Imagine o Velho Oeste. Agora tire os cowboys gringos e insira vaqueiros, jagunços, cangaceiros, trilhos de ferro empoeirados e o melhor café coado da sua vida. Esse é o espírito de Sacramento RPG, uma obra-prima nacional que pega o arquétipo do faroeste e mergulha de cabeça no barro vermelho das Minas Gerais.
Criado por Thiago “Calango” Elias, com regras desenvolvidas por Ramon Mineiro, o jogo surgiu de forma despretensiosa no canal Balela, virou uma campanha gravada de sucesso, e agora se consolida em um livro de RPG que é brasileiro até o osso do fêmur.
Sacramento RPG
Sacramento RPG é um jogo de interpretação de papéis (RPG de mesa) ambientado num Velho Oeste abrasileirado, com forte inspiração em Minas Gerais, misturando elementos clássicos do faroeste (como duelos, gangues e ferrovias) com personagens, cultura e estética tipicamente brasileiras. Ele surgiu da união de dois projetos: o cenário narrado por Thiago “Calango” Elias no canal Balela, e o sistema de regras criado por Ramon Mineiro no RPG “O Som das Seis”.
O livro é bem completo e dividido da seguinte forma:
Capítulo 1: Personagens — criação, atributos, antecedentes, habilidades e ficha.
Capítulo 2: Regras — testes, combate, cartas, grupos e duelos.
Capítulo 3: O Juiz — como narrar, criar histórias e lidar com segurança na mesa.
Capítulo 4: Oeste Selvagem — cidades, conflitos históricos (como a Guerra do Carvão), personagens e lendas brasileiras.
Apêndices com gangues, vilões, animais selvagens, etc.
A edição da Jambô é impecável: diagramação acessível, com leitura leve e visual atrativo. A arte interna mistura o caricato com o sombrio, reforçando o contraste entre a brutalidade do mundo e a humanidade dos personagens.
Além disso, o uso de expressões regionais, humor sarcástico e informalidade controlada dão identidade ao texto sem dificultar o entendimento — é RPG com sotaque e alma.
O livro começa com depoimentos emocionantes de quem viveu a experiência de Sacramento na prática. São vozes que não só exaltam a narrativa, mas revelam o impacto pessoal de um RPG que consegue misturar memória afetiva com crítica social, humor com violência, e regionalismo com universalidade.
A introdução também não passa pano pro passado: fala abertamente sobre o racismo, a escravidão, a marginalização dos povos indígenas, da população LGBTQIAP+ e das mulheres — tudo tratado com respeito e maturidade. Sacramento não romantiza o Oeste Selvagem: ele mostra que o verdadeiro horror não está em monstros, mas nas ações humanas.
Ambientação: Minas com cheiro de pólvora
O mundo de Sacramento é chamado de Oeste Selvagem, mas ele tem cheiro de mato, som de gaita e gosto de pão de queijo. É um faroeste alternativo com paisagens brasileiras reinventadas: Bom Fim, Belo Horizonte, Araguari, Tupaciguara, entre outras, são transformadas em cenários ricos em histórias, lendas e perigos.
Há gangues, vilões lendários, guerras de ferro, fantasmas do passado, e até lendas sobrenaturais (como Ité, Kaapuã e Yakecan) — tudo envolvido por uma linguagem poética e coloquial que faz o leitor ouvir a voz de um narrador mineiro na cabeça.
Criação de Personagem: do pó da estrada ao mito
O processo de criação de personagem em Sacramento é ágil, intuitivo e narrativo. Você define um Conceito (tipo “ex-padre louco que vive no mato” ou “viúva justiceira armada”), escolhe Atributos (Físico, Velocidade, Intelecto e Coragem), e monta sua história a partir dos Antecedentes — que são um show à parte: “Suor”, “Roubo”, “Violência”, “Tradição”, “Negócios”… cada um é uma história viva pronta pra ser contada.
A cereja do bolo? A Redenção. Todo personagem tem um passado a resolver — seja vingança, culpa ou arrependimento. Isso guia a narrativa de forma emocional e mecânica, já que ao completar sua trilha de redenção, o PJ ganha benefícios reais no jogo. Roleplay que vale a pena.
Sistema: Role e reze
O sistema é baseado em D6 (dados de seis lados) e em um baralho comum. Os testes são feitos com rolagens simples, mas carregam bastante consequência narrativa. As mecânicas fluem de forma natural com a ficção, sempre incentivando a criatividade.
Alguns destaques dessas mecânicas são:
Testes de Antecedente: usam o passado do personagem pra resolver ações. Role 1D6 + bônus, tente superar o número-alvo (NA) padrão 6.
Cartas de Sina: dão um toque de destino à narrativa, funcionando como recursos poderosos que podem salvar vidas, virar duelos e alterar o fluxo do jogo.
Combate: é direto, sangrento e perigoso. Ferimentos leves são marcados como “Dor”, e os graves como “Vida”. Isso adiciona peso dramático real a cada troca de tiro.
Duelo: a mecânica de duelo é cinematográfica, cheia de tensão — perfeita pra resolver conflitos como bons faroestes mandam.
