RPGCON 2021 – Inscrições abertas!

Para você que não conhece, o RPGCON é um evento, uma convenção online que surgiu no início da pandemia para que os RPGistas, e todo o conteúdo que permeia este assunto, continue se comunicando mesmo com o isolamento.

Nela há vários pontos de encontro agregados por assuntos, como por exemplos, podcasts, lojas, palestras etc.

A segunda edição do RPGCON iniciou sua pré-inscrições para mestres e jogadores de RPG, lojas, jogos indies, palestras e workshops, podcasts e mesas de artistas.

Clique na imagem para fazer sua pré-inscrição!

Já estão disponíveis as regras de participação para as diversas categorias, porém para as lojas, o manual e as formas de participação, serão encaminhadas por email. Os jogadores receberão maiores notícias mais perto da data do evento, quando forem formadas as mesas, com regras particulares para estas.

Todo mundo pode se inscrever para as diversas categorias, seguindo algumas regras específicas, por exemplo, para se inscrever para mesas de jogos como mestre você precisa seguir algumas coisas, veja abaixo.

  •  O Mestre deverá se envolver com seus jogadores, criar as fichas , das os prólogos antes do evento
  • Deverá enviar os links de transmissão de sua mesa para o evento divulgar e para que outras pessoas assistam no momento que ela acontece.
  • O cadastro do mestre e os dados de sua aventura devem ser enviados até o dia 30/04/2021

Obs.: Não é obrigatório que sua mesa tenha transmissão de vídeo

O evento tomará a frente e oferece alguns benefícios ao mestre, segue abaixo.

  • O evento divulgará sua mesa, captando jogadores para você
  • Irá organizar e criar um grupo exclusivo reunindo Mestres e Jogadores
  • Mestres participarão de sorteios de prêmios exclusivos fornecidos pelas lojas participantes.

Confira abaixo algumas das mesas já pré-inscritas.

 

Bora lá pessoal, se inscreva para prestigiar esse ótimo evento que tem tudo para crescer ainda mais!

 

Perdendo a Vergonha – Dicas de RPG #02

As vezes a gente quer muito jogar RPG, mas tem vergonha! Se você já travou na hora de interpretar seu personagem, essas dicas são para você! O segundo episódio de Dicas de RPG trás uma série de ideias e dicas para você se sentir mais confortável na hora de jogar e com isso acabar perdendo esta vergonha. Afinal o que mais queremos é que você se divirta e para isto, o conforto é essencial!

O Dicas de RPG é um podcast semanal no formato de pílula que todo domingo vai chegar no seu feed. Contudo precisamos da participação de vocês ouvintes para termos conteúdo para gravar. Ou seja mande suas dúvidas que vamos responde-las da melhor forma possível.

Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.

Tema: Perdendo a Vergonha.
Tempo: 00:06:12.



Links:

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E-mail: contato@movimentorpg.com.br – Tem dúvidas sobre alguma coisa relacionado a RPG? Mande suas dúvidas para nosso e-mail.


Perdendo a Vergonha:

Host: Karina Cedryan.
Editor: Douglas Quadros.
Arte da Vitrine: Douglas Quadros.
Pauta: Karina Cedryan.

RPG Jam 2020 – Os ganhadores

O RPG Jam 2020 divulgou seus 3 melhores jogos em uma Live que aconteceu no twitch do Jogos e Imaginarios, dia 04 de Dezembro.

Na Live foram apresentados os 3 primeiros classificados, bem como o Top 10, que são as dez melhores criações escolhidas pelos jurados, incluindo os 3 ganhadores.

Você pode conferir abaixo uma prévia dos RPGs criados pelos ganhadores, além do link para download de cada um (são gratuitos e prontos para você se divertir).

 

1º Lugar – Ôoo, tia!

Ôoo, Tia! é um RPG voltado para uma utilização One shot, não que adaptações não possam ser feitas para ser jogado de uma forma mais contínua.

A criação da ficha é coletiva e possui uma narrativa simples, o local é o ambiente escolar, podendo ser desde o jardim de infância aos primeiros anos escolares.

O narrador(a) é a Tia, a professora ou tutora, da sala, os jogadores são chamados de crianças, bom … porque interpretarão crianças.

Este RPG foi desenvolvido para ser jogado de uma forma leve e dinâmica, com cenas curtas entre a ausência da Tia da sala de aula ou ambiente em que estiver sendo narrado.

Nesta breve ausência as crianças terão poucas, mas divertidas ações, visando manter o jogo dinâmico.

O narrador sempre devem inventar motivos para que a Tia saia da sala, ser chamada pela coordenação, qualquer coisa que sua mente sagaz pensar.

Essa é a oportunidade para as crianças ficarem sozinhas e colocarem suas ações em prática, sempre com o narrador deixando uma espécie de desafio para elas (há uma seção especial chamada “O que aconteceu aqui?” no RPG para servir de inspiração)

Os jogadores, ou melhor as crianças, devem usar sua imaginação para resolver o desafio, algumas referências são “Os anjinhos” e “Muppets Babies”.

Ôoo, tia! deve liberar a criatividade dos jogadores, rompendo as barreiras do possível ou do real, deixe as crianças brincarem e seus jogadores voarem com a imaginação!

Cada ação dos personagem desencadeiam consequências e outros desafios deverão ser vencidos.

O interessante deste jogo é que, além dele ser extremamente bem feito, é um jogo muito completo, os dados de 6 faces que são necessários já estão no livro, você só precisa imprimir, recortar e colar.

Além disso, a própria ficha do seu personagem é um dado!

Vale muito a pena conferir e jogar!

Link para Download


 

2º Lugar – Caos

Caos é um jogo diferente, basicamente você é um Grinch, mesmo sem o natal, você quer, e tem isso impregnado dentro de você, fazer o dia das outras pessoas um pouco pior, ou muito pior, dependendo da sua motivação.

