Está é a área dos textos de linhas específicas de jogos. As quais os colaboradores ou convidados do Movimento RPG decidiram dedicar um pouco mais de tempo. Se tiver alguma linha que você tenha intenresse em escrever, envie um e-mail para: contato@movimentorpg.com.br com o assunto Armaría.
Este artigo com a apresentação do GURPS Ultra-Lite original no site da Steve Jackson Games e uma versão traduzida para o português para download foi feito originalmente no blog X-GURPS. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que inclui o link para baixar o GURPS Ultra-Lite original e o link para baixar a versão traduzida para o português. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Para alguns teimosos que insistem em dizer que GURPS é um sistema complicado e cheio de contas, está disponível em inglês no site e23 o suplemento GURPS Ultra-Lite. Trata-se de um ultra-resumo do sistema, que tem apenas uma página (isso mesmo!) na forma de um folder.
Para conseguir este feito, a SJ Games apelou apenas para os mecanismos mais básicos do sistema, sem muitas explicações. Os 4 atributos foram mantidos e as vantagens, desvantagens e peculiaridades foram completamente extintas. As perícias são mais genéricas, representando apenas as possíveis profissões dos personagens e devem ser criadas pelo mestre (ou seja, não existe nenhuma lista de perícias, basta usar o bom senso!). A criação de personagens está bem mais simples também. Para isso, foram retirados os pontos de personagem, o que agiliza bastante o processo, evitando alguns cálculos.
Apesar de extremamente simples, o GURPS Ultra-Lite pode agradar a jogadores iniciantes, ajudando-os a se interessar pelo sistema e talvez procurar aprender um pouco mais sobre GURPS. Além disso, é perfeito para uma aventura improvisada com os amigos.
Este artigo com a apresentação do GURPS Ultra-Lite original no site da Steve Jackson Games e uma versão traduzida para o português para download foi feito originalmente no blog X-GURPS. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que inclui o link para baixar o GURPS Ultra-Lite original e o link para baixar a versão traduzida para o português. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
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(A fogueira crepita, mas seu calor parece ter sido sugado pelo espaço. As chamas, outrora laranjas e vivas, agora vacilam em um tom prateado e frio. Os olhos de Alma de Dois Mundos se reviram mais uma vez, mas não há frenesi agora. Há apenas a exaustão de um espírito que carrega o peso de eras que nunca existiram. A voz que escapa da minha garganta é um sussurro multifacetado, o som de incontáveis linhas do tempo se rompendo simultaneamente.)
“Aproximem-se, filhotes. O que lhes contei antes foi sobre a queda no abismo interior, mas o que acontece quando você chega ao fundo e descobre que o abismo não é o fim, mas apenas a sala de espera do verdadeiro horror? O que lhes trago agora é o Canto do Fim, o terceiro ato da epopeia dos Filhos da Capivara, onde a própria malha da realidade se desfez sob suas patas.
O Canto do Fim
Enquanto a matilha lidava com seu julgamento no abismo, no mundo físico — ou no que restava dele — Luiz, o Fala Mansa, tentava ignorar sua natureza. Ele é a representação do Garou moderno: afogado em burocracia, preferindo tribunais humanos às clareiras sagradas. O estresse de negar sua essência estava adoecendo Luiz.
Foi em um momento de exaustão, em uma banheira de hidromassagem na Serra do Cipó, que o espírito da Capivara apareceu para ele. A mensagem era clara: o mundo não precisa de um advogado agora; ele precisa de um sacrifício. Através do reflexo da água, ele adentrou a Umbra. Mas a recusa de Luiz em aceitar seu lado Garou causou a maior das rupturas: ao cruzar a Película densa do Mar de Mortos, sua alma se dividiu em duas. De um lado, o homem nu; do outro, o lobo apático.
O Despertar no Ossário e a Aceitação
Nesse ínterim, Quebra-Ossos, Noite Perdida e Lobo da Alvorada despertaram de seus transes oníricos. Eles não estavam mais na lama úmida, mas em uma ilha lúgubre, uma planície feita inteiramente de ossos empilhados. Eles estavam completamente nus, despojados de qualquer armadura ou vaidade. A única coisa que brilhava ali era um Ovo de Cristal, um fetiche de poder inestimável que pulsava como um coração de luz.
Foi nesse cemitério de elefantes metafísico que os caminhos se cruzaram. Eles encontraram Luiz e seu lobo separados. A matilha tentou de tudo — até a força bruta — para forçar a união do homem com o animal. Mas a integração da Sombra não acontece na porrada. Só quando Luiz, em um momento de resignação e carinho, aceitou acariciar seu próprio lobo, as duas metades brilharam e se fundiram. Ele finalmente estava inteiro, apenas a tempo de ver o inferno se erguer.
A Teia dos Mundos e o Fim que Já Aconteceu
Os céus rugiram não com nuvens, mas com trovões secos, e os corpos inertes de seus companheiros caídos — Eterna Tormenta, Caramelo e os outros — foram lançados ao chão, envoltos em fios de prata. Do alto, desceu Ansi, a Filha de Ananasi, a herdeira da Teia dos Mundos. Uma mulher negra escultural com olhos que brilhavam como sóis e dedos alongados como patas de aranha.
Ansi não trouxe conforto; ela trouxe a verdade. Tecendo uma janela espiritual no ar, ela mostrou à matilha um filme cósmico de terror. Eles viram o Apocalipse. Viram uma entidade de pura entropia — nascida do ritual que falharam em impedir — crescendo de forma grotesca. Essa massa de carne absorveu divindades, engoliu garous, magos e vampiros, e transformou a Terra em um deserto vermelho e morto.
A revelação foi esmagadora: O Apocalipse já aconteceu. Faz dez anos. A matilha, presa no Mar de Mortos, estava alheia ao tempo. Eles lutavam para salvar um mundo que já era poeira.
O Enigma da Aranha e o Peso do Apocalipse
O sacrifício atingiu seu ápice ali. Ansi lançou um enigma terrível: ‘A vida deles está em um mundo que morreu, e a morte está em um mundo que nunca existiu. Para que vivam, precisam morrer no mundo que nunca existiu… e vocês devem existir no mundo que pode vir, e morrer no mundo que esta a morrer.’
Para reescrever a linha do tempo e impedir o Apocalipse, a matilha precisaria sacrificar a própria existência. Se alterassem o passado, eles seriam apagados da malha da realidade. Nunca seriam heróis, pois as lendas não podem contar sobre quem nunca existiu. Além disso, seus companheiros inanimados — os resquícios de vida que Ansi mantinha — teriam que ser deixados para trás, sacrificados no altar do tempo para que uma nova aurora pudesse surgir. Era o paradoxo máximo: para salvar a todos, eles precisariam abrir mão de si mesmos.
O Senhor da Morte Acorrentado
Guiados por um fio prateado deixado por Ansi e flanqueados por um mar de espíritos esverdeados brilhando como vaga-lumes doentios, os quatro Garous chegaram ao centro da corrupção. Eles encontraram a clareira final.
Lá estava Anhangá, o Senhor da Morte. O mesmo ser pálido e de olhos em chamas que os havia testado. Mas ele não estava imponente; ele estava imobilizado, amarrado pelas grossas teias espirituais. A morte havia sido contida pela entropia. Quando a matilha se aproximou para libertá-lo — a única entidade capaz de devolver a vida e reiniciar o ciclo —, a escuridão acima deles ganhou forma.
Oito olhos vermelhos se acenderam. Uma colossal aranha, uma abominação da Tecelã corrompida pela Wyrm, desceu lentamente das sombras. Não era mais sobre sobreviver; era sobre o direito de apagar a própria história para que o mundo pudesse ter uma.”
(O prateado do fogo repentinamente se apaga, deixando apenas o breu e o som de respiração pesada. Espírito de Dois Mundos pisca, limpando a fuligem do rosto. Não é mais o espírito; é o “hominídeo” mais uma vez, olhando fixamente para todos.)
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O poder Celebrar Ritual já é um poder muito insano por si só, por permitir dobrar seu limite de PM e aumentar ainda mais o potencial de uma magia. Mas certas magias por si podem receber certos benefícios quando as palavras corretas e o ritual correto é executado.
No Santos Escritos de hoje, vamos trazer uma nova categoria de poderes, que são os Poderes de Rituais, poderes que tem como pré-requisito Celebrar Ritual e magias especificas.
