Tria Insider #5: A Live que Redefiniu o RPG Brasileiro e Anunciou Warhammer no Brasil

Na noite de 18 de novembro, a Tria Editora realizou uma das transmissões mais importantes da história recente dos RPGs brasileiros. A transmissão revelou mais de 10 novos RPGs para 2025–2026, com atualizações essenciais de linhas como Symbaroum e Beyond the Wall, além do histórico anúncio da chegada oficial de Warhammer ao Brasil.

A quinta edição da live Tria Insider trouxe não apenas atualizações, mas uma avalanche de anúncios incluindo mais de 10 RPGs programados até junho de 2026 e uma revelação final que deixou a comunidade em choque.

🔥 Um ano de consolidação e ousadia

Prometendo apresentar “o maior anúncio de 2026”, a Tria entrou ao vivo com Bruno Mares, Calvin Semião, Rafael Tschope e Marco Bini para mostrar que o estúdio está apostando alto no crescimento do mercado brasileiro. Durante a live houve um reforço no seu compromisso de trazer jogos completos, pdfs lançados com metas atingidas  nas pré-vendas e metas estendidas cheias de bonificações, como mapas, dados e módulos VTT.

📌 ATUALIZAÇÕES DE PROJETOS

A editora revisitou suas campanhas de crowdfunding em andamento no Catarse, confirmando que praticamente todas estão dentro do cronograma. Além disso, reforçou seu objetivo de lançar coleções completas, começando com três grandes avanços:

🧱 Beyond the Wall — Maio/2026

Lançamento dos dois últimos suplementos: Longe de Casa e Um Reino Sem Rei.

Escudo do Mestre exclusivo para a edição brasileira.

🌑 Symbaroum — Junho/2026

Chegada da mega campanha O Trono de Espinhos, completa em seis livros de capa dura.

💀 PunkApocalíptico — A partir de Junho/2026

Aventuras finais para completar a linha.

Conteúdo exclusivo para o Brasil, nunca antes visto, nem mesmo na edição em inglês.

🚀 NOVOS LANÇAMENTOS ATÉ JUNHO/2026

A partir daqui, a transmissão ao vivo se tornou um show contínuo de anúncios apresentando uma mistura de RPGs grandes, médios e pequenos, projetados para impulsionar a comunidade sem sobrecarregar os fãs.

📅 Cronograma organizado por data:
Dez/2025 — Urban Shadows 2ª Edição

Fantasia urbana política, conspiratória e mortal, com vampiros, fadas, anjos, demônios e facções manipulando os bastidores.

Jan/2026 — Dragonbane

O premiado RPG de fantasia da Free League chega ao Brasil completo: Regras, Bestiário, campanha e caixa básica.

Jan/2026 — Odyssey of the Giant

Um RPG solo sensível e belo, perfeito para novos jogadores.

Fev/2026 — The Thousand-Year-Old Vampire

Uma referência mundial em RPGs baseados em diários. Dois ENNIES. Você cria o diário de um vampiro milenar.

Fev/2026 — Shadow of the Demon Lord

Obra-prima de Robert Schwalb. Fantasia sombria, desespero cósmico e regras revolucionárias.

Fev/2026 — Heroes of Cerulea

Pixel art. Vibrações de Zelda. Uma homenagem vibrante aos videogames de 8 e 16 bits.

Mar/2026 — Berserkr

Dos criadores de Ronin, agora mergulhando na destruição do Ragnarok.

Mar/2026 — Slugblaster

Skate dimensional + caos fluorescente + vibrações de Scott Pilgrim/Paper Girls.

Abr/2026 — Coriolis: The Great Darkness

Ficção científica mística e política, com cidades construídas sobre destroços espaciais.

Abr/2026 — Mazes RPG

Exploração de masmorras à moda antiga com mecânicas modernas de polimorfia.

Jun/2026 — Whispers in the Woods

Misticismo, aldeões do século XVIII e decisões difíceis em meio a florestas escuras.

🛑 E ENTÃO VEIO O GRANDE ANÚNCIO…

As câmeras se fecharam. Agradecimentos finais. Promessa de um último vídeo. Tela escura.

Som metálico. Faíscas. E de repente: WARHAMMER FANTASY ROLEPLAY em 2026! Junto com Warhammer 40.000 Roleplay!

Pela primeira vez em 40 anos, Warhammer terá uma edição oficial brasileira, por meio de uma parceria entre a Tria e a Cubicle 7. Um verdadeiro marco para o cenário do RPG no país.

“O Imperador Protege.”

🏛️ SOBRE A TRIA EDITORA

A Tria é hoje uma das principais forças no mercado nacional de RPGs, trazendo importantes títulos internacionais, fortalecendo o mercado de jogos de mesa e mantendo um diálogo transparente com a comunidade. Seu catálogo atual inclui mais de 25 RPGs, entre eles: Dragonbane, Symbaroum, Heroes of Cerulea, Beyond the Wall, Shadow of the Demon Lord, Ronin, PunkApocalyptic, Odyssey of the Giant, Slugblaster, Mazes, Dystopia e muitos outros.

RŌNIN RPG – Resenha

RŌNIN é um RPG independente de fantasia sombria, publicado pela Slightly Reckless Games e trazido ao Brasil pela Tria Editora. O jogo é baseado no sistema MÖRK BORG, com adaptações temáticas e mecânicas voltadas à ambientação de um Japão fictício em colapso.

A proposta combina mecânicas simples com um cenário visualmente marcante e atmosfericamente carregado. A campanha de Financiamento Coletivo foi extremamente bem-sucedida e trouxe esse material incrível para o público brasileiro.

Análise Geral de RŌNIN

O livro possui diagramação inspirada em MÖRK BORG, com estética propositalmente caótica e forte contraste visual.

