Shadowrun Sexto Mundo – Resenha

Shadowrun Sexto Mundo é a nova edição de um dos jogos de interpretação na temática cyberpunk mais populares de todos os tempos.

Atualmente está em processo de financiamento coletivo pelo catarse, você pode conhecer o projeto, e apoiar, clicando aqui.

 É um jogo de RPG futurista, com um cenário próprio, inclusive um muito interessante, o nosso mundo!

Isso mesmo, Shadowrun Sexto Mundo e todos seus antecessores tratam de uma terra distópica, onde a magia retornar e adormece, em ciclos milenares, e agora ela está desperta e muito ativa.

Dragões comandam grandes nações o megacorporações e você, bom, você é o óleo sujo e gasto que faz as engrenagem do mundo moderno girarem.

O livro básico possui 350 páginas coloridas e ricamente ilustradas, menos que seu antecessor, porém sem perder em nada o detalhamento e qualidade do livro.

A qualidade segue o padrão da New Order e da Paizo, tão conhecido por suas publicações mais ilustres como Pathfinder 2ª Edição, Shadowrun, Nação Pirata, Conan e tantos outros.

No livro básico de Shadowrun Sexto Mundo você encontra tudo o que precisa para criar sua campanha cyberpunk. O livro possui regras completas de criação de personagens, táticas de batalha, magias, perícias e talentos, além de muita história sobre como o mundo se tornou o que é.

Criação de personagens

Para quem está habituado a criar fichas em Shadowrun 5ª Edição, em Shadowrun Sexto Mundo, vai se sentir em casa.

Quem jogou Shadowrun Anarchy sem jogar seus predecessores vai se sentir um pouco perdido, porém os conceitos continuam, já as regras são mais complexas.

Por exemplo, em Anarchy, temos personagens criados com base em conceitos, já em Shadowrun Sexto Mundo, temos muito, quase tudo, das regras da 5ª edição.

Contudo achei o processo de criação de personagem em Shadowrun Sexto Mundo mais simples do que na sua versão anterior, o que é ótimo, já que a complexidade desse processo é visto como um ponto negativo.

Mas vamos ver alguns detalhes abaixo.

Raças

Em Shadowrun Sexto Mundo temos as mesmas raças básicas do seu predecessor, elas são:

  • Anões – Homo Sapiens pumilionis
    Altura média: 1,2 metros
    Peso médio: 54 kg
    Orelhas: Levemente pontudas
    Conhecidos por: Tamanho pequeno; atarracados; perseverança

  • Elfos – Homo Sapiens nobilis
    Altura média: 1,9 metros
    Peso médio: 80 kg
    Orelhas: Pontudas
    Conhecidos por: Porte esguio e ágil; ser atraentes e saber disso

 

  • Humanos – Homo Sapiens sapiensAltura média: 1,75 metros
    Peso médio: 78 kg
    Orelhas: Redondas
    Conhecidos por: Tamanho médio; porte médio; se enlouquecer porque algumas pessoas não se encaixam nas suas médias

  • Orks – Homo Sapiens robustus
    Altura média: 1,9 metros
    Peso médio: 128 kg
    Orelhas: Pontudas
    Conhecidos por: Físico grande e poderoso; presas; ser constantemente vistos como forasteiros

  • Trolls – Homo Sapiens ingentis
    Altura média: 2,5 metros
    Peso médio: 300 kg
    Orelhas: Levemente pontudas, geralmente oculta pelos chifres
    Conhecidos por: Ser grandes pra caralho e ter chifres.

Conceitos e Especializações

Além de escolhes sua raça, você deve montar seu conceito e especialização, contudo vale lembrar que, em Shadowrun Sexto Mundo, tudo é possível.

Nesse sentido, você não encontrará classes pré-definas, como, por exemplo, o mago ou o guerreiro.

Na verdade até encontra, são os arquétipos de personagens e os quatro conceitos básicos, que são:

  • Especialista arcano – em resumo, esse é o cara da bola de fogo. Se ele estiver no seu grupo, você não vai querer que ele morra, porém se ele estiver contra você, sugiro tirar ele primeiro da jogada;
  • Face – você quer entrar em uma mega-corp? Quer conseguir aquela arma irada? E tudo isso sem derramar sangue? Essa é a pessoa que você quer com você.
  • Samurai Urbano – Quer as mesmas coisas que com o Face, mas não tá nem aí para a discrição? Esse é o seu cara. Tiro, torrada e bomba, além de muita gente perdendo partes do corpo.
  • Especialista em Tecnologia – Quer o mesmo que antes, mas sem precisar sair do lugar, esse é seu tipo de pessoa. Seja hackeando ou fundindo seu pensamento as máquinas, essa é a pessoa que consegue.

Perícias, Talentos e Equipamentos

Em seguida de você escolher sua raça, montar seu conceito, bem como definir seu papel na história, você deve escolher perícias, talentos e equipamentos.

Há várias perícias disponíveis, contudo mais resumidas do que na quinta edição. Talentos são diversos, que apimentam e completam seu personagem, tirando dele aquela cara de papel rabiscado, dando vida e peculiaridades.

Comprar equipamentos em Shadowrun Sexto Mundo, é uma maldição menor do que na sua versão anterior, as coisas ficaram um pouco mais rápidas, mesmo se seu personagem tem muito dinheiro.

Enfim, este é um parquinho a parte de todo o processo de criação de personagem, para você se divertir muito.

O Cenário

Esse é um tópico relativamente simples de se tratar, o cenário de Shadowrun Sexto Mundo é o nosso mundo, ponto.

Mas nós sabemos que não é bem assim, não é?

Seguindo quase a mesma linha dos seus antecessores, Shadowrun traz uma continuação do nosso mundo.

De acordo com o que é conhecido, nosso mundo está passando por um ápice de magia, é como uma montanha russa, por exemplo.

Existem altos e baixos, cada pico é considerado um “mundo”, uma versão do nosso atual.

Lembra das histórias de bruxas e magos, espadas mágicas como a Excalibur, elfos, anões, dragões?

Pois então, tudo verdade, porém era um dos ápices anteriores ao atual. Agora estamos no sexto ápice mágico, que foi marcado pelo ressurgimento dos dragões e com eles várias mutações genéticas retornaram.

Crianças começaram a nascer com orelhas pontudas e ossos muito leves, outras muito corpulentas e robustas, algumas com dentes caninos proeminentes, enfim, todo o tipo de seres mitológicos que você pode imaginar.

Sabe o que mais você pode imaginar? O caos, as guerras e a matança que veio com isso, se hoje em dia, do jeito que somos não aceitamos nossas diferenças, imagina com algumas pessoas descobrindo que poderiam lançar fogo pelas mãos.

Com o reaparecimento dos dragões, e da magia, estes dragões tomaram conta de muitos locais do mundo, guerras foram travadas e muitos seres morreram.

Shadowrun Sexto Mundo traz uma continuação para todo esse caos e nova hierarquia trazidos na quinta edição.

As pessoas descobriram que os grandes e onipotentes dragões também morrem…

Alguns estão morrendo, seja por idade, por terem sido derrotados, mas estão morrendo, o que dá lugar para outros tomarem esses tronos.

Qual vai ser a sua parte nessa história?

Por fim

Em conclusão a nossa resenha de Shadowrun Sexto Mundo posso dizer que, particularmente adoro este RPG, é meu segundo RPG do coração, começando com Pathfinder.

Shadowrun me ganhou no momento em que vi sua história, por exemplo, sem uma continuação da nossa realidade e por dar nomes científicos as raças fantásticas que estamos tão habituados.

Já vi outros RPGs que, meio que, dão continuidade a nossa realidade, mas esse aqui me ganhou nos detalhes e na riqueza da sua história.

Ele possui uma visão completamente diferente de tudo que já vi, tanto do cyberpunk quanto da fantasia, suas explicações e sua história fazem você pensar “poxa, isso realmente pode ser real, poderia acontecer a qualquer momento!”

Super recomento a comunidade RPGista, tanto aos veteranos quanto para iniciantes.

Vão em frente, uma nova realidade os aguarda!


Compre seus livros utilizando nosso cupom de desconto de 10% na Editora New Order!

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG não esqueça de apoiar pelo Padrim, pelo PicPay, pelo PIX e agora também no Catarse!

Assim, seja um patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos desde participar em mesas exclusivas em One Shot, grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG agora tem revista!

Apoie no Catarse pelo link abaixo.

Revista Aetherica

Ideias para Aventuras – Starfinder RPG

Neste post você encontrará três ideias para aventuras utilizando o sistema Starfinder RPG.

Starfinder RPG é um jogo de RPG futurista, que pode ser utilizado como sistema base para vários cenários, podendo o narrador adaptar desde livros que contenham esta temática ou criando cenários próprios, além de utilizar seu cenário próprio, o Mundos do Pacto.

