Outros Deuses Menores e Mais Problemas Maiores, Parte 3 – Área de Tormenta

No último financiamento coletivo Tormenta 25 anos. Tivemos um livro extra, o Guia de Deuses Menores. Nesse livro, somos introduzidos ao conceito de deuses menores. No Área de Tormenta de hoje, trazemos a parte três de um texto anterior, Deuses Menores, Problemas Maiores, com mais alguns ganchos de aventura ligados aos deuses menores apresentados!

Essa é a terceira parte do texto falando sobre os deuses com Status Divino 3 a 4.

Disclaimer

Antes, para deixar claro: os ganchos feitos aqui NÃO são oficiais. O Movimento RPG não tem ligação com a Jambô Editora, e fãs criaram todos os ganchos deste material para outros fãs. Além disso, há spoilers dos romances de Tormenta, principalmente a Trilogia da Tormenta.

O Deus das Cidades

  • Alguma Coisa Acontece no Meu Coração. Um personagem nativo de uma alguma cidade específica, quando volta sente algo bater forte no seu coração. O Deus Menor das Cidades, naquela cidade, chama que ele fique por mais tempo, e tudo parece deixá-lo mais confortável. Na verdade, o próprio deus precisa de ajuda para uma questão pessoal naquela cidade específica.
  • Cidade Infinita. Dizem que o deus das Cidades existe em todas as cidades de Arton, mas há boatos sobre a Cidade Infinita. Uma dimensão de bolso que na verdade é o corpo do próprio deus, em que há os portais que direcionam para todas as cidades de Arton.
  • Não Existe Amor nas Cidades. O Deus das Cidades tenta, por algum motivo, unir um casal formado em um de seus centros urbanos. Por um motivo que só ele sabe, e pede ajuda dos aventureiros.

O Deus do Medo

  • Medo do Escuro. Os aventureiros acabam em uma masmorra completamente escura, em que apenas luz mágica funciona, e na metade da potência. Nessa masmorra, coisas estranhas espreitam nas sombras, e todos os personagens imunes a medo se percebem incapazes de resistir ao terror das trevas.
  • Olho do Abismo. No fundo da masmorra, há um abismo sem fundo, mas que parece olhar de volta, trazendo o maior medo daquelas criaturas a tona. Qual seria o maior medo de cada um?
  • Sombras que Esgueiram. Elementais das Trevas são alguns dos maiores agentes do Deus do Medo, alguns elementais de outros elementos, como o Rarvnaak (ou Caçador Invisível) e os Pakks, tem versões corrompidas das trevas, que servem ao deus do Medo.

Rhond, deus das Armas

  • Caça ao Tesouro. Devotos de Rhond, e as vezes até o próprio deus, guardou parte de seu arsenal dentro de masmorras por Arton. Achar uma masmorra que tenha uma das armas forjadas pelo deus é o papel de vida de muitos aventureiros, que buscam elas visando ter uma arma poderosa como parte de seu arsenal.
  • Guerra dos Deuses Armados. O deus dos Machados, o deus da Pólvora, a Espada-Deus e o deus dos Arcos… Todos eles já buscaram o respeito de Rhond em algum momento. E em algum momento, se enfrentaram para definir quem é o melhor das armas já forjadas por Rhond.
  • Senhor das Armas. Rhond pode ser encontrado na sua própria cidade, Rhond. E muitas vezes aventureiros vão até ele para pedir armas. Mas muitas vezes ele pede favores em troca, ou algum retorno dos aventureiros em troca dos equipamentos.

Sartan, deus da Desolação

  • Retorno Eminente. Todas as aventuras envolvendo Sartan e seus devotos envolvem seu eminente retorno, quando as estrelas se alinharem, a Arton. Aventuras como o Disco dos Três trazem um exemplo, mas Sartan pode tentar retornar de diversas maneiras diferentes.

Tamagrah, deus da Ilha Viva

  • Um Deus de Aventuras. Aventuras envolvendo Tamagrah podem ser aventuras que envolvem qualquer ilha inóspita: investigar seus ermos, seu habitat e impedir pessoas que querem seu mal, algo que o próprio deus não possa fazer em si mesmo e precise de aventureiro para tal.

Tessalus, deus dos Elfos-do-Mar

  • Entrave Aquático. Nas repúblicas livres de Samburdia, no rio que atravessa Fross e Yukadar, diferentes cultos se julgam dignos de ter livre transação pelo rio, enquanto os demais devem pagar impostos pela travessia. O entrave acontece entre os devotos de Benthos, Marina, Nerelim, Oceano, Piscigeros e Tessalus.

  • Guerra Abaixo Mar. Com o sumiço de Oceano, a tensão entre o culto de  Tessalus e Ayllana aumentou mais ainda, se estiverem em alto mar, pode ser que acabem no meio de um embate entre as duas Igrejas enquanto buscam O Coração do Oceano.

  • Guerra Élfica. Desde a queda de Lenórienn, algumas células do culto de Tessalus tem arrumado rixa com os Naidoras, elfos do céu filhos de Hydora, e enfrentado eles em um combate de céu e mar.
Algo assim, talvez?

Ur, deus dos Carvalhos

  • Benção do Carvalho. Árvores-Matilha e outras criaturas que vem das árvores acabaram recebendo bênçãos de Ur. Então, mesmo o deus sendo vagaroso e quase parando, essas criaturas defendem suas matas e as florestas que recebem suas bênçãos. Algumas dessas criaturas formaram pequenas sociedades ao redor de Ur.
  • Entes Guerreiros. Assim como as árvores-matilhas montadas ao redor de Ur, por Arton alguns Entes acabaram absorvendo as artes bélicas do povo de Arton e unindo com suas forças naturais. O ente guerreiro mais antigo conhecido está em um pântano em Aslothia, esperando o momento que seu deus mais precisar dele, enquanto luta contra a corrupção do Conde Asloth.
  • Grande Carvalho Ur. A muito tempo, uma criança meio-elfo descobriu existir uma masmorra dentro de Ur, aonde se esconde um artefato capaz de movimentar o deus para qualquer outra floresta de Arton. Porém não se sabe até onde isso é verdade.

Yasshara, deusa da Opressão

  • Inútil Inspiração. Os aventureiros acabam encontrando devotos de Anilantir, que estão caçando devotos de Yasshara. Porém os devotos da deusa da Opressão estão um passo a frente e emboscam os personagens, atacando eles primeiro.
  • Reprimir Sonhos. Em uma pequena aldeia de Arton, as pessoas não conseguem mais sonhar, todos os seus sonhos a noite são alterados por pesadelos que os deixam paralisados. O que tem sido causado por Yasshara, para impedir que algo novo venha para aquele vilarejo.
  • Sem Sossego. Em Deheon, devotos de Yasshara e de Anilantir tem se enfrentado constantemente, causando problemas maiores na região. Os aventureiros acabam recebendo missões de ambos os cultos para impedir o outro.

Zadbblein, Dragoa-Rainha das Florestas

  • Aperfeiçoamentos Arcanos. Em florestas ao redor de Arton, mas principalmente as próximas da Floresta das Escamas Verdes, animas transformados por forças arcanas podem ser vistos. Ariscos e agressivos a não nativos da floresta, essas criaturas são criadas por Zadbblein como experimentos arcanos em criaturas da floresta.
  • Malditos Devotos de Allihanna. Devotos de Allihanna, não bem presentes na Floresta das Escamas Verdes, aparecem mortos ao redor dela. Mesmo sabendo disso, um druida pede ajuda para se aproximar e conversar com a Dragoa-Rainha.
  • Pai Contra Filha. Devotos de Kallyandranoch tem invadido a Floresta das Escamas Verdes buscando capturar Zadbblein, os aventureiros podem tentar auxiliar nessa caçada, quanto impedir que os devotos do deus do poder sejam bem sucedidos.

