Nesse fim de semana (21 e 22 de junho) rolou o DOFF 2025, e temos uma pancada de coisas para conversar sobre o evento. E uma delas é sobre a Arena RPG que foi patrocinada principalmente pelo Nerd Bruto.
Nos dois dias de evento rolou mesas de jogos de vários sistemas, inúmeras mecânicas e toneladas de criatividade e energia dos metres que estavam ali para criar momentos épicos para o público. E jogadores que não mediram esforços para criar momentos inesquecíveis. O espaço foi um ímã para curiosos e veteranos sedentos por boas histórias e muitas risadas.
Quem passou por lá pôde conferir de perto o caos controlado e a criatividade que só o RPG ao vivo oferece. A Arena RPG reafirmou seu papel de destaque no DOFF. Acima de tudo mostrando que a paixão por dados, narrativas e personagens inusitados continua mais forte do que nunca na comunidade geek brasileira.
Com mais de 20 mesas por dia, e com pelo menos 4 jogadores em cada mesa a Arena não ficou vazia em nenhum momento, o coas ordenado rolou solto e a diversão também!
Depoimentos
Joguei D&D simplificado, foi a primeira vez que joguei RPG, tinha bastante vontade de conhecer e jogar, fiquei completamente perdido, muitas contas, passou ou não passou, acertou ou não acertou. Joguei de bárbaro, ainda bem, por que queria jogar de mago, fiquei batendo nos bichinhos, e os dados ajudaram bastante. Gostei e quero conhecer outros jogos além desse.
GUILHERME, AVENTUREIRO NL1
Foi um das primeiras experiências com RPG, tenho uma experiência bem breve. Jogamos um sistema simples, o que foi excelente por ser um evento, mas foi bem imersivo. Joguei com pessoas que eu não conhecia, mas foi bem unificado e me senti acolhido, o mestre tirou todas as dÚvidas. e o melhor é que conseguimos ganhar, falou que a nossa mesa foi a melhor do evento, vou acreditar nisso (risos)
RYAN, AVENTUREIRO NL 2
Eu joguei Ordem Paranormal na Arena, ainda não tinha jogado esse sistema. Nosso mestre era tipo um gênio da improvisação. A gente começou com uma investigação que parecia simples, mas de repente já estava fugindo de uma criatura bizarra, com as luzes piscando e todo mundo gritando na mesa (risos)! Saí de lá com a voz rouca de tanto gritar e rir, e já quero outra sessão!
ANA, INVESTIGADORA PARANORMAL
Sempre excelente mestrar no DOFF, só mestrei uma mesa até agora. montei algo algo simples, uma hora mais ou menos, assim o jogador sabe que pode agir de forma livre, e se jogar, se divertir, fazendo coisas malucas, sem ficar pensando em loot, dinheiro e itens. Nessa mesa o ladino estava para morrer, mais incentivamos ele a fazer loucura e acabou salvando o grupo. Vai levar um memÓria incrível para a casa.
DANIEL, MESTRE
Esse foram relatos de quem viveu a Arena RPG. Mostrando que foi uma verdadeira celebração do RPG em sua forma mais divertida e acessível, provando mais uma vez que o hobby segue conquistando corações e mentes no maior evento de jogos de mesa da América Latina!
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O universo de Lobisomem: O Apocalipse é vasto, denso e repleto de simbolismos que giram em torno da fúria, da espiritualidade e da eterna luta contra a corrupção do mundo. Dentro desse cenário sombrio e mítico, os Garou não são os únicos filhos da Mãe Gaia. Outras raças metamórficas existem — algumas ancestrais, outras esquecidas, algumas ocultas e poucas ainda por nascer.
Este guia tem como objetivo principal ensinar, passo a passo, como criar uma raça metamórfica original dentro das regras, do tom e da ambientação do jogo. Ele oferece uma base sólida para narradores e jogadores desenvolverem suas próprias criaturas, com equilíbrio mecânico, coerência narrativa e profundidade espiritual.
Cada capítulo foi elaborado para te conduzir da concepção até a integração plena da raça em crônicas narrativas, respeitando tanto as diretrizes do cenário quanto a criatividade individual. Serve tanto para veteranos quanto para iniciantes, proporcionando caminhos claros para quem deseja inovar sem romper com a essência do Mundo das Trevas. Aqui, você encontrará todas as etapas essenciais, dicas de ambientação, estruturas de jogo e recomendações para manter o equilíbrio e a coesão com o Mundo das Trevas.
1. Definindo o Conceito de Raças Metamórficas
A primeira etapa na criação de uma raça metamórfica é o estabelecimento de um conceito coeso, criativo e funcional. Esse conceito será o alicerce para todas as decisões narrativas e mecânicas futuras. O jogo Lobisomem: O Apocalipse trabalha com arquétipos poderosos e temas profundos como fúria, destruição, redenção e espiritualidade. Sua raça precisa se encaixar nesse tom, ao mesmo tempo em que oferece algo novo.
Questões fundamentais para guiar seu conceito:
Qual criatura ou animal é o centro da metamorfose?
Qual a função ecológica e espiritual desse animal?
Quais são os temas principais associados à raça? (ex.: vingança, sabedoria, corrupção, equilíbrio)
Qual é a origem mítica ou espiritual dessa espécie?
Como ela vê os Garou e o papel deles na Guerra do Apocalipse?
Use fontes confiáveis e acessíveis como mitologia universal (grega, africana, japonesa, indígena), folclore regional ou lendas urbanas. Por exemplo, uma raça baseada em morcegos poderia explorar temas como escuridão, eco, sono e renascimento.
Criar um conceito não é apenas escolher um animal — é construir um ecossistema narrativo em torno dele.
2. Escolhendo o Totem Patrono
O totem patrono é o espírito ancestral que confere identidade e direção à sua raça. Ele representa a alma coletiva do grupo e estabelece os valores e tabus que todos devem seguir. Em termos de jogo, o totem influencia tanto os Dons disponíveis quanto os tipos de rituais, mentalidade e papel espiritual dos metamorfos.
Exemplos de perguntas para desenvolver o Totem:
Ele é ativo ou passivo na condução dos seus seguidores?
Qual o seu maior dom e sua maior maldição?
Ele exige sacrifícios ou votos de lealdade específicos?
Que outros espíritos o servem?
O Totem pode ser um bom ponto de partida para estruturar toda a sociedade da raça. Por exemplo, um Totem de “Memória” pode criar uma raça devotada à história, à preservação do saber e à coleta de testemunhos.
Importante: O Totem também influencia como sua raça se relaciona com a Umbra (o mundo espiritual), e com os espíritos menores que circulam por lá.
