Táticas de Combate Avançado – Área de Tormenta

No Heróis de Arton, fomos introduzidos ao Combate Avançado: regras opcionais para deixar o combate no sistema T20 mais tático e mais dinâmico, com mais ferramentas para os jogadores e para a mesa em um geral. Na postagem de hoje, vamos dissecar elas e como elas podem influenciar os seus combates!

Disclaimer

Antes, para deixar claro: todas as regras adicionais as de Combate Avançado (ou seja, as que não tem a referência do livro Heróis de Arton) aqui colocadas NÃO são oficiais. O Movimento RPG não tem ligação com a Jambô Editora, e fãs criaram todas as regras desta matéria para outros fãs.

Cada vez mais pensando seus combates de maneira mais tática.

Combate Avançado

As regras que vieram no Heróis de Arton, na pág. 296, visam trazer mais “crocância” (tradução literal para o termo crunch, que se refere a regras muito minuciosas). No entanto, caso o mestre e os jogadores não achem necessário, é importante destacar que não precisam usar nenhuma dessas regras. Ainda assim, elas com certeza deixam todos os combatentes — sejam personagens jogadores ou não — como ameaças bem mais interessantes de se enfrentar. Portanto, para grupos que buscam um combate mais tático e detalhado, essas regras podem ser um excelente recurso.

Algumas são velhas conhecidas, como os Ataques de Oportunidades e Acertos Críticos, outras são novidades, como a Morte Alternativa.

Na postagem de hoje, ao invés de descrever todas as regras (afinal, elas já estão detalhadas nos livros), vamos focar em apresentá-las de maneira visual para quem tiver dificuldade de entendê-las. Isso porque nem todas as regras possuem pontos tão complexos — como é o caso da Defesa Épica —, mas mesmo assim vamos abordar o máximo possível! O objetivo é facilitar o aprendizado, portanto priorizaremos as mecânicas que mais geram dúvidas.

Ações Rápidas

Para começar, a primeira das regras é a Ação Rápida – um novo tipo de ação que custa metade de uma ação de movimento, porém deve ser feita em sequência (a não ser que você esteja usando a regra de Movimento Intercalado, que abordaremos mais adiante).

Dessa forma, você pode manejar melhor ações que, originalmente, exigiriam uma ação inteira de movimento. Em outras palavras, o sistema se torna mais flexível sem perder o equilíbrio.

Por exemplo, a ação Mirar pode ser usada como uma Ação Rápida – ou seja, você não precisa mais ficar parado para mirar em um alvo. Isso significa que personagens agora podem se reposicionar e ainda assim garantir ataques precisos, tornando o combate mais dinâmico.

Ação Rápida. Personagem andou 3m com uma Ação Rápida, mira com outra Ação Rápida e dispara com uma Ação Padrão.

A regra deixa a economia de ações do jogo mais dinâmica, assim os jogadores e as ameaças não perdem totalmente o seu turno por fazer uma ação como se levantar ou mirar, é interessante para jogos em que os jogadores pedem essa tática e ficam frustrados por gastar seu turno fazendo ações relativamente simples.

Além de ser uma das regras que tira a alta necessidade do Saque Rápido, já que guardar e sacar itens se torna uma Ação Rápida, deixando o malabarismo de itens mais fácil.

Armas Leves e Ágeis

Essa regra altera significativamente o funcionamento de armas leves, ágeis e de arremesso, eliminando a necessidade do poder Acuidade com Arma. Atualmente, esse poder afeta as seguintes armas:

  • Adaga;
  • Adaga oposta;
  • Agulha de Ahlen;
  • Arpão;
  • Azagaia;
  • Bastão lúdico;
  • Boladeira;
  • Chackram;
  • Chicote;
  • Cimitarra;
  • Cinquedea;
  • Corrente de Espinhos;
  • Dirk;
  • Espada Curta;
  • Florete;
  • Foice;
  • Garrucha;
  • Katana;
  • Kimbata;
  • Lança;
  • Machadinha;
  • Martelo leve;
  • Mordida do Diabo;
  • Neko-te;
  • Pistola-Punhal;
  • Porrete;
  • Presa de Serpente;
  • Shuriken;
  • Traque;
  • Tridente.

Em muitas builds focadas em Destreza, o poder Acuidade com Arma se torna uma necessidade e “tira” o slot de um poder que muitas vezes faz falta, principalmente com tantos poderes novos que podem ser interessantes. Porém é algo que deixa os personagens muito mais poderosos, se você está jogando uma campanha épica, essa regra se torna muito interessante.

Ataque de Oportunidade

Um velho conhecido dos jogadores de RPG mais antigos, os Ataques de Oportunidade fazem os jogadores temerem por seus movimentos na hora de se reposicionar ou escapar de ameaças próximas. Esse mecanismo, presente em muitos sistemas, adiciona uma camada estratégica crucial ao combate.

Basicamente, quando você sai da “área” de ação ou executa uma ação que o deixa vulnerável (como detalhado no Heróis de Arton, pág. 296), a ameaça pode aproveitar para fazer um ataque corpo a corpo como reação. Em outras palavras, isso significa que cada movimento precisa ser calculado cuidadosamente, pois um passo em falso pode resultar em um golpe devastador.

Vale ressaltar que esse sistema não apenas torna os combates mais táticos, mas também incentiva os jogadores a pensar de forma mais realista sobre posicionamento e timing durante as batalhas.

Toma, distraído!

Quanto maior a criatura, maior a “área de ameaça” em que ele pode te dar um ataque de oportunidade caso faça uma das ações que ative ela, é interessante que tome cuidado nisto, porque muitas vezes pensamos apenas em ameaças médias e esquecemos que as maiores podem de acertar de mais longe.

Apresentamos algumsa ameaças apresentados T20. Em seguida, mostramos o limite preciso do quadrado que determina quando um personagem deixa a área de ameaça. Por último, exibimos a própria área de ameaça em detalhes.

Dessa forma, fica evidente como o tamanho das criaturas influencia diretamente seu alcance estratégico durante o combate.

Cobertura Leve e Efeitos

À primeira vista, a regra de cobertura parece simples (e de fato é), porém ela traz uma camada estratégica muito mais interessante para combates com grid. Isso porque, diferente do que ocorre normalmente em combates padrão de T20 – onde raramente consideramos paredes e obstáculos, já que geralmente afetam apenas movimentação em testes de Atletismo/Acrobacia -, agora esses elementos ganham nova importância.

Com a nova regra, barreiras físicas passam a afetar também magias e efeitos de área, o que significa que conjuradores precisarão pensar cuidadosamente sobre o posicionamento das paredes ao lançar suas magias. Isso acontece porque, mesmo quando o centro do efeito está posicionado atrás da área-alvo, o bônus de cobertura ainda é aplicado se a origem do efeito (o conjurador) estiver do outro lado da parede.

Como resultado, essa mudança não só torna o ambiente de combate mais relevante,mas também exige que todos os jogadores – especialmente arcanista – reavaliem suas táticas habituais

A bola de fogo continua perigosa, mas com cobertura ela fica menos letal.

Além de implementar essas regras, é recomendável incorporar algum nível de destruição para coberturas leves e totais que protegem os personagens. Tradicionalmente, essas situações seriam resolvidas usando as regras de Quebrando Objetos (Tormenta20 JdA, pág. 239). No entanto, reconhecendo que essas regras podem ser complexas em certas situações, preferimos oferecer uma opção alternativa simplificada. Dessa forma, mestres e jogadores terão uma maneira mais acessível de lidar com a destruição de coberturas durante o combate.

Cenário Avariado

Em primeiro lugar, em seu campo de batalha, você pode definir alguns pontos destrutivos, cada um com 4 pontos de durabilidade. Para cada 20 pontos de dano recebidos, eles perdem 1 ponto de durabilidade, sendo completamente destruídos ao atingirem 0.

Além disso, o efeito da destruição varia conforme o tipo de ponto destrutivo. Por exemplo, se dois pilares de uma casa forem destruídos, o local pode ficar instável, causando o desabamento do teto em uma área após 1d3 rodadas. Da mesma forma, uma mureta destruída imediatamente perde toda a cobertura que fornecia.

