Arquétipos sobrenaturais para Terravysta

A criação de personagens em Terravysta oferece uma liberdade admirável graças ao sistema de arquétipos, permitindo combinar conceitos bastante distintos para construir protagonistas únicos.

Embora o material publicado pela Editora Caleidoscópio apresente diversos exemplos de natureza mundana e cite apenas o Nüme como um arquétipo explicitamente sobrenatural, essa proposta abre espaço para inúmeras outras interpretações inspiradas pelo imaginário da Baixa Idade Média.

Pensando nisso, criamos cinco novos arquétipos sobrenaturais que podem servir de inspiração para enriquecer suas aventuras e dar ainda mais personalidade aos personagens. Se você ainda não conhece o jogo, aproveite para conferir nossa resenha de Terravysta e explore também nossos outros conteúdos dedicados ao cenário aqui no Movimento RPG.

Silvano

Pessoas marcadas pelos espíritos das florestas, cuja natureza selvagem as aproxima das feras e dos antigos mistérios dos bosques.

Habilidade – Chamado da Mata: Ganha um Dado Adicional quando recorrer aos instintos da floresta para encontrar abrigo, alimento, aliados ou caminhos ocultos.


Faustino

Pessoas que firmaram um pacto com forças infernais, obtendo dons extraordinários ao custo de uma dívida que jamais deixa de cobrá-las.

Habilidade – Preço do Pacto: Ganha um Dado Adicional quando aceitar um risco ou consequência em troca de obter um poder, conhecimento ou vantagem impossível aos mortais comuns.


Virtuoso

Pessoas tocadas pelas forças celestiais, cuja presença manifesta uma grandeza sobrenatural que transcende a fé, a moral e a razão.

Habilidade – Presença Transcendente: Ganha um Dado Adicional quando manifestar uma grandeza que inspire reverência, esperança ou temor diante do extraordinário.


Oráculo

Pessoas capazes de decifrar os desígnios do destino por meio de presságios, visões e antigos métodos divinatórios.

Habilidade – Leitura dos Presságios: Ganha um Dado Adicional quando interpretar sinais, augúrios ou visões para orientar decisões ou antecipar acontecimentos.


Berserker

Pessoas que carregam a antiga fúria guerreira berserkergang do Norte, capaz de transformá-las em combatentes tão temidos quanto incontroláveis.

Habilidade – Fúria Ancestral: Ganha um Dado Adicional quando abandonar a prudência e enfrentar um conflito movido por uma fúria irresistível.


As possibilidades de criação em Terravysta são praticamente infinitas, e esses cinco arquétipos representam apenas uma pequena amostra do quanto o sistema permite explorar diferentes lendas, crenças e tradições medievais.

Use-os exatamente como estão, adapte-os ao seu grupo ou crie versões completamente novas para refletir o tipo de história que deseja contar. E, para descobrir mais ideias, inspirações e materiais sobre esse fascinante cenário, continue acompanhando os outros posts de Terravysta publicados aqui no Movimento RPG clicando aqui.


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Elfo Ladino em Old Dragon 2 – Guia de Criação de Personagem

Elfos são certamente uma das raças mais conhecidas das histórias de fantasia. Quando pensamos em um elfo, vem a nossa mente quase que automaticamente uma figura de cabelos longos, orelhas pontudas e um arco e aljava presos ao corpo.

Nesse guia eu te convido a mudar um pouco essa visão e descobrir o potencial por trás da combinação elfo e ladrão em Old Dragon 2.

Elfos de Old Dragon 2

Criando seu Elfo Ladino

Quando abrimos o livro básico no capítulo 2 temos as raças. Ele descreve muito bem os elfos como seres cujo boa parte das características são moldadas pela forma como ele se relaciona com a passagem do tempo. A relação do seu elfo com o tempo dita sua forma de agir e pensar.

Essa relação com o tempo nos abre infinitas possibilidades. As opções vão desde o clássico elfo rebelde que quer seguir o próprio caminho e se provar capaz, até um elfo que já viveu por tantos anos que quer novas e eletrizantes aventuras. E por que não saquear algumas tumbas por aí?

As características de elfos e ladrões se alinham em diversos pontos e é neles que você deve focar para fazer um elfo especialista na arte da ladinagem. Afinal, ele teve muitos anos para treinar e se tornar o melhor.

Vamos considerar aqui apenas as habilidades adquiridas já no 1º nível de personagem.

Percepção Natural + Ouvir Ruídos

Elfos têm uma percepção especial no que diz respeito a portas e passagens não convencionais e até mesmo secretas. Ao passarem a até 6 metros de uma porta secreta, mesmo que não a estejam procurando, os elfos podem detectá-la com um resultado 1 em 1d6.

Já o ladrão consegue ouvir ruídos como uma conversa do outro lado de uma porta ou sons de monstros se aproximando.

As duas habilidades combinadas em uma cena dão ao personagem um combo de exploração muito eficiente e importante para o grupo.

Graciosidade + Furtividade

Os elfos controlam com precisão seus movimentos no espaço ao redor do seu corpo, recebendo um bônus de +1 em qualquer teste de JPD. Esse excelente controle é um grande aliado na hora de um ataque furtivo, ou mesmo se esconder de maneira imóvel ou andar em silêncio.

Armas e Armaduras

Como a maioria, senão todas, as nossas grandes referências, os elfos possuem familiaridade com o arqueirismo. O arco e flecha é considerado por eles uma arte marcial.

Os ladrões podem usar apenas armas pequenas e médias. Um arco curto se encaixa perfeitamente aqui. Como armadura é permitida apenas as leves, o que ajuda nosso elfo a não perder a sua graciosidade.

E tanto para o ladrão, quanto para o elfo, que usa arco, os escudos impedem o uso de suas habilidades.

Ladrão em Old Dragon 2

Combinando atributos

“Os atributos são as principais características de um personagem e a forma mais básica de representar tudo o que ele é, o que ele sabe ou o que ele consegue fazer.”

O estilo de aventura determina como será feita a distribuição dos dados nos atributos. Para esse guia vamos considerar que o estilo é qualquer um no qual o jogador possa distribuir os valores livremente. Essa possibilidade exclui o estilo clássico.

Em Old Dragon 2 temos 6 atributos. Força, destreza, constituição, inteligência, sabedoria e carisma. Para o elfo ladrão um dos atributos que precisa de maior atenção é a destreza, como podemos ver nos exemplos abaixo:

  • A habilidade gracioso dá aos elfos +1 em qualquer teste de JPD. A Jogada de Proteção de Destreza é usada caso o personagem anule ou reduza os efeitos físicos simplesmente se esquivando. O modificador a ser usado é o de DES. Portanto ele fará uma JPD, Jogada de Proteção de Destreza.
  • Bônus de Destreza: Ladrões recebem, no 1º nível, 1 ponto extra para cada modificador de DES possuído.

Os demais atributos podem ser distribuídos conforme preferência do jogador e demais características que queira dar ao seu elfo.

