Transformers: O Despertar das Feras – Quimera de Aventuras

Nesta Quimera de Aventuras vamos falar sobre o filme Transformers – O Despertar das Feras. Filme de ação e aventura que terá sua estreia no dia 8 de Junho de 2023, dirigido por Steven Caple Jr. e com roteiro de Joby Harold e que tem no elenco nomes como Anthony Ramos (Hamilton, Nas Alturas) e Dominique Fishback (Project Power,Judas e o Messias Negro).

O Despertar das Feras

Transformers – O Despertar das Feras se passa nos anos 90 quando os Maximals, Predacons e Terrorcons entram na batalha na Terra entre os Autobots e os Decepticons. No entanto no meio disto tudo, Noah (Anthony Ramos), um jovem do Brooklyn e Elena, uma pesquisadora de artefatos, entram no conflito por acidente. Optimus Prime e os Autobots enfrentam um novo inimigo que jura destruí-los, chamado Scourge.

Nossa Opinião Pessoal (Contêm spoilers)

Transformers – O Despertar das Feras é um filme bastante simples, com a premissa de que um grande mal surge para destruir a terra. Mas ele trabalha bem em sua simplicidade.

Durante o filme somos colocados sob o perigo de que a aliança entre os protagonistas é fragil e que a qualquer momento, para seu próprio bem, um dos lados pode tomar uma atitude que se salve, mas prejudique o outro. Contudo isso ficaria estranho se não fosse a boa atuação de Anthony Ramos que faz muito bem o roteiro que lhe foi dado.

Um dos maiores destaques são os Maximals, que são muito bem animados e diferentes dos Autobots, e os autobots Bumblebee e Mirage, que muitas vezes roubam a cena do filme. Principalmente nas cenas de combate.

O filme em momento algum pretende ser algo além do que ele é; Um filme de ação dos Transformers que seja divertido. E ele é, de fato, muito divertido.

Talvez algumas questões de roteiro, como a falta de confiança de Optimus Prime ou a falta de profundidade de alguns personagens como a Elena podem incomodar a alguns, mas mesmo isso não estraga a diversão do filme.

Quimera de Aventuras

Abaixo, na parte da Quimera de Aventuras, iremos pegar ganchos de aventura baseados no filme. Os ganchos abaixo são genéricos e podem ser usados para qualquer sistema ou cenário.

Cenários e Sistemas

A história dos Autobots contra os Decepticons talvez não seja aceita em todos os cenários. Caso não tenha problema com isto, pode trocar os robôs que viram carros por seres de outros planos, talvez angelicais contra infernais ou criaturas de outros planos elementais.

Em cenários mais futuristas ou até mesmo cyberpunk, por mais que a ideia de Autobots e Decepticons não seja tão insana, eles podem ser trocados por outras raças alienigenas.

Talvez a única impossibilidade seja uma mesa de Cthulu, mas o tanto de referências a antiguidade e a povos originários da América do Sul, talvez dê para ter os jogadores investigando o mistério entre uma guerra entre entidades cósmicas maiores do que tudo, um lado lutando para manter os humanos os servindo e a outra lutando para devorar e absorver toda a humanidade.

Quanto a sistemas, existe um sistema de Transformers chamado Transformers RPG lançado pela Renegade Game Studios em Agosto de 2022, mas não foi traduzido para o Brasil. Além deste, outros sistemas mais genéricos podem ser usados caso você queira usar os Transformers em si. 3D&T, Savage Worlds e FATE são boas pedidas. E outros sistemas mais específicos com as devidas adaptações para os cenários são interessantes.

Nos Ganchos de Aventura, vamos considerar que a sua mesa está jogando com os Autobots e os Maximals em si.

Ganchos de Aventura

  • Os jogadores encontram uma evidência da existência de um dos Maximals, e precisam seguir pistas para encontrar um deles escondido.
  • Os jogadores precisam… “recuperar” um carro em um local protegido, quando chegam até o carro, descobrem que ele é um Autobot.
  • Os jogadores entram no meio de um combate entre os Autobots e os Terrorcons, eles precisam decidir se fogem ou se ajudam os Autobots.
  • Os jogadores encontraram parte de um artefato que chama Omnicron, um ser de extrema maldade, para a Terra afim de devorá-la, para evitar que ele chegue, eles devem recuperar a outra parte do artefato perdida antes que os Terrorcons a encontrem.