Como regra geral, pontos destrutivos que concediam cobertura total se transformam em cobertura leve quando atingem metade de seus pontos de durabilidade. Embora você ainda precise controlar esses valores, esse sistema é significativamente mais simples do que gerenciar pontos de vida individuais para cada objeto no cenário.

Dessa forma, você mantém a dinâmica de destruição do ambiente sem precisar de micromanagement excessivo durante os combates.

Se não tiver um caminho, abra um.

Efeitos Críticos e Ataques Mirados

Colocamos os dois juntos porque são mecânicas que interagem diretamente uma com a outra.

No caso, sempre que um personagem faz um acerto crítico, ele causa um efeito adicional, a localização e o efeito são definidos pelos dados. Essa regra traz um grau de realismo que talvez seja mais interessante para campanhas mais “pé no chão” (como campanhas em níveis mais baixo ou em um outro cenário com nível de poder menor, como Ghanor). Já que um acerto crítico muito poderoso vai causar um efeito brutal em um alvo, e deixar ele menos capaz de lutar.

A regra também não precisa ser aplicada em todos os casos, mas pode ser utilizada apenas em alguns combates específicos em que aonde os personagens atacam é mais relevante. Aí usando a regra de Ataques Mirados.

Em Fallout aonde você atira já é algo muito importante.

Os Ataque Mirados “forçam” os efeitos de acertos críticos, se o jogador decidir receber uma penalidade em seu teste de ataque. Você pode limitar os efeitos críticos aos Ataques Mirados. Algumas ameaças, como Zumbis e a Hidra, que já entendem que aqueles pontos são sensíveis para os ataques, então você pode, além do efeito da habilidade e do efeito crítico, colocar um benefício a mais pelo jogador mirar naquele ponto específico.

Exemplos de Ameaças e Ataques Mirados

Alguns ataques mirados afetam ameaças de maneira diferente, abaixo vamos dar algumas sugestões de ameaças que podem ter efeitos adicionais quando atingidos por ataques mirados.

Infecto

Efeito crítico de corte ou perfuração ao tronco, ou mais especificamente à barriga, força a ativação da habilidade Parasitas Famintos e desativa ela. Uma ação de movimento do Infecto reativa ela. Ameaças de Arton, pág. 23.

Sapo Atroz

Um efeito crítico de corte à cabeça do Sapo, caso ele tenha feito um ataque de Língua no turno anterior, pode ser mirado na Língua dele, permitindo que ela seja cortado para fora em uma severidade 11+. Um Sapo Atroz com sua língua cortada não pode fazer ataques com a língua, mas pode fazer um ataque de Cabeçada +10 (1d3+6 impacto). Além disso, o Sapo fica abalado até o fim da cena (perder a língua pra um sapo é uma afronta). Ameaças de Arton, pág. 35-36.

Sacerdote de Hynnin

Enquanto na forma de macaco, se o Sacerdote de Hynnin for acertado em sua cauda enquanto estiver na forma de macaco, a transformação é dissipada com ele caído. Ameaças de Arton, pág. 46.

Senhor do Gigante Rubro

Um acerto crítico de corte no tronco ou na barriga do alvo pode afetar o piloto, forçando ele a Desembarcar em um nível de severidade 11+. Se for um acerto de perfuração, impacto ou energia, o piloto recebe metade do dano do ataque (considere que o piloto é um iniciado da agonia ou outra ficha condizente). Ameaças de Arton, pág. 58. Esse efeito específico ignora a imunidade a acertos críticos do Senhor do Gigante Rubro.

Dragão Bicéfalo

Um acerto crítico de corte ou impacto na cabeça com severidade 11+ ou mais pode incapacitar uma das cabeças afetadas por 1d6 turnos. Se for severidade 13+, o dragão não morre, mas uma de suas cabeças é decepada e o dragão não pode usar o sopro e o ataque de mordida dela mais, além de poder ser alvo de flanqueio novamente. Ameaças de Arton, pág. 74.

Acertar um tiro na granada é um clássico.
Goblin-Bomba

Ao acertar um acerto crítico nos braços do Goblin, o jogador pode escolher acertar a bomba que o Goblin está carregando, forçando a ativação da habilidade Granadas a Granel, com centro da explosão o próprio goblin. Se 4 acertos deste tipo ocorrerem, a habilidade Grande Finale do Goblin-Bomba é desativada até o fim da cena ou até ele gastar uma ação completa e um teste de Ofício Engenhoqueiro CD 21 para reativá-la. Ameaças de Arton, pág. 82.

Elementais

Qualquer acerto crítico do elemento oposto ao do elemental de severidade 7+ deixa o elemental atordoado por 1 rodada. A quantidade de vezes que elementais podem ficar atordoados por efeitos críticos é igual a 10 por cena, menos seu valor de Constituição. Por exemplo: Um aquin’ne que receba um efeito crítico de fogo pode ficar atordoado por efeitos críticos até 8 vezes na cena (10 menos 2, que é a Constituição da ameaça). Ameaças de Arton, pág. 88. Esse efeito específico ignora a imunidade a acertos críticos dos Elementais.

Estirges

Efeitos críticos de energia com severidade 11+ contra um tipo de Estirge maior que uma unidade de Estirge dissipa eles e torna eles em 1d6+3 unidades da versão menor da ameaça. Por exemplo, uma nuvem de Estirge que seja alvo se torna 1d6+3 Enxames de Estirges. Um enxame que seja afetado se torna 1d6+3 Estirges. As unidades aparecem com a vida cheia e agem todas no mesmo turno que era da unidade anterior. Ameaças de Arton, pág. 107-108.

Gnolls

Todos os humanoides do subtipo Gnoll tem o instinto de se render. Quando faz um acerto crítico quando o Gnoll está com um quarto da vida, o Gnoll deve fazer um teste de Vontade CD 15 + 2 por patamar do grupo. Se falhar, ele se rende ou continua lutando alquebrado. Os Gnolls se houver um Gnoll Líder da Alcateia, Xamã ou Matrona em alcance curto dos Gnoll, eles não sofrem esses efeitos. O Gnoll Vuul’Rak e Gnolls imunes a efeitos mentais ou de medo são imunes a esse efeito também. Ameaças de Arton, pág. 114.

Golens

Golens que fiquem vagarosos ou manetas por um ataque de impacto ou perfuração nos braços ou nas pernas podem reencaixar seus braços com uma ação completa que estiverem adjacentes ao seu membro decepado. Porém, sofrem –2 em testes relacionados ao membro recolocado, um teste de Ofício (Engenhoqueiro) ou Ofício (Artesão) com CD igual a 15 + severidade que afetou o braço realinha o membro decepado e retira a penalidade. Ameaças de Arton, pág. 124.

Forjadores Litúrgicos

Um acerto crítico que cause alguma complicação a um Forjador pode convencê-lo que talvez os inimigos sejam dignos das armas mágicas. Faça um teste de Vontade (CD 15 + 2 por patamar dos personagens). Se o Forjador falhar, ele para o combate e concede a arma mágica aos personagens. Ameaças de Arton, pág. 137.

Dracomante

Quando sofre um acerto crítico de energia oposta ao seu tipo elemental, o Dracomante fica extremamente irritado, ficando frustrado (além da condição da severidade). Ameaças de Arton, pág. 148.

Kappa

Quando afetado por qualquer acerto crítico de impacto, a água da cabeça do Kappa é derramada. Ameaças de Arton, pág. 158.

Arqueiro Escravo

Quando sofre qualquer acerto crítico com severidade 8+, o Arqueiro deve fazer um teste de Vontade CD15 +2 por patamar dos jogadores, se falhar, ele tenta fugir do combate. Ameaças de Arton, pág. 168.

As vezes kobolds explodem, acontece.
Kobolds Explosivos

Sempre que um kobold que pode explodir é alvo de um acerto crítico de severidade 11+, ele deve fazer um teste de Fortitude CD15 +2 por patamar dos jogadores, se falhar, ele ativa a Detonação Final. Se o acerto crítico foi de energia, a detonação é ativada com um acerto de severidade 8+. Ameaças de Arton, pág. 165.