Rituais Antigos de Magias
Os poderes de ritual todos tem, como já falado acima, como pré-requisito o poder Celebrar Ritual ou para serem executados como parte de um ritual. Ou seja, precisam ser executados até no mínimo 1 hora e não podem ser armazenados dentro de itens.
Poderes de Ritual de Bardo
Absorver Histórico
Quando faz um ritual com a magia Lendas & Histórias, você pode escolher uma quantidade de alvos igual ao seu valor de Carisma. Quando termina a execução da magia, você recebe todas as três informações sobre todos os alvos escolhidos. Pré-requisito: Lendas & Histórias, Bardo ou Mago Erudito.
Efeito Ruff
Quando faz um ritual com a magia Alterar Memória, você pode escolher uma quantidade de alvos igual ao dobro do seu Carisma em alcance curto. Ou aumenta a área em +4,5m se estiver usando o aprimoramento de área. Todas as criaturas alvo tem a mesma memória apagada ou adicionada, e confirmam as informações umas das outras se perguntadas. Pré-requisito: Alterar Memória, Bardo.
Flautista de Zibrene
Quando faz um ritual com a magia Enfeitiçar, você pode fazer ele como parte do uso da perícia Atuação para Impressionar (veja Atuação em A Lenda de Ghanor RPG, pág. 77). Ao invés de fazerem um teste de Vontade contra a sua CD, todos os alvos da magia fazem um teste de Vontade oposto a sua Atuação.
E além do efeito da magia, sofrem o efeito de Impressionar. Além disso, você pode dar sugestões a plateia durante 1 dia inteiro, ao invés do efeito se dissipar após a primeira sugestão, mas elas ainda aceitam apenas comandos aceitáveis. Pré-requisito: Enfeitiçar, Bardo.
Modulador Mágico
Quando faz um ritual com a magia Esculpir Sons, a duração da magia se torna 1 dia. E você pode alterar as condições dos sons das criaturas afetadas a seu belo prazer durante a duração da magia com uma ação de movimento.
Como fazer com que elas fiquem silenciosas e depois gastar uma ação de movimento para aumentar o volume da voz de todos os afetados ou gastar uma ação de movimento para deixar a voz de todos mais graves ou mais finas. Pré-requisito: Esculpir Sons, Bardo.
Poderes de Ritual de Clérigo
Arma dos Justos
Quando usa um ritual para Arma Mágica, você pode adicionar uma penalidade de PM igual a 1/3 do custo de PM da magia para mudar a duração para permanente ou até ser descarregada.
A arma alvo se torna um item mágico médio, sendo um encanto os bônus da magia e mais um a sua escolha. Essa arma só funciona na mão de um devoto da sua divindade a sua escolha, nas mãos de qualquer outra criatura, volta a ser como era.
A magia é descarregada se ficar a pelo menos 1 dia em alcance médio do seu portador. Pré-requisito: Arma Mágica, Clérigo devoto de São Ruff, São Theodric ou Santa Lara.
Assimilação Ambiental
Quando faz um ritual de Suporte Ambiental, a duração da magia aumenta para 1 semana e todas as criaturas afetadas recebem +10 em testes contra efeitos da natureza.
Como sobreviver a uma correnteza, escalar uma montanha ou resistir a ventos fortes. O mestre tem a palavra final de quais efeitos se aplicam este bônus. Pré-requisitos: Suporte Ambiental, Clérigo devoto de Santa Cyrilla.
Banquete Farto
Quando faz um ritual com a magia Banquete dos Heróis, todos os comensais somam metade do seu nível nos PV temporário que recebem. E podem rolar novamente até dois testes de Fortitude ou Vontade a sua escolha enquanto o efeito do banquete durar.
Além disso, os dados do banquete aumentam em uma categoria (de 1d8 para 1d10 e 1d10 para 1d12). Pré-requisito: Banquete dos Heróis, Clérigo devoto de São Arnaldo ou Santa Cyrilla.
Banquete Patrocinado por Otto
Quando faz um ritual com a magia Banquete dos Heróis, todos os comensais recebem uma quantidade de dados de auxílio equivalente ao Carisma do conjurador e os dados do banquete aumentam em uma categoria (de 1d8 para 1d10 e 1d10 para 1d12).
Além disso, todos os comensais rolam novamente valores 1 e 2 nos dados para somar de PV temporário. Pré-requisito: Banquete dos Heróis, Clérigo devoto de Santo Otto.
Benditos os Famintos
Quando faz um ritual com a magia Abençoar Alimento, todos os alimentos alvos purificados concedem 10 PV temporário e 2 PM temporário por valor de Sabedoria do conjurador. Além disso, não podem ser sujos, estragados ou envenenados por 1 mês. Pré-requisitos: Abençoar Alimentos, Clérigo devoto de São Arnaldo ou Santa Cyrilla.
Campo de Aprisionamento
Quando faz um ritual com a magia Campo de Força e usa o aprimoramento de criar uma esfera imóvel, você muda o alvo para área de 9m de raio.
Todas as criaturas na área são afetadas pela magia. Quanto mais clérigos participarem do ritual, mais poderoso ele será. Sendo que para cada participante do ritual (participante é considerado todo conjurador, arcano ou divino, que executou a magia ao mesmo tempo e gastou o mesmo valor de PP para realizar o ritual) aumenta a CD da magia em +2, mas também devem sustentar a magia. Para cada teste de Reflexos que as criaturas que tiverem que fazer, faça um teste de Reflexos com o maior valor dentro da área recebendo auxílio dos demais. Pré-requisitos: Campo de Força, Clérigo devoto de São Arnaldo ou São Ruff.
Dispersar o Mal
Quando faz um ritual com a magia Dispersar as Trevas, a magia não afeta magias positivas de aliados, a redução de trevas se torna redução de dano. E todos os aliados na área são curados em 2d8+2 para cada círculo de magia que o conjurador pode lançar. Além disso, inimigos na área ficam abalados pela cena. Pré-requisito: Dispersar as Trevas, Clérigo devoto de São Arnaldo e São Ruff.
Escudo de Theodric
Quando faz um ritual com a magia Escudo da Fé, você pode afetar um número de alvos igual ao seu valor de Força, e os alvos recebem redução de dano igual a metade do valor de Defesa recebido. Pré-requisito: Escudo da Fé, Clérigo devoto de São Theodric.
Heroismo de Lara
Quando faz um ritual com a magia Heroísmo, todos os aliados que puderem ver o alvo da magia também se tornam imunes a medo e recebem metade do bônus em testes de ataque e rolagens de dano contra o inimigo de maior ND. Pré-requisito: Heroísmo, Clérigo devoto de Santa Lara.
Juramento Vitorioso
Quando faz um ritual com a magia Juramento Sagrado, a criatura alvo pode escolher um número de criaturas dentro alcance, para cada criatura escolhida, o conjurador deve gastar +2 PM. Todas as criaturas alvo são consideradas escolhidas para os efeitos da magia. Além disso, os bônus da magia se tornam +10 em testes de ataque e +4d8 em rolagens de dano contra os inimigos escolhidos. Pré-requisitos: Juramento Sagrado, Clérigo devoto de São Ruff, São Theodric ou Santa Lara.
Localizar Recursos
Quando faz um ritual com a magia Localização, você pode escolher um alimento ou animal a sua escolha. Você recebe as informações da magia para todo animal ou alimento que se encaixar na sua descrição que esteja na área da magia. Pré-requisitos: Localização, Clérigo devoto de Santa Cyrilla.
Nosso É O Terremoto
Quando faz um ritual com a magia Terremoto, você absorve parte da energia do antigo Devorador de Mundos, mesmo que não saiba. Todas as criaturas, objetos livre e estruturas na área sofrem 2d10 pontos de dano de trevas. E tem suas reduções de dano ignoradas para qualquer dano relacionado ao terremoto e todas as criaturas na área ficam apavoradas (abaladas se passarem em um teste de Vontade igual a CD da magia). O conjurador recebe PV temporário igual a metade de todo o dano causado relacionado ao terremoto. Pré-requisito: Terremoto, Clérigo devoto de São Ruff.
Olhos de Imuen
Quando faz um ritual com a magia Olhos nas Sombras, a duração da magia se torna 1 dia. Se escolher Sensor Mágico, você pode invocar uma quantidade de pares de olhos igual a sua Sabedoria para vigiar diversos pontos diferentes dentro do alcance da magia. Se escolher Olhos flutuantes, todos os seus olhos invocados podem receber diferentes ordens, mas devem retornar para você com a informação que coletaram. Pré-requisitos: Olhos nas Sombras, Clérigo devoto de Santa Imuen.