Além dos atributos, o elfo ladino tem ainda os talentos que recebem pontos extras à medida em que o personagem evolui. Old Dragon 2 tem infinitas possibilidades para se trabalhar. Pode-se dizer que a criatividade do jogador é o limite.

Old Dragon 2 está disponível em versão física ou digital. O livro básico é gratuito para quem quer começar a jogar, e só com ele já dá pra usufruir de praticamente tudo que o Old Dragon Online traz. E não se esqueça de conferir outros posts de Old Dragon!


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Colônia RPG – Guia de Criação de Personagem

Já pensou em jogar um RPG cyberpunk em um cenário brasileiro? Essa é a proposta do Colônia RPG, pela editora Caleidoscópio. Ambientado em um futuro distópico no Brasil, onde a população precisou se exilar embaixo da terra.

Você também pode conferir a resenha aqui.

Criando seu Personagem

Para esse guia de criação usamos o jogo rápido, que pode ser adquirido neste link. A princípio, o arquivo não traz informações sobre como você pode customizar o seu personagem, portanto algumas informações deste guia podem sofrer modificações na versão final. Dessa forma, para criar o personagem, vamos usar uma das fichas prontas como base.

Arquétipos e ocupações

O jogo rápido apresenta cinco opções de arquétipos: expert, malandro, renegado, rebelde e ativista.

As ocupações parecem ter mais valor interpretativo do que mecânico. O livro-base deve trazer mais informações sobre elas, mas, por enquanto, vamos tratá-las apenas como elemento interpretativo.

Portanto, ao escolher seu arquétipo, procure uma ocupação que faça sentido para ele e com o mundo distópico. Vamos dizer, então, que o nosso personagem é um rebelde e sua ocupação é artista/grafiteiro.

Atributos

O sistema apresenta três atributos e cada um desses atributos é dividido em 3 sub atributos.

  • Físico: Potência, Agilidade e Vigor.
  • Esperteza: Informações, Tecnologia e Técnica.
  • Sagacidade: Percepção, Intuição e Lábia.

Nosso personagem temos 6 pontos para distribuir entre os atributos principais. Como estamos criando um rebelde, vamos tentar uma ficha mais equilibrada. Para isso colocamos 2 em cada um dos três atributos principais.

As fichas prontas indicam que temos 6 pontos para distribuir entre os subatributos também. Aqui, você pode distribuir como achar melhor, de acordo com as características que quiser enfatizar.

Talentos e Equipamentos

Segundo o jogo rápido, os talentos e equipamentos acrescentam dados à sua pilha de dados. Ou seja,  a cada talento e equipamento usados você adiciona um dado a sua rolagem.

Você pode recuperar os talentos e usá-los novamente em uma próxima cena. Já os equipamentos sofrem desgaste e exigem reparos antes que você possa utilizá-los novamente.

Os equipamentos são agrupados e seus nomes determinam em quais situações você pode utilizá-los. Os equipamentos disponíveis no jogo rápido são: Artístico, Mecânico, Investigativo, Biotecnológico e Hacking.

Para o nosso rebelde artista podemos escolher talentos como ousado, confiante e oportunista. Também faz sentido ele ter um equipamento artístico.

Habilidades

As habilidades representam ações especiais que seu personagem é capaz de fazer. São divididas em ativas e passivas. Em um combate, uma habilidade ativa exige um esforço para ser preparada. As passivas funcionam o tempo todo.

As fichas prontas apresentam uma habilidade para cada arquétipo disponível. Como estamos fazendo um rebelde, nossa habilidade é a Gambiarra Rebelde.

“Sempre que você rolar um Dado de Gambiarra com valor 6, você pode lançar mais um dado de gambiarra ao teste ou à rolagem em questão sem gastar da reserva.”

Armas e proteção

Caso faça sentido para o personagem, você pode escolher armas e algum item de proteção. Uma faca, um taser ou até mesmo um taco de baseball podem funcionar como armas. Para as proteções você pode escolher roupas como, uma jaqueta, moletom ou até mesmo um jaleco.

As armas possuem pontos de ataque e poder, enquanto as proteções podem ou não dar bônus para o seu ponto de defesa (valor do atributo físico + bônus de proteção).

Contatos e detalhes finais

Cada personagem tem um contato que pode ser acionado durante uma cena para ajudá-lo com informações ou recursos e são divididos em três tipos: criminoso, social e científico. Para cada tipo de contato há um recurso específico que pode ser conseguido com eles.

Para finalizar sua ficha, escolha um nome e crie uma pequena história com base nas suas escolhas, para dar mais detalhes e vida ao seu personagem.

Nosso personagem

Com base nas escolhas feitas ao longo do texto, esse é o personagem que criamos:

Gostou desse personagem? Qual arquétipo você escolheria?


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Cairn 2ª Edição – Guia de Criação de Personagem

A edição brasileira de Cairn 2ª edição acaba de ser financiada pela Nozes Game Studio Editora. O RPG traz como tema principal a exploração de uma floresta sombria e misteriosa, habitada por povos estranhos e que abriga tesouros ocultos e monstruosidades indescritíveis.

Aqui as personagens não têm seu papel e habilidades definidos por classes. São suas experiências e o equipamento que carregam que definem sua especialidade. A morte está sempre à espreita e o sistema valoriza ações inteligentes, diálogos e trabalho em equipe. Pense nisso na hora de fazer sua personagem.

Para conhecer mais sobre o sistema, leia a resenha já publicada.

Criando sua Personagem

Antes de criar sua ficha é importante saber que nesse sistema os atributos não definem sua personagem, eles são apenas ferramentas. Criatividade, diálogo e perguntas podem ser mais úteis do que qualquer número na ficha.

O processo de criação da personagem é rápido e aleatório, mas cada detalhe importa. Vamos criar nossa personagem juntas.

Origem

Como dito antes, aqui não temos classes, são os antecedentes que vão nos dar as primeiras informações para a nossa ficha. Comece rolando 1d20 e conferindo o resultado na tabela.

Em nosso exemplo rolamos um 3, portanto nossa personagem será uma Domadora de Feras. Há uma lista de nomes disponíveis para cada origem, mas você sempre pode escolher o seu livremente. No caso eu escolhi o nome Amara, entre as opções dadas.

No livro base você pode conferir os itens iniciais de acordo com seu antecedente e anotá-los na ficha. Na página sobre sua origem também há duas tabelas que darão mais vida para a sua personagem. Como rolamos uma Domadora de Feras, uma das tabelas nos dirá qual criatura é a nossa especialidade. Cada origem possui tabelas próprias.

Atributos

Personagens jogadoras têm apenas três atributos: Força (FOR), Destreza (DES) e Força de Vontade (VIT). Na ordem apresentada, role 3d6 para cada um dos atributos. Você pode trocar dois dos resultados, se quiser.

Pontos de Vida

O PV inicial da sua personagem reflete sua capacidade em evitar danos. Você determina esse valor rolando 1d6.  Há uma tabela de cicatrizes, para caso o PV se reduza a exatamente 0.

