Crenças dos Vampiros – A Igreja de Set

Entre todas as vertentes religiosas professadas pelos vampiros de Vampiro: A Máscara, provavelmente a fé em Set é uma das mais antigas. Hoje, falaremos sobre o culto de sangue que gira em torno desse misterioso antediluviano.

Set. Ou Sutekh. Ou Typhon. Ou…

Set é um antediluviano de terceira geração que atende por muitos nomes. Em teoria, é um mortal egípcio que foi abraçado nos arredores do Nilo há mais de 7000 anos. Porém há quem diga que Set nunca foi um mortal, que é uma verdadeira divindade, assim como seu irmão, Osíris.

Na mitologia, Set é um deus que está ligado ao caos e à desordem. Ele possui tanto aspectos positivos quanto negativos. De certa forma, isso não está muito distante do papel dos cultistas da Igreja de Set segundo sua própria doutrina. Eles atuam ao mesmo tempo como mentores e como corruptores, perseguindo seus próprios desejos e instigando outros a fazerem o mesmo. Porém, os setitas utilizam isso como uma forma de exercer controle sobre os mortais e expandir sua própria influência.

“E aí, irmão, tá a fim de um bagulho diferenciado?”

Antigamente, esse culto era ligado diretamente ao Ministério, já que Set foi, teoricamente, seu fundador. Na edição atual de Vampiro, o V5, o clã foi renomeado e tentaram separar a parte “religiosa” (Igreja de Set) do clã. Isso fez com que o culto ficasse mais abrangente, apesar dos membros do Ministério ainda serem maioria.

Com quantos desejos se faz um culto?

Para quem jogou as edições anteriores de Vampiro, a atual Igreja de Set está codificada na Trilha de Typhon e no Caminho da Serpente. As antigas Trilhas eram doutrinas religiosas que substituíam a Humanidade na ficha. Na prática, são religiões vampíricas.

A Igreja de Set persegue os desejos como uma espécie de libertação que aproxima seus membros do divino. Porém, saciar os próprios prazeres sem tornar-se escravo deles é apenas o começo da jornada. Tanto os iniciados quanto membros plenos são submetidos a rituais envolvendo drogas, sangue, música e bacanais homéricos, com a intenção de que aprendam a se entregar sem perder o controle.

“Rapaz, tive uma viagem muito louca… sonhei que eu tinha achado um gatinho dourado no meio da areia do deserto, kkkk!”

Mais adiante, os membros da Igreja de Set, tendo conhecimento do seu próprio desejo, aprendem a instrumentalizá-lo para expandir sua dominação e influência. Fazer com que pessoas poderosas dependam do setita, seja sussurrando segredos em seu ouvido ou oferecendo aquele prazer proibido que só o setita pode fornecer, é o modus operandi dos seguidores de Set.

Em última instância, desbravar o mundo em busca dos segredos de Set é um dos grandes objetivos do culto, bem como trazer o grande Set de volta ao domínio mortal (ou adiantar sua chegada). Esse ponto era mais próximo nas antigas edições de Vampiro, principalmente o Revised (o clima de fim do mundo fazia sucesso no fim dos anos 90). No V5, esse aspecto acabou ficando um pouco de lado, dando lugar a uma visão mais mística sobre o atual estado do antediluviano.

Por Fim

As crenças vampíricas são extremamente diversificadas. Tenha em mente que, por serem poucos e relativamente isolados, cada vampiro traz consigo sua própria visão sobre sua condição e sua origem. Nos próximos textos continuaremos trazendo cultos vampíricos diversos, bem como ideias para utilizá-los em sua crônica. Até lá, não esqueça de conferir os financiamentos coletivos de fevereiro!

Bom jogo a todos!

Crenças dos Vampiros – Crença em Caim

Vampiros, em sua não-vida, abraçam as mais diversas crenças, seitas e religiões. Algumas bebem de fontes mitológicas ou religiosas já presentes na vida, enquanto outras são totalmente ligadas à condição do vampirismo. Hoje, falaremos sobre a figura enigmática que é, supostamente, o pai de todos os vampiros.

