Worldbuilding – Dicas para apocalipses e mundos à beira do fim – Tudo menos D&D #19

Olá! No artigo desse mês faço uma contribuição de mestre para um aspecto bem presente nas nossas mesas de RPG, o chamado Worldbuilding. Worldbuilding se refere à construção de um universo como cenário de RPG. Esse universo pode ser do tamanho das suas necessidades como narrador, de um prédio numa cidade, a um castelo mágico ou uma estação especial futurista.

Nesse contexto vamos pensar sobre Worldbuilding específico de cenários de fim do mundo.

Por que o mundo está acabando/acabou?

Ao contrário de jogos de videogame nos RPG’s de mesa é mais interessante o mestre especificar o motivo daquele fim do mundo, pois os jogadores se interessam de entender as engrenagens que estão movendo sua história para uma destruição.

Por outro lado saber como o cenário está acabando dá ao narrador uma diretriz em cima da qual trabalhar a aventura ou campanha, relacionando a história que vai gerar o desafio aos personagens jogadores numa relação de causa e consequência com o evento apocalíptico. Assim o porquê do seu mundo estar à beira do fim pode ser de conhecimento geral, um segredo cósmico, parcialmente sabido ou, ainda, as populações atribuírem o fim a um motivo equivocado. Algumas dicas:

  • OPERA ESPACIAL: Um império alienígena de outra galáxia está construindo uma máquina, que, se concluída, irá destruir toda a galáxia dos personagens jogadores.
  • SCI-FI: Um vírus criado como arma biológica está lentamente se espalhando de planeta em planeta, levado pelas viagens espaciais;
  • Fantasia Medieval: Uma divindade maligna que havia sido destruída por um herói do passado está sendo ressuscitado por um culto apocalíptico;

O fim vai acontecer

Uma das versões de mundo à beira do fim é quando o apocalipse está prestes a acontecer. Esse tempo antes do fim do mundo pode ser “esticado” ou “encurtado” de acordo com as necessidades do narrador de da história – não necessariamente precisa ser um evento com iminência de instantes ou horas.

Esse fim que vai acontecer pode estar vindo há anos, como por exemplo na história do Clair Obscur Expedition 33. O evento é algo que causa desesperança, ou até a negação daqueles que o vivem no dia a dia.

O fim está acontecendo

Outra opção de fim do mundo reside num universo que está o sofrendo no momento presente. Por isso alguns elementos de narrativa relativos à ideias de transformação, destruição e sobrevivência se tornam interessantes na sua mesa de RPG.

Num mundo sofrendo seu apocalipse as instituições estão ruindo em torno dos personagens. Isso vale para todas as instituições, tanto religiosas quanto políticas ou econômicas. Os membros mais ferrenhos ou privilegiados dessas instituições se apegam ao pouco de poder que restou, propagam messianismo, e ainda usam o resto de influência para tentar sobreviver.

Por outro lado as convenções socias antes existentes rapidamente deixam de ter valor. Crimes se tornam cenário comum, a situação deixa os mais fracos para trás, o cenário é desesperador e cria urgência para as ações dos personagens jogadores..

O fim já aconteceu

Para tanto terminar o artigo quanto pensar sobre uma terceira alternativa: o fim já aconteceu. Tal cenário não necessariamente precisa entrar na categoria de “pós-apocalipse” – uma opção interessante e inusitada é uma na qual o apocalipse ocorreu num tempo recente (semanas? meses? uns poucos anos?).

Recursos imediatos de sobrevivência são disputados, as primeiras facções começam a surgir, a violência se torna desenfreada. Locais que possuem armas, ferramentas, veículos e alimentos são ocupados com mão de ferro.

Em outra proposta temos o pós-apocalipse. Tal gênero de mundo já é conhecido do público em geral, não só do RPG de mesa, por causa de filmes, séries e jogos de videogame. Alguns exemplos incluem The Last of UsThe Walking DeadMad Max, entre outros.

Quer ler mais artigos como esse? Veja minha seleção de artigos de RPG: https://movimentorpg.com.br/colunas/tudo-menos-dd/


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Nessus – NPCs

Tranquilos pessoal? Finalizando, neste primeiro momento, os textos sobre Nessus, irei apresentar três NPCs mencionados neste texto. Esses NPCs possuem algumas habilidades e melhorias a mais do que uma máquina inicial, mas ainda podem ser vencidas por heróis iniciantes.

  Ketchup

Líder dos três bandidos é uma máquina cruel, obstinado, vingativo e pragmático. Sua blindagem é de um vermelho vivo intercalado por cabos a solta e vários compartimentos. Sua estrutura e hardware demonstrou que foi originalmente construído para o combate.

Não lembra de nada de seu passado antes de despertar. Apenas sente que sua programação é sobre conquista e que longe de ter alguém para servir, deseja conquistar um lugar para ser o senhor dele e, assim, poder um dia erguer uma nação centrada nele.

