Com uma narração criativa e simbólica o autor utiliza conceitos filosóficos, metafísicos e pinceladas de espiritualidade, para apresentar a história de um ser amorfo e atemporal que nos conta sua última vivencia. Sendo está uma entidade capaz de migrar entre matérias e materiais tenta nos dizer seus valores e reflexões. Nesse caso, cabe a cada um a própria interpretação do relato.
Quimera de Aventuras
Nesta sessão colocamos algumas ideias de uso para aventuras de RPG, claro, baseado no que eu mesma interpretei do conto. Entretanto fique ciente que para isto, teremos que dar alguns spoilers da obra. Leia por sua conta em risco.
A Passagem do Tempo
Uma situação obvia, que atinge a tudo e todos. No entanto, nós negligenciamos ou representamos de forma irreal. O passar do tempo é moroso, e nós não estamos dispostos e experenciar isso nos jogos, afinal vivemos isso na “vida real”. Então, qual seria a vantagem de dar mais tempo para os personagens?
O tempo é um conceito com muitas dinâmicas qualitativas, seja sabedoria, vínculo, experencia, repertorio e afins, essas ideias geralmente são trabalhadas na correria das side quests. Mas de fato quem aqui dormiria numa caverna com um ladino que conheceu em uma briga de bar semana passada? Aceitamos essa relação espontânea entre os companheiros fictícios porque muitas vezes somos companheiros na realidade. Assim como aceitamos ir do nível 1 ao nível 14 em 50 dias, ou menos, de aventura. Talvez o tempo não seja mesmo relevante em muitas campanhas, mas a maturidade natural e real nos alcança e com ela a possível exigência que a complexidade das histórias aumente. E então dar tempo aos seus personagens pode te levar a experimentar e trabalhar mais e com qualidade aquela persona, que sempre tem mais de si para te contar e revelar.
E se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Padrim, PicPay, PIX ou também no Catarse!
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Muitas vitórias, talvez algumas derrotas. Mas em todos os casos pudemos ver que cada máscara era guardada por uma fera tão perigosa, ambiciosa e mortífera quanto o maior medo de cada um. Ainda posso lembrar dos gritos de medo de cada aventureiro que ousou tremer suas pernas diante dos dragões. Também posso lembrar dos brados e tilintares de cada homem e espada, o som das explosões de cada arcano ou divino. Eu lembro de cada batalha como se tivesse presenciado todas.
Sangue Escarlate, Ódio e Morte
Hoje. Excepcionalmente, falaremos da fera mais ambiciosa de todas, encerrando esse ciclo dracônico e dramático que pareceu não ter fim. Stella, Gerald, Tee Motius, Rylai, Escanor e Nin Guém. Seis. Um sexteto peculiar. Uma druida, um patrulheiro, um bruxo, uma maga, um guerreiro divino e algo peculiar cuja função não consigo entender, a não ser o seu grande poderio destrutivo. Heróis, não, mercenários… também não. Ambiciosos foram convocados para lidar com algo perigoso, em um continente longíquo.
Todos esses mencionados foram chamados por Alexstrasza, para subir as montanhas de Deméter em Andrômeda e receber uma missão. Alguns foram pelo dinheiro, outros pela curiosidade, mas todos queriam a glória, mesmo que ela signifique algo diferente para cada um deles. No topo das montanhas, eles receberam as informações de que um dragão vermelho cuja ambição fora tão grande que cada parte do seu ser estava corrompida com a escuridão de cada noite. E, que com aliados, poderia se tornar algo muito mais perigoso.
Este é o Escarlate Negro, como gosto de chamar. Uma fera de tamanho inimaginável, com poderes que nenhum outro dragão vermelho poderia ter, graças aos seus pactos com o medo, o terror, as trevas. Um ser com adoradores que receberam nossos heróis com tiros e mais batalhas em meio a escuridão. Stella, uma estrela tentava brilhar o suficiente assim como Escanor e seus raios divinos. Entretanto, Nin Guém parecia abraçar a ausência de luz que o ambiente para o qual foram enviados tinha, assim aumentando ainda mais suas chances de destruição.
Tee Motius e Rylai foram mais diretos, tentaram com todas as suas forças eliminar aqueles mais distantes, enquanto inimigos e mais inimigos chegavam quase surpreendendo-os. A recepção estava bem calorosa, mas o som já anunciava que invasores chegavam no covil. Por pouco, não haviam gasto todos os recursos, pois digo que seria necessário, naquele ambiente.
