E aí pessoal, tranquilos? Hoje vamos a mais uma Quimera de Aventuras utilizando o jogo Hearthstone (jogo de cartas da Blizzard ao estilo Magic, que utiliza como base o universo de Warcraft). Ascensão das Sombras é a primeira expansão do jogo no ano de 2019.
Ela trouxe uma temática conjunta para todo o ano do Dragão, onde as três expansões do ano contaram a história de um grupo do mal tentando invocar um grande mal em Azeroth. E um grupo de herois tentando impedi-los. Ou seja, tipicamente uma história de RPG.
Porém, nesta Quimera as aventuras serão na visão dos vilões… a Liga do Mal.
Quimera de Aventuras
Madame Lazul
Contratados por uma misteriosa adivinha, o grupo precisa localizar poderosas cartas que fazem parte de um artefato antigo e poderoso (o Baralho das Surpresas para D&D) que concede certos poderes e desejos. Ela explica que quanto mais cartas, mais poderosas elas ficam.
Entretanto, para o plano da adivinha, cinco cartas serão suficientes para erguer um pequeno pelotão de mortos-vivos muito poderosos e matar o regente da principal cidade da região. Isso ocorre não pela obtenção das cartas, mas sim pelo rompimento das magias e selos que protegiam as cartas.
Barão Fubalumba
Nem sempre rastejar por masmorras é vantajosos. Muitas vezes os aventureiros são derrotados e, ao invés de serem mortos, são presos. E é isso que ocorreu com o grupo ao invadir uma mina supostamente abandonada. O chefe do local, um kobold do tamanho de um ogro, conseguiu capturar os aventureiros e, percebendo a capacidade dos aventureiros, decide condicioná-los magicamente a cumprirem uma missão para ele dentro de uma semana.
Para estarem libertos da maldição mágica os personagens deverão invadir um banco/castelo/templo atrás de quatro itens poderosos: a Varinha Esplêndida, o Totem Kobold, a Coroa de Zarog e o Cálice de Tolin. Quando o grupo conseguir os itens ainda estarão compelidos pela magia a levá-los ao Barão Kobold. Se não o fizerem morrerão ao final dos sete dias e, caso tentem usar os itens, morrerão instantaneamente.
Desta forma, não basta bolar um plano apenas para entrar no local, também deverão pensar em como sairão do local sem poderem usar teleporte ou magias similares (visto que o local possui proteções contra esse tipo de magias);
Rainha Hagatha
Por algum motivo, seja por dinheiro, corrupção ou por ter um ente querido sob ameaça da Rainha Pantanosa Hagatha, os personagens deverão conduzir um exército de homens-peixe no ataque à uma cidade litorânea.
A desculpa de Hagatha é que essa cidade está acabando com a natureza e com os espíritos do local. Entretanto o que ela deseja é o derramamento de sangue para agradar um deus esquecido e, quem sabe, ser premiada com uma criatura horrenda e totalmente sob seu controle.
Explodista Cabum
Se tem Cabum, tem bombas explosivas. E tem algum cientista maluco rival acabando com o carregamento de pólvora que viria para o Cabum. Por isso, ele contrata o grupo para lidar com esse rival inconveniente e, quem sabe, reaver o carregamento de que ele tanto precisa para explodir coisas por aí…
Arquivilão Rafaam
Rafaam não é um vilão simplório, ele elabora planos grandiosos e, para isso precisa de aliados poderosíssimos. Desta forma, Rafaam contrata o grupo (dentre vários outros) para levar até ele importantes figuras do mundo. Não importa se elas querem ou não ir e nem o quão poderosas elas são.
Escolha qualquer NPC importante em seu mundo e peça para o grupo levar tal NPC até Raffam. a dificuldade ficará por conta do mestre e a maneira de cumprir esse contrato ficará a cargo dos jogadores. Entretanto, o que é uma constante é o alto valor em dinheiro que Raffam paga.
Por fim, trazer várias pessoas importantes para seu covil não é o plano final do autodenominado Arquivilão do mundo. Ele pretende conquistar a maior cidade que estiver em seu mundo, não importando o tamanho nem a dificuldade que isso possa ter. O importante é que dispõe de meios mágicos e financeiros para isso. Porém, sem ajuda de lacaios, quer dizer, de valorosos aliados como os personagens jogadores, ele não conseguirá efetivar seu plano. Mesmo que ele tenha o Cajado da Criação e outros itens poderosos…
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Apesar de ter que lhe dar com o fim das coisas, nem sempre o fim é algo ruim, temos o fim de ano que é uma época especial em qualquer mundo, real ou fictício. Em cenários de RPG e literatura fantástica, criar feriados únicos pode adicionar camadas à narrativa, fortalecendo a ambientação e permitindo que os jogadores mergulhem ainda mais na cultura do universo criado. Além disso, essas celebrações oferecem oportunidades para explorar temas de união, transformação e esperança, criando momentos memoráveis nas campanhas. Neste texto, exploraremos como desenvolver feriados alegres de fim de ano para o seu mundo fictício, com 10 sugestões criativas para inspirar sua mesa de jogo.
1. Festival das Estrelas Cadentes
Imagine um mundo onde, a cada solstício de inverno, chuvas de meteoros iluminam o céu de maneira espetacular. Os habitantes interpretam esse fenômeno astronômico como bênçãos dos deuses ou sinais de boa sorte. Durante o festival, as pessoas organizam fogueiras, dançam alegremente sob as estrelas e escrevem desejos em pequenos pedaços de pergaminho. Em seguida, elas lançam esses pergaminhos ao vento como oferendas simbólicas. Além disso, esse evento frequentemente motiva missões emocionantes, como a busca por fragmentos de meteoros repletos de energia mágica.
2. Celebração da Aurora Gélida
Nos reinos gelados do norte, o fim de ano se transforma em um espetáculo com o fenômeno das luzes dançantes no céu, conhecido como Aurora Gélida. Esse evento marcante simboliza renascimento e renovação para as comunidades locais. Durante as festividades, vilas inteiras se unem para celebrar com músicas animadas, esculturas de gelo deslumbrantes e competições amigáveis que fortalecem os laços entre os moradores. Para adicionar profundidade à narrativa, os jogadores podem descobrir que essas luzes mágicas funcionam como um portal para outra dimensão, criando oportunidades para aventuras inesperadas e emocionantes.
3. Semana dos Mil Sabores
Em um reino agrícola, o final do ano se transforma em uma época especial para expressar gratidão pelas colheitas. Durante a animada Semana dos Mil Sabores, cada família prepara um prato único, enquanto as cidades promovem grandes banquetes comunitários repletos de aromas e sabores variados. No entanto, a celebração pode ser ameaçada por uma praga mágica que começa a devastar as plantações. Nesse cenário, os jogadores são desafiados a encontrar uma solução urgente para salvar as festividades, garantindo a continuidade dessa tradição que une a comunidade.