Ele traz como base regras similares ao Pathfinder 1ª Edição ou melhor dizendo, ao sistema D20, mas com várias singularidades que fazem o sistema único, por mais que tenha fundamentos já vistos em outros RPGs.

Se interessou por Starfinder RPG? Então clica aqui e confere nossa resenha sobre este fabuloso sistema com seu livro jogo de mais de 500 páginas!

Ideias para aventuras

Abaixo coloco para vocês três ideias de aventuras, cada uma delas tem o nome e uma breve descrição da aventura.

O Indo Além contém, por exemplo, ideias de plotes twist e perguntas para dar ajudar no desenvolvimento da trama.

1ª – Sinal de socorro

O grupo recebeu um sinal de socorro na nave, um sinal que parece ser antigo, ele descreve a localização de uma nave cargueira, que está aos arredores de Eox.

Uma associação em particular contrata o grupo para ir ao local e resgatar que possa estar vivo na nave, devem trazer o máximo de informações.

A incursão se complica quando, na verdade, o sinal está sendo repetido ao longo dos anos e não há mais ninguém vivo no local, porém várias criaturas horrendas fizeram do local sua moradia.

Indo Além

Como o grupo recebeu esse sinal?

Que associação contratou o grupo?

Quais são suas reais intenções?

O que está na nave cargueira?

E se, ao chegar na nave, adentrando seu interior, os aventureiros se deparam com uma praga de mortos vivos, agora eles precisam sair de lá, mas e o sinal de socorro?

2ª – Caçadores caçados

O grupo encontra sua nave destruída, com um símbolo de uma gangue pichada em uma peça de metal menos danificada.

Os aventureiros vão atrás de informações sobre o símbolo, afinal, eles o levarão para justiça, ou farão sua vingança.

A incursão se complica quando o grupo descobre que este não foi um evento isolado, mas que alguém contratou uma gangue para eliminá-los, de qualquer forma possível.

Indo Além

Quem contratou essa gangue?

Foi realmente essa gangue que fez o atentado ou foram incriminados?

O que o grupo fez para ter deixado alguém tão bravo?

E se, quem contratou a gangue, foi a última pessoa que o grupo prestou serviço? A fim de eliminar evidências ou mesmo testemunhas?

3ª – O fim do mundo

O grupo recebe informação de uma relíquia pré-deriva, localizada em Aballon, que pode conter informações sobre a existência antes da Lacuna.

A sociedade Starfinder decide contratar o grupo. Eles devem recuperar e trazer o item para a Estação Absalom, sobretudo mantendo-o intacto.

A incursão se complica quando o grupo descobre que não são os únicos em busca desse artefato.

Indo Além

O que é esse artefato?

Qual seu tamanho e quais são as dificuldades em movê-lo?

Há armadilhas no local onde ele se encontra?

Quem mais está atrás deste artefato e quais são suas intenções com ele?

E se, ao invés de ser uma artefato contendo conhecimento, ele, por exemplo, for um grande explosivo, capaz de causar a destruição do Sol e com isso, de toda a vida no sistema?

Por fim

E aí?

O que achou desses exemplos de ideias para aventuras usando Starfinder RPG, para você usar nas suas aventuras?

Elas podem ser usadas como one shots ou mesmo campanhas, vai da sua criatividade.

 


Compre seus livros utilizando nosso cupom de desconto de 10% na Editora New Order!

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG não esqueça de apoiar pelo Padrim, pelo PicPay, pelo PIX e agora também no Catarse!

Assim, seja um patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos desde participar em mesas exclusivas em One Shot, grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG agora tem revista!

Apoie no Catarse pelo link abaixo.

Revista Aetherica

Tiberius Blackhawk – Abdução – Starfinder RPG – NPCS

Blackhawk é um personagem criado pelo nosso patrono Jack para a campanha de Abdução do Movimento RPG, o sistema utilizado foi Starfinder RPG. Para saber como montar sua ficha neste sistema acesse nosso post com o guia de criação de personagem para Starfinder RPG!

Tiberius Blackhawk – Ilustra por Shadow

Blackhawk

Filho de militares, cresceu sempre cercado de amor e muita disciplina. Sua mãe, Claire, médica da corporação, decidiu encerrar a carreira ao engravidar, enquanto seu pai o tenente-coronel Louis McCoy, seguia ascendendo em sua carreira. Tiberius, ainda jovem, entrou para o exército, porém como programador.

Porém essa carreira não o fazia feliz. Logo abandonou a área administrativa para entrar em campo. Treinou para se tornar atirador de elite, mas com o tempo acabou descobrindo sua verdadeira paixão: ser piloto!

Aos 28 anos, resolveu recomeçar sua carreira e 4 anos mais tarde, estava entre os mais habilidosos de sua turma. Foi quando começaram suas missões de incursão a outros planetas, todas sendo um enorme sucesso, mesmo ele ainda não tendo muita experiência.

E foi exatamente essa falta de experiência que o levou ao dia mais difícil de sua vida. Certa vez, enquanto o resto do seu esquadrão estava fora em outras missões (alguns em combate, outros apenas em missões
corriqueiras), o general James o convocou com urgência, pois havia recebido uma mensagem com um pedido de resgate do pelotão que estava num planeta hostil. Neste pelotão estava seu pai, o agora coronel McCoy.

A missão

A missão, apelidada de “Blackhawk”, uma missão que seria simples, “apenas” um vôo furtivo de reconhecimento de pontos estratégicos de futuros ataques, deu errado quando a informação vazou e a nave foi abatida. Durante 3 dias eles sobreviveram aos ataques e finalmente conseguiram se comunicar com nossa base.

O ideal não seria o próprio filho ir nessa missão, mas não havia outro jeito. Qualquer minuto a mais poderia significar a morte de mais soldados. Contando com o vazamento de informação, partimos em 2 naves. Uma que seria a “isca” e eu ficaria encarregado do resgate em si. Somente o general sabia que eu também iria na missão.

Porém, de alguma forma, minha presença foi descoberta, e o resgate foi se complicando. Consegui pousar a nave, com o apoio aéreo da “nave isca” e fomos evacuando os soldados acuados. Entre tiros e explosões, meu pai decidiu, para conseguir salvar os outros soldados, ficar e atrasar os inimigos, para que os outros conseguissem embarcar.

A última coisa que conversamos pelos comunicadores, fui eu querendo ficar e ajudá-lo e ele brigando comigo e dizendo que um verdadeiro soldado, independente de patente, pensa no bem do batalhão. A última coisa que vi enquanto partia, entre a poeira das explosões e tiros, foi um último aceno… Foi o dia mais difícil da minha vida, e a coisa não ficou mais fácil quando cheguei em casa e reencontrei com minha mãe.

Depois dessa missão, realmente entendi o que é ser parte de um batalhão, esquadrão ou o que quer que seja. Cedo ou tarde, a função requer sacrifícios, e você o fará, não por ser um herói ou ter muita coragem, mas simplesmente porque muitas vidas dependerão disso, e porque é a coisa
certa a fazer.

Como interpretar Blackhawk

Blackhawk é uma pessoa que, apesar de não muito velha, carrega um certo peso pela perda do pai em missão. Não tem muito senso de humor e devido ao seu cargo de piloto e sniper, é frio, calculista e paciente (em suas missões, mas não com gente estúpida ou “espertinhos”).

Mote

Na guerra, as vezes decisões impensáveis devem ser tomadas, e a segurança do grupo deve
vir na frente da segurança do indivíduo.

Frase

O que alguns chamam de loucura, eu chamo de “pilotagem arrojada”!


Clique Aqui para Baixar a Ficha de Personagem de Blackhawk
para Starfinder RPG

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG não esqueça de apoiar pelo Padrim, pelo PicPay, pelo PIX e agora também no Catarse!

Assim, seja um patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos desde participar em mesas exclusivas em One Shot, grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Bestiário 2 e Segredos da Magia – Financiamento Coletivo – Pathfinder RPG 2ª Edição

Começou o financiamento coletivo dos livros Bestiário 2 e Segredos da Magia, suplementos oficiais de Pathfinder RPG 2ª Edição.

Apoie o financiamento coletivo no Catarse clicando abaixo.

SEGREDOS DA MAGIA E BESTÍARIO 2

Se você não sabe o que é Pathfinder 2 RPG,  ele é um jogo de fantasia medieval, o sucessor do aclamado “oponente” do D&D,  que está na sua 5ª versão.

Pathfinder utiliza regras baseadas no sistema d20, contudo cheio de regras únicas.

Além disso, Pathfinder bateu alguns recordes no Brasil, como maior financiamento de um RPG estrangeiro e de maior financiamento coletivo de suplementos de RPG.

Sobre Segredos da Magia e Bestiário 2

Esses são livros oficiais, para serem utilizados em conjunto com o livro básico, você precisa de Pathfinder RPG 2ª Edição para utilizar estes suplementos.

O livro Segredos da Magia possui 256 páginas, ilustradas, que traz novidades, como as classes convocador e magus, centenas de magias novas e vários arquétipos.

