Vampiros de Energon para Night’s Black Agents

Quando os agentes descobrem que o Energon não é apenas a energia que alimenta máquinas alienígenas, mas uma força vital capaz de conectar seres vivos, tecnologia e consciências artificiais, uma nova conspiração surge nas sombras: os transformers vampiros Strigons para Night’s Black Agents.

O RPG de espionagem, horror e investigação sobrenatural, disponibilizado no Brasil pela New Order Editora, ganha uma releitura onde os caçadores de vampiros não perseguem apenas criaturas da noite, mas uma antiga raça de predadores cibernéticos infiltrada no avanço tecnológico da Humanidade.

Nesta proposta, os jogadores precisam desvendar uma ameaça que mistura o terror dos vampiros com a grandiosidade dos robôs transformáveis. Confira a resenha de Night’s Black Agents e acompanhe também os outros artigos inspirados neste RPG para descobrir novas possibilidades de conspiração e aventura.

Strigons, os transformers vampíricos

Uma das características mais interessantes de Night’s Black Agents é transformar os vampiros em ameaças muito mais complexas do que simples criaturas sedentas por sangue.

O jogo convida mestres e jogadores a criarem espécies inteiras, organizações secretas e planos de dominação capazes de atravessar gerações. Seguindo essa proposta, surgem os Strigons: cybertronianos corrompidos que abandonaram qualquer código de honra para se tornarem predadores de energia, informação e vida.

Inspirados por vampiros do universo de Transformers como Draculus, Nightstrike e Blood, os Strigons enxergam tanto humanos quanto máquinas como fontes de alimentação para sua eterna busca por energon. Eles não apenas caçam indivíduos: eles manipulam sociedades inteiras, infiltrando-se nos caminhos que levaram a Humanidade da industrialização aos eletrônicos modernos, da robótica à inteligência artificial.

A verdadeira ameaça dos Strigons, porém, não está apenas em suas formas metálicas ou em seu poder de transformação. Assim como a Falange da Marvel, eles criam uma rede de seres humanos tecnopossuídos: pessoas alteradas por tecnologia alienígena, conectadas a uma inteligência coletiva e transformadas em instrumentos da conspiração.

Esses Humanos tecnopossuídos continuam sendo humanos e jamais se tornam Strigons, pois apenas cybertronianos podem sofrer a transformação completa em vampiros mecânicos. Ainda assim, eles são peças fundamentais do plano, servindo como pesquisadores, executivos, engenheiros, políticos e operadores infiltrados que aceleram a dependência tecnológica da sociedade.

Cada novo sistema de inteligência artificial, cada avanço da robótica e cada evolução das redes digitais pode representar mais uma etapa de uma estratégia milenar para transformar o planeta em uma gigantesca fonte de energon.

Strigon

Habilidades Gerais: Aberração 14, Corpo a Corpo 12, Vitalidade 12, Atletismo 8, Armas Brancas 10, Tiro 8
Limiar de Acerto: 5.

Modificadores:

Percepção: +2.
Furtividade: +2.
Dano: +1 (garras retráteis, presas), +2 (lâminas corporais, ataques elétricos).

Armadura: -2 (carapaça tecnorgânica); contra armas de fogo comuns tem dano reduzido pela metade; armas perfurantes militares causam dano normal; armas energéticas ou EMP recebem bônus.

Poderes Gratuitos: Exaurir (exaurir bioeletricidade e Energon), Mudança de Forma (Virar Bicho; Imitar Forma: geralmente rabecões, automóveis elétricos silenciosos, Lockheed RQ-170 Sentinels, maquinário pesado de fábricas escuras etc.), Percepção (Sentidos Bestiais, Visão Infravermelha, Visão Noturna), Regeneração (regeneração total ou parcial imediata ou no começo da rodada seguinte).

Outros Poderes: Exaurir (exaurir eletricidade e combustível fóssil), Movimento (Velocidade Vampírica), Possessão (computadores, drones, sistemas industriais, veículos).

Exícios: EMP intenso, isótopos raros.

Obstruções: ambientes sem tecnologia, sistemas analógicos.

Compulsões: acumular tecnologia (especialmente protótipos, máquinas raras e IA avançada).

Temores: silêncio digital (áreas sem sinais eletrônicos causam ansiedade e vulnerabilidade).

Necessidades: bioeletricidade, neuroeletricidade, Energon.

Conspiração Strigon em Níveis

Nível 1 — Humanos servis aos Strigons

Cientistas, engenheiros, executivos de empesas de tecnologia, hackers.