Conceito: Executor

Atributos: Hardware 3; Software 2; Reação 2; Singularidade 2; Blindagem 6; Resistência 8; Energia 8.

Carga: 6. Habilidades: Conserto, Feito Para Matar, Inspirar, Tiro Certeiro. Melhoria: Arma Acoplada (Blaster Leve), Compartimento Interno, Sensores

Equipamentos: Faca de Plasma, Canhão Pesado com Mira e Impacto Explosivo, Lança Chamas. Munição extra, Disco Magnético, Power Bank, Óleo de Blink.

Mostarda

Construído juntamente com Ketchup parece compartilhar sua programação de combate e conquista. Entretanto, aparentemente não possui o perfil sádico do companheiro, sendo empático, confiável e benevolente. Sua blindagem amarela e preta é ótima para se camuflar em meio aos desertos de Nessus.

Conceito: Camaleão

Atributos: Hardware 2; Software 2; Reação 2; Singularidade 3; Blindagem 4; Resistência 6; Energia 10.

Carga: 4. Habilidades: Autodestruição, Improvisar Explosivos, Juntas Frouxas, Prender no Laço. Melhoria: Compartimento Interno, Hélice.

Equipamentos: Revólver, Explosivos Pequenos, Explosivos Pesados. Munição extra, Power Bank, Óleo de Blink.

Fumaça

Embora siga o modelo de fabricação de seus companheiros, parece ter alterações que o indicam como uma outra versão. Seu despertamento mexeu com sua memória e ele pouco lembra de sua programação, objetivos ou qualquer outra coisa. Muito mais seguindo as diretrizes e comandos do líder do que pensando por si mesmo.

Conceito: Camaleão

Atributos: Hardware 3; Software 2; Reação 3; Singularidade 1; Blindagem 6; Resistência 8; Energia 6.

Carga: 6. Habilidades: Fingir de Morto, Improvisar Explosivos, Velocidade em Combate. Melhoria: Sensores.

Equipamentos: Manopla de Impacto, Explosivos Pequenos. Munição extra, Óleo de Blink.


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Nessus – Ideias de Aventura

Tranquilos pessoal? No texto de hoje trarei o enredo da aventura de Libertação do Upload (na aventura original o nome dele era outro, porém os jogadores nomearam o robô dessa forma e assim ficou). Essa aventura em Nessus foi mestrada como a introdução do personagem Tek dentro da Guilda dos Guardiões.

Entretanto, farei algumas alterações para melhor se adequar ao próprio cenário de Nessus, alterando um pouco como foi apresentada na Guilda dos Guardiões.

Clemência e o chamado por socorro

A pequena cidade de Clemência seria como várias outras existentes em Sputnik Hills, entretanto o que a diferencia é que esta é uma cidade refúgio. A cidade das segundas chances, onde Tek, um implacável exterminador e caçador de recompensas, conseguiu encontrar o caminho de protetor mesmo após matar mais um robô de sua lista.

Os robôs da cidade seguiam suas vidas calmamente, porém num determinado dia todos sentiram um forte ruído. Exato, sentiram, não ouviram. Era uma mensagem de socorro. Alguém conseguiu realizar uma transmissão por uma tecnologia antiga e todos a puderam sentir. Entretanto, poucos foram os que conseguiram a decifrar. Dentre eles estava Tek e os personagens jogadores.

Aqui o grupo pode conversar sobre se irão atrás do robô (visto que quem decifrou conseguiu sentir a direção de onde vinha a mensagem) e como farão ou não isso. Poderão, também, fazer seus preparativos; entretanto Tek não dará armamentos, exceto munição ou algum item que os auxilie no caminho.

Perigos (naturais ou não)

No caminho na direção de onde veio o chamado, o grupo precisa atravessar uma planície onde precisarão escapar de um enorme bando (15 ou mais) de Comedores de Ferrugem (Nessus, pág. 186). Conseguindo superar esse desafio acontecerá algum efeito climático moderado ou leve: Areia Movediça, Chuva Ácida, Radiação Solar Pulsante e Vento Cortante. Escolha uma ou role 1d4. Se forem aventureiros experientes o narrador pode escolher algum efeito climático mais poderoso.

Já nas montanhas, o grupo avista alguns quilômetros de deserto arenoso e, no meio dele, um poderoso verme da areia. O caminho mais seguro é andar pelas montanhas até um ponto onde o deserto possui apenas cerca de 2 quilômetros.

Entretanto, perto de onde os personagens estiverem passando terá uma caverna e 3 criminosos saindo dela. O confronto é quase certo. Os criminosos são procurados, valendo algumas placas. Ketchup, Mostarda e Fumaça terão suas fichas apresentadas no próximo post. Entretanto, você pode escolher utilizar as fichas constantes no livro para facilitar.

Superado o combate, o grupo ainda precisará chegar até o estreito entre as duas montanhas e agir no tempo certo para não ser devorado pelo verme da areia. Conseguindo, precisarão investigar a outra montanha para localizar uma porta de uma antiga instalação da Nessus Corp.

