Skyfall RPG e Gestão de Bases: Transforme sua Mesa com o Modo Guilda

Da Guilda ao Reino: Criando Aventuras de Skyfall RPG usando Fortes e Comunidades

Aprenda a criar aventuras épicas em Skyfall RPG usando o “Modo Guilda”. Transforme sua campanha em Opath focando em comunidades, fortes e gestão de bases.

Em sua essência, Skyfall RPG possui a base sólida da Quinta Edição (5e), o que o coloca em um patamar especial dentro do ecossistema dos jogos de mesa: o gênero dungeon crawler, ou desbravador de masmorras. Para muitos, isso significa que a maioria das histórias em Opath girará em torno da exploração de locais abandonados, como ruínas de castelos, templos esquecidos ou cidades perdidas onde monstros, armadilhas e mistérios aguardam os heróis.

Entretanto, Skyfall oferece algo que vai muito além do combate tático tradicional. Uma das mecânicas mais fascinantes e subutilizadas do cenário é a formação de uma guilda. Através da obtenção de selos oficiais, o grupo de aventureiros pode estabelecer sua própria organização, ganhar legitimidade perante o Senado de Alberich e vasculhar as perigosas Áreas de Queda com suporte institucional.

Mas como podemos expandir essa ideia? Como transformar a guilda em algo mais do que um título na ficha? Hoje, quero apresentar a vocês o “Modo Guilda”, uma proposta de campanha focada em comunidade, gestão de base e o sentimento de pertencimento.

O Que é o Modo Guilda em Skyfall RPG?

Diferente das campanhas tradicionais de “andarilhos” que viajam de cidade em cidade, o Modo Guilda propõe que, desde o início, o Mestre e os jogadores concordem que a história gira em torno da criação e manutenção de um forte, castelo ou base de operações.

Aqui, a história individual de cada personagem de Skyfall RPG deve estar intrinsecamente ligada à comunidade que as cerca. O foco muda: a exploração do cenário e a invasão de masmorras deixam de ser o objetivo final e passam a ser o meio para garantir a sobrevivência e a prosperidade daquela base. É uma mudança de paradigma que transforma o jogo em algo parecido com um fundo de investimento narrativo.

Passo 1: O Prólogo e a Busca pelos Selos de Aprovação

Toda grande guilda começa com burocracia e sangue. No Modo Guilda, a fase inicial da campanha é dedicada ao reconhecimento. Como Mestre, você deve planejar de 3 a 4 aventuras iniciais cujo objetivo principal seja a obtenção dos Selos de Aprovação.

Nesta fase, é vital que as personagens entendam que o título de guilda é um passaporte para algo maior. Mesmo que as missões pareçam desconexas à primeira vista — como escoltar um mercador ou limpar um porão de ratos gigantes — sua função é arbitrar para que os NPCs encontrados aqui ganhem importância no futuro. O fazendeiro salvo no nível 1 pode se tornar o futuro fornecedor de mantimentos do seu forte. Cada decisão e vitória no prólogo cria o solo fértil onde a guilda crescerá.

Passo 2: Patrono, Propósito e Propriedade

Após o reconhecimento oficial, o grupo precisará de três pilares:

  1. Um Patrono: Alguém com influência no Senado de Alberich para orientar e, ocasionalmente, financiar missões críticas.

  2. Um Propósito: O que essa guilda faz? Ela protege as fronteiras? Estuda a magia das Quedas? Recupera tesouros de Salim?

  3. Uma Morada: Aqui a imaginação é o limite. Pode ser um casarão abandonado em uma zona urbana, um forte de fronteira destruído, uma torre mágica ou até uma chácara fortificada.

O “pulo do gato” narrativo acontece aqui: quando as personagens recebem a morada como recompensa, elas não herdam um palácio funcional. Elas recebem uma ruína. O local está destruído, infestado de monstros e cercado por ameaças. A glória não é dada; ela é reconstruída.

Passo 3: A Virada de Chave — De Exploradores a Protetores

A partir do momento em que o grupo limpa a própria base e começa a reformá-la, a campanha muda. Agora, ao invés de conquistar algo novo a cada sessão, os jogadores precisam defender o que possuem.

Isso cria uma conexão emocional profunda. Os NPCs que as personagens conheceram nas aventuras de selo começam a migrar para os arredores da guilda em busca de proteção. A morada vazia precisará de especialistas:

  • Um Mestre-de-Obras: Para coordenar a reconstrução física.

  • Um Castelão ou Mordomo: Para administrar as finanças e o estoque.

  • Um Chefe de Guarda: Para treinar milícias locais.

  • Ferreiros, Alquimistas e Inventores: Para fornecer equipamentos e poções.

O vilarejo que surge ao redor do forte torna-se o coração da campanha. Ali moram os pupilos das personagens, seus interesses amorosos e suas famílias. A ameaça de uma “Queda” próxima à base não é mais apenas uma oportunidade de tesouro, é uma crise existencial que coloca em risco tudo o que eles construíram.

Integrando Masmorras e Áreas de Queda no Contexto Local

Você pode estar se perguntando: “Se os personagens não viajam mais, como manter a exploração viva?”. A resposta é simples: o perigo vem até eles. As masmorras passam a existir na região imediata da morada.

  • A masmorra local não é apenas um lugar de saque; é onde o Mestre-de-Obras foi sequestrado por goblins.

  • A Área de Queda não é um local distante; é uma tempestade onírica que ameaça destruir a plantação da comunidade.

Dessa forma, as viagens tornam-se curtas, mas o peso dramático de cada exploração aumenta dez vezes. O grupo deixa de ser apenas um bando de mercenários e passa a ser a Nobreza de Opath em ascensão. É como jogar um híbrido de Dragon Age com elementos de gestão, onde a liberdade de interpretação de Skyfall brilha intensamente.

O Futuro do Modo Guilda

Esta estrutura de jogo não apenas organiza a narrativa, mas também facilita a vida do Mestre, que passa a ter um “elenco fixo” de NPCs e locais para desenvolver. Nos próximos artigos aqui no Movimento RPG, vou oferecer algumas aventuras prontas focadas na construção da morada e no desenvolvimento orgânico deste ecossistema.

Quem sabe, com o feedback de vocês, não transformamos essa ideia em um suplemento não-oficial de Skyfall RPG? (ou até oficial, vai saber…) O potencial de Opath é vasto e a comunidade é quem move as engrenagens desse mundo.

