Hierarquia em GURPS – Ecos da Banestorm

Este artigo com a análise expandida da vantagem Hierarquia para GURPS foi feito originalmente no blog NH uns 30. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que inclui uma regra opcional para o uso desta vantagem e dicas finais para o uso dela em aventuras de GURPS. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.

Hierarquia é importância dentro de uma organização. Diferente de Status que é posição social e riqueza que é poder monetário, Hierarquia determina sua influência dentro de determinada organização, empresa, culto religioso etc.

É preciso fazer parte de uma organização para ter algum nível de Hierarquia. Hierarquia essa que pode sofrer alterações de nível durante a campanha (geralmente pra mais, mas nada impede alguém de ser rebaixado numa organização).

Benefícios de Hierarquia

Fazer parte de uma organização com níveis hierárquicos, pode ter uma série de benefícios. O mais óbvio é aquele concedido diretamente pela Vantagem: Um bônus de reação a todos os membros da mesma Organização. Esse bônus é proporcional ao nível hierárquico do personagem. Se ele é o líder de uma seita, ele tem influência na opinião de todos aqueles em posições abaixo da sua.

Em algumas sociedades, a Hierarquia não coexiste com o status, mas está intimamente ligada a ele. Uma sociedade teocrática vê seus sacerdotes como membros importantes da sociedade, logo, eles acabam ganhando benefícios que apenas pessoas com status elevado ganhariam em outras sociedades. Mas e quando a Hierarquia e o Status coexistem no cenário e o Personagem fazer parte de uma hierarquia só lhe concede benefícios dentro da organização?

Nesse caso, o Mestre pode determinar que determinados níveis de Hierarquia dentro de determinadas organizações são Pré-Requisitos para a compra de algumas vantagens ou Perícias.

Vantagens como Reivindicar Hospitalidade, Permissão de Segurança, Patrono, Poderes Legais, Grupo de Aliados, Contatos, entre outras, são ótimos exemplos de vantagens que podem ser adquiridas (ou mesmo ganhas) ao conseguir determinado nível de Hierarquia no jogo.

Um super espião com alta hierarquia em sua organização pode ter Poderes Legais, Permissão de Segurança, Contatos, Grupo de Aliados, Patrono e Apagado para poder executar suas missões.

Malefícios da Hierarquia

Por outro lado, fazer parte de uma organização pode ter seus inconvenientes. A desvantagem mais óbvia é Dever. O Mestre pode determinar que conforme o Personagem vai avançando na cadeia hierárquica de determinada organização, maior fica a frequência do cumprimento do Dever para a dita organização.

Um policial de estrada pode ter um Dever (6 ou menos) enquanto o Chefe da Polícia do Estado teria Dever (15 ou menos).

O Mestre pode ser criativo na hora de bolar desvantagens para membros de hierarquias elevadas. Uma organização governamental corrupta, por exemplo, pode não manter todos os seus empregados cientes do tipo de negócio ilícito que é feito dentro dela, mas membros mais elevados podem ter ciência disso, resultando no ganho de um Segredo.

Este artigo com a análise expandida da vantagem Hierarquia para GURPS foi feito originalmente no blog NH uns 30. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que inclui uma regra opcional para o uso de Hierarquia e dicas finais para o uso desta vantagem em aventuras de GURPS. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.

Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, assim como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!

Narrando no Mundo Antigo – Taverna do Anão Tagarela #46

O mundo medieval é com certeza fascinante para os jogadores de RPG, especialmente para quem curte cenários de fantasia. Porém, outros períodos históricos, como os diversos povos da antiguidade, trazem um material riquíssimo que pode inspirar narradores e jogadores. Neste episódio, recebemos a escritora Ana Lúcia Merege para conversar um pouco sobre isso.

A Taverna do Anão Tagarela é uma iniciativa do site Movimento RPG, que vai ao ar ao vivo na Twitch toda a segunda-feira e posteriormente é convertida em Podcast. Com isso, pedimos que todos, inclusive vocês ouvintes, participem e nos mandem suas sugestões de temas para que por fim levemos ao ar em forma de debate.

Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.

‎Assunto:‎‎ Narrando no Mundo Antigo


Links:

– Conheça nosso Patronato
– Seja um Padrim do Movimento RPG
– Assine o Picpay e ajude o site


E-mail: contato@movimentorpg.com.br – Tem dúvidas sobre alguma coisa relacionado a RPG? Mande suas dúvidas para nosso e-mail.