O combate é direto, brutal e rápido, como convém ao faroeste:
Os personagens têm Círculos de Dor e Vida — um sistema que diferencia entre ferimentos leves e fatais.
As ações são divididas entre Movimentos e Ações de Combate.
Duelos são um destaque do sistema — rápidos, tensos e cinematográficos.
Minha Opinião Pessoal
Sacramento RPG é mais do que um jogo. É um retrato poético e cruel de um Brasil alternativo onde cada bala tem um peso, cada personagem tem uma alma, e cada decisão deixa cicatriz.
É um sistema leve, mas cheio de conteúdo. Um cenário brutal, mas com ternura escondida nos detalhes. Um convite não só para jogar, mas para sentir, refletir, e contar histórias que parecem nossas — mesmo com um revólver na mão.
Pontos Fortes
✔ Ambientação original e culturalmente rica ✔ Criação de personagem profunda e narrativa ✔ Sistema simples, porém impactante ✔ Textos com humor, crítica social e poesia ✔ Representatividade e segurança de mesa integradas
Pontos a Melhorar
❌ Pode ser desafiador para quem busca cenários tradicionais de fantasia medieval ❌ Exige um bom narrador para equilibrar drama e ação ❌ Algumas tabelas poderiam ser mais resumidas para referência rápida
Sacramento RPG é o tipo de jogo que te faz rir, chorar, xingar e filosofar — tudo isso enquanto desce o dedo no gatilho. Se você busca um RPG com identidade nacional, dramaticidade e possibilidades infinitas de histórias, prepare seu cavalo e bora pra estrada. Afinal…
“Quem é você no Oeste Selvagem?”
Mas não deixe de continuar acompanhando aqui o MRPG! Afinal de contas eu não parei aqui, e tem muita coisa bacana ainda esse ano por vir! Tem os textos da Liga das Trevas, os materiais da Teikoku Toshokan, os perigos da Área de Tormenta e muito mais!
Neste conto, acompanhamos a última aventura de Madalena Elisabeth Martins, também conhecida como M&M, antes de ir atrás de Don Juan. O que aconteceu com O Menino do Pijama Azul para que ela tomasse a decisão de revisitar seu passado e tentar resolver uma de suas maiores dores, ao invés de ignorar como sempre fez?
M&M olhou pro menino assustada, e ele sorriu animado:
“Você vai poder falar pro vovô que já estava trabalhando. Ele vai te pagar mais!”
Madalena entrou em desespero, mas conseguiu olhar para ele com calma e dizer um pouco nervosa demais:
“Eu preciso me esconder. Não fala pra ele onde estou, ok?”
O menino pareceu ter suas ideias clareadas, arqueando as sobrancelhas:
“Mas por que você vai se esconder?”
Elizabeth colocou o lenço no rosto e o encarou, mais séria:
“É… é um jogo nosso”
O menino se desceu da cadeira depressa:
“Não, isso é errado. Vovô sabe que você tá aqui?”
Ouvindo os passos mais próximos, M&M se viu sem escolha, e antes que pudesse perceber, já havia pego o menino no colo.
Ela tampava sua boca com cuidado, e se dirigia a um grande armário de alimentos na cozinha, onde sabia que os dois iriam caber, então se agachou e esperou.
O menino se debatia vigorosamente, e ela o segurava com força com uma das mãos, enquanto a outra estava sob seu rosto, impedindo que o pequeno gritasse. Ele apenas emitia grunhidos e sons abafados.
Aqueles momentos pareceram desesperadores.
Pareceram eternos.
Mas o senhor que desceu os degraus, vestido com um pijama vinho de cetim, foi até a cozinha, pegou um copo de água e subiu. Lentamente.
E mesmo após não escutar mais nada, M&M permaneceu imóvel, ouvindo o próprio coração disparado. Ela estava pensando em como convencer o menino a não sair gritando de seus braços. Ouvindo sua própria respiração. E… mais nada…?
Foi aí que ela percebeu que tinha algo errado. Ela não deveria estar escutando algo? Sentindo algo? Olhou para seu colo. O menino estava estático sobre seu corpo, sem forças.
Sem respirar.
Seus olhos se encheram de lágrimas e ela começou a balbuciar repetidamente “não, não, não” enquanto colocava o corpo do menino no chão e tentava acordá-lo. Chacoalhou ele, tentou fazer respiração boca a boca, mas não sabia como. Quem fazia isso era Oliver, seu amigo que sempre cuidava da parte médica nas aventuras, não ela. Ela não tinha o que fazer. Ela não sabia o que fazer.
Passou a mão sobre o rosto do pequeno e sentiu as lágrimas descendo dos próprios olhos, incontroláveis. Tampou sua própria boca para impedir que seu choro alto ecoasse pelos cômodos. E ficou ali, um tempo, sob o corpo do menino de pijama azul com nuvens brancas desenhadas. Até que suas lágrimas, outrora incontroláveis, se tornaram silenciosas como o resto da casa.
Aos poucos, ela se levantou e foi até sua mochila. Devolveu tudo que havia roubado, colocando na posição que melhor se lembrava de ter visto a peça. E quando finalizou, voltou ao corpo jovem, tomou-o em seus braços e o levou escada acima.
