Prêmios Goblin de Ouro e Ludopedia – DOFF 2025

Neste último final de semana (21 e 22 de junho) tivemos o DOFF 2025. E no sábado, graças aos pedidos dos produtores e editoras, ocorreram as premiações de RPG e tabuleiros. Estou falando das premiações do Goblin de Ouro e da Ludopedia.

Goblin de Ouro

O Goblin é o maior prêmio do RPG nacional. Embora não possua a participação popular, conta com uma grade de jurados experientes que consegue analisar, selecionar e, incrivelmente, diversificar as obras participantes e vencedoras do concurso.

Em várias categorias houve empates, técnicos ou não, entre os finalistas. Poucos foram os candidatos que se sobressaíram sobre os demais. Conforme pode ser vista na premiação completa em nosso canal no Youtube. Agora aos finalistas e vencedores:

Melhor livro básico de RPG nacional

Melhor cenário de RPG nacional

Melhor coesão de regras

Melhor suplemento de RPG nacional

Melhor aventura de RPG nacional

Melhor arte em livro de RPG nacional

Melhor localização de RPG no Brasil

Melhor mídia escrita de RPG nacional

Melhor podcast de RPG nacional

Melhor canal de RPG nacional

Melhor produtor de conteúdo nacional

Ludopedia

A Ludopedia é uma premiação com maior participação do público. E neste ano houve uma mudança de critérios, fazendo com que o voto popular se juntasse a análise dos jurados para se formar os indicados e vencedores do prêmio.

Tal mistura, acabou acarretando em algumas escolhas que somaram a popularidade da premiação e os critérios técnicos do júri. Outra observação, é o fato de que há somente quatro categorias destinadas ao RPG e várias outras focadas em boardgames. De qualquer forma, vamos aos indicados, finalistas e vencedores:

Melhor Suplemento RPG Nacional

Vencedor: Tormenta 20 – Jornada Heroica: Guerra Artoniana
Designer: Guilherme Dei Svaldi, Davide Di Benedetto // Editora: Jambô Editora

Finalistas:

As 7 Baladas do Oeste – Bandos & Bandidos
Designer: Jonas Picholaro // Editora: Nozes Game Studio

Ordem Paranormal: Sobrevivendo ao Horror
Designer: Guilherme Dei Svaldi, Miguel Souza, Rafael “Cellbit” Lange e Rafael Dei Svaldi // Editora: Jambô Editora

Demais Indicados:

Alingum O Mundo Onírico Dos Pesadelos
Designer: Não Informado // Editora: Huginn & Muninn

Altaris RPG – Terras Esquecidas
Designer: Tiago Junges // Editora: Coisinha Verde Games

O Bestiário Fantástico de Shardäg Jangal
Designer: Não Informado // Editora: Pumpkin Studio

Old Dragon 2ª Edição: Águaparada – Uma Vila Encantada
Designer: Não Informado // Editora: Independente

Sangue & Glória: Suplementos
Designer: Panon Corvo da Tempestade // Editora: Ordem do Graveto

Melhor Suplemento RPG Global

Vencedor: Tormenta 20 – Jornada Heroica: Guerra Artoniana
Designer: Guilherme Dei Svaldi, Davide Di Benedetto // Editora: Jambô Editora

Finalistas:

As 7 Baladas do Oeste – Bandos & Bandidos
Designer: Jonas Picholaro // Editora: Nozes Game Studio

Avatar Legends: RPG – Guia de Aventura Wan Shi Tong
Editora: Editora PonyCorn

Demais Indicados:

Altaris RPG – Terras Esquecidas
Designer: Tiago Junges // Editora: Coisinha Verde Games

Avatar Legends RPG: Cidade da República
Editora: Editora PonyCorn

Dungeons & Dragons (5ª Edição): Dragonlance – Sombra da Rainha Dragão
Editora: Wizards of the Coast Brasil

Dungeons & Dragons (5ª Edição): Jornadas pela Cidade Radiante
Editora: Wizards of the Coast Brasil

Dungeons & Dragons (5ª Edição): Tesouro dos Dragões de Fizban
Editora: Wizards of the Coast Brasil

Melhor RPG Nacional

VencedorSacramento RPG
Designer: Thiago Calango Elias, Ramon Mineiro // Editora: Jambô Editora

Finalistas:

CBR+PNK Versão Brasileira
Designer: Emanoel Melo, Leonardo Azevedo // Editora: Secular Games, The Cabinet of Curiosities

Investigar: Livro Jogo
Designer: Gabriel Garcia A. Castelo // Editora: GGAC

Demais Indicados:

A Lenda do Dragão de Fogo – Karyu Densetsu Edição Definitiva
Designer: Nina Bichara, Thiago Rosa // Editora: Jambô Editora

As 7 Baladas do Sertão
Designer: Jonas Picholaro // Editora: Nozes Game Studio

Kalymba RPG
Designer: Daniel Pirraça // Editora: Gynga Editora

Os Mortos Estão Chegando
Designer: Diogo Nogueira // Editora: Caramelo Jogos

Skyfall – Livro Básico
Designer: Pedro “Mestre PedroK” Coimbra, Silvia Sala, Luiz Busca, Marcus Michelin // Editora: CapyCat Games

Melhor RPG Global

VencedorSacramento RPG
Designer: Thiago Calango Elias, Ramon Mineiro // Editora: Jambô Editora

Finalistas:

Avatar Legends RPG: Livro Básico
Editora: Editora PonyCorn

Cyberpunk RED
Editora: Devir Brasil

Demais Indicados:

A Lenda do Dragão de Fogo – Karyu Densetsu Edição Definitiva
Designer: Nina Bichara, Thiago Rosa // Editora: Jambô Editora

CBR+PNK Versão Brasileira
Designer: Emanoel Melo, Leonardo Azevedo // Editora: Secular Games, The Cabinet of Curiosities

Os Mortos Estão Chegando
Designer: Diogo Nogueira // Editora: Caramelo Jogos

Pathfinder Remasterizado: Básico do Jogador
Editora: New Order Editora

Wilderfeast Quickstart
Editora: CapyCat Games

Melhor Arte

Vencedor: Kokeshi
Designer: André Teruya Eichemberg, Igor Knop // Artista: Ellie Horie // Editora: Galápagos, Ludofun

Finalistas:

Marajoara
Designer: Daniel de Lucca // Artista: Carmen Ferreira Martinez // Editora: MeepleBR Jogos, Glyptodon Studio

O Bom, o Mau e o Bode
Designer: Sérgio Halaban // Artista: Weberson Santiago // Editora: Grok Games

Demais Indicados:

Calamandara
Designer: Rannjon Mikael, Hyanaigi // Artista: Hyanaigi // Editora: Sunofesto

Disney Coup: Artimanhas Ardilosas
Artista: Diego Sá // Editora: Grok Games

Dobro: Pixar
Designer: Fel Barros, Lucas Castanho, Pedro Vinicius // Artista: Luis Francisco // Editora: Grok Games

Oikos
Designer: Edu Reis // Artista: Edu Reis // Editora: Conclave Editora, Art ao Cubo

Tutan Tumba
Designer: Renato Keiteris // Artista: Renato Keiteris // Editora: Ludens Spirit

Melhor Expansão Global

Vencedor: Ark Nova: Mundos Marinhos
Editora: Grok Games

Finalistas:

As Ruínas Perdidas de Arnak: Líderes de Expedição
Editora: Devir Brasil

World Wonders: Mundo Wonders Pack
Designer: José R. Mendes // Editora: MeepleBR Jogos, Mundus Jogos

Demais Indicados:

As Ruínas Perdidas de Arnak: A Expedição Perdida
Editora: Devir Brasil

Clank!: Tesouros Submersos
Editora: Galápagos

Destemidos: Reforços
Editora: MeepleBR Jogos

Dobro: Pixar – Os Incríveis
Designer: Fel Barros, Lucas Castanho, Pedro Vinicius // Editora: Grok Games

Duna: Imperium – Imortalidade
Editora: Galápagos

Melhor Expansão Nacional

Vencedor: World Wonders: Mundo Wonders Pack
Designer: José R. Mendes // Editora: MeepleBR Jogos, Mundus Jogos

Finalistas:

Dobro: Pixar – Os Incríveis
Designer: Fel Barros, Lucas Castanho, Pedro Vinicius // Editora: Grok Games

Monstros & Tesouros XP
Designer: Luiz Roberto Kotze // Editora: Lord Zebulon Games

Demais Indicados:

Oikos – Aves
Designer: Edu Reis // Editora: Conclave Editora, Art ao Cubo

Oikos – Capivara
Designer: Edu Reis // Editora: Conclave Editora, Art ao Cubo

Oikos – Master Collection
Designer: Edu Reis // Editora: Conclave Editora, Art ao Cubo

Oikos – Répteis
Designer: Edu Reis // Editora: Conclave Editora, Art ao Cubo

Zombicide (2ª Edição) – Iron Maiden Character Pack 2
Designer: Fel Barros, Rodrigo Sonnesso, Fabio Tola, Marco Portugal // Editora: Galápagos

Melhor Infantil Global

Vencedor: Bem-vindos à Everdell
Editora: Galápagos

Finalistas:

Batalha dos Cookies
Designer: Thiago Queiroz // Editora: Adoleta Jogos

Meu Primeiro Black Power
Designer: Rennan Gonçalves, Sanderson Virgolino // Editora: Ludens Spirit

Demais Indicados:

Castelo Rá-Tim-Bum: A Aventura do Ratinho
Designer: Ricardo Wendel, João Vitor Bezerra // Editora: Editora PonyCorn

Lambeijocas
Editora: Galápagos

Lemur
Editora: PaperGames

Pitágoras
Editora: Adoleta Jogos

Taco Gato Kids: Meu Primeiro Taco Gato!
Editora: PaperGames

Melhor Infantil Nacional

Vencedor: Batalha dos Cookies
Designer: Thiago Queiroz // Editora: Adoleta Jogos

Finalistas:

Castelo Rá-Tim-Bum: A Aventura do Ratinho
Designer: Ricardo Wendel, João Vitor Bezerra // Editora: Editora PonyCorn

Meu Primeiro Black Power
Designer: Rennan Gonçalves, Sanderson Virgolino // Editora: Ludens Spirit

Demais Indicados:

Gatos de Ulthar
Designer: Hugo Bustilho // Editora: Independente

Guardian Super Force
Designer: Edu Pomper, Edu Reis, Eduardo Guerra // Editora: 3DUs Studio, Jelly Monster

Não me Toca, Seu Boboca: Fuga da Casa 75
Designer: Andrea Viviana Taubman, Daniel de Sant’anna // Editora: Aletria Editora

Tapalavras
Editora: Multikids

Velociraptores
Designer: Hugo Bustilho // Editora: Independente

Melhor Jogo Expert Global

Vencedor: Slay the Spire: O Jogo de Tabuleiro
Editora: Grok Games

Finalistas:

Revive
Editora: Across the Board

Robinson Crusoe: Edição de Colecionador
Editora: Conclave Editora

Demais Indicados:

Darwin’s Journey
Editora: Grok Games

Earth
Editora: Galápagos, Ludofun

O Inconsciente
Editora: Mosaico Jogos

Trickerion: Lendas Da Ilusão – Big Box
Editora: Grok Games

Wyrmspan
Editora: Grok Games

Melhor Jogo Expert Nacional

Vencedor: Marajoara
Designer: Daniel de Lucca // Editora: MeepleBR Jogos, Glyptodon Studio

Finalistas:

