Legend of Legaia – Quimera de Aventuras

Legend of Legaia é um RPG clássico lançado para o PlayStation em 1998 pela desenvolvedora Taito, sendo um dos mais aclamados jogos de seu gênero na época. Com uma história envolvente, um sistema de combate inovador e um mundo repleto de mistérios e fantasias, o jogo conquistou uma legião de fãs, que até hoje relembram com carinho a experiência proporcionada por essa obra. Venha conhecer e explorar o universo de Legend of Legaia, suas mecânicas de jogo e como ele pode ser aproveitado em diferentes contextos de RPG de mesa, além de discutir sua importância histórica no mundo dos videogames.

Legend of Legaia

Legend of Legaia não é apenas um jogo de combate; ele é uma viagem profunda ao coração das histórias épicas de fantasia. O jogo possui uma narrativa envolvente, cheia de reviravoltas e personagens bem desenvolvidos. A jogabilidade, combinada com a história, mantém o jogador imerso no mundo de Legaia, ao mesmo tempo em que desafia a lógica e a habilidade do jogador.

O design dos personagens é simplista mas eficiente, com cada um deles possuindo habilidades únicas que podem ser aprimoradas com o tempo. As batalhas não se resumem a simplesmente ganhar e passar de fase: elas exigem raciocínio e estratégia, especialmente quando se trata de enfrentar os chefões do jogo, que são sempre um grande desafio.

A trilha sonora de Legend of Legaia é outra característica a ser elogiada, já que ela complementa a atmosfera do jogo, aumentando ainda mais a imersão do jogador. Cada área e cada batalha é acompanhada por músicas que variam de momentos de tranquilidade a intensos momentos de tensão.

Em termos de narrativa, Legend of Legaia não oferece uma história revolucionária, mas ela é contada de forma eficaz e traz com ela o suficiente de mistério e reviravoltas para manter os jogadores engajados durante toda a campanha. Como qualquer bom RPG, as escolhas dos personagens, bem como a exploração de um mundo riquíssimo em detalhes, são fatores fundamentais para o sucesso da obra.

A Trama

A história de Legend of Legaia acontece em um mundo de fantasia chamado, como o nome do jogo indica, Legaia. O mundo de Legaia está sendo destruído por uma terrível maldição chamada Mist (névoa ou nevoeiro), que espalha a destruição por toda parte. Para reverter a situação, os heróis, inicialmente um grupo de jovens aventureiros – Vahn, Gala e Noa –, precisa combater a Mist e procurar por RaSerus, criaturas mágicas que têm o poder de restaurar a paz e a vida ao mundo.

No decorrer da história, os personagens enfrentam uma série de inimigos e descobrem os mistérios por trás da origem da Mist e sua conexão com forças muito mais antigas e poderosas do que eles imaginavam. A busca por respostas e a tentativa de restaurar a harmonia no mundo tornam-se as principais motivações dos protagonistas.

Combate e Mecânicas

O sistema de combate de Legend of Legaia é uma das características mais inovadoras e marcantes do jogo. Ele introduz o conceito de Input de Comandos Digitais (ou Tactical Battle System), que exige que o jogador insira uma sequência de comandos (direções nos controles) durante as batalhas, formando combinações que permitem o uso de poderosos ataques. Esse sistema se diferencia de outros RPGs da época, como Final Fantasy VII ou Chrono Trigger, oferecendo um nível maior de interatividade nas batalhas.

Em vez de simplesmente selecionar os ataques de um menu, o jogador deve construir suas ações em tempo real durante as batalhas. Isso cria um sistema de luta que envolve estratégia e pensamento rápido. Esse “sistema de combos” é central para o sucesso nas batalhas e é crucial para desbloquear poderosos ataques, chamados de Arts, que são essenciais para derrotar os inimigos mais poderosos do jogo.

Além disso, Legend of Legaia também apresenta um sistema de evolução de personagens baseado em pontos de experiência, que permitem aos personagens melhorar suas habilidades e aprender novas técnicas à medida que avançam.

Quimera de Aventuras

Nesta sessão a obra entra na Quimera e colocamos algumas ideias de uso para aventuras de RPG.

Entretanto fique ciente que para isto, teremos que dar alguns spoilers da obra. Leia por sua conta em risco.

O universo e os temas de Legend of Legaia podem ser aproveitados em diversos estilos de RPG, desde fantasia medieval clássica até ambientações futuristas e cyberpunk.

Fantasia Medieval (D&D, OSR, T20)

Legend of Legaia possui um cenário rico em mitologia, criaturas mágicas e uma ameaça sobrenatural (o Mist). Essas características o tornam perfeito para adaptações em RPGs de fantasia medieval, onde a magia e os deuses podem desempenhar papéis centrais.

