Este artigo com a miniaventura Ataque dos Esquilos para GURPS foi feito originalmente no blog Arena GURPS. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que inclui a miniaventura na íntegra. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Introdução:
Os jogadores estão entrando em uma pequena cidade, quando decidem parar embaixo de uma grande árvore para comer umas nozes que acharam algumas horas atrás. De repente, vários esquilos (à escolha do Mestre) atacam os jogadores em busca das nozes.
Para adicionarmos um pouco mais ao post, segue aqui uma ficha de esquilo:
Um ataque de mordida bem-sucedido do Esquilo Atroz conta como um agarrão bem-sucedido. O Esquilo Atroz então drena 1d-3 PF de sangue para cada turno até que o agarrão seja desfeito.
36 (Classificação Ofensiva 28 e Classificação Defensiva 8).
Este artigo com a miniaventura Ataque dos Esquilos para GURPS foi feito originalmente no blog Arena GURPS. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que inclui a miniaventura na íntegra. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Este artigo com a apresentação de raças de fantasia medieval com custo zero para GURPS foi feito originalmente no blog Mares de Araterre. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui as regras para jogar com Orc, Goblin e Kobold. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Mais uma postagem com raças.
Dessa vez, todas com custo 0.
Para só escolher a raça, sem se preocupar com pontos.
Raça
Nível
Pontos
Elfo
custo zero
Percepção +1
+1
5
Aptidão mágica 0
0
5
Talento: (Guardião da Floresta)
+1
5
Arco
Camuflagem
Sacar rápido (flechas)
Furtividade
Sobrevivência (Florestas)
Rastreamento
ST -1
– 1
-10
aparência atraente
+1
4
resistente a doenças +3
+3
3
Pontos de Fadiga Extra +1
+1
3
Senso do dever (natureza)
-15
Anão
custo zero
MT -1
– 1
0
Vontade +1
+1
5
Deslocamento -1
– 1
-5
Teimosia
-5
Avareza
15
-5
Visão Noturna
+3
3
RD (Pele resistente -40%)
+1
3
ST de levantamento +1
+1
3
Tolerância ao álcool
1
Halfling
custo zero
MT-1
– 1
0
Rosto Sincero
1
ST-3
– 3
-30
DX+1
+1
20
HT+1
+1
10
Vel -0,5
-10
Desl. -1
– 1
-5
PV
+2
4
Gula
-5
Amigável
-5
Silêncio
+2
10
Talento com armas à distância
+1
10
Arco
Besta
Arremesso de armas (qualquer)
Funda
Código de Honra (hospitaleiro)
-5
Reconhecimento social (bom Vizinho)
5
Este artigo com a apresentação de raças de fantasia medieval com custo zero para GURPS foi feito originalmente no blog Mares de Araterre. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui as regras para jogar com Orc, Goblin e Kobold a custo zero. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Este artigo com uma reflexão sobre a interpretação de gênios em GURPS foi feito originalmente no blog GURPS Hexágono. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui a sugestão do uso da Navalha de Ockham como recurso discursivo, dicas de costumes e hábitos de indivíduos geniais, e estratégias para o Mestre ajudar na interpretação do gênio. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Personagens com altos níveis de Inteligência (IQ) não são tão comuns, pelo menos não com esta característica em evidência. Interpretar uma inteligência abaixo da sua é fácil e geralmente também muito engraçado, mas quando a IQ do personagem supera a sua eis que surge o verdadeiro desafio. Como pensaria um ser de inteligência superior a sua?
Vou tentar citar modos, não de pensar como um gênio (seria rico se soubesse essa fórmula), mas de parecer pensar como um. São dicas puramente interpretativas, ou seja, o sucesso das tarefas do seu personagem perante os desafios também depende de você. Mas vamos ao que interessa.
Teorias
O que, creio eu, é comum numa mente geniosa e única são as teorias mirabolantes e a criatividade de pensar “fora da caixa”. Um gênio não se deteria por regras situacionais.
Boa parte das limitações de uma situação são impostas por nós mesmos então, o primeiro passo para ver através dos olhos de um “Gênio” é se libertar de regras que não foram impostas pelo Mestre. Se o Mestre não disse que algo é impossível, por que não sugerir que tentem?
Não é por que a solução proposta é improvável que ela será impossível, um gênio não se importa com este tipo de erro.
Uma falha ainda é uma descoberta, como disse Thomas Edson “Eu não falhei, encontrei 10 mil soluções que não davam certo.”.
Abuse das teorias, por mais improváveis que sejam afinal, o gênio do jogo é você.
Quem vai discutir?
O “Método Científico” é uma conjunto de regras pra se solucionar um problema com a ciência.
Consistem em 6 fases:
Observar o problema.
Listar os fatos envolvidos.
Criar hipóteses ou soluções para o problema.
Escolher a hipótese mais provável.
Testar a solução proposta.
Criar novas hipóteses caso o resultado seja negativo.
Ou seja, você observa o problema proposto pelo Mestre e pergunta sobre todos os fatos envolvidos com ele, depois cria possíveis soluções e as testa com cálculos (um teste de Inteligência e o Mestre diz se funcionaria ou não) ou testa tentando realmente realizá-las. Se ainda não resolver o problema crie novas soluções baseadas nas falhas da primeira tentativa.
Mesmo que não funcione para resolver o problema do grupo, ainda assim você terá interpretado como um gênio, não é verdade?
Se expressando como um gênio
Falar como um gênio não é difícil, afinal ninguém deve ser capaz de entender a maioria do que ele diz. Use palavras compridas ou até invente-as, se te perguntarem diga que pertence a outro idioma ou é um termo científico de outra cultura (que você também pode inventar na hora), quem irá contradizê-lo?
Escolha o modo mais complicado, comprido e até confuso de dizer ou responder algo. Deixe o modo simples de dizer pra quando perguntarem:
O que? Repita por favor.