Patrocinar Milagres
Quando faz um ritual com a magia Conceder Milagre, aliados podem auxiliar no valor do ritual com no mínimo 10 PP, para cada 10 PP que o aliado auxiliar no ritual, pode receber uma magia de um círculo. Por exemplo, um aliado que auxiliar com 10 PP pode receber uma magia de até 1º círculo, mas um aliado que auxiliar com 30 PP pode receber uma magia de até 3º círculo.
A magia segue limitada a 3º círculo e você recebe as penalidades de PM para cada criatura que receber uma magia, todas as criaturas que auxiliarem no ritual recebem magias diferentes a escolha do conjurador. Pré-requisito: Conceder Milagre, Clérigo devoto de Santo Otto.
Pulo Duplo
Quando faz um ritual de Primor Atlético, uma vez por rodada, quando passa em um teste para saltar, você recebe uma ação de movimento adicional que pode usar para “saltar” no ar, mas só pode andar até metade do seu deslocamento. Pré-requisito: Primor Atlético, Clérigo devoto de São N.
Pós-Imagem
Quando faz um ritual de Imagem Espelhada, você recebe o mesmo bônus de Defesa em testes de Enganação para fintar, sempre que passa em teste de finta contra uma criatura enquanto estiver sob efeito da magia, você pode gastar uma imagem para receber receber um bônus de +2 no teste de ataque e causar um dado extra de dano do mesmo tipo no seu próximo ataque contra a criatura. Pré-requisito: Imagem Espelhada, Clérigo devoto de São N.
Torre de Sammelen
Quando faz um ritual com a magia Voz Divina, a duração da magia se torna 1 dia e o alvo para criaturas escolhidas. Além disso, você pode todos os aprimoramentos da magia e todos os alvos disponíveis são afetados. Cadáveres permanecem no efeito desta magia até receberem um número de perguntas igual ao valor de Sabedoria do conjurador. Pré-requisitos: Voz Divina, Clérigo devoto de Santa Crysnia.
Tradução Geral
Quando faz um ritual com a magia Compreensão, a duração da magia se torna 1 dia e o alcance para longo. Todos os textos no alcance da magia são entendíveis para todas as criaturas que tenham acesso, independente da sua língua ou capacidade de leitura. Pré-requisito: Compreensão, Clérigo devoto de Santa Crysnia ou Mago Erudito.
Poderes de Ritual de Druidas
Comunhão com o Verde
Quando faz um ritual de Comunhão com a Natureza, seus dados de auxílio aumentam em uma categoria de dado (d4 para d6, d6 para d8, d8 para d10). Além disso, um número de aliados igual a sua Sabedoria em alcance curto podem receber os mesmos dados de auxílio, mas não recebem as informações sobre a região. Pré-requisito: Comunhão com a Natureza, Druida ou Mago Rústico.
Chão de Lava
Quando faz um ritual com a magia Fúria da Pedra, você pode criar um número de áreas de cilindros dentro do alcance igual a sua Sabedoria (mín. 1) que todos sofrem os mesmos efeitos da magia. Pré-requisito: Fúria da Pedra, Druida.
Invocação Elemental
Quando faz um ritual com a magia Conjurar Elemental, além dos parceiros normais, você invoca 2d6+4 elementais em espaços desocupados em alcance curto. Eles são Médios, tem 1 PV, deslocamento voo 12m, Defesa igual ao PM gasto no ritual, falham automaticamente em todos os testes opostos e imunidade a dano igual ao seu elemento. Eles tem uma ação de movimento e o conjurador pode gastar uma ação padrão para fazer um desses elementais invocados explodir, causando 6d6 pontos de dano do seu elemento em todas as criaturas em uma área de 6m ao redor dele (Reflexos reduz à metade). Pré-requisito: Conjurar Elemental, Druida ou Mago Elemental.
Pântano da Praga
Quando faz um ritual de Pântano Maldito, você pode gastar uma ação padrão para afetar todas as criaturas na área com a perda de PV por veneno. Além disso, se usar o aprimoramento que muda a duração para permanente, o sacrífico de PM muda para 1 PM. Pré-requisito: Pântano Maldito, Druida ou Mago Rústico.
Poderes de Ritual de Mago
Auto-Personificação do Elemento
Quando faz um ritual da magia Barragem Elemental, para cada 5 PM que gastar com a magia, você invoca mais 2 esferas para cada 5 PM que gastar (com exceção do custo básico da magia). Pré-requisito: Barragem Elemental, Mago Elemental.
Balestra Ácida
Quando faz um ritual com a magia Flecha Ácida, o alvo muda para área de linha de 30m. O projétil é disparado afetando todas as criaturas e objetos livres na área. O muco corrosivo também deixa os alvos lentos e prende os objetos na superfície aonde estão. Retirar um objeto preso requer um teste de Força CD 10. Pré-requisito: Flecha Ácida, Mago elemental (ácido).
Desligar a Luz
Quando faz um ritual com a magia Anular a Luz, a magia não afeta magias negativas de aliados que estejam afetando outras criaturas e seus aliados recebem redução de dano igual ao bônus de Defesa. Além disso, inimigos na área sofrem em 2d8+2 pontos de dano de trevas para cada círculo de magia que o conjurador pode lançar. Além disso, inimigos na área ficam abalados pela cena. Pré-requisito: Dispersar as Trevas, Clérigo devoto de Santa Imuen ou Mago Abissal.
Devastação Dracônica
Quando faz um ritual com a magia Sopro de Dragão, todas as criaturas na área que te virem terminar a execução da magia ficam apavorados por 1 dia.
Era Glacial
Quando faz um ritual com a magia Cone de Frio, a área muda para uma linha de 18m de extensão com 9m de largura e a duração para 1 dia. a magia cria uma corrente de ar frio que causa dano e empurra criaturas que tentarem passar por ela. Criaturas que terminarem seus turnos na área precisam resistir a magia. Pré-requisito: Cone de Frio, Mago elemental (frio).
Estrondo do Relâmpago
Quando faz um ritual com a magia Relâmpago, além de disparado, o raio vai para o céu e energiza uma nuvem ou cria uma nuvem a 30m de altura. Uma vez por rodada até o fim da cena, o conjurador pode gastar uma ação padrão para disparar um raio em uma criatura em alcance médio. O raio causa 6d6 pontos de dano de eletricidade no alvo e 3d6 pontos de dano de eletricidade em todas as criaturas em um raio de 6m ao redor dele. Pré-requisito: Relâmpago, Mago elemental (eletricidade).
“Fuga” ou “Bola de Fogo”
Fornalha de Fogo
Quando faz um ritual com a magia Bola de Fogo, a esfera formada pela pedra continua no local aonde foi atirada por 1d6 rodadas, emanando calor e iluminando uma área igual ao dobro da sua área. Criaturas que estiverem terminarem seu turno a 3m da área da esfera sofrem metade do dano da bola de fogo (Fortitude reduz para 1/3 do dano) e criaturas que entrarem na área sofrem o dano inteiro. Pré-requisito: Bola de fogo, Mago elemental (fogo).
Ilusão do Inferno
Quando faz um ritual com a magia Ilusão Lacerante, todas as criaturas na área são afetadas por visões de demônios, sempre que as criaturas falharem no teste de Vontade, as condições ficam piores a cada falha.
No caso, falhar duas vezes no teste de Vontade deixa as criaturas lentas. Já falhar três vezes deixa as criaturas caídas. E falhar quatro vezes deixa os alvos vulneráveis as visões. Pré-requisito: Ilusão Lacerante, Mago Onírico.
Invocação Animal
Quando faz um ritual com a magia Aliado Animal, cada animal alvo invoca mais 1d6+2 animais capangas que aparecem em espaços desocupados em alcance curto. Cada animal tem tamanho deslocamento 12m, tamanho Médio, 20 PV, Defesa igual ao gasto de PM da magia, usam o seu valor em testes de Reflexos e tem evasão. Se forem alvos de efeitos que pedem testes de Vontade ou Fortitude, abandonam o combate. Cada animal tem uma ação de movimento e você pode usar uma ação padrão para que eles causem 4d6 pontos de dano de um tipo entre Corte, Perfuração ou Impacto (definido quando a magia é lançada) automaticamente em um alvo adjacente. Se os aliados animais forem mestre, eles causam 6d6 pontos de dano. Pré-requisitos: Aliado Animal, Druida, Mago Rústico.
