Diversão Offline 2026 – Resenha

O Diversão Offline se consolidou como a principal referência no mercado latino americano de RPG e jogos de tabuleiro. Das grandes multinacionais aos estúdios independentes, todas as editoras desejam fazer parte dessa grande festa do hobby.

Cobrir um evento dessa magnitude exige tempo, atenção e uma equipe bem alinhada. A quantidade de atrações torna impossível acompanhar tudo individualmente.

Filas, Lançamentos e Logística no Primeiro Dia

O primeiro dia do Diversão Offline foi o mais movimentado. Por todos os lados, se via filas de jogadores ávidos para garantir os principais lançamentos de jogos de tabuleiro antes que esgotassem.

Embora as filas sejam uma constante em convenções desse porte, as medidas operacionais da organização foram eficazes para reduzir o tempo de espera. Em comparação com a edição anterior, o acesso ficou mais rápido e a entrada do público foi facilitada. Isso permitiu aproveitar as atrações desde as primeiras horas.

Ainda assim, a alta adesão do público gerou gargalos nos estandes das editoras. Marcas com descontos atrativos ou lançamentos de RPG muito aguardados formaram filas extensas que cruzavam os corredores.

Já no domingo, a dinâmica mudou. O público estava mais focado em testar novos protótipos e curtir as atrações, deixando a circulação pelo pavilhão bem mais tranquila.

Premiações: Os Grandes Vencedores do RPG e Board Games

O evento sediou duas das premiações mais importantes do mercado nacional: o Goblin de Ouro e o Prêmio Ludopedia. Ambos funcionam como excelentes termômetros para identificar as tendências e os jogos em alta no Brasil.

Goblin de Ouro

O reconhecimento da indústria nacional ficou evidente no desempenho de editoras e criadores parceiros:

  • Editora Jambô: Destacou se ao conquistar quatro estatuetas, reconhecendo suas produções digitais e materiais nacionais e internacionais.

  • Luz Negra e New Order Editora: Também subiram ao pódio com títulos premiados.

  • Criadores de Conteúdo: Diversos influenciadores e canais de RPG foram homenageados, fortalecendo a divulgação do hobby no país.

Prêmio Ludopedia

No Prêmio Ludopedia, a Jambô voltou a brilhar, dividindo os holofotes com a RetroPunk Publicações e reafirmando a qualidade das produções que chegaram às mesas brasileiras recentemente.

A Experiência do Público: Vale a Pena Ir ao Diversão Offline?

O Diversão Offline continua evoluindo para oferecer uma infraestrutura cada vez mais confortável aos entusiastas. As áreas dedicadas a jogos de mesa estão mais amplas e propícias para partidas longas.

A área de protótipos e jogos independentes continua sendo um dos maiores diferenciais. É o espaço ideal para conversar com game designers nacionais e testar mecânicas inovadoras em primeira mão.

Valeu a pena comprar no evento?

Em relação aos preços, as editoras trouxeram promoções pontuais, embora a margem de desconto não estivesse tão distante dos valores convencionais de mercado. Contudo, o evento trouxe grandes vantagens financeiras para quem queria:

  1. Economizar no frete retirando apoios de financiamentos coletivos.

  2. Garantir lançamentos antecipados que ainda não chegaram às lojas.

Ver participantes circulando com malas de viagem lotadas de caixas de jogos foi uma cena comum, provando que o evento continua muito vantajoso para os colecionadores.

Palestras e Conteúdo Formativo

Além das mesas de jogo, a programação contou com palestras e entrevistas envolvendo game designers internacionais, autores e produtores de conteúdo.

O grande acerto técnico da organização foi o uso de fones de ouvido integrados à transmissão dos palestrantes. Essa solução de isolamento acústico permitiu que o público acompanhasse os painéis com total clareza, sem a interferência do barulho do pavilhão.

Conclusão: Por Que o Diversão Offline É Parada Obrigatória?

Sob a ótica de produção cultural, o Diversão Offline é uma verdadeira aula de organização e adaptação às exigências de um público cada vez maior.

Para os fãs de RPGs, board games e card games, o evento se mantém como parada obrigatória. É o momento perfeito para celebrar o mercado analógico, testar novidades e reencontrar amigos de todo o Brasil.


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Abissais e Celestiais da Tormenta – Área de Tormenta

No livro Deuses de Arton, somos apresentados a diversas castas de abissais celestiais. Com diferentes habilidades, capazes de auxiliar ou caçar devotos de deuses que canalizam energia oposto as suas.
Mas a Tormenta ascendeu ao panteão, e é impossível imaginar que isso também não afetaria os espíritos divinos. No Área de Tormenta de hoje, vamos corromper os espíritos abissais e celestiais, imaginando suas fichas com um toque mais… lefeu.

Mesmo nos reinos divinos, é impossível escapar da Tempestade Rubra.

A Tormenta é Divina

Até o momento que este texto está sendo escrito, a Tormenta invadiu e corrompeu dois reinos divinos: Ninvenciuén e Kulandi (agora chamado de Shand’Krar), da caída Glorienn e do falecido Tauron, respectivamente. Ambos deuses que canalizam energia positiva e neutra.

Não se sabe exatamente o que se houve com os seres celestiais e abissais que habitavam esses reinos, muitos que cruzam o éter em busca de influenciar os mortais em Arton possivelmente não tentaram voltar aos seus planos de origem para tentar a sorte contra os demônios da tempestade rubra, mas é possível que outros abissais tenham tentado a sorte nos novos reinos divinos, ou tenham sido criados como paródia de seus primos pelo próprio Aharadak e os demais lordes da Tormenta.

Os seus próprios demônios, os lefeu, já cumprem o papel de emissários da vontade da Tormenta, mas a mesma não perderia a chance de mostrar para Arton que mesmo seu pós-vida não está a salvo da tempestade de sangue, e que mesmo seus anjos e demônios uma hora iriam ceder. E também virariam lefeu.

Todas as criaturas abaixo são versões de ameaças já existentes, principalmente do livro Deuses de Arton, mas convertidas para criaturas lefeu. Elas permanecem sendo do tipo Espírito (ou do seu tipo principal original), mas recebem o subtipo lefeu, ganhando todas as suas características presentes no livro básico de Tormenta20, pág. 315.

Abissais

Os demônios abissais, atraídos pela energia negativa canalizada pelo agora novo deus da Tormenta, são como mariposas próximos a uma vela, instintivamente se aproximando dos mundos corrompidos, seja por vontade ou simplesmente atraídos mesmo. Apesar de alguns poucos se manterem intactos, mesmo a serviço de Aharadak, a maioria é transformada em algo melhor e mais forte.

Atrás das sombras, ainda há lefeu.

Aicha’Raik

Versão corrompida do Aucharai (Deuses de Arton, pág. 253).

Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:

  • Aumenta o ND para 8.
  • Tipo: Espírito (lefeu) Médio Solo.
  • Percepção +12.
  • Defesa 28, Fort +9, Ref +20, Von +11.
  • Demais perícias aumentam em +1.
  • Aumenta a CD das habilidade para 26.
  • Pontos de Vida 320.
  • Ataque: Corpo a Corpo Duas espadas curtas +22 (2d6+20, 19).
Habilidades

Adicione Insanidade da Tormenta 2d6 (Von CD 26 evita).

Troque Detectar Pensamentos por Detectar Pesadelos.

Detectar Pesadelos. O Aicha’Raikk detecta constantemente os medos mais profundos de todas as criaturas em alcance curto. Ele não pode ser surpreendido por criaturas que estejam sob efeito de medo dentro da área desta habilidade e recebe +4 na Defesa e em testes de perícia contra elas.

Troque Protegido pela Escuridão por Protegido pela Tormenta.

Protegido pela Tormenta. Na primeira vez na cena em que uma criatura ver o aicha’raikk e sempre que ele sofrer dano enquanto estiver desprevenido pelo aicha’raikk, ela deve fazer um teste de Vontade (CD 26). Se falhar, fica abalado até o fim da cena. Se falhar novamente e já estiver abalada, perde 1d6 PM.

Bem… Não deixa de ser um Guerreiro de Chifres

Carva’Rek

Versão corrompida do Guerreiro de Chifres (Tormenta20, pág. 267).

Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:

  • Aumenta o ND para 5.
  • Tipo: Espírito (lefeu) Médio Solo.
  • Percepção +5, percepção às cegas, visão no escuro.
  • Defesa 24, Fort +15, Ref +13, Von +11, redução de dano 10.
  • Demais perícias aumentam em +1.
  • Pontos de Vida 185.
  • Ataque: Corpo a Corpo Machado de Guerra +17 (3d6+18, x3) e dois tentáculos +17 (1d10+12).
Habilidades

Adicione Insanidade da Tormenta 2d4 (Von CD 22 evita).

Altere o texto de Marrada para o a seguir:

Marrada (Completa). O Carva’Rek faz uma investida e ataca com seu machado de guerra e seus dois tentáculos. Os três ataques recebem o bônus de +2 da investida, mas devem ser feito contra o mesmo alvo.

Adicione a habilidade Frenesi do Desespero.

Frenesi do Desespero (Padrão). O Carva’Rek rasga o próprio peito, fazendo surgir tentáculos da Tormenta que explodem e atacam os inimigos ao redor. Faça um ataque corpo a corpo com o tentáculo e compare-o com a Defesa de cada inimigo em alcance curto. Então faça uma rolagem de dano com um bônus acumulativo de +2 para cada acerto e aplique-o em cada inimigo atingido. Caso o ataque supere a Defesa de algum inimigo em 10 ou mais, ele também fica caído. Recarga (Causar um acerto crítico com um dos tentáculos).

O espírito vingador da Tempestade Rubra.

Inevitável da Tormenta

Versão corrompida do Probo (Deuses de Arton, pág. 279).

Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:

  • Aumenta o ND para 13.
  • Tipo: Constructo (lefeu) Médio Especial.
  • Iniciativa +10, Percepção +15, visão no escuro.
  • Defesa 43, Fort +18, Ref +14, Von +24, cura acelerada 5, redução de dano 15, resistência a magia +8.
  • Demais perícias aumentam em +1.
  • Aumenta a CD das habilidade para 37.
  • Pontos de Vida 570.
  • Pontos de Mana 61.
  • Ataque: Espada bastarda profana x3 +28 (1d12+25, 18, mais 2d6 ácido).
Habilidades

Adicione Insanidade da Tormenta 2d10 (Von CD 37 evita).

Troque Ler Seus Direitos para Seu Direito é Lefeu.

Seu Direito É Lefeu (Movimento, 3 PM). Uma criatura em alcance curto fica abalada por 1 rodada, ou fica confusa por 1 rodada se for a criada que o Inevitável da Tormenta está caçando (Fort CD 37 evita).

Troque Negar Recurso por Memórias Corrompidas.

Memórias Corrompidas (Reação, 3 PM). Uma vez por rodada, quando uma criatura em alcance médio do Inevitável da Tormenta usa uma habilidade ou lança uma magia, ela devem fazer um teste de Vontade (CD 37). Se falhar, a habilidade ou magia não tem efeito, mas a criatura perde a ação e os PM que utilizou mesmo assim. Se a habilidade fizer a criatura se deslocar, ela ainda se desloca, mas não recebe ou realiza nenhum efeito da sua habilidade.

O demônio voraz criado da Tormenta

Jhum’Mariek

Versão corrompida do Jhumariel (Deuses de Arton, pág. 255).

Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:

  • Aumenta o ND para 12.
  • Tipo: Espírito (lefeu) Grande Solo.
  • Iniciativa +9, Percepção +10, faro, visão no escuro.
  • Defesa 39, Fort +23, Ref +16, Von +13, redução de dano 15.
  • Demais perícias aumentam em +1.
  • Aumenta a CD das habilidade para 34.
  • Pontos de Vida 600.
  • Ataque: Quatro garras +36 (2d10+22, 19).
Habilidades

Adicione Insanidade da Tormenta 2d10 (Von CD 34 evita).

Troque Cuspe por Raio Aberrante.

Raio Aberrante (Padrão). O jhum’mariek dispara um raio de matéria vermelha em uma criatura em alcance curto. A vítima sofre 8d10 pontos de dano de ácido e fica coberto de matéria vermelha que causa 3d6 pontos de perda de vida no inicio de cada um dos seus dois próximos turnos (Ref CD 34 reduz à metade e evita a matéria vermelha). Enquanto estiver coberto de matéria vermelha, fica em condição terrível para lançar magias.

Troque Invocar Carvarel para Invocar Carva’Rek.

Invocar Carva’Rek (Completa). Uma vez por cena, o jhuma’mariek invoca 1d4+1 carva’reks (veja acima). Eles surgem em espaços desocupados em alcance curto e agem a partir da próxima rodada, em suas iniciativas.

A cor que veio da Área de Tormenta.

Lumina’Dak

Versão corrompida do Luminar (Deuses de Arton, pág. 275).

Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:

  • Tipo: Espírito (lefeu) Minúsculo Especial.
  • Percepção +10.
  • Imunidade a dano (exceto de armas de matéria vermelha e aço rubi) e a efeitos de sentido.
  • Perícias aumentam em +1. Troque Diplomacia para Intimidação.
  • Parceiro. Um lumina’dak parceiro fornece os benefícios a seguir. Iniciante: Uma vez por rodada, você pode gastar 2 PM para causar 2d6 pontos de dano não letal de ácido em uma criatura em alcance curto. Veterano: Como acima, mas você também pode gastar 1 PM para conceder um bônus de +4 em seus testes de ataque e rolagens de dano, e nos de seus aliados em alcance curto, por 1 rodada. Cada aliado voluntário afetado perde 1 PM também. Mestre: Como acima, mas você pode gastar 4 PM para causar 4d6 pontos de dano não letal de ácido.
Habilidades

Adicione Insanidade da Tormenta 1d4 (Von CD 18 evita).

Troque Abençoar por Atormentar.

Atormentar (Padrão). Criaturas a escolha do lumina’dak em alcance curto recebem +1 em testes de ataque e rolagens de dano até o fim da cena. Se um dos alvos for lefou ou lefeu, o bônus aumenta para +2.

Troque Aliviar por Desesperar.

Desesperar (Padrão). O lumina’dak emite uma luz que não deveria existir para uma criatura em alcance curto, ela perde 2d4+2 PM (Vontade CD 18 reduz à metade).

Troque Sacrífico por Privilégio.

Privilégio (Completa). O lumina’dak se transforma em uma forte luz aberrante, que não deveria existir, em um raio de 9m. Criaturas escolhidas pelo lumina’dak nessa área perdem 6d6+6 pontos de mana. Após usar essa habilidade, o lumina’dak volta para a coletividade lefeu.

Troque Ser de Luz por Ser da Tormenta.

Ser da Tormenta. O lumina’dak não tem corpo físico e sua manifestação no plano material é apenas de uma luz em uma cor que não deveria existir, mas que ilumina em um raio de 9m. Ele é imune a todos os tipos de dano, exceto dano causado por matéria vermelha ou aço-rubi, e é destruído quando sofre dano vindo de armas ou esotéricos desses tipos.

Apenas um pequeno anjinho da guarda… Lefeu.

Pil’Lydak

Versão corrompida do Pilly (Deuses de Arton, pág. 274).

Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:

  • Aumenta o ND para 5.
  • Tipo: Espírito (lefeu) Minúsculo Lacaio.
  • Iniciativa +8, Percepção +4, visão no escuro.
  • Defesa 22, Fort +9, Ref +15, Von +6.
  • Demais perícias aumentam em +1.
  • Aumenta a CD das habilidade para 22.
  • Pontos de Vida 42.
  • Parceiro. Um pil’lydak parceiro fornece os benefícios a seguir. Iniciante: Aumenta o CD de suas magias divinas de encantamento em +1. Veterano: Como acima, e você ganha resistência a magia +2. Mestre: Como acima, mas muda o bônus na CD de suas magias de encantamento em +2.
Habilidades

Adicione Insanidade da Tormenta 1d6 (Von CD 22 evita).

Troque Raio Iridescente por Raio Aberrante.

Raio Aberrante (Padrão). O pil’lydak dispara um raio de uma cor que não deveria existir em criatura em alcance médio a sua escolha. Cada criatura sofre 2d6+8 pontos de dano de psíquico (Von CD 22 reduz à metade).

Adicione Sonhos de Aberração.

Sonhos de Aberração. Criaturas que ficarem inconscientes em alcance médio de pil’lydak tem pesadelos com a Tormenta. A cada turno que estão inconscientes, perdem 1d4 PM.

“Não Temas!”… Mas dessa vez pode.

Protetor da Tormenta

Versão corrompida do Protetor (Deuses de Arton, pág. 276).

Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:

  • Aumenta o ND para 9.
  • Tipo: Espírito (lefeu) Grande Solo.
  • Iniciativa +13, Percepção +14, visão no escuro.
  • Defesa 35, Fort +19, Ref +13, Von +15, redução de dano 15, resistência a magia +6.
  • Demais perícias aumentam em +1.
  • Pontos de Vida 360.
  • Ataque: Duas garras +27 (2d6+20, 19, mais 2d6+10 trevas).
Habilidades

Adicione Insanidade da Tormenta 2d6 (Von CD 28 evita).

Altere Rasante para Dilacerar.

Dilacerar. Quando uma criatura é atingida pelos dois ataques de garra do Protetor da Tormenta, ele sofre mais 2d6 pontos de dano de trevas.

Altere Voo em Formação para Não Temas.

Não Temas. Criaturas que falharem no teste contra Insanidade da Tormenta de qualquer criatura nessa cena tem penalidade em testes de perícia e na Defesa igual ao número de PM que perderam.

Os demônios da Tormenta transformam os sádicos em mais sádicos.

Rhay’Rivek

Versão corrompida do Rhayrivel (Deuses de Arton, pág. 258).

Mude as seguintes estatísticas, todas as demais seguem iguais:

  • Aumenta o ND para 9.
  • Tipo: Espírito (lefeu) Médio Solo.
  • Percepção +10, Iniciativa +9, visão no escuro.
  • Defesa 34, Fort +20, Ref +17, Von +9, redução de dano 5.
  • Demais perícias aumentam em +1.
  • Aumenta a CD das habilidade para 28.
  • Pontos de Vida 360.
  • Ataque: Duas cimitarras +27 (2d10+20, 18).
Habilidades

Adicione Insanidade da Tormenta 2d6 (Von CD 28 evita).

Troque Correntes Farpadas por Volte Aqui!

Volte Aqui! (Padrão). O rhay’rivek dispara uma de suas correntes contra um alvo em alcance curto. A vítima sofre 3d6+26 pontos de dano de corte e é arrastada até um quadrado desocupado adjacente ao rhay’rivek e fica caída (Ref. CD 28 reduz à metade e evita o puxão e a condição).

Troque Sadismo por Apetite por Destruição.

Apetite por Destruição (Completa). O rhay’rivek suga a energia vital de todos os seres em uma esfera de 6m ao seu redor. Criaturas vivas na área sofrem 6d10 pontos de dano de trevas e o rhay’rivek recebe PV temporários igual ao dano total causado. Acólitos e sacerdotes da agonia que forem afetados sofrem o dobro de dano e explodem, causando 4d8 pontos de dano de trevas em criaturas adjacentes a eles. Recarga (Perder todos os PV temporários recebidos com essa habilidade).

Troque Talho Atroz por Júbilo na Dor.

Júbilo na Dor. Quando causa ou sofre dano, o rhay’rivek recebe redução de dano 2. A redução é cumulativa com o valor que o rhay’rivek já tem, até um máximo de 25, mas volta a 5 se o rhay’rivek passar 1 rodada sem causar ou sofrer dano. Uma vez por rodada, se estiver adjacente a um acólito ou sacerdote da agonia, pode sacrificá-lo para receber o bônus máximo de redução automaticamente.