O Inventor do Homicídio

Caim vem diretamente das religiões abraâmicas. Segundo a história, ele mata seu irmão Abel por inveja, já que Deus preferiu a oferenda do irmão à sua. Essa história já foi interpretada e reinterpretada de um milhão de formas diferentes, desde a simples noção de uma rixa entre irmãos que vai longe demais até uma alegoria para a sedentarização da humanidade.

“Esses irmãos vivem brigando!”

Vampiro a Máscara segue a ideia de que Caim matou Abel por amor à seu Pai: ele amava seu irmão, e por isso ele era o sacrifício perfeito. Por conta disso, o Pai o expulsou, condenando-o a vagar pela terra de Nod, onde ele foi amaldiçoado por três anjos e se tornou o primeiro vampiro. Essa história é retratada no Livro de Nod e já tivemos uma série de textos sobre isso.

O mito de Caim provavelmente se espalhou entre os vampiros por conta justamente da presença massiva do Cristianismo e do Islã no mundo. Porém, nas noites atuais, a Camarilla tenta apagar a existência da crença em Caim, enquanto o Sabá abraça essa religião em várias formas.

As várias vertentes do “Cainismo”

A crença em Caim é bem diversificada, mas podemos apontar as seguintes vertentes como as principais:

Nodismo Secular

Embora não seja exatamente uma crença ou religião, essa é meio que a crença padrão de muitos jogadores de Vampiro, já que a terceira edição trazia na quarta capa uma profecia sobre a Gehenna e o despertar dos Antediluvianos. É natural, portanto, que muitos dos personagens dessa galera tenham crenças parecidas. Porém, a quinta edição de Vampiro tirou do livro básico essa crença padrão em Caim, então suponho que a galera que está começando a jogar agora não se apegue tanto a essa ideia.

“Cara, dá pra diminuir um pouco essa luz, fazendo um favor? Obrigado”

O Nodismo Secular é essa crença meio vaga na ideia de que os vampiros vieram de Caim, ou de que ele pelo menos foi um vampiro muito importante, mas sem transformar isso necessariamente em uma religião ou crença. Muitos vampiros debruçam-se sobre isso de uma maneira mais acadêmica, inclusive, recolhendo e estudando fragmentos, textos e artefatos ligados a toda essa simbologia cainita.

Nodismo Religioso

Praticado quase exclusivamente no Sabá, o Nodismo Religioso, também conhecido como Trilha de Caim, prega a ideia de que os antediluvianos traíram seus criadores e são os responsáveis pela decadência vampírica. O apelido do Sabá, A Espada de Caim, vem dessa ideia.

Dentro do Sabá os nodistas pregam a ideia de que os antediluvianos e seus peões – anciões, vampiros antigos e vampiros alinhados à hierarquia social vampírica – devem ser completamente destruídos. Estes nudistas muitas vezes rejeitam a ideia de “clãs”, adotando para si a alcunha antitribu – algo com “anti-clã”.

Trindade

Durante boa parte da idade média, Caim era entendido como uma espécie de deus-tríplice, formado pelo Pai Sombrio, o criador de todos os vampiros e prova direta da existência de Deus; o Viajante, que peregrinará até o momento do juízo final; e o Tirano Sombrio, uma figura escatológica que aparecerá na Gehenna para julgar seus descendentes.

Igreja de Caim

Uma crença herética que também se espalhou durante a idade média entre vampiros cristãos, conhecida na época como a Heresia Cainita. A Igreja de Caim mistura conceitos do gnosticismo com uma visão escatológica e messiânica. Nela, o mundo atual seria, na verdade, o inferno, e Caim seria um mensageiro do criador imperfeito desse mundo, o Demiurgo. Antediluvianos, nessa visão, seriam anjos caídos, e o Abraço seria um passo na direção de uma existência superior.

“Olá! Teria um minutinho para ouvir a palavra do Pai Sombrio?”

Por fim

As crenças vampíricas são extremamente diversificadas. Tenha em mente que, por serem poucos e relativamente isolados, cada vampiro traz consigo sua própria visão sobre sua condição e sua origem. Nos próximos textos continuaremos trazendo cultos vampíricos diversos, bem como ideias para utilizá-los em sua crônica. Até lá, não esqueça de dar uma passada no nosso guia de criação de personagens para Kuro.

