O Credo do Caçador – Clandestino

“Eu sou a criança sem nome e sem rosto!”

Slipknot – “The Nameless”

No universo de Caçador: A Revanche 5ª Edição, o Credo Clandestino é a faceta mais enigmática da resistência contra o sobrenatural.

Enquanto outros credos confrontam monstros diretamente ou se organizam como exércitos, os caçadores Clandestinos operam nas sombras, usando sigilo, desinformação e redes subterrâneas como armas.

Eles são os espiões, os hackers, os infiltrados — mestres em manipular a verdade para desestabilizar inimigos que a maioria nem sabe existir.

Este texto explora alguns aspectos cruciais desse credo, como a personalidade de seus membros, suas táticas de caça não convencionais e os perigos únicos que enfrentam.

Mestres da Duplicidade

Os caçadores Clandestinos são sobreviventes adaptativos, ou seja, indivíduos que aprenderam a navegar entre o mundo humano e o sobrenatural sem serem detectados.

Suas personalidades são marcadas por uma combinação de desconfiança crônica, criatividade estratégica e um pragmatismo quase cínico. Características comuns incluem:

  • Descentralização e Autonomia: Diferente do Credo Marcial, que valoriza hierarquia, os Clandestinos operam em células independentes ou até sozinhos. Desse modo, cada membro é um “ativista solitário” conectado a uma rede maior, mas raramente revela sua identidade completa.
    Exemplo: Lúcia, uma ex-funcionária de uma corporação tecnológica, usa pseudônimos em fóruns online para compartilhar dados sobre criaturas, sem nunca revelar seu rosto ou localização.
  • Desconfiança de Autoridades: Muitos Clandestinos têm histórico de conflito com sistemas de poder — sejam governos, corporações ou até mesmo outros credos. Eles veem instituições como potencialmente corruptas ou infiltradas pelo sobrenatural.
    Carlos, um jornalista investigativo, abandonou seu emprego após descobrir que seu editor-chefe era um carniçal de um vampiro, e agora publica verdades incômodas em um blog anônimo.
  • Moralidade Flexível: Para eles, o fim justifica os meios. Mentir, manipular ou sacrificar aliados temporários é aceitável se proteger inocentes a longo prazo.
    Em Berlim, um grupo Clandestino plantou evidências falsas para incriminar um político ligado a um culto de demônios, mesmo sabendo que isso destruiria a carreira de assistentes inocentes.
    Essa personalidade os torna eficazes, mas também isolados. Muitos sofrem de paranoia crônica, incapazes de distinguir aliados reais de ameaças imaginárias.

A Arte da Guerra Invisível

Os Clandestinos não lutam em campos de batalha — eles corrompem o terreno do inimigo. Suas estratégias priorizam desestabilização silenciosa, evitando confrontos diretos. Táticas emblemáticas incluem:

  • Guerra de Informação: Hackear bancos de dados, vazar segredos sobrenaturais ou criar narrativas públicas que exponham monstros.
    Em São Paulo, uma célula invadiu o sistema de uma clínica médica usada por lobisomens para tráfico de órgãos, expondo os dados aos veículos de imprensa como “vazamento anônimo”.
  • Infiltração e Sabotagem: Disfarçar-se como humano ou até como criatura para minar operações sobrenaturais por dentro.
    No Rio de Janeiro, uma caçadora se passou por uma carniçal vampírica por meses, envenenando discretamente o sangue armazenado para consumo do clã.
  • Armadilhas Sociais: Usar a sociedade como arma.
    Em Los Angeles, caçadores criaram um perfil falso em rede social para atrair um súcubo obcecado por validação, levando-o a uma armadilha onde foi filmado revelando sua verdadeira forma — o vídeo viralizou como “pegadinha”, desacreditando-o publicamente.
  • Alianças Tóxicas: Parcerias temporárias com outros credos ou até criaturas menos perigosas, traídas no momento certo.
    Em Tóquio, um grupo colaborou com um mago renegado para destruir um coven de bruxas, apenas para depois expô-lo à caça de seus ex-aliados sobrenaturais.

A tecnologia é sua aliada principal: drones de vigilância, deepfakes, criptomoedas para financiamento anônimo e até IA generativa para criar falsas pistas.