3. Raças: As Três Origens
Assim como os Garou possuem três origens básicas — Hominídeo, Impuro e Lupino —, sua raça metamórfica deve conter três formas de nascimento, cada uma com vantagens, desvantagens e implicações sociais únicas. Isso adiciona profundidade e diversidade ao grupo como um todo.
a) Hominídeo
Personagens nascidos humanos geralmente têm maior facilidade com relações sociais, habilidades urbanas, acesso à tecnologia e compreensão das normas humanas. Costumam sentir-se deslocados em meio à espiritualidade intensa da raça.
b) Animal (nomeie de forma única)
São os metamorfos nascidos na forma de seu animal totem. Têm maior proximidade com os espíritos e uma percepção mais aguçada da Umbra. Contudo, geralmente apresentam dificuldade de se integrar com a sociedade humana. Nomear essa raça de forma simbólica e respeitosa ao animal original ajuda na construção do universo da raça.
c) Impuro
Filhos da união proibida entre dois metamorfos, os impuros carregam estigmas físicos e espirituais. Muitas vezes possuem corpos deformados, visões sobrenaturais e ligação intensa com o mundo espiritual. São frequentemente marginalizados, mas podem ser os mais poderosos em sabedoria ou misticismo.
Para iniciantes: Use arquétipos conhecidos para se guiar — o rebelde impuro, o curioso hominídeo, o animal instintivo — mas adicione reviravoltas originais. Evite criar apenas um tipo “melhor” que os outros: equilíbrio é essencial.
4. Augúrios: Função Espiritual e Papel Narrativo
Os Augúrios são arquétipos espirituais que moldam o papel de cada personagem dentro da sociedade metamórfica. Eles são mais do que profissões — são vocações místicas e espirituais determinadas por sinais, nascimento ou escolha ancestral. Cada Augúrio define o caminho do personagem: suas habilidades preferidas, dons exclusivos, deveres espirituais e comportamentos esperados.
Funções típicas de Augúrio incluem:
Guerreiro;
Xamã ou místico;
Mensageiro ou diplomata;
Espião ou batedor;
Guardião ou juiz.
Pense nos Augúrios como classes de personagem que também refletem uma jornada espiritual. Ao definir um Augúrio, estabeleça também:
Um nome temático (como “Eco Sombrio”, “Sentinela da Névoa”, etc.);
As responsabilidades na sociedade;
Os dons exclusivos disponíveis para esse caminho;
Como o personagem é visto por seus semelhantes.
A escolha do Augúrio deve afetar diretamente a narrativa, influenciar a política interna da raça e estabelecer objetivos a longo prazo.
5. Formas Metamórficas: A Essência Corporal da Raça
A transformação física é uma das características mais marcantes das raças metamórficas. Cada forma representa um aspecto da essência do ser: humanidade, selvageria, guerra, espiritualidade. Definir essas formas com riqueza visual e mecânica é essencial para a imersão e o equilíbrio do jogo.
As formas clássicas incluem:
Forma Humana: aparência comum; ideal para disfarce, infiltração e vida urbana.
Forma Imponente (semelhante ao Glabro): mais forte e robusta; útil para intimidação e combate discreto.
Forma de Guerra (semelhante ao Crinos): poderosa, aterradora, mas altamente visível e afetada pelo Delírio.
Forma Animal: plenamente ligada ao instinto e ao Totem; perfeita para rastrear, fugir ou sobreviver na natureza.
Forma Espiritual (opcional): versão idealizada ou sombria do ser; usada para rituais e travessias umbrais.
Para cada forma, defina:
Modificadores de atributos (Força, Destreza, Vigor, Aparência);
Capacidades especiais (visão no escuro, garras, resistência, etc.);
Reações do Delírio (como os humanos reagem à presença da criatura).
Lembre-se que cada forma deve ter uma razão de existir — evite exageros e mantenha um equilíbrio com as capacidades dos Garou.
6. Dons Específicos: Poder Espiritual em Forma de Habilidade
Os Dons são manifestações espirituais das virtudes e dos poderes sobrenaturais que cada metamorfo carrega dentro de si. São obtidos através de pactos com espíritos aliados — desde entidades da natureza até arquétipos primordiais. Em termos narrativos, representam a conexão do personagem com o mundo espiritual, seu papel na Tapeçaria e a forma como exerce sua missão no mundo físico.
Como estruturar os Dons:
Ao criar os Dons de uma nova raça, é essencial dividi-los em três categorias principais:
Dons de Raça – Variações específicas para cada tipo de nascimento: Hominídeo, Animal e Impuro.
Dons de Augúrio – Poderes ligados à vocação espiritual, definidos pelo papel do personagem.
Dons de Tribo ou Totem – (Opcional) Dons oferecidos pelo espírito patrono da raça, aplicáveis a todos os seus membros.
Cada Dom deve ser classificado de Nível 1 a 5, representando sua raridade e potência. É importante garantir uma progressão equilibrada e coerente.
Estrutura de um Dom:
Nome do Dom.
Nível: 1 a 5.
Descrição narrativa: O que o poder faz, como é visto pelos outros, qual é seu efeito visível ou sensorial.
Sistema: (Atributo + Habilidade), dificuldade, duração, custo (Gnose, Força de Vontade, ou outro), limitações e efeitos colaterais.
Exemplos de inspiração temática:
Uma raça ligada à sombra pode possuir dons de espreita, manipulação de trevas e confusão mental.
Uma raça ligada ao trovão pode ter dons de impacto, atordoamento e velocidade extrema.
Uma raça ligada a espíritos da morte pode usar dons de necromancia, visão espiritual e exorcismo.
Evite criar Dons com múltiplos efeitos num único poder. Mantenha a clareza e a especialização: um Dom que detecta mentiras é diferente de um que obriga a falar a verdade. Menos é mais, especialmente ao começar.
7. Rituais Exclusivos: Ligação com o Invisível
Rituais são momentos sagrados nos quais o metamorfo se conecta com o espiritual para realizar feitos específicos. Eles variam de pequenas bênçãos a poderosos encantamentos e podem afetar tanto o mundo físico quanto a Umbra. Criar rituais exclusivos para uma raça ajuda a estabelecer sua identidade espiritual e social.
Estrutura de um Ritual:
Nome.
Nível: 1 a 5.
Tempo de Execução: minutos, horas ou dias.
Custo: Gnose ou outro recurso espiritual.
Sistema: Teste de Rituais + Gnose (dificuldade variável).
Efeito: narrativo e mecânico.
Exemplos por nível:
Nível 1: Purificação de água, invocação de luz suave, conexão com ancestrais próximos.
Nível 2: Criar um círculo de proteção, descobrir a última emoção sentida em um local.
