Jogando em Família – Aprendiz de Mestre

Saudações rpgistas! Dessa vez, ao ver o filme do Quarteto Fantástico me senti inspirado para propor uma possibilidade para sua mesa: e se todos os personagens forem de uma mesma família?

Em todo grupo de RPG, os laços entre personagens são uma parte vital da história e nada traz mais laços para esses personagens se eles forem de uma mesma família! Jogar com uma família como grupo de aventureiros pode transformar a narrativa, adicionando camadas de drama, cumplicidade, rivalidade e emoção que nenhum contrato de guilda ou missão paga consegue replicar.

Seja uma trupe de irmãos tentando honrar o legado de um clã caído, pais e filhos fugindo de uma maldição ancestral, ou até mesmo uma família improvisada unida por escolhas e não por genética, explorar esse tipo de relação no RPG abre portas para outros tipos de histórias.

Com isso em mente, vou compartilhar ideias, dicas e inspirações para você montar sua própria campanha e grupo familiar, onde os monstros podem até vir de fora, mas os conflitos mais perigosos podem surgir no almoço de domingo.

Vamos por passos para definir cada uma das escolhas e como o grupo vai interagir vai ser bem importante para o enredo.

Tipo de Família

Decida se os personagens são:

  • Família de sangue: pais, filhos, irmãos, avós, primos, etc.
  • Família adotiva ou encontrada: órfãos criados juntos, uma matriarca que adotou todos, sobreviventes que viraram clã.
  • Família disfuncional: com rivalidades, mágoas, e reconciliações possíveis.
  • Família nobre ou clã tribal: com reputações a manter e um legado a proteger.

Isso dá a base emocional do grupo! Nesse momento é importante que cada personagem saiba adotar o seu papel. Um filho, por exemplo, pode se rebelde, mas evidentemente existe um nível de hierarquia familiar entre o filho e o pai por isso os jogadores tem que estar ciente de como essa brincadeira vai ser desenrolar.

Passado Compartilhado

Construa juntos eventos importantes da história familiar:

  • Um parente desaparecido ou sequestrado?
  • Uma dívida de sangue ou uma maldição ancestral?
  • Um império que a família perdeu e quer retomar?

Ter um objetivo em comum vai fazer a família ser mais unida e progredir melhor na trama. Nada une mais as pessoas do que uma ameaça externa!

Use Vínculos Familiares em Regras

RPG ainda é um jogo com regras! Então use os laços familiares como gatilhos para vantagem, por exemplo bônus quando protege um parente ou mesmo crie interações únicas entre cada um dos membros (quando a filha e o pai atacam juntos seus ataques ganham algum dano extra especial, quando a mãe protege o filha ganha alguma defesa diferente e assim por diante) e faça com que esses poderes sejam melhores quantos mais eles trabalharem essas relações entre eles.

Sistemas com mecânicas de relacionamento (como Fate, Dungeon World ou For the Queen) funcionam muito bem. Em D&D ou Tormenta20, você pode criar poderes de legado familiar, itens herdados ou tradições mágicas de clã e muito mais.

Abrace o Drama Familiar

Família também briga, né? Abrace o novelão mexicano! Você pode usar as seguintes ideias para mover o plot:

  • Um personagem pode ser o filho favorito?
  • Um irmão invejoso pode fazer acordos secretos com o melhor dos planos, mas acabar sendo enganado?
  • O pai pode ser rígido e autoritário e acabar por pressionar demais o restante?
  • Um tio desaparecido pode retornar como vilão?
  • Um ex namorada do pai ou da mãe pode também voltar como vilã ou pior, como aliada!

Essas tramas alimentam o roleplay e podem ser ferramentas para você utilizar nos momentos corretos.

Ganchos de aventuras

Por fim deixo com vocês algumas ideias de como começar aventuras e campanhas que se misturem com o fato de o grupo ser uma família:

  • Um membro desaparecido retorna mudado… ou corrompido.
  • A herança da família foi roubada por um traidor.
  • A linhagem possui um poder adormecido que agora está sendo caçado.
  • Uma guerra entre famílias rivais ameaça explodir e uma família que seus ancestrais tinham derrotado volta por vingança
  • O grupo descobre que tem laços com criaturas míticas (como dragões, fadas, demônios antigos…).

Disclaimer: Todo tipo de família é válida, dois pais, duas mães, três figuras parentais, tanto faz! Família existe em todos as formas e formatos, o importante é que esses laços, de uma forma ou outra, moldam a gente e pode ser legal ver isso moldando as suas história de RPG também!


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais

RetroPunk – 10% – movimentorpg10
Bardo’s Shop – 20% – movimentorpg20
Jambô – 10% – mrpg10
New Order – 10% – movimentoneworder
101 Games – 10% – MRPG10

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.

Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!

Abominação – Dicas de Vampiro: A Máscara

Demônios de Luna. Filhos Desmortos. Vyrkolas. Pálidos. Muitos são os nomes dados a essas estranhas criaturas, que fazem parte de dois mundos distintos sem pertencer a nenhum. Hoje, vamos falar um pouco sobre os raros lobisomens que sobrevivem (mais ou menos) ao abraço de um vampiro.

Quem abomina os abominados?

Vampiros e lobisomens são inimigos eternos. Enquanto os garou dedicam suas vidas à proteção de Gaia, o espírito do mundo e da natureza, vampiros são praticamente um escárnio em relação à ordem natural do planeta. Vampiros são um sintoma do desequilíbrio da Wyrm, a força que representa a morte e a destruição dentro da sua cosmovisão.

“Sim, eu tenho garras e dentes que causam dano agravado, mas vou ficar aqui atirando com a pistolinha.”

Por isso, lobisomens costumam tentar destruir vampiros assim que pousam os olhos neles. Ainda assim, ocasionalmente, essa violência pode levar ao aparecimento desses seres amaldiçoados. Às vezes a busca se dá por vontade própria, como quando lobisomens ostracizados por seus pares buscam o beijo amargo da imortalidade; às vezes como uma forma de punição doentia imposta a um inimigo caído.

Com quantas mordidas se faz um lobisomem?

O processo de transformação de um lobisomem é extremamente doloroso e muitos acabam morrendo. Para metamorfos de coração puro, talvez a morte seja rápida e indolor. Para os demais, seu organismo e sua força espiritual rejeitam o sangue vampírico com intensidade. Quando isso acontece, o corpo do garou expulsa a vitae vampírica por todos os meios possíveis, resultando em hemorragias dolorosas e violentas.

“Coração puro? Não, não, eu só queria ficar aqui em paz cuidando do meu filho.”

Justamente por isso que muitos vampiros utilizam o abraço como forma de punição para inimigos garou. Disputas entre vampiros e lobisomens, quando se tornam físicas, geralmente acabam sendo desfavoráveis para os primeiros. Justamente por isso, quando os imortais conseguem sair por cima, o ressentimento pode levar a esse tipo de coisa. Naturalmente isso inflige máculas ao vampiro que faz essa crueldade.

Mas além desses casos, alguns vampiros poderosos podem desejar ter um lobisomem a seu serviço. Para um ancião, abraçar um lobisomem pode ser uma clara demonstração de poder. Claro que esse tipo de coisa pode ser muito mal visto dentro da sociedade vampírica, mas é o tipo de coisa que ninguém em sã consciência vai apontar o dedo na cara e falar, por razões óbvias.

Solidão e Política

Porém, a grande maioria das abominações são solitárias e até um tanto depressivas. Para um lobisomem, o pertencimento à sua sociedade e a luta em defesa de Gaia são o ponto central da sua existência e afastar-se disso, voluntária ou involuntariamente, causa uma imensa dor. E por mais que alguns lobisomens possam ser tolerantes e até compreensivos com um colega que foi vítima dessa atrocidade, a grande maioria deles vai desprezar e ostracizar tal indivíduo.

Entre vampiros a coisa não é muito melhor. Um pálido pode encontrar algum pertencimento entre os membros mais baixos da sociedade vampírica, nem mesmo o anarch mais compreensivo e inclusivo do planeta vai deixar de ter medo ao lado de um ser que pode se transformar em uma máquina de matar de três metros de altura cheia de garras, dentes e fúria.

Pouco resta aos pálidos além da solidão. A melhor das hipóteses provavelmente será encontrar alguma espécie de vínculo no laço de sangue com algum ancião que vai utilizar sua capacidade de infligir dano nas suas disputas políticas dentro da sociedade vampírica.

Nem uma abominação ventrue escapa da solidão. Harold Goodston que o diga.

Por Fim

Esse texto trouxe um pouco da visão a respeito das abominações do ponto de vista da sociedade vampírica. Como não podia ser diferente, esse texto vai continuar na coluna do Edu FIlhote sobre Lobisomem. Até lá, não esqueça de ler nosso post comemorativo de 3000 posts!

Bom jogo a todos!


Narrando no Mundo Antigo: América do Sul – Taverna do Anão Tagarela #178

Igor Detona, Jujubinha e Miguel Souza falam sobre Fabula Última nessa taverna. Venha conhecer um pouco sobre esse sistema baseado de JRPGs como Final Fantasy, Chrono Trigger e Persona. Entenda como ele funciona, saiba um pouco sobre suas mecanicas únicas e como fazer seu personagem se destacar no mundo que será criado por você.
A Taverna do Anão Tagarela é uma iniciativa do site Movimento RPG, que vai ao ar ao vivo na Twitch toda a segunda-feira e posteriormente é convertida em Podcast. Com isso, pedimos que todos, inclusive vocês ouvintes, participem e nos mandem suas sugestões de temas para que por fim levemos ao ar em forma de debate.

Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.


Links:

– Conheça nosso Patronato
– Seja um Padrim do Movimento RPG
– Assine o Picpay e ajude o site


E-mail: contato@movimentorpg.com.br – Tem dúvidas sobre alguma coisa relacionado a RPG? Mande suas dúvidas para nosso e-mail.

Narrando no Mundo Antigo: América do Sul

‎Host: ‎‎‎Douglas Quadros
‎Participantes:‎‎ ‎‎‎ Igor Detona | Jujubinha | João Paulo | Oblitae 
‎Arte da Capa:‎‎ ‎‎Raul Galli.‎

Fábula Última – Taverna do Anão Tagarela #177

Igor Detona, Jujubinha e Miguel Souza falam sobre Fabula Última nessa taverna. Venha conhecer um pouco sobre esse sistema baseado de JRPGs como Final Fantasy, Chrono Trigger e Persona. Entenda como ele funciona, saiba um pouco sobre suas mecanicas únicas e como fazer seu personagem se destacar no mundo que será criado por você.
A Taverna do Anão Tagarela é uma iniciativa do site Movimento RPG, que vai ao ar ao vivo na Twitch toda a segunda-feira e posteriormente é convertida em Podcast. Com isso, pedimos que todos, inclusive vocês ouvintes, participem e nos mandem suas sugestões de temas para que por fim levemos ao ar em forma de debate.

Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.


Links:

– Conheça nosso Patronato
– Seja um Padrim do Movimento RPG
– Assine o Picpay e ajude o site


E-mail: contato@movimentorpg.com.br – Tem dúvidas sobre alguma coisa relacionado a RPG? Mande suas dúvidas para nosso e-mail.

Fábula Última

‎Host: ‎‎‎Douglas Quadros
‎Participantes:‎‎ ‎‎‎ Igor Detona | Jujubinha | João Paulo | Oblitae 
‎Arte da Capa:‎‎ ‎‎Raul Galli.‎

Vileborn – O Lançamento Dark Fantasy do Ano!

A Capycat Games anuncia o lançamento de Vileborn, RPG que promete sacudir a cena de fantasia sombria. Com financiamento coletivo acontecendo neste momento, o jogo combina temas cruéis como amadurecimento forçado, preconceito e monstros internos com mecânicas inovadoras. Prepare-se para uma análise profunda desse fenômeno que esta sendo um sucesso!

O Mundo de Egas: Sob o Manto da Escuridão

Há exatamente cinco anos, o céu de Egas começou a escurecer. O sol tornou-se uma lembrança pálida, o frio congela até a alma, e os Malditos emergiram de seus esconderijos. Vampiros, lobisomens, feéricos e outras criaturas agora confrontam um império à beira do colapso.

Os Maculados – Protagonistas Amaldiçoados

Você não é herói, mas um sobrevivente. É um Maculado: meio humano, meio escuridão. Recrutado à força pela Ordem Crepuscular, seu destino é lutar contra a Escuridão enquanto luta contra si mesmo. Três conflitos definem sua existência:

  • Sua Herança Sombria corrói sua humanidade.
  • A Igreja da Iluminação incita o ódio contra você.
  • Seus mentores te veem como ferramenta descartável.

“Jovem demais para entender o mundo, velho demais para acreditar em salvadores” – Mentor Edgon.

As Heranças Sombrias

Ainda era criança quando sua linhagem corrompida se manifestou, subvertendo sua vida e afastando você das pessoas que amava.
Cada Herança Sombria é mais que poderes, é um conflito existencial.

SANGUÍNEO. Poderes dos Vampiros, sentidos aguçados e uma sede de sangue.
PREDADOR. Instinto animal dos metamorfos e uma eterna luta contra a fúria primal.
ASSOMBRADO. Se comunica com mortos, invoca espíritos e possui uma personalidade estranhamente distante.
SOMBRIO. Manipula as sombras e lida com a fome delas pelo medo.
VENTUROSO. A magia das fadas, aventuras e brincadeiras com a sorte de maneiras perigosas.
SELVAGEM. Controla a natureza, empatia com animais  e possui uma rejeição pela civilização.
AGOURENTO. Herdeiro da Feitiçaria, pactos obscuros e uma visão de mundo limitada a trocas equivalentes.

Os Malditos

Os Malditos não são só inimigos, são espelhos distorcidos das Heranças Sombrias. Cada categoria traz desafios únicos:

VAMPIROS

Metáfora: Hipocrisia das elites.
Perigo: Manipulação psicológica, jogos de poder.
Exemplo: Um conde vampiro que oferece proteção em troca de sacrifícios humanos.

METAMORFOS

Metáfora: Luta entre instinto e razão.
Perigo: Fúria incontrolável em ambientes selvagens.
Exemplo: Um lobisomem que ataca um vilarejo.

CAÍDOS

Metáfora: Culpas do passado.
Perigo: Assombrações que exploram traumas.
Exemplo: Fantasma de uma vila massacrada que atrai viajantes para sua morte.

FEÉRICOS

Metáfora: Pactos e consequências.
Perigo: Acordos distorcidos que corrompem a alma.
Exemplo: Fada que “ajuda” aldeões em troca de suas memórias afetivas.

SOMBRAS

Metáfora: Medo internalizado.
Perigo: Amplificação de emoções negativas.
Exemplo: Entidade que transforma o ódio entre irmãos em violência física.

SILVESTRES

Metáfora: Natureza vs. civilização.
Perigo: Bestas corrompidas em florestas mortas.
Exemplo: Trolls que capturam madeireiros para “purificá-los”.

AMALDIÇOADOS

Metáfora: Preço da feitiçaria.
Perigo: Maldições e cultos que distorcem a realidade.
Exemplo: Bruxa que adora a Escuridão organizando cultos a entidade.

O Sistema de Testes Simples, mas Intensos

Escolha uma Abordagem (Força, Vontade, Influência, Razão, Precisão, Subterfúgio):

  • 1 – Junte dados:
    1 dado básico (tamanho da Abordagem: d6 a d10)
    +1 dado se usar Personalidade (ex: “Astuto”, “Teimoso”)
    +1 dado se usar Treinamento (ex: “Furtividade”, “Persuasão”)
  • 2 – Role e Mantenha o maior resultado;
  • 3 – Compare com a Dificuldade.

O Dado da Escuridão

Geralmente, apenas os Maculados rolam dados, e seus sucessos e complicações moldam o curso da história. No entanto, há momentos em que os Maculados devem enfrentar a Escuridão diretamente. Nessas situações, o Mestre de Jogo rola um dado especial que eleva a tensão, adicionando tanto perigo quanto emoção. Esse é o único d12 do jogo, chamado de Dado de Escuridão usados:

Enfrentando Malditos
Usando Herança Sombria

Efeitos:
Adiciona complicações catastróficas;
Aumenta poder mas acelera a corrupção;
Pode desencadear Perda de Controle (seu monstro interior assume).

Uma Obra Prima de Fantasia Sombria

Vileborn não é só um RPG é uma experiência. Ele força perguntas incômodas como: “Até onde você iria para proteger quem te odeia?”; “Vale a pena salvar um mundo que te rejeita?”; “Como não se tornar o monstro que dizem que você é?”. Com mecânicas que tencionam cada escolha e um cenário que sangra atmosfera,  uma combinação perfeita.

Vileborn esta em financiamento coletivo pela CapycatGames, clique neste link para acessar a pagina e conhecer mais deste novo RPG narrativo.


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais

RetroPunk – 10% – movimentorpg10
Bardo’s Shop – 20% – movimentorpg20
Jambô – 10% – mrpg10
New Order – 10% – movimentoneworder
101 Games – 10% – MRPG10

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse. E com isso, torne-se um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos! Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica através deste link

Religiões sem Deuses – Gênese Zero #46

Após explorarmos como códigos de honra podem moldar o comportamento e as interações sociais em culturas fictícias, estabelecendo padrões de conduta que definem o que é valorizado e respeitado em uma sociedade, é natural que voltemos nosso olhar para outro aspecto fundamental do worldbuilding: os sistemas de crença que sustentam essas culturas. Portanto, vamos mergulhar em um tema fascinante que frequentemente é negligenciado em mundos de fantasia, a criação de religiões sem deuses antropomórficos para sua estrutura e significado.

Frequentemente, ao construirmos mundos de fantasia, recorremos ao modelo politeísta clássico, com panteões de deidades humanizadas que representam diferentes aspectos da existência. Contudo, essa abordagem, embora rica e funcional, representa apenas uma fração das possibilidades disponíveis para sistemas de crença em mundos fictícios. Além disso, muitas das religiões e filosofias mais intrigantes da história humana não se baseiam em deuses personificados, mas em princípios abstratos, forças naturais ou conceitos cósmicos.

Dessa forma, o verdadeiro desafio não é simplesmente substituir deuses por outros elementos, mas conceber sistemas de crença coerentes e convincentes que possam inspirar devoção, orientar comportamentos e explicar os mistérios do universo sem recorrer a entidades divinas personificadas. Vamos explorar dez abordagens para criar religiões sem deuses que enriquecerão seu mundo e oferecerão novas dimensões para a experiência de jogo.

1. Culto às Forças Elementais

Imagine uma sociedade que venera não deidades, mas as próprias forças elementais em sua forma mais pura e impessoal. Os devotos não adoram um deus do fogo, mas o próprio fogo como manifestação de transformação e energia. Rituais envolvem a contemplação e interação direta com os elementos, e os sacerdotes são aqueles que demonstram afinidade natural com determinada força elemental.

