido a atos de extrema desonra tornam-se “Desfiados” ‒ almas perdidas que vagam sem propósito, incapazes de afetar o mundo ao seu redor ou de permanecer na memória após sua morte.
Conclusão
Como demonstramos ao longo destes exemplos criativos, a criação de códigos de honra fantásticos transcende a simples listagem de regras de conduta ou adaptação de conceitos históricos como o bushido ou o código de cavalaria. Ao fundamentarmos sistemas de honra em elementos genuinamente fantásticos como ecos eternos, marcas visíveis, juramentos vivos ou memórias arbóreas, criamos sociedades verdadeiramente únicas e memoráveis. Esses códigos morais geram naturalmente conflitos dramáticos, dilemas complexos, oportunidades de redenção e questões filosóficas profundas que enriquecem enormemente suas histórias e campanhas de RPG. Além disso, ao explorarmos formas de honra com consequências tangíveis e visíveis, desenvolvemos culturas onde a integridade moral manifesta-se como força real e poderosa que molda o destino dos indivíduos e das sociedades. Portanto, ao desenvolver sua próxima cultura para seu cenário, pergunte-se: como os elementos fantásticos deste mundo poderiam transformar conceitos de honra, integridade e palavra dada em forças vivas e palpáveis?
No dia 08 de Julho, se iniciou o Financiamento Coletivo do sistema Fabula Ultima, da editora italiana Need Games! Junto com o inicio do Financiamento, também foi liberado o Kit Introdutório do sistema: O Aperte Start e Continue. Hoje, vamos falar sobre o Kit Introdutório e como ele funciona!
O RPG de RPG!
Aperte Start…
O Kit introdutório é voltado para explicar as bases do sistema, por isso, ele adianta algumas questões do sistema, como a Criação Colaborativa de Mundos. Além disso, ele traz quatro personagens no nível 5, o nível mínimo de Fabula Ultima.
Abaixo vamos falar alguns pontos do sistema, mas como não temos certeza de como ficou a tradução de todos os termos e alguns podem mudar assim que sair a tradução oficial, iremos corrigir futuramente se precisar.
Nas fichas não fica claro as classes dos personagens, mas aqui a gente auxilia para você se basear quando tiver o livro base inteiro em mãos:
Blair Clarimonde
Orador 2, Espiritualista 2, Orador 1.
Cassandra
Elementalista 2, Mestre das Armas 3.
Edgar
Atirador 4, Inventor 1.
Lavigne Fallbright
Fúria 3, Lâmina das Trevas 1, Guardião 1.
O Rumo da Aventura
Como a ideia da aventura é dar as bases do sistema, o Aperte Start foca em instigar o mestre em fazer os personagens dos jogadores se perguntaram os detalhes daqueles personagens já prontos, e irem “descobrindo sua ficha” aos poucos. A cada cena, o jogador desbloqueia a parte da sua ficha que irá ser usada para aquela parte da aventura.
Assim, ele se assemelha bastante a um tutorial de JRPG mesmo, em que o jogador vai sendo navegado pela narrativa e conhecendo cada parte da mecânica do jogo, antes de ter total liberdade para brincar com suas possibilidades.
Durante as cenas, principalmente as iniciais, o jogo explica tanto para o mestre, quanto para jogadores, as mecânica base de rolagem, ND de testes, Traços, Laços, cutscenes fora de jogo e como isso concede Pontos de Fabula e, é claro, o combate.
O jogo também auxilia bastante o mestre em como guiar a aventura e onde direcionar os jogadores para entender o que aquela aventura pretende, e os próximos passos após aquilo. Que é quando entramos em…
Fabula Ultima: Continue a Aventura!
…Continue!
Na “parte 2” do kit introdutório, o suplemento dá uma visão geral para os mestres poderem rodar a aventura após o Kit Introdutório. As opções de level up dos personagens, como funcionam testes opostos e a mecânica dos níveis no geral.
Além disso, o Continue explica sobre como alterar Identidade e Temas dos personagens, ou até mesmo os personagens por inteiro! E quais caminhos seguir naquela aventura.
Conclusão
Fabula Ultima: Aperte Start e Continue! é um kit introdutório bastante elegante para explicar os conceitos básicos do sistema, e já se parece muito com a inspiração do sistema. Um jogo de JRPG, que muitas vezes usa personagens que não vão seguir no resto da aventura para explicar suas bases, para então dar total liberdade ao jogador explorar ao redor.
Se está cogitando apoiar Fabula Ultima, jogue a One-Shot do Kit Introdutório para se convencer mais ainda.
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The Expanse é uma série de televisão estadunidense criada por Mark Fergus e Hawk Ostby, baseada na série literária de mesmo nome de Daniel Abraham e Ty Franck. Ambos escritores que faziam uso do pseudônimo James S. A. Corey, ambientada em um cenário sci-fi (ficção científica) de colonização espacial.
Baseando-se nessa produção, The Expanse RPG foi criado por Steve Kenson e equipe através da Green Ronin Publishing em 2019. Além disso, foi traduzido pela Editora Jambô em 2021, contando com pessoas de renome como Flávia Gase e Gilvan Gouvêa.