Misture assuntos diversos numa mesma frase, como se sua mente fervilhasse teorias e ideias a cada milésimo de segundo, volte atrás no que disse mesmo que não tenham entendido da primeira vez, as ideias são tantas que a cada segundo surge uma nova mais adequada para o momento.
Por fim, dê sua verdadeira teoria (que como disse antes será a mais simples ou a mais improvável) usando a forma confusa de explicá-la primeiro e guardando a simples para quando as dúvidas surgirem.
Anote antes numa folha, várias palavras complicadas e frases sem sentido e as combine durante o jogo, anotar algumas filosofias ou trechos de livros intelectuais diversos também pode ser interessante, afinal, que gênio não cita livros complexos durante o jantar?
Este artigo com uma reflexão sobre a interpretação de gênios em GURPS foi feito originalmente no blog GURPS Hexágono. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui a sugestão do uso da Navalha de Ockham como recurso discursivo, dicas de costumes e hábitos de indivíduos geniais, e estratégias para o Mestre ajudar na interpretação do gênio. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Este artigo com a apresentação do Culto a Nidhogg foi feito originalmente no blog O Velhinho do RPG. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui a figura de Nidhogg nas tradições judaico-cristãs, o uso do Culto a Nidhogg em outros sistemas além do GURPS, mais detalhes sobre o Culto como rituais, práticas, recursos e aliados, e uma aventura pronta conectada a estes cultistas. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Esses últimos meses tenho me dedicado a narrar aventuras one-shots, em um espaço cedido pelo Shopping Mestre Álvaro que fica próximo a minha casa, na região da Grande Vitória/ES, para que os jogadores possam conhecer mais sistemas e cenários diferentes de RPG. Para poder facilitar meu trabalho tive a ideia de replicar uma dica que já dei neste blog sobre usar a mesma história atravessando vários sistemas diferentes (para saber mais clique AQUI), continuando a trama e trocando apenas os cenários e as regras. Com isso criei um adversário para estas aventuras: o Culto a Nidhogg, e passei e usá-lo nas tramas das aventuras one shots que estou narrado. Vou explicar agora do que se trata esse culto e como você pode usá-lo em suas histórias.
QUEM É NIDHOGG?
Nidhogg, ou Níðhöggr, é uma figura conhecida na mitologia nórdica, descrita como um dragão ou uma serpente gigantesca. Seu nome pode ser traduzido como “O Percutor da Malícia” ou “Aquele que Golpeia com Ódio”. Nidhogg é conhecido por roer as raízes mais profundas da Yggdrasil, a árvore do mundo que conecta os nove reinos da cosmologia nórdica. Acredita-se que ele tenta destruir a árvore, que é fundamental para a estrutura do universo. Essa ação simboliza a constante ameaça de destruição e o ciclo de morte e renovação.
Nidhogg vive em Niflheim, o mundo inferior dos mortos, próximo ao poço de Hvergelmir, onde corpos condenados sofrem tormentos eternos, e desempenha um papel vital no mito nórdico, particularmente na cosmologia e na escatologia. Durante o Ragnarök, o apocalipse nórdico, Nidhogg ascenderá de Niflheim à Midgard, o mundo dos homens, trazendo consigo os corpos dos mortos para a batalha final. Este evento marca o fim do mundo conhecido e o início de um novo ciclo de existência.
A lenda de Nidhogg possui diversas interpretações ao longo do tempo. Originalmente, ele representa as forças destrutivas da natureza e a inevitabilidade da morte e decadência. No entanto, alguns estudiosos sugerem que a descrição de Nidhogg e seu papel no ciclo de destruição e renovação pode ter sido influenciada por conceitos cristãos introduzidos na Escandinávia durante a cristianização.
AS AVENTURAS
Durante o mês de Maio usei cenários e sistemas que tivessem ligação com os Mitos de Cthulhu. Usei a ideia do Culto de Nidhogg para fazer um fio condutor entre as histórias que iria contar.
Usei ainda o culto de Nidhogg em outras duas one-shots. Uma de GURPS Conan, mostrando que o culto à criatura e sua vinda para a Terra aconteceram na Era Hiboriana, na região de Stygia, famosa por adorarem Set, o Deus Serpente, e outras divindades em forma de cobra. A aventura procurava explicar como o contato de um guerreiro de Vanaheim com o culto fez com que ele levasse a crença nessa divindade para seu povo, traçando a origem da crença nórdica em Nidhogg. A outra aventura foi em GURPS Voodoo: The Shadow War, onde os jogadores eram guerreiros vodu que combateram adoradores de Nidhogg em New Orleans.
USANDO O CULTO A NIDHOGG
Vou deixar abaixo algumas das anotações que fiz para desenvolver a ideia do Culto a Nidhogg para que vocês possam usá-lo em suas aventuras. Lembrando que ele pode ser atemporal e usado em qualquer universo (de D&D a Shadowrun) usando um pouco de criatividade e modificando o que desejaram na descrição abaixo.
Nome do Culto: Os Devotos de Nidhogg (para o público em geral se chamam Culto a Ouroboros).
Descrição Geral: Os Devotos de Nidhogg são um culto secreto e antigo dedicado à adoração de Nidhogg, o dragão/serpente que rói as raízes de Yggdrasil. Eles acreditam que, ao acelerar a destruição da árvore do mundo, podem trazer o Ragnarök mais cedo, resultando na purificação do mundo e no início de uma nova era sob a liderança de Nidhogg. Este culto opera nas sombras, manipulando eventos para provocar caos e destruição, alinhando-se com o desejo de Nidhogg de corroer as fundações do cosmos.
Líder do Culto:Nome: Eirith, a Corruptora Descrição: Eirith é uma antiga bruxa viking que, através de visões perturbadoras, recebeu a missão de servir a Nidhogg. Ela é um mulher de aparência desgastada, com longos cabelos cinzas e olhos que brilham com uma intensidade quase febril. Eirith possui um profundo conhecimento das artes necromânticas e é capaz de se comunicar com os mortos. Dizem que ela tem vários séculos de existência, e troca de corpo com mulheres mais novas de tempos em tempos.