Como usar a tabela de cicatrizes

Você deve consultar na tabela a linha equivalente ao número de PV perdidos no ataque. Vamos considerar que seu PV inicial é 4 e ele acaba de chegar a 0. Nesse ataque sua personagem perdeu os 4 pontos, portanto sua cicatriz é um osso quebrado. Há uma tabela nessa linha para rolar e descobrir qual foi esse osso.

Características

Após rolar os atributos e o PV é a vez de rolar as características da sua personagem e a tabela de vínculos.

São 8 tabelas distintas para as características e você deve rolar 1d10 para cada uma. É aqui que são definidos o físico, a pele, cabelo, fala entre outras características importantes.

Para os vínculos, role 1d20. Essa tabela pode determinar valores de herança, itens importantes que sua personagem carrega ou mesmo caminhos percorridos e promessas a cumprir.

Por fim, role para saber a idade da sua personagem, determinada pelo resultado de 2d20+10. Aqui também há uma peculiaridade. Caso você seja a personagem mais jovem do grupo, role na tabela de Presságios e leia em voz alta para as outras jogadoras. A Guardiã deve incorporar esse presságio ao cenário conforme achar melhor.

Equipamentos

As personagens têm um total de dez espaços de inventário, mas só podem carregar quatro itens confortavelmente sem a ajuda de bolsas, mochilas, cavalos, etc.

Cada PJ começa com uma Mochila (com até seis espaços de itens) e os itens iniciais determinados pela sua origem. A maioria dos itens ocupa um espaço, a menos que indicado de outra forma.

Caso ainda possua espaço, você sempre pode adquirir novos itens, armas e armaduras.

Conclusão

Como dito anteriormente, a criação de personagem em Cairn é fácil e rápida. Algumas rolagens e você tem uma ficha completa com características e até um background. Se não gostar de contar com a “sorte”, verifique com sua mestra a possibilidade de você mesma escolher alguns detalhes, ainda que talvez isso faça o sistema perder um pouco de sua magia.

No mais, o importante é se divertir! Boas rolagens e até a próxima.


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Texto: Jessy Costa

Jogando com kaijus em Savage Pathfinder

Os kaijus de Golarion não precisam ser apenas ameaças apocalípticas enfrentadas por aventureiros: eles também podem ser os próprios protagonistas de uma campanha brutal de destruição, sobrevivência e supremacia mundial. Imagine interpretar criaturas colossais que esmagam impérios, alteram ecossistemas inteiros e disputam territórios como forças primordiais da natureza em Savage Pathfinder.

Poucos cenários de fantasia permitem campanhas tão absurdamente cinematográficas quanto Pathfinder for Savage Worlds, especialmente quando Savage Worlds transforma batalhas gigantescas em confrontos rápidos, violentos e memoráveis. Para conhecer mais sobre Savage Pathfinder, vale conferir os conteúdos do Movimento RPG clicando aqui e também adquirir seu exemplar nacional no site da RetroPunk Publicações através do link da loja oficial.

Os kaijus existem oficialmente em Golarion como entidades raras, lendárias e praticamente imparáveis. Agamazar vaga por regiões selvagens impulsionado por fome predatória e destruição primal; Shbloon emerge em regiões costeiras espalhando mutações grotescas e terror biológico; Mogaru é visto como uma calamidade ambulante por cidades inteiras, especialmente em áreas orientais inspiradas em kaiju eiga; Varklops assombra oceanos destruindo embarcações e cidades portuárias; enquanto Yarthoon é praticamente um terremoto consciente enterrado sob o mundo. Em muitas regiões, cultos religiosos veneram essas criaturas como deuses destrutivos, enquanto nações inteiras desenvolvem muralhas, armas mágicas e exércitos especializados apenas para sobreviver à próxima aparição de um kaiju.

Jogando com kaijus em Savage Pathfinder

Arquétipo: Kaiju

Requisitos

  • Novato;
  • Vigor d8+;
  • Espírito d6+;
  • Tamanho +8 mínimo (tipicamente entre 8 e 12, maiores até 20).

Benefícios

  • +2 Resistência;
  • Medo -2 automático;
  • Armadura pesada +2;
  • Pode causar dano estrutural em objetos gigantescos;
  • Ignora terreno difícil causado por construções comuns.

Desvantagens Automáticas

  • Enorme assinatura visual;
  • Não pode usar equipamentos comuns;
  • Sempre considerado alvo gigante (+4 para ser acertado);
  • Dificuldade social extrema em áreas civilizadas.

Habilidades Especiais de Kaiju

Escolha 2 no Novato e mais 1 a cada Rank:

Poder

Efeito

Colossal +2 Tamanho
Regeneração recupera 1 ferimento após combate
Sopro Devastador usa Modelo de Cone
Escavador Cavar
Voo Titânico Voar
Cascata Sísmica Tremor em área
Carapaça Viva Armadura +4
Cauda Colossal ataque Alcance 3
Horror Primordial Medo -4
Sangue Tóxico dano automático em agarrões

Combate entre Kaijus

  • Kaijus causam Dano Pesado naturalmente.
  • Estruturas comuns possuem Resistência reduzida contra kaijus.
  • Combates entre kaijus usam: Encontros Rápidos, Tarefas Dramáticas, ou combate normal escalado.
  • Cada Aumento em dano estrutural pode destruir muralhas, navios, torres e bairros inteiros.

Exemplo de kaiju: Dongaran

Contexto

Nas regiões geladas e nebulosas do Arcadia, marinheiros contam histórias sobre uma criatura conhecida como Dongaran. Diferente de bestas reptilianas ou monstruosidades animalescas, o Bibliófago parece uma massa colossal de fungos, vinhas, âmbar e estruturas semelhantes a raízes. Ele rasteja lentamente pelas costas congeladas durante nevascas silenciosas, absorvendo material orgânico, fauna, flora e até civilizações que encontra. Povos locais acreditam que o Dongaran surge sempre que culturas antigas estão prestes a desaparecer.

Dongaran (Wild Card)

Atributos
  • Agilidade d4;
  • Inteligência d10;
  • Espírito d8;
  • Força d12+4;
  • Vigor d12+2.
Perícias
  • Atletismo d8;
  • Lutar d10;
  • Intimidar d10;
  • Perceber d8.

Movimentação: 8;
Aparar: 7;
Resistência: 20 (Heavy Armor +4).

Habilidades

Corpo Entrelaçado

Ataques corpo a corpo contra o Dongaran têm 25% de chance de ficarem presos em vinhas, âmbar ou raízes.

Roubo de Memória Genética

Alvos atingidos devem testar Espírito. Em falha, ficam Distraídos. Em falha crítica, esquecem temporariamente uma Perícia.

Tempestade de Vinhas

Modelo de Cone, com dano cortante e sufocante, obscurece visão e cria Terreno Difícil.

Devorador de Vida

Pode “consumir” flora, fauna, detritos orgânicos ou seres senscientes para recuperar Pontos de Poder ou curar ferimentos.