Este artigo tem a intenção de apresentar algumas ideias de aventuras que se encaixam muito bem com The Expanse RPG. Nesse sentido, citamos as referências para que o narrador possa se aprofundar mais ainda na temática.
A Luta pela Especiaria
Em Duna, podemos ver as poderosas casas políticas do cenário lutando pelo controle das especiarias (substâncias poderosas usadas para vários fins). Essa mesma luta, que faz uma alusão ao petróleo da Terra, pode ser aplicado em The Expanse.
Uma nova fonte de energia, um cristal ou substância, pode ter sido descoberta em uma lua próxima do Sistema Solar. Nesse sentido, uma corrida para localizar e extrair essa nova fonte começa entre várias empresas corporativas.
O grupo de personagens pode se envolver, desde a exploração e abrindo caminho até esse novo recurso, enfrentando monstros e ameaças do ecossistema, até o exercício de estabelecer uma base e garantir a extração, enfrentando as ameaças de outros ambiciosos.
Entre Dois Mundos
Em John Carter, Entre Dois Mundos, vemos um protagonista sendo responsável por libertar um povo subjugado.
Em The Expanse RPG, os personagens jogadores podem se deparar com uma estação de colônia espacial que se separou há muito tempo dos costumes da área do Cinturão.
Exilados e liderados por um ditador local, a colônia sofre com trabalho escravo e manipulações políticas para sobreviver, até conseguirem enviar um sinal de socorro através da resistência local.
Cabe aos jogadores lidarem com a situação, seja em uma investida militar agressiva, uma missão discreta de libertação ou até mesmo uma campanha política para incentivar a reintegração da colônia isolada aos costumes do Cinturão.
Perdidos no Espaço
Em Passageiros, filme de 2016, os protagonistas ficam presos em uma viagem espacial que desandou completamente, sem escolha a não ser aceitar a morte ou lutarem contra as ameaças do espaço para chegarem em algum lugar.
Essa excelente ficção científica que dispensa combates, é uma linda jornada de superação social e soluções criativas para problemas técnicos que uma nave espacial poderia vir a sofrer no meio de uma longa viagem entre planetas ou sistemas inteiros.
Os personagens jogadores, que poderiam estar hibernando entre uma longa viagem, despertam em uma nave onde são os pouquíssimos sobreviventes. Eles precisam lidar, não apenas com as dificuldades para fazê-la levá-los a algum lugar ou permitir um pedido de ajuda. Mas do mesmo modo, sobreviver a loucura da solidão, da proximidade com a morte ou o esquecimento. Além das relações humanas que podem ser dramatizadas e conturbadas pelo narrador para tornar tudo mais tenso e melancólico.
Considerações e Despedidas
Existem incontáveis filmes e livros que podemos tomar como inspiração para trabalhar o elemento mais importante de toda obra sci-fi: o ser humano.
The Expanse não é sobre tecnologia e futurismo, mas acima de tudo, é sobre a humanidade e sua natureza. Essas ideias de aventuras e suas referências falam sobre isso. Podendo inspirar o narrador a ir muito além de dar experiências humanas que os jogadores jamais viveriam em suas vidas reais.
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Continuando nossa primeira parte dessa pequena adaptação dos talismãs sagrados (que você pode conferir a primeira parte aqui – As Aventuras de Jackie Chan), seguimos agora com os últimos 6 talismãs, pequenos plots para aventuras e um jutsu novo para utilizar em sua mesa.
Talismã do Galo
O portador deste Talismã recebe o efeito do jutsu Kata do Grou, podendo se deslocar e andar no ar com seu deslocamento normal, pode utilizar seus aprimoramentos, pagando o custo normal em pms.
Talismã do Cão
Um dos talismãs mais cobiçados de Shendu, pois torna seu portador imortal, recebe RD 15 a todos os tipos de dano e mesmo se chegar à 0PV, enquanto possuir o talismã consigo, irá se regenerar e voltar a vida em 1d4dias. Portadores antigos já se tornaram escravos dos seus efeitos acreditando que sempre voltariam a vida, mas tiveram o talismã roubado após sua derrota.
Talismã do Porco
O portador deste talismã pode lançar o jutsu Relâmpago Divino, como se tivesse o talento dominar jutsu. Ele pode utilizar seus aprimoramentos pagando o custo normal em pms.
A restrição do jutsu é que o relâmpago surge de seus olhos, então caso o portador tenha sua visão incapacitada não poderá utilizar o efeito do talismã.
Talismã do Rato
Qualquer objeto inanimado comum, tocado com o poder do talismã, se transforma em um pequeno Kami (assim como o jutsu de mesmo nome), que tem 50% de chance de receber os aprimoramentos do jutsu sem custo adicional.
O kami obedece ao portador e o seu efeito tem a duração de 1 dia, ou se encerra imediatamente caso se afaste por mais de 50km do portador, além disso o talismã tem 10% de chance (1 em 1d10), do objeto se transformar em um espirito guardião no lugar de um pequeno kami (assim como o jutsu de mesmo nome).
