Jogos de Campinho – Resenha

 Jogos de Campinho é um livro-jogo interativo. Vem pra rua, vamos jogar! Com ele você assume o papel do representante de sua rua‌ em uma grande e centenária competição desportista – os “Jogos de Campinho”, nas palavras do próprios criadores da obra, Marcus “Baikal” Cristo & Wesley Alves, da Editora Jotun Raivoso.

Jogos de Campinho é muito competitivo …

Apesar da linguagem, narrativa e ilustrações acolhedoras e nostálgicas, o livro-jogo é muito competitivo. É um prazer, enquanto apreciador de livros jogos, ver algo brasileiro, versátil, variado e inteligente. Há várias estratégias para se vencer as competições, e mesmo as “derrotas” são narradas, com perdas e ganhos. Como é inspirado nas Olimpíadas, o seu objetivo é vencer as provas. Mas é quase impossível vencer todas em primeiro lugar (tá pensando que vai ser fácil?). O mais provável, é vencer por pontos somados. Agora, te falo uma coisa…

É imersivo e inclusivo

Os autores transformam clássicas competições de rua da infância, como carrinhos de rolimã, soltar pipas, e corrida de pés de lata, (entre outros típicos “jogos de rua”), em um jogo competitivo que pode ser feito solo, ou em grupo, (ou ainda na forma de RPG, com algumas adaptações). Também, em muitos pontos, orientam como fazer uma pipa ou um pé de lata, por exemplo. Pessoas com deficiência, que não poderiam participar dessas competições “de verdade”, têm aqui uma forma de vivenciar com lápis, papel e dados o que seria impossível, caro ou muito arriscado na vida real. Falando em riscos…

Jogos de Campinho avisa que pode ser perigoso levar as coisas ao pé-da-letra.

Apesar de dar instruções de como fazer algumas coisas, há um mecânica de “machucados” , que pode te afastar de algumas provas, e lembretes de que qualquer brincadeira de rua, ou esporte, traz riscos. Na verdade, minha mamãe jamais me deixaria fazer algumas das competições. 

Na parte estratégica, você terá perfis com mais vantagens para algumas competições, e menos para outras

 

É interessante a influência de sorte x escolha, e você pode ainda ter “edições” dos Jogos de Campinho simulando mais que um evento único, e sim levando em consideração o que ocorreu em “edições passadas”. Os autores falam de amizade, convivência e etc.

Minha sugestão? (Esse negócio de “o que vale é competir”, ah, fala sério! Ainda mais se for Solo, você veio aqui pra vencer! ) é usar a “estratégia do pato”. Para te lembrar, ou conhecer:

O leão, o pato, o tubarão e águia foram fazer uma competição. Um conjunto de habilidades, para definir quem era o rei dos animais. Os resultados foram o que segue abaixo:

Corrida: leão em primeiro, pato em segundo, águia em terceiro, tubarão em último ( obviamente, o tubarão não pode correr, pois é exclusivo da água).

Voar: águia em primeiro, pato em segundo, tubarão e leão empatados em último (pois não podem voar… Jura?…)

Natação: tubarão em primeiro, pato em segundo, leão terceiro, águia em último.

Daí, na contagem de pontos, o pato, em segundo lugar em todos foi coroado o rei dos animais.

Fique a vontade para discordar.

Como você deve ter notado,

Eu curti muito Jogos de Campinho,

apesar de preferir ambientações de fantasia ou terror, esse livro jogo de ambientação entre esporte, jogos de rua, infância e nostalgia, me agradou demais. Um dos pontos altos da narrativa é: “Jogue fora este livro e vá para rua brincar”. Como nas palavras dos autores: “De certo que, em algum momento, o leitor sentirá a vontade de realizar as brincadeiras de rua na própria rua”. (Mas leve uns Band aids e analgésicos na mochila, além da garrafa d’água). As ilustrações são outro ponto muito interessante, combinado com a atmosfera do jogo.

Observe que em outras resenhas, eu coloco pontos fortes e fracos de certos jogos e/ou RPGs. Mas “Jogos de Campinho”, é uma exceção. É acessível, tem na forma física e PDF, entrega o que promete em 159 páginas com ilustrações coloridas, personagens, pode ser solo ou cooperativo/competitivo. Só se não for a sua “xícara de chá”, para você não gostar.

Se você curtiu, e tem interesse em outros jogos da Jotum Raivoso, clica aqui.

Até breve, querido RPGista, leitor, ou mestre. (Ou competidor …)

 

 

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Ambientes Exóticos para o seu Mundo – Gênese Zero #19

Já que estamos viajando de um lado para o outro no nosso mundo, temos que também dar ênfase a criação de ambientes exóticos e fascinantes, que é uma maneira poderosa de enriquecer qualquer mundo de RPG ou literatura fantástica. Esses locais únicos não apenas capturam a imaginação dos jogadores e leitores, mas também proporcionam cenários memoráveis e oportunidades para aventuras emocionantes. Neste artigo, exploraremos a importância de desenvolver ambientes exóticos e apresentaremos dez exemplos criativos que podem ser incorporados em suas histórias.

Ao criar esses locais, é importante considerar não apenas sua aparência e atmosfera, mas também como eles afetam a narrativa e os personagens. Em suma, um ambiente bem elaborado pode transformar uma simples viagem em uma jornada inesquecível.

1. Floresta de Cristal

Uma floresta onde todas as árvores e plantas são feitas de cristal brilhante pode ser introduzida. Além de sua beleza deslumbrante, esse ambiente exótico oferece desafios únicos, como o reflexo da luz que pode cegar os personagens ou a fragilidade das árvores que se quebram facilmente. Os aventureiros devem navegar com cuidado para não causar uma avalanche de cristais afiados, enquanto buscam por criaturas mágicas que habitam este lugar encantado.

2. Deserto dos Sonhos

Um deserto onde a areia é feita de pó dourado e os ventos carregam sussurros dos sonhos das pessoas pode ser criado. Os personagens que adentram este deserto enfrentam desafios psicológicos, pois os sonhos e pesadelos tomam forma ao seu redor. Contudo, entre os perigos, eles podem encontrar oásis onde os sonhos mais profundos se realizam, oferecendo pistas e revelações importantes para a sua jornada.