Depois de um tempo, conseguiram vencer, de fato, o primeiro combate e só aí, então, prosseguiram para o interior de uma caverna. Se nossos heróis não tivessem visão no escuro ou alguma forma de poder enxergar nele, não poderiam ver nada além de trevas, ouvir o som das gotas de água pingando, quase como uma contagem dos segundos.
Aquela equipe, em algum momento, já esteve ali. Pode-se dizer que não era a primeira vez que a Renegados estava pisando naquelas terras. Mas seriam, talvez, a última, seja para o bem ou para o mal.
Não demorou muito para que começassem a avistar algumas criaturas. Na verdade, nem sequer passaram-se minutos. Era tudo muito esclarecido, mesmo em um local tão escuro e sem vida. Servos de uma dragão capaz de ver a si próprio como uma possível entidade, receberam nossos amigos aos tiros. Disparos mágicos, mais combate. E ao mesmo tempo, o som de asas batendo, um longo e poderoso corpo se movendo até que tudo foi confirmado por um rugido tão alto que estremeceu as estruturas do local.
Era ele, exatamente ele, a fera que estava prestes a combater os membros da guilda mais uma vez. Em mais um combate, em mais uma noite fria. A batalha fora feroz. Desde magias de cura a invocar demônios. Desde o gelo arcano ao calor do poder divino. Escanor era quem estava na linha de frente. Era ele quem aguentava todos os sopros, todas as garras, era ele quem ficava de pé. Enquanto Nin Guém e Gerald ficavam mais afastados, lidando com os cultistas do Escarlate, simultaneamente a Tee Motius e Rylai que atiravam contra a fera imensa. Stella, por sua vez, tinha uma das funções mais difíceis que poderia imaginar. Manter todas as pessoas de pé, curando, auxiliando, dando todo o seu poder para que Escano pudesse ferir aquela criatura com sua arma.
Não há como mentir, alguns caíram. Outros se distraíram, mas no fim das contas, o dragão caiu. Ele caiu com tudo e todos que o representavam, mas ao preço da vida de Gerald. Stella, sem reservas, precisava de tempo para poder fazer seu amigo retornar ao mundo dos vivos e, confesso, que quase não aconteceu. Mas sob os lamentos, súplicas, orações e auxílio de cada um, ela conseguiu com que as estrelas de Monoceros abençoasse seu ser, dando a pequena sátiro, o poder de trazer Gerald na forma de Elfo, novamente. E, sem saber para onde a alma daquele amigo iria reencarnar, em que cidade, reino ou continente, ela apenas sorriu sabendo que mais uma vez pôde ajudar. Deixando até seus amigos verem o seu rosto, retirando sua máscara, deixando eles verem que se tratava de um jovem sátiro, um rapaz.
Este texto foi escrito pela Guilda Renegados um servidor do Discord onde você pode se tornar membro e ter um universo de diversão a seu dispor! Para entrar no servidor é só clicar Aqui!
“Sou Arthur, filho de Uther Pendragon, do castelo de Camelot. Rei dos Bretões, vencedor dos Saxões e soberano de toda a Inglaterra. Nós cavalgamos a terra em toda sua extensão em busca de bravos cavaleiros para se juntarem a mim na corte de Camelot.”
“Vocês não cavalgaram! Isso não são cavalos, vocês só estão batendo cocos!”
Ninguém espera a Inquisição Espanhola!
Afinal, o que está acontecendo? Bom, Monty Python, em parceria com a Crowbar Creative e a Exalted Funeral, acaba de anunciar o Monty Python’s Cocurricular Mediaeval Reenactment Programme (algo como Programa Co-curricular de Reconstituição Medieval do Monty Python), que eles insistem em dizer que NÃO é um RPG.
O jogo será financiado através de um financiamento coletivo que deve começar em outubro. Há também um hotsite com algumas informações sobre o projeto.
Se você joga RPG há algum tempo, certamente já esbarrou em algum meme com cenas de algum filme dos Pythons.
Mos o que, raios, é Monty Python, afinal?
Monty Python é um grupo de comediantes britânicos que começou sua carreira ainda nos anos 60. Sua obra mais conhecida é, provavelmente, o filme Monty Python em Busca do Cálice Sagrado, um marco na comédia audiovisual no mundo inteiro e expoente do pós-modernismo na cultura pop (mas estou divagando aqui). Curiosamente, também foram os criadores do termo spam.
Se você souber onde olhar, há várias referências a Monty Python espalhadas pela cultura pop, como a famosa Granada Santa do Worms.
E o jogo?
