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No conto “Ascensão”, Lady Axe nos conta sobre um homem que sempre trabalhou para uma grande empresa de forma correta e coerente, mas nunca havia sido notado para receber uma promoção, enquanto via colegas serem promovidos sem o mínimo esforço. Será mesmo que eles não se esforçavam?
Ascensão
Trabalho na mesma empresa há doze anos, sou o André do atendimento ao cliente ou o André esquerdopata. Um funcionário que sempre seguiu as regras, acreditando que o esforço e a dedicação seriam recompensados, sempre balizei tudo que fazia pela ética. No entanto, durante todos esses anos, nunca fui convidado nem para o tão famoso “happy hour” dos colegas de trabalho.
No início, não ligava.
Achava que era uma reunião banal em algum bar, mas comecei a perceber que todos que participavam acabavam subindo na empresa, enquanto eu, que sempre fui certinho e comprometido, permanecia estagnado no mesmo cargo.
O salário mal cobria minhas despesas básicas, e assistir à ascensão meteórica dos colegas me causava uma mescla de inveja e frustração. Então, decidi seguir um colega depois do expediente, movido pela curiosidade e um estranho pressentimento de que conchavos e amizades e troca de favores rolavam nesses bastidores, favorecendo as promoções. Eles nunca falavam sobre o que acontecia nesses encontros, sempre guardando o segredo com um sorriso misterioso.
Naquela noite, esperei pacientemente enquanto meus colegas saíam do escritório, um por um.
Quando vi Marco, que recentemente fora promovido de maneira inesperada, dirigir-se ao elevador, entrei logo atrás dele. As portas se fecharam, e ele apertou o botão do térreo, mas assim que os números começaram a descer, ele fez algo que me deixou intrigado: pressionou o botão para o subsolo.
Eu sabia que o subsolo era um local raramente usado, destinado apenas a armazenamento dos inservíveis e estacionamento do CEO. A curiosidade borbulhou dentro de mim, claro. Me atrevi contra meus instintos éticos e resolvi descer um andar antes e segui-lo de longe, usando as escadas. Ao chegar ao porão, ouvi vozes abafadas e um canto grave que reverberava pelas paredes.
Escondido atrás de caixas, observei com espanto enquanto Marco entrava em uma sala grande e mal iluminada. No centro, uma dúzia de pessoas, incluindo nossos colegas de trabalho, estava reunida em um semicírculo.
O ambiente estava impregnado de um odor estranho, uma mistura de incenso e algo metálico que me fez sentir tonto. Marco e os demais, tomaram uma capa verde escura que estava depositada sobre o encosto de seus acentos.
Todos a vestiram e foi possível ver o símbolo da empresa estampado nas costas, formando um círculo dourado cheio de raios que dele se escapavam.
No centro da sala, sobre um pequeno palco, estava o chefe, senhor Muller, que sempre parecera tão comum. No entanto, agora, havia algo terrivelmente distinto nele. Ele começou a entoar cânticos em uma língua desconhecida, suas palavras ecoavam como um sussurro gutural que se enroscava em minha mente.
Muller, continuou entoando a ladainha e aquela melodia me fez cair numa espiral em meus próprios sentidos. Fui desperto pela vibração do meu celular no bolso. Nervoso, o desliguei imediatamente.
No centro do palco, ele colocou uma pepita amarela e misteriosa, que pulsava com uma luz própria. Contorcendo-se sobre a própria superfície, como se tivesse vida.
Os colaboradores se aproximaram, um por um, cortando o pulso e derramando sangue em uma vasilha, que foi então levada até a pedra e o líquido rubro, derramado sobre ela. O ar ficou denso e sufocante, e eu observei, incrédulo, quando todos começaram a caminhar em fila na direção do palco, disputando a chance de tocar a tal pedra.
A competição era feroz e horrenda; os participantes se empurravam, socavam-se, esgoelavam-se e feriam os olhos uns dos outros.
E muitos saíram severamente machucados da disputa. No entanto, um dos funcionários conseguiu tocá-la. Seus olhos brilharam com uma luz febril, e ali mesmo, no púlpito, ele recebeu a promoção. Vi meu chefe sorrir com satisfação e erguer o punho do funcionário nas alturas, enquanto um misto de horror e fascínio tomava conta de mim. Corri para casa, atordoado, sentindo que havia testemunhado algo além da compreensão humana.
Passei a noite em claro, com medo do que aquilo poderia significar. Os detalhes do que testemunhei no porão continuavam a girar em minha mente, como um pesadelo do qual eu não conseguia despertar. As sombras dançavam nas paredes do meu quarto, tomando formas sinistras que me faziam estremecer. A imagem da pepita amarela pulsante, sugando o sangue com voracidade, assombrava meus pensamentos.
Tentei encontrar uma explicação racional, mas as respostas escapavam entre os dedos como areia.
Meu coração batia forte, e o medo me mantinha alerta, cada pequeno ruído da casa parecia amplificado pela tensão. Meus olhos, inchados de cansaço, se recusavam a fechar.
Pensei em chamar a polícia, mas logo descartei a ideia. Quem acreditaria numa história dessas? Imaginava os policiais me encarando com descrença, talvez até me tratando como alguém mentalmente instável. É só um delírio, diriam. E se eles fossem cúmplices, parte do mesmo mistério que engolia os funcionários da empresa?
Contar a alguém parecia igualmente impossível. Amigos ou familiares poderiam não entender, tratando-me como um lunático. A solidão daquela noite era esmagadora, e eu não conseguia afastar a sensação de estar envolvido em algo muito maior e mais obscuro do que jamais imaginara.
No dia seguinte, ao chegar no trabalho, eu estava decidido a pedir demissão. Minha sanidade valia mais do que qualquer cargo ou promoção que pudesse obter naquele lugar.
As paredes do escritório, antes familiares, agora pareciam fechar-se em torno de mim, como se escondessem segredos em cada canto. Olhei ao redor, vendo rostos que antes eram apenas colegas e que agora me pareciam coniventes e cúmplices de um segredo maligno.
A ansiedade me corroeu, e minhas mãos tremiam levemente enquanto caminhava em direção à minha sala.
Sentia um nó na garganta, e cada passo parecia ecoar na minha cabeça como o prenúncio de algo inevitável. Eu precisava sair dali antes que me tornasse parte daquele ritual, antes que a escuridão me engolisse por completo. Decidi pedir demissão.
Enquanto esperava o elevador, minhas pernas ameaçavam ceder sob o peso da tensão. A porta se abriu com um tilintar metálico, e eu entrei, respirando fundo e tentando acalmar meu coração acelerado. Subiria ao último andar, entraria na sala do chefe e pediria demissão. Simples assim, repetia para mim mesmo.
Mas, antes que pudesse fazer qualquer coisa, vi o colega que tocara a pedra. Saí do elevador. Ele chegou ao escritório com um carro novo, roupas impecáveis, e um ar de confiança que nunca antes tivera. Ia assumir seu novo cargo, com um salário vinte vezes maior que o meu. Aquilo me deixou abalado. Como alguém poderia mudar tanto em tão pouco tempo?
Mas antes que pudesse alcançar meu destino, recebi o chamado do RH numa notificação do celular. Meu coração disparou, e a sensação de pânico começou a subir pela minha espinha. Eu sabia que algo estava errado, que eles, de alguma forma, sabiam o que eu havia visto. Tomei a direção da sala de recursos humanos.
O corredor parecia se estender interminavelmente à minha frente, cada passo me aproximava do desconhecido.
O que me esperava na sala do RH? A incerteza era um peso esmagador, e enquanto me aproximava, cada batida do meu coração soava como um tambor ameaçador, aumentando a sensação de que algo terrível estava prestes a acontecer.
Sabia que não havia como voltar atrás, e cada fibra do meu ser gritava para que eu corresse, mas minhas pernas se moviam, uma após a outra, em direção ao destino que parecia inevitável.
Estava na sala do RH. A ansiedade tomou conta de mim; imaginei que haviam descoberto minha presença na cerimônia. Ao entrar na sala, fui recebido por um sorriso que não transmitia nenhuma ameaça.
– Sente-se, por favor. — houve uma longa pausa seguida de verificações na tela do computador. — Parabéns, André! – disse a gerente de RH, com uma voz suave e encorajadora. – Finalmente gostaríamos de convidá-lo para o nosso happy hour.
Confuso, eu me afundei na cadeira. As palavras ecoaram em minha mente enquanto uma nova percepção se formava. Como assim me convidaram para o happy hour?
Talvez houvesse algo mais em mim, de verdade. Algo que eu ainda não havia notado. Não podia ser aquilo que havia testemunhado… afinal, nem era algo inteiramente maligno.
Por um momento, hesitei.
Mas a promessa de reconhecimento e ascensão social, algo que eu sempre ansiava, agora parecia ao meu alcance. Uma única vez na vida eu merecia algo. Uma única vez na vida a oportunidade me sorriu. Me senti merecedor. Talvez fosse hora de abraçar o inevitável e fazer parte de algo grande.
A perspectiva de me tornar alguém importante era tentadora demais para ser ignorada. Quando saí do RH, senti-me dividido, mas também inegavelmente atraído pela ideia de sucesso. Naquela noite, olhei para o espelho e vi um reflexo que parecia tanto meu quanto de um estranho.
Decidi que, na próxima reunião, eu estaria lá, pronto para entender e, quem sabe, aceitar aquela organização. Sabe? Vestir a camisa de verdade. A escuridão parecia menos ameaçadora agora, como se eu finalmente estivesse prestes a entender como aceitá-la. E participar dela.
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No livro Heróis de Arton, todas as classes básicas de Tormenta20 receberam uma variante. Algo que não acontece com as duas novas classes do sistema: Treinador e Frade. Hoje, vamos experimentar fazer algo com o Treinador e desenvolver uma variante para ele pensando em um cavaleiro e sua fiel montaria.