Textos desalinhados, fontes pesadas, cores fortes e ilustrações impactantes fazem parte do design gráfico. Isso reforça a imersão, tornando o livro uma verdadeira obra de arte. Entretanto, a estrutura pouco convencional pode ser uma dificuldade para jogadores não acostumados com o estilo.

Pensando nisso, uma versão mais simples, sem as imagens e a estética está em desenvolvimento, chamada “PURO OSSOS“, tornando a absorção do material muito mais simples. O livro é visualmente coerente com a proposta de cenário sombrio e decadente.

Sistema de jogo

RŌNIN adota a estrutura básica de MÖRK BORG: sistema d20, testes contra CD (geralmente 12) e fichas enxutas. Os atributos são Espírito, Vigor, Rapidez, Resiliência e Honra, este último representando posição moral e reputação, tendo impacto importante conforme os personagens se desenvolvem.

A criação de personagem pode ser feita por compra de pontos ou tabelas aleatórias, favorecendo rapidez e variedade. O combate é rápido, letal e com efeitos permanentes, como mutilações ou sangramentos críticos. A mortalidade elevada exige do grupo aceitação de personagens que podem ser descartáveis e foco narrativo menos centrado em progressão de um único herói, embora essa seja uma possibilidade.

Tabelas e aleatoriedade

O livro traz dezenas de tabelas aleatórias, aplicáveis a nomes, clima, armadilhas, lesões, encontros, itens, eventos e efeitos de santuários. Esse recurso facilita improvisações e permite campanhas inteiras serem construídas com mínimo planejamento.

Narradores podem preparar aventuras rapidamente usando apenas os geradores incluídos. Os efeitos variam entre resultados letais, benéficos, cômicos ou místicos, mantendo o tom caótico do jogo.

A aleatoriedade é central à experiência de jogo e pode gerar histórias únicas e fora do que seu grupo está acostumado.

Elementos mecânicos adicionais

O sistema inclui regras específicas para magias, cada uma com efeitos únicos e consequências para falhas.

  • As regras de Honra influenciam diretamente a forma como o mundo interage com os personagens.
  • A mecânica de lesões debilitantes substitui o tradicional dano progressivo por condições mais graves e narrativas.
  • Itens mágicos e amaldiçoados são comuns e muitas vezes ambíguos em sua utilidade.
  • Não há sistema de níveis. O avanço do personagem é narrativo conforme as missões vão se apresentando.
  • A morte também é um elemento importante no jogo. Um personagem que perde sua vida tem a chance de enfrentar um dos espíritos guardiões no Yomi e retornar, com sua honra renovada.

Cenário: Kage no Shima

O cenário é uma ilha isolada, mergulhada em eclipse permanente e infestada por demônios, mortos-vivos e corrupção espiritual.

Kage no Shima é dividida em regiões distintas e interessantes, como: Palácio Imperial, Mercado Flutuante, Distrito dos RŌNIN, florestas e ruínas. A ambientação mistura a estética feudal japonesa com elementos sobrenaturais, influenciada por yōkai e folclore oriental.

Não há foco em fidelidade histórica, mas sim em coerência temática dentro de uma fantasia decadente que o cenário apresenta. A proposta narrativa gira em torno da sobrevivência, da perda da honra e da resistência frente ao colapso iminente.

Proposta narrativa

O jogo favorece narrativas curtas, com foco em dilemas morais, consequências trágicas e conflitos intensos. O tom é sempre sombrio. O mundo é hostil, os aliados são instáveis e a esperança é mínima.

RŌNIN se destaca mais em sessões fechadas ou arcos de curta duração com atmosfera intensa, onde o sentimento entrópico pode ficar ainda mais claro.

O texto original combina linguagem acessível com termos evocativos. A tradução brasileira é excelente, com bom ritmo e adaptação do tom, mantendo a estrutura desejada pelos autores originais. A mensagem de inclusão é explícita e coerente com a proposta editorial do jogo, fazendo este um trabalho impecável da Tria Editora.


RŌNIN é um RPG com forte identidade visual e proposta clara.

Seu maior mérito está na coerência entre estética, sistema e cenário, entretanto ele não é indicado para grupos que preferem estabilidade ou progressão tradicional.

Para aqueles que buscam uma experiência memorável e para quem busca campanhas viscerais e imprevisíveis, encontram o que estavam esperando na noite eterna de Kage no Shima.


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Autor: Álvaro Bevevino.
Revisão: Raquel Naiane.

Shadow of the Weird Wizard – Resenha

Shadow of the Weird Wizard“, publicado no Brasil pela Tria Editora, é um RPG de fantasia que se propõe a unir o bizarro e o heroico. O excêntrico e o encantador. Detalhes que estão dentro de uma proposta narrativa acessível e rica em possibilidades.

Criado por Robert J. Schwalb, o mesmo autor de “Shadow of the Demon Lord“, este novo jogo nasce como uma evolução espiritual daquele título. Trazendo uma versão mais leve e positiva do mesmo motor de regras, mas sem abrir mão de elementos sombrios, esquisitos e maravilhosos.

Uma nova esperança em Terras Estranhas

O ponto de partida de “Shadow of the Weird Wizard” é narrativamente forte e repleto de gancho para aventuras: os personagens vivem em um mundo devastado por um colapso social e político, forçado pela ausência de uma figura enigmática conhecida apenas como o Mago Estranho.

Este magista lendário desapareceu subitamente, deixando para trás uma terra fragmentada, dominada por monstros, criaturas feéricas hostis, mortos-vivos e vestígios de magia antiga e perigosa.

A proposta central do jogo gira em torno da reconstrução.