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Crenças dos Vampiros – Introdução

Tornar-se um vampiro é algo que, sem dúvidas, pode abalar o entendimento que uma pessoa tem sobre a realidade. Como pilares fundamentais da experiência humana, a fé e a espiritualidade não passam incólumes por esse processo. Hoje vamos falar um pouco sobre as diversas lentes que os vampiros encontram para tentar compreender o mundo.

Vampiros e suas crenças

O abraço é uma experiência sem dúvida transformadora. Não importa se, antes de transformar-se em vampiro, seu personagem era ateu, cristão, muçulmano, budista, zoroastrista, o que for. Ele muito provavelmente nunca vislumbrou a possibilidade da existência dos vampiros como uma ideia séria. Aliás, caso ele tenha, de fato, vislumbrado essa possibilidade, provavelmente não imaginou da mesma forma como são os vampiros de Vampiro: a Máscara, onde há muito mais perguntas, contradições e brechas a respeito da verdadeira origem dos vampiros do que respostas concretas.

E, como todos sabemos, é sempre importante ouvir todos os lados da história…

Contudo, uma crença acabou difundindo-se entre os vampiros do ocidente cristianizado e tornando-se uma espécie de cultura comum entre os vampiros. É a crença de que Caim, ao ser amaldiçoado pelo Deus abraâmico, teria se tornado o primeiro vampiro. Depois disso, descendentes de Caim teriam dado origem aos clãs que existem hoje. Esses descendentes são chamados de antediluvianos, pois teriam sido abraçados antes do dilúvio.

Essa crença é sustentada pelo Livro de Nod, uma série de fragmentos e escrituras muito antigas que contam esse mito de origem. Porém, como tudo no Mundo das Trevas, a história não termina por aí. Se você clicou nos links acima, já deve ter visto que o buraco é bem, bem mais embaixo. É justamente por causa disso que os meandros da fé vampírica são extremamente diversos, com um monte de pequenos grupos e seitas tentando sobreviver e espalhar sua visão de mundo.

O que temos sobre o assunto

Ao longo de muitos anos de livros e suplementos de Mundo das Trevas, já tivemos uma infinidade de material sobre esse assunto. Ao longo dessa série de artigos, vamos nos concentrar em três principais.

Trilhas da Sabedoria:

As edições antigas traziam esse conceito de trilhas da sabedoria. Elas funcionam como um caminho alternativo para o marcador de Humanidade. Falamos brevemente delas nas nossas regras alternativas para jogar com o Sabá no V5.

As trilhas da sabedoria eram uma ideia extraordinária, mas podiam se transformar em uma experiência frustrante em grupos imaturos.
Crenças do Cultos dos Deuses de Sangue:

O suplemento Cultos dos Deuses de Sangue, lançado no Brasil pela Galápagos, traz várias religiões e cultos praticados pelos vampiros. Alguns deles são adaptações de material mais antigo, enquanto alguns são totalmente novos.

Trilhas do Sabá:

O Sabá, como aparece no V5, é provavelmente a seita que mais mudou em relação ao material antigo. O suplemento Sabá, também lançado no Brasil pela Galápagos, traz várias religiões e trilhas do Sabá, praticamente todas novas.

O V5 traz ideias bem legais quanto às crenças vampíricas, como a Trilha do Sol.

Por fim

Os próximos textos dessa série vão trazer várias dessas fés, crenças, cultos e religiões explicadas um pouco melhor, bem como maneiras para usar cada uma delas nas suas crônicas. O importante é ter em mente que, por serem poucos e relativamente isolados, cada vampiro traz consigo sua própria visão sobre sua condição e sua origem. Até lá, não esqueça de dar uma passada na nossa resenha de Skyfall RPG.

