O Credo do Caçador – Marcial

“Eu sou um solucionador de problemas! Eu sou um solucionador de problemas!”

– Papa Roach – Getting Away With Murder

Estratégia, Disciplina e o Preço da Guerra

No universo sombrio do Mundo das Trevas, os caçadores são humanos comuns que, após um evento traumático, decidem fazer algo a respeito do horror que os cerca.

Entre os credos que orientam esses caçadores, o Marcial se destaca como a espada e o escudo da humanidade.

Esses guerreiros modernos veem a caça como uma guerra sem tréguas, onde disciplina, estratégia e força organizada são suas maiores armas.

Personalidade dos Caçadores do Credo Marcial: Soldados da Luz

Os integrantes do Credo Marcial são, acima de tudo, estrategistas pragmáticos.

Muitos têm histórico militar, policial ou de segurança, mas mesmo os civis entre eles adotam uma mentalidade de campo de batalha.

Eles não caçam por vingança pessoal ou fé cega, mas por um senso de dever — proteger os indefesos exigiria, para eles, sacrifício e ordem. Sua personalidade é marcada por:

1. Hierarquia e Disciplina: Um grupo Marcial opera como um esquadrão tático.

Há um líder claro (geralmente o mais experiente ou carismático), e as decisões são respeitadas sem questionamentos passionais.

Exemplo: Ana, uma ex-fuzileira naval, comanda sua célula com códigos de conduta rígidos, distribuindo funções específicas (atirador, infiltrador, suporte médico) antes de cada missão.

2. Desconfiança do Sobrenatural: Enquanto outros credos podem buscar compreender ou negociar com monstros, os Marciais os veem como inimigos a serem erradicados.

Um exemplo é: Ricardo, um ex-agente do FBI que rejeita até mesmo o uso de artefatos mágicos capturados, temendo contaminação.

3. Foco no Coletivo: Individualismo é visto como uma fraqueza.

Eles valorizam a unidade do grupo acima de tudo, o que pode levá-los a sacrificar membros para salvar a missão.

Em uma crônica, um caçador novato foi deixado para trás durante uma emboscada a um grupo de vampiros para garantir a fuga dos demais — uma decisão que gerou culpa, mas foi considerada “necessária”.

Essa mentalidade, porém, tem um custo. A rigidez pode alienar aliados de outros credos, e a repressão emocional frequentemente leva a crises de burnout ou paranoia.

Principais Táticas de Caça: Guerra Total Contra o Inimigo

O Credo Marcial não acredita em “meias-medidas”. Suas estratégias são inspiradas em operações militares, priorizando supressão rápida e esmagadora. Algumas táticas comuns incluem:

  1. Reconhecimento e Inteligência: Antes de agir, eles mapeiam o território do inimigo com drones, câmeras térmicas e informantes.
    Em São Paulo, uma célula rastreou um culto de bruxas por semanas, identificando padrões de movimento antes de invadir seu esconderijo durante um ritual lunar.
  2. Ataques Coordenados: Divisão de funções é crucial.
    Enquanto alguns distraem o alvo (como provocar um incêndio para forçar um lobisomem a sair de seu covil), outros preparam armadilhas ou ataques letais.
    Em Nova York, caçadores usaram granadas de fragmentação e armas incendiárias para dizimar uma ninhada de criaturas reptilianas em esgotos.
  3. Uso de Tecnologia e Armamento Pesado: Diferente de caçadores que confiam em símbolos sagrados ou instinto, os Marciais investem em equipamentos de alto impacto.
    Um caso emblemático ocorreu no Texas, onde um ex-membro da SWAT modificou um caminhão com lança-chamas e blindagem para enfrentar um lobisomem enraivecido.
  4. Contenção de Danos Colaterais: Paradoxalmente, apesar da agressividade, muitos grupos Marciais priorizam evacuar civis antes de um confronto.
    Em Tóquio, uma operação para eliminar um fantasma possessivo em um hospital incluiu um plano de evacuação disfarçada de exercício de incêndio.

Essas táticas, porém, nem sempre são sustentáveis. O custo financeiro de equipamentos e a atenção indesejada de autoridades podem se tornar problemas crônicos.