Zakharov, deus da Bravura

  • Desafio de Zakharov. Por Arton, dizem que Zakharov anda buscando novos desafios. Um grupo de aventureiros poderia ser um desses desafios, então Zakharov enfrentaria qualquer grupo de aventureiros com o qual trombe.
  • Machado de Zakharov. Largado pelo seu dono, o Machado de Zakharov está em algum lugar na cidade de Zakharin, dizem que em uma masmorra no meio da cidade, esperando alguém corajoso – ou burro – o bastante para resgatá-lo.
  • Rainha das Medusas. Uma das lendas sobre Zakharov, a Rainha das Medusas existe e está em busca de vingança. Na falta do anão, um grupo de aventureiros pode servir para que ela se aqueça.


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Texto e Capa:  Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Vilões Ocultos – Aprendiz de Mestre

Depois de explorarmos a importância dos Cenários Dinâmicos, percebemos que um mundo vivo só ganha força quando há forças trabalhando nos bastidores. Entretanto, nem sempre essas forças precisam estar diante dos jogadores. Aliás, algumas das campanhas mais intensas são movidas por antagonistas que quase nunca aparecem. Eles deixam rastros, influenciam eventos e moldam destinos, mas permanecem escondidos atrás de intermediários, rumores e sombras.

Por isso, agora vamos mergulhar no conceito dos vilões ocultos, aquelas presenças invisíveis que mexem com toda a campanha sem colocar sequer um pé na cena. Um bom antagonista invisível não só eleva a tensão como produz um sentimento contínuo de perseguição, mistério e paranoia. Além disso, ele permite que o mestre mantenha liberdade criativa, alterando motivações e estratégias sem quebrar a coerência.

Um vilão que nunca está fisicamente presente desperta um tipo diferente de medo. Ele não ameaça com espada ou magia, mas com influência, manipulação e alcance. Portanto, a ausência dele é tão poderosa quanto sua presença. O grupo começa a perceber pistas, coincidências suspeitas e acontecimentos que parecem conectados por uma mente mais ampla.

Esses antagonistas controlam eventos como quem puxa fios em uma marionete. E justamente por esse motivo eles são ferramentas incríveis para construir campanhas longas, complexas e emocionalmente envolventes. Agora vamos ver como criar esse tipo de força invisível com consistência e impacto.

Pistas fragmentadas espalhadas pelo cenário

Um vilão invisível raramente se revela de uma vez. Ele deixa fragmentos, sinais e mensagens cifradas que surgem de forma natural conforme os jogadores avançam. Esses vestígios podem aparecer em documentos queimados, tatuagens discretas em mensageiros ou até em rumores contraditórios. Assim, o grupo sente que existe algo maior observando cada movimento.

A manipulação de terceiros como principal arma

Como o vilão não aparece, ele precisa agir por meio de agentes, cultistas, políticos, mercadores ou até criaturas controladas. Dessa forma, cada antagonista menor parece ter suas próprias intenções, mas, ao final, todos servem a um propósito oculto. Quando os jogadores derrotam um desses intermediários, encontram apenas mais perguntas, o que aumenta ainda mais o mistério.

Rumores que se espalham antes da verdade

O vilão invisível muitas vezes é conhecido apenas por histórias, exageros e superstições. Consequentemente, o grupo lida com versões distorcidas de sua identidade. Em uma cidade, ele pode ser descrito como um mago ancestral. Em outra, como um espírito vingativo. E em uma terceira, como um político influente que nunca sorri. Essa confusão dá ao mestre liberdade para construir uma presença que evolve com o tempo.

Ações orquestradas à distância

Para que o antagonista pareça realmente poderoso, o jogador deve sentir que suas ações são antecipadas. Uma emboscada preparada horas antes, um documento adulterado ou uma sabotagem precisa apenas reforçam que existe alguém atuando por trás do véu. Assim, cada evento parece calculado demais para ser coincidência.

Símbolos e marcas recorrentes

Uma marca repetida em locais diferentes cria identidade e mito. Pode ser uma máscara deixada em cada crime, um selo gravado em cartas interceptadas ou mesmo um refrão que as vítimas murmuram antes de morrer. Esses símbolos funcionam como assinatura invisível do vilão, reforçando seu domínio sem que ele apareça.

Planos que se adaptam às ações dos jogadores

Um bom antagonista oculto deve parecer inteligente. Por isso, é essencial que ele reaja ao que os jogadores fazem. Se o grupo destruir um laboratório clandestino, outra célula criminosa surge em outro distrito com segurança reforçada. Essa adaptação faz o vilão parecer vivo e consciente.

A presença constante, mesmo na ausência

A sensação de que o grupo está sempre sendo observado é uma das maiores forças desse tipo de vilão. Pequenos detalhes como bilhetes misteriosos, itens deslocados no acampamento ou alguém que repete palavras que só os heróis conheciam podem sugerir vigilância. O medo nasce exatamente dessa ausência de resposta clara.

Aliados em posições improváveis

Um vilão invisível costuma ter aliados onde ninguém espera. O cura da vila, o soldado tão simpático, o ferreiro que sempre sorri: qualquer um pode ser parte da rede. Além disso, quando um aliado improvável se revela cúmplice, o choque reforça a ideia de que a influência do antagonista é profunda e penetrante.

Motivações que só aparecem aos poucos

A revelação gradual dos motivos do vilão mantém o suspense em estado constante. Talvez ele busque vingança ancestral, queira interromper uma profecia ou talvez nem seja humano. Quando essas motivações se revelam pouco a pouco, o grupo passa a entender que tudo o que foi vivido até ali fazia parte de um tabuleiro maior.

O impacto das escolhas dos jogadores

Por mais invisível que o antagonista seja, suas reações às decisões do grupo precisam ser claras. Assim, quando os heróis libertam uma cidade, o vilão pode recuar temporariamente, mas enviar espiões depois. Quando destroem um artefato importante, uma guerra silenciosa começa nas sombras. Isso reforça a ideia de que existe uma mente ativa por trás de tudo.

Conclusão

Os vilões ocultos são ancestrais da narrativa. Na verdade, eles são tão antigos quanto as primeiras histórias sobre deuses silenciosos e conspiradores invisíveis. E, no RPG, essa abordagem permite que o mestre controle o ritmo, aumente a tensão e mantenha a campanha sempre imprevisível.

Além disso, ao trabalhar esse antagonista como uma presença difusa, você cria uma atmosfera em que cada pista tem peso, cada silêncio parece carregado e cada escolha afeta diretamente as engrenagens secretas da trama. E, quando finalmente o grupo se depara com o verdadeiro rosto por trás de tudo, a catarse é gigantesca.

PARA MAIS CONTEUDO DO MESTRE BROTHER BLUE


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Crenças dos Vampiros – Crença em Caim

Vampiros, em sua não-vida, abraçam as mais diversas crenças, seitas e religiões. Algumas bebem de fontes mitológicas ou religiosas já presentes na vida, enquanto outras são totalmente ligadas à condição do vampirismo. Hoje, falaremos sobre a figura enigmática que é, supostamente, o pai de todos os vampiros.