Milhares de refugiados escaparam da Velha Pátria, buscando um novo começo nas chamadas Terras Novas: um ambiente cheio de mistérios, ruínas, florestas de cogumelos gigantes, estruturas que flutuam no ar e civilizações exóticas.

Nesse mundo, os personagens dos jogadores são heróis em potencial, figuras que se colocam entre o caos e a esperança, defendendo os inocentes, ajudando comunidades e enfrentando as ameaças que espreitam no escuro.

Estética e Tom

Apesar de carregar o mesmo DNA sombrio de “Shadow of the Demon Lord”, o novo jogo opta por uma abordagem mais otimista.

Aqui, o tom dominante é de “fantasia cinzenta”, uma fantasia que reconhece a existência da tragédia, da dor e da ambiguidade moral, mas que se alinha com o heroísmo clássico dos contos de fadas, onde o maravilhoso e o estranho coexistem.

Essa ambientação é profundamente inspirada na tradição da “weird fantasy”, conectando-se diretamente à linhagem de publicações como “Weird Tales” e “Amazing Stories”, além de nomes contemporâneos do gênero como China Miéville e Jeff VanderMeer.

O “estranho”, aqui, não é sinônimo de marginalidade ou transgressão: ele representa a vastidão do desconhecido e do mítico, forças além da lógica humana, que encantam, desafiam e aterrorizam.

Estrutura do Jogo

O livro básico é robusto e cuidadosamente organizado, contendo tudo o que é necessário para começar a jogar. Isso inclui regras completas, diretrizes de criação de personagem, sistemas de magia, combate, resolução de desafios, equipamentos, talentos e um guia introdutório ao cenário.

O papel do Sábio, como é chamado o mestre de jogo, é apresentado de maneira clara e acolhedora, lembrando constantemente que as regras existem para servir a história, e não o contrário.

A mecânica central se baseia em testes com um dado de 20 lados (d20) complementado por dados de 6 lados (d6).

O sistema introduz conceitos simples como “bônus” e “revés”, representados por d6 adicionais que podem ser somados ou subtraídos, tornando as rolagens mais dinâmicas e intuitivas.

A ideia de “dobro e metade”, presente em diversas situações, oferece uma forma rápida de multiplicar ou dividir valores sem necessidade de cálculos complexos.

Criação de Personagens

Um dos pontos fortes do sistema é a criação de personagens, que é feita de forma escalonada e narrativa.

Os personagens começam como humanos comuns (embora outras ancestralidades estejam disponíveis) e progridem por “caminhos”.

O Caminho de Novato define habilidades básicas, o Caminho de Especialista amplia as capacidades e o Caminho de Mestre foca em especializações heroicas.

Cada caminho contribui para contar a trajetória do personagem, conectando mecânica e ficção de maneira integrada.

Essa estrutura valoriza o desenvolvimento gradual, incentivando campanhas de longa duração e recompensando os jogadores por suas decisões narrativas e interpretações.

Magia e Bizarrices

Um dos aspectos mais chamativos de “Shadow of the Weird Wizard” é o seu sistema de magia.

As conjurações são divididas em tradições (como Necromancia, Cronomancia, Artimanha, etc.), e cada tradição carrega sua própria estética e lógica interna.

Os feitiços descritos são criativos, poderosos e muitas vezes bizarros, como “Separar Ossos da Carne”, “Ilusão de Liberdade” e “Sal da Terra”, que podem transformar um inimigo em pó de sal com um único gesto.

Além do poder bruto, a magia também serve como ferramenta narrativa e interativa, permitindo resolver enigmas, manipular o ambiente ou enganar inimigos.

Há uma ênfase constante no equilíbrio entre risco e recompensa, com magos podendo gastar pontos de vida para recarregar feitiços em momentos críticos, o que adiciona um elemento de tensão dramática à mesa.

Desafios Sociais e Exploração

O jogo também oferece regras bem articuladas para desafios sociais e interação com o mundo.

Existem sistemas específicos para transações, persuasões, ameaças, alianças e outras formas de resolver conflitos não violentos. Esses desafios têm impacto real na narrativa, com falhas e sucessos afetando o andamento da missão e a percepção dos NPCs em relação aos personagens.

A exploração é outro aspecto central do jogo.

As “novas terras” são descritas como mutáveis, imprevisíveis e fascinantes, incentivando os jogadores a se perderem em florestas místicas, planícies assombradas ou ilhas flutuantes.

O cenário, como um todo, não é um lugar estático a ser mapeado, mas um espaço de descoberta constante, sempre um passo além do controle dos personagens e do próprio Sábio.

Um jogo sobre Escolhas e Consequências

Embora se vista com o manto da fantasia heroica, o jogo nunca se esquiva da complexidade.

Cada escolha, seja em combate, na interação social ou em decisões morais, pode ter consequências inesperadas.

O sistema valoriza a agência dos jogadores e a responsabilidade narrativa, permitindo que os personagens se tornem lendas… ou paguem caro por seus erros.

O Mago Estranho, ainda que ausente, é uma presença que paira sobre tudo. Sua ausência é o catalisador de toda a campanha.

Ele representa o mistério central, o arquétipo do poder oculto, e deixa para os heróis o desafio de restaurar (ou reinventar) a ordem em um mundo à beira do caos.

Considerações Finais

“Shadow of the Weird Wizard” é, acima de tudo, um convite à imaginação.

Com uma proposta que equilibra humor, estranheza, heroísmo e fantasia sombria, o jogo oferece uma experiência profunda e flexível.

Seja para iniciantes ou veteranos do hobby, ele apresenta uma alternativa instigante aos sistemas tradicionais de RPG.