O labirinto de Upload

Descobrindo uma maneira de entrar na instalação, seja pela força ou astúcia, o grupo precisará navegar por um labirinto intrincado de corredores e salas. Algumas dessas salas possuem robôs desativados do tipo bruto. Entretanto, certos gatilhos ou corredores poderão acionar alarmes e esses robôs.

Encontrando o terminal o grupo poderá conversar com o Upload, que informa necessitar de um corpo físico para sair dali e que ele foi mantido prisioneiro desde antes do fim da humanidade. Entretanto, para não morrer completamente conseguiu se esconder num programa dessa instalação e ficou latente desde então.

Conseguindo um corpo para o Upload, o grupo precisará enfrentar alguns robôs e voltar em segurança com um novo e misterioso aliado.


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Nessus – Guia de Criação de Personagem

Tranquilos pessoal? Continuaremos a falar sobre Nessus, jogo publicado pela editora Gynga Editora. Como costume utilizaremos Cysgod, meu personagem na Guilda dos Guardiões, o qual criado como um elfo ranger arqueiro para ser refeiro em Nessus. Acredito que não haverá muitas mudanças no personagem, vamos conferir.

Primeiro, vamos aos passos de criação:

  • Determine seu conceito;
  • Determine valores de atributos;
  • Escolha habilidades;
  • Escolha sua melhoria;
  • escolha seus equipamentos.

Primeiras escolhas

Como dito acima, Cysgod é um elfo ranger focado em ataques à distância e com pouco tino social. Dentro do jogo há a sugestão de 13 arquétipos, porém é possível definir outros, depende da sua criatividade. Porém, para Cysgod, vamos escolher um arquétipo existente no livro: Armeiro, Artista, Bestial, Camaleão, Diplomata, Executor, Fortão, Mentiroso, Investigador, Mecânico, Peregrino, Pistoleiro ou Velocista.

Dessas opções, Cysgod se enquadraria em três opções, Peregrino, Pistoleiro e Executor. Porém, executor é mais focado em assassinato, e mesmo Cysgod sendo bom em sobreviver e andar pelos ermos como um bom peregrino, ele é melhor em atirar de longe, mas ao invés de arco, ele utilizará armas de fogo. Portanto pegaremos Pistoleiro.

O conceito não é só background, também é uma mecânica. Quando Cysgod utilizar Combate Montado, Rápido no Gatilho, Tiro Certeiro e qualquer outra relacionada a montarias e a atirar, ele gastará menos 1 de energia. Ele também terá vantagens em testes de intimidação, reflexos e mãos rápidas, mesmo fora de combate.

Atributos

Todo personagem possui 4 atributos principais e 3 secundários. Os atributos são:

  • Hardware: é o corpo da máquina. É aquilo que pode bater e que pode ser atingido.
  • Software: é a inteligência do robô. É o que xinga e pode ser xingado.
  • Reação: é a agilidade da máquina frente a estímulos externos.
  • Singularidade: é o que distingue a máquina de um simples conjunto de peças. É a personalidade do personagem.
  • Blindagem: é a proteção do robô. 
  • Resistência: é a vida da máquina.
  • Energia: são as técnicas e o poder que ativa habilidades.

Os valores dos atributos principais vão de 0 a 5. E os secundários são calculados a partir deles. Blindagem é o dobro do Hardware; Resistência é igual a Blindagem mais Software; e Energia é o dobro da soma de Software e Singularidade.

Todos os atributos iniciam em 1, sendo que os personagens possuem 5 pontos para distribuir entre os atributos principais. Assim, como Cysgod é muito ágil e resistente ele terá 3 em Reação e 2 nos demais atributos.

Completando a máquina

Podemos escolher duas habilidades inicialmente, tendo como teto 6 de custo de Energia na soma de ambas. Assim, Cysgod pegará as habilidades Correr e Atirar, que permite somar metade (arredondado para cima) do valor de Reação para acertar enquanto se move. Já Tiro Certeiro concede +2 no próximo disparo. Com essas habilidades consigo demonstrar a capacidade de Cysgod em acertar alvos, mesmo os mais difíceis. Já que ele conseguiria somar +4 nos seus tiros.

Correr e Atirar custa 4 de Energia para ser adquirido e utilizado. Já Tiro Certeiro custa 2; entretanto, para um pistoleiro como Cysgod, os custos de utilização dessas habilidades diminuem em 1, custando 3 e 1 para usar as habilidades escolhidas.

Melhorias são aprimoramentos no hardware de sua máquina ligadas a Singularidade da mesma. Para melhoria só temos uma escolha liberada durante a criação. Como Cysgod só tem 2 de Singularidade, isso limita muito as escolhas possíveis.  Vamos escolher Lentes em Foco para melhorar as chances de tiro de Cysgod, já que duplicará a visão dele (se ele tivesse Singularidade maior, sua visão aumentaria ainda mais) e dará +1 para ataques à distância; que é o foco dele.

