D&D 5.5E – Livre e Gratuito em Todos os Reinos e Planos

Preparem seus suplementos e homebrews, aventureiros criativos! A Wizards of the Coast acaba de anunciar uma mudança MASSIVA que promete revolucionar a produção de conteúdo para a quinta edição do maior RPG do mundo, estamos falando de D&D 5.5E

Em abril de 2025, o System Reference Document (SRD) da futura versão 5.5e será lançado sob a licença Creative Commons! Isso significa que a ferramenta fundamental que permite a desenvolvedores criar conteúdo de terceiros utilizando o motor de regras de Dungeons & Dragons estará disponível de forma aberta e gratuita para a comunidade.

Mais especificamente, o SRD 5.2 – a base para a criação de inúmeros materiais não oficiais que enriquecem nossas mesas – será liberado sob essa licença aberta já no dia 22 de abril de 2025.

Essa é uma vitória gigantesca para a liberdade criativa e para o ecossistema de D&D. Com o SRD sob Creative Commons, a barreira para produzir e compartilhar novas aventuras, classes, monstros e muito mais será drasticamente reduzida. Preparem-se para uma explosão de conteúdo fan-made de alta qualidade! O futuro do D&D nunca pareceu tão promissor para os criadores!


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Greater Than Games – Encerra Atividades

A Greater Than Games, renomada editora por trás do aclamado Sentinel Comics RPG e de outros sucessos como Spirit Island, anunciou o fechamento de seu estúdio com efeito imediato.

A razão para essa decisão drástica? As pesadas tarifas americanas sobre produtos importados. Em um comunicado oficial e em posts de funcionários, a editora cita a insustentabilidade da situação econômica gerada pelo aumento das taxas, tornando inviável a continuidade das operações e forçando a demissão da equipe criativa.

Sentinel Comics RPG

Sentinel Comics RPG transporta os jogadores para o dinâmico mundo dos quadrinhos de super-heróis, inspirado no card game Sentinels of the Multiverse. Utilizando o sistema GYRO (Verde, Amarelo, Vermelho, Fora), as ações são resolvidas combinando um Poder, uma Qualidade e o Status da Cena atual, representados por pools de dados coloridos que mudam conforme a narrativa se intensifica.

A criação de personagens enfatiza históricos, fontes de poder e princípios, fomentando heróis com habilidades únicas e motivações convincentes. O jogo se destaca em emular a tensão crescente e as reviravoltas dramáticas das histórias em quadrinhos, com um forte foco em cenas de ação e na superação de desafios através do trabalho em equipe e do uso criativo dos poderes.

Embora o combate seja um elemento central, o sistema também suporta cenas sociais, mas brilha mais durante encontros de alto risco. O cenário em si é rico em heróis, vilões e ambientes estabelecidos do universo Sentinel Comics, mas o sistema flexível permite a criação de heróis originais e até adaptações de outros cenários de super-heróis. É um RPG vibrante e narrativo que captura a essência dos quadrinhos coloridos.

Este é um golpe duro para os fãs do Sentinel Comics RPG, levantando dúvidas sobre o futuro de suplementos e novas obras planejadas. A notícia serve como um alerta preocupante sobre o impacto das políticas tarifárias no mercado de jogos e na disponibilidade de nossos hobbies favoritos. Fiquem ligados para mais informações sobre o destino da linha Sentinel Comics RPG e outras propriedades da Greater Than Games.


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Como Andor Se Inspirou Em Um RPG de Mesa

A segunda temporada de Andor está muito próxima (ou talvez já tenha saído, quando esse post sair). Mas no aguardo de seu lançamento, eu vi o texto How Andor Got Its Backstory from a Tabletop RPG, que me deixou muito animado e me fez ir atrás do escritor do texto: Chris Baker, e perguntar se poderia traduzir o texto dele para português. Para a minha surpresa, ele permitiu, então vocês podem conferir o texto traduzido abaixo!

Em 1987, “Star wars: O Jogo de Interpretação” adicionou um detalhe vital para o universo de ficção cientifica que ainda é usado hoje em filmes, jogos, livros e séries.

Sobre a Série: Andor

A série Andor (que retorna para o Disney+ para a sua segunda temporada, no dia 22 de Abril) foi muito bem recebida quando estreou em 2022. Não apenas dos fãs de longa data de Star Wars, mas também da crítica que elogiou muito os temas abordados e a maneira que a série os aborda.

Mas o que a fez ser diferente de outras séries de Star Wars? Ao invés de focar nos planos maléficos que lordes Sith e seus associados com artes de destruição planetária em massa, como é o comum em Star Wars, Andor foi um pouco abaixo na escala de poder: aos oficiais intermediários dentro da Agência de Segurança do Império.

Esse foco nas atividades cotidianas dos funcionários do estado, sua batalha interna e a escalada de posições dentro de uma vasta burocracia, fez a série parecer mais um livro de LeCarre (Amigos Absolutos, O Jardineiro Fiel) do que uma produção da Lucasfilm.

Andor ofereceu uma visão rica de como uma rede clandestina e decentralizada, como a Aliança Rebelde, faria para obter inteligência e recrutar soldados, e como os mandaria em missões de campo.

Como a crítica recebeu a série

Críticos e fãs ficaram animados em como a série deixou e a galáxia tão, tão distante, muito mais real e palpável. Mas Andor não fez seu plano de fundo do nada – 35 anos antes, Star Wars: The Roleplaying Game (Star Wars: O Jogo de Interpretação, em tradução livre) foi a primeira mídia que descreveu os trabalhos internos dessas organizações em seus mínimos detalhes. A Agência de Segurança do Império não foi idealizada por George Lucas – foi inventada por um game designer.

Os desenvolvedores do jogo tinham que preencher esse plano de fundo – jogadores iriam precisar de todos esses aspectos granulares para que pudessem construir sua experiência de jogo de interpretação alá Dungeons and Dragons. Isso significa que boa parte dos desenvolvedores do jogo de RPG adicionaram diversas minúcias, clichês e elementos de história para o universo de Star Wars. Mais do que qualquer um jamais viu, incluindo o próprio George Lucas.

Star Wars: The Role Playing Game não é muito conhecido hoje em dia, mas muitos de seus personagens, criaturas, veículos e instituições são desse jogo de dadinhos, e fãs sonhavam que fosse, um dia, totalmente incorporado dentro do canon de Star Wars. Poderia até mesmo ajudar a franquia a voltar dos mortos…

Star Wars estava abandonado por anos antes que a West End Games licenciasse a propriedade para um RPG de mesa.

Há muito tempo – em 1986

Se imagine vivendo em um tempo que parecia que o fenômeno de Star Wars tivesse passado. É quase impossível imaginar isso hoje em dia. Mesmo nos anos 90, antes das prequels terem sido anunciadas. Ou durante aquele terrível tempo entre as prequelsO Despertar da Força, aonde ainda assim tinha diversas séries de TV, quadrinhos, action figures e videogames ajudando a manter a franquia viva.

Mas teve uma época em que o fenômeno Star Wars estava complemente abandonado e moribundo. No final dos anos 80, a trilogia original era uma memória distante. Os especiais de TV tinham acabado, os desenhos infantis tinham acabado e não havia mais livros ou brinquedos anunciados.

Muitas pessoas assumiriam que Star Wars nunca mais voltaria a ser o que era, porque era como as coisas funcionavam na época. Essa era uma era em que nem toda propriedade intelectual era tão popular, de Caça-Fantasmas aos Gremlins, de Karate Kid a Magnum P.I, todos foram rebootados e refeitos. Mas até o fim do governo Collor, era genuíno assumir que o ciclo de vida da franquia de George Lucas tinha acabado.

É por isso que é doido pensar que a West End Games, uma empresa de jogos de tabuleiro, estava disposta a ganhar o que seria o equivalente a uma fortuna na época para licenciar a franquia Star Wars. Bill Slavicsek, que ajudou a criar Star Wars: The Roleplaying Game para a West End, se lembra de contar para um amigo que trabalhava na Marvel sobre o projeto. “Ele dizia; ‘Porque você faria isso?! É uma licença morta!'”.