Se você gosta do meu trabalho, pode ler meus livros em formato digital ou formato físico

Skyfall RPG: O Que o Cenário Brasileiro de RPG me Ensinou em 2025

Tudo o que eu aprendi com Skyfall RPG este ano foi muito além das mecânicas de jogo tradicionais. Foi uma lição profunda sobre a potência do RPG nacional e como a criatividade brasileira é capaz de transformar o hobby em algo muito maior do que apenas rolar dados: uma experiência cultural e emocional inesquecível.

A Descoberta de Opath e a Estética da Melancolia

Minha jornada com Skyfall começou de forma despretensiosa, ainda no meio da pandemia. Provavelmente ouvi falar do projeto em uma live ou através de um daqueles PDFs preliminares que circulam em grupos de RPG (peço perdão ao Pedro Coimbra, o Capycat, pela “pirataria” do bem!). Mas aquela versão inicial não chegava nem perto da obra monumental que seria entregue após o financiamento coletivo.

A premissa do cenário é, ao mesmo tempo, simples e devastadoramente eficaz: pedaços de ilhas flutuantes estão despencando sobre o continente de Opath. Esse evento, conhecido como A Queda, não é apenas um detalhe de cenário; é o motor narrativo de todo o jogo.

Diferente de outros cenários de fantasia medieval onde o objetivo é salvar o mundo, Skyfall nos coloca em um clima pré-apocalíptico e melancólico. O drama real reside na aceitação: o mundo vai acabar, o tempo é escasso e a pergunta não é “como impedimos?”, mas sim “o que faremos com o tempo que nos resta?”

A Revolução do Material Físico no Brasil

O projeto Skyfall me conquistou pela sua ousadia logística. Apoiar um financiamento coletivo no Brasil é sempre um ato de fé, mas receber aquela caixa repleta de mimos foi um ponto de virada na minha percepção sobre a nossa indústria. Tokens, mapas detalhados, um escudo do mestre imponente, livros com acabamento premium e fichas prontas que facilitam a entrada de novos jogadores.

É gratificante observar o quanto o RPG nacional cresceu e amadureceu. Deixamos para trás a época em que éramos dependentes apenas de clássicos como Tagmar, Milenia ou Desafio dos Bandeirantes. Hoje, Skyfall caminha lado a lado com gigantes como Tormenta20, Kalymba, Pampa RPG e Breu.

Nenhum desses jogos deve nada em termos de design ou sistema para as produções internacionais. Eles trazem sabores únicos, sotaques próprios e uma identificação que o material traduzido raramente consegue replicar.

Mecânica e Compatibilidade: O Legado da Quinta Edição

Ao invés de me aprofundar em mais um suplemento genérico de Dungeons & Dragons, resolvi dar uma chance real ao sistema de Skyfall, que se propõe a ser compatível com a Quinta Edição (5e). A surpresa foi extremamente positiva. O livro não é apenas “uma skin” de D&D; ele é inteligente em como adapta as regras para o seu tom onírico e melancólico.

A diagramação é simpática, a leitura flui com leveza e a criatividade transborda em cada página. Ver mecânicas de guildas e a forma como o cenário lida com a magia e a tragédia mostra que há um pensamento sistêmico por trás da narrativa. Isso prova que podemos usar bases conhecidas para construir prédios totalmente novos e muito mais interessantes.

3 Grandes Lições de Skyfall em 2025

Refletindo sobre este ano, Skyfall me ensinou três pontos fundamentais para qualquer entusiasta do RPG:

  1. Excelência Técnica: Podemos produzir material de qualidade assombrosa quando há paixão e apoio da comunidade.

  2. Valorização do Produto Local: Existe espaço para o mainstream, mas precisamos focar no que é nosso. O RPG nacional possui um “tempero” narrativo único.

  3. Diversidade de Gêneros: O sucesso de Skyfall abre portas para que tenhamos mais Horror, Cyberpunk, Steampunk e sistemas genéricos feitos no Brasil.

O Futuro do RPG Brasileiro em 2026

2025 foi um ano significativo. Vimos o lançamento de suplementos como a Escola de Magia e uma nova leva de jogadores descobrindo Opath.

Skyfall me ensinou a narrar para uma nova geração de jogadores, aqueles que buscam significado nas histórias, que querem sentir o peso das suas escolhas em um mundo que está mudando.

O jogo ensina sobre ter esperança mesmo nos piores cenários e a importância de erguer a cabeça diante da adversidade. O RPG brasileiro não é mais uma promessa; é uma realidade vibrante que cresce além de sua própria bolha.

Que venha 2026 com sua força renovada, nos dando coragem para enfrentar nossos próprios “pontos de impacto” e transformar cada sessão de jogo em algo maior que o tabuleiro. Que venha 2026, com sua força crescente, derrotando o medo e, se necessário, enfrentando A Queda de frente.


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Symbaroum: O Trono dos Espinhos

Uma entrevista exclusiva sobre a chegada da campanha completa ao Brasil e os segredos por trás do mundo de Symbaroum.

A névoa envolvia a floresta como um véu doentio. Cada árvore observava em silêncio, guardando os segredos mais antigos de qualquer reino sobrevivente. Um vento teimoso soprava, carregando um aroma úmido de folhas em decomposição, e eu já me arrependia de ter aceitado essas missões para explorar os mundos imaginários de criadores espalhados pela existência.

Mas o Movimento RPG me obrigou, o único viajante entre dimensões, a continuar realizando essas explorações, então eu fui, certo?


A floresta de Davokar estava viva e, à noite, inquieta.

Os viajantes avançavam lentamente, o chão resistindo às suas botas pesadas. A luz da fogueira atrás do grupo se apagou até ser engolida pela escuridão. Era impossível para aquele grupo recuar, então, para acalmá-los, Sven, o líder, dedicou um tempo para conversar comigo.

Ele afiava a lâmina com uma calma exagerada, como se soubesse que cada palavra se tornaria importante. Ao me aproximar, ele acenou com a cabeça, convidando-me a sentar.

Contei-lhe que outubro de 2026 marcaria a chegada de O Trono de Espinhos ao Brasil, completo com todos os seis livros da campanha. Ele inclinou a cabeça, como se aprovasse silenciosamente. Duvido que ele saiba o que Brasil, outubro e 2026 significam, mas ele foi cavalheiro o suficiente para não perguntar.
Perguntei a Sven se Symbaroum sempre fora um cenário tão denso quanto parecia.