4. Dia da União dos Clãs
Nos mundos onde as culturas se dividem em tribos ou clãs, um feriado que promove a união temporária de todos os povos se destaca como um evento de grande significado. Durante esse dia especial, líderes e cidadãos compartilham histórias emocionantes, trocam presentes simbólicos e firmam alianças importantes, celebrando a harmonia entre as comunidades. Nesse cenário, os personagens podem ser convidados a representar uma facção em meio a uma disputa política delicada. O desafio, então, seria impedir que as tensões crescentes entre os grupos comprometam a festividade, criando um terreno fértil para narrativas diplomáticas repletas de reviravoltas emocionantes.
5. Ritual da Luz Crescente
Em cenários que veneram a magia da luz, o Ritual da Luz Crescente destaca-se como um evento grandioso. Durante a celebração, milhares de lanternas mágicas iluminam o céu ou flutuam nos rios, simbolizando a vitória da luz sobre as trevas. Entretanto, o aparecimento inesperado de criaturas das sombras durante o festival pode transformar a ocasião em um desafio perigoso. Nesse contexto, os personagens devem agir rapidamente para proteger os participantes e investigar a origem dessa ameaça, criando uma narrativa envolvente repleta de mistério e ação.
6. Carnaval das Máscaras Antigas.
Este feriado se destaca por um vibrante desfile de máscaras que simbolizam divindades ou espíritos antigos. A troca de identidades e o clima de mistério geram um ambiente repleto de diversão e intrigas. Nesse contexto, os personagens podem ser contratados para recuperar uma máscara sagrada que foi roubada pouco antes do desfile. Durante essa missão, eles enfrentam desafios tanto sociais quanto mágicos, navegando por um cenário rico em disfarces, segredos e tensão crescente.
7. Noite do Elo do Tempo
Em mundos onde deuses ou entidades governam o tempo, o fim de ano ganha vida com cerimônias que reverenciam a passagem das eras. Durante essas festividades, relógios gigantes e ampulhetas mágicas marcam de forma grandiosa o início de um novo ciclo. Para enriquecer a narrativa, um ritual interrompido pode transportar os personagens para o passado ou futuro, colocando-os diante de desafios inesperados enquanto tentam restaurar o equilíbrio temporal e retornar ao presente.
8. Festa da Fênix Eterna
Simbolizando o renascimento, esse feriado ganha vida com enormes fogueiras moldadas no formato de uma fênix, enquanto cerimônias intensas envolvem a queima de objetos antigos para abrir caminho ao novo. Durante o evento, os jogadores podem perceber que uma fênix verdadeira observa atentamente a celebração. Intrigada, a criatura decide testar os personagens com desafios que revelam e moldam o verdadeiro caráter de cada um, adicionando um elemento místico e transformador à festividade.
9. Corrida dos Ventos Gélidos.
Nas vastas planícies geladas ou nos desertos cobertos de neve, os habitantes locais promovem uma corrida emocionante entre trenós puxados por criaturas mágicas. O grande prêmio, um artefato poderoso que promete trazer prosperidade ao vencedor, desperta o entusiasmo de todos. Os jogadores podem participar desse evento épico, enfrentando obstáculos imprevisíveis, sabotagens engenhosas e adversários únicos, enquanto precisam usar criatividade e estratégia para alcançar a vitória.
10. Dia da Semente do Futuro
Nesse feriado, cada pessoa planta uma semente mágica que representa esperança para o ano vindouro. Esses rituais podem ser amplificados por magos e druidas, que garantem colheitas abundantes ou árvores que guardam segredos antigos. No entanto, uma semente corrompida pode ser plantada, ameaçando a terra e convocando os jogadores para resolver o problema.
Conclusão
Criar feriados de fim de ano no seu mundo de RPG e literatura fantástica é uma oportunidade incrível para adicionar camadas emocionais e culturais à narrativa. Essas celebrações podem servir como pano de fundo para histórias emocionantes, fomentar a interação entre os personagens e trazer momentos inesquecíveis para a mesa.
Neste clima de festividade, desejamos a você e ao seu grupo um final de ano repleto de aventuras, risadas e conquistas. Que 2025 seja um ano ainda mais épico, repleto de histórias que continuarão a inspirar e unir todos ao redor da mesa. Boas festas!
Grandes RPGs e Pequenos Livros. Todo RPG precisa de 3 livros de 200 páginas pra jogar, tô certo? Ou tô errado? É possível ter um RPG completo, com grandes idéias, em poucas páginas? E portanto, mais barato? Venha, Aprendiz de Mestre!
Grandes RPGs em pequenos livros?
Sim, meus queridos mestres e /ou jogadores de RPG, (também conhecidos como RPGistas — o que comem?Como vivem? Onde podemos encontrá-los? Em breve num outro post aqui mesmo, no Aprendiz de Mestre!).
Há diversos relatos de jogadores e mestres que precisam de livros enormes, dezenas de dados diferentes, mapas, miniaturas, maquetes, cartas, fichas de personagens…
Claro, você pode ter estes acessórios (ou “props”).
Mas muitos sistemas não precisam.
Entretanto, temos exemplos?
Opa. Preciso provar o que estou escrevendo.
Vamos ver:
Mares do Sertão –, pela Caju Art Studio. Do Brasil! — Nordeste Brasileiro! Usa um baralho de cartas próprias.
Mares do Sertão
4AD (Four Against Darkness) — exploração de masmorras, solo e cooperativo –( esgotado no Brasil )
Que tal um kit introdutório compatível com D&D, com mapas, grids de combate, dados, aventuras prontas? Dá pra ler e jogar numa tarde. Phantyr, pela Editora 101 games.
Heróis e Hordas, também pela Editora 101 games, com sistema Solo 10, está pra ser encaminhado aos apoiadores enquanto escrevo este texto.
Grandes RPGs e Pequenos Livros — tem algo modular? Que eu possa adaptar para outros sistemas?
A Editora Nozes tem muito material, como o Cartapacio de Monstros, um bestiário de fantasia para vários sistemas, e o By the Sword. A Editora Caramelo Jogos também tem bastante coisa “multi sistema“.
Vantagens de Grandes RPGs em pequenos livros?
Pois os melhores perfumes, e os venenos mais mortais, vem nos menores frascos…
Preço! Menos folhas de papel, menos custo, melhor armazenamento.
Portabilidade! Mais fácil de carregar pra eventos ou na casa de outras pessoas.
De um modo geral, regras mais rápidas para aprender e jogar.
Por conseguinte, menos tempo folheando ou conferindo tabelas. O jogo costuma ser mais ágil.
Desvantagens em pequenos livros, mas grandes RPGs?
Bom, livros grandes e grandes escudos, com miniaturas e tudo mais, costumam chamar mais atenção na mesa, em eventos e convenções.
A maioria dessas mesas seguem com D&D, Ordem Paranormal e Tormenta. Por outro lado, se David desistisse de desafiar Golias, você nunca ouviria falar da respectiva lenda. Toda grande franquia de RPG, já foi algo pequeno e independente. Concorda, herói?
Finalmente, tamanho não é documento.
Espero ter te mostrado que você não precisa de livros caros e uma enorme biblioteca pra jogar RPG.