Considerações Finais

O filme foi bastante divertido, as cenas de ação são muito boas e a trama, mesmo que simples, entrega. Para quem as vezes só quer uma inspiração para jogar uma mesa de aventura é uma ótima inspiração.


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Revisão e Montagem da Capa: Isabel Comarella
Texto: Gustavo “AutoPeel” Estrela

OGL 1.1 – Bafão das Grandes Corporações de RPG

Primeiramente, e para acalmar os ânimos, o a OGL 1.1 não vai acabar com o RPG. Após dito isso, a OGL 1.1 é só um rascunho, por enquanto, mas é só um rascunho! Toda a polêmica bombástica foi baseada em uma publicação feita por Linda Codega, afirmando que supostamente havia recebido um documento oficial da Wizards Of The Coast com um novo pacote de politicas sobre a OGL 1.0 criada em 2000. A  partir disso, muito se disse, muito se criou em cima de poucos fatos.

OGL 1.0

Acreditando que não cabe aqui termos técnicos, cláusulas e sessões de um contrato escrito há 23 anos, porém sendo cabível a discussão que a WotC não agiu apenas sob caridade criando a dita licença, concordamos que na época foi uma saída muito inteligente para produzir, publicar e lançar material sobre D&D. É certo que a empresa não lucrava com isso, no entanto também não tinha prejuízos, e isso no cenário editorial é um lucro e tanto!

Lembre-se, embora muitas empresas hajam de forma responsável socialmente, nenhuma delas é “boazinha”!

Wizards Of The Coast

Peter Adkison fundou a empresa em 1990, sua linha de jogos é bem conhecida, e seus cardgames mais ainda. Tendo a propriedade do principal  –  Magic: The Gathering – que foi responsável pelos primeiros grandes lucros e fracassos da empresa. Em 1997 a WotC comprou a TSR, criadora original de Dungeons & Dragons. E em 1999 a Hasbro, uma grande empresa de brinquedos e jogos eletrônicos, se tornou dona da WotC. Em seguida já sabemos o que vem.

OGL 1.1 e ORC

Desde a primeira nota lançada sobre a OGL1.1, muitas dúvidas surgiram sobre tudo que estava escrito no documento supostamente vazado. Alguns criadores de produtos compatíveis com D&D se viram em uma situação complicadíssima, criadores de conteúdo também, pois sob o novo regime da licença, até mesmo vídeos monetizados com material de D&D estariam infringindo a OGL 1.1.

Em meio ao turbilhão de informações ainda incertas, já que a WofC não havia se pronunciado. A Paizo, uma das empresas mais beneficiadas pela OGL 1.0. Pois Pathfinder, mesmo que hoje não necessite tanto da licença, bebeu muita da fonte, propôs a Open RPG Creative License (ORC). Sendo está amplamente absorvida pela comunidade de rpgistas. Eles inclusive levantaram a #OpenGame, e algumas cartas abertas foram enviadas para a WotC. Por sua vez, a mesma se pronunciou no dia seguinte com os dizeres “…nós rolamos um 1…”. Além de especificar os motivos da criação da nova licença, que são eles:

  • Prevenir que o conteúdo de D&D fosse utilizado em produtos com discurso de ódio e discriminatórios;
  •  Se dirigir àqueles que tentam usar D&D em produtos digitais, jogos blockchain e NFTs, deixando claro que o conteúdo OGL é limitado a produtos relacionados a RPG de mesa;
  • E terceiro, nós queríamos garantir que a OGL era direcionada aos criadores de conteúdo, aos que fazem regras caseiras, ao desenvolvedor aspirante, aos jogadores, e à comunidade – e não para que grandes corporações usem a licença para seus próprios propósitos comerciais e promocionais.