AIOOOOOOOOO SILVER!
Ginete [Treinador]
“Chapéu de couro, coração guerreiro, assim é o ginete namalkahniano.”
Ginetes são o ápice da ligação entre cavaleiro e montaria. Não os nobres cavaleiros que vivem em Bielefeld ou em outros lugares de Arton, mas todos aqueles que estão dispostos a confiar a uma outra criatura para viverem juntos e trabalharem como um só.
Os Ginetes e suas montarias são tão variadas quanto qualquer outro tipo de dupla, mas eles trabalham em equipe de maneira tão única que muitas vezes são confundidos como duas partes da mesma criatura. Eles são uma dupla implacável, incapazes de serem transpassados por qualquer intempérie que apareça na frente deles.
Características de Classe
Pontos de Vida. Um ginete começa com 16 pontos de vida + Constituição e ganha 4 PV + Constituição por nível. Pontos de Mana. Como um treinador básico. Perícias. Cavalgar (Des) e Reflexos (Des), mais 2 a sua escolha entre Adestramento (Car), Atletismo (For), Diplomacia (Car), Fortitude (Con), Guerra (Int), Iniciativa (Des), Luta (For), Ofício (Int), Percepção (Sab), Sobrevivência (Sab). Proficiências. Armas marciais e escudos.
Tabela: O Ginete
Nível
Habilidades de Classe
1º
Direcionar, Montaria (2 truques), Ginete
2º
Coice Montado, poder de treinador
3º
Poder de treinador
4º
Montaria (3 truques), poder de treinador
5º
Bater e correr, poder de treinador, treino especializado
6º
Poder de treinador, sincronia de combate
7º
Montaria (4 truques), poder de treinador
8º
Investida destruidora, poder de treinador
9º
Poder de treinador
10º
Poder de treinador, trabalho coordenado
11º
Poder de treinador
12º
Poder de treinador
13º
Montaria (6 truques), poder de treinador
14º
Poder de treinador, manobras equestres
15º
Poder de treinador
16º
Montaria (7 truques), poder de treinador
17º
Poder de treinador
18º
Poder de treinador
19º
Montaria (8 truques), poder de treinador
20º
Dois como um, Poder de treinador
Habilidades de Classe
Direcionar. Como um treinador básico (Heróis de Arton, pág. 17). Ginete. Você passa automaticamente em testes de Cavalgar para não cair da sua Montaria quando sofre dano. Além disso, não sofre penalidades para atacar à distância ou lançar magias quando montado. Se aprender novamente este poder, ao invés disso você recebe +2 em Cavalgar. Montaria. Você recebe um parceiro especial do tipo montaria que o acompanha nas suas aventuras. Ele tem progressão e regras semelhantes a um Melhor Amigo do treinador básico (Heróis de Arton,pág. 20), mas não pode aprender o truque Anatomia Humanoide e tem que ser de pelo menos uma categoria de tamanho maior do que o seu ginete. Para todas as suas habilidades de classe, sua Montaria é considerada o seu Melhor Amigo.
Coice Montado
A partir do 2º nível, uma vez por rodada, quando você usa a ação agredir para fazer um ataque corpo a corpo montado, a sua Montaria pode fazer um teste de Luta como um auxílio para o seu ataque.
Bater e Correr
A partir do 5º nível, quando faz uma investida, você pode continuar se movendo após o ataque, até o limite de seu deslocamento. Se gastar 2 PM, pode fazer uma investida sobre terreno difícil e sem sofrer a penalidade de Defesa.
Treino Especializado
No 5º nível, escolha entre Equestre dos Horizontes e Treino Intensivo. • Equestre dos Horizontes. Sua montaria recebe +2 em testes de resistência e +2 em Atletismo. No 11º nível, os bônus aumentam para +3 em testes de resistência e +5 em Atletismo. No 15º nível, o bônus em testes de resistência aumenta para +5 e sua montaria pode lançar a magia Velocidade como uma Magia Simulada (Heróis de Arton pág. 44), mas apenas nele mesmo. • Treino Intensivo. Seu melhor amigo recebe +4 PV por nível, redução de dano 5 e um truque. No 11º nível, a RD aumenta para 10 e ele recebe outro truque. No 17º nível, a RD aumenta para 15.
Ginete e suas Montarias tem uma conexão intrínseca.
Sincronia de Combate
Como o treinador básico (Heróis de Arton, pág. 19).
Investida Destruidora
A partir do 8º nível, quando faz a ação investida, você pode gastar 2 PM. Se fizer isso, causa +2d8 pontos de dano. Você deve usar esta habilidade antes de rolar o ataque.
Trabalho Coordenado
A partir do 10º nível, escolha duas perícias que o Ginete é treinado, a Montaria se torna treinado nas mesmas perícias. Quando o ginete ou a montaria fazem um teste de perícia que os dois são treinados e o outro estiver em alcance curto, você pode gastar 2 PM. O maior resultado entre os dois é considerado o teste dos dois e o menor é considerado auxílio para o outro. Se um passar, os dois passam.
Qual era a cor do cavalo branco de Napoleão?
Manobras Equestres
A partir do 14º nível, quando é alvo de uma manobra de combate, Ginete e Montaria fazem o teste de ataque e consideram o maior valor entre os dois. Uma vez por rodada, quando resistem a uma manobra, podem fazer um ataque corpo a corpo como uma reação contra quem fez a manobra.
Dois Como Um
No 20º nível, você e sua montaria são, na prática, a mesma criatura. Todo o dano sofrido por um é dividido pelo outro (aplicando reduções e resistência após a divisão), se um dos dois passar em um teste de resistência, os dois passam.
Além disso, se um ficar com PV negativo e o outro ainda estiver com o PV positivo, não fica inconsciente até que os dois estejam com PV negativo. Se os dois ficarem com PV negativo, ambos sofrem os efeitos de seus PV atuais, podendo cair inconsciente ou mesmo morrerem.
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Recentemente saiu Só Aventuras – Ghanor, o primo do Só Aventuras T20, mas com aventuras voltadas para o cenário de Ghanor, e irmão do Livro de Buscas, o primeiro livro de aventuras do cenário. Ambos contém aventuras em níveis parecidos. Mas como conectar os dois livros e jogar uma “Semi-Jornada Heroica” no universo de Ghanor? É isso que veremos nos Santos Escritos de hoje!
Buscando Aventuras por ai!
Antes, alguma considerações
Para começar, precisamos partir do óbvio: as aventuras, tanto do Livro de Buscas quanto do Só Aventuras Ghanornão foram pensadas como parte de uma aventura completa (doideira, eu sei).
Então as conexões não vão ser perfeitas, mas é um planejando considerando o que temos
Sugestão de Ordem
A sugestão de ordem segue uma linha de norte a sul pelo continente, até dar a volta. Com as seguintes aventuras:
Matem Meu Monstro! (Nível 1 a 3) – Só Aventuras Ghanor, pág. 4;
Em Pele de Lobo (Nível 4 a 6) – Livro de Buscas, pág. 38;
Ossos de Sammelen (Nível 7 a 9) – Livro de Buscas, pág. 74;
A Gárgula, O Feiticeiro e o Bebê (Nível 13 a 15) – Só Aventuras Ghanor, pág. 48;
Por Um Punhado de Prata (Nível 16 a 18) – Livro de Buscas, pág. 4;
Piratas do Pálido Luar (Níveis 19 a 20) – Só Aventuras Ghanor, pág. 72
Se arrume, idiota. Nós vamos matar um monstro!
Patamar Iniciante
Com essa sugestão de progressão, todo o nosso patamar iniciante vai acontecer na aventura Matem Meu Monstro!
O início pode ser bem padrão, como os personagens se conhecendo no salão de guerreiros de Artus, ou outra forma de se encontrarem inicialmente. E a aventura se segue normalmente, até seu fim.
Patamar Veterano (ou “Arco de Sammelen”)
Chamo esse trecho de “Arco de Sammelen” porque durante todo o Patamar Veterano, os personagens vão lidar com problemas em Sammelen.
Independente do fim da aventura anterior, os personagens deixam de ser simples “aventureiros iniciantes” e se tornam aventureiros veteranos, e após alguns meses em Artus (dê um tempo de três meses para eles fazerem buscas, treinos e etc…) eles são chamados para a próxima aventura.
AUUUUUUUUUUUU
Em Pele de Lobo
Como sugerido na aventura, considere que os personagens estão viajando e então não precisam passar pela introdução, ou talvez ouçam o bardo da introdução tocando a trágica história da Fera de Gedeven em Artus, e decidem ir atrás da tal fera.
Como uma aventura muito mais contida, o fim dela leva a reputação do grupo além, e permite que eles sejam chamados por outro nobre no mesmo reino, no caso Pollux Castor em Gredonia, ao norte do reino.
A conexão entre as duas é tão ou mais direta quanto a anterior. Os personagens foram conhecidos por terem resolvido o problema da Fera de Gedevan, então podem resolver o problema de tráfico de substâncias proibidas em Gredonia.
Se preferir, coloque Pollux Castor como um dos presentes presenciando o ataque da Fera de Gedevan, assim, sem muito tempo de distância entre as duas aventuras, o nobre logo os convida para sua cidade para que verifiquem seu problema.
ESTÁ VIVO!
Ossos de Sammelen
Como já estão na região, e se decidiu, por ter presenciado o agir do grupo. O nobre Pollux Castor presencia seus feitos e os chama para auxiliar. Como ainda estamos lidando com os níveis normais das aventuras, rode Ossos de Sammelen normalmente. Ao fim dela, seus personagens estão livres para novas aventuras pelo continente, e em um novo patamar!