Nível 3: Trânsitos seguros pela Umbra, consagrar um item temporariamente.
Nível 4: Banir espíritos hostis, revelar verdades ocultas em sonhos.
Nível 5: Interromper maldições ancestrais, convocar o Totem diretamente, reverter a corrupção espiritual de um território.
Os rituais são poderosos, mas exigem preparação. Use-os como ferramentas dramáticas e momentos memoráveis — eles podem salvar uma matilha ou selar uma tragédia.
8. Fetiches: Objetos de Poder e Tradição
Fetiches são itens encantados com espíritos, carregando dons específicos que podem ser ativados durante o jogo. São representações materiais da fé, da história e da magia da raça. Fetiches podem ser armas, armaduras, adornos, instrumentos ou até mesmo partes do corpo tratadas como relíquias.
Espírito Encarcerado: que tipo de entidade habita o item?
Efeito: como o fetiche influencia o jogo.
Ativação: normalmente exige teste de Gnose ou gasto de ponto.
Exemplos por nível:
Nível 1: Máscara que oculta cheiro, colar que brilha diante da mentira.
Nível 2: Lâmina que causa dano agravado a espíritos, pulseira que permite sussurrar à distância.
Nível 3: Cajado que canaliza rituais com bônus, capa que protege contra fúria descontrolada.
Nível 4: Tambor que evoca visões, manto que oculta da Umbra.
Nível 5: Relicário que sela uma alma, arma viva que conversa com seu portador.
Fetiches criam uma camada tátil e simbólica na jornada do personagem. Eles representam conquistas, tradições e responsabilidades. Incentive que cada jogador desenvolva ao menos um com base em sua história.
9. Cultura e Organização Social
A cultura de uma raça metamórfica representa seu modo de vida, crenças, tradições e estrutura social. É o que transforma um grupo de indivíduos com poderes semelhantes em um povo coeso, com identidade e propósito.
Elementos-chave da Cultura:
Valores Fundamentais: Quais são os princípios sagrados dessa raça? Eles prezam pelo equilíbrio, pela ordem, pela liberdade ou pelo caos?
Tabus: Quais comportamentos são proibidos? O que seria considerado traição espiritual ou social?
Códigos de Conduta: Como lidam com inimigos, aliados, morte e punição?
Celebrações e Datas Sagradas: Existem rituais anuais, festas lunares, iniciações ou funerais específicos?
Organização Social:
A hierarquia dentro da raça deve refletir sua cultura. Alguns exemplos:
Teocracia Espiritual: onde os xamãs ou sacerdotes decidem o rumo da tribo.
Mérito de Sangue ou Espírito: onde a linhagem ou força espiritual define o posto.
Democracia Tribal: decisões coletivas guiadas por círculos ou conselhos.
Para iniciantes: Pense em como a cultura influencia os papéis sociais. Um impuro pode ser visto como sagrado ou amaldiçoado, dependendo da tradição. Um hominídeo pode ser discriminado por ter perdido o contato com os espíritos. Todos esses elementos enriquecem a interpretação dos personagens.
10. Regras Especiais e Vantagens Únicas
Algumas raças metamórficas possuem características que fogem do padrão Garou, seja por fisiologia, conexão espiritual, relação com a Umbra ou habilidades sobrenaturais únicas. Contudo, é essencial equilibrar essas vantagens com desafios equivalentes.
Tipos de Regras Especiais:
Transformações Alternativas: metamorfoses parciais, fusões com espíritos ou mudanças condicionais (ex: só durante eclipses).
Caminho Espiritual Diferenciado: acesso limitado a certas partes da Umbra ou afinidade com reinos únicos.
Fraquezas Inatas: vulnerabilidades que afetam apenas essa raça (ex: intolerância à prata mais forte, sensibilidade à luz, etc.)
Resistência ou Afinidade com poderes específicos: uma raça pode resistir naturalmente a corrupção espiritual ou ter bônus ao lidar com espíritos de determinado tipo.
Toda vantagem mecânica precisa de um custo narrativo ou técnico. Isso impede que uma raça se torne “overpower” e garante mais desafios e desenvolvimento dramático.
11. Relacionamentos com outras Raças e o Mundo
Nenhuma raça vive isolada. Sua criação deve considerar como ela interage com:
Garou: São aliados? Rivais? Ignoram-se mutuamente?
Espíritos: Há um tipo de espírito com o qual possuem afinidade ou inimizade?
Outros metamorfos (Bastet, Corax, Mokolé etc): Convivem, disputam territórios ou mantêm tratados secretos?
Humanidade: São protetores, predadores, observadores ou já se misturaram completamente?
Para iniciantes: Lembre-se de que conflitos e alianças enriquecem a trama. Uma raça que odeia os Garou pode, por motivos narrativos, precisar cooperar com eles em tempos de crise.
12. Integração com Crônicas e Narrativas
Criar uma raça metamórfica não é apenas construir fichas e poderes. Ela precisa de motivações, ganchos de história, mistérios e dilemas internos que possam ser utilizados em campanhas longas.
Dicas para integração:
Crie mistérios sobre sua origem: Isso permite ao Narrador desenvolver revelações e reviravoltas.
Adicione inimigos icônicos ou espíritos rivais: Para criar tensão contínua.
Estabeleça profecias ou missões sagradas: Que possam envolver outros metamorfos e impactar o mundo.
Elabore locais sagrados ou territórios-chave: Que sejam importantes para o equilíbrio da Umbra e do mundo físico.
Uma boa raça é aquela que inspira histórias. Não tenha medo de deixar perguntas sem resposta — elas se tornam convites para futuras campanhas.
Com esses elementos bem estruturados, sua raça metamórfica terá profundidade narrativa, equilíbrio mecânico e um lugar digno no vasto ecossistema do Mundo das Trevas.
Conclusão
Criar uma raça metamórfica é, acima de tudo, um exercício de imaginação responsável. Trata-se de equilibrar a criatividade com as regras do jogo, o espírito do cenário com a vontade de inovar. Uma boa criação deve ser funcional, divertida, respeitosa ao cânone e repleta de possibilidades narrativas.
Esperamos que este guia tenha oferecido não apenas um manual técnico, mas uma inspiração. O Mundo das Trevas é vivo, mutável, cheio de sombras e luzes. Ao adicionar uma nova raça a esse cosmos, você também adiciona uma nova voz à canção da Umbra.
Use esse poder com sabedoria. E que os espíritos o guiem.
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No dia dia 7 de Julho, na Sala Adoniran Barbosa em São Paulo, aconteceu o World Cosplay Summit Brasil 2025. A final da classificatória brasileira que levava uma dupla brasileira de cosplayers para o World Cosplay Summit, o maior evento de cosplay do mundo, que vai acontecer no Japão.