Mascotes & Familiares

Qualquer mascote ou familiar que estiver em alcance curto de seu parceiro e ele sofrer um acerto crítico, deixa ele frustrado por 1 rodada. Ameaças de Arton, pág. 190.

Mímico

Ao sofrer um acerto crítico de impacto, o Mímico deixa cair T$ 3d6 em um ponto em alcance curto dele. Ameaças de Arton, pág. 204.

Montarias

Qualquer acerto crítico com severidade 10+ nas pernas da montaria faz seu piloto cair de cima dele. Ameaças de Arton, pág. 210.

Garra-Zumbi

Um acerto crítico de impacto, perfuração ou corte na Garra-Zumbi na, bem, mão ao invés de severidade 9+ deixa a Garra-Zumbi atordoada ao invés de maneta (Até porque ela já está maneta, de certa maneira?). Ameaças de Arton, pág. 233.

Árvore-Matilha

Se uma das cabeças da Árvore-Matilha for decepada, ela usa a habilidade Descarregar Raiva imediatamente, e perde um ataque de mordida. Se perder todas as seis cabeças, a árvore-matilha morre. 1 dia exposto a luz solar faz uma das cabeças da árvore-matilha retornar. Ameaças de Arton, pág. 242.

Alguns piratas são conhecidos pelas suas fugas.
Piratas

Como em sua maioria são bandidos dos mares. Caso um pirata do tipo Lacaio ou um tipo Solo de um patamar abaixo dos jogadores sofra um acerto crítico, ele deve fazer um teste de Vontade CD15 +2 por patamar dos jogadores. Se falhar, ele tenta fugir do combate. Ameaças de Arton, pág. 258.

Velocis

Muito orgulhosos de sua velocidade, se um Veloci ficar Vagaroso, ele também fica abalado (mesmo que seja imune a medo) enquanto estiver sob a complicação. Ameaças de Arton, pág. 267.

Puristas

Puristas são movidos por emoções a flor da pele e ódio irracional. Se causarem um acerto crítico em um não-humano, ele recebem +2 em testes de ataque e rolagens de dano acumulativo até o fim da cena. Mas se sofrerem um acerto crítico de um não-humano, eles ficam abalados, mesmo que imunes a efeitos de medo (acumulativo com outros efeitos e com o próprio efeito dos acertos críticos). Se o purista gastar uma ação completa se concentrando, ele se recupera da condição. Ameaças de Arton, pág. 274.

Wisphago

Se uma arma mágica erra um ataque contra o Whispago por 5 pontos ou mais da Defesa dele, ele pode devorar a magia da arma. A arma perde um dos seus encantos e esse encanto vai para uma das mordidas do Whispago. Cada mordida do Whispago pode ter até dois encantos. Ameaças de Arton, pág. 290.

Mesmo que seja um chapéu, os efeitos críticos se aplicam ao Mycotann
Oxxdon

Ao cortar a antena do Oxxdon, ele perde seu ataque de antena e a habilidade de Ferrugem. Acertar a antena tem a mesma dificuldade de acertar a cabeça. Ameaças de Arton, pág. 308.

Canceronte

Caso uma das garras do Canceronte for decepada, ele não pode usar a habilidade Autonomia. Ameaças de Arton, pág. 314.

Nagah

Um Nagah que fique sob a complicação Vagaroso em condição grave ou permanente, fica caído pelo resto da rodada ao até ser a condição curada. Ameaças de Arton, pág. 330-334.

Mycotann

Se o Bulbo de um Mycotann foi atingido por um acerto crítico com severidade 9+, ele fica incapaz de usar a habilidade Esporos por 1d6 rodadas. A Horda Mycotann e outras hordas de Mycotann não são afetados por esse efeito. Ameaças de Arton, pág. 340.


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Texto e Capa:
 Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Animes Que Dariam Bons Plots – Taverna do Anão Tagarela #174

Igor Detona e Jujubinha falam sobre Animes que Dariam Bons Plots nessa taverna. Venha conhecer alguns animes que podem te inspirar para sua mesa de RPG e entender como tornar plots e premissas simples em bons materiais de referência para sua mesa.
A Taverna do Anão Tagarela é uma iniciativa do site Movimento RPG, que vai ao ar ao vivo na Twitch toda a segunda-feira e posteriormente é convertida em Podcast. Com isso, pedimos que todos, inclusive vocês ouvintes, participem e nos mandem suas sugestões de temas para que por fim levemos ao ar em forma de debate.

Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.


Links:

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E-mail: contato@movimentorpg.com.br – Tem dúvidas sobre alguma coisa relacionado a RPG? Mande suas dúvidas para nosso e-mail.

Animes Que Dariam Bons Plots

‎Host: ‎‎Douglas Quadros
‎Participantes:‎ Igor Detona | Jujubinha
‎Arte da Capa:‎‎ ‎‎Raul Galli.‎

Área Catarse de Protótipos – DOFF 2025

Nesse fim de semana (21 e 22 de junho) rolou o DOFF 2025, e temos uma pancada de coisas para conversar sobre o evento. E  uma delas é sobre a Área Catarse de Protótipos que se consolidou como um verdadeiro QG de criatividade e inovação, um espaço essencial para o fomento do mercado nacional de jogos de tabuleiro.

Com o objetivo claro de dar visibilidade a designers de jogos de tabuleiro e RPG. A Área Catarse é o ponto de encontro perfeito onde se pode apresentar suas futuras obras para um público massivo, outros criadores e, o mais importante, editoras do setor.

É um verdadeiro laboratório a céu aberto: o público geek tem a chance de testar os jogos em primeira mão, assim, dando aquela forcinha crucial com feedback direto. Para os designers, de fato, isso é ouro! As trocas de ideias e os testes práticos são, portanto, essenciais para polir e aprimorar suas criações. E, como prova de que a fórmula funciona, está aí: vários jogos que debutaram na Área Catarse em edições passadas foram financiados com sucesso na plataforma, consequentemente, virando realidade nas prateleiras dos jogadores!

Conheça os projetos da Área Catarse de 2025

4 LEAD

Criado por Jonathan Morselli Ayala

4 LEAD

Um jogo de tabuleiro de pura estratégia, rápido e acessível, para até 4 jogadores. Simples para atingir todos os públicos, mas complexo na medida para transformar sua noite de jogos, o jogo mistura rotação de cartas e captura de territórios. O objetivo é conseguir o maior número de território ao final da partida. Para isso, os jogadores precisam pegar as cartas uns dos outros e rotacioná-las pra sua cor, dominando assim o tabuleiro.

 

A Casa do Lago

Criado por Matheus Hoffmann

A Casa do Lago

Nesse jogo de terror, a Casa do Lago foi colocada à venda. Sendo um fantasma apegado que vive por lá, o objetivo dos jogadores é combinar manifestações fantasmagóricas para assombrar a casa antes que ela seja vendida. Role os dados, combine manifestações para usar cartas de sustos e assombre A Casa do Lago!

 

 

Assalto ao Aetherium Express

Criado por Lucas Maia e Miranda Fedock

Assalto ao Aetherium Express

Uma aventura de fantasia arcanepunk, onde um ousado roubo a trem promete mudar os rumos de um mundo prestes a entrar em guerra. Assim, ideal para quatro ou mais jogadores e um mestre, essa experiência one-shot é ainda compatível com qualquer sistema de RPG.

 

 

 

Bandolleros

Criado por Renato Keiteris, Leo Gibran e Eduardo Medeiros

Bandolleros

Um card/party game para até 6 jogadores que se passa, por sinal, num continente violento. Nesse cenário, a disputa reúne os melhores (e piores) facínoras do mundo para duelos épicos e sangrentos. Assim sendo, ganha o jogo aquele que tiver a pior reputação da cidade de Cova Rasa.