Patamar Campeão
Durante os níveis 10, 11 e 12, teremos os pontos mais “complexos” e no qual precisa fazer uma finta maior para unificar as aventuras até a próxima. Minha sugestão é que, nos níveis 10 e 11, você crie pequenas aventuras próprias que movimentem os jogadores de Sammelen para perto do meio do mapa, como em Kottar ou Mattora.
Mattora
O mais marcial dos três irmãos, Mattora é um reino de intriga política e combate contra demônios. Pense em cenários de Fantasia Sombria, no qual os personagens enfrentam criaturas abissais e a ganância humana. Normalmente, aventuras aqui vão envolver combate com monstros, demônios ou intriga política entre lordes feudais.
Kottar
O reino que venera a morte, Kottar é um reino soturno em que a Morte é venerada como uma divindade. E todos os habitantes aguardam o seu abraço. Apesar disso, kottarianos abominam mortos vivos, já que esses não morreram de verdade. Aventuras em Kottar normalmente vão ter um clima mais agridoce, envolvendo a morte e/ou combate contra mortos-vivos.
Outras aventuras
Caso queira sugestões mais concretas, você pode adaptar aventuras das Breves Jornadas da Dragão Brasil para o cenário de Ghanor. Futuramente, teremos 3 textos nivelando as aventuras A Última Marcha (DB 172) e Feitiço Sombrio do Kit Introdutório para os níveis 10 e 12, respectivamente.
Para a aventura de nível 11, você pode usar uma aventura de nível 8 da DB, que eu recomendo você usar a aventura Olho do Basilisco, da DB 229.
É desse Basilisco que estamos falando?
Olho do Basilisco
Em vez de se passar nas Sanguinárias, essa aventura se passa em Mattora. a guilda Mon’han faz o mesmo serviço em Mattora, só que com criaturas mais obscuras do que monstros gigantes, ainda trazendo carcaças menores de monstros para a guilda.
Os personagens são contratados pelo fundador da guilda, Monhalen Gallohan, o equivalente de Ghanor para o fundador da guilda de mesmo nome. Mas nesse caso ele é um cambionte ao invés de um kliren. Ele apresenta o golem Defensor Rochoso e explica a situação e de como ajudar ele. Ao invés de ser algo por acaso, os aventureiros são contratados para isso, assim matando as cenas 1 a 3.
A partir da cena 4, narre igual, só que ao invés de ser trilhas de montanhas, descreva colinas soturnas. Os testes podem manter iguais, para as demais criaturas, aumente os testes de perícia em +2 e aumenta os PV em +20%.
Chegando em Ghanor
Após passar as aventuras dos interlúdios, é interessante que os personagens cheguem no nível 13 mais ao sul, na região de Ghanor. Aonde se passa as demais aventuras do Patamar Campeão, o ideal é que no final das suas aventuras (se decidir fazer as suas próprias nesses três níveis), os personagens terminem em ou indo para Ghanor.
O Resto do Patamar Campeão
Após as aventuras do Interlúdio, rode a aventura, seus personagens estarão em Ghanor. E já são conhecidos o suficiente para receberem convites para missões na maior região do continente (em questão de influência), dando o gancho para a próxima aventura.
Baita batizado!
A Gárgula, o Feiticeiro e o Bebê
Após resolver as questões de Montecrânio, eles podem ter um momento de descanso. Haverá outra matéria com sugestões para nivelar a aventura, que originalmente vai do nível 4 ao nível 6, para o nível 13 ao nível 15.
Após salvarem o bebê e lidarem com os problemas dos demônios, eles são chegados para Santa Sicária.
Esse Porto é pequeno demais para nós todos!
Por Um Punhado de Tibares
Da mesma maneira que a anterior, após terem salvo o batizado, um dos nobres convida os personagens para resolverem os problemas de Santa Sicária. Assim, você pode pular toda a parte 1 da aventura e partir direto para a parte 2.
A região deixara de ser um pequeno posto comércial entre rios, e mais uma região de maior fluxo comercial, aonde ela para uma Cidade (A Lenda de Ghanor RPG pág. 221) e novos desafios de ND maior para os personagens enfrentarem. O Maldito, caçador de recompensas que estava causando boa parte dos problemas de Santa Sicária, não é apenas um indíviduo, mas o lider de uma gangue de caçadores buscando o controle da região. Como os personagens já estarão consolidados,
Assim como a aventura anterior, teremos uma postagem inteira adaptando a aventura para níveis maiores, e novas ideias de trechos dentro dela.
Espero que ninguém tenha matado o pai de ninguém.
Piratas do Pálido Luar
Após resolverem a situação de Santa Sicária, O Medusa da Meia-Luz passa pelo porto e convida os personagens para a aventura do nome de título, para a novidade de vocês, teremos uma matéria com mais detalhes de como adaptar a aventura.
Mas como é a última aventura da Jornada, as coisas escalarão um pouco a mais do que a original, mas a ideia é toda a aventura se encerrar no Deserto da Confederação dos Mercadores.
Conclusão
Conectar aventuras não é algo fácil, mas também não é impossível, principalmente as soltas como a do Livro de Buscas e do Só Aventuras. Espero que a matéria tenha te ajuda a ter uma direção do que fazer e como brincar.
No futuro teremos mais textos com a adaptação de cada aventura, espero que gostem, até!
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No cenário de Tormenta, o estilo mahou-jutsu foi criado por gênios juntando gestos arcanos com socos e chutes de combates marciais. O estilo era extremamente difundido em Tamu-ra, mas tudo mudou quando a Tormenta atacou.
O número de mestres diminuiu consideravelmente, mas agora com a reconstrução do continente, o estilo tem sido revitalizado aos poucos, mas hoje na primeira matéria do Aventuras Distintas, vamos falar de um dos antigos mestre do mahou-jutsu: Hankuma, o Desafiante das Trevas.
Mas o que são as Aventuras Distintas?
No Heróis de Arton e no primeiro documento gratuito sobre distinções, cada uma delas traz as Admissões, que são diretrizes do que um personagem precisa fazer para ter acesso aos poderes da Distinção. O Aventuras Distintas são ideias de aventuras para que os personagens possam atingir as distinções.
Hankuma, ou seria Akuma?
Qualquer Semelhança Não É Mera Coincidência
Se você não mora debaixo de uma pedra e já jogou qualquer Street Fighter na vida, eu não preciso explicar que Hankuma foi diretamente inspirado em Akuma, do Street Fighter.
A ideia veio porque o personagem é referenciado no texto de admissão do Mestre do Mahou-Jutsu, então decidi pegar a ideia e explorar ela mais um pouco.
Escolhendo Hankuma como Mestre
Como parte da admissão para Mestre do Mahou-Jutsu, um personagem pode ouvir rumores sobre o mestre Hankuma. Se for o caso, ele pode ouvir os seguintes rumores;
d6
Rumores
1
Hankuma é um dos mais antigos mestres do Mahou-Jutsu, talvez contemporâneo com mestre Chibi.
2
Hankuma matou sua irmão, um Gênio da Eletricidade, em combate. Desde então ele tem ido de dojo em dojo no Reino de Lin-Wu buscando um novo desafio.
3
Existe uma família nobre em Tamu-ra que tem o favor de Hankuma, dizem que ele está a serviço da família e tem eles como seus únicos amos.
4
Em algum momento, Hankuma dividiu uma ilha ao meio com um soco.
5
A alguns anos atrás, Hankuma viajou para Sora para desafiar outros gênios em seu estilo de combate.
6
Hankuma hoje em dia trabalha como vendedor de frutas, mas ainda desafia outras criaturas quando encontra um desafiante digno.
Você pode considerar quais rumores são verdade ou mentira, mas a princípio, todos eles são verdade.
Hankuma pode estar em qualquer cidade média ou grande em que o mestre precise que ele esteja, normalmente ele pode ser encontrado nas regiões de Deheon, Namalkah, Wynnla, Zakharov, Vectora, Conflagração do Aço, Aslothia, Sambúrdia, Trebuck, Montanhas Sanguínarias, Ermos Púrpuras e no Império de Talon. Quando fora do Continente (Arton Norte), ele provavelmente poderá ser encontrado também em Ubani ou em Tamu-ra.
Convencendo Hankuma
Hankuma, caso seja encontrado, quase sempre estará ou enfrentando outro desafiante ou vendendo frutas. Apesar de sua aparência quase bestial, Hankuma é um gênio de poucas palavras. Ele tem algumas preferências, porém;
Hankuma dificilmente irá aceitar devotos de deuses bondosos como seus discípulos, caso sejam insistentes, ele provavelmente irá deixar os testes mais difíceis. Aumentando a CD de todos os testes para convencer Hankuma em +5.
Hankuma estará mais inclinado a treinar personagens que tenham, como a maioria das suas magias, magias das escolas de Abjuração, Evocação e Necromancia. Caso o personagem tenha mais magias dessas escolas do que qualquer outra, a CD dos testes para convencer Hankuma diminui em –2.
Hankuma valoriza a força e a conexão com a magia do que qualquer outra coisa. Se o personagem tiver Carisma como seu principal atributo-chave para lançar magias, a CD dos testes para convencer Hankuma admissão diminui em –5, se tiver Sabedoria, diminui em –2, se for Inteligência, aumenta em +2.
Além dessas preferências, existem dois fatores que, independente dos fatores, fazem Hankuma aceitar instantaneamente se tornar mestre do candidato.
Da mesma maneira, Elena é uma das poucas amigas de Akuma em Street Fighter.
Mestra Sandra
Independente aonde Hankuma esteja, ele tem uma pessoa especial para ele; Mestra Sandra. Mestra Sandra é uma Qareen da Luz, uma mortal que ganhou as graças de Hankuma como sendo um desafio digno a Hankuma e ainda assim sendo feliz e alegre.