Principais Perigos: Quando a Guerra Consome o Caçador

Apesar de sua eficiência, o Credo Marcial enfrenta riscos únicos, muitos deles gerados por sua própria abordagem:

Monstros não seguem manuais de guerra. Um “Nosferatu” (uma espécie de vampiro) em Roma ludibriou uma célula Marcial simulando uma retirada, apenas para drenar seu líder durante o contra-ataque.

A confiança excessiva em táticas convencionais pode ser fatal.

Além disso, explosivos em áreas urbanas ou tiroteios em público atraem a polícia e a mídia.

Como exemplo, na Cidade do México, um caçador foi preso após destruir um ônibus durante uma perseguição a um demônio, gerando um escândalo que desmantelou sua célula.

A pressão por perfeição e a constante exposição à violência corroem a sanidade.

Marcus, um ex-fuzileiro, desenvolveu TEPT grave após testemunhar seu grupo ser massacrado por uma horda de espectros, levando-o a abandonar a caça e se isolar.

Além de tudo isso, existe a questão dos conflitos internos, uma vez que a hierarquia rígida pode gerar rebeliões.

Em Londres, uma novata desafiou seu líder após ele ordenar o sacrifício de um refém infectado por um parasita sobrenatural, resultando na divisão da célula em facções rivais.

O Preço da Vitória

O Credo Marcial personifica a resistência organizada contra as trevas, mas sua força é também sua fragilidade.

Enquanto outros credos buscam redenção ou compreensão, os Marciais sabem que cada vitória tem um custo — em vidas, em moralidade, em humanidade.

Suas histórias são épicas, mas raramente terminam em felicidade. Afinal, como diz um ditado comum entre eles: “Guerras não são vencidas; são sobrevividas.”

Para os caçadores desse credo, a verdadeira luta é continuar lutando, mesmo quando a guerra os transforma naquilo que juram destruir.


Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PicPay, PIX ou também no Catarse.

Dessa forma, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos! Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica através deste link!


Autor: Álvaro Bevevino.
Revisão: 
Raquel Naiane.

O Credo do Caçador – Inquisidor

“Eu sou um mundo antes de ser um homem”

Before I Forget – Slipknot

 

O credo Inquisidor busca um caminho diferente da maioria dos outros credos. 

Ao invés de se jogar de cabeça nos desafios ou de buscar o oculto e os mistérios antigos como apoio para a caçada, os inquisidores tomam como armas o conhecimento e a busca por inteligência.

Os inquisidores entendem que o mundo está repleto de sombras e desafios para os quais muitas vezes estão despreparados e terrivelmente desequipados.

Conhecimento é poder, e essa frase guia a vida de um membro desse credo. Por isso, é muito incomum que um inquisidor decida interromper a vida do alvo de sua caçada. 

Adquirir um espécime para estudos é muito mais funcional e pode gerar ainda mais conhecimento para futuras caçadas.

Ter um inquisidor em seu grupo de caça é a garantia de que você terá informações e conteúdo sobre todos os elementos importantes da caçada. Desde a história da cidade até documentos antigos e plantas da rede de esgotos. Nenhuma informação é irrelevante ou deixada para trás por esses pesquisadores.

 

Personalidade Inquisidora

Inquisidores tendem a olhar as coisas com uma visão mais pragmática, um desejo de compreender e buscar a razão por trás do sobrenatural. Credulidade dificilmente é um traço marcante de um inquisidor, que sempre procurará novas perguntas antes de aceitar algo como resposta.

O desejo por conhecimento é um dos principais condutores destes caçadores, e a maioria compreende que uma quantidade maior de informações deixará o trabalho mais fácil e prático no futuro.

Um inquisidor é o tipo de pessoa que desde criança desmontava seus brinquedos para entender seu funcionamento. Normalmente atinge a idade adulta com forte interesse no meio acadêmico, além de diversos cursos nas mais variadas áreas.

Individualmente, entretanto, essas pessoas possuem os mais diversos padrões e táticas, desde os ratos de bibliotecas que buscam tomos antigos e novos para encontrar suas respostas, até os “caçadores de informação” que se jogam no meio da ação para buscar o que precisam.

Alguns se veem até mesmo como guardiões do conhecimento, acumulando tomos, data ou qualquer outra fonte de armazenamento de informações, negociando estas como uma forma de manter o poder.

Como um coletivo, por outro lado, existem algumas rachaduras na estrutura do credo. Isso porque alguns inquisidores não veem urgência na busca pelo conhecimento, enquanto outros entendem que estão correndo contra o relógio.