Hierarquia do Culto:
Eirith, a Corruptora (Líder Suprema);
Profanadores das Raízes (Sacerdotes Principais);
Portadores do Caos (Agentes de Campo);
Cultistas de Niflheim (Membros Iniciados.)
Objetivos do Culto:
Destruição de Yggdrasil: Realizar rituais que enfraqueçam as raízes de Yggdrasil, usando magia negra e sacrifícios.
Provocação do Ragnarök: Semear discórdia e guerra entre os reinos (países) para acelerar a chegada do Ragnarök.
Coleta de Corpos: Sacrifício de pessoas para alimentar Nidhogg e fortalecer sua influência.
Espalhar a Fé: Recrutar novos membros e infiltrar-se em sociedades influentes para espalhar a adoração a Nidhogg.
Este artigo com a apresentação do Culto a Nidhogg foi feito originalmente no blog O Velhinho do RPG. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui a figura de Nidhogg nas tradições judaico-cristãs, o uso do Culto a Nidhogg em outros sistemas além do GURPS, mais detalhes sobre o Culto como rituais, práticas, recursos e aliados, e uma aventura pronta conectada a estes cultistas. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Este artigo com o Gerador de Tesouros para GURPS foi feito originalmente no blog GURPZine. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui as tabelas de gemas, joias e itens mágicos. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Este gerador de tesouros é uma tradução (com adaptações) de “D6 Dungeon Tables”, encontrado no site Dungeon of the Three Fools. O autor criou essas tabelas usando apenas dados de 6 faces visando usá-las em seus jogos de GURPS. Eu fiz umas pequenas adaptações, apenas para facilitar seu uso. Use isto menos como um sistema e mais como um guia, e sinta-se livre para adaptar como quiser.
01 – Moedas
Consulte “Ouro e Prata” em MB, 2ª ed., pág. 190 ou MB, 4ª ed., pág. 515 para tamanho, peso e razão de valor entre as moedas de cobre, ouro e prata.
Nível
Prata
Ouro
1
1d6 x 10
1d6 x 10
2-3
1d6 x 20
1d6 x 10
4-5
1d6 x 50
1d6 x 20
6-7
1d6 x 100
1d6 x 50
8-9
1d6 x 200
1d6 x 100
10-12
1d6 x 500
1d6 x 200
13+
1d6 x 1000
1d6 x 500
Este artigo com o Gerador de Tesouros para GURPS foi feito originalmente no blog GURPZine. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui as tabelas de gemas, joias e itens mágicos. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Este artigo com a introdução da magia rústica para GURPS foi feito originalmente na revista SUGAR. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui uma contextualização mais extensa dos magos rústicos, o funcionamento das perícias Arquitetura, Astronomia, Culinária, Detecção de Mentiras, Diagnose, Primeiros Socorros/Medicina/Veterinária, Geologia, Naturalista, Venefício, Psicologia, Pesquisa e Pedagogia, informações extras sobre a interação com o GURPS Magia, e a expansão do conceito como Magia Rústica Seletiva. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
1. Magia Rural para GURPS
Esta vantagem é apropriada para quaisquer jogos em que as superstições populares têm mais realidade do que os burgueses cínicos podem acreditar.
Esse material (que teria feito parte do GURPS Rússia, se tivesse sido feito a tempo) pode ser misturado com os demais tipos de magia de GURPS.
Notas acerca da relação desta vantagem com a magia padrão GURPS estão incluídas no final deste artigo.
1.1. Magia Rústica; 20 Pontos
Você é um praticante de magia rústica, a magia sutil praticada pelas mulheres sábias e bruxos rurais, mais adequada para manter as plantações saudáveis, as crianças aconchegadas, e para capturar vislumbres enigmáticos do futuro. Tais magos são guardiões de segredos antigos: ervas que aliviam a dor, palavras esquecidas que podem acalmar uma fera furiosa, a natureza dos presságios, assim como a linguagem das estrelas. Seus poderes são poderes da vida e do destino.
Os magos rústicos não compram as magias separadamente das perícias mundanas. No lugar, eles têm um dom especial, e um conhecimento especial, que lhes faz compreender a magia que está presente nas perícias mundanas. Por exemplo, uma mulher sábia que busca aliviar a dor de uma mulher em trabalho de parto pode realmente retirar seu sofrimento completamente, mas isso exigirá um teste contra sua perícia Medicina. O sucesso resultará em falar as palavras calmantes certas, bem como o conhecimento das ervas que podem ser necessárias, o conhecimento de que membros da família podem permanecer no quarto etc. O resultado será uma paciente livre da dor e possivelmente (com um teste à parte contra Psicologia) até mesmo da ansiedade do parto: um milagre real, mas sutil.
1.2. Parâmetros e Equilíbrio do Jogo:
De um modo geral, se a mágica proposta atua mais para enriquecer a história do que atrapalhá-la, o GM deve permitir, exigindo rituais ou materiais difíceis para garantir que magia muito valiosa seja merecida. A natureza sutil e o estilo particular das magias rústicas também precisam ser preservados, pois a mágica precisa ter a ver com:
forças naturais simples, como fogo e clima,
vida, saúde e bem-estar ou
os resultados de um esforço humano
1.3. Perícias Apropriadas:
As seis perícias mais usadas pelo mago rústico típico são, geralmente, Agronomia, Astronomia/Astrologia, Adestramento de Animais, Naturalista, Medicina e Psicologia. Em ambientes onde os espíritos (espíritos da casa e da floresta ou espíritos de ancestrais já mortos, etc.) são seres que precisem ser levados em consideração ou a quem se apele por algo, os magos rústicos terão usualmente Trato Social (Além-Vida), a fim de saber quais presentes deixar de fora à noite, e que súplicas funcionarão melhor.