Todos os outros efeitos são iguais, e o espírito invocado é igual ao nível de maior chakra aberto do portador. O Talismã pode ser usado 1d4 vezes ao dia.
Talismã do Touro
O portador fica sob efeito dos jutsus, Tamanho Gigante e Físico do Dragão (porém a habilidade física escolhida é sempre Força. Exemplo: o portador do talismã recebe um bônus de força + 6 e sobe uma categoria de tamanho). Além disso, recebe o talento dominar jutsu (Golpe Pesado), e caso não conheça o jutsu, recebe como jutsu adicional, apenas enquanto tiver o talismã.
Talismã do Dragão
Dá ao seu usuário o poder sobre o controle do fogo. o portador está sob efeito do jutsu Dominar Chamas permanentemente, além disso pode utilizar todo jutsu com o descritor (fogo) como se possuísse o talento dominar jutsu, reduzindo o custo de lançamento do jutsu e seus aprimoramentos.
Obs: Todos os talismãs são considerados itens mágicos médios para efeitos de durabilidade e rolagem de tesouros aleatórios – Manual IDJ, pág. 290.
Ganchos de aventura:
– Um grupo yakuza já possui metade dos talismãs de Shendu, e consegue invocar seu espírito para dominar certas cidades, incluindo a cidade em que o sentai se encontra.
– O imperador gostaria de reaver o Talismã do Dragão devido ao seu alto poder, para que não caia em mãos erradas.
– Um samurai “imortal” tem preocupado as autoridades, acreditam que ele possui o Talismã do Cão e por isso tem desafiado oponentes poderosos criando confusões entre todos.
– Um dos talismãs foi avistado em um akumushi após uma incursão fracassada de um sentai a uma área de tormenta, acredita-se que o talismã foi corrompido e seu poder aumentou exponencialmente.
Novo Jutsu Avançado:
Yu Mo Gui Gwai Fai Di Zao
Sabedoria (abjuração): Tempo de Execução: ação padrão; Alcance: longo; Alvo: 1 criatura; Efeito: raio; Duração: veja texto.
Um feitiço poderoso com efeitos diversos que pode afastar youkais, onis, bakemonos e outras criaturas desonradas.
Ao terminar o jutsu faça um ataque de toque à distância, se acertar você dispara um raio de energia mística selecionando o efeito desejando da lista abaixo. Caso seja um alvo aliado, o mesmo pode escolher receber o efeito ou não (caso o aliado se negue, deve obter sucesso em um ataque de toque à distância):
Lista de efeitos para o raio de energia mística:
Anular: Pode dissipar todos os jutsus ativos em uma área de 6x6m. Faça um teste de vontade contra a CD mais alto do jutsu na área, caso seja bem sucedido cancela todos os jutsus.
Expulsar: o alvo é transportado instantaneamente de volta para seu mundo nativo. Se tiver mais níveis que você, ele tem direito a um teste de Vontade para resistir.
Fortalecer: Você pode fortalecer o ataque e defesa dos seus aliados. O alvo escolhido recebe um bônus igual ao seu modificador de sabedoria por 1 rodada em todos os testes que efetuar na proxima rodada (testes de perícia, ataque e dano e etc.).
Portal: Você transporta até 5 criaturas para um lugar conhecido. Caso queira teletransportar para um lugar desconhecido, você precisa de um item pertencente ao local/ cidade/ mundo para efetivar. Todos tem direito a um teste de vontade para anular.
Mais uma coisa! – 2Pms: Pode usar Anular como reação para anular um jutsu instantâneo.
E mais uma coisa!! – 3Pms: Aumenta a CD de Expulsar em +5.
Mais uma coisinha!!! – 8Pms: Fortalecer dura até o final da cena, mas só pode ser utilizado em um alvo à sua escolha.
E por último!!!! – 5Pms: Aumenta a quantidade de criaturas que podem ser transportadas em +5.
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Já falamos sobre como é feito o Conclave do Santo Vivo e como seriam os Devotos dos Criadores Invisíveis, mas em Ghanor, em concorrência à Igreja dos Criadores Invisíveis, há a fé nos Santos. Mortais de feitos excepcionais que alçaram um status divino. Alguns Santos já foram apresentados no A Lenda de Ghanor RPG e na Dragão Brasil Especial Ghanor, mas hoje vamos trazer mais Santos para seus personagens serem devotos.
Disclaimer
Hoje, a postagem tem alguns disclaimers a mais. Todas as matérias, regras e parte de lore são baseados no universo de Ghanor e na instituição real, porém é tudo fictício. Qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, é mera coincidência.
Tudo nessa postagem é conteúdo de fã para fã, e não é oficial da Jambô Editora ou do grupo Jovem Nerd. Além disso, a postagem contém spoilers da quadrilogia A Lenda de Ruff Ghanor, do Nerdcast RPG: Ghanor e de outras obras dentro do universo.
