Kalimar – Um Conto de Tormenta20 parte 01

Neste conto que acontece no universo de Tormenta20, da Jambô Editora, somos apresentados a uma carta escrita por um capitão, que após ter seu navio naufragado, tenta explicar o motivo que o fez se afastar e os mistérios do mar. O quanto disso será verdade?

Kalimar

“Há essa mulher, que existe: está num sonho que a gente sonha sem saber, quando está acordado, uma canção tocada sem som. Não é ela quem nos arrebata: é quem nos traga. A maré é tentar deitar-se em seu leito bentônico; a maré é nunca ser tal homem e fugir de seus braços. A maré é ser incapaz de amar e incapaz de esquecer a Amada que sempre foi.”

– Dijitan, vanara místico

Vossas senhorias, membros da alta corte militar de Yuden,

Acusado de deserção, a pedido do tribunal, relato minha defesa por escrito. É sabido que o Odisseia, por mim capitaneado, naufragou em perseguição a remanescentes da frota táurica derrotada na costa de Tyrondir.

Pelas graças do Oceano foi que minha tripulação (contaram-me) chegou à terra firme agarrada em destroços. É verdade que tomei de uma canoa, junto com o imediato e alguns marujos. Mas não desertamos, não ali; a vontade do mar nos levou para longe da costa.

Foram dias seguidos de tempestades, e mesmo trombas d’água foram vistas.

Exaustos e famintos, de bocas ressecadas, à deriva, sob estrelas que não reconhecíamos, vimos maravilhas e horrores, que não saberei jamais se fruto de nossos delírios ou da engenhosidade divina.

De uma forma ou de outra, apenas os náufragos veem tais coisas. E cada náufrago que não volta afunda um tesouro consigo. Pela mazela ou pela distância, devíamos estar mais próximos do mundo dos deuses.

Um marujo criou costume de boiar ao lado da canoa, cada dia mais tempo. Mergulhava e passava por baixo do casco. Salobro e encharcado, voltava sem fome ou sede. Em poucos minutos, estava pior do que antes, e precisava nadar novamente.

Não subia mais para respirar por horas e horas. De volta à canoa, nos olhava com nojo. Uma noite, o vi de pé, pronto para saltar; a lua brilhou estranha em seus olhos que não piscavam; e pulou no mar e não foi mais visto.

Uma revoada de papagaios voava sobre nós como abutres. Sentíamos que era mau agouro. Acordávamos com as aves sobre um colega, encarando-o de forma diabólica, e quando tentávamos afastá-las, pulavam sobre nós e nos bicavam. Tomamos grande susto quando um jovem de barba feita apareceu em nossa nau do desespero, sentado sorrindo.

Todos o vimos.

Fez promessas grandiosas e disse blasfêmias sobre o Oceano que jamais esquecerei, nem ousarei repetir. Um alvoroço tomou os poucos metros de madeira em que vivíamos; viramos inimigos uns dos outros, e de alguma forma não nos ocorria expulsar o jovem. Até o fim da tarde, um de nós foi morto. Eu mesmo o esganei. O jovem desapareceu.

Então, éramos apenas três famélicos, em pele e osso, barbudos como múmias, vivendo de peixe cru e água da chuva, quando haviam. Vi Valkaria passar sobre nós com mais 19 donzelas, cada uma montada numa besta alada – um cavalo, um burro, um escorpião, um trobo, um selako, um ouriço, todo tipo de peixe.

Vi o mar brilhar colorido, como se sujo de aguarrás. Um albatroz com cabeça de homem pousou na ponta da canoa, e nos prometeu responder três perguntas – agarramo-lo e o devoramos. Sentindo culpa, o imediato atirou-se ao mar.

O marujo morreu de uma moléstia que eu nunca havia visto, mudando de rosto e tamanho a cada vez que a febre voltava. Joguei-o ao mar sem cerimônia, distraído. Já estava só há muito tempo. Mas a barca era menor sem meus companheiros. Eu era menor perante a imensidão do mar.

Esqueci como se orava.