Há opções, boas, baratas e que ocupam pouco espaço e pouco tempo, nacionais e estrangeiras, mas nem por isso menos divertidas.
(Acha que eu sinto falta do D&D não vir mais para o Brasil? Ahaha hahahahah). Assim, se você não curte D&D, veja nossa coluna, “Tudo menos D&D” , e se você curte, em breve, teremos a coluna “Só D&D”.
(Aqui no movimento RPG, é assim. Ou você ganha, ou você também ganha!).
Se preferir nos ouvir falando sobre este e outros temas, olha o podcast do dicas de RPG.
Até breve, pequeno(a)s ou grandes aventureira(o)s.
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Chulé é um jogo que vai te desafiar, pois você precisará rapidamente encontrar o par das suas meias, sem pegar meias com traças.
Número de jogadores: 2-6 jogadores Tempo: 15 minutos Mecânicas: Combinação, Correspondência Rápida, Reconhecimento de Padrões, Tempo Real Editora: @ludocafé
Componentes (jogo base):
55 cartas (63,5x88mm)
1 folheto de regras
Como funciona
Seu objetivo é formar par de meias. Para serem consideradas pares, elas devem ter pelo menos dois desenhos iguais.
Você começa com 2 ou 3 cartas na mão (a depender do número de jogadores).. O primeiro jogador deve abrir uma carta de forma que fique visível para todos. Esta carta pode ser usada para formar um par de meias com uma carta que você tem na mão. Ou você pode colocar ela na sua mão (caso tenha espaço).
Mas aqui, cuidado, se a carta que vai para sua mão, tiver uma traça, ela irá comer um dos seus conjuntos já feitos. A traça também pode te atrapalhar a formar pares, já que duas meias com traças não podem formar um par.
O jogo termina quando a carta de final de jogo surgir. Ela sempre estará entre as 8 últimas cartas da pila de compras.
Análise do jogo
Chulé é um jogo bastante simples e desafiador. É preciso ficar atento às estampas que se confundem facilmente. Você precisa ser rápido e estar bem atento às cartas que surgem para conseguir pontuar.
Ele é um desses jogos que vira febre e você quer jogar uma partida atrás da outra, sem parar. Além de ser muito amigável para diferentes grupos e diferentes idades. Ele também é muito bem trabalhado, com uma arte muito fofa.
Gostou, então já sabe!
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Tranquilos Aprendizes de Mestre? Hoje abordaremos como introduzir novos personagens de jogadores durante uma campanha. Primeira pergunta a ser feita é quando se precisa de novos personagens?
Embora a pergunta seja meio óbvia vamos trabalhar nas alternativas…
Um novo personagem pode ser necessário para substituir um personagem morto ou aposentado de um jogador. Ou o mais comum de acontecer, especialmente em RPGs jogados virtualmente, a saída de um jogador.
O pupilo do aposentado
A mais rara e, talvez, mais legal entre todas. Seu personagem já viveu aventuras suficientes, agora só deseja administrar seu próprio negócio ou o feudo que conseguiu obter com o espólio de monstros e masmorras. Provavelmente sua principal arma estará pendurada na parede ou embaixo do balcão.
Dependendo da raça e do tempo que esse personagem se aposentou seu substituto poderá ser um filho ou, então, um pupilo qualquer. Preferencialmente alguém que foi salvo ou possa ter se inspirado nos feitos do personagem.
Em minha experiência como mestre, poucas vezes alguma campanha continuou após algum evento que permitisse a aposentadoria de algum personagem jogador. Porém, esta é a maneira mais fácil de se trocar um personagem por outro. Basta que o personagem aposentado indique o novato a seu antigo grupo.
Outra possibilidade é que, ao invés de ser um pupilo, o substituto seja um amigo ou conhecido do aposentado. Como também um NPC conhecido do grupo.
Trocando por um morto
Pois bem, aqui o personagem morreu em combate. A vida de aventureiro tem suas promessas e recompensas, mas também seus riscos. E foi correndo riscos que seu personagem não conseguiu voltar para casa e foi para o mundo dos deuses ou qualquer outro lugar pertinente.
Aqui há duas opções para o mestre: permitir que o novo personagem seja do mesmo nível do falecido (e geralmente, do próprio grupo) ou então um ou mais níveis atrás dos demais personagens. As duas opções servem como meio punitivo para o personagem falecido. O que, geralmente, é utilizado para evitar mortes bestas ou displicentes provocadas pelos jogadores.
Isso deve ser analisado com cautela e cuidado por cada mestre conforme o estilo de sua mestragem e de seus jogadores. Eu, por exemplo, deixo os personagens voltarem no mesmo nível; pois sou um mestre que pesa a mão nos desafios, principalmente nos combates. Porém, na mesma medida sou benevolente em premiar os personagens com muito dinheiro e tesouros (“passar aperto financeiro basta a vida real”).
Assim, um novo personagem iniciará com os itens iniciais geralmente permitidos pelo sistema e sem nenhuma riqueza que os demais personagens já possuem. Ou seja, já é muita punição para uma morte, mesmo que seja heroica.
Porém, como fazer a introdução desse novo personagem?
Geralmente eu utilizo algum NPC conhecido do grupo que fica sabendo do falecimento do antigo membro e sugere o novo personagem para preencher a vaga faltante. Porém, nem sempre isso é possível e muitas vezes as mortes ocorrem em meio aos ermos e a história não permite que os personagens voltem à civilização em busca de reforços.
Dessa maneira eu opto por alguma situação que faça o personagem estar próximo àquela localidade. Seja porque está num objetivo parecido do grupo, seja porque fugiu de um cativeiro ou está atrás de vilão da campanha ou aventura por motivos diferentes do grupo.
Neste ponto é importante que o jogador o ajude com uma boa história inicial e que coadune com a campanha que está ocorrendo. As explicações não precisam ser extensas ou complexas. Na maioria das vezes duas ou três frases bem postas serão suficientes para encaixar o novo personagem na campanha e no grupo.
Sai jogador, entra jogador
Eu, como mestre online há sete anos já tive muitos jogadores em minhas mesas. Certamente esse número passou de 100 e pouco mais de vinte ainda estão acompanhando minhas mesas. Desta forma, é fácil a história ficar quebrada e com diversos furos.
Embora o ideal seja uma linha de continuidade na campanha, muitas vezes e, dependendo da quantidade de ausências e trocas de jogadores, todos terão que usar da suspensão da descrença para forçar uma continuidade na campanha.
Porém, se você leu até aqui, seu desejo é saber como resolver isso. Pois bem, desde o início da campanha permita que haja vilas nos locais por onde os personagens passarem. Mencione que o grupo passa por outros aventureiros nas estradas e trilhas que percorrem. Isso, inclusive pode ser utilizado para passar informações e ganchos para os personagens.
Assim, quando algum jogador sair de sua mesa. Mantenha o personagem dele até a próxima vila ou evento e o substitua por um novo jogador e personagem. Eu já fiz dois grupos se unirem e criei uma narrativa para introduzir uma complicação na história (e que está rendendo ótimos frutos muito tempo depois) e conseguir eliminar (permanente e temporariamente) os NPCs que estavam juntos no segundo grupo de aventureiros. Logicamente que fui ajudado por dois jogadores que decidiram que seus personagens eram antigos amantes e que se reencontraram naquela situação.