Buscar conhecimento contra criaturas ancestrais, seres imortais e magos que manipulam a própria realidade pode ser um trabalho penoso, e a demora para lidar com essas criaturas pode torná-las ainda mais perigosas.

 

Táticas Inquisidoras

Para a maioria dos caçadores, o inquisidor típico é uma figura que não utiliza táticas ou estratégias para o combate direto. 

O arquétipo do credo remonta a figura acadêmica, escondida sobre uma pilha de livros em uma biblioteca antiga ou com um jaleco no laboratório.

Entretanto, os inquisidores levam a sério sua posição como caçadores, e normalmente estão muito melhor preparados para o que quer que estejam lidando que outros credos.

A informação ajuda os inquisidores a se preparar adequadamente para o combate, seja com os equipamentos corretos, escolhendo o melhor ponto para o conflito ou, até mesmo, o horário certo para entrar em ação.

Isso não quer dizer que os inquisidores chegarão com o pé na porta invadindo o espaço de uma criatura sobrenatural. Existem credos o suficiente com essa linha de ação.

A destruição de uma criatura normalmente está no fundo da lista de prioridades de um inquisidor, embora ainda esteja ali.

Entretanto, resgatar vítimas em cativeiro, procurar informações sobre o local onde uma determinada criatura se alimenta, registrar todos os sigilos usados por um mago para sua proteção e outras caçadas similares estão muito mais próximas do modus operandi desses caçadores.

 

Perigos para os Inquisidores

Embora muitas pessoas pensem que não há perigo em bibliotecas ou em sites de pesquisa, a verdade é que os inquisidores chamam muito a atenção com suas ações. Isso porque as criaturas caçadas por este credo querem ativamente que as pessoas não encontrem nada sobre eles.

Além disso, essas criaturas possuem muitos recursos para ativamente ferir os caçadores, seja através de poderes sobrenaturais, dinheiro ou influência, tornando a vida desses caçadores de informação ainda mais difícil.

Sua principal vantagem também pode ser um problema a longo prazo. Isso porque os caçadores inquisidores pensam de forma mais generalista, muitas vezes tendo dificuldade em lidar com as particularidades de um indivíduo sendo caçado.

Interessado em Caçador: A Revanche? Acompanhe aqui nossos posts sobre esta linha.


Revisão:
Raquel Naiane.

O Credo do Caçador – Fiel

“Eu quero me curar, eu quero sentir como se eu estivesse próximo de algo real”

– Somewhere I Belong – Linking Park

Frente aos horrores noturnos do Mundo das Trevas, muitas pessoas se voltam para a fé como uma maneira de lidar com situações extremas e sentir o acolhimento de uma força superior em seu caminho.

Além disso, a Fé desde os primórdios tem sido uma maneira excelente de criar um sentimento de comunidade entre as pessoas, e isso se reflete no credo Fiel.

Esse é o credo de caçadores que mais costuma se unir em um propósito único. Inspirados por textos sagrados, símbolos religiosos e a pura vontade de acreditar.

A fé é um instrumento poderoso no Mundo das Trevas, e os caçadores do credo Fiel a possuem com uma potência impressionante.

É uma chama que ilumina a escuridão, dando forças para que estas pessoas enfrentem criaturas que racionalmente estariam em um patamar muito acima dos limites de desafio que são capazes de enfrentar.

O primeiro passo para um caçador do credo Fiel é acreditar.

A crença em algum poder superior é o alicerce que estrutura a vida dessas pessoas, moldando inclusive a maneira como a caça é realizada.

Igrejas, templos e cultos diversos servem como um porto seguro e ponto de encontro para estes caçadores, possibilitando que eles se comuniquem e troquem experiências de suas caçadas.

O estereótipo do caçador do credo Fiel é o do zelote implacável, que desce seu martelo de fé dogmático em cima dos infiéis. Embora esse estereótipo não esteja longe de alguns caçadores, o credo é muito mais amplo do que isso.

A verdade é que diferentes fés apresentam diferentes formas de professar seus dogmas e regras, e isso torna os caçadores tão diversificados quanto qualquer outro credo, com linhas de atuação distintas.

Ao mesmo tempo que um caçador obcecado por sua fé pode ter sucesso na empreitada, Defensores comunitários e que oferecem ajuda humanitária são igualmente importantes.

