Nos últimos 5 anos, principalmente em blogs, nos fóruns oficiais e em outros canais de comunicação especializados, muito se falava sobre uma possível 4ª edição do famoso sistema de Mutantes & Malfeitores, com a conversa sempre focada em uma forma de simplificar e tornar o sistema mais atraente pra novos RPGistas sem que haja uma perca da identidade do sistema, mas com tanto tempo desde o lançamento da 3ª edição, que fará 15 anos este ano, muitos já consideravam uma lenda, é mesmo que o anúncio do violento Valiant Adventures RPG, que usava uma versão modificada do sistema, não havia uma segurança de que essa tão especulada quarta edição viria…
Nesta edição surpresa!!!
Pois bem, em Agosto do ano passado, foi anunciada a tão aguardada 4ª edição, com um Playtest aberto, batizado de Origins Edition, que durou por volta de um mês, foi um esforço coletivo bastante inspirador de ver, e a partir dessa impressão, e entrevistas feitos com os principais idealizadores dessa edição, Alex Thomas e Steve Kenson, o idealizador original do sistema, muitos segredos dessa nova versão foram se revelando, com algumas delas sendo:
Bem-vindo, novato: Um perceptível esforço em tornar a criação de personagens mais fácil a novatos, trazendo não só arquétipos mais didáticos para iniciante, como todos os efeitos agora trazem configurações, versões pré-prontas e calculadas de usos comuns daquele efeito, como Aflição, que traz em suas configurações a famosa Armadilha, para prender os inimigos.
Pra que mexer no que não tá quebrado: É evidente, entretanto, que a complexidade de M&M se mantém, permitindo que jogadores customizem seus personagens nos mínimos detalhes mecânicos, havendo um forte rebalanceamento em custos e funcionalidades de certos efeitos, para tornar-los mais “justos” ou interessantes apenas.
Minha reação nesse momento: Talvez a maior novidade do sistema seja a implementação da ação de Reação como o foco principal na economia de ações em combates, sendo esta uma ação exclusiva para ser usada durante o turno de outro personagem, entretanto, os jogadores só possuem uma disponível, o que abre um novo leque tático no campo de batalha.
Peritos, Perícias e Periféricos: Houve também uma reformulação nas perícias, que agora podem ser compradas tanto completas quanto em especializações, que custam menos, mas têm uma área de atuação limitada. Além disso, houve uma unificação dos efeitos em questão de perícias de interação social, que agora funcionam a partir de uma mesma ação chamada de Interagir, mas causando efeitos variados dependendo da perícia.
A melhor defesa é um soco na cara: Mas talvez a mais perceptível mudança seja o retorno do sistema a 6 atributos, Força, Vigor, Agilidade, Intelecto, Prontidão e Presença, com Ataque e Defesa se tornando atributos guarda-chuva para as capacidades ofensivas e defensivas dos personagens, respectivamente.
Uma ode ao passado: Como mencionado no último item, essa mudança nos atributos também indica uma tentativa de retorno às raízes de sua 2ª Edição, publicada nos anos 2000, tanto visualmente quanto mecanicamente.
Nova Edição, Nova Terra: Mas talvez nenhuma mudança chame mais a atenção do que a decisão criativa de reiniciar a cronologia de Freedom City, cenário principal do sistema desde sua primeira edição, que sofreu profundas mudanças durante seus quase 20 anos de existência, ganhando inclusive uma coletânea de histórias curtas durante a terceira edição. Pelas prévias do sistema lançadas até o momento, todas usando personagens do cenário, os idealizadores do projeto parecem caminhar para uma abordagem de “Grandes Sucessos”, combinando elementos queridos das três versões do cenário em uma só.
Uma licença ousada: Após a polêmica situação de D&D com a OGL, a Green Ronin abre as portas dessa nova edição com a proposta ousada de uma licença que não só permite a criação de conteúdo original do sistema, como também permite que pessoas publiquem, de forma comercial, material ambientado em suas propriedades, como a própria Freedom City, dando um passo gigantesco na acessibilidade do sistema para inúmeras pessoas.
Conclusão: Torcendo para o melhor
Com tudo isso, é importante ressaltar o elefante da sala, que é a situação do sistema no Brasil, lançado pela Jambo Editora, do qual ainda não se pronunciou sobre planos envolvendo a tradução e publicação da quarta edição do sistema em nossas terras tupiniquins, só restando aos fãs, eu incluso, para aguardarem o que esperam os fãs de M&M no Brasil.
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Autor: Júlio César.
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