Para você entender o contexto do que compõe o RPG Caos…

Caos é a vontade de colocar sal no açucareiro, de comer todos os chinelos da casa, de colocar papel filme na privada, de arruinar o feriado preferido de todo mundo.

E, por que não, a vontade de mergulhar a cidade inteira no mais absoluto caos?

Como você viu, Caos tem por objetivo causar o caos, seja destruindo propriedades, criando intrigas sociais ou plantando a ideia errada na hora certa.

O jogo busca estimular a criatividade e a inovação, rompendo a linha de que os personagens combatem o caos e não o instauram.

Link para Download


 

3º Lugar – Confinados

Quem nunca viu os reality shows que são tão famosos hoje em dia?

Já se imaginou dentro de um? Com a possibilidade de ganhar um grande prêmio?

E se nesse reality, todos os confinados fossem monstros?

É isso mesmo, Confinados é um RPG que traz a temática de monstros apresentando e concorrendo a um reality show.

Nele você cria e interpreta um monstro, que ficará confinado em uma mansão, a qual você também criará.

Os personagem podem criar intrigas, formar alianças, expor outros adversários, dar pitis e, claro, manter sua popularidade alta.

Os personagens dos jogadores passarão cinco dias confinado e todo dia haverão provas, chances para aumentar a popularidade e se consagrar campeão!

Link para Download


 

Ficou curioso? Baixa os jogos nos links acima ou direto na página do RPG Jam 2020 e confere, monta uma mesa, como você viu, pode ser até com seus filhos e amiguinhos!

Os prêmios que estes iluminados escritores ganharam do RPG Jam 2020 vocês podem conferir clicando aqui.

No próprio site do Farol do Leocórnio, especificamente na página do RPG Jam 2020 você pode fazer o download de todos os outros RPGs criados, totalmente gratuitos e escolher o seu melhor.

A live da Mônica (Jogos e Imaginários) e da Ray (Farol do Leocórnio) você confere abaixo!

 

O Movimento RPG em breve promoverá um concurso cultural, não tenho a data certa ainda, mas fica a dica, siga o MRPG nas redes sociais e aqui no site para saber de maiores informações.

E fica ligado, começou a inscrição para o 1º Torneio de Artes Marciais do Movimento RPG, com temática na história de Dragon Ball e sistema 3D&T!

Confere mais aqui!

Ideia Equivocada – Falhas Críticas #30

Neste Falha Crítica não falaremos de um caso específico, mas sim de uma ideia equivocada que jogadores de RPG tem (as vezes, se não quase sempre, com razão)!

Nenhum personagem de rpg abre um baú sem investiga-lo absurdamente com medo de encontrar um mímico. Mas agora vai uma dica! Mímicos podem ser… QUALQUER OBJETO!

Sim, jogador… Até mesmo a porta que seu ladino vai tentar abrir antes de ser degustado por um mímico feroz.

Esperamos ter ajudado vocês, fiquem ligados nas próximas dicas e cuidado com seu mouse.

Até a próxima…


Tenha sua Falha Crítica Publicada

Mande suas histórias de Falhas Críticas para nosso e-mail contato@movimentorpg.com.br. As melhores histórias vão ser eternizadas pelos ilustradores do Estúdio Tanuki e você vai poder ver aqui no site do Movimento RPG.


Ideia Equivocada

Texto de: Douglas Quadros.
Revisão de: Equipe Movimento RPG.
Arte de: Estúdio Tanuki.

Veja todas as tirinhas no nosso instagram ou diretamente no site.

1º Torneio de Artes Marciais do Movimento RPG

1º Torneio de Artes Marciais do Movimento RPG será um evento para os jogadores de RPG mostrarem a sua força. Utilizando o Manual 3D&T Alpha (Edição Revisada) no cenário de Dragon Ball, colocaremos 16 jogadores disputando o título de Campeão do Mundo. E você pode ser um destes jogadores.

A princípio os jogos acontecerão em 4 Lives na Twitch do Movimento RPG, nos dias 05, 12, 19 e 26 de Fevereiro do ano de 2021 ás 19:30h (com um pedido para os jogadores estarem online as 19:00h para os preparativos). Nem todos jogarão todos os dias (pelo formato do torneio), então acompanhe as redes sociais para ver quem luta qual dia.

Este evento está sendo apoiado pela Jambô Editora, responsável pela prêmiação. E também pelo Estúdio Tanuki responsáveis pela ilustração dos personagens.

 

Premiação

Todos os que participarem do torneio terão seus personagens ilustrados pela equipe do Estúdio Tanuki, e vão se tornar personagens prontos na categoria NPC’s do site Movimento RPG eventualmente, eternizando-os.

O vencedor do torneio receberá, além do título de Campeão do Mundo, um vale compras no valor de R$150,00 no site da Jambô Editora. O segundo lugar também não fica de mão abanando, e vai ganhar um vale compras no valor de R$50,00.

O vale compras é exclusivo para compras no site da Jambo Editora e não cobre o Frete dos produtos.
No caso de ser necessário algum membro da equipe do Movimento RPG participar do evento, e este ganhar o torneio, o prêmio será sorteado entre aqueles que estiverem online na Live da Grande Final.

 

Regras gerais do torneio

O torneio será dividido em chaves, no estilo mata-mata, onde o vencedor da disputa seguirá para a próxima luta, e assim sucessivamente até a disputa da final. Serão 16 personagens divididos em 2 grupos: A e B. A primeira fase do torneio terá 8 lutas que revelarão 8 vencedores, sendo 4 da chave A e 4 da chave B. Após a primeira fase, teremos as quartas de finais, onde ocorrerão 4 lutas, resultando em 4 semifinalistas: 2 da chave A e 2 da chave B. As semifinais se iniciam com 2 lutas que revelarão os finalistas. E por fim teremos a grande final, onde os dois melhores lutadores disputarão o título de Campeão do Mundo e o prêmio de primeiro e segundo lugar ofertado pela Jambô Editora.