O Inventor do Homicídio

Caim vem diretamente das religiões abraâmicas. Segundo a história, ele mata seu irmão Abel por inveja, já que Deus preferiu a oferenda do irmão à sua. Essa história já foi interpretada e reinterpretada de um milhão de formas diferentes, desde a simples noção de uma rixa entre irmãos que vai longe demais até uma alegoria para a sedentarização da humanidade.

“Esses irmãos vivem brigando!”

Vampiro a Máscara segue a ideia de que Caim matou Abel por amor à seu Pai: ele amava seu irmão, e por isso ele era o sacrifício perfeito. Por conta disso, o Pai o expulsou, condenando-o a vagar pela terra de Nod, onde ele foi amaldiçoado por três anjos e se tornou o primeiro vampiro. Essa história é retratada no Livro de Nod e já tivemos uma série de textos sobre isso.

O mito de Caim provavelmente se espalhou entre os vampiros por conta justamente da presença massiva do Cristianismo e do Islã no mundo. Porém, nas noites atuais, a Camarilla tenta apagar a existência da crença em Caim, enquanto o Sabá abraça essa religião em várias formas.

As várias vertentes do “Cainismo”

A crença em Caim é bem diversificada, mas podemos apontar as seguintes vertentes como as principais:

Nodismo Secular

Embora não seja exatamente uma crença ou religião, essa é meio que a crença padrão de muitos jogadores de Vampiro, já que a terceira edição trazia na quarta capa uma profecia sobre a Gehenna e o despertar dos Antediluvianos. É natural, portanto, que muitos dos personagens dessa galera tenham crenças parecidas. Porém, a quinta edição de Vampiro tirou do livro básico essa crença padrão em Caim, então suponho que a galera que está começando a jogar agora não se apegue tanto a essa ideia.

“Cara, dá pra diminuir um pouco essa luz, fazendo um favor? Obrigado”

O Nodismo Secular é essa crença meio vaga na ideia de que os vampiros vieram de Caim, ou de que ele pelo menos foi um vampiro muito importante, mas sem transformar isso necessariamente em uma religião ou crença. Muitos vampiros debruçam-se sobre isso de uma maneira mais acadêmica, inclusive, recolhendo e estudando fragmentos, textos e artefatos ligados a toda essa simbologia cainita.

Nodismo Religioso

Praticado quase exclusivamente no Sabá, o Nodismo Religioso, também conhecido como Trilha de Caim, prega a ideia de que os antediluvianos traíram seus criadores e são os responsáveis pela decadência vampírica. O apelido do Sabá, A Espada de Caim, vem dessa ideia.

Dentro do Sabá os nodistas pregam a ideia de que os antediluvianos e seus peões – anciões, vampiros antigos e vampiros alinhados à hierarquia social vampírica – devem ser completamente destruídos. Estes nudistas muitas vezes rejeitam a ideia de “clãs”, adotando para si a alcunha antitribu – algo com “anti-clã”.

Trindade

Durante boa parte da idade média, Caim era entendido como uma espécie de deus-tríplice, formado pelo Pai Sombrio, o criador de todos os vampiros e prova direta da existência de Deus; o Viajante, que peregrinará até o momento do juízo final; e o Tirano Sombrio, uma figura escatológica que aparecerá na Gehenna para julgar seus descendentes.

Igreja de Caim

Uma crença herética que também se espalhou durante a idade média entre vampiros cristãos, conhecida na época como a Heresia Cainita. A Igreja de Caim mistura conceitos do gnosticismo com uma visão escatológica e messiânica. Nela, o mundo atual seria, na verdade, o inferno, e Caim seria um mensageiro do criador imperfeito desse mundo, o Demiurgo. Antediluvianos, nessa visão, seriam anjos caídos, e o Abraço seria um passo na direção de uma existência superior.

“Olá! Teria um minutinho para ouvir a palavra do Pai Sombrio?”

Por fim

As crenças vampíricas são extremamente diversificadas. Tenha em mente que, por serem poucos e relativamente isolados, cada vampiro traz consigo sua própria visão sobre sua condição e sua origem. Nos próximos textos continuaremos trazendo cultos vampíricos diversos, bem como ideias para utilizá-los em sua crônica. Até lá, não esqueça de dar uma passada no nosso guia de criação de personagens para Kuro.

Bom jogo a todos!


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A Primeira Missão – Diário de uma Sombra #04

Este conto, dividido em quatro partes, traz algumas páginas do Diário de uma Sombra, escrito por Maitê Santos. Em “A Primeira Missão” acompanhamos os relatos da jovem que estava terminando o Ensino Médio, pronta para viver sua vida acadêmica, quando de repente, em uma noite que deveria ser apenas diversão, ela se vê rodeada de criaturas paranormais.

Aparentemente, mesmo após a Ordo Realitas lutar contra o Outro Lado, parte da Membrana cedeu, e sua cidade foi o palco para o caos inicial conhecido como A Queda.

Essa é uma história não oficial sobre o universo de Ordem Paranormal.

Essa é a última parte da série “Diário de Uma Sombra”. Para ler a primeira parte, clique aqui.

A Primeira Missão

31 de outubro de 2023

Feliz 05 anos de confinamento e mundo pós-apocalíptico!!!

Finalmente teremos nossa primeira missão hoje! E ela é simples: deveremos ir até a casa de Waltin… ele mora relativamente perto de mim, então falei com o sr. Veríssimo para aproveitar e ir até minha casa, mas antes que eu terminasse meu pedido ele me cortou.

Ele disse que já foi até minha casa e a única coisa que encontrou foram os esqueletos de meus pais… eu… Está me doendo. Muito. Mas irei ignorar esse sentimento por enquanto, pois iremos sair em missão agora e não tenho tempo para isso.

Minha irmã ainda pode estar viva!

Ele disse que não encontrou seu corpo. Irei me esforçar para achá-la, e irei sozinha. Aproveitarei alguma brecha e me afastarei do grupo. Tefinho irá ficar revoltado, mas não quero colocá-lo em perigo. Ele já tem seus próprios problemas para resolver com a carta que o sr. Veríssimo lhe entregou.

Albertin falou sobre alucinações e ilusões. Talvez eu realmente deva ir sozinha, não quero que meus amigos se machuquem e não vou deixar isso acontecer… Lucca finalmente saiu de seu confinamento… Ele se machucou e não vou deixar acontecer de novo.

 

Saímos em missão e aconteceram alguns problemas. Aparentemente a situação está mais caótica do que parece aqui fora. Nos perdemos, por minha culpa… Deveria ter estudado mais os mapas da Ordem antes da missão. Mas minha mente inda volta para o que o sr. Veríssimo me disse…

Não irei culpá-lo.

Mesmo assim, chegamos à uma torre de energia com algumas pessoas que estão à salvo! Novos recrutas, talvez? Tivemos alguns conflitos, mas encontramos um cara que era da Ordem antigamente, antes desse caos todos, e aparentemente ele é extremamente poderoso. Ele poderia me ensinar uma coisa ou duas, talvez…

 

Estamos na casa do Waltin, ele vai tentar encontrar a vó dele… Nós estamos por perto, mas deixamos ele tomar a frente, já que era sua casa e não sabemos se iremos encontrá-la… ou de que forma iremos vê-la.

O sr. Veríssimo nos mandou nessa missão, e aparentemente, mandou dois outros soldados para nos espionar. Ele não confia em nós… isso me incomodou muito.

Se ele não confia em nós, por que nos enviou nessa missão?