Calamandara
Designer: Rannjon Mikael, Hyanaigi // Editora: Sunofesto

Marvel Zombies: X-Men Resistance
Designer: Fabio Cury // Editora: Galápagos

Demais Indicados:

As Masmorras de Calion
Designer: Luciano Marques // Editora: Independente

Boca
Designer: Luciano Marques // Editora: Independente

Golden Axe Board Game
Editora: Independente

Masmorras de Sempreterna – Temporada 2
Designer: Guilherme Haenisch // Editora: Nat20 Games

Masmorras de Sempreterna – Temporada 3
Designer: Guilherme Haenisch // Editora: Nat20 Games

Mitos de Ranar
Editora: Independente

Multimórbido
Editora: Independente

Melhor Jogo Família Global

Vencedor: Harmonies
Editora: Galápagos

Finalistas:

Heat: Pedal to the Metal
Editora: Galápagos

O Senhor dos Anéis: Duelo pela Terra Média
Editora: Galápagos

Demais Indicados:

Boop.
Editora: Grok Games

Cat in the Box: Um Jogo de Vazas Quântico
Editora: Galápagos

ito
Editora: MeepleBR Jogos

Scout
Editora: Galápagos

Sky Team
Editora: Galápagos

Melhor Jogo Família Nacional

Vencedor: Nem a Pato!
Designer: Rodrigo Rego // Editora: Grok Games

Finalistas:

Dobro: Pixar
Designer: Fel Barros, Lucas Castanho, Pedro Vinicius // Artista: Luis Francisco // Editora: Grok Games

Tutan Tumba
Designer: Renato Keiteris // Editora: Ludens Spirit

Demais Indicados:

1000?
Designer: Jordy Adan, Renato Simões // Editora: Geeks N’ Orcs, Galápagos, UaiPiá Studios

Abstratus Pop
Designer: Auber Bettinelli, Alberto Duvivier, Thelma Löbel // Editora: Ludens Spirit

Elephant Rally
Designer: Sérgio Halaban, André Zatz // Editora: Conclave Editora

Oikos
Designer: Edu Reis Editora: Conclave // Editora, Art ao Cubo

Passaporte Mundo
Designer : Rodrigo Rego // Editora: Jelly Monster

Qu4to (Quato)
Designer: Paulo Oliveira // Editora: Grok Games, Mandala Jogos

Melhor Mídia Podcast

Vencedor: Nordicast

Finalistas:

É tipo War?

Gambiarra Board Games

Demais Indicados:

Arqueojogos Podcast

CorujaCast

Fabuloso Podcast

O Navio Corsário

Sou Eu?

Tenho mais jogos que amigos

Melhor Mídia Escrita

Vencedor: Covil dos Jogos

Finalistas:

Blog do Romir Play House

Ticket to Board

Demais Indicados:

Análise Escrita

E ai, tem jogo?

Era Solo Que Me Faltava

iuribuscacio

Spiel des Djows

Melhor Mídia Audiovisual

Vencedor: Covil dos Jogos (Instagram / Facebook / Ludopedia Youtube / Twitch)

Finalistas:

Mesa Secreta (Ludopedia / Youtube / Instagram)

Turno Bgames  (Ludopedia / Youtube / Instagram)

Demais Indicados:

Boards & Burgers (Ludopedia Youtube / Instagram)

Duque Board Games (Ludopedia / Youtube / Instagram / Tiktok)

Jogatina Mil Grau (Youtube / Instagram)

Romir Play House (Ludopedia / Youtube / Instagram Facebook)

Tribunal dos Jogos / nickbgg (Tiktok /Instagram / Youtube)

Melhor Mídia Revelação

Vencedor: Jogatina Mil Grau (Audiovisual)

Finalistas:

De jogo em jogo (Audiovisual)

Toca do Lobo (Audiovisual)

Demais Indicados:

Era Solo Que Me Faltava (Escrita)

Jogando Solo (Audiovisual)

Jogo de cartas e afins (Audiovisual)

Pilha de Jogos (Audiovisual)

Vista Nerd (Audiovisual)

Considerações Finais

Jambô foi a editora que mais recebeu prêmios, 3 goblins de ouro e todos os 4 prêmios da Ludopedia para RPG. Sacramento e Guerra Artoniana receberam 3 prêmios cada. Porém, Kalymba mostrou-se forte e conseguiu 2 estatuetas, inclusive a do maior prêmio do dia.

Mais uma vez um RPG com temática africana é premiado (ano passado foi Mojubá), demonstrando a força que a fantasia africana (se assim podemos chamar) tem para o público e jurados.

A Retropunk está transformando Vaesen numa máquina de prêmios, recebendo mais um este ano. Tendo O Reino Mágico de Baixo da Cama trazido o outro prêmio à editora.

A Capycat também levou um estatueta. Por fim, As 7 Baladas do Oeste – Bandos & Bandidos levou a Nozes Studio à final das premiações da Ludopedia, embora não tenha sido indicada no Goblin de Ouro.

Isso demonstra que, embora a Jambô continue sendo a maior editora de RPG no Brasil, as outras editoras têm se mostrado fortes. E mesmo editoras que podemos chamar de independentes (indies) conseguem fazer produtos merecedores de prêmios.

Ou seja, o RPG brasileiro é grande e vem crescendo. Talvez, daqui alguns anos, consiga atravessar nossas fronteiras de forma coesa e dispute prêmios internacionais.


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OSR – Parte 5: Subgêneros da Fantasia

Fantasia é, provavelmente, o gênero favorito de 9 a cada 10 jogadores de RPGs OSR. Ainda assim, mesmo o termo “fantasia” sendo, por si só, um subgênero da chamada ficção especulativa, que engloba também ficção científica, terror, super-heróis e um monte de outras coisas.

Além disso, a própria fantasia pode ser subdividida em uma cacetada de outros subgêneros ainda mais específicos, como grimdark, espada & feitiçaria e até isekai, hoje vamos nos concentrar em dois “basicões”: Alta Fantasia e Baixa Fantasia.

Exemplo típico de Isekai.

Alta Fantasia

Este é o subgênero mais familiar para a maioria dos jogadores de RPG, muito por conta da influência de O Senhor dos Anéis na gênese do D&D. A alta fantasia caracteriza-se por um grupo de protagonistas que realiza feitos extraordinários no decorrer de uma longa jornada. Mundos fictícios povoados por raças fantásticas, conjuradores e artefatos mágicos também fazem parte da fundação do gênero.

Uma confusão comum é achar que a alta fantasia está diretamente ligada ao poder bélico dos protagonistas. Isso não é nem de longe verdade. Basta ver como os protagonistas de Senhor dos Anéis começam com um poder relativamente modesto e são obrigados a lidar com situações extremamente perigosas. Aliás, vale lembrar também que Gandalf era um Mago de nível 5.

“Aliás, tô pensando em pegar uma mulsticlasse no nível 6. Guerreiro seria uma boa, será?”

Exemplos de obras literárias de alta fantasia são o já citado Senhor dos Anéis, a série The Dying Earth, de Jack Vance, a série Terramar da Ursula Le Guin (tô devendo a leitura desse, aliás), Crônicas de Gelo e Fogo do George R.R. Martin (especialmente os últimos livros) e os livros do personagem Elric de Melniboné. Eu vejo muita gente nas internets da vida associando o termo “alta fantasia” com aquela coisa mais exagerada de jogos como Warcraft, que os personagens vestem ombreiras do tamanho de um micro-ondas e fazem magia até pra esquentar café. Bom, isso também é considerado alta fantasia. Mas vale lembrar que o gênero é muito mais do que isso.

Então, se você tem um mundo ficcional, raças diversas, magia e bestas fantásticas, você está jogando um jogo de alta fantasia.

Baixa Fantasia

Em contraste à alta fantasia, a baixa fantasia foca no aspecto mundano dos personagens e do mundo. Muitas vezes se passa em uma versão ligeiramente mais fantástica do nosso próprio mundo. A magia é tímida, e alguns sequer acreditam que ela existe. Outros mundos e raças fantásticas podem até ser sussurrados pelos cantos, mas a maioria da população está alheia a eles.

Há quem encare a ficção histórica como uma espécie de subcategoria da baixa fantasia. Quem já deu uma olhada no suplemento Senhores da Guerra do Old Dragon 2 sabe do que estou falando. O mundo é muito mais “pé-no-chão” e a magia, se existe, pode ser explicada como simples coincidência. Mesmo assim, por virtude da fé, as pessoas acreditam com devoção nos seus líderes religiosos.

“Rapaz, o druida ancestral nos prometeu que encontraríamos nosso destino nessa floresta escura…”

Como exemplos de obras de baixa fantasia e ficção histórica podemos apontar As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley, praticamente qualquer coisa do Bernard Cornwell, Crônicas de Gelo e Fogo do George R.R. Martin (no caso, os primeiros livros), Deuses Americanos do Neil Gaiman, entre outros. Há quem inclua Harry Potter nessa categoria, mas eu discordo um pouco. Apesar da sociedade secreta dos bruxos estar inserida na sociedade mundana, o foco da história muda para um mundo completamente mágico muito rápido.

Em resumo, se você tem um mundo próximo do mundo real, personagens humanos e a magia pode ser explicada por simples coincidências ou fé, você está em um cenário de baixa fantasia.

Por Fim

Humanos gostam de categorizar as coisas. É assim com qualquer coisa, desde música até períodos históricos. Com a ficção não poderia ser diferente. Porém, lembre-se que um gênero literário nunca encerra-se em si mesmo. Caso contrário, não conseguiríamos produzir obras originais. Bons autores e mestres de RPG estão sempre tentando empurrar as fronteiras de determinado gênero um pouquinho mais para longe. É assim que conseguimos ser criativos, afinal!

Se você se interessou por esse estilo de jogo, o livro básico de Old Dragon 2 pode ser adquirido clicando aqui. E não se esqueça de ver nosso artigo sobre classes sociais fantásticas.

Bom jogo a todos!

3000 Movimento RPG

Olá pessoal! Pois é, chegamos à postagem número 3000 no site do Movimento. Momento de comemorar e fazer um compilado de dados sobre as postagens que fazem parte dessa história! O primeiro texto, O RPG e o Design: Personas, foi postado em 27/07/2018 por Douglas Quadros, idealizador e fundador do Movimento RPG. Aproveitando, ele escreveu 244 textos postados até hoje, porém não é a pessoa que mais escreveu no site.

Vamos à uma lista com os 10 maiores escritores do site:
  1.  Senhor A: 348 postagens. Responsável pela edição dos áudios, seja da Taverna do Anão Tagarela, do Dicas de RPG ou de histórias narradas e afins. Com a primeira postagem em 07/08/2021.
  2. Henrique Morcego: 284 postagens. Escreve sobre PDFs perdidos de Daemon, Gurps e 3D&T, além de outros assuntos. Sua primeira postagem foi em 28/04/2021.
  3. Tokyo Defender: 281 postagens. Uma das maiores parceiras do Movimento. Várias mãos já passaram pelos textos, fazendo jus ao nome da Mega Liga. Como o próprio nome já diz, se dedicam a textos diversos sobre 3D&T (Defensores de Tóquio), possuindo uma revista dedicada às diversas variações do sistema de 3D&T. A primeira postagem foi em 08/12/2019.
  4. Douglas Quadros: 244 postagens.
  5. Eduardo Filhote: 189 postagens. Dedicado a escrever de tudo um pouco, mas mais focado na Mundo das Trevas. Seu primeiro texto foi em 25/07/2019.
  6. Escritor Ansioso: 158 postagens. Escrevendo de tudo um pouco, estou no movimento desde 27/03/2023.
  7. Gustavo Estrela: 157 postagens. Escrevendo sobre muitas coisas, mas com foco em muitos produtos da Jambô. Sua primeira postagem foi em 06/02/2023.
  8. Raul Galli: 133 postagens. Mestre e escritor de Old Dragon e Mundo das Trevas. Seu primeiro texto foi em 21/11/2018.
  9. Isabel Comarella: 125 postagens. Focada em notícias, é responsável por estabelecer o padrão nos textos do Movimento. Sua primeira postagem foi em 30/04/2020.
  10. Diemis Kist: 94 postagens. Escrevendo bastante sobre títulos da New Order e RPGs diversos, sua primeira postagem foi em 20/05/2020.

