“4 Contra a Escuridão” é um RPG solo que foi lançado no Brasil pela Editora Retropunk, e neste momento, sem nenhuma licença no nosso país, recebe o nome de Four Against Darkness. Nesta segunda parte, Túlio Carneiro continua contando como foi seu jogo e quais decisões tomou.
Caso você NÃO conheça RPG Solo (que nada mais é do que jogar RPG sozinho, e não, eu não estou louco), clica em RPG Solo — Aprendiz de Mestre. Vai te dar uma boa noção, eu espero.
E também, para entender um pouco melhor, dê uma olhadinha na nossa Resenha sobre o Jogo clicando aqui! Você entenderá nossa jornada de uma forma melhor!
Essa é a segunda parte do Vou de Solo “4 Contra a Escuridão”. Para ler a primeira parte, clique aqui.
4, e apenas 4, Contra a Escuridão – Mais uma Vez
Já escolhidos nossos 4 heróis para adentrar masmorras perigosas, estes sobreviveram e ficaram mais experientes (e poderosos). O objetivo? Em primeiro lugar, saírem vivos. Em seguida, aumentar a experiência, o poder, e as peças de ouro.
Resumindo, as missões são de exploração, combate e ganho de riqueza e poder de combate. Não há nada (de vingança) pessoal.
Mantenho 4 opções de 8 disponíveis no livro base.
A Guerreira; O Clérigo; A Ladina; O Mago.
É a mesma formação equilibrada. E agora com mais poder de ataque, de cura, de magia destrutiva, e maiores habilidades de destreza e desarme de armadilhas.
Toda a equipe nível 2
Temos 100 peças de ouro pra gastar. Um aventureiro bem equipado, em princípio, é um aventureiro vivo. Vamos às compras!
- 2 lanternas (novas);
- 2 ataduras;
- Água benta – não usei na masmorra passada;
- 1 pista (masmorra anterior);
- Anel de teletransporte (masmorra passada);
- Arma de mão – corte (espada);
- Arma de mão – esmagamento (maça).

Mas por quê “continuar”?
Já citamos antes. Aqui é procurar, destruir ou afugentar e, às vezes, negociar. Mas mortos-vivos não negociam, e nunca se rendem. Goblins até podem fugir, mas aí já sigo o “Goblin Slayer”. Não deixo nenhum para trás vivo. Só se fugirem do combate.
Relatório da Aventura: Dia 05
Imagino que nossos heróis se entreolham na entrada da escura caverna. O cheiro de antiguidade e musgo que vem de lá não é convidativo. Então, eles acendem a lanterna e entram em silêncio.
Logo saberemos se vão sobreviver. Veremos como será a exploração desta masmorra.
Como gosto do desenhar cada sala, mas acho lento, optei por deixar recortes já prontos, como abaixo. Torna a jogatina mais rápida.