Sua base mecânica simples, aliada a uma ambientação rica e cheia de oportunidades de interpretação, o torna ideal para grupos que desejam uma campanha com identidade própria, mas com fácil assimilação.

E com um texto bem escrito, ilustrações expressivas e uma diagramação clara, o livro se torna tanto uma ferramenta de jogo quanto uma leitura prazerosa.

Sem dúvida, trata-se de uma das grandes adições recentes ao cenário de RPGs de fantasia.


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Autor: Álvaro Bevevino.
Revisão: Raquel Naiane.

Anúncios – DOFF 2025

Nos dias 21 e 22 de Junho tivemos o Diversão Offline, um dos maiores eventos de Board Games e RPG de mesa da América Latina. No post de hoje, vamos falar dos lançamentos gerais de RPG que vieram do DOFF!

Disclamer

Como a equipe do Movimento RPG estava espalhada pelo evento, estamos reunindo o que conseguimos falar no evento, com as redes sociais das editoras parceiras e a lista de lançamento da Ludopedia. Se ficar faltando algum anuncío aqui, vamos atualizando.

Um RPG Solo novo vindo ai!

101 Games

Tivemos o anuncio de Dominus & Dragons, um RPG nacional criado por Jefferson Pimentel, feito no sistema Dominus. Com alta customização de personagem e adaptações das regras de D&D. O sistema é pensado para se jogar de modo Solo, mas também pode ser usado como uma caixa de ferramentas para mestres mestrarem para amigos.

Editora Caleidoscópio

Na Caleidoscópio, tivemos três grandes anúncios! Um dele é Colônia RPG, uma distopia Cyberpunk a brasileira, em que jogamos com personagens a margem de uma sociedade opressora. Que já contém um Jogo Rápido e Aventura Pronta para você sair jogando!

Terravysta RPG, do Narradores Narrados e Um Bardo Me Disse, vai se tornar real pela Caleidoscópio!

Terravysta RPG é um jogo de narrativa fantástica, em que os jogadores são as pessoas ouvindo a história e participando dela, em que os jogadores podem “subornar” o bardo para trocar a aventura para ser mais próximo do que eles preferem. Você pode se cadastrar no site da editora para receber o Jogo Rápido!

Goblins & Guilhotinas é um RPG em que Goblins se unem para enfrentar a opressão de um dragão que tomou conta da montanha em que viviam, e devem recuperar o que lhes foi tirado.

Capycat Editora

A Capycat anunciou no evento o seu RPG de nobledarkVileborn. Um jogo em que os personagens utilizam seus poderes sombrios para o bem, enfrentando uma fé que caça as supostas criaturas das trevas após o sol ter sido obscurecido por uma densa névoa. Os personagens fazem parte de uma ordem dissidente que caça os malditos do mundo.

RPG de RPG!

Jambô Editora

Na Jambô, era possível se adquirir um exemplar físico do Kit Introdútorio de Fábula Ultima, o Aperte Start. Além disso, na publicação deste texto, o Financiamento Coletivo de Fabula Ultima já vai ter iniciado. Corre pra garantir o seu!

OSR a lá 5e

Luz Negra Editora

Tivemos também a entrega e possibilidade de se comprar o sistema BREU. Um OSR mais aproximado das regras do 5e, voltado para quem joga 5e mas quer conhecer o “look and feel”  dos jogos da velha guarda. É um livro enorme, bem diagramado e com artes maravilhosas em preto e branco, com ilustrações internas de Anderson Almeida, LoboLoss, Jonatas Tobias e Robson Teixeira.

Mais uma nova editora de RPG na área, trazendo Pantheon RPG!

Nerd Bruto

Na Arena Nerd Bruto, tivemos One Shots de Pantheon RPG. Primeiro jogo da loja o qual foi demonstrado no evento. Se trata de um OSR pensando em histórias épicas, sem perder a brutalidade do gênero. Alguns de nossos colaboradores jogaram no evento e gostaram demais do que viram.

O jogo vai vir em uma caixa de madeira, organizada e bem planejada com os dados e o manual, tudo que você precisa para poder jogar.

Retropunk Publicações

Na Retropunk, tivemos anuncio e mais informações sobre Duna RPG, sistema baseado no livro de mesmo nome que estará vindo pela editora e que já tem Jogo Rápido disponível no site!

Mesa de Cosmere RPG

Tria Editora

A partir do lançamento desse texto, já temos um texto especifico só falando dos anuncios da Tria para o futuro. Mas parece quem estava no stand já podia resgatar o seu Lancer, PunkApocalyptic RPG, Ronin RPG ou Symbaroum.

Também estava no stand o exemplar do livro Cosmere RPG, RPG baseado na obra do autor Brandon Sanderson, e também houve meses de teste no stand da Editora.

RPG com Arte!

Na Universo Simulado, tinhamos a disposição o livro Museu Encantando, desenvolvido pela designer Yngrid, e o Guia de Norvênia, um cenário para jogos clássicos de fantasia!

Além disso, estavam anunciando o Financiamento Coletivo de O Assalto Extraordinário ao Tesouro do Dragão. Jogo desenvolvido em conjunto com o designer Jorge Valpaços, que usa um sistema de cartas que vem junto ao jogo, com artes maravilhosas da mesma desenvolvedora de Museu Encantando.


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Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.

Texto e Arte da Capa: Gustavo “AutoPeel” Estrela
Revisão: Raquel Naiane

Anúncios da Tria Editora – DOFF 2025

Nos dias 21 e 22 de Junho tivemos o Diversão Offline, um dos maiores eventos de Board Games e RPG de mesa da América Latina. Nele, a Tria Editora fez alguns anúncios de seus futuros títulos de RPG, vamos ver e comentar sobre alguns deles!