Na cultura dos Khazan, habitantes de um arquipélago vulcânico, o fogo é venerado como a força primordial que tanto destrói quanto renova. Seus rituais incluem meditação diante de chamas controladas, onde buscam insights sobre a natureza da transformação. Consequentemente, sua sociedade valoriza adaptabilidade e resiliência acima de tudo, vendo a destruição não como fim, mas como parte necessária de um ciclo contínuo de renovação.

2. Filosofia do Equilíbrio Cósmico

Desenvolva um sistema baseado na crença de que o universo funciona através de forças opostas em constante busca por equilíbrio. Não existem deuses controlando essas forças, apenas a interação natural entre princípios como ordem e caos, criação e destruição, luz e escuridão. Os praticantes buscam harmonizar essas forças dentro de si e no mundo ao seu redor.

Os Harmonistas do Vale Dividido estruturam toda sua sociedade em torno do princípio do equilíbrio. Sua arquitetura reflete simetria perfeita, suas leis buscam justiça através da compensação proporcional, e até suas refeições são compostas para balancear sabores e nutrientes. Seus sábios estudam padrões naturais de equilíbrio e desequilíbrio, acreditando que compreender esses ciclos permite prever e influenciar eventos futuros.

3. Veneração dos Ciclos Naturais

Crie uma religião centrada na observação e celebração dos ciclos naturais, como estações, fases lunares, marés ou ciclos de vida e morte. Os praticantes não adoram entidades que controlam esses ciclos, mas reconhecem os próprios ciclos como manifestações de uma ordem cósmica maior que deve ser respeitada e preservada.

A Comunidade da Roda Eterna marca o tempo não por anos, mas por ciclos completos de treze luas. Cada fase lunar corresponde a diferentes práticas e observâncias, desde plantio e colheita até períodos de reflexão e renovação pessoal. Seus anciãos são especialistas em astronomia e fenologia, capazes de prever com precisão mudanças sazonais e eventos naturais. Além disso, acreditam que cada vida humana segue um padrão cíclico que reflete os ciclos maiores da natureza.

4. Culto aos Ancestrais Coletivos

Desenvolva uma tradição onde não se veneram deuses, mas a sabedoria coletiva e a energia espiritual dos ancestrais. Não se trata de adorar indivíduos específicos que ascenderam à divindade, mas de honrar a continuidade da linhagem humana e o acúmulo de conhecimento e experiência através das gerações.

Os Guardiões da Memória não constroem templos, mas mantêm vastos salões de recordação onde objetos, histórias e canções dos antepassados são preservados.

Acreditam que cada geração adiciona uma camada ao tecido da consciência coletiva, e que os mortos continuam a influenciar o mundo através das lições que deixaram.

Seus rituais mais sagrados envolvem a recitação de linhagens completas e a incorporação temporária da personalidade de um ancestral para obter orientação.

5. Veneração de Princípios Abstratos

Crie um sistema filosófico-religioso baseado na devoção a conceitos abstratos como Verdade, Beleza, Justiça ou Harmonia. Esses princípios não são personificados como deidades, mas reconhecidos como forças fundamentais que estruturam a realidade e que podem ser cultivados através de práticas específicas.

A Ordem da Verdade Imutável dedica-se à busca e preservação da verdade em todas as suas formas. Seus membros fazem votos de honestidade absoluta e dedicam suas vidas a desenterrar conhecimentos perdidos, corrigir falsidades e documentar a realidade com precisão impecável. Seus templos são bibliotecas e observatórios, e seus rituais envolvem exercícios rigorosos de autoconsciência para eliminar autoengano e preconceitos cognitivos.

6. Misticismo das Leis Universais

Crie uma tradição mística que se baseie na convicção de que o universo obedece a leis fundamentais, leis essas que, segundo seus seguidores, podem ser descobertas, compreendidas e até mesmo manipuladas por meio de estudo rigoroso e prática constante. Essa abordagem, aliás, funde elementos de uma ciência ainda em estágio primitivo com uma espiritualidade profunda, embora dispense totalmente a presença de entidades divinas.

Nesse contexto, os Decifradores do Padrão Oculto representam a principal ordem dedicada a essa crença. Para eles, a realidade se organiza a partir de equações matemáticas e padrões geométricos perfeitos. Consequentemente, eles investem décadas na análise de proporções, sequências numéricas e formas naturais, convencidos de que tudo isso revela uma “linguagem da criação”.

Além disso, seus templos são erguidos de acordo com proporções que consideram sagradas. A arquitetura desses espaços, longe de ser apenas decorativa, visa harmonizar a energia dos locais com as frequências cósmicas. Durante seus rituais, os Decifradores criam mandalas matemáticas intrincadas, sempre acreditando que essas formas os alinham com os ritmos ocultos do universo.

Desse modo, essa tradição mística oferece uma alternativa fascinante às religiões centradas em divindades, propondo que a conexão com o cosmos vem da razão elevada ao sagrado.

7. Consciência Universal Impessoal

Crie um sistema baseado na crença de que existe uma consciência universal que permeia toda a realidade, mas que não possui personalidade ou vontade própria. Não se trata de um deus, mas de um campo de consciência do qual todas as mentes individuais emergem temporariamente, como ondas surgem do oceano.

Os Unificados acreditam que todas as mentes são manifestações temporárias de uma única consciência universal. Praticam meditação profunda e rituais de sincronização mental para dissolver temporariamente os limites do ego e experimentar a unidade fundamental. Sua sociedade minimiza o individualismo, favorecendo decisões consensuais e propriedade compartilhada. Além disso, consideram a morte não como fim, mas como retorno ao estado natural de unidade com a consciência universal.

8. Culto à Evolução e Transformação

Desenvolva uma tradição centrada na veneração do próprio processo de mudança e evolução. Os praticantes não adoram um criador, mas celebram e buscam emular o impulso natural do universo em direção à complexidade, adaptação e transformação contínua.

A Espiral Ascendente venera o princípio da evolução em todas as suas formas. Seus membros buscam constantemente transcender suas limitações através de desafios físicos, intelectuais e espirituais. Mantêm registros meticulosos de suas linhagens, não apenas genéticas, mas também de ideias e inovações. Seus rituais frequentemente envolvem a indução controlada de estados alterados de consciência, vistos como explorações de potenciais evolutivos da mente humana.

9. Energia Vital Impessoal

Desenvolva um sistema espiritual centrado na crença de que uma energia vital impessoal atravessa todos os seres vivos, tecendo uma vasta rede de interdependência entre tudo o que existe. Essa força, apesar de poderosa, não possui consciência nem vontade própria. Em vez disso, ela flui conforme padrões naturais, os quais os praticantes podem estudar, interpretar e, com prática dedicada, harmonizar por meio de exercícios espirituais específicos.

Nesse universo, surgem os Condutores do Fluxo, uma ordem que dedica sua vida a perceber, entender e manipular essa energia universal. Diferentemente de tradições teístas, esses praticantes não clamam por favores divinos. Ao contrário, seus curandeiros atuam diretamente sobre os desequilíbrios energéticos do corpo e do ambiente, buscando restaurar a harmonia com intervenções precisas.

Além disso, a influência dessa filosofia vai além da medicina e do rito. Os Condutores aplicam seus conhecimentos até mesmo na arquitetura e no planejamento urbano, projetando cidades que respeitam os caminhos naturais da energia, permitindo seu fluxo constante e equilibrado. De forma complementar, seus rituais envolvem uma combinação de movimentos corporais lentos, posições específicas e técnicas de respiração controlada. Tudo isso serve para alinhar o fluxo interno de cada indivíduo com os padrões maiores do cosmos, promovendo equilíbrio físico, emocional e espiritual.

Assim, esse sistema propõe uma espiritualidade que une corpo, mente e ambiente, sem a necessidade de entidades conscientes. A prática exige disciplina, observação e sintonia com a natureza, uma abordagem sutil, mas profundamente transformadora.

10. Determinismo Cósmico

Desenvolva uma filosofia baseada na crença de que todos os eventos são predeterminados por cadeias causais infinitamente complexas. Não existe livre arbítrio verdadeiro nem intervenção divina, apenas o desenrolar inevitável de padrões estabelecidos desde o início do tempo. Os praticantes buscam aceitar seu papel no grande desenho cósmico.

Os Tecelões do Destino acreditam que o universo é como um vasto tear cósmico, onde cada vida é um fio entrelaçado em padrões predeterminados. Não lutam contra o destino, mas buscam compreendê-lo através de sistemas elaborados de adivinhação e interpretação de sinais. Seus sábios estudam padrões de causa e efeito, buscando vislumbrar a tapeçaria maior do destino. Consequentemente, enfrentam tanto sucessos quanto tragédias com a mesma serenidade filosófica.

Conclusão

Como demonstramos ao longo destes exemplos, criar sistemas de crença sem deuses antropomórficos não apenas é possível, mas abre possibilidades fascinantes para o worldbuilding. Essas abordagens permitem explorar questões filosóficas profundas sobre a natureza da realidade, consciência e moralidade, enquanto oferecem estruturas culturais ricas e distintas para suas sociedades fictícias.

O segredo está em desenvolver sistemas que, mesmo sem deidades personificadas, ainda respondam às necessidades humanas fundamentais que as religiões tradicionalmente atendem: explicar o inexplicável, oferecer orientação moral, proporcionar conforto diante da mortalidade e criar coesão social. Além disso, essas tradições não teístas podem gerar conflitos narrativos interessantes quando confrontadas com religiões mais convencionais em seu mundo.