    1. A Névoa Corruptora – Uma névoa mágica cobre o reino, transformando animais e humanos em monstros. Apenas artefatos ancestrais podem dissipar essa névoa, e os aventureiros precisam encontrar e ativar essas relíquias.
    2. Os Guerreiros das Artes Antigas – Uma ordem de guerreiros desenvolveu um estilo de luta baseado em combinações de ataques (inspirado no sistema de combos de Legend of Legaia). Os jogadores fazem parte dessa ordem e devem enfrentar uma ameaça esquecida.
    3. As Criaturas Serus – Criaturas místicas podem ser incorporadas ao sistema como “companheiros espirituais” que concedem poderes a seus donos, funcionando como uma nova forma de magia ou até substituindo as classes conjuradoras.
    4. O Reino do Último Guardião – Um antigo protetor dorme em ruínas escondidas, e sua energia é a única capaz de conter o avanço do caos. Os jogadores devem descobrir como despertá-lo.
    5. Alquimia de Névoa – A Mist não é apenas uma ameaça, mas também um recurso. Algumas facções aprenderam a usá-la para criar armas e feitiços poderosos. Os jogadores podem decidir se tentam destruir ou controlar esse poder.
Horror Moderno (Storyteller, Ordem Paranormal)

A ideia da Mist como uma força corrompedora que transforma seres vivos em monstros encaixa-se bem no horror moderno, onde os personagens são investigadores tentando entender uma ameaça incompreensível.

    1. A Cidade Submersa na Névoa – Uma cidade isolada começa a ser envolta por uma neblina densa. Relatos de pessoas desaparecendo e criaturas humanoides surgem. Os jogadores, como investigadores, devem descobrir a causa e conter a ameaça.
    2. A Seita do Seru Negro – Um culto obscuro venera entidades chamadas Serus, acreditando que elas podem conceder poderes divinos. O que ninguém sabe é que essas entidades estão corrompendo seus devotos.
    3. A Fábrica Proibida – Uma corporação secreta desenvolve um experimento capaz de modificar o DNA humano, transformando vítimas em criaturas monstruosas. Os jogadores descobrem essa conspiração e precisam decidir como lidar com ela.
    4. A Maldição do Vilarejo – Um pequeno vilarejo sofreu uma infestação de criaturas sombrias que surgem de dentro da névoa. Os habitantes sobreviventes falam sobre um ritual realizado décadas atrás.
    5. Os Combatentes do Desconhecido – Uma organização secreta treina agentes com habilidades de combate baseadas em combinações e técnicas especiais (inspiradas no sistema de batalha do jogo). Eles caçam entidades que emergem da névoa.
Cyberpunk (Shadowrun, Cyberpunk)

No futuro distópico, a Mist pode ser reinterpretada como uma tecnologia perigosa: uma IA autônoma, um vírus de nanotecnologia ou uma rede neural fora de controle.

    1. O Vírus Seru – Uma megacorporação desenvolveu um vírus cibernético que modifica o corpo humano, criando “Serus cibernéticos”. Agora, ele se espalha como uma epidemia.
    2. A IA na Névoa – Uma inteligência artificial começou a se manifestar como um nevoeiro digital, sequestrando consciências humanas. Os jogadores devem detê-la.
    3. Os Gladiadores da Mist – Lutas clandestinas utilizam lutadores com implantes que aumentam seus reflexos, mas corrompem suas mentes com o tempo.
    4. A Revolta dos Pós-Humanos – Um novo grupo de híbridos humanos e máquinas surge, afirmando que são a próxima evolução. Mas seu verdadeiro objetivo é obscurecido pela névoa.
    5. A Cidade Oculta – Uma metrópole secreta emerge do nada, cercada por uma névoa impenetrável. O que há lá dentro?


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Texto e capa: Eduardo Filhote

Videogames e RPG – Aprendiz de Mestre

Videogames e RPG. São duas mídias interativas, que têm muito em comum. E muitas diferenças. Vamos explorar as interseções de ambas, caro Aprendiz de Mestre! Sigam-me os bons! Press start!

O que é videogame?

Necessariamente, é uma mídia que precisa de uma tela e tecnologia para interação, seja somente com o ambiente virtual ou com outras pessoas através do ambiente virtual.

O mais importante, é uma mídia que te conta uma estória quando você agir/interagir. Ao contrário de filmes ou livros, em que você é um espectador passivo, aqui você precisa fazer algo para a estória avançar.

Pode ser uma experiência compartilhada (na maioria das vezes, competitiva), como em jogos de tiro ou de futebol.

Todavia, também pode ser uma experiência solitária, e mesmo assim memorável. Assim, temos jogos Blockbuster, bem como indies estrangeiros (Darkest Dungeon, Shadow of the Colossus, God of War, Inside, Little Nightmares) e, também, brasileiros, como Asleep e  Dandara, entre outros.

Certo, então…

O que é RPG?

Há mais respostas entre o Céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia a esta pergunta.

Entretanto, vamos a esta definição: jogo de contação de estória, que pode ser solitário ou compartilhado, possuindo algumas regras e mecânicas, e pode ser improvisado ou se ater a um roteiro preestabelecido (é uma definição tão boa quanto qualquer outra).

Aqui, também temos uma mídia ATIVA, precisamos fazer algo para a narrativa avançar.

Videogames e RPG – onde se unem?

Fight! Ao encontro do mais forte!