3. Cidade Flutuante

Uma cidade que flutua sobre as nuvens, mantida por magia ou tecnologia avançada, proporciona um cenário incrível para aventuras. Em suma, a cidade pode ser acessível apenas por meios especiais, como portais ou criaturas voadoras. A exploração dos becos e dos segredos dessa cidade flutuante pode revelar uma sociedade isolada com suas próprias leis e costumes, bem como perigos ocultos nas sombras.

4. Pântano Luminescente

Um pântano onde a flora e a fauna emitem um brilho fosforescente oferece uma atmosfera mágica e misteriosa. Este ambiente exótico é repleto de desafios, como terrenos traiçoeiros e criaturas camufladas pelo brilho. Os personagens devem usar habilidades de sobrevivência para navegar pelos pântanos e descobrir segredos antigos enterrados nas profundezas.

5. Biblioteca Infinita

Uma biblioteca mágica que se estende por quilômetros e contém todo o conhecimento do mundo é um ambiente fascinante. Os corredores intermináveis são guardados por seres enigmáticos e os livros podem ter efeitos mágicos sobre quem os lê. Os aventureiros podem encontrar tomos de sabedoria ou se perder em labirintos de prateleiras, enfrentando quebra-cabeças e desafios intelectuais para obter informações cruciais.

6. Caverna de Gelo Vivo

Uma caverna onde o gelo está vivo e se move de forma imprevisível cria um ambiente perigoso e fascinante. Os personagens precisam lidar com o frio extremo e com os caminhos em constante mudança. Contudo, no coração da caverna, pode estar uma criatura antiga ou um artefato poderoso, guardado pelo gelo vivo que protege seu segredo.

7. Ilha Flutuante

Uma ilha que flutua no oceano, movendo-se conforme a maré mágica, pode ser um cenário de aventura intrigante. A ilha possui uma flora e fauna únicas, adaptadas à sua natureza itinerante. Os personagens precisam decifrar os padrões de movimento da ilha para encontrar tesouros escondidos ou resolver mistérios antigos.

8. Ruínas Submersas

Ruínas de uma antiga civilização submersas em um oceano ou lago profundo apresentam ambientes ricos em história e perigo. Em suma, os personagens mergulham nas águas escuras, enfrentam criaturas aquáticas e desvendam os segredos das ruínas. Artefatos perdidos e conhecimentos antigos aguardam descobertas, mas os riscos são altos, pois as estruturas submersas permanecem instáveis e traiçoeiras.

9. Floresta Invertida

Uma floresta onde as árvores crescem de cabeça para baixo, com raízes no céu e copas no chão, oferece um cenário surreal e desafiador. Os personagens devem adaptar suas habilidades de navegação, pois precisam sobreviver nesse ambiente estranho. A gravidade pode ser alterada em certas áreas, criando, portanto, quebra-cabeças e desafios físicos únicos.

10. Vale das Sombras

Um vale permanentemente coberto por uma sombra mística, onde o tempo e a luz são distorcidos, é um ambiente cheio de mistério e perigo. Criaturas sombrias espreitam nas trevas e, por causa disso, os personagens devem usar lanternas mágicas ou feitiços para navegar pelo vale. A sombra pode esconder portais para outros reinos ou tesouros esquecidos. Contudo, também traz riscos de perder-se no tempo e no espaço.

Conclusão

A criação de ambientes exóticos para o seu mundo de RPG ou literatura fantástica é uma maneira eficaz de enriquecer a narrativa e proporcionar experiências memoráveis aos jogadores e leitores. Em suma, ao desenvolver locais únicos e desafiadores, você pode expandir os horizontes do seu mundo e oferecer novas oportunidades para aventuras emocionantes. Use a criatividade e a imaginação para transformar cada ambiente em um cenário vivo e dinâmico, que desperte a curiosidade e a coragem de seus personagens.

PARA MAIS CONTEUDO DO MESTRE BROTHER BLUE

RPG Solo – Aprendiz de Mestre

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‎‎RPG Solo!‎ ‎‍Olá, aprendiz de mestre. Há momentos em que devemos desbravar sozinhos o que nos espera em florestas escuras, ruínas esquecidas ou desertos escaldantes. Vamos solo, mas juntos nesta aventura.Pegue seu livro de feitiços ou de orações, espada, ou lança. Tire a poeira da armadura. E vamos entender

Como é possível jogar RPG Solo?

Comecemos do passado longínquo. O próprio criador do RPG mais antigo, mais jogado, que tornou o hobby o que nós conhecemos hoje, criou um conceito de RPG solo, ou seja, jogar sozinho, sem amigos ou narrador, pois o D&D foi lançado em 1974, e em 1975, Gary Gygax lançou na revista “the Strategic Review”, o primeiro método oficial de RPG Solo:  “Solo Dungeon Adventures”. Que consiste, muito basicamente, em substituir o mestre por tabelas.

Isso quer dizer que você joga um dado, e consulta uma tabela. Exemplo: jogou dado de 6 faces, (nosso querido D6), e consultou a tabela como abaixo:

  1. Sala vazia
  2. Sala com armadilha
  3. Sala com monstro acordado e ativo
  4. Sala com monstro dormindo
  5. Sala com tesouro
  6. Sala com NPC

Repare que isso torna a exploração procedural, ou seja, a cada vez que você joga, pode ser um resultado diferente.

Isso também nos leva a possibilidade de criar um verdadeiro diário de aventuras, ou criar contos e mundos. De controlar mais de um personagem. Sortear eventos como o clima (dia chuvoso, ensolarado, com furacões, nublados…),  encontros com NPCs de “sidequests”,  basta manter um registro do que ocorre a cada dia.

Mas se eu jogo RPG para interagir com as pessoas, por que jogar Solo?

Sim, meus caros heróis, ou heroínas? Em nome de todos os deuses, porquê? Há muitos motivos.

  1. Para compreender melhor as regras e mecânicas de um RPG
  2. Para vivência do cenário proposto de um jogo
  3. Para entender a ambientação e NPCs, para criar personagens distintos.
  4. Para se deixar surpreender por uma narrativa ou desafios aleatórios
  5. Para criar aventuras que depois poderão ser utilizadas com grupos
  6. Também é uma forma de jogar de forma cooperativa, sem um mestre ou narrador, ou seja, com um grupo de jogadores. Todavia, sem um deles no papel de mestre

Isto quer dizer que …

Há vantagens em jogar RPG solo?