Portanto, da próxima vez que estiver desenvolvendo o panorama espiritual de seu cenário, considere incluir algumas dessas abordagens alternativas. Elas não apenas enriquecerão a diversidade cultural de seu mundo, mas também oferecerão aos jogadores novas perspectivas sobre questões fundamentais da existência, potencialmente inspirando reflexões que transcendem a mesa de jogo.

PARA MAIS CONTEUDO DO MESTRE BROTHER BLUE

Aprenda com uma sessão ruim – Aprendiz de Mestre

Após explorarmos como conduzir narrativas paralelas sem perder o ritmo do grupo, equilibrando histórias pessoais e a trama principal de forma harmoniosa, é natural que abordemos outro desafio comum que todo mestre enfrenta: as sessões que simplesmente não funcionam como esperado. Portanto para que se aprenda com uma sessão ruim é parte inevitável da jornada de qualquer narrador, como transformar uma sessão frustrante em uma valiosa oportunidade de aprendizado.

Frequentemente, mestres iniciantes e até mesmo veteranos saem de uma sessão com aquela sensação incômoda de que algo não fluiu bem. O ritmo parecia arrastado, os jogadores estavam dispersos, os conflitos não geraram a tensão esperada, ou talvez você mesmo estivesse cansado demais para dar o seu melhor. Contudo, essas experiências, por mais desconfortáveis que sejam, contêm lições preciosas.

Além disso, o RPG é, acima de tudo, uma atividade criativa e social em constante evolução. Dessa forma, o verdadeiro desafio não é evitar completamente as sessões ruins, isso seria impossível, mas sim extrair delas os insights necessários para aprimorar as próximas. Vamos explorar dez abordagens práticas para transformar esses momentos de frustração em catalisadores de crescimento para você e seu grupo.

Realize uma Autópsia Construtiva

Após uma sessão que não fluiu bem, reserve um tempo para analisá-la objetivamente, sem julgamentos excessivos. Anote os momentos específicos onde sentiu que o ritmo caiu ou a energia do grupo diminuiu. Identifique padrões e gatilhos que possam ter contribuído para os problemas. Essa análise deve ser feita com curiosidade genuína, não como um exercício de autocrítica improdutiva.

Por exemplo, um mestre percebeu que sempre que introduzia um novo PNJ complexo sem preparação prévia, a sessão perdia momentum enquanto ele improvisava detalhes. Ao identificar esse padrão, passou a criar pequenas fichas com informações essenciais sobre possíveis PNJs, permitindo introduções mais fluidas.

Consequentemente, suas sessões ganharam ritmo e consistência, mesmo nos momentos improvisados.

Solicite Feedback Específico

Crie um espaço seguro para que os jogadores compartilhem suas percepções sobre a sessão. Em vez de perguntas genéricas como “O que acharam?”, faça questões direcionadas: “Em qual momento vocês sentiram que a energia caiu?”, “Qual cena foi mais difícil de se engajar?”, “O que poderia ter tornado o conflito final mais interessante?”. Essas perguntas específicas geram insights mais acionáveis.

Um grupo implementou um breve ritual de feedback ao final de cada sessão, onde cada jogador compartilhava um momento que adorou e outro que achou desafiador.

Além disso, estabeleceram um canal privado de comunicação para feedbacks mais detalhados. Portanto, o mestre começou a receber informações valiosas que nunca teriam surgido em uma conversa casual pós-jogo.

Identifique Fatores Externos

Muitas vezes, o problema não está na narrativa ou em suas habilidades como mestre, mas em circunstâncias externas. Horários inadequados, fadiga coletiva após uma semana estressante, problemas técnicos em jogos online, ou até mesmo tensões interpessoais não relacionadas ao jogo podem impactar significativamente a qualidade da sessão.

Uma mesa que sempre jogava às sextas à noite percebeu que as sessões frequentemente perdiam energia na segunda metade, não por problemas narrativos, mas porque todos estavam exaustos após a semana de trabalho. Ao mudarem para sábados à tarde, a qualidade das sessões melhorou drasticamente.

Consequentemente, aprenderam que o contexto da sessão é tão importante quanto seu conteúdo.

Experimente Ajustes de Ritmo

Se suas sessões frequentemente parecem arrastadas, experimente técnicas de controle de ritmo. Utilize montagens narrativas para avançar rapidamente por períodos menos interessantes, estabeleça limites de tempo para tomadas de decisão, ou introduza elementos de urgência na narrativa. Alternativamente, se o problema for um ritmo acelerado demais que não permite imersão, pratique pausas descritivas e momentos de respiro.

Um mestre notou que suas sessões de investigação tendiam a estagnar quando os jogadores ficavam presos em detalhes irrelevantes. Ele implementou um sistema de “pistas principais” visualmente destacadas em suas notas, garantindo que sempre pudesse redirecionar o grupo para elementos que fariam a narrativa avançar. Além disso, passou a utilizar um timer discreto para monitorar quanto tempo o grupo passava em cada cena, ajustando o ritmo conforme necessário.

Revise suas Ferramentas de Preparação

Às vezes, sessões problemáticas revelam lacunas em seu método de preparação.

Analise suas notas e materiais: você está dedicando tempo demais a detalhes que raramente entram em jogo? Ou talvez esteja subpreparado para os caminhos que os jogadores frequentemente escolhem? Ajuste seu processo para focar no que realmente importa para a experiência à mesa.

Uma narradora percebeu que gastava horas detalhando a história de cada localidade, mas improvisava apressadamente os PNJs que os jogadores realmente interagiam. Ela reorganizou completamente seu método de preparação, criando um template focado em personagens memoráveis com motivações claras e traços distintivos.

Consequentemente, suas sessões ganharam vida através de interações mais ricas, mesmo quando os jogadores saíam completamente do roteiro planejado.

Pratique a Flexibilidade Narrativa

Muitas sessões desandam porque o mestre se apega demais a um caminho narrativo específico. Desenvolva a habilidade de adaptar-se rapidamente quando perceber que algo não está funcionando. Isso pode significar abandonar uma cena que está se arrastando, transformar um combate tedioso em uma resolução narrativa, ou improvisar um novo elemento quando os jogadores parecem desinteressados.

Durante uma campanha de fantasia medieval, um mestre percebeu que o grupo estava entediado com uma sequência de combates em uma masmorra. Em vez de forçar a conclusão conforme planejado, ele improvisou a chegada de um terceiro grupo de aventureiros competidores, transformando instantaneamente a dinâmica da sessão de combate para competição e negociação. Portanto, aprendeu que estar disposto a descartar planos em favor da diversão imediata frequentemente salva uma sessão problemática.

Analise o Equilíbrio de Desafios

Sessões frustrantes muitas vezes resultam de desafios mal calibrados. Reflita sobre o nível de dificuldade que você apresentou: os combates foram muito fáceis a ponto de parecerem irrelevantes? Os quebra-cabeças eram tão complexos que travaram o progresso? Os dilemas morais tinham stakes significativos? Ajuste o equilíbrio para manter os jogadores engajados sem sobrecarregá-los.

Um mestre de Call of Cthulhu notou que suas sessões perdiam energia porque os jogadores estavam constantemente paralisados pelo medo de falhar. Ele implementou um sistema onde falhas interessantes geravam novas oportunidades narrativas em vez de simplesmente bloquear o progresso. Além disso, passou a telegrafar melhor os níveis de perigo, permitindo que os jogadores fizessem escolhas mais informadas sobre quais riscos assumir. Consequentemente, o grupo começou a abordar desafios com mais confiança e criatividade.

Revitalize o Ambiente de Jogo

O contexto físico ou virtual onde vocês jogam impacta significativamente a experiência. Experimente mudanças no ambiente: nova música de fundo, iluminação diferente, ferramentas visuais adicionais, ou até mesmo uma reorganização do espaço físico. Para jogos online, considere diferentes plataformas ou recursos que possam facilitar a imersão e comunicação.

Um grupo que jogava presencialmente percebeu que as sessões frequentemente perdiam foco devido a distrações do ambiente. Eles estabeleceram um “ritual de início” onde ajustavam a iluminação, ligavam uma playlist temática e cada jogador colocava um item representativo de seu personagem na mesa. Essa simples prática criou uma transição psicológica para o “modo jogo”, resultando em sessões mais focadas e imersivas.

Implemente Pausas Estratégicas

Quando sentir que uma sessão está descarrilando, não hesite em fazer uma pausa curta. Dez minutos podem ser suficientes para todos respirarem, você reorganizar seus pensamentos, e potencialmente redirecionarem a energia. Essas pausas também oferecem oportunidades discretas para verificar com os jogadores o que poderia melhorar o restante da sessão.

Durante uma campanha particularmente tensa, um mestre notou que os conflitos em jogo começavam a afetar os jogadores pessoalmente. Ele implementou “pausas de calibração” sempre que sentia a tensão escalando além do produtivo. Nessas pausas, o grupo discutia brevemente suas expectativas para a cena seguinte e reafirmava a separação entre personagens e jogadores. Portanto, essas interrupções estratégicas acabaram fortalecendo tanto a narrativa quanto as relações à mesa.

Transforme Falhas em Cânone

Em vez de tentar esquecer ou ignorar uma sessão problemática, considere incorporá-la organicamente à narrativa. Talvez os personagens estivessem realmente cansados, confusos ou desmotivados naquele dia específico. Essa abordagem não apenas preserva a continuidade da história, mas também transforma uma experiência negativa em um elemento interessante do desenvolvimento dos personagens.