De qualquer jeito, eu tive uma ideia para ir até minha casa. Talvez dê certo.

Já estou chegando, Astra… esteja me esperando bem, por favor…

01 de novembro de 2023

Eu me distanciei do grupo. Passamos a noite na casa que antes era do Waltin. Ele encontrou apenas os restos de sua avó. Foi um baque pra todo mundo o ver chorando, o cara que está sempre brincando e divertindo os outros… Nós realmente não conhecemos ninguém muito bem.

Enfim, os dois espiões que o sr. Veríssimo mandou eram Tiana e Pedro. Eles apareceram um pouco depois que uma criatura nos atacou. Felizmente conseguimos vencer sem danos, e eu aproveitei para usar os dois no meu plano de ir até minha casa.

Eles estavam com uma moto, então falei para o Pedro ir com os rapazes no carro, enquanto as meninas iam juntas na moto. Todos toparam. Mas enquanto o carro se afastava eu expliquei que a ideia não era voltar com Tiana, mas aproveitar do momento para seguir viagem sozinha até minha casa.

Inicialmente ela me questionou e falou do quanto a ideia era estúpida, e a morte era certa. Inclusive, se ofereceu para me acompanhar. Mas expliquei minha história e meus motivos. E após algum tempo de conversa, disse que precisava fazer isso sozinha.

Felizmente ela entendeu.

Tiana me entregou uma adaga, dizendo ser sua preferida, e me fez prometer que iria encontrar com ela novamente quando voltasse para a Ordem para devolvê-la… gostei dela…

 

Estou assustada. Nunca andei sozinha depois d’A Queda e as ruas são escuras e silenciosas, mas estou conseguindo me virar e seguir pela noite.

Felizmente, não tive maiores problemas no caminho até chegar em casa. Estou sentada agora diante dela, do outro lado da rua, escrevendo essas palavras que podem ser minhas últimas.

É estranho estar de volta. Meu coração está pulsando rápido e forte, e sinto que toda a rua poderia ouvi-lo. Mas era isso que eu queria, certo?

 

20 de novembro de 2023

Eu poderia ter morrido. E de certa forma, acho que morri.

Minha casa estava vazia, o que não era nenhuma surpresa, mas no meu quarto e da Astra estava cheio de plantas. Tive que cortar algumas, e acho que elas sentiram dor, como se fossem animais. Me senti n obrigação de pedir desculpas quando estava saindo de lá…

Mas lá encontrei o anel de Júpiter que tinha guardado para Astra. Em cima da cômoda como me lembrava de tê-lo deixado. Completamente envolto em poeira e folhinhas que tentavam abraça-lo. Eu tenho em meu coração que irei conseguir entrega-lo para Astra um dia, e agora sei disso mais que tudo.

Em cima da caixa onde estava o anel tinha um papel… da minha mãe… intocado…

Era um pedido de desculpas.

Eu nem sei o que pensar disso, eu quem deveria estar me desculpando com ela. Mas sei que não terei mais essa chance…

Junto com o pedido tinham duas frases “Estaremos com você em suas veias” e “Não se preocupe com Astra”. Essa segunda frase é o que me faz ter certeza de que ela está bem. E agora irei fazer de tudo para encontrá-la, mais do que já planejava fazê-lo.

Ver a casa vazia me trouxe sensações assustadoras. As lembranças daquela última noite ainda mexem comigo… as coisas teriam sido tão diferentes…

No quarto dos meus pais tinha apenas o colchão de casal, e foi estranho. Senti como se ele estivesse me chamando? Algo me puxando naquela direção. Então fui até lá e com a adaga, a mesma que Tiana tinha me emprestado, eu abri a espuma, e lá dentro eu vi algo que nunca imaginei que teria relação com meus pais.

Tinha um grande pano vermelho enrolando algo. Eu peguei, e descobri que era uma katana… nela estava gravada na lâmina “SANTOS” e um dragão em volta. O mesmo dragão que meu pai tinha tatuado nas costas.

E na empunhadura da katana um símbolo que eu reconhecia bem… Foi ali que entendi uma coisa, que agora conectava os pontos. Inclusive essa relutância do sr. Veríssimo me deixar ir até lá.

MEUS PAIS ERAM DA ORDO REALITAS!!!

MEUS PAIS SABIAM MUITO MAIS DO QUE EU SEMPRE SOUBE.

ELES SEMPRE SOUBERAM DE ALGO.

Não sabia o que pensar e nem como reagir. Fiquei lá, uns minutos, quieta. Havia uma inscrição no tecido que enrolava a katana: “para a família Santos, até o último dos dias”. É… eles sempre souberam…

Tantas perguntas as quais nunca terei a resposta se formavam em minha mente, e o desejo de encontrar Astra apenas aumentou.

Quando fui até o lado de fora, consegui ver ao longe dois lugares com a terra do jardim remexida… Eram dois túmulos…

Eu chorei tanto… O sr. Veríssimo tinha ido ali e ele não tinha me falado nada além do que considerou essencial.

ELE SABIA DOS MEUS PAIS E NÃO FALOU NADA.

NADA.

Eu confiava tanto nele. Ele era como um pai pra mim. Mas agora, como posso confiar em alguém que escondeu de mim algo desse tamanho?

Ele viu meu desespero todos esses anos e não me disse nada…

Entre os dois túmulos vi mais um pouco de terra remexida, em um pequeno espaço. Ainda em silêncio, comecei a cavar, e encontrei um bilhete com uma letra que reconheci: “me perdoem. vou proteger nossas pequenas. Ass.: Luiz” Me lembrei desse nome. Era um homem que ia em casa quando era pequena… Eu o chamava de tio…

COMO QUE O VERISSIMO NUNCA ME FALOU DISSO?

 

De qualquer jeito, para contar certo o que aconteceu, como eu disse: eu quase morri.

Quando estava saindo da casa, uma criatura veio me atacar. Pelo que entendi, era de alguma outra casa e acabou me ouvindo enquanto fazia minha busca. Era uma Degolificada de Sangue, em média escala, com cabelos que pareciam ter vida própria.

Felizmente quando a Tiana se aproximou do carro indo para a Ordem, Pedro viu que eu não estava na garupa, e Tiana disse que havia confiado em mim, mas sua intuição lhe dizia para voltarem, pelo menos para acompanhar meu retorno.

E ainda bem que fizeram isso. Por muito pouco, conseguimos derrotar aquela criatura totalmente feita de carne, com cabelos vivos e que, com certeza, eu não teria sobrevivido sozinha.

Felizmente, eu consegui entregar para Tiana sua adaga.

 

Quando voltamos à Ordem, fui questionar o Veríssimo. Perguntar quem era Luiz. Minha suspeita é que poderia ser ele, mas sua cara nem tremeu. Não consegui identificar se era ou não. Ele sempre foi bom nesses joguinhos.

Ele ficou brincando comigo enquanto eu o questionava.

Eu sabia que ele estava com raiva de mim por ter ido lá na minha casa sozinha. Mas ele não entendia que a minha raiva era maior? Eu voltei. Estava bem. Era o que importava, não? A menos que ele quisesse que algo continuasse escondido, e eu encontrei.

Perguntei da katana. Ele disse que era uma arma amaldiçoada de família, que tinha, pelo menos, sete vezes a minha idade. Ele não sabia quem tinha dado ou o que poderia representar pra minha família. Pelo menos, foi o que ele disse. Nunca saberei se é a verdade ou não.