Completando com as falas:

Por isso que os primeiros rascunhos da nova OGL incluíram as cláusulas que estavam lá. O rascunho foi entregue aos criadores e às editoras para que seus comentários fossem considerados antes que qualquer versão fosse finalizada

Esclarecimentos

Esse artigo não visa defender nenhum lado, mas é compressível que a WotC queira proteger o seu patrimônio intelectual, considerando ainda as grandes novidades associadas ao D&D como o D&D Beyond – Uma Nova Forma de Jogar, One D&D – Uma Edição para a Todas Governar e D&D Honra Entre Rebeldes. A empresa comprometeu-se a revisar e melhorar a OGL 1.1 tornando-a mais inclusiva:

“Nosso plano sempre foi o de solicitar a contribuição da nossa comunidade antes de atualizar a OGL; os rascunhos que vocês viram estavam tentando fazer exatamente isso. Queremos sempre encantar os fãs e criar experiências em conjunto e que todos adorem. Percebemos que não fizemos isso desta vez e lamentamos por isso. Nosso objetivo era obter exatamente o tipo de feedback sobre quais cláusulas funcionaram e quais não – o que finalmente recebemos de vocês.

Qualquer mudança tão importante só poderia ter sido bem feita se estivéssemos dispostos a receber esse feedback, não importa como ele foi fornecido – e nós estamos. Obrigado por se importar o suficiente para nos informar o que funciona e o que não funciona, o que você precisa e o que o assusta. Sem saber disso, não podemos fazer a nossa parte para que a nova OGL corresponda aos nossos princípios. Por fim, gostaríamos de ter a chance de corrigir isso.”

Por outro lado, deixaram claro de a OGL 1.1 realmente vai existir, e que mudanças ocorrerão. Mas por enquanto tudo que está no documento não tem validade nenhuma, muita coisa ainda será revista. Principalmente por que devemos nos atentar que as leis mudam de país para país e isso deve ser adaptado na nova licença. Acreditamos que levarão tempo para a finalização da mesma.  E mesmo quando chegar, com certeza não matará o RPG e muito menos as produções e criações de ninguém.

Comunicação Errônea

Infelizmente a comunidade Nerd e Geek não está imune de Click Baits e nem Fake News! Cabe a cada um sempre ir atrás de mais de uma fonte de informação, além de preferencialmente ir direto na fonte!


O Movimento RPG agora tem uma super novidade. Temos nosso próprio clube do livro, A Ordem da Quimera (acesse por esse link), nesse mês estamos com o livro No Rastro dos Corações do autor Wallace Oliveira. Para participar é muito fácil, acesse o link anterior e lá entre em contado direto com a Lorde Isabel Comarella (Bell Comarella#0272). Aproveite e faça parte nosso servidor no Discord.
No Rastro dos Corações

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OGL 1.1 – Bafão das Grandes Corporações de RPG

Tommy Oliver – Black Dino Ranger – 3D&T Alpha – NPCS

Tommy Oliver é um personagem imortalizado pela atuação de Jason David Frank na série Power Rangers. Essa é a sua ficha na versão Power Rangers Dino Trovão para  3D&T Alpha, e é a nossa forma de homenagear este grande ator que participou da infância de muitos RPGistas.

Os elementos apresentados aqui podem ser usados por mestres que queiram incorporá-los nas suas próprias campanhas ou apenas serem lidos como inspiração para suas próprias criações.

Tommy Oliver

Tommy Oliver e suas várias formas Ranger, Ilustra por Iury Kroff

O Dr. Thomas “Tommy” Oliver (nascido em 1979 como Thomas Marshall) começou como um estudante transferido para o colégio da Alameda dos Anjos, que sofreu uma lavagem cerebral a mando de Rita Repulsa para se tornar o Ranger Verde e lutou contra os Power Rangers de Zordon. Depois que os Rangers o libertaram do feitiço de Rita, Zordon criou os poderes do Ranger Branco como um substituto para o esgotamento da energia do Ranger Verde. Mais tarde, quando a equipe descobriu o Cristal Zeo, Tommy foi escolhido para se tornar o Zeo Ranger Vermelho, e mais tarde o primeiro Turbo Ranger Vermelho. Depois  ele outorgou seus poderes para T.J. Johnson e se formou na faculdade.

Formado em paleontologia, ele trabalhou com Anton Mercer para criar Tyrannodrones, Invisi Portal, Bio Zords e Raptor Riders. Ele também encontra as Dino Gemas, que guardava em um laboratório secreto sob sua casa. Alguns anos depois, Tommy conseguiu um emprego como professor de ciências e eventualmente se tornou o mentor da atual equipe de Power Rangers, os Dino Rangers. Algum tempo depois, ele é sequestrado pelas forças de Mesogog, que planeja utilizar o poder de uma Dino Gema com propósitos malignos, mas Tommy acabando usando-a  e se transformando no Black Dino Ranger. Ao aproveitar os poderes da gema, Tommy é capaz de ficar invisível.