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Evangelismo no RPG – Biblioteca Arkanita

Esta semana, a iniciativa da Biblioteca Arkanita apresenta dois netbooks que abordam o Cristianismo, Evangelismo e a Bíblia e seu relacionamento com o hobby do RPG. O netbook RPG & Evangelismo, de Rodrigo “Yoshiro” Jeferson, funciona muito mais como um tratado da visão do autor através de sua própria vivência abordando os estereótipos que religiosos das vertentes evangélicas têm do RPG, e que os jogadores de RPG têm dos religiosos evangélicos/cristãos, oferecendo oportunidades para refletir e obter conclusões positivas para ambos os grupos. Já o netbook Caminho da Virtude, de Henrique “Morcego” Santos, elabora uma forma de integrar a própria Bíblia como instrumento de condução das próprias aventuras de RPG (renomeadas como parábolas), além de abordar como integrar o pensamento crístico nos desafios e soluções da mesa de RPG.

Conteúdo do netbook “RPG & Evangelismo”

  • RPG & Evangelismo, são coisas que combinam?, funcionando como texto introdutório que esclarece o próprio perfil do autor como evangélico e a ênfase no fato de que não há absolutamente nenhum trecho da Bíblia que poderia ser interpretado como condenação ao RPG.
  • 1º: Quem são as pessoas que falam mal do RPG?, destacando as alas de fanáticos ou de pessoas tomadas pela ignorância sobre o assunto que tendem a temer o que não conhecem ou a seguir líderes religiosos que podem possuir interesses manipulativos em tais afirmações.
  • Como foi criado o jogo chamado RPG, narrando de maneira sucinta o surgimento de D&D e apontando definições ofensivas de grupos fanáticos sobre o que enxergam no RPG.
  • Como funciona uma partida de RPG?, com esclarecimento dos termos-chave tão comuns a RPGistas mas que precisam ser entendidos por não-jogadores Sistema e Mestre, e também explicando sobre a duração das sessões e a evolução dos personagens.
  • Jogadores interpretam seus personagens, deixando claro que não há incorporações como às vezes é dito por fanáticos, e que os personagens são fictícios, detalhe sabido pelos jogadores.
  • Comprando e jogando RPGs e Jogando Role-Playing Games e suas coisas boas, apontando influenciadores do ambiente evangélico que desvirtuam a religião, entre eles o Pastor Robson Correia de Lima e a Dra. Rebecca Brown, junto às afirmações ofensivas feitas por eles contra o RPG e seus jogadores.
  • 24 Pérolas e mentiras contadas por fanáticos/falsos profetas em relação ao RPG, explicando em detalhe frases muitas vezes lidas ou ouvidas que ofenderam ou causaram ferimento, humilhação e intimidação, como:
    • O RPG é um jogo demoníaco.
    • No jogo, os jogadores incorporam e realizam feitiços de magia negra.
    • O RPG foi criado pelo Diabo e jogado por Adão e Eva no Jardim do Éden. (?!)
    • O RPG vai te deixar maluco.
    • Um jogador (sem nome) se suicidou ao não cumprir uma regra do jogo de RPG.
    • RPG significa Anjo da Morte.
    • Meu filho ficou viciado, deixou de ir para um churrasco para ficar em casa jogando RPG no computador. A culpa é do RPG por deixá-lo viciado!
    • Os jogadores jogam em volta de uma mesa e nela está o Diabo que vende os itens.
    • Eu vejo os demônios do meu filho.
  • Termos e linguajares de jogo entre os RPGistas, fornecendo o significado de diversos termos como acerto crítico, atributos, cenário, d6, ficha de personagem, módulo básico, NPC, XP, PVs, suplemento e teste.
  • Uma lista de jogos para seus filhos ou mesmo para você jogar, descrevendo sucintamente 3D&T, D&D, Daemon, GURPS, RPGQuest e Storyteller.