Regras de Criação de Personagem

  • Os personagens serão criados com base nas fichas de 7 pontos, sendo permitidos até 4 pontos de defeitos.
  • Não são permitidos raças/poderes/técnicas que somente seriam inseridas em Dragon Ball Z (DBZ) ou posteriormente, pois este primeiro torneio se passa antes dos eventos de DBZ.
  • Somente serão permitidas Vantagens e Desvantagens apresentadas no Manual 3D&T Alpha (Edição Revisada).
  • As vantagens e desvantagens que utilizam magias não são permitidas.
  • As Raças e Kits permitidas são as mencionadas na Adaptação de Dragon Ball para 3D&T Alpha (criada por Wellington Botelho da Megaliga Tokyo Defender exclusivamente para o Movimento RPG).
  • Caso você tenha uma ideia diferente, esta pode ser discutida com a organização do evento.

Regras de Combate

  • Os combates serão feitos 1 personagem contra 1 personagem, não podendo ser utilizados aliados nestes combates.
  • Sair do ringue, ser nocauteado ou desistir é a única forma de perder.
  • O torneio não permite uso de armas ou armaduras (mas armas naturais, como garras de urso, são permitidos). Atingir alguém nos olhos ou atingi-los na virilha também não é permitido, mas pode-se fazer vista grossa caso seja acidental.
  • A regra mais importante é que matar o oponente não é permitido.
  • Desobedecer qualquer destas regras resulta em desqualificação do torneio.

 

Como fazer sua inscrição

Mande uma ficha que respeite as regras de criação de Personagem para o e-mail contato@movimentorpg.com.br com o assunto “Torneio de Artes Marciais” até dia 15/01/2021 as 23:59. As fichas que estiverem de acordo com a norma serão respondidas via e-mail e no caso de ajustes, também informaremos, mas a prioridade é para quem enviar corretamente.

Lembrando que o torneio ocorrerá no formato de Live, por isso precisaremos que você possua uma conta no Roll20 (lugar onde os dados serão rolados) conexão estável com a internet, microfone e câmera para captação de áudio e vídeo.

PS: Padrinhos e Apoiadores terão prioridade em ser escolhidos então garanta a sua vaga apoiando pelo Padrim ou PicPay.

 

Acompanhe as redes sociais do Movimento RPG para mais informações sobre o Torneio.

 

 

 

Palavras Comuns – Dicas de RPG #01

Algumas palavras comuns para os rpgistas podem ser um mistério para jogadores novos. Pensando nisto e com o objetivo de quebrar esta barreira, o primeiro episódio do Dicas de RPG trás a explicação de algumas siglas, frases e palavras comuns que todo praticante de RPG acabam pronunciando. Afinal quando não entendemos o idioma de um jogo, não temos como avançar neste. Por este motivo é importante que todos os jogadores falem este mesmo idioma. Ou seja, quanto mais falarmos a mesma língua, mais jogadores teremos para nossas campanhas.

O Dicas de RPG é um podcast semanal no formato de pílula que todo domingo vai chegar no seu feed. Contudo precisamos da participação de vocês ouvintes para termos conteúdo para gravar. Ou seja mande suas dúvidas que vamos responde-las da melhor forma possível.

Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.

Tema: Dicas para Novos Jogadores
Tempo: 00:07:01



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Host: Douglas Quadros
Editor: Douglas Quadros
Arte da Vitrine: Douglas Quadros
Pauta: Douglas Quadros

Fianna – Tribos de Lobisomem: O Apocalipse

Amantes de excessos, responsáveis por manter as Tradições e a Litania. A Tribo Fianna é uma das mais peculiares entre as tribos Garou.

A tribo originária da Europa Ocidental possui fortes raízes com as culturas irlandesas e britânica.

Sua notória proximidade com o povo feérico, sua devoção às artes e à criatividade, assim como sua ferocidade em combate e o fervor com que defendem seu ideais tornm a a tribo uma das mais versáteis, e também uma das mais imprevisíveis.

Livro da Tribo Fianna

DESCENDÊNCIA CELTA

A tribo descende das regiões da Irlanda e das Ilhas Britânicas principalmente. Tais regiões, famosas por sua cultura Celta, influenciou muito a tribo.

Dentre todas as tribos, Fianna é a que mais tem proximidade com as artes e a criatividade como um todo.

Lendas sugerem que o primeiro de todos os Fiannas era um Galliard, enquanto membros da tribo preferem dizer que “não o primeiro, apenas o melhor deles”.

Essa proximidade com a cultura celta faz com que Parentes Fiannas vejam seres metamórficos com mais naturalidade, mesmo que a situação de Impuros dentro da tribo ainda seja bem complicada.

Outra característica da tribo é sua propensão aos exageros e à diversão em geral.

Conhecida por seus hábitos exóticos quanto ao consumo de álcool e outras substâncias, essa característica se reflete até mesmo em seus dons, que permitem à tribo ser tolerante à intoxicações e capazes de produzir potentes venenos.

Em sua forma Crinos se assemelham a enormes cães-lobos, e sua forma Hispo costuma ser maior que o normal. Costumam ter pelagem negra ou avermelhada, e olhos brilhantes verdes.

Fianna em sua forma Crinos

OU FEÉRICA?

Inúmeras lendas cantam que Fiannas tem em seu sangue traços de sangue feérico, o que pode até ser verdade.

A proximidade da tribo com o povo feérico, entretanto, não é apenas uma lenda, e sim um fato deveras frequente.