E o credo acredita que a defesa dos mortais é tão importante quanto a caça ao sobrenatural.

Andando com fé

Uma das principais ferramentas de trabalho dos Fiéis é a própria Fé.

Quando ela se apresenta de forma verdadeira, é uma arma formidável contra as criaturas que se escondem das pessoas comuns, tornando o caçador capaz de operar pequenos milagres.

Além disso, por conta de suas origens antigas e da força das religiões, este também é um credo com diversas relíquias, artefatos de poder que são fundamentais para derrubar criaturas sobrenaturais.

Essa não é a verdade para todos os caçadores, entretanto, e alguns possuem apenas a crença de que são protegidos por uma força maior, contanto com sua própria astúcia e recursos para conseguir atingir seus objetivos.

Este é o credo que possui mais escritos, manuais e regras para a caçada, e costumam ser bastante conservadores com relação a eles.

Isso não significa que não existam caçadores heréticos nas fileiras dos Fiéis, mas certamente não é comum.

A variedade de regras e rituais depende inteiramente da fé do caçador, o que torna os modelos muito variados, ainda que sigam diversos elementos restritivos.

Por isso, caçadores de diferentes origens podem ter abordagens bastante únicas com relação a seu ofício.

O ordalho dos caçadores

Um dos maiores desafios para os caçadores fiéis é entender o quanto a instituição religiosa que ele segue está de acordo com seus próprios dogmas.

Não é incomum encontrar corrupção nos salões sagrados, e muitas estruturas religiosas estão distantes daquilo que dizem proteger.

Por sua confiança na fé e nas instituições sagradas, muitos caçadores acabam se tornando peões dessas organizações, que pouco tem a ver com os reais objetivos do Fiel.

Embora um caçador que seja extremamente leal possa ser muito útil para uma Igreja corrupta, isso pode ocasionar um outro problema comum do credo, a crise de fé.

A determinação de um caçador fiel costuma ser inabalável, a menos que a própria estrutura de suas crenças prove-se errada ou que ele de alguma forma comece a duvidar daquilo que o leva adiante.

Nestes casos, a crise de fé pode afastar o caçador por completo, e o torna um risco tanto para outros caçadores quanto para si próprio.

Uma vez que ele pode decidir que o tempo de vingança chegou para ele próprio e seus pecados.

Dentre os caçadores fiéis, estão desde seguidores fervorosos de uma religião, que tiveram algum contato com o sobrenatural, até membros do corpo religioso que tomam a doutrina da proteção da humanidade e da caça a criaturas das trevas de forma física.

Enquanto alguns buscam a redenção e a absolvição das criaturas caçadas, outros possuem menos misericórdia, e estão prontos para eliminar permanentemente qualquer um capaz de fazer mal a humanidade.

Interessado em Caçador: A Revanche? Acompanhe aqui nossos posts sobre esta linha.

O Credo do Caçador – Empreendedor

Tubos plásticos, potes e panelas
pedaços e peças e a mágica das mãos
Estamos fazendo ciência estranha
Coisas que eu nunca vi antes
Atrás de portas aparafusadas, talento e imaginação

– Weird Science, Oingo Boingo

 

 

O credo empreendedor é um antro de inovação e experimentação dentro dos grupos de caçadores. As células que contam com estes grupos são, em muitos casos, agraciadas com ferramentas que auxiliam e muito o confronto com o sobrenatural, ainda que muitas vezes estes equipamentos possam ser propensos a falhas ou a mal funcionamento.

Um caçador de monstro sobre este credo é uma pessoa que pensa em recursos para realizar sua caçada, muitas vezes indo além do básico e pensando fora da caixa para criar um ambiente adequado para realizar suas missões.

As ameaças que as criaturas da noite apresentam para os caçadores são acima de tudo um elemento de pesquisa, em que um caçador deste credo avalia e pensa em contramedidas que possam ser aplicadas de maneira prática, buscando um resultado mais funcional a longo prazo.

Esse pensamento inovador e progressista muitas vezes é um grande diferencial na caçada, principalmente de criaturas mais tradicionalistas ou antigas, que não se adaptam tão rapidamente aos métodos pouco ortodoxos dos caçadores empreendedor.

Entretanto, muitos caçadores de outros credos pensam duas vezes antes de começar a andar com um empreendedor, sobretudo porque em alguns casos os limites morais são colocados de lado em nome do conhecimento e da tecnologia.