Conteúdo do netbook “Caminho da Virtude”

  • Introdução, explicando a intenção do autor em bater de frente com fanáticos e influenciadores religiosos ao oferecer este netbook sobre a integração positiva do RPG com a Bíblia. O autor também faz um paralelo entre o papel do Mestre de Jogo com um contador de parábolas, por esta mesma razão sugerindo a mudança de nomenclatura de Mestre para Paraboleiro.
  • Criação de Personagem, apresentando a maneira como a pontuação de personagens durante sua criação será realizada (uma vez que se baseia no Sistema Daemon mas refaz a escala de atributos para 0 a 9), enfatizando também a existência de apenas humanos comuns e sem nenhum poder sobrenatural. Uma ação inovadora vem na expansão da perícia Teologia (originalmente dentro da categoria Ciências) para se tornar uma categoria e ter em si sete perícias (entre elas, Teologia Bíblica, Teologia Prática e Teologia Natural).
  • Hora do Teste, explicando como utilizar a própria Bíblia como item randômico, sem deixar de mantê-la como instrumento de oração e reflexão.
  • Intolerância aos Intolerantes, expandindo possibilidades dentro dos níveis de flexibilidade do grupo de jogo que possa se ver em um ambiente de maior ou menor opressão religiosa e familiar. Por exemplo, são discutidos o uso de Pontos de Fé, dano letal e não-letal, e dons de interação com espíritos dados por Deus como em trechos bíblicos.
  • Ideias de Parábolas Crísticas, com sete ideias de como utilizar o RPG como instrumento de propagação e incentivo de pensamentos e atos crísticos sem perder a diversão e a superação de desafios como é natural deste jogo. Entre as ideias, há a reintegração de pessoas “perdidas” de volta à comunidade, proteção de vítimas contra ataques físicos de fanáticos religiosos, operações em ambiente virtual para combater desinformação em correntes de zap, entre outras ideias.

Estes netbooks podem ser encontrados aqui mesmo na Biblioteca Arkanita. Clique aqui para iniciar o download do netbook RPG & Evangelismo, e clique aqui para o netbook Caminho da Virtude.

Continue acompanhando as postagens semanais da Biblioteca Arkanita para outros grandes netbooks como RPG & Evangelismo e Caminho da Virtude!

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Religião e RPG – Dicas de RPG #146

Religião e RPG. Há mais pontos em comum sobre este tópico do que parece à primeira vista. Reze a divindade de sua preferência, e venha conosco nesta cruzada!

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Religião e RPG

Voz: Tulio Carneiro
Edição do Podcast: Senhor A
Arte da Capa: Raul Galli

Músicas: Music by from Pixabay

Saint Young Men – Quimera de Aventuras

Nesta Quimera de Aventuras vamos falar sobre o mangá Saint Young Men (Jovens Sagrados, no Brasil), um mangá sobre as duas figuras centrais do Cristianismo e do Budismo dividindo um apartamento no japão moderno.

Jesus e Buda dando um rolê

Sinopse

Jesus Cristo e Gautama Buddha, fundadores do cristianismo e do budismo, respectivamente, estão vivendo juntos como companheiros de quarto em um apartamento em Tachikawa, parte dos subúrbios de Tóquio. Enquanto passam uma temporada de férias na Terra, tentam esconder suas identidades e compreender a sociedade japonesa moderna.

Nossa Opinião Pessoal (Contêm spoilers)

Como Cristão, obras como Jovens Sagrados eram muito mal vistas. A representação de Jesus de maneira mais casual é algo muito presente no cristianismo mais contemporâneo, mas no fim dos anos 90 e até inicio dos anos 2000, era muito complicado ver isso com bons olhos (Qualquer representação do cristianismo, na verdade). Porém, esse mangá sabe muito bem como dosar o respeito e a representação dessas figuras importantes das duas crenças.

O humor da situação e não da religião

Normalmente o humor não vem rindo das figuras representadas, mas das situações que eles se colocam por tentarem de maneira exagerada, ou até mesmo uma figura não entendendo algumas questões da outra. A cena do Buda entrega pedras e água para Jesus para que ele fizesse o milagre da transformação, apenas com a informação que ele podia fazer isso é hilária!

Ou Jesus tentando impedir que Buda ascendesse quando ficava em situações complicadas.

Saint Young Men é uma obra muito respeitosa mas também muito divertida, ler ela (ou ver o anime) como membro de uma dessas crenças é uma experiência diferente, mas caso você não tenha as duas crenças, é um humor gostoso.