Escolho iniciar pela entrada de número “um”, e que venha a masmorra!
Monstro bizarro logo na primeira sala! Minotauro!
Alguns monstros capangas e vermes.
Tesouro: a primeira arma mágica, a gente nunca esquece! Martelo + 1! O clérigo empunha seu novo martelo mágico com um sorriso e preces de agradecimento.
Monstro final é… sorteio com D6 (dado de 6 faces) na tabela de monstros chefes (rufem os tambores!)
Senhor do Caos: batalha difícil, o monstro manda um fogo do inferno no início do combate, ferindo especialmente o mago. Mas a magia Sono FUNCIONOU! O clérigo cura a galera, e retornamos.
Saldo Final
. 132 peças de ouro;
. Uma arma mágica (o martelo já citado).
A Guerreira falhou 3 vezes no teste de subir de nível, mas finalmente, após o último chefe, subiu para nível 3.
Então temos agora 1 guerreiro nível 3 e, clérigo, ladino e mago, níveis 2.
Relatório de Aventura: Dia 06
Revisando o inventário.
Gasto com mais uma lanterna e decido comprar uma armadura pesada para o clérigo, e mais uma atadura. De 212 peças de ouro, passo para 173.
Imagino a equipe respirando fundo diante das ruínas de um antigo castelo, apreciando a luz do sol, antes de assumirem a “formação de batalha”, de 2 em 2.
Encaram, agora, povo fúngico. Uma sala com enigma (decifrado pela ladina). Então, hobgoblins, goblins, e retornando, um chefe: ORC BRUTO.
O guerreiro recebeu um bom dano, e tive de curar com o clérigo. O Mago ERROU a magia de relâmpago.
(A ladina só olha. Nem comenta.)
Mas em seguida, o mago se redimiu, na próxima rodada, com resultado explosivo no dado de ataque com o bastão, 2 vezes (6 + 6 +5 = 17, só precisei reduzir 1 de cada resultado por arma leve, mas foi um dano considerável, então 14).
Com o ORC BRUTO caído, testei para subir de nível o clérigo – sucesso!
Ainda encontramos um cajado de bola de fogo, com 2 usos. Fico satisfeito com o resultado.
A guerreira já estava de nível 3, e agora temos o clérigo de nível 3, pegamos algumas peças de ouro (PO).
Está bom demais. Imagino a equipe respirando aliviada ao sair para a luz do sol. Eles se abraçam e se parabenizam por estarem vivos. Retornam para aldeia. Vão descansar, preparar feitiços, e gastar algum dinheiro coletado.
Cerca de 32 minutos de duração.

Relatório de Aventura: Retorno às Masmorras – Dia 07
Agora já temos 2 membros da equipe no terceiro nível. A tendência é passar mais tempo nas masmorras, pois me sinto mais seguro. Mas muitos aventureiros já morreram por excesso de confiança.
Os heróis observam silenciosamente o templo abandonado. O templo parece observá-los de volta, mas com alguns sons de fome. Algo os espera.
Há alguns esqueletos antigos de aventureiros na porta de entrada. O grupo marcha, rumo à fortuna, ou a sua destruição…
Primeira sala
Seis hobgoblins aguardavam.
A luta foi relativamente fácil, e nos rende um anel de teletransporte.
Segunda sala
Vazia, mas vasculhando achamos uma armadilha, que foi desativada com sucesso pela ladina, e um pergaminho do Sono.
Terceira sala
16 ratos. Nossa guerreira exterminadora mata 6, mas nosso clérigo é um desratizador nato. 10 ratos com um único golpe de seu martelo mágico. Talvez possamos nomear esta arma como “Esmagadora de Ratos“?
Quarta Sala
9 Goblins. Guerreiro e Clérigo acabam com todos antes de um deles desferir um ataque. O “Goblin Slayer” ficaria orgulhoso.
Quinta Sala
Troll – O inimigo não merece compaixão!
Sexta Sala
Parece vazia, mas ao vasculhar, chamamos atenção de um monstro errante. Um outro ORC BRUTO.
Mago ERRA a magia de RELÂMPAGO (será o Benedito? – pensa a ladina), mas a equipe segue vitoriosa.
Sétima Sala
Mais um ORC BRUTO. O mago se redime ao lançar SONO. E o monstro Chefe cai no sono. Um monstro adormecido está a apenas um golpe de adaga de ser um monstro derrotado.
Está bom por hoje. Hora de voltar.
Na volta, na entrada da masmorra, um DRAGÃO como monstro errante. Chefe Final. Caramba!

O dragão mete bafo de fogo, pegando todos os heróis.
O combate em seguida é duro, o mago erra de novo relâmpago, mas compensa com acertos críticos com o cajado na segunda rodada. Clérigo e guerreira suportam alguns ferimentos.
Ladina faz o teste, subindo de nível!
Mais 136 peças de ouro.
Os heróis saem cobertos de sangue de dragão. E de ouro.
Até a próxima experiência de RPG Solo com exploração de masmorras!
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Texto: Túlio Carneiro.
Revisão: Raquel Naiane.