Hankuma tem um coração fraco para Mestra Sandra e qualquer um que conseguir convencê-la a convencer Hankuma, faz com que ele aceite treinar o candidato sem nem precisar fazer um teste inicial.
Sandra é definitivamente mais permissiva que Hankuma, mas ela aceita ajudar apenas personagens que amam a luta como esporte e amam a magia como um todo. Ajudar a cuidar dos discípulos em seu dojo ou fazer alguma missão para ela já é o bastante para convencê-la.
A Família Motoyama
É engraçado que, apesar de ser um gênio tão antigo, Hankuma seja amo da família Motoyama, uma família do baixo clero da nobreza tamuraniana.
Dizem que a família, na época que seu patriarca Kazuki era apenas uma criança, conseguiram aplacar o ódio imparável de Hankuma e convencê-lo a voltar para o plano material. Como isso aconteceu é incerto, alguns dizem que, de alguma maneira, Kazuki provou seu potencial para Hankuma, outros dizem que a criança foi a primeira a fazer o gênio gargalhar.
Porém, algo que é sabido é que a família Motoyama sofre de uma maldição: dizem que a família tem sangue de demônios (o que talvez explique a inclinação de Hankuma para a família).
O sangue demoníaco não se ativa há muitos anos, mas ainda há rumores sobre a possibilidade do futuro patriarca da família, Kazuya Motoyama, de aflorar sua linhaça demoníaca. Da mesma maneira, mesmo com sangue de demônios, o clã materno da família Motoyama vem de uma linhagem de caçadores de demônios, então a mesma linhagem que sofre com a mácula demoníaca também é a que a caça.
Independente disso, a família Motoyama não é uma família extremamente rica, mas ainda tem o gênio como amo. Qualquer missão que salve a família Motoyama ou se o candidato ganhar o favor da família, eles podem pedir para a família convencer Hankuma a aceitá-lo como candidato.
Para candidatos a Mestre Mahou Jutsu, o mestre Hankuma exige dois testes. Normalmente, o teste padrão dele para candidatos mais metidos a besta seria enfrentá-lo, mas Hankuma pede outros tipos de teste.
Intenção Assassina – Teste Físico
Para o teste físico de Hankuma, ele explica que é o mestre do estilo Satsui no Hadou, que é uma técnica pensada em uma fúria assassina, semelhante, mas não igual, aquelas invocadas pelos bárbaros e devotos de Megalokk.
Para esse primeiro teste, o candidato deve encontrar um desafiante digno que expresse essa vontade assassina da fúria dos monstros e clamar ela para si, normalmente isso significaria encontrar e derrotar/matar (ele prefere que mate) um bárbaro ou um monstro com ND igual ou maior ao do candidato e derrotá-lo sem usar magia, apenas com seu ódio e seus punhos, levando um pedaço dele para provar a derrota.
Hankuma tem Sobrevivência o suficiente para identificar o que foi realmente retirado de uma criatura e caso seja algo forjado para enganá-lo. A tentativa de enganar Hankuma faz o candidato ser automaticamente atacado por ele.
Intenção Assassina – Teste Mágico
Para o teste mágico, Hankuma exige que o alvo entenda a capacidade mortal e letal da sua magia. Para isso, deve levá-la ao extremo para por ela a prova. Hankuma leva o candidato a uma área especial, aonde o corpo do candidato é levado ao estresse extremo, e ele deve aprender a lançar magias enquanto se sente pressionado.
Nessa área, ondas e mais ondas de Carvareis (Guerreiro de Chifre, T20 JdA, pág. 267 e Trio de Carvarel, Deuses de Arton, pág. 253) atacam o alvo, que não pode fazer ataques com punhos, e derrotar as criaturas usando apenas magias, enquanto está em condição ruim para lançar magias, que se torna terrível se ele sofrer dano.
Candidato Aprovado
Uma vez completado os dois testes, após 1 dia de descanso, esperando receber sua congratulação pelo mestre, Hankuma ataca o candidato. Ele é brutal e ataca sem piedade, mas mesmo assim, para cada patamar do candidato abaixo do campeão, ele tem –100 PV e –5 em testes de perícia e Defesa.
Se estiver enfrentando um candidato Veterano, ele não tem a habilidade Velocidade do Ódio. Se o candidato sobreviver por 10 rodadas sem parar de atacar ou lançar magias ou levar Hankuma a metade dos PV, ele não fala mais nada, acena a cabeça e vai embora.
E o candidato se torna, oficialmente, um Mestre do Mahou Jutsu.
Poderes do Mestre Hankuma
Caso um candidato treine com o mestre Hankuma, alguns poderes ficam liberados para que ele possa usar. Segue abaixo;
Prisão Assassina Instantânea
Quando começa uma Trocação, faça todos os ataques da sua Trocação e role o dano apenas no final dela, o alvo considera todo o dano como uma única instância para fins de redução de dano e outras habilidades. Pré-requisito: Treinado por Mestre Hankuma, Trocação.
Punho Ondulante Necrótico
Você aprende e pode lançar as magias Infligir Ferimentos, se já conhece a magia, ela custa –1 PM. Além disso, quando usa o aprimoramento que permite fazer um ataque como parte da execução da magia, você pode atingir um alvo em alcance curto com seu ataque corpo a corpo. Pré-requisito: Treinado por Mestre Hankuma, ter pelo menos uma magia de Necromancia.
Vento Ondulante Profano
Você aprende e pode lançar a magia Salto Dimensional, mas não pode usar ela em outros alvos, se já conhece a magia, ela custa –1 PM. Além disso, se lançar a magia sem estiver usando armadura , você recebe camuflagem leve por 1 rodada. Pré-requisito: Treinado por Mestre Hankuma, Des 1.
Definitivamente não é o Akuma
Mestre Hankuma ND 17
Espírito (gênio) Grande Especial. Iniciativa. +20, Percepção. +12, visão no escuro. Defesa 52, Fort +17, Ref +24, Von +30, imunidade a trevas, redução de dano 10, resistência a magia arcana +10. Pontos de Vida. 800. Deslocamento. 15m (10q).
Pontos de Mana. 110. Corpo a Corpo. Ataque Desarmado x4 +45 (3d10+30 mais 2d8 trevas, 19/x3). Devorar Magia (Reação). Quando passa no teste de resistência contra uma magia da qual foi alvo, Hankuma não sofre nenhum efeito da magia e recupera uma quantidade de PM igual ao valor gasto nela. Mahou-Jutsu (Reação). Quando faz a ação agredir, Hankuma pode lançar uma magia arcana de até 3º círculo com execução de movimento ou padrão como ação livre. Prisão Assassina Instantânea (Completa, 1+ PM). Hankuma brilha seus olhos com energia assassina e faz uma investida contra um alvo no alcance. Se acertar o ataque, Hankuma pode fazer outro ataque desarmado contra o mesmo alvo, pagando uma quantidade de PM igual à quantidade de ataques já realizados na mesma rodada (Até um total de 17 PM). Hankuma faz todos os ataques e soma o dano assim que acabar, todo o dano é considerado a mesma instância de dano para fins de redução de dano e outras habilidades. Punho Ondulante Necrótico (Padrão). Hankuma carrega uma esfera de energia necrótica e dispara ela contra um alvo em alcance curto. O alvo sofre 3d10+30 pontos de dano de impacto mais 7d8+7 pontos de dano de trevas, é empurrado 3m na direção oposta a Hankuma e fica caído (Fortitude CD 45 reduz o dano à metade e evita a condição). Servo dos Motoyama. Hankama tem como amo todos os membros da família Motoyama. Ele obedece cegamente a família Motoyama e não pode atacar ou prejudicar qualquer membro ou protegido da família. Podendo ser invocado por um membro da família Motoyama a qualquer momento. Velocidade do Ódio. Hankuma tem uma ação padrão ou de movimento adicional por rodada. Vento Ondulante Profano (Movimento). Uma vez por rodada, Hankuma pode usar a magia Salto Dimensional com uma ação de movimento. Além disso, sempre que usa essa magia, fica sob camuflagem leve por 1 rodada. Ódio Ancestral. Quando o dabbus reduz os PV de um inimigo a 0 ou menos, recupera metade do dano que causou a esse inimigo.
Magias .Como um feiticeiro de 17º nível (CD 45). - Crânio Voador de Vladislav (Padrão, 11 PM). Dois crânios de energia negativa causam 7d8+7 pontos de dano de trevas em duas criaturas em alcance médio e deixa os alvos e todas as criaturas a 3m deles abaladas (Fort reduz à metade e evita a condição). - Infligir Ferimentos (Padrão, 16 PM). Hankuma faz um ataque desarmado. Se acertar, além do dano normal, causa 8d8+8 pontos de dano de trevas e o alvo fica fraco pela cena. - Terremoto (Padrão, 10 PM). Esta magia cria um tremor de terra que rasga o solo. O terremoto dura uma rodada, durante a qual criaturas sobre o solo ficam atordoadas (apenas uma vez por cena). Veja mais em T20, pág. 209. - Transformação de Guerra (Padrão, 6 PM, sustentada). Hankuma recebe +6 na Defesa, em testes de ataque e em rolagens de dano corpo a corpo e 30 PV temporários, mas não pode lançar outras magias. - Vitalidade Fantasma (Padrão, 10 PM). Criaturas vivas em uma esfera de 6m de raio centrada em Hankuma sofrem 3d10 pontos de dano de trevas (Fort reduz à metade). Hankuma recebe PV temporários iguais ao dano total causado.
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No mundo de A Lenda de Ghanor, Artus é um reino à parte do resto dos principais reinos de Ghanor. Ele é dominado por guerreiros que enfrentam um frio poderoso, mas também tem uma religião separada: em Artus, a natureza e seus expoentes são considerados santos. Hoje vamos explorar alguns desses santos, especialmente os santos totêmicos, os santos que abençoam os Animais Totêmicos do Bárbaro.