Presença Antiga

Medo -4.

 


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Sacramento RPG – Guia de Criação de Personagem

Saudações Rpgista, seja bem-vindo ao Oeste Selvagem, sô! Vestir a pele de um pistoleiro, justiceiro ou trambiqueiro não é tarefa para qualquer um. O Velho Oeste é um trem encardido, violento e danado de custoso, onde um erro bobo pode ser o seu último. Para garantir que você não vá dessa para uma pior logo no primeiro tiroteio, preparei este guia completo e detalhado. Aqui, vamos caminhar juntos, passo a passo, na criação do seu Personagem Jogável em Sacramento RPG.

Sacramento RPG é um jogo de interpretação de papéis (RPG de mesa) ambientado num Velho Oeste abrasileirado, com forte inspiração em Minas Gerais, misturando elementos clássicos do faroeste (como duelos, gangues e ferrovias) com personagens, cultura e estética tipicamente brasileiras. Ele surgiu da união de dois projetos: o cenário narrado por Thiago “Calango” Elias no canal Balela, e o sistema de regras criado por Ramon Mineiro no RPG “O Som das Seis”.

Pegue seu cafézinho fresco, separe no mínimo um dado de seis lados (1d6), um baralho comum (sim, as cartas são cruciais para a iniciativa e o combate!), um lápis, uma borracha e a sua ficha de personagem. Simbora montar seu cabra!

Para ilustrar melhor o processo, vamos criar juntos um personagem ao longo deste guia. Chamarei ele de Tião “Garganta Seca”.

Passo 1: O Conceito

A primeira coisa a fazer antes de rolar qualquer dado é decidir quem diabos é você! O Conceito é a fundação do seu personagem; a resposta mais curta, direta e marcante possível para definir sua identidade. É a essência do que ele faz e de como ele sobrevive no mundo poeirento de Sacramento.

Você tem total liberdade para usar a criatividade, mas aqui vão alguns arquétipos clássicos para inspirar sua jornada:

  • Pistoleiro caçador de recompensas implacável.
    • Vigarista trapaceiro de pôquer que vive pulando de bar em bar.
    • Ex-operária das ferrovias que resolve tudo no Kung Fu.
    • Idoso cachaceiro que, no passado, já foi um temido pistoleiro.
    • Ex-padre que perdeu a fé, enlouqueceu e vive embrenhado no mato.

Olhando a lista acima, escolho que nosso PJ será o Idoso cachaceiro que já foi um grande pistoleiro. Isso já nos dá uma excelente base de interpretação: Tião será um velho ranzinza, que bebe para esquecer o passado, mas que ainda tem a mão firme quando a chumbo precisa voar.

Passo 2: Condições Iniciais e Atributos

No começo de sua jornada, o esqueleto de todos os personagens é igual. A sua ficha já conta com algumas Condições Iniciais padronizadas. São elas:

  • 6 Círculos de Vida e 6 Círculos de Dor (sua vitalidade e o quanto você aguenta de pancada).

  • 1 Ação de Combate e 1 Movimento (o básico que você pode fazer no seu turno).

  • 4 Pontos de Antecedente (suas perícias) e 4 Pontos de Atributos (suas capacidades inatas).

  • 5 Pontos na Defesa (o número que os inimigos precisam alcançar para acertar você).

Em seguida, você deve distribuir seus 4 Pontos de Atributos entre as quatro opções abaixo. O interessante aqui é que cada atributo melhora diretamente uma de suas Condições Iniciais:

Físico

Indica sua saúde e resistência bruta (contra venenos, doenças e ferimentos). Benefício: Ganhe +1 Círculo de Vida para cada ponto investido.

Velocidade

Sua agilidade, rapidez com as pernas e reflexos para se esquivar de dinamites ou desmoronamentos. Benefício: Ganhe +1 de Movimento para cada ponto investido.

Intelecto

Sua sagacidade, memória e capacidade de dedução e investigação. Benefício: Ganhe +1 Ponto de Antecedente (para gastar no Passo 3) para cada ponto investido.

Coragem

A força da sua mente, seu controle sobre o medo e sua capacidade de reagir na adrenalina do combate. Benefício: Ganhe +1 Ação de Combate para cada ponto investido.

Tião já está com a idade avançada e a saúde debilitada pela bebida, então não vou investir em Físico ou Velocidade (0 pontos em ambos). Em compensação, ele é muito vivido: coloco 1 Ponto em Intelecto. Como um exímio ex-pistoleiro que não teme a morte, coloco os 3 Pontos restantes em Coragem.

Resultado do Tião: Ele continua com os 6 Círculos de Vida e 1 de Movimento base. Porém, graças ao Intelecto, agora ele tem 5 Pontos de Antecedentes para o próximo passo (4 bases + 1 bônus). E, graças à Coragem, ele fará chover bala com 4 Ações de Combate (1 base + 3 bônus).

Passo 3: Os Antecedentes

Ninguém precisa ser bom em tudo e está tudo bem! Os Antecedentes funcionam como as suas “Perícias”. Eles contam a história das coisas que você aprendeu a fazer bem ao longo da vida, antes de a aventura começar.

Você possui uma lista de áreas de conhecimento na ficha: Atenção, Medicina, Montaria, Tradição, Violência, Negócios, Roubo e Suor.

  • Pegue seus Pontos de Antecedente (os 4 iniciais + bônus de Intelecto, se tiver) e distribua livremente entre elas.

  • Regra de Ouro do Nível 1: Você só pode colocar, no máximo, 2 pontos em um mesmo Antecedente na criação do personagem.

  • Lembre-se: essas mecânicas contam história! Se você não tiver nenhum ponto no Antecedente “Medicina”, não tente arrancar a bala do peito de um aliado, ou a tragédia será certa.

Seguindo com o nosso exemplo, Tião tem 5 Pontos de Antecedente. Como a especialidade do velho era o tiroteio, colocquei o limite máximo de 2 pontos em Violência. Os outros 3 pontos espalhei assim: 1 em Atenção (ele fica de olho em quem entra no saloon), 1 em Negócios (para barganhar o preço da cachaça) e 1 em Tradição (ele conhece todas as velhas lendas de Sacramento).

Passo 4: Habilidades Especiais

É aqui que o seu personagem ganha a assinatura dele! O jogo possui uma extensa lista de 30 Habilidades, separadas em duas categorias. Neste primeiro nível, você deve escolher exatamente duas Habilidades. Algumas das opções mais famosas incluem:

  • Armas da Natureza: Luta com machadinhas, lanças ou facas de pedra? O dano do seu ataque aumenta em +1 para cada ponto que você tiver em Físico.

  • Coldre de Sabão: Mestre da Iniciativa. Sempre que o combate começar, você puxa duas cartas do baralho e escolhe a melhor para garantir que agirá primeiro.

  • Dedo Quente: Especialista em chumbo. Concede +1 nos Testes de Violência ao atirar com revólveres (o dano base ainda aumenta conforme você sobe de nível contra alvos sem cobertura).