Equipamentos

Para equipamentos devemos rolar 1d6. Além de mais 1 equipamento condizente com o Conceito do personagem. Também devemos cuidar o quanto de carga podemos carregar. Como Cysgod possui 2 de Hardware, sua carga é 4, visto que é o dobro do Hardware.

Rolamos 3 e teremos 4 itens. Escolheremos, assim, um Rifle com 5 tiros (mas teremos munições extras) e concedendo +2 nos ataques e causando 4 de dano (como todas as armas médias). Também pegaremos uma bateria extra (Power Bank) e Óleo de Blink para aumentar ainda mais a reação do Cysgod. Assim, completamos o máximo de carga possível.

E, assim, finalizamos Cysgod. Tendo seu ataque com o rifle +3 como padrão, podendo chegar a +7 em situações mais tensas.

Ficha

Atributos: Hardware 2; Software 2; Reação 3; Singularidade 2; Blindagem 4; Resistência 6; Energia 8.

Carga: 4. Habilidades: Correr e Atirar, Tiro Certeiro. Melhoria: Lentes em Foco.

Equipamentos: Rifle +3 (+7) 1d6+2, dano 4. Munição extra, Power Bank, Óleo de Blink.


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Nessus RPG – Resenha

Tranquilos pessoal? Hoje falaremos sobre Nessus, jogo criado por Lipe Goodman e Renê Ricardo, publicado pela editora Gynga Editora. Tenho um carinho especial por este RPG, pois a notícia de seu financiamento foi meu primeiro texto aqui no Movimento e a temática de robôs no faroeste me é incrível. Além disso, ano que vem teremos mais novidades sobre o jogo…

O livro possui 11 capítulos e mais de 300 páginas lindamente ilustradas e com uma estética condizente e imersiva com o tema. Na introdução temos as clássicas seções falando sobre o que é RPG, como usar o livro e outros tópicos pertinentes. Os capítulos 2, 4, 5 e 6 serão abordados no próximo texto sobre a criação dos personagens.

Um futuro distópico

A humanidade se foi, ninguém sabe exatamente, porém, o que restou agora são máquinas sencientes, mutantes e um mundo árido. Algo de muito errado aconteceu com a humanidade, porém, isso é pouco relevante para quase todos robôs em Nessus. Visto que eles precisam sobreviver aos perigos desse novo mundo e aos outros robôs. O capítulo inicial explica o que é (ou o que foi) o Nessus, como são as leis e cidades atualmente e outras questões. Algo relevante que é explicado (e eu não consegui entender nos meus primeiros contatos com o jogo) é que há seres orgânicos, os mutantes, só que essas são criaturas modificadas pela radiação no mundo. E talvez até haja ainda humanos também modificados.

Geografia

Como o jogo é um faroeste, o foco lógico do lugar onde se passa é no que sobrou da região dos EUA. Entretanto, as regiões estão muito diferentes do que conhecemos:

  • Montanhas Brancas: montanhas de sal cristalizadas e endurecidas pelo tempo que formam uma enorme cadeia de montanhas onde o frio impera.
  • Deserto de Negatha: é o que se espera de um mundo árido e quase sem água. Aqui, há enormes dunas e gigantescos vermes de areia.
  • El Camino: região das crateras Três Irmãs onde há muito lítio e outros minérios a serem explorados.
  • Grande Pântano: região com muita humidade e muita radiação.
  • Mosespa: terra habitável, onde, apesar dos perigos, há criação de mutantes e extração de óleo de Blink.
  • Musk Valley: um vale com rica fauna e flora, tão rica que chega a ser perigosa.
  • Sputnik Hills: região mais populosa e rica de Nessus.

Regras

O capítulo 3 explica a rolagem de dados e outras mecânicas básicas. Já o capítulo 7 se dedica às regras de combate e o capítulo 10 às regras focadas aos mestres. Aqui há dicas para os mestres sobre lidar com os jogadores, criar vilões e tramas e coisas do tipo. O capítulo 8 lida com equipamentos, armas, montarias e melhoramentos para armas. Aqui também explica o que são as placas (placas-mães dos robôs, de forma resumida), que é o dinheiro do jogo. *Sim, o dinheiro em Nessus são as cabeças e processadores de máquinas mortas. O capítulo 9 traz os inimigos e perigos de Nessus, tendo 3 exemplos de robôs saqueadores, vários mutantes e muitos perigos naturais. Por fim, o capítulo 11 é uma aventura introdutória bem divertida de se jogar.


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Infaernum — Resenha

Infærnum (ou Infaernum) é um jogo da Campfire Estúdio que ficou conhecido por ter tido um financiamento coletivo muito bem sucedido e por ter ganhado o Goblin de Ouro de Melhor Arte em 2023.

Mas do que se trata Infærnum?

Seis dias para o fim do mundo

O mote do jogo é o Apocalipse bíblico, com quatro cavaleiros, besta, reino prometido e tudo o mais. Os jogadores encarnam pessoas comuns que são pegas na reta final do fim do mundo, e precisam tentar sobreviver e serem aceitas na Terra Prometida.