Ele respondeu que o mundo nunca fora leve, mas Symbaroum carregava um peso singular: o Reino de Ambria, com toda a sua ordem polida e reluzente, vive em tensão permanente com a antiga, consciente e muito menos paciente Floresta de Davokar do que os ambrianos ousam admitir. Para ele, essa dualidade define o jogo, porque cada passo em direção às ruínas desperta algo que talvez devesse permanecer adornado.

Quando questionado sobre O Trono de Espinhos, ele respirou fundo antes de responder.
Segundo Sven, a campanha não é apenas uma história épica. É um caminho de escolhas difíceis que transformam os personagens ao longo de sua jornada. Os seis livros funcionam como uma trilha completa, da qual emergem intrigas políticas, ameaças que cruzam fronteiras e mistérios antigos que retornam para reivindicar o que lhes é devido.

Mas como os volumes estão organizados?

Sven explicou que cada tomo se concentra em uma região específica e apresenta novas forças em conflito. Cada livro inclui aventuras prontas, material de cenário, organizações, perigos e ferramentas para expandir qualquer campanha. Para ele, Symbaroum cresce organicamente à medida que os aventureiros avançam, já que as escolhas feitas em um canto do mapa tendem a ter repercussões nos seguintes.

Enquanto ele falava, eu queria entender o impacto desses lançamentos para o Brasil.

Sven disse que reunir os seis volumes em capa dura, com uma tradução completa e fiel ao original, significa oferecer a experiência definitiva de Symbaroum. Afinal, muitos jogadores conhecem apenas fragmentos da história e, pela primeira vez, poderão vivenciar toda a saga. Assim, a edição brasileira não só coloca nossa linha no mesmo nível da estrangeira, como também a fortalece, já que os apoiadores terão acesso a materiais extras e itens exclusivos graças ao financiamento coletivo.

Sven afirmou que é justamente o perigo que torna Symbaroum inesquecível. Pois aventuras simples se transformam em grandes tragédias, e pequenas decisões abrem portas para consequências que nenhum jogador imagina. Para ele, O Trono de Espinhos não é apenas uma campanha: é uma história que transforma tanto o cenário quanto aqueles que ousam explorá-lo.

Por fim, eu queria saber como ele definiria Symbaroum para alguém prestes a entrar neste universo.
Ele refletiu por um momento e respondeu que Symbaroum é um lembrete de que o poder tem um preço e que a escuridão está sempre presente. Ainda assim, afirmou que é um dos cenários mais belos já criados, onde mistério, ambição e corrupção formam a base de aventuras memoráveis.

Sven embainhou a espada, declarou-se e concluiu que junho de 2026 seria um marco. Pela primeira vez, os jogadores brasileiros puderam seguir todo o caminho até o trono, mesmo sabendo que cada espinho poderia mudar seu destino para sempre.

E então desapareceu entre as árvores, como se tivesse se tornado parte do próprio Davokar.


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Beyond the Wall: Longe de Casa e Um Reino Sem Rei chegam ao Catarse em maio

Nós marchamos.

Era uma marcha molenga, cansada e ligeiramente entediada. Mesmo assim, continuamos avançando para proteger nossas famílias. Estávamos com sono e remelentos enquanto tentávamos localizar as criaturas que ameaçavam nossa aldeia. A estrada parecia longa. O clima parecia pesado. E a responsabilidade parecia grande demais para jovens tão inexperientes.

Eu também marchava ao lado deles. À primeira vista, eu parecia apenas mais um daqueles rapazes com cara de bobo. No entanto, eu não era como eles. Na verdade, eu seguia ordens cósmicas enquanto observava cada detalhe do que faziam. Prestava atenção em como agiam, como reagiam e no que cada um estava prestes a enfrentar naquela situação estranha.

Isso era importante, porque em Beyond the Wall o perigo sempre está perto. Fadas perigosas espreitam na floresta. Além disso, humanos perversos e monstros ferozes surgem como ameaças constantes. Em alguns casos, forças obscuras conseguem até se infiltrar no coração dos próprios vizinhos.

Apesar de tudo, meus companheiros estavam prontos. Eram jovens nunca testados em batalha, mas queriam proteger o que realmente importava. E, por isso, continuamos marchando.

Beyond the Wall: Tudo que você precisa saber sobre o RPG que resgata a fantasia clássica

Os dois suplementos finais de Beyond the Wall chegarão ao Brasil em maio, na campanha de financiamento disponível aqui. Além disso, haverá um Escudo do Mestre totalmente exclusivo, desenvolvido pela Tria Editora com apoio direto do autor.

Beyond the Wall and Other Adventures é um RPG que conquistou muitos jogadores. Isso aconteceu porque o jogo une fantasia clássica, criação colaborativa e sessões prontas para jogar em uma única noite. Agora, com esta nova campanha, a edição brasileira finalmente ficará completa. Ela trará os dois suplementos inéditos em português e também um Escudo do Mestre que não existe na versão inglesa.

O que é Beyond the Wall

O jogo se inspira na fantasia de formação e nas histórias sobre amizade, descoberta e coragem. Por isso, os jogadores assumem os papéis de jovens da mesma aldeia que precisam protegê-la quando perigos atravessam suas fronteiras.

Além disso, Beyond the Wall foi criado para ser acessível e rápido. Ele permite:

  • Criação de personagens em poucos minutos;
  • Aventuras completas geradas sem preparação prévia;
  • Construção de cenários feita de forma compartilhada.

A proposta combina o espírito dos romances juvenis com a base sólida de um RPG Old-School.

Características marcantes

Playbooks (Guias de Personagem)

Os personagens são criados por meio de playbooks que narram sua juventude, suas experiências e os aprendizados anteriores à primeira aventura. Cada tabela influencia não apenas o herói, mas também a aldeia. Desse modo o mundo cresce junto com o grupo.

Criação da Aldeia

A aldeia é construída coletivamente. Cada escolha adiciona locais, vizinhos, eventos e tensões. Ela se torna o centro emocional da campanha e a principal motivação para enfrentar os perigos além da muralha.