Quimera de Aventuras

Abaixo, vamos construir alguns plots para aventuras de RPG baseadas na série de mangá.

Cenários e Sistemas

Como um mangá de comédia, é muito dificil (Porém não impossível) encaixar a historia de Saint Young Men em jogos mais “sérios” em cenários contemporâneos como Call of Cthulu ou coisas do tipo. Mas o melhor encaixa para mim seria em sistemas e jogos de fantasia. Como 5e, T20 ou Pathfinder, ou mais simples, como 3D&T Alpha, 3DeT VictoryFATE.

Gancho de Aventura

  • Uma das maneiras de adaptar é colocar os jogadores encontrando as divindades. Lógico, eles não vão se chamar de Jesus e Buda, mas pão aparece do nada e cerejeiras florescem espontaneamente, o que eles vão achar que é?
  • Outra possibilidade é colocar os jogadores nos papeis dos deuses do cenário que estão. Se estiverem jogando Dungeons and Dragons por exemplo, os jogadores poderiam encarnar os deuses do cenário vivendo escondidos como aventureiros. Em Arton, Valkaria é conhecida por viver entre aventureiros. Os jogadores poderiam tanto encontrar alguém muito parecida com Valkaria e outro muito parecido com outro deus (Um anão muito semelhante a representação de Khalmyr, um Hynne muito parecido a Hynnin, etc…)
  • Algo que acontece muito no mangá são os discípulos de Buda e os arcanjos do Céu vigiando as duas figuras para impedir que eles revelem quem são. Então os jogadores poderiam encarnar um anjo e um discípulo vigiando Jesus e Buda para não revelarem sua identidade ao público.

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Revisão e Montagem da Capa: Isabel Comarella
Texto: Gustavo “AutoPeel” Estrela

Religião Parte 2 – Dicas de RPG #92

No Dicas de RPG de hoje, Raulzito dá continuidade ao assunto da primeira parte, dessa vez aprofundando-se um pouco mais nas religiões politeístas da antiguidade, inspiração para muitos panteões de fantasia.

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Religião Parte 2

Voz: Raul Galli.
Edição do Podcast: Senhor A.
Arte da Capa: Raul Galli.

Músicas:

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Religião Parte 1 – Dicas de RPG #90

No Dicas de RPG de hoje, Raul Galli traz dicas sobre como desenvolver religiões interessantes para seus cenários de fantasia, bem como reflexões de como nossa relação com as religiões afeta as sociedades fictícias que criamos.

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Religião Parte 1

Voz: Raul Galli.
Edição do Podcast: Senhor A.
Arte da Capa: Raul Galli.

Músicas:

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A Fé Cega e o Pé Atrás – Off-Topic #9

Vivemos em um mundo plural de ideologias e pensamentos. Política, esportes, hobbies e até mesmo religiões são as mais variadas e diferentes possíveis, de acordo com as regiões do planeta. Mesmo os grandes agrupamentos tem, dentro de si, inúmeras variações e diferenças, algumas pequenas, outras bem grandes. Claro que quando levamos isso para os mundos fantásticos dos RPGs, espelhamos de alguma forma essas nuances e diferenças, inclusive com as religiões e divindades.

Liberdade religiosa – importante dentro e fora dos games

MITOS E LOGOS

Desde os primórdios da humanidade, nas mais diversas culturas, temos a ideia ou imagem de divindades ou seres acima da humanidade, que caracterizam ou explicam os fenômenos da natureza e da existência. Com isso, uma série de panteões foram criados, e em muitos pontos os mitos são idênticos, diferenciando apenas seus nomes. Dessa forma, temos os mitos gregos, egípcios, celtas, indígenas e muitos outros. Mas o que isso tem a ver com o nosso hobbie?
Bom, certamente, em algum momento, “deuses” ou “divindades” farão parte da trama, né? Sejam os Antediluvianos de Vampiro, seja a Tríade de Lobisomem, sejam os deuses e deusas do Panteão do mundo de Arton, com espaço até mesmo para o vilanesco Conde Strahd von Zarovich de Ravenloft.
Os mitos fazem parte da concepção do cenário, moldam dogmas e pensamentos, impõe medos e esperanças, e em vários momentos, interferem diretamente no funcionamento do mundo.
É comum vermos divindades serem resumidas a meras estatísticas nas fichas, ou apenas usados como referências para escolher as magias e caminhos de clérigos, mas as divindades devem sempre ter um papel muito maior que isso, afinal os mitos e as lendas servem não apenas para contextualizar e explicar, mas também para determinar muitas coisas. E já que influenciam tanto assim, como lidar com isso e como usar esses elementos na narrativa?