Meus pais eram ocultistas… ele me disse. Que eram bons ocultistas, bons agentes. Eles se conheceram na escola, sendo muito presentes na vida do Veríssimo… ele estava triste. Ele é o Luiz.

É nisso que irei acreditar.

Eu o ameacei. Disse que vou sair de novo. Provavelmente. Não sei se sozinha. Mas Astra está aí fora e precisa de mim.

Ou não… nem sei mais o que quero.

Mas sinto que encontrar ela poderia me devolver um pouco da sanidade que perdi. Saí da sala sem nenhum de nós dois termos falado tudo que realmente queríamos.

Depois disso, ele começou a colocar mais olhos em mim… Sentia olhares por todo QG… Desnecessário.

Vou ir atrás dela, não importa se o sr. Veríssimo tentar me impedir.

Enquanto ele mantiver segredos, não vou confiar mais nele.


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A Primeira Missão – Diário de uma Sombra #4

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Tradições de Nascimento, Morte e Pós-Vida – Gênese Zero #55

 

Depois de explorar como pragas, curas e enfermidades moldam a fé e a ciência em “Doenças e Curas Fantásticas”, chegamos agora a um eixo ainda mais profundo da vida: os rituais que acompanham o nascimento, a morte e o atravessar do véu.

Se doenças revelam a fragilidade da carne, as tradições de nascimento e morte revelam a força, ou o desespero, das culturas diante dos mistérios absolutos da existência.

Em mundos de fantasia, esses momentos não são apenas biológicos: são eventos cósmicos, sempre influenciados por estrelas, espíritos, deuses ou pelos próprios planos astrais. Cada cultura desenvolve suas cerimônias, crenças e medos, criando uma tapeçaria vasta de interpretações sobre o início e o fim da vida.

A seguir, vamos explorar dez formas criativas e profundas de retratar esses rituais, mostrando como eles podem transformar narrativas, sociedades e campanhas inteiras.

1. Nomeação pelas Estrelas

Em várias culturas, o nome não nasce da escolha dos pais, mas da leitura do próprio céu. Assim, astrólogos-sacerdotes observam cuidadosamente os padrões celestes e interpretam alinhamentos raros.

Por exemplo, quando três luas formam um arco prateado, as crianças que vêm ao mundo nesse instante recebem nomes ligados ao vento, já que muitos acreditam que elas serão guiadas por espíritos velozes.

Desse modo, cada nascimento se transforma em um verdadeiro ato cósmico, e o nome passa a funcionar como parte essencial do destino da criança.

2. Bênçãos do Primeiro Sopro

Entre os povos das Terras Nebulosas, muitos acreditam que o primeiro sopro do recém-nascido traz memórias de vidas passadas. Por isso, xamãs aproximam cristais de eco espiritual da boca da criança e tentam ouvir sussurros vindos de antigas existências.

Além disso, essas lembranças, mesmo quando aparecem de forma vaga, acabam influenciando diretamente a educação da criança, como se a alma carregasse, desde cedo, fragmentos de jornadas distantes.

3. A Dança do Sangue e da Terra

Alguns povos acreditam que o nascimento reafirma o laço com o mundo físico. Por isso, realizam rituais em que a placenta é enterrada sob árvores específicas ou devolvida aos rios sagrados.

Em uma tribo de gigantes do gelo, a placenta é congelada e esculpida como um amuleto, representando a promessa de proteção da família.

Assim, o corpo da criança passa a carregar simbolicamente a força da própria terra.

4. A Morte como Passagem de Autoridade

Alguns povos acreditam que o nascimento reforça o vínculo com o mundo físico. Por isso, eles realizam rituais em que a placenta é enterrada sob árvores específicas ou devolvida aos rios sagrados.
Além disso, em uma tribo de gigantes do gelo, a placenta é congelada e esculpida como um amuleto que simboliza a promessa de proteção da família.
Dessa forma, o corpo da criança passa a carregar, de maneira simbólica, a força da própria terra.

5. Preparação do Corpo para Outras Dimensões

Para alguns povos, o corpo precisa ser cuidadosamente preparado antes de iniciar sua jornada pelos outros planos. Por isso, os sacerdotes do Culto das Quatro Portas mumificam cada morto de acordo com o tipo de vida que ele levou.
Assim, guerreiros recebem runas de proteção gravadas nos ossos, curandeiros têm os olhos preservados em sal azul e magos são enterrados junto de pedras capazes de armazenar memórias.
Além disso, muitos acreditam que esses elementos acompanham a alma durante a travessia e ajudam o espírito a enfrentar guardiões astrais ao longo do caminho.

6. Cerimônias Fúnebres como Viagens Musicais

Em certas culturas, a morte sempre surge acompanhada de músicas sagradas que conduzem a alma por caminhos invisíveis. Os Naurilianos, por exemplo, acreditam que cada pessoa carrega uma melodia única, criada pela vibração de seus atos ao longo da vida.

Por isso, quando alguém morre, bardos espirituais se dedicam a reproduzir essa melodia com precisão absoluta, garantindo que o espírito avance sem se desviar do caminho.

Além disso, se a música for tocada de maneira incorreta, a alma pode acabar presa entre o mundo físico e o etéreo, um destino tão temido que nem mesmo os guerreiros mais valentes ousam ignorar o ritual.

7. Guardiões dos Mortos e o Papel dos Antepassados

Entre os povos que cultuam os antepassados, a morte não representa um fim, mas sim uma verdadeira promoção espiritual. Nesses locais, os mortos se tornam conselheiros invisíveis e passam a influenciar diretamente o destino das famílias.

Além disso, em uma grande cidade do deserto, é comum preservar máscaras funerárias de ancestrais obedientes. Quando queimadas no incenso alaranjado, essas máscaras liberam fragmentos de memória que auxiliam decisões importantes, tanto no campo político quanto no familiar.

8. Povos que Negam a Morte

Algumas civilizações simplesmente rejeitam a ideia de que a morte encerra a jornada. Por isso, elas realizam rituais de continuidade e afirmam que a alma deve permanecer no mundo físico até cumprir seus propósitos pendentes.

Além disso, os Protetores do Ciclo Remanescente mantêm templos onde as almas continuam guardadas em esferas de âmbar que vibram suavemente, quase como se respirassem.

Enquanto isso, esses espíritos aconselham heróis, protegem cidades e revelam visões importantes, embora permaneçam presos a uma existência inquieta, sempre incapazes de alcançar descanso completo.

9. Planos Astrais e Caminhos Pós-Vida

Em muitos mundos, o pós-vida depende diretamente do plano astral que atrai a alma no momento da morte. Assim, heróis virtuosos costumam viajar para um plano de luz, enquanto ladrões e assassinos acabam puxados por entidades sombrias que habitam regiões distorcidas do além.

Além disso, alguns povos acreditam que a alma pode vagar pelo multiverso por longos períodos até encontrar um verdadeiro lar espiritual. Essa incerteza torna as cerimônias fúnebres ainda mais importantes, já que elas funcionam como bússolas metafísicas, orientando o espírito durante a travessia.

10. Reencarnação e o Ciclo Infinito

Por fim, há culturas que acreditam que nascer e morrer são apenas etapas de um ciclo eterno.

Os Monges da Roda de Mithar ensinam que cada vida é uma chance de lapidar a alma. Eles realizam rituais em que recém-nascidos são apresentados a objetos antigos para verificar se reagem a lembranças passadas.

Se a criança demonstrar reconhecimento, acredita-se que ela é a reencarnação de alguém importante, e seu lugar na sociedade é imediatamente moldado por isso.