Um caçador empreendedor não exclui a possibilidade de usar as ferramentas das próprias criaturas caçadas como parte de seus experimentos, seja através do sangue de um vampiro, ossos de um lobisomem ou qualquer outro item que o ajude a criar equipamentos de proteção e ataque.

Ainda que suas ferramentas sejam funcionais (na maioria dos casos), a ideia de usar elementos sobrenaturais faz com que outros caçadores rejeitem tais modernidades, tanto quanto o fato de experimentar em cima dos próprios alvos.

Criando um caçador empreendedor

Os caçadores empreendedor costumam estar entre as pessoas mais inteligentes e audaciosas, mas ainda assim com interesse na ação e na prática de suas pesquisas. Trata-se de um credo que acredita em resolução de problemas por qualquer caminho, que muitas vezes vai além dos métodos comprovados e acaba seguindo uma linha de tentativa e erro.

Alguns caçadores deste credo possuem algum tipo de treinamento tático, mas esse não é o padrão. Cientistas e pesquisadores se encontram melhor aqui, tanto aqueles que utilizam métodos tradicionais de pesquisa quanto os inventores de garagem, que possuem um brilhantismo prático fora do comum.

Muitos caçadores empreendedores descobriram o sobrenatural por meio de sua inventividade e falta de limites para buscar novas tecnologias, embora outros fossem apenas profissionais que acabaram sendo expostos a algo que não imaginavam que mudaria suas vidas.

A curiosidade é um dos drives mais comuns dos empreendedor. Isso porque ela é o catalizador do avanço nas pesquisas e experimentos. Entretanto, alguns caçadores têm drives menos nobres, levando a inveja dos poderes sobrenaturais de determinadas criaturas em consideração na hora de criar ferramentas, ou mesmo a ganância para aqueles que querem apenas subir na escada corporativa onde estão inseridos.

Mecanicamente, os empreendedores são personagens focados em habilidades mentais e de construção, com perícias como ofícios e tecnologia. Além disso, algumas das vantagens mais comuns são Fleet, Drone Jockey e Improvised Gear, criando um personagem que consegue se virar rapidamente com criações diferenciadas e que auxiliam a caçada como um todo.

Outros podem trabalhar diretamente com pessoas, tornando os empreendedores ótimos personagens sociais. Saber o que as pessoas precisam é uma ótima maneira de se misturar e conseguir mais informações sobre as criaturas que estão sendo caçadas, e essa habilidade pode ser o grande trunfo do empreendedor.

O empreendedor na caçada

Caçadores empreendedores são curiosos e ativos, e em muitos casos saem não para exterminar a criatura sobrenatural, mas para observar seus movimentos, entender suas ações e motivações e em alguns casos até mesmo capturá-los para maiores estudos.

A maior missão dos empreendedores é justamente aumentar o entendimento e as informações sobre uma determinada criatura, ganhando recursos que poderão ser utilizados a longo prazo, e não apenas o extermínio de uma criatura singular. Por isso, muitas vezes os equipamentos de ponta criados por estes caçadores são diretamente envolvidos nesse tipo de caçada.

A ideia de muitos caçadores é popularizar estes equipamentos, conseguindo sintetizar ferramentas de caçada que possam ser reproduzidas e vendidas em larga escala, protegendo dessa maneira um grupo maior de pessoas.

Os testes são realizados muitas vezes em campo, e grupos com empreendedores costumam ser as próprias cobaias do caçador. Isso permite que o grupo esteja com equipamento diferenciado, mas que muitas vezes pode falhar em um momento crítico e gerar um verdadeiro desastre em uma caçada.

Essa metodologia de caçada não é livre de riscos, entretanto. Além do óbvio problema de falhas nos dispositivos criados, é importante ter em mente de que uma ferramenta pode ser usada por qualquer um hábil a utilização.

Isso significa que as criaturas sobrenaturais, se sobrepujarem o empreendedores, acabarão conseguindo utilizar as próprias ferramentas contra o caçador, tornando-o um alvo fácil para uma vingança.

Além disso, um alvo que tenha sido capturado para estudos e análises pode se libertar, expondo não apenas o caçador ao perigo iminente, mas também permitindo que o oponente descubra informações fundamentais para a proteção da célula, como a localização do esconderijo do grupo.