 

 

 

 

 

Kakehashi

Criado por Rafael Ferreoli

Kakehashi

Dois poderosos magos elementais se encontram sobre uma ponte ancestral. Assim, um duelo épico tem início — e apenas um permanecerá de pé! O objetivo, portanto, é derrubar o adversário da ponte e provar quem é o verdadeiro mestre dos elementos. Dessa forma, Kakehashi é um jogo tático de duelo com mecânicas simples e uma imersão temática extraordinária.

 

 

Brava Gente

Criado por Gabriel Rossi

Brava Gente

Nesse jogo de tabuleiro, a mecânica é alocação de trabalhadores. Você e seus amigos jogam como imigrantes de diversas etnias e nacionalidades que aportaram no estado de São Paulo. Juntos, vocês vão construir a cidade e deixar sua marca no território.

 

 

Cat Café

Criado por Leo Serafim

Cat Café

Em Cat Café, cada jogador assume o desafio de transformar um simples café em um ponto de encontro imperdível para os apaixonados por gatos. Usando cartas de ação de forma estratégica, os jogadores podem ganhar vantagem sobre os concorrentes, criar combos criativos e turbinar tanto suas vendas quanto o charme da própria loja.

 

 

DORT – O Supremo Concílio

Criado por Bruno Baptista e Duca Siqueira

DORT – O Supremo Concílio

Um jogo de cartas para 3 a 6 jogadores, ambientado no século XVII. A dinâmica é simples e envolve ação presumida, ação simultânea, votação, gestão de mão e uma pitada de toma essa. O objetivo é usar as habilidades e votos a seu favor para acumular mais pontos que seus adversários e ser o ministro mais influente.

 

 

 

Empathos

Criado por Luciana Tamada e Nicolie Costa Santana

Empathos

Um projeto que nasceu do TCC e a seguinte pergunta: como podemos exercitar a inteligência emocional de forma lúdica? Assim surgiu o jogo sobre conexões humanas com muito divertimento… e patos! Nele, você e seus amigos devem cooperar para levar o pato aventureiro até o topo da Cordilheira Pataquada. Para isso, devem enfrentar juntos uma série de adivinhações de palavras e superar desafios, quando questionados.

 

IN.SPIRE SUS

Criado por Jean Singh, Aline Camargo de Barros, Fabio Camargo, Evelyn da Silva Bitencourt e Julia Veneziani

IN.SPIRE SUS

Já imaginou transformar os desafios da saúde pública em um jogo colaborativo? Esse é um jogo cooperativo onde você e seus colegas assumem o papel de gestores de saúde enfrentando crises reais do SUS: falta de medicamentos, superlotação, escassez de profissionais… Tudo isso de um jeito lúdico, estratégico e, acima de tudo, coletivo.

 

 

Itzal

Criado por Emília Wanderley Carvalheira

Itzal

Itzal é um jogo narrativo de cartas onde magia, escolhas e lendas se entrelaçam para moldar o destino. Em um mundo medieval fantástico inspirado por mitos ancestrais, você pode ser um Artesão do Destino, convocado a enfrentar provações, despertar segredos e decidir o rumo de histórias únicas a cada partida.

 

 

Se você é daqueles que adora descobrir o próximo grande jogo antes de todo mundo e, além disso, quer dar uma força para a cena nacional, a Área Catarse de Protótipos no DOFF foi, sem dúvida, o seu lugar. Portanto, fiquem ligados, pois muitos dos futuros sucessos que você verá nas mesas e prateleiras brasileiras certamente nascerão ali, nesse caldeirão de ideias e paixão por jogos! Em suma, o futuro do board game e do RPG nacional promete, e ele está sendo construído em grande parte no Diversão Offline!


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Arena RPG Nerd Bruto – DOFF 2025

Nesse fim de semana (21 e 22 de junho) rolou o DOFF 2025, e temos uma pancada de coisas para conversar sobre o evento. E uma delas é sobre a Arena RPG que foi patrocinada principalmente pelo Nerd Bruto.

Nos dois dias de evento rolou mesas de jogos de vários sistemas, inúmeras mecânicas e toneladas de criatividade e energia dos metres que estavam ali para criar momentos épicos para o público. E jogadores que não mediram esforços para criar momentos inesquecíveis. O espaço foi um ímã para curiosos e veteranos sedentos por boas histórias e muitas risadas.

Quem passou por lá pôde conferir de perto o caos controlado e a criatividade que só o RPG ao vivo oferece. A Arena RPG reafirmou seu papel de destaque no DOFF. Acima de tudo mostrando que a paixão por dados, narrativas e personagens inusitados continua mais forte do que nunca na comunidade geek brasileira.

Com mais de 20 mesas por dia, e com pelo menos 4 jogadores em cada mesa a Arena não ficou vazia em nenhum momento, o coas ordenado rolou solto e a diversão também!

Depoimentos

Joguei D&D simplificado, foi a primeira vez que joguei RPG, tinha bastante vontade de conhecer e jogar, fiquei completamente perdido, muitas contas, passou ou não passou, acertou ou não acertou. Joguei de bárbaro, ainda bem, por que queria jogar de mago, fiquei batendo nos bichinhos, e os dados ajudaram bastante. Gostei e quero conhecer outros jogos além desse.

GUILHERME, AVENTUREIRO NL1

Foi um das primeiras experiências com RPG, tenho uma experiência bem breve. Jogamos um sistema simples, o que foi excelente por ser um evento, mas foi bem imersivo. Joguei com pessoas que eu não conhecia, mas foi bem unificado e me senti acolhido, o mestre tirou todas as dÚvidas. e o melhor é que conseguimos ganhar, falou que a nossa mesa foi a melhor do evento, vou acreditar nisso (risos)

RYAN, AVENTUREIRO NL 2

Eu joguei Ordem Paranormal na Arena, ainda não tinha jogado esse sistema. Nosso mestre era tipo um gênio da improvisação. A gente começou com uma investigação que parecia simples, mas de repente já estava fugindo de uma criatura bizarra, com as luzes piscando e todo mundo gritando na mesa (risos)! Saí de lá com a voz rouca de tanto gritar e rir, e já quero outra sessão!

ANA, INVESTIGADORA PARANORMAL

Sempre excelente mestrar no DOFF, só mestrei uma mesa até agora. montei algo algo simples, uma hora mais ou menos, assim o jogador sabe que pode agir de forma livre, e se jogar, se divertir, fazendo coisas malucas, sem ficar pensando em loot, dinheiro e itens. Nessa mesa o ladino estava para morrer, mais incentivamos ele a fazer loucura e acabou salvando o grupo. Vai levar um memÓria incrível para a casa.

DANIEL, MESTRE

Esse foram relatos de quem viveu a Arena RPG. Mostrando que foi uma verdadeira celebração do RPG em sua forma mais divertida e acessível, provando mais uma vez que o hobby segue conquistando corações e mentes no maior evento de jogos de mesa da América Latina!


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Gerenciando Interrupções – Aprendiz de Mestre

Após explorarmos como dizer “não” para ações ou ideias problemáticas em nossa mesa de jogo, mantendo o fluxo narrativo e a diversão sem frustrar os jogadores, é natural que abordemos outro desafio comum que todo mestre enfrenta: as interrupções durante a sessão. Portanto, vamos mergulhar em um tema que, embora raramente discutido em manuais de RPG, impacta profundamente a qualidade de nossas partidas, como lidar com distrações, pausas inevitáveis e questões de atenção de forma empática, gerenciando Interrupções de maneira assertiva.

Frequentemente, mestres iniciantes e até mesmo veteranos se veem frustrados quando o clima de tensão cuidadosamente construído é quebrado por uma notificação de celular, uma conversa paralela ou uma piada fora de contexto. Contudo, devemos lembrar que jogamos com pessoas reais, com vidas complexas e necessidades diversas.

Além disso, o RPG é, acima de tudo, uma atividade social e de entretenimento, não uma performance teatral rígida. Dessa forma, o verdadeiro desafio não é eliminar completamente as interrupções, mas sim gerenciá-las de modo que não prejudiquem a experiência coletiva. Vamos explorar dez abordagens práticas para transformar esse desafio em uma oportunidade de fortalecer a dinâmica do grupo.