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Se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!


Texto:  Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.
Arte de Capa: Notnalaw

Deuses se Aposentando – Gênese Zero #72

Depois de refletirmos, em O Preço da Imortalidade, sobre as consequências de uma vida sem fim e como a ausência da morte transforma sociedades inteiras, vale a pena inverter a perspectiva. Em vez de perguntar o que acontece quando os mortais deixam de morrer, podemos perguntar: o que acontece quando os deuses deixam de cumprir seu papel? Afinal, durante séculos, muitas civilizações dependeram de divindades para explicar a chuva, o nascer do sol, a fertilidade da terra e até a existência da magia. Entretanto, até mesmo seres divinos podem se cansar.

Imagine um mundo onde os deuses não morrem nem são derrotados. Eles simplesmente… se aposentam. Alguns abandonam seus templos por decepção com seus seguidores. Outros concluem que sua missão terminou. Há ainda aqueles que decidem explorar o universo, viver entre mortais ou simplesmente descansar após milênios de responsabilidade.

Assim, a pergunta deixa de ser “os deuses existem?” e passa a ser “quem mantém o mundo funcionando quando eles vão embora?”. Essa simples mudança cria oportunidades extraordinárias para o worldbuilding, pois afeta praticamente todos os aspectos da civilização.

1. A Fé Sobrevive Sem os Deuses?

Antes de tudo, a ausência dos deuses não significa necessariamente o fim da religião.

Muitos fiéis continuam acreditando que suas divindades apenas entraram em silêncio para testar a humanidade. Outros afirmam que elas retornarão quando o mundo provar seu valor. Enquanto isso, sacerdotes tentam preservar tradições, mesmo sem milagres evidentes.

Assim, a fé deixa de depender da presença divina e passa a depender da esperança.

2. Magia Sem Fonte Divina

Em muitos cenários, a magia depende diretamente das divindades.

Quando elas desaparecem, alguns feitiços deixam de funcionar, enquanto outros se tornam instáveis ou imprevisíveis. Além disso, magos passam a procurar novas fontes de energia, explorando forças naturais, planos esquecidos ou fenômenos ainda desconhecidos.

Consequentemente, antigas escolas de magia precisam reinventar seus próprios fundamentos.

3. Fenômenos Naturais Fora de Controle

E se um deus fosse responsável pelas marés? Ou pelas estações do ano?

Depois de sua aposentadoria, esses fenômenos começam a apresentar falhas. Invernos duram décadas, rios mudam de direção sem motivo e eclipses acontecem em intervalos aleatórios.

Dessa maneira, aquilo que antes parecia uma lei da natureza revela sua dependência da intervenção divina.

4. Igrejas em Crise

As instituições religiosas enfrentam um dos maiores desafios de sua história.

Alguns líderes admitem que perderam o contato com suas divindades. Outros escondem esse fato para evitar o colapso da fé. Há ainda aqueles que fabricam falsos milagres para manter a autoridade.

Assim, a maior disputa deixa de acontecer entre religiões rivais e passa a ocorrer dentro das próprias igrejas.

5. Novos Profetas Surgem

Sempre que um vazio aparece, alguém tenta preenchê-lo.

Visionários, filósofos e aventureiros afirmam ter encontrado os antigos deuses ou recebido novas revelações. Alguns realmente acreditam em suas experiências. Outros aproveitam a crise para conquistar seguidores.

Portanto, o desaparecimento das divindades inaugura uma nova era de interpretações e disputas espirituais.

6. Mortais Assumem Antigos Deveres

Sem deuses para cuidar do mundo, alguém precisa assumir certas responsabilidades.

Imagine uma ordem de magos encarregada de manter o ciclo das chuvas ou uma comunidade de druidas que trabalha para restaurar o equilíbrio das estações.

Além disso, esses grupos passam a ocupar um espaço antes reservado às divindades, adquirindo enorme influência política e social.

7. Deuses Vivendo Como Pessoas Comuns

Nem toda divindade abandona completamente o mundo.

Algumas escolhem viver anonimamente entre os mortais. Um antigo deus da colheita pode administrar uma pequena fazenda. Uma deusa dos ventos talvez trabalhe como navegadora. Enquanto isso, poucos percebem quem realmente são essas figuras discretas.

Assim, a aposentadoria divina cria personagens fascinantes para qualquer campanha.

8. Conflitos Entre Deuses Aposentados e Ativos

Nem todas as divindades tomam a mesma decisão.

Algumas continuam cumprindo seus deveres, enquanto outras criticam aqueles que abandonaram suas funções. Como resultado, antigos aliados entram em conflito sobre o futuro do mundo.

Consequentemente, disputas divinas deixam de envolver apenas poder e passam a discutir responsabilidade.

9. A Sociedade Aprende a Caminhar Sozinha

Depois de séculos dependendo dos deuses, os mortais começam a resolver seus próprios problemas.

Eles desenvolvem tecnologias, sistemas políticos e formas de conhecimento que independem da intervenção divina. Embora esse processo seja lento e difícil, ele fortalece a autonomia das civilizações.

Dessa forma, a ausência dos deuses também representa uma oportunidade de amadurecimento coletivo.

10. Quando os Deuses Querem Voltar

Por fim, imagine que, após milhares de anos, algumas divindades decidam retornar.

No entanto, o mundo mudou. Novas religiões surgiram, antigas tradições desapareceram e os mortais aprenderam a viver sem ajuda sobrenatural.

Nesse cenário, a pergunta deixa de ser se os deuses ainda possuem poder. A verdadeira questão passa a ser se alguém ainda deseja sua presença.

Conclusão

A aposentadoria dos deuses representa muito mais do que um evento fantástico. Ela obriga civilizações inteiras a enfrentar uma pergunta profundamente humana: o que fazemos quando aqueles em quem sempre confiamos deixam de nos guiar?

Para o worldbuilder, esse conceito abre inúmeras possibilidades narrativas. Ele permite explorar crises de fé, transformações políticas, revoluções mágicas e mudanças culturais sem recorrer a uma guerra entre deuses. Em vez disso, o foco recai sobre as escolhas dos mortais diante de um universo que já não oferece respostas prontas.

No fim, talvez o verdadeiro teste de uma civilização não aconteça quando os deuses estão presentes, mas justamente quando eles se afastam. Afinal, um mundo pode sobreviver sem milagres, desde que seus habitantes encontrem coragem para assumir a responsabilidade pelo próprio destino.

PARA MAIS CONTEUDO DO MESTRE BROTHER BLUE

Prêmios Goblin de Ouro e Ludopedia – DOFF 2026

Nesse mês, nos dias 11 e 12 de julho, tivemos o Diversão Offline 2026 (DOFF 2026), e nesse evento tivemos duas importantes premiações: Goblin de Ouro e Ludopedia. E claro, o Movimento RPG acompanhou de perto, postando ao vivo pelo Instagram o Goblin de Ouro (@movimentorpg) – antes mesmo do evento -, e mostrou os vencedores desse ano. Aqui, colocamos em texto como foram as premiações. 

Goblin de Ouro

Goblin de Ouro é uma das mais importantes premiações do RPG nacional. Estando desde 2018 no DOFF, ele conta com a participação de um júri experiente capaz de analisar e selecionar a melhor obra na categoria indicada. 

Este ano, os especialistas jurados foram: Amedyr (@amedyr_art), Bel Domingues (@isabeladomingues), Marco Antônio “Boi” (@dungeongeek1) e Ricardo Mallen (@d30rpg). 

A seguir, iremos informar os indicados em cada categoria e o quem foi o ganhador! E, caso prefira, acesse nosso Instagram e clique no Destaque: Goblin de Ouro

Melhor Arte

Indicados:

Vencedor:

BREU RPGLuz Negra Editora (@luznegraeditora).

Melhor Aventura

Indicados:

Vencedor:

Fábula Última: Herdeiros da SupernovaJambô Editora (@jamboeditora).

Melhor Cenário

Indicados:

Vencedor:

Fábula Última: Herdeiros da SupernovaJambô Editora (@jamboeditora).

Melhor Coesão de Regras

Indicados:

Vencedor:

Etmos RPGEditora Balde Galáctico (@baldegalactico).

Melhor Acessório

Indicados:

Vencedor:

O Grande Sertão: JoazeiroNew Order Editora (@editoraneworder).

Melhor Livro Básico

Indicados:

Vencedor:

Assimilação RPGNew Order Editora (@assimilacaorpg).

Melhor Localização

Indicados:

Vencedor:

DaggerheartJambô Editora (@jamboeditora).

Melhor Mídia Escrita

Indicados:

Vencedor:

Revista Dragão BrasilJambô Editora (@jamboeditora).

Melhor Podcast

Indicados:

Vencedor:

Aventurando – Perdidos No Play (@perdidosnoplay).

Melhor Canal

Indicados:

Vencedor:

Pausa para um Café (@pausaparaumcafe).

Melhor Produtor de Conteúdo

Indicados:

Vencedor:

Anna Schermak – Pausa para um Café (@pausaparaumcafe).

Ludopedia

A Ludopedia é um site dedicado exclusivamente a jogos de tabuleiro e RPG. E o prêmio, que carrega o mesmo nome, foi criado em 2015 e foi inserido no evento do DOFF desde então. 

Diferente do Goblin de Ouro, o prêmio Ludopedia, além dos especialistas como jurados, conta com a participação do público, onde os cadastrados no site conseguem votar e ajudar a definir os ganhadores. 

A seguir, iremos informar os indicados e os finalistas em cada categoria e quem foi o ganhador!

Suplemento RPG Global

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

O Um Anel 2ª Edição: Moriá – Através das Portas de DurinDevir (@devirbrasil).

Suplemento RPG Design Nacional

Indicados: 

Finalistas:

Vencedor:

Ordem Paranormal: Vendeta Oculta – Jambô Editora (@jamboeditora):
Elisa Guimarães, Everson “Akkiel” França, Kali de los Santos, Karen Soarele, Yasmin Furtado.