2. Exemplos de Perícias:
As diretrizes a seguir ilustram como a Magia Rústica pode ser usada com algumas das perícias do Módulo Básico; Esta não é uma lista exaustiva de aplicações ou perícias apropriadas. Destina-se apenas como uma diretriz para jogadores e Mestres.
2.1. Agronomia:
Mágicas que são para proteger, alterar ou até mesmo prejudicar campos de cultivo de alimentos são comuns. A maioria é lenta e as mais incomuns geralmente exigem atenção regular e de longo prazo por parte do mago.
2.2. Adestramento de animais:
Realmente manter uma conversa com um animal está além do escopo da magia rústica, contudo, geralmente os animais revelam o que sabem de formas simples e abstratas que o mago rústico pode entender. Além disso, um mago rústico com essa perícia às vezes pode alterar drasticamente o comportamento e o humor dos animais.
3. Interação com o GURPS Magia
Magia Rústica e a magia padrão de GURPS são duas maneiras diferentes de abordar a mesma coisa. A menos que a MJ decida de outra forma, as mágicas Analisar e Detectar Magia detectarão os resultados da magia rústica de forma normal, e mágicas criadas com magia padrão podem ser localizadas e até mesmo dissipadas por magia rústica (embora, como a magia rústica é a forma “mais fraca”, dissipar as mágicas de maldição pode exigir diversos dias de ritual, barganha com espíritos e assim por diante).
4. Magia Rústica Seletiva e outras aplicações
Como bônus, há uma ideia para expandir a magia rústica: Magia Rústica “Seletiva”; por exemplo, a magia rústica anânica pode se aplicar somente aos trabalhos típicos de artífices e artesãos, enquanto a magia rústica élfica se aplicaria apenas a seres vivos.
Algumas raças, como os anões e os elfos, poderiam ter a Magia Rústica como um dom racial… Assim, todas as armas forjadas por anões teriam uma qualidade mágica sutil, e os batedores élficos seriam capazes de dançar sobre a neve sem deixar pegadas.
Este artigo com a introdução da magia rústica para GURPS foi feito originalmente na revista SUGAR. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui uma contextualização mais extensa dos magos rústicos, o funcionamento das perícias Arquitetura, Astronomia, Culinária, Detecção de Mentiras, Diagnose, Primeiros Socorros/Medicina/Veterinária, Geologia, Naturalista, Venefício, Psicologia, Pesquisa e Pedagogia, informações extras sobre a interação com o GURPS Magia, e a expansão do conceito como Magia Rústica Seletiva. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Este artigo com ideias de adaptações de games de 8 bits para GURPS foi feito originalmente no blog Covil GURPS. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui as adaptações dos games Captain Silver, Cyborg Hunter, Kenseiden, Miracle Warriors, Phantasy Star, Psychic World, Time Soldiers, Castlevania I, II e III, Crystalis, Kid Icarus, Magician, Megaman I, II, III, IV, V e VI e Ninja Gaiden I, II e III, além de menções honrosas a Final Fantasy, Dragon Quest/Dragon Warrior, Fire Emblem, Golvellius, The Legend of Zelda, Metroid, Quartet, Star Tropics, Werewolf: The Last Warrior e Ys. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Título sugestivo demais, sim? E por que não? Parafraseando uma antiga personagem de Chico Anísio: “não me venha com problemática, eu só quero a solucionística”, quero apresentar-vos uma ideia mirífica, e no entanto, ordinária. E não foi Albert Einstein quem disse “A imaginação é mais importante que o conhecimento”? – aforisma responsável por deixar o poeta Manoel de Barrosalcandorado, em sua prosa poética Soberania? Como? Ainda não fizestes as conexões?
Deixe-me questionar, agora no coloquial: do que você precisa para criar uma ideia de aventura de RPG? Ou uma aventura inteira? Um personagem? Ou um cenário?
Metodologias formulaicas existem aos montes por aí. Das hollywoodianas às dadaístas. Escrevi um pouco sobre o assunto em meu outro blog, o Alforje (confira neste link). Se tanto, há motivo de sobra para este artigo: que tal brincarmos com as ilustrações das caixas e com os enredos dos games dos consoles de 8 bits para criar elementos para os RPGs de mesa? Quais sugestões, “ganchos” ou proposições podemos extrair ao jogar na conversa um cartucho antigo de Nintendinho ou de Master System? Para GURPS, claro! Pois é Genérico e Universal.
Note que o pressuposto de permutabilidade intermidiática existe há tempos. Uma personagem de HQ pode virar desenho animado, depois boneco articulado, que pode ser convertida para jogo eletrônico, que pode ser adaptada para cinema, série e, finalmente, RPG de mesa. Assim foi com Marvel Super Heroes RPG. E o contrário também acontece, sim? Um RPG de mesa pode se tornar desenho animado, produzir bonecos articulados, filmes, jogos eletrônicos e HQs. O mesmo processo ocorreu com o Dungeons & Dragons.
Mas pra que contextualizar tanto? Nossos ancestrais das cavernas já brincavam com a transmídia quando produziram as pinturas rupestres nas paredes rochosas daquelas cavernas mofentas e depois narravam ao redor do fogo seus feitos nas caçadas, atividade que germinou o protótipo do RPG e… enfim, chega. E vamos nós!, como diziam os Impossíveis.
Avaliarei, segundo minhas concepções e direito de escolha, neste artigo, alguns games do console Master System (SEGA) e do Nintendo Entertainment System, ou NES (Nintendo). O artigo foi pensado e escrito considerando a seguinte premissa: quais aventuras, cenários ou personagens podemos criar em GURPS a partir do enredo, ilustrações e de trechos dos manuais de instrução dos games de 8 bits?