Muitas. Na verdade, é o que me mantém no hobby, em grande parte, ( falta de tempo e flexibilidade de horário). Vamos ver:

  1. O cenário que você quiser
  2. O sistema de regras que você preferir
  3. Com trilha e efeitos sonoros que mais te agradarem
  4. Sem riscos de atrasos ou faltas por parte de mestres ou outros jogadores
  5.  Experimentar cenários e regras novas, antes de apresentar a seus jogadores
  6. Total flexibilidade de horários (afinal, é só com você!)
  7. Tem muito material gratuito ou pague-o-quanto-quiser, criado por jogadores e comunidades de RPG Solo.
  8. Muitos vídeos explicativos e textos sobre jogar solo na internet

Mas é claro, nem tudo são flores quando você está sozinho no fundo da masmorra mais escura e tenebrosa que você puder imaginar, somente com arranhar de garras de monstros a espreita e teias de aranha como companhia. Há perigos e armadilhas, …

Desvantagens em se jogar Solo

Por atraente que possa parecer a idéia de não ter de dividir seus tesouros com ninguém, jogar Solo NÃO é para todo mundo. Nem todos vão imergir numa narrativa solitária, e apenas jogar dados para sortear eventos e inimigos em tabelas pode se tornar maçante para algumas pessoas.

Embora você possa adaptar qualquer RPG para jogar Solo, eu prefiro quando o material já vem com essa forma de jogo criada pelo próprio criador do projeto.

Mas será que temos muitos …

Exemplos de RPGs Solo e cooperativos? E jogos de tabuleiro?

Ah, sim, a lista é vasta como nossa imaginação, de criadores de jogos nacionais e estrangeiros. Citando alguns:

  1. 4AD – (4 against darkness) Dungeon Crawler e procedural, trazido ao Brasil pela Retropunk (que encerrou a licença enquanto escrevo este POST, mas você pode achar internacional ou em sites como o “sebo do RPG“, por exemplo.
  2. 4AD contra os grandes antigos, ( uma expansão “Stand Alone”) e sua expansão, Aurora do Horror.
  3. Aventuras na Era Hiboriana: 101 games
  4. A “linha de horror”:  vampiro, licantropo, bruxo e herança de Cthullu,: 101 games
  5. Notequest, trilogia Ronin, pelo Coisinha Verde 
  6. Sinistros & Monstros, Clube do Nunca e Anomia,‌ pela Universo Simulado
  7. Runa, trazido ao Brasil pela indievisivel press
  8. By the Sword, in to the Madness, pela editora Nozes Game Studios
  9. Ducado de Verona, pela editora Caleidoscópio
  10. Por último, mas NÃO menos importante, (Last, but NOT the least!), Jornada Espacial – pela editora TLHP – aqui tem muitas criações, sendo pioneiro em jogos de RPG Solo no Brasil…

E ainda alguns jogos de tabuleiro! Como:

  1. Monstros e Tesouros, pela Lord Zebulon Games (brasileiro!)
  2. Desconfronto, pela Nat 20Games (brasileiro!)
  3. For the Quest – 101 games (brasileiro!)
  4. Eldritch Horror, trazido pela Galápagos
  5. Elder Sign, trazido pela Galápagos
  6. E chegando Creepers, pela plataforma Meeplestarter, (brasileiro!)…

Notou como a lista é extensa? E olha, ainda tem livros jogos, como o Terra da Opressão, pela Mephirot,(brasileiro!) e os livros da série Fighting Fantasy, trazidos pela Jambo.

 

Enfim, tá esperando o quê pra jogar RPG Solo?

Espero ter te mostrado que você tem riqueza de opções de ambientações, cenários, regras e sistemas de RPG Solo, de criadores de jogos nacionais (que NÃO devem nada em qualidade) e “da gringa”. Que você pode usar pra jogar solo,  cooperativo ou para criar aventuras para os seus jogadores de forma mais tradicional.

Agora, com licença. Não preciso marcar com jogadores ou mestres, então vou pegar minha mochila, uma espada e um escudo. Esta entrada de templo abandonado e escura está cheia de tesouros me esperando, eu já escuto o barulho do vento e sinto o cheiro de umidade e musgo.

Se não nos virmos mais, diga aos aventureiros que fui atraído pela Fortaleza de Berdolock. Dizem que poucos voltam de lá…


 

 

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Uma Noite em Karazhan – Quimera de Aventuras

E aí pessoal, tranquilos? Hoje vamos a mais uma Quimera de Aventuras utilizando o jogo Hearthstone (jogo de cartas da Blizzard ao estilo Magic, que utiliza como base o universo de Warcraft). Hoje traremos a (última) aventura Uma Noite em Karazhan, onde um Medivh jovem faz uma festança de abalar sua torre.

Quimera de Aventuras

A festança mágica

A própria festa é uma aventura em si. Não trate essa festa como mais uma de qualquer nobre, pois o anfitrião é o guardião e protetor do mundo de Azeroth. Portanto, transporte essa realidade para essa aventura.

A quantidade absurda de magia existente na torre do mago traz à vida objetos inanimados, como espelhos mágicos e a prataria do local. Qualquer pessoa no local pode lançar pequenas magias e tudo pode explodir. Embora, uma magia de proteção impeça que os convidados morram, eles ainda podem ser feridos, petrificados, etc.

Um motivo plausível para a presença dos personagens é de que eles estão investigam alguém importante, seja o próprio mago, seja um dos convidados dele. E devem fazer isso sem irritar o anfitrião, ou seja, sem muita destruição não mágica…

 

Xadrez mágico

Essa ideia é simples e já foi usada em alguns livros, filmes e outras mídias. Fazer os personagens serem peças num jogo de xadrez traz uma tensão ao ar. Ainda mais se houver a ameaça de morte real. Entretanto, por ser uma festa mágica, talvez a morte possa ser trocada pelo envio dos perdedores por um portal a um lugar muito distante e, aí sim, perigoso. Aos vencedores, conhecimento ou itens mágicos podem ser uma boa ideia.