Passei por um recife de grandes rochas, cada uma com o rosto de um homem que matei. Peixes do tamanho de ilhas surgiam e abriam bocarras, e o mar escapava para dentro deles como quando se abrem fendas de irrigação. E grandes serpentes envolviam os peixes e os matavam, e dragões ainda maiores levavam as serpentes. Num acesso de loucura, gritei para que também me levassem, mas não tinha voz.

O que conto é pela riqueza do Reino. Se voltar a ter capitães, e comandar marinhas, seja própria ou de futuros aliados, quem sabe, no futuro, possa localizar de novo as riquezas sem tamanho que encontrei, seguindo pelo rumo de minhas desventuras.

Depois de gritar para os dragões, passou-se um dia e uma noite de grandes turbilhões de água. A canoa era puxada de um para outro, e vi até mesmo o fundo do mar descoberto, todo areia e pedra. Me segurei nas bordas até que os turbilhões cessassem, e desmaiei de exaustão.

Despertei, a canoa encalhada, com três elfos do mar à minha volta, joelhos dentro d’água, sombreados pelo sol nascente. Um segurava uma azagaia de madrepérola; outra, uma rede feita de algas delicadas; e o terceiro, um tridente de ouro maciço.

Mais vezes, talvez, que qualquer outro yudeniano, defendi minha vida contra abordagens sorrateiras dos elfos do mar.

A vontade de viver reergueu meus músculos definhados, um ímpeto de luta; mas, quando dei por mim, implorava agarrado a seus trajes simples. E me cuidaram, os três elfos do mar, como se eu fosse um filho.

Me deram ensopados e água de coco, sempre junto a uma fogueira e uma palmeira próxima à praia, até que eu pudesse me levantar.

O da azagaia de madrepérola passou a me levar até recifes e mangues. Com sua arma, pescou para mim, e me ensinou a pescar à sua maneira. Na mesma azagaia, nossos peixes tostavam sobre a fogueira, e repartíamos a refeição.

Meu professor não falava minha língua, e pouco falava com seus pares. Um dia, acordei e ele não estava mais lá; a mulher tecia e desfiava a rede sem nada me dizer. Eu voltava da pesca, e apenas a observava.

Tornei-me também seu aprendiz.

A primeira vez que imitei minha mestra, fazendo uma rede resistente, adequada ao combate, ela desviou o olhar para rir discretamente. Tomou de mim a rede e a desfez.

Demorei a entender: a mestra me ensinava a tecer beleza. Aprendi com ela os padrões de laços, e então a usar os diferentes tipos de algas e aproveitar suas cores. Ela fiava e desfiava na minha frente, e me entregava as algas para que eu recomeçasse o trabalho. Nunca trabalhávamos juntos.

Quando eu fiava, ela observava com a atenção de uma aluna – com a generosidade de uma amiga. Logo eu já enfeitava minhas redes com conchas e flores da restinga. Depois do dia em que, finalmente, fiz para mim mesmo um belo traje, cosido somente das dádivas da praia e do mar, ela também me deixou sem aviso.

Ferido a segunda vez pela saudade, percebi sua doçura.

Procurei pelo terceiro, imaginando qual seria a nova lição. Estava longe da praia, já entre árvores frondosas, os pés sobre terra preta, apoiado em seu magnífico tridente. Mas ele falou, em valkar, que apenas tomasse sua arma e seguisse até encontrar uma cidade.

E com orgulho, ele disse, eu entraria em Kalimar, onde todos são reis. Me abraçou forte, como um velho amigo; sua dor escorreu para meus músculos, e me amoleceu, e chorei em seus braços. Caminhou para a praia, mergulhou numa onda, e nunca mais o vi.


Fazia do belo tridente meu cajado de caminhada. Meus olhos se perdiam entre belos arbustos cheirando a maresia a os ornamentos delicados da arma. Um caminho mal picado me levou à entrada da cidade.

Não tinha portões nem guardas. Duas imensas estátuas me recebiam, coloridas: a divina Marah, de traços bondosos, trajada em algas, não como as minhas, mas de tipos que nunca se viu, e o poderoso Oceano, belo de rosto e de corpo, a cabeça e as costas cobertas por um manto de branco impecável.