Na necessidade de sua ação para desenrolar o enredo. Na possibilidade de explorar outros mundos, conhecer personagens como amigos (e inimigos) imaginários. Vivenciar outras “profissões”, desde pilotar carros de corrida a espaçonaves, até ser um atirador de elite, um mercenário, um guerreiro ou um caçador.

Conhecer heróis e monstros, exterminar o mal, salvar o(s) mundo(s). Mudar a estória de uma vila, de uma nação, de um continente, ou mesmo da galáxia.

Superar desafios e inimigos em maior número, mais fortes, maiores do que você. Desvendar mistérios e enigmas.

Videogames e RPG – Onde se dividem?

Bom, embora vc possa ter interação com outros jogadores em ambos, há a questão de tecnologia necessária para os videogames (digital, sempre), enquanto no RPG, os métodos são “analógicos” para os RPG “de mesa”, embora você possa ter encontros virtuais.

Papel, lápis caneta, cartas, dados, ou seus equivalentes, para “vivenciar” aventuras.

A “interpretação ” do personagem também só faz sentido em grupos. Não há porquê interpretar um bardo se você estiver sozinho (claro que você pode, mas cuidado para não acharem que você precisa ser internado ou exorcizado de alguma entidade).

E eu posso transformar um RPG num videogame, e vice-versa?

Opa! Ah, se pode! Vamos a um exemplo brasileiro e fabuloso: o sistema/RPG “videogame de papel“, da Editora Cantina dos Jogos, permite simular combates rápidos no estilo “beat them up”, (imagina você controlando uma tartaruga ninja e distribuindo bordoada a inúmeros capangas do clã do pé em segundos! Eita!).

Outro que está em financiamento coletivo é o “FIGHT – ao encontro do mais forte!” Usa o sistema Solo 10 (da Editora 101 games), e pretende adaptar QUALQUER personagem de jogo (e animes! ) de luta em personagem de RPG, desde Ryu, Ken, até os personagens de Naruto, com golpe especial , ou os Liu Kang e Sub Zero, de Mortal Kombat. Fatality!

Quer conhecer? Clica aqui!

 

Quer mais? “Press start to Power up!” , por Guilherme Moraes, (da Editora Retropunk), está no drivethrugRPG! Também na pegada de animes para pancadaria. Quer pegar no “pague quanto quiser”?

Clica aqui!

Press start to Power up!

Como dizemos aqui na Bahia, “a madeira vai deitchar!

E num exemplo internacional, Dark Souls começou como videogame, e também virou RPG!

Mas, e o caminho inverso? Algo que começa como um RPG de mesa ou jogo de tabuleiro pode se transformar num videogame?

Olha um grande exemplo: “Ordem Paranormal” pela Editora Jambo, iniciou como RPG de mesa, e se tornou um videogame nas mais diversas plataformas, via financiamento coletivo (FC, para os íntimos).

O RPG mais antigo e mais jogado, com Baldur’s Gate, só pra dar um exemplo gritante.

Curtiu a idéia de misturar RPG de mesa e Videogame?

Então, deixa te falar, a coluna QUIMERA DE AVENTURAS, aqui mesmo do movimentoRPG, faz um megacombo. Crítica de Filmes, séries e videogames, e ainda adapta para RPGs, dos mais diversos.

Por enquanto é isso, Aprendiz de Mestre. Até a próxima.

 


 

 

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Misturando Mecânicas de RPG – Taverna do Anão Tagarela #141

Douglas QuadrosJujubinha e Eduardo Filhote se pegam misturando mecanicas de RPG. Em um mundo com tantos sistemas e mecânicas legais, eles se juntam para refletir sobre como implementar sua mecânica preferida no seu sistema preferido.
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Misturando Mecânicas de RPG

‎Host: ‎‎Douglas Quadros.‎‎ ‎
‎Participantes:‎‎Douglas Quadros ‎| Jujubinha ‎| Eduardo Filhote
‎Arte da Capa:‎‎ ‎‎Raul Galli.‎

Guerra dos Tronos – Taverna do Anão Tagarela #140

Douglas Quadros ‎e Karina Cedryan se unem à Jujubinha para falar sobre Guerra dos Tronos, esse cenário fantástico que já foi explorado por RPG mas que você ainda pode adaptar para sua mesa. Venha entender como!
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Guerra dos Tronos

‎Host: ‎‎Douglas Quadros.‎‎ ‎
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Jogos Educativos – Taverna do Anão Tagarela #139

Douglas Quadros e Karina Cedryan falam com Maik da EducaMeeple sobre Jogos Educativos, venha com a gente conhecer essa vertente de criação de jogos no mercado nacional!
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Jogos Educativos

‎Host: ‎‎Douglas Quadros.‎‎ ‎
‎Participantes:‎‎Douglas Quadros ‎| Karina CedryanMaik da EducaMeeple 
‎Arte da Capa:‎‎ ‎‎Raul Galli.‎

O Imaterial em Dragon Age RPG

INTRODUÇÃO

Um dos elementos mais interessantes do mundo de Dragon Age é a existência do Imaterial, um reino mágico onde residem os espíritos e demônios deste universo. Separado do mundo real por uma barreira invisível chamada de Véu, o Imaterial é também a fonte da energia sobrenatural dos magos e para onde a consciência das pessoas vai enquanto elas sonham.