Anúncios e Novidades

O queridinho da galera

Cosmere RPG

Não é exatamente uma novidade do evento, mas no DOFF os presentes puderem ter um vislumbre do livro de Cosmere RPG, o RPG do Brandon Sanderson, que iniciou a pré-venda em Junho. O livro em inglês estava no stand para os consumidores verem, e muitos compraram sua pré-venda no local.

Cosmere é baseado na obra do escritor Brandon Sanderson (O Caminho dos Reis, Mistborn). Ele é um sistema d20 com mecânicas de dados de Trama, que permitem aos jogadores mudarem a narrativa ao seu favor.

Berzerkr RPG

Berserkr

Dos mesmos criadores de Ronin RPG(também pela Tria Editora), Berserkr é um jogo compatível com MORK BORG e um OSR. Um RPG de cultura nórdica, criaturas mitológicas poderosas, magia rúnica e deuses antigos.

Assim como Ronin RPG, o Berserkr tem tabelas para definir runas, regras voltadas para a mitologia nórdica, tudo compatível com Mork Borg.

 

The Realmbreaker
Grizzled Aventurers

Grizzled Adventurers

Normalmente, jogos de RPG de fantasia trazem aventureiros na faixa dos 20 ou 30 anos. Ainda na flor da idade para se aventurar e viver suas aventuras. Grizzled Aventurers não, porque ele é voltado para se jogar com heróis experientes, que não conseguiram largar sua vida de aventuras.

O jogo é completamente compatível com o jogo Beyond The Wall e Through Sunken Lands and Other Adventures, é uma pegada disruptiva no que costumamos jogar de RPG de fantasia.

 

 

 

 

 

Mazes RPG

Mazes RPG

Mazes é um jogo OSR, que visa o retorno às clássicas aventuras de espada e feitiçaria enquanto se investiga uma masmorra, mas também com regras simples e modernas para se adaptar a como se é jogado hoje em dia. Ele usa o sistema Polymorph. É visado e proposto para ser jogado em eventos e em one-shots, introduzindo o dungeon crawl para os jogadores.

 

 

 

 

 

 

Thousand Year Old Vampire

Thousand Year Old Vampire

Thousand Year Old Vampire é um RPG solo/Livro-jogo diferente e curioso. Vencedor de três Ennies Awards. É um jogo introspectivo sobre um Vampiro que perdeu suas memórias e precisa relembrá-las usando fragmentos do que você viveu e das cartas, imagens e resquícios que deixou pela humanidade. O jogo pode ser finalizado em uma questão de horas ou semanas e é visado para se jogar sozinho, ou com um grupo.

 

 

 

 

 

Through Sunken Lands and Other Adventures

Through Sunken Lands and Other Adventures

Usando regras parecidas e compatíveis com Beyond the WallThrough Sunken Lands traz um cenário de ermos desérticos, templos de deuses e magia antiga. Um jogo OSR que visa trazer aventuras com pouco preparo, para jogadores e mestres só pegarem e começarem a jogar.

 

 

 

 

 

 

 

Shadow of The Weird Wizard

O que está logo aí

Dia 08 de Julho vai iniciar o financiamento do jogo Shadow of The Weird Wizard, um rpg de fantasia onde os jogadores exploram as fronteiras, refugiados de um país antigo levado a ruína por um Antigo Feiticeiro que soltou monstros, fadas cruéis e outras criaturas pelos ermos.


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Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PIX ou através do Catarse!

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Texto e Arte da Capa: Gustavo “AutoPeel” Estrela
Revisão: Raquel Naiane

Lanças e RPG – Aprendiz de Mestre

Lanças e RPG – Aprendiz de Mestre. Ao longo do tempo, lendas envolvem lanças na cultura ocidental e oriental, de forma religiosa e profética.

A Lança do Destino, ou Lança de Longinus ou ainda Lança Sagrada, que segundo a tradição da Igreja Católica, foi a arma usada pelo centurião romano Longinus para perfurar o tórax de Jesus Cristo durante a crucificação.

    Lança Loginus em anime Evangelion

A Lança daria poderes bélicos de vitória em combate.

Já os orientais têm toda uma filosofia de vida ao redor das artes marciais, e A lança Tonbokiri, uma das Três Grandes Lanças (ao lado de Otegine e Nihongō), é associada a Tadakatsu Honda, não é a lança Otegine. A lança Tonbokiri é conhecida pela lenda da libélula cortada em pleno ar!

Mesmo heróis em busca de redenção ou metidos em política, podem morrer, lutando contra a cavalaria, e alguns dizem que contra guerreiros em montarias, somente lanças seriam úteis…

Lanças e RPG, podem ser…

  1. Uma versão num videogame como Disgaea, com uma lança Longinus falante…
  2. Uma parte importante do exército, com lanceiros.
  3. Lanceiro é a designação dos soldados de cavalaria armados de lança introduzidos nos exércitos europeus a partir do início do século XIX. A sua introdução teve a ver com o sucesso que as tropas polacas deste tipo, chamadas Ulanos, tiveram ao serviço do Grande Armée (exército napoleónico).
  4. cavalaria do Exército Brasileiro empregou lanceiros, porém o único corpo que recebeu esta denominação foram os Lanceiros Alemães, organizado por Otto Heise, em 1825, a partir de membros do 2º e 3º Batalhões de Granadeiros do Corpo de Estrangeiros.
  5. Durante a Revolução Farroupilha foi organizado pelos republicanos um corpo de Lanceiros Negros. Quase todos foram massacrados ao final da revolução, na Surpresa dos Porongos.
Lanceiros Negros

Todavia, Lanças como centro de uma aventura?