Os Santos e seu Impacto em Ghanor
Os santos são entidades fundamentais para a fé dos mortais em Ghanor. Muitos recebendo ordens e devoção maior que os próprios Criadores Invisíveis. Mesmo aqueles que já sabem a realidade do ódio dos deuses aos mortais ainda veneram os Santos.
Todos os santos foram ou se tornaram mártires em algum momento, representando um domínio que defende aos seus devotos. Abaixo vamos trazer alguns santos específicos para personagens devotos dedicarem seus votos.
Mesmo vindo de meios divinos, a magia dos santos ainda é muito obscura.
Santo Anselmo, Santo da Lealdade
Um dos mais antigos cavaleiros conhecidos em Ghanor, também conhecido como o Mais Leal. Anselmo morreu defendendo seus companheiros em batalha, sua lealdade é devotada por grupos de Cavaleiros como um exemplo a ser seguido por aqueles que aspiram a cavalaria.
Voto. Jamais trair seus companheiros, sempre (quando possível) auxiliar seus aliados, a não ser que seja em um caso de traição. Em termos de regra, se falhar em um teste de Intuição ou outro teste social por desconfiar em um aliado que está falando a verdade, quebra seu voto.
Poder Concedido. Suas habilidades e magias que curam ou dão bônus a aliados custam –1 PM.
Santa Bernadete, Santa da Música
Santa dos Bardos e dos cantores. Bernadete foi morta durante a Era de Zamir, queimada pelas chamas do Dragão Vermelho enquanto cantava músicas de protesto contra a repressão dracônica.
Voto. Pelo menos uma vez por semana, deve se apresentar em uma taverna ou, pelo menos, ao seu grupo de aventureiros. Jamais matar ou causar dano a um músico. Sempre deve compartilhar suas canções com outros colegas músicas.
Poder Concedido. Você recebe +2 em Acrobacia, Atuação e Diplomacia.
A Vingança nunca é plena?
Santa Julissa, Santa da Vingança
Traída pelos seu grupo de mercenários, Santa Julissa sobreviveu e caçou um por um, dando cabo de seus traidores. Sua história atravessou as eras e inspirou mercenários e outras pessoas traídas em busca de vingança.
Voto. Sempre se vingar de quem te prejudicou, nunca perdoar traidores ou negar a vingança de alguém que foi traído.
Poder Concedido. Você recebe +2 em testes de ataque e rolagens de dano, além de +2 na CD de suas habilidades, contra o inimigo que te causou mais dano até o início do seu turno. Contra alvos que te traíram diretamente ou traíram aliados seus, suas habilidades recebem +5 na CD.
São Leonardo, Santo da Tecelagem
Conhecido por suas habilidades de tecelagem, São Leonardo foi um anão conhecido por tecer o maior vestido para uma das princesas de Ghanor. Seus tecidos eram tão incríveis que muitos recebiam poderes mágicos semelhantes aos do Arcanium. Os segredos da Tecelagem de Leonardo se perderam com sua morte, mas maior que os segredos da sua tecelagem é quem teria se tornado o Maior Tecelão do Mundo após sua morte.
Voto. Sempre tecer tecidos, fabricar pelo menos uma peça de roupa por mês. Jamais rasgar, danificar, prejudicar ou destruir tecidos de qualquer tipo, por qualquer motivo.
Poder Concedido. Você aprende e pode lançar a magia Armadura Mágica. Se usar ela sobre um item de vestuário, ela concede +2 de Defesa e RD 5. Além disso, seus itens de vestuário podem receber modificações de armadura leve.
Santa Arquearia
São Lwanga, Santo da Tortura
Conhecido não como o santo que causa a Tortura, mas aquele que ameniza as dores das torturas. Lwanga foi um mercenário da Confederação dos Mercadores. Resgatando e refugiando escravos presos pelas diversas figuras que disputam os poderes na Confederação.
Em certo momento, o próprio Lwanga foi capturado e torturado, mas em nenhum momento se deixou quebrar. Seu espírito inabalável inspirou outros servos, que se rebelaram contra seus senhores. Até hoje, oram para Lwanga, crendo que seu martírio deu a eles a força que precisavam para continuar.
Voto. Nunca torturar alguém, sempre compartilhar as dores com os outros. Em termos de regra, não podem causar perda de vida por veneno, causar dano contínuo ou causar dano e perda de vida a um alvo indefeso, vulnerável ou enredado.
Poder Concedido. Você recebe +2 em Fortitude ou Vontade. Uma vez por rodada, quando um aliado em alcance curto faz um teste de resistência, você pode gastar 3 PM para o aliado fazer o teste com os seus bônus ao invés dos dele.
São Thalanil, Santo da Arquearia
Os elfos tem poucos santos, sua ligação inata com a natureza faz deles pouco propensos a levantarem santos que defendem causas. Mas talvez rivalizando com sua adoração com a natureza, os elfos adoram a Arquearia. São Thalanil é comumente colocado como o primeiro Arqueiro Élfico, o primeiro elfo a fazer um arco e lutar com ele.
Voto. Sempre usar arcos ou improvisar armas como arcos e flechas. Jamais empunhar ou utilizar bestas.