Magos da Tradição Verbenna também são bem próximos à Tribo Fianna, principalmente Verbenas de origem/cultura celta. Sua proximidade com a tribo é tão grande que lendas sugerem um alto número de Parentes Fianna nas fileiras da Tradição.

Essa proximidade com o povo das fadas permitiu à Garous e Parentes Fiannas uma visão menos preconceituosa e determinista sobre as outras criaturas sobrenaturais.

Ainda que ligados à raça humana como um todo, a tribo é favorável e defensora do Impergium, principalmente vendo aí uma possibilidade deter tanto Wyrm quanto Weaver com uma única jogada.

O Povo Feérico, também conhecido como Changelings

DA CRIATIVIDADE AO PRECONCEITO

A tribo também é notória por sua dualidade do tipo “8 ou 80”.

Embora seja uma tribo aberta e tolerante à presença de humanos, fadas, raças metamórficas de todos os tipos e até outras criaturas sobrenaturais como Magos e Vampiros, a tribo ainda sim não aceita bem os Impuros.

Embora seja uma tribo fervorosamente romântica e enamorada, com o maior número de casos de relacionamentos entre Garous, a tribo considera Impuros uma aberração indigna.

Segundo seus dogmas, um corpo maculado ou imperfeito guarda uma alma igualmente maculada ou imperfeita. Com isso não existem registros de Impuros em cargos de comando dentro da tribo, ou com histórico de aceitação.

O número de Impuros que abandonam a tribo por conta de seu preconceito é enorme, sendo que apenas uma minoria permanece nas fileiras Fiannas.

Aqueles que debandam encontram porto seguro entre as Fúrias Negras e os Filhos de Gaia, mas eventualmente alguns acabam sucumbindo à corrupção e se tornando Dançarinos de Espiral Negra.

Tamanho paradoxo entre se entregar ao amor e à paixão, e também ser intolerante quanto aos frutos e resulltados dessas decisões inspiram inúmeras Lendas Garous.

 

VÍCIOS E VIRTUDES

A tribo é a principal responsável por manter viva a Litania, e nesse ponto Fiannas agem como divulgadores, corregedores, juízes e até mesmo carrascos.

Embora sua devoção à diversão e aos excessos faça a tribo parecer um amontado de vícios e decadência, a verdade é que Fiannas são igualmente apaixonados em seu senso de dever e devoção.

Não fosse sua forma extravagante de extravasar suas paixões e sentimentos contidos, seriam máquinas de combate tão eficazes quanto (ou mais que) as mais famosas lendas Crias de Fenris.

Sua forma de combate é eficiente, cruel e artística. Misturam as tradições e ensinamentos clássicos com novas técnicas e muito improviso.

Sua inclinação para a criatividade a torna capaz de raciocínio rápido e ligeiro no combate, tornando a tribo imprevisível em vários sentidos.

Seu conhecimento sobra a Litania e as Lendas Garous tornam a tribo a maior referência na resolução de conflitos e intrigas entre Garous.

 

ARQUÉTIPOS DE FIANNAS

Ragabash – conhecer a Litania e toda a história de todas as tribos tornam Fiannas da Lua Nova como eficazes caminhantes da zona cinza. Usando os pormenores e meandros de tudo o que for possível, seu método pode ser considerado tudo, menos “trapaça” .

Theurge – a arte mística de lidar com os espíritos e a Umbra torna Fiannas Luas Crescentes verdadeiros “show wolfs”. Seus rituais e fetiches são teatrais, ornamentados e elaborados, e também muito eficazes.

Philodox – Fiannas da Meia-Lua são Garous com profundo conhecimento sobre a Litania, e a fazem valer com juízo forte e determinado. Costumam tomar decisões sob um ponto de vista mais categórico e imperativo, fazendo mais uso de lógica que empatia.

Galliard – a face de Luna que melhor representa as principais características da tribo. São artistas em sua forma mais completa, com criatividade aguçada e uma capacidade nata de combate.

Ahroun – a Lua Cheia Fianna é uma máquina de combate. Feroz, ágil, eficaz, imprevisível. São capazes de controlar sua paixão de luta com outros excessos e vícios, mas se jogam em combate e matança com uma paixão igualmente forte ou maior. E jamais deixam uma batalha ou disputa inacabada.

Falhas Críticas 29 – Falha Crítica de Paciência

Os personagens estavam reunidos em uma boate do Sabah, investigando algumas pistas de que ali poderia ser não só um lugar de caça como também uma base de operações. A resposta para esta pergunta viria até eles através de uma informante que estava infiltrada na organização a anos.

O mestre descrevia para o jogador uma mulher estonteante que vinha na direção de seu personagem.

[Mestre] “Você vê uma bela mulher de cabelos negros, pele branca como a neve…”.

[Jogador] “Ela tinha sete anões junto com ela?”.

O narrador ignora e continua descrevendo.

[Mestre] “Bom… ela tinha uma tatuagem de dragão que subia até os seus seios e…”.

[Jogador] “Onde será que chega esse dragão, hein?”

O paciente mestre ignora de novo, respira fundo e continua descrevendo.

[Mestre] “Então… ela anda até vocês com um olhar firme e penetrante e…”

[Jogador] : “Oi meu nome é Pedrão Tripé, eu e meus sete anões viemos mostrar a cabeça do dragão!” –

Todos na mesa riem descontroladamente com exceção do mestre, que em uma falha crítica de paciência, irritado com a situação, espera todo mundo ficar sério novamente e finaliza dizendo.

[Mestre] “. Ela chega até você e fala: “VAI SE FODER SEU MERDA!”… você, o bar e todos os outros personagens morrem graças a mulher bomba que conseguiu se aproximar enquanto você ficava fazendo piadas.

FIM da Campanha.

Mande suas histórias de Falhas Críticas para nosso e-mail contato@movimentorpg.com.br. As melhores histórias vão ser eternizadas pelos ilustradores do Estúdio Tanuki e você vai poder ver aqui no site do Movimento RPG.