Com mais cuidado do que jamais tivera em sua vida.
Arriscou uma porta, e felizmente acertou de primeira. O quarto dele era repleto de brinquedos e quinquilharias azuis. E enquanto colocava o corpo inerte na cama, e o cobria, ela não conseguiu parar de chorar.
Alguns instantes a mais permaneceu no quarto. Uns momentos a mais e se arrependeu da ideia que tivera. Segundos a mais e ela sabia que não podia voltar pra Horda. Ela tinha acabado de matar um inocente, e não era assim que o grupo funcionava.
Do mesmo jeito que entrou, saiu. Sem problemas e sem ser vista. Foi até sua égua, mas não teve forças de voltar ao assentamento. Passou a noite fora encarando o céu, e até o raiar do sol, no dia seguinte, já tinha decidido o que iria fazer para tentar aplacar aquela nova dor, e tentar seguir em frente. Talvez fingindo que aquilo nunca acontecera de fato.
Não foi fácil convencer Billy, mas ela conseguiu: iria atrás do Don Juan. Não poderia fugir para sempre de seu passado, ainda mais com algo novo para ser um peso em suas costas. Ela precisava seguir e começar a enfrentar suas dores.
Começando pela primeira delas.
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Neste conto, acompanhamos a última aventura de Madalena Elisabeth Martins, também conhecida como M&M, antes de ir atrás de Don Juan. O que aconteceu com O Menino do Pijama Azul para que ela tomasse a decisão de revisitar seu passado e tentar resolver uma de suas maiores dores, ao invés de ignorar como sempre fez? Veja a primeira parte do conto a seguir:
O Menino do Pijama Azul
Mesmo com o nome, a Horda do Caos sempre foi organizada para conseguir recursos. Afinal, muitas bocas para alimentar requerem paciência, estratégia, e claro, missões que tragam os resultados esperados ao serem concluídas. Missões essas que sempre eram feitas em trios ou grupos.
M&M sempre esteve ansiosa em participar de tais eventos, porém começou a perceber que os outros atrapalhavam sua furtividade e sua noção de busca. Por isso, vivia pedindo ao líder Billy que a deixasse sair sozinha para explorar e adentrar lugares de forma tão silenciosa que sabia que não seria vista.
Porém nunca obtinha sucesso, não porque Billy desacreditasse de suas habilidades, mas ele se preocupava demais com ela e aonde seu orgulho a iria levar. Talvez fosse preocupado com algo que estivesse além dos conhecimentos da jovem menina.
Um dia, enquanto andavam por uma cidadezinha, ela ouviu alguns boatos de duas vizinhas sobre uma casa velha que ficava um pouco distante, habitada por um casal de idosos que eram ricos e excêntricos. Gostavam da solidão, não gastavam o dinheiro com coisas realmente importantes como segurança, mas amavam comprar bugigangas e esquisitices atualizadas.
Era apenas fofoca, mas Madalena viu nessa conversa uma ótima oportunidade.
Ela poderia ir até a casa, entrar sem ser vista, pegar alguns itens, vender ou usar como barganha e ajudar o grupo. Acima de tudo, poderia provar pro Billy que sabia se cuidar sozinha.
Sendo assim, durante o dia buscou informações de forma discreta, e quando escureceu ela saiu furtivamente do assentamento do grupo, junto com sua fiel égua, e foram até ao local indicado.
As informações que havia recebido não eram de todo verdade. A casa não era velha como ouviu, mas estava bem cuidada. Tinha um lindo jardim de cactos ao redor, trilhas com pedras de formatos e tamanhos diferentes. E as paredes possuíam uma tonalidade como os vinhos que já havia experimentado.
Todas as janelas mostravam que as luzes internas estavam apagadas e dois homens passavam de um lado para o outro ao redor do sobrado, fazendo a ronda. No entanto, observando bem, M&M conseguiu ver uma janela entreaberta que estava na sala de jantar.
Logo compreendeu o padrão que os seguranças andavam, e percebeu sua chance.
Aguardou uns instantes, e assim que teve oportunidade adentrou o local sem ser vista. Era seu maior trunfo. Rapidamente se adaptou ao escuro e começou a investigar, aos poucos foi encontrando algumas joias, abotoaduras e doletas espalhadas.
Também reparou nos diversos itens espalhados pela casa, que tinham formatos e cores esquisitas, assim como havia sido informada. Podiam ser apenas estátuas feitas de material fraco ou objetos de valor inestimável. M&M não fazia ideia, mas começou a colocar alguns deles em sua mochila torcendo para que fossem caros e pudessem ser usados para gerar dinheiro.
Já algum tempo que estava na casa quando resolveu tocar em um item azul que tinha em cima da mesa do escritório principal. Ela estava de olho nele desde que chegou, mas sua intuição alarmou e ela se manteve distante.
Mas mais uma vez, sua curiosidade estava sendo maior que seu lado racional.
Quando estava prestes a tocá-lo, ouviu baixinho uma voz infantil à sua direita falar:
“Não toca nisso. Vai acordar o vovô.”