Manuscritos e Armarias

O Movimento já possuiu muitas formas de organizar seus textos. Atualmente ela está dividida entre Manuscritos, Armarias, Colunas, Podcasts, Coletáveis e Séries.

Nos Manuscritos temos 878 textos distribuídos em Compêndios (182), Cenários (108), Guias de Criação (112), Histórias (152), Ideias para Aventura (41) e Resenhas (244). Esta categoria destina-se, de forma geral, a textos sem uma atribuição ou classificação específica.

As Armarias possuem 837 textos focados em algum sistema ou conjunto de sistemas. Temos 218 textos de Daemon na Biblioteca Arkanita; 19 sobre Gurps no Ecos de Banestorm; 206 textos sobre (quase) todos os sistemas de Mundo das Trevas; Mundos Selvagens com 7 textos de Savage Worlds; e 20 textos no Só D&D.

A Jambô, historicamente nossa maior e mais fiel parceira, possui uma categoria própria dentro das Armarias, dividida em várias subcategorias. Área de Tormenta com 42 textos sobre T20; Biblioteca do Outro Lado com 10 textos de Ordem Paranormal; Dentro da Arca possuindo 21 textos sobre 3D&T Victory; Mega Liga tendo 216 sobre qualquer versão de 3D&T.
Sala de Justiça aborda o sistema Mutantes e Malfeitores e tem 13 textos. Santos Escritos tem 24 textos sobre A Lenda de Ghanor. Por fim, Império de Jade é abordado em Teikoku Toshokan por 41 textos. Totalizando, assim, 367 textos dedicados a sistemas da Jambô.

Colunas

Colunas talvez seja a categoria com mais subcategorias inativas. Entretanto, possui 1020 textos espalhados por Aprendiz de Mestre (70), Falhas Críticas (120, mesmo inativo há um ano), Gênese Zero (44), Na Mesa (51, inativo), Off topic (inativo, 46), Quimera de Aventuras (128) e Tudo menos D&D (15). Além de um ou outro texto sem subcategoria ativa ou com muitos textos.

Aprendiz de Mestre foi pensado para dar dicas a mestres tanto iniciantes como mais experientes. Abordando desde criação de itens até sobre relacionamentos dentro e fora do jogo de RPG.

Gênese Zero é focado apenas na construção do mundo, com muitos pormenores. Quimera são pílulas de ideias para aventuras sobre quase qualquer tema que se imagine. Na Mesa tratava sobre boardgames. Tudo menos D&D diz a que veio pelo nome. Off topic falava sobre qualquer assunto relacionado a RPG, mas que não fosse diretamente sobre RPG. Por fim, Falhas Críticas traziam contos e causos da falhas e momentos engraçados ocorridas nas mesas.

Outros

Novidades aborda notícias, matérias sobre financiamentos coletivos, eventos e entrevistas. Conta com 281 textos e já possui a cobertura do DOFF deste ano. Os Podcasts contam com 399 publicações sobre a Taverna do Anão Tagarela, Dicas de RPG, histórias e podcasts diversos. Coletáveis são fichas, NPCs de campanhas de streaming, wallpapers e outras coisas para serem baixadas.

Tendo 187 textos publicados e vários outros aguardando na fila. Por fim tem as Séries, que são os textos (47) e informações diversas sobre várias campanhas narradas no Movimento. Assim, chegamos a 3 mil textos graças a vários colaboradores que fizeram e fazem parte do Movimento.

Muitas pessoas passaram por aqui e muitas se tornaram amigas, mesmo que já não fazem mais parte ativa dos colaboradores. E se você quer participar da nossa equipe, entre em contato com algum dos colaboradores.


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Como o RPG de Mesa nos ajuda a lidar com erros – TTRPGKids

RPGs de mesa podem ser uma maneira divertida e efetiva de ajudar jogadores mais jovens a se tornarem mais confiantes em si mesmos e em suas habilidades, e isso vem naturalmente pela maneira que o jogo é. Nessa postagem, vou destacar algumas maneiras que eu vi em minhas próprias crianças e como o RPG de mesa ajudou eles a crescer com mais confiança em tudo, desde assuntos de escola até na vida em geral.

Esse artigo foi originalmente postado no site TTRPGKids como parte de um artigo paralelo com Thomas Wilson, um Especialista em Neurodivergência, que escreveu outro artigo chamado “Keys Elements of Crafting a Sensory-friendly Game Space: From The Point of a Sensory-Friendly Game Master” (Elementos Chave em montar um espaço de jogo sensorialmente amigável: Do Ponto de Vista de um Narrador Sensorialmente Amigável – em tradução livre). Você pode encontrar ambos os artigos no site do TTRPGKids ou no site do Thomas Wilson. Futuramente pretendemos traduzir o artigo e ter ele no Movimento RPG também.

RPGs de Mesa repetidamente tiram nosso medo de cometer erros

Há um ano atrás, mais ou menos, meu filho começou a ficar nervoso quando tentava replicar um desenho de um vídeo que ensinava a desenhar, porque o desenho dele não ficava muito parecido com o desenho que mostrava no vídeo… Ele viu os “erros” e ficou chateado e, por um tempo, não quis mais desenhar.

Mesmo que ninguém falasse que o desenho estava ruim, ele colocou na cabeça e no coração que algo estava errado. E, apesar de falar sobre seus sentimentos, acho que ainda precisava de tempo para processar e sentir aquilo.

Eu percebi que, assim que esse período passou, ele começou a ficar frustrado quando não tinha a rolagem que desejava em um dos nossos jogos caseiros. Ele ficava hesitante em tomar decisões porque não queria cometer um erro ou ter que arriscar ter outra “rolagem ruim”… E eu acho que as duas coisas estão interligadas. Ele estava lidando com o medo de cometer um erro e não ter o resultado que gostaria.

Eu parei um pouco um dos nossos jogos e dei espaço para que ele pudesse observar e não tomar decisões enquanto eu usei NPCs para começar a tomar mais ações. Eu ativamente mostrei as decisões que, muitas vezes, acabavam em “falha”, e deixei que meu filho, para seu belo prazer, pudesse descrever a falta de sorte do personagem.

Então a história continuou com todos nós lidando com a consequência…

E foi divertido! Eu perguntei a ele se estava tudo bem após o que aconteceu, e se qualquer um tinha qualquer preocupação sobre isso, ou se precisávamos checar algo… E nunca tinha nenhum problema, mas ele pensou sobre isso.

Lentamente, ele começou a ficar mais envolvido nos jogos novamente, e começou uma avalanche de rascunhos. E agora, há pouco mais de um ano após isso, nosso novo problema é como arranjar mais cadernos para os desenhos de seus personagens favoritos ou ideias de histórias.

Ser capaz de observar e experienciar a falha e ser resiliente em um jogo é um espaço seguro e confortável aonde crianças podem ter tempo e deixar as engrenagens girar para pensar em como lidar com seus erros, e que eles não vão ser o fim da linha, então… Eles se tornam menos assustadores, e as crianças se tornam mais confiantes em enfrentar algo com a possibilidade de não sair da maneira que eles esperavam.

RPGs de mesa ensinam a habilidade de praticar

Durante esse tempo em que eu e a criança estávamos tendo preocupações sobre desenhos… Outra razão do porque eu acho que várias pessoas podem ter uma falta de confiança, é quando não se sentem preparadas o suficiente ou não veem caminho para se aprimorarem.

Eu já me senti assim, especialmente quando começo algo que eu não tenho experiência prévia (como ter uma criança… e então lidar com as preocupações do primeiro ano de idade… E então com as preocupações do segundo ano de idade… e por ai vai… Isso SEMPRE muda). Com a criança, eu acho que ele estava achando que suas habilidades deveriam se assemelhar com o que via no vídeo. Mesmo sem ter a XP da vida real para realmente entender como praticar algo funciona.

Mesmo que jogar RPG possa não me deixar totalmente preparado para o que acontecerá quando a criança tiver sete anos de idade OU pode não me ensinar diretamente como desenhar as teias da roupa do Homem-Aranha perfeitamente, ele me ensina as técnicas de praticar.

Você pratica as regras, você pratica matemática, você pratica a leitura, você aprende o seu personagem jogando ele, que é como praticar ele, com todas as suas habilidades, e a história dele, crescendo com o tempo na sua frente!

Isso ajuda jogadores a entender como que praticar algo é muito divertido, e eu acho que isso é REALMENTE importante para jovens jogadores que ainda estão desenvolvendo essa conhecimento profundo de como uma habilidade se constrói, e eles podem ser capazes de ver e sentir isso. É uma confiança construída por saber que a tentativa contínua ajuda no nosso processo de prática (o que inclui diversos erros e falhas).

RPGs de Mesa promovem a confiança segura (contra a soberba ou confiança rasa)

Eu costumo dar a introdução ao curso de engenharia na faculdade, e, para a maioria dos estudantes, foi durante seu primeiro semestre fora do colégio.

Uma das primeiras tarefas foi um papel sobre alguns dos objetivos da aula. Alguns focaram em descrever seus vários sucessos e prêmios que conquistaram antes de chegar em como eles conseguiram. No final do semestre, eu ouvi eles falando sobre as notas em outras aulas… E eles estavam em uma montanha-russa de emoções quando não conseguiam o sucesso acadêmico esperado.

Para os meus alunos, eles começavam descrevendo como estavam voltando para a escola após terem trabalhado por algum tempo OU começavam falando sobre algo que os motivava (como um estudante de biomedicina que foi inspirado por um parente que precisava de um tratamento que não existia ainda).

Seus trabalhos estavam menos focados em suas conquistas passadas e sucesso acadêmico futuro, e mais focado no que eles esperavam em aprender e o porquê… Mesmo que ainda estivessem confiantes, eles eram mais comedidos, mais engajados com seus trabalhos, e tendiam a ir melhor em projetos da sala de aula.

A razão que eu entrei nisso é porque o primeiro grupo de estudo parecia muito confiante ou estavam tentando ser, porque eles, provavelmente, não tinham a experiência da falha e tiveram que lidar com isso, aprender como se recuperar disso, ou considerar que iriam “falhar” em algo. O segundo grupo, eles poderiam se ajustar e sabiam que as coisas poderiam não funcionar e precisavam agir para isso.

E os RPGs de Mesa ensinam isso!

Nós vemos nossos personagens incríveis rolando mal em situações que, não importa o quanto nos preparemos, não podemos controlar ou contra-atacar. Assistimos o que acontece na hora e também vemos como podemos fazer parte da história e lidar com os desafios pessoais e crescemos em frente ao conflito.

Nós repetidamente assistimos, como parte de nós mesmos, que colocamos eles no jogo, de novo e de novo, e amamos eles por isso. E vemos essa história em uma posição de fora e contamos com nossos amigos. São lições da vida reais sobre resiliência para que nós lidemos e aprendemos a partir.