Mas Star Wars não estava morto.

E o jogo de RPG era uma das coisas que ajudou a manter a chama da franquia acesa para diversos fãs. O RPG da West End não foi uma mero remendo na franquia. Ao dar aos jogadores um cenário robusto aonde ele deveria ter suas próprias aventuras no universo de Star Wars, o jogo se tornou a pedra fundamental para o Universo Expandido de Star Wars e os livros spinoff, jogos, quadrinhos e o merchandising que viria a seguir.

Jogos de RPG são incríveis (isso vindo de um site chamado Movimento RPG não deveria ser surpresa). Com alguns dados, livros de regras, papeis quadriculados para mapear ambientes e um grupo de amigos disponíveis, jogadores puderam criar seu próprio mundo ilimitado. Uma espécie de consciente coletivo. “Foi uma espécie de grupo para Criação de Histórias”, diz Slavicsek.

Em meados de 1980, o cenário de jogos de tabuleiro, especialmente RPG, era muito diverso e altamente competitivo. Dungeons & Dragons, criado pela TSR, era o maior expoente, mas outras empresas começaram a surgir e criar concorrentes construídos ao redor de outros cenários e licenças. Antes de fazer o jogo de Star Wars, a West End já era bem sucedida no cenário de RPG, com o seu jogo de comédia e ficção cientifica Paranoia e uma adaptação de Caça-Fantasmas.

A West End já era bem familiar á ficção cientifica, com seu título “Paranoia”.

West End e a Licença de Star Wars

Greg Costikyan, co-criador de Paranoia, foi uma das pessoas que tinha como objetivo, lidar com a licença de Star Wars. “Nós voamos para a Califórnia para encontrar com a Lucasfilm”, comenta ele. “Nós fizemos uma proposta de U$100k. E depois descobrimos que a TSR havia tentado adquirir a licença também, mas eles fizeram uma proposta de U$70k”. (Em valores atuais, a proposta da West End foi de cerca de U$285k, enquanto a proposta da TSR foi próxima de U$199k. Esse valor para poder fazer um jogo de toda a propriedade intelectual de Star Wars, sem ressalvas, pelo equivalente a menos de 1/4 de 1 milhão de dólares).

Costikyan comentou que a Lucasfilm não parecia acreditar que a franquia estava morta naquele momento. A visão original de George Lucas era de nove filmes, afinal. Mas eles estavam cientes que a franquia estavam em estado de hibernação – como se estivesse congelada em carbonita. “A Lucasfilm achou que o RPG ajudaria a manter Star Wars ativo na mente dos fãs, foi por isso que a licença tinha valor para eles também” disse Costikyan.

Star Wars: The Roleplaying Game

Ele começou a trabalhar no livro base para Star Wars: The Roleplaying Game. Seu trabalho seria o trabalho da vida de algumas pessoas, mas para ele era só mais uma nota de rodapé. Ele seguiriam criando jogos inovativos e influentes para tabuleiro, PC, mobile e jogos sociais de diversos gêneros diferentes, e tem uma extensa galeria de textos sobre game design. Ele ganhou a Game Developers Choice Maverick Award pelo seu incansável esforço para criar sistemas de distribuição digital para jogos de videogame indie.

“Há uma enorme criação de mundo nos filmes, feito com efeitos visuais muito simples”, comenta Costikyan. “Coisas como os dois sols no céu de Tatooine. Que é apenas uma exposição dupla, mas nunca se viu nada daquele tipo antes. Eu também gostei do fato dos personagens não serem todos legais e gente fina. Tem uma dinâmica interessante em que eles ficam irritados, zombam e reclamam uns com os outros. É muito mais interessante do que todos serem legais, divertidos e simpáticos uns com os outros”.

Agora que ele estava trabalhando no jogo, ele reassistiu aos filmes intensamente. A West End não iria só recriar pedaços do filme, eles iriam sistematizar como as coisas acontecem naquele universo. “Tipo, quão rápido a sua temperatura corporal iria despencar em um planeta frio como Hoth?”, diz Costikyan. “Tem a necessidade de ter implicações mecânicas do que a gente vê na tela. Nos filmes, os Stormtroopers são conhecidos por errar seus alvos. No jogo, nos permitimos que eles acertem as coisas ocasionalmente; se não fosse isso, não teria drama envolvido”.

O Desenvolvimento de Star Wars para RPG

“Eu tinha alguns objetivos,” segue Costikyan. “Diferente da maioria dos RPGs, eu sabia que isso não seria vendido para alguém que já está acostumado com o D&D. Isso precisaria de um paradigma mais simplório”.

Ele focou nas partes mais intensas e memoráveis dos filmes: pense em como os droids tentavam atravessar um corredor em meio de uma batalha, perseguindo seus objetivos pessoais enquanto tiros de blaster ricocheteavam ao redor deles. Em como Luke e Leia se preparavam para passar por um abismo usando uma corda frágil, trocando um beijo rápido para dar sorte (um detalhe da história que fica mais estranho conforme o tempo passa).

“Eu queria um sistema que realmente  capturasse esses tipos de momentos, que exacerbasse o que era cinematográfico e emocionante”, conclui Costikyan. Ele também instruiu narradores em como levar os jogadores a se provocar e se incomodar, assim como os protagonistas dos filmes faziam.

Os designers da West End se dividiram em diferentes tipos de personagens do filme para definir as diferentes classes que os jogadores poderiam escolher. Eles também introduziram diversos arquétipos que não apareceram no filme. “Obviamente tem os contrabandistas e caçadores de recompensa,” diz Costikyan. “Um dos meus favoritos era o Jedi fracassado – um bêbado que não era necessariamente bom, mas que tinha algo controle sobre a Força.”

Failed Jedi, ou em tradução livre, Jedi Fracassado

O perfil do Jedi Fracassado em Star Wars: The Roleplaying Game. Outros personagens sugeridos incluindo: Jedi menor, Jedi Idealista, Contrabandista, Caçador de Recompensas, Negociador, Historiador Recluso, Nobre Arrogante, Piloto Irreverente, Criança, Batedor Sucinto, Servo Leal, Antigo Senador, Jovem Senador, Capitão Imperial Aposentado, Engenheiro Comprometido e mais.

Enquanto Costikyan trabalhava no livro de regras, Bill Slavicsek, editor na West End, estava revisando o livro The Star Wars Sourcebook. Que daria vários detalhes do universo – tudo, desde como propulsores, sabres de luz e motores funcionavam, até os detalhes biográficos de seus personagens e as maquiagens biológicas de vários monstros e raças alienígenas.

Slavicsek também era um enorme fã da franquia. Ele assistiu os filmes cerca de 38 vezes no cinema. “Eu estava tão envolvido que eu ia assistir de novo e de novo e assistia a reação dos meus amigos e família ao filme,” diz ele. “Era diferente de tudo que eu já havia visto. Não era um universo de ficção cientifica limpo e esterilizado – era vívido e visceral.”

Bill também diz que, para ele, era fundamental que houvesse semelhanças entre o universo que George Lucas criou e o universo criado pelo designers do RPG. “Star Wars e D&D não são apenas historias contadas – elas estão abertas para a imaginação”.

O editor de West End ainda começou a aprendeu tudo que ele podia sobre o universo dos filmes. “A internet não existia naquela época, nós tivemos que fazer toda a pesquisa na marra”. Eles foram a Lucasfilm atrás de todas as fotos, revistas e material arquivado para tal.

Recheando o Universo de Star Wars

Mas não havia grandes furos no canon para que Slavicsek e o co-autor Curtis Smith pudessem encaixar. Os filmes simplesmente não precisavam do tipo de construção de mundo massiva que um RPG tem. Os designers da West End tiveram que criar tudo, recebendo o aval da Lucasfilm nas maiores adições: “Nós não queríamos adicionar nada que não encaixasse no cenário, como qualquer tecnologia que parecesse sair de Star Trek”.