Ele é, também, uma mina de ouro quase interminável para grandes aventuras de RPG.

SONHOS E MEMÓRIAS

Como mencionado, o Imaterial é, além do reino dos espíritos, também a terra dos sonhos. Todas as pessoas (exceto os anões) têm a sua consciência enviada para lá enquanto dormem.

Assim, os sonhos são, na verdade, as energias amorfas do Imaterial sendo moldadas em memórias e situações imaginárias.

Isso é também a razão de os espíritos e demônios terem formas levemente humoides, e quererem possuírem humanos. Eles veem os sonhos das pessoas e desejam atravessar o Véu para presenciarem o mundo real.

Mas como incorporar tudo isso em uma mesa de RPG? Fácil!

Seja perguntando aos seus jogadores de início, pedindo para eles descreverem a cena por você, ou, o que eu considero a melhor forma, encontrar formas mais naturais de conseguir informações sobre o passado dos seus personagens.

Por exemplo, você poderia pedir para que um ou mais dos seus jogadores descrevessem um sonho que tiveram sobre seu passado, ou sobre algo que almejam para o futuro.

Você poderia também usar as histórias que os próprios jogadores fornecem no início da campanha, mas aí eu estou assumindo que eles sequer fizeram isso.

De qualquer forma, o importante é conseguir moldar a aventura dentro do Imaterial fazendo uso do passado e futuro dos personagens.

Imagine o grupo entrando no Imaterial, mas, ao invés de se encontrarem nas terras sem forma que vemos nos jogos, eles acabam em um acampamento na floresta, cercados por elfos dalishianos que fazem parte do clã de um dos personagens.

Você, como mestre, poderia inclusive se aproveitar disso para tentar enganar os jogadores, dando a entender que alguma coisa deu errado e, ao invés de irem para o Imaterial, eles acabam se teletransportando para aquele lugar.

Isso, é claro, até eles encontrarem alguém que não deveria estar ali.

DEMÔNIOS

Quer estejam se disfarçando de algum conhecido dos jogadores, ou apenas observando de longe, demônios seriam a resposta mais óbvia para os possíveis antagonistas de aventuras pelo Imaterial. Eles podem querer possuir o mago do grupo, ou apenas manter os jogadores presos para sempre, se alimentando de seus sonhos para se tornar mais poderoso.

Por isso, a questão agora é decidir que tipo de demônio é o inimigo principal. Demônios da Fúria costumam ser mais violentos e diretos, mas podem buscar se aproveitar de uma lembrança traumática dos personagens.

Um demônio da preguiça provavelmente ficaria distante, contando com generais para manterem seus prisioneiros dentro da mentira (de uma forma similar ao que vimos em Dragon Age Origins), demônios do desejo sentiriam até mesmo prazer em se passarem por algum ente querido dos personagens, manipulando-os de forma mais direta e até mesmo buscando um novo acordo caso fossem descobertos; e demônios do orgulho poderiam fazer o mesmo, mas talvez usando uma memória boa dos personagens como base para sua manipulação.

Ou, é claro, você poderia inventar um novo demônio. Existem diversos tipos ainda não introduzidos nos jogos, ou que foram descobertos com o tempo, como Desespero e Arrependimento. Você é o Mestre, afinal de contas.

Finalmente, caso os personagens se percam, ou as coisas fiquem confusas demais para os jogadores, pode ser útil adicionar personagens aliados, sejam estes espíritos benéficos, como Justiça, Valor, Fé, ou Compaixão, ou, quem sabe, até mesmo demônios rivais ao antagonista principal, cada qual com motivação própria para tal.

CONCLUSÃO

No fim das contas, o mais importante é que, quer os personagens estejam presos no Imaterial, ou tenham se aventurado até lá por livre e espontânea vontade, o Imaterial abre um leque enorme de possibilidades para grandes aventuras, especialmente notando que, apesar de terem suas formas mais conhecidas, demônios podem também tomar a forma de outras criaturas provenientes das memórias dos jogadores, dando ao Mestre liberdade quase completa para usar qualquer inimigo do jogo!

Espero que tenham gostado, e que, quando forem mestrar mais sessões de Dragon Age RPG, usem o Imaterial para criar aventuras inesquecíveis! Aqui quem vos falou foi o Guardião Cinzento, e lembrem-se: Na Paz, Vigilância. Na Guerra, Vitória. Na Morte, Sacrifício e Na Mesa, RPG


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Texto: Guardião Cinzento

Revisão e Notas: Edu Filhote

Arte da Capa: Juaum Artwork

Guia de Construção de Personagem – Dragon Age RPG

Talvez o ponto mais importante de qualquer RPG de mesa sejam os personagens jogáveis que partilharão daquela aventura, e, hoje, vou exemplificar como criar um personagem de Dragon Age RPG, mostrando passo a passo cada aspecto desse sistema.

Criando o personagem

Para simplificarmos um pouco as coisas, eu irei criar um personagem da classe GUERREIRO, a qual eu, particularmente, considero a mais simples. Eventualmente criaremos personagens também nas classes de LADINO, e MAGO, mas, por hoje, vamos aprender o básico.