Se você gostou dessa matéria, nós do Movimento RPG vamos traduzir algumas postagens do site TTRPGKids, obrigado por jogar RPGs de mesa com seus filhos e compartilhar esse incrível hobby com a próxima geração!


Texto: Steph C
Tradutor: Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Táticas de Combate Avançado – Área de Tormenta

No Heróis de Arton, fomos introduzidos ao Combate Avançado: regras opcionais para deixar o combate no sistema T20 mais tático e mais dinâmico, com mais ferramentas para os jogadores e para a mesa em um geral. Na postagem de hoje, vamos dissecar elas e como elas podem influenciar os seus combates!

Disclaimer

Antes, para deixar claro: todas as regras adicionais as de Combate Avançado (ou seja, as que não tem a referência do livro Heróis de Arton) aqui colocadas NÃO são oficiais. O Movimento RPG não tem ligação com a Jambô Editora, e fãs criaram todas as regras desta matéria para outros fãs.

Cada vez mais pensando seus combates de maneira mais tática.

Combate Avançado

As regras que vieram no Heróis de Arton, na pág. 296, visam trazer mais “crocância” (tradução literal para o termo crunch, que se refere a regras muito minuciosas). No entanto, caso o mestre e os jogadores não achem necessário, é importante destacar que não precisam usar nenhuma dessas regras. Ainda assim, elas com certeza deixam todos os combatentes — sejam personagens jogadores ou não — como ameaças bem mais interessantes de se enfrentar. Portanto, para grupos que buscam um combate mais tático e detalhado, essas regras podem ser um excelente recurso.

Algumas são velhas conhecidas, como os Ataques de Oportunidades e Acertos Críticos, outras são novidades, como a Morte Alternativa.

Na postagem de hoje, ao invés de descrever todas as regras (afinal, elas já estão detalhadas nos livros), vamos focar em apresentá-las de maneira visual para quem tiver dificuldade de entendê-las. Isso porque nem todas as regras possuem pontos tão complexos — como é o caso da Defesa Épica —, mas mesmo assim vamos abordar o máximo possível! O objetivo é facilitar o aprendizado, portanto priorizaremos as mecânicas que mais geram dúvidas.

Ações Rápidas

Para começar, a primeira das regras é a Ação Rápida – um novo tipo de ação que custa metade de uma ação de movimento, porém deve ser feita em sequência (a não ser que você esteja usando a regra de Movimento Intercalado, que abordaremos mais adiante).

Dessa forma, você pode manejar melhor ações que, originalmente, exigiriam uma ação inteira de movimento. Em outras palavras, o sistema se torna mais flexível sem perder o equilíbrio.

Por exemplo, a ação Mirar pode ser usada como uma Ação Rápida – ou seja, você não precisa mais ficar parado para mirar em um alvo. Isso significa que personagens agora podem se reposicionar e ainda assim garantir ataques precisos, tornando o combate mais dinâmico.

Ação Rápida. Personagem andou 3m com uma Ação Rápida, mira com outra Ação Rápida e dispara com uma Ação Padrão.

A regra deixa a economia de ações do jogo mais dinâmica, assim os jogadores e as ameaças não perdem totalmente o seu turno por fazer uma ação como se levantar ou mirar, é interessante para jogos em que os jogadores pedem essa tática e ficam frustrados por gastar seu turno fazendo ações relativamente simples.

Além de ser uma das regras que tira a alta necessidade do Saque Rápido, já que guardar e sacar itens se torna uma Ação Rápida, deixando o malabarismo de itens mais fácil.

Armas Leves e Ágeis

Essa regra altera significativamente o funcionamento de armas leves, ágeis e de arremesso, eliminando a necessidade do poder Acuidade com Arma. Atualmente, esse poder afeta as seguintes armas:

  • Adaga;
  • Adaga oposta;
  • Agulha de Ahlen;
  • Arpão;
  • Azagaia;
  • Bastão lúdico;
  • Boladeira;
  • Chackram;
  • Chicote;
  • Cimitarra;
  • Cinquedea;
  • Corrente de Espinhos;
  • Dirk;
  • Espada Curta;
  • Florete;
  • Foice;
  • Garrucha;
  • Katana;
  • Kimbata;
  • Lança;
  • Machadinha;
  • Martelo leve;
  • Mordida do Diabo;
  • Neko-te;
  • Pistola-Punhal;
  • Porrete;
  • Presa de Serpente;
  • Shuriken;
  • Traque;
  • Tridente.

Em muitas builds focadas em Destreza, o poder Acuidade com Arma se torna uma necessidade e “tira” o slot de um poder que muitas vezes faz falta, principalmente com tantos poderes novos que podem ser interessantes. Porém é algo que deixa os personagens muito mais poderosos, se você está jogando uma campanha épica, essa regra se torna muito interessante.

Ataque de Oportunidade

Um velho conhecido dos jogadores de RPG mais antigos, os Ataques de Oportunidade fazem os jogadores temerem por seus movimentos na hora de se reposicionar ou escapar de ameaças próximas. Esse mecanismo, presente em muitos sistemas, adiciona uma camada estratégica crucial ao combate.

Basicamente, quando você sai da “área” de ação ou executa uma ação que o deixa vulnerável (como detalhado no Heróis de Arton, pág. 296), a ameaça pode aproveitar para fazer um ataque corpo a corpo como reação. Em outras palavras, isso significa que cada movimento precisa ser calculado cuidadosamente, pois um passo em falso pode resultar em um golpe devastador.

Vale ressaltar que esse sistema não apenas torna os combates mais táticos, mas também incentiva os jogadores a pensar de forma mais realista sobre posicionamento e timing durante as batalhas.

Toma, distraído!

Quanto maior a criatura, maior a “área de ameaça” em que ele pode te dar um ataque de oportunidade caso faça uma das ações que ative ela, é interessante que tome cuidado nisto, porque muitas vezes pensamos apenas em ameaças médias e esquecemos que as maiores podem de acertar de mais longe.

Apresentamos algumsa ameaças apresentados T20. Em seguida, mostramos o limite preciso do quadrado que determina quando um personagem deixa a área de ameaça. Por último, exibimos a própria área de ameaça em detalhes.

Dessa forma, fica evidente como o tamanho das criaturas influencia diretamente seu alcance estratégico durante o combate.

Cobertura Leve e Efeitos

À primeira vista, a regra de cobertura parece simples (e de fato é), porém ela traz uma camada estratégica muito mais interessante para combates com grid. Isso porque, diferente do que ocorre normalmente em combates padrão de T20 – onde raramente consideramos paredes e obstáculos, já que geralmente afetam apenas movimentação em testes de Atletismo/Acrobacia -, agora esses elementos ganham nova importância.

Com a nova regra, barreiras físicas passam a afetar também magias e efeitos de área, o que significa que conjuradores precisarão pensar cuidadosamente sobre o posicionamento das paredes ao lançar suas magias. Isso acontece porque, mesmo quando o centro do efeito está posicionado atrás da área-alvo, o bônus de cobertura ainda é aplicado se a origem do efeito (o conjurador) estiver do outro lado da parede.

Como resultado, essa mudança não só torna o ambiente de combate mais relevante,mas também exige que todos os jogadores – especialmente arcanista – reavaliem suas táticas habituais

A bola de fogo continua perigosa, mas com cobertura ela fica menos letal.

Além de implementar essas regras, é recomendável incorporar algum nível de destruição para coberturas leves e totais que protegem os personagens. Tradicionalmente, essas situações seriam resolvidas usando as regras de Quebrando Objetos (Tormenta20 JdA, pág. 239). No entanto, reconhecendo que essas regras podem ser complexas em certas situações, preferimos oferecer uma opção alternativa simplificada. Dessa forma, mestres e jogadores terão uma maneira mais acessível de lidar com a destruição de coberturas durante o combate.

Cenário Avariado

Em primeiro lugar, em seu campo de batalha, você pode definir alguns pontos destrutivos, cada um com 4 pontos de durabilidade. Para cada 20 pontos de dano recebidos, eles perdem 1 ponto de durabilidade, sendo completamente destruídos ao atingirem 0.

Além disso, o efeito da destruição varia conforme o tipo de ponto destrutivo. Por exemplo, se dois pilares de uma casa forem destruídos, o local pode ficar instável, causando o desabamento do teto em uma área após 1d3 rodadas. Da mesma forma, uma mureta destruída imediatamente perde toda a cobertura que fornecia.

Como regra geral, pontos destrutivos que concediam cobertura total se transformam em cobertura leve quando atingem metade de seus pontos de durabilidade. Embora você ainda precise controlar esses valores, esse sistema é significativamente mais simples do que gerenciar pontos de vida individuais para cada objeto no cenário.

Dessa forma, você mantém a dinâmica de destruição do ambiente sem precisar de micromanagement excessivo durante os combates.

Se não tiver um caminho, abra um.

Efeitos Críticos e Ataques Mirados

Colocamos os dois juntos porque são mecânicas que interagem diretamente uma com a outra.

No caso, sempre que um personagem faz um acerto crítico, ele causa um efeito adicional, a localização e o efeito são definidos pelos dados. Essa regra traz um grau de realismo que talvez seja mais interessante para campanhas mais “pé no chão” (como campanhas em níveis mais baixo ou em um outro cenário com nível de poder menor, como Ghanor). Já que um acerto crítico muito poderoso vai causar um efeito brutal em um alvo, e deixar ele menos capaz de lutar.

A regra também não precisa ser aplicada em todos os casos, mas pode ser utilizada apenas em alguns combates específicos em que aonde os personagens atacam é mais relevante. Aí usando a regra de Ataques Mirados.

Em Fallout aonde você atira já é algo muito importante.

Os Ataque Mirados “forçam” os efeitos de acertos críticos, se o jogador decidir receber uma penalidade em seu teste de ataque. Você pode limitar os efeitos críticos aos Ataques Mirados. Algumas ameaças, como Zumbis e a Hidra, que já entendem que aqueles pontos são sensíveis para os ataques, então você pode, além do efeito da habilidade e do efeito crítico, colocar um benefício a mais pelo jogador mirar naquele ponto específico.

Exemplos de Ameaças e Ataques Mirados

Alguns ataques mirados afetam ameaças de maneira diferente, abaixo vamos dar algumas sugestões de ameaças que podem ter efeitos adicionais quando atingidos por ataques mirados.

Infecto

Efeito crítico de corte ou perfuração ao tronco, ou mais especificamente à barriga, força a ativação da habilidade Parasitas Famintos e desativa ela. Uma ação de movimento do Infecto reativa ela. Ameaças de Arton, pág. 23.

Sapo Atroz

Um efeito crítico de corte à cabeça do Sapo, caso ele tenha feito um ataque de Língua no turno anterior, pode ser mirado na Língua dele, permitindo que ela seja cortado para fora em uma severidade 11+. Um Sapo Atroz com sua língua cortada não pode fazer ataques com a língua, mas pode fazer um ataque de Cabeçada +10 (1d3+6 impacto). Além disso, o Sapo fica abalado até o fim da cena (perder a língua pra um sapo é uma afronta). Ameaças de Arton, pág. 35-36.

Sacerdote de Hynnin

Enquanto na forma de macaco, se o Sacerdote de Hynnin for acertado em sua cauda enquanto estiver na forma de macaco, a transformação é dissipada com ele caído. Ameaças de Arton, pág. 46.

Senhor do Gigante Rubro

Um acerto crítico de corte no tronco ou na barriga do alvo pode afetar o piloto, forçando ele a Desembarcar em um nível de severidade 11+. Se for um acerto de perfuração, impacto ou energia, o piloto recebe metade do dano do ataque (considere que o piloto é um iniciado da agonia ou outra ficha condizente). Ameaças de Arton, pág. 58. Esse efeito específico ignora a imunidade a acertos críticos do Senhor do Gigante Rubro.