Narrando no Mundo Antigo

‎Host: ‎‎Douglas Quadros.‎‎ ‎
‎Participantes:‎Raul Galli | Ana  Lúcia Merege 
‎Arte da Capa:‎‎ ‎‎Raul Galli.‎

Lutando Contra o Chefão – Taverna do Anão Tagarela #45

As famosas boss fight ou “luta contra o chefão” são muito esperadas na maioria das campanhas, entretanto muitas vezes este chefão nem mesmo é um ser consciente, as vezes está mais para um conceito a ser combatido para atingir a glória final. Acompanhe esta taverna e descubra diferentes formas de fechar uma campanha com glória, ou não!

A Taverna do Anão Tagarela é uma iniciativa do site Movimento RPG, que vai ao ar ao vivo na Twitch toda a segunda-feira e posteriormente é convertida em Podcast. Com isso, pedimos que todos, inclusive vocês ouvintes, participem e nos mandem suas sugestões de temas para que por fim levemos ao ar em forma de debate.

Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.

‎Assunto:‎‎ Lutando Contra o Chefão


Links:

– Conheça nosso Patronato
– Seja um Padrim do Movimento RPG
– Assine o Picpay e ajude o site


E-mail: contato@movimentorpg.com.br – Tem dúvidas sobre alguma coisa relacionado a RPG? Mande suas dúvidas para nosso e-mail.

Lutando Contra o Chefão

‎Host: ‎‎Douglas Quadros.‎‎ ‎
‎Participantes:‎Raul Galli | Miguel Beholder | Monteiro 
‎Arte da Capa:‎‎ ‎‎Raul Galli.‎

Regra de Ouro – Taverna do Anão Tagarela #44

A famosa muleta Regra de Ouro pode ser responsável por muita intriga em uma mesa de RPG. Entretanto às vezes, quando bem colocada, pode ajudar muito na diversão. Neste episódio saiba como utilizar e também quando não utilizar essa “regra”.

A Taverna do Anão Tagarela é uma iniciativa do site Movimento RPG, que vai ao ar ao vivo na Twitch toda a segunda-feira e posteriormente é convertida em Podcast. Com isso, pedimos que todos, inclusive vocês ouvintes, participem e nos mandem suas sugestões de temas para que por fim levemos ao ar em forma de debate.

Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.

‎Assunto:‎‎ Regra de Ouro

‎Horário: ‎‎1:06:49

Links:

– Conheça nosso Patronato
– Seja um Padrim do Movimento RPG
– Assine o Picpay e ajude o site


E-mail: contato@movimentorpg.com.br – Tem dúvidas sobre alguma coisa relacionado a RPG? Mande suas dúvidas para nosso e-mail.

Regra de Ouro

‎Host: ‎‎Douglas Quadros.‎‎ ‎
‎Participantes:‎José Lima JR | Raul Galli
‎Arte da Capa:‎‎ ‎‎Raul Galli.‎

A Regra (De Ouro) é Clara! – Off-Topic #3

Saudações rpgísticas a você, pessoinha maravilhosa que veio até aqui ler essa coluninha! É fato que quando falamos de RPG, imediatamente cada pessoa pensa no seu sistema favorito primeiro. Sejam as ambientações, os cenários, o conjunto de regras ou a facilidade de acesso, sempre há aquele sistema que chama mais a atenção ou acaba sendo o preferido do grupo para as jogatinas. Existem sistemas considerados muito complexos e cheio de regras e tabelas, como o famoso GURPS (que muita gente sempre gosta de lembrar da velha piada da perícia para cavar buracos ou subir em árvores), e existem sistemas muito enxutos e minimalistas, como o caso do 3D&T, mas um ponto se mantém o mesmo, independente de qualquer coisa: jogamos RPG para nos divertirmos. E quando falamos de diversão, apenas uma regra máxima deve ser levada em consideração: todos devem se divertir. Claro que com isso esbarramos em vários adendos e pormenores da regra máxima, variáveis a cada grupo ou mesa de acordo com suas peculiaridades. Dito isso, e estabelecendo a diversão como regra máxima, fica uma grande dúvida: regras do sistema devem ser seguidas à risca, sem alterações e sem discussão? Ou as regras devem ser maleáveis e adaptativas às necessidades das pessoas envolvidas?