Mapa Mental
Quando faz um ritual com a magia Mapear, além de desenhar o mapa em uma superfície, todas as criaturas em alcance curto do conjurador que verem o mapa sendo desenhado terão ele na cabeça. Todos os personagens recebem +10 em testes de Sobrevivência e Percepção na região do mapa, esse bônus dura 1 dia. Pré-requisito: Mapear, Mago Erudito.
Bons Doguinhos
Melhor Amigo do Homem
Quando faz um ritual com a magia Companheiro Fiel, você invoca um número de criaturas mágicas igual ao seu Carisma. Cada criatura pode ter uma função distinta e ser atribuída a um aliado diferente. Pré-requisito: Companheiro Fiel, Mago Rústico.
Miragem do Paraiso
Quando faz um ritual com a magia Miragem, a visão traz paz aos corações das criaturas. Criaturas dentro da área da Ilusão que falhem no teste de Vontade ficam enfeitiçados pelo conjurador e criaturas escolhidas por ele dentro da área. Pré-requisito: Miragem, Mago Onírico.
Praga de Pestes
Quando faz um ritual com a magia Enxame de Pestes, o efeito muda para um quadrado de 30m de lado. O enxame ocupa todo o chão da área, criaturas escolhidas pelo conjurador que estejam na área ou pairando sobre ela sofrem o dano da magia no final de seus turnos. A área é considerada terreno difícil e criaturas na área ficam em condição ruim para lançar magias. Pré-requisito: Enxame de Pestes, Druida ou Mago Rústico.
Profanação Abissal
Quando faz um ritual com a magia Profanar, qualquer magia divina é dissipada automaticamente por criaturas que entrem na área. Pré-requisito: Profanar, Mago Abissal.
Receita do Ritual
Quando faz um ritual usando um pergaminho, você pode subtrair o preço do pergaminho do ritual que está fazendo. Pré-requisitos: Tinta do Mago, Mago Erudito.
Réquiem Infinito
Quando faz um ritual usando a magia Requiem, todos os alvos ficam presos em um mundo imaginário coletivo, em que vivem juntos. Todos os personagens repetem o teste de Vontade uma vez por dia, mas enquanto estiverem sob efeito da magia, vivem suas vidas normalmente neste mundo imaginário criado pelo conjurador. Talvez os personagens já estejam dentro do Réquiem Infinito, e só não saibam ainda… Pré-requisitos: Mago Onírico.
Sussurros Demoníacos
Quando faz um ritual com a magia Sussurros Insanos, todas as criaturas alvo da magia que falhem na resistência perdem 2 PM para cada círculo de magia que o conjurador pode lançar. Esses PM só podem ser recuperados após um dia de descanso. Pré-requisito: Sussurros Insanos, Mago Abissal.
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Se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!
Esta semana, a iniciativa da Biblioteca Arkanita apresenta o netbook Simulador de Vila Animal Perfeitamente Normal, originalmente uma aventura de Cat Evans e traduzido e adaptado para o Sistema Daemon por Thiago Tomás.
Este netbook mescla os gêneros de folk horror com videogames de Vila Animal como Animal Crossing, Cozy Grove, Stardew Valley, Hokko Life e New Horizons em uma aventura introdutória, e ainda fornece as regras para se jogar com um Kawaii-Kemono (animal antropomórfico fofinho).
Conteúdo do netbook
O netbook apresenta o seguinte conteúdo:
Contexto, com uma sinopse do que ocorrerá na aventura, e o que são os kawaii-kemono dos personagens dos jogadores e dos NPCs.
Executando uma aventura independente de sistema, apresentando dicas ao Mestre que conduzirá a campanha sobre como utilizar seu sistema de preferência nesta aventura de folk horror.
Indicando o Desafio, continuando as dicas sobre como mestrar esta aventura, aqui focando nos 5 graus de dificuldade apresentados pelo autor.
Jogando com segurança, onde o autor apresenta dicas de extrema relevância para proteger a saúde mental e o conforto dos jogadores nesta aventura que, embora inspirada em videogames de vila animal, ainda assim é de folk horror com temas pesados.
A Vila de Macieira, descrevendo o local onde se passará a aventura, a Vila de Macieira (Applewood no original).
Os Aldeões, apresentando os principais NPCs que interagirão com os personagens dos jogadores na aventura: o furão Darby Crook, o morcego Weetzie, a ovelha Bailey, o lobo Freddie, a gaivota Digby e o corujão Howl. Ao final da seção, o mapa da ilha onde se localiza a Vila da Macieira é apresentado.
Aventura, com sete cenas e um epílogo, no perfeito clima de folk horror como visto em filmes como O Homem de Palha (1973), O Sacrifício (2006), Uma Lista a Abater (2011), O Ritual (2017), Apóstolo (2018), Midsommar (2019) e Ilha Fantasma (2021).
Usando esse livro em Daemon, com a explicação de Thiago Tomás sobre como utilizar o Sistema Daemon da forma mais prática quando mestrando aventuras no estilo Vila Animal: há a apresentação do kit Kawaii-Kemono (com o novo aprimoramento Armas Naturais), e dicas sobre como estruturar Poderes de Kemono a partir dos Estigmas dos Arquivos de Bel-Kalaa. Por fim, são apresentadas 5 fichas de personagem, sendo 4 delas de personagens dos jogadores e uma de um NPC de relevância à aventura.
Você pode baixar este netbook aqui mesmo na Biblioteca Arkanita. Clique aqui para iniciar o download do netbook. E continue acompanhando as postagens semanais da Biblioteca Arkanita para grandes netbooks como o Simulador de Vila Animal Perfeitamente Normal!
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Este artigo com um pequeno bestiário de criaturas para GURPS foi feito originalmente no blog RPGames Brasil.
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Bestiário de GURPS
Nos idos de 1995, tínhamos adquirido o GURPS – Módulo Básico (2ª Edição). O livro continha as regras para se jogar, criar personagens, aventuras, campanhas, mas tinha algo que me fazia muita falta: um cenário de jogo e um bestiário fantástico.
Para quem era do nosso grupo e se lembra bem, nosso primeiro RPG foi a caixa preta da Grow com o famoso Dungeons & Dragons. E, apesar da inexistência de um cenário de jogo, tinha um bestiário que deixava as mais de 250 páginas de GURPS reduzidas a pó.
O que eu desejava era jogar GURPS, então, mãos a obra e adaptei algumas criaturas do D&D e de alguns desenhos animados para as regras do GURPS. O trabalho foi feito todo a mão.
Peguei um bloco de notas pautado, adaptei uma capa de cartolina rosa, inventei minha própria fonte. E de forma manuscrita criei algumas criaturas que serviriam para deixar a vida das personagens que criávamos um pouquinho mais complicada.
Era assim, caros RPGamers que, sem computador, sem acesso a manuais de referência, criatividade e muita vontade produzíamos material para as nossas campanhas. Agora, eu tinha um bestiário.
Este artigo com um pequeno bestiário de criaturas para GURPS foi feito originalmente no blog RPGames Brasil. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que inclui o link para baixar o GURPS Criaturas com as fichas do galquim, besouro gigante, centopeia gigante, cubo gelatinoso, sanguessuga gigante, carniça rastejador, górgona, crocodilo, lodo negro, aranha gigante, dragão terrestre e teiuaçú pirolítico. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
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Esta semana, a iniciativa da Biblioteca Arkanita apresenta o netbook Pentalpha RPG, de um autor desconhecido. Este netbook é na verdade apenas a compilação dos posts publicados por este autor desconhecido sobre o cenário de tecnofantasia que ele criou, mas que vale a pena a homenagem.
Conteúdo do netbook
O netbook apresenta o seguinte conteúdo:
Introdução, com a explicação do autor sobre sua ideia de cenário e os livros e netbooks recomendados para utilizar quando conduzir campanhas e aventuras no mundo de Pentalpha RPG.
Resumo da Magia no Sistema Daemon, garantindo que o leitor lembre dos principais conceitos do Sistema de Magia da Daemon.
Novas Regras para Magia nº1, apresentando as perícias mágicas Conjuração e Dobra Elemental, além de aprofundar as regras sobre as fichas de criaturas conjuradas.
O Oásis no Grande Deserto, Cartago, com a descrição desta importante cidade do cenário de Pentalpha.
O Norte Frio, Seux, explicando a origem e o grau de ameaça dos principais antagonistas de Pentalpha, os Liches e Necromancers de Seux.