Após uma sessão particularmente desorganizada onde nada parecia funcionar, uma mestra decidiu estabelecer que os personagens haviam inadvertidamente inalado esporos alucinógenos de um fungo raro, afetando sua percepção e tomada de decisões. Na sessão seguinte, os jogadores precisaram lidar com as consequências de suas ações confusas, transformando o que poderia ter sido apenas uma noite frustrante em um arco narrativo memorável sobre consequências e recuperação.

Conclusão

Como demonstramos ao longo destas abordagens, sessões ruins são inevitáveis na jornada de qualquer mestre, mas raramente são desprovidas de valor. Quando encaradas com a mentalidade correta, essas experiências frustrantes se transformam em poderosas ferramentas de aprendizado que catalisam seu crescimento como narrador.

O segredo está em abordar esses momentos com curiosidade em vez de autocrítica, buscando padrões e soluções específicas em vez de conclusões generalizadas sobre suas habilidades. Além disso, é fundamental manter uma comunicação aberta com seus jogadores, lembrando que o RPG é uma criação coletiva onde todos compartilham a responsabilidade pela qualidade da experiência. Portanto, da próxima vez que você sair de uma sessão com aquela sensação de que algo não funcionou, não se desespere, você acaba de receber um valioso presente disfarçado de fracasso, uma oportunidade concreta de elevar seu jogo para o próximo nível.

PARA MAIS CONTEUDO DO MESTRE BROTHER BLUE


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais

RetroPunk – 10% – movimentorpg10
Bardo’s Shop – 20% – movimentorpg20
Jambô – 10% – mrpg10
New Order – 10% – movimentoneworder
101 Games – 10% – MRPG10

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Pix ou através do Catarse.

Dessa forma, conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos, como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG!

Ou então, apoie nossa revista digital, a Aetherica, através deste link! Ela também traz contos e novidades para você!

Escalando Colossos – Área de Tormenta

No Heróis de Arton, fomos introduzidos ao Combate Avançado: regras opcionais para deixar o combate no sistema T20 mais tático e mais dinâmico. Com mais ferramentas para os jogadores e para a mesa em um geral. Na postagem de hoje, vamos continuar o texto anterior, mas agora mais focados na regra de Escalar Criaturas. 

Disclaimer

Antes, para deixar claro: todas as regras adicionais as de Combate Avançado (ou seja, as que não tem a referência do livro Heróis de Arton) aqui colocadas NÃO são oficiais. O Movimento RPG não tem ligação com a Jambô Editora, e fãs criaram todas as regras desta matéria para outros fãs.

Desde o PS2 escalar criaturas é algo complexo.

Escalando Criaturas

Uma das regras adicionadas nas regras opcionais de Combate Avançado são as regras de Escalando Criaturas. Criaturas menores podem subir em criaturas maiores, mirando em partes mais vulneráveis.

Por mais que seja claro no texto, é importante clarificar que são necessárias duas coisas para subir criaturas maiores que o seu personagem: a criatura precisa ser Grande ou maior; e duas categorias de tamanho maiores que você. Portanto, as possibilidades de escalada são:

  • Minúsculas e Pequenas. Grandes ou maiores.
  • Médias. Enormes ou maiores.
  • Grandes. Colossais.
  • Enormes e Colossais. Nenhuma.

Assim como os ataques mirados, citados no post anterior, criaturas Grandes ou maiores também tem mais pontos que podem ser alcançados além da cabeça. Caso os personagens estejam tentando alcançar outros pontos da criatura, ela precisa de sucessos diferentes.

No Heróis de Arton, na pág. 300, você pode ver as regras para se alcançar a cabeça, mas vamos ver os demais pontos baseados na regra de Ataques Mirados.

  • Perna. Ao obter sucesso em escalar uma criatura, é o primeiro ponto onde o seu personagem se encontra. Ao escalar, escolha uma das pernas para começar, para trocar para a outra perna é necessário um sucesso adicional para Grandes e Enormes; e dois sucessos para Colossais.
  • Tronco. Um sucesso para Grandes e Enormes. Dois sucessos para Colossais. Ir do tronco para a cabeça necessita de um sucesso para Enormes e dois sucessos para o Colossais.
  • Braço. Um sucesso para Grandes, dois sucessos para Enormes e três sucessos para Colossais. Ir do tronco para qualquer braço necessita de um sucesso para criaturas Enormes e dois sucessos para Colossais. Se o personagem estiver no braço oposto, ele gasta mais 2 sucessos para chegar no outro braço.

Ao chegar em algum dos pontos da criatura, ela perde a penalidade para executar um Ataque Mirado naquele ponto. Mas precisa gastar uma ação completa para realizar a ação agredir (em membros locomotores) devido ao movimento da criatura.

Criaturas maiores, com mais lugares para se subir

Você pode dar sorte e o gigante ter uma plataforma para você descansar antes de continuar subindo.

Algumas criaturas tem outros membros locomotores e manipulares, como citado no próprio livro. Ir de um para o outro conta como ir de uma perna ou braço para o outro, exigindo mais ou menos sucessos, de acordo com o mestre.

Abaixo vamos listar algumas das intersecções de criaturas do Livro Base e do Ameaças, para você ter uma noção de quantas secções os personagens podem escalar de cada uma delas.

Vamos pular as que seguem a configuração básica, como o Golem de Ferro, que normalmente vai ter duas pernas, dois braços, tronco e cabeça.

Algumas criaturas vão ter efeitos a mais, baseados em suas características de suas fichas e intersecções. Tudo é uma sugestão que você pode usar, se quiser.

Escalando Montarias

O Cavaleiro Não Está a Salvo em Seu Cavalo. Dependendo da posição em que estiver escalado da montaria, pode atingir diretamente seu cavaleiro. Assim, se terminar seu turno no ponto aonde o cavaleiro está, precisa passar em um teste oposto de manobra para não ser derrubado da montaria.

Baleote. 2 barbatanas (locomotores), tronco, cabeça, cauda (manipuladora).
Cavalos, Corcel do Deserto, Dromedário, Elefante, Urso Pardo, Unicórnio. 4 patas, tronco, cabeça.
Leão, Pantera, Tigre, Warg. 4 patas, tronco, cabeça, cauda.
Rinoceronte, Brontotério, Tumarkhân. 4 patas, tronco, cabeça e chifre.
Tatu-Montanha. Tronco, cabeça, rabo.
Trobo. 2 patas, tronco, cabeça.

Brutos & Indomáveis

Sapo Atroz. 4 patas, tronco e cabeça. Se estiver agarrando alguém com sua língua, ela pode ser escalada, pois ela conta como um membro manipulador.

Dragões

São formados de quatro patas, tronco, cabeça e duas asas. A partir de jovens, podem ser escalados. Escalar um dragão voando aumenta em +5 o teste de Reflexos dele para impedir de ser escalado.

Além disso, sempre que usam a arma de Sopro, eles aplicam efeitos diferentes nos personagens que estão escalando eles. Dragões Bicéfalos tem uma cabeça adicional e aplicam os efeitos de seu sopro e da outra cabeça para criaturas em cima delas. Córceis de Kally causam os mesmos efeitos.

  • Ácido. No próximo teste para escalar o dragão, os personagens rolam dois dados e escolhem o pior.
  • Eletricidade. Personagens escalando ficam ofuscados por 1 rodada (Fortitude CD do sopro evita).
  • Fogo. Todos os personagens escalando são afetados por Calor Extremo.
  • Frio. Todos os personagens escalando são afetados por Frio Extremo.
  • Luz. Todos os personagens escalando ficam ofuscados por 1 rodada, criaturas com sensibilidade à luz também sofrem os efeitos disso (Fortitude CD do sopro evita).
  • Trevas. Todos os personagens escalando ficam enjoados por 1 rodada. (Fortitude CD do sopro evita).
  • Essência. Todos os personagens escalando sofrem 1d8 pontos de dano de essência, +1d8 por categoria de idade. (Fortitude CD do sopro evita).
  • Psíquico. Todos os personagens escalando devem fazer um teste de Vontade com CD do sopro, se falharem, caem perdem um sucesso no teste de escalada. Se estiverem em uma das patas, eles caem do dragão com dano de queda da altura do dragão.

Kobold Bruto. 2 pernas, 2 braços, tronco e cabeça. Personagens na cabeça usam a defesa normal do Kobold Bruto ao invés da Defesa da habilidade Cabecinha.

Kobold-Mãe. 2 pernas, tronco, cabeça, ovo (conta como uma cabeça adicional). Criaturas que escalarem a Kobold-Mãe atraem a atenção de todos os kobolds em alcance médio dela. Causar dano ao ovo da Kobold Mãe ativa a habilidade Ovos automaticamente, mas ela precisa gastar uma ação completa ao invés de movimento para recarregar.

Avatar de Kallyandranoch

Composição. 4 patas, 2 asas, tronco e cabeça.

Dragões Verdadeiros não são escaláveis. No momento em que tentam escalar o Avatar de Kally, ele usa a habilidade Vendável como uma reação e não pode usar essa habilidade no seu próximo turno. Se mesmo assim a criatura não ser arremessada, ele permanece escalando a criatura.

O Engenho pode ter várias formas, várias.

Duyshidakk

Engenho de Guerra Goblin. 3 rodas (locomotores, devido a natureza de estar sempre em movimento, o Engenho tem +5 em testes de Reflexos), Tronco, Cúpula (conta como cabeça).

Cada engenhoca do engenho conta como um membro manipulador, acertar dois ataques mirados em cada engenhoca, além de causar dano, destrói a engenhoca, impedindo ela de ser utilizada se cair o valor dela no Arsenal de Engenhoca. O Engenho pode gastar uma ação padrão para consertar a engenhoca destruída.