O jogo é uma parceria entre a Crowbar Creative e a Exalted Funeral. A Crowbar Creative é responsável por coisas como Rackham Vale, um cenário para Old School Essentials inspirado no trabalho de Arthur Rackham (também lançado pela Exalted Funeral), Dr. Grordbort (um suplemento para D&D 5E inspirado no trabalho de Greg Broadmore) A Exalted Funeral é a editora responsável pela publicação de uma porrada de coisas, incluindo aí o próprio Old School Essentials, um retroclone de D&D/AD&D que pode ser baixado de graça no site deles (que traz de volta as regras de ataque baseadas em Thac0, pros saudosistas).
O hotsite tem algumas informações sobre o que esperar em termos de sistema de regras mas, como qualquer coisa do Monty Python, é difícil levar a sério tudo o que eles falam. Eles prometem um sistema “original e com regras simples”, guia para criação de aventuras, criação de personagens, bestiário, séquitos, NPCs, tabela para criação de “várias coisas”, aventuras prontas e um “mini-game baseado em gamão que envolve catapultas e animais da fazenda chamado Fetchez la Vache.”
O anúncio promete também vários níveis de apoio e brindes para apoiadores de primeiro dia, incluindo dados customizados, escudo de mestre (“Head of Light Entertainment screen”) e um conjunto de Fetchez la Vache com uma catapulta para dados.
Aquela velha piada do “a noite cai e causa 6d6 de dano em todo mundo” pode ser literal em um jogo baseado em Monty Python.
Por fim
Bom, eu gosto muito de Monty Python e também de RPG, então estou na torcida para que saia coisa boa daí. RPGs de comédia não são nenhuma novidade. Toon, Paranoia, Defensores de Tóquio (o original), Kobolds Ate My Baby, Malditos Goblins e Terra de Og são alguns exemplos disso. Espero realmente que o Monty Python’s Cocurricular Mediaeval Reenactment Programme traga novidade e frescor para nossas campanhas de RPG.
Aliás, esqueçam isso. Monty Python’s Cocurricular Mediaeval Reenactment ProgrammeNÃO é um RPG! De forma alguma! Se você joga RPG, inclusive, deveria parar de ler imediatamente e passar longe de qualquer coisa relacionada a este livro.
Se você é um jogador de RPG, melhor ver qualquer outra coisa desse site, como a resenha de The Dark Eye. Certamente jogadores de RPG vão se interessar por isso.
Caro amigo/a nerd, geek, RPGISTA, bom vê-lo aqui para Através do Olho Negro, uma série sobre The Dark Eye, novo título da Retropunk. Comecei a ler esse sistema nesses dias e vejam só, é IMENSO. Este que é um RPG alemão, lançado em sua primeira edição cerca de 10 anos depois do famigerado Dungeons and Dragons. Hoje, The Dark Eye está, como DnD, na sua quinta edição, lançada em 2015, originalmente.
The Dark Eye tem uma premissa enorme de escutar a comunidade de jogo. A proposta é se preocupar não só com as opiniões de melhoria do sistema, mas com histórias e avanços do jogo em outras mesas. Lindo, não é? Pois é sobre esse sistema que começaremos a nossa série, uma vez que ele chega aqui pela Retropunk Publicações, em parceria com a Dungeon Geek 21.
Através do Olho Negro… Mas o que é o Olho Negro?
A Bela arte de The Dark Eye
The Dark Eye, que dá nome ao sistema, é um item dentro do jogo, extremamente poderoso. Suas dádivas incluem enxergar além dos planos – neste mundo e em outros – descobrir passagens secretas, saber a verdade e etc. Naturalmente, é um item extremamente cobiçado dentro do jogo e que não deve cair em mãos erradas, na sua mesa.
Antes de mais nada a série se tratará sobre olhar Através do Olho Negro, tão justamente. Ainda mais com o objetivo de ver a verdade sobre o sistema de jogo, sua ambientação, tom, regras, combate, magia, sociedade e etc. Em suma, esse é o primeiro de vários textos, cujo objetivo maior é explanar pontos do jogo detalhadamente.
Por hoje ficaremos com uma visão geral do que é The Dark Eye, esse livro robusto, com diversas regras diferentes e a maior ficha de personagem que já vi. Ainda, falaremos sobre seu diferencial, e o que o torna tão personalizável. Bora acompanhar?!
O que faz dele tão especial?