Baseado nas aventuras jogadas por: Douglas Quadros
Texto de: Douglas Quadros
Revisão de: Raul Galli
Arte de: Estúdio Tanuki

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Preferencialismos Nossos de Cada Dia – Off-Topic #17

Um fato sobre os seres humanos: os gostos são muito diferentes e variáveis. Em um círculo de pessoas, certamente terão aquelas que gostamos mais e as que gostamos menos. Caro que isso é algo natural, normal e corriqueiro. Esse é o preferencialismo.

Mas e quando isso se reflete na mesa de jogo?

Não são raros os casos de uma pessoa que gostamos mais que outas amizades que temos, nem são raros também termos nossas preferências e sintonias de formas variadas. É algo natural à existência humana.

Os gostos variam pelos mais diversos motivos, pelos mais diversos fatores, e podem se alterar a qualquer momento.

Mas apesar de ser natural ou normal, será que estamos preparados para lidar com essa situação nas mesas de RPG?

Como o preferencialismo influencia resultados? Como isso pesa a narrativa e o desempenho do jogo?

O PREFERENCIALISMO NA NARRATIVA

Quando o preferencialismo vem na figura de quem está mestrando ou narrando a jogatina, é possível que um grande problema ocorra.

Como quem narra/mestra é a figura que domina os resultados e caminhos da trama e da jogatina, ter uma pessoa tendenciosa nesse cargo é deveras problemático.

Resultados poderão ser alterados, privilégios serão concedidos e muito mais.

Claro que essa é uma forma ruim de conduzir uma narrativa ou jogatina. E é m ais comum do que parece, acreditem!

Esse tipo de preferencialismo  costuma acontecer quando há casais ou crushs na mesa (e convenhamos né, quem nunca fez algo do tipo?) e todos os esforços se voltam a agradar ou conquistar a atenção dessa pessoa.

Outros casos também podem ser por afinidades de amizades, que muitas vezes privilegiam determinadas pessoas da mesa, principalmente por cima de pessoas novata no hobbie ou na mesa.

É um tanto difícil exercer uma boa narrativa e conduzir eficazmente uma mesa de jogo sem se envolver em qualquer preferencialismo que seja, mas é mais que necessário termos um cuidado redobrado pra que isso não interfira de forma negativa na jogatina.

 

PREFERENCIALISMO NA MESA ENTRE PLAYERS

Existe também o preferencialismo entre as pessoas players da mesa.

Amizades que costumam vir de longas datas, ou a proximidade com a única pessoa conhecida da mesa que fez o convite para jogar.

Motivos para que o preferencialismo aconteça certamente não faltam, e os mesmos problemas dos preferencialismo citados acima ocorrem aqui também, mas existem outros problemas.

O preferencialismo entre players pode tanto render algumas boas histórias competitivas (e sim, o RPG pode ser muito competitivo às vezes) mas pode ser altamente prejudicial quando o assunto é uma jogatina mais “um por todos e todos por um”.

Claro que existem as situações onde a timidez atrapalha um pouco o envolvimento ou a aproximação com outras pessoas da mesa, mas RPG é justamente para ajudar a amenizar tais situações.

Se permitir ficar dependente da única pessoa conhecida da mesa impede o desenvolvimento da jogatina, de conhecer as demais pessoas, de interagir e se divertir.

 

O PREFERENCIALISMO REVERSO

E o contrário ao preferencialismo, será que existe?

Infelizmente, sim. E talvez até mais que o preferencialismo de fato!

Hoje em dia costumamos chamar de ranço, preguiça ou outro termo, mas certamente tem aquela pessoa que nossa finidade realmente não bate muito.

Novamente, isso também é normal, é comum, até saudável.

Não é possível “gostarmos de todas as pessoas”, afinal certamente existem pessoas cujos comportamentos ou ideais sejam  conflitantes com os nossos pessoais, até aí tudo bem.

Mas e quando isso começa a se refletir na mesa de jogo? Não gostar da presença de alguma pessoa na mesa, não quer dizer que as personagens não se gostem, não se entrosem ou não se apoiem.

Ter um “preferencialismo em odiar” acontece também, e isso de fato só serve para prejudicar o bom andamento das jogatinas.

MUITO ALÉM DO BEM E DO MAL

Ter preferencialismo, para o bem ou para o mal, vai acontecer. Invariavelmente.

Isso é parte da nossa natureza enquanto seres humanos, enquanto viventes e sapientes.

Como lidarmos com nossos preferencialismos, seja na vida ou nas mesas de RPG, isso sim é algo totalmente sob nosso controle.

Cabe apenas a nós determinarmos o quanto nos deixamos influenciar e levar por tais condições e pensamentos.

É válido lembrar que o RPG é um exercício de imaginação coletivo, feito em união e ressonância.

Que tal tentarmos nos manter um pouco acima dos nossos preferencialismos, e enxergarmos a situação e as questões como um todo?

E fazendo isso nas mesas de RPG, que tal estendermos isso para os outros pontos das nossas vidas?

 

Floripa em Chamas #2 – Más Notícias – Parte II

Florianópolis, Dezembro de 2012.

Uma explosão em um prédio que se descobre ser uma instalação governamental secreta, um vírus é liberado acidentalmente, se espalha pelo ar e contamina a maior parte das pessoas.

As pontes são fechadas, impedindo que os cidadãos saiam da ilha e são orientadas a ficar em isolamento em suas casas até segunda ordem, algo está muito errado.

 

Continuação direta do post Floripa em Chamas #2 – Más Notícias – Parte I se você ainda não leu a parte 1, clique aqui!


 

Medo

No quarto, os três ouvem um estouro de madeira se partindo com um forte impacto.