Segredos da Magia traz novidades para possibilitar heróis que combinam poder mágico com proeza marcial.

Bem como centenas de novas magias para todas as classes conjuradoras, itens mágicos e textos detalhados sobre a estrutura fundamental e as teorias da magia.

Além disso, há uma seção especial no livro, o Livro da Magia Ilimitada, nele você terá novos métodos de conjuração,  tais como:

Elementalismo, geomancia, magia das sombras, magia rúnica e até mesmo magia pervasiva para dar a todo lugar e criatura no jogo algum aspecto mágico!

Já o livro Bestiário 2, conta com mais de 300 páginas, todas repletas de novos monstros. Incluindo todo tipo de celestiais, ínferos e monitores, catoblepas, uma horda de fadas malignas, dragões primais, tanes e inúmeros mortos-vivos.

O Bestiário 2 inclui mais de 350 novos monstros e criaturas, possui listas detalhadas de monstros por nível, tipo e raridade, regras universais de monstros para simplificar ataques especiais, defesas e qualidades como atracar, engolir inteiro e regeneração.

Além disso, ele possui barras laterais com informações adicionais sobre os aliados e adversários mais populares de Pathfinder!

Sobre o financiamento coletivo

Começou o financiamento coletivo dos suplementos oficiais de Pathfinder RPG 2ª Edição, primeiramente, você encontra, como meta base, os livros Bestiário 2 e Segredos da Magia.

Esta é mais uma parceria da parceria da New Order Editora com a Paizo.

Para a publicação dos dois livros, a meta base é de R$ 70.000,00 e em poucas horas de financiamento já passou de 20%!

De acordo com a New Order, a editora aumentou sua equipe, dessa forma, a previsão de entrega de entrega é para ser mais rápida que o financiamento anterior.

Contudo, devido aos casos de pirataria, os PDFs da meta base serão liberados após a conclusão do financiamento, para todos os apoiadores que tiverem direito.

A New Order informou que as metas extras  alcançadas, serão disponibilizadas, tanto em PDF quanto em formato físico, em setembro/2022.

Possibilidades de Apoio

Abaixo você confere uma tabela com dos os apoios e recompensas deste financiamento coletivo.

Além disso, você pode comprar vários outros livros da parceria Paizo/New Order Editoria, tais como:

Apoiou com R$ 220 ou mais você leva Livro Básico de Pathfinder RPG 2ª Edição.
Por o R$ 180 você leva o Bestiário 1, para completar a sua coleção.
Há vários outros livros disponíveis para você não perder a chance de completar sua coleção.
Além disso, você que não adquiriu seu livros no financiamento coletivo anterior, onde havia o Starfinder RPG livro básico, o Arquivo Alienígena, Escudo do Mestre, entre outros, você pode adquiri-los agora!
Dessa forma, por R$ 180 você leva Livro Básico de Starfinder RPG.

E, por exemplo, se você apoiar com R$ 170 você Starfinder: Mundos do Pacto, que acabou de ser financiado.

Por fim

Se você gosta de Pathfinder RPG, um clássico das mesas e quer se aprofundar mais, apimentar mais sua mesa, não perca tempo,  este é o seu financiamento!

Então corre lá e garante a sua cópia, seja digital ou impressa.

E não deixe de apoiar, pois quanto mais financiamentos coletivos obtiverem sucesso no Brasil, mais incentivamos as editoras a quererem lançar conteúdos em português para podermos nos divertir neste nosso hobby!

 


Compre seus livros utilizando nosso cupom de desconto de 10% na Editora New Order!

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG não esqueça de apoiar pelo Padrim, pelo PicPay, pelo PIX e agora também no Catarse!

Assim, seja um patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos desde participar em mesas exclusivas em One Shot, grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG agora tem revista!

Apoie no Catarse pelo link abaixo.

Revista Aetherica

Tales of Xadia: The Dragon Prince RPG será lançado em Março!

Tales of Xadia: The Dragon Prince Roleplaying Game é um jogo de RPG, baseado na série de fantasia animada da Netflix, ganhadora do Daytime Emmy (que é um prêmio americano em reconhecimento à excelência na programação da televisão diurna).

O livro já tem data marcada para lançamento em inglês, dia 29 de março, e já está com possibilidade de compra antecipada.

Além disso, o site da desenvolvedora possibilita acessar antecipadamente as regras básicas do jogo e alguns personagens já prontos, por meio do playtest.

Confira a matéria, em inglês, clicando aqui!

Já o playtest antecipado você confere no link abaixo.

Confira o playtest aqui!

Caiu aqui de paraquedas e não sabe o que é RPG?

Confira também nossa matéria sobre o que é esse hobby.

Tales of Xadia: The Dragon Prince

Tales of Xadia: The Dragon Prince ou, na tradução apresentada pela Netfilx, O Príncipe Dragão, é uma série de fantasia animada, atualmente na sua 3 temporada, já com a 4ª temporada confirmada, mas sem data de lançamento divulgada.

De acordo com o site Omelete, o co-criador Aaron Ehasz (Avatar: A Lenda de Aang), confirmou uma quinta, sexta e sétima temporada, porém sabe lá Deus para quando.

Porém, sabemos que a Netflix tem o péssimo hábito de não deixar séries avançarem mais do 3 ou 4 temporadas, assim, é esperar para ver.

A série traz o continente fantástico de Xadia, onde toda a magia, e seres mágicos, vem ou tem ligação com seis elementos primordiais, que são o Sol, a Lua, as Estrelas, a Terra, o Céu e o Oceano.

Contudo os humanos não podem utilizar ou se conectar a essa magia primordial, foi quando descobriram a magia sombria. Sua fonte é a energia vital dos seres vivos.

Os humanos então foram expulsos de Xadia pelos dragões e pelos elfos, após terem assassinado o rei dragão e, teoricamente destruído seu único ovo. Dessa forma, foram enviados para outro continente, criando os cinco reinos humanos.

Algo muito interessante na série é a abordagem de temas importantes como o homossexualismo e aceitação. Esses temas não são jogados de qualquer forma e sem contexto, são trabalhados junto da construção dos personagens.

Ao passo que vamos conhecendo os personagens e nos afeiçoando, vamos descobrindo mais sobre eles e com isso estes temas tão importantes são abordados de forma natural.

Sobre o livro de RPG

Tales of Xadia: The Dragon Prince RPG usa regras práticas e rápidas tanto para a construção de personagem, quanto no decorrer do jogo.

O sistema é focado em narrativa por características e arquétipos, fazendo a construção do personagem e da história algo intuitivo e prático.

Além disso, as mecânicas de jogo usam um sistema de pool de dados muito simples, em que você pode adicionar dados ou diminuir dados, para melhorar suas chances. O sucesso ou falha é decidido por meio de uma comparação do seu resultado contra o resultado do seu adversário.

O jogo utiliza dados de quatro, seis, oito, dez e doze lados, isso desde a construção do personagem, nos atributos, como cada característica possui um dado específico.

Tales of Xadia traz uma mecânica narrativa centrada nos jogadores, em que todas as escolhas influenciam na história, trazendo suporte de poderosos aliados ou despertando perigosos inimigos.

Nesse sentido, o livro traz os “Catalysts”, que são personagens, normalmente NPCs, de grande valor e significância, os quais seus crescimentos mudam de acordo com as ações dos jogadores, fazendo com que estes sejam poderosos aliados ou inimigos para virar o jogo em um momento oportuno.

Sobre Xadia

Tales of Xadia, traz o foco da história no continente de Xadia, uma terra a muito dividida por guerras. De um lado os humanos, do outro os seres místicos, elfos e dragões, por exemplo.

O oeste ficou com os humanos, com suas fronteiras fortemente guardadas pelos elfos e por dragões. Contudo, as seis formas primordiais da magia ainda conectam todos.

Assim, os jogadores poderão ser humanos ou elfos, jogando com ricos backgrounds que são utilizados em jogo para obterem seus sucessos.

Mecânicas de jogo

Tales of Xadia usa regras próprias da Cortex, com dados de quatro, seis, oito, dez e doze lados. O padrão destas rolagens é você escolher dois ou mais resultados. ver a soma e comparar com o desafio ou pool do adversário.

Esta matemática avançada é utilizada nos testes, nos embates e desafios.

Traits

Todos os personagens de Tales of Xadia, desde jogadores à NPCs são criados e descritos usando Traits (características ou traços)* e para cada um destes traits, um dado é atribuído.

Cada vez que você usar um trait para, por exemplo, escalar uma parede ou executar uma manobra mirabolante, você pega um dado específico de tantos lados como o descrito no trait e o adiciona a sua pool de dados.

Plot Ponts

Estes pontos são a forma dos personagens afetarem a história, através da rolagem de dados. Estes Plot points são usados para permitir que você tenha mais dados para em uma determinada pool.