Quando as Sombras Mordem

O estilo de caça do Credo Clandestino traz riscos tão sutis quanto letais. O primeiro e um dos maiores riscos é o de exposição e retaliação. Se descobertos, tornam-se alvos prioritários.

Em Moscou, uma hacker expôs uma rede de vampiros políticos, apenas para ter sua identidade vazada em represália. Seu corpo foi encontrado dias depois, drenado e marcado com símbolos de警告 (aviso).

Outro ponto importante que pode gerar problemas para os Clandestinos é a traição e desinformação, pois sua rede de contatos é tão volátil quanto útil.

Em Nova York, um informante humano que alegava ter dados sobre zumbis urbanos levou uma célula a uma emboscada de criaturas famintas — era um carniçal buscando “oferta de sacrifício”.

Um risco importante quando você trabalha com os elementos que os clandestinos trabalham é a corrosão de sua própria humanidade. A constante manipulação e mentira corroem sua conexão com o mundo real.

Maria, uma infiltrada em um culto de demônios, começou a adotar os rituais que encenava para manter seu disfarce, desenvolvendo uma obsessão mórbida pelo sobrenatural.

Algumas consequências são não intencionais. Suas táticas podem gerar caos além do controle.

Em Cidade do Cabo, um vídeo editado para expor um necromante foi mal interpretado como “teoria da conspiração”, incitando linchamentos de inocentes acusados de bruxaria.

Por fim, um grande perigo de trabalhar como um Clandestino é a solidão existencial. Operar nas sombras significa abrir mão de reconhecimento.

Pedro, que sabotou uma fábrica controlada por espíritos industriais, nunca pôde contar a ninguém — sua vitória foi silenciosa, e seu nome permanece desconhecido.

Conclusão: O Preço de Ser Fantasma

O Credo Clandestino personifica a guerra assimétrica contra o sobrenatural. Seus membros são heróis sem glória, vilões sem rosto, ou algo entre os dois.

Enquanto outros credos buscam honra ou redenção, os Clandestinos entendem que, às vezes, salvar o mundo exige sujar as mãos — e apagar as pegadas.

Suas histórias são cheias de reviravoltas, mas raramente finais felizes. Afinal, como diz um provérbio comum entre eles: “A melhor mentira é aquela que até você acredita.

“O verdadeiro perigo não são os monstros que caçam, mas o risco de se tornarem tão obscuros, manipuladores e fragmentados quanto as criaturas que juram destruir.”

Para o Credo Clandestino, a linha entre caçador e predador é tão tênue quanto uma sombra ao meio-dia.


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Autor: Álvaro Bevevino.
Revisão:
Raquel Naiane.

Nosferatu Board Game: 2ª Edição

Uma equipe composta dos mais renomados caçadores de seres sobrenaturais do mundo é chamado a uma pequena cidade para encontrar um vampiro que está atacando região. O problema é que um desses caçadores é um vampiro disfarçado. Eles devem descobrir quem é o infiltrado e estaca-lo antes que a infestação tome proporções irremediáveis. Serão eles capazes de concluir essa tarefa a tempo mesmo com toda a discórdia causada por Renfield para tentar confundi-los???

 

Que jogo é esse?

Nosferatu Board Game é um jogo de dedução e intriga para 4 a 8 jogadores, expandindo para até 10 na segunda edição que traz uma nova roupagem e uma vampiro extra pra confundir ainda mais os caçadores, que traz a caça de um vampiro com base em uso de elementos de dedução para que o objetivo seja atingido que é derrotar o vampiro antes que ele morda geral. Aqui falaremos da segunda edição.

 

Ficha técnica

Ele é um jogo de tabuleiro em cartas que são divididas em 3 tipos: cartas de “Ritual” que ajudam a derrotar o vampiro, cartas de “Mordida” que servem para o vampiro derrotar os caçadores, cartas de “Noite” que adicionam noites ao baralho de rodadas, uma carta de “Amanhecer” que encerra a rodada e cartas de “Jornal” que atrapalham o ritual. Também vem as fichas de personagens com 7 caçadores, 2 vampiros e 1 Renfield que é o serviçal dos vampiros e é o “Narrador” do jogo. Como peça final vem uma “Estaca” que serve para indicar o primeiro jogador da rodada e, é claro, perfurar o vampiro derrotando-o.