A princípio mais um livro de RPG medieval, é o que vocês pensaram, certo?! Comparativamente, The Dark Eye é infinitamente mais personalizável que Dungeons and Dragons. Ao mesmo tempo, pode ser tão fantasioso quanto. Certamente é um livro atraente para jogadores experientes, que querem construir campanhas cada vez mais profundas.
Principalmente quando, para jogar The Dark Eye, você precisa determinar diversos pontos históricos de seu personagem. Aqui, há opções de raças como humanos, elfos, anões e meio-elfos. Ao mesmo tempo, há diversas subdivisões dessas raças para sua escolha, que favorecem a personificação. Por fim, você selecionará a cultura e a profissão de seu personagem. Outras opções como as escolhas da ficha e de seu passado, deixarão seu personagem ainda mais diferenciado, em comparação aos outros.
Alta personalização em The Dark Eye
Há uma riqueza grande na descrição dos povos, dos deuses e seus cultos e dos cânticos litúrgicos. Não suficiente, mapas que determinam as terras onde as aventuras se passam, e tratam sobre os conflitos territoriais. Em síntese, The Dark Eye abriga a sua história com grande aprofundamento de informações, aguardando por seus aventureiros.
O que vem por aí?
Faremos outros textos abordando profundamente o sistema de rolagem de dados, as perícias e os atributos. Conte conosco para explanar como funciona o combate e o sistema de magias e cultos. Você terá ideias de campanhas, como de costume e, posteriormente, um guia de criação de personagens.
É isso aí, caro/a amigo/a nerd, geek, rpgista, sou o Kastas do Tríade Geek&RPG, e hoje digo que toda essa possibilidade de personificação, todas essas criaturas e a longeva história do cenário, me deixam empolgados! Fique comigo para acompanhar mais dos textos que vou produzir sobre The Dark Eye, este que é mais um texto da incrível Retropunk. Não esqueça de deixar seu like, comentar o texto e olhar outros dos textos que escrevi aqui, no Movimento RPG!
Uma das coisas mais legais de campanhas de ficção científica vintage é a possibilidade de explorar planetas estranhos com lógica duvidosa. Uma das coisas mais legais dos RPGs oldschool são as tabelas de coisas aleatórias. Space Dragon conseguiu unir essas duas coisas de um jeito bem legal. Vamos falar um pouco sobre isso.
Flutuando em uma lata de estanho
As regras para criação de planetas começam na página 193. São várias tabelas que podem dar uma grande variedade de resultados. Vamos passar por cada uma delas enquanto criamos um planeta de exemplo.
T11-5: Superfícies
A primeira tabela descreve aspectos bem gerais, incluindo descrições da fauna, flora e temperatura padrão, porém, fauna e flora também podem ser jogadas separadamente depois. Vamos usar as duas: a desta tabela será uma visão geral do planeta, enquanto a próxima será a região específica onde a tripulação irá pousar.
Rolamos 4 no nosso d10. Isso nos dá um planeta com superfície vulcânica, com répteis habitando o lugar, líquens como opção de alimentação padrão para estas criaturas e temperatura altíssima.
Outro método para criar mundos alienígenas legais é tentar descrever qualquer ilustração do Roger Dean.
T11-6: Atmosfera
A atmosfera pode ser ou não respirável e gerar efeitos colaterais prejudiciais para uma população despreparada, principalmente se eles foram obrigados a fazer um pouso forçado. É importante lembrar que, mesmo se rolarmos aqui uma atmosfera imprópria, precisamos encontrar uma justificativa para a presença das criaturas que já estão no nosso planeta, como bolsões de ar respirável, cavernas habitáveis ou algo assim.
Com resultado 1 em 1d10, tivemos a sorte (ou melhor: os jogadores tiveram) de ter uma atmosfera padrão, com ar respirável. Também não precisamos nos desdobrar para conseguir explicar resultados muito bizarros ou discrepantes, que sempre pode ser complicado se estivermos fazendo isso no meio da sessão.
T11-7: Fauna
A tabela T11-5 nos deu uma visão geral do nosso planeta, mas aqui vamos conseguir algo mais específico para a região onde a nave dos jogadores pousou. Isso pode ajudar a trazer diversidade para o planeta, principalmente se você caprichar na descrição.
Dessa vez, os dados nos trolam, e com resultado 1 em 1d6, temos um maravilhoso grupo de mamíferos terrestres! Em um planeta vulcânico extremamente quente! Bom… no nosso planeta, camelos e jerboas são exemplos de mamíferos que conseguem tolerar boas quantidades de calor. Então, teremos aqui um grupo de ratinhos parecidos com jerboas que são implacavelmente caçados pelos lagartos grandões que dominam o lugar.