Outro mecanismo que utilizei foi o de eliminar os personagens dos jogadores que saíram, narrando de uma forma que apontassem para o problema da campanha. Assim, eu jogava os personagens cada vez mais na direção do problema e mostrava um pouco do perigo do vilão.
Sei que esse assunto teria muito mais a se escrever, porém, isso ficará para um eventual e futuro texto. Abgraços.
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Death Note é um marco na história da cultura pop japonesa (e quiçá, mundial!). A obra, inicialmente lançada como mangá em 2003, tornou-se um fenômeno mundial ao questionar o conceito de justiça e as implicações do poder absoluto. Escrito por Tsugumi Ohba e ilustrado por Takeshi Obata, o enredo apresenta Light Yagami, um jovem brilhante que descobre um caderno sobrenatural capaz de matar qualquer pessoa cujo nome seja escrito nele. Isso o coloca em rota de colisão com L, um detetive igualmente genial, resultando em uma batalha psicológica inesquecível.
Death Note – a obra
Lançado na revista Weekly Shōnen Jumpde 2003 a 2006, o mangá foi compilado em 12 volumes e adaptado em diversas mídias. A trama é uma mistura de thriller psicológico e fantasia sobrenatural, explorando questões de moralidade, ego e poder. A obra capturou a imaginação de milhões, graças à sua narrativa envolvente e personagens cativantes.
O sucesso inicial do mangá impulsionou adaptações que vão desde animes e filmes live-action até séries de TV e musicais, ampliando o universo e reinterpretando a história para diferentes públicos. Cada adaptação contribuiu de maneira única para o legado de Death Note, mas também levantou questões sobre como o material original foi tratado em diferentes contextos culturais.
Death Note é mais do que apenas uma série de mangá ou anime; é um mergulho psicológico nas questões morais e éticas que cercam o poder absoluto. Essa obra seminal explora o embate entre intelectos brilhantes, a luta pela justiça e os perigos que surgem quando a moralidade de uma única pessoa dita o destino de muitos. Em RPGs, o universo de Death Note oferece uma infinidade de oportunidades para narrativas profundas e intensas, especialmente quando adaptado para diferentes gêneros e estilos de jogo.
O Mangá de Death Note
O mangá Death Note, publicado de 2003 a 2006 na Weekly Shōnen Jump foi escrito por Tsugumi Ohba e ilustrada por Takeshi Obata, contando com 108 capítulos reunidos em 12 volumes.
O mangá conta a história de Light Yagami, um jovem prodígio que encontra um caderno sobrenatural com o poder de matar qualquer pessoa cujo nome seja escrito nele, desde que o portador conheça o rosto da vítima. O caderno, chamado Death Note, pertence ao shinigami Ryuk, que o deixou cair no mundo humano por tédio. Ao descobrir o poder do caderno, Light decide usá-lo para criar um mundo utópico onde ele, sob o pseudônimo “Kira”, será o deus da nova ordem mundial. Contudo, sua cruzada é interrompida quando L, um brilhante detetive, entra em cena para desmascará-lo.
A trama se desenvolve em torno do embate intelectual entre Light e L, com jogos mentais intricados e dilemas morais, enquanto personagens secundários, como Misa Amane, Near e Melo desempenham papéis cruciais na narrativa.
Light e L são as forças opostas que sustentam a história, e suas personalidades contrastantes criam uma tensão constante que, juntamente com um roteiro que é repleto de reviravoltas e dilemas morais que desafiam o leitor a refletir sobre o que é justiça, quanto a arte traduz o clima sombrio e psicológico da obra em cada painel, com expressões faciais marcantes e cenários carregados de simbolismo.
Death Note em Outras Mídias
Desde seu lançamento como mangá em 2003, Death Note transcendeu sua mídia original e foi adaptado em diversas plataformas, alcançando um público ainda maior e expandindo seu universo de maneiras intrigantes. Entre adaptações audiovisuais, romances, musicais e jogos eletrônicos, a obra ganhou novas interpretações que dialogam com diferentes culturas e formatos.
Filmes Live Action Japoneses
Death Note (2006)
Dirigido por Shūsuke Kaneko, roteirizado por Tetsuya Oishi e com produção da Nippon Television, o primeiro longa-metragem live-action adapta os primeiros arcos do mangá, focando na rivalidade entre Light Yagami (interpretado por Tatsuya Fujiwara) e L (Kenichi Matsuyama). A narrativa é fiel à obra original, mas se concentra mais nos eventos principais, condensando a trama. A estética sombria e o uso inteligente dos efeitos especiais para retratar Ryuk foram amplamente elogiados, mas o ritmo acelerado sacrificou parte da profundidade dos personagens.
Death Note: The Last Name (2006)
Lançado no mesmo ano, e com a produção da mesma equipe criativa, esta continuação conclui a história de Light e L, introduzindo a personagem Misa Amane e explorando o arco envolvendo o segundo Death Note. Apesar de algumas mudanças em relação ao mangá, o filme foi bem recebido pelos fãs e conseguiu capturar o clima de tensão crescente.
L: Change the World (2008)
Dirigido por Hideo Nakata e roteirizado por Hirotoshi Kobayashi, este spin-off se foca exclusivamente em L, explorando seus últimos dias antes dos eventos finais de The Last Name. Embora o filme tenha dividido opiniões, foi elogiado por aprofundar a figura de L, tornando-o ainda mais carismático e misterioso.
Death Note: Light Up the New World (2016)
Dirigido por Shinsuke Sato e roteirizado por Katsunari Mano, o filme é ambientado anos após os eventos do mangá original, apresentando novos personagens e seis Death Notes espalhados pelo mundo. O filme tenta modernizar a narrativa e expandir o universo da franquia, mas foi criticado por sua trama convoluta e por não atingir o mesmo impacto do material original.
Série Live-Action Japonesa (2015)
A série reimagina a história de Death Note, com algumas mudanças significativas nos personagens e no enredo. Light Yagami é retratado como um estudante mais tímido, e L ganha uma caracterização mais emocional. Embora tenha dividido opiniões, a série foi uma tentativa válida de modernizar a narrativa e torná-la mais acessível para novos públicos.
Filme Live-Action Americano da Netflix (2017)
Dirigido por Adam Wingard, com roteiros de Charles Parlapanides, Vlas Parlapanides, e Jeremy Slater, o filme produzido pela Netflix chegou em 2017. Esta adaptação ocidental sofreu com duras críticas por se distanciar significativamente da obra original. Ambientado nos Estados Unidos, Light Turner (interpretado por Nat Wolff) assume o papel de protagonista, com Willem Dafoe dublando Ryuk. Apesar de boas atuações, como a de Dafoe, o filme foi criticado por simplificar a trama e alterar a essência dos personagens. No entanto, alguns elogiaram a tentativa de dar uma nova visão à história.