Estabeleça Expectativas Claras

Antes da primeira sessão, fale abertamente com seus jogadores sobre como lidar com interrupções. Explique que distrações acontecem, mas certos limites mantêm a imersão. Além disso, pergunte se alguém tem necessidades que exijam pausas ou atenção dividida. Por exemplo, um jogador pode cuidar de uma criança pequena, enquanto outro pode estar de plantão ou esperando uma ligação.

Quando o grupo discute isso com antecedência, todos desenvolvem mais empatia. Aliás, regras criadas coletivamente costumam ser mais respeitadas do que decisões impostas. Dessa forma, todos se sentem responsáveis por manter o foco sempre que possível.

Implemente o “Sinal de Pausa”

Crie um gesto simples ou palavra-chave que qualquer pessoa à mesa possa usar para indicar que precisa de uma pausa. Isso pode ser tão simples quanto levantar a mão ou dizer “tempo”. Quando esse sinal é acionado, a narrativa é temporariamente suspensa sem questionamentos. Esse sistema permite que necessidades urgentes sejam atendidas sem explicações constrangedoras ou interrupções desorganizadas. Após a pausa, retome a narrativa com uma breve recapitulação para reconectar todos ao momento da história. Consequentemente, essa ferramenta simples transforma interrupções caóticas em pausas estruturadas que respeitam tanto as necessidades individuais quanto o fluxo narrativo do grupo.

Utilize Pausas Programadas

Assim como filmes têm intervalos e jogos têm tempos técnicos, suas sessões podem se beneficiar de pausas programadas. Estabeleça momentos específicos para um intervalo de 5 a 10 minutos a cada hora ou hora e meia de jogo. Esses momentos permitem que todos atendam necessidades pessoais, verifiquem mensagens ou simplesmente estirem as pernas. As pausas programadas são especialmente úteis para sessões longas.

Anuncie quando o intervalo está próximo para que os jogadores possam se preparar mentalmente. Curiosamente, ao institucionalizar essas pausas, muitas interrupções espontâneas são reduzidas, pois os jogadores sabem que terão um momento designado para suas necessidades em breve.

Crie Zonas de Jogo

O espaço físico onde jogamos influencia diretamente nossa capacidade de concentração. Quando possível, divida o ambiente em “zona de jogo” e “zona livre”. Na zona de jogo, o foco está na narrativa e nas interações dos personagens. Na zona livre, conversas paralelas e uso de dispositivos são permitidos. Essa divisão pode ser literal, com áreas diferentes da sala, ou temporal, alternando entre momentos de imersão total e relaxamento. Para jogos online, considere usar canais de voz separados ou sinais visuais que indiquem quando estamos “dentro” ou “fora” do jogo. Portanto, essa abordagem reconhece nossa necessidade humana de alternar entre foco intenso e relaxamento social.

Transforme Distrações em Elementos Narrativos

Quando uma interrupção inevitável ocorre, em vez de lutar contra ela, considere incorporá-la criativamente à narrativa. O barulho de uma obra na rua pode ser transformado no som de uma batalha distante. A campainha que toca pode representar um mensageiro chegando à taverna. O jogador que precisa se ausentar brevemente pode ter seu personagem temporariamente afetado por um feitiço de sono. Essa técnica não apenas preserva a imersão, mas também demonstra flexibilidade e criatividade. Os jogadores frequentemente se lembrarão desses momentos improvisados com carinho, transformando potenciais frustrações em memórias divertidas compartilhadas pelo grupo.

Implemente um “Banco de Foco”

Crie um sistema onde cada jogador recebe um número limitado de “fichas de foco” no início da sessão. Essas fichas podem ser usadas para momentos em que realmente precisam verificar o celular ou se envolver em uma conversa paralela breve. Quando as fichas acabam, espera-se foco total até o próximo intervalo. Esse sistema gamifica o gerenciamento da atenção, tornando os jogadores mais conscientes de suas próprias distrações. O aspecto lúdico reduz o potencial de conflito, pois transforma o controle da atenção em um recurso a ser gerenciado, não uma imposição autoritária. Ademais, jogadores frequentemente se surpreendem ao perceber quantas vezes sentem o impulso de se distrair durante uma sessão típica.

Desenvolva Rituais de Retorno

Após uma interrupção significativa, utilize um breve ritual para reconectar o grupo à narrativa. Isso pode ser uma recapitulação do último acontecimento importante, uma descrição atmosférica renovada, ou até mesmo uma música tema que sinaliza o retorno ao jogo. Para grupos que apreciam imersão profunda, considere um momento de respiração coletiva ou uma frase que todos repetem para “reentrar” no mundo ficcional.

Esses rituais são especialmente importantes após pausas longas ou interrupções emocionalmente carregadas. Eles funcionam como pontes que reconectam o grupo ao estado mental compartilhado necessário para a experiência de RPG.

Adote a Técnica do “Spotlight Rotativo”

Muitas distrações ocorrem quando jogadores sentem que não estão participando ativamente da cena. Implemente um sistema consciente de rotação do foco narrativo, garantindo que cada jogador tenha seu momento de brilhar regularmente. Quando um jogador sabe que terá sua vez em breve, tende a permanecer mais engajado durante as cenas dos outros. Mantenha um registro mental ou até mesmo físico de quanto tempo cada personagem esteve em destaque. Além disso, crie oportunidades para que personagens secundários em uma cena possam contribuir com pequenas ações ou observações. Essa distribuição equitativa de atenção é valorizada pelos participantes e reduz significativamente conversas paralelas e desengajamento.

Utilize Âncoras de Atenção Físicas

Objetos tangíveis podem servir como poderosas âncoras para a atenção do grupo. Um jogador segurando um item específico (como um cajado de narrador ou um dado especial) indica que está com a palavra no momento. Mapas, miniaturas e adereços temáticos não apenas enriquecem a experiência, mas também oferecem pontos focais visuais que naturalmente capturam a atenção. Para jogos online, recursos visuais compartilhados na tela cumprem função semelhante. Essas âncoras físicas ou visuais ativam diferentes canais sensoriais, tornando mais fácil para os jogadores manterem o foco na atividade compartilhada em vez de se dispersarem em distrações individuais.

Pratique a Empatia Ativa

Por fim, lembre-se que distrações frequentes geralmente têm causas subjacentes. Um jogador constantemente verificando o celular pode estar ansioso por uma situação pessoal. Alguém fazendo piadas fora de contexto pode estar tentando aliviar nervosismo ou insegurança. Observe padrões e, quando apropriado, converse individualmente com o jogador para entender melhor suas necessidades. Às vezes, pequenos ajustes na dinâmica do jogo podem resolver o problema. Outras vezes, apenas reconhecer a situação já traz melhoras. A empatia não significa permitir comportamentos disruptivos, mas sim abordar suas causas raízes com compreensão e criatividade para encontrar soluções que funcionem para todos.

Conclusão

Como foi demonstrado ao longo destas estratégias, gerenciar interrupções não se trata de impor disciplina rígida, mas de criar um contrato social flexível que respeite tanto a narrativa quanto as necessidades humanas dos participantes. Ao implementar estas técnicas, você transformará potenciais fontes de frustração em oportunidades para fortalecer a confiança e a comunicação do grupo. Além disso, um mestre que lida graciosamente com interrupções modela para seus jogadores como equilibrar imersão e flexibilidade. Portanto, da próxima vez que uma distração inevitável surgir em sua mesa, respire fundo e pergunte-se: como posso usar este momento para melhorar nossa experiência coletiva, em vez de permitir que ele a diminua? A resposta a essa pergunta frequentemente revela não apenas soluções práticas, mas também insights valiosos sobre a dinâmica única do seu grupo de jogo.

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A Última Batalha – Um Conto de Theros – Ecos do Movimento #001

Nesse conto, você acompanha a última batalha do herói de Iroas – Olympiodoros. Após uma grande jornada com alguns companheiros inimagináveis, o jovem se vê diante de seu maior inimigo.

Mesmo que perca a luta, sabe que a guerra está ganha. Não precisará mais lutar depois. Mas será que ele conseguirá desferir o golpe que lhe dará sua vitória?