 

O básico das regras

Um jogador fica com a ficha do Renfield e distribui a sua escolha as fichas de personagens e duas cartas do baralho geral composto de jornais, rituais, mordidas e as noites restantes. Renfield fica com o baralho de rodadas conhecido como baralho de “Noites”. Os jogadores, cada um a sua vez deve comprar 2 cartas e usar duas cartas onde descarta uma revelada e posiciona de face para baixo a outra numa pilha que é conhecida como “pilha de Ritual”.

Ao final da rodada, Renfield deve embaralhar as cartas da pilha de ritual e revelar o que foi jogado: apenas rituais realizam o ritual, qualquer elemento extra cancela o ritual. Mordidas na pilha são colocadas por Renfield reveladas na frente de um jogador a sua escolha que perde uma das cartas de sua mão. Noites na pilha são adicionadas ao baralho de noites aumentando a raridade de sair o amanhecer dando mais chance para os vampiros. Jornais são descartados mas ainda invalidam o ritual.

Os caçadores vencem caso consigam realizar 5 rituais ou empalar o vampiro. Renfield e os vampiros vencem caso apareçam 5 mordidas durante o jogo na pilha de rituais ou os caçadores empale outro caçador.

 

Como funciona na prática

Renfield conhece as identidades dos jogadores, e por isso ele não pode entregar quem são os vampiros para os caçadores. Ele confundirá os jogadores tratando todos como “Mestre” e pedindo por mordidas para que possam ganhar o jogo. Como todos os personagens são secretos, fica difícil confiar em alguém. A função dos rituais é facilitar um pouco a vida dos jogadores para que descubram quem são os vampiros. Naturalmente jogadores serão acusados e “cabeças” serão pedidas mas é apenas euforia do jogo, coisa normal de qualquer jogo de treta. 

Dentre todos os jogadores, o que estará com o Renfield terá a função mais importante pois ele sabe quem é o que e deve fazer com que seus senhores se saiam melhor que os caçadores, mas sem deixar a veia cômica que esse personagem traz ao ser vassalo de todos os jogadores para auxiliar seus verdadeiros mestres. Se seu grupo gosta de uma treta leve e boas risadas, Nosferatu não pode faltar em sua coleção!

 

Quem vai curtir?

Sendo um party game, ele costuma levar diversão para aquele grupo que gosta de jogos de intriga uma vez que ele tem uma pegada meio “Among us” pois existem impostores dentre os caçadores que são os vampiros. Discussões acontecem e devem ser incentivadas mas de modo tranquilo pois a ideia é divertir e não romper amizades. Grupos que não lidam bem com desconfiança e discórdia não são recomendados para esse jogo pois a história do “você era vampiro então não confio mais em você”, “você me acusou injustamente, não falo mais contigo” são problemáticas para quem joga esse jogo se não souber levar na esportiva.

 

Análise Final

Pra esse jogo de discussão e intriga, quanto mais gente, melhor. Mas a recomendação básica que dou é pra ser jogado com, pelo menos, 6 pessoas, pois a dificuldade aumenta para ambos os lados. Caçadores terão mais dificuldade de achar o vampiro, mas o vampiro pode acabar por demorar a jogar se a sorte não estiver muito ao lado dele. 

É um jogo bem divertido, instigante e com uma pegada cômica bem interessante e diferente de outros jogos de treta. Altamente re-jogável, Nosferatu Board Game é um excelente investimento para grupos de 6 ou mais pessoas.

 

Ainda não tem certeza?

Infelizmente a maioria das lojas de board game estão com este excelente party game esgotado, mas aqui em Floripa é possível locar na Jogaderia o Nosferatu Board Game: 2ª Edição. Se você é da Grande Florianópolis, entra em contato com eles e avisa que você veio do site Movimento RPG! Certeza que você será muito bem atendido. 🙂

E aí? Curtiu? Quer ver mais resenhas nossas sobre board games relacionados com RPG? Tem aqui no Movimento RPG.

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