  • Boca na Botija: Olhos de águia. Você joga 2d6 e fica com o melhor resultado em Testes de Atenção. De quebra, você nunca perde Defesa por estar surpreso no início de um combate.

Como o nosso personagem de exemplo, Tião, é um ex-pistoleiro letal, foquei totalmente em armas de fogo e rapidez. Escolhi Dedo Quente para garantir bônus aos disparos do seu revólver enferrujado, e Coldre de Sabão para que o velho sempre saque a arma antes dos novatos.

Passo 5: A Trilha e a Redenção

Um bom personagem de faroeste não é apenas uma máquina de atirar; ele tem pendências emocionais e contas a acertar. A Trilha é o arco dramático do seu personagem, e construí-la envolve quatro etapas narrativas:

  1. Começo e fim: Defina qual é o problema principal do PJ e o que exatamente precisa acontecer para resolvê-lo definitivamente.

  2. Consequências: Como a busca por esse objetivo vai atrapalhar a sua vida e colocar o resto da sua gangue (os outros jogadores) em apuros?
  3. Sacrifício: O que (ou quem) de muito valor você ama e terá que deixar para trás, sacrificar ou perder para alcançar esse objetivo?

  4. Alianças: Crie um NPC (Personagem do Mestre) ou um vínculo que poderá ajudá-lo durante essa jornada rumo à redenção.

Caso você consiga interpretar e cumprir todos esses passos ao longo da campanha, seu personagem alcança a Redenção. A recompensa mecânica é imensa: independente do seu nível atual, você ganha +1 Habilidade Extra, um bônus numérico de +2 em rolagens, e o poder permanente de comprar uma carta a mais na Iniciativa (ficando com a melhor).

Tião quer recuperar sua cobiçada arma roubada, “A Viúva Negra”, para enfim se aposentar em paz.

  • Consequências: A gangue que roubou a arma vai caçar Tião e seus amigos, gerando emboscadas constantes.
  • Sacrifício: Para obter informações de onde a arma está, ele terá que doar todo o dinheiro que guardou a vida inteira para pagar a cirurgia da neta.

  • Alianças: O velho conta com Juca, um dono de saloon que atua como informante nas docas.

Passo 6: A Montaria

Você não vai querer atravessar o deserto escaldante a pé. Todo bom personagem tem o seu fiel cavalo (ou burro, ou camelo). Para criar sua montaria, você tem 3 pontos para distribuir entre dois atributos animais:

  • Potência: Ajuda nos testes de proeza e força bruta.

  • Resistência: Define a saúde do animal (ganha +1 Círculo de vida para cada ponto investido). Sempre que a montaria for desafiada no mapa, você rolará 1d6 + Potência do Animal + Seu Antecedente Montaria contra o Número-Alvo 6.

Além disso, seu Laço com o animal (que vai do nível 0 ao 5) traz vantagens incríveis com o tempo: ele atende pelo nome, concede bônus mecânicos e, em níveis altos, galopa até você de distâncias enormes, saltando precipícios para salvar sua pele.

Tião não tem muito dinheiro, então ele cavalga um burrico velho e teimoso chamado Pangaré. Coloquei 1 em Potência e 2 em Resistência. Pangaré não ganha corridas e empaca de vez em quando, mas tem couro duro e sobrevive a dias de viagem severa no sol do deserto!

Considerações Finais

Antes de desembainhar o revólver, alinhe com os seus amigos a principal regra de convivência de Sacramento RPG: NÃO SEJA BABACA. O RPG é um jogo cooperativo, e “meu personagem faria isso” nunca é desculpa para estragar a diversão da mesa. Atitudes que constranjam outros jogadores ou o Juiz simplesmente não são justificáveis.

Para garantir que a experiência seja cinematográfica e segura, grupos podem (e devem) fazer uso do Cartão X. Essa é uma ferramenta (um cartão na mesa ou um sinal com os braços cruzados em X) que qualquer jogador pode usar a qualquer momento para editar, pular ou encerrar uma cena que esteja causando desconforto real.

Monte sua gangue, trate bem sua montaria e tente sobreviver até o final da jornada. O Oeste Selvagem te aguarda!

Ah, e uma dica bem especial: tive a oportunidade de narrar uma história de Sacramento RPG para o Podcast CoffCast da Sociedade do Café, O Dia Que O Diabo Perdeu O Cavalo, uma história hilária e incrível que tenho certeza que você vai gostar!

Mas não deixe de continuar acompanhando aqui o MRPG! Afinal de contas eu não parei aqui, e tem muita coisa bacana ainda esse ano por vir! Tem os textos da Liga das Trevas, os materiais da Teikoku Toshokan, os perigos da Área de Tormenta e muito mais!

Adaptando Huntrix para Vileborn – Guia de Criação de Personagem

Recentemente joguei duas oneshots no sistema de Vileborn, da CapyCat Games, o que me fez pensar como seria adaptar esse cenário para alguma obra de sucesso atual. Após refletir sobre as possibilidades, meus pensamentos me levaram ao anime Guerreiras do K-pop, produzido pela Netflix. Ao longo deste texto, vou explicar as semelhanças entre os dois universos e os motivos que me levaram a fazer essa associação.

Antes de falar sobre a adaptação é importante entender o sistema. Financiado pela CapyCat Games em 2025, Vileborn é um RPG sobre jovens heróis que enfrentam um mundo sombrio, enquanto abraçam a própria escuridão. Ele traz um cenário no estilo nobledark que é um subgênero de ficção e fantasia sombria (dark fantasy). O cenário ao redor é terrível, opressor e cheio de sofrimento. Confira nossa resenha do sistema aqui.

Durante o jogo você assume o papel de um maculado, metade humano, metade maldito. Esses indivíduos foram afetados pela escuridão que cobriu os céus de Egas e transformou a vida de todos. Os maculados são jovens com uma herança sombria, num mundo em que são desprezados, porém necessários.

Nesse guia de criação vamos adaptar as Huntrix do anime Guerreiras do K-pop, uma obra que na minha visão tem muito a ver com o sistema. Segundo a própria editora, o manual de regras completo permitirá que você crie personagens únicos. Enquanto este manual ainda não está disponível, usaremos como referência para esse artigo as informações contidas no guia rápido do sistema.

Guerreiras do K-pop – O anime

“Guerreiras do K-Pop” conta a história de um grupo de garotas que, além de serem estrelas da música, também caçam demônios que querem consumir almas humanas. Um de seus maiores desafios? Uma boy band rival que na verdade são demônios disfarçados.

Mas o ponto central do anime é muito mais do que um grupo de garotas lutando e cantando. Ele traz a luta pessoal de Rumi, líder das Huntrix que trava sua própria batalha interior: ela é metade humana, metade demônio. Rumi luta para esconder a verdade das colegas de equipe, mas a cada dia sua parte demoníaca parece mais forte.