Nível 2 — Tecnopossuídos

Humanos manipulados com tecnologia strigon.

Nível 3 — Strigons fracos

Drones-vampiros e máquinas de caça.

Nível 4 — Strigons medianos

Infiltradores da tecnologia humana.

Nível 5 — Contemporâneos de Draculus

Strigons antigos da época de Draculus: entidades poderosas que iniciaram a invasão vindos de Cybertron.

Considerações Gerais

Enfrentar os Strigons em uma campanha de Night’s Black Agents significa colocar os jogadores diante de uma conspiração onde espionagem, horror e ficção científica se encontram. Talvez os agentes precisem trabalhar ao lado de Autobots para impedir que uma guerra antiga alcance a Terra, enquanto investigam quais instituições humanas já foram comprometidas pelos Humanos tecnopossuídos.

A pergunta deixa de ser apenas “onde estão os vampiros?” e passa a ser: “quanto da nossa civilização já pertence a eles?”. Prepare seus arquivos secretos, reúna sua equipe e aceite o desafio de caçar os Strigons. E depois desta aventura, confira também os outros artigos inspirados em Night’s Black Agents, explorando novas ameaças, ideias e conspirações para suas mesas de RPG.


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A Conspiração Condor – Quimera de Aventuras

A Conspiração Condor é um thriller político dirigido por André Sturm (Sonhos Trópicas, Bodas de Papel) e tem como parte do elenco a atriz Mel Lisboa e o ator Dan Stulbach.

Muitas vezes, as pessoas acabam em histórias que jamais imaginariam que iriam se envolver.

Sobre o Filme

A Conspiração Condor gira entorno de Silvana e do jornalista argentino Juan, que acabam dentro de uma investigação sobre as mortes dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart, em 1976. Revelando uma rede de interesses ocultos e pressões políticas. No caminho, aproximam-se de Carlos Lacerda e descobrem detalhes sobre a frustrada tentativa de articulação da Frente Ampla, movimento que buscava unir lideranças contra o regime militar.

Nossa Visão sobre o Filme (pode conter spoiler!)

Conspiração Condor vem na leva dos últimos filmes brasileiros que retratam o período da ditadura militar no Brasil. É impossível falar do filme e não lembrar dos últimos, já clássicos brasileiros, Ainda Estou Aqui O Agente Secreto. Assim como os anteriores, A Conspiração Condor pinta um quadro mais claro de como a ditadura afetou o jornalismo, com censores retirando tudo que entrava para o jornal e pressionando os profissionais para se limitarem ao que era fútil.

Silvana pode ter sido qualquer jornalista sem nome de sua época, preso em uma trama que não compreende muito bem.

Silvana nunca existiu, mas a história retratada poderia muito bem ter sido algo real, que pode ter acontecido com qualquer jornalista mais indignado e engajado da época do filme. Durante todo ele, a tensão fica no pescoço, já que Silvana se vê cercada de tramas muito mais profundas do que espera e todas as portas se fecham para ela.

A Conspiração Condor é um filme extremamente necessário para os dias de hoje, em que cada vez mais que os tentáculos escuros do fascismo tentam, mais uma vez, agarrar nossas vidas, nos lembrarmos do que ele é capaz e do que ele deseja para nós: O Silêncio.

Quimera de Aventuras

Nessa seção, vamos dar ideias para mesas usando o filme como referência!

Cenários e Sistemas

A Conspiração Condor é um thriller político que bebe muito da fonte dos filmes noir americanos. Falar sobre ele sem citar RPGs como Delta GreenRastros de CthulhuChamado de Cthulhu é loucura. Mas talvez o “horror inominável” seja menos os monstros lovecraftianos e mais os tentáculos da Ditadura Militar, onde os personagens estão inseridos.

Juscelino Kubitschek (Pedro Bial) e João Goulart

Outros RPGs de investigação ou revolução podem estar nesse meio, Urbana Bellica talvez seja o mais claro sobre. É possível jogar com os personagens enfrentando a ditadura que os quer calar, no meio do seu ápice. Enquanto tentam convencer um político cansado a voltar a luta.

Ordem Paranormal também pode ser um bom jogo para se adaptar uma aventura desse tipo. Seja usando as regras de Sobrevivendo ao Horror para que os jogadores sejam jornalistas tentando desvendar a conspiração da ditadura (com um toquezinho de paranormal) ou algo mais profundo nas entranhas dos paranormal com as regras normais.


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Texto: Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

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