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A Última Batalha – Um Conto de Thero

Roteiro e Voz: Raquel Naiane
Edição e Mixagem:
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Arte da Capa: Raul Galli

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2/3/4 – Almanaque Sistema – Lançamento no DOFF 2025

Atenção, mestres e jogadores! Então, preparem-se, porque um novo sistema de RPG está chegando para revolucionar suas mesas com uma combinação inédita de simplicidade e adaptabilidade. Dito isso, apresentamos o Sistema 2/3/4, um RPG incrivelmente acessível que, em primeiro lugar, utiliza apenas um dado de seis faces (D6) e que, além disso, promete levar suas aventuras para absolutamente qualquer cenário que você possa imaginar! E o melhor de tudo, caso você não tenha um D6 físico em mãos, não se preocupe, pois um aplicativo simulador de dados em seu celular resolve perfeitamente a questão!

Quem irá trazer essa obra para nós será o Leandro Lisboa, apoia pela Bravura Jogos. E a melhor noticia de todas, no DOFF 2025 o valor do livro terá um preço super acessível, praticamente obrigatório adquirir o livro no evento.

Um Jogo Para Todos os Mundos e Estilos!

O Sistema 2/3/4 pensou na flexibilidade. Perfeito para jogar solo ou em grupo, sua estrutura leve permite adaptá-lo a qualquer cenário: desde as clássicas fantasias medievais com dragões e cavaleiros, passando por ninjas sombrios, caçadores urbanos de criaturas sobrenaturais, distopias cyberpunk e até mesmo emocionantes jornadas de exploração espacial!

O livro do jogo vem recheado de conteúdo, incluindo exemplos de antagonistas para inspirar seus desafios, e uma aventura completa ambientada no Brasil Colonial, com um toque de história real para uma imersão ainda maior!

Mecânicas Simples e Poderosas

  • Criação de Personagem Descomplicada: Distribua valores entre os atributos;
  • Rolagens Rápidas: Para resolver uma ação, relacione-a a um atributo, role 1D6;
  • Saúde e Morte no Limite: Fácil fácil de se resolver;
  • Dano e Proteção Diretos: O sistema de Dano e Proteção (DP) é dividido em Pequeno, Médio e Grande.

O Sistema 2/3/4 é seu novo palco para as mais diversas histórias. Os mundos estão prontos. É sua vez de fazer a história acontecer! Prepare seu D6 e mergulhe em um universo de infinitas possibilidades!


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Diversão offline 2025 – Taverna do Anão Tagarela #173

Douglas Quadros e Fernanda Sereno falam sobre o Diversão Offline 2025 nessa taverna. Venha saber um pouco mais sobre o que vai acontecer nessa edição especial de 10 anos desse incrível evento que celebra RPGs e boardgames.
A Taverna do Anão Tagarela é uma iniciativa do site Movimento RPG, que vai ao ar ao vivo na Twitch toda a segunda-feira e posteriormente é convertida em Podcast. Com isso, pedimos que todos, inclusive vocês ouvintes, participem e nos mandem suas sugestões de temas para que por fim levemos ao ar em forma de debate.

Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.


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Diversão offline 2025

‎Host: ‎‎Douglas Quadros
‎Participantes:‎‎Douglas Quadros | Fernanda Sereno
‎Arte da Capa:‎‎ ‎‎Raul Galli.‎

Classes Sociais Fantásticas – Gênese Zero #43

Após explorarmos como grupos marginalizados sobrevivem e resistem em mundos fantásticos, desenvolvendo estratégias criativas para preservar suas identidades e culturas em meio à opressão, é natural voltarmos nosso olhar para a estrutura social que frequentemente gera essas dinâmicas de exclusão. Portanto, vamos agora mergulhar em um aspecto fundamental do worldbuilding: a criação de sistemas de classes sociais fantásticas, únicas e envolventes. Afinal, em universos onde a magia flui livremente, onde deuses concedem favores diretamente a seus seguidores, ou onde linhagens ancestrais carregam poderes extraordinários, as divisões sociais certamente assumiriam formas fascinantes.

Frequentemente, ao construirmos mundos de fantasia, recorremos a estruturas sociais familiares nobres, comerciantes, camponeses sem explorar plenamente o potencial criativo que elementos fantásticos oferecem. Contudo, ao incorporarmos elementos como magia, intervenção divina, conhecimentos arcanos ou feitos heróicos como bases para estratificação social, podemos criar classes sociais fantásticas e cenários mais originais e instigantes para nossas narrativas. Além disso, sistemas de classes sociais bem elaborados são naturalmente gerados a partir de conflitos históricos, tensões culturais e oportunidades narrativas ricas. Dessa forma, vamos explorar dez abordagens criativas para desenvolver hierarquias sociais verdadeiramente fantásticas que darão vida aos seus mundos.

1. Hierarquia Baseada em Ressonância Mágica

Imagine uma sociedade onde o status social é determinado pela intensidade com que o corpo ressoa com as correntes mágicas do mundo. No Reino de Thaumatia, sacerdotes conduzem crianças recém-nascidas ao Ritual de Ressonância, onde cristais especiais medem sua afinidade mágica inata. Desde então, esse momento marca o destino da pessoa.

Aqueles com maior ressonância, os Harmônicos, ocupam o topo da sociedade como líderes espirituais e políticos. Já os de média ressonância, os Vibrantes, formam a classe administrativa e intermediam as decisões. Enquanto isso, os de baixa ressonância recebem o nome de Sussurrantes e constituem a classe trabalhadora.

Finalmente, os raríssimos indivíduos sem qualquer ressonância, os Silentes, enfrentam um julgamento social ambíguo. A sociedade os vê com uma mistura de piedade e suspeita, e por isso eles vivem à margem. A ressonância não segue linhagens familiares, o que frequentemente causa surpresas: filhos de Harmônicos podem nascer Silentes, gerando dramas dinásticos e discussões profundas sobre o verdadeiro significado da ressonância mágica.

2. Estratificação por Marca Divina

Em um mundo onde os deuses intervêm diretamente na vida mortal, o status social deriva da intensidade do favor divino visível em cada indivíduo. Na teocracia de Celesthia, cada cidadão exibe uma marca luminosa na testa uma Coroa Celestial cuja complexidade e brilho revelam o favor que ele acumulou aos olhos dos deuses.

As marcas mais elaboradas pertencem aos Coroados, que governam a sociedade como sacerdotes supremos. Logo abaixo deles, os Iluminados ocupam posições de destaque, seguidos pelos Marcados comuns. Na base da hierarquia social, estão os Tênues, cujas marcas brilham de forma quase imperceptível.

O aspecto mais fascinante dessa estrutura reside na mutabilidade dessas marcas. Ao longo da vida, elas reagem diretamente às ações morais de cada pessoa. Por isso, a sociedade de Celesthia permite mobilidade social verdadeira: indivíduos virtuosos podem ascender conforme suas coroas brilham mais intensamente. Por outro lado, aqueles que se corrompem veem suas marcas escurecer, perdendo o prestígio que um dia alcançaram.

3. Hierarquia de Sonhadores e Despertos

Considere uma classe social fantástica onde a capacidade de acessar e manipular o reino dos sonhos define o status social. Na cidade-estado de Onirópolis, os cidadãos organizam-se em uma hierarquia baseada em sua ligação com o mundo onírico. No topo estão os Arquisonhadores, indivíduos que moldam conscientemente o reino dos sonhos e influenciam diretamente sua estrutura.

Logo abaixo, os Sonhadores Lúcidos conseguem navegar pelos sonhos com clareza, embora sem conseguir alterá-los de forma significativa. Em seguida, os Sonhadores Comuns apenas vivenciam os sonhos de maneira passiva, sem consciência ou controle. Na base, os Insones vivem desconectados da consciência coletiva, incapazes de sonhar — e, portanto, vistos com estranheza e desconfiança.

O Conselho de Sonhos, formado pelos Arquisonhadores mais poderosos, detém o poder político da cidade. Eles tomam decisões baseadas em visões obtidas durante rituais complexos de sonho coletivo. Naturalmente, essas experiências fornecem direções consideradas sagradas e inquestionáveis pela maioria da população.