RPG Global

Indicados:

Finalistas:

Vencedor:

Fallout: The Post Nuclear Tabletop Role Playing Game – RetroPunk Publicações e Huginn e Munnin (@retropunkgd e @huginnemunnined).

RPG Design Nacional 

Indicados:

Finalistas:

Vencedor:

Aiyé: O Mundo dos Orixás – projeto independente:
José Everson.

Jogo Infantil Global

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

SpotlightAsmodee (@asmodee_br).

Jogo Infantil Designer Nacional

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Mistureba MágicaDevir (@devirbrasil):
Thiago Queiroz (Paizinho Vírgula).

Mídia Escrita

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Covil dos Jogos.

Expansão Global

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Heat: Chuva Forte – Asmodee (@asmodee_br).

Expansão Designer Nacional

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

World Wonders: Wonders Pack – MeepleBR (@meeplebr):
Zé Mendes.

Melhor Arte

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Grasse 2ª EdiçãoLudens Spirit (@ludensspirit):
Orly Wanders, William Magri.

Mídia Podcast

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Nordicast.

Mídia Revelação

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Amantes dos BoardGames.

Jogo Expert Global

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

SETI: Busca por Inteligência Extraterreste – Devir (@devirbrasil).

Jogo Expert Design Nacional

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Rewild: América do Sul – Grok Games (@grok.games):
Bruno Liguori Sia.

Mídia Audiovisual

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Covil dos Jogos.

Jogo Família Global

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Flip 7 – Grok Games (@grok.games).

Jogo Família Designer Nacional

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Balde de CaranguejoBucaneiros Jogos (@bucaneiros):
Joka Jr..

Designer Revelação

Esta é uma nova categoria na premiação, sendo idealizada por Fel Barros, que a sugeriu por cinco anos até que ela finalmente fizesse parte do evento.

Indicados:

Finalistas: 

Vencedor:

Daniel de Lucca – Marajoara.

Homenagem

Há alguns anos, o evento Ludopedia homenageia alguém dentro do ramo, como forma de agradecimento, mas também como incentivo para que mais pessoas sigam os passos dos homenageados.

Este ano, o homenageado foi Carlos Seabra

Carlos nasceu em Lisboa, mas viveu em São Paulo desde 1969. Desde 1978 ele já trabalhava com o hobby, sendo parte da equipe que publicava fascículos na coleção Todos os Jogos, da Editora Abril Cultural, que saía quinzenalmente em bancas de jornais. Dessa forma, ele participou de mais de 600 jogos de tabuleiros e cartas no período em que esteve lá. 

Início e Atualidade

Seu primeiro jogo foi War II, lançado pela Grow em 1981, que criou junto ao seu pai, Mário Seabra (primeiro designer de jogos no Brasil) e Fernando Moraes Fonseca Jr. (que viria a ser um colaborador em outros projetos também). 

Carlos já trabalhou em diversas obras, tais como Super Master, Desafino Vol. 1 e Vol. 2, Imagem & Ação, Master Imagem, Castelo do Terror, Gato e Rato, Ayrton Senna – The King of Monaco, Conhecendo o Mundo, e muitos outros! A lista é gigantesca!

Atualmente, ele segue trabalhando em projetos culturais e editoriais ligados a educação digital, inteligência artificial, cultura lúdica e produção de conteúdo, focado em livros infantojuvenis, mas sempre vendo o lúdico, já que essa parte nunca saiu dele.

Em seu discurso de agradecimento, Carlos dedicou o prêmio a seu pai, aquele que transformou o hobby em uma profissão (e levou adiante esse legado). Testando os jogos que ele fazia, foi onde começou a ter a mesma paixão que seu pai, e depois, passou a ajudar a criá-los.

Também mencionou que a criação de jogos de tabuleiro ou cartas são mais complexos em relação a criações digitais, já que precisam de regras bem feitas, sendo essa a parte essencial para sua funcionalidade, e não há possibilidade de apenas aplicar um programa para identificar problemas. É necessário testar manualmente e com calma para achar possíveis soluções.  

Parafraseando uma das frases mais famosas que existem (“faça amor, não faça guerra”), ele deixou o palco:

“Jogue, não faça guerra.”

Considerações Finais

As duas premiações foram incríveis. 

Goblin de Ouro

No Goblin de Ouro, editoras como New Order Editora, Jambô Editora, Editora Balde Galáctico e Editora Luz Negra receberam inúmeras indicações.

A Jambô levou para casa quatro prêmios (Melhor Aventura, Melhor Cenário, Melhor Localização e Melhor Mídia Escrita). Já a New Order recebeu dois prêmios (Melhor Acessório e Melhor Livro Básico). Enquanto as editoras Luz Negra e Balde Galáctico ganharam um prêmio cada, respectivamente nas categorias de Melhor Arte e Melhor Coesão de Regras.

Além de conquistar o prêmio na categoria Melhor Produtor de Conteúdo, Anna Schermek se destacou ganhando também na categoria de Melhor Canal. Por ser a única mulher solo a levar um prêmio nos dois eventos, eu digo que ela arrasou!

Ludopedia

No Ludopedia houve várias indicações e três finalistas por categoria, bastante gente nova também, o que mostrou a expansão que o evento está seguindo. Sendo mais focado em jogos de mesa, nomes como Grok, MeepleBR, Devir, Asmodee, Ludens Spirit e Bucaneiros foram muito citados, estando sempre entre os finalistas. 

Pensando nelas, a Devir recebeu três prêmios, nas categorias Suplemento RPG Global, Jogo Infantil (Designer Nacional) e Jogo Expert Global. Enquanto isso, a Asmodee ganhou nas categorias Jogo Infantil Global e Expansão Global.

A Grok levou para casa os prêmios nas categorias Jogo Expert Design Nacional e Jogo Família Global. A MeepleBR ganhou em Expansão (Designer Nacional), a Ludens Spirit em Melhor Arte e a Bucaneiros em Jogo Família (Designer Nacional).

Seguindo pela linha de novidades, mais um ano tivemos um jogo voltado à cultura africana ganhando indicações e prêmio, com Aiyé: O Mundo dos Orixás (projeto independente) na categoria RPG Design Nacional. 

Editoras como Jambô, RetroPunk e Huginn e Munnin também tiveram premiações, onde Jambô ganhou em Suplemento RPG Design Nacional, e a RetroPunk em parceria com a Huginn e Munnin ganharam em RPG Global. Mas percebemos que, enquanto a Jambô se destacou mais no Goblin de Ouro, aqui empresas de jogos de tabuleiro tiveram mais espaço para brilhar. 

Além disso, tivemos uma maior variedade de indicados, finalistas e vencedores este ano, mostrando que o mercado voltado a jogos de tabuleiro e RPG está ganhando mais espaço com o passar do tempo e recebendo os holofotes que merece.


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Coisas que Todo Jogador Faz (mas não assume) – Taverna do Anão Tagarela #213

Douglas Quadros, Gustavo Estrela, Cléber dos Santos e Raquel Naiane falam sobre Coisas que Todo Jogador Faz (mas não assume) nessa taverna. Venha saber mais sobre esse bate-papo! Entenda como funcionam as manias e os “erros clássicos” nas mesas e como você pode identificar essas situações, desde o famoso metagame até esquecer o que tem na própria ficha.

A Taverna do Anão Tagarela é uma iniciativa do site Movimento RPG, que vai ao ar ao vivo na Twitch toda a segunda-feira e posteriormente é convertida em Podcast. Com isso, pedimos que todos, inclusive vocês ouvintes, participem e nos mandem suas sugestões de temas para que por fim levemos ao ar em forma de debate.

Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.


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Coisas que Todo Jogador Faz (mas não assume)

‎Host: Douglas Quadros.
‎Participantes:‎‎ Douglas Quadros | Gustavo Estrela | Cléber dos Santos | Raquel Naiane
‎Arte da Capa:‎‎ ‎Raul Galli.‎

Tormenta: Expedição Escarlate – Diversão Offline 2026

Bom dia, boa tarde e boa noite! O Diversão Offline 2026 que ocorreu nos dias 11 e 12 de julho, trouxe inúmeras novidades de diversas editoras. Entre elas, a Jambô Editora subiu ao palco representada por Fel Barros, Tato Iazul, Leonel Caldela e Karen Soarele para falar sobre o mais novo lançamento: Tormenta: Expedição Escarlate. E eu, Raquel Naiane, e o Nilo (tipo o Rio), trouxemos para vocês os principais pontos citados.

O que sabíamos sobre o Expedição Escarlate

Algumas informações que já tínhamos sobre o jogo estavam no Vídeo Oficial da Campanha no YouTube, e em outras divulgações.

Expedição Escarlate é o primeiro jogo de tabuleiro dentro do universo de Tormenta, sendo um Dungeon Crawler cooperativo. Ou seja, o objetivo é explorar um local fechado (e tentar sobreviver no processo), sozinho ou em até quatro pessoas.

O jogo conta com diversas cartas, e para a criação dos personagens, devemos escolher entre Raças e Classes, com um adicional da escolha da divindade. Essas escolhas possibilitam diversas combinações, então, um jogo acaba sendo diferente do outro, além de impactar diretamente a narrativa.

Vale ressaltar que o design das cartas permite que a união entre elas seja natural. Isso significa que a arte delas foi pensada para sempre encaixar com a ideia que você tiver!

É possível jogar as aventuras prontas que existem no livro, ou trilhar uma campanha longa e completa. Lembrando que cada passo dado e cada lugar explorado é uma decisão de peso para o personagem e seus aliados.

Ademais, a escolha da sua ficha permite que você jogue controlando recursos (como mana ou munição), além da sua vida.

A ideia central é que o grupo adentre uma ruína dominada pela Tormenta, mas sem morrer de imediato, conseguindo explorá-la. Porém, a Tormenta exige seu preço, e os heróis podem ser corrompidos no processo, recebendo bônus e habilidades exclusivas.