Contudo o narrador também pode usar Plot points, de uma maneira similar aos jogadores, o que torna as coisas, no mínimo, interessantes.

Criação de personagens

Assim como em qualquer RPG, a criação de personagens é um processo crucial para você manter o foco e saber o que está fazendo, além de como fazê-lo.

Em Tales of Xadia além dos necessários pontos ou dados em atributos etc, o foco principal é a narrativa, por isso você tem um Character Journal, que é basicamente a sua ficha e suas características, bem como, será o local onde você fará as anotações da sua aventura, como jogador.

Character Journal

Conforme dito antes, seu Character Journal é o local onde você anotará estatísticas vitais, bem como traços de personalidade e informações importantes do seu progresso na sua campanha em Xadia.

Dessa forma, neste local, você anotará também os Traits, incluindo seus relativos dados, seus atributos e todas as informações pertinentes ao personagem como, por exemplo, equipamentos, pessoas encontradas na viagem etc.

Attributes

Os personagens, tanto dos jogadores bem como do mestre, possuem atributos. Cada atributo recebe um dado correspondente, dentro das regras específicas do jogo. Este dado corresponde a sua habilidade ou preparo inato neste atributo.

Por exemplo, um personagem muito forte poderia ter um d12 em força, mas um d6 em inteligência.

Os atributos em Tales of Xadia não fogem muito do que já conhecemos, os quais são:

  • Agility: Literalmente sua agilidade, sua coordenação motora para, por exemplo, mirar, ter equilíbrio ou ser furtivo.
  • Awareness: Sua habilidade natural de perceber o que acontece a sua volta, tanto material quanto as intenções das pessoas.
  • Influence: Determina o quão influente você é, ele influencia sua presença e persuasão.
  • Intellect: Simples e direto, sua inteligência, determina sua capacidade de estudar, aprender, se lembrar entre outras coisas inteligentes.
  • Spirit: Sua perseverança e força de vontade, sua determinação vem daqui.
  • Strength: Este atributo determina se você consegue abrir o pote de pepino ou não. É sua força física e constituição.

Values

Neste ponto da criação do seu personagem você deverá escolher o que o guia nas trevas de Xadia, qual seu foco e valores.

Agora você define o que realmente importa para o seu personagem.

Tales of Xadia: The Dragon Prince Roleplaying Game lhe oferece alguns guias, no total de seis, neles você, de acordo com as regras de criação de personagem, coloca valores de dados, do d4 até o d12, para demonstrar o quanto seu personagem preza por este valor em específico.

Por exemplo você pode colocar um d10 em Liberty e ter um d4 em Glory.

Estes dados também serão somados, dependendo da situação, na sua pool de dados para determinados momentos.

Além disso, cada dado atrelado ao Value em específico, lhe dá uma descrição de como o seu personagem se sente ou pensa sobre esta determinada característica.

Os valores apresentados em Tales of Xadia: The Dragon Prince Roleplaying Game são:

Devotion

Aqui você tem representada sua fé, seu dever e lealdade. Você é motivado por laços de lealdade e, talvez, também amor pelos outros.

Glory

Fama, fortuna e deixar o seu legado. Você deseja obter a glória eterna, a justa recompensa e o desejo de ser lembrado por seus feitos.

Justice

Manter o equilíbrio e fazer o que é certo. Você luta contra o mal, contra a injustiça, essa é a sua motivação.

Liberty

Opressão e autoritarismos são coisas que você luta constantemente contra. Assim manter a liberdade, a autonomia e independência é seu ideal.

Mastery

Ir além dos seus limites, vencer barreiras, você vive para isso. Controlar e tirar o melhor de você mesmo é uma necessidade, assim como respirar.

Truth

A verdade vos libertará. Você acredita nisso como acredita que o sol nasce no outro dia. Encontrar a verdade, não importa como. Buscar os fatos e o conhecimento é essencial para você.

Ferramenta online

Tales of Xadia traz também, em parceria com a Cortex e a Fandom, ferramentas online. Assim você experimenta uma grande imersão ao mundo de Xadia.

Dessa forma, com o auxilio da ferramenta online, você foca no jogo ao invés de procurar alguma regra no livro, quebrando o clima daquele momento. A ferramenta online faz o jogo fluir mais rápido, mais divertido.

Além disso, o jogador mantem todo o registro do Character journai e ficha do personagem de forma online. Dessa forma, reduzindo o perigo do, por exemplo, “esqueci a ficha” ou do “eu tenho, só não tá anotado”

Por fim

Posso dizer que fiquei animado com esse lançamento, porém, sabendo como o mundo gira, este RPG sendo lançado agora, demorará um tempo até que uma editora brasileira consiga lançar sua versão PT-BR, se for lançado algum dia.

A série animada O principe Dragão faz muito sucesso na Netflix, e trazer isso para o universo do RPG o engrandece ainda mais.

Agora é aguardar o lançamento dia 29 de março e para termos maiores detalhes, além de novas imagens desse lançamento!

* Tradução do autor.


Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG não esqueça de apoiar pelo Padrim, pelo PicPay, pelo PIX e agora também no Catarse!

Sendo assim seja um patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos, bem como participar da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG agora tem revista!

Apoie no Catarse pelo link abaixo.

Revista Aetherica

Classes Sociais no RPG – Aquela Regra da Casa

Você utiliza classes sociais em seus jogos de RPG? Para alguns RPGs, D&D, por exemplo, não há regras para isso, mas e se tivesse?

A maioria das pessoas já utilizou RPGs baseados no sistema d20, como o próprio D&D, Pathfinder, entre outros, e se depararam com o momento de comprar equipamentos.

E nesse ponto viram a tabela que indica a quantidade de recursos iniciais baseada em cada classe, onde magos ganham poucos recursos e guerreiros tem bons recursos iniciais, para conseguir comprar seu escudo e espada.

E se o guerreiro fosse simplesmente um homem livre ou ex-servo, que limpa terrenos para comprar o pão de amanhã?

Concordo que se sua aspiração é vir a ser um guerreiro, ele guardará todo o centavo que conseguir para chegar ao ponto de comprar os seus tão sonhados equipamentos iniciais, porém essa jornada seria muito mais trabalhosa e longa.

Isso não implicaria no histórico desse personagem?

Ter de trabalhar horas e horas sem descanso, para juntar a grande quantia de recursos que um guerreiro ganha inicialmente exige que o jogador explique isso no histórico.

A história de que ele tem 18 anos e resolveu começar sua jornada um belo dia, porque seus pais foram assassinados por uma tribo de orcs já não cola, não acha?

Classes sociais no RPG?

Classes sociais existem em nossa realidade até hoje, porém eram muito presentes no período do feudalismo e antes.

Nos jogos de RPG as mesmas existem amplamente, sendo utilizadas pelo narrador para descrever reis, rainhas, grandes comerciantes, normalmente pessoas que contratam os personagens para fazer algo que eles mesmos não querem fazer.

Porém os jogadores não tem a opção de utilizar, com benefícios e deveres, essas classes sociais, não há regras descritas nos RPGs mais comuns de fantasia medieval, como D&D ou Pathfinder.

Possibilitar que os jogadores também sejam, por exemplo, artífices ou comerciantes, contudo buscando uma vida de aventuras, enriquece tanto a história do personagem, como o envolvimento dos jogadores com a campanha, além de gerar bons ganchos para o mestre.

Dessa forma, o que proponho não é algo que ninguém nunca viu ou ouviu, classes sociais existem em qualquer jogo, principalmente com a temática medieval.

Neste post, com essa house rule, seus jogadores terão os benefícios e as consequências de serem de classes sociais distintas, fazendo com que incrementem os históricos dos personagens, além de permitir mais ganchos para o mestre utilizar.

Esta house rule eu criei baseadas na primeira edição de Tagmar, a minha primeira experiência no RPG.

Não conhece Tagmar? Ele está na sua versão 3.0.

Clica aqui e confere a resenha sobre esse RPG totalmente brasileiro!

Classes Sociais

Cada classe possui benefícios exclusivos, por exemplo o artífice ganha +2 nos testes de Ofício e Avaliação, demonstrando sua expertise.

Além disso, o jogador pode alterar sua classe social, empenhando tempo de estudo e prática de perícias.

Em termos de regra, o jogador pode aumentar sua classe social gastando pontos de perícia, conforme a tabela mais abaixo.

Isso demonstra que o personagem dedicou um tempo valioso trabalhando ainda mais arduamente, aos fins de semana ou a noite, e isso fez com que tivesse menos tempo, de preparo e estudo, para focar no que almeja, ser um guerreiro ou mago, digamos.

Ex.: Um personagem, rolando os dados, adquire, por exemplo, a classe social de pessoa livre, ele gasta os pontos de perícia e altera sua classe social para Pequeno Comerciante, demonstrando que através do seu árduo trabalho, conseguiu progredir em sua classe social, sob pena de seus estudos.