Poder Concedido. Você recebe +2 em rolagens de dano com arcos. Se tiver o poder Armas da Natureza, ao invés disso recebe +2 em testes de ataque.
Alternativamente, considere como Voto as Obrigações e Restrições e Poder Concedido do deus menor Cette no Guia de Deuses Menores de T20.
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E aí pessoal, tranquilos? Seguindo com mais uma Quimera de Aventuras sobre as expansões de Hearthstone ( jogo de cartas da Blizzard no universo de Warcraft). A segunda expansão do ano da Hidra foi o Assassinato no Castelo de Nathria, buscando transpor uma história de Warcraft para as cartas de Hearthstone. E dentro dessa ideia trouxeram a mecânica de imbuir, que é quando os lacaios que morreram no tabuleiro ativam algum efeito de cartas na mão. Outra novidade foi um novo tipo de cartas: os lugares. São cartas que são lançadas no tabuleiro e representam lugares específicos do Castelo Nathria e seus arredores.
Quimera de Aventuras
O grande assassinato
Vamos abordar o tema principal da expansão e criar uma história baseada no assassinato em Nathria: O grupo estava numa grande festa num castelo de um nobre excêntrico e sem descendentes. Quando, entre o jantar e o baile, o nobre é encontrado morto, aparentemente assassinado. Um famoso detetive estava entre os convidados e logo manda os serviçais fecharem o castelo e manterem todos no Grande Salão. Após rápidas conversas com o mordomo-mor Órion e algumas autoridades presentes, o Detetive Murloc os chamam para uma conversa e, se nada de errado for dito, ele pedirá auxílio dos aventureiros na investigação.
Para isso vocês terão que investigar os principais lugares do castelo e descobrir o que houve em cada um.
Canil do castelo: aqui é onde ficam as feras do castelo (e não só cães). Algumas feras estão soltas, demonstrando que o cuidador Aralon esteve fora. Ao chegar está acompanhado de um antigo empregado do castelo (demitido após uma forte discussão com o nobre) e do advogado Nath. Só o advogado fala, alegando que seus clientes não se manifestarão sobre a morte do nobre.
Labirinto de Sebe: um labirinto de plantas controlado pelo dragão-planta Taigar e seus filhotes e uma habitante misteriosa…
Poços de Lodo: saindo do jardim e indo à capela e sacrário, o grupo se depara com diversos poços de lodo com criaturas mortas-vivas neles. Logo as criaturas saem de seus buracos e atacam o grupo. Porém essas criaturas se transformam em criaturas mais fortes (de um nível a mais) a cada dois turnos. Por sorte, elas não podem sair dos poços de lodo.
Cemitério: entre túmulos e fantasmas, o grupo encontra uma renomada ladina se escondendo. Se ela possui algum segredo a revelar, não o fará sem uma boa luta.
Sacrário: aqui o grupo encontra o mordomo-mor conversando com uma espécie de lich. Ao serem vistos, Órion foge e o lich levanta uma horda de esqueletos para enfrentarem o grupo e o detetive.
Capela: na catedral é possível encontrar o irmão “esquecido” do nobre. Chamado apenas de Ceifador, ele parece orar antes do grupo se aproximar. Ele alega que, embora não goste do irmão, não poderia ter feito algo, mesmo se quisesses, pois sofre de uma maldição específica de vampiro: ele só pode sair da capela quando seu irmão permite.
Dos Porões ao Salão
Biblioteca: ao chegarem na biblioteca o grupo se depara com inúmeros diabretes causando o caos no lugar enquanto uma criatura sombria flutua enquanto parece recitar um ritual de um livro.
Câmara das Relíquias: três importantes relíquias foram roubadas (dos Fantasmas, das Dimensões e da Extinção). O ladrão foi o próprio Artífice das relíquias, que alega que o nobre as teria roubado e não que ele as deu de presente como popularmente é dito.
Calabouços: no mais fundo porão do castelo o grupo se depara com uma cena dantesca de corpos mutilados por vários lugares. O responsável está bem visível e não deixará sobreviventes: uma enorme espada mágica inteligente e assassina avança contra o grupo.
Grande Salão: conseguindo escapar com vida. o grupo retorna e precisa auxiliar o Detetive Murloc a decretar o culpado. Os principais suspeitos são a Condessa, esposa do nobre; o Príncipe Renato e o mordomo Órion. Porém, o que Murloc anuncia é que o nobre Barão Nathrio está vivo e arquitetou isso para “resolver” alguns assuntos pendentes com antigos desafetos.
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The Expanse é uma série de televisão estadunidense criada por Mark Fergus e Hawk Ostby, baseada na série literária de mesmo nome de Daniel Abraham e Ty Franck. Ambos escritores que faziam uso do pseudônimo James S. A. Corey, ambientada em um cenário sci-fi (ficção científica) de colonização espacial.
Baseando-se nessa produção, The Expanse RPG foi criado por Steve Kenson e equipe através da Green Ronin Publishing em 2019 e traduzido pela Editora Jambô em 2021, contando com pessoas de renome como Flávia Gase e Gilvan Gouvêa.