Marah me olhava acolhedora; mas Oceano tinha os olhos na deusa, confiante e sereno.

Sua estátua parecia prestes a descer de seu pedestal e tomar Marah em seus braços. Me envergonhei de pensamentos sacrílegos, e passei por eles de cabeça baixa. Livre daquele interesse despudorado dos ídolos por mim, levantei de novo os olhos.

Estava em Kalimar. As ruas eram calçadas de basalto e arenito intercalados em grandes blocos, e entre as pedras e em torno dos pavimentos a relva pequena e praiana brotava livre. Pergolados de madeira rústica entalhada, de teto de nós de folhas de palmeira, sombreavam casas circulares no fundo dos terrenos, com construções desordenadas e simples se multiplicando pelos quintais.

Do mesmo material dos pergolados, galpões abertos imensos abrigavam pessoas fazendo comércio, cantando em roda e descansando em redes. Interrompiam o que quer que fizessem para puxar um dos seus pelas mãos, até jardins protegidos do sol por árvores de grandes folhas e salpicados de orquídeas brilhosas.

Nas bancadas de comércio, instrumentos musicais tomados por cracas, mas ainda sonoros, e temperos cheirosos e roupas que eles experimentavam sem pressa e cheios de vaidade, rodopiando seus panos para o riso de seus companheiros.

Elfos-do-mar e tritões patrulhavam as ruas, desarmados, portando estandartes com o coração de Marah em fundo azul, rodeado por conchas. Cumprimentavam-me respeitosos, como se confirmando que eu caminhava na direção certa.

O restante do povo me ignorava, ou apontava de longe e cochichava risonho.

Seguindo pelas ruas, via bebedouros que fluíam calmamente água doce e vazavam pelas calçadas, cheios de vitórias-régias e flores de manguezal. Vi mais estátuas, e anfiteatros, e ao longe despontavam altos sobre os tetos de palmeira palácios de puro mármore.

Supus que andava em direção ao centro ou à parte antiga da cidade; e, portanto, rumo a um elevado. Desnorteado, não percebi que me aproximava de uma baía. As construções rústicas e alegres ainda eram maioria, mas aqui se erguiam sobre palafitas.

Mesmo os palácios de mármore, zigurates de andares tomados por jardins e esculturas, se apoiavam em enormes colunas lambidas pelo rio e pelo mar. Aproveitando uma maré baixa, o povo pescava siris ou brincava na água lenta e morna.

Homens e mulheres se erguiam daquele brejo salgado, cobertos de lama. Não subiam aos trapiches antes de se lavar, mas também não se incomodavam em vestir o lodo enquanto estivessem na parte baixa.

Alguns acompanhavam a nado os pequenos barcos que transportavam pessoas e pesca, em conversa distraída ou desviando-os de bancos de areia.

A vegetação do mangue crescia livre onde não atrapalhasse.

Os patrulheiros que encontrava ainda me observavam sem interferir. Se não fosse pelos pacíficos guardiões que me receberam e aclimataram à vida que eu testemunhava, talvez caísse em colapso.

Ainda assim, estava zonzo. Magro e barbudo, recém resgatado do sem-tempo à deriva, qualquer gente, qualquer cidade, qualquer cotidiano teria me aturdido. Eu mal lembrava meu nome.

E tudo ali me convidava a abocanhar. Suas peles cheiravam a mar quente e carnudo. Suas vozes soavam a sombra e sono compartilhado. Me apoiei no tridente, prestes a desabar. Uma mão suave me equilibrou sem usar força. Era Caimë.

Essa é a primeira parte do conto “Kalimar”. Para ler a segunda parte, clique aqui.


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Kalimar

Texto: Vinícius Staub.
Revisão:
Raquel Naiane.
Agradecimento:
Matheus Coutinho
Arte da Capa: Max Klinger (1884-1891).