Ela travou na mesma hora e virou lentamente na direção da voz. Viu parado, junto ao batente da porta, um menino de cabelos escuros, com aproximadamente seis anos. Estava com cara de sono, uma manta azul escuro pendurada no braço, que combinava com um pijama azul claro repleto de nuvens brancas que ele estava vestindo.
Ela o encarou e parou o olhar em seus pés, descalços no chão de madeira fria, onde seus dedinhos faziam leves movimentos ansiosos. Madalena se afastou do item e sorriu envergonhada, agradecendo pelo aviso tão baixo que pensou que ele não fosse ouvir, mas ele sorriu e se aproximou sem medo, arrastando a manta pelo chão.
“O que está fazendo?” O menino mostrou curiosidade.
“Estou…” ela não sabia o que responder “…olhando umas coisas pro seu avô.” Ela colocou a mão no rosto, percebendo o erro que havia cometido em não colocar o lenço que escondia sua identidade.
O menino bocejou enquanto coçava os olhos ainda sonolentos.
“A vovó vai brigar com a gente. Eles não gostam que eu mexa nas coisas deles.”
“E eles estão certos.” Ela disse se afastando. “E o que você faz acordado, se não pode?”
Ele parou para pensar um pouco enquanto encarava os próprios pés:
“Eu tive um pesadelo. De novo. Aí queria água, mas já tinha acabado a que fica na cabeceira da cama, então eu desci”
Elizabeth concordou com a cabeça pensando em como sair dali.
“Quer conversar sobre o pesadelo?”
O menino a encarou por uns segundos como se aquela fosse a pergunta mais importante de sua vida. Se aproximou mais e se sentou em uma cadeira próxima, com certa dificuldade, já que não tinha altura, mas sem pedir ajuda nem demonstrar necessidade disso. E então, olhando para seus pés balançando no ar, começou a contar do sonho ruim que tivera.
M&M ouvia com atenção, principalmente aos arredores, para o caso de alguém se aproximar, mas felizmente, deram sorte de ninguém chegar.
O menino contou sobre um monstro, e sobre o medo do escuro – mesmo que as luzes estivessem apagadas enquanto conversavam. Falou sobre se sentir sozinho sem alguém pra brincar, e como seus pais só deixaram ele ali porquê ele era um ‘peso’, como os ouvira conversando certa noite.
Quando terminou, M&M não teve outra reação, exceto o abraçar.
Então, sem perceber, baixou a guarda e realmente começaram a conversar. Ela o aconselhou da maneira que pôde, fez ele rir baixinho, já que ele também não queria que descobrissem que estava fora da cama. E ela perdeu a noção do tempo enquanto terminava de arrumar sua mochila, sem tocar em mais nada.
De repente, ela escutou barulhos vindos do andar superior: alguém estava descendo.
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Neste conto, acompanhamos o início da jornada de Madalena Elisabeth Martins. Um M&M diferenciado em meio ao Velho Oeste. Uma jovem de cabelos negros vivendo em um ambiente totalmente inóspito e selvagem, com lendas e problemas que somente víamos naquela época. Será?
Um M&M Diferenciado
Há muitos sóis atrás, numa cidade pequena e pacata, nasceu uma menina de cabelos pretos como o carvão. Naquela época, a cidade era conhecida como Lugar Nenhum, onde os poucos crimes que aconteciam eram silenciados ou realizados pelos mais conhecidos ou de maior família. Dessa forma, não sobrava muito que os poucos cidadãos pudessem fazer.
Com o tempo a cidade cresceu, felizmente ou infelizmente, o suficiente para atrair atenção de mais pessoas. E também de autoridades como xerifes e delegados, que logo começaram a impor regras e leis, mesmo que poucas. Dando coragem aos que tinham um pouco de peito, e assim, as coisas começaram a entrar na linha.
Ou a sair dela.
Depois desse crescimento, a cidade trocou de nome, e ficou conhecida como Grande Aposta. Lugar na qual crimes começaram a ocorrer com maior frequência. Claro que tinham aqueles que diziam que eles sempre existiram, a única diferença é que agora eram expostos.
Os negócios cresceram também, comerciantes e empresários aproveitaram do momento para lucrar, e isso atraiu a atenção de pistoleiros e desbravadores. Nesse cenário, a menina de madeixas pretas como as penas de um corvo, cresceu.
A mãe de Madalena Elisabeth Martins, respondia pelo nome de Guilhermina, e chamava carinhosamente sua filha de M&M, pois dizia que seu nome soava como se estivesse brincando com as palavras.
E sobre o pai de M&M, Dona Guilhermina apenas dizia que ele era um bom homem, mas havia sido ameaçado pelos homens maus e ido embora. No entanto, é claro que a jovem nunca acreditou nisso.
Inclusive, mal sabia ela, mas seu pai seria o homem que posteriormente tentaria assassinar.
A moça de cabelos escuros como a noite, cresceu sendo criada de maneira doce por sua mãe, que era garçonete em um saloon. Dona Guilhermina que passava as noites fora de casa e, às vezes, só voltava no dia seguinte (com alguns machucados que tentava esconder), enquanto ensinava M&M os afazeres domésticos.