T11-8: Flora
A flora padrão do planeta são líquens, mas, como definido anteriormente, vamos usar essa tabela para tentar conseguir alguma diversidade para nosso planeta, com biomas diferenciados para a região onde o grupo de personagens se encontra. Novamente, capriche na descrição.
E, claro, os dados nos trolam novamente com um 6. Flora predominante inexistente. Já definimos que os lagartões caçam os ratinhos, mas os ratinhos comem o quê? Vamos usar nossa criatividade e poder de mestre para botar mais um passo nessa cadeia alimentar: Há vários insetos que se alimentam dos líquens que crescem na superfície rochosa do nosso planeta vulcânico. Esses insetos vão servir de alimento para nossos ratinhos e ajudar a dar uma diversidade para esse ecossistema bizarro.
Até agora, nosso planeta é praticamente um cenário de tokusatsu.
T11-9: Sociedade
A cereja do bolo: aqui definimos os habitantes inteligentes que nossos aventureiros espaciais vão encontrar. A tabela não nos dá raças ou espécies humanoides, apenas a forma básica de organização social. Podemos escolher uma raça alienígena que combina com as características do planeta que criamos até agora.
Naturalmente, homens-lagarto combinam bem com o cenário. Então, os repto-sapiens da página 220 serão nossa raça básica. Claro que poderíamos usar qualquer outra ou até inventar uma. Com 1 em 1d8, descobrimos que eles se organizam em uma monarquia. Teremos um grande rei-lagarto no centro da sociedade. Essa é a parte mais legal de inventar, e possivelmente é onde os PJs mais vão gastar seu tempo.
Nosso planeta terá uma monarquia religiosa, onde um sacerdote serve de porta voz para um lagarto gigante que serve como rei. O lagarto gigante possui mente e vontade próprias, mas se comunica apenas com o sacerdote.
Os outros homens e mulheres-lagarto trabalham cultivando líquen e criando répteis e outros animais que servem como a base do sustento da sociedade. Eles conseguem minerar e forjar metal, mas a base de sua tecnologia é a rocha vulcânica, que aprenderam a moldar em grandes estruturas.
Nome e Descrição
O livro sugere um nome pseudocientífico baseado na nossa rolagem: HL-41161. Por outro lado, os homens-lagarto que habitam o lugar certamente possuem língua própria e nomes mais naturais para as coisas que estão ao seu redor. Esse ponto se resume a aparar as arestas usando seu poder de mestre e preencher os detalhes que faltam. Você também pode usar o que foi sorteado até aqui para criar uma tabela de encontros aleatórios. Algumas sugestões que estão no livro básico: aranha gigante, crocossauro (com alguma mudança de descrição para adaptar ao ambiente rochoso), dragão venusiano, formigácida, gigantossauro, homem-lagarto (para grupos de bandidos errantes), lagarto do deserto e monstro de lava.
Vocês finalmente chegam ao planeta HL-41161, também conhecido como Planeta Arktar por seus habitantes. Segundo o computador de bordo, o rei Arktar é um lagarto-gigante centenário que só se comunica com seu sacerdote, Okdar. Mesmo assim, a população confia nos religiosos e segue sua vida em paz. O ambiente vulcânico é hostil, por isso a maioria dos repto-sapiens vive em cavernas, onde constroem incríveis cidades usando rocha vulcânica, que aprenderam a trabalhar enquanto ainda está quente, criando uma arquitetura única. Eles sobem à superfície apenas para trabalhar em suas fazendas durante a noite, quando o clima é mais ameno. Eles criam grandes lagartos para tração animal, bem como mamíferos menores e insetos para servir de comida.
Fun fact: eu uso o rolador de dados do Google enquanto escrevo esses tutoriais.
Fiz a mesma coisa no Guia de Criação de Personagens.
Por fim
Criar mundos únicos para Space Dragon parece desafiador a princípio, mas é mais simples e divertido do que parece. Algumas referências científicas sem dúvida podem ajudar, mas não precisa ser uma grande preocupação, já que a maior referência são aqueles ficções científicas meio galhofentas dos anos 50 e 60. Se você leu até aqui e ainda não sabe do que estamos falando, veja a página oficial ou nossa resenha.
Criado por Jorge Valpaços (Pesadelos Terríveis,Arquivos Paranormais, Encantos e Ceifadores) e publicado pela AVECEditora, LIÇÕES RPG é um dos melhores jogos que já tive o prazer de conhecer!