Com o susto, Lindemberg se agarra no braço do irmão mais velho.

– Caramba, caramba, que que tá acontecendo?!

Ana, tendo um surto de adrenalina sai correndo para fora do quarto, buscando a razão de todo o alvoroço, correndo com os punhos cerrados, achando estar pronta para o que estiver acontecendo.

Assustado,  Lindemberg tem ainda mais convicção que Ana realmente é maluca. Enquanto isso, Anira procura algo que possa usar para se defender.


 

O cético e algo incompreensível

Ao arrombar a porta com um chute, Paulo nota que a pessoa que estava do outro lado da porta foi arremessada para dentro do quarto.

Ao ver a pessoa, ele nota que é uma mulher e ela está totalmente ensanguentada, sua camisola goteja sangue.

Vendo a pessoa no chão, Paulo abre toda a porta e questiona preocupado.

– Moça, o que que aconteceu? – Ao dar o primeiro passo para dentro do quarto, Paulo vê que o chão está encharcado de sangue.

Em auxílio, ele se abaixa e tenta sentir a pulsação da mulher, mas não há nenhuma para ser sentida, porém ela está se mexendo, tentando se levantar novamente e tentando agarrar a mão de Paulo.

Porém ao tentar se levantar, ela escorrega e somente consegue acertar um tapa no braço de Paulo, que se ergue, apreensivo, vendo a hostilidade da moça e, agora apontando sua arma para ela, se afasta até o corredor.

Nesse momento, Ana, que havia saído do quarto 414, vê Paulo recuando de dentro de um apartamento, apontando a arma para algo que está lá dentro. Ainda em seu ápice de adrenalina, Ana corre em direção a Paulo.


 

Quando os mortos não ficam mortos

Dentro do quarto Anira e Lindemberg estão amedrontados, sem saber o que fazer.

Lindemberg vai para trás do irmão, que se direciona para a porta e diz.

– Não vai não cara, não vai. Tranca essa porta!

– Fica aqui e fica quieto, eu vou ver o que tá acontecendo.

Nesse meio tempo, a mulher ensanguentada consegue se levantar e avança em direção a Paulo.

– Senhora, último aviso, deita no chão!

À esquerda, Paulo ouve passos correndo em sua direção, se aproximando rápido. Voltando ao foco na moça que sedentamente avança em sua direção, ele atira, abrindo um rombo no peito dela, onde fica o local do coração.

Com um tiro à queima roupa, a moça é projetada para trás, caindo novamente no chão banhado de sangue dentro do apartamento.

O tiro foi tão letal que quase todo o coração da moça foi arrancado de seu peito, o estilhaçando para trás.

Neste momento, Ana chega ao lado de Paulo César, que aponta a arma para ela, mas vendo de quem se tratava, volta sua atenção à moça que se encontra estática no chão.

– Moça! Chama a polícia agora, chama reforço! Diz que é o Paulo César!

Nesse momento, vendo com um resquício de visão periférica, Paulo nota que a moça que ele acertou fatalmente está se mexendo, tentando se levantar.


 

Pavor

No quarto, no momento que Anira decide olhar pela porta, ouve o estouro seco do revólver, Lindemberg entra em pânico, gritando pelo nome do seu irmão, pedindo auxílio e procurando outra forma de sair do quarto, cogitando até a hipótese de pular do quarto andar.

Vendo o pânico de seu irmão, Anira lhe dá um tapa no rosto, para que ele recobre a consciência.

– Calma! – Ela diz ao seu irmão.

– Mas foi um tiro irmão!

– Eu sei que foi um tiro! Calma!

Nesse momento, Anira sai do quarto para ver o que está acontecendo no corredor. Dentro do quarto, Lindemberg tenta se acalmar, sentindo o calor do seu rosto, produzido pelo tapa.


 

Acontecimentos extremos pedem medidas extremas

Ana ignora o que Paulo pede e procura um extintor de incêndio, algo que possa usar para acertar a pessoa que teima em se levantar.

Ela encontra um próximo ao elevador, e quando chega perto dele, nota que o piso dentro está cheio de sangue, algo muito macabro aconteceu ali.

Paulo decide entrar no quarto novamente. Atônito, sem entender mais nada, ele só encara a mulher no chão, com um rombo no peito, perto do ombro esquerdo, que ainda tenta se levantar a todo custo.

Olhando com mais atenção, Paulo nota que o ombro dela não está mais respondendo a vontade do corpo, trazendo muita dificuldade para que a moça tente se levantar.

Pela primeira vez Paulo nota que os olhos dela estão completamente brancos e a boca, tentando morder algo, que ela não encontra.

Ele apoia seu pé no ombro que não foi danificado, impedindo que ela se levante e questiona.

– Moça, que droga é essa que a senhora está usando?!

Nesse meio tempo Ana agarra o extintor e se dirige para dentro do quarto. Entrando no local, ela vê Paulo imobilizando a moça e grita.

– ATIRA NA CABEÇA!

Vendo a situação, Anira, que estava no corredor, entra novamente no quarto e tranca a porta.

– Berg, essas pessoas são loucas! Fica quieto aqui!


 

Revelações? Ou drogas?

A moça imobilizada no chão tenta inutilmente mexer o outro braço, como se não entendesse o que está acontecendo, tentando morder Paulo a todo o custo, em uma fome doentia e insaciável.

– Moça do cabelo estranho, você não me ouviu ainda?! – Paulo olha para Ana e tenta novamente fazer com que ela o escute. – Essa moça aqui, ela está drogada, então chama uma ambulância e a polícia, bota os outros dois no quarto e larga essa porra de extintor que não té pegando fogo em lugar nenhum! E como assim atira na cabeça?

– Ela é um zumbi!

Rindo da situação, Paulo não tem condições de acreditar na constatação de Ana, seu ceticismo não o permite.