“Lucasfilm foi bem permissiva”, continua Costikyan. “Eles tiveram uma direção ocasional, tipo ‘você não pode mostrar stormtroopers sem seus capacetes’, e eu diria que isso veio porque a série de Clone Wars estava prestes a sair. Eles não queriam que nós matássemos qualquer um dos personagens principais. Mas nós não queríamos matá-los mesmo. Nos achamos que os jogadores gostariam de criar seus próprios personagens dentro daquele mundo.”

The Star Wars Sourcebook (1987), ou O Livro do Cenário de Star Wars, introduziu inúmeros detalhes ao canon, e deu nome a raças alienígenas que estiveram em papéis secundários nos filmes, como: Ithorianos, Twi’Leks, Devarionianos, Sullustanos…

Bill tinha permissão para nomear tudo…

Slavicsek foi como Adão no Jardim do Éden, dando nome a todas as criaturas na criação de Deus. Por exemplo, tem um alien bizarro que apareceu brevemente na cena da cantina que tinha um pescoço longo e curvado e olhos que ficavam de cada lado de seu cérebro largo e achatado. A linha de brinquedos Kenner simplesmente se referiu as criaturas como Hammerheads (ou Cabeças de Martelo, em tradução livre).

“Eu convenci a Lucasfilm que ‘The Hammerheads’ não era um bom nome para uma espécie, além disso, eles provavelmente entenderiam esse nome como um insulto.”

Pobres Ithorianos, chamados de Cabeças de Martelo…

Slavicsek renomeou as criaturas de crânios diferenciados de Ithorianos e no livro de cenário descreveu que a sociedade deles parecia um rebanho e se desenvolveu em uma terra natal com enormes florestas. Ele também nomeou os Twi-leks, a espécie que tem duas longas protuberâncias se estendendo de trás de seus crânios, como a dançarina escrava que o Jabba dá como alimento para o monstro gigante em O Retorno do Jedi. “Esses nomes não existiam até que eu coloquei eles no papel, era legal ver que as coisas que eu inventei décadas atrás agora parecem em brinquedos, desenhos e livros.”

Adições ao Cenário

O livro de cenário estava repleto de artefatos, e escrito como se fosse um livro presente dentro do universo de Star Wars. “Nós colocaram tudo junto de um jeito que as estatísticas eram apenas uma pequena parte do todo, o livro não apenas descreve as características das gigantescas lesmas que quase devoraram a Millennium Falcon em O Império Contra-Ataca, como também apresentou um trecho de autobiografia de um navegador que presenciou um capitão que tinha como obsessão destrutiva caçar uma dessas lesmas espaciais.”

A história da lesma espacial – oficialmente chamada de “exogorth” – toma a forma de uma referência a Moby Dick.

A Lesma Chamada Grendel

“Me chame de Sosakar. Nos tempos da Velha República, quando o Senado governava, foi a primeira vez que eu vi Grendel. Sim, a grande lesma Grendel que, de acordo com a lenda, esperava por navegadores incautos.

Você já ouviu a história de Flandon Sweeg e da espaçonave conhecida como Darkfire? Não? Então ouça, porque eu vou te contar.

Flandon Sweeg era um homem perigoso, um navegador que, como vários outros, algumas vezes se metia em caminhos desonestos para manter seu corpo e alma juntos. No ano em que eu servi, ele se soltou de suas amarras e os agentes do estado foram atrás dele.

A sua tripulação não caia de amores por ele, porque Flandon era um capitão que liderava pela força e não pelo afeto. Quando ele disse a eles como ele planejava reaver sua fortuna, eles o abandonaram, todos eles.

Pois o plano era esse: A lesma espacial vale mil créditos por kilo – para a empresa certa. E a lesma espacial Grendel deveria ter milhões de kilos.

Grendel vivia no Cinturião de Borkeen, uma linha de detritos espaciais. Ninguém nunca retornou de lá – exceto a mim.”

Enriquecendo os filmes

Havia uma riqueza narrativa ao Livro de Cenário que atiçou as imaginações dos jogadores. Não apenas deu a história do Han Solo mais vida, como explicou porque Jabba The Hutt pôs um preço na sua cabeça, apresentada no memorando do contador de Jabba que fez o inventário dos débitos de Solo e explicou porque o Hutt estava no direito de demandar a cabeça do contrabandista. “Como sempre, as decisões do estupendo Jabba eram justas, honestas e extremamente lucrattivas!” escreveu Fen. (O qual, o autor original assume que os dois “T’s” em “lucrattivas” era uma referência a pronuncia do Hutt e não um erro de escrita).

Trecho do memorando do contador que tabula os débitos de Han Solo para Jabba, incluído no livro de cenário de Star Wars.

Os Débitos do Capitão Solo a Jabba The Hutt

Honorável Jabba, eu inclui na lista o que esse inescrupuloso contrabandista te custou, até hoje, pelas suas inescrupulosas ações. Os valores listados abaixo são resultados diretos e indiretos da decisão de Solo de largar a sua carga, e de seu terrível comportamento desde então. Com sua permissão, eu gostaria de citar que são perdas irrecuperáveis aos seus negócios.

Mesmo que seja doloroso para alguém que você tem considerado como um filho (especialmente quando ele tem a chance de pagar pelos seus débitos), como você mesmo diz, a cabeça de Solo vai ser vir como uma bela maneira de deter outros empregados de cogitar ações similares. Como sempre, as decisões do Grande Jabba são justas, honestas e totalmente lucrattivas.

Seu servo grandessíssimo obediente,
Calk Fen

Recepção do Livro de Cenário

Quando o livro de regras e o livro de cenário lançou em 1987, a sua popularidade pegou a Lucasfilm de surpresa. “Eu acho que eles realizaram que havia muito mais sobre essa franquia do que eles pensavam, o que nós fizemos deu a eles o ímpeto para outras licenças.”

O suplemento de 1989 chamado Crisis on Cloud City incluía um conjunto completo de regras e um deck de cartas para Sabbac: o jogo de sorte que Han Solo estava jogando quando ele ganhou a Millennium falcon. Um momento chave para a história que foi retratado em 2018 no film Solo: Uma História Star Wars.

Com alguns anos do lançamento de Star Wars: The Roleplaying Game, a Lucasfilm assinou uma nova linha de quadrinhos de Star Wars. Assim como, de o Herdeiro do Império, um livro escrito por Timothy Zahn para explicar o que houve imediatamente após os eventos de Retorno do Jedi.

Zahn recebeu da Lucasfilm o livro de cenário do RPG para usar como referência quando escreveu o livro. “Pelo o que eu ouvi, Zahn se sentiu insultado por isso a principio, mas então ele percebeu que era melhor usar o nosso material como um recurso do que ter que criar um monte de coisa do zero.”

Herdeiro do Império é até hoje um dos livros mais aclamados do Universo Expandido de Star Wars.

Suporte ao Jogo

Slavicsek iria supervisionar o RPG de Star War por mais alguns anos, e iria eventualmente ser chamado para escrever diversas edições do exaustivo Guia para O Universo de Star Wars, se tornando uma das figuras de maior autoridade no assunto. Ele continuou a desenvolver outros jogos de RPG, eventualmente chegando a um papel de liderança na Wizards of The Coast, a companhia que comprou a TSR em 1997. Enquanto estava lá, Slavicsek dirigiu a criação da terceira e quarta edições de D&D, e também foi co-desenvolvedor de outro RPG de Star Wars durante quase duas décadas trabalhando na WoTC. Hoje em dia, ele é o diretor narrativo que está dirigindo os elementos narrativos do jogo MMORPG The Elder Scrolls Online.

Em 1988 o suplemento Strike Force: Shantipole detalha o papel da raça de moluscos Mon Calamari em desenvolver os caça B-Wing. Os detalhes da historia dessa aventura de RPG está presente no canon atual de Star Wars.