Inærnum não é o que se pode chamar de “OSR”, mas traz um conceito que aparece em vários OSR indies que é “você é o que você tem”. Basicamente, você rola alguns dados, consulta algumas tabelas, e seu personagem está pronto.

Por exemplo: seguindo as tabelas do livro eu rolo 11, 17, 4, 7 e 6. Minha personagem será Abigail, alguém que carrega o peso de muitas mortes, conhece e lida com o oculto, tem dificuldade de pensar estrategicamente e traz consigo um jogo de cartas marcadas, um cachimbo, um pouco de fumo e uma adaga que permite controlar a alma de quem for ferido por ela.

A ideia é gastar pouco tempo com isso. Como veremos adiante, Infærnum não se propõe a campanhas longas, então não temos muito tempo para nos apegarmos aos personagens (em seis dias o mundo acaba, afinal). É rolar os dados despretensiosamente e sair jogando.

Arte

Arrisco dizer que Infærnum é o livro de RPG nacional mais bonito que eu já vi. Não é à toa que ganharam um prêmio. Foi merecido.

O livro não esconde sua influência do gringo Mörk Borg, jogo conhecido por ter ser bem radical em termos de design comparado a outros livros de RPG (a influência se estende também na inclusão de caracteres especiais no nome do jogo que eu tenho que ficar copiando e colando porque meu teclado não digita, mas estou divagando aqui).

O design de Infærnum é primoroso. Cada página poderia ser um pôster ou um fundo para tela. A composição gráfica procura reforçar o clima do jogo, não só através de ilustrações, mas da própria diagramação. Já vi algumas pessoas dizendo que isso atrapalha um pouco a leitura, que é mais difícil se concentrar (já ouvi a mesma coisa do Mörk Borg também, inclusive). Talvez uma versão do livro apenas em texto pudesse ajudar nesses casos (e no caso de pessoas que usam auxiliares de leitura também).

EDIT: um dos autores nos passou a informação de que existe sim uma versão com diagramação mais simples e com texto selecionável para facilitar a leitura disponível no Campfire Clube.

Sistema

O sistema de Infærnum é simples e orientado para narrativa. Em qualquer ação que possa exigir um teste, você rola 3d6. Cada dado determina um acontecimento que, de acordo com o resultado, pode ser uma Desgraça, um acontecimento neutro, uma Façanha ou um Milagre.

Façanhas e Milagres determinam acontecimentos positivos que podem botar a história pra frente. Desgraças geram Tormentos, que prejudicam seu personagem, mas não importa quantos Tormentos você acumula: seu personagem só morre quando você rola 666 nos 3d6.

Existem várias tabelas com acontecimentos aleatórios, palavras-chave, temas e outros tipos de oráculo. Além de serem usadas para que o narrador busque ideias durante a sessão, também servem para jogos solo ou de narrativa compartilhada.

Por fim

Em um cenário com jogos excelentes disputando espaço e atenção, certamente Infærnum se destaca em design, temática, mecânica e uma campanha curta para ser jogada em poucas sessões, ao som de metal extremo, com muito gore, humor, profanação e chutação de balde. E mesmo que você ou seu grupo não tenham intenção de experimentar este jogo, certamente ele renderá muitas ideias para outras campanhas, afinal, em qualquer cenário pode acontecer um apocalipse que vai destruir o mundo em seis dias. Fica o Desafio.

Infærnum pode ser adquirido assinando o Campfire Clube. Materiais gratuitos, incluindo uma versão fastplay podem ser encontradas no linktree do Campfire Estúdio.

Bom jogo!

 

Fastplay – Nessus RPG – Resenha

Hoje falaremos do jogo Nessus RPG, o qual está em financiamento coletivo pelo Catarse.me, publicado pela editora Craftando Jogos. Como o jogo ainda não lançou, analisarei o fastplay disponibilizado do cenário/sistema de Nessus RPG.

Nessus RPG

Primeiramente a temática é incrível! Afinal, são robôs num faroeste pós-apocalíptico. Essa mistura de elementos torna o jogo único, ou usando um termo do próprio jogo: Singular. O arquivo do fastplay tem 55 páginas, iniciando com uma explicação sobre o sistema. Salientando que os espaços existentes nele são propositais e oportunizam aos jogadores alguns elementos mecânicos além dos elementos do cenário. Logo em seguida há um relato sobre a história do enredo do cenário e, de forma resumida, explica como passamos da Terra atual para a Terra de Nessus RPG. Dessa forma, em poucas páginas já estamos completamente imersos no cenário.

O Sistema

Após isso, há as explicações sobre as rolagens e níveis de desafio para testes. O sistema busca ser bem acessível neste aspecto e utiliza o dado comum de seis faces. Há uma breve explicação sobre os atributos e o que eles fazem. Pessoalmente gostei de incluírem o Atributo Singularidade, visto tal nome ser utilizado para o ponto teórico de despertar das inteligências artificiais.