O Centro de Poder, Last Will, descrevendo a cidade-fortaleza de Last Will que protege a Aliança contra ameaças vindas das ilhas glaciais de Seux e outros antagonistas de Pentalpha.
Guildas Mágicas 1.0, apresentando as nove guildas mágicas principais que compõem Pentalpha, indo desde os tradicionais “ratos de biblioteca” de Continuum Steel, passando pelas feiticeiras das águas Water Ladies e até os que jogam sujo advindos dos Fat-Pig Fighters.
Novos Aprimoramentos, especialmente com maneiras de personalizar ainda mais personagens realizadores de magias – por exemplo, há os aprimoramentos Descendência Privilegiada, Grimório Expandido, Guilda de Magos e Não-Mago.
Humanos Corrompidos, com contextualização e fichas dos três inimigos mais comuns em Pentalpha, criados pelo Império do Caos: os Ark-Humanos, os Mortos-Vivos e os Híbridos da Tormenta.
Você pode baixar este netbook aqui mesmo na Biblioteca Arkanita. Clique aqui para iniciar o download do netbook. E continue acompanhando as postagens semanais da Biblioteca Arkanita para grandes netbooks como Pentalpha RPG!
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Eu tenho, e não (só) porque eu danço mal. Tem um jeito certo de dançar. Talvez precise mesmo existir alguma diferença, vá lá, entre qualquer coisa e bom, mas há muitas formas de “bom”. Os jeitos certos são em menor número.
A gente tem vergonha de dançar porque a dança é uma arte codificada. O balé é um exemplo extremo, mas até a valsa tem códigos – o tamanho dos passos, a posição das mãos. Sem conseguir executar códigos, a gente se acanha e não participa.
Mas a dança é uma atividade primordial do corpo humano. É movimento e emoção. É bonito ver a dança se desenvolver e atingir níveis de beleza maiores, e a codificação ajuda nisso. Mas em que medida a codificação da dança não torna ela cada vez mais de assistir, como o balé, e cada vez menos de participar?
Estamos falando, é claro, de RPG.
A atividade primordial de jogar e de contar histórias.
“A Mandrágora”, por WuJu
A codificação do RPG
Quando voltei a jogar RPG depois da pandemia, tive uma surpresa. Não só os rpgistas pareciam ter se tornado mais exigentes com seus mestres – cobrando habilidades de narrativa e uso de recursos eletrônicos – como também vi uma quantidade de consensos sobre como se jogar que nunca vi antes.
Por exemplo, o termo metagame cresceu e virou um palavrão. O RPG oferece todas as possibilidades que existem para a interação entre seus elementos – papel do jogador, papel do mestre, regras, ficção coletiva –. Mas uma das formas possíveis de combinar esses elementos (separar o jogador do personagem, ou seja, banir o metagame) se tornou dominante.
Isso é codificação: é quando em vez de sempre procurar por jeitos bons de jogar, passamos a acreditar que há um jeito certo. Geralmente por ter aprendido com a mídia (como canais de Youtube) ou com quem nos ensinou a jogar.
Mas o RPG é o jogo que permite que gente comum, sem treinamento, possa reinventar a moda a cada sessão. É a mesa redonda onde todos são criadores, em vez de apenas espectadores ou consumidores.
A codificação do RPG é recente e ainda pequena, mas diversas expressões culturais já passaram pelo mesmo processo e se codificaram a ponto de perder acessibilidade. Codificar o RPG é engessar a maior oportunidade de ser criativo que a cultura moderna permite.
Descodificando o coreto
“O Bosque Ensanguentado”, por Dougr4rt
A comunidade de RPG não perdeu sua essência participativa, e não deixou de ser uma população de nerds dispostos a discutir qualquer assunto…
Enquanto o RPG muda, a comunidade observa, apoia ou critica as mudanças. Em relação à codificação e à reverência aos jogadores profissionais (as mudanças para acabar com todas as mudanças), talvez a comunidade só precise de um empurrãozinho aqui e ali para lembrar do RPG de várzea, que inventa muito e copia sem fazer igual.
A base é bem simples: combinando os temas, portfólio e mitologia de dois dos 20 deuses maiores de Arton, imagino um grupo que cultue os dois. Os sincretismos são principalmente um meio, um método de criação, não um fim.
Outros aprofundam um diálogo que parece óbvio entre dois deuses, outros encaram o desafio de criar uma história coerente em torno de uma combinação que parece inviável.
A ideia sempre é mostrar que com muito pouco é possível criar muito. Por exemplo, através de uma técnica simples de improviso (juntar duas coisas diferentes para criar uma nova), gerar personagens e situações interessantes e elaborados.
Parece que o plano tem funcionado: a maioria das pessoas que entra em contato comigo quer falar das ideias que teve a partir dos textos, e não dos textos em si.
Erguer o nariz e sujar as mãos
“Dançarino da Irrealidade”, por Dougr4rt
Desde o princípio do projeto, pensei em envolver a comunidade ao máximo. Quando decidi que Sincretismos de Arton sairia em 5 volumes (somando as 190 combinações possíveis entre os 20 deuses) na Iniciativa T20 (plataforma de auto-publicação da Jambô), primeiramente pensei em fazer um financiamento coletivo para envolver um grande número de ilustradores menos conhecidos, mas não foi possível.
O Volume 1 reuniu 33 dos primeiros sincretismos que havia publicado no meu blog, mais 5 inéditos, com texto adicional, opções de personagem e material para mestres.
E fomos bem
Publicamos em maio e ficamos em oitavo lugar nos mais vendidos da Iniciativa T20.
Desta vez, porém, eu queria retomar o viés comunitário do projeto, enquanto o financiamento coletivo não é possível. Por isso, o playtest do Sincretismos de Arton Volume 2 (previsto para publicação em maio) é aberto para todos.
Qualquer um que entrar no nosso servidor do Discord, Ludistas Lúdicos (ou, se não for possível, enviar uma mensagem para mim) pode participar.
São 35 novos poderes concedidos e duas distinções para o sistema Tormenta 20, que vão se somar no livro publicado a mais material mecânico e textos inéditos.
O objetivo de um playtest é garantir o balanceamento e diversão das mecânicas. Mas, no nosso caso, também é desmistificar o game design. Aproximar o maior número de pessoas desse processo que envolve imaginação, cálculos e debates.
Para que não pareça uma coisa de outro mundo; para mostrar que é algo que qualquer um, com dedicação e estudo, é capaz de fazer; para que a gente deixe de imaginar que só os profissionais deveriam fazê-lo.
Por isso, o servidor também estimula que os membros postem suas próprias criações: homebrew, sistemas próprios, ilustrações e tudo mais.
Como funciona um playtest?
“Ordem do Punho Divino”, por WuJu
Existem várias formas de playtestar um jogo de RPG ou de tabuleiro. Para sistemas que ainda estão no “esboço”, o ideal é testar a mecânicas de forma isolada, em sessões curtas. Isso é chamado de “pré-alpha”.
O processo de game design continua até o “beta”, onde o produto inteiro, inclusive o livro de regras e sua apresentação, é testado de forma completa, em sessões de jogo que permitam entender a dinâmica do jogo sendo lançado. Este vídeo de Júlio Matos, autor de Rebel Rebel, explica em detalhes como fazer um playtest estruturado.
No caso de Sincretismos de Arton Volume 2, não é preciso testar as mecânicas-base do sistema –, pois Tormenta 20 já é consolidado – e também não é possível testar todas as mecânicas novas num contexto completo (por exemplo, mestrando uma série de aventuras).
O playtest é feito disponibilizando as mecânicas para os participantes, colhendo suas opiniões, fazendo debates e realizando testes localizados. Por exemplo, faremos um playtest de combate (sem o contexto de uma aventura) em breve, com foco nas distinções e nos poderes onde existe dúvida sobre sua real capacidade.
Projetando brinquedos
Capa de Sincretismos de Arton Vol 1, por Ricardo Mango
Uma grande preocupação em Tormenta 20 é o balanceamento. Mesmo um poder que parece fraco pode possibilitar combos problemáticos.
Por isso, contar com o conhecimento e criatividade de várias pessoas ajuda a evitar esse problema. É preciso ter consciência, porém, do fenômeno do power creep: novas opções tendencialmente resultam em novas combinações poderosas, aumentando o teto de poder do jogo.
Os suplementos mais recentes de Tormenta 20, Deuses de Arton e Heróis de Arton, fizeram a escolha consciente de aumentar muito as opções de personagem, viabilizando classes desfalcadas e aumentando a diversão de customizar seu personagem, ao preço de aumentar o teto de poder.