Lembrando que não é possível ter uma classe social maior que Alta Nobreza, visto que reis, por exemplo, são necessários em seus reinos e não saem caçando aventuras e dormindo no chão duro, ou em estalagens baratas.

Descrição das Classes Sociais.

Ex-Escravo

O personagem é um ex-escravo. Teoricamente ele é uma pessoa livre. Porém, sua antiga posição é reconhecida por sinais claros (tatuagens, marcas, etc.). Assim, ele sofre os estigmas de ter sido um escravo, exceto que não estará sendo procurado por fugir, uma vez que é livre, e não possui um senhor para lhe dar ordens ou confiscar suas posses.

Dessa forma, personagem soma +2 nos testes de arte da fuga e cura, como parte de seu tempo de escravidão, evitando ser pego em algum momento e cuidando de seus próprios ferimentos.

Ex-Servo

O personagem é um ex-servo de algum nobre. Ele é uma pessoa livre. Porém, sua antiga posição é reconhecida por traços claros de comportamento e vestimentas. Assim, ele sofre os estigmas sociais característicos dependendo do meio social a que estiver.

Nesse sentido, o personagem soma +2 nos testes de diplomacia e blefar, como parte de seu tempo de servidão.

Livre

O personagem é uma pessoa livre. Faz trabalhos para ganhar dinheiro, tanto por “empreitada” ou sendo funcionário de uma classe social comerciante.

Assim, o personagem soma +2 nos testes de conhecimento local (cidade onde mora ou região) e sentir motivação, como parte de seu tempo buscando e reconhecendo oportunidades de fazer dinheiro.

Pequeno Comerciante

O personagem é um pequeno comerciante. É preciso escolher uma profissão (mesmo não ganhando a perícia como sendo de sua classe de personagem) e sua mercadoria principal, a qual começará com um pequeno estoque (15 PO em mercadorias).

Dessa forma, ele pode ter herdado suas mercadorias de seus pais ou tê-las adquirido durante sua caminhada. Bem como tem contato com um fornecedor de suas mercadorias principais (a escolha do jogador). Contudo o mestre deve criar esse fornecedor como um Personagem do Mestre e reservá-lo para aparições ocasionais.

Além disso, o personagem ganha +2 nos testes de Profissão e Avaliação que envolvam sua mercadoria principal.

Artífice

O personagem é um artífice e tem uma especialidade em ofícios a escolha do jogador, mesmo não ganhando a perícia como sendo de sua classe de personagem.

Assim, ele tem acesso a uma oficina e ferramentas complexas (não próprias) em alguma cidade ou vilarejo para trabalhar no objeto de seu emprego (forjas, estaleiros, curtumes, etc.). Bem como tem contato com um comerciante para quem fornece mercadorias pelo preço padrão. O mestre deve criar esse comerciante como um Personagem do Mestre e reservá-lo para aparições ocasionais.

Bem como, o personagem ganha +2 nos testes de Ofício e Avaliação que envolvam fabricação ou restauro do objeto de seu emprego de artífice.

Grande Comerciante

O personagem herdou ou criou uma pequena fortuna e uma grande influência como comerciante de uma mercadoria específica, a critério do jogador. Dessa forma, ele precisa escolher uma profissão (mesmo não ganhando a perícia como sendo de sua classe de personagem) e sua mercadoria principal. Nesse sentido, ele é muito influente em uma guilda regional e tem conhecimento de rotas comerciais, comerciantes legalizados e itens que podem ser encontrados em sua área de abrangência (em geral um reino inteiro).

Nesse sentido, o personagem deve possuir uma tenda de comércio em algum lugar de uma cidade média ou grande, na qual ele não precisa trabalhar diretamente. O serviço lhe rende 10 moeda de prata por semana, já descontados todos os custos, mas ele precisa ir até o local resgatar o pagamento.

Além disso, o personagem também tem acesso a qualquer item mundano vendido em sua área de abrangência com 10% de desconto (além dos possíveis descontos oriundos de uma boa negociação).

Baixa Nobreza

O personagem é um cavaleiro real, um barão ou um visconde. Ele herdou esse título de seus pais por ser o primogênito ou o conquistou por algum feito que tenha realizado no passado.

Nesse sentido, o título de nobreza dá direito a possuir um brasão que o identifica como nobre. Assim como, o título vem acompanhado de propriedades e vassalos da extensão de um vilarejo no interior de um reino (pessoas livres que lhe pagam impostos). Além disso, os impostos lhe garantem uma renda semanal de 20 moedas de prata.

Assim, seu título garante que você faça testes de diplomacia e intimidação com bônus de +2 contra todas as Pessoas Livres, Comerciantes e Baixa Nobreza do seu reino e pela Baixa Nobreza de outros reinos. Assim como você é a autoridade máxima em sua cidade quando o monarca não está presente.

Alta Nobreza

O personagem é um conde, um marquês, um duque ou detém algum outro título equivalente. Dessa forma, ele herdou esse título de seus pais por ser o primogênito ou o conquistou por algum grande feito que tenha realizado no passado.

O título de nobreza lhe dá direito a possuir um brasão que o identifica como nobre. Além disso, o título vem acompanhado de propriedades e vassalos da extensão de uma cidade em qualquer lugar de um reino (interior, fronteiras ou litoral). Bem como, os impostos pagos pelos seus súditos lhe garantem uma renda semanal de 2 moedas de ouro, contudo você precisa estar nas suas terras para coletar estes recursos.

Do mesmo modo que seu título garante que você faça testes de diplomacia e intimidação com bônus de +2 contra todos os habitantes do seu reino e pela Baixa ou Alta Nobreza de outros reinos. 

Além disso, você é a autoridade máxima em sua cidade quando o monarca não está presente e detém certa autoridade em todas as outras cidade do mesmo reino.

Pondo em prática

Para tornar o uso desta regra mais justa, em termos de obter seus benefícios, segue uma tabela abaixo.

Primeiramente você encontra o valor correspondente ao resultado do dado que tirar, logo após há a classe social para o resultado adquirido.

Agora, na coluna seguinte você encontra o custo em pontos de perícia necessários para melhorar sua classe, assim como o rendimento específico e um valor médio, caso queira escolhê-lo ao invés de lançar os dados.

Assim, role 1d20 e. em seguida, veja o resultado na tabela.

Resultado Classe Social Custo Pontos Rendimento Valor médio
1, 2, 3 Ex-escravo 2d4x10PP 40 PP
4,5,6,7 Ex-servo 6 4d4x10PP 80 PP
8,9,10,11,12 Livre 8 6d4x10PP 120 PP
13,14 Pq. Comerciante 10 2d6x10PO 60 PO
15,16 Artífice 12 4d6x10PO 120 PO
17,18 Grd. Comerciante 14 6d6x10PO 180 PO
19 Baixa Nobreza 16 8d6x10PO 240 PO
20 Alta Nobreza 18 10d6x10PO 300 PO

Dessa forma, aconselho que anote na parte principal da ficha, na primeira folha, sua classe social, bem como anote as características dela em algum local secundário, a fim de ter sempre à mão.

Rendimentos por classe social

Junto com os benefícios de cada classe social descritos anteriormente, o jogador tem recursos específicos, de acordo com sua classe social, conforme pode ser visto na tabela acima.

Dessa forma, ao rolar os dados de acordo com sua classe social, você tem direito a escolher entre rolar os dados para descobrir seu rendimento ou escolher a média. 

Esta nova regra de rendimento pode ser usada em substituição ao que consta no livro, ou, se você quer que seus jogadores tenham recursos sobrando, pode utilizá-la em adição as regras do seu sistema preferido.

Nesse sentido, utilizando em adição ao sistema, um personagem da classe Mago, por exemplo, em Pathfinder 1º Ed., com uma classe social de baixa nobreza, teria os seguintes recursos abaixo.

2d6 × 10 PO por ser mago, mais 8d6x10 PO da sua classe social de baixa nobreza.

Assim, um jogador muito azarado poderia ficar com, no mínimo 100 PO iniciais, ou, se fosse muito sortudo, 600 PO.

Além disso, lembrando que o personagem pode aumentar sua classe, a custo de pontos de perícia.

Por fim

E então? O que acha de utilizar classes sociais na sua campanha para incrementar um pouco mais as coisas?

Assim, utilize estas regras de casa e me conte, nos comentários, o que achou!

Lembrando que estas regras não foram feitas para oprimir seus jogadores ou mesmo dificultar a narrativa do mestre.

Elas foram pensadas para trazer um envolvimento maior do personagem com o mundo que estão inseridos.

Se estas regras causarem, por exemplo, dificuldades ou constrangimentos ao seu jogo, tire-as na mesma hora!

Nada como um bom acordo entre jogadores e narrador para saber até que ponto a campanha ou sessão deve ser levada.

Algo similar ao contrato do horror, apresentado em RPGs como Kult.

Não conhece?

Então leia a matéria do Gustavo sobre Kult e o Contrato do horror.