Conclusão

Em mundos de fantasia, nascimento, morte e pós-vida são mais do que eventos biológicos: são pilares culturais, instrumentos de poder e espelhos da alma coletiva.

Cada ritual, cada despedida e cada nome revelam como as sociedades compreendem o sentido da existência.

Enquanto algumas culturas reverenciam o início, outras temem o fim, mas, no fundo, todas buscam a mesma coisa: um significado para a jornada entre o primeiro e o último sopro.

No fim, talvez a maior lição seja esta: a vida só se torna encantada quando entendemos que ela nunca pertence apenas ao corpo, mas também à história, ao espírito e ao mundo que deixamos para trás.

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Symbaroum: O Trono dos Espinhos

Uma entrevista exclusiva sobre a chegada da campanha completa ao Brasil e os segredos por trás do mundo de Symbaroum.

A névoa envolvia a floresta como um véu doentio. Cada árvore observava em silêncio, guardando os segredos mais antigos de qualquer reino sobrevivente. Um vento teimoso soprava, carregando um aroma úmido de folhas em decomposição, e eu já me arrependia de ter aceitado essas missões para explorar os mundos imaginários de criadores espalhados pela existência.

Mas o Movimento RPG me obrigou, o único viajante entre dimensões, a continuar realizando essas explorações, então eu fui, certo?


A floresta de Davokar estava viva e, à noite, inquieta.

Os viajantes avançavam lentamente, o chão resistindo às suas botas pesadas. A luz da fogueira atrás do grupo se apagou até ser engolida pela escuridão. Era impossível para aquele grupo recuar, então, para acalmá-los, Sven, o líder, dedicou um tempo para conversar comigo.

Ele afiava a lâmina com uma calma exagerada, como se soubesse que cada palavra se tornaria importante. Ao me aproximar, ele acenou com a cabeça, convidando-me a sentar.

Contei-lhe que outubro de 2026 marcaria a chegada de O Trono de Espinhos ao Brasil, completo com todos os seis livros da campanha. Ele inclinou a cabeça, como se aprovasse silenciosamente. Duvido que ele saiba o que Brasil, outubro e 2026 significam, mas ele foi cavalheiro o suficiente para não perguntar.
Perguntei a Sven se Symbaroum sempre fora um cenário tão denso quanto parecia.

Ele respondeu que o mundo nunca fora leve, mas Symbaroum carregava um peso singular: o Reino de Ambria, com toda a sua ordem polida e reluzente, vive em tensão permanente com a antiga, consciente e muito menos paciente Floresta de Davokar do que os ambrianos ousam admitir. Para ele, essa dualidade define o jogo, porque cada passo em direção às ruínas desperta algo que talvez devesse permanecer adornado.

Quando questionado sobre O Trono de Espinhos, ele respirou fundo antes de responder.
Segundo Sven, a campanha não é apenas uma história épica. É um caminho de escolhas difíceis que transformam os personagens ao longo de sua jornada. Os seis livros funcionam como uma trilha completa, da qual emergem intrigas políticas, ameaças que cruzam fronteiras e mistérios antigos que retornam para reivindicar o que lhes é devido.

Mas como os volumes estão organizados?

Sven explicou que cada tomo se concentra em uma região específica e apresenta novas forças em conflito. Cada livro inclui aventuras prontas, material de cenário, organizações, perigos e ferramentas para expandir qualquer campanha. Para ele, Symbaroum cresce organicamente à medida que os aventureiros avançam, já que as escolhas feitas em um canto do mapa tendem a ter repercussões nos seguintes.

Enquanto ele falava, eu queria entender o impacto desses lançamentos para o Brasil.

Sven disse que reunir os seis volumes em capa dura, com uma tradução completa e fiel ao original, significa oferecer a experiência definitiva de Symbaroum. Afinal, muitos jogadores conhecem apenas fragmentos da história e, pela primeira vez, poderão vivenciar toda a saga. Assim, a edição brasileira não só coloca nossa linha no mesmo nível da estrangeira, como também a fortalece, já que os apoiadores terão acesso a materiais extras e itens exclusivos graças ao financiamento coletivo.

Sven afirmou que é justamente o perigo que torna Symbaroum inesquecível. Pois aventuras simples se transformam em grandes tragédias, e pequenas decisões abrem portas para consequências que nenhum jogador imagina. Para ele, O Trono de Espinhos não é apenas uma campanha: é uma história que transforma tanto o cenário quanto aqueles que ousam explorá-lo.

Por fim, eu queria saber como ele definiria Symbaroum para alguém prestes a entrar neste universo.
Ele refletiu por um momento e respondeu que Symbaroum é um lembrete de que o poder tem um preço e que a escuridão está sempre presente. Ainda assim, afirmou que é um dos cenários mais belos já criados, onde mistério, ambição e corrupção formam a base de aventuras memoráveis.

Sven embainhou a espada, declarou-se e concluiu que junho de 2026 seria um marco. Pela primeira vez, os jogadores brasileiros puderam seguir todo o caminho até o trono, mesmo sabendo que cada espinho poderia mudar seu destino para sempre.

E então desapareceu entre as árvores, como se tivesse se tornado parte do próprio Davokar.


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Dragões dos Pecados – A Lenda de Ghanor RPG

No mundo de A Lenda de Ghanor, os dragões foram criados pelo Abissais afim de defender a humanidade, fonte de seu alimento, da destruição dos Deuses Sem Rosto. O único dragão vivo que temos conhecimento é Zamir, o Vermelho. Na postagem de hoje de Santos Escritos, vamos imaginar a Draconologia (?) do universo de Ghanor, o histórico dos dragões e de onde eles podem ter saído.

Disclaimer

Tudo nessa postagem é conteúdo de fã para fã, e não é oficial da Jambô Editora ou do grupo Jovem Nerd. Além disso, a postagem contém spoilers da quadrilogia A Lenda de Ruff Ghanor, do Nerdcast RPG: Ghanor e de outras obras dentro do universo.

A Origem dos Dragões

Quando os deuses sem rosto decidiram destruir sua criação, as criaturas infernais que se alimentavam dos pecados dos mortais arquitetaram um plano para derrotar a criatura conhecida como Tarrasque, enviada pelos deuses. O planos consistia de uma revoada de dragões, que combateram o Devorador e o derrotaram no local aonde hoje é a Confederação dos Mercadores.

No livro base de A Lenda de Ghanor RPG, dá para entender que Zamir foi o último sobrevivente entre as hordas dracônicas, mas a descrição da ficha do “Dragão” genérico do bestiário implica que eles foram extintos por hordas de heróis e exércitos opostos ao seu domínio, assim como aconteceu com Zamir.

Para efeitos gerais, todos os dragões abaixo são imunes ao tipo do seu sopro, vulneráveis ao seu tipo oposto (Fogo e Gelo, Ácido e Eletricidade, Luz e Trevas). Além de ter magias especificas, porém, todos os dragões tem Dissipar Magia.

Origem Dracônica

Como todo mundo de fantasia com dragões, os dragões de Ghanor tem sopros de diferentes tipos de elementos, mas devido a sua ligação com as hordas demoníacas, os dragões também representam tipos diferentes de Pecados que os demônios se alimentavam.

Apesar do disclaimer, gostaria de ressaltar que nenhuma lore abaixo é oficial do cenário de Ghanor, apenas um gancho de aventura para mesas de Ghanor.

Cada dragão tem uma cor, um elemento e um pecado correspondente.