Elementais

Corpo Elemental. Todos os elementais só podem ser agarrados por criaturas com armas mágicas ou outro equipamento mágico com a permissão do mestre. Ele recebe +5 no teste para escalar se a arma causar dano do tipo oposto do elemental.

Ou seja:

Armas congelantes permitem escalar em Elementais do Fogo; Armas corrosivas em elementais do Ar; Armas elétricas em elementais da Terra; e armas flamejantes em elementais da Água.

Armas manáfagas tem um efeito mais especifico: sempre que passar em um teste para escalar um elemental usando ela, você recebe 1 PM temporário e ela perde 1d4 PM (se tiver). 

Efeitos Elementais. Enquanto escalam os elementais, sempre que falham no teste de escalar, sofrem um dos efeitos abaixo, dependendo do tipo do elemental.

  • Ácido. No próximo teste para escalar o elemental, os personagens rolam dois dados e escolhem o pior.
  • Eletricidade. Personagens escalando ficam ofuscados por 1 rodada (Fortitude CD do elemental evita).
  • Fogo. Todos os personagens escalando são afetados por Calor Extremo.
  • Frio. Todos os personagens escalando são afetados por Frio Extremo.
Brace for the stooorm
Namasqall

Composição. 4 tentáculos (manipuladores), 2d12 tentáculos (locomotores) e “tronco”. Com tronco, se entende a extensão de 90m que Namasqall afeta com tempestade. 

Escalando um Maremoto. Devido a habilidade Corpo Torrencial, ao final da rodada, criaturas agarradas ao Namasqall devem fazer um teste de Fortitude CD 36. Se falhar, cai do Namasqall e sofre o dano da habilidade Maremoto.

Navegando um Maremoto. Navios podem navegar pelo “tronco” de Namasqall, se estiverem fazendo isso, o condutor da navegação faz testes de Pilotagem ao invés de Reflexos.

Hallus’tir

Composição. Tronco, 2d6 escombros flutuando ao redor.

Alvo Fácil. Todas as criaturas escalando Hallus’tir sofrem dano de Turbilhão de Escombros, mas tem +5 no teste de Reflexos se estiverem em cima de um escombro e são a prioridade para a habilidade Relâmpago Selvagem.

Pulando de Escombro em Escombro. Não necessariamente o personagem precisa escalar o vento. Ou seja, ele pode pular de escombro em escombro. O teste é o mesmo, a diferença é que ele não precisa ter as armas mágicas descritas em Corpo Elemental para se manter escalando o elemental.

Ber-Baram

Composição. 4 patas, tronco, cabeça.

Agarrando Fogo Vivo. Sempre que termina a rodada ou quando o Ber-Baram usa a habilidade Baforada Flamejante, com isso personagens escalando ele são afetados por Calor Extremo.

Sangue de Lava. Criaturas agarrando o Ber-Baram sofrem dano de Sangue de Lava sempre que ela é ativada, mesmo que não estejam se agarrando ele.

Cês tem certeza que querem escalar isso?
Serpentaar

Composição. Tronco, cabeça.

Armas de Escalar Fogo. Criaturas escalando o Serpentaar fazem um teste de Fortitude ao invés de Reflexos para resistir a Corpo Ígneo. Se estiverem escalando com armas congelantes e passarem no teste por 10 ou mais, eles resfriam a área e não sofrem dano da habilidade no seu próximo turno.

Tanaloom

Composição. Tronco.

Caindo do Obelisco. Criaturas que falharem no teste de escalar o Tanaloom sofrem o mesmo efeito da habilidade Golpe Esmagador.

Elemental Corrompido

Composição. Tronco, Cabeça.

Fácil de Engolfar. Criaturas escalando o Elemental Corrompido estão sucetiveis a ser alvo da habilidade Engolfar. Mas criaturas submersas no Elemental podem subir a outras partes do Elemental Corrompido fazendo um teste de Atletismo para nadar.

Cuidado ao cavalgar bulettes sem permissão.

Ermos

Bulette. Enquanto estiver escavando, criaturas agarradas ao bulette sofrem 1d6 pontos de dano de impacto a cada 3m percorridos pelo bulette.
Cão do Inferno. 4 patas, tronco, cabeça, rabo. Escalar um cão do inferno aplicam efeitos de calor extremo enquanto usam sua habilidade de Sopro, a CD do teste aumenta em +5 se o alvo estiver na Cabeça.
Carrasco de Lena. 4 patas, tronco, cabeça, rabo (manipulador), tentáculo (manipulador).
Centauros. 4 patas (locomotores), Tronco, 2 braços, Cabeça. As vezes centauros tem rabo, ai conta como um membro manipulador adicional.
Ente. 2 pernas, 2 braços, 2d4 troncos, cabeça.
Fera-mãe. Tronco, 2d4 braços. Toda criatura que terminar seu turno escalando a Fera-mãe sofre dano de Corpo Espinhoso.
Gorlogg. 4 patas, tronco, cabeça, rabo.
Lobo-Das-Cavernas. 4 patas, tronco, cabeça, rabo.
Tendrículo. Cabeça, 2 tentáculos (manipuladores).
Grifo. 4 patas, 2 asas (locomotores), Tronco, Rabo.
Serpe. Rabo, Tronco, 2 asas, Cabeça.

Rhandomm

Subida Aleatória. Mesmo sendo Titânica, Rhandomm pode ser escalado. Mas toda criatura que passa em um teste para escalar o Rhandomm rola 1d6. O personagem vai para um ponto especifico do Rhandomm, independente de onde esteja no momento que escalou. 1- Perna direita, 2- Perna esquerda, 3- Braço direita, 4- Braço esquerda, 5- Tronco, 6- Cabeça.

Gnolls

Vuul’Rak. 2 pernas, 4 braços, tronco, 3 cabeças.

Golens

Todos os golens que estiverem sendo escalados sofrem –5 no teste para resistir a Sabotagem (veja a perícia Ladinagem).

Tome cuidado ao escalar Robôs Gigantes!

Igreja de Arsenal

Kishin. 2 pernas, 2 braços, tronco e cabeça. Sempre que Kishin aumenta sua sobrecarga, personagens escalando ele sofre 5 pontos de dano de fogo por nível de sobrecarga.

Kishinauros. 2 pernas, 2 braços, tronco e cabeça. Sempre que Kishinauros aumenta sua sobrecarga, personagens escalando ele sofre 5 pontos de dano de fogo por nível de sobrecarga, além disso, criaturas escalando o Kishinauros tem –5 no teste para resistir a habilidade Células de Resfriamento.

Império de Jade

Dai-Kabuto. 4 patas, tronco e cabeça.
Dragão Celestial. Considere como um Dragão de Ar.

Masmorras

  • Aranha Gigante. 8 patas (locomotores), Tronco, Ferrão (manipulador), Cabeça.
  • Centopeia-Dragão. 30 patas (É preciso causar dano com severidade 7+ em pelo menos metade para aplicar condições), Tronco, Cabeça. O número de patas foi baseado na espécie Desmoxytes purpurosea, também conhecida como lacraia dragão. Além disso, criaturas que estiverem escalando uma Centopeia-Dragão são afetados pela sua habilidade Aura de Calor a efeitos de calor extremo. Tendo que fazer um teste ao inicio de cada rodada.
  • Glooop e Mamãe Glop. Tronco. Criaturas que comecem a escalar os glops sofrem 2d6 dano de ácido.
  • Mantícora. 4 patas (locomotores), Tronco, Rabo (manipulador, devido ao espinho, aumenta a Mantícora recebe +5 no teste de Reflexos para tirar a criatura), Duas Asas (locomotores).
  • Mantor. 4 “patas”, tronco (conta como cabeça). Contra uma criatura que a esteja escalando, o Mantor pode usar a habilidade Emantar com uma ação de movimento ao invés de padrão.
  • Mímico. Varia com a forma do mímico. O mímico clássico de baú tem 2 braços e cabeça.
  • Quimera. 4 patas, 2 asas, três cabeças.
  • Tigre-de-Hynnin. Sempre que tentam escalar o Tigre-De-Hynnin, há 25% de chance deles escalarem… Nada.

Mortos-Vivos e Reino dos Mortos

Cavalo Esqueleto, Ogro Esqueleto, Urso Pardo Esqueleto, Gigante Esqueleto, Mamute Esqueleto, Hidra Esqueleto, Rei-Tirano Esqueleto, Necrodracos e Tarso. Considere suas versões vivas. Inclusive para Tarso (apesar de ele nunca ter sido vivo…).
Garra-Zumbi Gigante. 5+ Dedos (manipuladores), Face da Mão (conta como tronco).

É basicamente escalar uma galinha gigante.

Mundo Perdido

Bufaronte. 4 patas, tronco, cauda e cabeça. Devida a extensão do tronco do Bufaronte, é necessário um sucesso adicional em escalar para se chegar a cabeça dele.
Galhada. 4 patas, tronco e cabeça. Devido ao corpo emaranhado, o personagem é considerado enredado enquanto está escalando a Galhada.
Grande Battham. 4 patas, tronco, pescoço, cauda e cabeça. Devido ao tamanho do pescoço, se deve passar em 4 testes a partir do pescoço para se chegar na cabeça. Pescoço conta como um segundo tronco.
Tuntram. 4 patas, tronco, cabeça. Ataques contra a Cabeça do Tantrum sempre causam um nível de severidade abaixo, devido ao “escudo”.
Rei Tirano. 4 patas, tronco, cabeça e causa. Criaturas na cabeça do Rei Tirano são afetados pela habilidade Visão Baseada em Movimento.