Light Novels
Death Note: Another Note – The Los Angeles BB Murder Cases (2006)
Autor: Nisio Isin
Lançamento no Brasil: Publicado pela JBC em 2013.
Este romance prequel explora um dos primeiros casos de L, envolvendo o assassino Beyond Birthday. A trama é narrada por Mello e expande o universo de Death Note, oferecendo um olhar mais detalhado sobre as habilidades de L como detetive. A obra foi bem recebida por aprofundar a mitologia da franquia.
Death Note: a-Kira Story (2020)
Autores: Tsugumi Ohba e Takeshi Obata
Lançamento no Brasil: Publicado pela JBC.
Esta continuação em formato de one-shot apresenta um novo usuário do Death Note no mundo moderno, abordando temas como redes sociais e a influência da tecnologia. A obra foi elogiada por trazer um frescor à franquia, mantendo a essência do original.
As adaptações de Death Note em outras mídias provaram que a obra original tem um apelo universal, sendo capaz de se adaptar a diferentes culturas e formatos. Embora algumas adaptações tenham sido controversas, todas contribuíram para manter a relevância da franquia e expandir seu legado. Cada versão – seja um filme, musical ou jogo eletrônico – traz algo único à mesa, permitindo que fãs antigos e novos experimentem a história de maneiras inéditas. A evolução contínua da franquia demonstra que o impacto de Death Note transcende sua mídia original, tornando-a um ícone cultural global.
Minha Opinião Pessoal
Death Note é uma obra de múltiplas camadas, rica em nuances filosóficas, dilemas éticos e possibilidades narrativas. Desde sua origem no mangá até suas múltiplas adaptações, o impacto cultural da série é inegável. Além de nos proporcionar uma narrativa envolvente, Death Note nos desafia a pensar sobre os limites da moralidade, a corrupção do poder e as consequências de nossas escolhas. Essas temáticas, quando traduzidas para o RPG, oferecem infinitas oportunidades de criação e interpretação, permitindo que mestres e jogadores mergulhem em histórias tão complexas e impactantes quanto a obra original.
Com suas diversas adaptações – do mangá ao musical, passando por filmes e light novels –, Death Note demonstra como uma história pode ser reinterpretada e reapresentada em diferentes mídias, cada uma com seus méritos e desafios. Embora nem todas as adaptações sejam perfeitas, todas contribuem para expandir o universo da obra e mantê-la viva na imaginação de fãs ao redor do mundo.
Por fim, ao incorporar elementos de Death Note em mesas de RPG, não apenas homenageamos essa obra-prima, mas também exploramos seu potencial criativo em novos contextos, colocando personagens e jogadores diante de dilemas que ecoam os temas centrais da série. Seja em um mundo de fantasia medieval, em um cenário cyberpunk ou no horror contemporâneo, o espírito de Death Note continua a instigar mentes e a provocar reflexões profundas, mostrando que sua relevância transcende as barreiras do tempo e do formato.
Quimera de Aventuras
Nesta sessão a obra entra na Quimera e colocamos algumas ideias de uso para aventuras de RPG.
Entretanto fique ciente que para isto, teremos que dar alguns spoilers da obra. Leia por sua conta em risco.
A complexidade moral e a tensão psicológica de Death Note podem ser traduzidas para uma ampla gama de cenários de RPG. Aqui estão ideias para quatro estilos diferentes de jogo:
Fantasia Medieval (D&D, T20, OSR)
O Grimoire da Morte: Um artefato mágico com poderes semelhantes ao Death Note cai nas mãos de um mago ou nobre, que começa a remodelar o reino. Os jogadores devem decidir se apoiam ou combatem essa figura.
A Batalha dos Deuses: Shinigamis ou entidades sobrenaturais utilizam humanos como peões em seus jogos, concedendo itens mortais a escolhidos.
Conflito entre Clérigos: Uma seita religiosa descobre o item e acredita que ele é uma manifestação divina, enquanto outra tenta destruí-lo.
Investigação Real: Os jogadores são convocados para descobrir quem está por trás de mortes misteriosas na corte.
Revolução Popular: Um camponês encontra o objeto e começa a matar nobres, inspirando uma revolta.
Horror Moderno (Ordem Paranormal, Ctulhu)
O Caderno Amaldiçoado: Os jogadores investigam uma série de mortes ligadas a um caderno amaldiçoado encontrado por um adolescente.
Jogo Mental: Um dos jogadores recebe o Death Note e deve equilibrar seu uso enquanto o restante tenta desmascará-lo.
Cultos Sobrenaturais: Um culto venerando Ryuk tenta recuperar o caderno.
Agentes do Sobrenatural: Os personagens são agentes de uma organização secreta que lida com artefatos perigosos.
A Ira do Shinigami: Ryuk ou outra entidade começa a caçar o portador do caderno, causando caos ao seu redor.
Cyberpunk (Shadowrun, Cyberpunk)
O Código Mortal: Um programa de IA semelhante ao Death Note é criado, permitindo hackear e “desligar” alvos cibernéticos.
Mega-Corporações em Guerra: Duas corporações disputam o controle do código, enquanto os jogadores se envolvem no conflito.
Detetives Cibernéticos: Os jogadores são contratados para investigar uma série de “crimes perfeitos” ligados ao programa.
Vigilantismo Digital: Um hacker assume o papel de Kira, matando corruptos e criminosos no submundo.
Conspiração Governamental: O programa foi criado por um governo e se tornou descontrolado, com os jogadores tentando destruí-lo.
Mundo Heróico (3DeT Victory, Mutantes e Malfeitores)
O Vilão Invisível: Um vilão utiliza o Death Note para eliminar heróis, obrigando o grupo a investigar.
Conflito Interno: Um dos heróis encontra o caderno e enfrenta dilemas éticos sobre usá-lo contra vilões.
Aliado Sobrenatural: Ryuk se torna um NPC que ajuda o grupo, mas sempre com segundas intenções.
Infiltração em Cultos: Os heróis enfrentam uma seita que considera Kira um deus.
Armas Místicas: Além do Death Note, outros artefatos com poderes similares aparecem, criando uma corrida contra o tempo.
Mundo das Trevas
Artefato Proibido: Um vampiro encontra o Death Note e começa a eliminar seus inimigos.
A Ira dos Espíritos: Garous descobrem que o caderno viola o equilíbrio natural da vida.
Guerras de Clãs: O Sabá utiliza o item para enfraquecer a Camarilla.
Investigação Oculta: Magos buscam entender a origem do caderno.
Os Senhores da Morte: Ryuk aparece como um espírito ancestral, manipulando os eventos.
A complexidade moral e a tensão psicológica de Death Note podem ser traduzidas para uma ampla gama de cenários de RPG. Não necessariamente o Death Note precisa ser usado, mas a simples ideia de um artefato tão poderoso quanto, ou de um jogador (ou NPC) ter a capacidade de se assumir como o “Deus de Um Novo Mundo” podem ser ideias muito interessantes!