Sincretismos de Arton costuma oferecer opções menos poderosas que as de Heróis de Arton, mas ainda assim utilizáveis. Esse equilíbrio fino exige muito mais conhecimento do sistema e raciocínio abstrato do que testes propriamente ditos.
Outro eixo do playtest é garantir a diversão. Cada poder ou distinção deve ser um brinquedo novo, algo que dê prazer ao ser usado em mesa e que ajude a imaginar novos personagens.
Se um novo poder não é divertido, ele só enche linguiça, mesmo que seja forte – já existem opções fortes no jogo. Até o momento, temos tentado equilibrar mecânicas inovadoras com poderes simples, mas chamativos.
Finalmente, os poderes e distinções tentam reforçar os temas que aparecem nos textos dos quais surgem. Esse é o aspecto ludonarrativo: introduzir novas possibilidades de jogo também é introduzir novas ideias e conceitos à nossa imaginação coletiva. A imaginação e o jogo devem alimentar um ao outro.
Casa, comida e roupa lavada
Sincretismos de Arton não é um projeto focado nas mecânicas, mas no texto e no estímulo à invenção. O conteúdo pode ser aproveitado mesmo sem usar suas regras, ou mesmo jogando fora de Tormenta 20 ou de Arton. Porém, suplementos de RPG são sua própria linguagem. São uma forma de literatura incompleta e participativa, criada para evocar e inspirar. O próprio texto de Sincretismos de Arton é modular, propõe ser usado em partes e modificado.
Mas mecânicas, ilustrações e texto se combinam num pacote completo de estímulo à criatividade do leitor, todos eles colaborando para uma leitura que provoca à participação. Por isso todo o cuidado com os poderes e distinções apresentados: eles não são a casa inteira, mas são um pilar.
Já dizia Sérgio Sampaio: um livro de poesia na gaveta não adianta nada. Um livro de RPG não é RPG, o RPG só acontece quando as pessoas se juntam. Por isso ele é o antídoto para o consumo de arte feito na passividade e no isolamento. Uma mesa em cada lugar, e um projeto de cada vez, o RPG tira a imaginação coletiva do sofá.
Junte-se a nós no servidor do Ludistas Lúdicos e participe do playtest!
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No livro Heróis de Arton, temos uma distinção… Não usual: o Algoz da Tormenta. E apesar da discussões se ela deveria ou não estar no livro, com alguns amigos chegamos a conclusão que a distinção funcionaria bem como um modelo de Chefe Final, conforme apresentado no Ameaças de Arton, pág.368. A postagem de hoje no Área de Tormenta visa imaginar como funcionaria um Chefe Final: Algoz da Tormenta.
Disclaimer
Antes de tudo, é bastante necessário deixar claro o que este post NÃO é uma tentativa de “corrigir” o Heróis da maneira que ele saiu. Por mais que discordâncias existam, o livro saiu da maneira que os desenvolvedores e membros da editora acharam melhor.
Esse post É uma maneira de integrar o que já foi definido na Distinção com as regras de Chefe Final. Usando as próprias sugestões dadas na distinção para uma “progressão de vilão” nas suas campanhas de RPG.
Algoz da Tormenta
Criando um Algoz da Tormenta
Algozes da Tormenta não surgem do nada, mas são construídos com o tempo, desiludidos com Arton: Elfos que perderam sua pátria e acreditam que nada mais vale a pena em Arton, Goblinóides que acreditam que o Mundo Como Deve Ser na realidade é Tormenta, Hynnes que tiveram seu lar destruído por Ferren Asloth e não tiveram ajuda do reinado.
Um artoniano pode ter diversos motivos diferentes para se desgostar com Arton, mas normalmente esse personagem já conta como um Algoz da Tormenta, mesmo em processo de admissão, recebendo uma habilidade equivalente a Marca da Distinção do Algoz. Ele, por algum motivo que os personagens ainda não sabem, não sofre nenhum efeito da Insanidade da Tormenta, efeitos de medo ou mentais. Além do poder equivalente a Marca da Distinção, ele já tem todos os bônus de Chefe Final (Ameaças de Arton, pág. 368).
“Bênçãos” dos Lordes
Ao invés das Arenas do Chefe Final: Rei da Arena. os Lordes da Tormenta conseguem trazer uma fração da Área de Tormenta do seu Lorde para o local aonde está.
Na sua primeira rodada, como uma ação livre, o Algoz pode lançar Momento da Tormenta como uma Magia Simulada, sem gastar PM e com um total de aprimoramentos igual ao seu ND e com duração cena.
Dentro da área da magia, efeitos adicionais são causados baseados em qual Lorde da Tormenta apadrinhou o Algoz. A CD para resistir aos efeitos é igual à das demais habilidade do Algoz, criaturas geradas pelas habilidades não contam para recompensas do encontro.
Alguns efeitos das “bênçãos” possuem três valores separados por uma barra. Nesse caso, use o valor correspondente ao patamar do chefe final (o primeiro para um chefe veterano, o segundo para um campeão e o terceiro para um lenda).
Aharadak
Quando lança Momento da Tormenta, o Algoz recebe uma magia divina de 2º/3º/4º círculo. Que pode lançar seu efeito básico com uma ação de movimento e sem gastar PM, além disso, toda a área da magia Momento da Tormenta conta como um Templo de Aharadak e como uma Arena – Templo de Aharadak (veja Ameaças de Arton, pág. 60 e 369).
Gatzvalith
Quando lança Momento da Tormenta, o Algoz recebe +2/+5/+10 em testes de ataque e rolagens de dano. Além disso, uma vez por rodada, quando uma criatura falha em um teste de resistência contra uma habilidade do Algoz, ela perde 1d6/1d8/1d10 PM.
Igasehra
Quando lança Momento da Tormenta, uma vez por cena, o Algoz pode invocar um número de criaturas do tipo lacaio com ND somado igual ao seu em pontos desocupados em alcance médio.
Essas criaturas, independente do que sejam, são do tipo monstro (Lefeu) e são imunes a efeitos mentais e de encantamento. Além disso, o Algoz aumenta uma categoria de tamanho.
Raigheb
Quando lança Momento da Tormenta, o Algoz pode invocar um enxame de criaturas da Tormenta em um ponto desocupado dentro da área, as criaturas tem deslocamento 12m e uma ação de movimento que executam no turno do Algoz.
Além disso, causam 4d12/6d12/8d12 pontos de dano de ácido em uma criatura que terminarem seus turnos ocupando o mesmo espaço, e então somem. Os enxames duram uma cena ou até causarem dano a uma criatura, o que acontecer primeiro.
Urazyel
Quando a lança Momento da Tormenta, como um dos efeitos da magia, o Algoz pode colocar uma armadilha em um ponto dentro da área da magia, que conta como uma Armadilha Viva (Ameaças de Arton, pág.19). Um Algoz pode por um número de armadilhas igual ao seu valor de Sabedoria (Mín. 1). Quando todas as armadilhas são acionadas, o Algoz pode criar novas armadilhas dentro da área com uma ação completa.
Um chefe final Algoz da Tormenta nem sempre aparece já “pronto”, os aventureiros podem encontrar ele em diversos estágios diferentes de Corrupção.
Um Algoz da Tormenta que recém entrou em contato com seu Lorde da Tormenta, pode ter apenas os poderes Lar Infernal e Ataque Corrupto, enquanto executa os primeiros passos das ordens de seu patrono. Mas vamos falar melhor sobre esses “estágios”.
Algozes em estágios mais elevados enfrentam heróis cada vez mais poderosos.
Estágios de Corrupção de um Algoz da Tormenta
Como falado acima, um Algoz da Tormenta não vem pronto. Ele pode ser um vilão recorrente na sua campanha, que normalmente traz problemas aos personagens em conjunto com algum Culto de Aharadak ou outra seita de adoradores da Tormenta.
Algoz Iniciante
Um recém transformado Algoz da Tormenta será de ND 5, 6 ou 7. Muitas vezes ainda um candidato que, por um milagre (ou má sorte) conseguiu contato com algum dos Lordes da Tormenta e começou a ser treinado para tal.
Caso a ficha ainda não tenha, além dos bônus já usuais de Chefe Final, adicione; Dois poderes da Tormenta, a marca da distinção Algoz da Tormenta, e as habilidades Lar Infernal e Ataque Corrupto. Seu Ataque Corrupto estará causando +1d6 pontos de dano adicionais.