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EPIC: A Saga do Ciclope – Quimera de Aventuras

Neste Quimera de Aventuras, vamos falar de EPIC: The Musical – A Saga do Ciclope. EPIC é um álbum conceitual baseado na historia da Odisséia de Homero (Que já falamos sobre o primeiro álbum aqui). Mas hoje vamos falar do segundo álbum desse musical conceitual; A Saga do embate do exército de Itáca contra o Ciclope!

Sobre o Musical

Já falamos anteriormente que EPIC: The Musical é dividido em Atos e Sagas. Hoje vamos falar sobre o album A Saga do Ciclope, aonde o exército de Odisseu tem um embate contra o Ciclope Polifemo.

Nossa Visão sobre o Musical (Pode conter spoilers!)

EPIC é um musical muito gostoso de ouvir, tanto pela qualidade das músicas quanto pela qualidade da comunidade. Mas nesse album, diferente de boa parte das músicas da Saga de Troia, as coisas começam a ficar tensas.
Todo o álbum tem um clima bem diferente, já que esse é um album de divergências entre Odisseu e Atena, após uma decisão vinda do herói. É um album mais épico, mas também mais denso.

Apenas um simples criador de ovelhas, o que poderia dar errado?

Quimera de Aventuras

Nessa seção, vamos dar ideias para mesas usando  o musical como refêrencia!

Cenários e Sistemas

Qualquer sistema e cenário voltado para fantasia pode servir para fazer uma aventura baseada na Saga de Troia. Principalmente sistemas que tenha mecânicas ou possibilidades de guerra. Mas quero trazer luz a um sistema voltado para mitologia Grega, AGON que estava previsto para ser trago pela Editora Vanishting Point. Que é pensado para simular histórias épicas da mitologia.

Partes das Aventuras baseadas nas músicas

Polyphemeus: Após o fim da parte anterior, o exército dos personagens entram na caverna apontada pelo Lotófagos. E encontram diversas ovelhas, mantimentos e riquezas praticamente intocavéis. Depois de alguns minutos, o dono dessas coisas aparece; O Ciclope Polifemo. A príncipio ele conversa com os personagens, mas caso tenham mexido em suas coisas ou, pior ainda, matado uma de suas ovelhas, o ciclope estará menos amistoso. Os personagens podem tanto negociar com o ciclope ou enfrentar ele diretamente. Uma boa jogada é oferecer vinho com a flor de lótus dos lotófago.

SurviveApós a negociação com o Polifemo não dar tão certo, caso tenham mexido nas coisas dele, o Ciclope ataca o exército dos personagens. Ele começa por baixo, mas ao se armar de um tacape, ele começa a arrastar o exército dos personagens. Caso tenha bebido o vinho com a flor de lótus, em pouco tempo Polifemo cai no sono, mas não sem ter levado alguns soldados.

Acertar o olho é covardia.

Remember ThemDepois que o ciclope cai no sono, os soldados se unem e fazem uma arma perfurante para cegar o ciclope. Ele cego, é derrotado e o exército precisa fugir antes que os demais ciclopes apareçam.

My GoodbyeDependendo das ações dos jogadores, Atena ou o equivalente a ela aparece e julga as ações. Baseado no julgamento dela em Warrior of The Mind, ela continua ou abandona os jogadores.

Conclusão

A Saga do Ciclope é o primeiro ponto crítico da saga de EPIC, Odisseu lida com sua primeira falha, e caso faça uma aventura baseada no album, deixe isso claro na dificuldade que os jogadores tem ao enfrentar o ciclope. Espero que tenham florescido as ideias lendo acima e boa jogatina!


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Revisão e Montagem da Capa: Isabel Comarella
Texto: Gustavo “AutoPeel” Estrela

EPIC: A Saga de Troia – Quimera de Aventuras

Neste Quimera de Aventuras, vamos falar de EPIC: The Musical – A Saga de Troia. EPIC é um album conceitual baseado na historia da Odisséia de Homero, que segue a saga de Odisseu, o herói grego e rei de Ítaca, ao final da guerra de Troia e suas aventuras tentando voltar a sua ilha.

A capa do álbum conceitual.