Vejamos 5 exemplos de aventuras:

Aventura 1: A Lança do Destino,

– Uma arma lendária, roubada por um grupo de vilões que planejam usá-la para conquistar o reino. Os jogadores devem encontrar e recuperar a lança antes que a usem. Enfrentar inimigos poderosos, resolver puzzles para encontrar a lança e convencer aliados a ajudar na busca.

Aventura 2: O Caçador de Dragões.

– Um dragão está aterrorizando uma vila e os jogadores são contratados para caçá-lo. A única arma capaz de derrotar o dragão é uma lança mágica que foi passada de geração em geração em uma família de caçadores. Encontrar a lança mágica, treinar para usar a lança corretamente e enfrentar o dragão.

Aventura 3: A Lança da Justiça

– Uma lança sagrada foi usada por um herói lendário para trazer justiça ao reino. Agora, a lança foi perdida e os jogadores devem encontrá-la para restaurar a justiça no reino. Encontrar pistas sobre o paradeiro da lança, enfrentar inimigos que querem usar a lança para fins nefastos.

Aventura 4: O Torneio da Lança

Um torneio é realizado para determinar quem é o mais habilidoso com a lança. Os jogadores devem competir contra outros guerreiros para vencer o torneio e ganhar o direito de portar a lança lendária. Treinar para o torneio, enfrentar oponentes formidáveis e lidar com a pressão da competição.

Aventura 5: A Maldição da Lança

– Uma lança amaldiçoada foi encontrada por um grupo de aventureiros e agora eles estão sendo perseguidos por criaturas sombrias. Os jogadores devem encontrar uma maneira de quebrar a maldição e purificar a lança.

Porém, e uma leva de exemplos de Lanças e RPGs?

Desde “Dungeon and Dragons” — que as espadas roubam a cena, mas vamos a alguns tipos de lança. Temos como exemplos:

  1. Lanças Curtas: Usadas em combate corpo a corpo ou como arma de arremesso, como a hasta romana, que era uma lança curta utilizada pelos legionários.
  2. Lança Longa (Pique): Usada para manter o inimigo à distância, como uma arma de haste, e frequentemente usada em formações defensivas.
  3. Lança de Arremesso: Projetada para serem arremessadas, como a azagaia (uma lança curta e leve) ou o dardo (uma lança mais leve que a lança comum).
  4. Lança com Ponta de Machado (Alabarda): Combina a ponta da lança com a lâmina de um machado, permitindo que o usuário ataque tanto à distância como em combate corpo a corpo.
  5. Lanças Medievais: Podem ser divididas em lanças pesadas, utilizadas para derrubar cavaleiros em justas, e lanças leves, usadas para ataques a cavalo ou como arma de arremesso.

E outras… Em RPGs como:

  1. D&D,
  2. Bárbaros da Lemúria, Editora Nozes Game Studios
  3. Tormenta, pela Editora Jambo
  4. Symbaroum, no Brasil pela Editora Tria
  5. Heróis e Hordas, Editora 101 games
  6. The Heroe’s Journey, no Brasil pela Editora Nozes Game Studios
  7. Aventuras na Era Hiboriana, Editora 101 games, com seu lanceiro Kushita, e se curtir qualquer coisa da 101 games, lembra do nosso código de desconto: MRPG10
Lanceiro Kushita

Mas quais as partes de uma lança?

  • Haste:

É a parte que dá à lança o comprimento e a força necessários para ser usada em combate ou arremessada. Pode ser de madeira, bambu ou outro material resistente.

  • Ponta:

É a extremidade afiada da lança, projetada para penetrar no alvo. Pode ser de madeira, osso, pedra, bronze, ferro ou aço, dependendo do tipo de lança e do período histórico.

  • Adornos e Detalhes:
Algumas lanças podem ter adornos ou detalhes, como pomos ou outros elementos, que podem ter funções práticas, como evitar que a lança escorregue da mão, ou podem ser puramente decorativos.

Como eram o uso de lanças em uma batalha entre cavaleiros medievais?

  1. Infantaria: As lanças, especialmente o pique, eram usadas pelos soldados de infantaria para defender-se da cavalaria e formar uma muralha defensiva.
  2. Cavalaria: A lança era a arma principal dos cavaleiros, permitindo-lhes carregar e atacar o inimigo a cavalo, com a intenção de derrubar ou ferir o oponente.
  3. Justas: Em torneios e justas, as lanças eram usadas em competições entre cavaleiros, onde a habilidade de acertar o alvo com a lança era crucial.
  4. Versatilidade: As lanças, como o pique e a alabarda, eram armas versáteis que podiam ser usadas em diferentes situações de combate, tanto para ataque como para defesa.

Mas então, lança ou espada, qual você prefere?

Lança é pouco mais que um bastão com uma ponta, todavia eu particularmente acho muito mais versátil que a espada, além do maior alcance. E tanto podem ser usadas como armas cerimoniais, como por você, que gosta de guerreiros selvagens, como um certo bárbaro da cimeria da Cultura pop.

Mas e como seu personagem veio a ter esta lança? É uma herança de família? Ele mesmo fez? Sabe, em Guerra dos Tronos, e Dragonlance as lanças roubam a cena…

Se preferir, também falamos em outro post sobre escudos. E só clicar em Escudos e RPG. Se você prefere espadas, vem, clica em Espadas e RPG!

Se preferir nos ouvir falando sobre este e outros temas, olha o podcast do dicas de RPG.

Até breve, e lembremos do enigma clássico:

“O que acontece quando o escudo mais forte encontra a lança mais poderosa?…”

Então pegue a sua lança preferida, e coloque na sua aventura, lanceiro! Hora da ação!

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PicPay, PIX ou também no Catarse. E com isso, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos! Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica através deste link!