Os Livros de Cenário

Os livros de cenário que Slavicsek produziu continua a influenciar Star Wars, mesmo com o vasto Universo Expandido declarado como não canônico em 2014. O Grupo Narrativo dentro da Lucasfilm, que supervisiona todos os novos elementos narrativos para ter certeza que tudo vai ornar, inclui Pablo Hidalgo. Ele cresceu amando os jogos de RPG da West End Games. E contribuiu com diversos suplementos e guias da editora antes de se tornar um dos oficiais mantenedores do canon da Lucasfilm.

Star Wars: The Roleplaying Game contou historias que tem nutrido a franquia até os dias de hoje. Em 2015, Slavicsek viu um episodio da série de TV canônica Star Wars: Rebels que contou a criação dos caça B-Wing. E trouxe vários nomes e elementos da historia de Strike Force: Shantipole, um módulo do RPG da West End que ele editou. “Eu realmente fiquei impressionado com aquilo”.

A Criação da Agência de Segurança do Império

Quando estava escrevendo Rebel Breakout, uma aventura introdutória para o RPG da West End, Slavicsek precisava de um vilão para se opor aos jogadores e ele não queria fazer uma ameaça sem rosto e sem nome, como um Stormtrooper.

Então ele decidiu que o Império tinha agentes de elite que trabalhavam para uma organização chamada de Agência de Segurança do Império, ou ASI. Ele supervisionou a criação de um livro inteiro sobre os trabalhos internos do Império, conhecido como The Empire Sourcebook (ou O Guia do Império, em tradução livre). E ainda, ele tinha sugestões sobre os conflitos e rivalidades dentro da organização que, como hoje sabemos por confirmação do próprio Pablo Hidalgo, definiram a trama de Andor.

Trecho de The Imperial Sourcebook, que contém detalhes dos trabalhos internos da Agência de Segurança do Império.

“Além do tom geral e da direção, Andor vem contando uma história única, mas é obvio que alguém trabalhando na série é familiar com o material da West End.”

E mais…

Após a publicação do texto original, o Supervisor de Lore oficial da Lucasfilm, Pablo Hidalgo, leu o texto e confirmou que ele é uma das pessoas que colocou pontos da história do RPG em Andor e em outras propriedades da franquia. “Os jogos da West End me marcaram na época certa e me fizeram trilhar meu próprio caminho no universo de Star Wars, sempre fico feliz em trazer um pouco desse material adiante quando posso”. Ele postou.

O tweet original de Pablo Hidalgo, quando leu o texto original de Chris Baker.

Assim, seja um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.

Texto Original: Chris Baker.
Tradução para o Português e Arte da Capa: Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

O Jogo Pela Regra – LARP Brasileiro

SUCESSO CRÍTICO! FINANCIAMENTO DE O JOGO PELA REGRA ATINGE 100%!

Boas notícias para a comunidade RPGista e LARPista nacional! O financiamento coletivo do livro O Jogo Pela Regra, uma coletânea imperdível de experiências de diversos autores de jogos de RPG e LARP brasileiros, acaba de alcançar 100% da meta!

Isso significa que o projeto, que promete trazer insights valiosos, histórias inspiradoras e reflexões sobre o universo dos jogos de interpretação de papéis ao vivo e de mesa, será uma realidade!

O que é LARP?

LARP, sigla para Live Action Role-Playing, traduz-se como um jogo de interpretação de papéis ao vivo. Em essência, imagine transportar a emoção e a imersão de um RPG de mesa para o mundo real. Assim sendo, os participantes assumem os papéis de personagens, vestindo-se a caráter e interagindo uns com os outros em um ambiente previamente definido.

Dessa forma, ao invés de descrever ações, os jogadores as performam fisicamente. Por conseguinte, um LARP pode se desenrolar em diversos cenários, desde mundos de fantasia medieval até futuros distópicos, passando por investigações policiais e dramas históricos. Ademais, as regras e os objetivos variam conforme o sistema e o evento, mas a ênfase reside na improvisação, na interação social e na vivência da narrativa de forma ativa e imersiva. Portanto, o LARP oferece uma experiência única de contar histórias coletivamente, unindo a criatividade do RPG com a performance teatral.

Preparem-se para mergulhar nas palavras de criadores que moldam nossas mesas e campos de batalha imaginários. O Jogo Pela Regra é uma celebração da criatividade e da paixão que move a comunidade RPGista brasileira. Fiquem ligados para mais novidades sobre a produção e o lançamento desta obra que já é um sucesso!


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Pré-venda do Cenário Brigada Ligeira Estelar – Já Começou

Aventureiros e Aventureiras, preparem seus dados e armaduras de combate! A Editora Jambô anunciou a entrada em pré-venda do aguardadíssimo livro de cenário Brigada Ligeira Estelar para 3D&T Alpha!

Para quem não lembra, Brigada Ligeira Estelar é um clássico cenário nacional de Space Opera com uma pegada Mecha que marcou época. E a novidade é que esta versão virá turbinada!

O que esperar?

Para os entusiastas que anseiam por mais detalhes, vale ressaltar que Brigada Ligeira Estelar sempre se destacou por sua rica ambientação. Ou seja mistura om maestria elementos de ficção científica militar com a grandiosidade da ópera espacial japonesa. Espere encontrar facções cósmicas em conflito, tecnologias futuristas impressionantes e, é claro, a possibilidade de personalizar seus próprios mechas para combates táticos em planetas distantes ou no vácuo sideral.

A inclusão das regras do Victory promete trazer uma dinâmica renovada para o sistema, focando em combates mais estratégicos e com diversas opções de personalização de personagens e máquinas de guerra. Fiquem atentos aos canais da editora para informações sobre artes conceituais, detalhes do cenário reimaginado e possíveis recompensas exclusivas da pré-venda!

O livro será lançado sob o selo “Powered by 3DeT“, o que significa que ele utilizará o sistema de regras Victory. Mas calma, veteranos! O livro já incluirá as regras completas do Victory, tornando a experiência acessível mesmo para quem nunca jogou com o sistema.

Portanto, se você é fã de combates espaciais épicos, mechas gigantes e a nostalgia do universo de Brigada Ligeira Estelar, essa é a sua chance de garantir seu exemplar e embarcar nessa nova aventura “Powered by 3DeT”! Corra para a pré-venda e não perca essa oportunidade de pilotar seu mecha rumo às estrelas! E para adiquirir a obra na pré-venda acesse Brigada Ligeira Estelar — 3DeT Victory!


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Fabula Ultima – Jambô anuncia Financiamento Coletivo

Preparem seus dados, aventureiros! A Jambo Editora acaba de soltar uma anunciar para os fãs de RPG com um anúncio de financiamento coletivo de Fabula Ultima que vai abalar as estruturas do multiverso.

Para a alegria geral da nação roleplaying, o FC trará nada menos que CINCO LIVROS do sistema! Além do indispensável Livro Base e do essencial Guia do Mestre, os jogadores poderão mergulhar em TRÊS cenários de campanha distintos:

High Fantasy

Para os amantes da fantasia clássica, com reinos mágicos, dragões imponentes e heróis lendários.

Techno Fantasy

Uma fusão empolgante de magia e tecnologia, com engenhocas a vapor, autômatos arcanos e um toque de ficção científica.

Natural Fantasy

Uma imersão em mundos selvagens, com foco na natureza, criaturas fantásticas e mistérios ancestrais.

E como se não bastasse essa avalanche de conteúdo, o financiamento coletivo também incluirá um Kit Introdutório para quem quiser dar os primeiros passos nesse universo de fantasia tática e emocional.

A Jambo ainda não divulgou as datas e recompensas específicas do financiamento, mas com essa quantidade de material de alta qualidade, os aventureiros de plantão já podem começar a aquecer seus cartões de crédito. Fiquem ligados nos canais da Jambo para não perderem essa oportunidade de embarcar em inúmeras aventuras em Fabula Ultima!