Pacotes de Cenário

O livro-base oferece Pacotes de Cenário que funcionam como geradores de aventura. O mestre utiliza tabelas e orientações para montar uma história estruturada a partir das escolhas dos jogadores. Como consequência, é possível começar e terminar uma sessão completa na mesma noite.

Suplementos da Campanha

A Tria Editora está trazendo os dois últimos suplementos que faltavam, além de um acessório inédito

Longe de Casa (Further Afield)

Este suplemento expande Beyond the Wall para campanhas mais amplas. Ele é voltado para exploração, viagens e construção de regiões inteiras. Com ele, o jogo deixa de ser apenas sobre a aldeia e passa a abranger o mundo.

O livro inclui:

  • Regras para campanhas sandbox colaborativas;
  • Ferramentas para criação de áreas amplas;
  • Eventos, perigos e tabelas de viagem;
  • Introdução de facções e mudanças dinâmicas;
  • Suporte para campanhas longas.

Um Reino Sem Rei (Across the Veil)

Este suplemento aprofunda o lado feérico e místico do jogo. Ele é ideal para mesas que buscam atmosferas mais estranhas, encantadas ou sombrias.

O conteúdo traz:

  • Novos playbooks ligados ao oculto;
  • Novos povos, criaturas e entidades;
  • Pacotes de aventura temáticos;
  • Expansão da cosmologia feérica;
  • Ferramentas para histórias mais tensas ou encantadas.

Escudo do Mestre (Exclusivo no Brasil)

Este item não existe na edição original. A Tria Editora está produzindo o Escudo do Mestre em parceria com o autor, criando um acessório funcional e único.

O escudo brasileiro terá:

  • Arte exclusiva;
  • Tabelas práticas e organizadas;
  • Ferramentas alinhadas ao sistema;
  • Design pensado para a mesa nacional.

Por que esses lançamentos importam

Com Longe de Casa, Um Reino Sem Rei e o Escudo do Mestre, a edição brasileira de Beyond the Wall se torna completa. Ela se iguala à original e, em certos pontos, a supera. Jogadores poderão explorar regiões inteiras, aprofundar o contato com o mundo feérico e contar com um escudo inexistente em qualquer outro país.


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Tria Insider #5: A Live que Redefiniu o RPG Brasileiro e Anunciou Warhammer no Brasil

Na noite de 18 de novembro, a Tria Editora realizou uma das transmissões mais importantes da história recente dos RPGs brasileiros. A transmissão revelou mais de 10 novos RPGs para 2025–2026, com atualizações essenciais de linhas como Symbaroum e Beyond the Wall, além do histórico anúncio da chegada oficial de Warhammer ao Brasil.

A quinta edição da live Tria Insider trouxe não apenas atualizações, mas uma avalanche de anúncios incluindo mais de 10 RPGs programados até junho de 2026 e uma revelação final que deixou a comunidade em choque.

🔥 Um ano de consolidação e ousadia

Prometendo apresentar “o maior anúncio de 2026”, a Tria entrou ao vivo com Bruno Mares, Calvin Semião, Rafael Tschope e Marco Bini para mostrar que o estúdio está apostando alto no crescimento do mercado brasileiro. Durante a live houve um reforço no seu compromisso de trazer jogos completos, pdfs lançados com metas atingidas  nas pré-vendas e metas estendidas cheias de bonificações, como mapas, dados e módulos VTT.

📌 ATUALIZAÇÕES DE PROJETOS

A editora revisitou suas campanhas de crowdfunding em andamento no Catarse, confirmando que praticamente todas estão dentro do cronograma. Além disso, reforçou seu objetivo de lançar coleções completas, começando com três grandes avanços:

🧱 Beyond the Wall — Maio/2026

Lançamento dos dois últimos suplementos: Longe de Casa e Um Reino Sem Rei.

Escudo do Mestre exclusivo para a edição brasileira.

🌑 Symbaroum — Junho/2026

Chegada da mega campanha O Trono de Espinhos, completa em seis livros de capa dura.

💀 PunkApocalíptico — A partir de Junho/2026

Aventuras finais para completar a linha.

Conteúdo exclusivo para o Brasil, nunca antes visto, nem mesmo na edição em inglês.

🚀 NOVOS LANÇAMENTOS ATÉ JUNHO/2026

A partir daqui, a transmissão ao vivo se tornou um show contínuo de anúncios apresentando uma mistura de RPGs grandes, médios e pequenos, projetados para impulsionar a comunidade sem sobrecarregar os fãs.

📅 Cronograma organizado por data:
Dez/2025 — Urban Shadows 2ª Edição

Fantasia urbana política, conspiratória e mortal, com vampiros, fadas, anjos, demônios e facções manipulando os bastidores.

Jan/2026 — Dragonbane

O premiado RPG de fantasia da Free League chega ao Brasil completo: Regras, Bestiário, campanha e caixa básica.

Jan/2026 — Odyssey of the Giant

Um RPG solo sensível e belo, perfeito para novos jogadores.

Fev/2026 — The Thousand-Year-Old Vampire

Uma referência mundial em RPGs baseados em diários. Dois ENNIES. Você cria o diário de um vampiro milenar.

Fev/2026 — Shadow of the Demon Lord

Obra-prima de Robert Schwalb. Fantasia sombria, desespero cósmico e regras revolucionárias.

Fev/2026 — Heroes of Cerulea

Pixel art. Vibrações de Zelda. Uma homenagem vibrante aos videogames de 8 e 16 bits.

Mar/2026 — Berserkr

Dos criadores de Ronin, agora mergulhando na destruição do Ragnarok.

Mar/2026 — Slugblaster

Skate dimensional + caos fluorescente + vibrações de Scott Pilgrim/Paper Girls.

Abr/2026 — Coriolis: The Great Darkness

Ficção científica mística e política, com cidades construídas sobre destroços espaciais.

Abr/2026 — Mazes RPG

Exploração de masmorras à moda antiga com mecânicas modernas de polimorfia.

Jun/2026 — Whispers in the Woods

Misticismo, aldeões do século XVIII e decisões difíceis em meio a florestas escuras.

🛑 E ENTÃO VEIO O GRANDE ANÚNCIO…

As câmeras se fecharam. Agradecimentos finais. Promessa de um último vídeo. Tela escura.

Som metálico. Faíscas. E de repente: WARHAMMER FANTASY ROLEPLAY em 2026! Junto com Warhammer 40.000 Roleplay!