O que foi dito no DOFF

Em uma conversa entre nossos anfitriões, Fel, Tato, Leonel e Karen, eles falaram para nós sobre como foi a experiência de jogo, o que mais gostaram dos bastidores da criação de Expedição, e o que podem falar sobre essa novidade (e as próximas).

Fel Barros, Tato Iazul, Leonel Caldela e Karen Soarele falando sobre Expedição Escarlate

A primeira coisa é que, mesmo já não estando mais vigente o apoio no Catarse (que foi bem sucedido), durante o DOFF eles haviam feito uma espécie de “Late Pledge”, e ali no evento, ainda poderiam receber apoio! E mais: quem apoiasse na hora ainda receberia uma carta exclusiva DOFF para incluir no jogo. Infelizmente, quem perdeu, perdeu.

A criação de Expedição Escarlate

Durante a conversa eles explicaram como foi o processo de criação do jogo e toda parte criativa dele, como eles gostariam que fosse o jogo, e como eles poderiam trazer tudo ao público.

“A ideia não era ser um RPG de fato”, afirmou Soarele, “mas sim um jogo de tabuleiro mesmo”. Apesar de ser algo diferente, eles deixaram bem claro na conversa que é possível usar o jogo junto com o RPG de Tormenta, gerando ainda mais possibilidades de aventuras.

As duas coisas se completam, e o jogo é como se tivesse “alma de RPG, mas sendo um boardgame”. E eles garantiram que a ideia do jogo era ter regras que combinassem com o universo e não fugissem daquilo que os fãs já gostam.

Fel ainda completou: “É muito difícil pegar um RPG pronto e transformar em um jogo de tabuleiro, principalmente se é algo bem feito”.

Paciência é a chave

Esse projeto estava rodando há um tempo nos bastidores, mas todos sabiam que precisava ser algo diferente, rejogável e com qualidade. Não é só mais um RPG com cartas, foi um trabalho com ideias, idealizações, testes e tradução muito bem feitas e organizadas.

“Principalmente porque outros RPGs já haviam trazido boardgames, como D&D e Pathfinder. Mas a Jambô queria ser mais ousada, e em parceria com a Samba Estúdios, eles foram além” – explicou Fel. “O boardgame tem muita rejogabilidade, você pode criar a própria missão e mecânicas novas”. O foco era em não criar algo engessado e que as pessoas viessem a enjoar.

Além disso, Caldela e Soarele afirmaram que tiveram um trabalho incrível em conjunto com o game design, e que eles deveriam ser muito valorizados, pois, por vezes, eles chegavam com as ideias e só falavam “se virem”, e o grupo de game design conseguia colocar em prática.

A ideia, desde o começo, como informou Fel, era ter um “setup mais rápido, com menos tempo de preparação”. Por conta disso, “não tem muito improviso para o mestre”. Ele ainda explicou que quando surgiu a ideia de fazer um Dungeon Crawler, as diretrizes eram claras: “não existe Dungeon Crawler barato. Queria muito conteúdo na caixa. Muitas classes e raças, com alta rejogabilidade.”

Mecânicas de Expedição Escarlate

A Corrupção

Para começar, pela primeira vez é possível explorar a Tormenta sem que ela te domine. Isso faz com que seja uma espécie de “survival horror”, pois ainda existe o medo e a consciência de que, a qualquer momento, algo pode dar errado.

Nesse sentido, “o jogo trabalha ainda mais a questão do poder e da sedução da corrução de Tormenta”, esclarece Tato, “[Expedição Escarlate] foi inteiramente pensado para “e se a Tormenta quiser você? Talvez Arton não esteja te tratando bem…”, ou ainda “Se você quiser mais poder, ajudar seu colega, …, a Tormenta pode te ajudar”.”

Então, a corrupção não é algo obrigatório, mas enfrentando um perigo iminente, você não aceitaria ser corrompido (um pouquinho) para conseguir continuar vivo? “O horror”, em Expedição, “é visto como um convite amigável, finaliza Tato.

“Exatamente por conta dessa mecânica de corrupção é que Expedição Escarlate não é um boardgame para qualquer sistema,” afirma Caldela, “mas é especificamente para Tormenta”. “Não se pode mandar os maiores heróis de Arton para as ruínas em que existe a Tormenta, pois eles podem ser corrompidos”. Então, quem podemos mandar? Os aventureiros mais corajosos que encontrarmos!

A Criação de Personagens

Ainda, na criação de personagens, eles pensaram muito mais na inclusão e diversidade. Caldela comentou que “Tormenta é um cenário inclusivo, que vai além da imaginação. E isso foi trazido para o boardgame: “Tu consegue jogar como quiser em Expedição, fazendo a ficha com muitas opções.” Tato concordou: “[você] tem a liberdade de fazer como quiser (tal qual RPG), porém trazendo para o jogo de tabuleiro.”

Não só isso, a ficha do personagem é simplificada, e mesmo assim, aceita as complexidades que existem nos RPGs, permitindo a criação de personagens esquisitos.

E Caldela trouxe um exemplo disso, no qual jogou duas vezes com o Jovem Nerd e o Azaghal, e na primeira vez ele morreu de uma forma horrível, porém na segunda, eles conseguiram ir até o fim e derrotaram o chefão.

O melhor disso é que o Jovem Nerd jogou de Fada Bárbara, e sim, ele conseguiu montar essa ficha, criou a personagem que queria, e chegaram até o fim com ela. Caldela mencionou que foi muito divertido e diferente, e que é muito legal ver essa possibilidade dentro de um boardgame.

O que eu quero ser?

Nesse sentido, Tato afirmou, “primeiro você deve pensar: “o que eu quero ser?” e não “do que eu posso jogar?”, pois assim você imagina, e depois procura no boardgame as ferramentas para fazer acontecer. Dessa forma, ainda tem algumas restrições, mas é muito livre para escolher os recursos de como quer jogar.” 

A vontade vem antes da criação do personagem. Ou seja, os jogadores modulam e desenham, e Expedição permite que a criação seja realizada a partir dos elementos existentes. Você escolhe como joga.

Inclusive, Fel afirmou que a classe de inventor só está na caixa por culpa dele, já que ele ama jogar de goblin inventor, e não queria deixar de jogar com ela no Expedição.

Eliminando o Downtime

A Jambô queria eliminar o maior problema de jogos de tabuleiro atualmente: mexer no celular no turno do amigo. Esse tempo, conhecido como Downtime, pontuou Fel, “um dos grandes males do boardgame moderno”, permite que os outros jogadores fiquem dispersos enquanto não estão jogando, e a ideia deles era eliminar isso.

O jogo tem o fundamento de ser verdadeiramente cooperativo, “se seu amigo não ajudar, se não houver conversa, não tem como sobreviver”, explicou Fel. Dessa forma, eles criaram “inúmeras habilidades que você só pode usar no turno do outro, então ficar mexendo no celular não é uma opção”, complementou Soarele.

Expedição Escarlate inspira seus jogadores, e Tato explica que “a economia de ações é mais vantajosa fora de seu turno”, então por mais que você não faça tudo que queria no seu turno, “você se planeja para o todo, e precisa prestar atenção em tudo”.

Narrativa Emergente

Eles chamaram essa mecânica de Narrativa Emergente, pois, “ao invés de todo mundo fazer muitas coisas no próprio turno, todo mundo se ajusta para dar um pequeno passo e andar juntos no jogo“. Essa ideia também permite que os jogadores conectem e criem novas habilidades”, deixando o jogo ainda mais diferente a cada jogatina, destacou Caldela.

Fel exclamou, “[essa mecânica] deixa o jogo elegante, resolvendo vários problemas de uma vez só: cooperatividade e dispersão”. Sobretudo porque “em Arton não existe o protagonista. Ninguém é incrível sozinho. O grupo é. completou Caldela, e ainda explicou que “cinematográfico” deixa de ser sinônimo de uma pessoa fazendo algo incrível (e passando para o próximo turno), para o grupo fazendo algo incrível junto.

Boardgame e RPG

Fel perguntou para Caldela e Soarele sobre as novidades da Jambô e como eles enxergam o RPG e o Boardgame. Ambos concordaram que eles sempre estiveram juntos, mesmo diferentes, mas como complementares, e Soarele explicou “a Jambô demorou, pois queria fazer algo bem feito e rejogável. E ela [Jambô] quer se relacionar cada vez mais com o público de boardgame. Esse é só o primeiro passo.

Ela finalizou, comentando que o maior “objetivo é criar. Tirar as pessoas das telas. Todos querem deixar o celular de lado, mas é difícil. Então a ideia é dar mais um motivo para que isso aconteça, e manter as pessoas unidas. O jogo deve ser a justificativa para que grupos de amigos se encontrem e deixem as telas de lado.” 

“E a maior vantagem do boardgame”, segundo Caldela, “é não precisar de tanta preparação quanto o RPG. Você se junta e joga, pronto“, não precisa preparar história, fichas longas ou apresentar mecânicas difíceis.

Também, “o grupo se reúne para jogar, e isso incentiva relações que não dependem de aparatos tecnológicos. Aumenta as relações humanas“. Isso se deve principalmente ao fato de que um “grupo ter um objetivo em comum une as pessoas”, e querer se encontrar para jogar é um baita objetivo em comum.

Considerações Finais

A Jambô Editora veio com tudo em seu primeiro jogo de tabuleiro. Chegou preparada para causar uma ótima primeira impressão adentrando esse universo. O jogo parece ser dinâmico, rejogável e estratégico. Reunindo o melhor que já conhecemos no RPG: criação e liberdade.

Além disso, prioriza o cooperativo, mostrando que um boardgame não precisa ser “todos contra todos”, mas o grupo contra a Tormenta.

Elegante e envolvente, Expedição Escarlate é um jogo divertido e feito para deixarmos as telas de lado e focarmos no que realmente admiramos: tempo de qualidade com quem gostamos.