Para aqueles que desejam experimentar, usar a criatividade e inventar dispositivos além das capacidades humanas, o empreendedor é o estilo ideal de caçador.

Introdução – Caçador: a Revanche

“Às vezes eu não agUento esse lugar
Às vezes é a minha vida que eu não posso experimentar
Às vezes eu não sinto o meu rosto
Você nunca me verá cair na perdição”
– KORN, Freak on a Leash

O mundo das trevas é um lugar altamente perigoso para um humano comum.

Vampiros espreitam a noite, buscando vítimas inocentes das quais possam drenar o
sangue.

Lobisomens, em sua jornada para “salvar o mundo”, esmagam vidas humanas como se elas não fossem nada, sem se preocupar com quem fica para trás desses encontros destrutivos.

Espíritos que não fizeram a passagem se apegam a pessoas e lugares, deixando suas sombras consumirem tudo ao seu redor.

Grupos de magos dobram a realidade a sua vontade, sem que nada possa ser feito a respeito.

No mundo das trevas, até mesmo os contos de fadas podem surgir a noite e cobrar algo de você.

Os governos, forças policiais e até mesmo as religiões organizadas negam a existência dessas criaturas, mas aqueles que procuram sabem que essas instituições possuem forças de combate ao sobrenatural.

Entretanto, essas forças de combate são muitas vezes poucas, ineficazes e com agendas próprias, que não colocam a segurança da humanidade em primeiro lugar.

Você não é nenhuma dessas pessoas. Você viu o mal que se esconde nas sombras, e decidiu fazer algo a respeito. É hora da humanidade ter sua Revanche.

Caçador: a Revanche

Caçador: a Revanche é um cenário do Mundo das Trevas que coloca os jogadores no papel de pessoas comuns, que por conta de um trauma relacionado a alguma criatura sobrenatural decidiram fazer algo a respeito.

Apesar de possuir um título para o que é comumente referenciado como a “Quinta edição” do Mundo das Trevas, Caçador teve apenas duas edições, que são bastante diferentes entre si.

Em sua primeira edição, os caçadores possuem poderes quase sobrenaturais, que os colocam de igual para igual com as criaturas que optam por caçar. Apesar de ter muitos fãs fiéis, está edição torna os personagens mais “super heroicos”, o que pode acabar fugindo da proposta do cenário, por vezes.

Este não é o caso dos caçadores da nova edição, que são pessoas impulsionadas pela vontade de acertar as coisas com o sobrenatural, mas pouco além disso. O desespero e a letalidade são temas frequentes, colocando os caçadores em situações dramáticas e muito mais próximas da ambientação que a nova versão do Mundo das Trevas tenta passar.

Os caçadores se dividem em diferentes credos, pontos de vista sobre como fazer a caçada e que tipo de informação ou preparo deve ser feito. Para conseguir um resultado mais efetivo, muitos caçadores se juntam em células de diferentes credos.

Caçadores e a Segunda Inquisição

Um erro muito comum que jogadores tem quando pensam nessa linha é que os caçadores estão bem equipados e bem preparados para qualquer ameaça que estejam lidando.

Entretanto, no jogo Caçador: a Revanche, as organizações sob o julgo da segunda inquisição estão muito além dos personagens. Eles são uma força singular, que pode até ajudar os caçadores ou dar informações, mas sempre com uma intenção oculta.

Talvez o alvo da segunda inquisição seja uma figura pública e eles precisem de um bode expiatório, ou então trata-se de uma missão suicida e eles não querem perder seu efetivo.

O fato é: as organizações NÃO gostam dos caçadores, e às vezes são tão antagonistas quanto os próprios monstros que eles caçam.

Impulso, Desespero e Perigo

Dois termos muito importantes em um jogo de Caçador são o Impulso e o Desespero.

Impulso é aquilo que motiva o caçador, o motivo de abandonar sua vida pregressa e começar a transformar os predadores da humanidade em presas.

O impulso é um item definidor do caráter do caçador, e irá impactar diversas decisões, incluindo até mesmo o credo ao qual ele fará parte.

Já o desespero é o senso de urgência que o caçador possui, o medo de que tudo está perdido e de que ele está lutando uma batalha completamente perdida.

O perigo, por sua vez, representa o quanto a célula de caçadores está exposta ao sobrenatural. Afinal, quando você caça predadores, é normal que eles lutem de volta.