Este artigo tem a intenção de apresentar a Criação de Personagem de The Expanse RPG (com uma personagem de exemplo). Se você não conhece o jogo, dê uma olhada na Resenha antes de ler este artigo.
Passo 1: Conceito
Defina o tipo de personagem que está interessado em interpretar. Converse com o mestre e os outros jogadores em seu grupo sobre o conceito de seu personagem e como ele se encaixará no tipo de jogo que o mestre pretende conduzir e nos tipos de personagens que os outros jogadores desejam criar.
Tea Soora Garner
A personagem que pretendo criar, terá o conceito da cientista mecânica estressada, capaz de revolucionar a pesquisa de motores Epstein.
Passo 2: Habilidades
Os personagens de AGE System são definidos por 9 habilidades. Elas são pontuadas em uma escala numérica de –2 (muito ruim) a 4 (excelente). Um valor 1 é considerado a média para Personagens Jogadores e outras pessoas extraordinárias. 0 é a média para indivíduos comuns, o tipo de pessoa que evita aventuras.
As habilidades são:
Combate: capacidade e proeza do seu personagem no combate corpo a corpo, variando de uma briga a empunhar armas.
Constituição: saúde geral do seu personagem, sua fortitude e resistência a danos, doenças e fadiga.
Força: força muscular pura e a habilidade de aplicá-la, desde levantar coisas pesadas até feitos de atletismo.
Comunicação: abrange as capacidades sociais, fazer amigos e influenciar pessoas de forma geral.
Destreza: cobre a ligeireza, agilidade e tempo de reação, afetando a rapidez e a graciosidade com que você se move.
Inteligência: mede o raciocínio, a memória, a resolução de problemas e o conhecimento geral de um personagem.
Percepção: habilidade de captar e perceber coisas usando os sentidos do personagem.
Pontaria: mede a mira, sua capacidade de acertar alvos com armas à distância ou de arremesso.
Vontade: mede o autocontrole, a autodisciplina, a resiliência mental e a confiança.
Você pode determinar os 9 valores para colocar 1 em cada habilidade de forma aleatória (role 3d6 e some os números para obter um resultado de 3 a 18, repita até ter 9 resultados e compare-os com uma tabela para obter os 9 valores) ou comprando os 9 valores de uma tabela para evitar um personagem com números muito aleatórios.
Tea Soora Garner
Usando a tabela de compras e me baseando no conceito da personagem, Tea terá as seguintes habilidades:
Combate: 0
Constituição: 0
Força: 1
Comunicação: 0
Destreza: 2
Inteligência: 3
Percepção: 2
Pontaria: 2
Vontade: 2
Passo 3: Origem
À medida que a humanidade se espalhou por todo o Sistema, seu lugar de origem tem um efeito cada vez maior sobre quem você é. Existem pessoas para quem a Terra é apenas uma história distante sobre a qual ouviram falar ou viram nas telas, que nunca tiveram a experiência de estar ao ar livre sem um traje de vácuo.
A origem irá conceder algumas características pessoais resultantes da gravidade e ambiente de onde veio, além de seu idioma nativo.
Tea Soora Garner
Considerando seu conceito, Tea será Marciana, crescida sob os estudos acadêmicas do motor Epstein. Sua gravidade nativa é baixa, a gravidade de Marte em vez da Terra. Os marcianos se sentem mais confortáveis com a microgravidade do que os terráqueos e mais capazes de tolerar 1 g total do que os cinturanos, operando no meio-termo.
Passo 4: Antecedente
Os personagens não surgem do nada, totalmente formados. Suas histórias começam em algum lugar, e eles tiveram uma vida e experiências antes do início da história contada na mesa de jogo. Esse é o antecedente do personagem. Antecedentes são intencionalmente amplos. Eles dão espaço para decidir exatamente o que um determinado antecedente significa no contexto da história do seu personagem.
Os antecedentes têm o objetivo de oferecer inspiração quanto à história, início da vida e personalidade, além de oferecerem diversos benefícios:
+1 em um valor de habilidade.
A escolha de um foco de habilidade (um foco de habilidade é uma especialização dentro de uma habilidade que, quando usada, faz com que a habilidade seja considerada 2 pontos acima como bônus).
A escolha de um talento.
Uma rolagem em uma tabela de benefícios para o antecedente, concedendo um benefício adicional.
Tea Soora Garner
Rolando na tabela de Classe Social, Tea é de Classe Alta e seu antecedente, também determinado por uma rolagem, foi Corporativa. Com isso, ela recebe:
+1 em Comunicação (aumentando de 0 para 1).
Foco em Inteligência (Negócios).
Talento Contatos.
+1 em Inteligência (aumentando de 3 para 4).
Passo 5: Profissão
A profissão do seu personagem descreve o que ele faz, sua vocação, treinamento e, frequentemente, como ele ganha a vida.
A profissão oferece os seguintes benefícios:
Escolha de um foco de habilidade.
Escolha de um talento.