 

Aliados improváveis

O mago possui poderosos aliados, como dragões ou demônios, que foram convidados à festa. Algum deles é aliado ou serve de contato do vilão da campanha e possui uma importante informação que o grupo precisa. Esse aliado possui um aposento seu na torre. Assim, os personagens terão que pensar na melhor estratégia para obter a informação, pode ser roubando, negociando ou agredindo esse “aliado”. Devendo arcar com as consequências de seus atos.

 

Mestre dos Portais

Após a festança de arromba, os vários portais que são guardados pelo mago ficaram enlouquecidos e estão com os destinos trocados. Assim, a portal que levava à Forja dos Anões agora leva à Floresta dos Elfos e, assim por diante. Deste modo o mordomo do mago (que está com uma tremenda ressaca) contrata os aventureiros para por ordem e recatalogar todos os portais.

 

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Mario & Luigi: Superstar Saga – Quimera de Aventuras

Neste Quimera de Aventuras, vamos falar do jogo Mario & Luigi RPG ou Mario & Luigi Superstar Saga, jogo desenvolvido pela AlphaDream e publicado pela Nintendo em 2003 para o Game Boy Advance e relançado em 2017 para o 3DS como Superstar Saga + Bowser’s Minions.

O inicio de algo épico!

 

Sobre o Jogo

Este o primeiro jogo da série Mario & Luigi, que é uma série de jogos aonde o jogador controla, ao mesmo tempo, tanto o Mario quanto o Luigi. O jogo foi um sucesso de crítica com 81% no Metacritic.

Não é o primeiro jogo de RPG da franquia Mario. Já tendo sido lançado dois jogos de RPG baseados no encanador; Super Mario RPG, para o Super Nintendo e Paper Mario para o Nintendo 64.

A historia se passa em um conflito diplomático entre o Reino Cogumelo e o Reino Feijão. Depois que o a bruxa Cackletta e seu capanga Fawful roubaram a voz da princesa Peach.

A historia se passa inteira nesse novo reino, aonde os irmãos devem enfrentar os inimigos daquele novo reino e recuperar artefatos.

O sistema de combate é um dos charmes do jogo.

Nossa Visão sobre o jogo (Pode conter spoilers!)

Mario & Luigi foi o principal jogo que deu inicio a uma das minhas franquias favoritas de jogos do Mario. Além dos elementos de plataforma que não podem faltar. O jogo traz varios puzzles que trazem a tona trabalho em equipe entre os dois irmãos e como eles são inseparáveis. Durante o jogo, por mais que Mario seja o principal personagem, seu irmão Luigi também tem muito destaque.

O jogo trouxe vilões recurrentes cheios de carisma, como Fawful e Popple, além de quebrar tropos já conhecidos, como ter Bowser como o principal antagonista. Por ser o primeiro jogo, tem alguns problemas de pacing, mas que passam despercebido pela carisma do mundo e de sua historia.

Uma face conhecida em um fundo novo as vezes é o ideal para trazer novas interações!

Quimera de Aventuras

Nessa seção, vamos dar ideias para mesas usando o filme como refêrencia!

Cenários e Sistemas

Rodar uma historia parecida com o jogo pode funcionar em qualquer sistema e cenário. Lógico, você pode tanto jogar no cenário de Mario em um sistema como 3D&T Alpha, o qual temos adaptação e você pode ver a parte 1, parte 2 e parte 3 nesses links!
Mas você pode pegar os pontos do plot e usar em qualquer campanha, de qualquer cenário ou sistema.

  • Conflito Diplomático: Os personagens são chamados para resolver um conflito diplomático entre dois países vizinhos, porque um feiticeiro de um dos países roubou a voz da princesa do reino principal.
  • Problemas resolvidos em equipe: Os personagens ficam presos em uma floresta, masmorra ou algo do tipo que para passar, eles precisam trabalhar em equipe para resolver os problemas, seja apertando em um mesmo interruptor ao mesmo tempo ou usando suas habilidades em conjunto.
  • A Bruxa Cackletta e Fawful: Os personagens são ameaçados pela Bruxa Cackletta que quer dominar um território ou um reino, e para isso ela procura um hospedeiro perfeito para por sua alma, que por coincidência é o principal inimigo dos personagens.
  • Uma Nova Região, Novos Poderes!: Os personagens vão para uma ilha isolada, aonde encontram novas técnicas e novos poderes que podem adquirir ao encontrar deuses perdidos de uma masmorra em forma de piramide.

Conclusão

Eu sou APAIXONADO por Mario & Luigi, a franquia. É um dos meus jogos favoritos da minha vida. É um jogo carismático, engraçado, muito divertido de jogar e, o mais importante, leve! E a parte mais legal para mim é a mecânica de conseguir desviar dos ataques inimigos entendendo seus padrões, que inspirou até mesmo Undertale que veio anos após ele.

Deem uma chance ao jogo de RPG do bigodudo.


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Revisão e Montagem da Capa: Isabel Comarella
Texto: Gustavo “AutoPeel” Estrela

Viagem e Transporte para o seu Mundo – Gênese Zero #18

Em um mundo de RPG não pode haver apenas perigos durante as viagens, ela também pode tranquila e desempenham um papel crucial na narrativa e na construção do cenário. Eles não apenas conectam locais e permitem a exploração de novas áreas, mas também oferecem oportunidades para aventuras e encontros inesperados. Este artigo abordará como desenvolver sistemas de viagem e transporte criativos e funcionais para enriquecer o seu mundo de RPG, utilizando exemplos para ilustrar cada conceito.

A criação de um sistema de viagem e transporte no seu mundo de RPG pode adicionar uma camada significativa de realismo e imersão. Os jogadores, ao se moverem de um ponto a outro, podem enfrentar desafios, descobrir segredos e interagir com diversas culturas e personagens. Portanto, é essencial considerar diferentes meios de transporte, desde os tradicionais até os mágicos e tecnológicos, para diversificar a experiência dos jogadores.