O nível de produção esse ano estava insano!
Os preparativos para a final
A final estava marcada para começar às 15h do dia 7, porém ao chegar com antecedência, já se podia perceber o clima de preparação. Desde cedo, era visível a dedicação dos cosplayers que carregavam seus props com cuidado, enquanto muitos já ensaiavam suas performances horas antes da apresentação.
Sem dúvida, como apresentadoras, tivemos o privilégio de contar com a presença ilustre da cosplayer penta-campeã mundial, Slovakia. Desde o primeiro momento, ela conduziu todo o evento com impressionante leveza e diversão, ao mesmo tempo em que demonstrava uma enorme presença de palco.
Como jurados do evento, tivemos grandes nomes do cosplay e da produção de props para produções brasileiras e internacionais:
Da esquerda para a direita: Slovakia, Yuki, Leon Martins, Gabriel Niemitz e Rafael Assunção.
Industria e Economia Criativa no meio do Cosplay
Antes mesmo do evento principal começar com a apresentação dos cosplayers, tivemos um painel especial com os jurados discutindo sobre o cenário da economia criativa. Durante essa conversa, eles compartilharam valiosos insights sobre como ingressar nessa área promissora.
Um dos momentos mais marcantes foi quando todos os participantes começaram a relatar suas experiências pessoais. Primeiramente, cada um contou como deu seus primeiros passos na área, revelando os medos e dúvidas que enfrentaram no início. Em seguida, compartilharam como surgiram suas primeiras oportunidades de trabalho, mostrando os diferentes caminhos que os levaram aonde estão hoje em dia.
Através desses relatos inspiradores, ficou claro como a jornada na economia criativa pode ser transformadora, mesmo que cheia de obstáculos no começo.
Com um palco que participaram não apenas finalistas de cosplay mundial, como também profissionais da indústria, foi um privilégio poder ouvir de pessoas que já tem uma carreira na área o que os levou até lá, e também os problemas que eles passaram e, muitas vezes, ainda passam.
Cosplay e Cosmaker no Brasil, assim como o RPG e o Jogo de Tabuleiro, ainda são uma indústria nichada. Então, para se ter um local no cenário é necessário que você mostre muito bem o seu trabalho e que se é extremamente profissional nisto. Assim, pessoas que trabalharam com você vão poder te indicar para outros, e assim vai.
Os prêmios
Além do vencedor de 1º, 2º e 3º lugar de melhor performance, os finalistas também competiam nas seguintes categorias:
Melhor Prop. Melhor uso de itens cênicos, armas e equipamentos do cosplay.
Melhor Caracterização. Melhor maquiagem, peruca e representação visual dos personagens.
Melhor Play. Melhor apresentação dos cosplays.
Melhor Figurino (Cos). Melhor figurino, em questão de roupas e utensílios dos personagens.
Os finalistas
Abaixo vamos listar os finalistas e os prêmios que receberam, além de uma breve descrição de suas apresentações (com o link para o Canal SK com a apresentação de cada um).
Caso queira ver a entrega dos prêmios, clique aqui.
A dupla Avner e Gih interpretaram os personagens Asta e Yuno, do anime Black Clover. Em uma apresentação cheia do puro suco do shonen de porradinha. A dupla usou diversos props com luzes para representar as auras de poder dos personagens.
A dupla ficou em segundo lugar entre os cosplayers finalistas para o prêmio de Melhor Cosplay.
Os primeiros a se apresentar no evento, Drinko e Vivi fizeram uma apresentação baseada no anime Ranma 1/2. Em que interpretaram Ranma (em suas formas masculina e feminina) e Xian Pu, com coreografias de artes marciais com comédia, uma das maiores forças do anime.
Gio e Gabi fizeram a apresentação das personagens Maka Albern e Death the Kid, do anime Soul Eater. caçando uma bruxa e lidando com as consequências das magias dela.
A dupla ficou em terceiro lugar no evento entre os cosplayers.
A dupla fez uma apresentação do combate final entre All Mighty e seu rival, All for One no anime Boku no Hero Academia. Aonde ele tira suas últimas forças das palavras de sua mestra, Nana Shimura, para dar o golpe derradeiro no vilão.
A dupla representou uma luta entre os personagens Chun-Li e Ryu do jogo Street Fighter. Com direito a sons de vitória, efeitos especiais do jogo, falas adicionais durante a luta e uma representação do Satsui no Hado de Ryu.
A dupla representou um embate entre Link e sua contraparte Dark Link, da série de jogos The Legend of Zelda. A princípio, o que era apenas um combate entre o bem contra o mal, acaba recebendo um twist interessante.
A dupla representou a apresentação e introdução dos Lordes de Mãe Miranda pelo personagem Karl Heisenberg. Que então parte para enfrentá-la, em uma apresentação que teve um ótimo uso do fundo, dos props que levaram, com estaca saindo de Miranda e dos poderes dos dois personagens.
A dupla foi a grande vencedora do dia, vencendo como Melhor Figurino (Cos) e vai representar o Brasil no World Cosplay Summit, no Japão!
Foi uma representação de explodir a cabeça, realmente.
Ida ao Japão
Com entusiasmo, aguardamos o World Cosplay Summit 2025, que acontecerá nos dias 1, 2 e 3 de agosto. Enquanto o evento se aproxima, nós do Movimento RPG não poderíamos deixar de expressar nosso apoio. Por isso, desejamos toda a sorte aos talentosos Luís e Kelly, que terão a honra de nos representar nessa competição internacional. Sem dúvida, eles brilharão no palco global, mostrando todo o talento e dedicação que os trouxeram até essa importante conquista.
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Atenção, mestres e jogadores! Então, preparem-se, porque um novo sistema de RPG está chegando para revolucionar suas mesas com uma combinação inédita de simplicidade e adaptabilidade. Dito isso, apresentamos o Sistema 2/3/4, um RPG incrivelmente acessível que, em primeiro lugar, utiliza apenas um dado de seis faces (D6) e que, além disso, promete levar suas aventuras para absolutamente qualquer cenário que você possa imaginar! E o melhor de tudo, caso você não tenha um D6 físico em mãos, não se preocupe, pois um aplicativo simulador de dados em seu celular resolve perfeitamente a questão!
Quem irá trazer essa obra para nós será o Leandro Lisboa, apoia pela Bravura Jogos. E a melhor noticia de todas, no DOFF 2025 o valor do livro terá um preço super acessível, praticamente obrigatório adquirir o livro no evento.
Um Jogo Para Todos os Mundos e Estilos!