Dragão Bicéfalo

Um acerto crítico de corte ou impacto na cabeça com severidade 11+ ou mais pode incapacitar uma das cabeças afetadas por 1d6 turnos. Se for severidade 13+, o dragão não morre, mas uma de suas cabeças é decepada e o dragão não pode usar o sopro e o ataque de mordida dela mais, além de poder ser alvo de flanqueio novamente. Ameaças de Arton, pág. 74.

Acertar um tiro na granada é um clássico.
Goblin-Bomba

Ao acertar um acerto crítico nos braços do Goblin, o jogador pode escolher acertar a bomba que o Goblin está carregando, forçando a ativação da habilidade Granadas a Granel, com centro da explosão o próprio goblin. Se 4 acertos deste tipo ocorrerem, a habilidade Grande Finale do Goblin-Bomba é desativada até o fim da cena ou até ele gastar uma ação completa e um teste de Ofício Engenhoqueiro CD 21 para reativá-la. Ameaças de Arton, pág. 82.

Elementais

Qualquer acerto crítico do elemento oposto ao do elemental de severidade 7+ deixa o elemental atordoado por 1 rodada. A quantidade de vezes que elementais podem ficar atordoados por efeitos críticos é igual a 10 por cena, menos seu valor de Constituição. Por exemplo: Um aquin’ne que receba um efeito crítico de fogo pode ficar atordoado por efeitos críticos até 8 vezes na cena (10 menos 2, que é a Constituição da ameaça). Ameaças de Arton, pág. 88. Esse efeito específico ignora a imunidade a acertos críticos dos Elementais.

Estirges

Efeitos críticos de energia com severidade 11+ contra um tipo de Estirge maior que uma unidade de Estirge dissipa eles e torna eles em 1d6+3 unidades da versão menor da ameaça. Por exemplo, uma nuvem de Estirge que seja alvo se torna 1d6+3 Enxames de Estirges. Um enxame que seja afetado se torna 1d6+3 Estirges. As unidades aparecem com a vida cheia e agem todas no mesmo turno que era da unidade anterior. Ameaças de Arton, pág. 107-108.

Gnolls

Todos os humanoides do subtipo Gnoll tem o instinto de se render. Quando faz um acerto crítico quando o Gnoll está com um quarto da vida, o Gnoll deve fazer um teste de Vontade CD 15 + 2 por patamar do grupo. Se falhar, ele se rende ou continua lutando alquebrado. Os Gnolls se houver um Gnoll Líder da Alcateia, Xamã ou Matrona em alcance curto dos Gnoll, eles não sofrem esses efeitos. O Gnoll Vuul’Rak e Gnolls imunes a efeitos mentais ou de medo são imunes a esse efeito também. Ameaças de Arton, pág. 114.

Golens

Golens que fiquem vagarosos ou manetas por um ataque de impacto ou perfuração nos braços ou nas pernas podem reencaixar seus braços com uma ação completa que estiverem adjacentes ao seu membro decepado. Porém, sofrem –2 em testes relacionados ao membro recolocado, um teste de Ofício (Engenhoqueiro) ou Ofício (Artesão) com CD igual a 15 + severidade que afetou o braço realinha o membro decepado e retira a penalidade. Ameaças de Arton, pág. 124.

Forjadores Litúrgicos

Um acerto crítico que cause alguma complicação a um Forjador pode convencê-lo que talvez os inimigos sejam dignos das armas mágicas. Faça um teste de Vontade (CD 15 + 2 por patamar dos personagens). Se o Forjador falhar, ele para o combate e concede a arma mágica aos personagens. Ameaças de Arton, pág. 137.

Dracomante

Quando sofre um acerto crítico de energia oposta ao seu tipo elemental, o Dracomante fica extremamente irritado, ficando frustrado (além da condição da severidade). Ameaças de Arton, pág. 148.

Kappa

Quando afetado por qualquer acerto crítico de impacto, a água da cabeça do Kappa é derramada. Ameaças de Arton, pág. 158.

Arqueiro Escravo

Quando sofre qualquer acerto crítico com severidade 8+, o Arqueiro deve fazer um teste de Vontade CD15 +2 por patamar dos jogadores, se falhar, ele tenta fugir do combate. Ameaças de Arton, pág. 168.

As vezes kobolds explodem, acontece.
Kobolds Explosivos

Sempre que um kobold que pode explodir é alvo de um acerto crítico de severidade 11+, ele deve fazer um teste de Fortitude CD15 +2 por patamar dos jogadores, se falhar, ele ativa a Detonação Final. Se o acerto crítico foi de energia, a detonação é ativada com um acerto de severidade 8+. Ameaças de Arton, pág. 165.

Mascotes & Familiares

Qualquer mascote ou familiar que estiver em alcance curto de seu parceiro e ele sofrer um acerto crítico, deixa ele frustrado por 1 rodada. Ameaças de Arton, pág. 190.

Mímico

Ao sofrer um acerto crítico de impacto, o Mímico deixa cair T$ 3d6 em um ponto em alcance curto dele. Ameaças de Arton, pág. 204.

Montarias

Qualquer acerto crítico com severidade 10+ nas pernas da montaria faz seu piloto cair de cima dele. Ameaças de Arton, pág. 210.

Garra-Zumbi

Um acerto crítico de impacto, perfuração ou corte na Garra-Zumbi na, bem, mão ao invés de severidade 9+ deixa a Garra-Zumbi atordoada ao invés de maneta (Até porque ela já está maneta, de certa maneira?). Ameaças de Arton, pág. 233.

Árvore-Matilha

Se uma das cabeças da Árvore-Matilha for decepada, ela usa a habilidade Descarregar Raiva imediatamente, e perde um ataque de mordida. Se perder todas as seis cabeças, a árvore-matilha morre. 1 dia exposto a luz solar faz uma das cabeças da árvore-matilha retornar. Ameaças de Arton, pág. 242.

Alguns piratas são conhecidos pelas suas fugas.
Piratas

Como em sua maioria são bandidos dos mares. Caso um pirata do tipo Lacaio ou um tipo Solo de um patamar abaixo dos jogadores sofra um acerto crítico, ele deve fazer um teste de Vontade CD15 +2 por patamar dos jogadores. Se falhar, ele tenta fugir do combate. Ameaças de Arton, pág. 258.

Velocis

Muito orgulhosos de sua velocidade, se um Veloci ficar Vagaroso, ele também fica abalado (mesmo que seja imune a medo) enquanto estiver sob a complicação. Ameaças de Arton, pág. 267.

Puristas

Puristas são movidos por emoções a flor da pele e ódio irracional. Se causarem um acerto crítico em um não-humano, ele recebem +2 em testes de ataque e rolagens de dano acumulativo até o fim da cena. Mas se sofrerem um acerto crítico de um não-humano, eles ficam abalados, mesmo que imunes a efeitos de medo (acumulativo com outros efeitos e com o próprio efeito dos acertos críticos). Se o purista gastar uma ação completa se concentrando, ele se recupera da condição. Ameaças de Arton, pág. 274.

Wisphago

Se uma arma mágica erra um ataque contra o Whispago por 5 pontos ou mais da Defesa dele, ele pode devorar a magia da arma. A arma perde um dos seus encantos e esse encanto vai para uma das mordidas do Whispago. Cada mordida do Whispago pode ter até dois encantos. Ameaças de Arton, pág. 290.

Mesmo que seja um chapéu, os efeitos críticos se aplicam ao Mycotann
Oxxdon

Ao cortar a antena do Oxxdon, ele perde seu ataque de antena e a habilidade de Ferrugem. Acertar a antena tem a mesma dificuldade de acertar a cabeça. Ameaças de Arton, pág. 308.

Canceronte

Caso uma das garras do Canceronte for decepada, ele não pode usar a habilidade Autonomia. Ameaças de Arton, pág. 314.

Nagah

Um Nagah que fique sob a complicação Vagaroso em condição grave ou permanente, fica caído pelo resto da rodada ao até ser a condição curada. Ameaças de Arton, pág. 330-334.

Mycotann

Se o Bulbo de um Mycotann foi atingido por um acerto crítico com severidade 9+, ele fica incapaz de usar a habilidade Esporos por 1d6 rodadas. A Horda Mycotann e outras hordas de Mycotann não são afetados por esse efeito. Ameaças de Arton, pág. 340.


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Texto e Capa:
 Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Tabela de Karma – Dentro da Arca

Em 3DeT Victory, existe a regra de karma e dharma (Manual 3DeT Victory, pág. 108). Uma inspiração divina ou revelação súbita que te concede um Ganho em um teste à sua escolha, mas que pode ser cobrada com o Karma, invocado pelo mestre, que dá uma Perda ao jogador que pediu o Dharma.

Mas para alguns mestres, apenas uma Perda não é o bastante. Em mais uma contribuição para a coluna Dentro da Arca, Saulo traz uma Tabela do Karma, apresentando de antemão, jeitos diferentes e criativos de um mestre cobrar o Karma de um jogador.

O Karma é Comum em 3DeT Victory

Esta tabela serve para caso você queira cobrar o karma de um jogador de forma diferente do descrito no livro. Quando um jogador estiver num momento em que ele não desejaria que nada atrapalhasse ele, role nessa tabela. 

Caso seja afetado por uma desvantagem que já possua, role nesta tabela novamente. Caso adquira uma desvantagem ou vantagem que não pode comprar, a desvantagem é a única que se mantém.

Desafetos podem adquirir vantagens ou técnicas que não cumpram o requisito através dessa tabela. Caso aquilo que foi rolado na tabela não faça nenhum sentido na cena (ou não seria ruim para o devedor de karma), role novamente. Nesse sentido, repita esta última regra quantas vezes forem necessárias. 

1d100

Efeito

1-2 Surto de Magia do Caos. Role nessa tabela, no começo de cada um dos seus turnos pelos próximos 3d6 turnos, ignorando esse resultado em rolagens subsequentes, mantendo as rolagens mesmo que não façam sentido. Caso você role menos que 9 nesses 3d6, o resultado torna 9. 
3-4 Preparo. Um desafeto seu, a escolha do mestre, recebe a vantagem Invulnerável contra o seu tipo de dano pelo resto da cena. 
5-6 Fluxo de Mana Interrompido. Você é afetado pela desvantagem Restrição, como se estivesse numa situação que a ativaria pelo resto da cena.
7-8 Injustiça do Mestre. Um desafeto, a sua escolha, adquire a Técnica Trapacear o Destino pelo resto da cena, e usa ela por metade dos PM.
9-10 Visão do Futuro. Um desafeto seu, a escolha do mestre, aprende a técnica Visão do Futuro pelo resto da cena. 
11-12 Deficiência Emocional. Você perde todos os seus Pontos de Ação.
13-14 Música de Boss Final. Todos os seus desafetos que estejam lutando contra você, recebem o benefício de todas as rodadas de Rapsódia das Arcas, sem ninguém precisar rolar testes.
15-16 Auto Infligido. Você realiza um ataque contra si mesmo, com um crítico automático
17-18 Sorte Súbita. Todos os seus desafetos recebem um ganho em todas as rolagens pelo resto da cena.
19-20 Abertura. Um desafeto seu pode fazer um contra-ataque contra você, mas sem ele(a) ficar desprevenido.
21-22 Deficiência de Mana. Você perde metade da sua mana.
23-24 Paixonite. Você é afetado pela técnica Encantar, sem direito a teste, em relação a um desafeto seu escolhido pelo mestre.
25-26 Passando mal. Você adquire a desvantagem Frágil pelo resto da cena.
27-28 Mal Súbito. Você está com Perda em todas as suas rolagens pelo resto da cena.