Em seguida o sistema explica as regras de combate. Bem como regras de recuperação/conserto, de morte e de Duelos. Importa lembrar que o sistema é voltado para narração ao estilo teatro da mente e não é voltado para o uso de grids de combate.

Montagem do Personagem

Passamos à próxima parte do fastplay no qual montamos nosso personagem. Iniciamos com qual conceito desejamos, o que concede um bônus mecânico que reduz o gasto de energia ao se usar habilidades especiais. Os conceitos mostrados são:

  • aberração,
  • armeiro,
  • camaleão,
  • diplomata,
  • executor,
  • fortão,
  • investigador,
  • mecânico,
  • mentiroso,
  • peregrino,
  • pistoleiro,
  • velocista.

Seguindo, temos alguns exemplos de Habilidades. São características que você pode usar dentro ou fora de combate e seguem a mesma ideia de outros sistemas. Portanto, utilizam a compra de poderes e não de uma evolução fixa como a grande maioria dos sistemas D20.

Neste ponto, o sistema realmente demonstra sua personalidade e todos os poderes são ligados ao fato de seu personagem ser um robô senciente. Mesmo apresentando poucos poderes mas todos são bacanas e ajudam a visualizar o tipo de personagem que você terá.

Já as Melhorias se diferem um pouco das Habilidades por estarem ligadas ao atributo Singularidade. Em regra são características permanentes de seu personagem e que não precisam ser ativadas como as Habilidades, que usam pontos de Energia para isso.

Por fim temos os Equipamentos e as Armas, que são divididas em leves, médias e pesadas. Apesar de cada arma ter suas características e alcance, seus danos são fixos; sendo que as leves causam 2 de dano, as médias 4 e as pesadas 6.

Outra coisa interessante do cenário é que o dinheiro usado no cenário: as placas. Nada mais são que as placas cerebrais (ou placas-mães) de robôs que foram destruídos. O que pode levantar excelentes debates morais e éticos.

Essa forma de construção de personagem é simples e intuitiva. Pode demorar um pouco no início, mas já no terceiro personagem será provável que você esteja criando um personagem em pouco menos de 10 minutos.

O Cenário

No próximo “capítulo” você vai conhecer algumas ameaças do cenário. Robôs ladrões, a natureza e os mutantes (que são todos os seres orgânicos do cenário) formam os desafios que os personagens deverão enfrentar.

Apesar de poucos exemplos neste fastplay, cada ameaça escolhida demonstra bem uma característica do cenário, e como ele é desafiador.

Quase no fim do fastplay há uma pequena aventura introdutória que é bem completa e exemplifica o tom do cenário. E ao final do arquivo, há uma ficha em branco e outras cinco com personagens iniciais prontos.

Se você quiser conhecer mais sobre o jogo pode ouvir a conversa que tivemos com alguns dos autores na Taverna do Anão Tagarela e numa One Shot ou tambem pelo Youtube com o sistema. Acompanhe-os para ficar por dentro das novidades de Nessus RPG.


Nessus RPG – Resenha

Revisão e Montagem da Capa: Isabel Comarella

Apocalipse I.A: Destruição e Criação

É com imensa tristeza e pesar que trago a luz essa tragédia humana, as I.As já dominaram o mundo e até o RPG de mesa foi destruído, pelo menos nos padrões anteriores. Muitas vezes para construir algo novo, o velho deve ser destruído: Se o velho já ia, o novo é a I.A. Agora vamos falar sério, você já usou o Openai para te ajudar em suas campanhas? Não? Tá perdendo tempo. E não, não tô com pesar não, tô me divertindo e rindo a toa… rsrs

O Jeito Certo

Mas tudo tem o jeito certo de usar para se obter os melhores resultados, há dicas básicas e simples, como usar a palavra continue se ele parar no meio, ou usar no pedido uma fala similar a de um pirata, um texto irônico, corrigir seu inglês enquanto conversa com você e assim por diante. Mas quero ir além, e dar dicas especiais, como: Começar um texto e pedir para ele completar, dar um modelo e pedir exemplos parecidos, pedir por novas categorias e características, pedir opções de temas que mesclem conceitos determinados ou depois de ter uma “conversa” com ele pedir um texto resumido de acordo com um tipo de publico especifico. Essas e outras dicas irei abordar e explicar abaixo:

Complete

Começar um texto e pedir para ele completar: Isso é uma ótima maneira de explorar as capacidades da I.A na criação de conteúdo. É uma boa ideia começar com uma frase curta ou uma ideia central e pedir para que a I.A complete o resto do texto.

Modelo

Dar um modelo e pedir mais exemplos: Isso permite que você veja como a I.A pode replicar conceitos semelhantes com variações e ampliar o seu conhecimento sobre um assunto.

Novas Categorias

Pedir por novas categorias e características: Isso te ajuda a aprender sobre novos conceitos e ampliar o seu repertório.