Anime 5e – Ideias de Aventura

Tranquilos pessoal? Hoje falaremos novamente sobre o RPG Anime 5E, publicado pela Tria Editora. Só que será para sugerirmos algumas ideias de aventura para o sistema. Para isso utilizarei algumas que eu mestrei ano passado, só que para outro sistema.

Vilão da vez

As ideias mais simples de se trabalhar em qualquer sistema focado em anime é o de não ter um vilão único para a campanha. Escolha algum vilão, anti-herói ou até herói para ser o inimigo da vez dos heróis (pense um batman ou homem aranha usando suas habilidades para o benefício próprio). Seja liderando um roubo a banco ou museu, ou tentando invadir um prédio público ou sequestrar algum ricaço.

Não precisa ser muito complexo, porém, eu sugiro que deixe sugestões de que há um grande chefe por trás de tudo. Você não precisa ter nada planejado e o nome do chefão pode ser esse mesmo, Chefão. Assim, mesmo que os heróis capturem algum lacaio, este nada saberá além de que obedece ao temível Chefão.

O astuto

Um dos maiores vilões das histórias em quadrinhos é Lex Luthor. Seu grande poder nem é sua inteligência, mas sim sua influência no meio empresarial, governamental e político. Ele representa uma ameaça que não pode ser vencida com meros socos e chutes.

Mesmo que o grupo descubra experimentos imorais numa de suas instalações, ele terá tempo de esvaziar qualquer evidência ou já terá notificado a invasão do local há pouco tempo. A intenção aqui é deixar os jogadores se sentirem enxugando gelo: nada do que eles fazem parece afetar o grande vilão.

Na primeira temporada da minha campanha de heróis, eu coloquei não somente um emergente empresário nigeriano, mas também o transformei num vilão com poderes nas horas vagas. Entretanto, as artimanhas dele foram tão bem executadas que nem precisei usar a ficha dele. Eles estavam tão envolvidos na teia do vilão que decidiram trabalhar para ele (eles não tinham descoberto nada comprometedor sobre ele, mesmo que desconfiassem do “bom-mocismo” dele).

Assim, o vilão “venceu” os heróis só se utilizando de alguns capangas e sem sequer ser descoberto ou precisar sujar as mãos.

O retorno do inimigo

Algo que muito apreciei nessa campanha de supers, foi o fato de que um capanga forte e que obedecia o vilão acima, conseguiu sobreviver a uma intensa luta contra o tank do grupo e virou seu arqui-inimigo. O coloquei para liderar mais algumas missões, mas sempre fugindo antes de ser completamente derrotado.

Isso criou uma ânsia do grupo em realmente vencê-lo que ele virou o vilão do final da primeira temporada (lugar antes ocupado pelo empresário nigeriano). Minha inspiração para o personagem foi o Rei Lich de Warcraft, porém adequado ao nível da campanha.

Aproveitei, também, o “carisma” desse vilão para que ele fugisse mais uma vez e apresentasse o problema da segunda temporada:

Invasão alienígena

Usando como inspiração os necrons de warhammer eu aproveitei a temática morta-viva do grande vilão e expandi a ameaça. Agora a Terra poderia ser invadida por uma gigantesca força invasora se os defensores (nem sempre heróis) da Terra não conseguissem aliados para impedir tal coisa.

Como a ameaça alienígena é grandiosa, o melhor é fazer com que a invasão seja mais localizada. Pode ser um grupo antimutante atacando a mansão Xavier ou uma nação invadindo outra. A questão aqui é por o grupo numa situação que mescle proteção de inocentes, combate ao inimigo e conquista de aliados que nem sempre serão do gosto dos personagens jogadores.

Ou seja, embora quase tudo seja clichê, se bem trabalhados serão muitas horas de diversão usando o sistema Anime 5E em suas mesas. Use sem moderação.

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Anime 5e – Guia de Criação de Personagem

Tranquilos pessoal? Hoje voltaremos a falar sobre o RPG Anime 5E, publicado pela Tria Editora em financiamento coletivo com PDF já disponível. Como costume utilizaremos meu personagem Cysgod, da Guilda dos Guardiões, o qual criado como um elfo ranger arqueiro. Veremos o que ele se tornará em Anime 5E!

Noções Básicas

Cysgod começará como novato. Sendo, portanto, do primeiro nível. Primeiramente é bom anotar que Cysgod possui 80 pontos discricionários para ser construído.

Devemos, então, determinar os atributos. Há alguns modos tradicionais em sistemas d20 para se escolher tais valores: jogar 6 vezes 4d6 e atribua um atributo para cada valor, jogar 8 vezes 3d6 e exclua os dois números menores, jogar 6 vezes 3d6 e selecionar os números em ordem para cada atributo e números fixos. Escolheremos este último e teremos os valores 15, 14, 13, 12, 10 e 8.

Cysgod é ágil e resistente, porém pouco sociável. Por isso teremos a seguinte distribuição de atributos: For 12, Des 15, Con 14, Int 10, Sab 13, Car 8.

Cada ponto discricionário compra um ponto de atributo. Assim, o custo para Cysgod possuir tais atributos será de 72 pontos. Porém isso consome quase todos os pontos. Portanto vamos modificar alguns atributos e ficar com For 10, Des 16, Con 12, Int 8, Sab 11, Car 8. Assim, gastaremos 65 pontos.

Raças

Embora dê para se criar qualquer raça que se imagine, há alguns exemplos divididos em dois grupos.

As raças próprias de animes: Arquidemônio, Asrai, Cinzento, Demonaga, Fada, Fera Piscante, Gosma, Haud, Kodama, Meio-Dragão, Meio-Troll, Nekojin, Parasita e Sátiro.