29-30

Terremoto. Todos até Muito Longe são afetados pela Técnica Pisão do Titã com Poder 5 e dois ganhos. 

31-32 Música de Fundo. Todos os seus desafetos são afetados pela técnica Role os Dados pelo resto da cena. 
33-34 BOOM! A técnica Bola de Fogo é conjurada, com Poder 5 e um bônus de Magia +5, com você no centro.
35-36 Poder do Ódio. Você perde um ponto de ação e um desafeto seu, a escolha do mestre, ganha ele. 
37-38 Rogaram praga em mim. Você é afetado pela técnica Praga, sem direito a teste. 

39-40

Economia de Mana. Um desafeto seu, a escolha do mestre, pode usar a vantagem Magia uma vez por 0 PM, quando quiser. 

41-42 Acertado(a) por um Raio. Você é afetado pela técnica Relâmpago com Poder 5 e ganha bônus de +5 contra sua defesa física.
43-44 Reforços. Um desafeto seu, a escolha do mestre, ganha um Ajudante aleatório. 
45-46 Meus ataques ainda não acabaram! O próximo dano que você sofrer é afetado pela vantagem Desgaste.
47-48 Momento de Sorte. Um desafeto seu, a escolha do mestre, ganha a vantagem Maestria pelo resto da sessão. 

49-50

Chegou o arsenal. Um desafeto seu ganha a vantagem Inventário com 3 PT pelo resto da sessão.

51-52 Não fui com a sua cara! Um desafeto seu, a escolha do mestre, ganha a vantagem Inimigo, apenas contra você, permanentemente.
53-54 Crise de Raiva (ou TPM). Você adquire a desvantagem Fúria pelo resto da cena.
55-56 Momento de Dúvida. Você adquire a desvantagem Indeciso pelo resto da cena.
57-58 Você subitamente torce o pé. Você adquire a desvantagem Lento pelo resto da cena.
59-60 Tomando Postura Defensiva. Um desafeto seu, a escolha do mestre, recebe uma Defesa Especial aleatória. 
61-62 Esquecimento. Você perde o treino em uma perícia pelo resto da cena, decidida aleatoriamente.
63-64 Cheat. Um desafeto seu, a escolha do mestre, recebe um efeito de Superar Dificuldade, para uma desvantagem aleatória.
65-66 Acabou a munição. Você adquire a desvantagem Munição pelo resto da cena.
67-68 Flashback de Trauma. Você é afetado pela vantagem Paralisia, falhando automaticamente no primeiro teste.
69-70 Ganhando na Loteria. Um desafeto seu sobe uma escala para testes de compra, permanentemente. 
71-72 Momento Magaiver. Um desafeto seu ganha a vantagem Adaptador pelo resto da sessão. 
73-74 Momento TDAH. Você é afetado pela vantagem Confusão, falhando automaticamente no primeiro teste. 
75-76 N.F.M (NPC favorito do Mestre). Um desafeto seu, a escolha do mestre, recebe uma Dica, sem gasto em PA.
77-78 Um acidente mágico acontece. Você adquire Elo Vital com um desafeto a escolha do mestre pelo resto da cena.

79-80

Coordenar Ataque. Todos os desafetos ganham a vantagem Elo Mental uns com os outros. 

81-82 Soninho Súbito. Você adquire a desvantagem Tapado pelo resto da cena.
83-84 Tomando um Energético. Um desafeto seu, a escolha do mestre, recebe a vantagem Aceleração.
85-86 Algo sujo cai sobre você. Você é afetado pela desvantagem Monstruoso pelo resto da cena. 
87-88 Momento Vergonhoso. Você adquire a desvantagem Infame pelo resto da sessão.
89-90 Ficando Empolgado. Um desafeto seu, a escolha do mestre, ganha uma dessas três vantagens aleatoriamente pelo resto da cena: +Ação, +Vida e +Mana.
91-92 Deu câimbra.  Você adquire a desvantagem Atrapalhado pelo resto da Cena.
93-94 Flashback do Vilão. Um desafeto seu, a escolha do mestre, ganha a vantagem Mentor pelo resto da cena.
95-96 Mal jeito. Você recebe uma perda em sua próxima rolagem. 
97-98 Pequeno Azar. Você recebe -1 em todas as suas rolagens pelo resto da cena.
99-100 Nada acontece. Yeah! (Você recupera seu dharma mesmo assim). 

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Se está aqui, mas prefere Tormenta20 e A Lenda de Ghanor, se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E os Santos Escritos onde falamos de A Lenda de Ghanor RPG! E acompanhe também as outras sessões, por favor!


Texto: Saulo Cardoso
Arte da Capa: Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Guia de Construção de Raças Metamórficas – Lobisomem O Apocalipse 3° Edição

O universo de Lobisomem: O Apocalipse é vasto, denso e repleto de simbolismos que giram em torno da fúria, da espiritualidade e da eterna luta contra a corrupção do mundo. Dentro desse cenário sombrio e mítico, os Garou não são os únicos filhos da Mãe Gaia. Outras raças metamórficas existem — algumas ancestrais, outras esquecidas, algumas ocultas e poucas ainda por nascer.

Este guia tem como objetivo principal ensinar, passo a passo, como criar uma raça metamórfica original dentro das regras, do tom e da ambientação do jogo. Ele oferece uma base sólida para narradores e jogadores desenvolverem suas próprias criaturas, com equilíbrio mecânico, coerência narrativa e profundidade espiritual.

Cada capítulo foi elaborado para te conduzir da concepção até a integração plena da raça em crônicas narrativas, respeitando tanto as diretrizes do cenário quanto a criatividade individual. Serve tanto para veteranos quanto para iniciantes, proporcionando caminhos claros para quem deseja inovar sem romper com a essência do Mundo das Trevas. Aqui, você encontrará todas as etapas essenciais, dicas de ambientação, estruturas de jogo e recomendações para manter o equilíbrio e a coesão com o Mundo das Trevas.

1. Definindo o Conceito de Raças Metamórficas

A primeira etapa na criação de uma raça metamórfica é o estabelecimento de um conceito coeso, criativo e funcional. Esse conceito será o alicerce para todas as decisões narrativas e mecânicas futuras. O jogo Lobisomem: O Apocalipse trabalha com arquétipos poderosos e temas profundos como fúria, destruição, redenção e espiritualidade. Sua raça precisa se encaixar nesse tom, ao mesmo tempo em que oferece algo novo.

Questões fundamentais para guiar seu conceito:

  • Qual criatura ou animal é o centro da metamorfose?
  • Qual a função ecológica e espiritual desse animal?
  • Quais são os temas principais associados à raça? (ex.: vingança, sabedoria, corrupção, equilíbrio)
  • Qual é a origem mítica ou espiritual dessa espécie?
  • Como ela vê os Garou e o papel deles na Guerra do Apocalipse?

Use fontes confiáveis e acessíveis como mitologia universal (grega, africana, japonesa, indígena), folclore regional ou lendas urbanas. Por exemplo, uma raça baseada em morcegos poderia explorar temas como escuridão, eco, sono e renascimento.

Criar um conceito não é apenas escolher um animal — é construir um ecossistema narrativo em torno dele.

2. Escolhendo o Totem Patrono

O totem patrono é o espírito ancestral que confere identidade e direção à sua raça. Ele representa a alma coletiva do grupo e estabelece os valores e tabus que todos devem seguir. Em termos de jogo, o totem influencia tanto os Dons disponíveis quanto os tipos de rituais, mentalidade e papel espiritual dos metamorfos.

Exemplos de perguntas para desenvolver o Totem:

  • Ele é ativo ou passivo na condução dos seus seguidores?
  • Qual o seu maior dom e sua maior maldição?
  • Ele exige sacrifícios ou votos de lealdade específicos?
  • Que outros espíritos o servem?

O Totem pode ser um bom ponto de partida para estruturar toda a sociedade da raça. Por exemplo, um Totem de “Memória” pode criar uma raça devotada à história, à preservação do saber e à coleta de testemunhos.

Importante: O Totem também influencia como sua raça se relaciona com a Umbra (o mundo espiritual), e com os espíritos menores que circulam por lá.

3. Raças: As Três Origens

Assim como os Garou possuem três origens básicas — Hominídeo, Impuro e Lupino —, sua raça metamórfica deve conter três formas de nascimento, cada uma com vantagens, desvantagens e implicações sociais únicas. Isso adiciona profundidade e diversidade ao grupo como um todo.

a) Hominídeo

Personagens nascidos humanos geralmente têm maior facilidade com relações sociais, habilidades urbanas, acesso à tecnologia e compreensão das normas humanas. Costumam sentir-se deslocados em meio à espiritualidade intensa da raça.

b) Animal (nomeie de forma única)

São os metamorfos nascidos na forma de seu animal totem. Têm maior proximidade com os espíritos e uma percepção mais aguçada da Umbra. Contudo, geralmente apresentam dificuldade de se integrar com a sociedade humana. Nomear essa raça de forma simbólica e respeitosa ao animal original ajuda na construção do universo da raça.

c) Impuro

Filhos da união proibida entre dois metamorfos, os impuros carregam estigmas físicos e espirituais. Muitas vezes possuem corpos deformados, visões sobrenaturais e ligação intensa com o mundo espiritual. São frequentemente marginalizados, mas podem ser os mais poderosos em sabedoria ou misticismo.

Para iniciantes: Use arquétipos conhecidos para se guiar — o rebelde impuro, o curioso hominídeo, o animal instintivo — mas adicione reviravoltas originais. Evite criar apenas um tipo “melhor” que os outros: equilíbrio é essencial.

4. Augúrios: Função Espiritual e Papel Narrativo

Os Augúrios são arquétipos espirituais que moldam o papel de cada personagem dentro da sociedade metamórfica. Eles são mais do que profissões — são vocações místicas e espirituais determinadas por sinais, nascimento ou escolha ancestral. Cada Augúrio define o caminho do personagem: suas habilidades preferidas, dons exclusivos, deveres espirituais e comportamentos esperados.

Funções típicas de Augúrio incluem:

  • Guerreiro;
  • Xamã ou místico;
  • Mensageiro ou diplomata;
  • Espião ou batedor;
  • Guardião ou juiz.

Pense nos Augúrios como classes de personagem que também refletem uma jornada espiritual. Ao definir um Augúrio, estabeleça também:

  • Um nome temático (como “Eco Sombrio”, “Sentinela da Névoa”, etc.);
  • As responsabilidades na sociedade;
  • Os dons exclusivos disponíveis para esse caminho;
  • Como o personagem é visto por seus semelhantes.

A escolha do Augúrio deve afetar diretamente a narrativa, influenciar a política interna da raça e estabelecer objetivos a longo prazo.

5. Formas Metamórficas: A Essência Corporal da Raça

A transformação física é uma das características mais marcantes das raças metamórficas. Cada forma representa um aspecto da essência do ser: humanidade, selvageria, guerra, espiritualidade. Definir essas formas com riqueza visual e mecânica é essencial para a imersão e o equilíbrio do jogo.

As formas clássicas incluem:

  1. Forma Humana: aparência comum; ideal para disfarce, infiltração e vida urbana.
  2. Forma Imponente (semelhante ao Glabro): mais forte e robusta; útil para intimidação e combate discreto.
  3. Forma de Guerra (semelhante ao Crinos): poderosa, aterradora, mas altamente visível e afetada pelo Delírio.
  4. Forma Animal: plenamente ligada ao instinto e ao Totem; perfeita para rastrear, fugir ou sobreviver na natureza.
  5. Forma Espiritual (opcional): versão idealizada ou sombria do ser; usada para rituais e travessias umbrais.