Dragões da Ganância

A espécie do mais poderoso das hordas dracônicas, os Dragões da Ganância sopram Fogo e normalmente são das cores vermelho, amarelo e preto, ou uma combinação dessas cores. Isso é representado ao máximo pelo própria Zamir, que clamou o reino inteiro de Ghanor como seu covil ao fim da batalha contra o Devorador, acumulando tesouros e riquezas da terra e isolando o reino dos demais.

Ao mesmo tempo, são o tipo mais comum de dragão visto pela terra e o que normalmente imaginamos quando pensamos na figura do dragão (muito por causa da influência de Zamir). Esses dragões costumam montar seus territórios e isolam eles do resto do mundo, assim como Zamir, apesar de normalmente se tratar de terras menores ao do Flagelo do Devorador.

Em sua maioria, os sopros desse tipo de dragão são em Cone ou em Linha. E sua lista de magias costuma ser a mesma do Dragão presente no Bestiário de Ghanor (A Lenda de Ghanor RPG, pág. 250).

Dragões da Ira

Muitas vezes confundidos como deuses quando vinham com raios e trovões, os dragões da Ira sopram Eletricidade e são das cores azul e vermelho. Esses dragões foram os primeiros a entrar em combate com o Devorador de Mundos e os primeiros e enfrentarem aventureiros e exércitos mortais. Extremamente reativos, qualquer desconforto menor é o suficiente para aplicar o seu ódio.

Os Dragões da Ira tem diversos espinhos pelo corpo e garras extremamente afiadas, são brutais, usando menos magia do que os seus irmãos e sendo mais confiante na sua própria força bruta.

Normalmente, os sopros desse tipo de dragão são em Explosão ou em Linha. E sua lista de magias costuma ser; Toque Chocante, Campo de Força, Velocidade, Potência Divina, Campo Antimagia, Engenho de Mana e Segunda Chance.

Dragões da Gula

Os dragões mais destrutivos, os dragões da Gula sopram Ácido e são apresentados nas cores verde e laranja. Esses dragões não costumam montar um covil ou manter algum território, seu maior prazer é consumir. Podendo consumir fazendas inteiras e deixar plantações inférteis. Esses dragões normalmente são enormes e obesos, devido a sua interminável fome e os ácidos que são gerados dentro de seu estômago.

Os sopros desse tipo de dragão são em Explosão ou em Nuvem. E sua lista de magias costuma ser: Profanar, Campo de Força, Localização, Globo de Invulnerabilidade, Terremoto, Aprisionamento e Toque da Morte.

Dragões da Preguiça

Um dos tipos mais raros de dragão, o dragão da Preguiça tem um sopro de Frio e são apresentados nas cores ciano, marrom e verde-escuro. Poucos fizeram questão de formar um covil depois da derrocada do Devorador, apenas querendo serem deixados em paz, vistos como um desperdício por mortais, já que teriam o potencial de derrotar o tirano Zamir por serem seu oposto natural. Porém, são muito preguiçosos para tal, vivendo em montanhas geladas aonde precisam se mover pouco e raramente saindo de suas cavernas, exceto para comer.

Os sopros desse tipo de dragão são em Cone ou em Nuvem. E sua lista de magias costuma ser: Criar Ilusão, Campo de Força, Silêncio, Anular a Luz, Cúpula de Repulsão, Aprisionamento e Semiplano.

Dragões da Soberba

Extremamente orgulhosos, os dragões da Soberba tem um sopro de Essência e são representados pelas cores púrpura, magenta e violeta. Nascidos sob a mentira de que eram imunes aos demais elementos de seus dragões, os dragões magenta se consideravam a espécie superior, porém, incapazes de serem 100% sinceros, as hordas implantaram em todos os dragões magenta uma fraqueza secreta, que não é revelada a eles.

Um deles inclusive foi reduzido a cinzas por Zamir, quando o desafiou pelo domínio de Ghanor, descobrindo que sua fraqueza é fogo. Todo dragão da Soberba tem uma fraqueza a outro elemento que ele não sabe qual é.

Seu sopro costuma ser de Explosão e sua lista de magias é: Despedaçar, Campo de Força, Desespero Esmagador, Selo de Mana, Marionete, Invulnerabilidade e Barragem Elemental.

Dragões da Luxúria

Acreditando que são deuses na terra, os dragões da Luxúria sopram uma poderosa Luz e normalmente são amarelos, brancos e dourados. Dizem que muitos desses assumiram formas humanas para viverem entre os mortais, dado inicio aos primeiro Meio-Dragão em Ghanor. Outros, criaram templos e organizações em suas honras, acreditando que pelo seu trabalho deveriam ser adorados como deuses pelos mortais. Os dragões amarelos também são conhecidos como dragões dourados, já que brilham como ouro.

Seu sopro costuma ser de Linha e sua lista de magias é: Hipnotismo, Campo de Força, Marca da Obediência, Dispersar as Trevas, Círculo de Restauração, Legião e Segunda Chance.

Dragões Perfumados da Luxúria

Uma subespécie dos dragões da Luxúria, existem os dragões perfumados, um tipo de dragão que, ao invés que precisarem de atenção externa, acreditam que são extremamente belos e perfeitos. Sopram fragrâncias de cheiros diversos, deixando seus alvos intoxicados. Já falamos sobre os dragões perfumados em sua própria matéria. Mas eles são de diversas cores diferentes, mas principalmente brancos, e sopram venenos em uma nuvem.

Dragões da Inveja

Presos em sua visão distorcida, os dragões da Inveja sopram Trevas poderosas e são das cores preto, roxo e rubro, normalmente com as escamas semelhantes a obsidiana. São os únicos dragões conhecidos por tentaram, em uma tentativa curiosa, conversar com os criadores invisíveis, acreditando que os mortais realmente não eram dignos de herdar a terra e que ela deveria ser dos dragões.

Dragões da Inveja tem um sopro em Linha, e sua lista de magias costuma ser: Profanar, Campo de Força, Rogar Maldição, Anular a Luz, Campo Antimagia, Invulnerabilidade e Toque da Morte.

Normalmente odeiam criaturas mortais inteligentes, invejando que foram criados para fazer o mundo verde e bom, e falharam nisso. Porém, essas tentativas de serem os herdeiros de direito do mundo criaram uma subespécie de dragão.

Dragões Loucos da Inveja

Por tentarem entrar em contato com os Criadores Invisíveis, muitos dragões se tornarem loucos, se isolando em montanhas em suas próprias desilusões e pensamentos. Esses dragões, por serem feitos de magia profana, transformaram sua loucura em poder. Sopram nuvens negras de loucura que causam dano Psíquico em seus alvos. Eles também causam um efeito disruptivo nas magias ao seu redor, todas as magias (inclusive as suas próprias) são consideradas em condição terrível para serem lançadas.


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Se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!


Texto e Capa:  Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Cenários Dinâmicos – Aprendiz de Mestre

Depois de mergulharmos no tema Investigações com Tensão, fica evidente que, quando os jogadores começam a provocar mudanças no mundo, o cenário precisa responder com a mesma intensidade. Afinal, nada derruba mais a imersão do que um universo parado, onde as escolhas do grupo simplesmente se dissolvem no ar. Assim, para que a campanha tenha vida própria, é fundamental que o cenário dinâmico reaja, evolua e se transforme conforme a história avança.

Este texto traz uma visão prática e, ao mesmo tempo, criativa sobre como tornar seu mundo verdadeiramente vivo. Vamos construir juntos um cenário que pulsa, respira e se transforma com as ações dos personagens, reforçando a imersão e a emoção da campanha.