É justamente aqui que a conexão entre os dois universos se torna evidente. De um lado temos as caçadoras lutando para proteger o mundo dos demônios e reforçar a barreira que separa os dois planos. Do outro, os maculados alistados na Ordem Crepuscular são os únicos capazes de enfrentar os Malditos, enquanto lidam diariamente com as sombras dentro de si. Inclusive, esse trecho da página do financiamento ilustra muito bem a conexão entre os dois cenários.

Você está no centro de um conflito[…]

Você sabe que os adultos ao seu redor não têm todas as respostas.

Você vive em conflito com sua própria natureza[…]

As possibilidades de Herança

Personagens do quickstart. Editora CapyCat Games.

Em Vileborn, a Herança Sombria representa sua conexão com a escuridão. No entanto, ela não é uma ciência exata, pois ninguém sabe os limites do seu poder, nem mesmo você. O guia rápido traz quatro possibilidades de Herança.

  • SANGUÍNEO. Sentidos aguçados e sede de sangue.
  • PREDADOR. Instinto animal e uma eterna luta contra a fúria primal.
  • ASSOMBRADO. Se comunica com mortos, invoca espíritos e possui uma personalidade estranhamente distante.
  • SOMBRIO. Manipula as sombras e lida com a fome delas pelo medo.

Dessa forma, vamos adaptar as três integrantes do grupo, utilizando as opções de herança apresentadas no guia rápido.

Adaptando as Huntrix

As Huntrix em cena. Reprodução: Netflix

RUMI

Em primeiro lugar, temos Rumi, a líder do grupo. Para ela escolhi a Herança Sombrio, pois assim como Lucien (o personagem do guia rápido), Rumi também é dividida entre luz e trevas.

  • Antecedente: Rumi é filha de uma ex-caçadora e de um demônio. Foi criada no rigor de um treinamento para ser uma futura caçadora e sempre carregou o peso do destino imposto a ela.
  • Herança Sombria: Sombrio. As sombras se comunicam com Rumi e se moldam a ela, compreendendo sua intenções, sua frieza e sua fome voraz.
  • Interprete Rumi se: Quiser interpretar um personagem dividido entre luz e sombras dentro dela mesma.

MIRA

Em seguida, temos Mira, a dançarina e coreógrafa principal do trio. Para ela escolhi a Herança Sanguíneo, inspirada no personagem do guia rápido, Rafael.

  • Antecedente: Vinda de uma família rica, ela rompe com suas origens após sua herança despertar, sendo rotulada como uma criança problemática e perigosa.
  • Herança Sombria: Sanguíneo. O cheiro de sangue humano a hipnotiza, possui um carisma sobrenatural e pode catalisar o poder do seu próprio sangue.
  • Interprete Mira se: Quiser enfrentar o fardo e privilégio de seu nome nobre.

ZOEY

Por fim, encontramos Zoey, a integrante mais jovem do grupo, atua como rapper e letrista. Assim como Thalia, personagem apresentada no guia rápido, Zoey é mais forte do que aparenta e mantém o grupo unido quando tudo parece desmoronar.

  • Antecedente: Nascida na Califórnia e criada na Coreia do Sul, dependeu de sua desenvoltura para se adaptar ao novo ambiente. As adversidades forjaram seu caráter, fazendo-a mais forte do que aparenta.
  • Herança Sombria: Assombrada. O véu entre a vida e a morte desvaneceu para Zoey. Ela se comunica com o pós-vida e invoca espíritos para o mundo dos vivos.
  • Interprete Zoey se: Quiser buscar o equilíbrio entre os dois planos. A pergunta é: entre vivos e mortos ou entre humanos e demônios?

Ao escolher sua personagem, restam apenas três perguntas para responder com a sua criatividade e com base no que já fizemos acima.

  • Como sua herança sombria se manifestou?
  • Como era sua vida de “antecedente”?
  • O que você se lembra de quando foi recrutada?

Por fim, espero que tenham gostado dessa adaptação e que ela sirva de inspiração para imaginar outros cenários e personagens que também possam se encaixar no universo de Vileborn.


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Texto: Jessy Costa.
Revisão: Raquel Naiane.

Guia de Campanha: Raças – Guia de Criação de Personagem

A criação de um personagem em Old Dragon 2 vai muito além de escolher os maiores bônus para seus atributos principais.

Para um jogador que busca longevidade na mesa, o processo começa no entendimento do “eu” biológico e social da raça escolhida.

Quando nos afastamos das opções mais comuns, como humanos ou elfos, abrimos a porta para interpretações que desafiam a nossa lógica quotidiana, algo que pode ser feito de diversas maneiras usando o Guia de Campanha: Raças.

O segredo para não cair no estereótipo é encontrar a humanidade nas motivações mais profundas de cada ser.

Abaixo, exploro como abordar estas cinco raças distintas disponíveis no Guia de Campanha, focando na sua essência e em como transformá-las em protagonistas memoráveis.

Cambion

O Cambion ocupa um espaço desconfortável no mundo.

Ele é o resultado de linhagens tocadas por influências planares inferiores, o que gera uma existência marcada pelo isolamento.

Ao jogar com um Cambion, o mais importante é decidir como o teu personagem reage ao olhar de julgamento da sociedade.

Ele pode ser alguém que abraça a sua natureza intimidante para garantir que ninguém se aproxime o suficiente para o ferir, ou um indivíduo que tenta desesperadamente provar a sua virtude através de atos de sacrifício extremo.

Uma excelente ideia de personagem é o “Erudito do Oculto”, alguém que estuda a própria genealogia não para obter poder, mas para encontrar uma forma de purificar a sua linhagem ou, pelo menos, compreendê-la.

Este tipo de personagem evita o combate direto, preferindo usar o seu carisma inato e a sua presença inquietante para manipular o ambiente a seu favor antes que a primeira espada seja desembainhada.

Fungo Pigmeu

Interpretar um Fungo Pigmeu exige um desprendimento quase total dos conceitos de individualidade.

Estas criaturas são extensões de uma consciência maior e, quando se tornam aventureiros, vivem uma dualidade estranha: a solidão do indivíduo versus a memória do coletivo.

Para jogar com esta raça de forma precisa, evita motivações baseadas em ganância material.

Um Fungo Pigmeu não quer ouro; ele quer experiências que possa “levar de volta” para o seu micélio através de esporos ou memórias.

Um conceito interessante é o “Jardineiro do Decaimento”, um personagem que vê o mundo como uma grande compostagem.

Ele pode ser extremamente pragmático, sugerindo que os inimigos derrotados sejam usados para nutrir a terra, não por maldade, mas por uma lógica biológica irrepreensível.

Na mesa, a sua fala deve ser económica e focada no presente, tratando o grupo de aventureiros como o seu novo “corpo” social que precisa de ser preservado a todo o custo.

Howkar

Os Howkar trazem para o jogo uma perspectiva aérea que altera completamente a noção de exploração. Como seres aviários, eles possuem uma visão de mundo literal e figurativamente superior.

Um Howkar raramente compreende as fronteiras terrestres ou o apego que as outras raças têm por muralhas e castelos.