Nesse contexto, drogas que induzem ou suprimem sonhos tornaram-se extremamente valiosas. Algumas guildas controlam o comércio dessas substâncias e, com isso, exercem enorme influência. Ao mesmo tempo, rumores persistem sobre certos Insones que desenvolveram habilidades raras talvez até perigosas justamente por viverem à parte do fluxo coletivo de sonhos.

4. Estratificação por Idade Verdadeira

Em um mundo onde a imortalidade existe, mas continua sendo rara, a idade torna-se o principal fator para definir o status social. No Império Perene, a estrutura da sociedade organiza-se em Círculos de Idade, cada um representando diferentes níveis de experiência e poder.

No topo estão os Milenares, pessoas com mais de mil anos de vida, que formam o conselho governante. Suas decisões moldam o rumo do império, baseando-se em séculos de vivência acumulada. Abaixo deles, os Centenários ocupam cargos de autoridade regional, administrando províncias e mantendo a ordem com sabedoria e diplomacia.

Em seguida, os Décadas compõem a maior parte da população. São cidadãos comuns que, mesmo com poucas décadas de existência, já contribuem significativamente para o funcionamento diário da sociedade. Por fim, os Novatos, ainda em seus primeiros anos, passam por um longo processo de formação. Eles são educados não apenas nas artes e ciências, mas também na responsabilidade que vem com a possibilidade de uma vida longa.

Curiosamente, a aparência física não revela a idade verdadeira de ninguém. Assim, um Milenar pode ter o rosto de uma criança, enquanto um Novato pode apresentar traços envelhecidos, confundindo forasteiros e desavisados. Para evitar mal-entendidos, todos usam Cronógrafos, amuletos encantados que indicam claramente a idade real de quem os porta e, por consequência, seu lugar na hierarquia social.

5. Hierarquia Baseada em Vínculos com Espíritos

Ancestrais Imagine uma cultura onde o status social é determinado pela quantidade e poder dos espíritos ancestrais que escolheram vincular-se a um indivíduo. Na Confederação de Espirithia, cada pessoa nasce sem vínculos, mas ao longo da vida pode atrair espíritos ancestrais através de feitos notáveis. Os Multivínculados, com dezenas de espíritos poderosos, formam o conselho governante. Os Vinculados Maiores possuem alguns espíritos significativos e servem como líderes locais. Os Vinculados Comuns têm apenas espíritos menores e constituem a maioria da população. Os Não Vinculados, sem qualquer espírito, ocupam a base da sociedade. Os espíritos podem abandonar seus hospedeiros se ficarem insatisfeitos, criando uma dinâmica onde o status social pode mudar drasticamente. Certos espíritos são conhecidos por serem particularmente exigentes, vinculando-se apenas a indivíduos com qualidades específicas.

6. Estratificação por Distância da Catástrofe

Em um mundo pós apocalíptico mágico, a proximidade geográfica ao epicentro da grande catástrofe poderia determinar o status social. Na sociedade de Cataclismia, aqueles que vivem nas Zonas Internas, mais próximas ao epicentro da antiga explosão arcana, são os Transformados. Seus corpos foram alterados pela exposição à magia residual, concedendo-lhes poderes estranhos mas também deformidades visíveis. Eles governam a sociedade devido a suas habilidades únicas. Nas Zonas Médias vivem os Tocados, com alterações menores, que servem como intermediários. Nas Zonas Externas habitam os Intocados, sem qualquer alteração mágica, que formam a classe trabalhadora. Além das fronteiras vivem os Exilados, que fugiram completamente da influência da catástrofe e são vistos com desconfiança por não compartilharem da “bênção” do cataclismo.

7. Hierarquia de Sincronização Elemental

Considere uma sociedade onde cada pessoa nasce sincronizada com um dos elementos primordiais, e a raridade dessa sincronização determina seu lugar na hierarquia. No Domínio Elemental de Quintessia, os Quintessenciais, sincronizados com o raríssimo quinto elemento (éter), formam a classe governante. Abaixo deles estão os Duais, sincronizados com dois elementos simultaneamente. Seguem-se os Primários, divididos em quatro grandes grupos, cada um sincronizado com um dos quatro elementos básicos. Na base estão os Nulos, sem sincronização elemental detectável. A sincronização manifesta-se através de marcas corporais, habilidades inatas e afinidades comportamentais. O sistema é complicado pelo fato de que certos elementos são mais valorizados em diferentes regiões. Nas terras vulcânicas, sincronizados com fogo têm status elevado, enquanto nas costas marítimas, os sincronizados com água predominam.

8. Estratificação por Densidade de Alma

Em um mundo onde a alma é uma substância quantificável, sua densidade poderia determinar o status social. Na Hegemonia de Animadensa, instrumentos especiais chamados Psicômetros medem a densidade da alma de cada cidadão. Os Densos, com almas excepcionalmente concentradas, governam como líderes espirituais e políticos.

Os Substanciais, com densidade acima da média, servem como administradores e acadêmicos. Os Medianos, com densidade padrão, formam a classe trabalhadora especializada. Os Tênues, com almas de baixa densidade, são relegados aos trabalhos mais básicos. A densidade da alma pode ser alterada ao longo da vida por experiências intensas, traumas ou realizações significativas. Isso cria uma sociedade onde a mobilidade social é possível através de experiências transformadoras. Muitos cidadãos buscam aventuras perigosas ou iluminação espiritual para aumentar sua densidade anímica.

9. Hierarquia Baseada em Dívida Kármica

Imagine uma cultura onde o status social é determinado pela quantidade de dívida kármica acumulada por uma alma ao longo de suas encarnações. Na Confederação Kármica de Dharmapura, cada cidadão nasce com uma Marca Kármica visível na palma da mão direita. Sua cor e padrão revelam o balanço de suas ações em vidas passadas. Os Iluminados, com marcas douradas indicando karma quase perfeito, formam o conselho governante. Os Ascendentes, com marcas prateadas, ocupam posições de autoridade.

Os Equilibrados, com marcas bronze, constituem a maioria da população. Os Devedores, com marcas escurecidas, devem trabalhar para redimir seu karma negativo. Ações na vida atual podem alterar visivelmente a Marca Kármica em tempo real. Isso permite mobilidade social através de boas ações ou condena aqueles que cometem atos negativos a um declínio visível de status.

10. Estratificação por Complexidade de Sonho

Por fim, considere uma sociedade onde o status é determinado pela complexidade e vivacidade dos sonhos que uma pessoa consegue manifestar na realidade. No Sultanato Onírico de Somnolência, cada cidadão possui a capacidade inata de materializar brevemente elementos de seus sonhos no mundo físico. Os Arquitetos de Sonhos, capazes de manifestar construções inteiras ou criaturas complexas, governam como vizires e conselheiros do Sultão. Os Artífices Oníricos podem criar objetos funcionais e fenômenos menores. Os Esboçadores manifestam apenas imagens efêmeras e sensações temporárias. Os Sussurradores mal conseguem trazer um eco fugaz de seus sonhos para a realidade compartilhada. Essa capacidade não é hereditária nem permanente. Escolas de Sonho competem para identificar e educar jovens promissores.
Rumores persistem sobre drogas proibidas e rituais perigosos que podem temporariamente aumentar a capacidade de manifestação onírica.

Conclusão

Como foi demonstrado ao longo destes exemplos criativos, a criação de sistemas de classes sociais fantásticos vai muito além da simples transposição de hierarquias históricas para cenários com elfos e magos. Ao fundamentarmos a estratificação social em elementos genuinamente fantásticos, criamos sociedades verdadeiramente únicas e memoráveis. Essas estruturas sociais inovadoras não são apenas detalhes superficiais de cenário. Elas geram naturalmente conflitos dramáticos, dilemas morais complexos e oportunidades de aventura inesperadas que enriquecem enormemente suas histórias.
Além disso, sistemas de classes bem elaborados oferecem aos jogadores e personagens motivações claras e convincentes. Portanto, da próxima vez que estiver desenvolvendo um novo cenário fantástico, pergunte-se honestamente: o que realmente determina o valor e a posição de uma pessoa nesta sociedade específica? A resposta pode ser o fundamento de uma cultura verdadeiramente memorável e de histórias que seus jogadores nunca esquecerão.