1. Cavalos e Montarias

As montarias, como cavalos, são os meios de transporte mais tradicionais em muitos mundos de fantasia. Contudo, para adicionar um toque único, podem ser incluídas montarias exóticas, como grifos ou dragões menores, que oferecem novas possibilidades de viagem aérea. Imagine uma ordem de cavaleiros que monta grifos treinados, patrulhando os céus em busca de perigos. Além disso, cavalos encantados com habilidades especiais, como correr sobre a água ou voar curtas distâncias, podem adicionar ainda mais variedade às opções de transporte.

2. Carruagens e Carroças

Carruagens e carroças são ideais para viagens em grupo e transporte de mercadorias. Um exemplo criativo pode ser uma caravana de carroças mágicas que se movem sozinhas, guiadas por espíritos benevolentes, permitindo aos viajantes descansar durante o percurso. Outra ideia é uma carruagem de luxo encantada, que oferece proteção contra ataques e conforto inigualável, garantindo que seus ocupantes cheguem ao destino revigorados.

3. Navios e Embarcações

A navegação marítima abre um vasto leque de aventuras. Pode-se introduzir navios voadores que navegam tanto pelos mares quanto pelos céus, utilizando cristais flutuantes como fonte de energia. Além disso, a ameaça de piratas e criaturas marinhas adiciona emoção às viagens marítimas. Imagine um navio pirata fantasma que aparece em noites de tempestade, desafiando os jogadores a um combate épico ou a uma fuga desesperada.

4. Portais Mágicos

Portais mágicos oferecem transporte instantâneo entre locais distantes. Contudo, o uso de tais portais pode exigir a resolução de enigmas ou a realização de rituais específicos, tornando o processo de viagem um desafio adicional. Por exemplo, um portal escondido em um templo antigo que só pode ser ativado com um artefato perdido, forçando os jogadores a embarcarem em uma missão para encontrá-lo antes de usarem o portal.

5. Trilhas e Estradas Antigas

Trilhas e estradas antigas podem ser cheias de perigos e mistérios. Um exemplo interessante seria uma estrada encantada que muda de direção à noite, levando os viajantes a locais inesperados e aventuras imprevistas. Imagine uma trilha mágica que se transforma em diferentes cenários a cada estação do ano, oferecendo novos desafios e oportunidades para os jogadores a cada viagem.

6. Dirigíveis e Aeronaves

Em um mundo com tecnologia avançada, dirigíveis e aeronaves podem ser comuns. Esses meios de transporte oferecem vistas panorâmicas e a possibilidade de ataques aéreos por criaturas ou outros aeronautas hostis, tornando cada viagem uma experiência única. Imagine um dirigível de luxo que oferece festas e eventos exclusivos durante a viagem, mas que pode ser atacado por piratas do ar, exigindo a defesa dos passageiros e tripulação.

7. Trens Mágicos

Trens que operam com magia ou tecnologia arcana podem proporcionar viagens rápidas e confortáveis. Por exemplo, um trem encantado que atravessa dimensões pode levar os jogadores a reinos paralelos ou a locais secretos inacessíveis por outros meios. Além disso, um trem fantasma que aparece apenas uma vez a cada século, oferecendo uma viagem única e misteriosa cheia de desafios e recompensas.

8. Caminhadas e Peregrinações

Algumas jornadas exigem que os personagens viajem a pé. Essas peregrinações podem ser enriquecidas com encontros aleatórios, desafios ambientais e a necessidade de sobrevivência em terrenos inóspitos, proporcionando uma experiência imersiva e desafiadora. Imagine uma rota sagrada que os personagens devem percorrer, enfrentando testes de fé e provações físicas para alcançar um templo lendário no topo de uma montanha.

9. Animais de Carga

Além de montarias, animais de carga, como mulas e elefantes, são essenciais para expedições longas. Um toque criativo pode ser a introdução de bestas mágicas que, além de carregar suprimentos, protegem seus donos com habilidades especiais durante a viagem. Por exemplo, um elefante encantado que pode se camuflar na paisagem ou uma mula que detecta armadilhas e perigos no caminho.

10. Transporte Subterrâneo

Túneis e passagens subterrâneas oferecem uma alternativa fascinante à viagem de superfície. Um sistema de metrô subterrâneo, operado por anões ou criaturas místicas, pode ligar cidades e fortalezas, proporcionando uma forma segura e rápida de viajar, porém não isenta de perigos ocultos nas profundezas. Imagine uma rede de túneis anões com trens mágicos, protegidos por guardiões de pedra e ameaçados por criaturas das profundezas.

Conclusão

A viagem e o transporte no seu mundo de RPG são mais do que simples meios de locomoção; eles são oportunidades para enriquecer a narrativa e oferecer novas experiências aos jogadores. Em suma, ao incorporar diferentes métodos de transporte, desde os tradicionais até os mais fantásticos, você pode criar um mundo mais vibrante e dinâmico. Portanto, use a imaginação e crie sistemas de viagem que complementem a história e o cenário do seu jogo, proporcionando aventuras inesquecíveis a cada jornada.

PARA MAIS CONTEUDO DO MESTRE BROTHER BLUE

Pontos de Interesse – Aprendiz de Mestre

Tranquilos Aprendizes de Mestre? Na abordagem de hoje sobre os fundamentos na construção de cenários, falaremos como definir pontos de interesse na geografia de seu mundo.

Pontos de interesse são locais que instigam seus personagens e jogadores a explorarem. É o que os fará “sair de suas casas” e conhecer seu mundo. Portanto, é bom avisar que neste texto não falaremos sobre locais importantes numa cidade, como tavernas, guildas ou templos, mas sim sobre tudo aquilo que possa funcionar como uma masmorra ou destino dos aventureiros, como a Academia Arcana de Valkaria.

 

Propósito

Primeiramente deve-se saber para qual propósito precisa de um local de interesse. Se é para uma campanha que você está mestrando, a própria história jogada conduzirá o grupo para a Montanha da Perdição ou para o Covil de Drogon, o dragão-monstro.

Entretanto, em campanhas sandbox (de exploração aberta)ou para a criação de cenários é importante saber o que há na região onde será criado esses pontos de interesse. Pegarei como exemplo a nação de Deldohe, do meu cenário Recchá, país fundado por anões e onde eles governam.