O Morfador Mestre

O Morfador Mestre é um Morfador de Poder atualizado usado exclusivamente por Tommy Oliver. Isso lhe dá a capacidade de se transformar em qualquer uma de suas formas de Ranger à vontade, utilizando um transdutor de frequência de cristal que pode alternar rapidamente entre as moedas Dragonzord, Tigre Branco, Zeo, Turbo e Dino Trovão armazenadas nele.

Em termos de regras, o Morfador Mestre funciona como a vantagem Forma Alternativa, mas cada vez que Tommy se transforma em uma de suas versões anteriores ele pode escolher um dos seguintes efeitos:

  • Transformar todos os seus PMs em PVs até o final do combate. Caso seja necessário utilizar PMs para ativar poderes e vantagens você pode usar PVs, mas cada 2 PVs equivalem a 1.
  • Ganhar um novo uso de alguma vantagem restrita e a próxima habilidade utilizada custa apenas metade dos PMs. Também é possível gastar o dobro de PMs e conseguir um efeito maximizado.
  • Até o final do combate, você pode adquirir Armadura Extra a um tipo de dano.
  • Gastando uma ação de movimento e morfando, você ganha 1d extra no cálculo da FA, em caso de um resultado crítico, o dano é triplicado.

Tommy Oliver – Dino Ranger Preto

F3, H3, R3, A3, PdF0; 15PVs e 15 PMs

Tommy Oliver como Dino Ranger Preto

Kit: Lutador Tradicional (completo), Super Sentai (completo). 

Vantagens: Aliado Gigante (Brachio Zord), Ataque Múltiplo, Equipamento 2, Mentor, Invisibilidade, Transformação de Batalha* (Modo Super Dino), Técnicas de luta x3. 

Desvantagens: Código de Honra dos Heróis e da Redenção, Restrição de Poder (morfador), Segredo (identidade Secreta).

Perícias: paleontologia, karatê e pilotagem.

Itens: Braquio Cajado (Implementos; Ataque Mágico e Explosão:água, ar, fogo e terra) e o Morfador Mestre.


PS: Quero deixar registrado aqui, um agradecimento especial ao THSilva do blog Novva Tokyo que me ajudou com a ficha.


Clique Aqui para Baixar a Ficha de Personagem de Tommy Oliver
para 3D&T Alpha

Crossover de Magic e D&D bate recorde de vendas – Adventures in the Forgotten Realms

Adventures in the Forgotten Realms, primeiro set de D&D para Magic

O primeiro crossover de Magic: The Gathering no universo de Dungeons & Dragons, o set “Adventures in the Forgotten Realms” já é responsável por recordes na Hasbro, proprietária da Wizards of The Coast. O primeiro produto que une o card game mais jogado do mundo com o RPG de mesa mais jogado do mundo provou ser um sucesso imediato.

Um relatório publicado pela empresa na última semana relata que:

  • Magic: The Gathering – Adventures in the Forgotten Realms” é o lançamento de verão mais vendido da história da companhia;
  • O produto é responsável pela principal fatia no faturamento total de 1 bilhão de dólares da Wizards of the Coast (de janeiro até setembro de 2021), que cresceu 50% no comparativo com o mesmo período de 2020;
  • Foi o segundo melhor trimestre da história da Wizards of the Coast, perdendo apenas para o trimestre anterior desde mesmo ano;
  • A receita digital cresceu com Magic: The Gathering Arena para celular, conquistando novos jogadores e aumentando o engajamento no jogo. Isto significa, segundo o relatório, maior investimento futuro em desenvolvimento, suporte e lançamentos para o jogo digital.

Warhammer 40,0000 e Senhor dos Anéis para Magic: The Gathering

Segundo anunciado no início deste ano pelo CEO da Wizards, Chris Cocks, outros crossovers de Magic: The Gathering com marcas de sucesso estão sendo planejados. Alguns exemplos são Warhammer 40,000, que deve ganhar decks Commander, e Senhor dos Anéis, que deve contar com um set similar ao projeto de Adventures in the Forgotten Realms.

Há previsão de um projeto de Magic: The Gathering com temática de Fortnite e mais outro crossover com D&D para 2022, chamado de “Dungeons & Dragons: Battle for Baldur’s Gate“.

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