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Hábitos de Imersão – Aprendiz de Mestre

Depois de refletirmos sobre Namorados Jogando, ficou evidente que uma mesa de RPG vai muito além das fichas, dos dados e das regras. Afinal, a experiência é construída pelas pessoas que compartilham a história, pelas relações que surgem durante a campanha e pelos momentos que permanecem vivos na memória muito tempo depois da última sessão. Entretanto, existe outro elemento capaz de fortalecer esses laços de maneira quase imperceptível: os pequenos rituais criados pelo próprio grupo.

À primeira vista, um hábito repetido pode parecer apenas um detalhe. Contudo, quando ele passa a fazer parte da identidade da campanha, transforma-se em um poderoso instrumento de imersão. Uma frase repetida antes da sessão, uma música que sempre toca nos momentos decisivos ou até um gesto simbólico realizado pelos jogadores pode despertar emoções instantaneamente. Assim, esses costumes deixam de ser simples repetições e passam a representar a própria alma da mesa.

Portanto, criar hábitos de imersão significa construir lembranças afetivas que acompanham os jogadores durante toda a campanha e continuam presentes mesmo depois que a aventura termina.

Toda campanha memorável possui algo que a diferencia das demais. Em alguns casos, esse diferencial aparece na história. Em outros, surge através dos personagens. No entanto, muitas vezes, aquilo que realmente permanece na memória são pequenos costumes compartilhados pelo grupo.

Esses hábitos funcionam como uma linguagem própria da mesa. Com o tempo, uma frase desperta risadas antes mesmo de ser concluída. Uma determinada música já anuncia que algo importante está prestes a acontecer. Um simples objeto colocado sobre a mesa muda completamente o clima da sessão. Embora pareçam pequenos detalhes, esses elementos fortalecem o sentimento de pertencimento e tornam cada encontro único.

Criar esses rituais não exige grandes investimentos nem planejamento complexo. Pelo contrário, basta observar aquilo que naturalmente aproxima o grupo e transformar esses momentos em tradições da campanha.

Comece cada sessão da mesma maneira

Iniciar todas as sessões seguindo um pequeno ritual cria uma sensação imediata de continuidade. Antes mesmo de os dados começarem a rolar, o grupo já entra no clima da aventura. Alguns mestres gostam de repetir uma frase marcante, enquanto outros preferem fazer um breve resumo dos acontecimentos anteriores sempre com o mesmo estilo de narração.

Por exemplo, imagine que toda sessão comece com a pergunta: “Onde nossos heróis deixaram suas pegadas da última vez?”. Aos poucos, essa frase deixa de ser apenas uma introdução e passa a representar oficialmente o início da aventura.

Escolha uma música que represente a campanha

A música possui enorme capacidade de despertar lembranças. Sempre que uma melodia específica acompanha momentos importantes, ela acaba se tornando parte da identidade da campanha.

Imagine que uma composição instrumental sempre toque durante o encerramento das sessões. Depois de alguns meses, bastam os primeiros acordes para que todos sintam novamente a emoção das aventuras anteriores. Dessa maneira, a trilha sonora deixa de servir apenas como fundo musical e passa a contar parte da história.

Crie frases que pertencem apenas ao grupo

Toda mesa desenvolve expressões próprias ao longo do tempo. Em vez de deixar essas frases desaparecerem, transforme-as em tradição.

Talvez um personagem sempre diga “O destino favorece quem ousa” antes de abrir uma porta desconhecida. Ou talvez o mestre finalize grandes revelações dizendo “Nem toda verdade deseja ser encontrada”. Com o passar das sessões, essas frases criam identidade e fortalecem a memória coletiva do grupo.

Use objetos simbólicos durante momentos importantes

Objetos físicos podem reforçar a imersão de maneira surpreendente. Um dado especial utilizado apenas para decisões críticas, uma pequena ampulheta para marcar situações urgentes ou até uma vela acesa durante cenas de suspense ajudam a transformar acontecimentos comuns em experiências marcantes.

Além disso, quando o grupo associa esses objetos a determinados momentos, a expectativa surge naturalmente antes mesmo de qualquer descrição.

Valorize pequenas comemorações

Toda campanha possui conquistas importantes. Derrotar um grande vilão, concluir um arco narrativo ou alcançar um objetivo coletivo merece reconhecimento.

Em vez de apenas seguir para a próxima cena, reserve alguns minutos para celebrar essas vitórias. Um brinde, uma salva de palmas ou até uma fotografia da mesa ajudam a registrar o momento e reforçam o sentimento de realização compartilhada.

Transforme erros divertidos em tradição

Nem todo ritual nasce de um planejamento cuidadoso. Muitas vezes, os momentos mais lembrados surgem de erros inesperados.

Se um jogador pronunciou o nome de um reino completamente errado e isso provocou uma sequência de piadas durante várias sessões, talvez esse erro possa se transformar em uma tradição do grupo. Dessa forma, pequenas histórias internas fortalecem o senso de pertencimento.

Crie um encerramento característico

Assim como o início merece identidade, o final da sessão também pode ganhar um ritual próprio. Alguns grupos encerram com uma pergunta sobre o momento favorito da noite. Outros compartilham expectativas para a próxima aventura.

Além de criar um fechamento emocional, esse costume ajuda cada jogador a deixar a sessão refletindo sobre a história que acabou de viver.

Incentive os jogadores a contribuir

Os melhores rituais raramente nascem apenas da iniciativa do mestre. Pelo contrário, quando todos participam da construção dessas tradições, a campanha ganha muito mais personalidade.

Talvez um jogador queira criar um diário coletivo. Outro pode sugerir uma frase para celebrar sucessos críticos. Aos poucos, cada participante deixa sua marca na identidade da mesa.

Preserve as lembranças da campanha

Guardar mapas rabiscados, cartas escritas pelos personagens, fotografias da mesa ou até anotações antigas ajuda a construir uma verdadeira memória da campanha.

Além disso, revisitar esse material meses depois desperta emoções que dificilmente voltariam apenas pela lembrança. Cada objeto preservado passa a representar uma parte da jornada compartilhada.

Permita que os rituais evoluam naturalmente

Nem todo costume precisa permanecer igual para sempre. Alguns desaparecem, enquanto outros surgem espontaneamente conforme a campanha evolui.

O importante é permitir que essas mudanças aconteçam de maneira orgânica. Afinal, a identidade da mesa também cresce junto com os jogadores, refletindo novas experiências e novas histórias.

Conclusão

Os grandes momentos de uma campanha costumam receber toda a atenção. No entanto, são os pequenos hábitos que transformam uma sequência de sessões em uma experiência verdadeiramente inesquecível. Uma frase repetida, uma música marcante, um gesto simbólico ou uma simples tradição compartilhada criam vínculos emocionais que permanecem vivos muito depois do encerramento da aventura.

Além disso, esses rituais fortalecem a identidade da mesa, aproximam os jogadores e fazem com que cada encontro tenha personalidade própria. Consequentemente, a campanha deixa de ser apenas uma história contada em grupo e passa a representar um conjunto de lembranças construídas coletivamente.

No fim das contas, personagens podem mudar, sistemas podem ser substituídos e campanhas chegam ao fim. Entretanto, os hábitos criados ao redor da mesa continuam acompanhando os jogadores por muitos anos. E talvez esse seja o maior sinal de que uma campanha realmente conseguiu deixar sua marca.

PARA MAIS CONTEUDO DO MESTRE BROTHER BLUE

Diversão offline 2026 – Taverna do Anão Tagarela #212

Douglas Quadros, Gustavo Estrela e Ítalo Nogueira falam sobre Diversão Offline 2026: Arena RPG nessa taverna. Venha saber mais sobre esse evento! Entenda como funciona a organização das mesas e espaços imersivos e como você pode aproveitá-lo para se divertir, conhecer novos sistemas de RPG e fazer amizades jogando com a comunidade presencialmente.

A Taverna do Anão Tagarela é uma iniciativa do site Movimento RPG, que vai ao ar ao vivo na Twitch toda a segunda-feira e posteriormente é convertida em Podcast. Com isso, pedimos que todos, inclusive vocês ouvintes, participem e nos mandem suas sugestões de temas para que por fim levemos ao ar em forma de debate.

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Diversão offline 2026

‎Host: Douglas Quadros.
‎Participantes:‎‎ Douglas Quadros | Gustavo Estrela | André
‎Arte da Capa:‎‎ ‎Raul Galli.‎

O Preço da Imortalidade – Gênese Zero #71

Depois de explorarmos, em Mentiras Moldando o Mundo, como narrativas falsas podem sustentar civilizações inteiras durante séculos, surge outra questão capaz de transformar completamente um cenário de fantasia: o que acontece quando ninguém mais precisa morrer? Afinal, muitas culturas organizam suas leis, religiões, economias e tradições em torno da inevitabilidade da morte. Entretanto, quando a imortalidade deixa de ser um mito e passa a fazer parte da realidade, praticamente todos os pilares da sociedade precisam ser reinventados.

À primeira vista, viver para sempre parece representar a maior conquista possível. Reis sonham com reinados eternos, magos dedicam a vida inteira à busca desse poder e alquimistas gastam gerações tentando produzir o elixir definitivo. Contudo, toda conquista cobra um preço. Uma sociedade formada por imortais enfrenta problemas inéditos, muitos deles mais perigosos do que a própria morte.

Portanto, ao incluir a imortalidade em um cenário, o worldbuilder deve pensar além do indivíduo. É preciso compreender como esse fenômeno altera governos, famílias, economias, religiões e até a maneira como as pessoas enxergam o tempo.

1. O Valor da Vida Muda Completamente

Antes de tudo, quando a morte deixa de ser inevitável, a própria ideia de vida muda.

Uma pessoa que acredita viver para sempre pode perder o senso de urgência. Projetos são adiados por décadas, amizades levam séculos para amadurecer e decisões importantes deixam de parecer imediatas.

Assim, o tempo deixa de ser um recurso escasso e passa a ser administrado de maneira completamente diferente.

2. Governantes que Nunca Deixam o Trono

Além disso, a política muda radicalmente.