Tea Soora Garner
Sendo de Classe Alta, Tea passa a exercer a profissão escolhida de Especialista, sendo sua área a de Engenharia de Motores. Com isso ela recebe:
Foco em Inteligência (Engenharia de Motores).
Talento Sabe-Tudo.
Passo 6: Motivação
A motivação do seu personagem descreve o que o leva a agir, a dizer “sim” a uma oportunidade. Assim como um motor Epstein em uma nave, a motivação é o que faz seu personagem seguir em frente. A motivação dá a você dicas de ações como jogador e fornece ao mestre “ganchos” para encorajar seu personagem a agir.
A motivação do seu personagem oferece os seguintes benefícios:
Uma das seguintes melhorias: Destino (aumento de +5), Filiação (nível 1), Renda (aumento de +2), Relação (nível 1) ou Reputação (um honorífico).
Uma qualidade e uma falha. Isso ajuda a guiar a interpretação e as escolhas de seu personagem.
A escolha de um talento específico. Eles são fornecidos na descrição da motivação.
Tea Soora Garner
Ela tem a motivação de levar o ser humano ainda mais longe. Tea acredita que Marte é apenas o começo e mais planetas devem ser colonizados para que seu planeta não tenha o mesmo destino da Terra superpopulosa e poluída. Por isso, sua motivação será Realizadora. Essa motivação concede:
Reputação (um honorífico de Doutora).
A qualidade Ambição (saber o que quer e ir atrás disso).
A falha Obsessão (ficar muito focado em seus objetivos e incapaz de ver qualquer coisa ou qualquer um).
O Talento Especialização em Inteligência (Engenharia Espacial).
Passo 7: Renda e Equipamentos
Para preparar seu personagem para a aventura, determine a Renda com base na profissão com modificadores de antecedente, talentos e motivação. Além disso, receba alguns equipamentos básicos e use a renda para adquirir mais itens.
Tea Soora Garner
Segundo a tabela de sua Classe Social, seu valor de Renda é 6, sendo considerada Abastada e recebendo +6 em testes de Renda para adquirir itens que desejar se for sair em uma missão.
Passo 8: Habilidades Secundárias e Destino
Calcule a Defesa, Deslocamento e Resistência do seu personagem, com base nos valores de habilidade e modificadores da profissão e talentos, e o Destino, com base nas melhorias adicionadas pela motivação.
Tea Soora Garner
Suas habilidades secundárias, após os cálculos, ficariam:
Defesa 12.
Deslocamento 12.
Resistência 0.
Destino 15.
Passo 9: Objetivos e Ligações
A motivação de um personagem é o que o leva em frente. Os objetivos do personagem são o que ele está buscando. Ele também tem ligações com outras pessoas. Considere os objetivos de seu personagem e quais ligações ele pode ter com outros personagens do grupo.
Tea Soora Garner
Seguindo as orientações do livro, Tea teria:
Objetivo de Curto Prazo: Ter acesso a novas fontes de energia.
Objetivo de Longo Prazo: Desenvolver um motor mais eficiente do que o motor Epstein.
Ligações: Tea ainda não possui outros personagens jogadores para ela interagir, mas seguindo o livro, ela deveria determinar uma ligação em comum com cada personagem jogador (um gosto, um evento, uma opinião etc.).
Passo 10: Nome e Descrição
Por último, qual é o nome do seu personagem e como ele é?
Tea Soora Garner
O nome eu acabei determinando antes e sua aparência seria semelhante a da Tea Gardner, personagem de Yu-Gi-Oh!
Considerações e Despedidas
Eu gosto muito da criação de personagem de The Expanse RPG, pois vários elementos estão diretamente ligados com o cenário político, social e financeiro do universo. Não se trata apenas de determinar no que ele é bom ou não, mas onde ele se encontra nessa complexa sociedade sci-fi e claro, para onde ele vai, seja com seus objetivos ou fracassos.
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AVISO: esse RPG possui um viés político que nem todos os leitores e jogadores podem gostar ou concordar, sendo assim indico para leitores adultos e com senso crítico.
Olá! A partir desse mês vou abordar o meu RPG autoral para que vocês possam conhecê-lo (por favor, não desista! sei que tem muito RPG autoral chato, mas minha proposta é boa e original, prometo!), o qual batizei de Brazil’s Struggle (o nome com estrangeirismo é uma crítica e, bem, minha falta de criatividade depois de ter queimado minha cabeça com a totalidade o jogo). Uma introdução às ideias básicas do jogo é necessária, o qual pode ser adquirido aqui na página do Movimento RPG, e num preço bem acessível.
Brazil’s Struggle?
O Brazil’s Struggle é um RPG de ação política passado numa versão distópica do Brasil inspirada em elementos Ditadura Civil-Militar Brasileira (1964-1985) e das contradições sóciopolíticas da Nova República (1988 até os dias atuais). Nesse contexto os jogadores interpretam personagens insatisfeitos com o controle fascista feito por uma determinada elite no governo, transformando-os em revolucionários pela luta contra a opressão. Porém há muito mais envolvido, tanto do lado do poder opressivo quanto dos revolucionários. Apesar de todas as semelhanças, o país do cenário é o Brazil – uma versão distópica, mais violenta, corrupta e implacável da nação de nome similar, o que não impede que mestres adaptem o que achar melhor da realidade para seus jogos.