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O futuro também trás a ideia de um apocalipse, e sem dúvida é uma das mais fascinantes do desenvolvimento de qualquer mundo de RPG e literatura fantástica. O apocalipse do seu mundo não só representa destruição e o caos, mas também pode ser o início de uma nova era. Seja como um evento que ameaça extinguir toda a vida, seja como um marco de transformação, explorar os diferentes tipos de apocalipse pode enriquecer sua narrativa com oportunidades para intrigas, heroísmo e reconstrução. Neste artigo, exploraremos dez abordagens criativas para o apocalipse no seu worldbuilding, garantindo que cada cenário seja único e envolvente.
1. Apocalipse Natural
A natureza possui o poder incontrolável de destruir em instantes o que levou séculos para ser construído. Eventos como erupções vulcânicas globais, terremotos massivos ou até mesmo a colisão de um meteoro gigante podem transformar continentes inteiros em ruínas. Por exemplo, considere um mundo onde um vasto oceano transborda energia mágica, inundando reinos e, ao mesmo tempo, criando novas ilhas flutuantes. Nesse cenário, os sobreviventes enfrentam o desafio de se adaptar a terras fragmentadas, navegando perigos constantes e lidando com monstros marinhos que emergiram dessa transformação.
2. Colapso Tecnológico
Mundos que dependem intensamente de tecnologia ou magia tecnomística enfrentam enormes desafios quando essas fontes falham inesperadamente. Por exemplo, imagine uma cidade inteira movida por cristais de energia que, de repente, deixam de funcionar, mergulhando a população em um caos absoluto. Sem luz, comunicação ou transporte, os habitantes são forçados a lutar por recursos escassos enquanto investigam a causa dessa falha. Essa situação inevitavelmente gera tensões crescentes entre facções que disputam o controle e buscam desesperadamente restaurar a ordem, criando um cenário repleto de conflitos e incertezas.
3. Invasão Interdimensional
Portais para outros planos podem abrir, permitindo que criaturas alienígenas ou entidades cósmicas invadam o mundo. Imagine uma raça de conquistadores dimensionais que utiliza magia avançada para remodelar a realidade. Eles corrompem terras, transformando florestas exuberantes em desertos cristalinos e impondo sua cultura sobre os povos conquistados. A luta para fechar os portais e deter essa ameaça poderia ser o foco de campanhas épicas.
4. Colapso Social
Às vezes, o fim do mundo não surge de fatores externos, mas sim de forças internas. Revoltas sociais, corrupção generalizada e guerras civis têm o poder de destruir reinos e mergulhá-los em anarquia. Por exemplo, imagine um império cuja estrutura política entra em colapso após uma série de traições orquestradas por nobres ambiciosos. Enquanto as facções remanescentes travam batalhas pelo controle, a população é abandonada, ficando vulnerável a bandidos e mercenários sem escrúpulos. Esse tipo de apocalipse apresenta um desafio único, onde os jogadores precisam decidir entre apoiar uma facção específica, buscar a restauração da ordem ou até mesmo aproveitar o caos para moldar um novo futuro.
5. Apocalipse Divino
Deuses insatisfeitos podem decidir punir ou abandonar o mundo que criaram. Imagine um panteão que se divide em guerra, causando desastres naturais e retirando as bênçãos dos mortais. Durante esse apocalipse, templos desmoronam, milagres cessam e até mesmo a magia divina começa a desaparecer. Os personagens podem se tornar os últimos defensores da humanidade, tentando restaurar a paz entre os deuses ou encontrar uma nova fonte de fé.
6. Epidemia Devastadora
Um apocalipse frequentemente pode ser desencadeado por uma praga devastadora que arrasa populações inteiras. Por exemplo, imagine uma doença que não apenas se espalha rapidamente, mas transforma seus infectados em criaturas monstruosas, sedentas por destruição. Os poucos sobreviventes enfrentam uma luta dupla: combater a propagação da praga e lidar com o medo crescente de que qualquer um ao seu redor possa estar infectado. Esse cenário cria oportunidades para histórias intensas e emocionantes, onde a tensão constante testa os limites da esperança e da solidariedade em meio ao desespero.
7. Colapso Mágico
Quando a magia que sustenta o mundo começa a falhar ou se torna incontrolável, o caos rapidamente se espalha. Por exemplo, imagine que a principal fonte de energia mágica do planeta comece a devorar a realidade ao seu redor, transformando cidades inteiras em sombras e poeira. Nesse cenário, os personagens se veem forçados a investigar a origem desse fenômeno assustador. Além disso, precisam tomar decisões difíceis: tentar salvar o mundo ou optar por uma fuga arriscada para outra dimensão. Essa narrativa oferece uma mistura de mistério e tensão, criando dilemas que desafiam tanto a moralidade quanto a coragem dos jogadores.
8. Ascensão dos Mortos
Os mortos podem se erguer e transformar o mundo em um campo de batalha entre vivos e mortos-vivos. Imagine um necromante que, ao morrer, deixa para trás um feitiço que espalha sua influência pelo mundo, revivendo corpos em massa. Enquanto os reinos desmoronam, os sobreviventes lutam para encontrar um refúgio seguro e destruir a fonte dessa magia.
9. Fim Cósmico
O universo, por sua própria natureza, pode trazer o apocalipse. Imagine um alinhamento de estrelas que inicia o colapso das dimensões, misturando mundos e realidades. Enquanto o céu se parte e criaturas de outros planos invadem, os personagens devem correr contra o tempo para salvar seu mundo ou escapar para outro. Este cenário combina mistério e ação em larga escala.
10. Transformação Total
Nem todo apocalipse precisa ser destrutivo; ele pode ser uma transformação completa. Imagine que um evento mágico cria uma nova era, onde todas as criaturas ganham habilidades elementais ou onde o mundo físico se torna um plano espiritual. Nesse caso, os personagens devem se adaptar rapidamente à nova realidade e descobrir seu papel em um mundo completamente diferente.
Conclusão
Explorar diferentes tipos de apocalipse no seu worldbuilding permite criar histórias profundas e cativantes, que desafiam seus jogadores e expandem os limites do seu universo fictício. Independentemente do tipo escolhido, cada apocalipse carrega o potencial de destruição, transformação e renascimento. Ao final, o apocalipse é menos sobre o fim e mais sobre como os personagens e o mundo respondem a ele, garantindo que as histórias continuem a surpreender e inspirar.
Já que expulsamos os maus jogadores de nossa mesa, vamos criar uma nova aprendendo formas mais eficazes de começar uma campanha de RPG com conexão passadas entre heróis. Isso não apenas cria coesão no grupo desde o início, mas também abre possibilidades narrativas ricas e dinâmicas. Porém, criar essas relações exige criatividade e colaboração entre o mestre e os jogadores. Aqui estão algumas dicas para sugerir e desenvolver essas conexões antes do jogo começar.
Ofereça uma Base Narrativa Compartilhada
Comece sugerindo um contexto comum para o grupo, como um vilarejo natal, uma organização secreta ou um evento marcante no passado. Por exemplo, todos os personagens podem ter sido sobreviventes de um ataque de dragão ou membros de uma academia mágica. Essa base cria uma história inicial que conecta os personagens, oferecendo ganchos para a narrativa principal.