Por passar muito tempo sozinha, a pequena saía para se aventurar pela cidade, conhecendo as pessoas e, por vezes, ouvindo mais do que deveria sobre elas. Já que por sua baixa estatura e seu corpo esguio, ela conseguia passar despercebida, ouvindo fofocas e histórias por onde andava. Mas isso nem sempre era bom.
Por ser desastrada, algumas vezes era pega bisbilhotando, e consequentemente, acabava sofrendo as duras por isso, seja por chibatas ou beliscões que deixavam sua pele roxa. Mas diferente de sua mãe, ela sabia esconder seus ferimentos, graças a ajuda de seu melhor amigo, José Oliver de Araújo, quatro anos mais velho.
Os dois viviam juntos e aprontavam de todas as formas possíveis, deixando as velhas senhoras doidas por terem a casa suja ou sentir falta de alguma comida gostosa que haviam acabado de preparar.
Geralmente Madalena ficava com a parte do roubo, e Oliver com a parte de curar a amiga, quando necessário.
A jovem de cabelos negros não entendia o que as pessoas viam em sua cidade, e amava quando as tretas aconteciam, já que ela quase sempre conseguia ver de camarote. Ela tentava aprender e copiar os golpes quando haviam lutas de soco, ou brincando de “arminha” e treinando sua mira com pedras junto ao amigo. Até que não foi mais possível viver livremente, pois um dia, ela foi pega em um roubo extremamente falho.
Aos 13 anos estava no saloon Meia Boca, onde sua mãe trabalhava, e viu a oportunidade de pegar uma das moedas que um cliente havia colocado sobre o balcão e havia saído rolando para longe das outras. O senhor nem havia percebido, tendo virado o rosto na direção das dançarinas assim que colocou o dinheiro na bancada.
Era o roubo perfeito.
Porém, o senhor Arnaldo Bezerra Siqueira, dono do estabelecimento, estava de olho. E quando pegou a mão da menina e a forçou a abrir, vendo a moeda, a arrastou para dentro de sua sala enquanto a mesma gritava por ajuda de sua mãe.
A Dona Guilhermina saiu às pressas na esperança de ajudar sua filha, porém o senhor Bezerra só permitiu sua entrada após dar boas reguadas na pequena, a ponto de causar cortes e escoriações pelo corpo da mesma, que ficou caída, enquanto ouvia o dono brigar com sua mãe.
Ele disse coisas duras, gritando com sua mãe que “deveria cria-la melhor”, que ela “não deveria ser daquele jeito”, e que “deveria apanhar mais para não perturbar a cidade com suas brincadeiras”. O discurso foi estranho e longo, e foram exatamente com essas palavras que Madalena percebeu que ele era seu pai.
Sua mãe chorava, e ajoelhou-se diante do homem, pedindo clemência. Isso porque, a essa altura, a cidade estava em um crescimento exponencial, e o homem já se tornava popular entre todos como tendo o melhor estabelecimento de bebedeiras, danças e mulheres.
E ele, um empreendedor, pensando nas inúmeras possibilidades de negócios, teve uma brilhante ideia. Na mesma hora mandou Guilhermina cuidar da criança e torná-la apresentável enquanto saía às pressas.
E a mãe, com todo amor e cuidado, fez o que pôde para acalmar a filha que soluçava de dor.
Após alguns instantes, o homem voltou, porém Elisabete estava dormindo no colo de sua mãe. Então, ela não viu quando o homem se zangou com sua mãe e lhe bateu no rosto, brigando por ter deixado ela dormir. Também não viu o plano do homem, mas claro que não seria necessário. No dia seguinte ela estava de volta no saloon, dessa vez, com uma roupa igual a de sua mãe, pronta para trabalhar.
O senhor Arnaldo a colocou sobre o palco e a apresentou a todos os presentes como a nova garçonete. Pois agora, como era um bom homem, estaria abrindo oportunidade aos mais novos para conseguirem ter algumas moedas a partir de seu próprio suor, e não pelo roubo. Aplausos foram ouvidos, porém Madalena apenas lançava um olhar de ódio para o que se dizia seu salvador.
Na noite anterior, ela acordara e vira sua mãe chorando, e após confirmar suas suspeitas, sua mãe lhe contou o que aconteceu. Ela era garçonete no saloon desde nova e aquele homem havia se apresentado como bom, porém não foram os homens maus que o ameaçaram.
Algo aconteceu em uma noite, e ele mudou. Infelizmente, a essa altura, ela já estava grávida de alguém que não existia mais, e que a fez prometer esconder essa informação.
O sentimento de ódio cresceu dentro da menina com cabelos escuros como os olhos de um urso, mas ela prometeu a mãe que iria se comportar e que tentaria fazer as coisas direito, já que seu mau comportamento resultaria em ver sua mãe aparecendo com mais marcas roxas sobre a pele. Depois disso, as brincadeiras com Oliver diminuíram, mas nunca deixaram de se encontrar e conversar.
Cresceu nessa rotina monótona até os 16 anos, quando o pior aconteceu.