Para cada forma, defina:

  • Modificadores de atributos (Força, Destreza, Vigor, Aparência);
  • Capacidades especiais (visão no escuro, garras, resistência, etc.);
  • Reações do Delírio (como os humanos reagem à presença da criatura).

Lembre-se que cada forma deve ter uma razão de existir — evite exageros e mantenha um equilíbrio com as capacidades dos Garou.

6. Dons Específicos: Poder Espiritual em Forma de Habilidade

Os Dons são manifestações espirituais das virtudes e dos poderes sobrenaturais que cada metamorfo carrega dentro de si. São obtidos através de pactos com espíritos aliados — desde entidades da natureza até arquétipos primordiais. Em termos narrativos, representam a conexão do personagem com o mundo espiritual, seu papel na Tapeçaria e a forma como exerce sua missão no mundo físico.

Como estruturar os Dons:

Ao criar os Dons de uma nova raça, é essencial dividi-los em três categorias principais:

  1. Dons de Raça – Variações específicas para cada tipo de nascimento: Hominídeo, Animal e Impuro.
  2. Dons de Augúrio – Poderes ligados à vocação espiritual, definidos pelo papel do personagem.
  3. Dons de Tribo ou Totem – (Opcional) Dons oferecidos pelo espírito patrono da raça, aplicáveis a todos os seus membros.

Cada Dom deve ser classificado de Nível 1 a 5, representando sua raridade e potência. É importante garantir uma progressão equilibrada e coerente.

Estrutura de um Dom:
  • Nome do Dom.
  • Nível: 1 a 5.
  • Descrição narrativa: O que o poder faz, como é visto pelos outros, qual é seu efeito visível ou sensorial.
  • Sistema: (Atributo + Habilidade), dificuldade, duração, custo (Gnose, Força de Vontade, ou outro), limitações e efeitos colaterais.
Exemplos de inspiração temática:
  • Uma raça ligada à sombra pode possuir dons de espreita, manipulação de trevas e confusão mental.
  • Uma raça ligada ao trovão pode ter dons de impacto, atordoamento e velocidade extrema.
  • Uma raça ligada a espíritos da morte pode usar dons de necromancia, visão espiritual e exorcismo.

Evite criar Dons com múltiplos efeitos num único poder. Mantenha a clareza e a especialização: um Dom que detecta mentiras é diferente de um que obriga a falar a verdade. Menos é mais, especialmente ao começar.

7. Rituais Exclusivos: Ligação com o Invisível

Rituais são momentos sagrados nos quais o metamorfo se conecta com o espiritual para realizar feitos específicos. Eles variam de pequenas bênçãos a poderosos encantamentos e podem afetar tanto o mundo físico quanto a Umbra. Criar rituais exclusivos para uma raça ajuda a estabelecer sua identidade espiritual e social.

Estrutura de um Ritual:
  • Nome.
  • Nível: 1 a 5.
  • Tempo de Execução: minutos, horas ou dias.
  • Custo: Gnose ou outro recurso espiritual.
  • Sistema: Teste de Rituais + Gnose (dificuldade variável).
  • Efeito: narrativo e mecânico.
Exemplos por nível:
  • Nível 1: Purificação de água, invocação de luz suave, conexão com ancestrais próximos.
  • Nível 2: Criar um círculo de proteção, descobrir a última emoção sentida em um local.
  • Nível 3: Trânsitos seguros pela Umbra, consagrar um item temporariamente.
  • Nível 4: Banir espíritos hostis, revelar verdades ocultas em sonhos.
  • Nível 5: Interromper maldições ancestrais, convocar o Totem diretamente, reverter a corrupção espiritual de um território.

Os rituais são poderosos, mas exigem preparação. Use-os como ferramentas dramáticas e momentos memoráveis — eles podem salvar uma matilha ou selar uma tragédia.

8. Fetiches: Objetos de Poder e Tradição

Fetiches são itens encantados com espíritos, carregando dons específicos que podem ser ativados durante o jogo. São representações materiais da fé, da história e da magia da raça. Fetiches podem ser armas, armaduras, adornos, instrumentos ou até mesmo partes do corpo tratadas como relíquias.

Estrutura de um Fetiche:
  • Nome.
  • Nível: 1 a 5.
  • Tipo: arma, amuleto, totem pessoal, armadura, relíquia.
  • Espírito Encarcerado: que tipo de entidade habita o item?
  • Efeito: como o fetiche influencia o jogo.
  • Ativação: normalmente exige teste de Gnose ou gasto de ponto.
Exemplos por nível:
  • Nível 1: Máscara que oculta cheiro, colar que brilha diante da mentira.
  • Nível 2: Lâmina que causa dano agravado a espíritos, pulseira que permite sussurrar à distância.
  • Nível 3: Cajado que canaliza rituais com bônus, capa que protege contra fúria descontrolada.
  • Nível 4: Tambor que evoca visões, manto que oculta da Umbra.
  • Nível 5: Relicário que sela uma alma, arma viva que conversa com seu portador.

Fetiches criam uma camada tátil e simbólica na jornada do personagem. Eles representam conquistas, tradições e responsabilidades. Incentive que cada jogador desenvolva ao menos um com base em sua história.

9. Cultura e Organização Social

A cultura de uma raça metamórfica representa seu modo de vida, crenças, tradições e estrutura social. É o que transforma um grupo de indivíduos com poderes semelhantes em um povo coeso, com identidade e propósito.

Elementos-chave da Cultura:
  • Valores Fundamentais: Quais são os princípios sagrados dessa raça? Eles prezam pelo equilíbrio, pela ordem, pela liberdade ou pelo caos?
  • Tabus: Quais comportamentos são proibidos? O que seria considerado traição espiritual ou social?
  • Códigos de Conduta: Como lidam com inimigos, aliados, morte e punição?
  • Celebrações e Datas Sagradas: Existem rituais anuais, festas lunares, iniciações ou funerais específicos?
Organização Social:

A hierarquia dentro da raça deve refletir sua cultura. Alguns exemplos:

  • Teocracia Espiritual: onde os xamãs ou sacerdotes decidem o rumo da tribo.
  • Mérito de Sangue ou Espírito: onde a linhagem ou força espiritual define o posto.
  • Democracia Tribal: decisões coletivas guiadas por círculos ou conselhos.

Para iniciantes: Pense em como a cultura influencia os papéis sociais. Um impuro pode ser visto como sagrado ou amaldiçoado, dependendo da tradição. Um hominídeo pode ser discriminado por ter perdido o contato com os espíritos. Todos esses elementos enriquecem a interpretação dos personagens.

10. Regras Especiais e Vantagens Únicas

Algumas raças metamórficas possuem características que fogem do padrão Garou, seja por fisiologia, conexão espiritual, relação com a Umbra ou habilidades sobrenaturais únicas. Contudo, é essencial equilibrar essas vantagens com desafios equivalentes.

Tipos de Regras Especiais:
  • Transformações Alternativas: metamorfoses parciais, fusões com espíritos ou mudanças condicionais (ex: só durante eclipses).
  • Caminho Espiritual Diferenciado: acesso limitado a certas partes da Umbra ou afinidade com reinos únicos.
  • Fraquezas Inatas: vulnerabilidades que afetam apenas essa raça (ex: intolerância à prata mais forte, sensibilidade à luz, etc.)
  • Resistência ou Afinidade com poderes específicos: uma raça pode resistir naturalmente a corrupção espiritual ou ter bônus ao lidar com espíritos de determinado tipo.

Toda vantagem mecânica precisa de um custo narrativo ou técnico. Isso impede que uma raça se torne “overpower” e garante mais desafios e desenvolvimento dramático.

11. Relacionamentos com outras Raças e o Mundo

Nenhuma raça vive isolada. Sua criação deve considerar como ela interage com:

  • Garou: São aliados? Rivais? Ignoram-se mutuamente?
  • Espíritos: Há um tipo de espírito com o qual possuem afinidade ou inimizade?
  • Outros metamorfos (Bastet, Corax, Mokolé etc): Convivem, disputam territórios ou mantêm tratados secretos?
  • Humanidade: São protetores, predadores, observadores ou já se misturaram completamente?

Para iniciantes: Lembre-se de que conflitos e alianças enriquecem a trama. Uma raça que odeia os Garou pode, por motivos narrativos, precisar cooperar com eles em tempos de crise.

12. Integração com Crônicas e Narrativas

Criar uma raça metamórfica não é apenas construir fichas e poderes. Ela precisa de motivações, ganchos de história, mistérios e dilemas internos que possam ser utilizados em campanhas longas.

Dicas para integração:
  • Crie mistérios sobre sua origem: Isso permite ao Narrador desenvolver revelações e reviravoltas.
  • Adicione inimigos icônicos ou espíritos rivais: Para criar tensão contínua.
  • Estabeleça profecias ou missões sagradas: Que possam envolver outros metamorfos e impactar o mundo.
  • Elabore locais sagrados ou territórios-chave: Que sejam importantes para o equilíbrio da Umbra e do mundo físico.

Uma boa raça é aquela que inspira histórias. Não tenha medo de deixar perguntas sem resposta — elas se tornam convites para futuras campanhas.

Com esses elementos bem estruturados, sua raça metamórfica terá profundidade narrativa, equilíbrio mecânico e um lugar digno no vasto ecossistema do Mundo das Trevas.

Conclusão

Criar uma raça metamórfica é, acima de tudo, um exercício de imaginação responsável. Trata-se de equilibrar a criatividade com as regras do jogo, o espírito do cenário com a vontade de inovar. Uma boa criação deve ser funcional, divertida, respeitosa ao cânone e repleta de possibilidades narrativas.

Esperamos que este guia tenha oferecido não apenas um manual técnico, mas uma inspiração. O Mundo das Trevas é vivo, mutável, cheio de sombras e luzes. Ao adicionar uma nova raça a esse cosmos, você também adiciona uma nova voz à canção da Umbra.

Use esse poder com sabedoria. E que os espíritos o guiem.

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Cobertura World Cosplay Summit Brasil 2025

No dia dia 7 de Julho, na Sala Adoniran Barbosa em São Paulo, aconteceu o World Cosplay Summit Brasil 2025. A final da classificatória brasileira que levava uma dupla brasileira de cosplayers para o World Cosplay Summit, o maior evento de cosplay do mundo, que vai acontecer no Japão.

O nível de produção esse ano estava insano!

Os preparativos para a final

A final estava marcada para começar às 15h do dia 7, porém ao chegar com antecedência, já se podia perceber o clima de preparação. Desde cedo, era visível a dedicação dos cosplayers que carregavam seus props com cuidado, enquanto muitos já ensaiavam suas performances horas antes da apresentação.

Sem dúvida, como apresentadoras, tivemos o privilégio de contar com a presença ilustre da cosplayer penta-campeã mundial, Slovakia. Desde o primeiro momento, ela conduziu todo o evento com impressionante leveza e diversão, ao mesmo tempo em que demonstrava uma enorme presença de palco.

Como jurados do evento, tivemos grandes nomes do cosplay e da produção de props para produções brasileiras e internacionais:

Da esquerda para a direita: Slovakia, Yuki, Leon Martins, Gabriel Niemitz e Rafael Assunção.