 

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG não esqueça de apoiar pelo Padrim, pelo PicPay, pelo PIX e agora também no Catarse!

Sendo assim seja um patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos, bem como participar da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG agora tem revista!

Apoie no Catarse pelo link abaixo.

Revista Aetherica

Mundos do Pacto – Resenha – Starfinder RPG

Você confere aqui a resenha do Mundos do Pacto, este livro é um suplemento para Starfinder RPG e você encontrará para venda no site da New Order após serem entregues as cópias aos apoiadores do financiamento coletivo.

Sobre Starfinder

Starfinder RPG é um jogo de RPG futurista, que pode ser utilizado como sistema base para vários cenários, podendo o narrador adaptar desde livros que contenham esta temática ou criando cenários próprios.

Ele traz como base regras similares ao Pathfinder 1ª Edição ou melhor dizendo, ao sistema D20, mas com várias singularidades que fazem o sistema único, por mais que tenha fundamentos já vistos em outros RPGs.

Se interessou por Starfinder RPG? Então clica aqui e confere nossa resenha sobre este fabuloso sistema com seu livro jogo de mais de 500 páginas!

O livro

Esse é o cenário oficial de Starfinder RPG e pode ser visto no livro básico, contudo em poucas páginas. Neste livro você conta com 14 mundos, diversos povos, raças, espaçonaves e culturas diferentes.

Mundos do Pacto – Livro

Tudo isso em 216 páginas, todo colorido e com muitas informações interessantes, tanto sobre os mundos como seus lugares de interesse, peculiaridades, geografia, sociedade e governo.

Além disso, cada mundo apresenta um novo tema como opção de personagem.

Para o narrador também há, em Mundos do Pacto, vários personagens prontos, vinculados ou não as facções do cenário.

Indo além, o livro traz uma seção especial os jogadores, ele apresenta arquétipos, novos talentos, bem como novas opções de armas, armaduras, itens tecnológicos, híbridos e mágicos, além de magias e, além disso, mais seis novas raças!

Mundos do Pacto

Os Mundos do Pacto são 14 planetas e outros corpos celestes, cada um com suas particularidades, vantagens e adversidades.

Abaixo, nesta resenha de Mundos do Pacto descreveremos brevemente estes locais, você vê mais sobre eles diretamente no livro.

Vamos apresentar também alguns detalhes sobre as espaçonaves que o livro traz, bem como alguns detalhes em primeira mão sobre as facções e outras informações.

Por fim, o livro traz uma diversidade de novas regras, de arquétipos a talentos e magias; além de vários equipamentos, armas e outras coisas legais!

Os mundos

Como dito acima, o livro de Mundos do Pacto traz 14 planetas e alguns outros corpos celestes que constituem este sistema solar.

Começando pelo Sol, que, aqui, pode abrigar civilizações em suas interligadas que sustentam diferentes formas de vida.

Temos também Aballom, o mundo metálico das máquinas, Castrovel, um mundo quente e úmido com uma atmosfera rica e selvagem, porém seus centros populacionais possuem grandes avanços tecnológicos.

Em quarto temos a Estação Absalom, digamos que é o centro dos Mundos do Pacto e onde o Pacto de Absalom foi firmado.

Após temos Akiton, o planeta deserto, que, após a chegada da Deriva, perdeu seu status e importância. Verces é o sexto, com sua atmosfera dividida em três partes, os desertos, a selva e o lado glacial.

Idari é a única nave do considerada como integrando do Mundos do Pacto, ela serve como base natal para os kasathas nesta região.

A Diáspora é uma região de milhões de asteróides, dentre eles vários capazes de sustentar vida, mesmo precariamente, e até, alguns, possuem sua própria gravidade.

Eox tem, em sua maioria dos habitantes, mortos-vivos isso o torna, de longe, o planeta mais misterioso dos Mundos do Pacto, além de o mais temido, com certeza.

Triaxus é um planeta com uma órbita lenta, o que faz as estações do ano serem longas e extremas, mas isso é o de menos, quando fala-se em Triaxu, fala-se de dragões e dragonianos!

Liavara tecnicamente não é integrante do Pacto de Absalom, mas se mantem devido a administração do planeta vizinho Bretheda.

Bretheda é maior planeta no sistema dos Mundos do Pacto é um imenso e turbulento gigante gasoso cercado de diversas luas, algumas maiores do que outros Mundos do Pacto.

Apostae é um planetoide sem atmosfera natural em sua superfície, porém abriga vida em suas grandes ramificações de túneis, com o auxílio de uma atmosfera artificial.

Aucturno é o último planeta do sistema solar, sua atmosfera é tóxica e o sol é uma ideia distante.

Espaçonaves

O livro traz ótimas informações sobre a Deriva, como ela é e seu funcionamento. Além disso podemos contar com uma gama de naves prontas para uso e configurações extras para as nossas próprias!

Nessas possibilidades de modificações podemos ver armas novas, diferentes compartimentos de expansão e como ter naves biomecânicas.

Como naves prontas para serem usadas pelos narradores temos as Naves Aballonianas, as temidas Naves dos Cavaleiros Infernais, ou as Naves Catedrais Iomedeanas.

Coadjuvantes

Nesta sessão você, narrador e leitor, encontra várias informações úteis para incrementar suas campanhas. O livro Mundos do Pacto lhe apresenta várias novas facções, com suas devidas informações.

Por exemplo temos os Capitães Livres, uma imensa e bem organizada facção de capitães independentes, notoriamente formada por piratas.

Temos também os impiedosos Cavaleiros Infernais, que por mais que possuam este nove, são o BOPE intergaláctico. Em sua maioria são ordeiros e neutros, a lei vem acima de tudo e os fins justificam os meios.

Opções para Jogadores

Para as opções aos jogadores o livro começa dando vários arquétipos diferentes, cada um com suas características específicas.

Além disso, há talentos, armas e fusões de armas, armaduras, módulos, itens tecnológicos, mágicos, híbridos, magias!

Finalmente podemos contar com novas raças, por exemplo:

Os astrazoanos, que se metamorfosearam e viveram como humanos, lashuntas, verthani e muitas outras raças nos últimos séculos, mas suas origens são envoltas em mistério.

Ou como as estriges com asas emplumadas que se estendem por trás de si, como as de anjos, são um povo imponente para qualquer um que não estiver familiarizado com eles.

Por fim

Se você gosta de uma boa aventura espacial, se já conhece Starfinder RPG e quer poder se aprofundar mais sobre esse rico cenário, este é o seu livro!

Em conclusão a nossa resenha de Starfinder RPG posso dizer que este é um RPG muito interessante para quem gosta de RPGs futuristas, combates com armas laser e espaçonaves.

Além de possuir várias raças diferentes, é um sistema e cenário de infinitas possibilidades, sem que uma coisa exclua a outra!

 


Compre seus livros utilizando nosso cupom de desconto de 10% na Editora New Order!

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG não esqueça de apoiar pelo Padrim, pelo PicPay, pelo PIX e agora também no Catarse!

Assim, seja um patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos desde participar em mesas exclusivas em One Shot, grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG agora tem revista!

Apoie no Catarse pelo link abaixo.

Revista Aetherica

Dark Souls RPG na sua mesa!

É isso mesmo, recentemente a Steamforged Games anunciou que lançará Dark Souls em versão RPG de mesa!

Dark Souls RPG  vem com direito a livro físico e mecânicas exclusivas.

Confira a matéria, em inglês, clicando aqui!

Caiu aqui de paraquedas e não sabe o que é RPG?

Confira também nossa matéria sobre o que é esse hobby.

Dark Souls

Dark Souls é um jogo de video game desenvolvido pela From Software, e publicado para PlayStation 3 e Xbox 360 pela Namco Bandai Games.

Ele é um jogo eletrônico de RPG de ação que se passa no reino de Lordran e os jogadores assumem o papel de um personagem morto-vivo amaldiçoado, iniciando sua peregrinação para descobrir seu destino.

O livro

O livro utilizará as regras compatíveis com D&D 5ª edição, além de mecânicas exclusivas, que trazem maior imersão ao mundo de Dark Souls.

Uma coisa é clara, como diz o próprio site da Steamforged, se prepare para morrer.

Além da edição comum, a editora lançará uma edição de luxo/colecionar, com páginas de bordas douradas e uma capa diferenciada.

O livro possuirá em torno de 500 páginas coloridas e cheias de ilustrações,

Mecânicas novas

Como dito anteriormente, Dark Souls RPG terá incorporará as regras de D&D 5ª Ed., mas com várias novas mecânicas.

De acordo com a desenvolvedora, o objetivo era manter a versão RPG familiar à sua versão para videogame, além de intuitiva, utilizando o sistema da 5ª edição.

Contudo esta nova versão precisava de algo autêntico, por isso as novas mecânicas que capturam o espírito do jogo.

Abaixo você confere algumas mecânicas que estarão no jogo.