Conde Strahd Von Zarovich – um vilão de nível divino

 

VENTOS DO DESTINO, MUDEM!

Um ponto importante a se levar em consideração ao estabelecer e fazer uso de deuses e divindades nas narrativas, é saber como isso influencia ou pesa nas decisões e pontos de vista dos personagens e da campanha. Pegando como exemplo o mundo fantástico de Arton, temos um vasto panteão de 20 divindades que em alguns casos chegam a ser exatamente opostas umas às outras, e isso pode levar a momentos muito marcantes de narrativa e jogatina. Imaginem o embate entre um seguidor de Ragnar (ou Leen), o deus da morte e uma seguidora de Lena, a deusa da vida, sobre o que fazer após derrotarem um inimigo em combate! Ou então um seguidor de Khalmir, o deus da justiça, e um devoto do deus da guerra Keen, sobre a melhor estratégia de combate contra um inimigo.
Visões diferentes e dogmas diferentes mudam muito a forma de agir, pensar e se comportar dos personagens. Pensem nisso como os estereótipos ou conceitos dos jogos do Mundo das Trevas, ou os conceitos de Natureza e Comportamento também explorados nos mesmos jogos. Seguir uma divindade determina em muitos aspectos o que será considerado justo, correto, errado, inadmissível e tudo mais! Mesmo entre as tribos de Lobisomem o Apocalipse, os dogmas e as leituras de como as divindades são ou agem mudam radicalmente, o que não raras vezes leva a muitos conflitos e desentendimentos internos entre os Garous.
Vale lembrar que os mitos e as lendas podem ou não ser “corretos” dentro do cenário, mas eles são a base do personagem que neles acredita, e nesse caso ele tem peso nas ações e decisões, nos julgamentos e nas escolhas, e isso não deve ser deixado de lado!

O Panteão do mundo de Arton

 

O BOM, O MAL, O CÉTICO

Outro fator determinante de deuses e divindades dentro dos cenários de jogo, é o papel que os mesmos possam vir a desempenhar para estabelecer o que seria considerado como Bem, e o que seria determinado como o Mal, mesmo que não necessariamente essas determinações sejam corretas ou assertivas.
É comum na cultura pop estabelecermos divindades maléficas que querem apenas causar o mal ou o terror, assim como existem aquelas divindades benévolas que são isentas de qualquer traço de maldade ou corrupção. Mas também é possível que serem comuns se tornem tão poderosos ou tão doutrinados em determinado caminho, que passam a ser eles próprios uma divindade ou representação daquela força ou estereótipo, assim como ocorreu com Sauron na obra O Senhor dos Anéis, que é temido por toda a Terra-Média como sendo ele a própria corrupção viva. A simples presença de Sauron serve para distinguir bem e mal, certo e errado. Quem o segue pensa e age de uma maneira X, ao ponto que quem não o segue age de maneira Y, moldando assim o comportamento e a visão de mundo em todo o cenário criado por Tolkien.

Se a simples presença de um ser pode causar tantas mudanças comportamentais a um nível tão exponencial, como não considerar as influências dos deuses e deusas na regência de um mundo? Certamente existirão personagens de uma devoção não aceita em alguma religião, ou vampiros cujos clãs enxergam de formas diferentes as visões divinas, lobisomens que acreditam em versões diferentes dos mesmos mitos de Gaia e assim segue. Usar a religião como ferramenta narrativa é uma ótima forma de enriquecer as jogatinas, trazer alguns debates às pessoas presentes, resolver conflitos e até mesmo divertir!

Leia todas os artigos da Coluna Off-Topic clicando aqui.

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