Animais Totêmicos
Santos dos Animais Totêmicos
Os animais totêmicos são espíritos ancestrais que concedem para muitos Bárbaros poderes mágicos que usam em conjunto com sua fúria. Para muitos leigos, esses animais são apenas representações da aspectos que os bárbaros tem como poderosos, mas há muito tempo, são adorados como verdadeiros deuses pelo povo de Artus. Todos os santos abaixo utilizam a mesma lista de magia dos druidas.
Nygara
A Velha Coruja dos Novos Caminhos, Nygara
Alguns dos clérigos presentes em Artus dizem que Nygara é a santa mais antiga da região, aquela que abria (ou ainda abre) caminho para que os santos, de Artus e dos outros reinos, vão para Céu ou para o Inferno, em prol cumprirem com o papel que tiverem em vida e serem devidamente adorados.
Por isto, a habitação de Nygara seria o Purgatório, o caminho do meio, apenas protegendo a viagem daquelas que vão viver alegria ou danação eterna. Nygara não é má, muito menos boa. Ela é uma protetora de ambos os caminhos, guiando como pode as almas e os mortais para onde desejam ir.
Os devotos de Nygara são, em sua maioria, videntes, versados nas artes divinatórias.
Símbolo Sagrado
Uma coruja, o seu olho esquerdo é a lua e o seu olho direito é o sol.
Norma
Devotos de Nygara não podem negar de lançar magias de Adivinhação para qualquer pessoa, e nem podem se negar de guiar pessoas para o caminho mais seguro. Em termos mais concretos, não podem abandonar pessoas que estejam perdidas, seja fisicamente, emocionalmente ou espiritualmente.
Poder Concedido
Devotos de Nygara aprendem e podem lançar a magia Orientação, além disso, gastam –1 PM no custo de todas as suas magias de adivinhação e transmutação.
Seton
O Fúnebre Corvo das Estrada, Seton
Enquanto Nygara é aquela que guia os caminhos daqueles que estão certos, Seton é o santo dos caminhos incertos. Daqueles que não sabem para onde vão, e que terão suas almas julgadas.
Seton olha para o povo comum, ele olha para o fazendeiro que morreu de repente enquanto arava sua terra, para as crianças que nasceram prematuros e morreram da mesma forma, para os pobres coitados afetados por uma doença que afligiu a terra.
Alguns clérigos consideram Seton como a verdadeira face da morte, enquanto Nygara é a morte que vigia os que os deuses consideram bom, Seton é a verdadeira face humana, que guia aqueles que realmente precisam de guias.
Símbolo Sagrado
Um corvo, com suas asas abertas, pousado em cima de um túmulo.
Norma
Devotos de Seton sempre devem cumprir os ritos de sepultamento de qualquer criatura, independente do que fez ou quem é, e dar a ela todas as devidas honras de sua região. Devotos de Seton não podem profanar corpos, por isso, todos os tesouros recebidos de criaturas que foram mortas devem ser purificadas e 10% do valor doado a Igreja.
Poder Concedido
Devotos de Seton aprendem e podem lançar a magia Visão Mística. Além disso, quando passa em um teste de Religião para realizar um Rito de funeral, Seton passa a te guiar, e você recebe +2 PM temporário +1 PM temporário para cada 5 pontos que ultrapassarem da CD, que duram até o fim da aventura ou até serem usados.
Você só pode receber um valor total de PM igual ao seu nível desta maneira. Criaturas que você matou diretamente ou que você ou seus aliados mataram com o propósito de serem beneficiados por este poder não te concedem PM temporário. Seton se preocupado com os simples e humildes, não pelos gananciosos e soberbos.
Físláidir
O Vigilante Falcão Vermelho do Sul, Físláldir
Físláidir é uma santa ave que dizem ter sido ascendido aos céus durante um embate entre bárbaros de Artus e guerreiros de Sammelen. Outrora um animal de estimação de um antigo líder bárbaro, quando seu companheiro morreu, a ave implodiu em fogo sagrado e matou os guerreiros de Sammelen.
Desde então, Físláidir vigia as terras do sul de Artus, avisando as tribos sobre avanços dos guerreiros sammelenianos em terras de Artus.
Símbolo Sagrado
Um falcão sob um olho em chamas.
Norma
Devotos de Físláidir devem vigiar pelo bem de seus companheiros. Em termos de regra, devotos de Físláidir devem ser sempre os últimos a descansar em um acampamento e os últimos a serem curados, se houverem outros aliados mais necessitados.
Devotos de Físláidir nunca podem curar ou ajudar testes de criaturas nascidas em Sammelen.
Poder Concedido
Devotos de Físláidir aprendem e podem lançar a magia Detectar Ameaças. Além disso, recebem Percepção +2 e, em todos os testes que envolvam rastrear criaturas ou se esconderem de outras criaturas, você rola dois dados e escolhe o melhor resultado.
Eunmorgorm
O Grande Grifo Azul do Oeste, Eunmorgorm
Eunmorgorm é o grande patrono das Montanhas Azuis, uma cordilheira de montanhas a oeste de Artus, mas dentro do território de Sammelen, que mantém diversos monstros raros e outros santos menores. Dentre eles, Eunmorgorm governa como um rei.
Dizem que Eunmorgorm foi santificado ainda vivo pelo medo que as demais pessoas tinham dele, e pela governança que ele tinha sobre a montanha, desafiando inclusive outros antigos dragões.
Símbolo Sagrado
Um grifo de asas abertas sob uma montanha.
Norma
Devotos de Eunmorgorm sempre devem caçar, capturar e extrair (ou tentar extrair) materiais de monstros não inteligentes. Ser derrotado por um monstro irracional é tido como uma grande vergonha para a igreja de Eunmorgorm.
Poder Concedido
Devotos de Eunmorgorm aprendem e podem lançar a magia Primor Atlético. Além disso, podem usar o poder Santificar Arma com seus Ataques Desarmados ou com armas naturais.
Madadh
O Sábio Lobo Branco do Leste, Madadh
Madadh é o grande patrono dos Bosques Verdes, uma floresta a leste de Artus, dentro do território de Sammelen, que mantém diversos animais raros e criaturas mágicas e fantásticas.
Dizem que Madadh foi santificado quando um velho Lobo Branco morreu salvando outros animais da floresta de um avanço de soldados de Sammelen. Depois de matar diversos deles, ele morreu e renasceu como santo.
Madadh protege os animais e seu bem estar dentro da floresta de soldados de Sammelen, bárbaros de Artus, caçadores e, principalmente, monstros invasores.
Símbolo Sagrado
Um Lobo uivando na sob a lua.
Norma
Devotos de Madadh não podem causar dano a animais, sempre devem defende-los e protege-los. Ainda podem montar e ter aliados animais, mas jamais podem fazer mal intencionalmente a eles.
Poder Concedido
Devotos de Madadh aprendem e podem lançar a magia Concentração de Combate. Além disso, na primeira vez que entram em uma floresta na aventura, recebem 6d6 dados de auxílio que podem usar em testes até o fim da aventura. Quando perderem, só recebem novamente os dados de auxilio na primeira vez que entrarem em uma floresta na próxima aventura.
Sionnach
A Astuta Raposa das Florestas, Sionnach
Sionnach é a principal antítese de Madadh, talvez empatado com Eunmorgorm. Uma velha raposa que vivia em Artus, é um dos mais inteligentes santos totêmicos. Ele não gosta de enfrentar diretamente seus rivais, mas guiá-los pelo caminho contrário. Mas de uma vez soldados de Sammelen se pegaram andando em círculos pelas florestas de Artus, confundidos por ações de Sionnach.
Ao mesmo tempo, é o santo mais carinhoso com crianças e pequenos prodígios príncipes de Artus, dizem que a única maneira de canalizar a fúria de Sionnach, é quando crianças são prejudicadas.
Símbolo Sagrado
Os olhos de uma raposa dentro de um arbusto.
Norma
Um devoto de Sionnach não recusa participação de um golpe que envolva enganar soldados e despistá-los. Ex-soldados, soldados atuais e outros tipos de militares são negados por Sionnach. Além disso, devotos de Sionnach jamais podem causar dano, perda de vida ou prejudicar crianças de qualquer tipo, de maneira alguma.
Poder Concedido
Devotos de Sionnach aprendem e podem lançar a magia Imagem Espelhada. Além disso, podem gastar uma ação completa e 2 PM para se transformar em uma raposa. Você adquire tamanho Pequeno (o que fornece +2 em Furtividade e –2 em testes de manobra), uma arma natural de Mordida (1d6, x2, dano de perfuração), seu deslocamento se torna 12m e recebe deslocamento de escalar 9m. Seu equipamento desaparece (e você perde seus benefícios) até você voltar ao normal, mas suas outras estatísticas não são alteradas. A transformação dura indefinidamente, mas termina caso você lance uma magia ou sofra dano.
Shrion-Revoztzma
A Resistente Tartaruga Negra do Norte, Shrion-Revoztzma
Talvez a primeira contemporânea de Nygara, Shrion-Revoztzma é a santa de uma pequena ilha ao norte de Artus. Nessa ilha, existe um dos mais antigos templos construídos em pedra sob pedra.
Dizem que Shrion-Revoztzma é uma das santas mais antigas de Ghanor como um todo, vindo como uma antiga divindade de um povo humanóide-tartaruga além-mar, que por algum motivo sumiu da região.
Shrion é a santa da resistência, principalmente da resistência a passagem do tempo, seus devotos são alguns dos mais antigos e sábios da região, mantendo diversos conhecimentos ancestrais, passando oralmente ou via livros.
Símbolo Sagrado
Um casco de tartaruga negro.