Imagine um grupo de alunos em um dia a dia monótono, enfrentando todos os problemas tediosos e estressantes da vida real, sabendo que incontáveis limitações impedem eles de mudar o mundo, até que um telefone toca.
De repente, eles já não estão mais na Terra e sim em um metaverso fantástico com cara de anime onde podem se transformar em personas de si mesmos com poderes para, não só salvar o mundo e o metaverso, mas mudá-los!
Essa é uma sinopse de Persona 5 e enquanto eu lia LIÇÕES, só conseguia pensar em como esses jogos se conversam maravilhosamente bem!
Quer saber porque? Continua a leitura aí!
O Seu Mundo
LIÇÕES carrega o que eu brinco de chamar entre os meus amigos de “Pedagogia Valpaços”. É um livro extremamente intuitivo, cheio de referências visuais e com caixas de texto que simplificam a linguagem técnica usando expressões e gírias que falam com o leitor.
Os capítulos abrem com orientações muito práticas sobre como criar e ambientar O Seu Mundo de onde as Protagonistas (personagens dos jogadores) vem.
Esse mundo pode ser mundano como a Terra ou tão fantástico quanto uma fantasia medieval isekai.
Sem precisar de centenas de páginas, ele oferece sugestões de ambientação e exploração para que este mundo sirva à História.
E falando em História, há todo um passo a passo agradável de se seguir para que os elementos principais do seu cenário e sua narrativa fiquem bem alinhadinhos.
Ouso dizer, inclusive, que todos os capítulos do livro servem para qualquer narradora de RPG, independente de se estar jogando LIÇÕES ou não.
Feito isso, temos que abordar O Outro Mundo.
O Outro Mundo
Assim como em Persona 5, onde existe o metaverso (uma realidade distorcida onde existem sonhos, pesadelos, desejos, ideias e vários outros conceitos do ato humano de pensar), também há um Outro Mundo em LIÇÕES.
Esse Outro Mundo pode ser completamente diferente d
aquele criado anteriormente, podendo ser inclusive um cenário de jogo eletrônico ou mitológico.
O mais importante é saber que em determinado momento da sua narrativa, esse Outro Mundo irá “colidir” com O Seu Mundo, fazendo com que as duas realidades e suas leis e criaturas passem a interagir.
Essa interação pode ser discreta ou brutal e todas essas decisões podem ser feitas com total liberdade ou seguindo a orientação super agradável da “Pedagogia Valpaços”.
Mas o que mais o livro tem para apresentar?
História
O próprio autor fala sobre como LIÇÕES, com sua proposta de deixar o cenário nas mãos dos narradores, passa a ser um jogo muito mais aberto na experiência que ele quer oferecer.
Mesmo assim, ele sabe muito bem do que o jogo se trata e os capítulos que abordam a História do seu jogo dão tudo o que o narrador precisa para desenvolver uma trama cheia de Drama, com Arcos muito claros, Conexões que fazem sentido e uma narrativa Dinâmica.
Eu sei, eu sei que falando isso aqui até parece que eu estou exagerando, mas não estou.
Tem parágrafos que abordam esses elementos e outros, com sugestões e exemplos, para que até alguém que nunca pegou um RPG na mão consiga criar uma aventura.
E claro, é nessa História onde estão as lições que o jogo irá abordar.
Parafraseando o próprio autor: “Ocorre que as Histórias de viagens entre Mundos usam a exploração de um cenário desconhecido como um duplo reflexo, elas desenvolvem as personagens e afetam os leitores-jogadores-participantes. Logo, a relação entre os Mundos reflete e intensifica os conflitos das Protagonistas e gera afetações a cada um que se relaciona com esse jogo em escalas. E é sobre isso que Lições RPG é, um jogo que te permite criar praticamente qualquer cenário, mas, curiosamente, ele não se torna genérico por isso. A tensão se sustenta na inadequação das Protagonistas aos Mundos e na urgência para solucionar uma Crise de grandes proporções enquanto se avança em uma jornada de (auto)descoberta.”
Sistema
Se você lê meus artigos, já sabe que a criação de personagem ficará para outro texto, mas aqui, vamos falar um pouco das regras.
Como de costume em RPGs, o jogo segue com suas rodadas e turnos onde os jogadores interpretam suas personagens e a narradora cuida do resto.
As regras entram em peso quando uma Ação de uma Protagonista se depara com um obstáculo apresentado pelo narrador. Nesse momento, temos o que chamamos de Desafio!