Estabeleça Relacionamentos de Confiança ou Rixa
Sugira que os personagens compartilhem laços de confiança, como amizade de infância, parentesco ou antigas parcerias. Alternativamente, relacione-os por meio de rivalidades, como ex-competidores de torneios ou adversários em missões passadas. Por exemplo, dois personagens podem ter sido aprendizes do mesmo mestre, mas com filosofias conflitantes.
Crie Memórias em Conjunto
Incentive os jogadores a inventarem momentos compartilhados. Uma dica eficaz é pedir que cada jogador escreva uma memória marcante que envolva outro personagem. Pode ser algo simples, como “Salvei você de um naufrágio” ou mais complexo, como “Trabalhamos juntos para resolver um mistério em nossa vila”. Essas memórias ajudam a criar uma base emocional para o grupo.
Use Conexões Indiretas
Nem todos os personagens precisam se conhecer diretamente. Um pode ter sido amigo do irmão de outro, ou talvez ambos tenham trabalhado para o mesmo empregador em momentos diferentes. Esse tipo de conexão indireta permite que as relações se desenvolvam de forma orgânica durante o jogo.
Introduza Alianças Temporárias
Estabeleça motivos temporários para os personagens estarem juntos, como o desejo de caçar um inimigo em comum ou a necessidade de cumprir um contrato. A relação pode evoluir para algo mais profundo durante a campanha, mas o início oferece um contexto prático para sua união.
Apresente Histórias de Dívida ou Gratidão
Histórias de dívida ou gratidão são excelentes formas de criar vínculos. Um personagem pode ter salvo outro de um perigo mortal ou oferecido abrigo em um momento de necessidade. Por exemplo, um mago pode ter ajudado a curar o pai de um guerreiro, e agora o guerreiro se sente em dívida com ele. Essas interações, pois demonstram sacrifício e apoio, fortalecem os laços entre personagens e criam uma base emocional rica para a narrativa. Em suma, essas conexões são fundamentais para desenvolver relações profundas e significativas no jogo.
Trabalhe com Segredos Compartilhados
Sugira que alguns personagens compartilhem segredos que ninguém mais no grupo conhece. Talvez tenham testemunhado um crime juntos ou encontrado um artefato misterioso. Esses segredos podem ser revelados ao longo da campanha, criando tensão e reviravoltas.
Implemente Passados Cruzados
Sugira aos jogadores que detalhem onde estiveram antes da campanha e como suas trajetórias podem ter se cruzado com outros personagens. Por exemplo, um ladino pode ter furtado algo de um mercador, que, mais tarde, se tornou um aliado. Essas interseções, por causa de suas histórias compartilhadas, criam uma base narrativa sólida. Em suma, esse contexto enriquece a trama e proporciona profundidade aos personagens.
Utilize Elementos de Conexão com o Cenário.
Inclua elementos do cenário para criar ligações entre os personagens, aproveitando o pano de fundo da narrativa. Por exemplo, eles podem ter lutado lado a lado no mesmo exército durante uma guerra devastadora, estudado juntos em uma renomada universidade arcana ou até compartilhado a experiência de sobreviver a um desastre natural catastrófico. Esses tipos de conexões não apenas criam laços interessantes, mas também integram os personagens profundamente ao mundo, tornando a ambientação mais rica e orgânica.
Mantenha Espaço para o Crescimento.
Ao propor conexões, é fundamental deixar espaço para que as relações se desenvolvam naturalmente ao longo da campanha. Por exemplo, uma amizade inicial pode evoluir para uma rivalidade intensa, enquanto uma aliança estratégica pode se transformar em uma irmandade inquebrável. O mais importante é que essas conexões iniciais sejam suficientemente flexíveis para se ajustarem à narrativa em constante mudança, enriquecendo a experiência de jogo.
Conclusão
Relacionamentos pré-existentes entre personagens funcionam como as raízes de uma árvore, sustentando a narrativa e permitindo que os jogadores se desenvolvam juntos. Quando essas conexões são bem planejadas, as interações fluem de maneira mais natural e envolvente, enquanto o mundo ganha profundidade e complexidade. Além disso, ao incorporar essas dicas na preparação da sua campanha, você assegura que o grupo comece pronto para viver aventuras épicas desde o momento em que o primeiro dado for rolado.
No universo de Lobisomem: O Apocalipse, o termo “Hominídeo” designa um Garou nascido em um corpo humano. Estes personagens, com sua herança dupla entre a humanidade e os lobos, enfrentam desafios únicos ao equilibrar as complexidades de suas origens e o peso de sua responsabilidade como guerreiros de Gaia. Este artigo explora profundamente o papel dos Hominídeos no jogo, com referências da cultura pop e literatura, além de dicas práticas para mestres e jogadores.
O que é um Hominídeo?
Um Hominídeo é um Garou nascido de pais humanos ou de uma relação entre um Garou e um humano. Para a maioria, sua infância e juventude são vividas no mundo humano, longe da realidade mística dos Garou. Apenas após a Primeira Mudança, eles entram em contato com sua verdadeira natureza e herança.
Na mitologia do jogo, os Hominídeos são vistos como o reflexo da humanidade dentro da sociedade Garou, trazendo tanto as virtudes quanto as falhas humanas para o campo de batalha espiritual. O conflito interno entre a racionalidade humana e os instintos ferozes do Garou torna-os personagens fascinantes e repletos de nuances.
E essa dicotomia entre o Natural e o Selvagem não se aplica somente ao jogo! O dilema de um Hominídeo é comparável a personagens como Wolverine (Logan), dos quadrinhos da Marvel. Logan luta constantemente contra sua natureza animal e sua moralidade humana, uma dualidade que reflete os desafios de qualquer Hominídeo no jogo.
Diferenças entre Humanos e Hominídeos
Embora os Hominídeos sejam biologicamente humanos antes da Primeira Mudança, eles não são apenas humanos comuns. Suas diferenças surgem tanto da biologia quanto do destino espiritual.
Resiliência física e espiritual: Hominídeos possuem uma força e resistência latentes que os distinguem dos humanos normais.
Conexão com Gaia: Eles sentem um chamado espiritual, mesmo sem entender sua origem antes da Primeira Mudança. Este vínculo os diferencia de humanos desconectados da essência natural.
A Primeira Mudança é o momento em que um Hominídeo descobre sua verdadeira natureza, geralmente em circunstâncias extremas. Isso ocorre na puberdade ou no início da vida adulta, quando o stress emocional ou físico provoca uma transformação repentina.
Trauma e descoberta: Para muitos Hominídeos, a Primeira Mudança é um evento traumático. Eles podem machucar pessoas queridas, destruir ambientes familiares e atrair a atenção indesejada.
Revelação e choque: O momento da Primeira Mudança é seguido pelo contato com a sociedade Garou, onde eles aprendem que são mais do que imaginavam.
Um paralelo pode ser traçado com o filme/livro Carrie, A Estranha, de Stephen King, onde a protagonista descobre seus poderes em um momento emocional intenso, com consequências devastadoras.