Se reis, imperadores ou conselhos jamais morrem, novos líderes dificilmente assumem o poder. Como consequência, ideias antigas permanecem no comando durante séculos.

Imagine um continente governado pelo mesmo monarca há oitocentos anos. Sua experiência seria gigantesca, porém sua visão de mundo talvez permanecesse presa ao passado.

3. Uma Economia Sem Heranças

Grande parte da economia depende da sucessão entre gerações.

Entretanto, quando ninguém morre, heranças deixam de circular, propriedades permanecem nas mesmas famílias e riquezas se acumulam continuamente.

Consequentemente, jovens encontram cada vez menos espaço para construir patrimônio, enquanto antigas elites concentram recursos quase infinitos.

4. Religiões Precisam se Reinventar

Muitas religiões prometem algum tipo de recompensa após a morte.

Porém, quando a morte desaparece, essas promessas perdem parte de sua força. Alguns sacerdotes reinterpretam antigos textos sagrados, enquanto outros afirmam que a verdadeira imortalidade representa uma maldição enviada pelos deuses.

Dessa forma, novas crenças surgem justamente para explicar aquilo que as antigas não conseguem mais responder.

5. Famílias que Nunca Terminam

Em um mundo de imortais, uma única família pode reunir dezenas de gerações vivas ao mesmo tempo.

Bisavôs convivem com descendentes muito distantes, disputando espaço, autoridade e influência.

Além disso, conflitos familiares podem durar séculos, transformando pequenas desavenças em rivalidades históricas.

6. O Peso Psicológico dos Séculos

A mente nem sempre acompanha a eternidade.

Mesmo que o corpo permaneça jovem, lembranças se acumulam. Perdas, arrependimentos e traumas atravessam centenas de anos.

Por isso, alguns povos criam rituais para apagar memórias antigas, enquanto outros consideram o esquecimento um dos maiores luxos da existência.

7. A Imortalidade Como Privilégio

Nem toda sociedade oferece esse dom a todos.

Imagine um reino onde apenas nobres podem beber o Elixir da Eternidade, enquanto o restante da população continua mortal.

Consequentemente, a desigualdade deixa de envolver apenas riqueza ou poder e passa a determinar quanto tempo cada pessoa tem para viver.

8. Crimes Contra Imortais

Quando alguém não pode morrer naturalmente, novas formas de punição surgem.

Alguns reinos condenam criminosos ao isolamento eterno em prisões dimensionais. Outros removem memórias, destroem identidades ou transformam condenados em estátuas conscientes.

Assim, a justiça também precisa evoluir para lidar com uma existência infinita.

9. O Mundo Para de Inovar

Paradoxalmente, viver para sempre pode desacelerar o progresso.

Pessoas extremamente antigas tendem a preservar métodos conhecidos, enquanto novas ideias encontram resistência.

Além disso, inventores jovens dificilmente conseguem espaço quando especialistas acumulam séculos de experiência.

Como resultado, a própria civilização pode entrar em estagnação.

10. Quando a Morte Volta a Ser Desejada

Por fim, chega um momento em que alguns personagens deixam de buscar a vida eterna e passam a desejar justamente o contrário.

Depois de milênios, muitos sentem que já viveram tudo o que era possível.

Nesse contexto, a verdadeira aventura pode consistir em encontrar uma forma de morrer novamente. Assim, a mortalidade deixa de representar uma tragédia e passa a simbolizar liberdade.

Conclusão

A imortalidade parece, à primeira vista, uma recompensa perfeita. Entretanto, quando analisamos suas consequências sociais, percebemos que ela transforma todos os aspectos de uma civilização. Política, economia, religião, família, cultura e justiça passam a funcionar segundo regras completamente diferentes.

Para o worldbuilder, explorar esse tema significa ir além do clichê do mago eterno ou do vampiro milenar. Significa perguntar como uma sociedade inteira se adapta quando o ciclo natural da vida deixa de existir.

No fim, talvez o maior preço da imortalidade não seja viver para sempre, mas perceber que o mundo continua mudando enquanto você carrega o peso de todos os séculos que já passaram. Afinal, a morte limita a existência, mas também dá significado ao tempo. Sem ela, a eternidade pode deixar de ser um sonho e se tornar a mais silenciosa das prisões.

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Minha Primeira Experiência no DOFF – Diversão Offline 2026

Bom dia, boa tarde e boa noite! Espero que estejam todos bem! Neste post irei abordar sobre o mais badalado evento de RPG e jogos de tabuleiro que aconteceu nesse final de semana (11 e 12 de julho), e como foi minha primeira experiência estando no DOFF em 2026.

O que falar desse primeiro Diversão Offline que participei? Muita coisa! Então, para começar: apareceu muita gente!

Evento “estranho, com gente esquisita…”

Me senti em casa! Muitas pessoas indo e vindo. Gente comprando bugigangas, conversando aleatoriedades, discutindo negócios, fantasias e cosplays, uma galera de óculos, filas para todos os lados e em todos os estandes, e sim, sempre envolvendo RPG!

Claro que sabemos que o DOFF não é isso. E tive essa certeza quando me deparei com a equipe reencontrando pessoas conhecidas, amigos de outros DOFF’s e eventos diversos, que vinham falar com a gente e eram apresentadas a mim, comentando sobre as novidades.

Mas também, de uma forma calorosa, quando vi o rosto daquelas pessoas que eu só via pela tela do celular ou do computador, e, mesmo que por uns instantes, conseguia me conectar com elas. É nesse momento, senhoras e senhores, que entendi que o DOFF não é só RPG.

Um pouco de história

O evento já vem crescendo há tempos. Nasceu em 2015, no Rio de Janeiro, e começou reunindo empresas do mercado de jogos de tabuleiro. Logo se transformou em um lugar onde todos poderiam falar a mesma língua. Em 2018, expandiu para São Paulo, caminhando devagar, mas sem parar, passou a abraçar o RPG e jogos no geral, tendo dois dias de evento para conseguir abranger todo o sucesso que vinha fazendo.

Então, o local em que estavam não era mais suficiente para comportar tamanha magnitude, e o Expo Center Norte se tornou o lugar do evento desde o ano passado. Isso permitiu que mais parcerias ocorressem, mais pessoas expusessem suas artes, mais itens nerdísticos chegassem à casa das pessoas, e, principalmente, mais conexões surgissem.

DOFF não é só RPG

Essas conexões me mostraram que o evento não é um evento qualquer, é um lugar onde conheci muitas pessoas incríveis.

Vi Influencers que, mesmo sem estar a trabalho, não se importavam em parar para tirar fotos e conversar com seus fãs. Mestres que, mesmo após horas narrando e mostrando a novas pessoas sobre um universo totalmente novo, continuavam se dedicando (até sem voz) para dar a melhor experiência para aqueles que estavam em sua mesa. E jogadores que se dedicaram a entender o jogo que foi colocado em sua frente e curtir a experiência como um todo.

Também notei muitas famílias, com crianças, inclusive – e em boa quantidade -, que encontraram no evento um lugar seguro para levar quem amam para se divertir. Eles sabiam que lá encontrariam pessoas com paciência e carinho para ensinar seus filhos (e que iriam se divertir com os pequenos). E, pessoas com mais idade também, o que me mostrou que RPG, é sim, para todos!

A CapyCat foi mestra em deixar os pequenos confortáveis no jogo

Percebi ainda, um aumento no número de mulheres que marcaram presença no evento. Felizmente, estamos ocupando cada vez mais lugares, mas ver isso presencialmente em um lugar que possui um tema, que antes, era totalmente dominado por homens, foi incrível!

Seja como artistas, como cosplays, participantes das editoras na correria do evento, e jogadoras, desde as novatas até as experientes. Inclusive, muitas narradoras, com mesas lotadas e com tema “só para mulheres” (que não consegui jogar por não ter vaga). Nós estávamos lá marcando presença em peso, como as maravilhosas Juniperpg (@juniperpg_), a Rubi (@coragemnarrada) e a Bella Farias (@thedragonesa)!

O DOFF também é inclusão, representatividade e conexão!

Quem você pode encontrar no DOFF

Agora, falando de uma parte importante e que também já comentei um pouco: pessoas.

Claro que tivemos a presença de inúmeros criadores de conteúdos. Aqueles mais focados em RPG e jogos de tabuleiro que estavam com estandes e venda de produtos, como também, aqueles que apenas foram narrar ou apareceram por lá para ver como estava o evento. Entre eles, além dos que já foram mencionados, podemos citar:

  • Rafael Studart (@dequemeavez): estava como apresentador oficial do DOFF, fazendo entrevistas na sala de imprensa reservada, andando pelo evento para falar com as pessoas, e claro, apresentando tudo ao vivo pelo YouTube, com posts nas redes sociais em interações com o público;
  • Inúmeros dubladores: Sérgio Stern (@sergiosternoficial), Felipe Grinnan (@felipegrinnan), Miriam Ficher (@miriamficher), Aline Guioli (@alineguioli);
  • Criadores de conteúdo focados em RPG, jogos de tabuleiro e mesas de RPG: Felipe Miyata (@felipemiyata), Dados Caricatos (@dadoscaricatos), Fracasso Extremo (@fracassoextremo), Pauta Fria (@pauta_fria), Maré Geek (@mare.geek), Nadja Lírio (@nadja_lirio);
  • Os Embaixadores do DOFF: Marcos Teixeira (@umbardomedisse), Fabrício (@aftermatchbg), Yuri (@cadeodado), Diogo Braga (@didibraguinha), Letícia (@leticinios), André (@narradoresnarrados), Nerdsbonde (@nerdsbonde), Nicholas (@nickbgg), Sérgio Cantú (@sergio_cantu), Eric (@turnobgames), Gilsmy Boscolo (@prof.ludico);
  • Pessoas que talvez você não saiba que são fãs de RPG e jogos de tabuleiro: Tranks e Malu (@tranquillini e @_malusc), Luiza Netto (@luizanetto97), Leonardo Ramos (@reolamos) e André Dea (@andredea).