Povos-Trovão

Ceratops. 2 pernas, 2 braços, tronco, cabeça. Ataques contra a cabeça do Ceratops sempre causam um nível de severidade abaixo, devido ao “escudo”.

Totens
  • Totem de Sarana. 2 pernas, 2 braços, tronco e cabeça. Todo teste para escalar o Totem de Sarana tem +10, o totem permite ser escalado. Mas a CD para resistir a suas habilidades aumenta em +10.
  • Totem da Divina Serpente. 2 pernas, 2 braços, tronco e cabeça. Criaturas escalando o totem devem fazer um teste contra Calor Extremo no final dos teus turnos.
  • Totem de Rei-Tirano. 4 patas, tronco e cabeça.
  • Totem do Pai-De-Tudo. 2 pernas, 2 braços, tronco, cabeça. Uma criatura que tende escalar o pai de tudo ativa a habilidade Força Solar. Ataques contra a cabeça do Totem do Pai-de-Tudo sempre causam um nível de severidade abaixo, devido ao “escudo”.

Puristas

De longe já dá pra olhar e pensar: “Rapaz escalar isso ai não vai ser fácil”.
Colosso Supremo

Composição. 2 pernas, tronco, 2 braços, 2 Balistas, Cabeça. Criaturas que estejam escalando o Colosso tem –5 em testes de resistência contra a habilidade Fumos Tóxicos. Se estiverem no Braço direito enquanto o Colosso usa a habilidade Jato de Chamas, o personagem sofre os efeitos de Calor Extremo.

Retirando os Goblins. Enquanto escalam o colosso, podem fazer um teste de Percepção ou Investigação para encontrar os goblins consertadores dentro do colosso (CD 25 para Percepção e CD 20 para Investigação). Caso encontrem, podem abrir um espaço no colosso com um Ataque Mirado, retirando o Goblin de lá. Há 4 Goblins dentro do Colosso Supremo (em espaços aleatórios decididos pelo mestre), cada Goblin retirado diminui a Cura Acelerada do Colosso em –5.

Balista Contrária a Repressão. Um personagem que alcance as Balistas, podem tirar o soldado que está tripulando ela. Os soldados tem +19 nos testes de ataque para resistir as manobras e as demais características descritas na habilidade Balistas. Um personagem treinado em armas marciais pode usar as Balistas para atirar em outras criaturas por cima do Colosso, usando suas próprias estatísticas e bônus, mas o dano, crítico e alcance da Balista, descrita na habilidade.

Corcel de Comando. Igual a um Corcel do Deserto.

Reinos de Moreania

Búfalo-de-Guerra, Hippossauro. 4 patas, tronco, cabeça e rabo.

Sanguinárias

Grande Tachygloss. 2 patas, tronco, rabo. Sempre que uma criatura falha em escalar o Tachygloss, sofre 3d6 pontos de dano de perfuração.
Oxxdon Imenso. 4 patas, tronco, cabeça. Criaturas na cabeça do Oxxdon Imenso tem –5 no teste para resistir a habilidade Ferrugem.
Razza’Kham. 4 patas, tronco e cabeça.
Uraghian. 6 patas, tronco e cabeça. Sempre que Couraça Cáustica é ativada, criaturas escalando o Uraghian sofrem metade do dano. Quando Rajada Flamejante é ativada, criaturas escalando o Uraghian sofrem os efeitos de Calor Extremo.

O Clássico problema tamanho família.
Kaiju

Composição. 2 pernas, 2 braços, tronco, cabeça e cauda.

Arsenal Titânico

Personagens escalando o Kaiju são afetados de maneiras diferentes pelas armas do Arsenal Titânico do Kaiju.

  • Arremessar Montanha. Criaturas em qualquer um dos braços do Kaiju deve fazer um novo teste de Atletismo, Acrobacia ou um teste de Fortitude para se segurar (CD do Arremessar Montanha). Se falhar, é arremessado e cai na metade da distância do ponto da pedra.
  • Ferrão Peçonhento. Criaturas que estiverem na cauda, se falharem no teste de escalar, sofrem um ataue do ferrão.
  • Poeira dos Sonhos. O personagem tem –5 no teste para resistir a essa habilidade.
  • Sopro Corrosivo. Criaturas na cabeça devem rolar dois dados e escolher o pior após o Kaiju usar essa habilidade.
  • Terremoto da Ira. Personagens escalando o Kaiju são afetados pela habilidade. Porém criaturas que estejam no tronco, cabeça ou braços sofrem metade do dano.
  • Ventos Bravios. Criaturas escalando o Kaiju devem fazer um novo teste para se manter firmes na criatura, contra a CD da habilidade.

Sob as Ondas

Canceronte. 4 patas, 2 garras, tronco e cabeça. Uma criatura que estiver escalando uma das garras soltas por Autotomia, deve fazer um teste de Acrobacia para amortecer a queda.

Canceronte de Guerra. 4 patas, 2 garras, tronco e cabeça. Uma criatura que estiver escalando uma das garras soltas por Autotomia, deve fazer um teste de Acrobacia para amortecer a queda.

Enguia Rainha. Tronco, cabeça. Criaturas escalando a enguia sofrem o dano de Majestade Elétrica, e o dano subsequente se permanecerem escalando ela. Quando usa a arma de Sopro, criaturas escalando fazem seu próximo teste de escalar rolando dois dados e escolhendo o pior e sofrem os efeitos de Calor Extremo.

Água-Viva Gigante. Criaturas que falharem em testes para escalar uma água-viva gigante sofrem 3d6 pontos de dano de ácido.

Peixe-Recife. Tronco, cabeça. Criaturas que estiverem escalando o Peixe-Recife enquanto usa as habilidades Emergir ou Soçobrar tambem são alvo dos efeitos dessas habilidades.

Platan e Selakos. Tronco, cabeça.

Pliorex e Pliorex Abissal. 4 barbatanas, tronco e cabeça. Quando o Pliorex usa a habilidade Giro da Morte, as criaturas escalando sofrem o dano adicional da habilidade.

Kraken. Oito tentáculos e cabeça.

Seus jogadores vão tentar escalar a hidra, é um clássico.

Sszzaazitas

Sucuri. Rabo, tronco, cabeça.
Hidra. 4 patas, tronco, 5+ cabeças. Criaturas em uma das cabeças da hidra não tem a penalidade de ataques mirados ou da habilidade Cortar Cabeças.
Lagash. Rabo, tronco, cabeça. Criaturas na cabeça da Lagash podem ser alvos das serpentes da habilidade Crias de Sszzaas se ela gastar uma ação de movimento, sem ter que cuspi-las. Sendo as serpentes que vertem da boca da Lagash.
Nastarrath. Tronco, cabeça.

Elemental de Veneno Grande

Composição. Tronco.

Criaturas que estejam escalando o Elemental de Veneno sofrem o dano de Morte Gasosa.

Você quer escalar essas criaturas?

Tormenta

Esmagador Coletivo

Composição. 2 pernas, 2 braços e tronco.

Perigo da Absorção. Ao invés de fazer teste de Reflexos para escalar, criaturas devem fazer um teste de Manobra oposto para não serem absorvidos pelo Esmagador Coletivo. Se passarem, não são absorvidos e sobem na criatura, se falharem, são agarrados pelo Esmagador Coletivo.

Otyugh

Composição. 4 patas, tronco, cabeça e 2 tentáculos (manipuladores).

Lefeus

Escalando Lefeu. Como as criaturas não tem formas naturais, e desafiam as leis artonianas, criaturas escalando lefeus tem –5 nos testes para escalar essas criaturas (criaturas com resistência a lefeu e a efeito da Tormenta aplicam seus bônus neste teste). Além disso, se falharem, ao invés de não conseguirem subir acabam indo para outro ponto aleatório do lefeu, exceto o que pretendia ir.

Aspecto de Aharadak

Composição. 2d12+2 membros manipuladores (entre garras, patas e etc…), 2d10 membros locomotores (entre tentáculos e patas), tronco? e cabeça?

Corpo Ácido. Todos os testes para escalar o Aspecto de Aharadak rolam dois dados e escolhem o pior.

Avatar de Aharadak (Ameaças)

Composição. 4d12+4 membros manipuladores (Entre garras, patas e etc…), 4d10+4 membros locomotores (entre tentáculos e patas), tronco? e cabeça?

Devorando a Pele. Sempre que uma criatura falha em um teste de escalar o Avatar de Aharadak, perde 1d4 PM. Se não tiver PM, fica fascinada.

Próximo a Tormenta. Todas as criaturas que estiverem escalando o Avatar de Aharadak rodam dois dados e escolhem o pior resultado para resistir aos efeitos da habilidade Presença da Tormenta.

Burodoron

Composição. 4 patas, tronco e cabeça.

Mergulho Brutal. Quando mergulha pela habilidade Morte Que Vem da Terra, os personagens escalando ele são automaticamente alvos da habilidade.

Não importa como tente escalar ele, você sempre vai parar na palma da mão de Gatzvalith.
Gatzvalith

É impossivel escalar Gatzvalith. Qualquer criatura que tentar escalar Gatzvalith, termina automaticamente na palma da mão dele, e é alvo automaticamente da habilidade Sedução.

Hurobakk

Composição. 4 patas (locomotoras), 4 garras (manipuladores), tronco e cabeça.

Tentando Acompanhar a Carga. Criaturas escalando o Hurobakk enquanto ele usa a habilidade Passar por Cima, devem fazer um novo teste para se manter em cima dele. Se falharem, caem automaticamente do Hurobakk.