Vejamos por exemplo a Língua Portuguesa. Temos um conjunto de regras que são aplicadas às estruturas das frases, às conjugações verbais, aos plurais e muito mais. Porém, contudo, entretanto e todavia, nem todas essas regras são seguidas à risca, e inúmeras exceções foram implantadas às regras (talvez tenhamos em nossa língua mais exceções que regras propriamente ditas). A mesma coisa se aplica ao sistema jurídico: as leis não são exatamente claras, e abrem muita margem para interpretações divergentes e conflitantes em muitos casos. Se as regras que utilizamos em nosso dia-a-dia constantemente não são 100% confiáveis e utilizáveis, por que nos prendermos às regras do sistema que escolhemos jogar?

Colocando em termos práticos, existem várias formas de se jogar RPG nos dias atuais. Enquanto Larpistas se encontram para dar vida a seus jogos se valendo de regras minimalistas apenas para delimitar ambientações e resolver conflitos, existe também quem jogue advogando regras e combeando-as para obter o melhor “desempenho” do sistema. Já quem prefere jogar de forma online, através de chats ou vídeo-chamadas, muitas vezes dispensam rolagens desnecessárias para que a narrativa siga de forma mais fluida. Há grupos que prezam mais a narrativa e interpretação de seus personagens, aliviando rolagens de dados em prol de uma interpretação brilhante, de uma cena bem montada ou de uma estratégia inegavelmente infalível! Claro que regras são importantes, mas analisando de forma maquiavélica, os fins nesse caso podem justificar os meios!

 

QUEM COM REGRA JOGA, COM REGRA SE LIMITA

A maleabilidade das regras pode ser aplicada de inúmeras formas, com inúmeros propósitos, mas sempre de forma consensual entre todas as pessoas participantes do jogo, seja ele em mesa, online ou LARP. Se uma determinada regra atrapalha o desembolar de uma narrativa mais fluida, nada impede que algumas (ou muitas) rolagens de dados tenham “resultados automáticos” para o bom desenrolar da trama! Imagine um grupo de heróis medievais enfrentando um inimigo poderoso! Entre golpes, magias, esquivas e táticas de combate, eis que surge um intrépido Bardo que, brilhantemente, resolve usar uma estratégia inusitada (mas 100% dentro da personalidade do personagem) que teria uma probabilidade baixa nos dados de funcionar (algo como 7 em 20) mas que seria uma cena extremamente divertida, condizente e emocionante a todas as pessoas envolvidas. Por que não “burlar” a regra da rolagem, e dar o resultado automático de sucesso e deixar a cena se desenvolver?

Nos dias atuais, assuntos como inclusão e visibilidade estão (felizmente!!!!!!!) muito em alta! Por que não refletir isso na mesa? “Ah, mas as regras não permitem um Meio-Orc Meio-Elfo Clérigo”… quem disse??? Basta criar um background legal! E esse é o termo chave na maior parte das vezes: BACKGROUND! Em nome de uma boa narrativa, de uma boa história, e de muita diversão, toda regra de RPG pode ser burlada, alterada, mudada, moldada e adaptada ao que melhor servir a quem delas precisar! E está tudo bem fazer isso! Alguns dos melhores artigos de RPG que já pude ler (assim como alguns dos personagens mais clássicos que hoje automaticamente nos remetem a nosso hobbie) são justamente personagens que fogem às regras!!! No cenário de Tormenta, por exemplo, temos um leque de personagens que fogem completamente à todas as regras dos sistemas existentes na época de sua criação! E isso fez dele um dos melhores cenários existentes! Mas podemos ir mais além ao lembrar de personagens como o Elfo Negro Drizzt Do’Urden, de Forgoten Realms; o Conde Strahd Von Zarovich, de Ravenloft, e muitos outros!

Não se prenda ou se delimite pelo sistema ou conjunto de regras usado! RPG é uma ferramenta base para imaginação e criatividade, logo não faz sentido algum limitar a imaginação e a criatividade por causa de regras, não é? Então meu conselho é: NÃO HÁ REGRAS! Liberte-se de grilhões imaginários, solte a criatividade, molde o sistema a seu bel prazer! Derrube regras que não ajudam, altere o background para incluir novas personagens e novas escolhas! Liberdade, ainda que tardia!

Leia todas os artigos da Coluna Off-Topic clicando aqui.

Sair da versão mobile