 

Variedade e escolhas

Nos três círculos pretos há os principais pontos de interesse do país. Ao sul, na parte inferior da imagem há a Academia Militar de Dramoonfour, onde é realizado o mais intenso treinamento militar do continente. Embora seja incomum, indivíduos de outras espécies são aceitos. Nesta academia personagens combatentes podem aprimorar suas técnicas e conhecimentos sobre batalhas ou inimigos podem ser encontrados. algo muito propício para aquela preparação do grupo antes de enfrentar o grande vilão da campanha.

Já a Mina de Fen-varg, localizada ao leste do mapa é uma típica masmorra. Além de ser grandiosa, com câmaras capazes de conter exércitos inteiros, ela foi abandonada pelo aumento contínuo de monstros. Cada região da masmorra pode abrigar espécies e comunidades inteiras de monstros e humanoides monstruosos. Há desde kobolds até criaturas mais poderosas que dragões e, quem sabe, até onde ela alcance?

Já a Pirâmide Sangrenta é um local de mistérios e perigo. Muitos foram aqueles que morreram ao tentar explorar suas câmaras e passagens que foram feitas para conter um enorme perigo. Aqui é possível trabalhar com quase qualquer coisa. Desde a simples exploração até uma briga política entre alguém que queira saber sobre os segredos da pirâmide e um grupo que trabalha nas sombras para que ninguém consiga ter êxito nesta empreitada (talvez ligados aos anciões que governam o país?). Ou quem sabe lá exista um culto maligno?

Assim, com apenas três pontos de interesse temos opções de exploração de masmorra, conflitos políticos e sociais, descoberta de segredos, cultos malignos e busca por tesouro ou conhecimento.

 

Analise a região

Outro ponto importante é verificar a região que você explorará com seus jogadores. Em Deldohe temos anões, então a temática minas e monstros subterrâneos já vem à cabeça. Porém, os anões lunares de Deldohe possuem a maior biblioteca do continente, são ótimos artífices e astrônomos. Então, é possível utilizar as universidades, as montanhas ou até a cidade ambulante de Adron (bem embaixo na imagem) para explorar esses conceitos.

Locais que são muito diferentes do ambiente ao redor também são legais, desde que sejam grandes exceções. No nosso caso, um grande pântano ou uma densa floresta seriam o caso. Assim, é interessante colocar locais para se explorar que conversem com a região ao redor, seja pela sua similaridade à temática do local, seja pela discrepância.

Ao final, faça o que for divertido, já que isso é o mais importante.

 

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Revista Aetherica

O uso de Homebrew no RPG – Tudo menos D&D #09

O Homebrew

Mais cedo ou mais tarde os jogadores de RPG irão se deparar com uma infinidade de materiais homebrew. Esta palavra em inglês se traduzida literalmente é algo como “produzido em casa”. Na nossa comunidade se refere a conteúdos de RPG criados por jogadores que não são designers profissionais, associados a empresas e editoras.

Em geral é comum que mestres/narradores mais experientes proíbam o uso de homebrews em suas mesas, e essa decisão não é arbitrária. Jogadores podem ter sua atenção cativada por um homebrew com um conceito interessante para o RPG que está jogando. Todavia existe grande chance aquele conceito não foi bem trabalhado (tanto no sistema de regras quanto no cenário envolvido), dando potencial de desequilibrar a relação de poder entre os personagens. Para facilitar a tarefa de mestrar, que já é um papel trabalhoso em nosso passatempo, rapidamente se exclui homebrews de seus jogos logo entre as primeiras regras de etiqueta da mesa.

Como o Homebrew é ruim

Outros mestres/narradores acabam ficando amargos rapidamente mediante uso de homebrew de forma irrestrita. Apesar de bem intencionados, outros jogadores e mestres/narradores na internet criam conteúdos extras de homebrew para RPG. Porém é comum deixarem de lado a prudência na hora de equilibrar exigências das mecânicas internas dos sistemas ali utilizados. Cito três exemplos de homebrews não elaborados com profundidade:

  • Um arquétipo novo (o pacote que se pode adotar em Chamado de Ctulhu) para investigadores. Mas que possui mais opções/pontos do que os outros arquétipos oficiais dos livros;

  • Um novo clã de Vampiro A Máscara que possui mais disciplinas que outros clãs, desequilibrando a equivalência de poder (e possibilidades) em relação aos outros vampiros dos personagens jogadores;

  • Uma opção nova em Shadowrun Anarchy de Amps das Sombras sobre um mosqueteiro do século XVIII. Este homebrew foge do tema do RPG, um cyberpunk distópico;

Como o Homebrew é bom

Ditos estes exemplos agora cabe descontruí-los: nem todo homebrew é desequilibrado ou fora de temática. Inclusive ser fora da temática não necessariamente incute em um conteúdo ruim. Nesta mesma coluna já escrevi um artigo fazendo sugestões de inserção de alusões a datas comemorativas do mundo real em seu RPG. Um jogador ou mestre mais experiente, levando em consideração o equilíbrio do homebrew em relação ao sistema e cenário abordados, pode sim criar um homebrew significativo e interessante de se implementar. Muitos RPG’s consagrados começaram como homebrew e cresceram para alcançar milhares de mesas pelo mundo, sendo o exemplo mais claro o Pathfinder.

Uma Dica Final

Caso o jogador ou mestre/narrador encontre um homebrew que entenda como relevante para sua mesa, antes de se assustar com o fato de não ser um conteúdo oficial e automaticamente o proibir, analise se aquele material faz sentido para o seu cenário e pode se encaixar no sistema de regras de forma a enriquecer o jogo ao invés de trazer frustração. Há uma imensa comunidade com ideias incríveis para se aproveitar, não se restrinja e esteja aberto a aprender novas formas de usar cenários e sistemas de regras, seus companheiros/as de mesa agradecerão.

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Arcanistas e Bárbaros em 3DeT Victory – Tormenta ALPHA

Em 3DeT Victory, Arton existe como o cenário Tormenta ALPHA. Um VRMMORPG dentro do cenário de Era das Arcas aonde os jogadores jogam no cenário de Tormenta, basicamente, mas com regras de cenário de MMO Online (Sim, bem Isekai). Em 3DeT Victory não temos os conceitos de Classes, o mais próximo disso são Kits. E como seriam esses Kits jogando no cenário Tormenta ALPHA? No Área de Tormenta de hoje, estaremos explorando quais kits melhor traduzem o Arcanista e o Bárbaro em 3DeT Victory e novas vantagens exclusivas para essas classes.
 