Tentarei ser o mais organizado, prático e útil possível, oferecendo o contexto de cada título e propondo, ao menos, ganchos de aventuras, no parágrafo “sistema”. Aceito (e solicito!) com grande benfazejo quaisquer comentários.
Master System
ALIEN SYNDROME
“O QUE ESTÁ ACONTECENDO? O ano: 2089. Uma misteriosa frota de naves espaciais alienígenas invade a Terra. Chamada Alien Syndrome, essa invasão é diferente de tudo o que você já viu. Suas naves são tão grandes quanto cidades. Eles têm armas com potência suficiente para destruir planetas. Com toda raça humana ameaçada, a Alien Syndrome deve ser detida.
Um batalhão da Tropa de Comando da Terra ataca os alienígenas. Mas são capturados e mantidos como reféns. Desesperadamente, o Comando da Terra pede voluntários para uma missão de resgate.” (trecho retirado do manual da Tec Toy, que pode ser lido aqui)
O que tem de bom? Um clássico dos fliperamas, com um modelo de ação sufocante e desesperadora, este game põe o jogador contra o relógio em busca de sobreviventes em um complexo de tamanho considerável lotado de alienígenas hostis, que brotam no mapa como água saída de cano de rua rachado da companhia de saneamento. Alguns “power-ups” distribuídos em pontos aleatórios podem oferecer algum alívio ao vasculhar pelos reféns, mas nem pense em se apegar à matança: pois o protagonista plantou uma bomba no centro do local, e sua contagem regressiva só pressiona mais o cumprimento da missão. O jeito é salvar o máximo possível de inocentes e dar o fora.
A embalagem japonesa é bem melhor!
SISTEMA: o manual de instruções do jogo já entrega nas mãos do GM (Game Master) mais tapado uma aventura one-shot* prontinha. E nem precisa apelar para o GURPS Viagem Espacial: o Módulo Básico dá suporte mais que suficiente para resolver as estatísticas das armas (que pode ser o armamento pesado de militares) e dos alienígenas (que podem ter a forma que o Mestre de Jogo desejar). Excelente oportunidade para criar raças de seres com garras, membros múltiplos, regeneração, alta RD, cauda… É, acho que você vai precisar, pelo menos, do GURPS Supers. Mas acho dá pra encontrá-lo por aí.
Caso não tenha nem paciência, nem tempo para criar alienígenas, aqui no Covil você encontra nas seções Raças e Bestiário algumas criaturas interessantes, como o Quylapse, Lagarto-Hércules, o Cão-Terror, os Thranx, os Bodak, Chonchon e Lagartouro.E antes que eu me esqueça: este game pode tanto servir para criar uma aventura em que os jogadores interpretam os heróis voluntários humanos, quanto a ideia reversa – representar os alienígenas sanguinários em plena glória de invadir e dominar a Terra!
*one-shot: aventura de RPG que pode ser iniciada e concluída em uma ou duas sessões.
AZTEC ADVENTURE
“O GRANDE DESAFIO! Em algum lugar, nas profundezas das florestas da América Central, jaz o lendário Paraíso Asteca. Mas ninguém jamais esteve lá, pois o único caminho que conduz àquele misterioso lugar passa por um temível labirinto, habitado por espíritos, monstros e demônios astecas. Somente Niño, o frio e sagaz explorador, é suficientemente destemido para aventurar-se no labirinto. (retirado do manual original em português da Tec Toy, que pode ser lido aqui)
O que tem de bom? Ainda precisa mesmo de argumentos? Este game, hoje, parece ser tão infantil e ingênuo quanto qualquer outro daquela época. Mas veja só a combinação de elementos que ele propõe: exploração em labirintos da cultura asteca, ameaças de espíritos e demônios, busca por tesouros arcaicos e obstáculos como bandidos e outros exploradores. Você nem vai precisar ler os suplementos GURPS Cliffhangers ou o GURPS Aztecs! SISTEMA: Talvez ideal para uma aventura de algumas sessões, o enredo e cenário de Aztec Adventure são perfeitos para uma exploração que misture desafios como armadilhas, magia ritualística, artefatos místicos perigosos e cultistas insanos na década turbulenta de 1920. Dosando bem os elementos, a sessão de jogo pode ter desde um teor Indiana Jones ao conto mais próximo da mitologia lovecraftiana: para qual lado a balança vai pender, dependerá do estilo da turma. E não descartemos um teor mais leve e fofinho: que tal criar um ambiente de aventura que evoque um bem-humorado anime? GURPS também pode emular uma estilo assim. E é bem simples: é só transformar todos os pontos de dano em pontos de atordoamento: uma regra antiga do GURPS Supers, que faz com que os personagens apenas desmaiem ao atingir Pontos de Vida zero. E como estamos emulando um anime ou mangá, vale a pena descrever estrelinhas em torno da cabeça dos personagens derrotados. Não compra a ideia? Então dá uma olhada na ilustração da embalagem japonesa ao lado!
Nintendo Entertainment System (NES)
BATTLETOADS
“Após ser derrotada pela Corporação Galáctica na batalha de Canis Major, Dark Queen e seus soldados renegados recuaram para os confins do universo, ocultando-se nas trevas interestelares. Enquanto isso, a bordo da espaçonave Vulture, o Professor T. Bird e os Battletoads – Rash, Zitz e Pimple – estão escoltando a princesa Angélica de volta ao seu planeta natal, onde o pai dela, o Imperador Terran, aguarda por sua chegada em segurança. Ao longo do caminho, Pimple, o maior Battletoad, leva a princesa para um passeio no Toadster em uma estação recreativa próxima.