Nesse RPG os poderes opressivos, apesar de poder ser condensado no governo, vão para além disso. E para expressar essa ideia no Brazil a luta dos personagens jogadores é contra o Leviatã (nomes em itálico são ideias que podem ser adaptados para cada jogo ou mestre, sendo conceitos do livro feitos para serem adaptados ou usados com os nomes próprios). Coletivamente o Leviatã é a ideia de um grupo mais ou menos coeso que controla desde o governo em si a redes de comunicação, economiza, o sistema judiciário, entre outros. O objetivo principal dos revolucionários é derrubá-lo.
Personagens Jogadores – Os Revolucionários
A construção de personagens, ainda que simples, abarca o contexto de sublevação. Uma das primeiras ideias a se pensar para seu personagem é o motivo de o levar a lutar diretamente contra o Leviatã. O motivo pode ser do mais simples, e egoísta, até o mais excelso. De “meu filho morreu por falta de atendimento médico em hospitais” a “quero me tornar um político com influência e poder na nova ordem social que vai surgir”. Paralelamente a isso o jogador precisa escolher alguma ideologia que (no Brazil’s Struggle) se opõe ao Leviatã.
Mesmo dando sugestões de ideologias com inspirações no mundo real nada impede dos jogadores e mestres criarem ideologias revolucionárias próprias ou adaptarem as já existentes. Um anarquista que quer queimar o palácio do governador? Uma ecossocialista vegana que deseja o fim do agronegócio? Um alpinista social populista que fez amigos no meio do caminho? A escolhe é livre. Enfim, cada personagem jogador tem um Ofício de Célula, um conjunto de tarefas especializadas que se complementam em funções tanto teóricas quanto práticas na luta revolucionária.
A luta não é individual, mas coletiva. Isso é expresso no próprio tecido do jogo. Os jogadores interpretam revolucionários que se organizam em uma célula — a unidade que estrutura os grupos — e respondem a uma Mesa Central. Em alguns casos, a própria célula dos personagens assume o papel da Mesa Central, o que lhes confere responsabilidade sobre outras células e decisões na luta. A célula vence junta, a célula evolui junta, a célula morre junta. Para expressar isso, o Brazil’s Struggle adota um modelo original de avanço de personagem, no qual cada personagem conquista pontos de revolução (semelhantes a pontos de experiência), mas transfere esses pontos para o coletivo da célula, que os investe por meio de um acordo entre os jogadores. Desde conseguir apoio de um grupo social específico, conseguir um carro blindado passa por esse processo a melhorar uma Aptidão (habilidades individuais dos revolucionários).
As típicas aventuras em Brazil’s Struggle são Missões que põem a agenda revolucionária para frente. Divididas em etapas cada Missão é: Pré Missão, Missão em Si e Pós Missão. A Pré Missão consiste na etapa preparatória, na qual os personagens jogadores reúnem informações, falam com aliados, conseguem recursos e estudam alvos. Em seguida a Missão em Si abrange a ação, a qual pode tomar as mais diversas formas – infiltrar um complexo militar, sabotar uma empresa, assaltar um banco, entre muitas outras. E finalmente a Pós Missão é a oportunidade de fazer um balanço do sucesso ou fracasso da Missão e lidar com suas consequências.
E o sistema do Brazil’s Struggle?
Por trás de todo esse processo do cenário e da estrutura está o sistema do Brazil’s Struggle. Esse sistema visa a simplicidade de aprendizado e a letalidade. Os revolucionários são seres humanos, com suas limitações e virtudes, assim os sistemas de rolagens (em especial os combates) são rápidos e letais.
No sistema que criei, o jogador usa apenas um dado de seis lados, e define o número alvo conforme a dificuldade da tarefa. Ações cotidianas costumam ter dificuldade 2 ou 3, enquanto tarefas mais complexas exigem 9 ou até mais para alcançar o sucesso. Aptidões adicionam um dado extra de seis lados na rolagem, habilidades e equipamentos específicos podem adicionar bônus circunstanciais.
No caso de haver um personagem opondo a ação, este personagem faz rolagens que sejam logicamente opostas, com dados e bônus circunstanciais adequados (o valor maior consegue seu intento, empate favorece o personagem que iniciou a ação). Aplicando uma lógica similar para os combates: armas de fogo são mais rápidas que outras formas de violência, então possuem prioridade na iniciativa. Não mais que dois ou três disparos são necessários para matar um alvo, ou no mínimo o deixar totalmente incapacitado. Em, suma o sistema de combate valoriza aqueles que estão melhor preparados, e armados.
Tendo dito tudo isso aguardo vocês leitores no próximo mês com sugestões de Missões para o Brazil’s Struggle! Se curtiu a ideia e quer conhecer o livro pode comprar por aqui.
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