Pela primeira vez em 40 anos, Warhammer terá uma edição oficial brasileira, por meio de uma parceria entre a Tria e a Cubicle 7. Um verdadeiro marco para o cenário do RPG no país.

“O Imperador Protege.”

🏛️ SOBRE A TRIA EDITORA

A Tria é hoje uma das principais forças no mercado nacional de RPGs, trazendo importantes títulos internacionais, fortalecendo o mercado de jogos de mesa e mantendo um diálogo transparente com a comunidade. Seu catálogo atual inclui mais de 25 RPGs, entre eles: Dragonbane, Symbaroum, Heroes of Cerulea, Beyond the Wall, Shadow of the Demon Lord, Ronin, PunkApocalyptic, Odyssey of the Giant, Slugblaster, Mazes, Dystopia e muitos outros.

Eu Não Me Via Nos Meus Heróis: Representatividade, RPG e Identidade Negra em Skyfall RPG

A representatividade no RPG sempre foi um problema para mim. Logo no início da minha experiência com o hobby, percebi algo incômodo: eu não me via nos meus heróis. Por mais liberdade que os sistemas oferecessem, meus personagens nunca tinham o meu rosto, minha cor ou a minha vivência. Eu não me via nos meus heróis, e isso se tornava cada vez mais evidente com o passar dos anos.

Apesar da variedade de opções que os RPGs oferecem, havia sempre um limite silencioso: meus heróis não tinham a minha aparência. Além disso, esse distanciamento parecia crescer à medida que eu entendia melhor o mundo ao meu redor e o papel que corpos negros ocupam dentro das narrativas.

Eu não queria falar sobre consciência negra no Dia da Consciência Negra. No entanto, este acaba sendo o único dia em que algumas pessoas param, mesmo que por obrigação, para ouvir. Por isso, se você chegou ao segundo parágrafo, podemos conversar com mais sinceridade sobre experiências pessoais, racialização, empoderamento e, claro, o impacto que o RPG Skyfall teve na minha trajetória.

Quando a discussão começou?

Acho que foi por volta de 2016. Naquele período, mergulhei intensamente nas discussões raciais dentro dos RPGs. Para ser honesto, foi também quando eu estava mais radical, magoado e desequilibrado. Consequentemente, acabei atacando pessoas que não mereciam, em um momento de forte instabilidade psicológica.

Foi um período sombrio da minha vida. Além disso, 2016 não pegou leve com ninguém.
Sombrio para mim e sombrio para a minha relação com os RPGs. Depois disso, certas oportunidades de escrita evaporaram, e dois parceiros simplesmente deixaram de responder meus e-mails.

Faz parte do peso: a dor do homem negro raramente é individual. Ela ecoa e se repete, refletindo a dor coletiva da comunidade negra. Por isso, acredito que isso deveria influenciar muito mais a forma como nos organizamos enquanto grupo — o grupo que, por conveniência, chamo de Comunidade RPG.

A constatação incômoda

Naquele mesmo ano, fiz um comentário duro e impulsivo: afirmei que o cenário de RPG era muito racista e, portanto, os livros também eram. Como resultado, fui atacado por todos os lados — e, em parte, com razão. Minha comunicação funcionou como uma marreta usada para abrir uma porta que precisava apenas de uma chave.

Apesar disso, havia verdade no que eu disse.

A maioria dos cenários de RPG da época não tinha personagens negros relevantes. Não aparecíamos nas capas dos livros principais. Além disso, quando surgíamos, quase sempre éramos reduzidos a arquétipos primitivos, tribais, exóticos ou monstruosos.

Não era uma acusação; pelo contrário, era uma observação.

Um olhar mais atento — um “teste de percepção” com um leve viés racial — seria suficiente para notar isso.

E isso sem mencionar a clássica combinação da fantasia medieval: Cavaleiro Negro, Peste Negra, Dragão Negro. Consequentemente, sombras, corrupção e morte sempre estavam envoltas na cor preta como metáfora do mal. Eu sei que essa relação vem de conceitos como “ausência de luz” e termos históricos mais complexos. Mesmo assim, o significado se perdeu, e é impossível ignorar o impacto racial ao discutir isso.

Enquanto isso, culturas inspiradas em povos africanos ou ameríndios eram transformadas em inimigos, obstáculos ou tribos selvagens a serem derrotadas em nome da “aventura”.

Se você não percebe o impacto psicológico disso a longo prazo… bem, tenho más notícias.

Mas o que tudo isso tem a ver com Skyfall RPG?

Tudo.

Skyfall RPG foi o projeto que me fez querer jogar novamente. Além disso, foi o financiamento coletivo que reacendeu em mim o desejo, a esperança e a faísca. Talvez tenha sido até o impulso para criar um perfil nas redes sociais e ensinar outras pessoas a jogar RPG.

Lembro-me de ver a primeira arte. Não lembro o ano exato, mas lembro perfeitamente do impacto. Elfes negres. Sanguir negro. E não como uma curiosidade exótica, mas como protagonistas, líderes, inspirações, ocultistas.

Será que alguém finalmente tinha escutado o que nós, leitores negros, dizíamos há anos? Talvez sim, talvez não.
Mas Skyfall tinha algo que faltava em tantos outros cenários: presença.

À medida que os suplementos eram lançados, meu interesse crescia como uma mariposa atraída pela luz. Havia Kishin de pele escura, humanos bronzeados, anões musculosos. Ou seja, pela primeira vez, não éramos apenas o povo tribal de algum canto esquecido.

Éramos elfes, anões, vampiros, urodelos, heróis, vilões — qualquer coisa que quiséssemos ser.

Quando os cenários começaram a mudar

Esse impacto não ficou restrito a Skyfall. Depois disso, revisitei cenários que eu mesmo havia criticado em 2016: Tormenta, Old Dragon, Reinos de Ferro (desculpem, pessoal; eu estava realmente desatualizado). Surpreendentemente, todos haviam evoluído. Todos haviam criado espaço para novas interpretações, culturas e representações. Inclusive, existia o Kalymba!

Então, pela primeira vez…

Não precisei mais me distanciar. Além disso, não precisei sentir raiva ou escolher entre amar RPGs ou tolerar sua ausência.

Eu me vi em meus heróis.
E meus heróis, finalmente, tinham rostos africanos.