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O Assalto Extraordinário ao Tesouro do Dragão – Novo Jogo

Lampião Game Studio Detona com FC pela RPGCON 2025 do novo jogo de Jorge Valpaços, O Assalto Extraordinário ao Tesouro do Dragão. Chega para abalar o mundo dos Card Games!

Preparem seus baralhos e suas estratégias, aventureiros de todo o Brasil! A Lampião Game Studio acaba de anunciar o financiamento coletivo de seu mais novo projeto, e ele promete ser ÉPICO! Trata-se de ‘O Assalto Extraordinário ao Tesouro do Dragão’, a mais recente criação do renomado game designer brasileiro Jorge Valpaços!

Para quem não o conhece, Valpaços é uma figura lendária no cenário nacional de jogos, conhecido por suas mecânicas inovadoras e narrativas envolventes. E pelo título, já podemos esperar uma aventura cheia de reviravoltas, dragões majestosos e, claro, um assalto de proporções míticas!

A Lampião Game Studio e a RPGBrasil ainda não divulgaram todos os detalhes do jogo, mas a expectativa já está nas alturas. Será um card game? Um board game com elementos de cartas? Uma experiência híbrida inovadora? Os mistérios pairam no ar, deixando a comunidade gamer sedenta por mais informações.

Fiquem ligados nos canais da Lampião Game Studio para não perder o lançamento do financiamento coletivo. Preparem seus bolsos e suas redes sociais, porque essa jornada extraordinária rumo ao tesouro do dragão promete ser inesquecível! Mal podemos esperar para ver o que parceiros prepararam para nós!


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Lésbicas Espadachins Sedentas – Representatividade e Romance

  1. Originalmente publicado pela Evil Hat Productions , o RPG vencedor do Nebula e ENNIE Awards, Lésbicas Espadachins Sedentas (LES) é um jogo PBTA que traz ferramentas para criar histórias que equilibram drama, romance, representatividade, combate e cenários fabulosos. Apresentará nove arquétipos de personagens carregados de conflitos emocionais e cenários que transitam entre fantasia épica, ficção científica e o que mais você puder imaginar.

A Editora Vanishing Point ainda não divulgou detalhes específicos sobre as metas, datas e recompensas do financiamento coletivo de “Lésbicas Espadachins Sedentas”. O que sabemos até o momento apenas informa o anúncio do financiamento para Junho deste ano.

Embora os detalhes específicos da adaptação brasileira ainda não tenham sido totalmente divulgados, podemos inferir algumas características da obra original:

Representatividade dos personagens LGBTQIA+

O título já indica uma forte presença de personagens lésbicas e, provavelmente, outras identidades LGBTQIA+, além disso é algo esperado pois a Evil Hat é conhecido por seus jogos narrativos e inclusivos. A representatividade é um ponto central do jogo original.

Romance

É sugerido pelas publicações da editora que podemos contar com muito romance a exploração de temas de atração entre os personagens.

Combate

Se tem “espadachins” tem combate combate com espadas. Esperamos também muito da ação física sendo elementos importantes na narrativa e na mecânica do jogo.

RPG Narrativo

Os jogos da Evil Hat Productions geralmente focam na narrativa compartilhada entre jogadores e mestre, com regras que priorizam a história e a interpretação dos personagens.

Potencial para diversos tons

Dependendo do grupo de jogo e do mestre, a obra pode abordar desde aventuras épicas e dramáticas até narrativas mais leves e focadas no desenvolvimento dos relacionamentos.

A adaptação da Editora Vanishing Point promete trazer essa experiência para o público brasileiro, com a possibilidade de incluir elementos culturais e sensibilidades locais na tradução e apresentação da obra.

Para saber mais sobre as metas de arrecadação, o cronograma da campanha e as recompensas que serão oferecidas aos apoiadores, você precisará acompanhar os canais de comunicação da Editora Vanishing Point e nós aqui.  Fique de olho nas redes sociais e no site do Movimento RPG para não perder nenhuma novidade!


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Yu Yu Hakusho Quest em 3D&T – parte 2

Olá Defensores! Está é a segunda e última parte da aventura O roubo do pergaminho Fengshen Bang, a qual utiliza o cenário de Yu Yu Hakusho como base. Você pode ler a primeira parte aqui. Se quiser ver as edições gratuitas da Tokyo Defender, clique aqui. E para os outros textos do Movimento, clique aqui.

Continuação

Após juntarem as 05 pistas durante a investigação, os jogadores estarão na floresta de Aokigahara. O ambiente é extremamente silencioso e não demonstra sinais de vida selvagem. Conforme caminham, percebem que existem muitas árvores bloqueando o vento, além do frio por causa da proximidade com o Monte Fuji. A energia negativa deixa de ser um “arrepio na pele” para se tornar extremamente desconfortável.

Ao avançarem pelas trilhas, passam a encontrar sinais dos suicidas humanos que costumam usar o local para tirarem suas vidas. Como cordas amarradas em galhos e troncos, roupas desgastadas, corpos em decomposição e ossadas. Nesta parte espíritos começam a aparecer emitindo sons agourentos e ensurdecedores.

Exija um teste de dificuldade difícil, aplicando os bônus das pistas coletadas. Aqueles que conseguirem passar, não são importunados pelas formas fantasmagóricas. Os que falharem sofrerão as penalidades da desvantagem assombrado (página 41 do Manual 3D&T Alpha) por 2d6 rodadas, devido ao contato com as formas fantasmagóricas que farão com que as piores lembranças venham a mente (peça que os jogadores criem esses traumas ou, se eles permitirem, o narrador pode criá-las). Ao passarem pelos espíritos, o grupo encontra pegadas na trilha que leva a uma Caverna de Gelo, nas bases do Monte Fuji.

Caverna de Gelo

A entrada da Caverna de Gelo possuí uns três metros de altura, estando completamente escura. O caminho é escorregadio devido ao gelo, e qualquer criatura em combate ou movimento na área deve ter sucesso em um teste de Habilidade –2 (ou Habilidade +1 caso possua a perícia Esporte). Se falhar, cairá e estará indefesa até se levantar. Cada tentativa de ficar de pé gasta uma ação de movimento e exige um novo teste.

A temperatura dentro da caverna é abaixo de zero e o teto, em alguns lugares, será mais baixo que o normal, exigindo cuidado ao caminhar. Depois de exigir 03 testes de Habilidades, os PJs chegarão a uma trilha com degraus esculpidos na pedra e corrimão de madeira, descendo por dentro do Monte Fuji. Conforme avançarem pela escada, a temperatura ficará mais quente e uma iluminação surgirá no final do caminho devido a uma abertura circular. Sombras e vozes começam a ficar nítidas, e uma conversa é escutada por todos:

Finalmente, nossos convidados chegaram! Logo o ritual estará completo“.

Não vejo a hora, mestre Gunther. Vamos usá-los como sacrifício e abrir o portal para o Mundo das Trevas e o Mundos dos Espíritos“!

Não, esse não era o combinado! O ritual deve ser utilizado apenas para abrir a passagem ao Mundo dos Espíritos“!

A conversa é interrompida devido a uma sequência de barulhos parecidos com uma sequência de chutes e socos, além de um grito de dor que enche a caverna, seguido de uma risada escandalosa.

Dentro da Caverna

Pergunte aos jogadores o que eles farão, visto que os inimigos já sabem de suas presenças. Se os jogadores saírem do túnel descreva o seguinte:

Vocês chegam num local amplo, uma caverna bem espaçosa. O local está iluminado por tochas presas na parede e por um fluxo de lava que passa pelo local. A temperatura é alta e o ar tem um forte cheiro de podridão e enxofre. Numa plataforma de pedra, atravessando a caverna, vocês veem um youkai amarrado e suspenso por uma corda, pronto para cair na lava derretida. No centro, estão os ladrões que vocês caçavam. Quatro ficam posicionados na frente e um quinto sentado numa pedra mais alta, olhando para vocês.