Em 3DeT Victory, Classes são normais, pero no mucho.

Com o lançamento do Manual do Arcanauta, tivemos alguns kits relacionados ao nucléo Tormenta ALPHA, inclusive alguns que são 1:1 com as raças do cenário de Tormenta que jogamos em T20.

Porém, nem todas as classes tem Kits próprios, mas tem outros kits que são semelhantes o bastante para que possam ser considerados. Como 3DeT é um sistema que te dá as ferramentas e você descreve como isso vai ser lido em roleplay, um personagem com o kit Alquimista, por exemplo, poderia ser considerado um Feiticeiro ou um Bruxo.

Por isso, para fazer essa tradução, vamos considerar quais Kits do Manual do Arcanauta podem descrever, da maneira mais próxima póssivel, as classes de Tormenta.

Disclaimers também são comuns.

Abaixo, vamos pegar as classes e imaginar como seriam Vantagens exclusivas delas dentro de 3DeT Victory, ou seja, dentro de Tormenta ALPHA. E quais kits melhor encaixem no arquétipo da classe.

É importante ressaltar que todas as regras abaixo são feitas por fã e não são oficiais do sistema.

Além disso, as classes aqui são adaptadas aqui são dos livros Tormenta20 Jogo do Ano. Outros livros que saiam no futuro com novas classes não serão adaptadas aqui porque ainda não temos visão do futuro (foco no ainda).

Arcanistas normalmente são comuns em quase todos os cenários de fantasia.

Arcanista

Kits correspondentes: Alquimista, Elementalista, Ilusionista, Maginauta, Mago e Necromante

O Arcanista é o mestre de poderosas energia místicas, capaz de usar mágia da maneira mais especular e destrutiva. Arcanistas são uma classe normalmente frágil, com pouca vida e pouco poder de combate. Entretanto, ele compensam Magia. podendo causar o maior número de dano em pouco tempo.

Vantagens de Arcanistas

Essas são vantagens exclusivas para a classe Arcanista, para pegar qualquer uma das vantagem abaixo, você deve ter pelo menos um dos kits correspondentes a classe Arcanista e a vantagem Magia.

Arcano de Batalha 2pts

Quando faz um ataque usando a perícia Mística, o atributo correspondente tem +2.

Caldeirão de Poções 1-3pts

Você sabe construir e possui itens consumíveis de Magia. Dependendo do custo, você recebe uma quantidade de poções equivalente a itens de Magia no inicio de cada aventura.

1pts Três poções de Magia menor ou uma poção de Magia média

2pts Três poções de Magia média ou uma poção de Magia maior

3pts Duas poções de Magia maior ou uma poção de Magia média

Caso tenha a vantagem Inventário, você pode acumular essa poções para ter um item de tamanho maior. Por exemplo, se já tiver dois itens incomuns, você pode usar suas poções de Magia média para usar uma Magia maior.

Contramágica Aprimorada 2pt

Quando faz um teste de defesa usando Mística contra um teste de ataque usando Mística, você pode gastar 2 PM para receber Ganho e, se vencer, tem defesa perfeita contra o ataque. Você só pode usar essa vantagem uma vez por rodada.

Envolto em Mistério 1pt

Sua aparência e postura assombrosas o permitem manipular e assustar pessoas, ou você é só muito edgy mesmo. Você tem P+2 em testes sociais contra alvos ignorantes ou supersticiosos, o mestre tem a palavra final em que se encaixa nessa categoria. Você não pode ter Envolto em Mistério e ser Carismático.

Escriba Arcano 2pt

Você pode aprender magias copiando textos de pergaminhos e grimórios de outros magos. A critério do mestre, se encontrar algum texto que contenha uma técnica que tenha como pré-requisito a vantagem Magia ou a perícia Mística, você pode fazer um teste de Saber (Meta 10 + custo da técnica), se passar, você aprende a técnica presente nesse grimório e pode usar ela até o fim da aventura. Se comprar a técnica do grimório ao fim da aventura com XP, você pode usar ela gastando -1 PM.

Magia Pungente 1pt

Quando lança uma técnica que tenha Magia como pré-requisito, você pode gastar +1 PM para aumentar a meta para resistir a ela em +2 ou receber em valor como bônus no teste de ataque (caso seja uma técnica que peça um ataque).

Klunc também é comum em 3DeT Victory!

Bárbaro

Kit correspondente: Bárbaro

Os Bárbaros são guerreiros que lutam usando seus instintos como base. Não combatentes sem mente que agem por impulso, mas canalizadores das energias primais que usam seu corpo em conexão com o natural para se tornarem uma ameaça imparável.

Vantagens de Bárbaro

Para todas as vantagens abaixo, você deve ter o Kit Bárbaro.

Alma de Bronze 1pt

Quando usa Frenesi de Combate, você também recebe R+3, que afeta seus PV temporariamente, quando o combate termina, você também perde os PV que recebeu, se ainda tiver eles.

Destruidor 2pts

Quando faz um ataque, você pode gastar 2 PM para rolar novamente qualquer resultado 1 ou 2 (apenas uma vez), impedindo falhas críticas.

Espírito Inquebrável 1pt

Quando você é derrotado, você permanece lutando por um número de turnos iguais a sua Resistência. Ao fim desse periodo, você continua derrotado, mesmo que seja curado. Você pode até derrotar um inimigo, mas não consegue escapar da vergonha da derrota.

Golpe Poderoso 2pts

Quando faz um ataque em um alvo Perto ou Longe e supera o teste de Defesa do alvo por 5 ou mais, você pode gastar 1 PM para somar 1D a mais ao dano.

Superstição 1pt

Você acha magia feia e boba, quando é alvo de uma técnica que tenha Magia como pré-requisito ou por um ataque com Mística, você tem Ganho.

Vigor Primal 1pt

Quando usa Pontos de Ação para Recuperação Espantosa (veja 3DeT Victory pg. 169), você soma sua Resistência na recuperação. Por exemplo: se tiver Resistência 3 e gastar 1 PA para se curar, você cura 13 PV, se gastar 2 PA, você cura 23 PV e por assim vai.