Position

De acordo com a Steamforged, essa é a regra com maiores mudanças, pois em Dark Souls RPG, Position (Posição*) será o equivalente a Health (vida*) e Stamina (estamina*), no jogo de videogame, conservar ambos é essencial.

Esta mudança foi feita para que não fosse necessário criar uma regra para Stamina, que não existe no sistema 5ª Ed.

Position será um indicativo de sua saúde ou vida, mas também algo para você gastar para, por exemplo, rerolar um resultado ou usar uma habilidade especial.

Bloodied

Em Dark Souls, na sua versão de videogame e, através desta regra, na sua versão em RPG de mesa, sempre que oponentes em especial chegam a metade ou menos de sua via, seu comportamento muda e eles ficam ainda mais perigosos.

Seu personagem também ganhará novas habilidades ao chegar nesse ponto, nada muito fabuloso, mas o suficiente para você aguentar as surras, ao menos um pouco mais.

Magic

De acordo com a Steamforged, o sistema de magia do 5ª edição é bem conhecido, porém não é adequado a Dark Souls RPG, dessa forma ele foi completamente remodelado.

Agora o livro conta com um sistema de magias flexível, que lhe permitirá despedaçar seus inimigos e auxiliar seus aliados.

Porém lembre que algumas magias e similares utilizam Position, que também é a sua vida, então, use com cuidado.

Death… and Rebirth

Em Dark Souls RPG, diferente de D&D 5ª Edição, não há jogadas de dados para confirmar se você morreu ou está inconsciente.

Aqui seu personagem chegou em 0 de Position, ele morreu, pode se despedir, mas temporariamente, você pode ser revivido.

Porém, com a sua morte e renascimento, você perde suas almas coletadas, além de correr um risco significante de perder parte de você.

Em Dark Soul RPG seu personagem enfrenta, além de todas as dificuldades, a erosão gradual de sua humanidade, iniciando o jogo com um conceito de personagem e decaindo até uma carcaça vazia.

Criação de personagens

Assim como, em qualquer RPG, a criação de personagens é um processo crucial para que você o foco e saber o que está fazendo, além de como fazê-lo.

Explorar o mundo de Dark Souls RPG não é para qualquer um e cada passo que você toma, te leva para mais perto do perigo e mais longe da sua humanidade.

Origem

Assim como em outros sistemas que utilizam a 5ª edição como norte, o livro lhe ajuda a escolher ou criar seu personagem, porém de uma forma única, o jeito de Dark Souls.

Você escolherá ou criará vários fragmentos do seu passado, bem como motivações que mantem seu personagem no caminho certo, enquanto descansa, morre e renasce.

Tudo isso, aliado as suas ideais de como seu personagem é forma o seu conceito de personagem.

Indo além, em Dark Souls RPG, você não fica rolando dados para atributos, você escolherá entre quatro conceitos de origem.

  • Brute
  • Fencer
  • Jack of all Trades
  • Caster

Cada uma delas lhe dará estatísticas básicas, além de algumas outras coisas.

Após escolher sua origem e conceito base, vem sua classe.

Class

Após o primeiro passo, agora você deverá escolher uma das 10 classes de Dark Souls, listadas abaixo.

  • Knight
  • Mercenary
  • Assassin
  • Warrior
  • Thief
  • Herald
  • Cleric
  • Sorcerer
  • Pyromancer
  • Deprived

Cada uma das 10 classes possui seus próprios desafios e habilidades, dessa forma, criar um personagem capaz, além de formar um grupo resistente, pode vir a demorar um pouco.

Ainda mais quando os monstros são bem piores do que goblins e orcs.

 

* Tradução do autor.

Por fim

Posso dizer que fiquei animado com esse lançamento, porém, sabendo como o mundo gira, este RPG sendo lançado agora, demorará um tempo até uma editora brasileira consiga lançar sua versão PT-BR.

Unir a temática de um jogo de videogame de sucesso à um RPG de mesa, normalmente, é receita de sucesso, ao menos as matérias lançadas pela Steamforged sobre Dark Souls RPG são muito animadoras.

Agora é aguardar maiores detalhes da editora e novas imagens desse lançamento!

 

 


 

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG não esqueça de apoiar pelo Padrim, pelo PicPay, pelo PIX e agora também no Catarse!

Sendo assim seja um patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos, bem como participar da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG agora tem revista!

Apoie no Catarse pelo link abaixo.

Revista Aetherica

Diferença Entre Cenário e Sistema

Hoje vou falar sobre a diferença entre sistema e cenário. Muitas pessoas já sabem o que são e suas diferenças, mas sempre é bom deixar claro para aquele que está iniciando.

Além disso, informação nunca é demais.

Sistema

O sistema é o conjunto de regras que você irá usar para jogar ou mestrar, elas contem informações da mecânica de criação de personagens, as regras para combate, investigação, movimentação etc.

Como exemplos posso citar o tão utilizado sistema d20, sob os títulos mais conhecidos como Dungeons and Dragons ou Pathfinder. O sistema Storyteller, usado nos livros Vampiro, Lobisomem, Mago e tantos outros. O sistema genérico Gurps, ou o Chamado de Cthulhu, além de 3D&T ou mesmo nosso sistema 100% Tagmar.

Cenário

Já cenário é o ambiente onde seu jogo tomará vida, é o local, a época ou universo que o jogo em si irá se passar.

Posso citar alguns exemplos como os cenários futuristas, pós-apocalípticos, cyberpunk etc. Ou mesmo períodos da nossa história, como medieval ou sei lá, como o Japão feudal ou mesmo a pré-história. E porque não, em uma galáxia muito, mas muito distante.

Mas mantenha sua mente aberta, nem sempre um anda junto do outro.

Por exemplo, Gurps, o maior sistema genérico que conheço, ele não vem com um cenário, o livro básico tem todas as regras para você jogar com Gurps em qualquer tipo de cenário existente, mesmo um que você tenha criado.
Mas Gurps tem cenários específicos, como Cyberpunk ou Fantasy, entre tantos outros.

Misturando sistema e cenário

Você pode utilizar um sistema x com um cenário completamente diferente. Podemos jogar Gurps em Golarion, o cenário de Pathfinder. Podemos jogar com o sistema d20 dentro de Reinos de Ferro.

Contudo sempre serão necessárias algumas alterações, aparar algumas arestas para deixar tudo redondo e fluído.

Podemos inclusive jogar Vampiro, a máscara dentro de um sistema como Gurps, com adaptações e a imaginação, tudo é possível.

Bom, tudo é possível, mas sempre tudo que é possível é bom, afinal, você pode comer terra, é possível, mas não quer dizer que faz bem, não é mesmo?

Dessa forma, entramos em uma questão, posso jogar qualquer sistema em qualquer cenário? Pode, mas fica bom? Vou dar alguns exemplos, jogar com o sistema d20 em um cenário investigativo, como O Chamado de Cthulhu vai ser bem desafiador, pra dizer o mínimo.

O sistema d20, por exemplo é voltado para combate, com pouca investigação propriamente dita, dependendo a versão que você joga, isso é ainda mais nítido.

Jogar Shadowrun em um cenário medieval também não será muito bom, visto que toda a mecânica de jogo é futurista, no máximo eu diria que é possível utilizar em um cenário na época atual, mas algo medieval não será nada proveitoso.

Repito, é possível, mas não vai ficar bom, então tente escolher bem um sistema que se adeque ao cenário em que você quer jogar.

Criando cenários ou sistemas

Outro ponto importante são os cenários criados pelos jogadores ou mestres, que podem ser inspirados em séries, filmes, livros ou mesmo criados do zero. É totalmente possível, inclusive já participei de mesas em que o mestre possuía um cenário próprio.

Quando bem feito e harmonioso, os cenários criados assim são muito divertidos, além do que o mundo pode ser construído durante as sessões de jogo, as ideias postas na mesa podem contribuir para que o cenário esteja sempre evoluindo.

Mas cuidado sempre com o equilibro entre sistema e cenário do que você está criando. Cenário e sistema em que só o mestre se dá bem não tem graça, ao menos não para todos.

Bom, espero que eu tenha te ajudado de alguma forma!


Gostou do que leu?

Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG não esqueça de apoiar pelo Padrim, pelo PicPay, pelo PIX e agora também no Catarse!

Assim, seja um patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos desde participar em mesas exclusivas em One Shot, grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.

Compre seus livros utilizando nosso cupom de desconto de 10% na editora New Order!

Diário do Caçador – Resenha

Você confere abaixo a resenha do Diário do Caçador, publicado pela Produtora Coisinha Verde.

A resenha foi escrita por Felipe Kopp, um grande amigo, que já contribuiu anteriormente ao MRPG com a resenha de Mouse Guard, que você confere clicando aqui!

Meu querido diário…

A pandemia de covid-19 impactou a vida de todos. O mundo modificou hábitos e reaprendeu a estar com familiares e amigos.