Pimple e Angélica viajam rápido, mas Dark Queen atocaia-lhes antes que cheguem ao destino. Por sorte, Pimple consegue enviar um sinal de alerta antes que o Toadster seja capturado e levado ao mundo Ragnarok, o planeta de Dark Queen…” (retirado e traduzido do manual original em inglês que pode ser lido aqui)
O que tem de bom? Quem não se lembra deste game desafiador não vivenciou sua época – praticamente toda a mídia especializada cansou de anunciar as qualidades de Battletoads – principalmente sua dificuldade extrema e perturbadora. Com obstáculos diversificados, oponentes insanos e veículos avançados, o game também contava com mais um trunfo: a violência exagerada. Os sapos guerreiros humanoides eram capazes de moldar partes de seus corpos em armas destruidoras, usadas na finalização de combos hiperbólicos que esmigalhavam seus inimigos e os lançavam para fora das extremidades da tela. Sem mencionar as inúmeras formas de morrer no game.
SISTEMA: você vai precisar do GURPS Supers para criar as estatísticas dos sapos. Alta ST e muitos pontos de vida são imprescindíveis – além das seguintes Super Vantagens: Anfíbio, Pulo do Gato, Resistência a Dano, Membrana Nictante, Fala Subaquática, Super-salto e Super-natação. Os inimigos dos Battletoads são bastante heterogêneos, mas também são bem conhecidos: General Slaughter, General Vermin, Big Blag, Robo-Manus estão todos aqui para conferência.
Talvez seja possível dirigir algumas aventuras misturando pancadaria gratuita, viagens espaciais, destruição indiscriminada, resgates impossíveis e obstáculos fatais – tudo com personagens construídos com pelo menos 500 pontos. E quem sabe acrescentar, tipo assim, uma dupla de irmãos lutadores de artes-marciais…. A ideia está aí. Boa diversão!
BLASTER MASTER
“Este é um jogo sobre um rapaz chamado Jason. Jason tinha um sapo de estimação chamado Fred. Um dia, Fred decidiu que estava cheio de ficar trancado num aquário e correu para a porta. Como o destino quis, Jason estava lá quando isso aconteceu e o perseguiu. Uma vez do lado de fora, Jason ficou estupefato em ver Fred correndo na direção de um enorme tambor de produto radioativo. Assim que Fred o tocou, adquiriu um tamanho enorme, caindo num buraco junto com o tambor. Jason tentou alcançar Fred mas caiu também no buraco. Quando Jason aterrissou lá embaixo, achou-se sozinho próximo a um grande veículo encouraçado. Não era apenas um veículo, era projetado para o último desafio contra os mutantes radioativos que viviam nas profundezas da Terra.” (retirado e traduzido do manual original em inglês que pode ser lido aqui)
O que tem de bom? Já deve ter reparado na bizarrice do enredo. O prólogo do game vai do pitoresco infantil ao pós-apocalíptico em algumas sentenças, como se fosse imperativo, para contextualizar um cenário, um sapo ser contaminado por lixo radioativo, ficar gigante, cair num buraco e, logo que o protagonista vai atrás, encontra no fim da linha um veículo ultra-tech encouraçado e cheio de armas pesadas. Quanto ao game, na época, recebeu muitos elogios da mídia especializada por sua jogabilidade inovadora: o jogador podia alternar entre pilotar o veículo Sophia III ou o herói Jason usando um traje avançado. Dependendo das fases, era necessário usar as capacidades do veículo, ou apenas possível prosseguir a pé.
SISTEMA: aqui temos um cenário que se fundamenta em um reino oculto no subterrâneo da crosta terrestre – um feudo com suas próprias leis e tiranos. O interessante é a fauna produzida por lixo tóxico despejado nas entranhas da Terra, o que dá ensejo para que o Mestre de Jogo crie qualquer criatura burlesca que sua fértil imaginação puder conceber – e os jogadores puderem explodir.
Um grupo de poucos PCs construídos com uma escala de 150 a 250 pontos, com acesso a equipamentos do GURPS Viagem Espacial, Cyberpunk ou Ultra-Tech pode descobrir o reino subterrâneo e se sentir impelido a investigá-lo, talvez por ordem de alguma agência oficial. Ou os jogadores podem ser amigos de Jason, enviados para encontrá-lo, e acabam sendo obrigados a usar outros equipamentos deixados para trás onde estava o veículo. Ou, se preferir, um jogador pode representar o próprio Jason, pilotando Sophia III e detonando aqueles mutantes, em busca de seu sapo de estimação (agora, também um mutante). Talvez algumas ideias contidas no GURPS Atomic Horror possam ajudar. As estatísticas do veículo? Confira abaixo, conforme o manual. O resto é com você.
Este artigo com ideias de adaptações de games de 8 bits para GURPS foi feito originalmente no blog Covil GURPS. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui as adaptações dos games Captain Silver, Cyborg Hunter, Kenseiden, Miracle Warriors, Phantasy Star, Psychic World, Time Soldiers, Castlevania I, II e III, Crystalis, Kid Icarus, Magician, Megaman I, II, III, IV, V e VI e Ninja Gaiden I, II e III, além de menções honrosas a Final Fantasy, Dragon Quest/Dragon Warrior, Fire Emblem, Golvellius, The Legend of Zelda, Metroid, Quartet, Star Tropics, Werewolf: The Last Warrior e Ys. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Este artigo com a aventura “Nazikillers: matadores de zumbis nazistas” foi feito originalmente no blog GURPSeiros. Veja o primeiro artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui uma descrição dos arquétipos Comandante, Mecânico, Atirador, Médico e Detonador, e as armas e munições indicadas para a aventura. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
17 de julho de 1944, um grupo de soldados e sobreviventes está escondido em um bunker aliado, em um pequena cidade ao sul da França…
A missão:
Escoltar um jovem médico até uma fábrica abandonada pelos nazistas há alguns quilômetros dali… Segundo o comandante a missão é crucial e decidirá o destino da guerra… As provisões e munições estão acabando… Quem sabe encontrariam mais provisões e armas abandonadas na fábrica pelos malditos chucrutes? A má notícia? A cidade inteira está infestadas por zumbis-nazistas! Sim! Nazistas e zumbis!