Nessa discussão, vendo que nenhum de seus argumentos seriam levados a sério, Ana tenta colocar Paulo para o lado a fim de acertar a mulher, que já deveria estar morta, na cabeça com o extintor.

Paulo tenta a impedir, se colocando na frente dela, porém a situação não está fácil para ele e Ana lhe dá um encontrão com o extintor, que o desestabiliza, saindo da frente, porém libertando a moça que estava se debatendo no chão.

Se aproveitando dessa situação, ela agarra a perna de Paulo, tentando freneticamente mordê-lo, mas em um golpe de agilidade, ele consegue se desvencilhar, se jogando para trás e se aproveitando dessa oportunidade, atira na cabeça da moça que o atacou.

Com um tiro à queima roupa, o zunido ensurdecer em seus ouvidos causa dor, toda a massa craniana se espalha sobre suas roupas, mais em Paulo, que estava ainda mais próximo, suas roupas sempre bem cuidadas agora estão encharcadas de sangue e miolos.

Vendo a cena, Ana entra em colapso, por maior que tenha sido seu impulso em acertar o extintor na cabeça da mulher, ela não estava pronta para isso e a cena de tiro a leva diretamente para o dia em que seu namorado foi morto, em um tiroteio.

– Menina, não sei o que aconteceu, mas não tá certo. – Paulo tenta dar direcionamento a situação. – Chama o André, chama o Lindemberg e vamos sair daqui.

Sem escutar o que Paulo lhe diz, em choque, ela senta no chão, chorando e soluçando, sem conseguir ter qualquer reação. 


 

A verdade também está lá fora…

No quarto, com o segundo tiro, Lindemberg apavorado só acha que alguém está invadindo e matando todo mundo.

Tentando conter o pânico do irmão, Anira lhe dá mais um tapa, tentando chamá-lo novamente para a realidade.

– Quem estava armado era o seu segurança, ele que deve ter dado os tiros.

– Ou atiraram nele, se deram dois tiros, um foi nele e o outro na Ana.

– Calma, ou ele deu dois tiros em alguma coisa. Calma, vai dar tudo certo.

– A gente precisa procurar algo pra se defender e se esconder, ao menos a gente vive um pouco mais.

Dizendo isso, Lindemberg sai em busca de algo que possa ser usado como arma e de alguma outra rota de fuga.

Quando ele esta na janela, nota que está chovendo e que há algo realmente  estranho acontecendo na rua.

Várias pessoas correndo, gritando, fugindo, umas das outras. Algumas pessoas frenéticas correndo atrás de outras e quando elas as alcançam, se lançam sobre elas, poças de sangue se formam, parece que umas estão devorando as outras.

– André! André! André! Vem cá cara! É o apocalipse zumbi cara!

– Eita porra! – Desolado com aquela visão horrenda.

Tentando localizar uma forma de sair do local pela sacada, Lindemberg inclina a cabeça para olhar para baixo. Nesse exato momento, um corpo cai do andar de cima! Se caiu, se jogou ou foi jogado, não há como saber.


 

A verdade os alcançará

No corredor, vendo que Ana estava em choque, Paulo decide investigar um pouco mais o local onde se encontra o cadáver.

Ele fecha a porta do quarto e tenta não encostar em nada relacionado ao ocorrido e depois disso, se dirige ao frigobar para procurar algo para beber.

Entrando mais no quarto, Paulo nota que ao lado da cama há um pequeno cadáver, um bebe.

Essa criança está parcialmente devorada, tendo grandes semelhanças faciais com a moça que Paulo recém deu dois tiros, indicando um parentesco.

Há roupas de outras pessoas no quarto, mas não tem mais ninguém além do bebê,  da mulher morta e de Paulo.

Num ato piedoso, Paulo cobre o corpo da criança com um lençol branco. E vai até o frigobar e pega duas bebidas, que virou direto na boca, em uma sede por sanidade que só poderia ser concedida por estas bebidas.

Neste momento, olhando mais uma vez para o cadáver da criança que ele acabou de cobrir com o pano, ela começa a se mexer. Sem ter mais condições de ver algo assim, Paulo sai do quarto e tranca a porta atrás de si.

Ao sair, ele encontra Ana ainda em choque, agachada contra a parede, chorando.

– Ahmm moça, eu entendo que a situação seja grave, mas a gente não pode ficar aqui parado, temos que ver como estão os dois ali no quarto e depois irmos para uma delegacia, um lugar seguro, porque parece que ninguém ouviu os tiros, ninguém veio ver o que aconteceu. É possível que esse hotel já esteja vazio.

Prestando um auxílio, Paulo tenta levantar Ana do chão e direcioná-la para o quarto.

O ouvido deles ainda está prejudicado pelo barulho do tiro a queima roupa, mas à medida que ele vai melhorando, ambos começam a ouvir passos, vários passos, vindo da direção da escada.

Aumentando seu esforço, Paulo levanta Ana e ambos vão à porta do quarto 414.

Ana logo que chega a porta, tenta abri-la, porém, ela está trancada.

– Ei, vocês dois! Abram a porta!

– O que vocês fizeram aí fora? – Questiona Anira, preocupada – Nós ouvimos tiros!

– Nós fomos atacados, a gente precisa sair daqui rápido, os quatro!

– Onde que tá o Paulo?

– Lindemberg, André – Responde Paulo, que estava ao lado de Ana – Saiam do quarto, precisamos sair daqui agora.

O barulho dos passos está cada vez mais alto, agora nitidamente misturado a gritos e gemidos de agonia.

– Abre a porta! Abre a porta agora! – Exige Paulo, sentindo um arrepio que percorre toda a região de sua coluna. – Abre isso logo e vamos sair daqui!

Atendendo a exigência, Lindemberg abre a porta e é puxado para fora por Paulo que ordena – Vão pro elevador, agora!