Norma
Devotos de Shrion-Revoztzma não podem destruir livros, ou fazer informação se perder. Se forem os donos únicos de alguma informação, devem compartilhá-la com alguém o mais cedo possível. Além disso, não podem mentir ou usar a perícia Enganação.
Poder Concedido
Devotos de Shrion-Revoztzma aprendem e podem lançar a magia Armadura Arcana. Além disso, recebem +2 em testes de manobra e recebe uma magia adicional de abjuração sempre que recebe um novo círculo de magia, a partir do 2º círculo.
Uamhchaol
O Urso Dormente das Cavernas, Uamhchaol
Uamhchaol era uma divindade adorada pelos mais antigos bárbaros de Artus, mas quando a fé dos Santos surgiu na região, ele foi santificado. Mas desde esse momento, dizem que o antigo deus, agora Santo, entrou em hibernação profunda e agora habita em todas as cavernas de Artus.
Antigos clérigos dizem que o som das goteiras e os sons estranhos das cavernas são o ronco do santo urso, e quando ele acordar, todas as cavernas de Artus vão explodir e as terras geladas de Artus se tornarão rios de lava.
Símbolo Sagrado
Uma caverna vazia.
Norma
Devotos de Uamhchaol não podem interromper o sono de outras criaturas, sempre devem respeitar o sono de qualquer um. Além disso, não podem infligir condições de Cansaço ou Metabolismo em outras criaturas.
Poder Concedido
Devotos de Uamhchaol aprende e pode lançar a magia Vitalidade Fantasma. Além disso, quando chega a 0 PV, não cai inconsciente até chegar a –10 PV. Ainda fica se chegar a –11 PV ou menos, e ainda morre se chegar a um valor negativo igual à metade de seus PV máximos.
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Se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!
No livro Deuses de Arton, somos apresentados a diversas castas de abissais e celestiais. Com diferentes habilidades, capazes de auxiliar ou caçar devotos de deuses que canalizam energia oposto as suas. Mas a Tormenta ascendeu ao panteão, e é impossível imaginar que isso também não afetaria os espíritos divinos. No Área de Tormenta de hoje, vamos corromper os espíritos abissais e celestiais, imaginando suas fichas com um toque mais… lefeu.
Mesmo nos reinos divinos, é impossível escapar da Tempestade Rubra.
A Tormenta é Divina
Até o momento que este texto está sendo escrito, a Tormenta invadiu e corrompeu dois reinos divinos: Ninvenciuén e Kulandi (agora chamado de Shand’Krar), da caída Glorienn e do falecido Tauron, respectivamente. Ambos deuses que canalizam energia positiva e neutra.
Não se sabe exatamente o que se houve com os seres celestiais e abissais que habitavam esses reinos, muitos que cruzam o éter em busca de influenciar os mortais em Arton possivelmente não tentaram voltar aos seus planos de origem para tentar a sorte contra os demônios da tempestade rubra, mas é possível que outros abissais tenham tentado a sorte nos novos reinos divinos, ou tenham sido criados como paródia de seus primos pelo próprio Aharadak e os demais lordes da Tormenta.
Os seus próprios demônios, os lefeu, já cumprem o papel de emissários da vontade da Tormenta, mas a mesma não perderia a chance de mostrar para Arton que mesmo seu pós-vida não está a salvo da tempestade de sangue, e que mesmo seus anjos e demônios uma hora iriam ceder. E também virariam lefeu.
Todas as criaturas abaixo são versões de ameaças já existentes, principalmente do livro Deuses de Arton, mas convertidas para criaturas lefeu. Elas permanecem sendo do tipo Espírito (ou do seu tipo principal original), mas recebem o subtipo lefeu, ganhando todas as suas características presentes no livro básico de Tormenta20, pág. 315.
Abissais
Os demônios abissais, atraídos pela energia negativa canalizada pelo agora novo deus da Tormenta, são como mariposas próximos a uma vela, instintivamente se aproximando dos mundos corrompidos, seja por vontade ou simplesmente atraídos mesmo. Apesar de alguns poucos se manterem intactos, mesmo a serviço de Aharadak, a maioria é transformada em algo melhor e mais forte.
Atrás das sombras, ainda há lefeu.
Aicha’Raik
Versão corrompida do Aucharai (Deuses de Arton, pág. 253).
Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:
Aumenta o ND para 8.
Tipo: Espírito (lefeu) Médio Solo.
Percepção +12.
Defesa 28, Fort +9, Ref +20, Von +11.
Demais perícias aumentam em +1.
Aumenta a CD das habilidade para 26.
Pontos de Vida 320.
Ataque: Corpo a Corpo Duas espadas curtas +22 (2d6+20, 19).
Habilidades
Adicione Insanidade da Tormenta 2d6 (Von CD 26 evita).
Troque Detectar Pensamentos por Detectar Pesadelos.
Detectar Pesadelos. O Aicha’Raikk detecta constantemente os medos mais profundos de todas as criaturas em alcance curto. Ele não pode ser surpreendido por criaturas que estejam sob efeito de medo dentro da área desta habilidade e recebe +4 na Defesa e em testes de perícia contra elas.
Troque Protegido pela Escuridão por Protegido pela Tormenta.
Protegido pela Tormenta. Na primeira vez na cena em que uma criatura ver o aicha’raikk e sempre que ele sofrer dano enquanto estiver desprevenido pelo aicha’raikk, ela deve fazer um teste de Vontade (CD 26). Se falhar, fica abalado até o fim da cena. Se falhar novamente e já estiver abalada, perde 1d6 PM.
Bem… Não deixa de ser um Guerreiro de Chifres
Carva’Rek
Versão corrompida do Guerreiro de Chifres (Tormenta20, pág. 267).
Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:
Aumenta o ND para 5.
Tipo: Espírito (lefeu) Médio Solo.
Percepção +5, percepção às cegas, visão no escuro.
Defesa 24, Fort +15, Ref +13, Von +11, redução de dano 10.
Demais perícias aumentam em +1.
Pontos de Vida 185.
Ataque: Corpo a Corpo Machado de Guerra +17 (3d6+18, x3) e dois tentáculos +17 (1d10+12).
Habilidades
Adicione Insanidade da Tormenta 2d4 (Von CD 22 evita).
Altere o texto de Marrada para o a seguir:
Marrada (Completa). O Carva’Rek faz uma investida e ataca com seu machado de guerra e seus dois tentáculos. Os três ataques recebem o bônus de +2 da investida, mas devem ser feito contra o mesmo alvo.
Adicione a habilidade Frenesi do Desespero.
Frenesi do Desespero (Padrão). O Carva’Rek rasga o próprio peito, fazendo surgir tentáculos da Tormenta que explodem e atacam os inimigos ao redor. Faça um ataque corpo a corpo com o tentáculo e compare-o com a Defesa de cada inimigo em alcance curto. Então faça uma rolagem de dano com um bônus acumulativo de +2 para cada acerto e aplique-o em cada inimigo atingido. Caso o ataque supere a Defesa de algum inimigo em 10 ou mais, ele também fica caído. Recarga (Causar um acerto crítico com um dos tentáculos).
O espírito vingador da Tempestade Rubra.
Inevitável da Tormenta
Versão corrompida do Probo (Deuses de Arton, pág. 279).
Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:
Aumenta o ND para 13.
Tipo: Constructo (lefeu) Médio Especial.
Iniciativa +10, Percepção +15, visão no escuro.
Defesa 43, Fort +18, Ref +14, Von +24, cura acelerada 5, redução de dano 15, resistência a magia +8.
Demais perícias aumentam em +1.
Aumenta a CD das habilidade para 37.
Pontos de Vida 570.
Pontos de Mana 61.
Ataque:Espada bastarda profana x3 +28 (1d12+25, 18, mais 2d6 ácido).
Habilidades
Adicione Insanidade da Tormenta 2d10 (Von CD 37 evita).
Troque Ler Seus Direitos para Seu Direito é Lefeu.
Seu Direito É Lefeu (Movimento, 3PM). Uma criatura em alcance curto fica abalada por 1 rodada, ou fica confusa por 1 rodada se for a criada que o Inevitável da Tormenta está caçando (Fort CD 37 evita).
Troque Negar Recurso por Memórias Corrompidas.
Memórias Corrompidas (Reação, 3 PM). Uma vez por rodada, quando uma criatura em alcance médio do Inevitável da Tormenta usa uma habilidade ou lança uma magia, ela devem fazer um teste de Vontade (CD 37). Se falhar, a habilidade ou magia não tem efeito, mas a criatura perde a ação e os PM que utilizou mesmo assim. Se a habilidade fizer a criatura se deslocar, ela ainda se desloca, mas não recebe ou realiza nenhum efeito da sua habilidade.
O demônio voraz criado da Tormenta
Jhum’Mariek
Versão corrompida do Jhumariel (Deuses de Arton, pág. 255).
Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:
Aumenta o ND para 12.
Tipo: Espírito (lefeu) Grande Solo.
Iniciativa +9, Percepção +10, faro, visão no escuro.
Defesa 39, Fort +23, Ref +16, Von +13, redução de dano 15.
Demais perícias aumentam em +1.
Aumenta a CD das habilidade para 34.
Pontos de Vida 600.
Ataque: Quatro garras +36 (2d10+22, 19).
Habilidades
Adicione Insanidade da Tormenta 2d10 (Von CD 34 evita).
Troque Cuspe por Raio Aberrante.
Raio Aberrante (Padrão). O jhum’mariek dispara um raio de matéria vermelha em uma criatura em alcance curto. A vítima sofre 8d10 pontos de dano de ácido e fica coberto de matéria vermelha que causa 3d6 pontos de perda de vida no inicio de cada um dos seus dois próximos turnos (Ref CD 34 reduz à metade e evita a matéria vermelha). Enquanto estiver coberto de matéria vermelha, fica em condição terrível para lançar magias.