Descreva os youkais e responda quaisquer questionamentos dos jogadores. Depois inicie a fala do líder do bando:

Ora, sejam bem-vindos! Eu sou Gunther, o líder dessa companhia de mercenários e desejo saber o que vocês querem num local tão restrito do Ningenkai“.

Depois da resposta dos jogadores, continue:

Entendi, eu sabia que aquele bebezão do Koenma mandaria seus cachorros em meu encalço. Mas tudo bem, assim as coisas ficarão mais divertidas. Proponho um desafio: vocês enfrentarão meus homens, nesta plataforma de pedra. Se vencerem ficarão com o pergaminho e com aquele ali, que deve estar sendo assado lentamente no bafo. Se perderem, eu usarei suas almas como tributo e assim, completarei o ritual e me tornarei um deus.

Os jogadores deverão sortear a ordem de combate, onde lutarão em partidas de um contra um. Se os PJs estiverem perdendo, Botan ou alguém a mando de Koenma, que acompanha tudo pelo seu monitor no Makai, poderão chegar para auxiliar os personagens. Os PJs que vencerem seus duelos, podem enfrentar os Youkais que aindam estão em pé, até todos serem derrotados.

Inimigos

Youkai MOKUREN (15N)

F3 (esmagamento), H1, R2, A3, PdF1 (fogo), 10 PVs, 10 PMs [10]

Kit: Monstro
– Dilacerar: você jamais se deixa levar por qualquer tipo de “contenção” que guie as pessoas normais. Gastando 1 PM e fazendo um ataque corpo-a-corpo, você ganha +1d na Força de Ataque.

Vantagem Única:
– Meio-Abissal

Vantagens:
– Sentidos Especiais (Faro Aguçado, Infravisão e Ver o Invisível)
– Armadura Extra: Fogo
– Ataque Especial (F, Perigoso)
– Implemento (Cegueira)
– Reflexo de Combate

Desvantagens:
– Vulnerabilidade: Elétrico e Sônico
– Má Fama
– Monstruoso
– Sanguinário

Perícias:
– Crime

História:

Se não for bem cuidado, shoji – as portas e janelas corrediças de papel encontradas nas casas japonesas – podem ser facilmente danificados e crivados de buracos. Quando o shoji passa muito tempo sem reparo, olhos fantasmagóricos começam a surgir dos buracos, observando tudo o que acontece dentro da casa.

Mokumokuren são inofensivos, mas incrivelmente assustadores. O verdadeiro perigo reside em quem podem ser seus companheiros. Os mokumokuren costumam trabalhar em conjunto com outros tsukumogami e costumam ser um sinal de uma infestação maior de yokai.

Um comerciante viajante mesquinho certa vez tentou economizar dinheiro dormindo em uma casa abandonada em vez de dormir em uma pousada. Acordando no meio da noite, ele foi confrontado por uma (quase) tela de shoji inteira olhando para ele. Em vez de ficar com medo, ele removeu os olhos da tela e os vendeu para um cirurgião oftalmologista local. Em outra história, um viajante estava determinado a permanecer na mesma casa que um Mokumokuren , tentando ignorá-lo enrolando o cobertor sob o qual dormia firmemente em torno de sua cabeça. Ao acordar, descobriu que seus globos oculares haviam sido removidos e não estavam em lugar nenhum.

 

Youkai JOROGU (15N)

F3 (corte), H3, R2, A2, PdF1 (químico), 10 PVs, 10 PMs

Kit: Femme Fatale
– Ataque Furtivo: se atacar um oponente indefeso, a femme fatale pode gastar 2 PMs para ignorar a Armadura dele para este ataque.

Vantagem Única:
– Centauro

Vantagens:
– Aparência Deslumbrante
– Ataque Especial (F, Penetrante, Preciso)
– Movimento Especial I (Balançar-se, Constância, Escalar)
– Paralisia
– Técnica de Luta (Encurralar, Força Oculta)

Desvantagens:
– Modelo Especial (corpo de aranha)
– Dependência (homens jovens e viris)
– Insano: Intolerante (Mulheres)
– Má Fama

Perícias:
– Crime

Manobras: Combate Táurico. Em combate, centauros podem deixar de fazer um ataque normal para fazer dois ataques por rodada com as patas dianteiras (cascos, garras…). São ataques baseados em Força (FA=F+1d), mas imprecisos, sem incluir a Habilidade do personagem. Se quiser aumentar a FA através de vantagens ou manobras, deve pagar o custo para cada ataque.

História:

No Japão, algumas aranhas são conhecidas por possuírem incríveis poderes sobrenaturais. Um deles é o jorogumo, conhecido como o tecelão de orbe dourada. O jorogumo é o mais conhecido dos aracnídeos youkai, e é encontrado em quase todo o arquipélago japonês, exceto na ilha de Hokkaido, no norte.

Possuem de dois a três centímetros de comprimento, mas podem crescer muito, o suficiente para comer empequenos pássaros. Famosos por seu tamanho, suas cores vivamente belas e as grandes e fortes teias que tecem, os belos jorogumo também são famosos pela cruel destruição que causam aos jovens.

Jorogumo vivem uma vida solitária, tanto como aranhas quanto yokai. Quando um tecelão de orbe dourada atinge 400 anos de idade, desenvolve poderes mágicos e começa a se alimentar de humanos em vez de insetos. Os Jorogumo fazem seus ninhos em cavernas, florestas ou casas vazias nas cidades. Possuindo uma inteligência astuta e um coração frio, veem os humanos como insetos para se alimentarem. Eles são enganadores habilidosos e metamorfos poderosos, geralmente aparecendo como mulheres jovens, sexy e incrivelmente bonitas.

Suas presas favoritas são homens jovens e bonitos em busca de amor. Quando um jorogumo vê um homem que deseja, o atrai para sua casa com promessas de afeto. Ele nunca mais é visto. Jorogumo fia fios de seda fortes o suficiente para que um homem adulto fique enredado e não possa escapar. Também têm um veneno poderoso que enfraquece lentamente um homem dia após dia, permitindo que a aranha saboreie a longa e dolorosa morte de sua vítima.

Jorogumo pode controlar outras aranhas, até mesmo empregando aranhas cuspidoras de fogo para incendiar as casas de qualquer intrometido. São predadores tão habilidosos, podendo operar por anos e anos, mesmo no meio de uma cidade movimentada, empilhando centenas de esqueletos desidratados de jovens tolos.

 

Youkai KOTENGU (15N)

F1 (corte), H5, R2, A1, PdF3 (sônico), 10 PVs, 10 PMs

Kit: Chapéu-Preto
– Bala nas costas: você nunca entendeu essa história de “lutar limpo”. Seu primeiro ataque em um combate é sempre um acerto crítico automático.

Vantagem Única:
– Elemental do Ar

Vantagens:
– Ataque Especial (Trovão Explosivo, PdF; Poderoso)
– Invulnerabilidade: Sônico
– Voo

Desvantagens:
– Modelo Especial
– Monstruoso
– Vulnerabilidade: Esmagamento
– Devoção (seguir até a morte Gunther)
– Insano: Homicida
– Má Fama

Perícias:
– Crime

Corpo Elemental. Elementais não precisam dormir, beber, comer, respirar e são imunes a todos os tipos de doenças. Além disso, podem usar a magia Corpo Elemental pela metade do custo em PMs. Eles também têm aptidão para uma escola de magia, podendo adquirir a vantagem por apenas 1 ponto. Entretanto, recebem as desvantagens Modelo Especial e Monstruoso.

Vendaval. Por 3 PMs, o elemental do ar é capaz de envolver vítimas em número igual a sua Habilidade e jogá-las para o alto por 1d×10 metros. Elas sofrerão 1d pontos de dano para cada 10m de queda. Alvos tem direito a um teste de Força para evitar o efeito e um teste de Armadura para reduzir o dano da queda pela metade.