Um mundo parado é como um quadro bonito que nunca muda. Ele até encanta no começo, mas logo perde força, porque nada se move, nada cresce, nada reage. Em contraste, quando o cenário é construído para responder aos personagens, cada escolha se torna um catalisador narrativo. Além disso, quando os jogadores percebem que suas ações ecoam pelo mundo, o envolvimento aumenta de forma orgânica.

Agora vamos explorar várias técnicas para que esse dinamismo se manifeste na prática.

Mudanças visíveis no ambiente

Quando os personagens interferem em uma região, o lugar deve responder. Se um grupo libertar uma cidade oprimida, é comum que murais apareçam celebrando esse feito, enquanto grupos rivais podem tentar ocupar o vazio político deixado para trás. Esse tipo de transformação mostra aos jogadores que suas ações têm impacto real.

Facções que se movem sozinhas

As facções existem independentemente dos personagens, então precisam agir mesmo quando ninguém está olhando. Elas podem mudar alianças, iniciar conflitos ou expandir seus domínios enquanto o grupo está longe. Assim, quando os jogadores voltam para uma região, encontram algo diferente, algo vivo.

Eventos constantes que moldam o mundo

O mundo precisa ter ritmo próprio. Festivais, crises, colheitas, desastres naturais ou descobertas científicas dão sensação de movimento. Em uma campanha, por exemplo, criaturas de um pântano podem se tornar mais agressivas em noites de lua cheia, obrigando vilas próximas a manter guardas reforçadas, o que cria oportunidades narrativas sem depender diretamente do grupo.

NPCs que mudam junto com a história

Personagens secundários não podem ficar congelados no tempo. Eles evoluem emocionalmente e socialmente conforme as ações dos heróis influenciam suas vidas. Uma ferreira que era tímida no início da campanha pode acabar liderando a resistência local depois de se inspirar no grupo. Isso demonstra que as conexões criadas pelos jogadores têm efeito.

Consequências sociais das ações

Rumores, fofocas e interpretações distorcidas são comuns em qualquer sociedade. Assim, os feitos do grupo podem virar histórias exageradas ou lendas perigosas. Quando os jogadores derrotam um monstro gigantesco, parte da população pode acreditar que eles são enviados de uma entidade antiga, o que gera apoio e, ao mesmo tempo, perseguição.

Economias que reagem naturalmente

A economia nunca é estável por muito tempo. Guerras, rotas bloqueadas e falhas estruturais alteram preços e oportunidades. Em uma mesa de RPG, por exemplo, destruir a ponte que liga duas cidades pode desestabilizar o comércio local, fazendo alimentos ficarem mais caros e criando tensões políticas que não existiam antes.

Ambientes que demonstram passagem do tempo

Um castelo abandonado precisa se desgastar. Uma cidade próspera deve crescer. O cenário é um organismo em constante transformação. Quando o grupo retorna à vila onde começou, talvez encontre ruas pavimentadas e até uma estátua exagerada deles na praça, erguida por um prefeito ansioso por impressionar viajantes.

A natureza como força narrativa

Fenômenos naturais influenciam o humor do mundo. Mudanças climáticas, tempestades, migrações de animais ou aparições de auroras misteriosas ajudam a reforçar o tom e ampliam a sensação de grandiosidade do cenário. Um ritual arcano realizado pelo grupo pode alterar o céu noturno por meses, criando espanto e especulação entre os moradores.

Antagonistas que aprendem com o grupo

Grandes vilões raramente repetem os mesmos erros. Se forem derrotados, tendem a observar o estilo dos personagens e se adaptar. Isso pode tornar encontros futuros mais emocionantes. Um general inimigo, após sofrer derrotas sucessivas, talvez passe a elaborar armadilhas específicas contra o modo de combate do grupo.

Escolhas que mudam o rumo da história

Quando decisões importantes tomam forma, o mundo precisa absorver essas mudanças. E, em muitos casos, essas alterações são irreversíveis. Em uma campanha, poupar um criminoso pode resultar em sua ascensão inesperada como líder político meses depois, transformando a dinâmica de toda uma região.

Conclusão

Cenários dinâmicos criam campanhas memoráveis, porque nada permanece igual. Além disso, quando o mundo responde aos jogadores, a narrativa ganha profundidade, o drama se intensifica e a sensação de impacto se torna mais real. No fim das contas, o cenário deixa de ser apenas pano de fundo: ele se torna um personagem vivo, vibrando junto com o grupo e crescendo com cada decisão.

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O Que Eu Preciso Saber Para Jogar RPG? – Taverna do Anão Tagarela #187

Douglas Quadros, Jujubinha, João Gabriel e Edu Filhote falam sobre O Que Eu Preciso Saber Para Jogar RPG? nessa taverna. Venha saber dicas de como se preparar e o que esperar nas suas mesas, desde boas regras de convivência até dicas para criação de personagem.
A Taverna do Anão Tagarela é uma iniciativa do site Movimento RPG, que vai ao ar ao vivo na Twitch toda a segunda-feira e posteriormente é convertida em Podcast. Com isso, pedimos que todos, inclusive vocês ouvintes, participem e nos mandem suas sugestões de temas para que por fim levemos ao ar em forma de debate.

Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.


Links:

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E-mail: contato@movimentorpg.com.br – Tem dúvidas sobre alguma coisa relacionado a RPG? Mande suas dúvidas para nosso e-mail.

O Que Eu Preciso Saber Para Jogar RPG?

‎Host: ‎‎‎Douglas Quadros
‎Participantes:‎‎ ‎‎‎ Douglas Quadros | Jujubinha | João Gabriel
‎Arte da Capa:‎‎ ‎‎Raul Galli.‎

Virada Nerd e Dia do Quadrinho Grátis 2025

Preparem seus cosplays e afiem seus lápis! A comunidade nerd brasileira tem um encontro marcado nos dias 22 e 23 de novembro com a celebração épica da Virada Nerd e Dia do Quadrinho Grátis 2025!

Este evento, realizado desde 2014 em uma parceria poderosa entre a Devir, editoras, livrarias e quadrinistas independentes, é a oportunidade perfeita para prestigiar e mergulhar de cabeça na cultura pop.

HQ’s, Jogos e Bate-Papo com Criadores!

A programação exclusiva está de cair o queixo, oferecendo uma vasta gama de atividades para todos os gostos:

  • Dia do Quadrinho Grátis: O destaque, é claro, é a distribuição de HQs gratuitas, incentivando novos leitores e celebrando a Nona Arte. Dia do Quadrinho Grátis | Devir

  • Conteúdo Exclusivo: Haverá palestras e bate-papos com autores e ilustradores, dando a chance de conhecer os gênios por trás das suas obras favoritas.

  • Arena de Jogos: O evento contará com demonstrações de jogos de tabuleiro, card games e até emocionantes batalhas de sketches.

Epicentro em São Paulo e Conexões Nacionais!

A sede presencial desta edição será no Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo (em frente à estação Santa Cruz do Metrô), com entrada pela Rua Loefgren, nº 1.119.

Mas a festa é para todo o Brasil! Em diversas cidades do país, lojas especializadas serão pontos de encontro para atividades e eventos simultâneos. A Virada Nerd é o momento ideal para conectar comunidades locais, trocar ideias, jogar e fazer novos amigos.

Pegue seus dados, chame a família e os amigos e garanta seu lugar neste final de semana de pura diversão geek!


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