O Sistema 2/3/4 pensou na flexibilidade. Perfeito para jogar solo ou em grupo, sua estrutura leve permite adaptá-lo a qualquer cenário: desde as clássicas fantasias medievais com dragões e cavaleiros, passando por ninjas sombrios, caçadores urbanos de criaturas sobrenaturais, distopias cyberpunk e até mesmo emocionantes jornadas de exploração espacial!
O livro do jogo vem recheado de conteúdo, incluindo exemplos de antagonistas para inspirar seus desafios, e uma aventura completa ambientada no Brasil Colonial, com um toque de história real para uma imersão ainda maior!
Mecânicas Simples e Poderosas
Criação de Personagem Descomplicada: Distribua valores entre os atributos;
Rolagens Rápidas: Para resolver uma ação, relacione-a a um atributo, role 1D6;
Saúde e Morte no Limite: Fácil fácil de se resolver;
Dano e Proteção Diretos: O sistema de Dano e Proteção (DP) é dividido em Pequeno, Médio e Grande.
O Sistema 2/3/4 é seu novo palco para as mais diversas histórias. Os mundos estão prontos. É sua vez de fazer a história acontecer! Prepare seu D6 e mergulhe em um universo de infinitas possibilidades!
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E aí pessoal, tranquilos? Seguindo com mais uma Quimera de Aventuras sobre as expansões de Hearthstone (que é o jogo de cartas da Blizzard, ao estilo Magic, que utiliza como base o universo de Warcraft). Viagem à Cidade Submersa foi a primeira expansão do ano de 2022, o ano da Hidra.
Essa foi uma das melhores expansões, trazendo um pouco da história de como elfos se tornaram nagas. Assim, este novo tipo de lacaio ligado a feitiços é introduzido no jogo.
Um dos pontos fortes da expansão foram os Colossais. Lacaios que, de tão grandes, não cabem num único espaço de lacaio no tabuleiro e, quando apareciam em campo, seus tentáculos, caudas ou outras partes de seus corpos, precisavam ocupar espaços de outros lacaios no tabuleiro.
Quimera de Aventuras
A cidade perdida
Lendas antigas afirmam que uma antiga cidade mágica foi engolida pelas fortes ondas dos oceanos. Após uma árdua e demorada viagem, os aventureiros chegam ao local e descobrem que há uma cidade habitada magicamente protegida por um enorme bolsão de ar.
Porém, os poderosos arcanistas logo demonstram que não desejam visitantes…
Piranhas malditas
Um vila ribeirinha está sendo constantemente atacada por piranhas. Não são animais fortes, porém vários cardumes são motivo suficiente para acabar com o sossego e a comida de uma pequena vila.
Ao investigarem a situação, os aventureiros descobrem que estranhas criaturas aquáticas tentaculares estão por trás disso. O propósito delas é obscuro, mas parece estar ligado a alguma divindade esquecida nos abismos oceânicos.
Dragando os mares
Um grande embate naval ocorreu na costa do Império a não mais do que duas décadas. Entretanto, somente agora o local exato foi determinado e as explorações subnáuticas se iniciaram. Além de enfrentarem diversos monstros marinhos, a expedição precisará lidar com a pirata Presagancho e seu poderoso e gigantesco navio pronto para saquear os tesouros do fundo oceânico.
Sombra dos Colossais
Depois de perder alguém amado por algum dos personagens, o grupo descobre por meio de algum sábio ou pesquisador que o segredo para trazer algo de volta à vida está contida no corpo de seres abissais colossais. A descoberta revela que há 12 seres colossais, e o segredo pode estar em um, mas não em outro.
Os 12 seres representam determinados aspectos existentes na natureza:
Xhilag, um ser hibrido entre foca e lula: adaptação;
Colaque uma megatartaruga: proteção;
Hidralodonte, uma hidra gargantual: regeneração;
Gaia, um constructo minerador: escavação e tocas;
Leviatã, um grande e achatado bagre que vasculha os fundos oceânicos: descanso;
Beemonte, um réptil gigantesco que vive no escuro profundo e tem uma cauda luminescente: luz;
Siritoa, um caranguejo maior que uma montanha: ferocidade;
Glugg, um serpente com mais de 5 quilômetros de comprimento: crescimento;
Gigapina, um povo-peixe monstruoso: fome;
Nell, um dinossauro elasmosaurídeo do tamanho de 8 navios: navegação;
Ozumat, um polvo com quilômetros de comprimento: destruição;
Neptulon, o senhor dos mares e oceanos.
*Glugg e Neptulon foram lacaios importantes para minha primeira lenda (rank máximo) do jogo, portanto, cuidem bem deles.
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Neste conto, conhecemos a Condessa de Varsóvia, uma nobre envolta em beleza e silêncio, cuja maldição a condenou a inspirar fascínio e terror mesmo muito depois que seu coração parou de bater.
Condessa de Varsóvia
Sua pele já não exaltava a nitidez e vivacidade de outrora.
Havia sido escolhida em meio a tantas outras candidatas para um futuro incerto.
Quem vive ou quem morre passou a ser seu dom e maldição.
Passara a se esconder dos olhares curiosos de seus juízes e algozes para estar entre aqueles que considerava seus semelhantes, como num pacto silencioso de proteção.
Iniciou sua saga, digna de um livro de capa de couro ou anotações perdidas numa gaveta envelhecida.
Aos que lhe agradavam os olhos, o sorriso.
Aos que lhe ousavam contestar, seu rancor.
Resignada em seu altar de papel, inspirava coragem nos incautos.
Da montanha que abrigava seu castelo de porcelana, uma realidade.
Por fora, o brilho que refletia os raios solares.
Por dentro, argila retorcida.
Quem observava se encantava: que senhora exemplar.
Aos que profundamente puderam olhar, como se num relance, um monstro ardil.
A nobre não deseja nada além do seu sangue.
Ela anseia por apreciar seu desmonte enquanto se deleita segurando uma taça de cristal.
Até quando sua imagem não se refletirá no espelho dos demais?
Ela prega estar viva.
Mas há muito seu coração parou de bater.
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Tranquilos pessoal? Hoje falaremos sobre o Mal Interior, escrito por Raul Galli e publicado pelo Movimento RPG. Um RPG onde pessoas comuns precisam enfrentar a corrupção, seja por origem diabólica, de deuses antigos ou da própria queda moral dos personagens.
O jogo possui Dados de Vontade, Dados de Ruína, Pontos de Vontade e Pontos de Ruína. Os personagens começam com 3 Pontos de Vontade e 0 pontos de Ruína. Para campanhas mais longas a Vontade inicial pode ser estabelecida em 4 ou 5.