Praticamente tudo sofreu algum tipo de mudança e assim, com os jogos de RPG, não foi diferentes.

Por conta do distanciamento social e do isolamento, muitas mesas foram interrompidas ou deram lugar às jogatinas por vídeo chamada.

Dessa forma, pensando nisso, a editora independente Coisinha Verde lançou, agora em 2021, Diário do Caçador, de autoria de Tiago Junges e ilustrações de Rafael Sinnotti.

O livro tem 50 páginas e é uma ótima ideia para esses tempos pandêmicos, pois se trata de um RPG feito para se jogar sozinho.

Porém, diferente da maioria dos livros-jogos que oferecem partidas solo, aqui não há uma história pré-definida em que você apenas faz algumas escolhas.

Quase tudo é gerado de forma aleatória (ou procedural, para usar uma palavra da moda), o que torna a experiência quase infinita, como em todo bom RPG.

Faça você mesmo

Diário do Caçador parte de uma premissa simples, mas interessante. Nele você assume o papel de um caçador que vaga por aí matando monstros e bestas gigantes.

Entre uma caçada e outra, você tira um tempinho para registrar suas aventuras em um diário, contando em primeira pessoa cada momento épico da sua jornada.

Assim, a narrativa oral em torno de uma mesa com os amigos dá lugar à escrita solitária em um caderno, o que não diminui em nada a sua qualidade como RPG, já que é possível inventar histórias tão boas quanto em uma partida convencional e, quem sabe, até compartilhá-la com o seu grupo.

Uma das coisas mais legais do jogo é que ele inicia antes mesmo da criação do personagem. A primeira coisa a fazer é produzir um diário no qual você irá escrever suas caçadas. Claro que você pode pegar um caderno qualquer para isso, mas o manual sugere – e eu recomendo muito! – produzir um você mesmo.

Eu levei três dias confeccionando o meu. Isso ampliou muito a minha imersão no jogo. Minha vontade era escrever esta resenha nele, de tão bonito que ficou.

Se alguém se interessou, eu envelheci as páginas com café, fiz a costura delas com corda de linho, e comprei um pedaço de couro sintético para a capa. A pena é de pavão e a tinta é de carimbo.

O mundo precisa de um herói

Não existe um mundo pronto em Diário do Caçador. Assim, neste livro você pode escolher um cenário já existente ou criar o seu próprio, a escolha é sua, porém nele devem haver bestas enormes para serem caçadas e poucos dispostos a se arriscar nessa empreitada.

Primeiramente, há seis profissões para o jogador escolher, cada uma delas com suas características, vantagens e equipamentos iniciais, incluindo armas, armaduras, escudos e poções.

O Acadêmico é especialista na fabricação de poções e equipamentos especiais.

Bárbaro, como em todo RPG, é o combo de pontos de vida e dano.

Eremita sabe usar bem o ambiente e tem um companheiro animal.

Ferreiro, além de forte, tem a habilidade de produzir equipamentos comuns.

Místico é a única profissão que dispõe de magia.

E o Nobre usa de seu status e riqueza como vantagens.

As profissões são equilibradas e proporcionam abordagens únicas na hora de resolver os conflitos. Durante a caçada, é muito importante que o personagem esteja bem preparado e tenha traçado sua estratégia de combate de acordo com suas vantagens, porque – acredite! – não será nada fácil.

Após selecionar sua profissão e anotar as informações iniciais na ficha, é recomendado que você escreva uma ou duas páginas contando um pouco do background do personagem, sua origem e motivação.

Tabelas e mais tabelas

Diário do Caçador é um RPG sem alguém que prepara a história de antemão, praticamente tudo é decidido de maneira aleatória por meio de rolagem de dados de 6 lados em tabelas. Desde a localidade onde você iniciará ao tipo de besta que irá encarar, passando pelo desafio que enfrentará no caminho ou a recompensa que obterá no final.

Como já mencionei, o foco principal do jogo é a caça às bestas gigantes que atormentam a vida das pessoas comuns. A caçada se divide em três etapas: investigação, rastreamento e luta.

Ao final de cada uma delas, você deve narrar os acontecimentos em seu diário, mas sem a obrigação de contar tudo em detalhes. Melhor é dar mais ênfase aos momentos marcantes.

Investigação

Na etapa de investigação, o personagem busca informações, junto aos NPCs, sobre a Besta que deverá abater. A partir de rolagens em uma tabela, pode descobrir características sobre a criatura, vantagens do terreno onde ela se encontra ou mesmo ganhar itens que irão ajudar na sua missão.

Você enfrentará um tipo de monstro decidido na sorte, tudo é surpresa. Se o jogador não descobriu muito nessa etapa, só vai saber quais inimigo vai enfrentar quando estiver cara a cara com ele, e isso não é bom.

Rastreamento

Na etapa anterior, você investigou sobre a besta, agora está no encalço dela. Para isso, mais uma vez, deve jogar dados em tabelas para saber o que há no caminho. Você pode achar recursos valiosos, ser atacado por animais selvagens, ter que lidar com armadilhas do terreno.

Sim, eu escrevi as primeiras páginas com pena e tinta. Como que as pessoas faziam isso antigamente sem passar tanta raiva?

Na melhor das hipóteses, encontrará rastros da criatura, que o conduzirão ao seu objetivo.

Na pior, a criatura encontrará você primeiro! Por ser a parte principal e mais complexa do game, a terceira etapa, o combate, ocupa várias páginas do livro.

Luta

Você investigou a besta e rastreou seu alvo.

Por fim vem a luta.

O personagem alterna os turnos com a Besta. Na sua vez, pode realizar uma série de ações, como atacar, se esconder, beber poção etc.

No turno do inimigo, tudo – como era de se esperar – você decide por meio de tabelas, muitas tabelas!

Nesse sentido, o combate se torna uma surpresa desafiante, mesmo em um jogo de RPG solo.

Contudo, ter que ficar folheando páginas para conferir resultados de jogatinas de dados pode cansar um pouco depois de um tempo.

Aliás, um pequeno parêntese.

Tiago Junges projetou o livro-jogo para uso solo, porém há um modo alternativo cooperativo. Mas sério. Ledo engano se você acha que isso facilitará as coisas, pois as Bestas têm os pontos multiplicados a cada novo jogador.

As Bestas

Durante a etapa de rastreamento, você pode se deparar com diversos animais selvagens durante a sua caçada. Mas é a boss fight final contra uma das Bestas que interessa de verdade.

Durante esta resenha, eu mencionei várias vezes que elas eram gigantescas, só não disse o quanto. A menorzinha tem “apenas” 3 metros de altura, mas algumas podem chegar a mais de 100 metros (mais do que um prédio de 20 andares!).

Nesse sentido, existem regras especiais para que o jogador escale esses monstros ou como proceder caso o monstro engula você. O livro apresenta, ao todo, 18 Bestas. No entanto, o elemento, a fraqueza, a fúria e os ataques especiais são sorteados de forma aleatória. Como? Imagine você, por tabelas e cada bicho desses é único, impondo desafios e estratégias
diferentes.

As Bestas têm 10x mais pontos de vida do que você, possuem couraças espessas que demoram para serem penetradas e desferem ataques especiais capazes de matá-lo em poucos turnos. Por isso, é muito importante que seu personagem se prepare, com os equipamentos e poções certas e que tenha trace um plano de combate – além de contar com a sorte.

Uma das mecânicas inovadoras do jogo é que, após derrotar o monstrengo, você pode extrair partes da sua carcaça para que você produza itens especiais, como armas, armaduras e poções.

Também é depois da sua vitória (ou não) que você sentará em torno de uma fogueira ou taverna para narrar o combate épico em seu diário, transformando aquelas tabelas todas em cenas memoráveis que você deixará para a posteridade.

Por fim

Diário do Caçador é uma excelente opção de RPG solo, diferente de outros que se encontra no mercado. A ideia de narrar uma história para você mesmo, por meio de um diário, não é forçada, pois casa totalmente com a premissa do game.

Além da diversão, esse recurso é um ótimo exercício de escrita criativa para aqueles que almejam ser escritores ou só querem aperfeiçoar sua capacidade de contar boas histórias. Inclusive, acredito que seja algo promissor para professores usarem em sala com seus estudantes. O livro físico é vendido no site da editora, mas pode ser baixado gratuitamente por lá mesmo.

Aliás – anota aí no seu diário – indico dar uma olhada nos outros trabalhos da Coisinha Verde. Você vai encontrar jogos de RPG e boardgames bem diferentes dos convencionais, muitos deles gratuitos para download ou em campanhas de financiamento coletivo.

 


 

E por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG não esqueça de apoiar pelo Padrim, pelo PicPay, pelo PIX e agora também no Catarse!

Sendo assim seja um patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos, bem como participar da Vila de MRPG.

Além disso, o MRPG agora tem revista!

Apoie no Catarse pelo link abaixo.

Revista Aetherica

Sair da versão mobile