PARA MAIS CONTEUDO DO MESTRE BROTHER BLUE

Lanças e RPG – Aprendiz de Mestre

Lanças e RPG – Aprendiz de Mestre. Ao longo do tempo, lendas envolvem lanças na cultura ocidental e oriental, de forma religiosa e profética.

A Lança do Destino, ou Lança de Longinus ou ainda Lança Sagrada, que segundo a tradição da Igreja Católica, foi a arma usada pelo centurião romano Longinus para perfurar o tórax de Jesus Cristo durante a crucificação.

    Lança Loginus em anime Evangelion

A Lança daria poderes bélicos de vitória em combate.

Já os orientais têm toda uma filosofia de vida ao redor das artes marciais, e A lança Tonbokiri, uma das Três Grandes Lanças (ao lado de Otegine e Nihongō), é associada a Tadakatsu Honda, não é a lança Otegine. A lança Tonbokiri é conhecida pela lenda da libélula cortada em pleno ar!

Mesmo heróis em busca de redenção ou metidos em política, podem morrer, lutando contra a cavalaria, e alguns dizem que contra guerreiros em montarias, somente lanças seriam úteis…

Lanças e RPG, podem ser…

  1. Uma versão num videogame como Disgaea, com uma lança Longinus falante…
  2. Uma parte importante do exército, com lanceiros.
  3. Lanceiro é a designação dos soldados de cavalaria armados de lança introduzidos nos exércitos europeus a partir do início do século XIX. A sua introdução teve a ver com o sucesso que as tropas polacas deste tipo, chamadas Ulanos, tiveram ao serviço do Grande Armée (exército napoleónico).
  4. cavalaria do Exército Brasileiro empregou lanceiros, porém o único corpo que recebeu esta denominação foram os Lanceiros Alemães, organizado por Otto Heise, em 1825, a partir de membros do 2º e 3º Batalhões de Granadeiros do Corpo de Estrangeiros.
  5. Durante a Revolução Farroupilha foi organizado pelos republicanos um corpo de Lanceiros Negros. Quase todos foram massacrados ao final da revolução, na Surpresa dos Porongos.

Lanceiros Negros

Todavia, Lanças como centro de uma aventura?

Vejamos 5 exemplos de aventuras:

Aventura 1: A Lança do Destino,

– Uma arma lendária, roubada por um grupo de vilões que planejam usá-la para conquistar o reino. Os jogadores devem encontrar e recuperar a lança antes que a usem. Enfrentar inimigos poderosos, resolver puzzles para encontrar a lança e convencer aliados a ajudar na busca.

Aventura 2: O Caçador de Dragões.

– Um dragão está aterrorizando uma vila e os jogadores são contratados para caçá-lo. A única arma capaz de derrotar o dragão é uma lança mágica que foi passada de geração em geração em uma família de caçadores. Encontrar a lança mágica, treinar para usar a lança corretamente e enfrentar o dragão.

Aventura 3: A Lança da Justiça

– Uma lança sagrada foi usada por um herói lendário para trazer justiça ao reino. Agora, a lança foi perdida e os jogadores devem encontrá-la para restaurar a justiça no reino. Encontrar pistas sobre o paradeiro da lança, enfrentar inimigos que querem usar a lança para fins nefastos.

Aventura 4: O Torneio da Lança

Um torneio é realizado para determinar quem é o mais habilidoso com a lança. Os jogadores devem competir contra outros guerreiros para vencer o torneio e ganhar o direito de portar a lança lendária. Treinar para o torneio, enfrentar oponentes formidáveis e lidar com a pressão da competição.

Aventura 5: A Maldição da Lança

– Uma lança amaldiçoada foi encontrada por um grupo de aventureiros e agora eles estão sendo perseguidos por criaturas sombrias. Os jogadores devem encontrar uma maneira de quebrar a maldição e purificar a lança.

Porém, e uma leva de exemplos de Lanças e RPGs?

Desde “Dungeon and Dragons” — que as espadas roubam a cena, mas vamos a alguns tipos de lança. Temos como exemplos:

  1. Lanças Curtas: Usadas em combate corpo a corpo ou como arma de arremesso, como a hasta romana, que era uma lança curta utilizada pelos legionários.
  2. Lança Longa (Pique): Usada para manter o inimigo à distância, como uma arma de haste, e frequentemente usada em formações defensivas.
  3. Lança de Arremesso: Projetada para serem arremessadas, como a azagaia (uma lança curta e leve) ou o dardo (uma lança mais leve que a lança comum).
  4. Lança com Ponta de Machado (Alabarda): Combina a ponta da lança com a lâmina de um machado, permitindo que o usuário ataque tanto à distância como em combate corpo a corpo.
  5. Lanças Medievais: Podem ser divididas em lanças pesadas, utilizadas para derrubar cavaleiros em justas, e lanças leves, usadas para ataques a cavalo ou como arma de arremesso.

E outras… Em RPGs como:

  1. D&D,
  2. Bárbaros da Lemúria, Editora Nozes Game Studios
  3. Tormenta, pela Editora Jambo
  4. Symbaroum, no Brasil pela Editora Tria
  5. Heróis e Hordas, Editora 101 games
  6. The Heroe’s Journey, no Brasil pela Editora Nozes Game Studios
  7. Aventuras na Era Hiboriana, Editora 101 games, com seu lanceiro Kushita, e se curtir qualquer coisa da 101 games, lembra do nosso código de desconto: MRPG10

Lanceiro Kushita

Mas quais as partes de uma lança?

  • Haste:

É a parte que dá à lança o comprimento e a força necessários para ser usada em combate ou arremessada. Pode ser de madeira, bambu ou outro material resistente.

  • Ponta:

É a extremidade afiada da lança, projetada para penetrar no alvo. Pode ser de madeira, osso, pedra, bronze, ferro ou aço, dependendo do tipo de lança e do período histórico.

  • Adornos e Detalhes:
Algumas lanças podem ter adornos ou detalhes, como pomos ou outros elementos, que podem ter funções práticas, como evitar que a lança escorregue da mão, ou podem ser puramente decorativos.

Como eram o uso de lanças em uma batalha entre cavaleiros medievais?

  1. Infantaria: As lanças, especialmente o pique, eram usadas pelos soldados de infantaria para defender-se da cavalaria e formar uma muralha defensiva.
  2. Cavalaria: A lança era a arma principal dos cavaleiros, permitindo-lhes carregar e atacar o inimigo a cavalo, com a intenção de derrubar ou ferir o oponente.
  3. Justas: Em torneios e justas, as lanças eram usadas em competições entre cavaleiros, onde a habilidade de acertar o alvo com a lança era crucial.
  4. Versatilidade: As lanças, como o pique e a alabarda, eram armas versáteis que podiam ser usadas em diferentes situações de combate, tanto para ataque como para defesa.

Mas então, lança ou espada, qual você prefere?

Lança é pouco mais que um bastão com uma ponta, todavia eu particularmente acho muito mais versátil que a espada, além do maior alcance. E tanto podem ser usadas como armas cerimoniais, como por você, que gosta de guerreiros selvagens, como um certo bárbaro da cimeria da Cultura pop.

Mas e como seu personagem veio a ter esta lança? É uma herança de família? Ele mesmo fez? Sabe, em Guerra dos Tronos, e Dragonlance as lanças roubam a cena…

Se preferir, também falamos em outro post sobre escudos. E só clicar em Escudos e RPG. Se você prefere espadas, vem, clica em Espadas e RPG!

Se preferir nos ouvir falando sobre este e outros temas, olha o podcast do dicas de RPG.

Até breve, e lembremos do enigma clássico:

“O que acontece quando o escudo mais forte encontra a lança mais poderosa?…”

Então pegue a sua lança preferida, e coloque na sua aventura, lanceiro! Hora da ação!

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