História:

Os Kotengu se assemelham a grandes aves de rapina com características humanas. Geralmente usam vestes de eremitas ascetas e místicos chamados yamabushi, e às vezes carregam armas finas ou outros itens roubados de casas ou templos humanos.

Kotengu se comportam como monstros selvagens. Vivem vidas solitárias, mas, em raras ocasiões, se unem a outros youkai para atingir seus objetivos. Acumulam tesouros, desde bugigangas e valiosos itens mágicos. Quando irritados descarregam sua raiva em qualquer coisa que esteja perto deles em ataques destrutivos.

Kotengu tem pouco respeito pelos humanos. Eles se alimentam de carne humana e cometem torturas e assassinatos por diversão. Alguns de seus jogos favoritos são raptar pessoas para jogá-las de grandes alturas nas profundezas da floresta ou amarrar crianças no topo das árvores para que todos possam ouvir seus gritos, mas ninguém possa alcançá-los. Eles se divertem especialmente com sacrilégios. Eles atormentam monges e freiras, roubam templos e tentam seduzir o clero.

A maior fraqueza de Kotengu é o excesso de confiança. Existem inúmeras histórias folclóricas sobre kotengu sendo enganados para negociar itens mágicos poderosos ou fornecer informações valiosas em troca de bugigangas sem valor. Os tolos kotengu superestimam sua própria inteligência ao tentar enganar os humanos e acabam sendo enganados.

 

Youkai HEIKEGANI (15N)

F3/4* (corte), H3, R3, A2, PdF0, 15 PVs, 15 PMs

Kit: Samurai
– Espada ancestral: você possui uma espada mágica com Força +1. Esta arma evolui com você: sempre que você investe 2 Pontos de Experiência em evolução de personagem (mas não outras utilizações), recebe também 1 PE extra que pode ser usado para melhorar sua espada.

Vantagem Única:
– Demônio

Vantagens:
– Sentidos Especiais (Faro Aguçado, Infravisão, Ver o Invisível)
– Invulnerabilidade: Fogo
– Teleportação Planar (Um demônio pode usar esta magia livremente, por seu custo normal em Pontos de Magia, exceto quando está preso ao próprio plano nativo por sua Maldição (veja adiante))
– Ataque Especial (Lâmina da Vingança, F)
– Patrono (Companhia de Mercenários Youkais de Gunther)
– Técnica de Luta (Golpe de Saque, Kiai)

Desvantagens:
– Má Fama
– Maldição (Todo demônio destruído fora de seu plano de origem é banido de volta, e não pode retornar durante algum tempo — desde 30 dias até 1000 anos, à escolha do mestre. Um demônio destruído em seu próprio plano de origem desaparece para sempre, e não pode ser ressuscitado, exceto com um Desejo)
– Vulnerabilidade: Elétrico e Sônico
– Código de Honra (samurai): sempre obedecer a seu Patrono, não recua diante da morte, vingar qualquer desonra, jamais demonstrar covardia.

Perícias:
– Especialização em Pintura, Furtividade, Ciências Proibidas

História

Heikegani são caranguejos nativos do Japão, conhecidos pelo padrão peculiar de suas conchas. Quando vistos de cima, suas carapaças parecem ter pintado o rosto carrancudo de uma máscara de samurai. Segundo a lenda, isso é resultado da inimizade de um samurai afogado do clã Taira – também conhecido como Heike – que se imprimiu nesses caranguejos.

Durante o século XII, uma sangrenta guerra civil foi travada entre os dois clãs políticos mais importantes do Japão – o Minamoto, ou Genji, e o Taira, ou Heike. A guerra terminou definitivamente em 1185 na Batalha de Dan no ura. As frotas Genji e Heike se encontraram no estreito que separa Honshū e Kyūshū. Embora a batalha inicialmente tenha favorecido o Heike, as marés mudaram e favoreceram o Genji.

Além disso, um general Taira desertou e revelou a localização do navio Heike que transportava o imperador Antoku, de seis anos, e as insígnias imperiais. Os arqueiros Genji lançaram flechas sobre a frota Heike. Quando ficou claro que a derrota era inevitável, os sobreviventes Heike, incluindo o jovem imperador, se lançaram ao mar para não serem capturados.

Embora os Heike tenham sido exterminados fisicamente, suas almas sobreviveram, carregando o rancor da guerra e a traição de seu general. As almas dos guerreiros Heike mortos, ficaram perdidos no mar até se alojarem nos caranguejos que rastejam no fundo do mar. As conchas dos caranguejos mudaram para o formato de um rosto carrancudo, um lembrete permanente do rancor sem fim dos Heike.

Na cidade de Kitakyūshū, é dito que as almas dos homens Heike se transformaram em heikegani, enquanto as almas das mulheres Heike se transformaram em kappa.

 

Chefão

Quando só sobrar Gunther, ele próprio enfrentará todos os PJs ao mesmo tempo, mas ele revelará que independente dos esforços para detê-lo, ele será o vencedor. Narre o seguinte:

Admiro o espírito de luta que vocês humanos mortais possuem. Conseguiram derrotar todos os meus companheiros Youkais, mas a derrota deles não será em vão. Vejam isso, usarei eles como sacrifício!

Ao desenrolar o pergaminho, Gunther recita as palavras mágicas dele e, usando como tributo seus companheiros derrotados, quebra o selo mágico. Os personagens veem que os derrotados gritam em protesto, tendo suas almas sugadas pelo pergaminho. Gunther invoca a ruptura das três barreiras, criando um vórtice no teto da caverna. Tudo começa a tremer, e o nível da lava começa a subir. Somente com a derrota do Youkai o feitiço será interrompido.

Quando Gunther estiver perto da morte, ele atacará a corda que está prendendo o Youkai contratante, e o mesmo cairá em 1d6-3 turnos na lava, morrendo. Os PJs precisarão bolar um plano para conseguir impedir tal morte e, com isso, frustrar os planos do vilão, que precisa de cinco almas para estabilizar o vórtice.

Youkai GUNTHER (22N)

F5/6* (corte), H5, R4, A2/3*, PdF1 (fogo), 20 PVs, 20 PMs

Kit: Caçador Primordial
– Predador: você pode designar um oponente como sua presa. Este oponente irá se tornar automaticamente seu Inimigo (Manual 3D&T Alpha, pág. 33) e você receberá os bônus relativos à vantagem somente contra ele. O bônus perdura até o fim do combate ou até que seu adversário seja destruído. Trocar de oponente durante um combate conta como uma ação e custa 2 PMs.
– Crítico Aprimorado (Inimigo): quando você rola um acerto crítico contra um inimigo eleito pelo poder Predador, sua Força ou Poder de Fogo é triplicado (ao invés de duplicado).

Vantagem Única:
– Wargen “Cria de Ares”

Vantagens:
– Forma Alternativa (Lupina: F–1, Aceleração, Sentidos Especiais (audição aguçada, olfato aguçado e visão na penumbra) e Modelo Especial)
– Forma Alternativa* (Wargen: F+1, A+1, Modelo Especial e Monstruoso)
– Dádiva Brado de Batalha
– Dádiva Força da Fúria
– Ataque Especial (Garras Demoníacas Sangrentas, F; Tempestade de Golpes)

Desvantagens:
– Vulnerabilidade: Prata
– Fúria
– Modelo Especial*
– Monstruoso*
– Insano: Fantasia (Se considera o Youkai mais poderoso do Makai)
– Má Fama
– Ponto Fraco

Perícias:
– Sobrevivência

 

O Reencontro

Com a derrota de Gunther, o Caçador Primordial, os PJs conseguem impedir que a abertura completa do portal entre os 03 mundos. Mas vinda do Reikai surge um ser com uma energia espiritual bem elevada e opressora, semelhante aos das relíquias encontradas na Floresta. Quando o ser termina de materializar-se, os personagens conseguem enxergar uma forma esbelta, feminina, iluminada por uma luz clara, que contrasta com a escuridão do local. O ser divino olha para os personagens e diz:

Rápido, vocês precisam sair deste local antes que a lava suba demais. Eu vou destruir o Pergaminho e selar o portal aqui no Ningenkai.”