E as raças típicas do D&D: Alto Elfo, Anão da Colina, Anão da Montanha, Draconato, Drow, Elfo Silvestre, Gnomo da Floresta, Gnomo da Rocha, Humano, Meio-Elfo, Meio-Orc, Pequenino Pés Leves, Pequenino Robusto e Tiferino.

Cysgod é um elfo pálido, porém aqui a subraça que mais se aproxima de sua essência é o elfo silvestre. Assim, ele recebe +1 em Sabedoria, Proficiência com 3 armas, Deslocamento 10,5 metros e Máscara da Natureza. Essas habilidades custam 4 pontos ao todo.

Classes

Além das 12 classes típicas de D&D: bárbaro, bardo, clérigo, druida, guerreiro (aqui chamado de lutador), monge, mago, ladino, feiticeiro, bruxo, paladino e patrulheiro; o jogo também traz suas próprias classes: aventureiro, dobrador, negociante, magista dinâmico, caçador, estudante isekai, garota mágica, ninja, treinador de monstros, psionicista, samurai, guerreiro sombrio, cavaleiro tecnológico e protetor.

Cysgod é um patrulheiro, então manteremos essa opção para ele. Caçador seria uma opção bem viável também. Ele recebe +2 de Bônus de Proficiência (equivalente a 4 Pontos; veremos mais à frente).
Esse modificador é adicionado às jogadas de d20 nos ataques, magias, perícias, atributos e salvaguardas de que seu personagem for proficiente.

Como patrulheiro ele tem d10 como Dado de Vida, proficiências em armaduras leves, (retirei as proficiências em médias e escudos pra diminuir custos), armas simples e marciais, 3 proficiências em perícia, proficiências em salvaguardas de Destreza e Força, (retirei proficiências de antecedentes e/ou idiomas). O total de Pontos Base utilizados é de 21 (17 + 4 Bônus de Proficiência).

Além disso, recebe Inimigo Favorito e Explorador Natural.

Qualidades e Defeitos

Cysgod gastou até o momento 88 pontos: 65 (atributos) + 4 (raça) + 21 (classe). Portanto teremos que escolher alguns defeitos antes de querer escolher alguma vantagem.

Vendo a lista, os defeitos que fazem sentido para Cysgod são: falha social (menor, -3 pontos), marcado (menor, -3), obrigação (Guilda dos Guardiões, médio, -4 pontos).

Pronto, assim, conseguimos fechar o número de pontos disponíveis. Porém, sem comprar qualquer vantagem.

Isso fez um personagem mais fraco do que seria num D&D padrão. O que me surpreendeu. Porém, ele poderá ser muito mais bem trabalhado ao longo dos níveis.

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Anime 5e – Resenha

Tranquilos pessoal? Hoje abordaremos o RPG Anime 5E, publicado pela Tria Editora e que está em financiamento coletivo com PDF já disponível.

O jogo foi criado por Mark MacKinnon, o autor de BESM (Big Eyes, Small Mouth) e BESM d20.  Sucedendo espiritualmente esses jogos, Anime 5E se utiliza das regras de D&D 5.0 para a temática anime.

O livro se divide em 12 capítulos, sendo que o primeiro é dedicado a explicar os conceitos básicos do que é RPG, Anime, Besm e a relação deste com o Anime 5E. Termina com um exemplo de personagem e o sempre importante glossário.

Sessão Zero

O livro tem seus 7 primeiros capítulos destinados à criação de personagem. Sobre tais capítulos falarei no próximo texto quando for criar a versão Anime 5E do Cysgod, meu elfo ranger guardião da Vila de MRPG.

Porém, antes de se criar o personagem, o livro aborda muito a sessão zero. Sugerindo ao narrador para informar aos jogadores qual será o cenário, gênero e temas da campanha; bem como a maturidade e quais os papéis mais adequados para a cocriação da história. Já que o jogo sugere uma criação coletiva da história e dos próprios personagens.

Neste ponto é ideal o debate para delimitar o nível da campanha. Podendo ser:

  • Novato (1º nível);
  • Capaz (2º ao 4 nível);
  • Experiente (5º ao 10º nível);
  • Veteranos (11º ao 16º nível);
  • Míticos (17º ao 20º nível);
  • Épicos (acima do 20º nível).

Por fim, o sistema explica um pouco sobre pontos discricionários, vindos de defeitos. Marcos e limites para os personagens conforme os patamares de poder acima. Porém os limites não são apenas para os personagens, mas também para os jogadores. E, por isso, menciona vários temas que devem ser tratados entre os jogadores para que todos saibam, antecipadamente, como temas sensíveis e ou importantes serão tratados durante a campanha.

Regras Gerais

Depois de fazer teu personagem, vamos direto para a ação. O sistema passa a explicar como é a rolagem de dados, combate, ações, tipos de jogadas e tudo mais que faz um sistema de RPG baseado no D&D 5.0.

No capítulo 9 continua as explicações, focando em aventuras. Venenos, riscos ambientais e similares são tratados no começo. Nada complicado e nem muito diferente do que ocorre com D&D. Porém são coisas importantes a se explicar num livro que é contido em si mesmo e não depende dos livros básicos de seus sistemas derivados. Depois explica a progressão dos personagens, nível de desafio, dinheiro e alinhamentos.

Seguimos com explicações de armas, armaduras e itens diversos possíveis em campanhas. Aqui sou sincero em expressar que senti falta de itens modernos e futuristas (já que animes medievais nem são a maioria). Embora tenha gostado de muitos itens únicos e que são icônicos em vários RPGs.

Depois tem um minibestiário focado em criaturas medievais e o capítulo final são dicas para os mestres.

Para saber mais apoie o financiamento coletivo que já atingiu a meta básica.

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