Prós e Contras de ser Hominídeo
Prós
Familiaridade com a sociedade humana: Os Hominídeos entendem as nuances culturais, políticas e sociais do mundo humano, tornando-os bons mediadores.
Adaptabilidade: Criados no caos da modernidade, são resilientes e têm facilidade para improvisar.
Acesso à tecnologia: Sua criação os deixa confortáveis com ferramentas e recursos humanos.
Contras
Desconexão espiritual: Os Hominídeos frequentemente lutam para entender os valores e tradições espirituais Garou.
Influência da corrupção: Crescer em uma sociedade urbana ou industrializada pode torná-los mais suscetíveis à influência da Wyrm.
Estigma entre os Garou: Algumas tribos ou linhagens consideram os Hominídeos fracos ou menos “puros”.
Diferenças entre crescer no meio Garou e crescer perdido
A experiência de um Hominídeo varia significativamente dependendo de sua criação.
Criado no meio Garou
Educação espiritual: Esses Hominídeos crescem conscientes de sua herança e responsabilidades.
Conflitos familiares: Muitos enfrentam expectativas altíssimas por parte de parentes Garou.
Exemplo cultural: Isso pode ser comparado ao destino de Simba em O Rei Leão, criado com o conhecimento de sua responsabilidade desde jovem.
Crescer perdido
Descoberta tardia: Eles vivem como humanos até a Primeira Mudança, com uma experiência cultural totalmente humana.
Choque cultural: O contato tardio com os Garou pode ser assustador e alienante.
Exemplo cultural: A jornada de Luke Skywalker em Star Wars reflete esse arco. Ele cresce sem saber de sua verdadeira herança até ser forçado a enfrentar seu destino.
Dicas de Interpretação
Explore conflitos internos: Hominídeos frequentemente enfrentam dilemas entre os valores humanos e os deveres Garou. Um exemplo seria decidir entre salvar um ente querido ou proteger um Caern.
Incorpore hábitos humanos: Talvez seu personagem continue a usar tecnologia, ter hobbies modernos ou se vestir de forma urbana, em contraste com os Garou mais tradicionais.
Estude a história humana: Aproveite a familiaridade do personagem com culturas humanas para introduzir insights ou estratégias únicas na narrativa.
Desenvolva um arco pessoal: O crescimento de um Hominídeo pode incluir aceitação de sua natureza Garou ou reconciliação com traumas da Primeira Mudança.
Diferenças dos mitos para o jogo
Os mitos de lobisomens retratam essas criaturas como monstros descontrolados ou amaldiçoados. Em Lobisomem: O Apocalipse, a perspectiva é mais complexa e espiritual.
Mitos tradicionais
Lobisomens como monstros: Em histórias como Um Lobisomem Americano em Londres, o lobisomem é uma figura trágica, vítima de sua própria condição.
Lobisomens amaldiçoados: Muitas lendas, especialmente na Europa, os vinculam a punições divinas ou pactos com o demônio.
No jogo
Guardiões de Gaia: Os Garou são guerreiros escolhidos por forças espirituais para proteger o equilíbrio natural.
Natureza dual: Em vez de monstros, os Hominídeos são vistos como personagens complexos, lutando entre instintos e racionalidade.
A série Teen Wolf apresenta lobisomens como seres que equilibram o sobrenatural com o cotidiano, uma abordagem que ressoa com o tema dos Hominídeos no jogo.
Conclusão
Interpretar um Hominídeo em Lobisomem: O Apocalipse é uma oportunidade de explorar temas profundos como dualidade, pertencimento e responsabilidade. Ao mergulhar nas nuances de suas origens e desafios, jogadores podem criar personagens ricos e envolventes que enriquecem qualquer campanha. Seja você um veterano ou novato, o papel de um Hominídeo permite não apenas uma conexão com a humanidade, mas também um vínculo poderoso com a luta espiritual dos Garou.
Por último, mas não menos importante, se você gosta do que apresentamos no MRPG, não se esqueça de apoiar pelo Padrim, PicPay, PIX ou também no Catarse!
Assim, seja um Patrono do Movimento RPG e tenha benefícios exclusivos como participar de mesas especiais em One Shots, de grupos ultrassecretos e da Vila de MRPG.
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Se liga na Liga das Trevas o espaço especial dedicado apenas ao Mundo das Trevas e o que remete a ele! E acompanhe também as outras sessões, por favor!
Ultimamente tenho adquirido alguns boardgamespara jogar com meus pequenos (não tão pequenos). E os dias e as noites de jogos se tornaram ainda mais incríveis, rendendo risadas e muita diversão!
Além de algumas frustrações, é claro. Afinal, quem não é competitivo?
Jogos como Risk, Dodo, Zombie Kids Evolution (que recomendo muito!), Triqueta, e também, o clássico causador de caos e discórdia: UNO (e as suas versões variadas DOS e UNO+10), se tornaram presentes nas horas de lazer em família.
Porém, adquiri recentemente, apenas pela curiosidade e por conta da versão que foi apresentada, um jogo da Série EXIT.
Review da Série EXIT
Descrição do Jogo
Os jogos da Série EXIT são no estilo Escape Room e tem jogabilidade única, pois para alcançar o resultado e resolver os enigmas, vai precisar cortar, dobrar e furar, e às vezes, todas alternativas anteriores, inutilizando algumas peças do quebra-cabeça para futuras jogatinas.
Composto de um livreto com uma pequena história de introdução, você precisa folhear as páginas do livro, olhar entre as cartas de enigma e ligar os pontos com um disco numerado, à procura da solução, e “sair” da enrascada proposta.
Cartas postas à mesa!
Além dessas cartas, existem também cartas de pistas com algumas dicas de onde você pode conseguir os números da sua próxima resposta.
Utilizar essas cartas tem o benefício de não perder muito tempo procurando por uma resposta, e prosseguir mais facilmente até a finalização do mesmo. Contudo cada utilização delas diminui sua pontuação no final, que leva em consideração o tempo gasto além do uso das cartas pistas.
A série tem Títulos Independentes, mas também algumas continuações (que não dependem necessariamente exemplares anteriores, mas é recomendável). Além de uma versão EXIT Kids, que tem uma jogabilidade interessante para crianças entre 5 e 7 anos.
A qualidade não deixa a desejar!
Minha experiência jogando
O derivado que despertou minha curiosidade foi uma versão do “Senhor dos Anéis” que achei bem interessante!
Ele tem uma imersão de história muito divertida, porém rendeu algumas frustrações, pois essa versão é de nível avançado.
Posteriormente adquiri uma versão principiante que, sinceramente, não senti muita diferença na dificuldade, já que alguns desafios ou onde procurar as respostas são bem similares.
Apesar da minha primeira experiência ser um misto de desilusão/diversão, porque eu não sabia o que esperar da mecânica em si, já adquiri outros exemplares da Série EXIT.
Continuo jogando outros títulos para encarar as versões perito e avançado novamente, e quem sabe encontrar outro Escape Room que desperte minha curiosidade.
Autor: Leo “Shiryu” Moreira.
Revisão de Texto:Raquel Naiane.