Industria e Economia Criativa no meio do Cosplay

Antes mesmo do evento principal começar com a apresentação dos cosplayers, tivemos um painel especial com os jurados discutindo sobre o cenário da economia criativa. Durante essa conversa, eles compartilharam valiosos insights sobre como ingressar nessa área promissora.

Um dos momentos mais marcantes foi quando todos os participantes começaram a relatar suas experiências pessoais. Primeiramente, cada um contou como deu seus primeiros passos na área, revelando os medos e dúvidas que enfrentaram no início. Em seguida, compartilharam como surgiram suas primeiras oportunidades de trabalho, mostrando os diferentes caminhos que os levaram aonde estão hoje em dia.

Através desses relatos inspiradores, ficou claro como a jornada na economia criativa pode ser transformadora, mesmo que cheia de obstáculos no começo.

Com um palco que participaram não apenas finalistas de cosplay mundial, como também profissionais da indústria, foi um privilégio poder ouvir de pessoas que já tem uma carreira na área o que os levou até lá, e também os problemas que eles passaram e, muitas vezes, ainda passam.

Cosplay e Cosmaker no Brasil, assim como o RPG e o Jogo de Tabuleiro, ainda são uma indústria nichada. Então, para se ter um local no cenário é necessário que você mostre muito bem o seu trabalho e que se é extremamente profissional nisto. Assim, pessoas que trabalharam com você vão poder te indicar para outros, e assim vai.

Os prêmios

Além do vencedor de 1º, 2º e 3º lugar de melhor performance, os finalistas também competiam nas seguintes categorias:

  • Melhor Prop. Melhor uso de itens cênicos, armas e equipamentos do cosplay.
  • Melhor Caracterização. Melhor maquiagem, peruca e representação visual dos personagens.
  • Melhor Play. Melhor apresentação dos cosplays.
  • Melhor Figurino (Cos). Melhor figurino, em questão de roupas e utensílios dos personagens.

Os finalistas

Abaixo vamos listar os finalistas e os prêmios que receberam, além de uma breve descrição de suas apresentações (com o link para o Canal SK com a apresentação de cada um).

Caso queira ver a entrega dos prêmios, clique aqui.

Avner e Gih – Fortaleza – CE

A dupla Avner e Gih interpretaram os personagens Asta e Yuno, do anime Black Clover. Em uma apresentação cheia do puro suco do shonen de porradinha. A dupla usou diversos props com luzes para representar as auras de poder dos personagens.

A dupla ficou em segundo lugar entre os cosplayers finalistas para o prêmio de Melhor Cosplay.

Vivi e Drinko – Montes Claros – MG

Os primeiros a se apresentar no evento, Drinko e Vivi fizeram uma apresentação baseada no anime Ranma 1/2. Em que interpretaram Ranma (em suas formas masculina e feminina) e Xian Pu, com coreografias de artes marciais com comédia, uma das maiores forças do anime.

Gio e Gabi – Salvador – Bahia

Gio e Gabi fizeram a apresentação das personagens Maka Albern e Death the Kid, do anime Soul Eater. caçando uma bruxa e lidando com as consequências das magias dela.

A dupla ficou em terceiro lugar no evento entre os cosplayers.

Biel e Mari – Rio de Janeiro – RJ

A dupla fez uma apresentação do combate final entre All Mighty e seu rival, All for One no anime Boku no Hero Academia. Aonde ele tira suas últimas forças das palavras de sua mestra, Nana Shimura, para dar o golpe derradeiro no vilão.

Grazy e Victor – Goiânia – Goiás

A dupla representou uma luta entre os personagens Chun-Li e Ryu do jogo Street Fighter. Com direito a sons de vitória, efeitos especiais do jogo, falas adicionais durante a luta e uma representação do Satsui no Hado de Ryu.

Jessy e Sylvia – Itajaí – SC

A dupla interpretou um combate entre Dante e a Bruxa da Tempestade, Nevan, do jogo Devil May Cry. A apresentação não só teve a luta, como também a transformação da Bruxa na Devil Arm que Dante leva em sua aventura.

Luana e Ítala – Manaus – AM

A dupla representou um embate entre Link e sua contraparte Dark Link, da série de jogos The Legend of Zelda. A princípio, o que era apenas um combate entre o bem contra o mal, acaba recebendo um twist interessante.

A dupla foi vencedora do prêmio de Melhor Prop.

Aino e Nina – São Paulo – SP

A dupla representou um embate entre um dos protagonistas do jogo Chrono Trigger, o cavaleiro sapo Glenn, contra o maligno Magus. Em um embate de espada e magia e efeitos visuais vindos do jogo.

A dupla foi vencedora do prêmio de Melhor Caracterização.

Luka e Sab – Lavras – MG

A dupla representou um dos embates do protagonista Tanjiro Kamado, do anime Demon Slayer, contra a Matriarca dos Demônios Aranha. Com uma bela representação dos poderes de teia da Matriarca e da Respiração da Água.

Nathália e Mateus – São Paulo – SP

A dupla fez uma apresentação dos personagens Yuko Ichihara e Kimihiro Watanuki, do anime Xxx Holic. Com Yuko fazendo considerações sobre seus poderes temporais e seu primeiro encontro com Kimihiro

A dupla foi vencedora do prêmio de Melhor Play.

Luís e Kelly – Natal – RN

A dupla representou a apresentação e introdução dos Lordes de Mãe Miranda pelo personagem Karl Heisenberg. Que então parte para enfrentá-la, em uma apresentação que teve um ótimo uso do fundo, dos props que levaram, com estaca saindo de Miranda e dos poderes dos dois personagens.

A dupla foi a grande vencedora do dia, vencendo como Melhor Figurino (Cos) e vai representar o Brasil no World Cosplay Summit, no Japão!

Foi uma representação de explodir a cabeça, realmente.

Ida ao Japão

Com entusiasmo, aguardamos o World Cosplay Summit 2025, que acontecerá nos dias 1, 2 e 3 de agosto. Enquanto o evento se aproximanós do Movimento RPG não poderíamos deixar de expressar nosso apoio. Por isso, desejamos toda a sorte aos talentosos Luís e Kelly, que terão a honra de nos representar nessa competição internacional. Sem dúvida, eles brilharão no palco global, mostrando todo o talento e dedicação que os trouxeram até essa importante conquista.


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Texto e Arte da Capa:: Gustavo “AutoPeel” Estrela e Vellsant.
RevisãoRaquel Naiane.
Fotos e Vídeos: Canal SK, CosClick, William Dobler, Gabrielle Eccard, Fotos próprias dos Cosplayers (O Instagram de cada um está pelo post), World Cosplay Summit Brasil.

Viagem à Cidade Submersa – Quimera de Aventuras

E aí pessoal, tranquilos? Seguindo com mais uma Quimera de Aventuras sobre as expansões de Hearthstone (que é o jogo de cartas da Blizzard, ao estilo Magic, que utiliza como base o universo de Warcraft). Viagem à Cidade Submersa foi a primeira expansão do ano de 2022, o ano da Hidra.

Essa foi uma das melhores expansões, trazendo um pouco da história de como elfos se tornaram nagas. Assim, este novo tipo de lacaio ligado a feitiços é introduzido no jogo.

Um dos pontos fortes da expansão foram os Colossais. Lacaios que, de tão grandes, não cabem num único espaço de lacaio no tabuleiro e, quando apareciam em campo, seus tentáculos, caudas ou outras partes de seus corpos, precisavam ocupar espaços de outros lacaios no tabuleiro.

Quimera de Aventuras

A cidade perdida

Lendas antigas afirmam que uma antiga cidade mágica foi engolida pelas fortes ondas dos oceanos. Após uma árdua e demorada viagem, os aventureiros chegam ao local e descobrem que há uma cidade habitada magicamente protegida por um enorme bolsão de ar.

Porém, os poderosos arcanistas logo demonstram que não desejam visitantes…

Piranhas malditas

Um vila ribeirinha está sendo constantemente atacada por piranhas. Não são animais fortes, porém vários cardumes são motivo suficiente para acabar com o sossego e a comida de uma pequena vila.

Ao investigarem a situação, os aventureiros descobrem que estranhas criaturas aquáticas tentaculares estão por trás disso. O propósito delas é obscuro, mas parece estar ligado a alguma divindade esquecida nos abismos oceânicos.

Dragando os mares

Um grande embate naval ocorreu na costa do Império a não mais do que duas décadas. Entretanto, somente agora o local exato foi determinado e as explorações subnáuticas se iniciaram. Além de enfrentarem diversos monstros marinhos, a expedição precisará lidar com a pirata Presagancho e seu poderoso e gigantesco navio pronto para saquear os tesouros do fundo oceânico.

Sombra dos Colossais

Depois de perder alguém amado por algum dos personagens, o grupo descobre por meio de algum sábio ou pesquisador que o segredo para trazer algo de volta à vida está contida no corpo de seres abissais colossais. A descoberta revela que há 12 seres colossais, e o segredo pode estar em um, mas não em outro.

Os 12 seres representam determinados aspectos existentes na natureza:

  • Xhilag, um ser hibrido entre foca e lula: adaptação;
  • Colaque uma megatartaruga: proteção;
  • Hidralodonte, uma hidra gargantual: regeneração;
  • Gaia, um constructo minerador: escavação e tocas;
  • Leviatã, um grande e achatado bagre que vasculha os fundos oceânicos: descanso;
  • Beemonte, um réptil gigantesco que vive no escuro profundo e tem uma cauda luminescente: luz;
  • Siritoa, um caranguejo maior que uma montanha: ferocidade;
  • Glugg, um serpente com mais de 5 quilômetros de comprimento: crescimento;
  • Gigapina, um povo-peixe monstruoso: fome;
  • Nell, um dinossauro elasmosaurídeo do tamanho de 8 navios: navegação;
  • Ozumat, um polvo com quilômetros de comprimento: destruição;
  • Neptulon, o senhor dos mares e oceanos.

*Glugg e Neptulon foram lacaios importantes para minha primeira lenda (rank máximo) do jogo, portanto, cuidem bem deles.

*

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Condessa de Varsóvia

Neste conto, conhecemos a Condessa de Varsóvia, uma nobre envolta em beleza e silêncio, cuja maldição a condenou a inspirar fascínio e terror mesmo muito depois que seu coração parou de bater.

Condessa de Varsóvia

Sua pele já não exaltava a nitidez e vivacidade de outrora.

Havia sido escolhida em meio a tantas outras candidatas para um futuro incerto.

Quem vive ou quem morre passou a ser seu dom e maldição.

Passara a se esconder dos olhares curiosos de seus juízes e algozes para estar entre aqueles que considerava seus semelhantes, como num pacto silencioso de proteção.

Iniciou sua saga, digna de um livro de capa de couro ou anotações perdidas numa gaveta envelhecida.

Aos que lhe agradavam os olhos, o sorriso.

Aos que lhe ousavam contestar, seu rancor.

Resignada em seu altar de papel, inspirava coragem nos incautos.

Da montanha que abrigava seu castelo de porcelana, uma realidade.

Por fora, o brilho que refletia os raios solares.

Por dentro, argila retorcida.

Quem observava se encantava: que senhora exemplar.

Aos que profundamente puderam olhar, como se num relance, um monstro ardil.

A nobre não deseja nada além do seu sangue.

Ela anseia por apreciar seu desmonte enquanto se deleita segurando uma taça de cristal.

Até quando sua imagem não se refletirá no espelho dos demais?

Ela prega estar viva.

Mas há muito seu coração parou de bater.


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Condessa de Varsóvia

Texto: Leonardo “Bahallax”.
Revisão: Raquel Naiane.
Arte da Capa: Theo Siviero.


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