Desafios só podem ser vencidos com Jogadas, algo que também chamamos de testes. A Protagonista descreve a forma como lida com o obstáculo e baseando-se nessa descrição, a narradora aponta qual Atributo (Agilidade, Interação, Manha, Percepção, Raciocínio ou Vigor) da ficha da Protagonista ela irá usar em sua Jogada.
Nessa Jogada, você irá rolar dados que variam em d12, d10, d8, d6 e d4, conforme seus Atributos.
Além dos dados, o narrador e o jogador envolvidos no Desafio podem adicionar Minúcias (modificadores das personagens ou da História) para ajudar ou atrapalhar a Jogada, além da Fortuna que também interfere.
Depois de considerar esses elementos, a Jogada é feita com os dados apropriados e o resultado é comparado com quatro níveis:
Se o resultado for de 1-3 (FALHA), é uma falha e a Protagonista deve descrever como as coisas deram errado.
De 4-6 (PROBLEMA), temos um sucesso com algum custo que a Protagonista terá que pagar.
De 7-9 (SUCESSO), o Desafio foi superado sem problemas.
10 ou mais (CRÍTICO), além do sucesso a Protagonista ganha uma Minúcia positiva.
Existem outros elementos que tornam o jogo ainda mais divertido com os quais o narrador e os jogadores podem brincar, mas deixo as explicações deles pro livro!
Considerações e Despedidas
Sendo sincero, eu poderia gastar linhas e linhas falando sobre como o livro te pega pela mão e te carrega por uma criação de narrativas impressionante!
Ele quer que você saiba criar uma boa história! Uma história que emociona, que tenha curvas dramáticas, que tenha humor, ação, aventura e, acima de tudo, lições.
Lições que não ficarão apenas com os personagens, mas com os jogadores, para sempre. Trago de novo a comparação com Persona 5.
Um “joguinho de anime” onde passei mais de cem horas aprendendo com as dores e vitórias daqueles personagens digitais e comparando-as com a minha realidade. Pensando como posso pegar o que aprendi com aquelas “vidas virtuais” para me tornar uma pessoa melhor.
LIÇÕES é um jogo sobre aprender a ser uma pessoa melhor.
Gostou do meu artigo? Considere me apoiar com qualquer valor através do PIX: miguelngear@gmail.com.
Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Padrim, PicPay, PIX ou também no Catarse!
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Além disso, o MRPG tem uma revista! Conheça e apoie pelo link: Revista Aetherica.
Seguindo nossa série sobre o mundo antigo, hoje é dia de falar sobre Roma. Eduardo Spohr veio, viu e venceu! E nós, junto com ele, procuramos atravessar os mais de 1000 anos de história da Roma antiga, e ainda espremer algumas ideias para usar nas mesas de RPG.
A Taverna do Anão Tagarela é uma iniciativa do site Movimento RPG, que vai ao ar ao vivo na Twitch toda a segunda-feira e posteriormente é convertida em Podcast. Com isso, pedimos que todos, inclusive vocês ouvintes, participem e nos mandem suas sugestões de temas para que por fim levemos ao ar em forma de debate.
Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.
Em uma mesa de Vampiro: A Máscara, Botina havia feito um Brujah, com o clássico traje de Matrix. Seu grupo de neófitos precisava tirar informações de uma gangue de motoqueiros, nosso querido Brujah resolveu entrar no bar, e já com seu poder de sangue Presença ativa.
O narrador pergunta qual a motivação do uso da disciplina, e com um sorrido debochado, Botina responde: “Chamar a atenção de TODOS, para que fiquem com medo da minha presença!”.
O mestre então pede para o Brujah fazer seu teste e…. Após o resultado, com uma risada de satisfação, o narrador descreve a seguinte cena:
“Você entra no bar e todos giram a cabeça na sua direção, um silêncio sepulcral enquanto a capa de vinil flâmula banhada pela luz vermelha. É possível ouvir alguns engolindo a cerveja que guardavam na boca. A tensão se quebra até alguém cuspir a bebida longe, com uma risada incontrolável. O que se tornou uma onda, todo o bar ri junto. Botina continua seu trajeto em direção ao bar, sendo apontado como chacota.”.
E sendo assim, é impossível para você ser levado a sério naquele lugar.
* = Falha Crítica ou 1 no dado.
Tenha sua Falha Crítica Publicada
Mande suas histórias de Falhas Críticas para nosso e-mail contato@movimentorpg.com.br. As melhores histórias vão ser eternizadas pelos ilustradores do Estúdio Tanuki e você vai poder ver aqui no site do Movimento RPG.