Anira vem logo após, assustada, tentando separar Lindemberg das mãos de Paulo, e este ordena novamente.

– Corre pro elevador pessoal! Corre que tá complicada a situação!

– Ana pega a mão de Lindemberg e começa a puxá-lo em direção ao elevador, ambos irmãos estão assustados com todo o sangue na roupa dos outros dois, que nitidamente não pertence a eles. 

Sem tempo para explicações, todos correm em direção ao elevador, que fica ao lado da escada de incêndio, de onde vem os passos, que estão cada vez mais próximos, parecendo cada vez mais até dentro de suas cabeças.

Apertando o botão para que as portas do elevador se abram, a porta da escada também se abre e alguém sai de lá, a primeira pessoa de dezenas que se aglomeram nos corredores.

Todos entram no elevador e por impulso apertam o térreo, local onde deixaram os carros e onde imaginam ser mais viável a saída.

Quando a porta se fecha, o elevador começa a descer.

– É verdade que é um ataque zumbi? – Questiona Lindemberg, aflito com a situação.

– Ataque zumbi o que?! – Tentando se apegar a sua experiência, Paulo nega com toda sua convicção. – Todos vocês reiniciem os celulares, a rede deve estar com problemas, liguem para os pais de vocês que eu deixo vocês em casa.

Ana tenta explicar a situação que aconteceu no quarto, toda a estranheza da situação, uma mulher levando um tiro certamente letal no peito e continuar se mexendo, até levar um tiro na cabeça, mas isso é algo que só conceitos de filmes poderiam explicar, como zumbis.

Antes que ela pudesse continuar, o elevador dá um solavanco, ficando preso entre o térreo e o primeiro andar.

– A gente vai morrer! A gente vai morrer! – É a única coisa que passa pela cabeça de Lindemberg.

E mais um dos tapas calmantes de Anira faz com que Lindemberg recobre a lucidez.

– Presta atenção, eu vi um monte de gente correndo na rua e outras atrás comendo elas, parecia mesmo como um ataque zumbi, um monte deles! E a gente tá indo lá pra porta do hotel!

– Olha só, agora falando sério, eu não sei o que vocês tão na cabeça… – Paulo ainda incrédulo.

– Você nunca viu filmes não Paulo? 

– Eu não sei o que está acontecendo, não sei se isso é um apocalipse zumbi, mas precisamos sair daqui!

Paulo ainda tenta justificar, dizendo que são drogas, alguma guerra entre gangues ou algo do tipo, mas nada é tão razoável quanto a explicação de um apocalipse zumbi.

– Paulo, vamos pensar que são drogas mesmo, você sabe como abrir essa porta do elevador?

– Aperta o botão de emergência Ana, isso vai chamar alguém.

Uma luz dentro do elevador começa a piscar, mas nenhum sinal de auxílio pode ser notado, nenhuma voz aconchegante indicando que há esperança do lado de fora das portas.

Olhando ao redor, Anira decide olhar para cima e vê um alçapão no teto, enquanto Paulo tenta abrir a porta do elevador na força bruta.

Anira pede ajuda para subir e recebe apoio de Paulo, ela consegue levantar o alçapão e subir na parte superior do elevador.

Cabos e uma imensidão escura se direcionam acima deles, na frente metade da porta do primeiro andar se faz visível.

Ela explica a situação para as pessoas ainda dentro do elevador e todos decidem por tentar abrir a porta de dentro do elevador e pular para o térreo.

Procurando por algo que possa ser usado para servir como alavanca, Anira encontra uma chave de fenda, esquecida entre os cabos sobressalentes soltos sobre o teto do elevador.

– Eu achei uma chave de fenda! Vou descer!

Com calma, para não quebrar a chave de fenda, com tempo, finalmente conseguem abrir  as portas e ver a recepção.

Paulo decide descer primeiro, para ajudar os outros depois,  se esticando o máximo possível para ver a situação na recepção.

Vários vidros quebrados, mesas e poltronas viradas, muito sangue em todos os lados, nas paredes, no piso e corpos, pessoas mortas para todos os cantos.

Com pouco cuidado, Paulo desce do elevador, fazendo barulho quando seus pesados pés tocam o chão da recepção após o pulo.

Nesse momento, Ana já se prepara para descer do elevador quando nota que alguns cadáveres agora estão sentados, olhos brancos, desorientados.

Quando ela desce, causa outro estouro no chão, o som de seu corpo se projetando no amplo cômodo da recepção.

A próxima a descer é Anira. Quando ela se projeta para descer, os corpos sentados estão procurando algo, confusos, parecem atordoados, como se recém despertos de um longo e conturbado sono.

Vendo isso, ela decide tomar cuidado para não emitir mais sons e acordar ainda mais os recém despertos.

Porém, nesse momento, Ana nota que as pessoas começam a levantar, desorientados ainda, procurando o que os acordou.

Anira ajuda seu irmão a descer enquanto Ana mostra a cena para Paulo.

– Eles podem nos ver? – Ele questiona – Tem outra saída?

– Talvez, vamos ter que sair pela porta dos fundos, sei lá..

– De qualquer forma vamos ter que passar pelo saguão…

Lindemberg pensa em sair e tentar abrir um caminho, quando a mão de Paulo o agarra pelo colarinho.

– Onde que tu vai guri? Tá maluco?

Quando Paulo termina de falar, todos os corpos param de se mover aleatoriamente e começam a fazer um barulho, um som gutural baixo, que parece estar na mesma frequência, parece estarem se comunicando.

E todos olham na direção dos quatro.

 

Continua…

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Baseado na campanha Floripa em Chamas mestrada por: Douglas Quadros
Texto de: Diemis Kist
Revisão de: Milles Araujo e Douglas Quadros
Arte dos Personagens: Iury Kroff

 

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