Troque Invocar Carvarel para Invocar Carva’Rek.
Invocar Carva’Rek (Completa). Uma vez por cena, o jhuma’mariek invoca 1d4+1 carva’reks (veja acima). Eles surgem em espaços desocupados em alcance curto e agem a partir da próxima rodada, em suas iniciativas.
A cor que veio da Área de Tormenta.
Lumina’Dak
Versão corrompida do Luminar (Deuses de Arton, pág. 275).
Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:
Tipo: Espírito (lefeu) Minúsculo Especial.
Percepção +10.
Imunidade a dano (exceto de armas de matéria vermelha e aço rubi) e a efeitos de sentido.
Perícias aumentam em +1. Troque Diplomacia para Intimidação.
Parceiro. Um lumina’dak parceiro fornece os benefícios a seguir. Iniciante: Uma vez por rodada, você pode gastar 2 PM para causar 2d6 pontos de dano não letal de ácido em uma criatura em alcance curto. Veterano: Como acima, mas você também pode gastar 1 PM para conceder um bônus de +4 em seus testes de ataque e rolagens de dano, e nos de seus aliados em alcance curto, por 1 rodada. Cada aliado voluntário afetado perde 1 PM também. Mestre: Como acima, mas você pode gastar 4 PM para causar 4d6 pontos de dano não letal de ácido.
Habilidades
Adicione Insanidade da Tormenta 1d4 (Von CD 18 evita).
Troque Abençoar por Atormentar.
Atormentar (Padrão). Criaturas a escolha do lumina’dak em alcance curto recebem +1 em testes de ataque e rolagens de dano até o fim da cena. Se um dos alvos for lefou ou lefeu, o bônus aumenta para +2.
Troque Aliviar por Desesperar.
Desesperar (Padrão). O lumina’dak emite uma luz que não deveria existir para uma criatura em alcance curto, ela perde 2d4+2 PM (Vontade CD 18 reduz à metade).
Troque Sacrífico por Privilégio.
Privilégio (Completa). O lumina’dak se transforma em uma forte luz aberrante, que não deveria existir, em um raio de 9m. Criaturas escolhidas pelo lumina’dak nessa área perdem 6d6+6 pontos de mana. Após usar essa habilidade, o lumina’dak volta para a coletividade lefeu.
Troque Ser de Luz por Ser da Tormenta.
Ser da Tormenta. O lumina’dak não tem corpo físico e sua manifestação no plano material é apenas de uma luz em uma cor que não deveria existir, mas que ilumina em um raio de 9m. Ele é imune a todos os tipos de dano, exceto dano causado por matéria vermelha ou aço-rubi, e é destruído quando sofre dano vindo de armas ou esotéricos desses tipos.
Apenas um pequeno anjinho da guarda… Lefeu.
Pil’Lydak
Versão corrompida do Pilly (Deuses de Arton, pág. 274).
Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:
Aumenta o ND para 5.
Tipo: Espírito (lefeu) Minúsculo Lacaio.
Iniciativa +8, Percepção +4, visão no escuro.
Defesa 22, Fort +9, Ref +15, Von +6.
Demais perícias aumentam em +1.
Aumenta a CD das habilidade para 22.
Pontos de Vida 42.
Parceiro. Um pil’lydak parceiro fornece os benefícios a seguir. Iniciante: Aumenta o CD de suas magias divinas de encantamento em +1. Veterano: Como acima, e você ganha resistência a magia +2. Mestre: Como acima, mas muda o bônus na CD de suas magias de encantamento em +2.
Habilidades
Adicione Insanidade da Tormenta 1d6 (Von CD 22 evita).
Troque Raio Iridescente por Raio Aberrante.
Raio Aberrante (Padrão). O pil’lydak dispara um raio de uma cor que não deveria existir em criatura em alcance médio a sua escolha. Cada criatura sofre 2d6+8 pontos de dano de psíquico (Von CD 22 reduz à metade).
Adicione Sonhos de Aberração.
Sonhos de Aberração. Criaturas que ficarem inconscientes em alcance médio de pil’lydak tem pesadelos com a Tormenta. A cada turno que estão inconscientes, perdem 1d4 PM.
“Não Temas!”… Mas dessa vez pode.
Protetor da Tormenta
Versão corrompida do Protetor (Deuses de Arton, pág. 276).
Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:
Aumenta o ND para 9.
Tipo: Espírito (lefeu) Grande Solo.
Iniciativa +13, Percepção +14, visão no escuro.
Defesa 35, Fort +19, Ref +13, Von +15, redução de dano 15, resistência a magia +6.
Demais perícias aumentam em +1.
Pontos de Vida 360.
Ataque: Duas garras +27 (2d6+20, 19, mais 2d6+10 trevas).
Habilidades
Adicione Insanidade da Tormenta 2d6 (Von CD 28 evita).
Altere Rasante para Dilacerar.
Dilacerar. Quando uma criatura é atingida pelos dois ataques de garra do Protetor da Tormenta, ele sofre mais 2d6 pontos de dano de trevas.
Altere Voo em Formação para Não Temas.
Não Temas. Criaturas que falharem no teste contra Insanidade da Tormenta de qualquer criatura nessa cena tem penalidade em testes de perícia e na Defesa igual ao número de PM que perderam.
Os demônios da Tormenta transformam os sádicos em mais sádicos.
Rhay’Rivek
Versão corrompida do Rhayrivel (Deuses de Arton, pág. 258).
Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:
Aumenta o ND para 9.
Tipo: Espírito (lefeu) Médio Solo.
Percepção +10, Iniciativa +9, visão no escuro.
Defesa 34, Fort +20, Ref +17, Von +9, redução de dano 5.
Demais perícias aumentam em +1.
Aumenta a CD das habilidade para 28.
Pontos de Vida 360.
Ataque: Duas cimitarras +27 (2d10+20, 18).
Habilidades
Adicione Insanidade da Tormenta 2d6 (Von CD 28 evita).
Troque Correntes Farpadas por Volte Aqui!
Volte Aqui! (Padrão). O rhay’rivek dispara uma de suas correntes contra um alvo em alcance curto. A vítima sofre 3d6+26 pontos de dano de corte e é arrastada até um quadrado desocupado adjacente ao rhay’rivek e fica caída (Ref. CD 28 reduz à metade e evita o puxão e a condição).
Troque Sadismo por Apetite por Destruição.
Apetite por Destruição (Completa). O rhay’rivek suga a energia vital de todos os seres em uma esfera de 6m ao seu redor. Criaturas vivas na área sofrem 6d10 pontos de dano de trevas e o rhay’rivek recebe PV temporários igual ao dano total causado. Acólitos e sacerdotes da agonia que forem afetados sofrem o dobro de dano e explodem, causando 4d8 pontos de dano de trevas em criaturas adjacentes a eles. Recarga (Perder todos os PV temporários recebidos com essa habilidade).
Troque Talho Atroz por Júbilo na Dor.
Júbilo na Dor. Quando causa ou sofre dano, o rhay’rivek recebe redução de dano 2. A redução é cumulativa com o valor que o rhay’rivek já tem, até um máximo de 25, mas volta a 5 se o rhay’rivek passar 1 rodada sem causar ou sofrer dano. Uma vez por rodada, se estiver adjacente a um acólito ou sacerdote da agonia, pode sacrificá-lo para receber o bônus máximo de redução automaticamente.
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Saudações Rpgistas e sobreviventes de um mundo sob as leis do Pacto! A construção de um cenário de campanha memorável exige mais do que um apocalipse bem delineado; exige uma sociedade cujas engrenagens internas gerem conflitos inevitáveis.
É sob essa ótica que a primeira temporada de “Silo”, produção original do Apple TV+, consolida-se não apenas como uma das ficções científicas mais brilhantes da atualidade, mas como um verdadeiro estudo de caso para mestres e jogadores interessados em worldbuilding distópico.
“Silo” chegou ao catálogo do Apple TV+ como uma das ficções científicas mais intrigantes e bem executadas dos últimos anos. Misturando mistério, distopia clássica e um design de produção claustrofóbico, a série entrega um quebra-cabeça narrativo que prende o espectador desde o primeiro episódio. A obra defende a tese de que a sobrevivência física de uma sociedade pode custar a sua própria humanidade, utilizando o isolamento e o controle da informação como armas de subjugação.
Exibição Original e Brasil: A primeira temporada, composta por 10 episódios, estreou simultaneamente no Brasil e no mundo em 5 de maio de 2023, com episódios lançados semanalmente.
Enredo
A premissa da série nos joga em um cenário pós-apocalíptico sufocante: um abrigo subterrâneo colossal de 144 andares que serve como o último refúgio para os 10 mil sobreviventes de um cataclismo mundial esquecido.
A atmosfera de mistério é constante, pois a população desconhece quem construiu a estrutura, quando ela foi erguida ou qual foi a exata natureza da tragédia que devastou o mundo exterior. Para manter a ordem nesse ambiente encarcerado, existe uma regra de ouro absoluta e incontestável: pedir para sair do Silo é uma sentença de morte irrevogável.
O roteiro ganha força e originalidade ao não entregar o protagonismo imediatamente à figura central da série. A narrativa começa de forma brilhante ao acompanhar o Xerife Holston e sua esposa, Allison. O incidente incitante da trama ocorre quando Allison passa a questionar as regras estritas da sociedade e a verdadeira natureza do mundo lá fora, após descobrir “relíquias” de um passado proibido.
A trama é formada
Essa dúvida planta a semente para uma reação em cadeia e promove uma transição engenhosa de pontos de vista, culminando na transferência da perspectiva principal para a verdadeira protagonista da história.
Por obra do destino, a estrela de Xerife acaba nas mãos de Juliette Nichols, uma mecânica obstinada das profundezas do fosso, pragmática e fisicamente exausta. A jornada de Juliette rejeita o arquétipo clichê do “escolhido” e foge do heroísmo barato.