Para nossa sorte, o próprio Guia Básico do jogo nos dá uma listinha pronta de como criar o nosso personagem, então vamos usá-la!

Construindo a ficha

1 – Antes de mais nada, crie um conceito básico. Esta seria a sua ideia geral do personagem. Quer jogar com um mago de sangue apóstata que odeia a Chantria? Uma arqueira Dalishiana que busca sempre ajudar os elfos da cidade? Um mercenário que só se interessa por dinheiro? Essa é a hora de decidir. Por enquanto vamos deixar esta parte como “um guerreiro elfo dalishiano chamado Athrasl o qual deixou seu clã para entender mais do mundo”.

2 – Depois disso, vamos determinar as habilidades, que seriam os atributos básicos do seu personagem. No total, existem 8, incluindo ASTÚCIA, COMUNICAÇÃO, CONSTITUIÇÃO, DESTREZA, FORÇA, MAGIA, PERCEPÇÃO, e VONTADE. Para determinar os valores de cada, você deve rolar três dados de seis lados, soma-los, e então olhar na lista ao lado qual o valor de cada atributo. Depois disso, você ainda poderá escolher dois destes valores e trocá-los de lugar. 

Distribuição de pontos

Eu rolei 10, 8, 13, 11, 5, 16, 14, e 6, deixando os valores da seguinte forma:

ASTÚCIA: 1

COMUNICAÇÃO: 0

CONSTITUIÇÃO: 2

DESTREZA: 1

FORÇA: -1

MAGIA: 3

PERCEPÇÃO: 2

VONTADE: 0

Por sorte, podemos trocar dois valores de lugar, assim colocando nosso 3 em FORÇA e nosso -1 em MAGIA, o que será bem mais útil para nosso personagem. Agora, vamos seguir adiante.

Raça e Classe

3 – Seguindo em frente, escolha o seu histórico, o qual representa sua cultura e o passado de seu personagem, além de sua raça (humano, elfo, anão, ou Qunari). Existem diversas opções nesta parte, desde Anão da superfície, Andarilho Antivano, Avvar, Elfo Dalishiano, Mago do Círculo, Mercador Rivani, Nobre Orlesiano, Tal-Vashoth, além de várias outras. Nós escolheremos o Elfo Dalishiano.

Como Elfo Dalishiano, nós adicionamos 1 ao nosso valor de Vontade, podemos escolher entre os focos de Destreza (Arcos) ou Vontade (Coragem), ganhamos acesso a linguagem élfica, e podemos escolher entre as classes GUERREIRO e LADINO. Pegaremos o talento de Arcos e, como já disse, a classe GUERREIRO. Finalmente, vamos também rolar duas vezes dois dados de seis lados, e então ganharemos bônus adicionais baseados na tabela de Elfos Dalishianos. Eu rolei 7 e 10, ganhando assim +1 em DESTREZA, e o foco de Destreza (Cavalgar).

4 – Escolhendo a classe de GUERREIRO, ganhamos algumas coisas já no primeiro nível. Primeiro, nossa vida será um valor de 30 + Constituição + 1d6, o que, uma vez que rolei um 4, nos deixa com 36 de vida. Além disso, teremos as habilidades de CONSTITUIÇÃO, DESTREZA, e FORÇA como nossas habilidades primárias. Marque isso, porque é importante. Além disso, ganhamos acesso também aos grupos de armas de briga e três entre as seguintes opções: arcos, armas de contusão, armas de haste, lâminas leves, lâminas pesadas, lanças, lanças de cavalaria, e machados. Por último, você se torna novato no talento de Treinamento de Armadura, e pode escolher também dois dos seguintes talentos: Estilo de Arquearia, Estilo de Arma Dupla, Estilo de Arma Única, Estilo de Arremesso, Estilo de Arma de Duas Mãos ou Estilo de Arma e Escudo. Você se torna novato nestes talentos.

Equipamento

5 – Depois disso, vamos escolher nosso equipamento. Você começa com uma mochila, roupas de viajante, um odre, e, por ser guerreiro, armadura de couro pesada e três armas quaisquer. Obviamente, escolha armas que correspondem aos talentos que pegou no ponto anterior. Como eu escolhi Estilo de Arma e Escudo e o Estilo de Arquearia, eu escolho as armas Espada Longa, Arco Longo, Adaga, e um Escudo Médio.

Finalmente, você ganha também 50 + 3d6 peças de prata para comprar equipamentos adicionais, mas, por enquanto, eu não vou mexer com isso.

Defesa e Velocidade

6 – Agora, vamos começar com a parte preferida de qualquer jogador: Matemática. Hora de calcular nossa Defesa e nossa Velocidade. Para Defesa, usaremos a fórmula 10 + Destreza + Bônus do Escudo (se aplicável). Isso nos deixaria com uma defesa de 14. Quanto a Velocidade, isso depende da sua raça, da sua destreza, e de quaisquer penalidades de sua Armadura. Para um elfo como Athrasl, sua velocidade seria de 14.