Conclusão

Conforme vou pensando em um cenário de MMO para 3DeT Victory, não consigo parar de pensar em tudo que  dá para fazer como “pretexto” para certas coisas ocorrerem. Fazer essas postagens com as classes em 3DeT Victory está sendo muito divertido, e eu espero que vocês gostem tanto quanto eu!


3DeT Victory JÁ ESTÁ está disponível para compra! Fique por dentro da coluna Dentro da Arca para mais contéudos de 3DeT Victory!

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Texto: Gustavo “AutoPeel” Estrela

Imagem de Capa: Gustavo “AutoPeel” Estrela

Revisão: Isabel Comarella

NOS4A2 – Quimera de Aventuras

NOS4A2, ou Nosferatu, traz mistério, magia, suspense, uma pitada de terror e muito teor sobrenatural, muito semelhante às obras do Stephen King! E essa semelhança toda não é à toa, já que veio da mente criativa de Joe Hill, filho do King. Mas será que essa obra renderia boas ideias para usar em RPGs de mesa?

NOS4A2

NOS4A2 é uma forma de se escrever Nosferatu (Nos+four+ei+two) e é originalmente um filme escrito por Joe Hill, filho do lendário escritor Stephen King, publicado em 2013. Ganhou uma versão para televisão em 2019, e uma segunda temporada em 2020, sendo cancelada então. Porém, o final da segunda temporada, embora com ganchos para uma possível terceira, encerra bem os arcos dos personagens, dando um final satisfatório para a trama.

A série foi produzida pela AMC, sob a responsabilidade de Jami O’Brien, e tem em seu elenco Ashleigh CummingsZachary Quinto, Jahkara Smith, Ólafur Darri Ólafsson, Virginia KullEbon Moss-Bachrach

Sinopse

Em NOS4A2 acompanhamos a trajetória do vilanesco Charlie Manx, um ser imortal que se alimenta das almas de crianças aprisionadas em sua “Terra do Natal”. Certo dia Manx rapta uma criança amiga de Maggie, uma jovem com o poder de obter qualquer resposta de seu saco mágico de Scrable, o que a leva até a nossa protagonista, Vic McQueen, uma jovem rebelde que descobre ter a habilidade do “Caminho Mais Curto”, que a possibilita ir até qualquer lugar do mundo para encontrar algo ou alguém. Agora as duas jovens unem forças para impedir o maligno Manx de raptar mais crianças, e salvas as que ele já levou.

Minha Opinião Pessoal (contém spoilers)

Eu sou um grande fã de Stephen King, e confesso que havia passado por essa série inúmeras vezes. Porém, foi quando o nome de Joe Hill surgiu em um desses videos de sugestões de filmes que fui dar uma chance para a série, e me arrependei de não ter feito isso antes.

A série conta com boas atuações, uma trama interessante e personagens bem peculiares. São pessoas cheias de falhas, defeitos, fraquezas e muita humanidade, o que justifica uma série de más decisões que movimentam a trama e a fazem render mais de uma temporada.

Outro ponto positivo é o fato da série ter vários núcleos de personagens diferentes, todos interligados em uma mesma trama gigante, que se resolve em um clímax tenso e imprevisível.

As habilidades especiais que os “iluminados” de Joe Hill possuem é um poder muito interessante, e se manifesta de formas diferentes em cada um, dando a possibilidade de inúmeras situações diferentes.

Infelizmente, por seu final abrupto, dá um certo ar de “a história não acabou”, mesmo que todos os protagonistas e coadjuvantes principais tenham seus respectivos finais de jornada muito bem estabelecidos. Certamente haviam planos para uma terceira temporada, mas esses certamente serão melhores aproveitados em mesas de RPG!

Quimera de Aventuras

Nesta sessão a obra entra na Quimera e colocamos algumas ideias de uso para aventuras de RPG.

Entretanto fique ciente que para isto, teremos que dar alguns spoilers da obra. Leia por sua conta em risco.

Dungeons & Dragons

Os personagens descobrem que crianças de diversas vilas estão desaparecendo misteriosamente. As pistas os levam a um plano alternativo chamado “Natal Negro”, onde uma criatura chamada Carlie Vic espera transformar essas crianças em seus seguidores.

O antagonista Carlie Vic possui poderes vampíricos e a capacidade de criar portais para o Reino do Natal Negro, um lugar semelhante à “Terra do Natal” de NOS4A2. Os personagens precisarão encontrar uma maneira de entrar neste plano sombrio e resgatar as crianças.

Como antagonistas, use criaturas mágicas e pervertidas, brinquedos animados hostis, quebra-cabeças e ilusões.

World of Darkness (Mundo das Trevas)

Em uma cidade contemporânea, um ser imortal conhecido como Charlie Manx está sequestrando crianças com habilidades sobrenaturais. Os personagens, talvez pertencentes à facção dos Caçadores, Vampiros, Lobisomens ou Magos precisam rastreá-lo e impedi-lo de continuar sua caçada.

Charlie Manx usa um carro antigo e místico que lhe concede poderes vampíricos. O cenário é contemporâneo, com uma atmosfera de horror urbano e investigações sobrenaturais. Adicione elementos de cultos urbanos, confrontos com outros seres sobrenaturais, perseguições e investigações sombrias.

Savage Worlds

Em um cenário flexível de horror, os personagens descobrem que um antigo parque de diversões foi reaberto por Charlie Manx. As crianças que entram no parque nunca mais voltam as mesmas.

Use Charlie Manx como o vilão central, o parque de diversões como uma versão sinistra de da “Terra do Natal”.

Shadowrun

Em um futuro distópico, um decker chamado Charlie Manx usa sua influência na matriz para sequestrar crianças e levá-las para um parque de diversões digital conhecido como “Terra do Natal”, levando os Runners à uma frenética caçada pelo mundo real e pelo ciberespaço.



É isso, espero que vocês tenham gostado e que tenham ficado interessados pela obra. NOS4A2 é uma série bem interessante, com muitas boas ideias, antagonistas poderosos e uma trama agradável de acompanhar.


Texto: Eduardo Filhote

Capa: Juaum

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