Ao criar um Howkar, foca na sua natureza de predador e na sua agilidade.

Uma ideia de personagem é o “Sentinela das Nuvens”, um guerreiro que se sente fisicamente doente quando passa muito tempo dentro de masmorras ou espaços fechados.

Ele valoriza a liberdade acima de tudo e pode ver o resto do grupo como criaturinhas lentas que precisam de proteção aérea.

O conflito interpretativo aqui reside na paciência: para um Howkar, a solução para a maioria dos problemas é contorná-los por cima, o que pode gerar atritos interessantes com companheiros que dependem de chaves e portas.

Muskin

Se o Howkar domina os céus, o Muskin é o senhor dos alicerces.

Estes homens-rato são os sobreviventes derradeiros, capazes de encontrar recursos onde outros veriam apenas lixo. Jogar com um Muskin é abraçar a subtileza e o pragmatismo.

Eles buscam segurança e estabilidade para o seu clã.

Um personagem Muskin memorável pode ser o “Cartógrafo dos Esgotos”, alguém que conhece todos os segredos das cidades humanas e utiliza essa informação como moeda de troca.

Em vez de um ladino comum, ele pode ser um especialista em logística, garantindo que o grupo tenha sempre uma rota de fuga.

A sua interpretação deve refletir uma constante vigilância.

um Muskin está sempre à procura da saída mais próxima e raramente confia em estranhos à primeira vista, tornando a conquista da sua lealdade um arco narrativo muito recompensador para o grupo.

Thoul

O Thoul é, sem dúvida, um dos desafios mais interessantes para um jogador experiente.

Sendo uma abominação mágica que combina características de Trolls, Ghouls e Hobgoblins, a sua existência é um paradoxo constante.

Ele possui a regeneração de um, o toque paralisante de outro e a mente tática do terceiro. Para jogar com um Thoul de forma autêntica, é necessário explorar essa fragmentação mental.

Uma proposta de personagem é o “Soldado em Busca de Ordem”, um indivíduo que se agarra à disciplina militar do Hobgoblin para suprimir os instintos predatórios do Ghoul e a fúria do Troll.

Ele é um guerreiro estoico que teme perder o controlo, vendo cada batalha como um teste à sua vontade.

Este Thoul pode carregar consigo um código de honra rígido, quase como uma âncora que o impede de se tornar apenas mais um monstro errante, criando uma tensão constante entre o que ele é e o que ele deseja ser.

Conte para nós suas raças preferidas do Guia de Raças e como aplicá-las em mesa!


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Daggerheart – Guia de Criação de Personagem – Parte 1

Leitores do Movimento, bom dia, boa tarde e boa noite. Saindo diretamente da Megaliga Tokyo Defender, eu sou Wellington Botelho. E hoje eu quero falar de uma sensação bem específica que eu tive quando abri o Daggerheart, da Jambô Editora, pela primeira vez.

Criar um personagem aqui é estranho. Não no sentido ruim. Mas é diferente.

O sistema, que vem da Darrington Press, que está ligada ao Critical Role, tem uma proposta bem clara. Colocar a narrativa no centro da experiência.

Só que isso tem um efeito colateral imediato. Quando você começa a ler a criação de personagem, bate uma sensação meio incômoda: “Tá faltando alguma coisa.”

E eu tive exatamente essa impressão. Mas, conforme você vai entendendo melhor, percebe que não está faltando. Na verdade, foi deixado de fora de propósito.

O jogo não quer te dar todas as respostas. Ele quer que você participe da construção delas. Aqui, você não monta um personagem fechado. Você entra com uma ideia e descobre o resto jogando.

E isso muda completamente a forma de pensar a ficha. Então, antes de sair preenchendo tudo, vale dar um passo atrás, porque esse guia é justamente para isso: te ajudar a transformar essa liberdade em direção.

High Fantasy + Foco Narrativo = Heróis Incríveis e Dramáticos 

O Daggerheart trabalha com Alta Fantasia e isso não é novidade. Mas o jeito que ele faz isso é. Aqui, não é só sobre o mundo, nem sobre o desafio. É sobre o que acontece com os personagens dentro da história.

E para entender isso melhor, vamos direto no exemplo mais clássico possível: O Senhor dos Anéis.

Quando o Aragorn aparece, ele não é rei, não é herói lendário, não é nada disso.

Ele é só um Ranger. Um homem meio misterioso, que claramente sabe mais do que mostra. E pronto.

No começo, ele era apenas o PASSOLARGO (Strider no original)

Só que, conforme a história anda, aquilo começa a se revelar. Não porque alguém disse numa ficha, mas porque a narrativa foi mostrando. De repente, aquele Ranger é o herdeiro de um reino. Carrega um legado. Tem um papel numa guerra que vai decidir o destino do mundo.

Isso é progressão narrativa.

Agora compara com um sistema mais estruturado, tipo Dungeons & Dragons.

Ali, você já sabe desde o começo: sua classe, sua função, o que você vai ganhar conforme sobe de nível.

O personagem cresce, mas dentro de um caminho bem definido.

No Daggerheart, não. Aqui, o personagem não vem pronto.

Ele vai aparecendo, e isso depende muito mais do que acontece na mesa do que de escolhas travadas lá no início.

Como eu faço o meu herói lendário?

O Daggerheart é totalmente voltado para personalização. Ele não te prende em modelos rígidos de personagem, pelo contrário, ele abre espaço para você criar algo único. Então, antes de qualquer escolha mecânica, vem a parte mais importante: ter uma imagem mental do que você quer.

Para exemplificar, eu vou criar um personagem chamado ULTO.

PASSO 1: Escolha a sua classe

A primeira coisa é escolher um arquétipo. O livro traz 9 classes, cada uma com 2 subclasses, dando no total, 18 caminhos possíveis.

Como eu gosto de personagens de combate direto, aquele estilo espadachim que resolve tudo na linha de frente, fui direto na classe Guardião, com a subclasse Baluarte.

Depois disso, vem a herança. São 18 opções na tabela de ancestralidade. E aqui eu fui a uma referência clássica: o Frog de Chrono Trigger.

Frog, o primeiro espadachim de cabelo verde

PASSO 2: Escolha a sua herança

Então o ULTO vai ser um QUACHO, basicamente, um anfíbio humanóide.

Sim. Um sapo espadachim.

O próximo passo é escolher o grupo social. Entre as 9 opções disponíveis, a que mais combina com esse conceito é a Silvestre, que traz a habilidade “Pés Leves”.

Isso já começa a dar identidade para o personagem.

PASSO 3: Escolha os seus atributos

Agora vem a parte dos atributos.  Você tem os bônus: +2, +1, +1, 0, 0, -1, para distribuir entre:

– Agilidade: Correr, Equilibrar-se, Saltar.

– Força: Agarrar, Levantar, Quebrar.

– Acuidade: Esconder-se, Manipular, Manobrar.

– Instinto: Perceber, Pressentir, Orientar.

– Presença: Comover, Convencer, Enganar.