7 – Agora estamos terminando! Hora de escolher um nome. Obviamente, eu já escolhi, mas, caso fique sem ideias, o livro traz uma lista com vários exemplos para todas as raças e culturas do mundo.

8 – E, por último, precisamos escolher também nossos objetivos e ligações. Segundo o livro, devemos criar um misto de objetivos de curto e longo prazo, então deixemos dois objetivos de curto prazo e um de longo prazo. Para curto prazo deixaremos encontrar um antigo membro de seu clã, o qual também partiu para uma vida de aventuras, e ajudar o máximo de elfos que puder, enquanto, de longo prazo, deixaremos um objetivo de fundar uma nova nação para o povo élfico. Um objetivo extremamente difícil, mas, lembrem-se: tudo é possível em um RPG de mesa.

A ficha finalizada

Por isto, para ajuda-los a visualizar como a ficha desse personagem ficaria ao final deste processo, segue então uma imagem mostrando exatamente isso.


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Texto: Guardião Cinzento

Revisão e Notas: Edu Filhote

Arte da Capa: Juaum Artwork

Cobertura da Área de Protótipos: Tabuleiro – Diversão Offline 2023

A Área de Protótipos: Tabuleiro do DOOF 2023 estava muito maior esse ano trazendo jogos e pessoas incríveis para conhecermos. Foi um prazer estar com todos eles e elas nesse fim de semana e esperamos que venham mais encontros!

Constelar

Helia Vannucchi e Paulo Lenço

Há muito tempo criando jogos o casal trouxe Constelar para o evento na intensão de ser divertido e dinâmico. Pois usando estratégia de combinação e dedução os jogadores se divertem. Além disso esse é apenas um dos muitos jogos que eles criaram, inclusive tem um projeto de criação de jogos chamado Arena Lúdica que faz parte da UFMT, e capacita os alunos na criação de jogos.

Eldoria

Gledson Silva e Thiago Nunes

A dupla de amigos criou Eldoria a partir de uma das várias ideias que sempre conversam entre eles. Mesmo passando por varias versões acreditam que estão na reta final dos acabamentos da mecânica e arte do jogo. Falando em arte os autores destacaram as ferramentas que usaram para criar os personagens, sendo principalmente IA chamada Midjouney. No entanto a IA possui limitações, o que os levou a estudarem mais profundamente essa ferramenta. Por fim encontrando métodos e evoluções que garantiram a eficácia da parte artística do jogo. Em Eldoria , magos enfrentam elementais e seus lacaios para obterem o poder dos elementos.

Fungicultura

AnaLu Vardiero, Ágata Carvalho Morais, Amanda Micalloni de Oliveira, Julia Cardoso do Santos, Susan Naomi Sano, Nelson Menolli Jr

As autoras foram incentivadas pelo orientador delas a se inscreverem em um edital federal para a criação de jogos educativos. Dessa forma, assumiram o desafio e criaram o jogo Fungicultura. O objetivo do jogo é se tornar o maior produtor de cogumelos do Brasil, para isso o jogador precisará pesquisar os cogumelos e suas características de cultivo. As autoras acreditam que esse  modelo de boardgames educativos podem tornar o mercado mais atrativo, principalmente por geram curiosidade.

Geekmon Capture

Arthur Casulli e Karina Alves

Vindo de um projeto do casal, inspirado em uma brincadeira dos dois de jogar milho para pássaros, o autor desenvolveu de forma dinâmica Geekmon. O objetivo é capturar os Geekmons, você pode atrapalhar os adversários, mas cuidado pois pode acabar se prejudicando, além disso existem outras mecânicas agregadas ao jogo que tornam bem divertido.

GRÉCIA – Deuses vs Filósofos

Willian Silveira

Assim como muitos outros que encontraram no lockdown a oportunidade de por as ideias engavetadas em ação, não foi diferente para o autor de Grécia. Entusiasta do estudo religioso, filosófico, e cultural, juntamente com a mitologia grega conseguiu unir tudo ao mundo dos boardgames. Sendo um jogo complexo e com muitos pontos a dar atenção e desenvolver. Os jogadores personificam Deuses gregos que enfrentam os filósofos para manterem seus status de divindades.

Little Friends

Joka Jr

Após o casal adotar uma dupla de pets, somado ao interesse por boardgames. Criaram o jogo em que o objetivo é unir animaizinhos sem lar a tutores dispostos a adota-los. Além de ser uma temática fofa, deixa o coração ainda mais quentinho ao saber que possíveis lucros vindos de Little Friends serão revertidos no auxilio de animais em situação vulnerável.

Orgânica

Bruno Maranho

Inspirado na vontade de incentivar as filhas sobre cultivo, optou por utilizar o lúdico como recurso. E com tentativas , acertos e erros chegaram no protótipo atual de Orgânica que demonstra estar apto a jogabilidade. Inclusive, o jogo é muito bom, o objetivo é cultivar hortaliças utilizando dos recursos adquiridos com estratégia, tendi até uma composteira e o Sol como recursos utilizáveis.

Piñata Festival

Denilson Silva

Criando jogos para si desde criança o autor se inspirou em uma série da Netflix chamada ¡Dale, dale, dale! para criar Piñata Festival. O objetivo do jogo é “derrotar” a Pinhata e conseguir os doces dela, as combinações entre doces podem aumentar as pontuações finais.