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O Retorno de uma Lenda – Explore o Mundo de Cidri – Resenha

O meu amigo Diemi me pediu para escrever um artigo a respeito de The Fantasy Trip, in the Labyrinth,  afinal, estávamos em época de pré-venda do livro e não gostaríamos de deixar a notícia passar.

Como eu gosto de fazer parte da história do RPG e catalogar todos os movimentos feitos pela humanidade em sua passagem breve pela existência, aceitei!

Isso não seria um problema se o Diemi fosse um ser extra-interdimensional que fala com quatorze bocas através dos sussurros do tempo. Então ficou meio difícil saber exatamente o que ele queria além disso. Mas o artigo eu conseguiria escrever.

Então, pequei o separador dimensional, abri o portal e cheguei em Cidri, onde Rufus, o mago me aguardava.

O ar do outro lado era denso, com aquele cheiro esquisito de pergaminho queimado e magia velha. Rufus me esperava em meio às ruínas de Bendwyn, apoiado em seu cajado de runas, com a paciência de quem já viu eras se dobrarem e voltarem a começar.

“Chegou tarde”, disse ele, sem olhar para mim.

Cidri coçou o queixo. “Os portais nem sempre levam para o mesmo lugar.”

Olhei em volta. As colinas não eram as mesmas que eu lembrava do último salto. Fragmentos de torres flutuavam no horizonte, e um grupo de aventureiros cruzava o vale abaixo, acompanhados por uma criatura que parecia parte cavalo, parte máquina.

Era assim em Cidri: um mundo quebrado, costurado com pedaços de centenas de realidades, onde espadas e feitiços convivem com ecos de uma tecnologia perdida. Um mundo que nasceu da ambição dos Mnoren — aqueles antigos arquitetos dimensionais — e que hoje tenta sobreviver sem seus criadores.O Retorno de uma Lenda – Explore o Mundo de Cidri – Resenha

O meu amigo Diemi me pediu para escrever um artigo a respeito de The Fantasy Trip, in the Labyrinth,  afinal, estávamos em época de pré-venda do livro e não gostaríamos de deixar a notícia passar.

Rufus tocou o chão com o cajado e uma pequena grade hexagonal brilhou sob nossos pés.

“Está vendo isso?” perguntou. “Aqui, o destino se desenha em mega hexágonos. Cada passo é uma decisão, e cada decisão é um risco.”

Eu já tinha ouvido falar do sistema dos hexes, mas vê-lo assim, pulsando como um mapa vivo, era outra coisa. Rufus explicou como as regras de combate em Cidri eram simples de aprender, mas brutais quando aplicadas. “Um deslize de Destreza, uma escolha errada de Talento, e você se torna apenas mais uma sombra nos corredores do Labirinto”, disse ele.

Seguimos por uma trilha que descia até as catacumbas de Elyntia Meridional. No caminho, encontramos dois guerreiros discutindo sobre quantos pontos de Força ainda tinham antes de enfrentar um ogro que guardava a próxima sala.

Era impossível não sorrir: até nos mundos mais caóticos, os Heróis e Magos ainda dependem de um bom dado e de um plano melhor.

Conforme descíamos, as paredes começaram a se mover. O labirinto vivo de Cidri se reorganizava, um lembrete de que aqui o perigo é constante e a glória precisa ser conquistada a cada turno.

“The Fantasy Trip…” murmurou Rufus, como se o próprio nome tivesse peso. “Um jogo que nasceu antes de muitos mundos existirem. Rápido, direto, letal. Feito para quem entende que a verdadeira fantasia é sobreviver ao próximo movimento.”

Parei, tirei o caderno dimensional, escrevi. Diemi havia pedido um artigo, afinal (tinha, não tinha?). E, se ele estava certo — e geralmente estava, mesmo quando falava em quatorze vozes — talvez o mundo precisasse lembrar que algumas lendas não morrem, apenas esperam que alguém volte a atravessar o portal.

O Retorno de uma Lenda — Explore o Mundo de Cidri

Em algum lugar entre os mundos perdidos e os sonhos esquecidos dos antigos Mnoren, ergue-se Cidri — um planeta colossal, forjado por magia, ciência e caos.
Um lugar onde impérios desabaram, onde aventura e mistério caminham lado a lado, e onde cada passo pode levar a um novo mundo dentro do mesmo mundo.

Os Mnoren, construtores de realidades e viajantes dimensionais, desapareceram sem deixar rastros. Em seu lugar, deixaram fragmentos de civilizações, reinos em ruína e portais entrelaçados por antigas magias.
Agora, cabe aos aventureiros — como você — revelar os segredos desse planeta multifacetado, enfrentar as criaturas que ainda guardam os vestígios dos deuses e conquistar os labirintos que escondem poder e glória.

Prepare-se para descer In the Labyrinth, o coração do lendário The Fantasy Trip, um dos RPGs mais influentes de todos os tempos.

📖 O Que É The Fantasy Trip: In the Labyrinth?

Criado por Steve Jackson, o mesmo autor de GURPS e Munchkin, The Fantasy Trip é um RPG clássico de fantasia que definiu a base de inúmeros sistemas modernos.
Lançado originalmente em 1980, o jogo retorna após décadas, totalmente revisado e expandido, preservando seu estilo ágil, tático e intuitivo.

O mundo de Cidri é o cenário principal — uma mistura de espadas e feitiçaria com fragmentos de super ciência, onde cada vila, reino ou ruína tem potencial para se tornar uma nova campanha.

📘 O Que Você Encontra no Livro

The Fantasy Trip: In the Labyrinth é o manual essencial para mestres e jogadores, reunindo todas as regras e conteúdos necessários para criar campanhas completas e cheias de personalidade.

Dentro deste volume, você encontrará:

  • 🌍 O vasto e diversificado mundo de Cidri, repleto de culturas, mistérios e aventuras.
  • ⚔️ Regras completas para criação e evolução de personagens, com base nos atributos de Força (ST), Destreza (DX) e Inteligência (IQ).
  • 🔮 Sistema de Magias e Talentos que permite personalizar heróis e magos conforme seu estilo de jogo.
  • 🐉 Bestiário detalhado, com monstros, feras e tesouros prontos para povoar seus labirintos.
  • 🧱 Ferramentas para Mestres de Jogo, incluindo regras de construção de dungeons, tabelas de povoamento aleatório e ideias de campanhas.
  • ⚙️ Sistema de combate avançado, com uso de mapas de megahexágonos, ataques mirados, combate montado e condições táticas.
  • 🗺️ Mapas e descrições completas da vila de Bendwyn e do reino de Elyntia Meridional, prontos para uso imediato.