Nos acompanhe enquanto mergulhamos no mundo dos caçadores, esmiuçando detalhes de cada um dos credos que guiam estas pessoas a buscarem a vingança da humanidade.

A Inquisição das Sombras – Idade das Trevas

Vampiros espreitam, caçando sangue pulsante. Lobisomens criam seus cultos pagãos nas florestas e lugares ermos. Magos e bruxos conjuram feitiçarias em claro desafio a Deus. Fantasmas e demônios possuem os inocentes. A noite medieval é cheia de perigo sobrenatural para os meros mortais.

Mas eles não estão completamente indefesos. A Santa Inquisição Contra o Diabo e Outros Demônios é um braço secreto da Santa Igreja, ordenada pelo Papa e liderada pelo Cardeal Marzone. Os santos guerreiros da Inquisição tem a difícil tarefa de salvar as almas do rebanho das tentações dos demônios e abater qualquer um que se atrever a vagar fora do Inferno.

Treinados, e armados de astucia, aço, fogo e fé, esses homens e mulheres são a única chance que muitos mortais na Idade das Trevas têm contra o sobrenatural.

Santos e Pecadores

Os inquisidores são divididos em ordens: três monásticas, duas seculares, que cooperam entre si para lutar contra as trevas.

As três ordens monásticas são:

Cavaleiros do Acre: Os Pobres Cavaleiros da Cruz do Acre, como são oficialmente chamados, são guerreiros monges, geralmente recrutados de filhos da nobreza que se destacam marcialmente, eles são as espadas e escudos da Inquisição.

As Irmãs de São João: As irmãs são abençoadas (ou amaldiçoadas alguns dizem) com visões e premonições terríveis, uma ordem benevolente, muitas irmãs enlouquecem devido a seus dons.

A Ordem Vermelha: A Ordem de São Teodósio é conhecida pelos seus estudiosos e curiosidade, curiosidade que muitas vezes pode ser considerada corrupção. Se não fosse pelo fato que muitos dos seus membros são estigmatas, um sinal de aprovação divina, eles provavelmente seriam dissolvidos.

As duas ordens seculares são:

A Casa Murnau: Uma casa nobre originaria da Bavária, seus membros são capazes de sentir e farejar o mal e criaturas sobrenaturais, amaldiçoados por isso, eles se juntaram a Inquisição para fazer útil seus talentos.

Oculi Dei: A Espada de São Santiago era uma organização espiã dedicada a catalogar e encontrar as criaturas do mal, mas recentemente foram convocadas a servir a Inquisição, emprestando seus talentos e suas vastas redes de contatos.

Fé e Danação

A Fé é essencial aos inquisidores e muitos deles são capazes de manifestar milagres ou fenômenos que hereges poderiam chamar de sobrenaturais. Cavalheiros do Acre são capazes de sobreviver uma lança trespassada no corpo, Irmãs de São João são capazes de curar com seus coros e nobres Murnau farejam mal e corrupção sempre que ela encontram.

Mas, ironicamente, esses mesmos dons trazem maldições. Irmãs de São João são avassaladas por frenesis proféticos, monges da Ordem Vermelha tem as palmas da mão feridas como as palmas de Cristo, além de muitas outras ocorrências.

Não é certo porque isso ocorre com aqueles que mais tem fé. Muitos acreditam que é um sinal da desaprovação de Deus com os pecados do Inquisidor. Outros acreditam que é apenas um martírio a mais no caminho da Santidade.

Convicção e Piedade

Além de todas essas coisas, aqueles que lutam contra o mal tem que tomar cuidado para não caírem nas trevas também. Um inquisidor sempre tem que equilibrar seu amor por Deus e seus dogmas contra a ardente luta contra o mal e o pecado,. Caso contrário, ele se torna insensível e cruel, a missão importando mais que os ensinamentos da escritura, destruir os demônios mais importante que os inocentes no caminho.

Essa é a grande tragédia dos inquisidores. A constante luta para manter aFé e humanidade enquanto luta com males que nenhum homem ou mulher deveria testemunhar.

Despedidas

Me despeço agora, educando a vocês sobre esses mortais armados de fé. Que seus inimigos nunca o peguem desprevenido e que a Besta nunca obscureça sua razão. E não se esqueça de conferir os demais posts da Liga das Trevas.

Até mais.

Sair da versão mobile