Ela sempre era chamada pelos homens bêbados, que mexiam com ela, e tentavam canta-la. Porém ela nunca se importou, até que Don Juan chegou à cidade. Ele era um homem importante, de muitas posses e terras, com um charme incontestável, e resolveu ficar no hotel do senhor Arnaldo.
Naquela noite o saloon estava lotado e o trabalho foi dobrado para todos, porém em determinado momento, ela foi chamada até a sala do senhor Bezerra, onde descobriu que Don Juan havia se afeiçoado nela e estava oferecendo uma quantidade alta de dinheiro para ter uma noite com a moça.
Paralisada de medo, ela apenas encarava Arnaldo com uma expressão de horror, que por mais que estivesse sorrindo, tinha um olhar triste. Ela lentamente se afastou, informou que não tinha interesse, e saiu. Infelizmente Don Juan não estava acostumado com recusas.
Mas M&M só descobriu no outro dia, quando seu turno acabou e ela foi procurar por sua mãe.
Encontrou Dona Guilhermina caída com a garganta cortada no quarto do homem importante, que havia saído muito antes do café da manhã. Um grito abafado chamou outras garotas que trabalhavam ali, e antes que algum outro hóspede pudesse olhar, Arnaldo apareceu e fechou a porta. O caso foi abafado. Don Juan era importante demais para sujar o nome com algo tão banal.
Cansada de toda essa babaquice, e direcionando seu ódio ao seu pai, que preferiu acobertar do que colocar o caso à público, resolveu que iria começar matando-o.
Depois, iria caçar Don Juan.
Alguns dias mais tarde, tentando realizar o feito, se escondeu no quarto de Arnaldo. Ela segurava em sua mão a faca que sua mãe lhe presenteara para se defender dos homens maus quando estes começaram a incomodá-la. Esperou até que ele surgisse, porém não esperava que fosse com uma de suas colegas de trabalho.
Enojada com a situação, saiu de seu esconderijo com a faca, e antes que acertasse o velho pelas costas, a garota que estava com ele, o avisou, fazendo ele se virar para ela. Olhando-o nos olhos, não conseguiu ir adiante. Lacrimejando, a única coisa que conseguiu fazer foi dizer em voz alta:
“Eu te odeio, pai.”
Saiu correndo direto para casa de Oliver. Não aguentaria passar mais nenhum segundo naquele lugar, e iria fugir, com ou sem ele, mas com certeza iria se despedir. Chegando lá, subiu pelo lado de fora até a janela do amigo como já era acostumada a fazer, e encontrou-o dormindo, cansado do dia exaustivo que tivera.
Não teve forças de acordá-lo, então começou a chorar. Oli, que tinha o sono leve por causa dos pesadelos recorrentes, acordou e nem questionou, apenas abraçou a amiga que logo lhe contou o que aconteceu. A dúvida no olhar do jovem surgiu, mas Madalena deixou claro que ele não precisava segui-la. Ela iria embora antes do sol nascer, iria apenas arrumar suas coisas.
Foi para casa, arrumou seus poucos pertences, e saiu. Estava esperançosa que fosse ver Oliver, mas sabia que era pedir demais. Começou a caminhar. Já estava muito longe quando ouviu alguém chamá-la. Se escondeu em meio a grandes pedras, pensando ser alguém do saloon que a estava procurando.
No entanto, Oli estava em seu cavalo, estendendo a mão para ajudá-la.
Desde esse dia os dois se mantiveram juntos, como dois irmãos, sempre prontos a cuidar um do outro independente do perigo. Madalena continuava seus roubos, ajudando com doletas ou comida, e sempre que se metiam em confusão, Oli ajudava nos curativos.
Os dois acabaram por entrar em uma gangue, conhecida como Horda do Caos. Aprenderam a se defender. M&M aprendeu a atirar, se tornou craque em roubos e em passar despercebida pelos delegados e policiais, por mais que isso nem sempre funcionasse.
Participou de assaltos a bancos e pequenos estabelecimentos, entrou em confronto direto algumas vezes, e a faca de sua mãe sempre esteve em sua mão, pronta a lhe mostrar o motivo pelo qual tinha de se manter viva.
Diferente disso, Oliver nunca gostou de combate e de encrencas, e acabou ficando mais nos assentamentos que faziam, pronto para socorrer a irmã quando ela aparecia. Foi dessa forma que conheceu sua amada Rosália das Flores, filha do grande líder do bando.
Foi extremamente complicado, mas Oliver conseguiu conquistar o sogro, mas principalmente a moça. Ainda mais pelos grandes elogios e conversas de Madalena no ouvido do líder que considerava seu verdadeiro pai, pois ela queria ver o irmão encontrar sua felicidade.
Quando viu que ele estava bem e não iria mais se preocupar em segui-la, e após uma situação que trouxe à tona gatilhos e traumas, ela percebeu que tinha que voltar ao seu foco principal.
Cinco anos depois, mais treinada e conhecedora das coisas, após ter perdido a trilha de Don Juan há anos, uma pista a colocou de volta no encalço dele, e saindo da Horda com a benção de seu líder, ela fez uma promessa a si mesma:
“Nem que seja a última coisa que irei fazer, Don Juan vai cair.”