Cada personagem também possui uma especialização, que pode transmitir sua profissão ou foco. E também qual a fraqueza preponderante do personagem. As especialidades somam um dado de vontade quando forem relevantes e as fraquezas permitem recuperar um ponto de vontade quando atrapalharem o personagem.
As rolagens se utilizam de uma combinação de dados de vontade e de ruína e possui as seguintes dificuldades:
6 para um teste fácil;
8 para um teste médio;
10 para um teste difícil;
12 ou mais para um teste sobrenatural.
Por fim, os personagens sofrem alguns efeitos conforme seus pontos de ruína sobem (ao falar em testes ou usá-los para forçar sucessos), sendo totalmente corrompidos quando chegarem a 5.
Desta forma, o Mal Interior é um sistema simples que traz o terror de alguns sistemas mais famosos e complexos para um patamar onde pode-se jogar de uma forma rápida e narrativista em quase qualquer lugar.
E cuidem, pois o verdadeiro mal é o que está dentro, e não fora…
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Após explorarmos como grupos marginalizados sobrevivem e resistem em mundos fantásticos, desenvolvendo estratégias criativas para preservar suas identidades e culturas em meio à opressão, é natural voltarmos nosso olhar para a estrutura social que frequentemente gera essas dinâmicas de exclusão. Portanto, vamos agora mergulhar em um aspecto fundamental do worldbuilding: a criação de sistemas de classes sociais fantásticas, únicas e envolventes. Afinal, em universos onde a magia flui livremente, onde deuses concedem favores diretamente a seus seguidores, ou onde linhagens ancestrais carregam poderes extraordinários, as divisões sociais certamente assumiriam formas fascinantes.
Frequentemente, ao construirmos mundos de fantasia, recorremos a estruturas sociais familiares nobres, comerciantes, camponeses sem explorar plenamente o potencial criativo que elementos fantásticos oferecem. Contudo, ao incorporarmos elementos como magia, intervenção divina, conhecimentos arcanos ou feitos heróicos como bases para estratificação social, podemos criar classes sociais fantásticas e cenários mais originais e instigantes para nossas narrativas. Além disso, sistemas de classes sociais bem elaborados são naturalmente gerados a partir de conflitos históricos, tensões culturais e oportunidades narrativas ricas. Dessa forma, vamos explorar dez abordagens criativas para desenvolver hierarquias sociais verdadeiramente fantásticas que darão vida aos seus mundos.
1. Hierarquia Baseada em Ressonância Mágica
Imagine uma sociedade onde o status social é determinado pela intensidade com que o corpo ressoa com as correntes mágicas do mundo. No Reino de Thaumatia, sacerdotes conduzem crianças recém-nascidas ao Ritual de Ressonância, onde cristais especiais medem sua afinidade mágica inata. Desde então, esse momento marca o destino da pessoa.
Aqueles com maior ressonância, os Harmônicos, ocupam o topo da sociedade como líderes espirituais e políticos. Já os de média ressonância, os Vibrantes, formam a classe administrativa e intermediam as decisões. Enquanto isso, os de baixa ressonância recebem o nome de Sussurrantes e constituem a classe trabalhadora.
Finalmente, os raríssimos indivíduos sem qualquer ressonância, os Silentes, enfrentam um julgamento social ambíguo. A sociedade os vê com uma mistura de piedade e suspeita, e por isso eles vivem à margem. A ressonância não segue linhagens familiares, o que frequentemente causa surpresas: filhos de Harmônicos podem nascer Silentes, gerando dramas dinásticos e discussões profundas sobre o verdadeiro significado da ressonância mágica.
2. Estratificação por Marca Divina
Em um mundo onde os deuses intervêm diretamente na vida mortal, o status social deriva da intensidade do favor divino visível em cada indivíduo. Na teocracia de Celesthia, cada cidadão exibe uma marca luminosa na testa uma Coroa Celestial cuja complexidade e brilho revelam o favor que ele acumulou aos olhos dos deuses.
As marcas mais elaboradas pertencem aos Coroados, que governam a sociedade como sacerdotes supremos. Logo abaixo deles, os Iluminados ocupam posições de destaque, seguidos pelos Marcados comuns. Na base da hierarquia social, estão os Tênues, cujas marcas brilham de forma quase imperceptível.
O aspecto mais fascinante dessa estrutura reside na mutabilidade dessas marcas. Ao longo da vida, elas reagem diretamente às ações morais de cada pessoa. Por isso, a sociedade de Celesthia permite mobilidade social verdadeira: indivíduos virtuosos podem ascender conforme suas coroas brilham mais intensamente. Por outro lado, aqueles que se corrompem veem suas marcas escurecer, perdendo o prestígio que um dia alcançaram.
3. Hierarquia de Sonhadores e Despertos
Considere uma classe social fantástica onde a capacidade de acessar e manipular o reino dos sonhos define o status social. Na cidade-estado de Onirópolis, os cidadãos organizam-se em uma hierarquia baseada em sua ligação com o mundo onírico. No topo estão os Arquisonhadores, indivíduos que moldam conscientemente o reino dos sonhos e influenciam diretamente sua estrutura.
Logo abaixo, os Sonhadores Lúcidos conseguem navegar pelos sonhos com clareza, embora sem conseguir alterá-los de forma significativa. Em seguida, os Sonhadores Comuns apenas vivenciam os sonhos de maneira passiva, sem consciência ou controle. Na base, os Insones vivem desconectados da consciência coletiva, incapazes de sonhar — e, portanto, vistos com estranheza e desconfiança.
O Conselho de Sonhos, formado pelos Arquisonhadores mais poderosos, detém o poder político da cidade. Eles tomam decisões baseadas em visões obtidas durante rituais complexos de sonho coletivo. Naturalmente, essas experiências fornecem direções consideradas sagradas e inquestionáveis pela maioria da população.
Nesse contexto, drogas que induzem ou suprimem sonhos tornaram-se extremamente valiosas. Algumas guildas controlam o comércio dessas substâncias e, com isso, exercem enorme influência. Ao mesmo tempo, rumores persistem sobre certos Insones que desenvolveram habilidades raras talvez até perigosas justamente por viverem à parte do fluxo coletivo de sonhos.
4. Estratificação por Idade Verdadeira
Em um mundo onde a imortalidade existe, mas continua sendo rara, a idade torna-se o principal fator para definir o status social. No Império Perene, a estrutura da sociedade organiza-se em Círculos de Idade, cada um representando diferentes níveis de experiência e poder.
No topo estão os Milenares, pessoas com mais de mil anos de vida, que formam o conselho governante. Suas decisões moldam o rumo do império, baseando-se em séculos de vivência acumulada. Abaixo deles, os Centenários ocupam cargos de autoridade regional, administrando províncias e mantendo a ordem com sabedoria e diplomacia.