Mais Opções de Temas

Pedir opções de temas que mesclem conceitos determinados: Isso permite que você explore as habilidades da I.A na criação de novos conceitos e ideias.

Resumo

Pedir um texto resumido de acordo com um tipo de público específico: Isso permite que você veja como a I.A pode adaptar seu conteúdo a diferentes públicos e contextos.

Sinônimos

Pedir por sinônimos e variações de palavras: Isso permite que você veja como a I.A pode ser criativa na escolha de palavras e ampliar o seu vocabulário.

Exemplos Práticos

Pedir por exemplos de aplicações práticas: Isso ajuda a entender como conceitos teóricos podem ser aplicados na vida real e em situações específicas.

Listas de Ideias

Pedir por listas de ideias relacionadas a um determinado assunto: Isso te ajuda a ter uma visão geral e ampla sobre um assunto, além de gerar novas ideias para explorar.

Comparações

Pedir por comparações entre conceitos: Isso permite que você compreenda as diferenças e semelhanças entre conceitos, além de ter uma visão mais ampla e crítica sobre um assunto.

Por Fim

Lembre-se de que a I.A é apenas um modelo de aprendizado de máquina e não é perfeita, ela não substitui a criatividade humana e nem é isenta de erros. Portanto, é importante revisar e corrigir o conteúdo gerado antes de utilizá-lo em produções ou publicações. E sim, metade desse texto foi criado pela I.A.


Falamos de I.As no podcast Taverna do Anão Tagarela, para ouvir clique aqui!


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The Last of Us – Quimera de Aventuras

The Last of Us é um game originalmente lançado em 2013 para Playstation 3, produzido pela Naughty Dog e distribuído pela Sony Computer Entertainment. Tornou-se rapidamente um dos maiores fenômenos dos games, recebendo uma adaptação em série pela HBO que acaba de estrear!

The Last Of Us – O Game

Lançado originalmente em 2013, recebeu uma DLC de história prequela ao jogo intitulada The Last of Us – Left Behind. Em 2014 o game recebeu uma versão Remastered para Playstation 4 inclusa com a DLC e tudo lançado até então. Já em 2022 o game foi novamente relançado, para Playstation 5 dessa vez, com o nome de The Last of Us Part 1.

Já sua sequência, The Last of Us – Part II, foi lançada em 2020 para Playstation 4, situando a história cinco anos após os eventos do primeiro game (mas isso é assunto pra uma próxima Quimera).

The Last Of Us – Sinopse

Joel, um comum pai de família, certo dia se vê envolvido em uma estranha epidemia. O fungo conhecido como Cordyceps havia evoluído, e passou a infectar humanos, causando o terror. Em fuga com sua filha e seu irmão, Joel é atacado e baleado por um militar que tentou impedir suas fugas, culminando na morte de sua filha.

20 anos depois, velho, amargurado e em um mundo decadente e apocalíptico, Joel se vê envolvido na missão de escoltar a jovem Ellie para fora das zonas de contenção até Washington. O motivo? A jovem é a primeira pessoa relatada a possuir imunidade contra a infecção de Cordyceps, e pode ser a salvação da humanidade.

A jornada de Joel e Ellie por um mundo desolado e apocalíptico, tomado por humanos imorais, infectados famintos e animais selvagens está repleta de ação, drama e alguns dos momentos mais marcantes da história dos games.

A Série da Netflix

A série homônima da HBO adapta os eventos e acontecimentos do primeiro game da franquia. Criada por Neil Druckmann, Craig Mazin, traz no elenco principal Pedro Pascal como Joel e Bella Ramsey como Ellie, entregando atuações tão dramáticas e dedicadas quanto suas contrapartes digitais e sua equipe de dublagem.

A série estreou no dia 15 de Janeiro, e promete ser a grande sensação dessa temporada, contando com um orçamento gigante e uma super produção. Pessoalmente, gostei bastante do que vi, e comentarei mais sobre a série lá no meu canal do YouTube, o Mundo Filhote (bora me seguir lá pra não perder!).

Minha Opinião Pessoal (contém spoilers)

The Last of Us é, sem dúvidas, uma obra-prima do mundo dos games, mesmo para quem não é fã do gênero, estilo ou do mundo dos games em si. Com uma narrativa densa, diálogos bem trabalhados e um dos gráficos mais absurdamente bonitos da sua geração, o game mudou a forma de ver e entender os games dali em diante.

Eu confesso que não sou um dos grandes fãs do game, e em questão de jogabilidade, até acho ele bem chatinho e genérico. Mas o brilho do game mesmo está em seu trabalho gráfico, roteiro e atuações. Tudo aqui é planejado pra ser cinematográfico, grandioso, estruturado, dramático e em alguns pontos até traumático.

O jogo não segura a mão em usar de violência e temas adultos de forma simplistas e crua, mostrando sem filtros tudo que está acontecendo e tudo de pode que a humanidade por fazer, mas o faz sem usar de apelativos ou excessos. Há sangue, há violência, mas dentro de um contexto e em ângulos que mostram mas não exibem ao extremo do gore.