Sobre o Musical

EPIC: The Musical é dividido em Atos e Sagas. Como ainda está em lançamento, no momento em que essa Quimera de Aventuras está sendo escrita, nós já temos todas as Sagas do Ato 1 e estamos na eminencia da segunda saga do Ato 2. Mas hoje, vamos falar da Saga de Troia, que segue os eventos desde o final da Guerra de Troia até a chegada da tripulação de Odisseu a ilha dos Lotófagos.

Nossa Visão sobre o Musical (Pode conter spoilers!)

EPIC é um musical muito gostoso de ouvir, tanto pela qualidade das músicas quanto pela qualidade da comunidade. E já dá para ter uma ideia da qualidade do musical pela primeira musica The Horse and The Infant, que mostra a carga dramática que muitas músicas de demais partes trazem.

Indo de uma música energética e sobre combate, que é The Horse and the Infant, para uma música cheia de carga dramática, que é Just a Man, aonde já ouvimos alguns dos motiffs que vão nos seguir pelas demais sagas.

Se você gosta de mitologia grega e musicais, EPIC é um prato cheio para você, e A Saga de Troia já vende isso perfeitamente.

It’s just a infant… It’s just a boy…

Quimera de Aventuras

Nessa seção, vamos dar ideias para mesas usando  o musical como refêrencia!

Cenários e Sistemas

Qualquer sistema e cenário voltado para fantasia pode servir para fazer uma aventura baseada na Saga de Troia. Principalmente sistemas que tenha mêcanicas ou possibilidades de guerra. Mas quero trazer luz a um sistema voltado para mitologia Grega, AGON que estava previsto para ser trago pela Editora Vanishting Point. Que é pensado para simular histórias épicas da mitologia.

Partes das Aventuras baseadas nas músicas

The Horse and The InfantOs personagens são soldados em uma guerra, podendo ser até mesmo a própria guerra de Troia, e devem derrotar os Troianos ou qualquer inimigo que estejam enfrentando, você pode começar a aventura dentro do Cavalo de Troia ou de algum paralelo a ele. Mas ao fim do embate, prestes a saírem vitoriosos, os personagens se encontram em uma dilema…

Just a ManOs deuses, ou algum comandante, ordena aos personagens que matem o príncipe infante daquele povo. Os personagens podem colocar o sacrifício em suas mãos, ou pouparem a criança, que trará outras consequências no futuro… Mas ainda assim, a escolha é dos personagens.

Full Speed AheadIndependente da escolha, os personagens entram em barcos e partem em direção a casa, ansiosos e esperançosos pelo o que espera eles de volta a sua terra natal. Mas com os suprimentos acabando, eles avistam uma ilha que parece haver pessoas morando, e devem ir para lá.

Open ArmsOs personagens são confrontados pelo o que fizeram na guerra, mas um personagem NPC ou até mesmo um dos personagens jogadores mostra uma visão otimista a eles. Eles encontram os Lotófagos, pequenos seres comedores da Lotús, uma fruta mágica que rouba o senso de urgência e a preocupação daqueles que comem. Independente da maneira que abordarem os Lotófagos, eles são apontados para uma ilha a oeste que os seres dizer haver comida além da lotús.

Warrior of the MindBaseado nas escolhas que os personagens tiveram ao encontrar os Lotófagos e nas interações sobre a ideologia pacifica, a deusa Atena ou qualquer equivalente surge e confronta seus ideias, lembrando eles do que ela prega; Um combate inteligente, que visa o melhor caminho para os embates ao invés de sensibilidade sem direção. Guerreiro da Mente.

Conclusão

Vamos abordar as demais sagas de EPIC aqui, e essa não foi a primeira saga pela qual eu conheci o musical. Mas se você está entrando no universo de EPIC agora, começar pela Saga de Troia não poderia ser melhor; Ela introduz tudo de bom e da montanha russa de emoções que esse musical é.

Então, ouças as músicas e Full Speed Ahead.


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Revisão e Montagem da Capa: Isabel Comarella
Texto: Gustavo “AutoPeel” Estrela

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