🕯️ Um RPG Atemporal

Mais do que um jogo, The Fantasy Trip é um retorno à era de ouro do RPG — um sistema coeso, direto e repleto de possibilidades.
Perfeito para quem busca a sensação clássica das aventuras de mesa, mas com mecânicas modernas e design refinado.

Brandas tua espada. Memoriza teus feitiços.
E entra no labirinto — o mundo de Cidri te aguarda.

📦 Informações Técnicas da Edição

Título: The Fantasy Trip: In the Labyrinth
Autor: Steve Jackson
Formato: Livro A4
Páginas: 178
Miolo: Papel couché 115g (fosco)
Capa: Papel cartão 300g, dorso colado
Idioma: Português
Lançamento: Pré-venda
Previsão de envio: A partir de dezembro de 2025

🌟 Garanta sua Cópia

Esta é a sua chance de reviver um dos RPGs mais icônicos da história, agora em português, com conteúdo expandido e revisado.
Um verdadeiro tesouro para colecionadores, mestres e aventureiros que valorizam o espírito original do hobby.

🎲 Reserve agora sua cópia de The Fantasy Trip: In the Labyrinth e prepare-se para explorar Cidri, um mundo onde cada labirinto é uma nova história esperando para ser contada.


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Últimos Dias! Phantyr: RPG Inovador, Cenário de Fantasia Medieval e Classe Exclusiva Xamã

A contagem regressiva final começou! Restam apenas alguns dias para você participar da gênese de Phantyr e garantir seu lugar neste cenário de campanha surreal que está redefinindo os limites do RPG de fantasia medieval. Esta é a sua última oportunidade de apoiar o Financiamento Coletivo e adicionar à sua biblioteca um material que é sinônimo de inovação, criatividade e profundidade emocional.

Phantyr não é apenas mais um livro; é um portal. É o resultado do sonho de criar um jogo onde a fronteira entre sonho e pesadelo é tênue, e onde a narrativa e as escolhas dos jogadores realmente moldam o tecido da realidade. Se você busca uma experiência de RPG que vai além do comum, que propõe novos desafios de interpretação e tática, este é o momento decisivo.

🌌 Mergulhe no Lore: A Complexidade de Phantyr

O cenário de Phantyr é um universo de fantasia medieval com camadas de mistério e conflito que se estendem desde sua gênese, há eras, até os dias atuais. Ao apoiar o projeto nestes últimos dias, você terá acesso a um material descritivo robusto que inclui:

  • Ruínas da Civilização Zongari: Explore as vastas e antigas ruínas de uma civilização caída, cujos segredos e magias proibidas esperam ser descobertos por heróis audaciosos. Estes locais não são apenas masmorras; são peças-chave para desvendar a origem do próprio mundo.
  • Intrigas Divinas e Profecias: Envolva-se nas tramas complexas e nas manipulações de um panteão divino fragmentado. Doze profecias enigmáticas ditam o destino das nações, e os jogadores frequentemente se encontram como peões cruciais nesse tabuleiro cósmico.
  • Conflito de Poderes: O delicado equilíbrio político do cenário é ameaçado pela ascensão da Soberania Poente, uma nação jovem liderada por orgulhosos Draconatos, que tenciona as relações com o vizinho, o tradicional Baronato de Sheidrost. Suas escolhas podem desequilibrar a balança de poder e levar o mundo à guerra ou à paz.

🛠️ Inovação: As Mecânicas Que Redefinem o Jogo

O aspecto que solidifica a posição de Phantyr como um RPG inovador são as suas mecânicas originais e as novas opções de personalização. O livro serve como uma verdadeira caixa de ferramentas para mestres e jogadores, oferecendo:

  1. Sistemas de Coleta e Manufatura (Crafting): Regras detalhadas e imersivas que transformam a aquisição de recursos e a criação de itens em uma parte significativa da aventura. O crafting não é apenas um apêndice, mas uma mecânica que impulsiona a exploração.
  2. Organizações Jogáveis: Mecanismos que permitem aos jogadores se afiliarem, subirem na hierarquia e até liderarem facções e organizações poderosas. Suas ações afetam a influência global dessas entidades.
  3. A Classe Exclusiva: O Xamã!: Uma nova classe completa, desenhada especificamente para canalizar as emoções profundas e a magia onírica de Phantyr. O Xamã é um arquétipo totalmente novo para o RPG de fantasia.
  4. Conteúdo de Personalização: Além do Xamã, o livro inclui uma nova espécie (raça) e quatro subclasses inéditas, aumentando drasticamente a variedade e a profundidade na criação de personagens.

🛑 Não Deixe a Oportunidade Escapar!

Esta é a última chamada para garantir recompensas que não estarão disponíveis no varejo após o fim do financiamento coletivo. As edições especiais, prints exclusivos e add-ons de lore só podem ser obtidos agora.

Se você está cansado de cenários clichês e busca um RPG de fantasia que combina histórias colaborativas com sistemas originais e uma profundidade emocional inédita, apoie Phantyr antes que o portal se feche para sempre.

Apoie Phantyr e torne-se um dos heróis que moverão as engrenagens deste destino surreal!


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Skyfall RPG 5ª Edição D&D: A Esperança em um Cenário de Fantasia Trágica

Quedas são comuns em Opath, cenário de Skyfall RPG
Skyfall RPG é um cenário de fantasia trágica compatível com a 5ª Edição de Dungeons & Dragons (D&D 5E) que prova que, mesmo quando o mundo está desmoronando, a esperança pode ser a maior aventura.

O cenário, escrito por Silvia Sala e PedroK, leva os jogadores para Opath, um mundo à beira da extinção. E foi por isso que, depois de configurar o rádio interdimensional, decidi visitar o local pessoalmente.

Não lembro se quem me falou do livro foi um humano ou um polvo colorido de Andrômeda IV, mas o mundo de Opath me chamou a atenção ao ver a imagem de um coelho humanoide em roupas de aventureiro segurando uma carabina e enfrentando um ser draconiano.

Cheguei em Opath, um lugar com um céu impressionante e uma vastidão assustadora, com aquela aura perene que só mundos de magia possuem.