Um Algoz da Tormenta nesse estágio pode ter planos mais simplórios, ou ainda acreditar que pode “usar” a Tormenta para enriquecer ou para planos próprios, mesmo que ainda odeie Arton.
Normalmente estará envolvido em corrupções menores de pequenos aldeias ou vilas. Levando a Tormenta a lugares remotos para começar a agradar seus Lordes.
Algoz Veterano
Um algoz experimentado é um candidato a Algoz da Tormenta que tem ND 8, 9 ou 10. Enquanto o Algoz Iniciante ainda está montando um culto para agradar seu Lorde, o Algoz Veterano já deve ter um pequeno culto que o serve.
Pequenos séquitos de Iniciados e Sacerdotes da Agonia que respondem a seus comandos ou Fanáticos Lefou que os enxergam como representantes do Lorde fora de suas Áreas de Tormenta. Seus ataques e corrupções deixam de ser escondidos.
O seu desprezo se torna mais claro, realizando ataques com seu séquito ou até mesmo eventuais criaturas da Tormenta concedidas por seus Lordes para atacar cidades que não estejam esperando algo assim.
Um Algoz da Tormenta nessa estágio pode ser uma espécie de “general militar”, principalmente se for um Algoz de Gatzvalith, ou juntar grupos de criaturas da Tormenta para espalhar sua corrupção por uma parte mais inóspita de Arton.
Além dos bônus já recebidos pelo estágio iniciante, adicione; a habilidade Desprezo Profano da Distinção do Algoz da Tormenta, caso a ameaça seja devota de qualquer outro deus exceto Aharadak, retire todos os poderes e habilidades ligado a divindade e aumente o bônus de Vontade (não pode ser a Resistência mais fraca da Ameaça).
Além disso, o personagem raramente luta sozinho, estando com pelo menos algum número de criaturas das seções Área de Tormenta ou Culto de Aharadak e seus reforços, mas provavelmente ainda não tem controle absoluto sobre essas criaturas ou até sobre seu próprio séquito.
Um golem com tentáculos mecano-tormenta poderia ser um Algoz da Tormenta, talvez?
Algoz Campeão
Um algoz campeão já está executando planos maiores para seu lorde, estando no ND 11 a 16. Sua existência e presença já começa a preocupar outros grupos de aventureiros em uma certa região e os governantes das cidades ao redor (que podem estar alheios aos feitos já realizados pela ameaça).
Outros séquitos independentes ou desgarrados de outros lordes da Tormenta em decadência podem se aproximar ao Algoz. Ele já começa a visitar seu Lorde em sua área da Tormenta e receber ordens diretas por ele. Seu séquito já é equivalente a um pequeno exército, e os grupos de aventureiros podem ter ele como uma presença rara, enfrentando mais os seus “minions” do que o próprio Algoz.
Um Algoz da Tormenta nesse estágio agora, de fato, se tornou um General Rubro. E ataca pontos focais próximos a área de seu lorde. Além dos bônus já recebidos pelos estágios iniciante e veterano, adicione a habilidade General Rubro.
Caso tenha aliados ou associados que o seguiam até aqui, eles também começam a demonstrar poderes da Tormenta e outras características dela, montarias são trocadas ou transformadas por criaturas da Tormenta, por exemplo.
Algoz Lenda
Um algoz lenda é uma ameaça em todo território Artoniano, provavelmente movendo exércitos inteiros em favor do Lorde que o adotou, normalmente no ND 17 até 20. Ele já deixou totalmente de ser Artoniano, se havia qualquer chance de redenção, toda ela foi jogada fora, porque agora ela já compartilha o tipo de criatura dos demais Lefeu e tem suas habilidades.
Ativamente, as maiores metrópoles de Arton começam a se movimentar para impedir seus planos, e noticias de sua aproximação. Além das habilidades dos demais patamares, este Algoz recebe a habilidade de distinção Abraçar Anti-criação e uma habilidade ligada ao seu Lorde.
Aharadak, o deus da Tormenta
Pregação da Tormenta (Aharadak)
A ameaça se torna imune a habilidades mágicas de devotos de Aharadak. Além disso, descumprir uma ordem da ameaça conta como uma quebra das Obrigações & Restrições para devotos de Aharadak. E a Ameaça recebe um poder concedido de Aharadak, mesmo que não seja devoto.
Arte da Guerra (Gatzvalith)
Qualquer arma marcial ou exótica usada pela ameaça tem seu dano aumenta em +2 dados. Além disso, uma vez por cena, pode usar a habilidade Sedução de Gatzvalith (Ameaças de Arton, pág. 29), mudando a CD para a CD da criatura.
Criaturas da Tormenta servem aos Algozes.
Sopro de Igasehra (Igasehra)
A criatura recebe a habilidade Sopro, monte o sopro da criatura como se fosse um dragão adulto (Ameaças de Arton, pág. 75), o sopro causa dano de ácido ou psíquico.
Se a criatura já tiver uma habilidade de Sopro, aumente os dados e tipo de dano como se a criatura fosse um dragão venerável ou em +2 dados (o que for melhor). Além disso, a criatura recebe duas armas naturais que causam 4d8 pontos de dano.
Enxame da Tormenta (Raigheb)
Uma vez por cena, a criatura pode gastar uma ação de movimento para criar um enxame igual a magia Enxame Rubro de Ichabod sem gastar PM. Isso com um número de aprimoramentos como um conjurador arcano de nível igual ao seu ND.
Viagem a Área de Tormenta (Urazyel)
Uma vez por cena, a criatura pode lançar a magia Viagem Planar sem gastar PM, mas ao invés de ir para um reino divino, ele é teletransportado para dentro de Urazyel.
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Se liga na Área de Tormenta, o espaço especial dedicado apenas à Tormenta20 e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!
Este artigo com a adaptação de raças goblinoides para GURPS foi feito originalmente no blog Hordes of Darkness. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui bugbears, gnolls e tasloi. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
Os goblinoides são criaturas humanoides com características em comum que são a selvageria, a desumanidade, a aparência repugnante e o mal cheiro. Entre raças, eles nem sempre são sociáveis e às vezes nem mesmo com os indivíduos de sua própria raça! Geralmente se organizam em clâs e tribos, mas é uma associação primitiva. A maioria vive em vilas de construções toscas ou em cavernas que invariávelmente fedem. Hobgoblins, kobold, orcs, ogros e trolls também se encaixam neste grupo.
Entendendo as criaturas
Note que na descrição dos bichos eu os ambiento no continente de Ytarria do GURPS Fantasy, mas Mestres que joguem em outros cenários podem fazer suas adaptações e se os de GURPS Fantasy não se sentirem satisfeitos também devem fazê-las.
Aí embaixo está como as fichas serão apresentadas.
Em negrito o parâmetro e normal, o que será indicado. No parâmetro Tamanho, estão indicados apenas a Altura e o Peso porque todos os goblinoides ocupam apenas um hexágono.
ST- ST
Vel/Esq: Velocidade / Esquiva
Habitat: Habitat
Características: Vantagens e Desvantagens que devem ser usadas como tal para as criaturas.
DX- DX
DP/RD: Defesa Passiva / Resistência a Dano
IQ- IQ
Dano: BAL/GDP
HT- HT / Pontos de Vida
Tamanho: Altura e Peso médios
Para GURPS, os goblins diferentes dos de GURPS Fantasy e mais os bugbears, gnolls e tasloi!
Quanto aos hobgoblins, kobold, orcs, ogros e trolls, eu acredito que estes goblinoides, quando descritos no GURPS Fantasy são compatíveis com os do Livro dos Monstros ou mesmo aperfeiçoados.
GOBLINS CAÓTICOS
ST- 8
Vel/Esq: 5/5
Habitat: Qualquer um, menos árticos
Características: Visão Noturna, Covardia
DX- 11
DP/RD: 0/0
IQ- 8
Dano: 1D-3, 1D-2
HT- 10
Tamanho: 1,20m; 40kg
Os goblins caóticos são pervesos reflexos dos goblins civilizados tão comuns em Mégalos. Estas criaturas regrediram ao estado selvagem, pois vieram parar em áreas remotas como a Terra dos Orcs e Terra dos Gênios. Existem goblins caóticos em Zarak e são considerados uma peste pelos anões.
Eles têm uma cara parecida com a de um morcego e sua coloração varia do verde ao marrom. Sempre andam em bandos e são absolutamente covardes quando sós.
Em sua sociedade parecem orcs diminutos.