O Contexto:
Tudo começou há quatro anos, quando Herr Klauss Sptizen descobriu a Tedradoxina, uma droga que acreditava transformar soldados alemães em máquinas de combate… Nem tudo saiu como esperado… na verdade, eles se transformaram em mortos-vivos!
Herr Hitler não achou de todo ruim… Ele descobriu uma oportunidade única: transformá-la em um arma biológica lançando-a sobre seus inimigos! É claro que os primeiros testes foram realizados nos campos de concentração e os judeus foram suas primeiras vítimas…E eles foram um sucesso… Apelidaram-na de Bomba-Z.
Até que algo saiu do controle! Agora os zumbis tomaram grande parte da Europa, Hitler e seus comandantes se esconderam em seus fortificados bunkers e tudo virou uma zona de guerra… Cidades devastadas abandonadas pelos nazistas infestadas de zumbis. Restam apenas alguns redutos da resistência aliada e fortalezas nazistas (bunkers).
Os Aliados temendo a contaminação por doenças jogavam os corpos de seus companheiros zumbificados e mortos em valas e incendiavam. A tetradoxina que estavam nos corpos em forma de vapor subiu pela atmosfera e descia em forma de chuva e mesmo em baixa quantidade ficava no organismo dos soldados o problema é que os soldados morriam e alguns deles voltavam a vida : isso foi apelidado pelos nazistas de “Abraço das Valquírias”.
Ninguém sabe ao certo se tem tedradoxina suficiente no organismo para receber o “abraço” inclusive vocês aventureiros!
E se achava que não podia ficar pior… Alguns dos soldados nazistas que se ofereceram para a glória do III Reich se tornaram algo além do que meros zumbis sem consciência. Algo muito mais perigoso… Algo inteligente e com sede de cérebros…
Há boatos de que, os nazistas continuaram a fazer experiências com a tetradoxina (é claro em judeus e animais) e quem sabe o que surgiu por aí.. E que para se protegerem dos efeitos da Tedradoxina, os nazistas desenvolveram um soro que prometia dar imunidade a seus efeitos. Mas será verdade?
Existem dois tipos de zumbis: os selvagens que agem apenas pelo instinto e pela fome de cérebros. Eles não são muito inteligentes, atacam com suas próprias mãos e mordendo; não usam armas. Contudo, tem seus sentidos de audição e olfato extremamente apurados! Um barulho alto logo chamará sua atenção e eles reconhecem facilmente barulhos de tiros, vozes etc. como uma boa oportunidade de encontrar um cérebro fresco! Eles são rápidos e correm! Quando percebem um cérebro próximo eles entram num frenesi, não se importando com nada, a não ser chegar até sua “refeição”!
Como eles não sentem dor, tiros não irão pará-los. Eles não se esquivam dos ataques, não se defendem. Se incapacitarem uma perna (ou as duas) ele continuará se arrastando em direção a sua vitima… Única maneira de parar um zumbi é um tiro ou um golpe bem dado no seu cérebro. Zumbis selvagens tem a pele mais fina, seus ossos e crânio são mais frágeis que um humano normal, por isso eles são fáceis de matar.
Embora não sejam assim tão resistentes, eles vencem pelo superioridade em número. O maior pesadelo de um sobrevivente é se ver cercado por uma horda de zumbis!
Por outro lado, existem outro tipo de morto-vivo mais perigoso: os zumbis nazistas! Eles são muito inteligentes, fortes, ágeis, resistentes. Os outros zumbis temem os Zumbizistas. Zumbis selvagens até são usados pelos nazistas zumbis, como “cães de caça” rastreadores. Zumbizistas são sádicos e gostam de torturar suas vítimas antes de devorá-las. Eles são espertos e muitos são atiradores (snipers) esperando a oportunidade de acertar uma bala no peito de um sobrevivente. Eles evitam atirar na cabeça, para “preservar o cérebro”, uma iguaria… Por sorte, zumbizistas não são comuns. Mas…
A infestação dos zumbis não é passada pela mordida e nem pelo sangue, somente pelo contato pelo ar, respirando a Tetradoxina. Na verdade é preciso ser exposto a altas doses para morrer em seguida e virar um zumbi. Atualmente os níveis de Tetradoxina no ar foram reduzidos a quase zero. Contudo, mesmo uma pequena exposição pode tornar a droga latente em seu organismo e é grande a chance de que alguém exposto pela droga, ao morrer, se tornar um zumbi selvagem! Todos os aventureiros foram expostos a ela, já que estavam lutando nos campos de batalha… Então, se morrerem há uma chance 30% de se tornarem zumbis!
Em termos de jogo: um resultado igual a 1 ou 2 em 1d6 significa que o personagem se transformará em um zumbi selvagem! Não é possível se transformar em um zumbi inteligente, apenas os oficiais nazistas que se ofereceram originalmente para a experiência de se tornar super-soldados… Por isso são raros.
Por fim, é possível encontrar tropas nazistas humanas rondando as estradas, normalmente saqueando e procurando abrigo entre as ruinas. Normalmente soldados abandonados por Hitler buscando sobreviver a qualquer custo…
A balança pendeu. Hitler perdeu grande parte de seu território. Zumbizistas dominam grande parte da Europa e alguns dizem que eles pretendem dominar o mundo! Quem irá impedir, será que um grupo de veteranos soldados irá mudar o rumo da batalha?