Em seguida, os Décadas compõem a maior parte da população. São cidadãos comuns que, mesmo com poucas décadas de existência, já contribuem significativamente para o funcionamento diário da sociedade. Por fim, os Novatos, ainda em seus primeiros anos, passam por um longo processo de formação. Eles são educados não apenas nas artes e ciências, mas também na responsabilidade que vem com a possibilidade de uma vida longa.
Curiosamente, a aparência física não revela a idade verdadeira de ninguém. Assim, um Milenar pode ter o rosto de uma criança, enquanto um Novato pode apresentar traços envelhecidos, confundindo forasteiros e desavisados. Para evitar mal-entendidos, todos usam Cronógrafos, amuletos encantados que indicam claramente a idade real de quem os porta e, por consequência, seu lugar na hierarquia social.
5. Hierarquia Baseada em Vínculos com Espíritos
Ancestrais Imagine uma cultura onde o status social é determinado pela quantidade e poder dos espíritos ancestrais que escolheram vincular-se a um indivíduo. Na Confederação de Espirithia, cada pessoa nasce sem vínculos, mas ao longo da vida pode atrair espíritos ancestrais através de feitos notáveis. Os Multivínculados, com dezenas de espíritos poderosos, formam o conselho governante. Os Vinculados Maiores possuem alguns espíritos significativos e servem como líderes locais. Os Vinculados Comuns têm apenas espíritos menores e constituem a maioria da população. Os Não Vinculados, sem qualquer espírito, ocupam a base da sociedade. Os espíritos podem abandonar seus hospedeiros se ficarem insatisfeitos, criando uma dinâmica onde o status social pode mudar drasticamente. Certos espíritos são conhecidos por serem particularmente exigentes, vinculando-se apenas a indivíduos com qualidades específicas.
6. Estratificação por Distância da Catástrofe
Em um mundo pós apocalíptico mágico, a proximidade geográfica ao epicentro da grande catástrofe poderia determinar o status social. Na sociedade de Cataclismia, aqueles que vivem nas Zonas Internas, mais próximas ao epicentro da antiga explosão arcana, são os Transformados. Seus corpos foram alterados pela exposição à magia residual, concedendo-lhes poderes estranhos mas também deformidades visíveis. Eles governam a sociedade devido a suas habilidades únicas. Nas Zonas Médias vivem os Tocados, com alterações menores, que servem como intermediários. Nas Zonas Externas habitam os Intocados, sem qualquer alteração mágica, que formam a classe trabalhadora. Além das fronteiras vivem os Exilados, que fugiram completamente da influência da catástrofe e são vistos com desconfiança por não compartilharem da “bênção” do cataclismo.
7. Hierarquia de Sincronização Elemental
Considere uma sociedade onde cada pessoa nasce sincronizada com um dos elementos primordiais, e a raridade dessa sincronização determina seu lugar na hierarquia. No Domínio Elemental de Quintessia, os Quintessenciais, sincronizados com o raríssimo quinto elemento (éter), formam a classe governante. Abaixo deles estão os Duais, sincronizados com dois elementos simultaneamente. Seguem-se os Primários, divididos em quatro grandes grupos, cada um sincronizado com um dos quatro elementos básicos. Na base estão os Nulos, sem sincronização elemental detectável. A sincronização manifesta-se através de marcas corporais, habilidades inatas e afinidades comportamentais. O sistema é complicado pelo fato de que certos elementos são mais valorizados em diferentes regiões. Nas terras vulcânicas, sincronizados com fogo têm status elevado, enquanto nas costas marítimas, os sincronizados com água predominam.
8. Estratificação por Densidade de Alma
Em um mundo onde a alma é uma substância quantificável, sua densidade poderia determinar o status social. Na Hegemonia de Animadensa, instrumentos especiais chamados Psicômetros medem a densidade da alma de cada cidadão. Os Densos, com almas excepcionalmente concentradas, governam como líderes espirituais e políticos.
Os Substanciais, com densidade acima da média, servem como administradores e acadêmicos. Os Medianos, com densidade padrão, formam a classe trabalhadora especializada. Os Tênues, com almas de baixa densidade, são relegados aos trabalhos mais básicos. A densidade da alma pode ser alterada ao longo da vida por experiências intensas, traumas ou realizações significativas. Isso cria uma sociedade onde a mobilidade social é possível através de experiências transformadoras. Muitos cidadãos buscam aventuras perigosas ou iluminação espiritual para aumentar sua densidade anímica.
9. Hierarquia Baseada em Dívida Kármica
Imagine uma cultura onde o status social é determinado pela quantidade de dívida kármica acumulada por uma alma ao longo de suas encarnações. Na Confederação Kármica de Dharmapura, cada cidadão nasce com uma Marca Kármica visível na palma da mão direita. Sua cor e padrão revelam o balanço de suas ações em vidas passadas. Os Iluminados, com marcas douradas indicando karma quase perfeito, formam o conselho governante. Os Ascendentes, com marcas prateadas, ocupam posições de autoridade.
Os Equilibrados, com marcas bronze, constituem a maioria da população. Os Devedores, com marcas escurecidas, devem trabalhar para redimir seu karma negativo. Ações na vida atual podem alterar visivelmente a Marca Kármica em tempo real. Isso permite mobilidade social através de boas ações ou condena aqueles que cometem atos negativos a um declínio visível de status.
10. Estratificação por Complexidade de Sonho
Por fim, considere uma sociedade onde o status é determinado pela complexidade e vivacidade dos sonhos que uma pessoa consegue manifestar na realidade. No Sultanato Onírico de Somnolência, cada cidadão possui a capacidade inata de materializar brevemente elementos de seus sonhos no mundo físico. Os Arquitetos de Sonhos, capazes de manifestar construções inteiras ou criaturas complexas, governam como vizires e conselheiros do Sultão. Os Artífices Oníricos podem criar objetos funcionais e fenômenos menores. Os Esboçadores manifestam apenas imagens efêmeras e sensações temporárias. Os Sussurradores mal conseguem trazer um eco fugaz de seus sonhos para a realidade compartilhada. Essa capacidade não é hereditária nem permanente. Escolas de Sonho competem para identificar e educar jovens promissores.
Rumores persistem sobre drogas proibidas e rituais perigosos que podem temporariamente aumentar a capacidade de manifestação onírica.
Conclusão
Como foi demonstrado ao longo destes exemplos criativos, a criação de sistemas de classes sociais fantásticos vai muito além da simples transposição de hierarquias históricas para cenários com elfos e magos. Ao fundamentarmos a estratificação social em elementos genuinamente fantásticos, criamos sociedades verdadeiramente únicas e memoráveis. Essas estruturas sociais inovadoras não são apenas detalhes superficiais de cenário. Elas geram naturalmente conflitos dramáticos, dilemas morais complexos e oportunidades de aventura inesperadas que enriquecem enormemente suas histórias.