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Toda sexta-feira às 20 horas é transmitida a campanha Expresso Dourado no canal “Nossa Mesa”, que até o presente momento, mostrou ser uma campanha com muito embasamento histórico e muita música envolvida. Se passando no século XIX em Ouro Preto, Minas Gerais, em uma época que Minas e São Paulo eram o centro do país, com o carro chefe da cultura Café com Leite. Expresso Dourado traz elementos do clássico velho oeste e se ambientando dentro do universo de Morfeu.
Lutando para sobreviver e permanecer de pé, os protagonistas passam por provações e enfrentam uma das mais perigosas Virtudes, a Vingança.
O Som das Seis
Expresso Dourado utiliza o sistema O Som das Seis, desenvolvido por Ramon Mineiro, conhecido por ser muito punitivo, onde existem consequências para cada ação feita. Quem será o mais rápido pistoleiro nesse oeste selvagem?
Contendo mecânicas específicas para duelos, sistema de lealdade com os cavalos e a possibilidade de jogar mãos de poker durante a aventura. Tudo isso muito bem ritmado, com todas as habilidades do sistema tendo nomes de música. O sistema funciona com base na rolagem do dado D6 e conta com quatro atributos principais, sendo eles: Agilidade, Coragem, Físico e Intelecto.
Universo Morfeu
O universo Morfeu já tem outras campanhas finalizadas, como Nevasca e Cicatrizes da Dor. Aborda os sentimentos como se fossem reais, como se cada um tivesse uma forma física, sendo denominados de “Virtudes”. O que originou todos esses sentimentos? Os sonhos, o anjo caído, Lúcifer ou até mesmo Morfeu, como é popularmente chamado. Nomes em diferentes crenças ao passar dos séculos para uma mesma entidade.
Atualmente, Morfeu está passando pela fase de desenvolvimento de seu próprio sistema para usar os sentimentos dos jogadores e personagens como potencializadores. No momento, o universo conta com vinte e cinco Virtudes que se dividem e coexistem.
Jogadores
Essa mesa conta com uma party de seis jogadores, sendo estes: Kalera, Alice Schiavotto, Ju Scochi, Marjôrui, Raymoonzz e Laixxx, além de diversas participações especiais.
Todos inseridos na comunidade de RPG de mesa e tendo participado e idealizado projetos com potencial enorme. Desde RPG de Demon Slayer, histórias em tempos antigos da Grécia e até mesmo envolvendo Ordem Paranormal com produção de trilhas sonoras e participação.
Onde Assistir
A campanha estará acontecendo toda sexta-feira no canal do coletivo Nossa Mesa, tanto no Youtube quanto na Twitch. As sessões são estimadas para ter ao máximo quatro horas e com uma duração de doze episódios.
O Enredo Até Agora
Contando até o momento com nove episódios lançados, a campanha mostrou muitas dinâmicas interessantes, um layout temático e imersivo com interações dos apoiadores, diversos “giveaways” de jogos e de PDFs do sistema em que a trama se passa, muita música envolvida e muita contagem de balas e dinheiro! Afinal, no oeste selvagem, você deve fazer os seus tiros valerem a pena. Isso tudo envolvendo uma trama de uma família lendária: Os Bragas, que carregam o espírito da vingança, uma das virtudes parece ter tramas e coloca as peças no tabuleiro para que os cordeiros avancem na trama. Mas, se você pensa que eles têm descanso no refúgio dos sonhos, está enganado. Morfeu fala e desdenha de cada um deles tentando fazer com que eles cedam ao que todos em algum momentos cedemos: nossos sentimentos.
Equipe Envolvida
Antônio “Ghizzo” – Idealizador e escritor do universo Morfeu, diretor de narrativa, e narrador.
Licia Webber – Co-diretora, escritora do universo Morfeu, community manager e social media.
Bluebellry – Diretora criativa, produção e escritora do universo Morfeu, desenvolvedora do sistema Etérea.
OWiccan – Produção e escritor do universo Morfeu, desenvolvedor do sistema Etérea.
Moss – Ilustradora do projeto Morfeu.
Hestia – Ilustradora do projeto Chave Mestra e do projeto Morfeu.
Gueelem – Ilustradora do D20 Minutinhos e do projeto Morfeu.
Noah Coelho – Diretora criativa e Ilustradora do projeto Morfeu.
Alice Schiavotto – Trilhas sonoras, vídeos e direção musical.
Projeto C.R.I.S – Programação de fichas e integração com stream.
Bruce Barbosa – Programação do OBS.
Calígrafo – Animador.
Pertti – Animador.
Ju Scochi – Auxiliar de Marketing.
Arthur Roma (AprendaRPG) – Auxiliar de Marketing.
Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PicPay, PIX ou também no Catarse. E com isso, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos! Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica através deste link!
Sejam bem-vindos aventureiros a mais uma conversa sobre RPG’s em financiamento coletivo, uma pequena exploração por dentro do catarse para mostrar RPG’s interessantes abordando um compilado destes. Então a titulo informativo estarei mudando o formato de apresentação tentando sempre melhorar, enfim espero que gostem.