Este artigo com a adaptação de raças goblinoides para GURPS foi feito originalmente no blog Hordes of Darkness. Veja o artigo na íntegra clicando aqui, que ainda inclui bugbears, gnolls e tasloi. Para outros posts dos Ecos da Banestorm, clique aqui.
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A magia em Dungeons & Dragons nem sempre é obtida por estudos ou presenteada por deuses ou criaturas ancestrais. Às vezes ela é visceral. Faz parte da própria essência do indivíduo — seja por herança de sua linhagem, seja por algum evento fantástico de sua vida. Essa é a realidade do novo Feiticeiro em D&D.
Para os Feiticeiros, a magia é inata e pode ser conjurada por sua própria força de vontade. E na edição 5.5e de D&D, eles se tornam ainda mais poderosos. Então siga a leitura e entenda o que mudou.
Como acontece também com o novo Mago em Dungeons & Dragons, uma parte importante da personalização do Feiticeiro está em sua grande lista de feitiços. E há muitas mudanças nessa área na nova edição.
Mas também temos novidades marcantes nas características básicas do personagem, com acesso a mais feitiços preparados por dia, mais flexibilidade nos truques e a possibilidade de potencializar a magia presente no seu sangue para uma espécie de “fúria” de feitiçaria.
O novo feiticeiro em D&D 5.5e – Wizards of the Coast
Em meio a tudo isso, confira as habilidades recebidas em cada nível do Feiticeiro e como elas diferem da 5ª edição:
Nível 01
A habilidade de Conjuração segue como a principal característica do Feiticeiro, mas ela mudou um pouco. Em primeiro lugar, agora o Feiticeiro passa a ter magias “preparadas” em vez de “aprendidas”, e o número delas é maior do que antes. Além disso, ele pode trocar um de seus Truques a cada vez que passa de nível.
Outro destaque é a habilidade Feitiçaria Inata, que é uma novidade de D&D 5.5e. Ela funciona como uma espécie de “fúria” para o Feiticeiro: usando uma ação bônus. ele pode ativar essa característica e “explodir” sua magia interior durante 1 minuto.
Nesse período, o Feiticeiro tem vantagem em ataques com magia e seus feitiços tem Classe de Dificuldade (CD) maior. A habilidade pode ser usada duas vezes a cada descanso longo.
Por outro lado, a subclasse não é mais escolhida no nível 1, e sim no 3, para ficar igual às outras classes do livro.
A característica Fonte de Magia permanece, oferecendo pontos de feitiçaria como antes.
A diferença aqui é a habilidade Metamágica, que agora o Feiticeiro tem acesso no nível 2 em vez do 3. Além disso, as opções de Metamagia foram melhoradas e o jogador pode trocar suas escolhas a cada vez que avançar um nível.
Também vale reforçar que o Feiticeiro pode escolher mais quatro opções enquanto evolui: duas no nível 10 e duas no 17. Na 5ª edição ele podia pegar apenas uma em cada um desses níveis.
Nível 03
O Feiticeiro agora deve escolher sua subclasse no nível 3 e terá novas habilidades nos níveis 6, 14 e 18, de acordo com sua escolha. Vamos falar mais sobre as opções ao final deste texto.
Nível 04
O Feiticeiro pode escolher um incremento de atributo ou um talento neste nível e novamente nos níveis 8, 12 e 16.
Nível 05
Aqui temos outra novidade de D&D 5.5e: a Recuperação Feiticeira. Ao completar um descanso curto, o Feiticeiro pode recuperar alguns Pontos de Feitiçaria gastos.
Isso só pode ser feito uma vez a cada descanso longo, mas é uma ótima forma de aproveitar realmente seus Pontos de Feitiçaria sem se preocupar em economizá-los para algum combate mais perigoso que pode nem acontecer.
Na 5e havia uma habilidade parecida, mas apenas no nível 20. Então esta é uma mudança marcante.
Nível 07
Mais uma novidade para o novo Feiticeiro em D&D. Agora, quando tiver gasto seus dois usos de Feitiçaria Inata, ele ainda pode ativá-la gastando 2 Pontos de Feitiçaria.
Além disso, sempre que a Feitiçaria Inata estiver ativada, o Feiticeiro pode usar duas de suas opções de Metamagia em cada feitiço conjurado.
Nível 19
Pulamos para o nível 19 porque as novidades dos níveis anteriores são talentos, incrementos de atributos, características de subclasses e novos usos de Metamágica — todos elementos que já mencionamos.
Agora, no 19, há uma novidade importante: o Feiticeiro pode escolher uma Dádiva Épica, que é um talento especial e mais poderoso do que os outros.
Nível 20
O nível mais alto do novo Feiticeiro em D&D é totalmente diferente de sua contraparte de 2014. A nova habilidade, Apoteose Arcana, potencializa a característica Feitiçaria Inata.
Agora, sempre que ela estiver ativa, o Feiticeiro pode usar uma opção de Metamagia por turno sem gastar Pontos de Feitiçaria para isso.
As subclasses do novo Feiticeiro em D&D
Na nova edição de D&D, lançada em 2024, todas as classes já têm quatro subclasses no Livro do Jogador. Isso beneficiou bastante o Feiticeiro, que só tinha duas.
Além das subclasses que já existiam em 2014 — Feitiçaria Dracônica e Feitiçaria Selvagem —, ele ganhou outras duas: Feitiçaria Aberrante e Feitiçaria Mecânica (ambas já existiam na 5e, lançadas no suplemento Caldeirão de Tasha).
Essa opção Lovecraftiana, repleta de elementos psíquicos e de horror cósmico, manteve-se bem parecida com a versão existente, com algumas alterações.
Para começar, a habilidade Fala Telepática, do nível 3, não é mais interrompida se o Feiticeiro for incapacitado ou morto.
As Magias Psiônicas, também do 3, não podem mais ser substituídas por magias de Adivinhação ou Encantamento das listas de magias de Feiticeiro, Bruxo ou Mago.
Já a Feitiçaria Psiônica, do nível 6, continua dispensando componentes verbais, somáticos e materiais — mas agora isso não funciona quando os materiais tiverem um custo especificado.
As outras habilidades seguem muito parecidas.
Feitiçaria Dracônica
O tradicional Feiticeiro com sangue de dragão agora está ainda mais poderoso, com 10 magias adicionais que o personagem vai ganhando ao subir de nível — incluindo Sopro de Dragão.
O cálculo de Classe de Armadura da habilidade Resiliência Dracônica também mudou. Em vez de ser 13 + modificador de Destreza, ele passou a ser 10 + mod. de Destreza + mod. de Carisma. Considerando que Carisma tende a ser a habilidade mais forte de um Feiticeiro, foi uma boa troca.
A subclasse também dá acesso à magia Invocar Dragão que pode ser usada uma vez sem precisar do componente material e até sem espaço de magia. E, o melhor: o Feiticeiro pode modificá-la para não exigir concentração (o que diminui seu tempo de duração).
Feitiçaria Mecânica
Segue muito parecida com a versão do Caldeirão de Tasha, com a alteração de que as Magias Mecânicas não podem mais ser substituídas por magias de Abjuração ou Transmutação das listas de magias de Feiticeiro, Bruxo ou Mago.
Além disso, a habilidade Restaurar Equilíbrio agora está vinculada ao modificador de Carisma em vez do bônus de proficiência.
Feitiçaria Selvagem
Uma Feiticeira de Feitiçaria Selvagem – Wizards of the Coast
Esta subclasse também é tradicionalíssima e teve mudanças relevantes. A tabela de efeitos do Surto de Magia Selvagem mudou bastante e foi reorganizada, mas os efeitos ainda são semelhantes aos que existiam em 2014.
Os surtos agora são ativados ao rolar um 20 e não um 1, e também quando o Feiticeiro usa a habilidade Marés do Caos.
A característica Distorcer a Sorte, que pode favorecer aliados ou prejudicar adversários, ficou mais barata — custando 1 Ponto de Feitiçaria em vez de 2.
Por fim, há uma habilidade totalmente nova no nível 18 chamada Surto Controlado. Com ela, uma vez por dia você pode ativar automaticamente um Surto de Magia Selvagem e escolher o efeito entre as opções da tabela.
Saiba mais sobre D&D 5.5e
Isso é o que há de interessante no novo Feiticeiro em D&D. Mas há ainda 11 outras classes e muitas outras novidades na edição 5.5e de Dungeons & Dragons.
Essa fase conta com os novos livros: Livro do Jogador, Guia do Mestre e Manual dos Monstros. Entenda mais sobre a mudança:
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