Além disso, sistemas de classes bem elaborados oferecem aos jogadores e personagens motivações claras e convincentes. Portanto, da próxima vez que estiver desenvolvendo um novo cenário fantástico, pergunte-se honestamente: o que realmente determina o valor e a posição de uma pessoa nesta sociedade específica? A resposta pode ser o fundamento de uma cultura verdadeiramente memorável e de histórias que seus jogadores nunca esquecerão.
Como você já viu em edições passadas da Revista Tokyo Defender, foram apresentadas as galerias de vilões de todos os membros principais da Liga da Justiça e Superamigos. Se quiser localizar e conhecer as 163 fichas de vilões, clique em cada nome abaixo:
Porém, na infância de muitos de nós existia o desenho animado Superamigos, composto por mais cinco super-heróis, cuja presença nos quadrinhos ficou limitada demais para gerar lembrança, ou mesmo feita de maneira diferente do personagem que víamos na animação.
E mais: tanto na animação como nos quadrinhos, muitos deles nem mesmo tiveram um único, unzinho, só um arquivilão para chamar de seu. Eles só existiam ali por questão de adição de diversidade – afinal, da lista que passamos, só havia três mulheres (Mulher Maravilha, Mulher-Gavião e Jayna) e seis homens brancos (Superman, Batman, Flash, Lanterna Verde, Aquaman e Zan), além de um homem afrodescendente (Ciborgue) e um homem verde!
Nesse netbook, vou resolver esse problema garimpando lá no fundo das obras da DC Comics e garantir uma galeria minimamente respeitável para cada um deles. Caso o super-herói realmente tenha seus vilões, eles serão indicados no texto. Os super-heróis cuja galeria de vilões será apresentada neste netbook são:
Vulcão Negro / Raio Negro
Samurai / Dragão do Vento
Rima, a Garota da Selva
El Dorado
Chefe Apache / Grande Sombra / Manitou Raven
Vixen
Jet
Tuatara
Borboleta de Ferro
No entanto, este artigo e este netbook não são apenas para falar de Superamigos e Guardiões Globais. Você deve estar acompanhando o que ocorre na Palestina, e toda a escalada bélica que infelizmente piora a cada dia. Centenas de milhares de inocentes são feridos ou mortos, e muitos mais sobrevivem com inenarráveis traumas em verem tudo o que tinham na vida, objetos, brinquedos, amigos, emprego, família, lar, desaparecendo de uma hora para a outra. Por isso mesmo, a super-heroína Borboleta de Ferro está nesta lista, como minha maneira limitada de homenagear e apoiar este povo.
Você pode baixar estes netbooks aqui mesmo: Clique aqui para iniciar o download do netbook.
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Tranquilos pessoal? Hoje falaremos novamente sobre o RPG Anime 5E, publicado pela Tria Editora. Só que será para sugerirmos algumas ideias de aventura para o sistema. Para isso utilizarei algumas que eu mestrei ano passado, só que para outro sistema.
Vilão da vez
As ideias mais simples de se trabalhar em qualquer sistema focado em anime é o de não ter um vilão único para a campanha. Escolha algum vilão, anti-herói ou até herói para ser o inimigo da vez dos heróis (pense um batman ou homem aranha usando suas habilidades para o benefício próprio). Seja liderando um roubo a banco ou museu, ou tentando invadir um prédio público ou sequestrar algum ricaço.
Não precisa ser muito complexo, porém, eu sugiro que deixe sugestões de que há um grande chefe por trás de tudo. Você não precisa ter nada planejado e o nome do chefão pode ser esse mesmo, Chefão. Assim, mesmo que os heróis capturem algum lacaio, este nada saberá além de que obedece ao temível Chefão.
O astuto
Um dos maiores vilões das histórias em quadrinhos é Lex Luthor. Seu grande poder nem é sua inteligência, mas sim sua influência no meio empresarial, governamental e político. Ele representa uma ameaça que não pode ser vencida com meros socos e chutes.
Mesmo que o grupo descubra experimentos imorais numa de suas instalações, ele terá tempo de esvaziar qualquer evidência ou já terá notificado a invasão do local há pouco tempo. A intenção aqui é deixar os jogadores se sentirem enxugando gelo: nada do que eles fazem parece afetar o grande vilão.
Na primeira temporada da minha campanha de heróis, eu coloquei não somente um emergente empresário nigeriano, mas também o transformei num vilão com poderes nas horas vagas. Entretanto, as artimanhas dele foram tão bem executadas que nem precisei usar a ficha dele. Eles estavam tão envolvidos na teia do vilão que decidiram trabalhar para ele (eles não tinham descoberto nada comprometedor sobre ele, mesmo que desconfiassem do “bom-mocismo” dele).
Assim, o vilão “venceu” os heróis só se utilizando de alguns capangas e sem sequer ser descoberto ou precisar sujar as mãos.
O retorno do inimigo
Algo que muito apreciei nessa campanha de supers, foi o fato de que um capanga forte e que obedecia o vilão acima, conseguiu sobreviver a uma intensa luta contra o tank do grupo e virou seu arqui-inimigo. O coloquei para liderar mais algumas missões, mas sempre fugindo antes de ser completamente derrotado.
Isso criou uma ânsia do grupo em realmente vencê-lo que ele virou o vilão do final da primeira temporada (lugar antes ocupado pelo empresário nigeriano). Minha inspiração para o personagem foi o Rei Lich de Warcraft, porém adequado ao nível da campanha.
Aproveitei, também, o “carisma” desse vilão para que ele fugisse mais uma vez e apresentasse o problema da segunda temporada:
Invasão alienígena
Usando como inspiração os necrons de warhammer eu aproveitei a temática morta-viva do grande vilão e expandi a ameaça. Agora a Terra poderia ser invadida por uma gigantesca força invasora se os defensores (nem sempre heróis) da Terra não conseguissem aliados para impedir tal coisa.
Como a ameaça alienígena é grandiosa, o melhor é fazer com que a invasão seja mais localizada. Pode ser um grupo antimutante atacando a mansão Xavier ou uma nação invadindo outra. A questão aqui é por o grupo numa situação que mescle proteção de inocentes, combate ao inimigo e conquista de aliados que nem sempre serão do gosto dos personagens jogadores.
Ou seja, embora quase tudo seja clichê, se bem trabalhados serão muitas horas de diversão usando o sistema Anime 5E em suas mesas. Use sem moderação.
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