Por dentro do catarse
Herdeiros dos Antigos
Herdeiros dos antigos é um RPG de horror social sobre pessoas que descobrem a sua herança que possuem de seres cósmicos (Os Antigos) ao qual estamos nos referindo as criaturas como Cthulhu, Nyarlathotep dentre os demais que observamos nas obras do escritor H. P. Lovecraft.
Quanto já alcançou: 154% da meta já tendo batido a meta extra de capa dura para o livro.
Recompensas: A partir de 10 a 250 reais (Dá pra virar até um NPC canônico, muito maneiro né?).
Sistema: PbtA ( Powered by the Apocalypse ).
Data final da campanha: Devido a meta flexível do projeto ainda não foi estipulado a data final (Então por via das duvidas, apoia que não precisa se preocupar com isso).
imagem ilustrativa do livro no catarse do projeto
Little Fears Edição Pesadelo
Little Fears é um RPG de terror infantil em que os jogadores estarão na pele de crianças de 6 a 12 anos em um ambiente em que os monstros tão reais e as caçam a noite precisando elas lidarem com essas criaturas que se espreitam na penumbra do quarto.
Quanto já alcançou: 89% da meta batida logo no primeiro dia.
Recompensas: A partir de 40 a 300 reais.
Data final da campanha: 11/12/2021
Imagem ilustrativa do livro de Little Fears no catarse
Altaris RPG
Altaris RPG é um jogo de RPG para qualquer numero de jogadores e até mesmo solo, ou seja, sem um mestre para guiar a aventura. Então para guiar a aventura o jogo em si carrega elementos a sua narrativa como jogador solo explorando o mundo de Altaris que se desenvolve durante o jogo fazendo cada sessão uma nova descoberta sobre esse mundo.
Imagem ilustrativa dos livros mostrados no catarse
O Som das Seis – RPG de Velho Oeste
O Som das Seis é um RPG ambientado no Velho Oeste dos Estados Unidos. Composto por regras simples para que seja fácil qualquer um aprender a jogar RPG e criar seu personagem para explorar esse cenário que nos sempre acompanhávamos pelos filmes ou jogos, mas que agora está sendo produzido e é Brasileiro.
Quem está trazendo o projeto: Ramon Ribeiro.
Meta: R$3.500,00
Quanto já alcançou: 189% da meta já foi batida.
Recompensas: A partir de 25 a 80 reais (Anteriormente havia também o de 150, mas foi esgotado o número de apoios).
Data final da campanha: 24/11/2021
Imagens ilustrativas sobre o livro presentes no catarse do projeto
Starfinder – Mundos do Pacto
Starfinder Mundos do Pacto é um suplemento para o cenário oficial de Starfinder que trás uma descrição detalhada dos 14 mundos sobre a geografia, formas de governo, locais notáveis de cada um desses 14 principais membros do Pacto. Ademais cada mundo apresenta um tema como opção pros personagens, um suplemento bem interessante para os fãs de Starfinder.
Quanto já alcançou: 85% da meta já foi batida com ainda 27 dia restantes.
Recompensas: A partir de 20 a 700 reais (Desde versão digital até os pacotes mais completos para você).
Data final da campanha: 10/11/2021
Imagem ilustrativa do catarse do projeto
Aventuras Lendárias – Late Pledge
Aventuras Lendárias é um Suplemento para a Quinta Edição buscando fazer as aventuras irem além do nível 20 chegando ao nível 21 a 30. Então busca-se evocar narrativas lendárias com inimigos de uma grandeza tamanha ao poder que os jogadores estão alcançando. Sendo esse o apoio tardio ao projeto base que já foi financiado anteriormente 171% de 5 mil reais da sua meta base.
Recompensas: A partir de 35 a 700 reais (Sendo o apoio para lojistas aquele que configura o maior apoio).
Data final da campanha: 01/11/2021
Imagem ilustrativa do catarse do projeto
Universo Mephirot – Aventuras de RPG
Universo Mephirot é uma coletânea de 3 aventuras de RPG em um mundo expandido de fantasia e terror. Sendo as seguintes aventuras: O Senhor dos Dragões, O Monstro do Pântano de Sangue e Torre da Morte. As aventuras contêm diversas ilustrações, dicas para o mestre de jogo, o formato de aventura One-Shot, mas pode se tornar uma campanha. Além disso há cenários, inimigos, itens e NPC’s/PDM’s que não devem faltar para compor uma sessão incrível.
Recompensas: A partir de 15 a 150 reais (E está tendo promoção nos apoios até 20/10)
Data final da campanha: 03/12/2021
Imagem ilustrativa do projeto no catarse
Então com isso finalizamos a nossa exploração mensal pelo catarse deixando vocês com alguns RPG’s que precisam também do apoio de você aventureiro para crescer nossas editoras para sempre aumentarmos nossas opções de jogos. E antes de finalizar, se quiser ou puder auxiliar o nosso trabalho aqui do Movimento RPG considere tornar-se um de nossos patronos :).