Poranduba – Cartas de Cultura

Andriolli Costa e André Vazzios

O autor criou o jogo a partir da sua tese de pós doutorado em crítica social, as cartas são todas baseadas em personagens da nossa cultura e folclore. Logo, fica fácil pensarmos que os personagens usam as habilidades e características designadas a eles. A disputa do jogo de cartas  é revertida em pontos, porém são muitas as maneiras de pontuar e combar em Poranduba!

The King of Mortal Streets

Gil(gante) e Thiago Escobar

Com a abertura do canal no YouTube e podcast intitulado Falha Final, os autores resolveram criar um jogo que trouxesse para o analógico todo o brilho do vídeo game. E conseguiram, The King trás a boa sensação do jogo de luta para a mesa. Em disso esse jogo provavelmente abrirá a oportunidade do autor revelar vários outros jogos que ele criou ao longo de 26 anos e sendo principalmente incentivado por seu parceiro de trabalho.

Vomitolândia

Sandro Tomasetti

Em um dia com a família num parque de diversões, vendo sua esposa se sentindo mal e com enjoos teve a ideia da temática do jogo. Em Vomitolândia s jogadores secretamente indicam manobras entre si para ver quem é o primeiro a vomitar na montanha russa.

WuXing Masters

Xico Roeder e Ricardo Spinelli
Tambem uma ideia surgind oentre amigos que gostam de boardgames e de criar projetos surgiu WuXing Masters. Nele os jogadores usam cartas para movimentar mestres, criar projetos, aprender estilos de Kung Fu e forjar artefatos. Várias fichas mostram os estilos de Kung Fu e os elementos naturais que você possui, movimentando de forma estratégica os dados nas órbitas dos planetas e entre os templos, você controla os Mestres WuXing trazê-los para suas vilas.

Galeria de fotos da Área de Protótipos: Tabuleiro

Acompanhe Também:

Cobertura da Área de Protótipos: Tabuleiro – Diversão Offline 2023

 

 

Cobertura da Área de Protótipos: RPG- Diversão Offline 2023

A Área de Protótipos: RPG do DOOF 2023 foi umas das novas e maravilhosas novidades do evento trazendo jogos e pessoas incríveis para conhecermos. Foi um prazer estar com todos eles e elas nesse fim de semana e esperamos que venham mais encontros e sistemas para jogarmos!

Corespring

Ariel Nora, Matheus Costa, Guilherme Machado

Os autores criaram um sistema com pegada espacial e futurista. O objetivo dos players é derrubar o Império que sendo autoritário trás inúmeros problemas para a comunidade planetária. Mas se você quer sair de oprimido para opressor pode esquecer, as ferramentas de evolução no jogo te impulsionam a criar características comunitárias e altruístas. Além disso em Corespring a notoriedade individual ou do grupo só pode ser conquistada se forem em nome da revolução. Após evoluírem os níveis máximos, a “evolução” do grupo é adquirida com itens, renome e influencia.

Dragonzitos

Rafael Peregrinow e Andressa Konno

Durante a pandemia o autor viu a oportunidade de por sue projeto de sistema em ação. Utilizando o grande inimigo clássico dos RPGistas, os dragões. No entanto, nesse caso eles quem são os mocinhos, ou não ! Os Players em quanto Dragonzitos devem proteger o covil do Dragão que servem Porem, não se engane, nossa visão de dragões é limitada demais para o sistema, afinal qualquer criatura pode ser um dragão e igualmente os dragonzitos. Utilizando o sistema d20, porem apenas d20, os jogadores precisam de bastante criatividade para aplicarem suas características e recursos, obtendo assim mais chances e ter sucesso na sua aventura”

Fábulas & Goblins

Renato Alves

Mesmo trabalhando com peças para o cenário de RPG, viu na pausa necessária durante a pandemia o momento para iniciar seu sistema. Se inspirou nas fabulas infantis juntamente com características lúdicas e o RPG medieval. O sistema utiliza o set básico de dados, dentro do sistema d20. O autor indica Fábulas e Goblins para todas as idades, mas principalmente para o publico infanto-juvenil, considerando ótima oportunidade de iniciação no hobby.

Hybris

Rafael Carneiro Vasques, Matheus Romanetto, Vitor Celli Caria, Gigio Bertachi.

A conversa com o autor foi estendida para muito mais além do que apenas RPG e o seu protótipo. Rafael Carneiro é sociólogo e professor, há uns anos liderava um clube de RPG na escola em que lecionava, e aplicava principalmente o LARP com seus alunos. Paralelamente recebeu a proposta de criar um sistema, e convidou amigos para trabalharem juntos. Entre muitas conversas e mudanças surgiu o Hybris, um sistema de RPG sociológico, com uma proposta diferenciada do clássico roubas, matar e conquistar. Em Hybris os conflitos são sociais entre grupos de poder, e as resoluções são feitas com dialogo entre os players. E nas palavras do autor: “Eu queria um sistema em que Rosa Parks fosse a Heroína”. Afinal Hybris significa desmedia, ir além,  e foi o ela fez, rompendo assim as principais amarras da politica na época.