Opath e as “Quedas”: A Essência da Fantasia Trágica

Um clique seco chamou a minha atenção. Isso, e o cano frio de uma carabina na têmpora direita. Pelo canto do olho, vi o coelho.

– Um minuto para explicar para onde foi o lagarto. – A voz dele, longe de fofinha, me fez engolir em seco. Meu nome, na verdade, é Oghan, um escritor interdimensional. Eu estava ali para entrevistar um dos habitantes e entender melhor o cenário de Skyfall RPG.

– Melhor do que Influencer, hã? – ele riu. Seu nome era Horácio Farol, e ele era a ilustração que me trouxe até ali.

Farol recolheu a carabina, mas logo me deu um alerta: Cuidado! Uma gigantesca bola flamejante – uma das chamadas Quedas – passou acima de nós, destruindo uma arvoredo próximo.

“Uma Queda, mas das pequenas, elas acontecem de tempos em tempos, nosso mundo está morrendo. Ninguém sabe o motivo, mas partes de um continente caem sobre nosso mundo. nós estamos condenados.”

Esse é o tom da aventura em Skyfall RPG: a Fantasia Trágica.


A Força da Esperança em Skyfall RPG

Em meio à desgraça iminente, perguntei a Farol por que eles continuavam. A resposta dele é a chave para o sucesso do livro:

“Por que somos feitos de esperança.”

Essa é a beleza de Skyfall: mesmo na pior adversidade, há beleza em Opath, nas personagens e nas histórias que podem ser criadas ali.

O livro é um trabalho de paixão dos autores. É como se, por pior que as coisas estejam, por mais sombria que a situação pareça, há sempre uma vontade dentro de cada um dos personagens de fazer o certo e impulsionar Opath para algo maior, nem que seja uma morte digna. Isso que torna Skyfall único: a fé inabalável em dias melhores, mesmo quando eles parecem impossíveis.


Por Que Skyfall RPG é Ideal para Sua Mesa D&D 5E?

O material é totalmente compatível com a 5ª Edição de Dungeons & Dragons, mas oferece elementos de jogo completamente originais e envolventes.

Skyfall RPG inclui:

  • Novas Opções de Raça e Classe: Descubra novas possibilidades de criação de personagens, adaptadas ao Cenário de Fantasia Trágica.
  • Mecânicas de Jogo Únicas: As Quedas e a instabilidade de Opath injetam tensão e desafios únicos nas suas sessões.
  • Regras Adaptadas para D&D 5E: O sistema é familiar, o que permite que seu grupo comece a jogar rapidamente, focando na história.
– O que você sentiu, ao ler nossas histórias? Como é ser testemunha do fim?

Na teoria, era eu quem deveria fazer as perguntas, mas Farol era esperto demais para ser entrevistado sem ganhar nada em troca.

– Beleza. Há muita beleza em Skyfall, dá para perceber que as pessoas responsáveis por criá-lo entregaram parte da sua própria essência ao livro, que elas acreditavam nele, mais até do que você mesmo acreditaria. Ou eu. É isso que torna Skyfall único: mesmo na pior adversidade, há beleza em Opath, nas personagens e nas histórias que podem ser criadas ali. Histórias que as pessoas participam, crescem, compartilham.

Farol atirou, o draco girou ao redor de si mesmo, atingido no ombro, caindo na grama de peito para baixo. Nos aproximamos e caímos na armadilha.

O draco se virou tão rápido que Farol não viu o golpe, a lâmina cortou sua garganta e a minha de uma vez só, tombando nossos corpos no chão. Ele se afastou rindo, Farol me encarava.

– Você me atrapalhou.

– Desculpa – Respondi sentindo a conexão com Opath se desfazer. – Quer que eu refaça a sua ficha de personagem?

– Quero, mas me refaça como Tatsunoko combatente retornado OU sombrio, vê o que dá para fazer.

Minha cabeça riu, o draco se afastava, mas, em sua direção, outra Queda. Maior, mais intensa, incandescente. Dessa vez, do tamanho de uma casa.


Adquira o Skyfall RPG Hoje!

Skyfall RPG é para todos que amam o sistema D&D 5E mas buscam um cenário novo, com um vibe mais maduro e emocional. Se você está pronto para testemunhar a beleza do fim e encontrar a esperança onde ela menos se espera, este livro é o seu próximo portal


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Pré-Venda The Fantasy Trip: In the Labyrinth – Athios Editora abre o portal para Cidri!

O meu amigo Diemi me pediu para escrever um artigo sobre The Fantasy Trip: In the Labyrinth.
“É pra avisar que o livro está em pré-venda!”, ele disse, ou talvez tenha sussurrado, vindo de um plano onde as palavras são feitas de ecos. Difícil saber, já que o Diemi às vezes fala com quatorze bocas através das dobras do tempo.

Mas uma coisa era certa: o portal precisava ser aberto.

Peguei o separador dimensional, alinhei as coordenadas e atravessei.
Do outro lado, em Cidri, Rufus, o mago de longas barbas e humor duvidoso, já me esperava. Ele estava empolgado, segurando um exemplar reluzente de In the Labyrinth, recém-saído dos prelos da Aithos Editora.

“Veja!”, disse Rufus, “o verdadeiro coração de The Fantasy Trip renasceu!
Regras expandidas, magias aprimoradas, combate tático e tudo o que os aventureiros da velha guarda sempre quiseram revisitar.”

E ele tinha razão.

The Fantasy Trip: In the Labyrinth não é apenas um relançamento — é uma viagem de volta às origens do RPG, direto da mente de Steve Jackson, o criador de GURPS. Aqui, os jogadores constroem seus heróis ponto a ponto, duelam em arenas hexagonais e enfrentam monstros que fariam qualquer dado tremer de medo.

A Aithos Editora trouxe essa joia em uma nova edição cuidadosamente traduzida, com o selo de qualidade que já virou marca da casa. O livro está em pré-venda, e cada cópia é uma chave — um fragmento de portal para quem quer redescobrir o prazer de explorar masmorras com inteligência, estratégia e uma boa pitada de caos criativo.

Então, se você também ouviu o chamado de Cidri ecoando nos seus dados…
Prepare o manto, escolha seus talentos e entre no labirinto.

📘 The Fantasy Trip: In the Labyrinth — agora em pré-venda pela Aithos Editora.


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