Permita que os PJs questionem as decisões de tal ser. Ela explicará o seguinte:

O que eu fiz foi errado, eu pedi para que meu amado Youkai roubasse esse pergaminho e, assim, após realizar o ritual e tornar-se um deus, pudesse atravessar as barreiras entre os mundos e nós dois ficaríamos juntos para sempre.” – Ela pega o pergaminho e se aproxima de seu amante, que está extremamente ferido e quase sem vida, ela grita para os personagens: “Pelo meu crime, eu me juntarei a ele neste último momento. Viveremos para sempre nas cinzas deste Monte. Agora vão embora“.

Os personagens poderão tentar impedir o sacrifício da deusa e do youkai, mas precisarão passar em um teste difícil de Lábia / Intimidação, e deverão oferecer uma solução para fechar a Barreira e evitar a destruição da caverna e a explosão do Monte Fuji. Se os dados forem bons e o plano for coerente, os personagens escapam com os dois seres para fora, mas sem o pergaminho, que queimará nas lavas do vulcão.

 

Desfecho

Ao escaparem da Caverna de Gelo, Botan (se ela já não estiver com os personagens) e um Esquadrão de Elite do rei Enma surgem na frente do grupo. Eles interrogarão a Deusa e o Youkai, que confessarão o crime tramado a 900 anos. Mas como a própria Deusa usou seu Reiki divino para fechar a Barreira e destruir o pergaminho, Koenma surgirá em forma adulta e concederá a permissão para que os amantes vivam juntos no Makai, em agradecimento a missão bem sucedida. Todos se teleportam para o Makai, deixando os personagens por conta própria para voltarem a cidade mais próxima.

Caso os personagens apenas fujam, pois não possuem recursos para impedir a tragédia, eles sobem correndo pelas escadas e voltam pela entrada com o chão escorregadio de gelo (não exija teste). Ao se reunirem do lado de fora, Botan e um Esquadrão de Elite do rei Enma surgem, prontos para ouvirem o relatório da missão. Os protetores da Barreira descerão até o fundo da caverna, para verificarem se a fenda foi fechada. Eles retornarão dizendo que tudo está certo, agradecendo aos esforços dos personagens. Todos se teleportam para o Makai, deixando os personagens por conta própria para voltarem a cidade mais próxima.

EPIC: A Saga de Circe – Quimera de Aventuras

Neste Quimera de Aventuras, vamos falar de EPIC: The Musical – A Saga de Circe. EPIC é um álbum conceitual baseado na historia da Odisseia de Homero. Mas hoje vamos falar do quarto álbum desse musical conceitual: A Saga da fuga dos homens de Odisseu após serem praticamente obliterados por Poseidon e fugido usando a bolsa de ar, apenas para cair em Aeaea, a ilha da deusa feiticeira Circe.

Se você quiser ver as demais sagas que tem no Quimera de Aventuras, pode clicar nos links para a Saga de Troia, Saga do Ciclope e a Saga do Oceano.

SHE NOT A PLAYER, SHE A PUPPETER!

Sobre o Musical

Já falamos anteriormente que EPIC: The Musical é dividido em Atos e Sagas. Hoje vamos falar sobre o álbum A Saga de Circe, onde o exército de Itáca, após ter sido obliterado, cai em uma ilha misteriosa, apenas para descobrir que dentro da ilha habita um poder muito além do que esperavam.

Nossa Visão sobre o Musical (Pode conter spoilers!)

EPIC é um musical muito gostoso de ouvir, tanto pela qualidade das músicas quanto pela qualidade da comunidade. A Saga de Circe é uma saga mais centrada no embate de Odisseu contra Circe. Uma batalha que normalmente ele não conseguiria vencer na força bruta e aonde sua barganha é pouca, mas que traz soluções muito criativas para a solução dos conflitos.

Puppeter, a música que abre esse álbum, traz um pouco da melancolia que segue o final da Saga do Oceano. Mas também apresenta de maneira muito gostosa e animada o nosso inimigo no caminho do rei de Itáca: A bruxa Circe, que transformou seus homens em porcos.

O álbum tem duas músicas que trazem mais do techno que identifica divindades, nas músicas de Circe em Puppeter There are Other Ways, além da introdução do deus Hermes com a música Wouldn’t You Like.

Welcome to the best part of your lifes.

Quimera de Aventuras

Nessa seção, vamos dar ideias para mesas usando o musical como referência!

Cenários e Sistemas

Qualquer sistema e cenário voltado para fantasia pode servir para fazer uma aventura baseada na Saga de Troia. Principalmente sistemas que tenham mecânicas ou possibilidades de guerra.

Mas quero trazer luz a um sistema voltado para mitologia Grega, AGON que estava previsto para ser trago pela Editora Vanishting Point. Ele é pensado para simular histórias épicas da mitologia.

Especificamente para a Saga do Oceano, sistemas com combate marítimo como 7º MarOld Dragon 2 podem ser muito interessantes para rodar a aventura.

A woman.

Partes das Aventuras baseadas nas músicas

Puppeter

Após os eventos da Saga anterior, os personagens param em uma ilha estranha, com isso, eles devem unir suprimentos e investigar a ilha. Aqueles que investigam acabam abordados por ninfas, criaturas que convidam os jogadores para um palácio. Os jogadores que forem, é lhes oferecido um banquete. Aqueles que comerem serão transformados em porcos.

Se todos caírem na armadilha, devem encontrar uma maneira de fugir do cativeiro como porcos, antes de serem devorados pelas ninfas. Caso alguém sobre, deve encontrar uma maneira de resgatar os transformados, até ser abordado por uma intervenção divina.

Wouldn’t like to taste all the power?

Wouldn’t You Like

Após conseguirem escapar, ou se tiver jogadores sobreviventes, ele são abordados por uma criatura curiosa: um humanoide que possui pés com asas e chapéu de metal, com asas também. Se trata de Hermes, deus dos mercadores, ladrões e viajantes. Ele oferece uma oportunidade para os personagens derrotarem Circe.

Basta comerem de moly, uma planta capaz de conceder a quem come a capacidade de não só resistir aos efeitos mágicos da deusa, como também lutar da mesma forma. Nada explica porque Hermes resolve ajudar os personagens, talvez só para deixar as coisas em termos iguais. Ele avisa para os jogadores “Boa sorte, mas vocês ainda podem muito bem morrer :)” e vai embora.

One Wrong move, and you’re Done For

Done For

Após terem consumido moly, os jogadores podem confrontar Circe. Que apesar de não conseguir transformar os jogadores, ainda é uma conjuradora poderosa.

There Are Other Ways

Caso derrotem Circe em combate físico, ela ainda pode encantá-los. Matar Circe é uma possibilidade, mas os jogadores ainda serão perseguidos por Poseidon pelos mares.

O melhor caminho é conversar com ela, caso Circe entenda as necessidades dos personagens de voltar para casa, ela oferece outra possibilidade.

Ela conhece um poderoso profeta, mas tem um pequeno detalhe; ele está no Submundo. Porém, Circe tem como levar os jogadores para esse espaço aonde as almas mortais vão após morrerem, sem matá-los, claro. Caso os jogadores derrotem Circe, mas poupem a vida dela, ela oferecerá a eles a rota para irem ao Submundo.

So much power! So much power! But here’s no puppet here No, she’s not a player, she’s a puppeteer No, she’s not a player, she’s a puppeteer YEAH!

Conclusão

A Saga de Circe traz uma mini-aventura dentro de EPIC resolvendo a questão de Circe em um álbum curto, mas muito gostoso de ouvir. E prepara o caminho para A Saga do Submundo, a última saga do Ato 1!


Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PadrimPicPayPIX, e no Catarse. E com isso, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos!

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Texto: Gustavo “AutoPeel” Estrela
Revisão: Raquel Naiane

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