O trabalho de dublagem, tanto o original quanto o brasileiro, é impecável e maravilhoso! A equipe consegue entregar uma dublagem digna de grandes obras do cinema, e nos fazem mergulhar e nos cativar ainda mais com aqueles personagens em tela e os dramas que estão vivendo!

Já o roteiro, o motivo de escolher essa obra para a Quimera, é tão cheia de possibilidades e aberturas que é possível narrar inúmeras histórias, dramas e conflitos dentro desse universo apocalíptico e com essa ideia de evolução inesperada de ameaças no planeta! E é isso que veremos a seguir!

Quimera de Aventuras

Nesta sessão o game entra na Quimera e colocamos algumas ideias de uso para aventuras de RPG.

Entretanto fique ciente que para isto, teremos que dar alguns spoilers da obra. Leia por sua conta em risco.

Os Últimos de Nós

A ideia principal do roteiro. Não precisa um grande objetivo, uma grande meta, uma grande causa. O motor gatilho da mesa aqui é a mais pura sobrevivência. O fungo Cordyceps começou a se espalhar, sua infeção é rápida (entre 1 e 3 horas em regiões próximas ao pescoço, e até 3 dias em regiões distantes como pés e canelas). A inalação dos esporos pelo ar também causa infecção e pode levar ao óbito em até 5 dias.

Não há cura para a infecção, e a mesa deve sobreviver a todos os elementos desse mundo inóspito enquanto buscam por água, comida e abrigo.

A Última Esperança

Um dos personagens da mesa possui imunidade ao Cordyceps (ou outro motivo de um apocalipse). O restante da mesa precisa cumprir uma jornada acreditando que estão fazendo uma jornada para salvar o mundo. Mas estaria a mesa realmente interessada em salvar o mundo? E o que estariam dispostos a disposta sacrificar para atingir esse objetivo?

Sobrevivendo aos Sobreviventes

O mundo caiu. Não existem mais governos, polícias, exércitos e políticos. Os poucos sobreviventes desse mundo apocalíptico estão refugiados em pequenos amontoados de pessoas espalhados pelo mundo e possivelmente isolados entre si pelas regiões infectadas.

Pode parecer um cenário ruim, mas é ainda pior considerando que, em uma situação dessas, os piores tipos de pessoas, aquelas que possuem os piores escrúpulos, geralmente tendem a sobreviver. Além disso, em um mundo distópico e sem esperança, ninguém tem mias nada a perder ou autoridade a temer, e isso liberta o que de pior pode haver no interior das pessoas.

Em um mundo onde ninguém é confiável, e tudo e todos querem te matar, a maior preocupação da mesa não são os infectados, e sim os próprios sobreviventes desse mundo cada vez mais insano.


É isso, espero que vocês tenham gostado e que tenham ficado interessados pela obra. The Last of Us é um game incrível, que tem um trabalho técnico absurdo! E ao que tudo indica, a série da HBO vai manter o alto patamar estabelecido pela equipe criativa do game!

T’challa “Chad” Boseman – Lobisomem O Apocalipse – NPCS

Chad é nossa forma de homenagear nosso eterno Rei de Wakanda, Chadwick Boseman. O ator nos deixou no ano de 2020, mas o legado de seu trabalho e a importância de sua passagem será sempre lembrada por nós!

Que Chadwick continue nos inspirando, FOREVER!

Os elementos apresentados aqui podem ser usados por mestres que queiram incorporá-los nas suas próprias campanhas ou apenas serem lidos como inspiração para suas próprias criações.

T’challa “Chad” Boseman – Ilustrado por M.A.O.J.Art

Chad

T’challa “Chad” Boseman é um Bagheera pertencente à realeza de uma isolada nação africana conhecida como Wakanda.

Indo na contramão do que se habitualmente conhece sobre os Bastet, Chad nunca se isolou e preferiu fazer a ponte entre os povos, as raças e as nações de forma geral.
Sempre carismático, atencioso e gentil, nunca deixou de lado as características fortes de um líder e verdadeiro rei, sendo uma referência e um exemplo por onde passa.

Entre seu povo, conquistou com sua experiência e talentos o reconhecimento como verdadeiro rei e líder, e em terras estrangeiras, foi o responsável por trazer exemplo e representatividade a várias pessoas que se sentiam isoladas.

Seja em Wakanda, seja fora dela, Chad é um verdadeiro rei, e sempre será.

Mote

“Toda injustiça deve ser combatida, toda desigualdade deve ser anulada. Não importa onde esteja, o importante é tentar deixar o mundo o lugar um pouco melhor que o que você o encontrou.”

Frase

“Wakanda Forever!”


Clique Aqui para Baixar a Ficha de Personagem de T’challa “Chad” Boseman
para Lobisomem: O Apocalipse 3ª Edição

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