E sim, esses foram somente alguns dos nomes de quem vi por lá ou de quem eu soube que passou por lá. E, se você tem interesse em, quem sabe, esbarrar com essa galera alguma hora, já começa a se programar para ir no DOFF no próximo ano.

O que fazer no DOFF

Além de você conseguir encontrar com as pessoas das quais é fã, rever amigos e fazer parcerias, o DOFF também apresenta uma série de atividades para fazer e coisas para ver.

Como o evento aconteceu no Expo Center Norte e o lugar é muito grande, tinha muita coisa para fazer! A começar pelo mapa do evento:

Mapa do DOFF 2026

Como deu para notar, inúmeros lugares para visitar. A começar dos estandes das editoras com jogos de tabuleiro, de cartas ou que envolvem o corpo. Com regras fáceis ou mais complexas, mas sempre com muita diversão! Com livros de RPG nacionais, traduzidos, grandes, pequenos, cheio regras, com muita ou pouca lore de mundo, e aventuras prontas. Para todos os gostos!

Além disso, muita arte! Vários artistas independentes compartilhando barracas de vendas, com pinturas, fanarts, bottons, chaveiros, pins, muito material feito com impressora 3D, cerâmica, aquarela, metal, entre outros.

Alguns lugares para explorar

Pudemos encontrar esses artistas tanto no Distrito do Comércio, como também no Indie Alley, onde conhecemos 30 artistas independentes buscando conquistar o público com seus jogos, artes e carisma!

Indie Alley contando com 30 artistas independentes

Lojinhas e mais lojinhas

No Paint Alley tivemos a possibilidade de pintar nossas próprias miniaturas. Tendo uma variedade de tintas e pincéis com pontas pequenas que mostram a dificuldade de seguir nessa área (precisando ter muito cuidado e uma mão leve para não errar nos detalhes).

Na Arena RPG, que foi organizada pelo Tavernando (@jogue.tavernando), pudemos acessar o site deles através da leitura do QR Code. Dessa forma, podíamos nos cadastrar para as mesas que estariam disponíveis no evento, conhecendo o narrador, uma sinopse da aventura e qual sistema usaria. Mas elas estavam sempre cheias, então se quiser jogar, precisa ficar de olho no site!

“As histórias nascem aqui!”

Área Catarse de Protótipos estava totalmente dedicada a novas invenções que irão fazer muito sucesso, e a qual poderíamos testar. Na Loja DOFF poderíamos comprar camisetas, pegar nossa credencial do evento, comprar ursinhos e bugigangas maneiras do evento.

E muito mais!

Tudo isso, sem contar ainda a Praça de Alimentação cheia de comidinhas gostosas. E como falado antes, o DOFF tem se tornado cada vez mais um local seguro para todas as pessoas, contando com um Feudo da Família com jogos exclusivos para pais e filhos. Também tinha disponível a Sala Neurodivergente, sendo um local para abraçar pessoas que precisassem de um espaço acolhedor e calmo para respirar durante o evento.

Dando uma volta você também poderia encontrar um local exclusivo para você fazer uma Tatuagem Pequena (famosos flashes). Uma Escape Room assustadora para tentar escapar, um espaço para Simular Lutas e Combates (com segurança, claro). Também tinha um espaço dedicado a Hasbro Games, com muitos mais jogos para jogar.

Tudo com segurança, claro

Cinco minutinhos sem perder a amizade? Bó?

E não posso deixar de citar o Palco do evento, com palestras, conversas e brincadeiras entre criadores e autores (nacionais e internacionais). Com variedade de temas e horários diversos, para todos terem interesse de ir pelo menos em uma. E muito mais!

Ou seja, no DOFF você não fica entediado. Se não quiser sentar em alguma mesa para jogar algo, tudo bem (mesmo que eu ache que você vai estar desperdiçando uma boa oportunidade). Mas no evento tem outras atividades para você se distrair e ter muitos momentos de lazer e diversão!

Editoras parceiras que você pode encontrar

E entre tantas editoras e empresas que estavam presentes, irei citar, com mais carinho, aquelas que são parceiras do Movimento RPG. Vamos por ondem alfabética, para facilitar:

CapyCat Games

Idealizado pelo Pedro Coimbra (vulgo, Mestre Pedrok), tem em seu portfólio RPGs como Wilderfeast RPG e Skyfall RPG, além de jogos de mesa como Cat Catch e Escola de Dragões. Estavam no DOFF com algumas novidades, entre elas Wonderland Rebellion RPG.

Esse RPG vem com uma proposta totalmente nova e diferente onde a Alice nunca chegou ao País das Maravilhas, a Rainha de Copas está dominando tudo, e os jogadores precisam ser os heróis (já que a heroína original não apareceu). Com combates feitos em um cenário 2D de plataformas, a ideia promete revolucionar o cenário de jogos de mesa.

Confesso que amei a galera com capa!

A CapyCat arrasou no quesito “jogos de família”

Jambô Editora + Retropunk Editora

Nesse ano, a Jambô Editora fez parceria com a Editora Retropunk, dividindo o estande e atraindo mais pessoas para passar pelo local.

A Jambô foi idealizada pelo Guilherme Dei Svaldi, junto ao Rafael Dei Svaldi e o Leonel Caldela, tendo em seu portfólio grandes nomes do RPG como Tormenta20 e Ordem Paranormal.

Sua grande novidade (que já estava em financiamento coletivo há um tempo) é o primeiro jogo de tabuleiro da Editora, Tormenta: Expedição Escarlate. E o MRPG participou da conversa com o Leonel Caldela e a Karen Soarele sobre essa novidade, e em breve vai ter um texto aqui no site.

Já a Retropunk foi idealizada pelo Guilherme Moraes, tendo em seu portfólio RPGs como Fallout RPG e Deadlands. Trouxeram lançamentos como Delta Green – Arqint e Duna RPG – Ferramentas de Mestre para o DOFF.

Com muita gente!

Esse painel estava lindo demais!

Luz Negra Editora

Idealizada pelo Diego Bassinelo e pelo Stefano Pelletti, tem em seu portfólio RPGs como Infaernum e Melodia Perdida. Trouxeram para o DOFF seus produtos do financiamento coletivo, para a galera pegar em mãos e sentir a energia do que está por vir, como Tenebra e Catedral dos Ímpios.

Esses são RPGs que fogem da pegada tradicional, onde  Tenebra (rebele-se no fim do mundo) é um RPG pós-pós (sim) apocalíptico (COM UMA ARTE INCRÍVEL), e Catedral dos Ímpios é um suplemente de BREU RPG.

O estande mais tenebroso que você vai ver

OLHA QUE COISA LINDA!

New Order Editora

Idealizada pelo Anésio Vargas e pelo Alexandre Seba, tem em seu portfólio RPGs como Chamado de Cthulhu e Pathfinder 2. Trouxeram para o evento seu novo sistema: Lunatar (em breve vai sair matéria aqui no site falando sobre, já que nós jogamos), um RPG que explora a corrupção de um mundo repleto de criaturas e animais conscientes chamados de faunis.

Além disso, para o evento, eles também fizeram dois Meet & Greet. Um com o Rakin (@rakin) e a equipe de arte de Assimilação RPG. E outro com o mestre GG (@ggtonho) e os jogadores da campanha Presas Expostas. Com possibilidade de autógrafos, fotos, e posters exclusivos.

A galera estava em peso no estande

O painel estava lindo dos dois lados

Nozes Game Studio

Idealizada pelo Jonas Picholaro, tem em seu portfólio RPGs como Urbana Bellica e As 7 Baladas do Oeste. Trouxe para o evento algumas novidades, como o financiamento coletivo de Cairn (segunda edição), que está simplesmente lindo!

A campanha no Catarse de Cairn conta com o Guia do Jogador, o Guia do Guardião e uma Aventura Introdutória desse mundo. Além do Escudo do Guardião e alguns acessórios, como um kit de dados e um bloco de fichas de personagens personalizado.

Que coisa mais graciosa

Quanto material para ler!

Old Dragon Editora

Idealizada por Antônio Sá (atual CEO da Buró Brasil), pelo Guilherme Mir e pelo Julio Monteiro, tem em seu portfólio RPGs como Cenário de Campanha: ARKHI e o Módulo de Aventura: A Última Caravana do Outono. Trouxeram para o DOFF os lançamentos do Guia de Campanha: URBANA, e o Módulo de Aventura: A Pirâmide do culto a Zillavok.

O tempo todo tinham pessoas jogando

Os narradores se preparando para o final de semana cheio de aventuras!

Vale a pena?

SIM! COM CERTEZA!

Como meu primeiro evento eu posso dizer: quero voltar ano que vem!

O evento reúne uma energia e uma sensação de pertencimento única, que só esse tipo de evento pode conceder. Eu estava o tempo todo radiante de estar presente, andando de um lado para o outro (me perdendo um pouco), e a cada esquina, mesmo já tendo passado pelo local, parecia que algo novo surgia.

Se você procura um lugar onde vai poder fazer novos amigos e contatos, conhecer pessoas diferentes e conversar sobre seu hobby (ou trabalho) favorito, como jogos de tabuleiro e RPG, o DOFF é o lugar ideal para você ir. E se nunca teve a experiência, eu recomendo. Se organize e vá ano que vem, tenho certeza que você irá gostar!

E ainda faltou coisa nessa foto!

No entanto, se prepare! Você irá andar muito, então não leve peso na mochila e vá com um tênis confortável, leve comidinhas para beliscar e água para se hidratar. Com amigos é mais gostoso, mas não deixe de sair da sua zona de conforto e conversar com as pessoas por lá!

Vá com dinheiro preparado, porque eu te garanto que você vai querer comprar tudo que vir pela frente (só não comprei mais coisas, pois o dinheiro acabou e o cartão de crédito estava sem limite).

E o mais importante: esteja pronto para se divertir, pois o evento é feito para aproveitar!

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