RPG Improprio

Taiguara Rangel

Vendo a necessidade de popularizar para seu meio o RPG, procurou métodos para desenvolver um sistema acessível para todos. Ou seja, desde acesso a materiais e entendimento prático do jogo. Além disso o autor optou por otimizar a narrativa, por se colaborativa e estar mais nas mãos dos jogadores. Porem o mestre tem um papel fundamental, afinal necessita de improviso boa parte da narração dando o corpo da historia. O sistema utiliza apenas d6 e pode ser aplicado a vários cenários, épocas, com ou sem magia.

Galeria de Fotos da Área de Protótipos: RPG

Cobertura da RPGCON 2023

A RPGCON 2023 veio com muitas novidades e fica difícil falar sobre tudo que rolou! Mas vamos tentar!

Lojas Parceiras

Ao todo a RPGCON 2023 fechou parceria com 27 lojas para trazer movimento comercial ao evento. Parceiros que além de incentivar o RPG nacional, vieram com novidades e propostas exclusivas para o evento. Além disso, dentro do evento teve um Sebo, que você pode vender seus livros, quadrinhos e boardgames usados e comprar a preços super justos os usados em exposição. Você pode conferir todas as lojas acessando: RPGCON – 2023

Mesas de Jogo

Em um evento de RPG não poderia faltar mesas para jogar! E não estamos falando de poucas mesas não! O evento disponibilizou cerca de 50 mesas para se jogar, reunindo pouco mais de 150 jogadores nos dois dias de evento! Ainda tendo três mesas abertas com exclusividade pela Editora New Order para os apoiadores do Catarse. Você pode conferir todas as mesas acessando: Mesas – RPGCON

Falando em Catarse…

Almanaque RPGCON 2023

Com financiamento aberto em Janeiro, a proposta do Almanaque é conter tudo o que rolou no evento. Dessa forma se tornando um registro organizado do evento. E também auxiliando no orçamento, porque mesmo sendo totalmente online gera custos. Porem isso foi completamente resolvido, afinal o projeto foi finalizado com sucesso. Tendo sido apoiado por 71 pessoas que receberão um Almanaque com 150 paginas e dependendo do apoia ainda será impresso! Você pode conferir todo o projeto acessando: RPGCON 2023 

Palestras

Ao todo foram 24 palestras. Contendo muita diversidade de temas e palestrantes, com certeza a RPGCON é um espaço aberto para quem quiser participar e as Boas-Vindas está acima de tudo! Contudo, se você não pode participar da RPGCON 2023, trazendo o assunto que gostaria de discutir ou apresentar, já se prepara para ano que vem e não deixe de participar! Você pode conferir todo o material acessando: Palestras2023 – RPGCON 

Jogos Indie

A categoria Indie dava espaço para a apresentação de novos materiais produzidos especialmente por criadores independentes. Particularmente ficamos muito curiosos com o que seria trazido. E não saímos decepcionados do evento. Afinal 7 jogos incríveis foram trazidos, esbanjando criatividade, personalidade e ideais novas! Você pode conferir todo o material acessando: Indie – RPGCON 

Podcasts

No entanto, se a correria do fim de semana foi tamanha que você achou que não poderia acompanhar o evento. Vai ficar muito contente em saber que tem 8 podcasts feitos com exclusividade para a RPGCON 2023. Você pode conferir todo o material acessando: Podcast – RPGCON

Streaming

Além disso para quem curte acompanhar lives de jogos, teve também o pessoal stremando no evento! Você pode conferir todo o material acessando: Streaming – RPGCON

Távola Redonda

Assim como as palestras levantam boas discussões, uma boa mesa redonda também! Contando com 6 reuniões de RPGistas que conversaram sobre temas variados, o evento deixou claro que o elevou bastante não apenas a quantidade de conteúdo como também a qualidade! Você pode conferir todo o material acessando: RPGistas da Távola Redonda – RPGCON

 Artistas

Juntamente com o RPG anda a Arte, nesse sentido não poderíamos deixar de prestigiar os artistas que expuseram seus materiais no mural da RPGCON 2023. Lembrando que uma dessa artes será a capa do Almanaque dessa edição, a votaão ainda vai ocorrer e também vamos. Você pode conferir todo o material acessando: Artistas – RPGCON 

NewOrderCon

Especialmente na RPGCON 2023 a Editora New Order participou com a primeira edição da NEWORDERCON. Acima de tudo trazendo conteúdos excelentes para o evento, contando ainda com mesas de jogos exclusivas, e também oferecendo descontos para participantes e mestres! Você pode conferir todo o material acessando: New Order Con – 2023

A cada edição da RPGCON percebemos como está se tornando maior e melhor. A RPG Brasil todo ano aprimora o evento, seja com novas ideias, mais parceiros e maior organização, parabéns a todos que dedicaram tempo e empenho para que o evento ocorresse! A RPGCON é um projeto de sucesso que tem muito para crescer ainda! Já aguardando a edição 2024! Para conhecer mais das edições passadas acesse: RPGCON – Movimento RPG.

 

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