Morgadrel

Composição. 10 patas (locomotoras), 4 pinças (manipuladoras), tronco e cabeça.

Resistindo ao Ácido. Após usar a habilidade Jato de Ácido, no próximo teste para escalar o Morgadrel, os personagens rolam dois dados e escolhem o pior.

Tentando Acompanhar a Carga. Criaturas escalando o Morgradrel enquanto ele usa a habilidade Investida Surpresa, devem fazer um novo teste para se manter em cima dele. Se falharem, caem automaticamente do Morgadrel.

Os bicho voa rápido demais, mas vale o desafio.
Thuwarokk

Composição. 4 patas locomotoras, 4 patas manipuladoras, 3 braços, tronco e cabeça.

Resistindo ao Ácido. Após usar a habilidade Jato de Ácido, no próximo teste para escalar o Thuwarokk, os personagens rolam dois dados e escolhem o pior.

Tentando Acompanhar a Carga. Criaturas escalando o Thuwarokk enquanto ele usa a habilidade Passar por Cima, devem fazer um novo teste para se manter em cima dele. Se falharem, caem automaticamente do Thuwarokk.

Veridak

Composição. 6 patas (2 locomotoras e 4 manipuladores, 4 asas (locomotoras), tronco e cabeça.

Tentando Acompanhar a Investida. Criaturas escalando o Veridak enquanto ele usa a habilidade Passar por Cima, devem fazer um novo teste para se manter em cima dele. Se falharem, caem automaticamente do Veridak.

Uivantes

Mamute e Lyuba. 4 patas, tronco, cabeça e tromba. Criaturas que começaram a escalar o Mamute pela tromba precisam de um sucesso a menos para alcançar a cabeça, no entanto o Mamute recebe +5 no teste oposto.
Verme do Gelo. Tronco e cabeça. Criaturas escalando o Verme do Gelo sofrem os feitos de Frio Extremo. Além disso, se ela escavar enquanto há personagens escalando, todas sofrem dano de impacto igual a 1d6 (larva) ou 3d6 (adulto) a cada 3m percorridos.


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais

RetroPunk – 10% – movimentorpg10
Bardo’s Shop – 20% – movimentorpg20
Jambô – 10% – mrpg10
New Order – 10% – movimentoneworder
101 Games – 10% – MRPG10

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PIX ou também no Catarse!

Assim, seja um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.

Se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!


Texto e Capa:  Gustavo “AutoPeel” Estrela.
Revisão: Raquel Naiane.

Indie Alley – DOFF 2025

Nos dias 21 e 22 de Junho tivemos o DOFF 2025 o maior evento de Board Games e RPG de mesa do Brasil. Hoje falaremos dos expositores da Indie Alley, focando em nosso parceiros.

O espaço físico

A Indie Alley, este ano, estava bem localizada, entre o palco e a loja oficial do evento. Havia bom espaço para se circular, conversar e ver os produtos. A iluminação estava boa e a disposição das tendas das editoras fez com que o lugar parecesse uma feira livre, bem acolhedor.

 

 

Na parte central da Alley havia diversas mesas para se jogar. Além de uma grande maquete (chamarei assim, pois amo maquetes). O único porém do local foi o fato do forte frio causado pelos ares-condicionados trabalhando muito. Algo que foi comentado, também, por expositores fora da Indie Alley.

Os expositores da Indie Alley eram Athos Beuren, Black Mamba, Bravura Jogos, Candango RPG, Caçadores de Aventura, Chave Mestra Lab, Clube dos Taberneiros, Coterie da Magia, Cyber Rhino, Daico Studio, Dedalus, Dharilya e Pedro Leonelli, Caleidoscópio, Educa Meeple, Fantastic Hub, IndieVisível Press, Jooo.art, Jotun Raivoso, Kupka Games, Monhangá Jogos, Nozes Game Studio, Oblivion House, Piquinim, Secular Games, South Bird, e Titio Ogro.

Parceiros

Titio Ogro

Alguns de nossos parceiros estavam na Indie Alley e, por coincidência, todos estavam nas pontas da “feira”. Apesar do intenso movimento, conseguimos conversar um pouco com eles. Os quais teceram elogios sobre o local da Alley e sobre o público.

 

Jotun Raivoso

 

Nozes

 

Caleidoscópio

 

Prêmios e indicações das editoras presentes

Algumas editoras conseguiram figurar entre as melhores nas premiações do evento. Mostrando que não é necessário “tamanho” para se fazer bons produtos.

Motim — Secular Games Indicado em Melhor Coesão de regras do Goblin de Ouro.

Projeto Eva — Caleidoscópio Indicado em Melhor aventura de RPG nacional do Goblin de Ouro.

As 7 Baladas do Oeste – Bandos & Bandidos – Nozes Games Studio. Finalista em Melhor Suplemento RPG Nacional no prêmio Ludopedia.

As 7 Baladas do Oeste – Bandos & Bandidos – Nozes Games Studio. Finalista em Melhor Suplemento RPG Global no prêmio Ludopedia.

As 7 Baladas do Sertão – Nozes Games Studio. Indicado em Melhor RPG Nacional no prêmio Ludopedia.

CBR+PNK Versão Brasileira – Secular Games. Finalista em Melhor Suplemento RPG Nacional no prêmio Ludopedia.

CBR+PNK Versão Brasileira – Secular Games. Indicado em Melhor Suplemento RPG Global no prêmio Ludopedia.


Caso compre nas lojas de algum de nossos parceiros aproveite nossos códigos promocionais:

Se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo PIX ou através do Catarse! Conheça nosso serviço, o Lendas de Cerração, e escolha qual é o melhor benefício para você. Inclusive sendo um Patrono do Movimento RPG com benefícios exclusivos.  

Trabalhando no Stand da Tria Editora – DOFF 2025

Nos dias 21 e 22 de Junho tivemos o Diversão Offline, um dos maiores eventos de Board Games e RPG de mesa da América Latina. No Movimento RPG, tanto aqui no site como em outros canais, você tem relatos de como foram, por exemplo, a Área de Protótipos e a Arena RPG Nerd Bruto. Mas hoje vim trazer um relato mais pessoal, já que foi a primeira vez que trabalhei em um stand no DOFF.

A Tria, com carinho

Nesse ano, fui para o evento para trabalhar no stand dos nossos parceiros da Tria Editora. Editora que trouxe jogos como Beyond the Wall, Lancer RPG e vai trazer o Cosmere RPG. Como temos uma boa relação, fui ajudar eles no stand e a vender livros.

Já trabalhei em outras oportunidades com eventos, seja organizando, fazendo mídia, cobrindo pelo Movimento RPG, mestrando para a Jambô Editora, mas seria a minha primeira contribuição organizando e vendendo livros em um stand de RPG.

Venda e Relação com o Público

Desde que cheguei no DOFF, no sábado, a sensação que eu já tive em outros DOFF, mas como imprensa, foi mais avassaladora. Em nenhum deles eu via o público entrando, era parte da multidão, mas dessa vez eu pude testemunhar o pessoal vindo, olhando ao redor, procurando o que iria fazer primeiro, o que iria experimentar primeiro.

O stand da Tria ficava bem perto da entrada do evento, então era o stand que muitas pessoas passavam primeiro. Então normalmente vinham, olhavam, e eu tinha que engolir minha vergonha e timidez e abordar para apresentar os livros.

A mesa de Cosmere RPG no DOFF

O Cliente Curioso

Uma das melhores coisas no stand foi lidar com os fãs curiosos, que estavam dispostos a conhecer os títulos e ver se algo se encaixa com o que queriam. Muitos começavam com o Bestiário do Folclore Brasileiro e iam até Lancer. Nesse tempo, eu explicava, conversava e falava sobre o que eu, pessoalmente, achava mais interessante.

No meio do evento, no sábado, vi que era muito mais interessante entender o que os clientes já gostavam ou jogavam, e então oferecer algo próximo. Se gostavam de D&D, falava sobre Aventuras Lendárias. Se gostavam de RPG mais amplos como Fate ou 3DeT, apontava o Action Movie World. Quase todos se interessavam na hora no Lancer ou no Ronin, então já era simples passar para eles.

Todos queriam já comprar o Cosmere, mas só tinha em pré-venda.

Os Clientes da Casa

Mas, mais interessante que os curiosos, eram os que já conheciam a editora. Muitos haviam marcado para resgatar seus livros do financiamento no evento, mas acabavam levando outros jogos juntos. Apesar de muitos elogios virem de títulos que eu não participei, era legal ver o carinho que se falavam da editora, e como olhavam felizes e animados, os títulos que estavam lá.

Todos os livros a venda tinha um exemplar aberto para “se ler com a mão”. Até mesmo a novidade do Cosmere RPG, que estava lá para que eles pudessem ler a versão em inglês e ficarem animados para pedir a pré-venda do livro.

O DOFF com um sabor diferente

Das outras vezes que fui ao DOFF, ou foi como cliente ou como imprensa. A primeira vez como expositor me fez ver o evento de outra maneira. Com mais carinho, animado para o próximo ano em que, talvez, viva isso novamente. Com novos títulos, podendo mostrar talvez o Cosmere RPG já traduzido (que muitos vieram atrás para comprar, para descobrir que só havia a pré-venda) e ter mais um pouco dessa relação muito legal entre clientes e editora.

Muito obrigado a Tria Editora por ter me chamado para trabalhar no stand, espero que tenhamos mais oportunidades!


Assim, seja um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.

Texto e Arte da Capa: Gustavo “AutoPeel” Estrela e Vellsant.
Revisão: Raquel Naiane.

Sair da versão mobile