– Conhecimento: Analisar, Aprender, Lembrar.

Como o ULTO é um combatente físico, eu pensei no jeito que ele luta de modo rápido, ágil, mais técnico do que bruto. Então, ficou assim:

+ 2 em Agilidade
+ 1 em Força
+ 1 em Instinto
0 em Presença
0 em Conhecimento
– 1 em Acuidade

Até aqui, a gente montou a base do personagem.

PASSO 4: Escolha mais detalhes

Agora começa uma parte importante, transformar esses números em narrativa. Além das escolhas iniciais, o sistema pede que você tome algumas decisões que ajudam a dar vida ao personagem em jogo.

E aqui entram coisas como evasão, pontos de vida (PV), fadiga (PF) e a dinâmica de Esperança e Medo.

Começando pela evasão. Mais do que um número, ela representa como o personagem evita ser atingido.

No caso do ULTO, como ele é um guardião com uma pegada mais ágil, faz sentido descrever isso com movimento de saltos, esquivas rápidas, acrobacias.

Se fosse um mago, poderia ser diferente, talvez escudos arcanos, barreiras mágicas, ou seja, a mecânica é a mesma, mas a forma como ela aparece na narrativa muda completamente.

A saúde também segue essa lógica. Os Pontos de Vida (PV) são uma abstração, não é só “tomar dano”, mas o desgaste do personagem durante a cena. Já os Pontos de Fadiga (PF), que começam em 6, representam o quanto ele está se esforçando além do limite. É o jogador que vai descrever o cansaço, o esforço e o impacto da batalha no personagem.

Passo 4.1: Escolha “Hope or Fear”

Agora, a mecânica mais importante do sistema: Esperança e Medo. Todos os personagens começam com 2 pontos de Esperança.

Quando um teste é feito, você rola 2d12:

  • um dado representa a Esperança.
  • o outro representa o Medo.

Se a Esperança vence, você ganha um ponto que pode usar a seu favor, ajudando a conduzir a narrativa. Mas se o Medo vence, a coisa muda.

O narrador ganha um ponto de Medo, e alguma complicação entra em cena.

Aqui está a grande diferença do sistema, onde suas ações não estão só mostrando acertos ou erros. Cada uma delas influencia diretamente o rumo da história.

Este texto ficou grande e não abordamos nem metade do que temos no livro de regras. Portanto, vou separá-lo talvez em mais dois ou três artigos.

Para ler a segunda parte do texto, clique aqui!

Nos vemos na próxima coluna!


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Os Bons Costumes – Guia de Criação de Personagem

Esse texto é para você que quer criar um ser humano na condição de um nativo protetor das antigas tradições, ou um estrangeiro inocente que quebra um (ou vários) importantes tabus inadvertidamente. Os Bons Costumes é um RPG de Horror Folclórico (ou Folk Horror) do brasileiro pela Editora Nozes Game Studio. Idealizado pelo estúdio Rascunho, e está sendo lançado em 2026.

  • Escrito por: Fábio Campelo.
  • Revisão: Leonardo Dionizio e Alexander Santiago.
  • Edição: Nozes Game Studio.
  • Ilustração: Ajhart Studios, Rudez Studio, Yakubovicth, Katya, Kribbox Studio, Edignwn Graphic, Yermia Santiago.
  • Capa: Kim Holm.
  • Diagramação: Leonardo Dionizio.

Passo 1 – Juntando a Lenha

Defina se você será um nativo, ou um forasteiro, mas apesar de o personagem ser seu, a criação leva em consideração o narrador e seus colegas de RPG. É UMA CONSTRUÇÃO COMPARTILHADA.

Passo 2 – Desenhando o Círculo de Poder

Você precisa definir seu arquétipo, o cerne de onde seu personagem se desenvolve. 

Temos as seguintes opções:

  1. Armipotente – voltado para ação;
  2. Sobrevivente – auto explicativo (é mais difícil de matar que uma barata);
  3. Artesão – arte, arte, arte;
  4. Bilontra – malandro, bom de lábia;
  5. Devoto – vai na fé!
  6. Erudito – professor sabichão;
  7. Desportista – você não precisa correr mais rápido que o monstro, apenas mais rápido que seus companheiros, certo?;
  8. Gatuno – famoso ladino.

Passo 3 – Entoando os Cânticos

Com 4 atributos básicos (características inatas):

  1. Físico (FIS) = força física, resistência.
  2. Habilidade (HAB) = mobilidade, precisão.
  3. Poder (POD) = personalidade, espírito, vontade.
  4. Cognição (COG) = memória, inteligência.

Passo 4 – Escolha as Proficiências (Acendendo o Fogo)

Você pode escolher entre algumas opções até 16 pontos, como por exemplo:

  1. Armas Corpo-a-corpo – Habilidade para combater utilizando armas brancas (lâminas, porretes, espetos, etc.);
  2. Ataque à Distância – Habilidade para combater utilizando armas de disparo ou armas de fogo (arcos, bestas, zarabatanas, armas de fogo, etc.);
  3. Briga;
  4. Ladroagem;
  5. Reflexos;
  6. Sobrevivência;
  7. Artes;
  8. Liderança.

Até um total de 16!

Passo 5 – Aptidões

Você tem 08 pontos para distribuir! Agradeçam, irmãos e irmãs!

  1. Beligerância;
  2. Empático;
  3. Especialista;
  4. Linguista, etc…

Até um total de 8!

Passo 6 – Vantagens

Você pode escolher até 07 vantagens no total, entre elas, Autocontrole, Generalista e Hipermnesia.

Vocês conseguem sentir este tremor no chão? A eletricidade estática no ar?

Bom. Muito bom. Vamos prosseguir.

Passo 7 – Pontos de Vida

Some pontos de Físico + Poder, e o resultado, multiplique por 5. Será seu total de “pontos de vida”.

Façam o que fizerem, agora, não saiam de seus lugares!

E finalmente, o sol nasce! Você ainda está conosco, estranho(a)?

Se você nos acompanhou até aqui, então está vivo. Agora, tens um avatar no perigoso, mas fascinante, mundo de Os Bons Costumes. Tudo aqui está contra nós, porém conseguimos terminar o ritual, e seu personagem jogador foi criado. Talvez falte apenas escolher alguns feitiços, a depender de como as coisas foram.

Por exemplo: azarar, encantar, atrair pessoas, comunhão da luz… Hum… Você escolheu as artes arcanas, ou elas que te escolheram?

Se você é iniciante neste estranho mundo, tome cuidado. Entretanto, se você sobreviveu mais um dia, provavelmente agiu corretamente.

Creio que teremos uma resenha de “Os Bons Costumes”, na próxima lua cheia. Fiquemos atentos aos sinais.

Mais uma vez, até logo. Te esperamos no nosso próximo ritual de renovação. Afinal, depois de tudo isso, você agora é um de nós…

Temos outras resenhas, aqui no MovimentoRPG. Quer checar aqui? E nosso podcast, já conhece? Escuta aqui!


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