Em vez disso, ela é movida por uma curiosidade inabalável e pelo luto profundo. A série prova, assim, que as motivações íntimas e pessoais são frequentemente o motor mais crível para levar um personagem a desvendar e enfrentar grandes conspirações sistêmicas.
O grande trunfo da primeira temporada reside em sua cadência metódica — um slow-burn extremamente bem calibrado. O roteiro não entrega respostas fáceis, optando por construir a tensão gradativamente enquanto Juliette sobe e desce pelos andares do abrigo.
Ao longo dessa investigação, a protagonista se embrenha em uma teia complexa de intrigas políticas, assassinatos e segredos rigorosamente guardados. Especialmente pelo autoritário e misterioso departamento de TI, revelando aos poucos a verdadeira face do controle social dentro do Silo.
A Quimera de Aventuras
Para além do mistério, a série argumenta de forma contundente sobre a natureza do poder e da verdade, elementos facilmente transponíveis para qualquer narrativa de RPG que envolva regimes totalitários. O sucesso de “Silo” deve-se à sua capacidade de materializar debates filosóficos complexos:
O Mito da Caverna de Platão Reimaginado:
A alegoria platônica é a espinha dorsal da obra. Os habitantes enxergam o mundo exterior por meio de uma única tela no refeitório, que projeta uma paisagem desolada. A sociedade do Silo aceita essa projeção como a realidade absoluta, e aqueles que ousam questionar a veracidade das “sombras na parede” são exilados para a morte.
Epistemologia e o Monopólio da História:
A série levanta a questão fundamental: como sabemos o que sabemos? O governo do Silo erradicou a História pré-rebelião e criminalizou a posse de artefatos antigos. Argumenta-se aqui que o controle do passado é o mecanismo definitivo para dominar o presente; sem referencial histórico, a população não tem parâmetros para reivindicar um futuro diferente.
O Paradoxo entre Segurança e Liberdade:
O autoritarismo, representado magistralmente por figuras como o prefeito interino Bernard e o chefe de segurança Sims, não é construído sob uma vilania cartunesca. A justificativa para o totalitarismo é a preservação da espécie ditada pelo Pacto. A obra nos força a refletir se a sobrevivência biológica justifica a anulação do livre-arbítrio.
Geografia do Poder:
A própria estrutura física do Silo é um argumento sobre a luta de classes. A verticalidade do fosso dita o status social: a elite governamental e tecnológica habita os andares superiores (a luz, o ar puro); a burocracia ocupa o meio; e os trabalhadores braçais da Mecânica, que literalmente mantêm o coração do Silo batendo, são relegados à escuridão e ao esquecimento das fundações.
Diante disso, temos na premissa de Silo — um ambiente confinado, estratificação social rígida, controle implacável da informação e o terror do mundo exterior — um prato cheio para Mestres de RPG. Ao isolar os personagens, você cria um microcosmo onde a paranoia floresce, os recursos são escassos e a curiosidade é o gatilho para o caos.
Abaixo, pensei em como adaptar os pilares narrativos de Silo (O Confinamento, As Relíquias Proibidas, O Pacto e O Mundo Exterior) para diferentes gêneros e sistemas consagrados.
Fantasia Medieval (D&D, Old Dragon)
Neste cenário, o “Silo” é uma colossal cidadela anã cravada nas profundezas da terra ou uma imensa arcologia mágica selada há séculos. A justificativa para o isolamento não é radiação, mas uma praga necrótica, um Miasma Mágico ou o domínio de deuses sombrios na superfície.
A Estrutura (Geografia de Classes): O topo abriga os clérigos e magos (a elite) que mantêm as barreiras místicas e controlam a luz solar artificial. O meio é a burguesia e milícia. O fundo, perto do magma e das engrenagens, é habitado pelos artífices e plebeus.
As Relíquias: Itens mágicos de eras passadas, livros de magias não sancionadas ou mapas da antiga superfície. A “TI” é substituída por uma Inquisição Arcana que confisca esses itens.
O Gatilho: Os jogadores (aventureiros de baixo nível) encontram um diário de um paladino do passado que afirma que a superfície já foi curada, mas a elite esconde isso para manter seu poder teocrático.
Sair é a Morte: Quem quebra as regras é exilado para as Cavernas Exteriores, onde as feras necróticas habitam. A “limpeza da lente” é um ritual de sacrifício para renovar as runas de proteção externas.
Horror Moderno (Ordem Paranormal, Call of Cthulhu)
O horror claustrofóbico brilha aqui. Os personagens estão presos em uma instalação militar ou um bunker de pesquisa (como uma base da Ordo Realitas isolada) profunda, projetada para sobreviver a um evento apocalíptico paranormal de Nível Ômega.
O Confinamento: O sistema de comunicação com outras bases caiu há décadas. As gerações nascidas no bunker acreditam que o mundo foi consumido por Entidades ou pelo Outro Lado.
Controle da Informação: O “Pacto” é um manual de protocolos de contenção obsoleto e sádico. A Administração apaga os registros dos cientistas originais para evitar o pânico (ou para esconder cultistas infiltrados na liderança).
A Ameaça Dupla: Os jogadores são da equipe de manutenção ou seguranças de baixo escalão. O horror vem de duas frentes: o autoritarismo da segurança interna, que “desaparece” com dissidentes, e a membrana da realidade se rompendo nas caldeiras dos andares inferiores, permitindo que o paranormal vaze lentamente para dentro da instalação.
Cenário Cyberpunk (Shadowrun, Cyberpunk 2020/RED)
Uma Megacorporação construiu uma hiperestrutura autossustentável de milhares de andares e a trancou devido a uma suposta guerra biológica, nuvem tóxica ou praga de IA na rede global.
Geografia Vertical: Literal e brutal. As coberturas têm céu artificial holográfico, ar purificado e luxo extremo para os CEOs e diretores (a “TI”). Os andares inferiores sofrem com falta de energia, gangues, e respiram ar reciclado industrial.
As Relíquias Proibidas: Discos rígidos físicos sem encriptação corporativa, hardwares de antes da queda da rede, ou gravações não editadas mostrando que a cidade lá fora está, na verdade, viva, neon e funcional.
A Conspiração: A corporação isolou o prédio não para proteger os moradores, mas para criar uma força de trabalho escrava perpétua e um laboratório social isolado das leis globais. Os jogadores são mercenários corporativos descartáveis, mecânicos de cyberwares ou netrunners de favela descobrindo a verdade na arquitetura do código da intranet fechada.
Mundo das Trevas (Vampiro: A Máscara, Mago)
Para Vampiro, o cenário é uma metrópole subterrânea ou uma gigantesca rede de metrôs e catacumbas fechada durante um suposto expurgo apocalíptico da Segunda Inquisição ou o despertar de um Antediluviano (a Gehenna).
A Escassez (O Sangue): Diferente de Silo, onde falta ar e comida, aqui a economia gira em torno do Sangue (Vitae). A população mortal confinada é rigorosamente controlada e “ordenhada” pela elite vampírica em um sistema de castas macabro.
A “TI” e o Prefeito: O Príncipe do domínio e seus Primogênitos controlam todas as rotas para a superfície. Eles projetam imagens de cruzados modernos queimando mortos-vivos na superfície para garantir que os neófitos e ancillae tenham medo de sair e obedeçam cegamente.
As Relíquias: Cartas e crônicas de vampiros de outras cidades, provando que a Camarilla, o Sabá ou o mundo noturno ainda prosperam lá fora, e que o confinamento é apenas o capricho paranoico de um Ancião para se manter como um deus absoluto de seu pequeno mundo de trevas.
Fantasia Heroica (3DeT, Mutantes & Malfeitores)
Aqui, a opressão é colorida, porém sinistra. Uma gigantesca cidade-cúpula protege a humanidade de uma Terra supostamente tomada por invasores alienígenas, Kaijus ou radiação cósmica.
O Controle de Poderes: A população tem superpoderes, mas eles são estritamente regulados. Usar poderes sem licença da “Vanguarda” (os heróis de elite/governo) é quebrar o Pacto. O sistema de classes define-se pelo “nível de poder” sancionado. Personagens do “fundo do silo” têm poderes utilitários, considerados “perigosos” ou inestéticos (os mutantes rejeitados).
A Verdade Oculta: O mundo exterior não está destruído. A redoma foi criada por supervilões (que agora posam de administradores) para isolar heróis em potencial antes que se tornem uma ameaça global. Ou a cidade serve como um reator gigante que drena passivamente as energias meta-humanas dos cidadãos para alimentar o “Protetor” supremo da cidade.
O Gatilho da Aventura: Os jogadores são heróis de rua patrulhando os esgotos da Redoma, que acidentalmente encontram uma brecha na barreira de contenção, provando que o sol, as estrelas e a liberdade ainda existem.
Considerações Finais
Para mim, a primeira temporada de “Silo” triunfa ao amalgamar um design de produção claustrofóbico com um roteiro que respeita a inteligência do espectador. A série argumenta que a verdade é uma força entrópica: uma vez que uma pequena rachadura se forma na estrutura da mentira institucionalizada, o colapso do sistema é apenas uma questão de tempo.
Para você, que acompanha a Quimera de Aventuras, “Silo” transcende o entretenimento televisivo. É um manual irretocável de como construir micro-universos onde a opressão política, a segregação geográfica e os dilemas morais se entrelaçam, gerando o ambiente perfeito para que personagens — ou jogadores — sejam testados até os seus limites ideológicos e físicos.
O gancho monumental do último episódio não apenas recompensa a jornada, no entanto, deixa claro que o verdadeiro terror, muitas vezes, não está no desconhecido lá fora, mas naquilo que fomos condicionados a aceitar aqui dentro.
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