A Narrativa:
Vcs fazem parte dos Colhões de Ferro um esquadrão de soldados veteranos aliados de varias nacionalidades que faziam missões em toda a Europa, a elite da elite. Foram enviados para resgatar um médico que estava em uma pequena cidade chamada de alguns milhares de habitantes – Saint Mary – ao sul da França e leva-lo em segurança até uma antiga fábrica ao norte dali. Deveriam avisar os aliados assim que chegassem na tal fábrica…
Entretanto, enquanto seguiam para a cidade, os nazistas a bombardearam com a famigerada Bomba-Z! Não tiveram alternativa senão fugir procurando abrigo em um bunker aliado. O caos começou quando os mortos se levantaram. Escondidos no bunker ouviram o som de gritaria, urros dos zumbis, tiros e explosões…
Permaneceram semanas esperando a poeira baixar… Mas as provisões estão quase acabando e precisam tomar algum providencia. Vocês somente tem ração para mais um dia. Munições também estão escassas. Tudo o que conseguiram estão naquele bunker. O rádio (comunicador) que carregavam estragou durante a confusão. Mas a missão continua… Precisam chegar na Fábrica e rápido!
Estilo da Campanha:
Survival e 2ª Guerra Mundial, realista.
Este artigo com a aventura “Nazikillers: matadores de zumbis nazistas” foi feito originalmente no blog GURPSeiros. Veja o primeiro artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui uma descrição dos arquétipos Comandante, Mecânico, Atirador, Médico e Detonador, e as armas e munições indicadas para a aventura. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Este artigo com ideias de venenos para campanhas de fantasia em GURPS foi feito originalmente no blog NH uns 30. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui o veneno da serpente das montanhas, o cogumelo negro e a rosa do deserto. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
O Módulo Básico da Quarta Edição de GURPS apresenta um guia para criação de venenos, assim como uma pequena (bem pequena) lista com exemplos. Porém se você quer focar um personagem na fabricação e utilização de venenos, você vai ter que por a mão na massa e a cabeça pra funcionar e criar seus próprios venenos.
A seguir, apresento uma lista com alguns venenos que criei para campanhas de fantasia, com nenhuma base na realidade. Alguns são bem mortais, causando bastante dano, outros causam algumas condições que podem ser úteis (como paralisia ou enjoo). Para uma descrição das Atribulações causadas pelos venenos, veja a página 428 do Módulo Básico da Quarta Edição. Os preços apresentados são sugestões, assim como as regras de como obter os venenos, o Mestre pode alterar qualquer regra apresentada aqui. Você pode decidir que eles são proibidos e não estão a venda.
Veneno de Basilisco
Veneno do lagarto mágico que pode paralisar com uma mordida. Faça um teste de Venefício ou Naturalista -3 para extrair o veneno dos dentes da besta, em caso de falha crítica, você é afetado pela dose. Cada basilisco carrega uma dose de veneno nos dentes.
Agente Sanguíneo.
Retardo: 2 segundos.
HT-2 para resistir.
Causa Paralisia por 1 minuto x margem de fracasso.
$2 por dose.
Ciso de Lobo
Rara flor branca que pode ser encontrada em pântanos com um teste de Naturalista -4. Faça um teste de Venefício para extrair o veneno.
Agente de Contato
Retardo: 5 segundos.
HT para resistir; dois ciclos distintos de 5 segundos.
O primeiro ciclo causa dor moderada (-2 em DX e IQ) por 2 minutos x a margem de fracasso. O segundo ciclo causa alucinações por 1 minuto x a margem de fracasso. (resistir o primeiro ciclo anula o segundo)
$5 por dose.
Este artigo com ideias de venenos para campanhas de fantasia em GURPS foi feito originalmente no blog NH uns 30. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui o veneno da serpente das montanhas, o cogumelo negro e a rosa do deserto. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Esta sequência de cinco artigos com modelos raciais baseados em D&D foi feita originalmente no blog X-GURPS, em duas partes. Veja a página de compilação da tag clicando aqui, que incluem os modelos raciais Halfling, Eladrin e Draconato. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Oi, pessoal.
Resolvi criar uma adaptação das raças básicas de D&D para o GURPS 4ª Edição.
Anão (77 pontos)
“Esculpidos nas fundações rochosas do universo, os anões suportaram uma era de servidão aos gigantes antes de conquistar sua liberdade. Suas poderosas cidades-fortalezas nas montanhas testemunharam o poder de seus impérios ancestrais. Mesmo os que vivem nas cidades humanas estão entre os mais fervorosos defensores, combatendo as trevas que ameaçam engolfar o mundo.”
Trecho do livro do Jogador de D&D
Atributos
IQ+1 [20], HT+2 [20].
Características Secundárias
Von+1 [5], MT-1 [0], Deslocamento-1 [-5].
Vantagens
Resistente (Veneno, HT+3) [5], ST de Levantamento 2 [6], Visão Noturna 4 [4], Expectativa de Vida Ampliada 1 [2].
Perícias
Maça/Machado DX+1 [4], Maça/Machado de Duas Mãos DX+1 [4], Armas de Arremesso (Maça/Machado) +1 [2], Sobrevivência (Cavernas) Per+0 [2], Prospecção IQ+0 [2].
Idiomas
Comum (Fluente) [0], Anão (Fluente) [6].
Elfos (91 pontos)
“Livres e selvagens, os elfos protegem suas florestas utilizando furtividade e disparando flechas mortíferas em meio às árvores. Eles constroem seus lares em plena harmonia com a natureza, com tanta perfeição que os viajantes muitas vezes não percebem que invadiram uma comunidade élfica até ser tarde demais.”
Trecho do Livro do Jogador de D&D
Atributos
DX+1 [20], IQ+1 [20].
Características Secundárias
Deslocamento Básico+1 [5], Percepção+1[5].
Vantagens
Visão Noturna 5 [5], Visão Telescópica 2 [10], Talento (Explorador, Nível 1) [10], Expectativa de Vida Ampliada 1 [2], Aparência (Atraente) [4].
Perícias
Arco (DX+1) [4].
Idiomas
Comum (Fluente) [0], Élfico (Fluente) [6].
Esta sequência de cinco artigos com modelos raciais baseados em D&D foi feita originalmente no blog X-GURPS, em duas partes. Veja a página de compilação da tag clicando aqui, que incluem os modelos raciais Halfling, Eladrin e Draconato. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.