Todo mundo se empolga com a 1ª sessão de uma nova aventura de RPG, mas e a sessão Zero? Você já fez uma sessão zero, já conhece sua importância? Vem conferir essa dica do Mateus Herpich para a sua mesa!
E não se esqueça de nos seguir na Twitch para acompanhar nossas campanhas de fantasia obscura.
O Dicas de RPG é um podcast semanal no formato de pílula que todo domingo vai chegar no seu feed. Contudo precisamos da participação de vocês ouvintes para termos conteúdo para gravar. Ou seja mande suas dúvidas que vamos responde-las da melhor forma possível.
Portanto pegue um lápis e o verso de uma ficha de personagem e anote as dicas que nossos mestres vão passar.
Neste Guia de Criação de Personagens de Castelo Falkenstein tenho por objetivo auxiliar você, jogador iniciante ou experiente, a preencher seu diário de forma rápida. Esse título da Retropunk editora não é considerado de difícil ou demorada criação de personagens. No entanto, seu sistema é o que gera dúvidas em alguns jogadores, uma vez que não utiliza dados, como os outros jogos.
Se você ainda não conhece esse fabuloso sistema, saiba que dentro desse vaporpunk cabem as mais diversas criaturas fantásticas. Por isso, acomode-se para saber como é simples esse guia. Posteriormente, pode conferir os outros textos criados para explanar sobre o sistema de forma mais completa e detalhada, e até mesmo ler nossas recomendações de campanhas.
Guia de Criação de Personagens DRAMÁTICOS!
Guia de Criação de Personagens – Castelo Falkenstein
Relevante dizer que é chamado assim pelo próprio autor, o célebre Mike Pondsmith (também criador de Cyberpunk). O jogo tem por intuito que você, jogador, construa cenas de interpretação profundas. Dessa forma, pensaremos em um personagem dramático, aquele que fará diferença e impacto – positivo ou negativo – no mundo do Castelo Falkenstein.
Na página 145 do livro começaremos nossos modelos de personagens dramáticos para você basear suas ideias. As opções vão de Agende Secreto, Anão Artesão, passando por Cientista Maluco, Gênio, Ladrão de Casacas até Mercenário ou Vigarista. Portanto, os clichês de outros grandes títulos como 007, Dr. Brown, Lupin até mesmo Sherlock Holmes!
O mesmo modelo de personagens vai indicar para você uma série de informações, quais sejam; pertences do seu personagem, informações para seu diário, os naipes fortes e suas motivações. Basta anotar tudo isso em seu diário e começar a se preparar para a interpretação do seu personagem dramático.
Como tornar seu personagem… DRAMÁTICO?!
Personagens Dramáticos – Castelo Falkenstein
O segundo passo deste Guia de Criação de Personagens para Castelo Falkenstein é a criação da história de seu personagem. Essas informações ficarão armazenadas no seu diário, que é a ficha de seu personagem. Definitivamente o diário pode ser um caderno, onde você anotará as informações de jogo e sua história, não tem por obrigação ser nada mais elaborado que isso.
As perguntas que você responderá são das mais simples as mais detalhadas. Ou seja, o nome de seu personagem é a primeira delas, mas você deverá seguir para descrições detalhadas de seu porte físico. Seguidamente, podemos pensar sobre a infância de seu personagem, seus vícios e virtudes. Como resultado, teremos a descrição sobre a personalidade de seu personagem dramático.
Antecipadamente, não pretendo aqui escrever todas as perguntas contidas no livro, mas explicar sua relevância. Do mesmo modo, o diário irá detalhar seus inimigos e aliados, romances e referências. Por último você deve dizer sobre suas habilidades, aquelas em que é ótimo, bom e fraco. Em suma, você criou sua ficha apenas pensando no famigerado “background”, ou “histórico de seu personagem”, sim você está pronto pra jogar!
A melhor forma de Criação de Personagens em Castelo Falkenstein
Certamente nesse e em qualquer outro jogo, a melhor forma de criar personagens é construí-los em grupo, com a sua turma. Como pôde perceber, a criação é simples e rápida e, discutindo abertamente, pode ser um processo divertido.
Você me conhece, sou Kastas, do Tríade Geek & RPG, e neste link você encontra mais sobre meu trabalho. Se seu objetivo é encontrar mais conteúdo sobre Castelo Falkenstein, escrevi seis textos sobre o jogo, e aqui estarão os links (primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto e sexto). Agradeço sua atenção até aqui, e até a próxima, caro amigo leitor!